Boa noite, amigos cultos e ocultos! Entre os muitos discos que recebi de doação, eis aqui um pouco do ‘filé’, que eu só estou postando para incrementar o Toque Musical, pois afinal, trata-se de um disco já bem divulgado em muitos blogs, a tal ponto que se transformou em objeto de desejo de colecionadores inclusive internacionais. “Meu Balanço”, de Waltel Branco tornou-se um disco badalado e possivelmente mais vendido em sua reedição estrangeira do que na época de seu lançamento. Tornou-se um álbum ‘cult’, apreciado por nove entre dez dj’s do momento. As novas gerações de ‘antenados’ se ligaram de imediato no balanço desse incrível músico chamado Waltel Branco. Sem dúvida, um discaço e merece estar aqui no Toque Musical, não é mesmo?
Ricardo Silveira (1987)
Francisco Alves, Silvio Caldas, Orlando Silva & Carlos Galhardo – Os Quatro Grandes (1958)
O Fabuloso Fittipaldi – Trilha Sonora Original (1973)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou trazendo aqui um dos muitos discos que recebi como doação. Aliás, que bela doação! Ao contrário do comum, adquiri uma seleção de discos raríssimos, principalmente de jazz e trilhas sonoras. Ainda estou em fase de catalogação, separando o que fica e o que vai… Naturalmente, há muita coisa aqui para ser apresentada a vocês. Basta ficarem ligados, pois o tempo para download é curto e não tem reposição.
Entre as novidades recebidas, apresento a vocês uma trilha sonora muito legal Inclusive, trata-se de um álbum raríssimo que muito colecionador gostaria de por a mão (tá na mão…). “O Fabuloso Fittipaldi” foi um filme tipo documentário feito pelo cineasta Roberto Farias sobre um dos maiores pilotos da Formula 1, o (sem dúvida) fabuloso Emerson Fittipaldi. Quando o filme foi lançado, Emerson era o grande campeão, ídolo de uma geração e orgulho dos brasileiros. Para dar o ritmo necessário ao filme Roberto Farias contou com a criatividade dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle, que compuseram as músicas e tiveram no super grupo Azimuth a interpretação mais que impecável. Uma belíssima trilha, mas que merecia mais atenção enquanto música e nos cortes. A relação das faixas, por alguma razão não condiz exatamente com o que é apresentado no disco. Assim, minha edição ficou deste jeito:
Ritmos E Melodias Na Música Popular – Discoteca Dançante(1966)

Olá amigos cultos e ocultos! Cumprindo aqui o prometido, segue hoje mais um disco da caixa “Ritmos e Melodias na Música Popular. Este é o disco 4. O 3, 5 e 6 eu não irei postar porque são temas e artistas internacionais, que de uma certa forma não nos interessa, pelo menos não aqui no Toque Musical. O lp “Discoteca Dançante” é sem dúvida um dos discos mais interessantes da caixa, trazendo um repertório de sucessos internacionais variados, assim como são variados os interpretes e orquestras. Alguns inclusive inéditos em nossas listas.
A Música De Príncipe Pretinho – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 94 (2014)
Junior Mendes – Copacabana Sadia (1982)
Olá amigos cultos e ocultos! Estava eu navegando pela rede quando em um site me deparei com a capa deste disco, que por acaso eu tenho. Era na verdade uma notícia sobre este artista, o carioca Luiz Mendes Jr., ou mais conhecido como Junior Mendes. Para a minha triste surpresa, fiquei sabendo que ele faleceu no mês passado, vítima de um derrame cerebral, aos 63 anos. Junior Mendes era filho da atriz Daisy Lúcidi. Era produtor e publicitário. Como músico, tocou com vários artistas da cena black carioca, fez parte da banda do Tim Maia e teve como parceiro Hyldon e Gastão Lamounier. Gastão, inclusive é o parceiro em quase todas as músicas deste que foi o único disco gravado por Junior Mendes. Em sua homenagem, aqui vai o disco para vocês conhecerem. Os arranjos e regências são de Lincoln Olivetti. Confiram…
Orquestra de Daniele Patucchi – Brasil Meu Amor (1977)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Ao que tudo indica, com as novas mudanças e leis para a internet, logo o Toque Musical terá que se adaptar… isso se não acabarem com a nossa festa.! Para continuar em atividade, para manter mais 7 anos, eu vejo que em breve terei que fazer novos ajustes e mudanças por aqui. Por essas e por outras é bom que os amigos não percam o contato. Pelo GTM é uma garantia de conexão. Caso o mundo exploda, pelo menos pelo grupo vocês saberão onde cada destroço foi parar.
Bom, seguindo nas variações musicais e para fechar o sábado, vamos com esta curiosa produção italiana, lançda por aqui em 1977. Trata-se de Daniele Patucchi, compositor, arranjador e maestro italiano, autor de inúmeras trilhas para filmes europeus. Pessoalmente, sou um fã do seu trabalho. Gosto muito de trilhas sonoras, principalmente as italianas das décadas de 60 e 70. Eis que porém, temos entre seus discos este lp, que é mesmo uma demonstração do amor do artista pelo Brasil, ou ainda, pela música brasileira. Em “Brasil, meu amor” ele recria com seus arranjos dez composições clássicas da MPB, músicas em sua maioria da dupla Toquinho & Vinícius e duas de Jorge Ben. Para nós que somos brasileiros, talvez essas músicas nos soem com estranheza, afinal é a ‘visão’ (ou audição) de um estrangeiro. Mesmo assim, eu ainda prefiro essas versões do que as de outros como Paul Mauriat, Ray Conniff e por aí a fora…. Daniele pelo menos adotou neste trabalho os ritmistas e um côro nacional, em gravações feitas aqui mesmo no Brasil. Isso ajudou ele a não sair muito dos trilhos, mantendo assim a integridade das composições. Diquinho bem interessante, vale a pena conferir…
Conjunto Musikantiga De São Paulo – Musikantiga (1969)
Olá amigos cultos e ocultos! Para compensar a frustração de links e postagens já vencidas, o remédio é manter a programação diária sempre ativa. Infelizmente, meu tempo vem ficando cada dia mais curto. Além do mais, com censura chegando de vez à web, creio que em breve o Toque Musical vai ser obrigado a se recolher ainda mais. Como dizem, a cada hora piora…
Enquanto isso, vamos em frente. Mantendo as variações musicais, eu trago hoje para vocês um pouco de música antiga. Música da Renascença Inglesa, Franco-Flamenga, Idade Média e Renascença. Mas, afinal, o que está música tem a ver com o Brasil, ou com as postagens do Toque Musical? Ah! Tudo a ver… não apenas pelo fato de que o Toque Musical é eclético, mas também porque se trata de uma produção brasileira. Um trabalho de pesquisa do consagrado Conjunto Musikantiga de São Paulo. Este grupo foi criado em 1966 pelo músico Ricardo Kanji. O Conjunto Musikantiga gravou seu primeiro disco em 67, tendo também como membros fundadores Milton Kanji, Paulo Herculano e Dalton de Luca. Creio que o primeiro disco foi lançado por Marcus Pereira. Gravaram também outros discos pela Copacabana e este da RCA. O trabalho do conjunto foi muito bem recebido pelo público, principalmente no circuito universitário.
Massimo Ranieri – Meditazione (1976)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Empolgado com as produções internacionais, eu hoje trago para vocês um disco o qual eu até então não conhecia. Fiquei surpreso ao descobri-lo, pois se trata de um trabalho de Eumir Deodato que eu não conhecia e por certo, muitos de vocês aqui também não conhecem. Não me lembro de ter lido na biografia artística de Eumir sobre este disco, onde ele faz a direção musical, os arranjos e também toca. O álbum é uma produção italiana da década de 70, apresentando o cantor e também ator italiano, Massimo Ranieri. Sem dúvida, um disco muito interessante, onde Deodato recria obras da música clássica em arranjos tão bacanas quanto o que fez em “Also sprach Zarathustra”, de Strauss.
A Música De Príncipe Pretinho – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 93 (2014)
Carnaby Street Pop Orchestra And Choir – A Taste Of Excitement (1978)
Olá amigos cultos e ocultos! Embora eu tenha sempre uma montanha de discos e artistas a explorar nesse fantástico trabalho de arqueologia fonomusical, as vezes eu gosto de sair um pouco do tom. Ou por outra, as vezes acabo indo além, trazendo aqui coisas que aparentemente não teria nada a ver com o proposto, os discos e os artistas brasileiros. O disco de hoje é um caso extra, não é um criação de nossos artistas, mas traz diversos elementos relacionados ao contexto fonográfico nacional e suas curiosidades. Começando pela gravadora, o selo Top Tape que sempre primou pela ‘internacionalização’ da música pop no Brasil, criando e lançando seus diferentes discos/artistas com pinta de estrangeiros. Essa é uma história já bem conhecida e até comentada aqui em outras postagens. Daí, tudo que vem da Top Tape é sempre bom verificar com atenção. “A Taste Of Excitement” é um bom exemplo da maluquices aprontadas pela gravadora. Um álbum re-produzido pela gravadora, bem ao estilo de suas outras produções. Este álbum saiu em 1978, praticamente dez anos após o seu lançamento título original, com o “The London Theme” e executado pela Carnaby Street Pop Orchestra And Choir e dirigida por Keith Mansfield, músico e arranjador inglês, responsável por trabalhos com inúmeros artistas e principalmente compositor de trilhas para o cinema e televisão. O disco foi relançado com esta nova capa, sem nenhuma informação técnica ou artística e tendo as suas músicas com a ordem trocada. A faixa “A Taste of Excitement” é uma memorável trilha de novela da Rede Globo. Aliás, o disco foi praticamente todo utilizado pela emissora com fundo musical. Outra, talvez ainda mais conhecida por todos é a faixa “Dr. Jeckle and Hyde Park”, neste álbum apresentada apenas como “Hyde Park”. Esta música ficou conhecidíssima por ter se tornado o tema de abertura do programa “Esporte Espetacular”.
A Carnaby Street Pop Orchestra And Choir, ao que tudo indica, existiu apenas para dar nome a um trabalho excepcional. Este disco é sem dúvida uma pérola rara. Tanto o original quando esta versão da Top Tape, são hoje discos raros, disputados a tapa por colecionadores. Quem quiser um, me avise… tá na mão, ma sem tapa, ok? 😉
Onessimo Gomes – Serestas Do Brasil (1957)

Zaccarias E Sua Orquestra – Aguenta O Passo (1965)
Carnaval B – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 92 (2014)
O carnaval continua aqui no Grand Record Brazil. Apresentamos nesta semana mais 14 músicas destinadas à folia de Momo, gravadas na era das 78 rotações por minuto. Várias delas clássicos inesquecíveis. E começamos com o pé direito, apresentando um clássico inesquecível: “Pastorinhas”, de João “Braguinha” de Barro e Noel Rosa. Esta composição havia sido lançada originalmente para o carnaval de 1935, na voz de João Petra de Barros, com o nome de “Linda pequena”, sem no entanto repercutir. Após o falecimento prematuro de Noel, em 1937, Braguinha resolveu relançar esta bela marcha-rancho para a folia do ano seguinte, fazendo uma ou outra alteração na letra e rebatizando-a “Pastorinhas”. Sílvio Caldas a imortalizou na Odeon em 13 de dezembro de 1937, com lançamento em janeiro de 38 sob n.o 11567-A, matriz 5733. E “Pastorinhas”, além de ser um sucesso inesquecível, venceria o concurso oficial de carnaval da prefeitura do Rio de Janeiro. A vencedora na categoria marcha tinha sido “Touradas em Madri”, também de Braguinha com Alberto Ribeiro, mas acabou sendo desclassificada sob a alegação de que se tratava de um passo-doble espanhol. Evidentemente, Braguinha não ficou sem o primeiro lugar entre as marchas, pois “Pastorinhas” subiu do segundo para o primeiro lugar! A faixa seguinte é mais uma clássica marchinha, esta do carnaval de 1932: “Teu cabelo não nega”, adaptação feita por Lamartine Babo para o frevo-canção “Mulata”, dos irmãos Raul e João Valença. Castro Barbosa levou a música a disco, tornado-a um sucesso permanente da folia de Momo, e a regravaria outras vezes. A versão desta edição, também gravada na RCA Victor, é de 17 de outubro de 1952, lançada em dezembro do mesmo ano sob n.o 80-1072-A, matriz SB-093524, e mantém sua famosa introdução instrumental. E tome marchinha clássica! Agora é “Mamãe, eu quero”, de Jararaca e Vicente Paiva, do carnaval de 1937, um sucesso que é lembrado até hoje e ultrapassou as fronteiras do Brasil (tocou até em desenho animado de Tom e Jerry!). O próprio Jararaca imortalizou a marchinha na Odeon em 17 de dezembro de 1936, com lançamento um mês antes da folia, em janeiro, sob n.o 11449-A, matriz 5499. Destaque, na gravação, para o hilariante diálogo inicial, em que o papel da mãe é feito por Almirante. Prosseguindo nosso desfile de clássicos carnavalescos, Orlando Silva, o eterno “cantor das multidões”, nos brinda com a impecável marcha-rancho “Malmequer”, de Newton Teixeira e Cristóvão de Alencar, o “amigo velho”, hit inesquecível do carnaval de 1940. Gravação Victor de 4 de novembro de 1939, lançada um mês antes do tríduo momesco, em janeiro, sob n.o 34544-A, matriz 33248. O eterno e sempre bem-humorado Lamartine Babo volta à cena neste retrospecto carnavalesco, agora com a marchinha “Linda morena”, absoluta no carnaval de 1933, que ele próprio interpreta ao lado de Mário Reis. Gravação Victor de 26 de dezembro de 1932, lançada bem em cima da folia, em fevereiro, sob n.o 33614-A, matriz 65631. Destaca-se no coro, deste registro, uma voz feminina que parece ser a de Cármen Miranda. E falando em Cármen Miranda, ela aqui comparece com duas faixas. A primeira, da parceria Braguinha-Alberto Ribeiro, muitos conhecem na interpretação de Gal Costa: é a famosa marchinha “Balancê”, de João “Braguinha” de Barro e Alberto Ribeiro, do carnaval de 1937. Cármen a gravou na Odeon em 19 de novembro de 1936, com lançamento um mês antes do carnaval, em janeiro, sob n.o 11430-A, matriz 5457. Apesar de ter obtido alguma aceitação, “Balancê” ficou esquecida com o passar do tempo, até que Gal Costa, mais de 40 anos depois, a tirasse do esquecimento no LP “Gal tropical” e a transformasse em hit permanente de todos os carnavais a partir de 1980. A outra marchinha com Cármen Miranda nesta edição é a maliciosa “Eu dei…” (“O que foi que você deu, meu bem?”), do carnaval de 1938. Gravação Odeon de 21 de setembro de 1937, lançada ainda em dezembro com o número 11540-B, matriz 5670. No fim, descobre-se que a personagem havia dado um beijo, e quem canta os versos finais (“guarde para mim unzinho, que mais tarde pagarei com um jurinho”) é o próprio Ary Barroso! Aurora Miranda, irmã de Cármen, aqui comparece com outras duas marchinhas, ambas do carnaval de 1940, e em gravações Victor. A primeira é “Que horas são estas?”, de Antônio Almeida e Oswaldo Santiago, do carnaval de 1940. Foi gravada em 18 de outubro de 1939, e lançada ainda em dezembro sob n.o 34530-A, matriz 33191. Dias antes, a 3 de outubro de 39, Aurora já havia gravado “Não vejo jeito”, de Ismael Silva, lançada em novembro seguinte com o n.o 34519-B, matriz 33170. A carioca Dora Lopes (1922-1983), grande compositora e intérprete de sambas, comparece aqui com a divertida marchinha “Fila do gargarejo”, dela própria em parceria com José Batista e Nilo Viana. É do carnaval de 1958, lançada em fins do ano anterior pela Mocambo, gravadora do Recife que pertencia aos irmãos Rozenblit, sob n.o 15196-A, matriz R-910. As Irmãs Pagãs (Elvira e Rosina, esta falecida recentemente, anos depois de Elvira) apresentam-nos “Água mole em pedra dura”, marchinha do carnaval de 1940, de autoria de Sátiro de Melo e Manoel Moreira. Foi gravada na Columbia em 24 de outubro de 1939, e lançada ainda em dezembro com o número 55181-A, matriz 224. Dois inesquecíveis intérpretes se reúnem na faixa seguinte: Francisco Alves, o Rei da Voz, e Dalva de Oliveira, o Rouxinol do Brasil, interpretam a belíssima marcha-rancho “Andorinha”, de Herivelto Martins (então marido de Dalva) e Haroldo Barbosa, um dos sucessos do carnaval de 1946, conhecido como o “carnaval da vitória” por ter acontecido após o término da Segunda Guerra Mundial, com a vitória dos países aliados sobre os do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). A dupla a imortalizou na Odeon em 5 de dezembro de 1945, e o lançamento se deu um mês antes da folia, em janeiro, sob n.o 12660-A, matriz 7954. Para finalizar, trazemos a cantora Lolita França, sobre a qual pouquíssima coisa se sabe. Aqui ela revive a “marcha-canção” (como foi editada originalmente)“Taí” (cujo título original era “Pra você gostar de mim”), de Joubert de Carvalho, com a qual Cármen Miranda despontou para o estrelato em 1930. A regravação de Lolita é de 7 de julho de 1939, lançada pela Victor em setembro do mesmo ano, disco 34486-B, matriz 33116. Lolita França gravou, entre 1939 e 1942, onze discos com vinte e duas músicas, e suas gravações obtiveram algum sucesso na Argentina. Enfim, esta é a segunda e última parte do retrospecto carnavalesco do Grand Record Brazil, por certo expressiva contribuição para a preservação da memória musical do Brasil. Divirtam-se!
* Texto de Samuel Machado Filho
Carnaval De 56 (1956)
Bom dia, amigos foliões! Espero que todos estejam bem, sem ressaca e prontos para mais um dia de carnaval. Para este domingo, vamos relembrar oque rolou de sucesso no Carnaval de 1956. Temos aqui um lp de 10 polegadas lançado pela Copacabana, apresentando alguns dos seus artistas exclusivos com músicas feitas para o carnaval daquele ano. Como se pode ver pela ilustração da contracapa, temos aqui alguns dos mais expressivos artistas da época interpretando sambas e marchinhas que se tornaram clássicos. Interessante também notar que este foi o disco número 1 da Continental para o carnaval. E ao contrário dos discos nesse formato que traziam apenas oito faixas, neste vieram dez. Não sei bem ao certo, mas suponho que nesse mesmo carnaval a Copacabana tenha lançado outro disco, o número 2. (Estou com tanta preguiça que nem vou me dar ao trabalho de checar isso) Confiram daí, que eu de cá já vou pra rua. Chapolim me espera!
Bloco Carnavalesco Vai Quem Quer – Isto É Samba (1961)
Carnaval A – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 91 (2014)
Ó abre alas que o Grand Record Brazil quer passar! E apresenta para os amigos, cultos e associados do Toque Musical a primeira de duas partes de uma seleção dedicada ao carnaval. Vocês por certo irão se deliciar, e muito, com as músicas que o Augusto escolheu para esta seleção, muitas delas verdadeiros clássicos da folia de Momo, cantadas nos bailes até hoje, nas vozes de intérpretes renomados. Nesta primeira parte, oferecemos catorze gravações, todas elas marchas ou marchinhas. Abrindo esta seleção, temos Blecaute (Otávio Henrique de Oliveira, Espírito Santo do Pinhal, SP, 1919-Rio de Janeiro, 1983), cantor que recebeu esse apelido do Capitão Furtado, apresentador de programas sertanejos do rádio paulistano, por causa dos apagões que havia na época da Segunda Guerra Mundial, a fim de evitar ataques inimigos, nos quais a orla marítima do Brasil ficava às escuras. Com inúmeros hits carnavalescos no currículo, Blecaute, de início, nos oferece a deliciosa “Maria Escandalosa”, de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, sucesso absoluto no carnaval de 1955, lançado pela Copacabana em janeiro desse ano sob n.o 5354-B, matriz M-999, e também abrindo o LP coletivo da gravadora com músicas para essa folia, em 10 polegadas. Em 1992, esta marchinha foi revivida na novela “Deus nos acuda”, da TV Globo, na voz de Ney Matogrosso, como tema de uma personagem também chamada Maria Escandalosa, interpretada por Cláudia Raia. Em seguida, o eterno “general da banda” recorda, dos mesmos autores, a “Marcha do gago”, lançada originalmente em 1950 por Oscarito, astro da lendária Atlântida Cinematográfica, que também a interpretou no filme “Carnaval no fogo”. O registro de Blecaute é do LP de 10 polegadas “Carnaval do Rio”, também da Copacabana, lançado em 1955. Bill Farr (Antônio Medeiros Francisco, Sapucaia, RJ, 1925-Rio de Janeiro, 2010), outro intérprete da época áurea do rádio, nos oferece “Maricota Cervejota”, de autoria de João de Barro, o Braguinha, verdadeiro campeão de carnavais. Feita para o carnaval de 1956, a marchinha foi gravada na Continental em 21 de setembro de 55,e lançada ainda em novembro-dezembro sob n.o 17208-A, matriz C-3701, e no LP coletivo de 10 polegadas “Carnaval de 56”. Encontraremos em seguida, na interpretação de Orlando Silva (Rio de Janeiro, 1915-idem, 1978), o eterno “cantor das multidões”, um inesquecível clássico carnavalesco: “A jardineira”, de Benedito Lacerda e Humberto Porto, calcada em motivo popular do final do século XIX, e que dominou a folia de 1939. Teve quatro gravações por Orlando (que também a interpretou no filme “Banana da terra”, da Cinédia) na Victor: as duas primeiras em 21 de outubro de 1938 (matrizes 80917-1 e 80917-2), a terceira dez dias depois (matriz 80925-R) e finalmente a quarta e definitiva, que ouvimos nesta seleção, em 6 de dezembro de 38, matriz 80917-3, sendo o disco lançado pouco depois com o número 34386-B (dos quatro registros, o primeiro não teria sido lançado). Ainda hoje está presente nos bailes, e é um sucesso permanente de nosso cancioneiro carnavalesco. Outro campeão de carnavais, Lamartine Babo (Rio de Janeiro, 1904-idem, 1963) aqui nos oferece uma de suas marchinhas clássicas, feita em parceria com Paulo Valença: “Aí, hein?”, um dos hits do carnaval de 1933, por ele interpretado em dueto com Mário Reis. Gravação Victor de 25 de novembro de 32, lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob n.o 33603-A, matriz 65601. Lalá também está na faixa 13, “Grau dez”, de sua parceria com Ary Barroso, em dueto com Francisco Alves, sucesso do carnaval de 1935, gravado na Victor em 16 de outubro de 34, com lançamento um mês antes da folia, em janeiro, disco 33880-B, matriz 79737. Na faixa 6, Carlos Galhardo (1913-1985) nos oferece outro clássico inesquecível e muito cantado nos bailes até hoje: “Alá-lá-ô”, de autoria de outros dois colecionadores de hits carnavalescos, Haroldo Lobo e Nássara. Sucesso absoluto do carnaval de 1941, também interpretado por Galhardo no filme “Vamos cantar”, da Pan-América Filmes, foi por ele imortalizada na Victor em 21 de novembro de 40, com lançamento um mês antes da folia, em janeiro, sob n.o 34697-A, matriz 52055, e ganhou súbita atualidade neste verão de 2014, no qual têm se registrado altíssimas temperaturas, com os desconfortos de praxe. Destaque também para a introdução instrumental, obra de gênio do mestre Pixinguinha. Outro clássico momesco vem em seguida: “Pierrô apaixonado”, de Noel Rosa e Heitor dos Prazeres, do carnaval de 1936. Gravação Victor de Joel de Almeida (“o magrinho elétrico”) em dupla com Gaúcho, datada de 26 de dezembro de 35 e lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob n.o 34012-A, matriz 80060. Logo depois, outra divertida e clássica marchinha do mestre Lamartine Babo, “História do Brasil”, do carnaval de 1934. Foi imortalizada na Victor por Almirante (“a maior patente do rádio”) em 15 de dezembro de 1933, com lançamento um mês antes do tríduo momesco de 34, em janeiro, sob n.o 33740-B, matriz 65917. Talento precoce revelado pela Rádio Record de São Paulo, Mário Ramos de Oliveira, o Vassourinha, teve morte prematura, em 1942, aos 19 anos, de doença óssea, deixando gravados seis discos com doze músicas, todos pela Columbia. De seu terceiro disco, n.o 55308-A, lançado em dezembro de 1941 com vistas ao carnaval de 42, matriz 474, é esta marchinha de Antônio Almeida, “Chic chic bum”, interessante crônica do tempo em que o bonde era o principal meio de transporte no Rio de Janeiro. De Herivelto Martins em parceria com o pistonista Bonfiglio de Oliveira é “Mais uma estrela”, do carnaval de 1935, gravada na Victor por Mário Reis em 5 de outubro de 34, com lançamento ainda em novembro sob n.o 33850-A, matriz 79712. O problema da falta de moradia, já crônico naqueles tempos, é glosado por Peterpan (José Fernandes de Almeida) e Afonso Teixeira na “Marcha do caracol”, sucesso do carnaval de 1951, gravado na RCA Victor pelos Quatro Ases e um Coringa em 4 de outubro de 50 e lançado ainda em dezembro, disco 80-0728-A, matriz S-092771. Traduzindo as dificuldades causadas pela Segunda Guerra Mundial, com escassez generalizada de combustíveis e alimentos, vem a marchinha “Eu brinco”, de Pedro Caetano e Claudionor Cruz, do carnaval de 1944, imortalizada pelo eterno Rei da Voz Francisco Alves na Odeon em primeiro de dezembro de 43 e lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob n.o 12404-A, matriz 7431. A marchinha mostra a disposição de se brincar o carnaval ainda que em tempo de vacas magras, sem pandeiro ou dinheiro… Para encerrar esta edição carnavalesca do GRB, Sílvio Caldas (1906?-1998), o eterno “caboclinho querido”, apresenta outro sucesso inesquecível de João “Braguinha” de Barro, “Linda lourinha”. Foi uma das músicas mais cantadas no carnaval de 1934, gravada por Sílvio na Victor em 15 de novembro de 33, com lançamento um mês antes do tríduo momesco, em janeiro, sob n.o 33735-A, matriz 65889. E, na próxima segunda-feira, tem mais carnaval pra vocês aqui no GRB. Aguardem…
* Texto de SAMUEL MACHADO FILHO
Fred Williams – Ritmo Alegre (1957)
Olá amigos cultos e ocultos! Carnaval está chegando aí, mas eu daqui vou me guardando até que a festa comece. Vou deixar algumas postagens carnavalescas para o momento da folia. Amanhã começa a festa e teremos uma edição extra do GRB, apresentado pelo nosso amigo Samuca, o Samuel Machado Filho, abrindo aqui oficialmente o Carnaval. Hoje e por enquanto vamos nos segurando…
Tenho aqui para vocês o gaitista Fred Williams, figura que sempre fez muito sucesso em nosso blog. Vez por outra eu estava sempre repondo links dos seus discos. Como já não faço mais reposição de links, o jeito é ficar esperto e acompanhar o Toque Musical. Como eu já disse, a fila anda… Mesmo assim e para compensar, vou trazendo sempre uma velha e boa novidade. Pois bem, está aqui o tão esperado álbum de 10 polegadas do gaitista, “Ritmo Alegre”, lançado em 1957 pela RCA Victor. Este foi o seu primeiro álbum. Antes disso ele só havia gravado as bolachas de 78 rpm. Segue aqui essa belezinha, enquanto o Carnaval não vem. Divirtam-se…
Trio Surdina – Interpreta Dorival Caymmi, Ary Barroso e Noel Rosa (1955)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Vou repetir para vocês que têm o costume de ler as resenhas. Para aqueles que estão atentos a tudo que rola por aqui, mas que por um lapso, acabam sem o toque. É o seguinte, tenho deixado um link oculto e direto aqui nas postagens. Estou fazendo isso como uma forma de verificar quantos de vocês realmente lêem os textos. Assim, estou fazendo uma segunda chamada para não dizerem depois que fui injusto, privilegiando apenas os mais assíduos (o que é uma verdade). Penso que devo dar atenção aos que retribuiem da mesma forma. Para esses eu digo: em todas a atuais postagens há um link na última letra do texto, antes da relação das músicas. Basta clicar na letra para cair direto no site onde está o arquivo está hospedado. Fiquem esperto, a fila anda…
E agora, no silêncio da noite (pois o meu Galão ficou no 0x0), o melhor mesmo é manter o som na surdina. Aqui vai o Trio Surdina em sua formação original (ou inicial), com Fafá Lemos, Garoto e Chiquinho. Pela capa já se vê tudo, O Trio Surdina interprete Noel Rosa, Ary Barroso e Dorival Caymmi, Um momento maravilhoso que por se um simples disco de 10 polegadas, acaba deixando a gente com um gostinho de quero mais 🙂
Baden Powell – Estudos (1971)
Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Aqui estou eu aproveitando a brecha para introduzir meu ‘post’. (ups!) Hoje, muito mais correndo contra o relógio. Eu precisava ter ainda umas quatro horas para finalizar este dia. Corre daqui, corre dalí… aqui vai um “disco de gaveta”. prontinho, esperando sua vez.
Vamos com este maravilhoso álbum de Baden Powell, que todos já conhecem bem. Está entrado em nosso acervo, mais para compor a lista, pois acredito que já foi bem compartilhado. Mais um clássico de Baden, só ele e seu violão. Não posso deixar de destacar uma das interpretações mais inspiradas e apaixonante deste lp, “Serenata do adeus”. de Vinícius de Moraes. Eu chego a ficar arrepiado. Linda demais!
A Música De João Da Baiana – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 90 (2014)
G. R. Bloco Carnavalesco Bohêmios De Irajá – Bohêmios De Irajá (1971)
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Diante a atuação decepcionante do meu Galão contra o América no primeiro tempo, estou achando melhor eu focar a minha atenção naquilo que sempre me dá alegria, a música e o meu Toque Musical. Já vi que de Autuori aqui, só mesmo o Jorge, que postei anteontem. Não sei onde o Kalil estava com a cabeça, quando resolveu contratar esse fracasso. Decepcionante…
Bom, vamos para outro assunto. Vamos falar sobre o Carnaval que já vem chegando aí. Ontem tivemos em BH a tradicional saída da Banda Mole, anunciando a festa que vem por aí. Este ano BH promete em termos de festa, com muita alegria e seus inúmeros blocos carnavalesco. Vamos aguardar… Enquanto isso, eu aqui vou colocando os meus blocos na rua, quer dizer, vou começando as postagens de discos relacionados ao Carnaval. Eu, na verdade, nem sei o que tenho ainda para postar. Ao longo de tantos anos, creio que já apresentei aqui quase tudo sobre o Carnaval. Temos então para abrir a temporada este raro lp, lançado em 1971 pelo selo Todamerica. Vamos no batuque com o Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Bohêmios de Irajá, um dos mais tradicionais e importantes grupo carnavalesco do Rio de Janeiro, vindos, obviamente, do bairro do Irajá. Atualmente, creio eu, o seu nome derivou para apenas Boêmios do Irajá (sem o H). Este lp foi lançado no ano de 1971. Imagino que tenha sido um bom ano para os Boêmios, não encontrei nada falando a respeito de premiação no Carnaval, mas só de já terem chegado a um disco, podemos considerar uma vitória. E o álbum é sem dúvida muito legal, onde os sambas trazem letras bem criativas e uma bateria de arrasar. Só mesmo ouvindo para vocês se encantarem.
… E enquanto isso, lá no Horto, o Galão vai virando o jogo, fazendo 3 no América para mostrar ao locatário que a casa ainda é nossa! Caiu no Horto, tá morto! E eu, nunca me senti tão bem pagando língua. Vai Autuori, me faz te pedir desculpas! Mas quero o Bi na Libertadores, ok?
Ritimos E Melodias Na Múisca Popular – A Velha Guarda (1966)
Olá, meus prezados amigos cultos e ocultos! Segue aqui mais um disco da caixa “Ritmos e Melodias na Música Popular”, da Abril Cultural. Desta vez, no disco 2, vamos encontrar a turma da Velha Guarda, ou seja, alguns dos precurssores da nossa MPB. As músicas coletadas aqui são por certo ‘bem rodadas’, todo mundo conhece, até por aqui, através da série Grand Record Brazil do Toque Musical. Na próxima semana tem mais, é só aguardar… 😉
Jorge Autuori Trio (1967)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje vamos com Jorge Autuori Trio. Este é outro dos muitos discos que eu sempre fiquei de postar, mas diante a badalação (merecida) em tantos outros blogs, preferi deixá-lo para um outro momento. E o momento é agora. Jorge Autuori é um desses artistas que a gente só conhece pela fama de seus discos. Vá pesquisar sobre ele no Google e o máximo que irá encontrar são textos sempre baseados nas informações do próprio álbum. O pouco que se sabe é que ele gravou alguns discos na década de 60, todos, por sinal muito bons. Eu só conheço três, dois pela Mocambo e um outro pela RCA. O mais curioso é que esses discos vieram a ser relançados também em cd. Os da Mocambo/Rozenblit, parece, só saiu lá fora, no mercado estrangeiro (sabe-se lá, com autorização de ninguém). O “Ovalô”, da RCA, foi relançado há uns dez anos atrás e ganhou o mundo. Ainda se encontra o cd para compra com certa facilidade. O álbum que aqui eu apresento foi o primeiro. Lançado em 1967, o lp nos traz um repertório interessante, como se pode ver logo a baixo. Coisa bem ao jeito de um disco onde o cabeça é um baterista (vejam o exemplo do Milton Banana). Músicas variadas, mas privilegiando a sonoridade instrumental e melódica. Na contracapa temos um pequeno texto de apresentação feito por Lúcio Alves, que conforme relata, conheceu Jorge Autuori no Rio, na boate Stork Club, “a única boite diurna da America do Sul”. Jorge Autuori e seu conjunto, na década de 60, tocou em várias casas noturnas e restaurantes da cidade. Quem viveu no Rio nessa época e frequentava a ‘night’ deve se lembrar dele.
Carlos Paraná – A Música De Carlos Paraná (1972)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Por mais que eu fale, repita, escreva e divulgue uma informação aqui no TM, ainda assim vai ter gente perguntando: cadê o link? As vezes, sinceramente, não dá vontade de responder. E tem nêgo que chega a ficar indignado porque não encontra o link, como seu eu tivesse a obrigação de mantê-los todos ativo. Parece até que estão pagando mensalidades para ser sócio do Toque Musical. Desculpem, mas a fila anda! Quem não chegou a tempo, não tem o direito de reclamar. Até porque, eu ainda ofereço uma segunda chance. Quem quer, sabe da valor!
Bom, aqui vai o disco do dia, “A Música de Carlos Paraná”, um álbum póstumo, produzindo por Marcus Pereira, pouco tempo após a morte do compositor Luiz Carlos Paraná. O que faz um artista como este merecer um disco póstumo, sendo que nunca tenha antes gravado nada? Pelo texto da contracapa, assinado por Marcus Pereira e também outro de Paulo Vanzolini já dá para se ter uma ideia. Carlos Paraná é um daqueles caras que saem do nada, chega ao Rio de Janeiro e se transformam. Por sorte ou por destino seu caminho se cruza com o daqueles que fizeram e fazem as coisas, no campo da música, acontecerem. De entrada (ou de saída) ele já começa bem, dividindo um quarto de pensão com João Gilberto, logo que chega ao Rio, nos anos 50. Não sei se por influência, gosto ou necessidade, ele tendo lá seus dons musicais, passa a tocar na noite, como faziam seus companheiros. E certamente, convivendo neste ambiente, o cara, se esperto e talentoso, tem tudo para se dar bem. E ele se deu. Nos anos 60 mudou-se para Sampa onde foi trabalhar com direção artística numa das melhores casas noturnas da época. O contato crescente com os mais famosos e talentos artistas da época, levou-o em seguida a abrir o seu próprio negócio, a famosa e saudosa boate “O Jogral”, frequentada pela nata da MPB, local onde, obviamente, ele também se apresentava. Como disse o Paulo Vanzolini, “ele não teve tempo para fazer muito, mas sempre teve para fazer ótimo”.
Este álbum reuni alguma coisa que por ele foi gravado e dirigido (o álbum sonhado) com a participação de parceiros e dois de seus intérpretes, Emílio Escobar e Adalto Santos. Ficou um disco bem bonito, uma justa homenagem a um artista que preferiu muito mais ficar nos bastidores.
João Da Baiana – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 89 (2014)
Rio 65 Trio – A Hora E A Vez Da MPM (1966)
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Enquanto espero pelo intervalo do jogo (Galão x Maria), vou logo aqui fazendo a minha postagem. Depois do disco de ontem, não resisti a tentação de postar aqui o Rio 65 Trio. Sem dúvida, um discaço que eu de teimoso ainda não havia postado, afinal, embora sendo uma pérola, já está prá lá de bem divulgado. Muita badalação me tira o tesão. Certamente, todos por aqui já deve ter baixado este disco em algum blog por aí. Pois bem, passado a euforia, deixa agora eu trazê-lo para o nosso acervo. Não vou nem entrar em detalhes sobre o lp. Informações sobre ele tem aos montes. Procurem daí, que eu de cá vou ver o meu Galão. 😉
Ritmos E Melodias Na Música Popular – Disco 1 – Música Moderna Popular Brasileira (1966)
Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou trazendo para vocês uma super coletânea lançada pela Abril Cultural nos anos 60. Trata-se de uma caixa, cujo o título é “Ritmos e Melodias na Música Popular”. Esta é uma daquelas caixas de discos que todo lar de classe média tinha. Eram vendidas por correspondência, anunciadas nas revistas também produzidas por essa editora. Como se poder ver pela ilustração, este box traz seis discos, cada qual apresentando um estilo. Obviamente, eu não irei postá-los todos de uma só vez. Para me facilitar e manter vocês cativos, irei apresentando cada disco na sequência dos próximos sábados, ok?
Começamos então com “Música Moderna Popular Brasileira”, que é o volume 1. Neste disco iremos encontrar alguns genuínos representantes do que era o moderno até então, a Bossa Nova. Artistas e músicas memoráveis, verdadeiros clássicos da nossa MPB. As músicas foram extraídas de diferentes álbuns, mas todos da mesma gravadora CBD/Philips. Vamos lá…
Jorge Veiga – A Volta Do Sambista (Obrigado Dr.!) (1961)
Olá amigos cultos e ocultos! Que sexta feira quente essa, heim? O calor por aqui está demais, só saíndo para tomar uma cerveja. “Vou de taxi, cê sabe…” Quero beber bem à vontade… difícil vai ser achar um taxi para a volta. BH, capital dos butecos, mas sem transporte público nas madrugadas e muitas ‘blits’ para quem se aventura a pegar no volante. Eu não, se preciso, durmo no bar, hehehe…
Bom, deixa o papo e vamos ao toque do dia. Temos aqui o grande sambista Jorge Veiga em um álbum lançado pela Copacabana no ano de 1961. Como o próprio título nos mostra, este foi o lp de retorno do cantor, após ter ficado por um tempo afastado da música e gravações devido a um acidente. O subtítulo,”Obrigado Doutor!) é também o nome de uma das músicas e de sua autoria. Nela, ele agradece ao médico que o assitiu durante durante esse período. Uma outra faixa que me chamou a atenção é o samba “O caloteiro”, de Bené Machado e Silvio Santos. Seria o mesmo Silvio Santos que todos nós conhecemos? Sei lá… melhor chamarmos os ‘universitários’ para nos responder, não é Lombardi? (tô falando isso, mas nem sei se esse Lombardi ainda existe).