Som Nuclear (1972)
Olá amigos cultos e ocultos! Tão diverso quanto absurdo é o nosso Toque Musical, que eu me permito sair do clima Trio Cigano para cair no Som Nuclear da música pop no início dos agitados anos 70. E para completar, ainda vamos fazendo ‘covers’. Taí o toque musical da quarta feira…
Eis aqui um disquinho curioso que merece a nossa atenção. Muitos, talvez se lembraram dele. Temos aqui o “Som Nuclear”, uma coletânea de sucessos da música pop internacional. Aquilo que rolava na maioria das rádios brasileiras. Porém, contudo… não são os artistas originais. Eram na verdade regravações, ‘covers’ quase idênticos aos verdadeiros que muita gente comprou, principamente movida pelo apelo de uma capa dupla moderninha, bem colorida, ao estilo de discos importados. Possivelmente, para muitos, pouca diferença fazia se o ‘som nuclear’ era original ou não. O certo é que este disco é mais uma produção da gravadora/selo Top Tape, responsável pelo surgimento de uma leva de artistas brasileiros que atuaram com nomes falsos, apresentados e cantando como artistas internacionais. “Som Nuclear” é uma coletânea de sucessos, um álbum de capa dupla, mas com nenhuma informação a seu respeito. Eu suponho que os artistas envolvidos nesta produção sejam os mesmos do Light Reflections. Tudo a ver… Vamos dar uma conferida. Quem tem algo a dizer, não se faça de rogado, comente… 🙂
Trio Cigano – Momentos Sentimentais (1958)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós com mais um disco raro e esquecido no tempo. Temos aqui o Trio Cigano, grupo pernambucano que atuou nos anos 50, com grande popularidade nas rádios do Recife. Por certo, aqui para as bandas do sul poucos serão aqueles que irão lembrar do trio. Procurando no Google, poucas foram as informações encontradas. O pouco que achei foi saber que o trio era liderado por um violinista chamado Milton Rodrigues. Recorri então ao meu amigo Fred Monteiro, produtor e compositor pernambucano, conhecedor e também personagem da cena musical do Recife já de longas datas. Mas ele também pouco sabe sobre o trio, porém ele se lembrou do violonista Milton Rodrigues (que faleceu em fevereiro deste ano). Segundo o Fred, Milton Rodrigues tocava na Orquestra Sinfônica do Recife. Nos anos 60, tinha um grupo chamado “Violinos do Recife”, que se apresentava em bailes, inclusive ao lado do conjunto do Fred, “Os Tártaros”. Eram os responsáveis pelas valsas. Mesmo com todas essas pistas, ainda assim ficamos no ar com o Trio Cigano. De certo, a única coisa que podemos falar é sobre o disco, seu repertório e a atuação do grupo. O Trio Cigano segue bem a trilha de outro trio famoso, o Surdina. Em seu repertório temos samba, beguine, fox e bolero. Tudo bem ao gosto da época e numa apresentação exemplar, que nada deixa a desejar, principalmente na qualidade de seus músicos. Um disco bem interessante que vale ser ouvido e lembrado 🙂
Rio Carnaval 1565-1965 – Rio De Janeiro A Janeiro – Carnaval De 400 Janeiros (1965)

Muito boa noite, amigos cultos e ocultos! Para comemorar os 6 anos do Toque Musical eu estou trazendo aqui uma preciosa raridade, com certeza, nunca antes apresentado em outros blogs. Eu estava guardando esta jóia para os dias de Carnaval, mas acabei esquecendo. Foi bom, pois sendo um álbum tão especial, merecia mesmo uma data também especial. Até porque este não é um trabalho que fala apenas do Carnaval, mas principalmente do Rio de Janeiro. E o que tem ele em comum como o aniversário do Toque Musical? Bom, este álbum celebra o aniversário da cidade. Em 1965 o Rio de Janeiro completava 400 anos. Tudo a ver… e ouvir 🙂 Como disse, disco especial para um dia especial. E aqui no Toque Musical tudo é festa, tudo é carnaval 🙂
Como podemos ver pelas ilustrações, trata-se de um livro, um autêntico álbum duplo produzido, em conjunto pela revista O Cruzeiro e a gravadora Copacabana, comemorando os quatro séculos de Rio de Janeiro. E como Rio é sinônimo de Carnaval, o trabalho fonográfico é todo pautado nessa relação. O ‘livro lp’ apresenta mais de 30 páginas ricamente ilustradas com belíssimas fotografias e textos do escritor Nelson Costa, extraídos de seu livro “O Rio Através Dos Séculos”, editado pela “O Cruzeiro” naquele mesmo ano de 65. Os lps que compoe do álbum são duas jóias. O primeiro, Rio de Janeiro a Janeiro””, é uma seleção de músicas que enalteceram a cidade maravilhosa. Produzido pelo grande Moacyr Silva, traz a cada faixa um diferente artista, maestro e orquestra, todos evidentemente do ‘cast’ da Copacabana. O repertório, não precisa nem dizer, é do conhecimento de todos. Para quem ama o Rio como eu, este disco é o que há. O segundo lp também não fica atrás (só na ordem de apresentação). “Carnaval de 400 Janeiros” trás uma seleção em ‘pot pourri’ de algumas das melhores músicas de carnaval. De um lado temos os sambas e do outro as marchinhas, tudo interpretado pelo Coral e Orquestra Copacabana, sob direção musical de Altamiro Carrilho. Como podemos ver e também ouvir este é um daqueles trabalhos que merece toda a nossa atenção. Já imaginaram se não fossem os blogs, assim como o Toque Musical, o que seria desta e de tantas outras jóias, esquecidas em algum canto, mofando, se perdendo…? Ainda bem que a gente está por aqui 😉
Toque Musical – 6 Anos!

Galo Metal – Torcida Organizada (2002)
Olha o Galãaaao aí de volta! Mais um toque atleticano. Me lembrei que hoje temos um clássico, Atlético e Cruzeiro se enfrentam mais a tarde. O time ‘azul babado’ vem louco atrás de uma vitória que sirva para levantar o ânimo de sua torcida, que tem andado tão calada (porque será?). Para esquentar a disputa, segue aqui uma coletânea heavy metal dedicada ao Galo, lançada em 2002, reunindo 13 bandas de rock mineiras expressando toda a paixão por esse super time. Eu já havia postado esta coletânea em um outro momento e com a capa original dentro de um pacote em homengem ao Atlético. Como não foi um post exclusivo, faço-o agora e como uma capa nova (não sei onde foi parar o meu cd).
A propósito, já estão no GTM os links de outros discos sobre o Atlético que foram postados aqui, ok?
Galo – Canto De Amor Mais Alto (1971)
Olá amigos cultos e ocultos! Finalmente estou de volta! Como todos devem saber, estive de férias, curtindo um pouco o litoral. Vocês sabem, mineiro de férias precisa, as vezes, de uma praia. Mas não demorou muito para eu ficar sentido saudades das minhas montanhas. Voltei, alegre e saltitante… E não é para menos, afinal com tanta coisa boa acontecendo.
Neste mês de julho o Toque Musical está completando 6 anos de atividades e eu, ao contrário dos anos anteriores, não fiz muito alarde, pois percebo que para a festa, só mesmo os amigos mais chegados estarão presentes. Tudo bem, melhor assim… o bolo é pequeno, mas está uma delícia!
Para completar a festa, o meu galinho, ou melhor dizendo, o Galãaaao, me deu a grande alegria de ser o Campeão da Taça Libertadores da América. Tô rindo a toa 🙂 Em sua homenagem, vou aqui postando este lp produzido pela Bemol em 1971, “Galo, canto de amor mais alto”. Um documento histórico do futebol brasileiro, com texto de um dos mais apaixonados e ilustre atleticano, o saudoso escritor Roberto Drummond. No álbum temos também a narração de alguns dos melhores momentos do Atlético Mineiro em campo, numa época em que futebol era mais que paixão. Vale a pena ouvir esse disco, mesmo aqueles que não são torcedores do ‘vingador’. Parabéns ao Clube Atlético Mineiro por esse tão sonhado título. Viva o Galo!
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Francisco Alves 2:2 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 62 (2013)
Dorival Caymmi – Caymmi (1985)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje, domingo, estou fazendo a minha última postagem antes de entrar de férias. São férias curtas, apenas uns dez dias, mas o suficiente para eu descansar. Depois eu volto para ainda a tempo brindarmos os 6 anos do blog Toque Musical. E para luminar a cavernar e abrilhantar nosso espaço, vou deixar durante esse tempo um presente especial. Aqui, tudo é ao contrário. Eu saio e deixo a luz acessa. Faço aniversário e dou presente. 🙂
Olha aí, depois de tantos pedidos, estou trazendo para vocês este disco de Dorival Caymmi. Uma produção limitada, sob os auspícios da Fundação Emílio Odebrecht. Lançado não comercialmente em 1985 para um seleto grupo, em um luxuoso box contendo além de um álbum dúplo, um livro sobre o artista (Caymmi – Som Imagem Magia). O conteúdo fonográfico ficaria inédito até 1997, quando então recebeu um edição em cd. Mas podemos dizer que já se trata de um material fora de catálogo e consequentemente, merece a nossa atenção.
Este disco foi uma produção que envolveu o próprio Caymmi. Traz, por certo, algumas das muitas e mais famosas de suas composições. Depoimentos de Caribé, Jorge Amado, Tom Jobim e Caetano Veloso. Para completar o prato, temperos especiais: um time de músicos de primeiríssimas, a começar pelo regente e arranjador principal, Radamés Gnattali. Aliás, um time não, dois ou mais… Não vou nem mencioná-los para não me estender muito. Essas informações vão incluidas no ‘pacote’, ok?
João Penca E Seus Os Miquinhos Amestrados – Cem Anos De Rock’n’roll (1991)
Boa noite, meus prezados roqueiros cultos e ocultos! É, hoje a introdução veio um pouco diferente, direcionada àqueles que carregam consigo o espírito do velho e bom rock’n’roll. Afinal, hoje é o Dia Mundial do Rock! Por certo, o rock em todas as suas vertentes, mas principalmente em seu estado e características originais. Nesse sentido foi que eu escolhi para comemorarmos o dia com este disco do trio João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, um autêntico representante do gênero da ‘velha escola’, o tradicional rock’n’roll. “Cem Anos de Rock’n’roll” foi um álbum lançado no início dos anos 90 e traz em sua produção todos os elementos retrô daqueles anos dourados, os primeiros passos do rock.
Vejam vocês como ainda hoje (e sempre) é dia de rock. Aliás, é bom que se diga, rock não é um estilo, é sim atitude!
Esta postagem de hoje tem por objetivo apenas registrar aqui esta data, afinal, embora eu já tenha postado vários discos de rock tupiniquim, nunca fiz referência ao Dia do Rock. Como eu hoje passei o dia todo ouvindo de Carl Perkins à Pearl Jam, de Cauby à Beach Combers, acho que para bem dosar, João Penca veio a calhar 😉
Den Sorte Skole – Lektion III (2013)
Clarisse (1981) e Kate Lyra – Duas Faces Do Amor (198…) – Compactos Promocionais

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Me lembrei que tenho aqui um monte de compactos e preciso digitalizá-los antes de passá-los para frente. Estou pensando em criar uma lojinha virtual para vender vinil e também cds. Tudo original, claro e direcionado mais a colecionadores. Logo que a coisa ficar pronta eu aviso a vocês.
Vamos hoje então com esse dois compactos promocionais lançados na década de 80. O primeiro, como se pode ver pela capa, foi um disquinho de brinde da revista masculina Status, lembram dela? Hummm… Temos a dublê de cantora, Kate Lyra, esposa então do compositor Carlos Lyra, interpretando duas de suas músicas num raro momento (brasileiro é tão bonzinho…). Ela canta a famosa “Quando chegares” e se salva em “Romantica”, num vocalise interessante 🙂
Na sequencia, temos outra cantora, da qual eu nunca ouvi falar, Clarisse, cantando um jingle da Varig, “Eu mereço”, que eu também nunca tinha ouvido. Legal. E mais legal é o outro lado com a faixa “O amor”. Como a moça canta bem e é muito bonita, resolvi postar :). Vamos ouvir?
Luiz Bonfá – Alta Versatilidade (1957)
Olá amigos cultos e ocultos! Continuo num corre corre danado, sem muito tempo para o blog. Principalmente neste mês de julho, onde o Toque Musical completa 6 anos de resistência. Fico nessas horas pensando quanta pedra no caminho, quanto tropeço, quantas investidas de ataque, quantas vezes tive que mudar o rumo do blog por conta de alguns desafetos, que diga-se de passagem eu entendo mais como inveja, despeito ou mesmo pura sacanagem. Enfim, entre trancos e barrancos o TM continua… agora ainda mais ‘cult’, só para seus associados.
Trago hoje para vocês outro disco do Luiz Bonfá. Um excelente lp lançado pela Odeon em 1957. Creio que foi um dos primeiros lps da Odeon em formato 12 polegadas, ou seja, um vinil padrão como conhecemos hoje. “Alta Versatilidade” foi também lançado nos ‘States’ e suponho que as gravaçoes foram feitas pensando nisso, num lançamento na terra do Tio Sam. Os arranjos e regência são do maestro Leo Peracchi. Trata de um excelente trabalho cujo o repertório faz a alegria principalmente de quem toca violão. Mas não se limita aos amantes da técnica. É acima de tudo um disco, com disse o José Fernandes no texto de contracapa, “um conjunto de obras primas que se destina às pessoas de bom gosto”.
Este é mais um disco já bem manjado em blogs e outras fontes. Mesmo assim é mais um que precisava constar aqui 😉 Só para quem é ‘cult and cool’. 😉
Sambalanço Trio – Vol. 2 (1965)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou num aperto só, quase sem tempo para o Toque Musical, mas vamos lá rapidinho… Vamos com um disco que não precisa ficar dando muita explicação. A contra capa já nos dá todas as informações necessárias e além do mais, este é um disco que já foi bem divulgado em outros blogs. Estou postando aqui para aqueles que não tiveram a chance de conhecer, ou querem também conferir o toque aqui do Augusto 😉
Sambalanço foi um dos muitos e excelentes grupos da era Bossa Nova. Formado no início dos anos 60 por três grandes músicos, Cesar Camargo Mariano, Airto Moreira e Clayber. Este disco foi o segundo lançado por eles, pelo selo Som Maior, em 1965. Como se pode ver na contracapa, o repertório é fino! E os caras são foda! Discaço, que mesmo bem manjado merecia estar aqui. 🙂
Francisco Alves 1:2 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 1 (2013)
Milton Nascimento – Missa Dos Quilombos (1982)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês um disco que cai muito bem numa manhã como esta de domingo. “Missa dos Quilombos”, uma produção do nosso querido Milton Nascimento feita no início dos anos 80. Este disco foi idealizado por Bituca e sua turma após conhecerem o Bispo de Goiania, Dom Pedro Casaldáliga e o poeta Pedro Tierra, com os quais veio a criar esta obra maravilhosa chamada de “Missa dos Quilombos”. A temática, evidentemente, é a questão do Negro e se inspira nas ideias sugeridas por outro religioso, Dom Helder Câmara a respeito da triste realidade do negro no Brasil ao longo de sua história. Os textos da Missa dos Quilombos foram escritos pelos dois Pedros e ao Milton coube musicar, arranjar, reger e interpretar. Belíssimo trabalho, super inspirado. O disco foi gravado ao vivo, em apenas três dias, na Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, no Caraça/MG em 1982.
Sérgio Mendes & Brasil ’77 – On Concert (1973)

Morris Albert (1976)
Olá amigos cultos e ocultos! Nesta semana eu postei um disco do Pete Dunaway e no embalo pop-romântico-em-inglês vou de novo alegrar os apreciadores trazendo o figuraça, Morris Albert. Este é um artista que dispensa apresentações. Um compositor e cantor que fez sucesso internacional, principalmente com aquela música chata… como é mesmo o nome dela? Hehehe… Bom, não importa… de qualquer maneira aqui tem outra que também emplacou, “She`s my Girl”. Se não me engano (e se me engano também não importa), este foi o seu segundo álbum e gravado nos States 🙂
Lúcio Alves – A Noite Do Meu Bem… (1960)

Olás! De volta como prometi e mais uma vez trazendo o imprevisível. Desta vez vamos com Lúcio Alves, em disco Odeon de 1960. Temos aqui “A noite do meu bem…”, belíssimo álbum onde o nosso artista interpreta a música de Dolores Duran. Inclusive, nos anos 70 o disco voltou a ser relançado, em versão ‘estérizada’, com uma nova capa e sob um novo título “Lúcio Alves Interpreta Dolores Duran”. Esta mesma versão saiu também em cd. No álbum iremos encontrar algumas das mais importantes e marcantes canções de Dolores. Dela e também de seus grandes parceiros, diga-se de passagem. Lúcio Alves, como sempre, impecável…
Pete Dunaway (1974)

Olá amigos cultos e ocultos! Ontem, devido a total falta de tempo, não tivemos nenhuma postagem. Para compensar, hoje teremos duas (se tudo correr numa boa). Sempre misturando, variando, oscilando… lá vai o Toque Musical com suas publicações inusitadas.
Ainda nos anos 70, também pela Som Livre, tivemos edições para todo gosto. Na época, muitos artistas, sem encontrar direito um espaço para fazer MPB e vendo o quanto na indústria fonográfica era lucrativa a música internacional, partiram também nessa onda. Com curiosos nomes estrangeiros, nasciam figuras como Morris Albert, Mark Davis (Fábio Jr), Terry Winter e mais uma dezena de outros que viriam a emplacar verdadeiros sucessos nas rádios. A febre se espalhava e um dos responsáveis pela invasão era um italiano que morava em São Paulo, Cesare Benvenutti, produtor do selo Cash Box, da Continental. Outras gravadoras percebendo a grande jogada, resolveram também investir no lance. Criavam também seus artistas nacionais internaiconais. A Som Livre nos apresentou em 1974, Otávio Augusto, ou melhor dizendo, Pete Dunaway. Ele já nessa época era produtor, trabalhava na Som Livre. Foi o cara quem lançou o Guilherme Arantes. Produziu e também fez os arranjos de base para o artista. Em 1974 ele lançou este lp, com o qual conseguiu emplacar várias canções. Sei de pelo menos umas três que tocavam (e ainda tocam) insistentemente no nas rádios por aqui. Let’s go, my friends… sing the songs!
Jards Macalé – Contrates (1977)
Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Entre tantas curiosidades, músicas para se ouvir com outros olhos e coisa e tal…, as vezes eu penso: pô, tenho que postar aqui também aquilo que sempre faz a minha cabeça. Ou melhor dizendo, preciso também postar aqui aquilo que eu realmente nunca deixo de ouvir. Assim, eventualmente, dou um toque nos meus prediletos 😉 Olha aí, que beleza…. “Contrastes”, de Jards Macalé. Tenho por este disco uma atenção especial, pois é um álbum que me acompanha desde o seu lançamento, em 1977. Me lembro exatamente do dia em que comprei este disco. Nesta época eu vivia num verdadeiro contraste musical. Amava os Beatles e os Rolling Stones (e ainda amo!), também o hard rock e já flertava com a nova onda, o punk rock dos Ramones e Sex Pistols. Porém, ao ouvir (como se a primeira vez) ao Jards Macalé, vi a salvação. Voltei a tomar gosto pela MPB. “Contrates” é um puta disco! Aliás, o Macalé é que é… um puta artista… todos os seus discos são ótimos e vale a pena ouvi-los, sem excessão. Um artista assim nunca deixa de ser cultuado, principalmente nos dias de hoje. Inclusive, seus discos, mesmo fora de catálogo estão, vez por outra, sempre sendo resgatados. “Contrates”, obviamente já teve seu relançamento na versão cd. Inclusive, a capa na nova edição é diferente. A foto da capa, o beijo, aparece aqui rasgada. Seria uma demonstração de desfeto e mágoa do artista? A moça da foto era então a sua esposa. Na época do relançamento do disco em cd, ela não permitiu que sua imagem fosse novamente exposta (os tempos são outros). Acho que, meio no desaforo, o artista deu o troco, recriando de maneira interessante a velha capa.
Bom, falar da música acho que é desnecessário. Este não precisa de defesa ou promoção. O melhor mesmo é ouvir 😉
Januário E Luiz Gonzaga – Seleção 78 RPM Do Toque Musical (2013)
Conjunto Mafasoli (1967)
Os Maracajás – Gatos Bravos (1968)
De volta, como havia prometido. Desta vez postando o álbum de hoje. Vamos agora com Os Maracajás, grupo surgido nos anos 60, na ‘onda’ da Jovem Guarda. Ao que tudo indica, suponho, este conjunto veio do Rio de Janeiro. Em minha breve pesquisa descobri que eles gravaram pelo menos mais uns dois discos, entre eles, ou em um deles, consta inclusive a participação do saudoso Azimuth, José Roberto Bertrami. Este álbum foi o disco de estréia, lançado, provavelmente, em 1968. No repertório vamos encontrar uma série de músicas bem conhecidas do público. Sucessos nacionais e internacionais, algo bem ao gosto da época. Ah, esqueci do detalhe, trata-se de um disco instrumental, algo bem parecido com outro conjunto da época, o The Pop’s. Para os que gostam do gênero, taí, mais um prato cheio…
Agostistinho de Matos – Um Violão Dentro Da Noite (198…)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ontem, sexta feira, eu não postei nada. Juntou a preguiça com a falta de tempo e deu no que deu… Mas para compensar, vou ver se hoje consigo fazer duas postagens, para não perdermos a intesidade 😉
Vou logo apresentando aqui o disco que seria o de ontem: “Um violão dentro da noite”, do violonista mineiro Agostinho de Matos. Aliás, ao que parece, este foi o seu único registro fonográfico e ainda assim de maneira independente. Agostinho, para os que não o conhecem, foi um dos importantes professores de violão em Belo Horizonte. Muitos músicos e artistas conhecidos passaram pela sua escola, a EMAB. Ele também foi radialista, apresentando programas musicais nas Rádios Inconfidência e Guarani, aqui na capital Mineira. Também atuou na televisão, na extinta TV Itacolomi. Neste lp, cuja a data de gravação e lançamento não sejam informados (creio que é da década de 80), temos um repertório totalmente autoral, onde ele executa choro, tango, valsa, fox, balada, serenata e até música ao estilo paraguaio. Segundo contam, o professor Agostinho era um pouco avesso às gravações e só lançou este disco depois de muitos insistirem com ele. Vamos conhecer?
Trio Irakitan – As Vozes E O Ritmo Do Trio Irakitan (1958)
Olá amigos cultos e ocultos! Seguimos aqui com mais disco do Trio Irakitan. Estou trazendo este lp porque, ao que parece, ele ainda não teve a sua vez. Eu, por outro lado, eu adoro esse trio. Assim, vamos às vozes e ritmos do Trio Irakitan em sua formação inicial, com Edino, Gilvan e Joãozinho. Creio eu que este foi o segundo lp de 12 polegadas lançado por eles. Álbum muito bom, recheado de baião, toada e samba. Aliás, um disco onde predomina a música de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Composições que são, muitas delas, verdadeiros clássicos da música popular brasileira. Embora não conste no texto ou em qualquer outro lugar do disco, temos como participação, quase especial, o grande Sivuca que além de tocar, foi também o responsável por diversos dos arranjos. Como disse, um álbum dos melhores. Quem conhece não vai perder 😉
Turibio Santos E Orquestra De Violões Do Rio De Janeiro (1984)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje, para não variar, eu estou um pouco cançado, depois de algumas horas de caminhada pela Av. Antonio Carlos. Ir na manifestação foi mole, duro foi ter que voltar como viemos, a pé. Ufa, custei, mas cheguei!
Vamos rapinho… vai aqui um disco do violonista Turibio Santos, acompanhando e regendo a Orquestra de Violões do Rio de Janeiro. O disco foi gravado ao vivo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1984. Nele encontramos um repertório essencialmente erudito, com peças de Francisco Mignone, Leo Brouwer, Roberto Gnattali, Vivaldi, Joaquim Rodrigo e L. M. Gottschalk. Confiram aí…
Vários – Radamés Gnattali E A Música Popular (1990)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Para abrilhantar a nossa terça feira eu estou trazendo para vocês este belíssimo álbum dedicado à música do mestre Radamés Gnattali. Trata-se de um disco promocional para a Atlantic, do extinto selo Kuarup. Creio eu que, originalmente, este disco não foi lançado com a intenção de promover a tal bandeira de combustível. A Kuarup tinha por hábito associar seus títulos e lançamentos à brindes promocionais de empresas, os discos eram relançados com novas capas, ou algo assim…
O certo é que temos aqui um disco em homenagem ao maestro, compositor, arranjador e instrumentista Radamés Gnattali. Uma produção de Mário de Aratana e Henrique Cazes, músico o qual também participa como instrumentista no disco e dirige a Orquestra de Cordas Brasileiras, que praticamente dá corpo ao trabalho, ao lado do também genial Chiquinho do Acordeon, peça importante nessa produção. Está presente também o pianista João Carlos Assis Brasil, que segundo a ficha técnica na contracapa toca em duas das faixas (eu só percebi sua presença óbvia em “Maneirando”). Em resumo, temos aqui um excelente trabalho musical que Radamés, sem dúvida, deve ter aprovado lá de cima. Este álbum já teve seus dias em outras fontes e se não fossem elas e esta aqui (naturalmente), este momento estaria esquecido como tantos outros tem ficado. É por isso que o Toque Musical continua na ativa. Viva o compartilhamento musical! O resto são apenas produtos com seus prazos de validade vencidos 😉
Elvira Pagã – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 59 (2013)
Apresentamos depois as músicas do único 78 de Elvira Pagã no selo Ritmos, para o carnaval de 1956, número 20-0060, com duas composições próprias: a marchinha “Marreta o bombo” e o samba “Condenada”. Por fim, as músicas de seu penúltimo disco, o Marajoara MA-10009, para o carnaval de 1959, também da própria Elvira: a marchinha “Papel pintado”, matriz M-17, com parceria de Orlando Gazzaneo, e o samba “Você partiu”. Matriz M-18, que ela fez com Airão Reis e Nélson de Oliveira. Enfim, é com muita alegria que apresentamos esta retrospectiva de Elvira Pagã, e quem tiver as cinco músicas que ainda faltam para completar sua discografia-solo, entre em contato com o amigo Beto pelo email:betodec39@yahoo.com.br, que ele está no aguardo!
* Texto de SAMUEL MACHADO FILHO
Sivuca E Rildo Hora – Sanfona E Realejo (1989)
Muito boa noite, amigos cultos e ocultos! Como vocês já devem ter reparado no GTM, os nossos ‘toques’ estão vindo agora com senha e essa acompanha a postagem no grupo. Parece meio idiota e sem sentido fazer isso, ou mesmo uma chatice a mais para se acessar o disco. Mas isso tem uma razão e eu explico. Acontece que muitos dos arquivos hospedados no Depositfiles ultimamente, tem sido apagados ou mesmo restritos. E eu só fico sabendo disso se alguém comenta. Creio que esses arquivos que a gente hospeda nesses sites, ficam, na verdade, muito expostos e a mercê da vontade e interesse de seus adminstradores. Eles, no fundo, não estão ligando à mínima para o conteúdo, desde de que esse não venha a lhe trazer problemas. Se der ‘ibope’, ainda melhor. Mas o certo é que contas ‘free’ estão sempre sujeitas a invasão e periodicamente são vasculhadas e quando acham por bem, bloqueiam ou apagam o que bem lhes interessar. Para evitar um pouco ou dificultar o monitoramento, descobri que pondo senha no arquivo compactado, dificulta a ação dos censores. Por isso temos agora a tal senha, ok?
Bom, para fechar bem a semana, ou dar início a uma nova, anuncio aqui o disco do domingo. Vamos hoje com o saudoso Sivuca ao lado de Rildo Hora. Um encontro da sanfona com o realejo. Realejo aqui no caso é um outro nome dado à gaita de boca, ou harmonica. Neste lp vamos encontrar os dois artistas muito a vontade, apresentando um repertório dos mais agradáveis. Entre temas autorais, temos também músicas de Caetano Veloso, da dupla Milton Nascimento e Fernando Brant, do grupo Boca Livre, Moraes Moreira, Jacob do Bandolim e por aí a fora… Um bom disco que sempre vale a pena ouvir de novo 🙂 confiram…