Boa noite, amigos cultos e ocultos! Seguindo a tradição, fevereiro é mês de Carnaval e por aqui a gente vai dando aqueles pulinhos, trazendo de volta lembranças de outras tantas festas. É incrível como tem discos ligados ao tema. Eu todo ano, nessa época, tenho postado discos de carnaval e parece que eles nunca acabam. Desta vez eu separei uma meia dúzia de títulos, os quais eu irei publicando até antes da quarta feira de cinzas.
Temos aqui um interessante lp lançado pela Tapecar. Produção da Federação (federação?) dos Blocos Carnavalescos da Guanabara, apresentado os sambas enredos dos blocos carnavalescos do antigo Estado para 1975. Dizem que samba enredo é tudo igual. Talvez em sua essência, assim como o blues americano. Mas há algo de diferente em alguns nessa coisa sempre igual.
Os Saudosistas – Os Bons Carnavais De Ontem (1968)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Ontem eu finalmente inaugurei a nova página do Toque Musical no Facebook. Eu já tinha uma com o perfil do Augusto, mas achei melhor fazer uma outra exclusivamente para replicar as postagens do blog. Agora, toda a vez que eu fizer uma postagem aqui, ela também será publicada lá no Facebook. Convido os amigos aqui a se ligarem neste novo canal. Curtam e passem a segui-lo. O endereço é www.facebook.com/blogtoquemusical.
Como estamos nos aproximando do Carnaval, eu vou logo esquentando os tamborins. Para preparar o espírito carnavalesco, nada melhor que revermos antigos carnavais. Recordar antigas marchinhas e começar a cair na folia.
Tenho para hoje este lp lançado pela Odeon, através de seu selo Imperial. Como de costume, os discos da Imperial nem sempre nos traz informações relevantes sobre o trabalho. Muitas vezes até, parece que buscam mesmo um certo mistério. “Os Saudosistas”, por exemplo, deve ter sido apenas um bom nome criado para dar uma certa identidade ao álbum. Mas aqui pouco interessa quem são, o que vale mesmo é o conteúdo musical. Neste caso, temos um desfile dos mais diferentes clássicos carnavalescos, em sua maioria das décadas de 30 e 40. Marchinhas e sambas arranjadas em forma de ‘pot-pourri’, dando às músicas uma dinâmica apropriada, sem pausa para o folião. O disco se divide em seis longas faixas, mas aqui eu preferi desmembrar uma delas, onde há um corte mal feito na edição, criei assim sete ‘pot-pourris’. Verificando aqui agora, percebo que este disco eu já havia postado. Porém, o original, lançado em 1959, apresenta uma outra capa e com outro nome (Carnaval de Outros Tempos). Seja como for, esta postagem tá valendo. Quem foi que disse que os discos aqui não voltam? Confiram!
Milton Nascimento (1967)
Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Estou percebendo que a cada dia os blogs estão perdendo a graça, o interesse das pessoas muda conforme novas plataformas de comunicação vão surgindo. E tudo isso vem acontecendo muito rápido. Estou pensando seriamente em migrar de vez para o facebook, ou pelo menos de forma paralela. Continuarei mantendo as publicações tradicionais, mas vou invadir essa vitrine. Fiquem ligados!
Hoje eu trago para vocês o primeiro lp e disco solo gravado por Milton Nascimento. Um álbum marcante, não apenas por ser o primeiro, mas também pelo repertório e pela produção que envolveu um time de músicos impecáveis. Milton vem acompanhado pelo Tamba Trio, sendo Luiz Eça figura indispensável, responsável pelas orquestrações e regências. Outro nome importante na construção deste lp é Eumir Deodato, que é o autor dos belíssimos arranjos de “Travessia” e “Morro Velho”. Creio que nem preciso me prolongar, pois a contracapa já nos traz todas as informações. Este disco, originalmente, foi lançado pela Codil (Tapecar), através de seu selo Ritmos. Mas depois veio a ser relançado como título de “Travessia”. Sem sombra de dúvidas, um álbum excelente, bem a altura deste que viria a ser um dos mais importantes artistas da música popular brasileira. Salve o grande Bituca!
Brasil Ritmo 67 – As Três Mais – Botando Pra Quebrar (1970)
Boa noite, meus caros amigos, cultos e ocultos! Havia preparado esta postagem ontem. Estava com tanta pressa que nem me dei ao trabalho de verificar o resultado. Aliás, nem publiquei na versão Blogger, nossa ‘filial’. Relendo as besteiras que escrevi, achei melhor refazer tudo.
Apresento a vocês um lp 2 em 1. Ou melhor dizendo, um disco para dois. Em 1970 a RCA Victor lançou este álbum de samba, trazendo dois grupos, o conjunto Brasil Ritmo 67 e o trio vocal feminino As Três Mais. Nomes que não chegaram a se tornar grandes destaques por serem antes de tudo grupos de apoio para outros artistas, discos e gravações. Infelizmente essa turma do estúdio nem sempre tinha lá os seus nomes nas fichas técnicas. Eventualmente surgia a brecha e daí nasciam discos como este. Um álbum que se divide, sendo um lado dos rapazes e do outro as moças. Mas para manter a harmonia do bom samba, tanto um quanto outro participam coletivamente em algumas faixas um do outro. São doze sambas de qualidade, do tempo em que o samba era mais samba.
Pixinguinha 1 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 132 (2015)
Mestre Geraldo E Sua Bateria – Batucada Genial (1977)
Olá amigos cultos e ocultos! Como já estamos nos aproximando do Carnaval, é hora de começarmos a preparar a batucada. Ao que tudo indica, mais uma vez, Belo Horizonte estará no circuito das festas. O povo por aqui voltou a se animar e o grande barato são os blocos que estarão animando as ruas da cidade. Garanto que a festa por aqui vai ser boa, mesmo se chover, pois de estiagem todos nós já estamos secos. Deixa chover… Deixa a chuva molhar… Já dizia o cantor.
Vamos neste sábado de batucada, para inspirar bem nossos ritmistas e a todo folião. Trago hoje um disco bem bacana. Um lp de batucada como poucos. Tipo de som que encanta, principalmente os gringos e amantes da percussão. Temos aqui o Mestre Geraldo e sua bateria dando um show de percussão em quatro batuques que eu chamaria de progressivos, pois passeia por diferentes ritmos e andamentos de batucadas, mostrando a sua riqueza e uma habilidade naturalmente brasileira. Este lp está ao nível de outros grandes, como o Batucada Fantástica, do Luciano Perrone, também já apresentando aqui. Aliás, sem recorrer a lista, creio que já postei aqui uns bons discos na linha de baterias e batuques. Confiram este que é dos melhores 😉
Vários – Levanta A Poeira (1977)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Unindo o útil ao agradável (ou coisa assim), aqui venho eu trazendo para vocês a postagem desta sexta feira. Digo isso, poque estou postando hoje um disco de doação, feito pelo amigo Fáres, que gentilmente nos ofertou e eu, como prometido, fiquei de digitalizar o lp para ele. Nessas horas, todos saem ganhado. Até porque, o disco de hoje é uma interessante coletânea, com algumas faixas que vale a pena relembrar. “Levanta a poeira” foi lançado em 1977, trata-se de uma coletânea daquelas tipo ‘salada mista’, onde a gravadora junta um pouco de tudo aquilo que tem de sucesso e faz isso, um mexidão. Como podemos ver aqui, temos uma relação de músicas e artistas bem diferentes entre si, embora todos rezem da mesma missa, a música popular brasileira. Temos Geraldo Vandré, Helena de Lima, Toquinho & Vinícius, Maria Creuza e entre esses, outros nomes como Mutinho, Luiz Carlos, Clovis de Lima, Beto Scala, Diomedes e Mauro Silva, artistas que com seus fonogramas complementam esta curiosa produção. Gosto de coletâneas como esta, confusas e mal trabalhadas. Sempre rola algo que estava me faltando ouvir.
No mesmo ano de 1977 a Som Livre também lançou um disco (de samba) como título bem parecido, “Levanta Poeira”, o qual, também já foi postado aqui no Toque Musical. Pensei até que fosse continuação da saga…
Pyska – Livre De Coração Aberto (1976)
Boa noite, amigos cultos e ocultos. Tivemos aqui nas ultimas postagens discos que estão há tempos em meus arquivos, como reservas, ou mesmo para cobrir qualquer buraco. Os já famosos ‘discos de gaveta’. Aos poucos eles vão aparecendo e para a minha surpresa, muito bem aceitos pela maioria.
Depois do Silvio Brito, me lembrei de um artista, quase na mesma linha popular, o compositor e guitarrista Carlos Roberto Piazzolli, o Pyska. Figura que fez parte da primeira formação da banda Casa das Máquinas. Tocou também com artista como Ney Matogrosso, Gal Costa e muitos outros. Nos anos 80 passou a trabalhar com produtor de música sertaneja. Foi arranjador da dupla Leandro e Leonardo e continuou compondo, tendo como parceiro o produtor César Augusto com quem criou diversos sucessos para o gênero pop romântico. Contam que ele era um dos maiores arrecadadores de direito autoral. Fez música para diferentes artistas, mas principalmente para os sertanejos, Morreu no final de 2011, vítimas de problemas hepáticos.
Pelo que apurei, este foi seu primeiro e único lp solo. Um álbum lançado em 1976 pela EMI, muito bem produzido pelo maestro Geraldo Vespar. O trabalho é inteiramente autoral e por aqui ele já nos aponta sua tendência popular a la Roberto Carlos, mas também bem parecida com o Silvio Brito, penso eu..
Silvio Brito – Panorama Mundial (1982)
Um artista personalíssimo, dono de um estilo inconfundível. Assim é Sílvio Brito, cujo álbum de 1982 o Toque Musical oferece hoje a seus amigos cultos, ocultos e associados. Nascido na cidade mineira de Três Pontas (onde, por coincidência, o carioca Mílton Nascimento se criou), no dia 10 de fevereiro de 1952, Sílvio Ferreira de Brito mudou-se com a família para Varginha, outra cidade mineira, seis meses depois de nascido. Órfão de pai aos dois anos, trabalhou na infância como engraxate, office-boy e balconista. Aos seis anos de idade, bem cedo, começou a cantar, participando do programa “Petizada alegre”, da Rádio Clube de Varginha. Gravou seu primeiro disco aos dez anos de idade, em Belo Horizonte, interpretando o clássico country “Jambalaya”,de Hank Williams. Participou de dezenas de programas de rádio e televisão no Rio de Janeiro e de São Paulo, entre eles os de César de Alencar, Paulo Gracindo e Manoel Barcellos, na Rádio Nacional carioca, e, na TV, os de Ayrton Rodrigues (“Almoço com as estrelas”), Jair de Taumaturgo e Júlio Rosenberg, apresentando-se por todo o Brasil. Em 1962,foi contratado pela TV Nacional de Brasília (hoje TV Brasil), onde apresentou um programa infantil. Compôs sua primeira música aos doze anos, quando já tocava trombone e saxofone na banda do colégio em que estudava, logo começando a tocar piano e violão nas festas escolares. Nessa época, Sílvio Brito amargou o primeiro desemprego, ao ser demitido da TV Nacional por razões políticas. Aos 15 anos, formou seu primeiro conjunto, Os Apaches, que gravou dois LPs interpretando hits da época, tais como “Sonho de amor”, “See you in september”, “E por isso estou aqui”, etc. Ainda adolescente, passou a compor músicas gravadas por cantores como Ronnie Von, Antônio Marcos e Vanusa. Depois de oito anos nos Apaches, Sílvio Brito mudou-se para São Paulo, onde começou sua carreira-solo fazendo arranjos para discos católicos na gravadora das Edições Paulinas, e em seguida passou-se para a Continental,onde grava, em 1971,um compacto simples com as músicas “Vou pra nunca mais te ver” (de sua autoria) e “Eu amei, eu te amo, eu sempre te amarei” (de Silfrancis e Jean Garfunkel). Aos 21 anos, foi residir em Nova York, onde trabalhou como lavador de pratos em uma lanchonete, mas logo voltou ao Brasil. Em 1974,o Brasil inteiro passou a conhecer Sílvio Brito através de seu primeiro grande sucesso: “Tá todo mundo louco”, cujo início (“Esta música foi feita num momento de decisão”…) é uma paródia de “Ouro de tolo”, então hit de Raul Seixas (que inclusive o cita carinhosamente em seu livro autobiográfico como o único que fazia seu estilo musical). Lançada em compacto simples pela Chantecler (já então coligada da Continental), a música foi uma coqueluche em todo o Brasil, dando a Sílvio Brito o Troféu Buzina do Chacrinha de revelação do ano.Um ano mais tarde, veio o primeiro LP, “Vendendo grilo”, que abre com outro sucesso estrondoso: “Espelho mágico” (‘Espelho meu, espelho meu / Diga se no mundo existe alguém /mais louco do que eu”), na mesma linha “louca e inteligente” que passou a ser sua marca registrada. Quando Sílvio foi fazer show em um hospício, por exemplo, os pacientes cantaram a música em coro junto com ele! Nessa época, apresentou,por pouco tempo, o programa “Hallelujah (Aleluia)”, na extinta TV Tupi, ao lado de Fábio Júnior, então em princípio de carreira. Participou de praticamente todos os programas de auditório da televisão brasileira dos anos 1970/80, sempre recebido com carinho por seus apresentadores. Outros hits conhecidos de Sílvio são “Pare o mundo que eu quero descer” (“Tem que pagar pra nascer, tem que pagar pra viver, tem que pagar pra morrer”), a canção sertaneja “Casinha”, de S. Rodrigues, “Por um beijo seu”, “Tubo maluco” e “Filho da corrente”. Foi um dos campeões do quadro “Qual é a música?”, do “Programa Sílvio Santos”, tendo o segundo maior número de vitórias consecutivas , só perdendo para Ronnie Von. Também dedicou-se à canção religiosa de cunho católico, produzindo e arranjando diversos álbuns do Padre Zezinho, seu amigo pessoal. Nessa área, fez sucesso com músicas como “Terra dos meus sonhos”, “Uma luz” e uma regravação de “Utopia”, do Padre Zezinho. Em toda a sua carreira, Sílvio Brito teve três milhões e meio de discos vendidos, tendo recebido quatro discos de ouro. Apresentou-se também no exterior, em países como EUA, Espanha, Itália, Alemanha, Uruguai, Argentina,Egito, Israel e, principalmente, Portugal. Gravou mais de 30 discos, a maior parte deles independente da mídia e de grandes esquemas promocionais. Seus shows sempre atraíram milhões de pessoas,e sempre foram considerados os mais completos e emocionantes. Apresentou durante anos o primeiro programa musical da Rede Vida de Televisão, “Sílvio Brito Show – Todas as caras”, e hoje tem, na mesma emissora, o “Sílvio Brito em família”, onde recebe convidados num ambiente intimista, ao lado da mulher e das filhas,com a participação do maestro Maurílio Marques Kobel. Este “Panorama mundial”, que o TM oferece hoje, é o quinto álbum-solo de Sílvio Brito. Lançado em 1982 pela extinta Copacabana, é um trabalho inovador, em que Sílvio se mostra bastante eclético, expressando seu lado regional, irreverente, romântico e místico. Com produção de Jorge Gambier, e arranjos de Waldemiro Lemke, Eduardo Assad e do acordeonista Sivuca, teve até mesmo a participação especial de Tonico e Tinoco! Com um repertório impecável (que inclui até mesmo uma canção infantil, “Natal do Tio Patinhas”), é por certo merecedor de toda a atenção. Vale a pena ouvir!
Vários – Isto É bom Demais (1972)
Olá amigos cultos e ocultos! Ao contrário do que eu esperava, este ano estou ainda mais sem tempo para o Toque Musical. Difícil conciliar as atividades aqui e as do meu dia a dia. Por conta disso, fui obrigado a fazer novas mudanças. Nossas postagens da coletânea Grand Record Brazil, muito bem apresentada aqui pelo amigo Samuel Machado Filho, vão deixar de ser semanais para ser quinzenal. Isso vai nos desafogar um pouco e teremos mais tempo para selecionar o material a ser apresentado.
Hoje, para variar um pouco, estou trazendo aqui uma daquelas curiosas coletâneas internacionais produzidas pelas nossas gravadoras, lá pelos anos 70. Esta é da CID (Companhia Industrial de Discos). Uma coletânea de coletânea. Quer dizer, o material apresentado aqui foi extraído de outros discos de coletânea da gravadora. Se lembram série Explosão Mundial? E dos discos do Big Boy e Ademir? É por aí… e por aqui, através do selo Itamaraty. 🙂 Temos uma seleção de sucessos da época, aquelas músicas que tocaram em todas as rádios do Brasil. Nesta coletânea iremos encontrar artistas estrangeiros obscuros e mais obscuros ainda os covers. Artistas e grupos nacionais se passando por estrangeiros. É o caso da banda cover Track que aqui aparece em umas três faixas. É, sem dúvida, um lp curioso. Vale dar uma conferida.
Dick Farney – Dick Farney Show (1961)
Olá vocês, amigos cultos e ocultos! Ainda hoje eu me surpreendo com pessoas que até então não conheciam o Toque Musical. Me surpreendo com a própria surpresa das pessoas, admiradas com tanta coisa boa que rola por aqui. Pois é, dizem que o que é bom dura pouco. Sei não… ou talvez, quem sabe, o TM não seja lá tão boa coisa assim. Seja como for, eu tô aqui me esforçando…
Hoje, por exemplo, vamos de Dick Farney em um belíssimo álbum lançado pela RGE em 1961. Neste lp temos o artista acompanhado pelo maestro italiano Enrico Simonetti, que foi o responsável pelos arranjos e orquestração. Um disco bem dosado e uma escolha de repertório muito equilibrada. De um lado, abrindo o disco temos seis pérolas nacionais, verdadeiros clássicos, como se pode ver logo na contracapa. Do outro lado a coisa se repete, agora com outros clássicos, ‘standard’ da música americana. Um belo trabalho e de nível internacional, não só pelos clássicos, mas pelo talento de Dick Farney somado ao trabalho primoroso desse maestro italiano, que viveu um bom tempo no Brasil, contratado pela RGE. Confiram essa pérola 😉
Roberta – Desejos (1981)
Boa noite a todos os amigos cultos e ocultos! Num lampejo de fim de noite, me lembrando que as postagens vão se acumulando, me vejo obrigado novamente a lançar mão dos meus sortidos ‘discos de gaveta’. Tenho aqui para hoje o álbum “Desejos” da então jovem cantora e compositora Roberta. Lp lançado pela RCA no início dos anos 80. Naquela época as cantoras estavam em alta. Havia um leque de variedades femininas e a gravadora resolveu apostar nos novos talentos. “Desejos” é um álbum bem produzido, com arranjos de Antonio Adolfo e de Perna Fróes. Seu repertório é quase todo autoral, mas também há espaço para músicas de Chico Buarque, Ivan Lins e outros. Roberta tem uma voz marcante, forte, que nada nos faz pensar que se trata de uma moça de apenas 17 anos. Voz muito madura. Canções também. Confiram…
Nova Estação – Momentos Mágicos (1986)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Não fosse por conta do calor, eu agora já estaria dormindo. Amanhã acordo cedo, vou trabalhar. Mas enquanto me refresco e espero o sono, vou tentar manter em dia o compromisso da postagem. Até porque, eu tenho aqui um disquinho já pronto e uma boa história.
Apresento a vocês a banda mineira Nova Estação. Grupo formado na cidade de Caeté, bem próximo de BH, lá pelos anos 80. Descobri por acaso, através do meu médico de acupuntura, Dr. Carlos Eduardo Guimarães. Conversando sobre música, discos, ele me falou que antes de seguir a carreira médica havia tocado em uma banda, disse que chegaram até a gravar dois discos. Por incrível que pareça, não me lembro deles naquela época, embora tivessem atuado muito em Belo Horizonte. Algumas de suas músicas chegaram a tocar em rádios, inclusive no Rio e Sampa. Mas eram tempos difíceis, principalmente para uma banda nova e com uma proposta musical que ia além do gênero pop fácil. Na verdade, o Nova Estação, tem exatamente aquele tempero mineiro, um pouco de rock progressivo e as influências da música do pessoal do Clube da Esquina, de Milton e Lô. Não é por acaso que no seu disco de estréia, “Mágicos Momentos” eles tenha gravado “Um girassol da cor do seu cabelo”, de Lô e Márcio Borges. Por sinal, fizeram um arranjo bem original. Eu fiquei muito curioso depois daquele nosso papo, principalmente porque o Carlos era um dos principais componentes do grupo, além de cantor era também compositor. Prometi a ele que iria localizar esses discos, pois pelo que entendi, nem o resto da turma da banda tinha os discos. Impressionante esse povo! E realmente eu acabei localizando através da web todos os dois discos. Ou melhor dizendo, as músicas dos discos. Mas não me dei por contente e fui atrás dos lps. Com muita sorte consegui achar o primeiro álbum, o Momentos Mágicos. A capa estava bem surrada, porém o vinil estava perfeito. Decidi então refazer a capa em seus mínimos detalhes. O resultado foi surpreendente, um álbum novo! Levei de presente o disco para ele, que ficou pra lá de agradecido. Infelizmente o segundo álbum, o “Guerra nas Estrelas, eu não achei e nem sei como é a capa. Daí resolvi criar uma outra, até mesmo para que pudesse apresentar aqui o trabalho. Caso em algum dia apareça a original a gente troca. Ou quem sabe o Carlos passe a adotar a nova numa versãozinha digital, heim? Este segundo disco também é muito bom e possui uma produção já experimentada e aperfeiçoada. Músicas autorais de muito bom gosto tanto em poesia quando na composição instrumental. Garanto a todos que vale a pena dar uma conferida.
Adoniran Barbosa – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 131 (2015)
Nesta edição do GRB, um pouco do preciosíssimo legado de Adoniran Barbosa, em dezesseis faixas extraídas de discos 78 rpm. Abrindo esta seleção, o samba “Agora pode chorar”, de Adoniran em parceria com José Nicolini, do carnaval de 1936, que o próprio autor interpreta em gravação lançada pela Columbia em cima dos festejos momescos, em fevereiro, disco 8171-B,matriz 3215. Na faixa seguinte, os Demônios da Garoa interpretam o antológico samba “As mariposa”, de Adoniran sem parceiro, que gravaram na Odeon em primeiro de agosto de 1955, sendo lançado em outubro do mesmo ano, disco 13904-B, matriz 10697. Déo, “o ditador de sucessos”, aqui comparece com o samba “Chega”, de Adoniran em parceria com José Marcílio. Saiu no terceiro disco do cantor, o Columbia 8212-B, em julho de 1936, matriz 3312, e o acompanhamento é do regional do flautista Atílio Grany. “Conselho de mulher”, parceria de Adoniran com Oswaldo Moles e João Belarmino dos Santos, é interpretado por ele mesmo, em gravação Continental de 23 de julho de 1952, só lançada em março-abril de 53, disco 16707-B, matriz 11414. A próxima faixa é justamente a primeira composição de Adoniran Barbosa, a marchinha “Dona Boa”, parceria com J, Aymberê, retumbante sucesso no carnaval paulistano de 1935. Raul Torres, um dos expoentes máximos da música sertaneja de raiz, a gravou pela Columbia, que lançou o registro em disco sob número 8129-A, matriz 3122. “Iracema” , de Adoniran sozinho, é outro clássico samba seu que os Demônios da Garoa imortalizaram,em gravação Odeon de 11 de janeiro de 1956, lançada em março do mesmo ano, disco 14001-A, matriz 10944. Eles ainda nos brindam justamente com o samba “Malvina”, outro só de Adoniran, sucesso do carnaval de 1952, lançado pelo efêmero selo Elite Special em janeiro desse ano, disco N-1065-A, matriz MIB-1081. E os Demônios ainda interpretam aqui “No Morro da Casa Verde”, em gravação Odeon de 5 de maio de 1959, lançada em junho do mesmo ano, disco 14472-A, matriz 50133, também integrando o LP “Pafunça”. Em seguida, temos uma faceta do Adoniran intérprete, com a marcha-rancho “Os mimoso colibri”, de Hervê Cordovil e Oswaldo Molles, gravação Continental de 27 de julho de 1951, lançada entre outubro e dezembro do mesmo ano, disco 16468-A, matriz 11334, visando por certo o carnaval de 52. “Quem bate sou eu”, samba de Adoniran e Artur Bernardo, é gravação Odeon dos Demônios da Garoa, feita em 5 de julho de1956 e lançada em novembro do mesmo ano, disco 14115-B, matriz 11251. Temos em seguida dois indiscutíveis clássicos do samba, nas gravações originais de Adoniran pela Continental, mas que só foram sucesso mais tarde com os Demônios da Garoa. Primeiro, “O samba do Arnesto”, parceria com Alocin (Nicola ao contrário), que Adoniran gravou em 23 de julho de 1952, mas só saiu em março-abril de 53, disco 16707-A, matriz 11415. “Saudade da maloca”, de Adoniran e mais ninguém, é o título original do clássico “Saudosa maloca”, gravado pelo autor em 27 de julho de 1951 e lançado entre outubro e dezembro do mesmo ano sob número 16468-B, matriz 11335. Ambos os sambas receberam várias regravações, e curiosamente, estes registros originais do autor seriam relançados pela Continental em 1955, sob número 17173,com “Saudosa maloca” no lado A e o “Arnesto” no verso. A seguir, uma rara incursão de Adoniran no gênero caipira ou sertanejo de raiz, o cateretê “Tô com a cara torta”, parceria com Ivo de Freitas. Raul Torres e Florêncio o gravaram na Victor em 19 de setembro de 1945, mas o lançamento só aconteceria em abril de 46, disco 80-0393-B, matriz S-078343. “Um amor que já passou”, samba de Adoniran em parceria com Eratóstenes Frazão, é do segundo disco do cantor Déo, o Columbia 8211-B, lançado em julho de 1936, matriz 3319. Em seguida, voltam os Demônios da Garoa com “Um samba no Bexiga”, de Adoniran sem parceria, gravação Odeon de 4 de abril de 1956, lançada em junho do mesmo ano, disco 14049-B, matriz 11110. Para encerrar, novo exemplo do Adoniran Barbosa apenas intérprete, com o samba “Pra que chorar?”, de Peteleco, lançado em janeiro de 1958 pela RGE sob número 10081-B, matriz RGO-497, por certo visando o carnaval desse ano. Enfim, é o que o GRB tem o prazer de oferecer a vocês, precioso legado deixado por Adoniran Barbosa, cujas músicas eram de fato a cara de São Paulo, e ficarão para sempre em nossa memória!
* Texto de Samuel Machado Filho
Ary Barroso Internacional (1964)
Boa tarde, prezados amigos cultos e ocultos! Devido a uma viagem, estou sendo obrigado a recorrer aos meus ‘discos de gaveta’, aqueles que estão sempre prontos, seja no ‘hd” ou no pen drive. Sempre levo comigo, quando viajo, alguns arquivos para cobrir as emergências. Dessa forma, levo hoje para vocês uma coletânea prá lá de bacana. Estamos falando aqui de Ary Barroso, em um álbum lançado pela Musidisc possivelmente no ano de sua morte, 1964. Não há no lp qualquer informação da data, mas pelo texto na contracapa, tudo leva a crer que se trata de uma homenagem póstuma. A Musidisc reuniu alguns de seus maiores sucessos internacionais, extraídos de outros discos e artistas da gravadora. Alguns, inclusive, até já apresentados aqui no Toque Musical. De qualquer maneira, trata-se de uma coletânea da Musidisc, o que é sinônimo de qualidade. Mais ainda sendo o motivo principal a música de Ary Barroso. Confiram!
Toninho Café (1978)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje, mais que nunca, quero fazer valer aqui a fama de ser o Toque Musical um espaço de resgate da música brasileira e seus diversos artistas. Na verdade, eu procuro sempre trazer aqui coisas raras. Preferencialmente álbuns e artistas que ainda não tiveram vez na mídia digital, que ainda se encontram encobertos pela poeira do tempo, ou simplesmente esquecidos mesmo. E olha que se procurarmos, iremos encontrar muita coisa boa! Por conta disso, faço questão de postar hoje um artista/disco que, creio, pouca gente conhece ou vai se lembrar. Estamos falando de Toninho Café, um nome que, para quem o conheceu nos anos 70 e também por este lp, diria: eis aqui um artista de talento, tem futuro! Pois é, o cara tinha mesmo e isso pode ser conferido neste que foi o seu único lp. Trabalho lançado em 1978 pela Continental. A primeira leva dessa edição, curiosamente, trazia agregado ao álbum uma sacola de pano como capa da capa, com o nome do artista estampado em ‘silkscreen’, folder e encarte. Parece que a gravadora estava mesmo empenhada em promover o artista. Mas esse empenho ficou apenas na produção. Por alguma razão o álbum não foi bem divulgado e creio que a ‘crítitica’ também não se manifestou. Como também nenhuma das suas músicas tocou em alguma novela da Globo, Toninho Café passou batido. Ele chegou a gravar mais um ou dois discos compactos, mas eu mesmo nunca ouvi. Logo depois de ter lançado este lp, sem conseguir muito sucesso, acabou se transferindo para a França. Por lá ficou fazendo música. Mas contam que tempos depois ele acabou se envolvendo com drogas, esteve preso e daí então foi tudo acabando. Suicidou em 2011. Ele era mineiro, de Belo Horizonte, mas mudou-se no início dos anos 70 para o Rio. Foi cantor de boate, participou de uma banda de rock (Massa Experiência) e foi também parceiro do Arnaud Rodrigues. Seu estilo e até a sua voz lembram um pouco o Milton Nascimento. Acho que tem a ver com essa coisa do mineiro, uai…
Bom, deixemos de papo, vamos ao Café, pois este é raro!
I Festival De Favelas (1968)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Sempre atrás de curiosas raridades fonográficas, eu hoje trago para vocês o lp do “I Festival de Favelas”, um disco indispensável em qualquer discoteca de samba metida a bamba.
Há quase três meses atrás eu postei aqui o que foi o “V Festival (de Músicas) de Favela” e na postagem eu comentei a respeito das edições anteriores, inclusive deste lp, que deu origem a série 🙂 Agora ele me chega às mãos, ou melhor, ao prato, através do amigo Fáres que atenciosamente me presenteou, juntamente com tantas outras raras bolachas. (Valeu, amigão! A turma toda aqui agradece).
Temos então o “I Festival de Favelas”, disco lançado pelo selo Caravelle em 1968. Uma seleção de 14 músicas, certamente as selecionadas. Consta na capa (por sinal, belíssima) como subtítulo, que a gravação é ao vivo, o que nos dá a impressão de um clima de show, com palmas gritos e etc…, Mas não tem nada disso, o ao vivo quer dizer que tudo foi gravado de uma vez só. E isso explica a qualidade um tanto sofrível de algumas gravações sem uma correta mixagem. Mesmo assim, vale ouvir cada umas das faixas deste disco que traz entre seus intérpretes nomes como Geovana, Aroldo Santos, Sidney da Conceição e outros bambas.
Orquestra Violinos De Ouro – Balada Romance Melodia (1962)
Em 27 de dezembro de 1962, na edição de número 691 da “Revista do Rádio”, a gravadora Odeon (subsidiária brasileira da britânica EMI, absorvida anos mais tarde pela Universal Music), em anúncio na página 33, anunciava a série “Galeria de ouro”, um suplemento especial com cinco LPs instrumentais, visando comemorar seu quinquagésimo aniversário,que aconteceria no ano seguinte, 1963 (na verdade, a marca Odeon surgiu em 1904, na cidade alemã de Berlim, e, dois anos antes, a Casa Edison já havia iniciado a gravação de discos no Brasil, representando a Zon-O-Phone, logo substituindo o selo por aquela que seria a famosa “marca do templo”, portanto adotada bem antes de 1913).
Tamba Trio (1963)
Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! As segundas feiras já se tornaram tradicionalmente o dia de postagem da série Grand Record Brazil, sempre apresentada brilhantemente pelo nosso companheiro Samuel Machado Filho. Nesta semana, porém, não teremos um novo volume. Ainda não tive como organizar os arquivos e as bolachas de 78 rpm e o Samuca, merecidamente, encontra-se de férias.
Vou postando aqui então outro disquinho que há tempos estava em minha lista. Um lp já bem manjado, mas acima de tudo um verdadeiro clássico da bossa e da música instrumental brasileira. Temos aqui o Tamba Trio em sua primeira fase e por certo uma das melhores. Luiz Eça, Bebeto Castilho e Hélcio Milito, em seu álbum de estréia. Consta que este lp foi lançado em 1962, mas ao que tudo indica, pelo texto na contracapa, ele saiu mesmo foi em 63 (que me corrijam os historiadores). Um belíssimo trabalho, com um repertório impecável. Fonte de inspiração para muitos outros trios e quartetos que vieram na sequência.
Victor Rafael – Quando A Noite Acontece (1963)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos neste domingão, quente como um forno e para refrescar, só no suco 🙂 e bem gelado!
Trago hoje para vocês um raro e muito interessante álbum, lançado pela Chantecler em 1963. Esta gravadora/selo sempre foi mais focada na música sertaneja e regional, mas também investiu na música popular urbana e em artistas muitas vezes pouco conhecidos do grande público. É o caso do cantor e compositor Victor Rafael, um artista da noite paulista. No início dos anos 60 ele cantava na boate Delval, em São Paulo. Esta boate era famosa e tinha até o seu próprio conjunto. O cantor Caco Velho chegou a ser diretor artístico da casa e por lá passaram muitos nomes famosos. Victor Rafael era contratado da boate e neste que foi o seu disco de estréia ele vem acompanhado pelo orgão do maestro Aloysio Figueiredo e o conjunto da boate Delval. Um time de músicos realmente muito bons. O repertório também não fica por menos. Traz sambas de Dorival Caymmi, João Roberto Kelly, Nelson Cavaquinho, Paulo Pires e também composições próprias em parcerias. Eu definiria o Victor Rafael como um misto de Ataulfo Alves e Agostinho dos Santos. Infelizmente não há na rede nenhuma informação sobre este artista além do seu próprio disco.
Os Autênticos (1970)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! O calor por aqui está de suar em bicas, pqp! Hoje, só mesmo saindo para tomar umas geladas. Loirinhas, me esperem! Daqui a pouco eu estou indo…
Antes porém, deixo aqui a postagem do dia. Para esquentar mais, segue aqui este grupo de samba carioca e sobre o qual eu não achei muita coisa além do pequeno texto de apresentação da contracapa. Ao que tudo indica este foi o disco de estréia. Não sei se chegaram a gravar outros, mas merecia, pois o grupo é mesmo bem autêntico, seguindo a linha dos Originais do Samba. O repertório e os arranjos são de primeira, como convinha aos sambas daquela época. Composições próprias e também de outros autores, entre esses Paulinho da Viola com seu clássico “Foi um rio que passou em minha vida“.
Dory Caymmi (1972)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos para a nossa primeira postagem do ano! E para que tudo seja perfeito aqui no Toque Musical em 2015 é bom a gente começar com algo de acordo. Trago para vocês o, também primeiro, disco de Dory Caymmi, lançado em 1972 pela Odeon. Embora não conste na contracapa, o álbum foi produzido pelo maestro Lindolfo Gaya, os arranjos e regências por Dory. Temos assim um lp com nove faixas. Nove composições próprias. Ou por outra, nove canções, sendo boa parte delas parceria com Nelson Motta, entre elas a belíssima “O cantador”. Outra faixa de destaque é “Evangelho”, música em parceria com Paulo Cesar Pinheiro. Dory vem acompanhado por Novelli, Nelson Angelo e parte da turma do Som Imaginário (Tavito, Robertinho Silva e Wagner Tiso). Sem dúvida, um grande disco. Confiram na no GTM.
Edu Lobo (1973)
Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Acabei ficando sem tempo também no final da partida, quer dizer, quase não sobrou tempo para eu vir aqui fazer a última postagem do ano, nos últimos momento do ano.
Antes que 2014 acabe, quero logo deixar aqui os meus votos a todos, amigos cultos, ocultos, associados e aos demais que por ventura vão surgindo. Desejo a todos um feliz 2015. Com muita paz, saúde e amor. Claro que acima de tudo isso desejo a todos boa música, bons momentos e felicidade. Que em 2015 possamos realizar todos os nossos sonhos, desejos e necessidades. Vamos melhorar, o Brasil também, eu acredito!
Fecho assim, com chave de ouro, nossas postagens. Vamos com o Edu Lobo em seu excelente álbum de 73. Boa safra! Um disco que nem vou me dar ao trabalho de falar, pois já foi bem apresentado em diferentes cantos e recantos dessa web musical.
Tenha todos uma ótima noite. Ano que vem tem mais…
Germano Mathias – Em Continência Ao Samba (1958)
Olá amigos cultos e ocultos! Ainda temos mais dois dias para queimar até o início do próximo ano. Vou então nesta oportunidade trazendo um disco que comprei na minha última ida ao Rio de Janeiro. Com grande satisfação eu anuncio aqui este lp do sambista Germano Mathias, álbum lançado em 1958 pela RGE. Álbum bancana e traz uma capa deliciosa com o nosso artista bem a vontade em meio a uma roda de samba. Uma foto colorida que é um convite irrecusável a uma audição. Este foi o seu segundo lp e contou com o acompanhamento de Esmeraldinho e Seu Regional. Boa parte da músicas são de autoria do próprio Germano.
Eu confesso que me sinto um pouco incomodado em apresentar este álbum se deixar de citar aqui um livro dos mais interessantes sobre a vida de Germano Mathias, que eu ganhei do próprio autor há uns três anos atrás. Por outro lado está sendo uma oportunidade de reafirma-lo, uma recomendação literária musical que eu há tempos estou devendo. Me refiro ao “Sambexplícito – As Vidas Desvairadas de Germano Mathias”, do escritor e advogado Caio Silveira Ramos. Um livro que é bem mais que uma simples biografia. Seu texto, sincopado como o samba de Germano, pega o leitor pelo pé e o leva a uma viagem quase sem pausa (por conta do leitor, claro, é difícil parar de ler).
Para melhor entender este disco e também o próprio sambista, eu recomendo a leitura deste livro. Tenho certeza que vocês irão gostar. Por conta desta postagem, acho que vou passando o ano relendo as aventuras dessa peculiar figura do samba paulista. Quer forma melhor de começar o ano novo? 🙂 Boa música e boa leitura 😉
A Fina Flor Do Partido Alto (1974)
Olá amigos cultos e ocultos! Já nos preparando para o Ano Novo, vamos aqui queimando o resto de gás, pois em 2015 tem mais (putz, até rimou!) Para animar a festa aqui vai um bom disco de samba, reunindo alguns bambas do chamado ‘samba de partido alto’. Entre os membros do pagode, curiosamente, temos o cantor e puxador de samba, Neguinho da Beija Flor, ainda não totalmente conhecido. “A Fina Flor do Partido Alto” é uma dessas pérolas que todo gringo antenado procura. Um lp com o selo de qualidade Okeh, da CBS. Criado exclusivamente para o lançamento de discos de samba, tendo a frente como seu diretor artístico o sambista e compositor Zuzuca. Confiram…
Sergio Ricardo – Arrebentação (1970)
Olá amigos cultos e ocultos! Espero que tenham passado um bom Natal. Agora vamos para as festanças de fogos de fim de ano. Como não choveu por aqui no Natal, com certeza o ‘reveillon’ vai ser molhado. Eu, para não variar, vou ficando mesmo por aqui. Sem muito assanho 🙂 Enquanto esperamos, deixa eu ir fechando as portas com ‘chaves de ouro’. Vão aqui alguns disquinhos especiais. Digamos que foi o Papai Noel quem os deixou aqui para eu passar para vocês 😉
Aqui temos “Arrebentação”, mais um belíssimo trabalho de Sérgio Ricardo. Lançado pelo selo Equipe em 1970. Um álbum ao nível do artista, capa dupla e vinil, originalmente, de 140 gramas. Na ficha técnica, impressa no interior da capa, temos uma produção que contradiz as informações sobre este disco, no site do artista. Acredito que o ‘webmaster’quem cuida do site do Sergio Ricardo trocou as bolas e como ninguém percebeu, ficou. Avisa ao moço lá que “Arrebentação” foi produzido por Oswaldo Cadaxo; os arranjos e direção musical foi de Theo de Barros e regências do maestro Henrique Nuremberg. A capa, também ao contrário do que diz a home page, não é do Cesar Vilella e sim do Luiz Pessanha. Quanto ao conteúdo musical, este é todo autoral e no qual eu destaco minhas preferências: todo! De cabo a rabo! Um discaço que não poderia faltar nas fileiras do Toque Musical. Corram já para o GTM 😉
Feliz Natal Para Você (1955)
Muito bom dia a todos os amigos, seja eles cultos, ocultos ou apenas associados! Começo com um bom dia para desejar a todos uma boa noite. Boa noite de Natal. Desejo a todos muita paz, amor e alegria, pois de tristeza nenhum dia deveria ser. Mas, sem dúvida, será uma noite melancólica, de reflexão e de perdão (nesse último quesito, tá difícil, mas eu vou tentar!) Também pode ser uma noite de música e é por conta disso que eu ainda, no último instante, trago mais um presente de Natal.
Segue aqui este lp de 10 polegadas reunindo alguns dos brilhantes nomes do ‘cast’ da Odeon numa saudação ao Natal de 1955. Certamente as músicas presentes neste lp foram também lançadas em 78 rpm (que me corrija ou me complete o amigo Samuel Machado). São temas clássicos e alguns até já apresentados aqui, mas vale a pena ouvir mais uma vez, até porque é mais uma boa seleção musical de natal. Não deixem de conferir! Mais uma vez, Feliz Natal a todos!
Theodoro Nogueira – Missa A N. S. Dos Navegantes (1964)
Boa noite, meus prezados amigos cultos, ocultos e associados! E cá estamos no fim de mais um ano e logo mais é Natal. Eu pensei em postar aqui mais um disco natalino, porém quebrando a sequência, mas sem querer sair do tom, vou trazer algo mais interessante. Tenho para hoje um álbum da linha ‘fora de série’, da gravadora Chantecler. Lançado em 1964, o disco é um verdadeiro achado, a começar pelo conceito de capa que é dupla e só tem frente. O verso é forrado numa imitação de couro. No miolo temos um encarte de duas páginas e um envelope onde o disco vem guardado. Produções como esta só mesmo para trabalhos de alto nível e especiais. Aqui temos ele, uma missa cantada. Aliás, a primeira missa cantada em português, conforme descreve a capa. A missa é a de Nossa Senhora dos Navegantes, um trabalho encomendado ao maestro Theodoro Nogueira pela Prefeitura do Guarujá para a inauguração da igreja de mesmo nome. Todos os detalhes deste trabalho eu vou deixar que os amigos mesmos descubram no próprio álbum. Como sempre, aqui segue completo!
Temas Natalinos – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 130 (2014)
Então é Natal… Aquela ocasião em que a gente arma a árvore, o presépio, reúne a família, troca presentes, degusta a ceia… e, por que não, também canta canções típicas da festa máxima da cristandade. Assim sendo, o Grand Record Brazil, em sua edição de número 130, presenteia os amigos cultos, ocultos e associados do TM com mais esta compilação de músicas natalinas. São, no total, dez gravações.
* Texto de Samuel Machado Filho
Cânticos De Natal (1955)
Olá amigos cultos e ocultos! Neste ano o Toque Musical andou meio devagar, não teve um espírito muito participativo e nem se manifestou em momentos como agora, o Natal… Em outras épocas o avatar do Augusto TM já estaria lá no cabeçalho, de gorrinho vermelho e por aqui diversos discos com temas natalinos. Pois é, este ano está sendo diferente. Os tempos são outros, infelizmente… Mesmo assim eu não vou negar aqui uma ou duas lembrancinhas. Afinal, é o Natal 🙂
Segue então este disquinho lançado pela Todamérica para o Natal de 1955. Obviamente se trata de um lp de 10 polegadas. “Cânticos de Natal” nos apresenta uma seleção bem montada. Temos de abertura, em todo a face A do disco a história infantil “Como nasceu Jesus”, extraído do poema de Antonio Almeida e Mário Faccini. Conta com a particpação de Mário Lago. O fundo musical é de Radamés Gnattali e o côro composto pelos artistas da gravadora. Na face B do disquinho iremos encontrar quatro temas tradicionais em interpretações de Scarambone e Trio Madrigal.
Vamos logo com esta postagem que já era para ter sido publicada. Não pode ser muito encima senão nem dá tempo de entrar naquela trilha musical que vocês estão preparando para a Noite Feliz.