Orquestra Violinos De Ouro – Balada Romance Melodia (1962)

Em 27 de dezembro de 1962, na edição de número 691 da “Revista do Rádio”, a gravadora Odeon  (subsidiária brasileira da britânica EMI, absorvida anos mais tarde pela Universal Music), em anúncio na página 33, anunciava a série “Galeria de ouro”, um suplemento especial com cinco LPs instrumentais, visando comemorar seu quinquagésimo aniversário,que aconteceria no ano seguinte, 1963 (na verdade, a marca Odeon surgiu em 1904, na cidade alemã de Berlim, e, dois anos antes, a Casa Edison já havia iniciado a gravação de discos no Brasil, representando a Zon-O-Phone, logo substituindo o selo por aquela que seria a famosa “marca do templo”, portanto adotada bem antes de 1913).

É dessa série que faz parte o álbum que o Toque Musical oferece hoje a seus amigos cultos, ocultos e associados: “Balada, romance, melodia”. Foi gravado pelos Violinos de Ouro, uma orquestra sobre a qual absolutamente nada se sabe, nem mesmo a respeito de seus integrantes. Como o próprio título indica, trata-se de uma seleção de clássicos da MPB de cunho romântico, ainda hoje bastante conhecidos,  lançados em épocas diversas. Vejam só o cardápio que esses autênticos ases da rabeca nos oferecem: “Risque” (”meu nome do seu caderno”, obra-prima do mestre Ary Barroso), “Ave Maria” (a de Vicente Paiva e Jayme Redondo, sucesso em 1950 com o Trio de Ouro e também com Dalva de Oliveira, então já desligada do mesmo),  “Mulher”  (de Custódio Mesquita e Sadi Cabral, e não Evaldo Ruy, como erroneamente está no selo), “Fim-de-semana em Paquetá”,  “Rosa de maio”, “Jangadeiro do Norte” e outras.  Tudo isso sob a direção artística do pianista e compositor José Ribamar, reconhecidamente um craque da MPB.  Além deste,os Violinos de Ouro ainda lançariam, neste mesmo suplemento especial, LPs dedicados ao samba, à guarânia, ao bolero e à música de cinema (nesse último caso, com o nome de Orquestra de Ouro). Diz a contracapa deste aqui: “Você vai gostar dessa produção. Ela foi feita pra você. Que, certamente, ama o amor. Que, certamente, se encontrará num dos romances descritos aqui a violinos de ouro”. Ao que parece, a  orquestra foi constituída apenas para a gravação desses álbuns . Ainda assim, vale conferir este “Balada, romance, melodia”, principalmente pela qualidade do repertório e dos arranjos.  L’amour, toujours  l’amour
risque
ave maria
mulher
velho realejo
fim de semana em paquetá
a chuva caiu
chuá chuá
além
luar de paquetá
rosa de maio
malandrinha
jangadeiro do norte
*Texto de Samuel Machado Filho

Dory Caymmi (1972)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos para a nossa primeira postagem do ano! E para que tudo seja perfeito aqui no Toque Musical em 2015 é bom a gente começar com algo de acordo. Trago para vocês o, também primeiro, disco de Dory Caymmi, lançado em 1972 pela Odeon. Embora não conste na contracapa, o álbum foi produzido pelo maestro Lindolfo Gaya, os arranjos e regências por Dory. Temos assim um lp com nove faixas. Nove composições próprias. Ou por outra, nove canções, sendo boa parte delas parceria com Nelson Motta, entre elas a belíssima “O cantador”. Outra faixa de destaque é “Evangelho”, música em parceria com Paulo Cesar Pinheiro. Dory vem acompanhado por Novelli, Nelson Angelo e parte da turma do Som Imaginário (Tavito, Robertinho Silva e Wagner Tiso). Sem dúvida, um grande disco. Confiram na no GTM.

o cantador
minha doce namorada
velho pescador
depois de tanto tempo
lenda
evangélio
de onde vens
o mar é meu chão
nosso homem em três pontas
.

Edu Lobo (1973)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Acabei ficando sem tempo também no final da partida, quer dizer, quase não sobrou tempo para eu vir aqui fazer a última postagem do ano, nos últimos momento do ano.
Antes que 2014 acabe, quero logo deixar aqui os meus votos a todos, amigos cultos, ocultos, associados e aos demais que por ventura vão surgindo. Desejo a todos um feliz 2015. Com muita paz, saúde e amor. Claro que acima de tudo isso desejo a todos boa música, bons momentos e felicidade. Que em 2015 possamos realizar todos os nossos sonhos, desejos e necessidades. Vamos melhorar, o Brasil também, eu acredito!
Fecho assim, com chave de ouro, nossas postagens. Vamos com o Edu Lobo em seu excelente álbum de 73. Boa safra! Um disco que nem vou me dar ao trabalho de falar, pois já foi bem apresentado em diferentes cantos e recantos dessa web musical.
Tenha todos uma ótima noite. Ano que vem tem mais

vento bravo
viola fora de moda
porto do sol
zanga zangada
dois coelhos
kyrie
glória
incelensa
oremus
libera nos
.

Tobias Troisi – Valsas Brasileiras N. 2 (1959)

Surgida na Áustria e na Alemanha, a valsa chegou ao Brasil em 1808, com a transferência da corte portuguesa ao país. O gênero foi apresentado em salões onde a elite do Rio de Janeiro dançava  e, mesmo com o surgimento da polca, em 1845,a valsa continuou a ter grande aceitação no decorrer  da segunda metade do século XIX, que se estendeu,logicamente, até o século XX.
Inúmeros compositores brasileiros conceberam valsas: Ernesto Nazareth, Villa-Lobos, Pixinguinha, Carlos Gomes, Chiquinha Gonzaga etc.  O gênero foi inclusive absorvido pela música sertaneja, destacando-se Zé Corrêa e a dupla José Fortuna e Pitangueira. Até hoje, tradicionalmente,a valsa é muito utilizada em casamentos e bailes de debutantes.
Pois hoje o Toque Musical oferece a seus amigos cultos,ocultos e associados uma antologia que reúne algumas das melhores composições brasileiras do gênero valsa.Trata-se do segundo volume de “Valsas brasileiras”, lançado pela Odeon em 1959,com execução a cargo do violinista Tobias Troisi. Nascido em São Paulo, em 1918, Troisi foi considerado por muito tempo o melhor violinista do Brasil. Com acentuada inclinação para a música, formou-se, com distinção e louvor, em 1938, no curso de concertista do Conservatório Musical e Dramático de São Paulo. Com uma bolsa de estudos do governo brasileiro, Troisi percorreu toda a Europa, fazendo cursos de aperfeiçoamento. Embora dedicando-se à música erudita, nunca desprezou os gêneros populares. Mais tarde, foi para o litoral de São Paulo, atuar no Cassino de São Vicente com a orquestra de Luiz Argento. Casou-se com uma santista, e da união resultaram dois filhos.
 A convite do maestro Vicente Paiva, Tobias Troisi foi para o Rio de Janeiro, atuando no Cassino da Urca. Quando o jogo foi proibido no Brasil, em 1946, encerrando a era dos cassinos, integrou a fabulosa Orquestra Copacabana, do palestino Simon Bountman, que tocava na Boate Meia-Noite, do Copacabana Palace Hotel. Integrou também a Orquestra do Teatro Municipal de São Paulo. Comparado ao extraordinário violinista francês Georges Boulanger (de quem regravou, entre outras,o clássico “Avant de mourir”, conhecido como “My prayer”), Troisi formou, na década de1960, ao lado do bandoneonista argentino Ramon Torreyra, uma orquestra típica especializada em tangos, talvez a melhor surgida no Brasil.
Tobias Troisi faleceu em Santos, em 1986. Deixou uma discografia escassa porém brilhante, abrangendo seis discos 78 rpm com doze músicas, entre 1951 e 1957, e quatro LPs, entre 1958 e 1960. Neste segundo volume de “Valsas brasileiras”,algumas das melhores e mais expressivas composições do gênero, tais como “E o destino desfolhou”, “Cascata de lágrimas”, “Saudades de Ouro Preto”, “Lágrimas de virgem”, “Caprichos do destino”, assinadas por autores de primeira linha (como Luiz Americano, Claudionor Cruz, e o próprio Troisi, que assina “Ida”).  É toda uma história da valsa em território brazuca, magistralmente contada pelo violino de Tobias Troisi. Deliciem-se
e o destino desfolhou
cascata de lágrimas
sombras que vivem
melodia perdida
dirce
ida
pic nic trágico
saudades de outropreto
amorosa
adda
lágrimas de virgem
caprichos do destino
* Texto de Samuel Machado Filho

Dalva De Andrade – Prece (1964)

O Toque Musical hoje oferece a seus amigos cultos, ocultos e associados um álbum dedicado à obra de Marino  (do Espírito Santo) Pinto (Bom Jardim, RJ, 18/7/1916-Rio de Janeiro, 28/1/1965), sem dúvida um dos maiores compositores brasileiros. Filho de um violonista e cantor amador, Marino fez sua primeira composição aos onze anos de idade, “Ilka”, dedicada a uma namorada. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1927, e um ano depois iniciou seus estudos. Com 13 anos, passou a frequentar aos domingos a Rádio Philips, tornado-se grande fã de Sílvio Caldas. Em 1934, foi aprovado no vestibular de Direito, mas não concluiu o curso. Dedicando-se mais tarde ao jornalismo, trabalhou em veículos diversos, abandonando o ofício em 1943 e tornando-se comerciante, mais precisamente na Casa Waldeck,onde era gerente, e onde eram vendedores nada mais nada menos que os também compositores Haroldo Lobo e Mílton de Oliveira. Deixou o emprego em 1945 para se dedicar à carreira artística e, um ano depois, foi sócio-fundador da SBACEM (Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música). Em 1957, foi presidente do conselho deliberativo dessa entidade, sendo eleito , dois anos mais tarde, seu conselheiro vitalício, e,em 1960, presidente  da SBACEM, sendo reeleito em 1962 e 1964. A primeira composição gravada de Marino Pinto foi “Fale mal, mas fale de mim”,de parceria com Ataulfo Alves,na voz de Aracy de Almeida. Em 1942, obteve estrondoso sucesso com “Aos pés da cruz”, que fez com Zé da Zilda, na voz de Orlando Silva.Outros hits de Marino Pinto como autor são “Que será?” (com Mário Rossi),  “Estrela do mar” (com Paulo Soledade), “Segredo” (com Herivelto Martins)“Prece” (com Vadico, que o próprio parceiro considerava sua obra-prima), “Aula de matemática” (com Tom Jobim), “Sucedeu assim” (idem), a marchinha carnavalesca “Pula, caminha” (com Manezinho Araújo), “Vulto” (com Wilson Batista)etc.  “Prece” ,um samba-prelúdio, vem a ser o título deste álbum-homenagem a Marino Pinto, com texto de contracapa dele próprio.Lançado pela Odeon em fins de 1964, pouco antes da morte do compositor, foi gravado por uma das mais expressivas cantoras da época, Dalva de Andrade, carioca nascida em 2 de abril de 1935. As orquestrações e regências foram entregues a um verdadeiro “expert” na matéria, Lírio Panicalli, com a direção e coordenação artística de outro “cobra”, Mílton Miranda. No repertório, várias composições de Marino com parceiros diversos, grande parte já conhecida nas vozes de outros intérpretes, a saber: a própria faixa-título, parceria com Vadico (criação de Helena de Lima), “Reverso”, “Talvez”,ambas feitas por Marino em  parceria com o cantor Gilberto Milfont, “Se o tempo entendesse”,  “Que seja eu” , ambas em parceria com Mário Rossi (e todas quatro originalmente lançadas por Lúcio Alves), “Velha praça” (Elizeth Cardoso), ‘Vulto” (com Wilson Batista, lançada por outra Batista, a Dircinha), “Segredo” (parceria com Herivelto Martins, pontapé inicial definitivo da carreira-solo de Dalva de Oliveira), “Sucedeu assim” (com Tom Jobim, criação de Vanja Orico) e “Renúncia” (sem parceiro, lançada por Orlando Silva). Completando o repertório, as então inéditas “Céu azul” (com Paulo Valdez) e “Boa noite, esperança” (com Mário Rossi).  Por ironia do destino, Marino Pinto faleceria pouco depois do lançamento deste álbum.  Já Dalva de Andrade deixaria a carreira artística alguns anos depois, em virtude de problemas de deficiência auditiva, só lançando depois disso (1979/80) dois compactos de produção independente.  São dois fatores que, por si só, recomendam e dão ainda mais valor histórico a este “Prece”. Ouçam e apreciem
prece
reverso
velha praça
se o tempo entendesse
céu azul
vulto
que seja eu
segredo
sucedeu assim
talvez
boa noite esperança
renúncia
*Texto de Samuel Machado Filho

Conjunto Sambacana Vol. 3 (1969)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Conforme eu já informei aqui, o nosso amigo Samuca estará participando mais ativamente nas postagens do Toque Musical. Ele agora também participa com suas resenhas em outras publicaçoes, cobrindo assim os espaços que tenho deixado na semana. Nesse sentido, ele será como os ‘discos de gaveta’, um reserva pronta para entrar em ação sempre que a coisa por aqui complicar.
Hoje eu trago para vocês um disco literalmente bacana, o volume 3 do Conjunto Sambacana, criado por Pacífico Mascarenhas, o pioneiro da Bossa Nova em Minas Gerais ainda na primeira metade da década de 60. Eu já havia postado aqui os outros dois primeiros volumes e também o quarto, já dos anos 70. Faltava então o terceiro volume, que é tão bom quanto os demais e da mesma forma um disco raro, peça de colecionador. Neste álbum, lançado pela Odeon em 1969 vamos encontrar um repertório delicioso, com músicas de Pacífico e também outros autores, entre os mais conhecidos, a dupla Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, Tito Madi e, inclusive, o Bob Tostes, que só agora eu me dei conta de que é aquele que aparece na capa, em primeiro plano, cantando ao lado de duas outras cantoras. Confiram longo, porque como eu disse, este é um conjunto bacana 😉

tarde azul
moça
canto puro amor
saudade nos olhos
a bela da feira
perdido no espaço
giro
além do horizonte
tudo azul
por que
em canto antigo
.

Lyra Da Alegria – Aí Vem A Lyra (1963)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Voltamos aos lps. Mas nunca esquecendo o compacto, que vez por outra continuarão a pipocar por aqui. Iniciando a semana, vamos hoje com a “Lyra da Alegria – Aí vem a Lyra”, um disco bem interessante, mas que curiosamente nos omite alguns dados básicos como o quem seria essa banda “Lyra da Alegria”. Também não consta a data de seu lançamento. Por outro lado (literalmente), o pessoal da Odeon aproveitou a contracapa para nos explicar o que é uma Lyra e ainda para se justificar, nos deu a ficha técnica da produção da capa, artista gráfico, fotógrafo, artista da obra fotografada para a capa e nome dos colecionadores da obra de arte. Informações técnicas e sobre os músicos que participam dessa Lyra ficou faltando, o que nos leva a crer que se trata de um lançamento de ocasião. Seria a Lyra de Xopotó? Ou por outra, seriam os mesmos músicos e os arranjos de Lirio Panicalli? Bem que parece. Parece porque a Lyra da Alegria é a reencarnação da Lyra de Xopotó em todos os sentidos. Talvez seja a mesma, com a alteração do nome por razões contratuais, ou coisa assim. A Lyra de Xopotó gravava pela Sinter e em 1960 estaria pendurando as chuteiras, só voltando a ativa nos anos 70 pela Copacabana. Nesse hiato, a Odeon aproveitou para lançar a sua Lyra da Alegria.
Como se pode ver pela capa, temos uma seleção musical e carnavalesca muito boa, com grandes sucessos da época e alguns até bem mais antigos. Pelo repertório e tudo mais, suponho que este álbum tenha sido lançado entre 63 ou 64.

pierrot
a lua é dos namorados
vai com jeito
pierrot 2000
a sogra vem aí
balzaqueana
pedro das flores
índio que apito
evocação
zé de conceição
sempre oluar
a cartomante
.

Golden Boys (1970)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Segue aqui mais um compacto e mais uma vez com direito a homenagem. Desta vez, vai para o meu Galo Doido que disputa hoje a final da Recopa no Mineirão. Vamos no fumacê dos Golden Boys que cabe bem de acordo com o estilo atleticano. Galo Doido, uai!
Compacto duplo com quatro grandes sucesso desses quatro garotos de ouro. Vocês se lembram? 😉

fumacê
se você quiser mas sem bronquear
avenida atlântica
comunicação
.

Dick Farney – No Waldorf (1960)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Segue aqui mais um grande disco, mais um álbum do Dick Farney. Por certo, entre os garimpeiros, esta é uma pedra já bem tocada. Muitos blogs e outras fontes já o divulgaram em outras épocas. Para que a chama não se apague, vou dar a minha colaboração por seis meses. Depois, não adianta pedir reposição. Como sempre digo, a fila anda…
Segue assim, “Dick Farney no Waldorf”, um álbum que reúne uma série de músicas apresentadas por ele em sua temporada no famoso hotel Waldorf Astoria, de New York City. São dez músicas, um repertório, claro, de clássicos do jazz. Mas cabe também a belíssima “Não Tem Solução”, música de Dorival Caymmi e Carlos Guinle. E ainda “Waldorf Blues”, do próprio Dick Farney. Sem dúvida, um excelente disco!
Quem gosta de Dick Farney, fique atento. Segunda é dia dele no “Grand Record Brazil”, com a sempre completa resenha do nosso amigo Samuel Machado Filho. Fiquem ligados!

these foolish things
jeepers creepers
over the rainbow
all of me
you took advantage of me
you stepped out of a dream
moonlight becames you
lullaby of birdland
waldorf blues
não tem solução
.

Trio Irakitan – Canta O Sucesso (1969)

Boa noite amigos cultos e ocultos! Lá vou eu de novo recorrer aos meus “discos de gaveta”, pois o resto da noite eu vou passar numa festa. Mas para não deixar o fluxo de postagem tão espaçado, vou marcando presença aqui. Numa escolha sortida, o que veio para hoje é este disco do Trio Irakitan. Pode parecer estranho, mas eu nunca ouvi este disco direito, só mesmo no momento de sua digitalização. Sinceramente, não é dos meus melhores, em termos de repertório. Um misto romântico bem ‘italianado’, pode-se dizer que boa parte do disco são de versões da canção italiana. Confiram daí, que eu de cá vou tomar um banho. A ‘night’ me espera!

ama-me esta noite
quando o amor inspira poesia
quando o amor chegar
stella
melhor que você
noite vazia
custe o que custar
num sorriso teu
quem diria
noite chuvosa
balada ao mar
tiritando
..

Dick Farney – Atendendo A Pedidos (1959)

E aí… atendendo a pedidos, finalmente temos o Dick Farney, solicitado por muitos dos nossos amigos cultos e ocultos. Este álbum foi lançado no final dos anos 50 e traz o artista interpretando novamente seus primeiros grandes sucessos, em novas gravações e arranjos do maestro Léo Peracchi. Eu, sinceramente, gosto mais destas gravações, pois são mais modernas e próximas daquilo que realmente estava acontecendo de novo na música brasileira. Um excelente disco, que agora vocês podem novamente conferir… Ah, como um diferencial, estou incluindo no pacote o que podemos chamar de um pequeno encarte, extraído de revista da época, falando sobre o Dick Farney. Acho que vocês vão gostar 😉

barqueiro do são francisco
copacabana
alguém como tu
esquece
sempre teu
meu sonho
meu rio de janeiro
a saudade mata a gente
um cantinho e você
marina
ser ou não ser
ponto final
.

Francisco Alves, Silvio Caldas, Orlando Silva & Carlos Galhardo – Os Quatro Grandes (1958)

Olá amiguíssimos cultos e ocultos! Preenchendo a lacuna da sexta, aqui vai um 10 polegadas da Odeon, trazendo um os quatro grandes cantores de uma época e porque não dizer de todos os tempos: Francisco Alves, Silvio Caldas, Orlando Silva e Carlos Galhardo. Este é um álbum que reune quatro discos de 78 rpm dos respectivos cantores pela gravadora Odeon. Raridades reunidas apenas em outras poucas coleções.
lua nova – francisco alves
meu limão , meu limoeiro – silvio caldas e gidinho
quero beijar-te ainda – orlando silva
assim acaba um grande amor – carlos galhardo
nervos de aço – francisco alves
cigana – silvio caldas
não foi o tempo – orlando silva
e o destino desfolhou – carlos galhardo
.

Dalva De Andrade – Serenata Suburbana (1960)

Boa noite, meus prezados! Há tempos eu venho querendo postar este álbum da cantora Dalva de Andrade, mas como sempre, acabo adiando. Isso se deve ao fato de que até pouco tempo atrás “Serenata Suburbana” estava presente em outros e variados blogs. Já é uma ‘figurinha carimbanda’, mas mesmo assim, sempre é bom uma reforçada, um toque musical a mais… Além do quê, com o meu tempo curto, tenho que aproveitar as oportunidades e os “discos de gaveta’.
Dalva de Andrade gravou este lp em 1960, acompanhada pela orquestra do Maestro Gaya, Ela nos apresenta um repertório muito bom, com músicas varidas, mesclando o antigo com o moderno, da época. Aqui encontraremos

serenata suburbana
chora tua tristeza
chorei sozinha
ser só
a grande dor
se tu soubesses
bebeco e doca
voltei pra ficar
vou fazer um samba
frustração
mais que a minha vida
adeus
.

Orlando Silva – Compacto Odeon (1959)

Olá amigos cultos e ocultos! Feliz 2014 para todos! Aqui estamos de volta, trazendo sempre algo para se ouvir com outros olhos. Discos raros, curiosos, bootlegs, gravações e coletâneas exclusivas.
Como maneira de provar o quanto são poucos aqueles que perdem alguns minutinhos lendo nossas postagens, vou deixar aqui uma mensagem interessante, a qual eu não pretenndo repetir novamente. Quem leu, entendeu e vai aproveitar bem a dica. É o seguinte, a partir desta postagem estarei deixando um link relativo ao título apresentado, de maneira bem discreta, na última letra do texto (antes da relação da músicas). Clicando na letra final vocês terão acesso ao arquivo direto, através de seu provedor (no caso e até o momento, o Deposit Files). Essa é uma alternativa que estou criando, inicialmente como um teste. Vamos ver quantos vão ‘pescar’ a ideia 😉
Começamos o ano bem, trazendo o grande Orlando Silva em um raro compacto de 1959, um dos primeiros lançados no Brasil pela Odeon. Trata-se de um compacto duplo trazendo quatro temas marcantes, que Orlando Silva interpreta com toda a sua classe. Me parece que foi também a última gravação feita pelo cantor na Odeon. Imagino também que este compacto tivesse uma capinha ilustrada, como era comum nos primeiros disquinhos de 7 polegadas. O que eu tenho, infelizmente, não tem capa. Daí, para embalar o presente, criei essa aqui, exclusiva do Toque Musical.
rosalina
quando as aves emigram
timidez
lago da esperança
.

Eduardo Araújo & Silvinha – Compacto (1969)

Boa noite, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! As vezes eu fico na dúvida se posto um conjunto de compactos ou apenas um, separadamente. Mas quando tenho pressa, acho melhor fazê-los individualmente. É caso agora… Vamos rapidinho com este compacto de 69, trazendo Eduardo Araújo e sua esposa, a cantora Silvinha. Juntos eles cantam “Dudu da Nenem, Nenem do Dudu”, canção de Tim Maia feita especialmente para o casal. Do outro lado Eduardo Araújo interpreta a marcha “Vagalume”, de Serafim Adriano e Paulo Sette. Vamos conhecer?

vagalume
dudu da nenem, nenem do dudu
.

III Festival Internacional Da Canção Popular Vol. 2 (1968)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Segue aqui mais um disco do III Festival Internacional da Canção Popular, o volume 2. Confesso que li pouco sobre os antigos festivais de música popular da década de 60. Aliás, sempre faço confusão, pois foram tantos e com nomes, as vezes, até parecidos. O interessante nessa época é que a indústria fonográfica investia pesado nesses projetos. Produziam não apenas o disco com as ’12 mais`, aquelas finalistas, mas também e na sequência, lançavam aquelas músicas que chegavam a classificação. Isso era muito legal, pois permitia que o público apreciasse as outras músicas (que em muitos casos eram tão boas ou melhores que as finalistas. Mas enfim, essa é uma questão polêmica, envolve o gosto do freguês e os planos das gravadoras.
Segue assim este que é o volume 2, trazendo novas canções, mas se repetido em alguns intérpretes. Músicas   de alto nível, principalmente pelos arranjos e batutas dos nossos grandes maestros. Vale uma conferida!

engano – morgana
visão – taiguara
mestre sala – elza soares
filho de iemanjá – mary lauria
américa, américa – luiza
praia só – maria creuza
maria é só você – maria creuza
o tempo terá tua paz – mariá
corpo e alma – clara nunes
mergulhador – luiza
despertar – doris monteiro
canto do amor armando – mary lauria
.

III Festival Internacional Da Canção Popular – Vol. 1 (1968)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje a noite estou indo para o Rio buscar um tocadiscos que eu comprei. De quebra, claro, vou dar umas garimpadas nas lojas, sebos e feiras pela cidade. Se alguém aí tiver uma boa dica de compra, me avise. Tô ligado! Estou indo para a Cidade Maravilhosa, mas volto no domingo (tempo é curto!)
E como já dizia o Geraldo Vandré: prá não dizer que não falei de flores… quer dizer, que não postei nada nesta semana… aqui vai um disquinho bem legal. Uma seleção da Odeon da músicas classificadas no III Festival Internacional da Canção, de 68. Como vocês podem ver (e também ouvir, claro), temos uma seleção de ótimas músicas e excelentes intérpretes. Interessante notar que aqui também destacaram os maestros em cada música, um dado importante que deveria estar contido em todos os discos do gênero. Deixo aqui o volume 1, quando voltar postarei o volume 2, ok? No mais, aquele abraço! Pois o Rio, mesmo violento e manifestante, continua lindo! 😉

amada canta – luis claudio e grupo de ensaio
razão de cantar – doris monteiro
terra santa – maria creuza
passacalha – vocalistas modernos
capoeira – elza soares
rainha do sobrado – luiz claudio
sabiá – clara nunes
roda de samba – miltinho
salmo – luiza
a noite, a maré e o mar – mary lauria e grupo de ensaio
rua da aurora – clara nunes
herói de guerra – vocalistas modernos
.

José Vasconcelos Conta Histórias De Bichos (1962)

Bom dia criançada culta e oculta! Com tantas manifestações relacionadas ao ao universo infantil e principalmente por conta de ser hoje o Dia das Crianças, aqui vamos nós com uma homenagem a altura e bem ao gosto do Toque Musical. Apesar de reduzir o fluxo de postagens, o TM não pára e continua mandando vê… e ouvir, claro!
Olha aí, que legal! Trago para vocês este raro e interesantíssimo lp do saudoso comediante José Vasconcellos, figura que foi muito popular, principalmente nos anos 60. Este álbum tem um quê de especial porque não se resume apenas a mais um disco do humorista. Trata-se de um disco voltado para o público infantil. As músicas são criações do maestro Lindolfo Gaya, com letras de Pascoal Longo. Eu mesmo, quando criança, ouvi este disco até acabar e sabia até cantar as músicas de introdução. Taí outro e importante valor agregado, a cada história contada pelo Zé, vem de abertura um trecho musical cantado por algumas estrelas do ‘cast’ da Odeon na época. Daí, já deu para perceber… Celly Campello, Moreira da Silva, Anísio Silva, Stellinha Egg, Elza Soares, Noriel Vilela, Trio Irakitan, Norma Bengell e até o João Gilberto. Curiosamente, tem por aí alguns fãs do João que nunca ouviram essa faceta, vão gostar. Ë nessa hora que eu fico pensando e me perguntando, quando que a indústria fonográfica conseguiria repetir algo parecido, ou, do mesmo nível. Ah, que bobinho sou eu… isso tudo já é coisa do passado. (acho que é por isso que eu sou tão saudosista)

o presunto do jacaré – celly campello
a roupa do leão – joão gilberto
o elefante tarzan – noriel vilela
vicente, o peru diferente – norma bengell
o rato cangaceiro – trio irakitan
rosa, a macaca formosa – anísio silva
a barata serafina – elza soares
panchito, o galo tenor – trio esperança
a pirraça da tartaruga – stellinha egg
o gato raulino – moreira da silva
.

Claude Taylor E Sua Orquestra – Sax E Boleros (1964)

Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez chegando na última hora. Infelizmente não tem jeito, é o tempo que me sobra. E a cada dia vai sobrando menos. Por isso é que a partir de outubro o Toque Musical deixa de ser diário. Ou melhor dizendo, sem compromisso com postagens diárias. Estarei a partir de então repondo os links de solicitações feitas até o final deste mês. Daí pra frente.. tudo vai ser diferente…
Seguimos aqui com “Claude Taylor e Orquestra”. Certamente, mais uma daquelas jogadas de artistas com nomes falsos. Quem olha apenas para a sequência de músicas apresentadas, sem muita atenção, há de pensar que ser trata de um artista estrangeiro. O repertório é formado por diferentes ‘standards’ da música internacional, em ritmo de bolero. Contudo, podemos notar que a equipe de produção deste lp é formada por figuras bem conhecidas no cenário fonográfico da época. Direção artística de  Milton Miranda, direção musical de Lyrio Panicalli e orquestração por conta de Severino Araújo. Bom, já deu pra saber que a orquestra é por conta do Severino Araújo. Agora resta saber quem é o sax que se faz passar por “Claude Taylor”. Alguém aí tem a resposta? (é nessas horas que a gente sente qual é o ‘feedback’)

smoke gets in your eyes
temptation
i’m in the mood for love
body and soul
stardust
dancing in the dark
as time goes by
i only have eyes for you
blue moon
deep purple
tenderly
these foolish things
.

Pery Ribeiro E Bossa Três – Encontro (1966)

Boa noite de sábado para todos, amigos cultos e ocultos! Marcando o toque do dia, aqui vai mais um daqueles discos essencias, que não poderia falta aqui no Toque Musical. Temos aqui o “Encontro”, album gravado em 1966 por Pery Ribeiro e o Bossa 3. Como escreveu João Theodoro Meirelles, também um dos responsáveis por este trabalho (direção musical e orquestração), a ideia deste ‘encontro’ surgiu durante as apresentações do “Show Gemini V”, com o Bossa 3, Pery e Leny Andrade, na boate Porão 73, em 1965, no Rio de Janeiro. “Encontro” traz praticamente quase o mesmo repertório do show, contudo, encrementado com a orquestra do Meirelles. Quem ainda não ouviu, façam-me o favor…

amanhã
a mesma canção
o canto de ossanha
samba do dom natural
olê olá
tristeza
joão do trem
samba da pergunta
tempo feliz
despedida de mangueira
recado ao pé doberço
se o carro parar
.

Milton Banana Trio – Vê (1965)

Olá amigos cultos e ocultos! Quero inicialmente deixar aqui um recado aos que há tempos pediram e esperam por novos links em antigas postagens. Continuo, dentro do possível, repostando os ‘toques’ lá no GTM. Porém, para que todos saibam o que está sendo reposto no grupo, venho publicando no Facebook as capas, assim como tenho feito nas publicações diárias. Tenham paciência aqueles que ainda não foram atendidos. Logo chegaremos lá…
Para abrilhantar a nossa sexta feira, vou trazendo um disco nota 10. Um álbum já bem conhecido na ‘blogosfera’ mas, é outro que eu não poderia deixar fora do Toque Musical. “Vê” é Milton Banana e seu trio, com Wanderley ao piano e Guará no contrabaixo. Química perfeita! Músicos de primeiríssima e um repertório fino! Milton Banana como sempre (e mais que nunca) dá um show na bateria. Vale a pena ouvir com outros olhos este discão. Confiram lá no GTM 😉

resolução
estamos aí
arrastão
bananadas
das rosas
opinião
você
só tinha de ser com você
não bate coração
preciso aprender a ser só
samba novo
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Luiz Bonfá – Alta Versatilidade (1957)

Olá amigos cultos e ocultos! Continuo num corre corre danado, sem muito tempo para o blog. Principalmente neste mês de julho, onde o Toque Musical completa 6 anos de resistência. Fico nessas horas pensando quanta pedra no caminho, quanto tropeço, quantas investidas de ataque, quantas vezes tive que mudar o rumo do blog por conta de alguns desafetos, que diga-se de passagem eu entendo mais como inveja, despeito ou mesmo pura sacanagem. Enfim, entre trancos e barrancos o TM continua… agora ainda mais ‘cult’, só para seus associados.
Trago hoje para vocês outro disco do Luiz Bonfá. Um excelente lp lançado pela Odeon em 1957. Creio que foi um dos primeiros lps da Odeon em formato 12 polegadas, ou seja, um vinil padrão como conhecemos hoje. “Alta Versatilidade” foi também lançado nos ‘States’ e suponho que as gravaçoes foram feitas pensando nisso, num lançamento na terra do Tio Sam. Os arranjos e regência são do maestro Leo Peracchi. Trata de um excelente trabalho cujo o repertório faz a alegria principalmente de quem toca violão. Mas não se limita aos amantes da técnica. É acima de tudo um disco, com disse o José Fernandes no texto de contracapa, “um conjunto de obras primas que se destina às pessoas de bom gosto”.
Este é mais um disco já bem manjado em blogs e outras fontes. Mesmo assim é mais um que precisava constar aqui 😉 Só para quem é ‘cult and cool’. 😉

mambolero
cajita de musica
over the rainbow
garoto
canção de outono
calles de españa
batucada
sambolero
monique
tenderley
serenata
xangô
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Lúcio Alves – A Noite Do Meu Bem… (1960)

Olás! De volta como prometi e mais uma vez trazendo o imprevisível. Desta vez vamos com Lúcio Alves, em disco Odeon de 1960. Temos aqui “A noite do meu bem…”, belíssimo álbum onde o nosso artista interpreta a música de Dolores Duran. Inclusive, nos anos 70 o disco voltou a ser relançado, em versão ‘estérizada’, com uma nova capa e sob um novo título “Lúcio Alves Interpreta Dolores Duran”. Esta mesma versão saiu também em cd. No álbum iremos encontrar algumas das mais importantes e marcantes canções de Dolores. Dela e também de seus grandes parceiros, diga-se de passagem. Lúcio Alves, como sempre, impecável…

ideias erradas
castigo
a noite do meu bem
noite de paz
estrada do sol
vou chorar
por causa de você
quem sou eu
fim de caso
solidão pela rua
canção da tristeza
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Trio Irakitan – As Vozes E O Ritmo Do Trio Irakitan (1958)

Olá amigos cultos e ocultos! Seguimos aqui com mais disco do Trio Irakitan. Estou trazendo este lp porque, ao que parece, ele ainda não teve a sua vez. Eu, por outro lado, eu adoro esse trio. Assim, vamos às vozes e ritmos do Trio Irakitan em sua formação inicial, com Edino, Gilvan e Joãozinho. Creio eu que este foi o segundo lp de 12 polegadas lançado por eles. Álbum muito bom, recheado de baião, toada e samba. Aliás, um disco onde predomina a música de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Composições que são, muitas delas, verdadeiros clássicos da música popular brasileira. Embora não conste no texto ou em qualquer outro lugar do disco, temos como participação, quase especial, o grande Sivuca que além de tocar, foi também o responsável por diversos dos arranjos. Como disse, um álbum dos melhores. Quem conhece não vai perder 😉

de perna bamba
moinho d’água
benzim
mangaratiba
asa branca
lancha nova
fogo pagô
dono dos teus olhos
kalú
siridó
baião
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Hebe Camargo – Hebe Comanda O Espetáculo (1961)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Eu reservei para hoje, sábado a noite, um encontro de vocês com a Hebe Camargo. Olha aí, que programa legal! Vai ficar em casa? Então se junte a essa turma que ela traz para o seu sofá.
Temos aqui um curioso disco da Odeon, lançado em 1961 pela Odeon. Já nessa época a Hebe fazia sucesso como apresentadora. A cantora já tinha até o seu sofá, onde recebia os ilustres artistas. Foi nessa onda que a gravadora resolveu lançar este disco no qual a cantora nos apresenta alguns artistas, obviamente, do seu ‘cast’. Como se pode ver pela divertida capa, temos a Hebe Camargo ao lado de Isaura Garcia, Walter Wanderley, Francisco Egydio, Osny Silva, Pery Ribeiro, Germano Mathias, Celly e Tony Campello. Cada qual em seu momento apresenta uma música, sendo essas faixas extraídas de seus álbuns, na época. De original aqui, creio, só mesmo o diálogo entre os artistas, dando a parecer como no programa de televisão.

cantiga de quem está só – pery ribeiro
faz-me rir – hebe camargo
quem quiser encontrar o amor – walter wanderley
desse amor melhor – hebe camargo
canário – celly e tony campello
no domingo não – hebe camargo
só em teus braços – isaura garcia
são francisco – hebe camargo
maria rosa – francisco egydio
eu tenho adoração pelos meus olhos – hebe camargo
bonitona do 1. andar – germano mathias
el dia em que me queiras – osny silva e hebe camargo
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Gilda Lopes – A Fabulosa (1963)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Por certo estavam todos esperando por mais um número do Grand Record Brazil, trazendo alguma gravação do tempo do 78 rpm e apresentado pelo nosso amigo Samuel Machado Filho. Pois é, infelizmente e por mais uma vez eu terei que adiar o ‘lançamento’ do volume 55. Ainda não consegui instalar o Corel e o Photoshop na minha nova máquina, daí não posso confeccionar as capinhas e nem ao menos dar um trato nas capas das postagens diárias. Bem se vê pelos últimos discos publicados, sempre tem algum defeito que não deu para corrigir. Olha só esse disco da Gilda Lopes.
Vou deixar esse espaço aqui reservado para o nosso amigo e melhor resenhista, Samuel Machado Filho. Creio que na falta do GRB, a Gilda Lopes vem bem a calhar. Fala aí, Samuca!

Esta semana, o Toque Musical apresenta, com muita satisfação, um álbum único. Aliás, o único gravado por uma cantora de curta mas expressiva carreira: Gilda Lopes.
O título pode parecer exagerado, “A fabulosa”. Mas uma simples audição bastará para os ouvintes constatarem que não foi exagero da gravadora Odeon batizar o álbum com esse nome. Porque Gilda Lopes foi mesmo fabulosa. Seu nome na pia batismal era Guiomar Lopes, e ela veio ao mundo na capital gaúcha, Porto Alegre, no dia 17 de junho de 1937. Também demonstrou talento como compositora, aliás, desde menina adorava música, e estudou piano e balé dos cinco aos catorze anos, tendo também aprendido a sapatear e a tocar castanholas. Em 1950, foi eleita Rainha dos Estudantes Gaúchos, e, dois anos mais tarde, obteve um honroso segundo lugar no concurso de Miss Porto Alegre, pois então tinha 15 anos, e menores de idade, pelo regulamento, menores de 18 anos não poderiam vencer o certame. Alguns anos depois, Gilda foi morar na Itália, fazendo uma média de três serenatas por dia nas cidades daquele país. Certo dia, participou de um programa da Rádio Roma em homenagem ao Brasil, interpretando uma composição de sua autoria, “Lamento de escravo”. Fez outros programas radiofônicos (“Vigesima-quarta hora”, “Musicale”) e também bateu ponto na televisão (programas “Musichieri” e “Noi loro”) e nas boates Open Gate e Kit Kat. Igualmente apareceria no cinema, atuando numa co-produção Itália-EUA ao lado da atriz americana Mamie Van Doren. Foi também funcionária da Embaixada do Brasil em Roma. Embora fosse muito querida pelos italianos, tendo sido notícia em jornais e revistas (“Il Tempo”, “Settimana”, etc.), Gilda Lopes voltaria ao Brasil no final dos anos 1950. É quando lança pela Continental, em novembro de 1959, seu primeiro 78 rpm, com os boleros “Lola” (versão de João Roberto Kelly) e “Delírio” (parceria do próprio João com a cantora), com boa aceitação. Mas só obteria nova chance no disco em 1962, na Odeon. Seu primeiro 78 na “marca do templo”, gravado em 2 de maio de 1962 e lançado a toque de caixa com o número 14802, traz duas versões de Romeu Nunes, também produtor de discos da empresa: “Tango italiano”(Malgoni, Paresi e Beretta, matriz 15162) e, no verso, de Hubert Giraud e Jean Drejac, matriz 15163, uma valsa-fantasia que se constituiu em seu maior sucesso; “O trovador de Toledo (L’Arlequin de Tolede)”, uma verdadeira apoteose. E, evidentemente, não poderia deixar de ser incluída neste álbum que o TM oferece esta semana a vocês. Estão também aqui as músicas de seu segundo 78 na Odeon, número 14843, igualmente versões: “Padre Dom José’” (Jacques de la Rue e Alain Romans, vertida por uma certa Aline e gravada a 5 de novembro de 1962, matriz 15511) e “A hora do amor (Les fills de Cadix)”, de Loe Delibes com letra brazuca de Fernando César, registrada oito dias mais tarde, matriz 15527, tendo o 78 saído em abril de 63. Neste LP, há uma composição de José Messias (sim, ele mesmo, o severo jurado do Raul Gil!), “Babalaô”, e outras versões assinadas por Romeu Nunes (“Tormento de amor/Todo el español”, “Não, eu não vou ter saudade/Non, je ne regrette rien”, “Balada do adeus/Ballata della trompa’) e Aline (“Nasci para ti/Nata per me”, “Apaixonada/Sciummo”). Completam este trabalho três músicas de autores nacionais: “De degrau em degrau” (Nóbrega e Souza e Jerônimo Bragança), “Agonia” (Paulo Aguiar e Carlos Belisário) e “Quero paz” (Ricardo Galeno e Cirene Mendonça). Gilda Lopes demonstrou soltura tanto na ópera quanto na música popular. Ainda assim, sua discografia foi escassa (quatro discos 78 rpm com 8 músicas e um compacto simples, além deste álbum), uma vez que ela viu-se obrigada a interromper sua gloriosa carreira artística em virtude de problemas de ordem familiar e pessoal, em 1964. Casada com Eliezer Schneider, foi residir nos Estados Unidos, e, segundo informações prestadas por seu único filho, Jean Bayard Elam Schneider, faleceu em julho de 2009, fato esse que grande parte da mídia omitiu e que só pude trazer a vocês graças ao YouTube, do qual Jean é meu colega e usuário. Mas restou sua voz, que o TM oferece a vocês nesta semana. Com vocês, a fabulosa (e eterna) Gilda Lopes!
a hora do amor
padre don josé
tormento de amor
ba ba la ô
não, eu não vou ter saudade
de degrau em degrau
o trovador de toledo
nasci para ti
balada do adeus
apaixonada
agonia
quero paz
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Luiz Gonzaga Jr. (1973)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Eu ainda continuo no atraso com vocês. Infelizmente, sozinho e dentro das minhas limitações, não tenho como repor de imediato, no GTM, todos discos solicitados. Portanto, tenham paciência e divirtam-se com as posatgens do dia.
Hoje, por exemplo. eu seperarei aqui um Gonzaguinha. Aliás, o primeiro lp de Luiz Gonzaga Junior, lançado  no final de 1972. Um belíssimo álbum de estréia, totalmente autoral.

sempre em seu coração
minha amada doidivana
página
romantico do caribe
sim quero ver
a felicidade bate a sua porta
palavras
moleque
comportamento geral
insonia

Ivon Curi – O Talento (1973)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Enquanto não chega os meus Photoshop e Corel originais, vou sendo obrigado a postar os arquivos prontos (discos de gaveta), ou ainda aqueles cujas capas não necessitam de reparos. Entre tantos, eu hoje escolhi este disco do Ivon Curi. Penso que os discos gravados por ele nos anos 70 e 80 são ainda mais raros que os anteriores. É mais fácil achar discos das décadas de 60, 50 e até 40. Um bom exemplo é este álbum dele, lançado pela Odeon em 1973. Taí um disco que certamente nunca teve seu relançamento ou versão em cd. E bem que merecia, afinal é um trabalho da melhor qualidade. Temos aqui um repertório variado e bem temperado, com uma boa dose de humor. Músicas de autores diversos, entre esses Monsueto, Lúcio Alves… Versões de sucesso e composições próprias. A produção é de Milton Miranda e direção musical, orquestração e regência do maestro Gaya.
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dia da caça
tudo (é a vida)
busca
tudo que é bom engorda
a procurada
desquite (with pen in hand)
baile da coceira
os bombons
midubin
o avião
retrato de maria

Paulo Cesar Pinheiro (1974)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Acordei hoje com uma sensação estranha, um misto de decepção e alívio que ao final se resume numa angústia. Bom, não quero falar disso não… O dia mal começou… Por isso mesmo, hoje eu estou postando um disco mais ao gosto do Augusto aqui 🙂 As vezes eu preciso ouvir coisas como a poesia de Paulo Cesar Pinheiro para exorcisar as ‘inhacas’. Como ele mesmo diz: “quando um muro separa, uma ponte une…”
Olhaí, que beleza de álbum! Quem conhece sabe, quem não sabe, precisa ouvir. Mais uma vez, marcando presença no nosso Toque Musical, um dos maiores letristas da MPB, hoje talvez o melhor, Paulo Cesar Pinheiro. Temos aqui este que foi o seu primeiro lp, gravado em 1974. Nessa época ele já era considerando um grande compositor (letrista) e prova disso são as músicas que fazem parte deste álbum. É nele que iremos encontrar alguns de seus grandes êxitos ao lado de parceiros como Eduardo Gudin, Maurício Tapajós, Baden Powell, João de Aquino e Miltinho (do MPB-4). Disco nota 10, recomendadíssimo!

maior é deus
bandoneon
eu não tenho ninguém
sagarana
falei e disse
besouro mangangá
lapinha
viagem
cicatrizes
recado do poeta
pesadelo
maior é deus

Dalva De Andrade – Amor E Ciúme (1961)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Diante a penca de ‘spams’ que venho recebendo na seção de comentários das postagens do blog, achei por bem dar uma filtrada temporária, só para ver se esses idiotas se tocam e param de ficar enviando mensagens que nunca chegarão a serem publicadas aqui. Isso, sem dúvida não me afeta e nem trabalho me dá para excluí-los, mas as vezes a gente tem que fechar as portas para mostrar quem manda aqui. Comunicação nesse período, somente via e-mail. Não sabem não? Então dêem uma boa conferida no blog. Tudo que vocês precisam saber está aqui, basta procurar e ler, ok?
Bom, hoje vamos com a cantora Dalva de Andrade, que não é a primeira vez que aparece aqui no Toque Musical. Trago para vocês “Amor e Ciúme”, álbum lançado pela Odeon em 1961. Neste disco, para não variar, iremos encontrar aquele mesmo repertório romântico que sempre acompanhou a cantora. Porém, o que mais me agrada são músicas como o samba “Mente”, de Armando Cavalcanti; a versão de Romeo Nunes para “Cubanacan”, ou melhor ainda, a canção que abre o disco, “Benedito”, de Edson e Leila de França.

benedito
uma vez mais
onde estás meu amor
a volta
quando um amor se acaba
se você se importasse
cubanacan
súplica
mente
amor e ciúme
deixei de sorrir
meu lago azul