Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos neste domingão, quente como um forno e para refrescar, só no suco 🙂 e bem gelado!
Trago hoje para vocês um raro e muito interessante álbum, lançado pela Chantecler em 1963. Esta gravadora/selo sempre foi mais focada na música sertaneja e regional, mas também investiu na música popular urbana e em artistas muitas vezes pouco conhecidos do grande público. É o caso do cantor e compositor Victor Rafael, um artista da noite paulista. No início dos anos 60 ele cantava na boate Delval, em São Paulo. Esta boate era famosa e tinha até o seu próprio conjunto. O cantor Caco Velho chegou a ser diretor artístico da casa e por lá passaram muitos nomes famosos. Victor Rafael era contratado da boate e neste que foi o seu disco de estréia ele vem acompanhado pelo orgão do maestro Aloysio Figueiredo e o conjunto da boate Delval. Um time de músicos realmente muito bons. O repertório também não fica por menos. Traz sambas de Dorival Caymmi, João Roberto Kelly, Nelson Cavaquinho, Paulo Pires e também composições próprias em parcerias. Eu definiria o Victor Rafael como um misto de Ataulfo Alves e Agostinho dos Santos. Infelizmente não há na rede nenhuma informação sobre este artista além do seu próprio disco.
Os Autênticos (1970)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! O calor por aqui está de suar em bicas, pqp! Hoje, só mesmo saindo para tomar umas geladas. Loirinhas, me esperem! Daqui a pouco eu estou indo…
Antes porém, deixo aqui a postagem do dia. Para esquentar mais, segue aqui este grupo de samba carioca e sobre o qual eu não achei muita coisa além do pequeno texto de apresentação da contracapa. Ao que tudo indica este foi o disco de estréia. Não sei se chegaram a gravar outros, mas merecia, pois o grupo é mesmo bem autêntico, seguindo a linha dos Originais do Samba. O repertório e os arranjos são de primeira, como convinha aos sambas daquela época. Composições próprias e também de outros autores, entre esses Paulinho da Viola com seu clássico “Foi um rio que passou em minha vida“.
Dory Caymmi (1972)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos para a nossa primeira postagem do ano! E para que tudo seja perfeito aqui no Toque Musical em 2015 é bom a gente começar com algo de acordo. Trago para vocês o, também primeiro, disco de Dory Caymmi, lançado em 1972 pela Odeon. Embora não conste na contracapa, o álbum foi produzido pelo maestro Lindolfo Gaya, os arranjos e regências por Dory. Temos assim um lp com nove faixas. Nove composições próprias. Ou por outra, nove canções, sendo boa parte delas parceria com Nelson Motta, entre elas a belíssima “O cantador”. Outra faixa de destaque é “Evangelho”, música em parceria com Paulo Cesar Pinheiro. Dory vem acompanhado por Novelli, Nelson Angelo e parte da turma do Som Imaginário (Tavito, Robertinho Silva e Wagner Tiso). Sem dúvida, um grande disco. Confiram na no GTM.
Edu Lobo (1973)
Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Acabei ficando sem tempo também no final da partida, quer dizer, quase não sobrou tempo para eu vir aqui fazer a última postagem do ano, nos últimos momento do ano.
Antes que 2014 acabe, quero logo deixar aqui os meus votos a todos, amigos cultos, ocultos, associados e aos demais que por ventura vão surgindo. Desejo a todos um feliz 2015. Com muita paz, saúde e amor. Claro que acima de tudo isso desejo a todos boa música, bons momentos e felicidade. Que em 2015 possamos realizar todos os nossos sonhos, desejos e necessidades. Vamos melhorar, o Brasil também, eu acredito!
Fecho assim, com chave de ouro, nossas postagens. Vamos com o Edu Lobo em seu excelente álbum de 73. Boa safra! Um disco que nem vou me dar ao trabalho de falar, pois já foi bem apresentado em diferentes cantos e recantos dessa web musical.
Tenha todos uma ótima noite. Ano que vem tem mais…
Germano Mathias – Em Continência Ao Samba (1958)
Olá amigos cultos e ocultos! Ainda temos mais dois dias para queimar até o início do próximo ano. Vou então nesta oportunidade trazendo um disco que comprei na minha última ida ao Rio de Janeiro. Com grande satisfação eu anuncio aqui este lp do sambista Germano Mathias, álbum lançado em 1958 pela RGE. Álbum bancana e traz uma capa deliciosa com o nosso artista bem a vontade em meio a uma roda de samba. Uma foto colorida que é um convite irrecusável a uma audição. Este foi o seu segundo lp e contou com o acompanhamento de Esmeraldinho e Seu Regional. Boa parte da músicas são de autoria do próprio Germano.
Eu confesso que me sinto um pouco incomodado em apresentar este álbum se deixar de citar aqui um livro dos mais interessantes sobre a vida de Germano Mathias, que eu ganhei do próprio autor há uns três anos atrás. Por outro lado está sendo uma oportunidade de reafirma-lo, uma recomendação literária musical que eu há tempos estou devendo. Me refiro ao “Sambexplícito – As Vidas Desvairadas de Germano Mathias”, do escritor e advogado Caio Silveira Ramos. Um livro que é bem mais que uma simples biografia. Seu texto, sincopado como o samba de Germano, pega o leitor pelo pé e o leva a uma viagem quase sem pausa (por conta do leitor, claro, é difícil parar de ler).
Para melhor entender este disco e também o próprio sambista, eu recomendo a leitura deste livro. Tenho certeza que vocês irão gostar. Por conta desta postagem, acho que vou passando o ano relendo as aventuras dessa peculiar figura do samba paulista. Quer forma melhor de começar o ano novo? 🙂 Boa música e boa leitura 😉
A Fina Flor Do Partido Alto (1974)
Olá amigos cultos e ocultos! Já nos preparando para o Ano Novo, vamos aqui queimando o resto de gás, pois em 2015 tem mais (putz, até rimou!) Para animar a festa aqui vai um bom disco de samba, reunindo alguns bambas do chamado ‘samba de partido alto’. Entre os membros do pagode, curiosamente, temos o cantor e puxador de samba, Neguinho da Beija Flor, ainda não totalmente conhecido. “A Fina Flor do Partido Alto” é uma dessas pérolas que todo gringo antenado procura. Um lp com o selo de qualidade Okeh, da CBS. Criado exclusivamente para o lançamento de discos de samba, tendo a frente como seu diretor artístico o sambista e compositor Zuzuca. Confiram…
Sergio Ricardo – Arrebentação (1970)
Olá amigos cultos e ocultos! Espero que tenham passado um bom Natal. Agora vamos para as festanças de fogos de fim de ano. Como não choveu por aqui no Natal, com certeza o ‘reveillon’ vai ser molhado. Eu, para não variar, vou ficando mesmo por aqui. Sem muito assanho 🙂 Enquanto esperamos, deixa eu ir fechando as portas com ‘chaves de ouro’. Vão aqui alguns disquinhos especiais. Digamos que foi o Papai Noel quem os deixou aqui para eu passar para vocês 😉
Aqui temos “Arrebentação”, mais um belíssimo trabalho de Sérgio Ricardo. Lançado pelo selo Equipe em 1970. Um álbum ao nível do artista, capa dupla e vinil, originalmente, de 140 gramas. Na ficha técnica, impressa no interior da capa, temos uma produção que contradiz as informações sobre este disco, no site do artista. Acredito que o ‘webmaster’quem cuida do site do Sergio Ricardo trocou as bolas e como ninguém percebeu, ficou. Avisa ao moço lá que “Arrebentação” foi produzido por Oswaldo Cadaxo; os arranjos e direção musical foi de Theo de Barros e regências do maestro Henrique Nuremberg. A capa, também ao contrário do que diz a home page, não é do Cesar Vilella e sim do Luiz Pessanha. Quanto ao conteúdo musical, este é todo autoral e no qual eu destaco minhas preferências: todo! De cabo a rabo! Um discaço que não poderia faltar nas fileiras do Toque Musical. Corram já para o GTM 😉
Feliz Natal Para Você (1955)
Muito bom dia a todos os amigos, seja eles cultos, ocultos ou apenas associados! Começo com um bom dia para desejar a todos uma boa noite. Boa noite de Natal. Desejo a todos muita paz, amor e alegria, pois de tristeza nenhum dia deveria ser. Mas, sem dúvida, será uma noite melancólica, de reflexão e de perdão (nesse último quesito, tá difícil, mas eu vou tentar!) Também pode ser uma noite de música e é por conta disso que eu ainda, no último instante, trago mais um presente de Natal.
Segue aqui este lp de 10 polegadas reunindo alguns dos brilhantes nomes do ‘cast’ da Odeon numa saudação ao Natal de 1955. Certamente as músicas presentes neste lp foram também lançadas em 78 rpm (que me corrija ou me complete o amigo Samuel Machado). São temas clássicos e alguns até já apresentados aqui, mas vale a pena ouvir mais uma vez, até porque é mais uma boa seleção musical de natal. Não deixem de conferir! Mais uma vez, Feliz Natal a todos!
Theodoro Nogueira – Missa A N. S. Dos Navegantes (1964)
Boa noite, meus prezados amigos cultos, ocultos e associados! E cá estamos no fim de mais um ano e logo mais é Natal. Eu pensei em postar aqui mais um disco natalino, porém quebrando a sequência, mas sem querer sair do tom, vou trazer algo mais interessante. Tenho para hoje um álbum da linha ‘fora de série’, da gravadora Chantecler. Lançado em 1964, o disco é um verdadeiro achado, a começar pelo conceito de capa que é dupla e só tem frente. O verso é forrado numa imitação de couro. No miolo temos um encarte de duas páginas e um envelope onde o disco vem guardado. Produções como esta só mesmo para trabalhos de alto nível e especiais. Aqui temos ele, uma missa cantada. Aliás, a primeira missa cantada em português, conforme descreve a capa. A missa é a de Nossa Senhora dos Navegantes, um trabalho encomendado ao maestro Theodoro Nogueira pela Prefeitura do Guarujá para a inauguração da igreja de mesmo nome. Todos os detalhes deste trabalho eu vou deixar que os amigos mesmos descubram no próprio álbum. Como sempre, aqui segue completo!
Temas Natalinos – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 130 (2014)
Então é Natal… Aquela ocasião em que a gente arma a árvore, o presépio, reúne a família, troca presentes, degusta a ceia… e, por que não, também canta canções típicas da festa máxima da cristandade. Assim sendo, o Grand Record Brazil, em sua edição de número 130, presenteia os amigos cultos, ocultos e associados do TM com mais esta compilação de músicas natalinas. São, no total, dez gravações.
* Texto de Samuel Machado Filho
Cânticos De Natal (1955)
Olá amigos cultos e ocultos! Neste ano o Toque Musical andou meio devagar, não teve um espírito muito participativo e nem se manifestou em momentos como agora, o Natal… Em outras épocas o avatar do Augusto TM já estaria lá no cabeçalho, de gorrinho vermelho e por aqui diversos discos com temas natalinos. Pois é, este ano está sendo diferente. Os tempos são outros, infelizmente… Mesmo assim eu não vou negar aqui uma ou duas lembrancinhas. Afinal, é o Natal 🙂
Segue então este disquinho lançado pela Todamérica para o Natal de 1955. Obviamente se trata de um lp de 10 polegadas. “Cânticos de Natal” nos apresenta uma seleção bem montada. Temos de abertura, em todo a face A do disco a história infantil “Como nasceu Jesus”, extraído do poema de Antonio Almeida e Mário Faccini. Conta com a particpação de Mário Lago. O fundo musical é de Radamés Gnattali e o côro composto pelos artistas da gravadora. Na face B do disquinho iremos encontrar quatro temas tradicionais em interpretações de Scarambone e Trio Madrigal.
Vamos logo com esta postagem que já era para ter sido publicada. Não pode ser muito encima senão nem dá tempo de entrar naquela trilha musical que vocês estão preparando para a Noite Feliz.
Antonio Carlos E Jocafi – Trabalho De Base (1980)
Dois cantores e compositores nascidos na Bahia, e ainda hoje queridos do público. São Antônio Carlos e Jocafi, que trazemos hoje para os amigos cultos e ocultos do Toque Musical. Ambos são da capital da Boa Terra, Salvador. Antônio Carlos Pinto veio ao mundo em 24 de outubro de 1945, no Alto da Silveira, bairro do Garcia. Por volta de 1955, sua família se mudou para o Rio Vermelho. Desde cedo Antônio Carlos, evidentemente, se interessava por música, tocando um pouco de violão e piano, e já começando a compor. Isso iria aproximá-lo da nata da musicalidade que morava no Rio Vermelho ou frequentava o bairro, famoso pela boemia, por suas tradições e seus moradores ilustres (entre eles o escritor Jorge Amado). Com o tempo ele adquire prática, e se transforma em guitarrista de orquestra, passando a tocar com o maestro Carlos Lacerda (a quem por sinal o álbum de hoje do TM é dedicado) em clubes e boates soteropolitanos. E foi tocando numa festa no Clube Português que conheceu uma cantora que também se iniciava e seria sua parceira na vida e na música: Maria Creuza. É ela quem defende, no Festival de MPB da TV Record de São Paulo, em 1967, sua música “Festa no terreiro de Alaketu”, que acabaria sendo a primeira gravação da cantora. Jocafi (sigla de seu nome completo, José Carlos Figueiredo), nasceu em 21 de dezembro de 1944, no bairro soteropolitano de Cosme de Farias. E sua história não é lá muito diferente da do parceiro Antônio Carlos: ambos gostavam de futebol e aprenderam a tocar o violão de rua, e Jocafi teve a oportunidade de ser pupilo-admirador do lendário compositor, violonista e cantor Codó.Sua experiência musical começou igualmente na infância, seja ouvindo o som do serviço de alto-falante (que tocava Waldik Soriano, Bienvenido Granda, Lucho Gatica, Trio Irakitan…) enquanto jogava futebol de rua, seja ouvindo sua mãe cantar músicas antigas de Noel Rosa, Ismael Silva e outros. Ainda adolescente, José Carlos,o futuro Jocafi, começa a frequentar com assiduidade o Mercado Modelo, a Meca da música baiana nesse tempo, assimilando os batuques, a capoeira e os sambas-de-roda, que seriam essenciais em seu trabalho criativo. Mesmo com as serestas lhe atraindo mais que os estudos,consegue conciliar estudo, trabalho e boemia, graças à boa formação familiar. Conheceu Antônio Carlos por intermédio do já citado maestro Carlos Lacerda, passando a se apresentar juntos em programas da televisão baiana, cantando e tocando violão e guitarra. Com Antônio Carlos ao piano, Evandro na bateria e Luís Berimbau no baixo. Em 1969, a dupla tem sua composição “Catendê” (parceria com o letrista Ildásio Tavares) defendida por Maria Creuza no Festival de MPB da TV Record. Um ano mais tarde, Antônio Carlos e Jocafi são contratados pela RCA e gravam seu primeiro disco, um compacto simples com duas músicas de autoria própria: “Roberto, não corra” (resposta a “Por isso corro demais” e “As curvas da estrada de Santos” , hits de Roberto Carlos) e “Por causa dela”. Um ano mais tarde, chegam os primeiros sucessos: para começar, o clássico “Você abusou” , até hoje o maior hit da dupla, cuja versão em francês, “Fais comme l’oiseau”, feita por Michel Fugain, virou hino do Partido Socialista da França, e que tem outras versões gravadas internacionalmente, inclusive por Stevie Wonder e Célia Cruz. Depois, vem “Desacato”, segundo lugar no FIC (Festival Internacional da Canção), promovido pela TV Globo naquele ano de 1971. Completando a história, vem o primeiro LP, “Mudei de ideia” (cuja faixa-título imediatamente chama a atenção do público). Também compuseram as trilhas sonoras de duas novelas da TV Globo, “O primeiro amor” (1972) e “Supermanuela” (1974). Outros hits conhecidos de Antônio Carlos e Jocafi são “Teimosa”, “Fraqueza”, “Toró de lágrimas”, “Dona Flor e seus dois maridos”, “Jesuíno Galo Doido”, “Ossos do ofício”, “Chuculatêra”, “Dona da casa” , “Estrela amante” e “Deixe que é dengo dela”, só para citar alguns. A discografia de Antônio Carlos e Jocafi em dupla abrange um total de 12 álbuns, e inúmeros compactos. Este “Trabalho de base”, que o TM apresenta hoje, é o oitavo LP da dupla, também correspondendo ao nome do grupo que os acompanha, com o devido apoio do “cobra” José Briamonte nos arranjos e nas regências. Dez faixas são assinadas pelos próprios Antônio Carlos e Jocafi (algumas com parceiros), e duas por Zé do Maranhão (uma delas, “Roça errada”, tem a respeitável co-autoria de Noca da Portela). Mesmo esquecidos por boa parte da mídia, como costuma acontecer, Antônio Carlos e Jocafi continuam na ativa, recebendo os aplausos merecidos do público, redescobertos por DJs nacionais e estrangeiros e até mesmo por Marcelo D2 . Este “Trabalho de base”, por certo, irá agradar aos fãs da dupla, e é um de seus raríssimos vinis, daqueles que ninguém se desfaz por dinheiro algum. Ouçam e comprovem!
De Castro – Melodias Do Brasil (196…)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Não era para estranhar. Depois de quase 8 anos na ativa, mantendo sempre uma identidade muito própria, o Toque Musical tem se tornado alvo de especulações. Tem gente por aí de olho no nome Toque Musical. Estão querendo o domínio e se eu marcar bobeira vão me tirar até as minhas marcas e logos. Já recebi uns três e-mails de gente me forçando a liberar o domínio. Mas enquanto eu conseguir manter este espaço independente, longe do julgo e deliberação de Blogger, Worldpress e outros, vou continuar agarrado no osso. Não largo mão desse endereço e nem da marca Toque Musical. O avatar do Augusto TM também é outro que já foi parar em botons, estampado em camisetas e até sacolas. Virou um ícone! Vai lá, divulguem, mas ajuda a gente aqui a manter o disco rodando. Em tempos como este, toda doação é bem vinda.
Muito bem, eis aqui a postagem do dia… Trago hoje para vocês mais uma dessas raridades. Aliás, não sei o que é mais, se raro ou curioso. Como se pode ver logo de cara, ou melhor, de capa (e contracapa), temos aqui um disco estrangeiro, vindo lá da Polonia, E claro, acabou caindo na minha mão (eu adoro isso). Temos aqui “Melodias do Brasil”, um inusitado álbum que tem como seu intérprete o sorridente cidadão, De Castro. Mas quem seria esse artista? Nunca tinha visto, nem ouvi falar. No texto de contracapa, escrito em polonês e também em inglês, a informação é superficial e não nos esclarece muito. Conforme o texto, De Castro era Niltinho, cantor da noite, artista com apresentações em casas noutrnas, no rádio, tv e cinema. Também compositor, tendo, segundo o texto, participado com sua música de filmes importantes. Com um currículo como este era para a gente encontrar muita informação através do Google. Mas, qual nada… De Castro, Niltinho, Nilton de Castro… era como procurar agulha no palheiro. Definitivamente, não achei uma pista, apenas suposições. Quem seria este artista? Talvez fizesse parte de algum grupo brasileiro em excursão pela Europa. No texto diz que ele fez uma tournê de sucesso por vários países europeus, o que talvez tenha motivado os polacos a gravarem o rapaz. Mas é ouvindo o disco que a gente consegue imaginar melhor a situação. Pra começar, parece que nessa investida fonográfica, de brasileiro só tinha ele mesmo. Até mesmo os músicos que o acompanham, logo de cara se percebe, não são brasileiros. Aquela batida do samba, aquele jeito de tocar não era coisa daqui. Chega mesmo a ser curiosa algumas interpretações, tais como o samba carnavalesco de Haroldo Lobo e Niltinho, “Tristeza”, ou “Manhã de carnaval”, de Luiz Bonfá. Melhor ainda, no quesito curiosidades, temos também a “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, ou “A felicidade”, de Tom e Vinícius, aqui chamada de “Adieu tristesse”. O resultado é aquela coisa que a gente já sabe, um quase samba, uma quase bossa. Samba do crioulo branco. Por outro lado, temos também as composições próprias. Quatro das doze faixas são composições do De Castro, músicas essas, por sinal, muito boas. Teriam um melhor sabor se fossem arranjadas e interpretadas por brasileiros. O resultado, num geral é algo que lembra assim um Agostinho dos Santos ao lado da orquestra do Paul Mauriat (só lembra,ok?)
No campo da suposições, acredito que este artista tenha ficado um bom tempo na Polônia pois, como disse, ele está sozinho nessa empreitada e pelos resultados, creio que coube a ele também ensinar aos polacos a batida da música brasileira e isso é coisa que não se faz em menos de um mês. Para finalizar, deixo aqui outra curiosidade, das mais interessantes supostas por mim 🙂 Pesquisando daqui e dali com as poucas pistas que consegui, chego a conclusão de que Nilton De Castro era irmão por parte de pai do Wilson Simonal. No livro “Nem vem que não tem – A vida e o veneno de Wilson Simonal”, de Ricardo Alexandre, há uma passagem em que ele fala de um show na boate Sucada, onde Simonal apresenta ao público o seu pai, Lúcio Pereira de Castro, que havia saído de casa, abandonando a família há mais de 20 anos. O velho foi assistir ao show do filho acompanhado pelos meio-irmãos, entre esses um que se chamava Nilton de Castro, que também era compositor e Simonal inclusive chegou a gravar uma música sua. Juntando peças daqui e dali, cheguei então a essa conclusão. Será mesmo o De Castro irmão por parte de pai do grande Simonal? Termino deixando assim esta dúvida. Que me corrijam os ‘entendidos’… Nem vem que não tem! 😉
Marília Batista – Dircinha Batista – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 129 (2014)
Nesta edição do GRB, um pouco do legado artístico-musical de Dircinha Batista. Para começar, a bem-humorada e divertida “Canção pra broto se espreguiçar”, que leva a respeitável assinatura de Mário Lago, gravada na RCA Victor por Dircinha em primeiro de julho de 1955 e lançada em setembro do mesmo ano, disco 80-1493-B, matriz BE5VB-0810. Mais tarde, entraria no LP-coletânea de 10 polegadas “Elas cantam assim”. “Chico Brito” é um samba clássico e bastante conhecido, de autoria de Wilson Batista e Afonso Teixeira. Gravado por Dircinha na Odeon em primeiro de dezembro de 1949, só seria lançado menos de um ano depois (outubro de 50), sob número 13047-B, matriz 8603. O nome Peçanha foi posto na letra da música para substituir “meganha”, gíria da época para policial. Note-se também uma menção à “erva do norte”, possivelmente… Adivinha! O samba “Icaraí”, de Raimundo Flores e Célio Ferreira, é uma exaltação à famosa praia situada em Niterói, litoral fluminense, imortalizada por Dircinha Batista na Continental em 19 de abril de 1948 e lançada em julho-setembro do mesmo ano, disco 15923-A, matriz 1851. Mostrando que sabia dar o recado até em inglês, Dircinha interpreta depois, com acompanhamento orquestral de Aristides Zaccarias, o fox “I only have eyes for you”, de Harry Warren e Al Dubin, composto em 1934. Gravação RCA Victor de 1957, do LP de 10 polegadas “Música para o mundo”. “O teu sorriso me prendeu” é uma marchinha de meio-de-ano, assinada pelo pistonista Bomfiglio de Oliveira, com letra de Walfrido Silva. Dircinha a gravou na Victor na plenitude de seus 13 anos, acompanhada pela endiabrada orquestra Diabos do Céu, de Pixinguinha, em 8 de julho de 1935, sendo lançada em agosto do mesmo ano, disco 33961-B, matriz 79969. A batucada “A coroa do rei”, de Haroldo Lobo e David Nasser, foi uma das músicas campeãs do carnaval de 1950, imortalizada por Dircinha na Odeon em 30 de setembro de 49 e lançada ainda em dezembro, disco 12962-B, matriz 8564. Do carnaval de 1946 é o samba “Que papagaio sou eu?”, de Wilson Batista e Henrique de Almeida, lançado por Dircinha na Continental em janeiro daquele ano, disco 15574-B,matriz 1352. Encerrando este volume,uma curiosidade histórica: o jingle publicitário gravado por Dircinha para o Auris Sedina, um remédio para dor de ouvido, produzido até hoje pelos Laboratórios Osório de Moraes. Bastante veiculado no rádio durante os anos 1950, ficou na memória de muita gente. E, se depender de iniciativas como a deste volume do GRB, as Batistas aqui recordadas, Marília e Dircinha, vão ficar para sempre na memória de muitos!
* Texto de Samuel Machado Filho
Trio Camara – Le Trio Camara (1968)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Nesse mundo de colecionadores de vinil a gente sempre tem muitas surpresas. Como eu sempre digo, o grande barato disso tudo não está em ter raridades, mas está sempre a procura delas. Ou mais ainda, o momento do encontro, quando que por sorte ou por destino aquele determinado disco cai na sua mão. Na semana passada estive garimpando discos aqui pela cidade. Geralmente eu não faço isso aqui em Belô, dou preferência por outras praças, outras cidades onde sei que vou encontrar coisas diferente. Já conheço bem as lojas e os colecionadores de BH e por aqui os acervos não mudam muito. É preciso dar um tempo. O tempo para os encantos se desencantarem. Para os desapegos florescerem e definitivamente, para que coleções fiquem órfãs e sejam de imediato descartadas pelos familiares do falecido. É, o mundo dos discos e das raridades é assim… ao longo do tempo eles acabam passando de mão em mão, isso quando não se perdem nas mão de outros, os descuidados. Dá mesmo um puta prazer encontrar um disco raro e em boas condições. Melhor ainda quando a gente o encontra perdido entre as ofertas à preço de uma banana. Foi mais ou menos assim que aconteceu comigo há alguns dias atrás. Encontrei em um dos grandes sebos da cidade esta jóia que aqui eu volto a postar. Digo volto, porque há tempos atrás, logo no início do Toque Musical eu cheguei a postá-lo aqui, através de uma colaboração de um dos nossos visitantes. Agora, tendo o disco integralmente em meu prato, posso novamente postá-lo de maneira descente. Como vocês sabem, eu gosto de publicar os discos completos, incluindo capa, contracapa, selos e encartes quando tem. Foi providencial eu ter digitalizado e fotografado a capa logo no mesmo dia que comprei, pois ontem, na Feira de Vinil da Savassi, levei ele para um passeio e não deu outra… acabei vendendo. Mas só vendi porque a oferta foi tentadora. Paguei 15 reais e vendi por 250. Teria me arrependido não fosse o fato de que com esses mesmo 250 comprei um lote de uns cento e poucos discos, entre os quais haviam tantas outras preciosidades as quais eu ainda estou avaliando. Logo vocês terão notícias por aqui, pois certamente irei compartilhar minha alegria com todos.
Bom, falando um pouco sobre a ‘joinha’ do dia, este é um álbum essencialmente de jazz, o jazz com bossa, o jazz made in brazuca. Um disco originalmente produzido na França, em 1968 e editado pelo selo francês Saravah, apresentando o Trio Camara, formado pelos músicos brasileiros Fernando Martins (piano), Edson Lobo (contrabaixo) e Nelson Serra (bateria). Para muitos, este é considerado um dos melhores discos de música instrumental, na linha jazz-bossa. Excelentes músicos gravando em condições perfeitas e apresentando um repertório fino com músicas próprias e dos mestres Baden Powell, Dorival Caymmi, Tom Jobim, Edu Lobo, Noel Rosa, Sérgio Mendes, João Donato e Durval Ferreira.
Como disse, este lp foi produzido por uma editora francesa, mas veio também a ser lançado no Brasil, no ano seguinte (1969) pelo obscuro selo Joda Discos, com as mesmas características do original, ou seja, em capa dupla. Um disco, sem dúvida, muito bom. Vale a pena ouvir de novo 😉
The Brasilia Nueve – How Insensitive (1967)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Fuçando em uma pilha de discos que tenho e que nunca dei muita bola, achei por acaso este álbum que aqui eu apresento a vocês. Eu também, por certo, estou conhecendo este lp agora. Trata-se de um disco estrangeiro, de jazz, liderado pelo pianista americano Bill Potts. Como podemos ver logo de cara, na capa e contracapa ele nos apresenta um título bem sugestivo: “How insensitive” e completando, o nome do conjunto é The Brasilia Nueve. Não é preciso dizer mais nada, já dá para entender que a onda aqui é a Bossa Nova. A bossa, influencia do jazz, ou o jazz influenciado pela bossa? A coisa se materializa quando ao virar a contracapa encontrarmos “Insensatez”, de Tom e Vinícius; “Agora posso entendê-lo”, de Nelson Lins de Barros; “Samba da benção”, de Baden e Vinícius (e que também foi tema do filme “Um homem e uma mulher”); “Meditação”, de Tom e Newton Mendonça e “Esquecendo você”, também de Tom Jobim.
O disco foi lançado originalmente nos ‘States’ em 1967, pelo selo Decca. No Brasil o álbum foi lançado no ano seguinte pela Chantecler. Não vou entrar em detalhes sobre o conjunto, pois para a minha felicidade já está tudo bem explicadinho na contracapa. Aproveitem a ocasião, pois como todos devem saber os prazos por aqui são limitados. Se não baixarem logo no GTM vão ficar a ver apenas esta postagem. Como já disse, links por aqui não tem retorno, ok?
Sílvia Maria – Coragem (1981)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Eu até que estava animado com os discos de samba, mas por não ter nada que achasse relevante em minha gaveta, preferi tomar outro rumo. Ou melhor, decidi postar outra coisa, outro disco… Vamos hoje com a cantora paulista Silvia Maria. Uma artista muito talentosa que em 1973 estreou em lp com o excelente álbum “Porte de rainha”, álbum este que eu já postei aqui há tempos atrás. Passaram-se quase oito anos até que ela voltasse em um novo álbum solo. Tomou coragem, quer dizer, gravou em 1980 este que foi o seu segundo trabalho e que justamente se chama “Coragem”. Um disco também muito bom, com dez faixas muito bem escolhidas e participação especial do violonista Baden Powell.
Pelo jeito, Silvia Maria não é desses artistas que gravam muito, mas sim que gravam bem. Em 2011 ela voltou à cena lançando o CD “Ave rara”. Vamos ver se a gente o encontra para postarmos aqui no Toque Musical numa próxima oportunidade. Confiram…
Bahiano – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 128 (2014)
O Grand Record Brazil chega à sua edição de número 128 trazendo um autêntico pioneiro da gravação de discos no Brasil: o Bahiano.
Joel De Castro – Interpreta Os Poetas Da Portela (1991)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Continuando na cadência do samba, vamos desta vez com um álbum dedicado aos poetas da Portela. Um disco diferente motivado em mostrar alguns dos mais importantes compositores desta Escola. Para interpretar os dez sambas escolhidos, chamaram o cantor e sambista Joel de Castro, uma artista com uma voz muito boa e uma interpretação fina, capaz de dar ainda mais brilho a essas músicas. O álbum não traz data de lançamento, mas creio que é de 1991, conforme dedicatória. Curiosamente, também não achei qualquer informação sobre o nosso intérprete, mas sei que ele é daqui das Minas Gerais. Como me disse o radialista Luiz Pedro, da antiga Rádio Capital, que foi quem me doou este disco, mineiros e cariocas têm uma sintonia muito fina, os dois estados que se completam. Há, sem dúvida, uma relação muito boa dos cariocas com os mineiros e isso é fato!
Paulo Vanzolini – Por Ele Mesmo (1981)
Olá amigos cultos e ocultos! Seguindo no samba, eu hoje trago um disco que para caçadores e garimpeiros musicais já não é nenhuma novidade e nem raridade. Mas tem, para mim, uma importância que eu faço questão de manifestar através desta postagem. Paulo Vanzolini é um dos meus compositores prediletos. Sua música tem uma característica própria e suas letras são verdadeiras crônicas com começo, meio e fim. Gosto disso. Gosto também do seu humor e da sua maneira de descrever as relações. Me faz lembrar outro grande compositor, o Billy Blanco.
Neste álbum, lançado pelo Estúdio Eldorado, no início dos anos 80, temos então o autor, pela primeira vez, interpretando a si mesmo. Vanzolini era antes de tudo um compositor e seu sucesso vem através de seus intérpretes e claro, de suas muitas canções que ficaram para sempre marcadas em nossa memória. Aqui ele interpreta treze impecáveis composições, músicas de diversos momentos, acompanhado por um time de músicos, como Adalto Santos, Edson Alves, Heraldo do Monte, Bolão e outros, que entendem o seu recado. O disco é realmente uma bela produção. Só peca pelo fato de ser um álbum de um disco só. Merecia mais. Isso porém viria a acontecer no lançamento em 2003 do box, “Acerto de contas”, com quatro cds trançando toda a sua produção conhecida, editado pela Biscoito Fino.
Cartola 70 – Fala Mangueira! (1978)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! No batido do samba aqui vamos nós com mais um disco bacana. Eu, na verdade estou fazendo uma reprise. Há alguns anos atrás eu postei aqui o álbum, “Fala Mangueira!”, originalmente lançado em 1968, pela Odeon. Um verdadeiro clássico do samba. Disco que não pode faltar em nenhuma boa coleção. Estamos falando aqui do feliz encontro de Cartola, Carlos Cachaça, Clementina de Jesus, Nelson Cavaquinho e Odete Amaral, num disco dedicado à Mangueira. Conforme relata o texto de contra capa desta edição, foi uma ideia de Vianinha (Oduvaldo Vianna Filho) sugerida ao Herminio Bello de Carvalho para um musical falando sobre a Mangueira. Espetáculo este que nunca chegou a acontecer, infelizmente. Mas pelo menos esse encontro se eternizou em disco, neste lp que aqui retorna após 10 anos numa edição comemorativa em homenagem aos 70 anos do Cartola. Por essa razão o disco mudou de nome, mas o material, a gravação é a mesma. Fica aqui esta segunda chance, para manter o pique do samba 😉
A Música De Caxiné – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 127 (2014)
João Nogueira & Cartola – Projeto Pixinguinha 1977 (2014)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Já faz tempo que eu não dou sequência a esta coleção de shows do Projeto Pixinguinha. Tá na hora de voltar, pois afinal ainda temos uma dezena de espetáculos, com um time de artistas de primeiríssima. Como já informei em outros volumes, as gravações aqui apresentadas fazem parte de material do excelente site “Brasil Memória das Artes“, um projeto da Funarte onde boa parte do seu acervo em áudiovisual está disponível para consulta permanente. Entre esses os registros de shows do Projeto Pixinguinha.
Como todos podem ver, temos aqui em nosso volume 8 dois grandes sambistas. Melhor ainda, dois grandes compositores reunidos em show realizado em 1977. Aqui temos apenas 17 músicas, num roteiro que contava com mais de 20. Infelizmente nem todas foram disponibilizadas. Procurei editar cada música seguindo a sequência do programa. A gravação não está muito boa pois o som captado vem apenas dos microfones de voz. Daí, os instrumentos aparecem muito baixo. Mas mesmo assim vale a pena conferir esse encontro histórico.
Célia Mara Apresenta: Ninguém Segura Meu Samba (197…)
Fátima Guedes (1979)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Estive ouvindo ontem, coisa que não fazia há tempos, a cantora Fátima Guedes. Há tempos não escuto ela mais pelas rádios. Acho que as rádios de hoje não estão interessadas em música boa. O negócio é negócio, ou seja, música para vender e fazer sucesso e no geral, só lixo! Felizmente ainda existem apresentadores finos e esses trazem para seus programas coisas de seus acervos, pois rádio hoje em dia não tem mais discoteca. Isso me faz lembrar a discoteca da Rádio Inconfidência. Ah, que acervo! Quanta coisa boa, quantas raridades. E isso eu me refiro só aos discos nacionais! Era um tesouro. Mas com a chegada da era digital, da modernização das rádios, uma discoteca física se tornou um problema, um arquivo morto. Acho que mortos estavam aqueles que deixaram tudo se perder. Não tiveram a preocupação de digitalizar obras raríssimas, que foram aos poucos sucateadas, levando o resto para depósitos onde se perderam ou foram para o lixo. Uma pena… Hoje quando se ouve discos, como os que apresentamos no Toque Musical, esses são levados para as rádios por seus próprios apresentadores, de suas coleções particulares. Daí, são raras as chances de se ouvir no rádio artistas como a Fátima Guedes. Aliás, a Fátima Guedes não é apenas uma cantora, ela é uma grande compositora. Expoente da geração do final dos anos 70. Produziu muita coisa boa, música popular brasileira realmente de qualidade. Algumas, grandes sucessos. Gravada por outros tantos artistas, ela é, sem dúvida, uma das nossas melhores compositoras. Continua na ativa, sempre produzindo e pelo que andei vendo, dividindo mais suas criações em parceria com outros artistas.
O disco que apresento a vocês, muitos irão lembrar, foi o lp de estréia. Fátima nos apresenta um trabalho totalmente autoral em dez composições que se de todo não foi um grande sucesso, abriu com certeza mais as portas para o seu talento. Lançado em 1979, este álbum foi produzido por Renato Corrêa e contou com orquestração e regências de Oscar Castro Neves e Gilson Peranzzetta. Por aí já dá para se ter uma ideia do nível do trabalho. Um bom começo 😉
Ester De Abreu – Amar Amar (1975)
Olá amigos cultos e ocultos, boa noite! Eu havia planejado postar aqui nesta semana um grupo de discos com vozes femininas. Infelizmente eu não consegui manter a regularidade nas postagens, daí vamos para o ‘quando der’, mas sem perder o foco 😉
Tenho aqui a cantora Ester de Abreu, uma artista que já apresentamos em outras épocas no Toque Musical. Desta vez eu trago o disco “Amar, amar” lançado pela Tapecar, em 1975. Pelo recado impresso na própria capa, percebe-se que é um disco de retorno. Acredito também que este tenha sido seu último trabalho. Não consta em sua discografia outros álbuns.. Ester, como sempre, nos vem com um repertório bem português, alguns temas clássicos, fados, como era o seu estilo. “Amar, amar”, título do disco, é também o nome de uma das faixas, composição para o poema de Florbella Espanca. “Ai, Mouraria”, “Nem as paredes confesso”, “Coimbra” e tantas outras fazem parte desse retorno. Bem legal, não deixem de conferir…
Adelaide Chiozzo (parte B) – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 126 (2014)
Marlene – Vamos Dançar Com Marlene E Seus Sucessos (1956)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Atendendo a pedidos (foram cinco!) estou trazendo para hoje o álbum de 10 polegadas, “Vamos dançar com Marlene e seus sucessos”. Um disco lançado pela Sinter em 1956 reunindo alguns de seus muitos sucessos. Gravações que originalmente foram apresentadas em discos de 78 rpm.Temos aqui um disco com sambas, mambos e um baião. Marlene atacando com tudo em “Samba rasgado”, de Zé Ketti e Jaime Silva; “Saudosa maloca”, de Adoniran Barbosa e outros sambas, mambo e até baião. Ah! Não posso me esquecer de outro clássico, “O lamento da lavadeira”, de Monsueto, Nilo Chagas e João Violão. Um samba com muito humor que retrata bem a situação atual de falta de água (mas a chuva está chegando). Enfim, olha o disco aí…
Nora Ney – Meu Cantar É Tempestade De Saudade (1987)
Marília Batista – Vai Marília (1989)
Olá amigos cultos e ocultos! Nesta semana que passou fiquei conhecendo um antigo radialista, o Sr Luiz Pedro Rodrigues. Ele foi cantor, apresentador e diretor de várias rádios no Rio de Janeiro, São Paulo e finalmente em Belo Horizonte. Era mais conhecido por Pedro Luiz, uma inversão do nome, que segundo ele, para um artista do rádio, era ‘mais sonoro’. Ele trabalhou ao lado de grandes nomes da música brasileira. Foi também compositor. Para a minha grande surpresa, autor de jingles que eu cantava na minha infância, como o do arroz Paranaíba, da TV Itacolomi e algumas chamadas da Rádio Inconfidência. Ele conheceu de perto pessoas que fizeram parte desse universo, inclusive do lado do público. Figura da mais interessantes e discursivas, me contou alguns fatos interessantes, memórias e coisas ligadas ao rádio. Muitas dessas histórias fazem parte de um de seus livros: “Show do Rádio – Pessoas e Fatos Ligados Ao Rádio de Minas Gerais”, lançado pela editora Armazém de Ideias em 2002. Mais uma fonte de informação que eu até então desconhecia. Fiquei amigo do moço e por conta disso, logo vou postar aqui uma seleção com alguns dos seus trabalhos… Do nosso encontro também surgiu o presente um raro disquinho que eu aqui apresento a vocês. Um compacto da cantora e compositora Marília Batista que ele mesmo recebeu da artista. Segundo consta, este foi o último trabalho realizado por Marília antes de vir falecer, em 1990. Para os desatentos, Marília Batista foi uma das mais importantes intérpretes da obra de Noel Rosa. (Em uma próxima oportunidade postarei aqui as gravações dela com Noel.)
Ao lado do Regional Recordando, de Vadinho do Bandolim, Marília nos traz em um compacto duplo e independente quatro de suas composições, entre elas “Garota Sapeca”, gravada por Aracy de Almeida. Mesmo para um compacto e gravado de maneira independente, o disquinho é encantador, samba e choro com muita qualidade. Taí um disquinho que merece fazer parte do nosso acervo. Falou que é raro e curioso, é aqui mesmo, no Toque Musical 😉