Waltel Branco – Meu Balanço (1975)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Entre os muitos discos que recebi de doação, eis aqui um pouco do ‘filé’, que eu só estou postando para incrementar o Toque Musical, pois afinal, trata-se de um disco já bem divulgado em muitos blogs, a tal ponto que se transformou em objeto de desejo de colecionadores inclusive internacionais. “Meu Balanço”, de Waltel Branco tornou-se um disco badalado e possivelmente mais vendido em sua reedição estrangeira do que na época de seu lançamento. Tornou-se um álbum ‘cult’, apreciado por nove entre dez dj’s do momento. As novas gerações de ‘antenados’ se ligaram de imediato no balanço desse incrível músico chamado Waltel Branco. Sem dúvida, um discaço e merece estar aqui no Toque Musical, não é mesmo?

luar do sertão
sonho no céu
meu balanço
lady samba
apenas um coração solitário
jael
walking
satiricon
carmen
meiguice
petit fils
zoraia
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Ricardo Silveira (1987)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Há tempos atrás eu pensei em postar aqui um álbum do guitarrista e violonista carioca Ricardo Silveira. Revendo hoje este álbum, até achei que fosse ele. Percebi com supresa que não havia postado nada. Eis então a oportunidade ideal, até porque, este é um dos muitos discos que veio de doação. Segue assim o disco que considero o mais interessante deste compositor e instrumentista. O disco foi produzido, com certeza, para o mercado interancional. Gravação apurada, trabalho de primeiríssima com um time de profissionais que valorizaram ainda mais o resultado final. Participações importantes como Leia Pinheiro, Zé Renato, Maurício Maestro, Arthur Maia, Nico Assumpção, Márcio Montaroyos, Rique Pantoja, Claudio Infante, Cláudio Nucci, Alfredo Dias Gomes, Leo Gandelman, Carlos Bala, Luiz Avellar… Além dos internacionais David Samborn, Ernie Watts e Pat Matheny. Música instrumental de primeira. Produção de Liminha.
afoxé
long distance
triangulo
reflexões
rabo de foguete
highrock way
west 26th
terra azul
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Francisco Alves, Silvio Caldas, Orlando Silva & Carlos Galhardo – Os Quatro Grandes (1958)

Olá amiguíssimos cultos e ocultos! Preenchendo a lacuna da sexta, aqui vai um 10 polegadas da Odeon, trazendo um os quatro grandes cantores de uma época e porque não dizer de todos os tempos: Francisco Alves, Silvio Caldas, Orlando Silva e Carlos Galhardo. Este é um álbum que reune quatro discos de 78 rpm dos respectivos cantores pela gravadora Odeon. Raridades reunidas apenas em outras poucas coleções.
lua nova – francisco alves
meu limão , meu limoeiro – silvio caldas e gidinho
quero beijar-te ainda – orlando silva
assim acaba um grande amor – carlos galhardo
nervos de aço – francisco alves
cigana – silvio caldas
não foi o tempo – orlando silva
e o destino desfolhou – carlos galhardo
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O Fabuloso Fittipaldi – Trilha Sonora Original (1973)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou trazendo aqui um dos muitos discos que recebi como doação. Aliás, que bela doação! Ao contrário do comum, adquiri uma seleção de discos raríssimos, principalmente de jazz e trilhas sonoras. Ainda estou em fase de catalogação, separando o que fica e o que vai… Naturalmente, há muita coisa aqui para ser apresentada a vocês. Basta ficarem ligados, pois o tempo para download é curto e não tem reposição.
Entre as novidades recebidas, apresento a vocês uma trilha sonora muito legal  Inclusive, trata-se de um álbum raríssimo que muito colecionador gostaria de por a mão (tá na mão…). “O Fabuloso Fittipaldi” foi um filme tipo documentário feito pelo cineasta Roberto Farias sobre um dos maiores pilotos da Formula 1, o (sem dúvida) fabuloso Emerson Fittipaldi. Quando o filme foi lançado, Emerson era o grande campeão, ídolo de uma geração e orgulho dos brasileiros. Para dar o ritmo necessário ao filme Roberto Farias contou com a criatividade dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle, que compuseram as músicas e tiveram no super grupo Azimuth a interpretação mais que impecável. Uma belíssima trilha, mas que merecia mais atenção enquanto música e nos cortes. A relação das faixas, por alguma razão não condiz exatamente com o que é apresentado no disco. Assim, minha edição ficou deste jeito:

fittipaldi show
tema de maria helena
vitória
ridt
acidente
azimuth (mil milhas)
tema de maria helena
virabrequim
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Ritmos E Melodias Na Música Popular – Discoteca Dançante(1966)

Olá amigos cultos e ocultos! Cumprindo aqui o prometido, segue hoje mais um disco da caixa “Ritmos e Melodias na Música Popular. Este é o disco 4. O 3, 5 e 6 eu não irei postar porque são temas e artistas internacionais, que de uma certa forma não nos interessa, pelo menos não aqui no Toque Musical. O lp “Discoteca Dançante” é sem dúvida um dos discos mais interessantes da caixa, trazendo um repertório de sucessos internacionais variados, assim como são variados os interpretes e orquestras. Alguns inclusive inéditos em nossas listas.

cundo calienta el sol – sandoval dias
around the world – steve bernard
o trovador de toledo – carlos piper
love is a many splendored thing – cipó
tequila – don pepito
tornerai suzie wong – sandoval dias
tarde fria – steve bernard
the green leaves the summer – sandoval dias
mutiplication – carlos piper
tender is the night – exodus – sandoval dias
cachito – sexteto plaza
serenade in blue – boneca
noites de moscou – gerson flinckas
el manisero – don pacheco
i can’t stop loving you – sandoval dias
murmúrio – paulo roberto
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A Música De Príncipe Pretinho – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 94 (2014)

Esta semana, o Grand Record Brazil apresenta a segunda parte da retrospectiva dedicada à obra musical do compositor Príncipe Pretinho (José Luiz da Costa),  uma personalidade tão misteriosa quanto fascinante em nossa música popular. Príncipe Pretinho, como já vimos anteriormente, muito incentivou  o compositor Herivelto Martins no início de sua carreira. Certamente por isso é que o Trio de Ouro, formado por ele, Dalva de Oliveira e Nilo Chagas, interpreta a maior parte das vinte faixas aqui incluídas, ou seja, nove.  A começar pela primeira, o samba “Todos têm o direito”, parceria de Príncipe Pretinho com J. J. de Oliveira, curiosamente uma das derradeiras gravações da primeira fase do trio, que logo se desfez com a separação ruidosa de Herivelto Martins e Dalva de Oliveira (e também a última composição gravada de Pretinho). Destinado ao carnaval de 1949, foi gravado na Odeon em 2 de dezembro de 48, e lançado um mês antes do tríduo momesco, em janeiro, sob n.o 12910-B, matriz 8463. Na faixa 4, o trio apresenta a marchinha junina “Toma cuidado”, apenas e tão-somente de Príncipe Pretinho, lançada pela Columbia em junho de 1941 sob n.o 55278-A, matriz 401. No monólogo inicial, Dalva de Oliveira, com singela voz de menina, faz, e muito bem, a personagem  Zefinha, então sucesso no programa de rádio “Piadas do Manduca”.  Na faixa 6, o trio vem com um samba em que Pretinho tem o próprio líder e fundador, Herivelto Martins, como parceiro: “É triste a gente querer”, do carnaval de 1947, gravação Odeon de 6 de dezembro de 46, lançada bem em cima da folia, em fevereiro, sob n.o 12758-A, matriz 8144. Em seguida, na sétima faixa, vem o batuque “É a lua”, só de Pretinho, gravação também da Odeon, em 4 de junho de 1946, lançada em agosto do mesmo ano, disco 12715-A, matriz 8055. A faixa 9 é uma parceria de Pretinho com José de Sá Roris, a marchinha “Dança la conga”, do carnaval de 1942, gravada em pleno dia de Natal de 41 (25 de dezembro) e lançada às vésperas dos festejos de Momo, em janeiro, sob n.o 55319-B, matriz 490. Em seguida, o trio nos oferece o samba “Maria Cheirosa”, só de Pretinho, gravação Columbia de 12 de maio de 1942, lançada logo em seguida  sob n.o 55338-B, matriz 512. Vem logo depois uma regravação do ponto de macumba “Quem tá de ronda”, só de Pretinho, originalmente lançado em 1935 na voz de Francisco Sena, registro esse que apresentamos em nosso volume anterior. Aqui, veio como batuque no selo, e o Trio de Ouro o regravou na Columbia no lado A de “Maria Cheirosa”, matriz 513. Na faixa 16, temos “Porta afora”, outra parceria de Pretinho com Herivelto Martins, samba do carnaval de 1945. Foi gravado pelo trio na Odeon em  29 de novembro de 44, com lançamento um mês antes da folia, em janeiro, disco 12542-B, matriz 7718. Por fim, na faixa 17, o Trio de Ouro encerra sua participação neste volume com “Quem vem descendo”, outro samba da parceria Príncipe Pretinho-Herivelto Martins, do carnaval de 1944. Gravação Odeon de 23 de novembro de 43, lançada em janeiro seguinte sob n.o 12404-B, matriz 7424. No restante do programa, temos outros grandes intérpretes. Castro Barbosa, que também marcou época no rádio brasileiro com o humorístico “PRK-30”, interpreta, em nossa segunda faixa, o samba “Eu queria um adeus”, da parceria Príncipe Pretinho-Herivelto Martins, destinado ao carnaval de 1941. Foi gravado na Columbia em 11 de novembro de 40, com lançamento um mês antes da folia, em janeiro, sob n.o 55264-B, matriz 346. Ao lado de suas Pastoras, Ataulfo Alves, o sempre lembrado poeta de Miraí, apresenta em nossa terceira faixa o batuque “Alodê”, só de Príncipe Pretinho.  Foi gravado na Victor em 16 de maio de 1946, e lançado em setembro do mesmo ano, disco 80-0433-B, matriz S-078518. Na faixa 5, um clássico interpretado por Zé e Zilda, “a dupla da harmonia”:  o samba “Só pra chatear”, um dos campeões do carnaval de 1948. Gravação Continental de 30 de outubro de 47, lançada ainda em dezembro com o número 15856-A, matriz 1772. Outro inesquecível intérprete de nossa música popular, Francisco Alves, o eterno Rei da Voz, aqui comparece com dois sambas de carnaval da parceria Príncipe Pretinho-Herivelto Martins, gravados na Odeon.  Na faixa 8, “Ela”, da folia de 1943, e também interpretado por Chico no filme ‘Samba em Berlim”, da Cinédia. Gravação de 3 de novembro de 1942, lançada ainda em dezembro com o número 12236-B, matriz 7127. E, na faixa 15, “Se a vida não melhorar”, do carnaval de 1945, registrado em 26 de dezembro de 44 e lançado bem em cima da folia pela “marca do templo”, em fevereiro, sob n.o 12555-B, matriz 7741. Isaura Garcia, a sempre “personalíssima”, apresenta, na faixa 12, outro samba da parceria de Pretinho com Herivelto Martins, “Consciência”, gravação Columbia de 27 de abril de 1942, lançada em maio seguinte com o número 55345-A, matriz 522. Nélson Gonçalves, o eterno “metralha do gogó de ouro” vem com outro samba da profícua parceria Príncipe Pretinho-Herivelto Martins, “Não fiquei louco” (faixa 13), do carnaval de 1945, gravação Victor de 26 de outubro de 44 , lançada um mês antes dos festejos momescos, em janeiro, disco 80-0244-A, matriz S-078075. O “Formigão”, Cyro Monteiro, aqui comparece, na faixa 14, com o samba “Voltei mas era tarde”, em que Príncipe Pretinho tem a parceria de Geraldo Pereira. Gravação Victor de 13 de setembro de 1944, lançada em novembro seguinte com o número 80-0228-B, matriz S-078053. Na faixa 18, Cármen Costa interpreta “Caramba”, parceria de Pretinho com Henricão, samba destinado ao carnaval de 1943. Outra gravação Victor, esta de 19 de novembro de 42, lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob n.o 80-0045-A, matriz S-052660. Em seguida, a marchinha “A violeta”, em que Pretinho tem Marino Pinto como parceiro. Destinada ao carnaval de 1943, foi lançada pela Columbia em janeiro desse ano na voz de Déo (“o ditador de sucessos”), sob n.o 55398-B, matriz 589. Para encerrar, o GRB resgata Alfredo Simoney, cantor sobre o qual não existe biografia disponível no momento, mas que deixou uma discografia até razoável, compreendendo, em 78 rpm, 15 discos com 28 músicas, em inúmeros selos, além de uma participação no LP “Boate à beira-mar’ (Copacabana, 1959), do acordeonista Paschoal Melillo, interpretando “Saudade de Itararé”. Aqui, o lado A do único disco de Simoney na Columbia, n.o 55350, lançado em junho de 1942, apresentando o samba “Marambaia”, de Príncipe Pretinho  sem parceria, matriz 532. Enfim, um encerramento com chave de ouro para a segunda e última parte da retrospectiva dedicada pelo GRB a Príncipe Pretinho, que por certo irá enriquecer os acervos de tantos quantos apreciem o que a MPB deixou de melhor e mais expressivo. Até a próxima, pessoal!
* Texto de Samuel Machado Filho

Junior Mendes – Copacabana Sadia (1982)

Olá amigos cultos e ocultos! Estava eu navegando pela rede quando em um site me deparei com a capa deste disco, que por acaso eu tenho. Era na verdade uma notícia sobre este artista, o carioca Luiz Mendes Jr., ou mais conhecido como Junior Mendes. Para a minha triste surpresa, fiquei sabendo que ele faleceu no mês passado, vítima de um derrame cerebral, aos 63 anos. Junior Mendes era filho da atriz Daisy Lúcidi. Era produtor e publicitário. Como músico, tocou com vários artistas da cena black carioca, fez parte da banda do Tim Maia e teve como parceiro  Hyldon e Gastão Lamounier. Gastão, inclusive é o parceiro em quase todas as músicas deste que foi o único disco gravado por Junior Mendes. Em sua homenagem, aqui vai o disco para vocês conhecerem. Os arranjos e regências são de Lincoln Olivetti. Confiram

copacabana sadia
óbvio
que signo você é?
agre doce
rio sinal verde
super sensível
hora h
pedras de cristal
via aérea
entrego a deus
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Orquestra de Daniele Patucchi – Brasil Meu Amor (1977)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Ao que tudo indica, com as novas mudanças e leis para a internet, logo o Toque Musical terá que se adaptar… isso se não acabarem com a nossa festa.! Para continuar em atividade, para manter mais 7 anos, eu vejo que em breve terei que fazer novos ajustes e mudanças por aqui. Por essas e por outras é bom que os amigos não percam o contato. Pelo GTM é uma garantia de conexão. Caso o mundo exploda, pelo menos pelo grupo vocês saberão onde cada destroço foi parar.
Bom, seguindo nas variações musicais e para fechar o sábado, vamos com esta curiosa produção italiana, lançda por aqui em 1977. Trata-se de Daniele Patucchi, compositor, arranjador e maestro italiano, autor de inúmeras trilhas para filmes europeus. Pessoalmente, sou um fã do seu trabalho. Gosto muito de trilhas sonoras, principalmente as italianas das décadas de 60 e 70. Eis que porém, temos entre seus discos este lp, que é mesmo uma demonstração do amor do artista pelo Brasil, ou ainda, pela música brasileira. Em “Brasil, meu amor” ele recria com seus arranjos dez composições clássicas da MPB, músicas em sua maioria da dupla Toquinho & Vinícius e duas de Jorge Ben. Para nós que somos brasileiros, talvez essas músicas nos soem com estranheza, afinal é a ‘visão’ (ou audição) de um estrangeiro. Mesmo assim, eu ainda prefiro essas versões do que as de outros como Paul Mauriat, Ray Conniff e por aí a fora…. Daniele pelo menos adotou neste trabalho os ritmistas e um côro nacional, em gravações feitas aqui mesmo no Brasil. Isso ajudou ele a não sair muito dos trilhos, mantendo assim a integridade das composições. Diquinho bem interessante, vale a pena conferir

país tropical
a tonga da mironga do kabuletê
berimbau
dilê
regra-três
maria vai com as outras
se ela quisesse
carta ao tom 74
canto de ossanha
turbilhão
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Conjunto Musikantiga De São Paulo – Musikantiga (1969)

Olá amigos cultos e ocultos! Para compensar a frustração de links e postagens já vencidas, o remédio é manter a programação diária sempre ativa. Infelizmente, meu tempo vem ficando cada dia mais curto. Além do mais, com censura chegando de vez à web, creio que em breve o Toque Musical vai ser obrigado a se recolher ainda mais. Como dizem, a cada hora piora…
Enquanto isso, vamos em frente. Mantendo as variações musicais, eu trago hoje para vocês um pouco de música antiga. Música da Renascença Inglesa, Franco-Flamenga, Idade Média e Renascença. Mas, afinal, o que está música tem a ver com o Brasil, ou com as postagens do Toque Musical? Ah! Tudo a ver… não apenas pelo fato de que o Toque Musical é eclético, mas também porque se trata de uma produção brasileira. Um trabalho de pesquisa do consagrado Conjunto Musikantiga de São Paulo. Este grupo foi criado em 1966 pelo músico Ricardo Kanji. O Conjunto Musikantiga gravou seu primeiro disco em 67, tendo também como membros fundadores Milton Kanji, Paulo Herculano e Dalton de Luca. Creio que o primeiro disco foi lançado por Marcus Pereira. Gravaram também outros discos pela Copacabana e este da RCA. O trabalho do conjunto foi muito bem recebido pelo público, principalmente no circuito universitário.

antony halborne – 4 danças
orlando gibbons – in nomine
thomas simpson – alman
michel east – and i as well thou
thomas simpson – ricecar-bonny sweet robin
josquin des prés – vive lo roy
pierre attaignant – 4 danças
wolfgang kuffer – 3 carmina
anônimo sec. XIII
anônimo sec. XV
anônimo sec. XIV
ludwing senfl – carmen fortuna desperada
anônimo sec. XIII
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Massimo Ranieri – Meditazione (1976)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Empolgado com as produções internacionais, eu hoje trago para vocês um disco o qual eu até então não conhecia. Fiquei surpreso ao descobri-lo, pois se trata de um trabalho de Eumir Deodato que eu não conhecia e por certo, muitos de vocês aqui também não conhecem. Não me lembro de ter lido na biografia artística de Eumir sobre este disco, onde ele faz a direção musical, os arranjos e também toca. O álbum é uma produção italiana da década de 70, apresentando o cantor e também ator italiano, Massimo Ranieri. Sem dúvida, um disco muito interessante, onde Deodato recria obras da música clássica em arranjos tão bacanas quanto o que fez em “Also sprach Zarathustra”, de Strauss.

adagio veneziano
serenata (de schubert)
notturno in mi b op.9 n.2 (de chopin)
meditazione
adagio in sol m (de albinoni)
il concerto di aranjuez
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A Música De Príncipe Pretinho – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 93 (2014)

Esta semana, o Grand Record Brazil apresenta a primeira parte de uma retrospectiva dedicada a um compositor com várias músicas gravadas, mas sobre o qual pouquíssima coisa se sabe. Estamos falando de Príncipe Pretinho, cujo nome verdadeiro era José Luiz da Costa, nascido no Rio de Janeiro em data ignorada e ali mesmo falecido em 1946. Um personagem tão misterioso quanto fascinante, que muito incentivou a carreira de outro grande nome  de nossa música popular, Herivelto Martins, ao apresentá-lo a J.B. de Carvalho, fundador e líder do Conjunto Tupi, no qual Herivelto participou. Nesta primeira parte, apresentamos dezoito composições de Príncipe Pretinho, interpretadas por cantores de prestígio em sua época. Abrindo-a, temos sua primeira composição levada a disco, o samba “Gamela quebrada”, sem parceiro, do carnaval de 1931, gravação Victor de Sílvio Caldas em 13 de dezembro de 1930, lançada bem em cima da folia, em fevereiro, sob n.o 33407-B, matriz 65058. Em seguida, o Conjunto Tupi interpreta a marchinha ”Me dá, me dá”, igualmente de Príncipe Pretinho e ninguém mais, do carnaval de 1933. Outra gravação Victor, esta de25 de outubro de 1932, lançada ainda em dezembro, disco 33599-A, matriz 65569. Francisco Sena (Bahia, c.1900-Rio de Janeiro,1935), primeiro integrante da Dupla Preto e Branco, ao lado de Herivelto Martins, interpreta solo o ponto de macumba “Quem tá de ronda?”, também só de Príncipe Pretinho, gravada na Victor em 25 de maio de 1933 e só lançada em julho de 35 (!), disco 33953-B, matriz 65751. No samba “Tereré não resolve”, do carnaval de 1938, Príncipe Pretinho tem a parceria de Rogério Nascimento. Quem canta é Miguel Baúso (1913-?). em gravação Odeon de 27 de dezembro de 1937, lançada bem em cima dos festejos momescos, em fevereiro, sob n.o 11576-B, matriz 5750. O Trio de Ouro (apresentado inicialmente nos selos “Dalva de Oliveira e Dupla Preto e Branco”, isto é, Herivelto Martins e Nilo Chagas) apresenta-nos as duas músicas de seu disco de estreia, o Victor 34206, gravado em primeiro de julho de 1937 e lançado em novembro seguinte com vistas ao carnaval de 38, ambas apenas e tão-somente de Príncipe Pretinho. Na faixa 6, o lado A, a marchinha “Ceci e Pery”, matriz 80513. Nessa ocasião, Dalva e Herivelto combinaram que seu filho, então prestes a nascer, teria o nome de Ceci, caso fosse menina, e o de Pery, se fosse menino. E foi mesmo Pery, o excelente cantor Pery Ribeiro, outro de saudosa memória. Na faixa 5 está o lado B, matriz 80512, o batuque “Itaquari”. O Trio de Ouro interpreta depois o samba “Palavra de rei”, em que Príncipe Pretinho tem a parceria de Waldemar Crespo. Também destinado ao carnaval de 1938, foi gravado na mesmíssima Victor em 28 de julho de 37, com lançamento um mês antes da folia, em janeiro,sob n.o 34263-A, matriz 80557. Para essa folia, na mesma Victor e no mesmo dia, 28 de julho de 1937, a Dupla Preto e Branco, sem Dalva, ainda gravaria o samba “Bate palmas”, onde o parceiro de Príncipe Pretinho é Boanerges Guedes. Saiu ainda em dezembro de 37, com o n.o 34247-A, matriz 80558, O Trio de Ouro volta a se reunir na faixa seguinte, o batuque “Quem mora na lua”, só de Príncipe Pretinho, gravação Odeon de 27 de junho de 1938, mas só lançada em abril de 39 com o número  11652-A, matriz 5878. No samba “Nosso amor não convém”, do carnaval de 1939, Príncipe Pretinho tem a parceria de Peterpan (José Fernandes de Paula, Maceió, AL, 1911-Rio de Janeiro, 1983). A gravação ficou por conta de Carlos Galhardo, na Victor, em 16 de dezembro de 1938, com lançamento um mês antes dos festejos momescos, em janeiro, disco 34401-B, matriz 80970. Na faixa seguinte, volta o Trio de Ouro, desta vez interpretando o belíssimo samba-rumba “Alvorada”, em que Príncipe Pretinho tem a parceria de um certo E. J. Moreira. Marcou a estreia do trio na Columbia, em gravação de 10 de maio de 1939, com lançamento em  junho seguinte, disco 55066-B, matriz 150. Da escassa discografia da cantora Janir Martins, outra cuja biografia é um mistério (dois discos com quatro músicas, ambos pela Columbia), foram pinçadas as duas músicas do primeiro disco, número 55175, gravado em 20 de setembro de 1939 e lançado em novembro do mesmo ano, ambas por ela cantadas em dueto com Jorge Nóbrega, parceiro de Príncipe Pretinho nas duas composições,  destinadas ao carnaval de 1940: a marchinha “Eu me rasgo todo”, matriz 215, por certo inspirada no tango “Por vos yo me rompo todo”, de Francisco Canaro, e o samba “Podes crer”, matriz 216. Para esse mesmo carnaval Príncipe Pretinho fez sozinho a marchinha “Na Turquia”, outra gravação do Trio de Ouro na Columbia, em 15 de dezembro de 1939, lançada um mês antes da folia, em janeiro de 40, sob n.o 55200-B, matriz 248. Nessa ocasião, vez por outra, Dalva de Oliveira, que integrava o Trio de Ouro, tinha oportunidade de gravar como solista. É o que acontece na mazurca “Menina de vestido branco”, de Príncipe Pretinho e mais ninguém, gravação Columbia de 24 de maio de 1940, lançada em junho do mesmo ano sob n.o 55218-B, matriz 286. Cármen Costa e Henricão apresentam em dueto dois sambas de Príncipe Pretinho, ambas do disco Columbia 55239, gravado em 19 de julho de 1940 e lançado em agosto do mesmo ano: “Dance mais um bocado”, parceria do próprio Henricão, matriz 307, e “Não quero conselho”, em que o parceiro é Constantino Silva, o Secundino, matriz 308. Para encerrar, Janir Martins interpreta, de seu segundo e último disco, o Columbia 55241-A, a marchinha “É espeto”, parceria de Príncipe Pretinho com Rogério Nascimento, gravada em 20 de setembro de 1940 e lançada em novembro seguinte, matriz 318, por certo para o carnaval de 41. Enfim, um atraente e histórico apanhado da obra musical de Príncipe Pretinho, que continuaremos a abordar na próxima semana. A gente se vê!
*Texto de Samuel Machado Filho

Carnaby Street Pop Orchestra And Choir – A Taste Of Excitement (1978)

Olá amigos cultos e ocultos! Embora eu tenha sempre uma montanha de discos e artistas a explorar nesse fantástico trabalho de arqueologia fonomusical, as vezes eu gosto de sair um pouco do tom. Ou por outra, as vezes acabo indo além, trazendo aqui coisas que aparentemente não teria nada a ver com o proposto, os discos e os artistas brasileiros. O disco de hoje é um caso extra, não é um criação de nossos artistas, mas traz diversos elementos relacionados ao contexto fonográfico nacional e suas curiosidades. Começando pela gravadora, o selo Top Tape que sempre primou pela ‘internacionalização’ da música pop no Brasil, criando e lançando seus diferentes discos/artistas com pinta de estrangeiros. Essa é uma história já bem conhecida e até comentada aqui em outras postagens. Daí, tudo que vem da Top Tape é sempre bom verificar com atenção. “A Taste Of Excitement” é um bom exemplo da maluquices aprontadas pela gravadora. Um álbum re-produzido pela gravadora, bem ao estilo de suas outras produções. Este álbum saiu em 1978, praticamente dez anos após o seu lançamento título original, com o “The London Theme” e executado pela Carnaby Street Pop Orchestra And Choir e dirigida por Keith Mansfield, músico e arranjador inglês, responsável por trabalhos com inúmeros artistas e principalmente compositor de trilhas para o cinema e televisão. O disco foi relançado com esta nova capa, sem nenhuma informação técnica ou artística e tendo as suas músicas com a ordem trocada. A faixa “A Taste of Excitement” é uma memorável trilha de novela da Rede Globo. Aliás, o disco foi praticamente todo utilizado pela emissora com fundo musical. Outra, talvez ainda mais conhecida por todos é a faixa “Dr. Jeckle and Hyde Park”, neste álbum apresentada apenas como “Hyde Park”. Esta música ficou conhecidíssima por ter se tornado o tema de abertura do programa “Esporte Espetacular”.
A Carnaby Street Pop Orchestra And Choir, ao que tudo indica, existiu apenas para dar nome a um trabalho excepcional. Este disco é sem dúvida uma pérola rara. Tanto o original quando esta versão da Top Tape, são hoje discos raros, disputados a tapa por colecionadores. Quem quiser um, me avise… tá na mão, ma sem tapa, ok? 😉

a taste ofo excitement
hyde park
funky fanfare
drum diddley
boom bang a bang
teenage carnival
show rocker
piccadilly night ride
congratulations
londo hilton
young scene
puppet on a string
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Onessimo Gomes – Serestas Do Brasil (1957)

Olá amigos cultos e ocultos! Passados os quatro dias de Carnaval, na Quarta de Cinzas eu descansei. E olha que não foi por conta da folia! Este ano eu fiquei ‘pianinho’ e só na água mineral. Carnaval, só aqui mesmo, no Toque Musical.
Retomando à rotina, aqui vai mais um prometido. Há tempos atrás eu postei aqui o álbum “Serestas do Brasil N. 3” e logo em seguida vieram os pedidos para que eu postasse também os números 1 e 2. Infelizmente o segundo eu ainda não encontrei, mas o primeiro está na mão. Ou melhor dizendo, tá no GTM! Eis aqui o álbum original de 10 polegadas, lançado em 1957 pelo selo Rádio. Em 58 ele seria relançado na versão 12 polegadas, com quatro outras músicas e uma capa com ligeiras alterações, onde o desenho do seresteiro dá lugar a figura do próprio cantor Onéssimo Gomes. Este álbum de 12′ já foi postado em outros blogs e creio, ainda pode ser baixado. Aqui, ficamos mais pela curiosidade e necessidade de mostrar a versão inicial. Sem dúvida, um excelente álbum, contemplando algumas das mais belas valsas e canções seresteiras, com arranjos e orquestração do maestro Aldo Taranto. Destaco dois clássicos, que para mim, são as melhores: “Lágrimas” e “Noite Cheia de Estrelas“.
lágrimas
brinquedo do destino
a pequena cruz do teu rosário
para sempre adeus
a última estrofe
mimi
noite cheia de estrelas
eterno amor
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Zaccarias E Sua Orquestra – Aguenta O Passo (1965)

Olá amigos foliões, cultos e ocultos! Para fecharmos o nosso Carnaval eu trago para vocês um outro ritmo que é também tradicional da festa, o contagiante frevo. Para tanto, nada melhor que Zaccarias e Sua Orquestra, um mestre na regência e que muito contribuiu para a divulgação do frevo. Nos anos 50 e início dos 60 ele foi o responsável pelos melhores bailes do Recife. Gravou vários discos de frevo, inclusive este pela RCA Victor, em 1965. Temos aqui um seleção de autênticos frevos, hoje verdadeiros clássicos que não podem faltar em nenhuma festa. Aguenta o passo que o frevo está chegando
pra vocês foliões
mistura, filho
maceió em folia
celso miranda no frevo
revendo bom jardim
aguenta o passo
o vassourinha vem chegando
passarela
recordação de sérgio lisboa
toureiros no frevo
divagando
homenagem a velha guarda
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Carnaval B – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 92 (2014)

O carnaval continua aqui no Grand Record Brazil. Apresentamos nesta semana mais 14 músicas destinadas à folia de Momo, gravadas na era das 78 rotações por minuto. Várias delas clássicos inesquecíveis. E começamos com o pé direito, apresentando um clássico inesquecível: “Pastorinhas”, de João “Braguinha” de Barro e Noel Rosa. Esta composição havia sido lançada originalmente para o carnaval de 1935, na voz de João Petra de Barros, com o nome de “Linda pequena”, sem no entanto repercutir. Após o falecimento prematuro de Noel, em 1937, Braguinha resolveu relançar esta bela marcha-rancho para a folia do ano seguinte, fazendo uma ou outra alteração na letra e rebatizando-a “Pastorinhas”. Sílvio Caldas a imortalizou na Odeon em 13 de dezembro de 1937, com lançamento em janeiro de 38 sob n.o 11567-A, matriz 5733. E “Pastorinhas”, além de ser um sucesso inesquecível, venceria o concurso oficial de carnaval da prefeitura do Rio de Janeiro. A vencedora na categoria marcha tinha sido “Touradas em Madri”, também de Braguinha com Alberto Ribeiro, mas acabou sendo desclassificada sob a alegação de que se tratava de um passo-doble espanhol. Evidentemente, Braguinha não ficou sem o primeiro lugar entre as marchas, pois “Pastorinhas” subiu do segundo para o primeiro lugar! A faixa seguinte é mais uma clássica marchinha, esta do carnaval de 1932: “Teu cabelo não nega”, adaptação feita por Lamartine Babo para o frevo-canção “Mulata”, dos irmãos Raul e João Valença. Castro Barbosa levou a música a disco, tornado-a um sucesso permanente da folia de Momo, e a regravaria outras vezes. A versão desta edição, também gravada na RCA Victor, é de 17 de outubro de 1952, lançada em dezembro do mesmo ano sob n.o 80-1072-A, matriz SB-093524, e mantém sua famosa introdução instrumental. E tome marchinha clássica! Agora é “Mamãe, eu quero”, de Jararaca e Vicente Paiva, do carnaval de 1937, um sucesso que é lembrado até hoje e ultrapassou as fronteiras do Brasil (tocou até em desenho animado de Tom e Jerry!). O próprio Jararaca imortalizou a marchinha na Odeon em 17 de dezembro de 1936, com lançamento um mês antes da folia, em janeiro, sob n.o 11449-A, matriz 5499. Destaque, na gravação, para o hilariante diálogo inicial, em que o papel da mãe é feito por Almirante. Prosseguindo nosso desfile de clássicos carnavalescos, Orlando Silva, o eterno “cantor das multidões”,  nos brinda com a impecável marcha-rancho “Malmequer”, de Newton Teixeira e Cristóvão de Alencar, o “amigo velho”, hit inesquecível do carnaval de 1940. Gravação Victor de 4 de novembro de 1939, lançada um mês antes do tríduo momesco, em janeiro, sob n.o 34544-A, matriz 33248. O eterno e sempre bem-humorado Lamartine Babo volta à cena neste retrospecto carnavalesco, agora com a marchinha “Linda morena”, absoluta no carnaval de 1933, que ele próprio interpreta ao lado de Mário Reis. Gravação Victor de 26 de dezembro de 1932, lançada bem em cima da folia, em fevereiro, sob n.o 33614-A, matriz 65631. Destaca-se no coro, deste registro, uma voz feminina que parece ser a de Cármen Miranda. E falando em Cármen Miranda, ela aqui comparece com duas faixas. A primeira, da parceria Braguinha-Alberto Ribeiro, muitos conhecem na  interpretação de Gal Costa: é a famosa marchinha “Balancê”, de João “Braguinha” de Barro e Alberto Ribeiro, do carnaval de 1937. Cármen a gravou na Odeon em 19 de novembro de 1936, com lançamento um mês antes do carnaval, em janeiro, sob n.o  11430-A, matriz 5457. Apesar de ter obtido alguma aceitação, “Balancê” ficou esquecida com o passar do tempo, até que Gal Costa,  mais de 40 anos depois, a tirasse do esquecimento no LP “Gal tropical” e a transformasse em hit permanente de todos os carnavais a partir de 1980. A outra marchinha com Cármen Miranda nesta edição é a maliciosa “Eu dei…” (“O que foi que você deu, meu bem?”), do carnaval de 1938. Gravação Odeon de 21 de setembro de 1937, lançada ainda em dezembro com o número 11540-B, matriz 5670. No fim, descobre-se que a personagem havia dado um beijo, e quem canta os versos finais (“guarde para mim unzinho, que mais tarde pagarei com um jurinho”) é o próprio Ary Barroso! Aurora Miranda, irmã de Cármen, aqui comparece com outras duas marchinhas, ambas do carnaval de 1940, e em gravações Victor. A primeira é “Que horas são estas?”, de Antônio Almeida e Oswaldo Santiago, do carnaval de 1940. Foi gravada em 18 de outubro de 1939, e lançada ainda em dezembro sob n.o  34530-A, matriz 33191. Dias antes, a 3 de outubro de 39, Aurora já havia gravado “Não vejo jeito”, de Ismael Silva, lançada em novembro seguinte com o n.o 34519-B, matriz 33170. A carioca Dora Lopes (1922-1983), grande compositora e intérprete de sambas, comparece aqui com a divertida marchinha “Fila do gargarejo”, dela própria em parceria com José Batista e Nilo Viana. É do carnaval de 1958, lançada em fins do ano anterior pela Mocambo, gravadora do Recife que pertencia aos irmãos Rozenblit, sob n.o 15196-A, matriz R-910. As Irmãs Pagãs (Elvira e Rosina, esta falecida recentemente, anos depois de Elvira) apresentam-nos “Água mole em pedra dura”, marchinha do carnaval de 1940, de autoria de Sátiro de Melo e Manoel Moreira. Foi gravada na Columbia em 24 de outubro de 1939, e lançada ainda em dezembro com o número 55181-A, matriz 224. Dois inesquecíveis intérpretes se reúnem na faixa seguinte: Francisco Alves, o Rei da Voz, e Dalva de Oliveira, o Rouxinol do Brasil, interpretam a belíssima marcha-rancho “Andorinha”, de Herivelto Martins (então marido de Dalva) e Haroldo Barbosa, um dos sucessos do carnaval de 1946, conhecido como o “carnaval da vitória” por ter acontecido após o término da Segunda Guerra Mundial, com a vitória dos países aliados sobre os do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). A dupla a imortalizou na Odeon em 5 de dezembro de 1945, e o lançamento se deu um mês antes da folia, em janeiro, sob n.o 12660-A, matriz 7954. Para finalizar, trazemos a cantora Lolita França, sobre a qual pouquíssima coisa se sabe. Aqui ela revive a “marcha-canção” (como foi editada originalmente)“Taí” (cujo título original era “Pra você gostar de mim”), de Joubert de Carvalho,  com a qual Cármen Miranda despontou para o estrelato em 1930. A regravação de Lolita é de 7 de julho de 1939, lançada pela Victor em setembro do mesmo ano, disco  34486-B, matriz 33116. Lolita França gravou, entre 1939 e 1942, onze discos com vinte e duas músicas, e suas gravações obtiveram algum sucesso na Argentina. Enfim, esta é a segunda e última parte do retrospecto carnavalesco do Grand Record Brazil, por certo expressiva contribuição para a preservação da memória musical do Brasil. Divirtam-se!

* Texto de Samuel Machado Filho

Carnaval De 56 (1956)

Bom dia, amigos foliões! Espero que todos estejam bem, sem ressaca e prontos para mais um dia de carnaval. Para este domingo, vamos relembrar oque  rolou de sucesso no Carnaval de 1956. Temos aqui um lp de 10 polegadas lançado pela Copacabana, apresentando alguns dos seus artistas exclusivos com músicas feitas para o carnaval daquele ano. Como se pode ver pela ilustração da contracapa, temos aqui alguns dos mais expressivos artistas da época interpretando sambas e marchinhas que se tornaram clássicos. Interessante também notar que este foi o disco número 1 da Continental para o carnaval. E ao contrário dos discos nesse formato que traziam apenas oito faixas, neste vieram dez. Não sei bem ao certo, mas suponho que nesse mesmo carnaval a Copacabana tenha lançado outro disco, o número 2. (Estou com tanta preguiça que nem vou me dar ao trabalho de checar isso) Confiram daí, que eu de cá já vou pra rua. Chapolim me espera!

fala mangueira – angela maria
ressureição – belcaute
turma do funil – vocalistas tropicais
a batucada – jorge veiga
passarinho – joão dias
se eu chorei – gilberto alves
na paz de deus – carmem costa
me dá um cheirinho – jackson do pandeiro
boate de pobre – roberto silva
radio patrulha – heleninha costa
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Bloco Carnavalesco Vai Quem Quer – Isto É Samba (1961)

Olá amigos foliões, cultos e ocultos (hehehe…) Carnaval taí e pelo jeito, aqui em Beagá a chuva não vai dar trégua. Num ano em que o belorizontino resolve encarar a festa de maneira programada, vem logo a chuva para tentar cortar o barato. Mas como dizem, quem tá na chuva tem mais é que se molhar. Desta vez, parece, o Chapolim (figura que sai num caminhão pipa jogando água nas pessoas) resolveu pedir ajuda à São Pedro. Carnaval molhado, tá valendo. Com dezenas de blocos espalhados por toda a cidade, não falta opção. Bom mesmo é curtir…
Na onda dos blocos caricatos, aqui vai mais um raro disquinho do selo Pawal: Bloco Caricato Vai Quem Quer, de Catumbi, Rio de Janeiro. Este é mais um daqueles tradicionais blocos carnavalescos carioca, cuja a percussão e repercussão vão além das ruas por onde passam. Até o nome do bloco já serviu de inspiração para outros. Em São Paulo, la na Vila Madalena, também tem um Vai Quem Quer. O de Catumbí surgiu nos anos 50, formado de maneira espontânea na própria comunidade e se mantem vivo e sempre atuante, inclusive no Carnaval deste ano. Este lp, pelas informações que recolhi, foi lançado em 1961. Nos anos 60, discos de carnaval e grupos relacionados a festa eram muito comuns e eram realmente muito bons. eram discos de samba e de batucada autênticos. Infelizmente a coisa toda foi diluindo e o que temos hoje, se comparado aos tempos passados, dá vontade de chorar. Dessa forma, para que o nosso Carnaval não fique com gosto de micareta, pagode e funk, vamos relembrar ou conhecer um verdadeiro bloco caricato. Os sambas apresentados aqui são todos de autoria do carnavalesco Jorge França Barreto.
o samba vai esquentar
o seresteiro
mulata faceira
rufar do tambor
conclusão
moçada louca
bateria
está na hora
empolgação tédio
já chegou quem faltava
praga

Carnaval A – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 91 (2014)

Ó abre alas que o Grand Record Brazil quer passar! E apresenta para os amigos, cultos e associados do Toque Musical a primeira de duas partes de uma seleção dedicada ao carnaval. Vocês por certo irão se deliciar, e muito, com as músicas que o Augusto escolheu para esta seleção, muitas delas verdadeiros clássicos da folia de Momo, cantadas nos bailes até hoje, nas vozes de intérpretes renomados. Nesta primeira parte, oferecemos catorze gravações, todas elas marchas ou marchinhas. Abrindo esta seleção, temos Blecaute (Otávio Henrique de Oliveira, Espírito Santo do Pinhal, SP, 1919-Rio de Janeiro, 1983), cantor que recebeu esse apelido do Capitão Furtado, apresentador de programas sertanejos do rádio paulistano, por causa dos apagões que havia na época da Segunda Guerra Mundial, a fim de evitar ataques inimigos, nos quais a orla marítima do Brasil ficava às escuras. Com inúmeros hits carnavalescos no currículo, Blecaute,  de início, nos oferece a deliciosa “Maria Escandalosa”, de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, sucesso absoluto no carnaval de 1955, lançado pela Copacabana em janeiro desse ano sob n.o 5354-B, matriz M-999, e também abrindo o LP coletivo da gravadora com músicas para essa folia, em 10 polegadas. Em 1992, esta marchinha foi revivida na novela “Deus nos acuda”, da TV Globo, na voz de Ney Matogrosso, como tema de uma personagem também chamada Maria Escandalosa, interpretada por Cláudia Raia. Em seguida, o eterno “general da banda” recorda, dos mesmos autores, a “Marcha do gago”, lançada originalmente em 1950 por Oscarito, astro da lendária Atlântida Cinematográfica, que também a interpretou no filme “Carnaval no fogo”. O registro de Blecaute é do LP de 10 polegadas “Carnaval do Rio”, também da Copacabana, lançado em 1955. Bill Farr (Antônio Medeiros Francisco, Sapucaia, RJ, 1925-Rio de Janeiro, 2010), outro intérprete da época áurea do rádio, nos oferece “Maricota Cervejota”, de autoria de João de Barro, o Braguinha, verdadeiro campeão de carnavais. Feita para o carnaval de 1956, a marchinha foi gravada na Continental em 21 de setembro de 55,e lançada ainda em novembro-dezembro sob n.o 17208-A, matriz C-3701, e no LP coletivo de 10 polegadas “Carnaval de 56”. Encontraremos em seguida, na interpretação de Orlando Silva (Rio de Janeiro, 1915-idem, 1978), o eterno “cantor das multidões”, um inesquecível clássico carnavalesco: “A jardineira”, de Benedito Lacerda e Humberto Porto, calcada em motivo popular do final do século XIX, e que dominou a folia de 1939.  Teve quatro gravações por Orlando  (que também a interpretou no filme “Banana da terra”, da Cinédia) na Victor: as duas primeiras em 21 de outubro de 1938 (matrizes 80917-1 e 80917-2), a terceira dez dias depois (matriz 80925-R) e finalmente a quarta e definitiva, que ouvimos nesta seleção, em 6 de dezembro de 38, matriz 80917-3, sendo o disco lançado pouco depois com o número 34386-B (dos quatro registros, o primeiro não teria sido lançado). Ainda hoje está presente nos bailes, e é um sucesso permanente de nosso cancioneiro carnavalesco. Outro campeão de carnavais, Lamartine Babo (Rio de Janeiro, 1904-idem, 1963) aqui nos oferece uma de suas marchinhas clássicas, feita em parceria com Paulo Valença: “Aí, hein?”, um dos hits do carnaval de 1933, por ele interpretado em dueto com Mário Reis. Gravação Victor de 25 de novembro de 32, lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob n.o 33603-A, matriz 65601. Lalá também está na faixa 13, “Grau dez”, de sua parceria com Ary Barroso, em dueto com Francisco Alves, sucesso do carnaval de 1935, gravado na Victor em 16 de outubro de 34, com lançamento um mês antes da folia, em janeiro, disco 33880-B, matriz 79737. Na faixa 6, Carlos Galhardo (1913-1985) nos oferece outro clássico inesquecível e muito cantado nos bailes até hoje: “Alá-lá-ô”, de autoria de outros dois colecionadores de hits carnavalescos, Haroldo Lobo e Nássara. Sucesso absoluto do carnaval de 1941, também interpretado por Galhardo no filme “Vamos cantar”, da Pan-América Filmes, foi por ele imortalizada na Victor em 21 de novembro de 40, com lançamento um mês antes da folia, em janeiro, sob n.o 34697-A, matriz 52055, e ganhou súbita atualidade neste verão de 2014, no qual têm se registrado altíssimas temperaturas, com os desconfortos de praxe. Destaque também  para a introdução instrumental, obra de gênio do mestre Pixinguinha. Outro clássico momesco vem em seguida: “Pierrô apaixonado”, de Noel Rosa e Heitor dos Prazeres, do carnaval  de 1936. Gravação Victor de Joel de Almeida (“o magrinho elétrico”) em dupla com Gaúcho, datada de 26 de dezembro de 35 e lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob n.o 34012-A, matriz 80060. Logo depois, outra divertida e clássica marchinha do mestre Lamartine Babo, “História do Brasil”, do carnaval de 1934. Foi imortalizada na Victor por Almirante (“a maior patente do rádio”) em 15 de dezembro de 1933, com lançamento um mês antes do tríduo momesco de 34, em janeiro, sob n.o 33740-B, matriz 65917. Talento precoce revelado pela Rádio Record de São Paulo, Mário Ramos de Oliveira, o Vassourinha, teve morte prematura, em 1942, aos 19 anos, de doença óssea, deixando gravados seis discos com doze músicas, todos pela Columbia. De seu terceiro disco, n.o 55308-A, lançado em dezembro de 1941 com vistas ao carnaval de 42, matriz 474, é esta marchinha de Antônio Almeida, “Chic chic bum”, interessante crônica do tempo em que o bonde era o principal meio de transporte no Rio de Janeiro. De Herivelto Martins em parceria com o pistonista Bonfiglio de Oliveira é “Mais uma estrela”, do carnaval de 1935, gravada na Victor por Mário Reis em 5 de outubro de 34, com lançamento ainda em novembro sob n.o 33850-A, matriz 79712. O problema da falta de moradia, já crônico naqueles tempos, é glosado por Peterpan (José Fernandes de Almeida) e Afonso Teixeira na “Marcha do caracol”, sucesso do carnaval de 1951, gravado na RCA Victor pelos Quatro Ases e um Coringa em 4 de outubro de 50 e lançado ainda em dezembro, disco 80-0728-A, matriz S-092771. Traduzindo as dificuldades causadas pela Segunda Guerra Mundial, com escassez generalizada de combustíveis e alimentos, vem a marchinha “Eu brinco”, de Pedro Caetano e Claudionor Cruz, do carnaval de 1944, imortalizada pelo eterno Rei da Voz Francisco Alves na Odeon em primeiro de dezembro de 43 e lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob n.o 12404-A, matriz 7431. A marchinha mostra a disposição de se brincar o carnaval ainda que em tempo de vacas magras, sem pandeiro ou dinheiro…  Para encerrar esta edição carnavalesca do GRB, Sílvio Caldas (1906?-1998), o eterno “caboclinho querido”, apresenta outro sucesso inesquecível  de João “Braguinha” de Barro, “Linda lourinha”. Foi uma das músicas mais cantadas no carnaval de 1934,  gravada por Sílvio na Victor em 15 de novembro de 33, com lançamento um mês antes do tríduo momesco, em janeiro, sob n.o 33735-A, matriz 65889. E, na próxima segunda-feira, tem mais carnaval pra vocês aqui no GRB. Aguardem

* Texto de SAMUEL MACHADO FILHO

Fred Williams – Ritmo Alegre (1957)

Olá amigos cultos e ocultos! Carnaval está chegando aí, mas eu daqui vou me guardando até que a festa comece. Vou deixar algumas postagens carnavalescas para o momento da folia. Amanhã começa a festa e teremos uma edição extra do GRB, apresentado pelo nosso amigo Samuca, o Samuel Machado Filho, abrindo aqui oficialmente o Carnaval. Hoje e por enquanto vamos nos segurando…
Tenho aqui para vocês o gaitista Fred Williams, figura que sempre fez muito sucesso em nosso blog. Vez por outra eu estava sempre repondo links dos seus discos. Como já não faço mais reposição de links, o jeito é ficar esperto e acompanhar o Toque Musical. Como eu já disse, a fila anda… Mesmo assim e para compensar, vou trazendo sempre uma velha e boa novidade. Pois bem, está aqui o tão esperado álbum de 10 polegadas do gaitista, “Ritmo Alegre”, lançado em 1957 pela RCA Victor. Este foi o seu primeiro álbum. Antes disso ele só havia gravado as bolachas de 78 rpm. Segue aqui essa belezinha, enquanto o Carnaval não vem. Divirtam-se

ritmo alegre
uma farra da orquestra
balança a roseira
baião da serra grande
mexe bem
uma gaita no baile
volte pra mim
um paulista na gaita
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Trio Surdina – Interpreta Dorival Caymmi, Ary Barroso e Noel Rosa (1955)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Vou repetir para vocês que têm o costume de ler as resenhas. Para aqueles que estão atentos a tudo que rola por aqui, mas que por um lapso, acabam sem o toque. É o seguinte, tenho deixado um link oculto e direto aqui nas postagens. Estou fazendo isso como uma forma de verificar quantos de vocês realmente lêem os textos. Assim, estou fazendo uma segunda chamada para não dizerem depois que fui injusto, privilegiando apenas os mais assíduos (o que é uma verdade). Penso que devo dar atenção aos que retribuiem da mesma forma. Para esses eu digo: em todas a atuais postagens há um link na última letra do texto, antes da relação das músicas. Basta clicar na letra para cair direto no site onde está o arquivo está hospedado. Fiquem esperto, a fila anda…
E agora, no silêncio da noite (pois o meu Galão ficou no 0x0), o melhor mesmo é manter o som na surdina. Aqui vai o Trio Surdina em sua formação original (ou inicial), com Fafá Lemos, Garoto e Chiquinho. Pela capa já se vê tudo, O Trio Surdina interprete Noel Rosa, Ary Barroso e Dorival Caymmi, Um momento maravilhoso que por se um simples disco de 10 polegadas, acaba deixando a gente com um gostinho de quero mais 🙂

joão valentão
quando eu penso na baía
feitio de oração
dora
vai haver barulho no chateau
três lágrimas
sábado em copacabana
boneca de pixe
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Baden Powell – Estudos (1971)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Aqui estou eu aproveitando a brecha para introduzir meu ‘post’. (ups!) Hoje, muito mais correndo contra o relógio. Eu precisava ter ainda umas quatro horas para finalizar este dia. Corre daqui, corre dalí… aqui vai um “disco de gaveta”. prontinho, esperando sua vez.
Vamos com este maravilhoso álbum de Baden Powell, que todos já conhecem bem. Está entrado em nosso acervo, mais para compor a lista, pois acredito que já foi bem compartilhado. Mais um clássico de Baden, só ele e seu violão. Não posso deixar de destacar uma das interpretações mais inspiradas e apaixonante deste lp, “Serenata do adeus”. de Vinícius de Moraes. Eu chego a ficar arrepiado. Linda demais!

encontsta pra vê se dá
prá valer
pai
serenata do adeus
tapiilraiuara
valsa sem nome
é isso aí
chão de estrêlas
crepúsculo
tema triste
baixo de pau (um abraço, ernesto)
último porto
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A Música De João Da Baiana – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 90 (2014)

Esta semana, o Grand Record Brazil, “braço de cera” do Toque Musical, apresenta a segunda e última parte da retrospectiva dedicada a João da Baiana (1887-1974). Semana passada, vocês tiveram oportunidade de conferir músicas de João da Baiana na interpretação dele próprio. Nesta segunda parte, apresentamos dez faixas, como sempre de grande importância histórica, artística e cultural, com música desse notável sambista carioca, interpretadas por outros cantores de seu tempo. Abrindo nossa seleção desta semana, temos Patrício Teixeira, que, a exemplo de João da Baiana, nasceu (1893) e faleceu (1972) no Rio de Janeiro. Um dos pioneiros do rádio e da gravação sonora no Brasil, Patrício foi cantor, compositor, violonista e até professor de violão e canto. Algumas de suas alunas foram  Aurora Miranda, Linda Batista, as irmãs Danusa e Nara Leão, e a atriz Maria Lúcia Dahl. Neste volume do GRB, Patrício comparece com três sambas de João da Baiana em gravações Odeon, a saber:  “Dona Clara (Não te quero mais)”, parceria de João com Ernesto dos Santos, o Donga  (também co-autor  do pioneiro “Pelo telefone”), lançado em dezembro de 1927,bem nos primórdios da gravação elétrica, sob n.o 10084-B, matriz 1385; “Cabide de molambo”, de João sem parceiro, gravado em 23 de janeiro de 1932 (disco 10883-A, matriz 4402) e “Ai, Zezé”, o lado B desse disco, matriz 4403, tendo como parceiro de João da Baiana o próprio Patrício. Considerada pelo diplomata Pascoal Carlos Magno uma  das maiores cantores negras do mundo, a soprano carioca Zaíra de Oliveira (1891-1952) interpreta, da santíssima trindade Pixinguinha-Donga (marido da cantora)-João da Baiana, a batucada “Já andei”, gravação Victor de 24 de novembro de 1931, lançada em janeiro de 32 para o carnaval, disco 33509-A, matriz 65300, com acompanhamento do Grupo da Guarda Velha, formado justamente por Pixinguinha (Rio de Janeiro, 1897-idem, 1973). Também participa da gravação o cantor baiano Francisco Sena (c-1900-1935) primeiro integrante da Dupla Preto e Branco, ao lado de Herivelto Martins, e substituído, após sua morte prematura, por Nilo Chagas. No lado B, matriz 65299, ele e Zaíra interpretam o ponto de macumba “Qué queré”, do mesmo trio de autores. Em seguida, volta Patrício Teixeira, interpretando o interessante samba “Quem faz a Deus paga ao diabo”, de João da Baiana sem parceiro, do carnaval de 1933, lançado pela Columbia em janeiro desse ano sob n.o  22173-B, matriz 381383, e também com acompanhamento orquestral de “São” Pixinguinha. Patrício ainda canta, em dueto com a eterna “pequena notável”, Cármen Miranda,outro samba de João da Baiana e mais ninguém, o delicioso e divertido “Perdi minha mascote”, gravação Victor de 29 de junho de 1933, lançada em dezembro seguinte com o número 33733-B, matriz 65791, com acompanhamento do grupo do violonista Rogério Guimarães, o Canhoto (Campinas, SP, 1900-Niterói, RJ, 1980), também destacado dirigente da marca do cachorrinho Nipper, tendo sido seu primeiro diretor artístico. Cognominado “a maior patente do rádio”, Almirante (Henrique Foréis Domingues, Rio de Janeiro, 1908-idem, 1980), interpreta “Deixa amanhecer”, gravação Odeon de  30 de agosto de 1935, lançada em novembro seguinte com o número 11282-B, matriz 5132. Neste samba, João da Baiana conta com a parceria de outro importante sambista, Alcebíades Barcelos, o Bide (Niterói, RJ-1902-Rio de Janeiro, 1975), que fez com Armando Marçal inúmeros outros clássicos do samba. Carlos Galhardo (1913-1985), o eterno e sempre lembrado “cantor que dispensa adjetivos”, aqui interpreta uma marchinha da parceria João da Baiana-Wilson Batista, “Mariposa” (referência ás mulheres que, como o animal de mesmo nome, só saíam à noite, sendo o sinônimo bem fácil de adivinhar).  Destinada ao carnaval de 1941, foi gravada na Victor em 8 de outubro de 40, sendo lançada ainda em dezembro com o número 34682-B, matriz 52018. Para finalizar, apresentamos os Trigêmeos Vocalistas, grupo paulistano formado  pelos irmãos Carezzato (ou Carrazatto), Armando, Raul e Humberto, os dois últimos gêmeos. Raul é parceiro de João da Baiana no ponto de macumba (no selo, “afro-brasileiro”) “Ogum Nilé”, gravação Odeon de 31 de maio de 1950, lançada em agosto do mesmo ano sob n.o 13033-A, matriz 8633. Ressalte-se que não há nenhuma semelhança com o “Ogum Nilé” que o próprio João da Baiana gravou em 1957 e que apresentamos na edição anterior, apenas o título é semelhante. Enfim, mais uma edição do GRB que irá enriquecer os acervos dos amigos cultos, ocultos e associados do TM com preciosa e histórica parcela de nossa boa música popular do passado. Até a próxima e divirtam-se!
* Texto de Samuel Machado Filho

G. R. Bloco Carnavalesco Bohêmios De Irajá – Bohêmios De Irajá (1971)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Diante a atuação decepcionante do meu Galão contra o América no primeiro tempo, estou achando melhor eu focar a minha atenção naquilo que sempre me dá alegria, a música e o meu Toque Musical. Já vi que de Autuori aqui, só mesmo o Jorge, que postei anteontem. Não sei onde o Kalil estava com a cabeça, quando resolveu contratar esse fracasso. Decepcionante…
Bom, vamos para outro assunto. Vamos falar sobre o Carnaval que já vem chegando aí. Ontem tivemos em BH a tradicional saída da Banda Mole, anunciando a festa que vem por aí. Este ano BH promete em termos de festa, com muita alegria e seus inúmeros blocos carnavalesco. Vamos aguardar… Enquanto isso, eu aqui vou colocando os meus blocos na rua, quer dizer, vou começando as postagens de discos relacionados ao Carnaval. Eu, na verdade, nem sei o que tenho ainda para postar. Ao longo de tantos anos, creio que já apresentei aqui quase tudo sobre o Carnaval. Temos então para abrir a temporada este raro lp, lançado em 1971 pelo selo Todamerica. Vamos no batuque com o Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Bohêmios de Irajá, um dos mais tradicionais e importantes grupo carnavalesco do Rio de Janeiro, vindos, obviamente, do bairro do Irajá. Atualmente, creio eu, o seu nome derivou para apenas Boêmios do Irajá (sem o H). Este lp foi lançado no ano de 1971. Imagino que tenha sido um bom ano para os Boêmios, não encontrei nada falando a respeito de premiação no Carnaval, mas só de já terem chegado a um disco, podemos considerar uma vitória. E o álbum é sem dúvida muito legal, onde os sambas trazem letras bem criativas e uma bateria de arrasar. Só mesmo ouvindo para vocês se encantarem.
… E enquanto isso, lá no Horto, o Galão vai virando o jogo, fazendo 3 no América para mostrar ao locatário que a casa ainda é nossa! Caiu no Horto, tá morto! E eu, nunca me senti tão bem pagando língua. Vai Autuori, me faz te pedir desculpas! Mas quero o Bi na Libertadores, ok?

vem pros bohêmios
confesso
não adianta
eu sou mesmo da orgia
show de bateria
nêga, nem vem
vai tristeza
modo de pensar
conselho
grande desilusão
bateria
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Ritimos E Melodias Na Múisca Popular – A Velha Guarda (1966)

Olá, meus prezados amigos cultos e ocultos! Segue aqui mais um disco da caixa “Ritmos e Melodias na Música Popular”, da Abril Cultural. Desta vez, no disco 2, vamos encontrar a turma da Velha Guarda, ou seja, alguns dos precurssores da nossa MPB. As músicas coletadas aqui são por certo ‘bem rodadas’, todo mundo conhece, até por aqui, através da série Grand Record Brazil do Toque Musical. Na próxima semana tem mais, é só aguardar… 😉

se você jurar – ismael silva
só dando com uma pedra nela – lamartine babo
luar do sertão – paulo tapajós
ai que saudades da amélia – ataulfo alves
de papo pro ar – gastão formenti
gavião cascudo – almirante
a tua vida é um segredo – lamartine babo
chão de estrelas – silvio caldas
o trem atrasou – dilermando pinheiro
se a lua contasse – aurora miranda
atire a primeira pedra – ataulfo alves
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Jorge Autuori Trio (1967)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje vamos com Jorge Autuori Trio. Este é outro dos muitos discos que eu sempre fiquei de postar, mas diante a badalação (merecida) em tantos outros blogs, preferi deixá-lo para um outro momento. E o momento é agora. Jorge Autuori é um desses artistas que a gente só conhece pela fama de seus discos. Vá pesquisar sobre ele no Google e o máximo que irá encontrar são textos sempre baseados nas informações do próprio álbum. O pouco que se sabe é que ele gravou alguns discos na década de 60, todos, por sinal muito bons. Eu só conheço três, dois pela Mocambo e um outro pela RCA. O mais curioso é que esses discos vieram a ser relançados também em cd. Os da Mocambo/Rozenblit, parece, só saiu lá fora, no mercado estrangeiro (sabe-se lá, com autorização de ninguém). O “Ovalô”, da RCA, foi relançado há uns dez anos atrás e ganhou o mundo. Ainda se encontra o cd para compra com certa facilidade. O álbum que aqui eu apresento foi o primeiro. Lançado em 1967, o lp nos traz um repertório interessante, como se pode ver logo a baixo. Coisa bem ao jeito de um disco onde o cabeça é um baterista (vejam o exemplo do Milton Banana). Músicas variadas, mas privilegiando a sonoridade instrumental e melódica. Na contracapa temos um pequeno texto de apresentação feito por Lúcio Alves, que conforme relata, conheceu Jorge Autuori no Rio, na boate Stork Club, “a única boite diurna da America do Sul”. Jorge Autuori e seu conjunto, na década de 60, tocou em várias casas noturnas e restaurantes da cidade. Quem viveu no Rio nessa época e frequentava a ‘night’ deve se lembrar dele.

triste madrugada
there’s a kind of rush
tem mais samba
o caderninho
despedida da mangueira
samba com molho
palmas no portão
never never
fechei a porta
capoeira de oxalá
ilusão demais
tema de nós três
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Carlos Paraná – A Música De Carlos Paraná (1972)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Por mais que eu fale, repita, escreva e divulgue uma informação aqui no TM, ainda assim vai ter gente perguntando: cadê o link? As vezes, sinceramente, não dá vontade de responder. E tem nêgo que chega a ficar indignado porque não encontra o link, como seu eu tivesse a obrigação de mantê-los todos ativo. Parece até que estão pagando mensalidades para ser sócio do Toque Musical. Desculpem, mas a fila anda! Quem não chegou a tempo, não tem o direito de reclamar. Até porque, eu ainda ofereço uma segunda chance. Quem quer, sabe da valor!
Bom, aqui vai o disco do dia, “A Música de Carlos Paraná”, um álbum póstumo, produzindo por Marcus Pereira, pouco tempo após a morte do compositor Luiz Carlos Paraná. O que faz um artista como este merecer um disco póstumo, sendo que nunca tenha antes gravado nada? Pelo texto da contracapa, assinado  por Marcus Pereira e também outro de Paulo Vanzolini já dá para se ter uma ideia. Carlos Paraná é um daqueles caras que saem do nada, chega ao Rio de Janeiro e se transformam. Por sorte ou por destino seu caminho se cruza com o daqueles que fizeram e fazem as coisas, no campo da música, acontecerem. De entrada (ou de saída) ele já começa bem, dividindo um quarto de pensão com João Gilberto, logo que chega ao Rio, nos anos 50. Não sei se por influência, gosto ou necessidade, ele tendo lá seus dons musicais, passa a tocar na noite, como faziam seus companheiros. E certamente, convivendo neste ambiente, o cara, se esperto e talentoso, tem tudo para se dar bem. E ele se deu. Nos anos 60 mudou-se para Sampa onde foi trabalhar com direção artística numa das melhores casas noturnas da época. O contato crescente com os mais famosos e talentos artistas da época, levou-o em seguida a abrir o seu próprio negócio, a famosa e saudosa boate “O Jogral”, frequentada pela nata da MPB, local onde, obviamente, ele também se apresentava. Como disse o Paulo Vanzolini, “ele não teve tempo para fazer muito, mas sempre teve para fazer ótimo”.
Este álbum reuni alguma coisa que por ele foi gravado e dirigido (o álbum sonhado) com a participação de parceiros e dois de seus intérpretes, Emílio Escobar e Adalto Santos. Ficou um disco bem bonito, uma justa homenagem a um artista que preferiu muito mais ficar nos bastidores.

resignação – carlos paraná
vou morrer de amor – carlos paraná
maria, carnaval e cinzas – adauto santos
nem se quer uma rosa – emilio escobar
de amor ou paz – adauto santos
queira – emilio escobar
de um só amor – adauto santos
cafezal em flor – carlos paraná
se for pra medir saudade – emilio escobar
canoa vazia – adauto santos
marcha do amor sem esperança – emílio escobar
você merece um tango – emílio escobar
último canto – adauto santos
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João Da Baiana – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 89 (2014)

Em sua edição de número 89, o Grand Record Brazil reverencia a memória de um dos pioneiros da música popular brasileira: João Machado Guedes, ou, como ficou para a posteridade, João da Baiana. Filho dos ex-escravos Félix José Guedes e Perciliana Maria Constança, que tinham uma quitanda de artigos afro-brasileiros, nosso focalizado nasceu no Rio de Janeiro, em  17 de maio de 1887, e era o mais novo e único carioca de uma família de doze irmãos. Sua mãe era conhecida como Baiana, daí seu pseudônimo. Um de seus irmãos, Mané, era palhaço no Circo Spinelli e tocava violão e cavaquinho, e uma de suas irmãs era violinista. João da Baiana cresceu na Rua Senador Pompeu, no bairro da Cidade Nova, sendo amigo de infância de Donga e Heitor dos Prazeres. Quando criança, frequentava as rodas de samba e macumba que aconteciam clandestinamente nos terreiros cariocas. Participou de blocos carnavalescos e é considerado o introdutor do pandeiro no samba, sendo também especialista no chamado prato-e-faca.  Ainda menino, trabalhou no circo como chefe da claque dos garotos que respondiam ao grito “Hoje tem marmelada? Tem, sim, senhor”.  Por essa época, passou a se dedicar à pintura, sua grande paixão.  Aos nove anos, ingressou como aprendiz no Arsenal da Marinha e deu baixa três anos mais tarde, indo então para o Segundo Batalhão de Artilharia, como ajudante de cocheiro, sob o comando do marechal Hermes da Fonseca, futuro presidente da República. Em 1910, passou a trabalhar no Cais do Porto, sendo promovido a fiscal da Marinha dez anos mais tarde. Por isso, recusou-se a viajar com os Oito Batutas, liderados por Pixinguinha,  a Paris, pois não queria perder o posto. A partir de 1923, passou a compor e a se apresentar em programas radiofônicos. Algumas de suas composições nessa época foram “Pelo amor da mulata”. “Mulher cruel”, “Pedindo vingança” e “O futuro é uma caveira”. Outros de seus sambas conhecidos são “Cabide de molambo” e “Batuque na cozinha”. Como ritmista, João da Baiana integrou  inúmeros grupos, entre eles o Conjunto dos Moles, o Grupo do Louro, o Grupo da Guarda Velha e a orquestra Diabos do Céu, os dois últimos formados e dirigidos por Pixinguinha. Participou, em 1940, da famosa série de gravações organizada por Heitor Villa-Lobos a bordo do navio ‘Uruguai”, onde viajavam o maestro Leopold Stokowski  e sua orquestra (“Native brazilian music”).  Aposentado da Marinha em 1949, João da Baiana apresentou-se, na década seguinte, nos espetáculos do grupo Velha Guarda, organizados por Almirante. Casou-se e teve dois filhos, que morreram ainda na infância. Em 1968, participou do histórico LP “Gente da antiga”, ao lado de Pixinguinha e Clementina de Jesus, produzido por Hermínio Bello de Carvalho. Em 1972, foi recolhido à Casa dos Artistas, em Jacarepaguá, onde faleceria no dia 12 de janeiro de 1974, aos 86 anos. Hoje, alguns dos pertences de João da Baiana integram o acervo do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, inclusive o prato-e-faca  que o consagraram, parte da coleção do cantor, compositor e radialista Almirante. Do legado de João da Baiana como intérprete, o GRB foi buscar dez gravações  históricas, todas pontos de macumba ou corimas dele mesmo, com ou sem parceria, e fundamentais para quem estuda e pesquisa a cultura afro-brasileira, por ele cantados ao lado de seu conjunto ou terreiro.  Abrindo esta seleção, “Sereia”, parceria de João da Baiana com Getúlio “Amor” Marinho, gravação Victor de 21 de março de 1938, lançada em maio do mesmo ano sob n.o  34313-A, matriz 80707. A faixa seguinte é o lado B, matriz 80708, “Folha por folha”, e é da mesma parceria. Depois encontraremos as músicas do disco Odeon 13330, gravado em 2 de julho de 1952 e lançado em setembro do mesmo ano, ambas de João da Baiana sem parceiro: “Lamento de Inhaçã”, lado A, matriz 9368, e “Lamento de Xangô”, lado B, matriz 9367. As faixas seguintes, também só de João,  saíram pela Sinter, disco 496, em maio de 1956. No lado A, matriz S-1079, “Vovó Joana do Aguiné”, e no verso, matriz S-1080, “Vai i-aô”. Temos depois mais dois corimas do próprio João da Baiana sem parceiro, do Odeon  13999, gravado em 5 de dezembro de 1955 e lançado em março de 56: no lado A, matriz 10877, “Qué-qué-ré-qué-qué”, e no verso, matriz 10878, “Saudação a Iemanjá”. Finalmente, do Sinter  548, lançado em maio de 1957, outros dois corimas de João sem parceiro: no lado A, “Ogum nilê”, matriz S-1191, e no verso, matriz S-1192, “Homenagem a Oxalá”.  Enfim, uma amostra interessante do legado do compositor para a cultura afro-brasileira. E vem mais João da Baiana por aí, aguardem
* Texto de SAMUEL MACHADO FILHO
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Rio 65 Trio – A Hora E A Vez Da MPM (1966)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Enquanto espero pelo intervalo do jogo (Galão x Maria), vou logo aqui fazendo a minha postagem. Depois do disco de ontem, não resisti a tentação de postar aqui o Rio 65 Trio. Sem dúvida, um discaço que eu de teimoso ainda não havia postado, afinal, embora sendo uma pérola, já está prá lá de bem divulgado. Muita badalação me tira o tesão. Certamente, todos por aqui já deve ter baixado este disco em algum blog por aí. Pois bem, passado a euforia, deixa agora eu trazê-lo para o nosso acervo. Não vou nem entrar em detalhes sobre o lp. Informações sobre ele tem aos montes. Procurem daí, que eu de cá vou ver o meu Galão. 😉

cartão de visita
deve ser bonito
simplesmente
apelo
ponte aérea
o amor e o tempo
vem chegando a madrugada
chorinho a
upa negrinho
rio 65 trio tema
ilusão a toa
seu encanto
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Ritmos E Melodias Na Música Popular – Disco 1 – Música Moderna Popular Brasileira (1966)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou trazendo para vocês uma super coletânea lançada pela Abril Cultural nos anos 60. Trata-se de uma caixa, cujo o título é “Ritmos e Melodias na Música Popular”. Esta é uma daquelas caixas de discos que todo lar de classe média tinha. Eram vendidas por correspondência, anunciadas nas revistas também produzidas por essa editora. Como se poder ver pela ilustração, este box traz seis discos, cada qual apresentando um estilo. Obviamente, eu não irei postá-los todos de uma só vez. Para me facilitar e manter vocês cativos, irei apresentando cada disco na sequência dos próximos sábados, ok?
Começamos então com “Música Moderna Popular Brasileira”, que é o volume 1. Neste disco iremos encontrar alguns genuínos representantes do que era o moderno até então, a Bossa Nova. Artistas e músicas memoráveis, verdadeiros clássicos da nossa MPB. As músicas foram extraídas de diferentes álbuns, mas todos da mesma gravadora CBD/Philips. Vamos lá

batucada – tamba trio
chuva – os gatos
nanã – sergio mendes e bossa rio
primavera – luiz eça
preciso aprender a ser só – rio 65 trio
imagem – luiz eça
arrastão – walter wanderley
reza – tamba trio
chegança – luiz eça
garota de ipanema – tamba trio
ela é carioca – sergio mendes e bossa rio
a minha namorada – rio 65 trio
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Jorge Veiga – A Volta Do Sambista (Obrigado Dr.!) (1961)

Olá amigos cultos e ocultos! Que sexta feira quente essa, heim? O calor por aqui está demais, só saíndo para tomar uma cerveja. “Vou de taxi, cê sabe…” Quero beber bem à vontade… difícil vai ser achar um taxi para a volta. BH, capital dos butecos, mas sem transporte público nas madrugadas e muitas ‘blits’ para quem se aventura a pegar no volante. Eu não, se preciso, durmo no bar, hehehe…
Bom, deixa o papo e vamos ao toque do dia. Temos aqui o grande sambista Jorge Veiga em um álbum lançado pela Copacabana no ano de 1961. Como o próprio título nos mostra, este foi o lp de retorno do cantor, após ter ficado por um tempo afastado da música e gravações devido a um acidente. O subtítulo,”Obrigado Doutor!) é também o nome de uma das músicas e de sua autoria. Nela, ele agradece ao médico que o assitiu durante durante esse período. Uma outra faixa que me chamou a atenção é o samba “O  caloteiro”, de Bené Machado e Silvio Santos. Seria o mesmo Silvio Santos que todos nós conhecemos? Sei lá… melhor chamarmos os ‘universitários’ para nos responder, não é Lombardi? (tô falando isso, mas nem sei se esse Lombardi ainda existe).

obrigado doutor
a baleia
pra que serve o seu perdão?
tá certo sim
telhado de vidro
aluga-se uma casa
o caloteiro
pernambuco você é meu
desculpe
dinorah
aguentado o velho galho
adeus amor
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