Olá amigos cultos e ocultos! Trago aqui mais um disco de cantoras oriundas do período da Jovem Guarda. Desta vez vamos com a Martinha, que mais uma vez marca presença por aqui. Já postamos dela outros discos e agora estou trazendo este de sua fase nos anos 80. Disco lançado pelo selo 3M, uma produção de Moacyr Machado, com direção artística de Mickael. O lp traz um repertório de 10 canções, entre essas algumas de autoria da própria cantora, como podemos ver já estampada na contracapa. Um disco bem produzido, envolvend até uma pequena orquestra. Vale a pena conhecer ou relembrar. Confiram no GTM.
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Me embalei na onda das cantoras, em especial as da Jovem Guarda, muito por conta de uns amigos que adoram relembrar seus tempos de ‘juventude transviada’. Achando um tempinho aqui, cá estou eu com essa leva de cantoras e hoje trazendo a Georgina Morozini dos Santos, mais conhecida como Giane. Ela já foi apresentada aqui no Toque Musical, através de outros discos, mas em especial, na postagem de um de seus compactos, através do amigo e colaborador Samuel Machado Filho. Conforme escreveu o Samuca, Giane foi uma das primeiras cantoras da Jovem Guarda, tendo antes iniciado sua carreira nos anos 50, ainda na época do 78 rpm. Sem dúvida, uma cantora cheia de sucessos e isso se deu na soma de seu talento com um repertório, geralmente de versões de músicas internacionais consagradas pelo público. Neste lp, lançado pela Chantecler e seu selo Alvorada, em 1976, temos uma coletânea de alguns de seus maiores sucessos, a começar pelo maior, a versão para “Dominique”, do francês Soeur Sourire. Neste lp, apenas uma música não é versão, “O homem do coração de ouro”, música de Alberto Calçada e Antonio Queiroz. Confiram esse toque no GTM, O prazo é limitado, heim!?
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Vamos hoje com mais uma cantora romântica do selo Polydor. Trago para vocês a cantora e compositora Elizabeth, que no Toque Musical só apareceu em umas duas coletâneas. Seu primeiro trabalho em disco foi como cantora de samba, apadrinhada por Braguinha. Mas logo estaria fazendo parte da Jovem Guarda, onde emplacaria seu maior sucesso, “Sou louca por você”. Como compositora, foi gravada por outros grandes artistas, tais como Agnaldo Timóteo, Dóris Monteiro, Erasmo Carlos, José Roberto, Jerry Adriani e muitos outros. Ao longo da carreira gravou uma dezena de lps. Seus discos também fizeram sucesso em Portugal, no México e em outros países de língua latina. Temos aqui seu lp de 1978, um disco totalmente autoral. Uma fase mais madura, mas com músicas sempre apaixonadas. Alegria para os amantes. Confira mais esse toque musical no GTM.
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje e mais uma vez temos um lp da cantora Diana. Quem acompanha o Toque Musical sabe, há pouco mais de dois anos, postamos aqui seu lp, de 75, “Uma Nova Vida”, com a sempre brilhante apresentação textual do amigo colaborador, Samuel Machado Filho. Desta vez, trago seu disco de 76, também um lp muito bem produzido, com praticamente quase todas as músicas autorais. Chamo a atenção para os arranjos e o time de músicos. Aliás, mais que um time, um batalhão de feras, entre essas algumas mais conhecidas, tal com, Antonio Adolfo, Luiz Carlos Ramos, Arthur Verocai, Dominguinhos e Jackson do Pandeiro. Deu até vontade de ouvir, né? Pois é, vale a pena… Chega junto lá no GTM. O link tem prazo limitado, ok? 😉
Olá amiguíssimos cultos e ocultos! E aqui vamos nós, hoje trazendo um disco que há muito estava para ser postado. Infelizmente, o arquivo do disco o qual eu havia digitalizado se perdeu entre muitos outros tempos atrás. Mas, por sorte, tinha esse outro vindo de alguma outra fonte blogueira. Na falta do meu, vai no seu, hehehe… Temos aqui o primeiro e talvez único disco desse incrível instrumentista mineiro, conhecido nas rodas como ‘Celinho do Piston’. Artista de grande talento, teve um currículo exemplar como músico, tatuando em muitos discos dos mais diferentes artistas nacionais. Sua carreira remonta os tempos do Conjunto Sambacana, de Pacífico Mascarenhas e no qual também tocavam Milton Nascimento e Wagner Tiso. Como muitos outros músicos mineiros, fez sua carreira no eixo Rio-São Paulo. Há muito pouca informação sobre ele na rede, o que dificulta a nossa pequena pesquisa. Mas sem dúvida, foi um grande artista e merece aqui o nosso registro. “O Rapaz do Piston” é um disco onde ele nos apresenta um repertório praticamente todo de músicas de sucessos internacionais. Trabalho bem executado, produzido por Toni Vestani para o selo Equipe, de Oswaldo Cadaxo. Não deixem de conferir no GTM 😉
Olá, amigos cultos e ocultos! O Toque Musical oferece hoje o álbum com a trilha sonora do musical “Rock Horror Show”, com o elenco da montagem levada no Teatro da Praia, no Rio de Janeiro, em 1975, sob a produção de Guilherme Araújo. É um espetáculo de origem britânica, com canções e enredo de Richard O’Brien, homenagem bem-humorada aos filmes B de ficção-científica e de terror do final da década de 1940 até o início dos anos 1970. Na história, um casal recém-noivado pego em uma tempestade busca refúgio na casa de um cientista maluco travesti no dia da inauguração de sua nova criação: uma espécie de Frankenstein na forma de um homem musculoso artificialmente fabricado, totalmente crescido, fisicamente perfeito, chamado Rock Horror, “com cabelo loiro e bronzeado”. O elenco brasileiro do espetáculo contou com nomes do porte de Zé Rodrix, Kao Rossman (também responsáveis por sua tradução, ao lado de Jorge Mautner e Antônio Bivar), Wolf Maia e Lucélia Santos, esta última em início de carreira, antes de se consagrar como a escrava Isaura na TV. Zé Rodrix e Guilherme Araújo também assinam a produção deste disco, que certamente é mais uma relíquia que o TM coloca à nossa disposição.
science fiction – lucélia santos
o anel de noivado – wolf maia e diana strella
luz na casa de frankstein – diana strella, wolf maia e kao rossman
a espada da morte – acácio gonçalves e nildo parente
eu te faço ser homem – eduardo conde
nostalgia rock’n’roll – zé rodrix
me toque, me toque, toque, toque – diana strella
é só me chamar, tudo bem – wolf maia e diana strella
eu vou partir – eduardo conde
só o amor interessa – wolf maia, diana strella e nildo parente
Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje temos mais uma raridade da era do CD. Trata-se do “Álbum de teatro”, lançado em 1997 pela RCA/BMG (hoje Sony Music), reunindo temas dos três balés que Edu Lobo e Chico Buarque compuseram juntos na década de 1980: “O grande circo místico”, “A dança da meia-lua” e “O corsário do rei”, alternando gravações originais e regravações, com outros intérpretes além dos autores. Edu e Chico interpretam juntos “Na carreira”, Leila Pinheiro canta “A história de Lily Braun” (originalmente gravada por Gal Costa), Edu interpreta solo “Na ilha de Lia, no barco de Rosa” e “Choro bandido”, Mílton Nascimento canta “Beatriz”, Zizi Possi interpreta “O circo místico”, e Gilberto Gil canta “Sobre todas as coisas”, seguido por um dueto de Chico Buarque e Gal Costa em “A mulher de cada porto”. Djavan interpreta “Meia-noite”, Ney Matogrosso, “A bela e a fera” (cuja gravação original é de Tim Maia), o grupo Garganta Profunda vem com “A permuta dos santos”, Ed Motta interpreta “Bancarrota blues” (originalmente gravada por Nana Caymmi), Chico canta solo “Valsa brasileira”, Ivan Lins interpreta “Acalanto”, Danilo Caymmi canta “Tororó”, Zé Renato e Cláudio Nucci interpretam “Salmo” e, encerrando o disco, temos a instrumental “Oremus”. Em suma, um belo álbum, produzido e remasterizado por Edu Lobo, que o TM nos oferece hoje, apresentando música da mais alta qualidade. Não deixem de conferir no GTM.
Olá, amiguíssimos cultos e ocultos! Aqui mais uma trilha de um dos filmes marcantes do cinema nacional, “Assalto Ao Trem Pagador”, de Roberto Farias. A trilha sonora é do maestro Antonio Remo Usai, um dos mais importantes compositores de trilhas, tendo em seu currículo outros grandes filmes como Mandacaru Vermelho (1960) e Boca de Ouro (1962), de Nelson Pereira dos Santos; A Grande Feira (1961) e Tocaia no Asfalto (1962), de Roberto Pires; O Caso Claudia (1979), de Miguel Borges e muitos outros. Aqui no Toque Musical já postamos outra de suas trilhas, a do filme 7 Homes Vivos ou Mortos (1968), editado pela Musidisc. Em Assalto ao Trem Pagador, a produção é do selo San Remo, do próprio autor. Confiram mais essa pérola, que embora não seja novidade, agora faz parte das nossas publicações. 😉
Olá, amigos cultos e ocultos! O Toque Musical apresenta hoje mais um álbum relacionado ao cinema. É a trilha sonora do filme “Esse Rio que eu amo”, produção de 1961 dirigida por Carlos Hugo Christensen (Santiago del Estero, Argentina, 15/12/1914-Rio de Janeiro, 30/11/1999), com roteiro de Millôr Fernandes. Tendo como pano de fundo o carnaval carioca, o filme adapta quatro contos da literatura brasileira: “Balbino, o homem do mar” e “Milhar seco”, ambos de Orígenes Lessa, “A morte da porta-estandarte”, de Aníbal Machado, e “Noite de Almirante”, de Machado de Assis. No elenco, grandes artistas da época: Jardel Filho, Odete Lara, Tônia Carrero, Diana Morel, Wilson Grey e Francisco Dantas, entre outros. No lado A, temos uma regravação da “Sinfonia do Rio de Janeiro”, de Tom Jobim e Billy Blanco, na interpretação de Lana Bittencourt e Haroldo de Almeida, com orquestração e direção de Lírio Panicalli. Tem ainda o samba “Ele é engraxate”, grande sucesso na época, interpretado por coro infantil, e o samba-canção “Dentro da noite”, de Normando e Édison Borges, na voz do próprio Normando. Por último, no lado B, uma seleção de sambas carnavalescos, tipo “Levanta Mangueira”, “Madureira chorou” e “Quero morrer no carnaval”. Em suma, este é mais um disco que merece a postagem do nosso TM, com toda a justiça. Confiram no GTM.
Olá, amigos cultos e ocultos! O Toque Musical oferece a vocês mais uma trilha sonora relacionada ao cinema. Desta vez, o filme é “Brasil ano 2000”, produção de 1969 dirigida por Walter Lima Jr., e uma competente incursão do cinema brasileiro na ficção-científica, com toques de comédia, mesmo em tempos de ditadura militar. Na trama, em um Brasil parcialmente devastado pela Terceira Guerra Mundial, uma família de imigrantes chega a uma pequena cidade, a qual dão o nome de Me Esqueci. O trio é recrutado por um indigenista para fingir-se de índios durante a visita de um general. No dilema entre integrar-se ao sistema ou preservar a liberdade individual, a família caminha para a desagregação enquanto a cidade se prepara para o lançamento de um foguete espacial. No elenco, Anecy Rocha, Ênio Gonçalves (que também participa da trilha sonora como cantor), Hélio Fernando, Iracema de Alencar, Ziembinski, Raul Cortez e Manfredo Colasanti. As filmagens aconteceram principalmente na cidade de Paraty, onde a equipe permaneceu por aproximadamente três meses. Algumas cenas foram filmadas no Rio de Janeiro, inclusive no Museu Nacional (esse mesmo que um incêndio destruiu em 2018) e no Arquivo Nacional. “Brasil ano 2000” ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim, tendo ainda recebido o prêmio de melhor filme no Festival de Cartagena, em 1970, e o prêmio de melhor diretor no Festival de Manaus. A música é assinada por dois ícones do Tropicalismo, Gilberto Gil e Rogério Duprat, com direito até a uma canção adicional pelo não menos tropicalista Caetano Veloso. A canção é “Não identificado”, na voz de outra tropicalista, Gal Costa, que encerra este disco e foi grande sucesso na época. Em suma, um filme e uma trilha tropicalistas por excelência. Gal ainda canta “Canção da moça”, “Homem de Neandertal” (com Breno Ferreira) e “Show de Me Esqueci” (com Breno e Ênio Gonçalves). Tudo isso faz deste álbum mais um digno merecedor de nossa postagem aqui no TM. É ir ao GTM e conferir!
Olá amigos cultos e ocultos! Nossa semana está sendo montada em postagens de trilhas e assim segue mais uma das mais interessantes. Temos aqui a trilha do filme “Eu”, do cineasta Walter Hugo Khoury, realizado nos anos 80. O disco com a trilha saiu em 1987. Buscando um apoio musical coerente com a história do filme (que eu não assisti), o diretor recruta o experiente maestro Júlio Medaglia, autor e responsável pela trilha original. Tem também diversos clássicos do jazz americano dos anos 30, 40 e 50. Para tanto o maestro conta com a participação fundamental da Traditional Jazz Band e do pianista e arranjador Amilson Godoy, além de outros músicos. Trata-se de uma trilha curiosa e muito interessante, onde passeamos por três décadas de jazz. Uma trilha sofisticada que vale um toque musical. Confiram no GTM!
tema de berenice (cavalheiro apaixonado) – orquestra julio medaglia
Olá amiguíssimos cultos e ocultos! E aqui vamos nós, hoje trazendo um disco que há muito estava para ser postado. Infelizmente, o arquivo do disco o qual eu havia digitalizado se perdeu entre muitos outros tempos atrás. Mas, por sorte, tinha esse outro vindo de alguma outra fonte blogueira. Na falta do meu, vai no seu, hehehe… Temos aqui o primeiro e talvez único disco desse incrível instrumentista mineiro, conhecido nas rodas como ‘Celinho do Piston’. Artista de grande talento, teve um currículo exemplar como músico, tatuando em muitos discos dos mais diferentes artistas nacionais. Sua carreira remonta os tempos do Conjunto Sambacana, de Pacífico Mascarenhas e no qual também tocavam Milton Nascimento e Wagner Tiso. Como muitos outros músicos mineiros, fez sua carreira no eixo Rio-São Paulo. Há muito pouca informação sobre ele na rede, o que dificulta a nossa pequena pesquisa. Mas sem dúvida, foi um grande artista e merece aqui o nosso registro. “O Rapaz do Piston” é um disco onde ele nos apresenta um repertório praticamente todo de músicas de sucessos internacionais. Trabalho bem executado, produzido por Toni Vestani para o selo Equipe, de Oswaldo Cadaxo. Não deixem de conferir no GTM 😉
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez temos aqui outro disco relacionado ao cinema e suas trilhas. E mais uma vez temos também a grande Orquestra Serenata Tropical abrilhantando nossas postagens. Sob a batuta do maestro Henrique Gandelman (pai do saxofonista Leo Gandelman), temos em “Cine Solamente Cine” uma seleção de algumas das mais célebres trilhas de filmes internacionais. E conforme nos confere o texto de contracapa, são 12 melodias que o cinema imortalizou e que nesta versão da Orquestra Serenata Tropical aparecem (literalmente) (H)enriquecidas pelo toque latino, tão do agrado de nossos discófilos 😉 Não deixem de conferir mais essa pérola no GTM.
Olá amigos cultos e ocultos! Já que postamos nesta semana um disco de trilha de filme, que tal outro? Aqui temos a trilha sonora original do filme ” Chico Rei”, de Walter Lima Jr, lançados em 1985. O filme conta a história de Galanga, rei do Congo, que fora aprisionado e vendido como escravo. Trazido da Africa para o Brasil, passa a se chamar Chico Rei ao conseguir sua alforria e também se tornando o primeiro negro proprietário de uma mina. Sua história é mesmo cinematográfica e para tanto, merecia uma trilha sonora original com gente de peso, como Milton Nascimento. Clementina de Jesus, Grupo Vissungo, Wagner Tiso e outros. Uma trilha realmente muito bonita que merece o nosso toque musical. Confiram no GTM…
Olá amigos cultos e ocultos! Indo e vindo, aqui estamos nós, atrasados, mas sempre na surpresa, preenchendo as vagas… pois aqui o tempo não passa… Hoje eu trago para vocês um trabalho, em cd, do queridíssimo Célio Balona, de 2014. Esse merece sempre estar aqui. Músico dos mais importantes da cena da música mineira. Infelizmente, pouco conhecido além das nossas montanhas pelo grande público, mas sem dúvida, figura memorável na história da música brasileira. Temos aqui “Alumbramento”, um trabalho refinado, gravado em 2010. Uma trilha premiada, para um filme de mesmo nome, “Alumbramento”, de Laine Milan. Em depoimento sobre este trabalho:“Alumbramentos” é o nome de um filme da cineasta Laine Milan, para o qual fiz a trilha sonora. Daí, resolvi colocar esse nome no cd, pois ele representa muito bem todos os alumbramentos que tive durante esses 50 anos dedicados à música. É uma panorâmica de minha trajetória, as influencias que tive e todo o aprendizado ao longo desse tempo. São doze músicas compostas por mim onde tive o grande prazer de gravar com músicos pelos quais tenho a maior admiração e respeito. Além do mais, tive o privilégio da parceria em quatro músicas com o grande poeta e letrista Murilo Antunes e dos cantores Paulinho Pedra Azul e Carla Villar, que me encantam e emocionam! A mídia tem me dado uma resposta muito positiva. As rádios começaram a tocar e a Rede Minas gravou o show de lançamento e vai fazer um “Especial Célio Balona 50 anos de Música.” Confiram no GTM.
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Temos para o dia de hoje uma curiosidade fonográfica que por conta de umas e outras, acabou se tornando um ‘disco raro’ e a tal ponto que até mereceu uma reedição ha algum tempo atrás. “Persona – O Jogo das Mutações” era o que a gente chamava nos anos 70 de brinquedo ‘cabeça’. Trata-se de uma ideia antiga, um brinquedo ótico, reeditado/reinventado aqui no Brasil por Roberto Campadello, artista plástico, escritor e tradutor ítalo-brasileiro, que segundo contam, desenvolveu e aprimorou a técnica de fundir os rostos de duas pessoas frente a frente separadas por um vidro espelhado. Quer dizer, ao olhar para o espelho/vidro a pessoa vê pelo reflexo metade de seu rosto fundido a metade do rosto do outro, e vice-versa. Uma brincadeira interessante a qual foi apresentada pelo artista na XII Bienal de Arte de São Paulo. Depois o jogo passou a fazer parte das atrações de seu bar, cujo o nome era Persona. Segundo contam, era um bar da moda frequentado por artistas e coisa e tal… Daí veio a sacada, a criação de um jogo, produzido em escala comercial. Há muita estória nessa história e o fato é que ao montar o jogo Persona, procurou-se também criar uma trilha musical, algo cuja a sonoridade se encaixasse à proposta de uma ‘psycho-art’, a busca do verdadeiro Eu, por trás da máscara da persona… E nessa é que entra o guitarrista Luis Carlini, do então Tutti-Frutti, banda da Rita Lee, responsável pela produção musical deste disquinho de dez polegadas. Muito por conta de Carlini o disco tem uma pegada de rock psicodélico-tardio. Redescoberto junto ao bum das raridades fotográficas do rock brasuca, o disco voltou num relançamento com toda a pompa. Tem maluco aí pagando mais de 500 pilas por um exemplar original. É preciso ter fumado muita maconha (e da boa) para descobrir a importância e o valor psico-intrínseco dessa bolachinha. Bom, pílulas não se douram atoa, né? Então, vamos conferir, no GTM 😉
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês um trabalho, já na era das edições digitais, um cd lançado em 2012 pelo músico, compositor, produtor e tantas coisas mais, o incansável Téo Azevedo. Há pouco mais de uma semana estive com ele num festival de música, aqui em Belo Horizonte e para manter a moral, comprei este disquinho dele já pensando em postá-lo aqui no nosso Toque Musical. Trata-se de um disco produzido por ele e também em parceria com o ator Jackson Antunes, em 2012, em homenagem ao grande Luiz Gonzaga. Uma seleção que reúne artistas variados do universo da música de forró, nordestina e rural como se pode ver na capa. Boa parte das 17 músicas são de autoria de Teo Azevedo, com destaque para o tema de abertura, “Padroeira da Visão – Santa Luzia”, cuja a letra é de sua autoria e musicada por Luiz Gonzaga, aqui interpretada por Dominguinhos, pouco antes de vir a falecer. Taí um trabalho bem bacana que chegou a concorrer ao Grammy Latino de 2013. Confiram no GTM…
padroeira da visão – santa luzia – dominguinhos
requim a gonzagão – teo azevedo
oxente, cabra da peste – genival lacerda e joão lacerda
causos gozagueanos – mano véio manda véia
o sonho de teo azevedo com gonzagão no parque asa branca – caju e castanha
o buraco – tisiu do araripe
o brasil nunca mais terá um trio como senna, pelé e gonzagão – cantores
maria cangaceira (maria bonita) – jackson antunes
saudade do corneteiro – fatel e luiz wilson
forrozeiro – josé fábio
abecedario catrumano – teo azevedo
voando na branca asa – josé carlos
casa do brás – caju e castanha
puxe o fole sanfoneiro, dominguinhos tocador – teo azevedo
Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje estamos apresentando o pianista Fernando Gallo e seu conjunto, em LP editado pela Mocambo, do Recife, em 1959. Este trabalho segue a linha dançante em voga na época, apresentando uma seleção de sucessos da ocasião, tais como “O apito no samba”, “Mocinho bonito”, “Charmaine”, “Tudo ou nada” e “Camponês alegre”. Enfim, um repertório que transmite bem a época, feito sob medida para ouvir e dançar. Não encontrei nenhuma informação biográfica sobre Fernando Gallo, mas este “Em quatro tempos” vale muito a pena, e é digno merecedor de nossa postagem de hoje.
Compositor, pianista, arranjador e maestro, Gilson Peranzetta (Rio de Janeiro, 21/4/1946) é conhecido por imprimir criatividade e delicadeza às suas performances. Ele iniciou sua carreira musical em 1964, acompanhando diversos artistas, como Elizeth Cardoso, Maria Creuza, Antônio Carlos e Jocafi, Gonzaguinha, Simone, Edu Lobo e Ivan Lins. Com este último, aliás, trabalhou por dez anos. Durante sua carreira, recebeu inúmeros prêmios e contabiliza 33 álbuns solo, além de centenas de discos gravados para diversos artistas como pianista, produtor e arranjador. Compõe também trilhas sonoras para filmes e séries de televisão, e seu currículo também inclui apresentações nos EUA, Japão, Espanha (onde morou por três anos) e Alemanha, entre outros países. Na década de 1960, Gilson Peranzetta, formou o grupo Tema 3, integrado por ele ao piano, Luiz Roberto no baixo e Atayde na bateria. E foi com esta formação, em 1969, que o trio gravou este “Madrugada 1:30”, que o TM oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos. Os arranjos e o violão ficaram por conta de Alberto Arantes, e no repertório constam sucessos de época (“Andança”, “Walk on by”, “Fool on the hill”, “Sá Marina”) e composições até então inéditas (“Trem da manhã branca”, “Afro”, “Ela vem de volta”, ZonD 5”). Há também músicos convidados, como o flautista Nicolino Cópia, o Copinha, o pistonista Carlos Cruz e o Quinteto Carlos Gomes. A produção foi de Norival Reis, o Vavá, que também escreveu o texto da contracapa. Enfim, mais um disco de qualidade que o TM possui a grata satisfação de oferecer. Confiram.
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje trazemos para vocês o primeiro disco da cantora, compositora e muito mais, além de fazer parte do clã dos Hollandas. Irmã de Chico, Miúcha e Cristina. Enfim, uma artista que vem de uma família renomada, sempre presente na nossa cultura. Não foi por acaso que Ana chegou a ser Ministra da Cultura, no tempo em que ainda tínhamos Cultura e Educação nesse nosso Brasil. Eis aqui Ana de Hollanda, a cantora em seu primeiro disco solo. Um trabalho muito bem produzido, trazendo um repertório selecionado pela própria artista. Os arranjos e regências são dos maestros Edson José Alves e Marcus Vinicius. Ana vem acompanhada por um time de músicos de primeiríssima, que dão a este disco toda a sobriedade e beleza. Vale a pena conferir…
Olá, amigos cultos e ocultos! Uma coisa que sempre gostei e me desperta curiosidade, são discos cujos artistas, para mim, são ilustres desconhecidos. Me chama mais a atenção quando a produção vem com a chancela de um grande selo. É o caso aqui deste lp, lançado pela gravadora RCA, nos anos 80. Temos aqui Show Days Saloon, um nome que só mesmo quem viveu em São Paulo nos anos 80 pode saber. Trata-se de uma casa de show que existiu na cidade nos anos 80. Um espaço temático, country, ao estilo de um ‘saloon’, do velho oeste americano. Uma casa movimenta, com muitos shows. Inicialmente voltada para a música country e jazz, mas ao longo de sua rica existência, acabou abraçando outros estilos como o rock, mpb e samba. Uma perfeita casa de show que ficava no shopping Eldorado, onde antes funcionou outra também famosa casa de espetáculos, a Resumo da Ópera. Na Show Days Saloon passaram muitos artistas e como disse, com diferentes estilos. Este lp é algo assim, um resumo do muito que passou por lá. Temos aqui um grupo de artistas de rock, pop e samba, numa seleção que ilustra bem o que poderíamos chamar de ‘cast’ da boate. Infelizmente, este lp ficou mesmo, apenas como um registro, uma vitrine que não atraiu e nem fez despontar ninguém. Mesmo assim é um registro que merece nosso toque musical, afinal, só aqui vocês poderiam encontrar coisas semelhantes. Não deixem de conferir…
voa canção – passaporte
usa e abusa – styloo
um mistério – a máquina
adeus frieza – tina e freeway
sol de verão – espaço livre
não vou mais falar de amor – perola negra
show man – tina e freeway
uma tarde no shopping – passaporte
meu papai – styloo
o jeito é viver – a máquina
margareth chiclete – espaço livre
mestre sala do amor – lita teles e grupo show days
Hoje o Toque Musical apresenta mais um álbum de música dançante. É “Baile de Reveillon”, lançado em 1960 pelo extinto selo Internacional, reunindo uma seleção de sucessos a cargo da orquestra de Waldemar Szpilman, nascido em Owtroviec, Polônia, em 1905, e falecido em 2003, no Rio de Janeiro, aos 98 anos. De sólida carreira musical como violonista, saxofonista, clarinetista, líder de orquestra e compositor, era primo do pianista Wladyslaw Szpilman, retratado no filme “O pianista”, de Roman Polanski, e pai do músico Marcos Szpilman, criador da Rio Jazz Orchestra. Veio para o Brasil com seus irmãos Moisés e Samuel, em 1925 e, algum tempo depois, naturalizou-se brasileiro. Szpilman integrou a Orquestra Sinfônica Brasileira e foi programador da Rádio MEC. Em 1945, criou sua própria orquestra, com a qual animou os bailes cariocas por mais de vinte anos. Em novembro-dezembro de 1956, a Continental lançava seu disco de estreia, um 78 rpm com “Penthouse mambo”, de Bebo Valdez, e “Samba em fantasia”, do próprio Szpilman em parceria com Astor Silva. Mais tarde, era lançado o primeiro LP da orquestra, o ‘dez polegadas’ “Dançando com Waldemar Szpilman e sua Orquestra”. Em 1959, veio o segundo LP, “O primeiro baile”, pela mesma Internacional que, no ano seguinte, lançou o terceiro, “Baile de Reveillon”, exatamente o álbum que o TM oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos. No repertório, a curiosidade fica por conta da inclusão de “Unchained melody”, que voltaria a fazer sucesso em 1990, incluída no filme “Ghost – Do outro lado da vida”. Também se destaca a participação de Paulo Moura no sax-alto, na faixa “Have lips, will kiss in the tunnel of love” (o famoso “Túnel do amor”). Tudo isso e muito mais, fazendo deste “Baile de Reveillon” uma autêntica preciosidade para ouvir e dançar o ano inteiro. Que comece a festa!
Pianista e arranjador dos mais competentes, Aparecido Bianchi, aliás Cido Bianchi, formou, juntamente com o contrabaixista Sabá e o baterista Toninho, o Jongo Trio, que tocou com Baden Powell e acabou sendo convidado para acompanhar Elis Regina e Jair Rodrigues no show “Dois na bossa”, que virou LP de muito sucesso. Cido Bianchi faleceu no dia primeiro de março de 2015, em São Paulo, aos 79 anos. E, além de pianista, foi também organista. É o que mostra este disco que o TM oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos, muito apropriadamente intitulado “Show de órgão”. Lançado em 1965 pela extinta marca Farroupilha, que pertencia ao conjunto de mesmo nome, este trabalho apresenta Bianchi executando ao órgão temas de filmes de cinema e séries de televisão que fizeram muito sucesso. Das telonas, foram pinçados os temas dos filmes “Vício maldito”, “Orfeu negro” (originalmente exibido no Brasil como “Orfeu do carnaval”), “Deu a louca no mundo”, “Moscou contra 007”, “My fair lady”, “A noviça rebelde”, “Amor, sublime amor” e “Quando o coração floresce”. E, das telinhas, os temas das séries “Mr. Lucky”, “Aventuras no paraíso”, “Cidade nua” e “Dr. Kildare”. Tudo isso formando um conjunto primoroso, merecendo, pois, nossa postagem de hoje. Não deixem de conferir no GTM.
Olá, amigos cultos e ocultos! O Toque Musical apresenta hoje uma raridade já da era do CD. Trata-se de um disco lançado em 2004, reunindo obras inéditas de Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, 5/3/1887-idem, 17/11/1959), indiscutivelmente o maior expoente da música erudita no Brasil e na América do Sul. O CD foi gravado ao vivo pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a regência do maestro e também compositor Silvio Barbato. Mineiro de Candeias, nascido em 11 de maio de 1959, Barbato desapareceu tragicamente no dia primeiro de junho de 2009, durante o voo 447 da Air France. O avião caiu no mar quando ia do Rio de Janeiro para Kiev, na Ucrânia (com conexão em Paris), onde o maestro iria fazer uma palestra sobre música russa e música brasileira, e apresentar sua ópera “Carlos Chagas” em versão integral. O encarte do disco traz informações sobre as peças incluídas e sua execução. Em suma, é um documento de inestimável valor histórico que o TM traz até nós, fazendo uma dupla homenagem, a Villa-Lobos e a Silvio Barbato. Vale conferir.
Sem sombra de dúvida, Sérgio Endrigo (Pula, Croácia, 15/6/1933-Roma, Itália, 7/9/2005) foi um dos maiores nomes da música popular italiana. Sucessos como “Io che amo solo te”, “Lontano dagli occhi” e “Canzone per te” (música com a qual venceu o Festival de San Remo de 1968, defendida por Roberto Carlos) são muito apreciados e lembrados até hoje. Endrigo também era um apaixonado por música brasileira, fruto do convívio e da amizade com artistas do porte de Chico Buarque e da dupla Toquinho e Vinícius de Moraes. Foi daí que surgiu a ideia de se gravar um álbum exclusivamente de música brasileira, e em português, posto que Endrigo dominava muito bem nosso idioma. E aqui está “Exclusivamente Brasil”, lançado em 1979 e que o TM oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos. O repertório foi selecionado pelo próprio Sérgio Endrigo, e inclui duas músicas inéditas: “Samba para Endrigo” (Toquinho e Vinícius de Moraes) e “A rosa” (Chico Buarque), com a participação vocal de seus respectivos autores. Outra faixa de destaque é “Samba em prelúdio”, um ótimo dueto de Endrigo com Fafá de Belém. No mais, uma produção muito bem cuidada, com arranjos competentes e digna de nossa postagem de hoje. Não deixem de conferir!
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Estou novamente respostando este disco, pois só agora me dei conta de que havia postando ele parcialmente. Prometi o segundo disco, mas acho que acabei me esquecendo. Não fosse o amigo Denys, este disco teria ficado mesmo pela metade. Por outro lado, por duas vezes eu repus aqui o link para o álbum e completo, só não havia me atinado para isso. Inclusive, os arquivos que circulam pelos ‘torrents’, vieram desta lavra aqui. Então, mais uma vez, temos o álbum Pixinguinha – Vida e Obra, lançado pelo selo Som Livre, em 1978. Este álbum, como foi dito, foi lançado pela gravadora como brinde de fim de ano da Rede Globo de Televisão. Trata-se, portanto de uma edição exclusiva e limitada, que até onde eu sei nunca chegou a ser lançada comercialmente. Uma seleção com vários artistas e também com fonogramas pouco conhecidos. Daí o preciosismo e raridade deste disco que hoje poucos o tem. O álbum duplo ainda traz um encarte/livreto com muitas informações importantes sobre Pixinguinha (vida e obra) em texto do jornalista Sérgio Cabral, este por sinal, também responsável pela produção e seleção musical. Desta vez, segue completo para a alegria de todos. Confiram no GTM!
carinhoso – pixinguinha
urubu – os oito batutas
os cinco companheiros – paulinho da viola
rosa – orlando silva
patrão prenda seu gado – almirante
1×0 – pixinguinha e benedito lacerda
vou vivendo – dilermando reis
os oito batutas – conjunto época de ouro
benguelê – conjunto época de ouro
ingênuo – jacob do bandolim
lamento – jacob do bandolim
o gato e o canário – pixinguinha e benedito lacerda
Hoje é aniversário do Toque Musical. Juro, eu havia me esquecido… Isso é uma prova do quanto estou desligado, ou melhor ainda, desmotivado com essa coisa de blog musical. A começar pela minha própria falta de tempo, ou pelo tempo que isso aqui ocupa da gente. É certo de que quando gostamos do que fazemos temos para isso todo tempo do mundo. Mas o mundo dá voltas e se transforma e aquilo que antes dava prazer torna-se uma obrigação. Acredito que os últimos anos a coisa aqui tem sido assim. Confesso que venho perdendo o interesse e a graça por tudo isso, mesmo assim, ao olhar para trás, ver tudo o que foi feito, penso que não posso abandoar o projeto de vez. Daí, ele segue, agora sem compromisso. Penso que se antes o Toque Musical era feito para todos, agora eu o faço para mim. Preguiçosamente (falta de tempo), deixei muitos dias se passarem sem postagem, mas para não ficar muito espaçado entre os dias, estive voltando no tempo, num retardo, preenchendo os dias vazios. Estou agora só há um mês atrasado e hoje é dia de aniversário. Fui obrigado a voltar ao presente para registrar mais uma passagem. Inacreditavelmente, completamos 12 anos! Quero agradecer a participação de todos os amigos cultos e ocultos que sempre estiveram por aqui, aos mais de 3 mil associados no GTM (Grupo do Toque Musical), aos colaboradores e em especial ao amigo Samuel Machado Filho, grande parceiro, responsável por dividir comigo tantas postagens através de seus textos sempre esclarecedores. Não prometo, mas pretendo manter o Toque Musical sempre na ativa. Conto com a presença e mais ainda, a colaboração de todos. Grande abraço!
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Fechando a nossa mostra de coletâneas, eu trago hoje uma que merece respeito, “Samba Nostalgia – Vol. 2”. Taí um álbum duplo que vale cada faixa em suas 36 músicas. Uma seleção de sambas da gravadora RCA Victor extraídos de discos e artistas do se ‘cast’ ao longo das décadas de 40, 50 e 60. Aqui temos o volume 2, mas logo que possível postarei também o primeiro (será que temos um terceiro?). Vamos ver isso. Até então, divirtam-se com essa seleção preciosa.
madame fulana de tal – nelson gonçalves
meus tempos de criança – ataulfo alves
rosa morena – miltinho
lamento – jacob do bandolim
yaya do cais dourado – martinho da vila
café soçaite – jorge veiga
falsa baiana – cor monteiro
nega maluca – linda batista
três apitos – maria bethania
cadê tereza – os originais do samba
volta por cima – adalto santos
luz negra – o sol nascerá – maria creusa
filoso fia do samba – candeia
adeus batucada – synval silva
nem é bom falar – adeus – ismael silva
boogie woogie na favela – ciro monteiro
o pequeno burgues – martinho da vila
caminhemos – nelson gonçalves
acertei no milhar – jorge veiga
pot pourri de samba – mané do cavaco
mora na filosofia – maria bethania
atire a primeira pedra – orlando silva
deixe essa mulher pra lá – ataulfo alves
os quindins de yaya – emilinha borba e cesar alencar
Olá, amigos cultos e ocultos! Ainda nas coletâneas, achei mais um “A Grande Parada”, do selo Beverly. Aqui o volume 4, lançado em 1974. Segue na mesma linha do primeiro, uma seleção de artistas do romântico popular. Como podemos ver pela capa, temos nomes consagrados e outros um tanto desconhecidos, ou ainda, pouco lembrados. Eis aqui a oportunidade da volta, eternizada pelo Toque Musical. Não deixem de conferir no GTM.
minhas qualidades, meus defeitos – paulo sérgio
vamos passear – sueli
animais irracionais (somos todos meio) – dom e ravel
Olá, amiguíssimos cultos e ocultos! Quando eu era criança estudei num grupo escolar municipal, uma escola, na qual havia um sistema de som com tocadiscos, que era usado diariamente como trilha para a marcha dos alunos enfileirados na saída das aulas. Me lembro que eram poucos discos na salinha reservada do som, entre esses havia o “RGE em Marcha”, este velho lp que eu hoje apresento a vocês. Como esse mundo dá voltas. Eu nem me lembrava, não fosse por conta da capa. Bati o olho e lembrei e daí pensei, seria uma ótima opção de postagem e aqui agora está… Temos neste lp de 1957, da RGE, uma seleção de melodias, dobrados, maxixes, músicas antigas em ritmo de marchas. A Orquestra RGE vem sob a regência do maestro italiano Henrique Simonetti. Taí, mais um inesquecível momento de um passado que certamente haverão outros compartilhando. Confiram, no Grupo do Toque Musical 😉