Milton Banana (1975)
Samba – Nova Concepção (1964)
Lançado originalmente em 1964, este disco reúne um grupo de ‘feras’ que fazem de “Samba – Nova Concepção” um álbum sem igual. Muitos atribuem este trabalho à Eumir Deodato e erroneamente aos Catedráticos do Samba. Muitos se apóiam no fato deste álbum ter sido relançado em cd junto à discografia de Eumir. Acho um tanto injusta essa afirmação, considerando que na quinta e sexta faixa do lado B, Eumir Deodato deu lugar ao jovem Tenório Jr. Além do quê, quem mais se envolveu no projeto foi Daudeth de Azevedo (o Néco), violonista que cuidou de todos os arranjos e orientou os demais músicos durante as gravações. Este trabalho foi lançado, como diz no próprio texto de Myriam Conceição na contracapa, sem pretensões comerciais ou o intuito de projetar este ou aquele artista no cenário musical brasileiro. É acima de tudo um disco de gente grande, uma reunião de excelentes músicos, fazendo o que gostam, música de qualidade.
Se você ainda não ouviu ou ouviu por outras fontes, escute aqui a versão vinil. Extraia do sulco este som!
Dalva De Oliveira – Nuvens Grossas De Amor (1974)
Este álbum é mesmo especial, em todos os sentidos. A começar por ser da Dalva de Oliveira (sem comentários!). Por ter sido um disco produzido por Hermínio Bello de Carvalho. Um trabalho primoroso de recuperação e recomposição de antigos fonogramas, onde a instrumentação foi praticamente toda refeita com novas bases e executadas por músicos de uma outra geração. Transformaram as matrizes originais, gravadas em 1 ou 2 canais, em fitas de 8, dando a voz de Dalva um acompanhamento instrumental novo. Gente importante como o maestro Gaya, Wilson das Neves, Paulo Moura, entre outros; foram peças importantes na realização deste disco.
Não tenho certeza, mas parece que este lp chegou a ser relançado em cd pela EMI em 2006. Eu mesmo, nunca o vi nas estantes das lojas, mas vale dar uma conferida. Procurei não separar as faixas, embora elas existam, para não criar cortes ou pausas incômodas que, ao meu ver, comprometem na audição.
Fiquem então com Dalva de Oliveira e tenham um feliz Dia das Mães!
5º Aniversário Sinter (1956)
Vitrine Odeon – Vários (1958)
Carmen Miranda – A Nossa Carmem Miranda (1965)
Carolina Cardoso de Menezes – Lembrando Carmen Miranda (1957)
Leny Eversong – A Voz de Leny Eversong (1957)
Dilermando Reis – Solista De Violão (1956)
Hoje temos aqui um outro instrumentista, desta vez das cordas, o violonista e compositor Dilermando Reis. Neste álbum, de 56 ele, temos um repertório rico em suas oito faixas, que por certo irá agradar não apenas os ‘tocadores de violão’, mas todo um publico que sabe dar o valor à um dos nossos melhores artista do violão. Espero que todos apreciem este mini-lp como o fizeram com a mesma sêde em um outro postado aqui.
Carolina Cardoso de Menezes – Interpreta Ernesto Nazareth (1955)
Carolina Cardoso de Menezes – Sucessos Em Desfile N. 2 (1955)
Silvio Caldas (1956) REPOST
turca do meu brasil
se eu pudesse
perfil de são paulo
pierrot
mágua
jangada
vivo em paz
Silvio Caldas – Serenata (1957)
Para esta noite e pela semana vamos como mais alguns microgrooves interessantes. Começo com este lp de 12, gravado pela Columbia em 57. Este disco é bem bancana, com um repertório recheado de sucessos. Na capa ele aparece tocando o violão que recebeu de JK. Na contra-capa há também outras fotos, inclusive uma com o ‘presidente bossa nova’ (ou presidente seresteiro?), recebendo o tal violão.
Zilá Fonseca (1956)
Cauby Peixoto – Ouvindo Cauby (1957)
Cauby Peixoto – O Show Vai Começar (1956)
Este lp, me parece, foi o primeiro com repertório gravado exclusivamente no modelo 33rpm. A partir dos meados da década de 50 os ‘microgrooves’ de 10 polegadas começaram a tomar conta do pedaço. Estava chegando ao fim a era dos bolações pesados. Entrava em cena um outro valor agregado ao disco, a capa e a arte desta, que se tornou um fator importantíssimo na conquista do ouvinte. Não é atoa que nosso lema aqui no TM é ouvir os discos com outros olhos.
Bom, vamos parar por aqui, pois o show vai começar…
Cauby Peixoto – Canção Do Rouxinol (1956)
Entre alguns diversos títulos que estou tendo a oportunidade de postar, escolhi para esta noite de domingo um dos cantores mais querido e atuante da música brasileira, o impagável Cauby Peixoto. Farei como ontem, postarei dois disco hoje. Acho que ninguém vai se importar, não é mesmo? Afinal ninguém comentou nada nas últimas 24 horas. Quem cala concente, diz o ditado.
Aqui temos o segundo lp de Cauby pela Columbia, reunindo alguns de seus sucessos gravados no bolochão de 78rpm entre os anos de 54 e 55. Eu, pessoalmente, acho muito boa a faixa “Mambo do galinho”, formidável!
Solistas Populares (1957)
Os Copacabana Orquestra – Os Copacabana (1953)
Elizete Cardoso – Cançôes Á Meia Luz (1955)
Waldir Calmon – Para Ouvir Amando (1955)
O Waldir Calmon foi um dos precursores no Brasil dos álbuns em faixas únicas, ininterruptas, eternizando nos acetatos o som que produzia nas boates de então e também adequados a animar festas, sem paradas constantes. Isso também faz sentido para os momentos de amor – para não se perder o pique… (ups!)
Angela Maria – Sucessos Com Angela Maria N.2 (1956)
Gostaria de lembrar aos interessados, que esses ‘albinhos’ apresentam alguns chiados que em alguns momentos ficam bem evidentes, mas num todo acabam sendo incorporados à música e ao clima. Devemos entender que os mesmos são discos velhos, que ao longo de seus meio século de existência passaram por muitas agulhas e mão pouco cuidadosas, isso sem levarmos em conta o desgaste próprio a longo do tempo. Tem gente que gosta de dar uma tratada no som, na tentativa de melhorar a qualidade e eliminar chiados e ruidos. Fiquem a vontade…
Carolina Cardozo de Menezes – Sucessos Em Desfile N. 1 (1954)
Seleções Continental N.2 (1957)
Velho Realejo (1973)
O disco da noite é mais um daqueles que você nunca mais terá o prazer de ouví-lo. Pelo menos no que depender de um relançamento. Duvido! Coletâneas nunca voltam. Por essas e por outras é que eu estou postando esta aqui. Uma coletânea muito interessante e rara, não apenas por ser de 1973, mas por conter uma seleção musical e artistas que já não vemos mais. Um disco com valsa, samba e choro. Um disco de intérpretes e canções que ficaram na memória. Mas eu não vou me extender no assunto, prefiro hoje me extender na cama. Deixo que vocês confiram e dêem a opinião. Vou dormir… Zzz….
Maria Creusa – Sessão Nostalgia (1974)
Tenho, vez por outra, utilizado o termo ‘disco de gaveta’ numa alusão ao jornalismo, quando na falta de uma notícia, eles recorrem as chamadas ‘notícias de gaveta’. Que são aquelas que servem para preencher lacunas no jornal. No nosso caso, não é bem por falta de discos, mas por pura falta de tempo. Daí utilizo os que, por alguma razão, eu deixei de lado – muitas vezes quando descubro que aquele que eu pretendia postar já está nas bocas, blogs e ouvidos. Esses acabam ficando guardados, esperando um momento como este para serem encaixados.
Maria Creuza, neste disco, é um exemplo. Já rodou muito por aí e agora vai fazer sua vez aqui.
“Sessão Nostalgia” é um lp que traz alguns bons momentos da mpb na voz e interpretação desta grande cantora. Se você ainda não viu ou ouviu este disco por aí, aproveita então o toque.
Paulo Vanzolini – Onze Sambas E Uma Capoeira (1967)
Diante à minha total falta de tempo, mais uma vez, vou puxar um disquinho de gaveta. Embora seja outro álbum já manjado e bem explorado em blogs, vou publicá-lo em nome da beleza, da qualidade musical e principalmente porque é um disco que eu gosto muito. Vamos nessa com um disco gravado e lançado pelo selo Marcus Pereira em 1967. Um álbum que dispensa apresentações, uma seleção de músicas de Paulo Vanzolini na interpretação de diversos artista.
Cyro Aguiar – Proporções (1977)
“Proporções” é um álbum onde Cyro reforça seu amor ao samba, tentando apagar o fantasma do rock ‘n’ roll, ou mais exatamente o da jovem guarda. Neste disco temos a participação do malandro Moreira da Silva, muito a vontade ao lado do Cyro Aguiar no samba-homenagem “Super Morengueira”. Tem também mais duas músicas que foram sucesso e fazem até hoje o repertório do artista: “Asfalto Falcificado – do you like samba” e “Antes que a tristeza venha”. Nisso tudo só temos um pequeno inconveniente, o disco foi ripado sem tratamento de remasterização ou coisa parecida, apresentando alguns chiados que não chegam a comprometer, mas as vezes incomoda…
Sargentelli – Oba Oba O QG Do Samba (1975)
Diante ao tremendo sucesso do disco de samba, com as mulatas do Sargentelli desfilando toda sensualidade no Oba Oba. Resolvi então postar mais um, três anos mais quente. (aqui pra nós, esse Sargentelli passava bem!). Seu Manoel, dono do buteco alí ao lado, quase babou com tanta malícia. Essas mulatas são mesmo de tirar o chapéu (e o resto da roupa também).
Uma outra curiosidade que descobri foi sobre o Oswaldo Sargentelli… O cara era sobrinho do grande Lamartine Babo, mas segundo contam, o pai (irmão de Lalá) nunca o reconheceu como filho. Confira mais este lp. Pessoalmente, gosto mais deste aqui… principalmente pela capa. 😉