A quem possa interessar… Aos amigos cultos e ocultos, tenho aqui um álbum dos mais interessantes. Disco importado, da Argentina, apresentando um artista brasileiro que foi sucesso por lá nos anos 50, Léo Belico, um nome que por aqui poucos se lembrarão, mas ainda hoje pela Argentina a fora é um artista cultuado. Curiosa a história e trajetória deste cantor que era mineiro, da cidade de Piedade de Ponte Nova. Veio para Belo Horizonte onde foi cantor na Rádio Guarani e também ‘crooner’ em orquestras da cidade. Num passeio a Bueno Aires no início dos anos 50, de uma semana, acabou ficando vários anos. Se transformou em um astro da música naquele país cantando exclusivamente musica brasileira. Era muito prestigiado, inclusive pela Primeira Dama Eva Peron… Mas, numa saudade repentina acabou voltando ao Brasil. Atuou em rádios ao lado de outros grandes cantores da época, Gravou algumas coisas para a Odeon, mas não chegou a lançar nada por aqui. Na Argentina foi que ele gravou vários discos, em 78, 45 e 33 rotações, bolachas essas que nunca chegaram ao Brasil. Leo Belico gravou na Argentina cantando exclusivamente em português e seu repertório foi sempre músicas de qualidade do nosso cancioneiro popular. Talvez, por isso mesmo, sendo autêntico em suas escolhas musicais, que ele conseguiu conquistar o carinho dos nossos ‘hermanos’.
Leo Belico faleceu este ano, em Belo Horizonte e como tantos outros artistas de seu tempo, morreu esquecido. Em seu velório haviam pouco mais de 20 pessoas, apenas parentes e amigos próximos. Leo Belico era tio da atriz mineira, Dayse Belico.
Desde a morte do cantor eu pensava em prestar uma homenagem, reunindo algumas poucas gravações que eu consegui. Por sorte a amiga e colecionadora argentina, Cristina Baez, tinha uma série de gravações de Leo Belico e me enviou. Eu já estava para montar a coletânea, daí apareceu este lp que achei na Feira do Vinil. Comprei no ato e agora compartilho ele aqui com vocês. álbum de 33 rpm que reúne músicas lançadas anteriormente em 78 e 45 rpm. Para quem não conhece este artista argentino de Belo Horizonte, eis aqui uma boa oportunidade. Confiram…
Ely Camargo – Gralha Azul (1965-88)
A quem possa interessar… (e com certeza vai), tenho para o dia de hoje este belíssimo trabalho, lançado originalmente em 1965 pela gravadora Chantecler. Trata-se de um raro lp com a cantora e folclorista goiana Ely Camargo e participação do grupo vocal Os Titulares do Ritmo, apresentado temas folclóricos do Estado do Paraná. A gralha azul é um pássaro, símbolo deste Estado.
Em 1988 este álbum foi reeditado através da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, recebendo um novo tratamento de áudio e desta vez apresentado em alto estilo num álbum de capa dupla e oito páginas com todas as informações sobre o trabalho. Foi produzido em edição limitada e não comercial. O lp original nunca voltou a ser relançado, infelizmente. Mas a versão digital está aqui, no Toque Musical. Confiram no GTM, ok?
Bibi Ferreira – Gota D’Água (1977)
A quem possa interessar… Tenho para hoje este disco dos mais interessante, trechos da peça “Gota D’Água”, de Chico Buarque e Paulo Pontes, baseado em “Medéia”, de Oduvaldo Vianna Filho, na magistral interpretação da grande dama do teatro, Bibi Ferreira. Um trabalho dirigido por Aloysio de Oliveira, com arranjos musicais de Dori Caymmi. A peça estreou em 1975 sob os olhos da censura que só permitiu a apresentação do trabalho com alguns cortes. Mesmo assim foi um sucesso. O drama adaptado fala de questões sociais e o pano de fundo é a favela, o morro carioca.
Os Velhinhos Transviados – Tropicalíssimos (1968)
A quem possa interessar, amigos cultos e ocultos… Temos aqui um dos grandes grupos instrumentais dos anos 60, Os Velhinhos Transviados, criado no início dessa década pelo multi-instrumentista José Menezes, figura das mais importantes no cenário fono musical brasileiro. Zé Menezes, como era mais conhecido, durante os anos 60 foi maestro e arranjador da RCA Victor, o que, de uma certa forma lhe garantiu lançar diversos discos sobre o título de “Os Velhinhos Transviados”. Segundo o próprio artista, o grupo foi formado de forma despretensiosa, quase parodiando o que era lançado naquela época, nacional e internacionalmente. Passaram a gravar músicas antigas em estilo moderno e musicas modernas em estilo antigo. Uma brincadeira que deu certo, levando os Velhinhos Transviados a lançarem ao longo desse tempo mais de uma dezena de discos.
Neste álbum, de 68 o tema foi o tropicalismo. Palavra na época muito em voga por conta do movimento musical Tropicalista, que tinha em suas fileiras figuras como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rogério Duprat, Tom Zé e outros… Mas no caso dos Velhinhos, o tropicalismo vai mais além deste sentido. Embora, logo de entrada, tenhamos a música “Soy loüco por ti América”, de Gil e Capinan, as demais faixas, nacionais e internacionais, que fazem parte do disco, nada tem a ver com isso. De tropical só ficou o embalo. Mesmo assim, este é um disco que vale cada faixa, Confiram!
Odair José – Odair (1975)
A quem possa interessar… Tenho aqui um disco do ‘ultrautênticoromantico’, Odair José em disco lançado pelo selo Polydor em 1975. Se eu disser que até então eu nunca tinha ouvido este disco, muitos não irão acreditar. O certo é que já passou muitas vezes na minha mão, mas por algum motivo, nunca caiu no meu prato. Contudo, é um álbum que chama a atenção. Uma capa diferente. Diferente demais, que faz a gente pensar o que será que esse cabra andou gravando. Isso nos dias de hoje, para mim, fica ainda mais evidente e me levou agora a explorá-lo com mais atenção.Sinceramente, eu esperava algo novo, que quebrasse o pragmatismo musical do cantor. Até porque, sei que em outros discos ele tentou fazer isso. Inclusive, parece que o Odair José está com um disco novo na praça. E pelo pouco que li, o cara tá fazendo um som diferente. Preciso ouvir!
Já este disco, cujo o título é apenas “Odair” (inclusive no selo), a música que posso destacar é “Na minha opinião”, que me lembro, tocava muito nas rádios. Acho que preciso descobrir melhor o Odair José. Quem sabe a gente posta outros discos dele aqui? Eu, realmente, não tenho quase nada de sua discografia…
Albertinho Fortuna – Seleção 78 RPM do Toque Musical Vol. 136 (2015)
Fogo Cruzado & Manoel Messias – Show De Repentistas (1978)
A quem interessar… Segue, de repente, um disco de repente. Um show de repentistas com a dupla Fogo Cruzado & Manoel Messias. Na capa trocaram o Fogo Cruzado por Fogo Cerrado. Coisas que acontecem e só se percebe o erro depois de feito. Procurando rapidamente informações sobre a dupla, através do Google, não encontrei nada além de anúncios de venda do disco no Mercado Livre, por sinal, com um preço muito convidativo. Quem gosta da música nordestina, com certeza vai gostar também deste trabalho. Confiram..
Trio Bach (1965)
A quem possa interessar… (e vai interessar…)Tenho aqui uma joinha, do refinado selo Nilser. Discos que foram sinônimos de qualidade, principalmente no quesito material, enquanto álbuns. Coisas que por aqui a gente só viu em discos importados. Um álbum de capa dupla, dura e trabalhada.
Nilo Sérgio, artista e empresário, dono da Musidisc, idealizou este selo no início dos anos 60 e chegou a produzir uma dezena de álbuns com diferentes estilos, sempre prezando pela qualidade, bom gosto e ao seu estilo. Um selo especial. Nilser é a junção das três primeiras letras de seu nome.
Entre os diversos lps da Nilser, este é para mim um dos mais interessantes, tanto pelo repertório quanto pela sonoridade. Temos aqui o Trio Bach, um conjunto composto por cravo, bateria e contrabaixo. Quem são os músicos, ficha técnica e informações complementares são coisas que infelizmente ficaram de fora. Parece que nessa época esse tipo de informação era o que menos importava. Eis aí a única falha da Nilser. Mas eu entendo isso como uma forma de não levantar a lebre. Ou seja, evitar conflitos legais, visto que muitas vezes artistas e obras eram usadas sem uma permissão legal. Aqui, neste lp, por exemplo, o nome dos membros do trio são poupados, certamente, porque eram artistas de outras gravadoras ou coisa assim. Uma maneira de driblar os contratos de exclusividade. Já falaram pela rede a respeito de quem eram os músicos, eu até procurei essa informação, mas não encontrei. O fato é que o grupo se chama Trio Bach por conta de um instrumento, o cravo, um tipo de piano característico do período Barroco, ou do Barroco do compositor Johann Sebatian Bach. Nos anos 60 houve uma febre na utilização do cravo, que aparece em todo tipo de música daquela época, inclusive aqui, interpretando clássicos da Bossa Nova. Um disco imperdível, confiram!
D. Helder Câmara – O Deserto É Fértil (1977)
À quem possa interessar… Hoje, sendo um dia santo, Sexta Feira da Paixão, procurei algo condizente para postar. Me lembrei de uma boa doação feita pelo amigo Fáres, que creio, vem bem a calhar, principalmente nos dias de hoje e sempre, do nosso amado Brasil, onde as lutas sociais se tornam a cada dia mais constantes e um pouco de reflexão nessas horas fazem muito bem.
Temos aqui um disco lançado em 1977, produção independente, mas distribuído pela Warner. Trata-se do carismático bispo de Olinda, Dom Hélder Câmara em leitura de trechos escolhidos de seu livro, “O deserto é fértil”. Eu acredito que algum encarte acompanhava este álbum, pois as informações sobre o trabalho são muito escassas na contracapa. Há por exemplo a informação da participação do baterista Chico Batera fazendo percussão, mas eu não percebi em nenhum momento qualquer coisa parecida. Ao contrário, temos um fundo musical, mas com violão e também piano. Seria o Chico Batera? Penso que não… Das duas, uma: ou falta um encarte para nos explicar isso melhor, ou foi mesmo um erro da produção da capa. Mas independente disso, o que conta é o conteúdo, a mensagem na voz de Dom Hélder. Um disco muito bonito que despertou em mim o desejo de ler o livro. Espero que isso aconteça com vocês também. “Se discordas de mim, me enriqueces”
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Zizi Possi – Pra Sempre E Mais Um Pouco (1983)
A quem possa interessar… tenho para hoje este lp da cantora Zizi Possi, “Pra sempre e mais um pouco”, album lançado em 1983 pela Polygram/Philips. Um trabalho produzido pela própria cantora, o que quer dizer que ela teve total liberdade na escolha do repertório e talvez até do time de músicos que a acompanha. A música de maior destaque neste álbum é o sucesso “O amor vem pra cada um”, versão de Beto Fae para a canção de George Harrison, “Love comes to everyone”. Mas há tantas outras boas que fizeram sucesso, Zizi também gravou “Como uma onda no mar”, de Lulu Santos e Nelson Motta. Sua seleção tem músicas de excelentes autores, inclusive dela própria na faixa “Toda uma história”. Sem dúvida, um bom disco da safra anos 80. Confiram!
Os Cantores De Ébano – E os Anjos Voltam A Cantar (1991)
A quem possa interessar… Os Cantores de Ébano, grupo vocal criado por Nilo Amaro, o ‘Azulão’ no inicio dos anos 60. Gravaram dois lp pela Odeon. O grupo tinha como característica o fato de todos os cantores serem negros. Tinha como destaque o cantor Noriel Vilela que fazia o tom mais grave, o chamado ‘baixo profundo’. Nilo Amaro e seus cantores alcançaram muito sucesso, o que lhes valeram apresentações na Europa, na Argentina e em diversas cidades brasileiras. Seus dois maiores sucessos são “Leva eu sodade” e “O uirapurú”. Na década de 70 falece Noriel e o grupo de desfaz. Várias foram as tentativas de voltar, mas achar um cantor como Noriel Vilela não foi fácil. Parece que Nilo Amaro tentou refazer o coletivo, mas descaracterizado, sem o gogó do Noriel e com vários elementos que não eram negros. Curiosamente, neste lp de 1991, em nenhum momento o nome de Nilo Amaro é citado. Imagino que tenha rolado um ‘racha’ e nessa ele ficou de fora.
Nesta nova versão dos Cantores de Ébano temos uma seleção de repertório que procura resgatar sua própria origem, regravando entre outras seu dois maiores sucessos. Produção quase independente.
Premeditando O Breque (1981)
A quem possa interessar… Aqui vamos hoje de Premeditando o Breque, um divertido e competente grupo paulista surgido no final dos anos 70. Eles se destacaram através de festivais e da cena musical paulista no início dos anos 80.Este foi o seu álbum de estréia, lançado pela Continental em 1981. Um trabalho bem humorado, que fala do cotidiano paulista. mas acima de tudo é um grupo que preza pela qualidade instrumental. Dá para perceber isso claramente até pela foto da contracapa.
Nelson Ned – Tudo Passará (1969)
A quem possa interessar… Eis aqui um lp do cantor e compositor romântico Nelson Ned. Lançado em 1969 pelo selo Copacabana. Este foi o seu segundo lp e um dos mais importantes, o qual traz a sua composição de maior sucesso, “Tudo passará”, música que teve inúmeras gravações com diversos artistas. As demais faixas do lp são quase todas autorais, com destaque ainda para sua parceria com Agnaldo Timoteo, “Um recado para meu amor”. Há também uma versão para o hit “To sir, with love”, aqui chamada de “Ao meu amor”. Este disco é hoje uma raridade, disputado por muitos colecionadores, principalmente estrangeiros.
Aquarius Band (1970)
A quem possa interessar… Informo, inicialmente, que o Toque Musical agora está também no Facebook, através deste link (https://www.facebook.com/blogtoquemusical?ref=hl). Esta foi a maneira que eu encontrei para manter a comunicação aqui com vocês, amigos cultos e ocultos. Infelizmente o link de comentários do blog está desativado, não permitindo aos amigos interagir com as postagens. Eu, inicialmente pensei que fosse só o baixo nivel de acesso ao Toque Musical. Percebo que essas fontes musicais, os blogs de música, já não encantam mais como de início. Existem hoje mil outros recursos para se ouvir e baixar músicas. Além do mais, tudo que é publicado aqui, em poucos minutos é replicado em outros sítios, principalmente no Facebook, que hoje em dia é a pracinha onde todos se encontram, a vitrine onde todos se mostram. E como o artista, o TM tem que ir onde o povo está. Dessa forma, quando quiserem se expressar a respeito de alguma publicação do blog, sugiro que recorram ao nosso perfil noFacebook. Por lá só estarão as capas como referencias das postagens e link para cá. Para baixarem os arquivos dos discos, o caminho continua sendo o GTM (Grupo do Toque Musical).
Dando sequencia as nossas postagens, temos para hoje o conjunto Aquarius Band. Este grupo, segundo informações colidas na própria web, veio do Paraná. Um típico conjunto de baile cujo o repertório buscava agradar a todo típo de público. Reinou por uma década, certamente fazendo muitas festas e bailes pelo interior de São Paulo e Paraná. O grupo gravou uns três ou quatro lps. Este que apresento foi o primeiro, lançado em 1970 pela Continental. Um trabalho todo calçado na atmosfera Jovem Guarda com sabor de conjunto de beira de piscina fazendo cover de sucessos pop da época.
Cantoras – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 135
Para alegria dos amigos cultos, ocultos e associados do TM, o Grand Record Brazil está de novo na área, agora em sua edição de número 135. Desta vez, apresentamos mais um punhado de registros históricos, exclusivamente com vozes femininas, sempre presentes em nosso GRB. São dezoito joias preciosas, de fazer qualquer colecionador vibrar, gravadas entre os anos 1910 e 1930.
Araken Peixoto – Um Piston Dentro Da Noite (1986)
A quem possa interessar… tenho aqui o pistonista Araken Peixoto, irmão de Cauby, em um belíssimo trabalho lançado em 1986 pelo selo Estúdio Eldorado. “Um piston dentro da noite” é um álbum onde Araken toca 11 temas clássicos da música popular americana, incluindo “Bonita”, música de Tom Jobim. Neste álbum, outro irmão de Araken, o pianista Moacyr Peixoto, também participa do disco.
Araken Peixoto, após este disco gravou mais dois com o mesmo título, volumes 2 e 3. O segundo nós já postamos aqui a algum tempo atrás. Numa próxima ocasião nós publicaremos também o terceiro volume.
Pedrotti E Seu Trombone – Gafieira Meu Xodó (1975)
A quem possa interessar… “Pedrotti e seu Trombone – Gafieira, Meu Xodó”. Disco lançado em 1975 pelo selo carioca Discofam, trazendo o trombonista, maestro, compositor, arranjador e professor Lineu Fernandes Pedrotti, em seu segundo lp. Pedrotti é um músico respeitado, um dos maiores trombonistas brasileiros com uma afinação para o samba que tem feito escola. Neste lp podemos bem constatar o seu talento. Vale a pena ouvi-lo, mesmo apesar da tremenda sacanagem que fizeram ao mixar a gravação com um suposto (e chato) zum zum zum de gafieira. Uma falação (a voz até parece com a do João Nogueira) que não se limita a vinhetas e finais, vai direto… É como se entre o microfone da gravação e o Pedrotti houvesse uma mesa de gafieira bem agitada, a turma toda se comportando conforme o habitual. Este é o tipo de disco, perfeito, para quem faz uma festa e não aparece ninguém. Poe para tocar alto, quem escuta de fora vai logo pensar, putz, que festão!
Fabiano Pimenta – As Ruas E As Serestas (1970)
A quem possa interessar… Temos aqui um disco de seresta. Um autêntico mineirinho, que nos remente a imagens das noites de uma Diamantina, que hoje quase já não existem mais. As noites de serestas que ecoavam muito além das montanhas de Minas, tendo como um de seus maiores entusiastas a figura de Jucelino Kubichek, filho entre os mais ilustres da cidade.
Neste lp temos o seresteiro Fabiano Pimenta acompanhado por Waldir Silva e seu regional interpretando os clássicos das noites de serestas em Diamantina. Gravado no Estúdio Bemol, em Belo Horizonte no inicio dos anos 70.
Bubuska Valença – Um Deus Vagabundo (1980)
Achei uma brecha aqui e vamos nós… direto com um ‘disco de gaveta’, aquele que está sempre de prontidão para cobrir um espaço. Se bem que atualmente os ‘discos de gaveta’ já não preenchem espaços vazios, eles apenas os habitam solitários até que outros venham. Mas é assim mesmo, reflexo do desinteresse, da falta de incentivo e participação. Vou mudar minha vinheta, cumprimentar apenas os amigos ocultos. Ou por outra, de hoje em diante inicio, ‘A Quem Possa Interessar’. E assim sendo, boa noite, a quem possa interessar! E se interessar também, tenho para hoje este lp do cantor, compositor, ator e produtor de inúmeros projetos, o pernambucano, Ivo Rangel Neto, mais conhecido como Bubuska Valença. “Um Deus Vagabundo”, lançado em 1980 pelo selo Polydor, foi seu primeiro disco. Um álbum totalmente autoral. Bubuska está na estrada desde os anos 70. Suas composições já foram gravadas por grandes artistas, entre eles o primo, Alceu Valença. Trabalhou como ator no cinema e no teatro. De lá pra cá gravou muitos discos e se envolveu em variados projetos musicais. Inventou instrumento musical (o tamburetom), Criou trios elétricos aquáticos, com uma embarcação que copia uma caravela, toda feita em madeira (coisa curiosa). Tem também uma plataforma que funciona como um palco flutuante. O cara é mesmo bem criativo. Sua música também reflete isso, mas e principalmente um grande espírito pernambucano. Precisamos dar mais atenção e ouvidos a esse artista. Falo isso até para mim mesmo, pois, confesso, conheço pouco da sua obra. Vamos conferir?
Inezita Barroso – Uma Homenagem Especial
Em pleno Dia Internacional da Mulher, a 8 de março deste 2015, tivemos mais uma perda irreparável para nossa música popular, notadamente a caipira ou sertaneja de raiz. É claro que os amigos cultos, ocultos e associados do TM sabem muito bem de quem estamos falando: Inês Madalena Aranha de Lima, ou, como ficou para a posteridade, Inezita Barroso. E isso poucos dias após seu aniversário de 90 anos, vitimada por uma pneumonia. Enfim, cada um tem um destino… O curioso é que Inezita, considerada a mais autêntica intérprete do cancioneiro caipira brasileiro, veio ao mundo justamente em São Paulo, Capital, no dia 4 de março de 1925. De família tradicional, começou a cantar bem cedo, aos sete anos de idade. Aos nove anos, já admirava o escritor e poeta Mário de Andrade, um dos ícones do Modernismo, e seu vizinho na Rua Lopes Chaves, no bairro paulistano da Barra Funda, a quem esperava passar diariamente enquanto brincava de patins. Aos onze anos, começou a estudar piano, e mais tarde cursou Biblioteconomia. A sua carreira artística se inicia nos anos 1940, na Rádio Clube do Recife, interpretando canções folclóricas recolhidas por seu ilustre vizinho na Barra Funda paulistana, Mário de Andrade, acompanhando-se ao violão. Após se casar, em 1950, retoma as atividades musicais, ingressando, a convite do compositor Evaldo Ruy, na PRA-9, Rádio Bandeirantes de São Paulo (então “a mais popular emissora paulista”). Teve a honra de participar da transmissão inaugural da primeira emissora de televisão brasileira, a PRF-3, TV Tupi, e trabalhou como cantora exclusiva da PRG-9, Rádio Nacional (hoje Globo). Um ano depois, transfere-se para a Record, então “a maior”. Ainda em 1951, grava seu primeiro disco, na Sinter, interpretando ”Funeral d’um rei nagô” (Hekel Tavares-Murilo Araújo) e “Curupira” (Waldemar Henrique). Aqui, ela já demonstra empenho na pesquisa e na divulgação de temas folclóricos, uma de suas marcas registradas. Em 1953, assina contrato com a RCA Victor, onde estreou gravando “Isto é papel, João?” (Paulo Ruschell) e “Catira” (adaptação de R. de Souza). Em seu terceiro disco nessa marca, obtém seu primeiro grande sucesso com “Marvada pinga”, moda de viola de autoria do professor Ochelcis Laureano, um dos carros-chefes de suas apresentações pelo resto da vida. Curioso é que, no lado B, apareceu o samba-canção “Ronda”, de Paulo Vanzolini, que passou despercebido na ocasião e só teve êxito quando regravado por outros cantores, sendo hoje um clássico. Outras expressivas gravações de Inezita na RCA Victor foram: “Os estatutos da gafieira” (samba-crônica de Billy Blanco),”Taieiras”, “Retiradas” e “Coco do Mané” (esta, de autoria de Luiz Vieira), entre outras. No cinema, atuou em filmes como “Ângela” (1951), “Destino em apuros” (considerado o primeiro filme nacional produzido em cores, de 1953), “É proibido beijar”, “O craque” (ambos de 1954), “Mulher de verdade” (1955), pelo qual recebeu o prêmio Saci de melhor atriz, conferido pelo jornal ‘O Estado de S. Paulo”, e “Carnaval em lá maior” (também de 1955). Em 1954, estreou na televisão, com um programa semanal na TV Record. Um ano mais tarde, 1955, Inezita muda de gravadora, indo para a Copacabana, onde lança seu primeiro LP, sem título, incluindo músicas como “Banzo”, “Viola quebrada” e “Mineiro tá me chamando”, além de uma regravação de “Funeral d’um rei nagô”. Permaneceu nessa gravadora por mais de vinte anos, e lá deixou memoráveis trabalhos em disco, alguns deles incluídos neste repost, e dos quais falaremos a seguir. Outros sucessos de Inezita são “Lampião de gás” (outro de seus carros-chefes, composto por Zica Bergami, então mulher de renome na alta-sociedade paulistana), “Estatuto de boate” (outro samba-crônica de Billy Blanco) e releituras de clássicos como “Fiz a cama na varanda”, “De papo pro á” , “Nhapopé” , “Negrinho do pastoreio” e “Boi bumbá”. Inezita fez sucesso também no exterior, uma vez que, de passagem pelo Brasil, celebridades como o ator francês Jean-Louis Barrault, o maestro Roberto Inglês e o ator italiano Vittorio Gassman , levaram os discos de Inezita para a Europa, onde tiveram maciça divulgação pelo rádio. O currículo da cantora-folclorista inclui apresentações no Uruguai, na extinta União Soviética, Israel , Paraguai, Uruguai e EUA, além de troféus como Roquette Pinto e o Prêmio Sharp de Música Brasileira. Durante toda essa longa e gloriosa trajetória, Inezita, conhecida como “a rainha do folclore”, conservou a qualidade de sua voz, aliás ela foi uma das cantoras veteranas que melhor conseguiu essa proeza. No início da década de 1980, passou a apresentar, na TV Cultura de São Paulo, o famoso “Viola, minha viola” (“Eta programa que eu gosto!”), importantíssimo instrumento de divulgação da cultura caipira e regional brasileira, a princípio comandado pelo radialista Moraes Sarmento. Inezita, no começo, dividiu a apresentação com Sarmento, que mais tarde passou a se dedicar apenas ao rádio. Daí por diante, Inezita firmou-se como a única apresentadora do “Viola, minha viola”, e o programa tornou-se o musical mais lôngevo da história da televisão brasileira. Também apresentou, no SBT, o programa “Inezita”, dentro de uma faixa sertaneja que a emissora possuía aos domingos pela manhã, mas que não ficou muito tempo no ar. No rádio, apresentou ainda os programas “Mutirão”, na Rádio USP”, e “Estrela da manhã”, na Cultura AM. Continuou a se apresentar em shows por todo o Brasil, tendo a seu lado, em alguns deles, nomes como a dupla Pena Branca e Xavantinho, a violeira Helena Meirelles e Oswaldinho do Acordeom. Autêntica “doutora” em folclore, Inezita passou a lecionar a matéria em faculdades e universidades, a partir de 1982. Sua vasta discografia abrange cerca de25 discos em 78 rpm, e quase 30 álbuns, entre LPs e CDs, além de alguns compactos.
Com a repostagem destes seis trabalhos de Inezita Barroso, o Toque Musical, por certo, presta uma digna e honrosa homenagem àquela que, incontestavelmente, foi a mais autêntica intérprete de nossa música regional.
Cantando A Mulher – Coletânea Toque Musical (2015)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Bom dia, em especial, a todas as mulheres, cultas e ocultas! Hoje é o dia delas, o Dia Internacional da Mulher! Eu não me recordo de já ter feito aqui alguma homenagem nessa data para você, mulher. Mas pode ter certeza, estou sempre pensando, sintonizado em suas ondas. Ah, mulheres… de todos os tipos, de todas as horas… mães, esposas, amantes, amigas, irmãs. Mulher até Presidente. Elas estão em todas. E o que seria de nós, homens, sem elas? Adoro esse ser que me completa em todas as suas vertentes e vértices. Êta bicho bão, sô!
Para homenageá-las, criei então essa pequena coletânea, um tanto irregular e talvez até injusta por não acrescentar tantas outras belas e talvez até mais apropriadas composições, que temos no cancioneiro popular. É, eu realmente podia ter escolhido mais músicas. Por certo, melodias que exploram a temática mulher é coisa que não nos falta. Mas eu achei por bem ficarmos apenas em 20 músicas, sendo essas tão variadas quanto as próprias escolhas de postagem do Toque Musical. O importante é agradar aos gregos e troianos, misturar mineiros e baianos, alhos com bugalhos. Porém, acima de tudo, festejando sempre a mulher. Parabéns a todas por este dia!
Os 3 De Portugal – No Brasil (1969)
Olá, amiguíssimos, cultos e ocultos! Semana atarefada aqui para os meus lados, quase sem condições de postar uma novidade. Fico querendo postar alguma coisa diferente, mas há tanto o que escolher e as vezes acabo escolhendo algo que já apareceu por aí. Desta vez estou trazendo um disco que eu ainda não vi em outras praças. Um lp que eu também não conhecia.
Temos aqui o grupo vocal, ‘Os 3 de Portugal’. Conforme o texto da contracapa, trata-se de um trio, formado na cidade do Porto, ainda nos anos 50. Por certo, um grupo famoso em seu país de origem, Estiveram no Brasil se apresentando nos anos 60. Consta que participaram da novela Antonio Maria, o que pode ter chamado a atenção dos produtores da RCA para a gravação deste disco. Logo na primeira faixa temos “Tema de amor em forma de prelúdio”, música esta que fez parte da trilha da novela. Mas no disco que eu tenho quem canta é o saudoso ator Sérgio Cardoso. Neste lp Os 3 de Portugal interpretam temas não apenas portugueses, mas também cantam música de autores brasileiros. Pessoalmente, achei bem interessante. Vale, com certeza, uma conferida. 😉
Rio450 – Valsa De Uma Cidade (2015)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Parabéns, Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro! Parabéns a todos os cariocas, privilegiados, de morarem num dos lugares mais bonitos do mundo e que hoje, dia 01 de março de 2015 está completando 450 anos! Que bacana! Eu não sou carioca, mas tenho uma leve impressão de que já fui em outras encarnações. Me identifico demais com essa cidade e creio que qualquer um. O Rio é mesmo uma cidade encantadora e inspiradora. Não é por acaso que todos os artistas convergem sempre para lá. Não conhecer o Rio de Janeiro é um pecado. Um dia eu acabo me mudando para lá. Meu grande prazer de ir ao Rio é poder andar pelo Centro e pelos bairros antigos, parece que eu me reencontro. Rio de Janeiro, cidade maravilhosa! Por essas e por outras é que eu não poderia deixar de prestar aqui a minha homenagem, afinal, é no Rio que boa parte da boa música brasileira nasceu. Eu pensei inicialmente em fazer uma coletânea de músicas que falassem do Rio, mas me perdi entre as milhares que encontrei. Além do mais, iria me dar muito trabalho para confeccionar a capinha e listar as centenas de músicas. Seria o melhor, uma coletânea com diferentes estilos tendo como tema o Rio de Janeiro, mas vou deixar essa para uma outra oportunidade. Resolvi assim então eleger uma música que fosse ‘aquela’. Qual tema seria o melhor? Claro, a ‘Valsa de uma cidade”, belíssima composição de Antônio Maria e Ismael Neto! Mais uma vez eu acabei caindo na mesma situação, dezenas de versões e das mais variadas. Decidi então ficar apenas com aquelas que o buscador de arquivos do meu computador conseguiu identificar. Dessas centenas, escolhi trinta versões, talvez as mais conhecidas. Entre essas, finalizando, eu incluí aquela antiga e curiosa paródia que faz parte daquela também curiosa bolacha de alumínio que um dia eu apresentei a vocês e denominei aqui como o ‘Disco X‘. Um pouco de picardia sempre fez parte do prato carioca 😉 e eu não poderia deixar essa fora 😉
Parabéns Rio de Janeiro! Que você continue sempre linda e maravilhosa. Mesmo a pesar daqueles que fazem de tudo para detonar a cidade. Viva o Rio! Viva o povo carioca!
Grupo Kali (1985)
Boa noite, prezadíssimos amigos cultos e ocultos! A sexta feira aqui anda preguiçosa e um pouco cansada. Daí, para não agarrar muito, vamos hoje de música instrumental, num disco muito interessante da banda feminina Kali. Não é muito comum vermos por aí um grupo de música instrumental formado só por mulheres. Principalmente quando essas além bonitas são extremamente talentosas. Formado por Mariô Rebouças, no piano e teclados; Vera Figueiredo, bateria e percussão; Renata Montanari, na guitarra e Gê Cortes no contrabaixo. Disco lançado em 1985 pelo selo paulista Som da Gente…
Sergio Porto, Aracy de Almeida & Billy Blanco – No Zum Zum (1966)

Eis aí mais um disco que não poderia faltar aqui no Toque Musical. Cumprida a minha tarefa, vou agora me deitar, pois o sono já chegou faz tempo. Até amanhã!
Belchior (1976)
Boa noite, prezado amigos cultos e ocultos! Tenho para hoje um disco o qual eu gosto muito e sempre pensei em postá-lo no Toque Musical. Finalmente temos aqui o primeiro lp de Belchior lançado, segundo a unanimidade, em 1974. No meu lp, que eu também acredito que seja original de época, consta no selo como sendo de 76. Talvez seja um relançamento da Chantecler, visto que em 76 o artista já fazia muito sucesso e em outra gravadora. Uma oportunidade do galinho cantar de novo. (por falar em Galo… não, não me fale do Galo hoje…)
Vamos então com este disco, que não é nenhuma raridade. Já foi e sempre é bem divulgado em outros sites e blogs. Nada de especial além do fato de ser este um belíssimo trabalho de um artista o qual só temos a elogiar. Quem não conferiu ainda, a hora é essa. Vai lá no GTM!
Jorge Veiga – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 134 (2015)
Em sua edição de número 134, o Grand Record Brazil, agora com periodicidade quinzenal, tem a satisfação de apresentar um dos mais expressivos sambistas que o Brasil já teve. Estamos falando de Jorge Veiga.
Dimensão 5 (1979)
Boa noite, meus amigos cultos e ocultos! Hoje, domingo, tomei o dia para tentar por ordem em minha bagunça musical. De uns tempos pra cá eu tenho andado meio relapso com meus discos, meus arquivos e todo o meu acervo digital. As coisa vão se acumulando, quando a gente vê, dá um desanimo ter que arrumar tudo… Estou aqui com uma centena de discos que ganhei recentemente e já comecei a fazer confusão. Creio que o disco de hoje foi uma colaboração do amigo Fáres.
Temos aqui o conjunto Dimensão 5, um grupo formado nos anos 60. Figura como uma banda da cena Jovem Guarda, porém o seu sucesso se limitou a São Paulo, na região de Moema, onde eles surgiram. Pelo pouco que sei, o Dimensão 5 atuou muito em shows, em clubes. Eram considerados um dos melhores conjuntos de baile. Devem ter ganhado um bom dinheiro, pois conseguiram se instrumentar com os melhores equipamentos da época. Investiam pesado na produção de seus show. Tinha até um caminhão para transportar os equipamentos. Se mantiveram ativos até por quase três décadas e ainda hoje o espírito do grupo se mantém aceso numa página do facebook. Ao que parece, o Dimensão 5 só gravou este lp, de 1979. Antes porém gravaram um compacto, no final dos anos 60 ou inicio dos 70. Em 1973 eles gravam um compacto para a Top Tape, através do selo One Way (aquele que produzia artistas nacionais como se fossem estrangeiros) com o nome de Nathan Jones Goup. A música foi “I’ve been around”, sucesso que fez parte da trilha da novela O Bem Amado.
No presente lp, temos um conjunto bem resolvido. Músicos entrosados, composições e arranjos bem feitos. São doze faixas entre autorais (em sua maioria do baterista, Francis) e de outros autores, com destaque para um espécie de ‘pot pourri’ de músicas de Toquinho e Vinícius e também Chico Buarque.
Apesar de ter ouvido o disco apenas umas duas vezes, posso dizer que gostei do trabalho, é bem anos 70. Confiram…
Sergio Mendes & Brasil 66 – Equinox (1968)
Amigos cultos e ocultos, continuo metendo a mão no gavetão, buscando aquilo que já está pronto, porque a preguiça aqui parou e ficou. Quando não é falta de tempo é mesmo falta de ânimo.
Mas vamos lá com o disco deste sábado. Vamos com Sérgio Mendes e seu Brasil ’66, no álbum Equinox, lançado em 1967 nos Estados Unidos e no ano seguinte aqui no Brasil. Foi o segundo álbum gravado por ele com o grupo Brasil ’66. No repertorio temos 10 faixas, sendo em sua maioria produção nacional da bossa nova, com aqueles retoques necessários para fazer o gringo feliz. Este é mais um daqueles discos que todo blog já postou e o Toque Musical vai nessa também 😉
Papo De Anjo – Vamos Sorrir (1982)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui vai mais disco de gaveta, aqueles sempre pronto para uma emergência, para tapar qualquer buraco ou na falta de algo melhor. Este foi na base do sortido, do acaso…
Temos aqui o lp “Vamos sorrir”, do conjunto Papo de Anjo. Disco lançado pelo selo Ariola em 1982. Este grupo, pelo que sei era um conjunto de baile. Conseguiu emplacar uma de suas músicas numa novela da Globo, a faixa “Chuva de verão, que chegou a fazer um relativo sucesso nas rádios. Mas como a música, o Papo de Anjo foi apenas uma chuva de verão. Não sobrou nem sequer uma gota no YouTube, onde eu imaginei que pelo menos essa música alguém teria postado. Qual o que… Não há na rede nenhuma informação sobre o destino do Papo de Anjo. Esse passou batido. Mas vamos dar uma chance aqui no Toque Musical. Confiram…