Olás! Depois que o Blogger criou mais uma de suas ferramentas, um filtro para ‘spam’ no Comentários, eu achei que daí em diante não precisaria mais me preocupar com mensagem intrusas, principalmente as propagandas. Pois olha, que de nada resolveu. Pelo filtro passa tudo, menos os toques mediúnicos enviados pela ‘turma celestial’ (não confundir com a torcida do Cruzeiro, essa também tá morta, mas não toca nada, hehehe…) Preciso ficar mais atento, senão vocês vão chegar no Comentários primeiro que o link.
Hoje eu vou trazendo mais um disco da lendária Paladium. Mais um daqueles álbuns sem referências. Mas que de tanto eu comentar, já sabemos por alto o que vamos encontrar. Temos desta vez o lp “Parada de Sucessos” com o fictício grupo Beagá Band’s. Fictício no sentido de ser um nome usado para dar uma certa identidade ao disco. O Beagá Band’s só existiu em estúdio e durante o reinado da Paladium.
No álbum “Parada de Sucessos” temos um repertório eclético e tão variado que eu chego a desconfiar que tenha sido feito por um mesmo grupo ou músicos. Se não fosse pelo naipe de metais, que dá uma certa unidade ao disco, eu diria que é quase uma coletânea de fonogramas da Paladium e Coledisc. Contudo e no todo, temos um lp bem interessante, com arranjos até originais. Um bom exemplo é a faixa “Na baixa do sapateiro”, de Ary Barroso. Confiram aí, mais um mineirinho 😉
Severino Araújo & Orquestra Tabajara – Vol. 3 (1989)
Olá amigos cultos e ocultos! Quero agradecer a vocês todo o apoio e carinho recebido num momento em que eu me encontro fragilizado e melancólico. Estou me sentido como uma praia deserta que a cada instante recebe uma onda diferente, as vezes boas, as vezes ruins. Mas sei que logo o sol vai aparecer, aquecendo as areias e transformando tudo em alegria. Obrigado a todos!
Para hoje temos a incrível Orquestra Tabajara, sob o comando de seu grande maestro, Severino Araújo. Para aqueles que não sabem, esta é a orquestra mais antiga, em atividade no Brasil e provavelmente no mundo. Severino Araújo também entra nos recordes, sendo o maestro de orquestra que esteve por mais tempo a frente desta ‘big band’. Foram mais de 60 anos sem pausas! Atualmente a Orquestra continua, agora sob o comando do irmão de Severino, o saxofonista Jaime Araújo.
Nos anos 80, a Orquestra se apresentava com enorme sucesso na “Domingueira voadora”, série de bailes dominicais realizados na casa de espetáculos Circo Voador no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Este álbum é um dos volumes desta época, lançado pelo selo Fama. Eu até cheguei a pensar que fossem gravações ao vivo, mas pela qualidade do som, acredito que tenha sido feitas em estúdio. São, por certo, músicas que fizeram parte do repertório nas tardes de domingo no Circo Voador, temas nacionais e internacionais. Se você não teve a chance de estar lá para o baile, aproveite agora e faça o seu na passagem de ano. Este álbum cai muito bem numa festa de reveillon.
Nosso Natal (1957)
Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje talvez não seja um bom dia para uma postagem, como também não foi ontem, para mim. Como vocês já sabem, estou vivendo um momento de luto. Hoje, às 15 horas será o sepultamento da minha tia. Estou aqui aguardando este encerramento. Logo estarei indo ao velório e a minha noite de Natal vai ser ainda mais melancólica. A cada ano percebo e agora mais ainda, que o Natal realmente não é uma data alegre. Também não a chamaria de triste. É um momento de reflexão, concentração e emoção. É aquela hora em que deixamos de pensar somente em nós, quando nos deparamos com o outro e quando vemos nele o nosso próprio reflexo. Neste momento eu sinto que o todo é um só e que eu sou parte desse todo. É por isso que me sinto tão bem quando faço algo que alegra as outras pessoas. Sinto que estou fazendo também por mim. Trazer a alegria, mesmo que num momento de tristeza, vai me fazer bem. Estar aqui preparando este disco para vocês, me afasta de pensamentos ruins, me dá esperanças e resignação. Preciso ocupar a minha cabeça com outros pensamentos. O duro disso tudo é a história que vem por trás. Mas isso eu vou poupar aos amigos, pois mesmo na passionalidade, este assunto não é nada musical.
Bom, para celebrarmos o nosso Natal, estou trazendo um disco bem bacana, um típico exemplar do Toque Musical. Temos aqui um disco de Natal, do ano de 1957, onde a gravadora Columbia reuniu alguns de seus melhores artistas, cantando doze temas originais. São músicas natalinas nacionais, criadas por compositores brasileiros. Este álbum é raro em todos os sentidos, mas principalmente pelo time de artistas, em gravações que só foram ouvidas neste lp. São onze nomes de peso: Doris Monteiro, Alcides Gerardi, Luiz Claudio, Lana Bittencourt, Zezé Gonzaga, Silvio Caldas, Zilá Fonseca, Paulo Marquez, Dircinha Costa, Ellen de Lima e Gilvan Chaves. Apenas a última faixa, “Papai Noel”, foi gravada em côro e ‘a cappela’ pelo Coral da Columbia. Segundo me contaram, o coral foi formado pelo próprio elenco (será?).
Taí o meu toque musical de Natal. Desejo a todos uma boa noite. Muitas felicidades, paz e amor.
Tonico & Tinoco – A Saudade Vai…(1961)
A saudade vai… vai ficar no meu coração. Justo no momento em que eu me preparava para fazer esta postagem, recebi a notícia do falecimento da minha tia-mãe. Sinceramente não sei dizer o que eu estou sentido neste momento. Há, sem dúvida um bocado de tristeza e aquele sentimento da perda de alguém que não volta mais. Porém, depois de ter presenciado os seus últimos oito anos presos numa cama, após um AVC, e mais ainda, seu martírio final neste último ano, sinto agora um alívio, uma paz… Sinto que Deus atendeu às minhas preces. Nunca pensei que um dia eu iria desejar a morte de uma pessoa, mais ainda de alguém que eu amo tanto. Mas tem sido este o meu pedido ao Papai do Céu. Foi este o meu presente de Papai Noel.
A escolha deste disco não tem nada a ver com a situação. Nem sei se minha tia gostava da dupla sertaneja Tonico e Tinoco. Mesmo assim resolvi manter o álbum programado, pois vejo nele muita coisa em comum com este meu sentimento, um misto de alegria e tristeza.
“A saudade vai…” foi um álbum de muito sucesso lançado pela dupla em 1961. Em 1964 ele foi novamente reeditado pelo selo Chantecler, dedicado à música caipira. A versão cd saiu em 2005 numa edição muito limitada, a qual já se encontra esgotada.
Os Violinos Mágicos Nº 2 (1960)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ao contrário dos outros anos, neste eu não vou ficar postando discos de natal. Farei isso apenas no dia 24, para alegrar ao Papai Noel 🙂
Tenho para hoje este disco que não precisa de texto ou título para atrair a nossa atenção, basta apenas este desenho lindo do pintor cearense Ademir Martins. Se na pior das hipóteses a música não salvasse, pelo menos a capa poderia ser emoldurada, daria um belo quadro. Mas a verdade é que tanto por dentro como por fora “Os Violinos Mágicos Nº 2” é um disco exemplar, bem produzido em todos os aspectos. Gravado no melhor sistema de som da época, em ‘high fidelity’, pela Musidisc, de Nilo Sérgio. Como podemos ver logo a baixo, temos um repertório misto com temas nacionais e internacionais famosos, apresentados em ritmos de bolero ou de baladas. Músicas que mereceram toda a atenção do produtor Nilo Sergio, tanto no aspecto técnico de gravação, como na escolha dos músicos, regente e arranjador. Para isso ele contou com os arranjos do Maestro Leo Peracchi e a regência de outro, Henrique Nirenberg.
Eis aí um disco muito bacana que merece ser conferido. Eu ainda não achei o disco de número 1, mas assim que aparecer ele entra também, ok?
Wilson Miranda – Compacto Simples (1965)
Olha aí, mais um compacto bacana, outro disquinho com o cantor Wilson Miranda. Este compacto saiu como um preanúncio do álbum “Tempo Novo”, sétimo lp gravado pelo cantor e o primeiro pela RCA Victor. Aqui encontramos duas músicas marcantes, interpretadas com ‘swing’ a la Simonal. Os arranjos e regência são Erlon Chaves, tá explicado…
O Marginal – TSO (1974)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje eu vou tomar o dia para postar compactos. Começo com este, um compacto simples lançado em 1974, trazendo a música tema do filme “O marginal”, dirigido por Carlos Manga, também lançado naquele ano. Esta música é de autoria de Roberto e Erasmo Carlos. Aqui ela é interpretada em duas versões, com o cantor Wilson Miranda e instrumental com a Orquestra de Chico Moraes.
O filme eu assisti uma vez, mas não me lembro mais da história. Sei que se trata de um policial, tendo o ator Tarcísio Meira como o protagonista, fazendo o papel de um criminoso. O roteiro, segundo contam, foi escrito por Manga, Dias Gomes e Lauro Cesar Muniz. Este último se inspirou na trama para criar a história da novela “Escalada”, da Globo no ano seguinte.
Confiram aí… mais tarde tem mais…
Radames Gnattali – Joias Brasileiras (1954)
Olá amigos cultos e ocultos! Estou de volta depois de uma semana de trabalho, necessariamente longe de computador, internet e outras tecnologias. Voltei meio preguiçoso, principalmente depois de ver o estado da minha caixa de e-mails. Mas hoje ainda farei uma triagem, as respostas virão pela semana, ok?
Para nossa retomada, escolhi um disquinho super bacana, um lp de 10 polegadas, lançado em 1954 pela Continental. Radamés Gnattali e Orquestra, interpretando oito verdadeiras ‘jóias musicais brasileiras’. Logo na primeira faixa, “Rancho fundo”, de Ary Barroso e Lamartine Babo, Radamés nos prende pelo ouvido com um arranjo prá lá de genial. Quem escuta esta gravação pela primeira vez não diria que ela foi produzida no início dos anos 50, no Brasil. Aliás, ao ouvirmos o disco num todo percebemos como Radamés Gnattali estava bem a frente da maioria dos maestros arranjadores de sua época. O cara era mesmo incrível. Escutem também “Casinha pequenina”, “Linda flor” e “Carinhoso”. Hummm, muito bom! Eu acredito que essas gravações não foram feitas exclusivamente para este disco. Pela época, suponho que seja uma coletânea, músicas recolhidas de bolachas de 78 rpm. O nome de Radamés aparece apenas na contracapa, o que reforça essa minha ideia.
Vamos fazer o seguinte: vocês confirmem isso e depois comentem, ok? Enquanto eu vou desfazer a minha mala e acabar de chegar em casa. Amanhã tem mais…
Brazilian Music Now (1977)
Boa noite, amigos cultos e ocultos. Mais uma vez eu estou chegando no fim do dia, aproveitando a brecha, ou talvez os poucos minutos livres que antecedem ao sono. Escolhi este disco para ser a estampa da próxima semana. Quero dizer, VOU DAR UMA PAUSA por alguns dias. Preciso descansar minha cabeça e me afastar de alguns problemas. Portanto, já fiquem os amigos avisados da minha ausência na próxima semana, ok? Espero voltar antes do Natal, vamos ver…
Segue assim mais um exemplar da série, promocional criada pela Funart para o então Departamento de Cooperação Cultural, Científica e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, a partir de 1978. A ideia era a de propagar a diversidade musical brasileira pelos cinco continentes, em vários países, dando a esses a oportunidade de conhecer melhor o variado leque musical produzido originalmente em nosso país. Ao que tudo indica, esse trabalho teve bons resultados, o que acabou gerando uma segunda versão, a qual passou-se a chamar “Projeto Ary Barroso” e sendo coordenado por Hermínio Bello de Carvalho.
Neste álbum, o número 3, iremos encontrar uma excente e variada coletânea com alguns de nossos melhores artistas, contratados da EMI – Odeon desde a década de 50. As músicas interpretadadas por eles foram sucesso que é muito bom relembrar. Confiram…
Chico Bezerra – Pati (1990)
Opa! Ainda cheguei a tempo de fazer a postagem da sexta independente. O dia hoje foi ‘punk’, não deu tempo nem para ler os e-mails. Só agora estou tentando por em dia as coisas por aqui. Mas estou tão sonolento que vou apenas completar esta postagem.
Tenho aqui um disco que caiu em minhas mãos esses dias e despertou a minha curiosidade. Fiquei curioso porque ele não trazia a capa, estava sim, apenas no envelope de papelão, um encarte interno com as letras e algumas informações. Até então eu ainda não sabia quem era Chico Bezerra. Pelo elenco e até pelo estranhamento da foto aos pés da Torrel Eiffel, eu resolvi arriscar, coloquei o disco no prato e mandei ver… e ouvir, claro! Caramba! Me surpreendeu… Há algo de Zen nesse artista. Sua música é simples, sua voz também, mesmo assim produz um efeito que desperta a atenção. Em busca da capa e de maiores informações, corri páginas do Google e não achei nada! Taí um artista misterioso. Dele eu só sei que tem mais alguns discos independentes gravados, os quais eu também não conheço. Outro fato curioso, o disco é dedicado à cantora Patricia Marques de Azevedo, mais conhecida como Patricia Marx. Não entendi nada… Vou deixar essa para vocês comentarem e complementarem.
Mesmo com sono, ainda me dei ao trabalho de criar uma capinha para apresentar o nosso artista independente da semana. Acho que vale a pena 😉
Pierre Kolmann – Para Dançar Vol. 3 (1958)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Gostaria inicialmente de informar que, dentro do possível, estou atendendo aos pedidos e mensagens enviados por e-mail ou via Comentários. Infelizmente, como já deve ser do conhecimento de vocês, estou passando uma fase meio complicada, com problemas de saúde na família e alguns outros para pesar a minha cruz. Sentar aqui por alguns dez minutos e me distrair nas postagens é coisa que eu adoro. Por mim, ficaria até mais tempo, porém a realidade não é assim tão musical e divertida. Mesmo assim, não percam a paciência comigo. Eu tardo, mas não faltou. Eu falho, mas procuro corrigir 🙂
Vamos hoje com mais um disco daquele que foi sem nunca ter sido, ou seja Pierre Kolmann, um pseudônimo artista, encarnado pelo pianista gaúcho Britinho e provavelmente Waldir Calmon e outros, na série de discos dançantes lançados pela Musidisc, de 1957 a 63. Com este álbum completamos a trilogia para dançar de Pierre Kolmann, que era o concorrente direto dos discos do selo Rádio com Waldir Calmon. Esta é uma história polêmica que demonstra bem como eram os bastidores e recursos comerciais da indústria fonográfica brasileira. Pierre Kolmann foi, por certo, em toda a discografia encarnado por pelo menos três famosos pianista.
Neste terceiro volume, temos também um repertório misto, interpretando temas nacionais e internacionais que eram sucesso da época. Nisso tudo, o que eu mais gostei foi a capa. Ótima, não? Confiram o álbum…
Vamos Cirandar (1977)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Como ontem nós fomos de carimbó, que tal hoje partirmos para um ciranda? Vamos sair do Pará e ir agora para Pernambuco. É de lá que vem o álbum do dia, “Vamos Cirandar”. Este é um disco raro, lançado em 1977 pela Rozenblit através do selo Passarela, numa edição regional e limitada. Ao contrário do disco dos Bambucas, este foi concebido sem as mesmas pretensões comerciais. O produtor, Nelson Ferreira, procura aqui nos mostrar três autênticos e importantes grupos de ciranda de Pernambuco. Como podemos ver pela capa, temos 19 autênticas cirandas executadas pelos tradicionais grupos, a “Cobiçada” de Dona Duda; a do “Baracho” e a “Imperial”. Confiram…
Os Bambucas – No Calor Do Carimbó (1975)
Olás! Hoje eu vou cutucar os amigos nortistas. Sei que muitas vezes eu não tenho dado a eles a devida atenção. Mas, aqueles que já me conhecem, sabem o que eu estou passando. A minha rapadura é doce, mas não é mole não. O bicho por aqui também tá pegando!
Carlos Poyares E Seu Conjunto – Revendo Com A Flauta Os Bons Tempos Do Chorinho (1977)
Bom dia, amigos cultos e ocultos. De uns tempos para cá tenho percebido que os ‘toques mediúnicos’ nos Comentários, para os discos, estavam misteriosamente desaparecendo. Cheguei a pensar que os ilustres espíritos musicais estivessem zangados comigo. Mas acabei descobrindo o que estava acontecendo. O Blogger acionou automaticamente mais um recurso, o de bloquear ‘spam’ e eu nem notei que era isso. Haviam lá uma dezena de ‘toques’ filtrados e bloqueados. Era por isso que muitos de vocês estavam reclamando e eu sem entender. Agora tudo está resolvido 🙂
Bom, para começarmos bem a semana, aqui vai mais um disco do flautista Carlos Poyares. Este álbum tem a peculiariedade de ser o primeiro disco musical gravado pelo Estúdio Eldorado. Criado em 1972, este estúdio em seus primeiros anos, foi um dos mais modernos do Brasil, mas era usado exclusivamente para gravações de ‘jingles’ ou outras especiais. Em 1977, seus diretores resolveram iniciar a produção de discos. Escolheram para o toque inicial um artista e um tipo de música condizente como suas modernas mesas de 16 canais e mais ainda, que fosse um produto genuinamente nacional. Foi daí que surgiu “Revendo com a flauta os bons tempos do chorinho”, o primeiro disco da Eldorado.
Temos aqui um Carlos Poyares bem a vontade com seu conjunto, apresentando um repertório com dozes choros com gostinho de antigamente. Músicas que foram o sucesso popular antes mesmo da chegada dos discos e gravações. Há também espaço para duas faixas de autoria de Sivuca, “Choro Serenata”, música até então inédita e “Entardecendo”. Poyares é aqui o solista, arranjador e lider de um grupo de chorões da melhor qualidade. A gravação está perfeita!
Este álbum, assim como diversos outros do selo Eldorado, tiveram seus lançamentos ou novas tiragens/edições relacionados ou condicionados à brindes de fim de ano, oferecidos por grandes empresas. A Estúdio Eldorado, por ter essa viés na propaganda, vivia também de vender seus produtos dessa maneira. O presente álbum, por exemplo, foi também usado como brinde para a Terex GM.
Dorival Caymmi – Caymmi E O Mar (1957)
Depois do disco de ontem, eu não resisti a tentação de ouvir do próprio autor suas canções. Me lembrei deste lp do Dorival que eu gosto muito. É difícil de acreditar, mas este disco (o que eu tenho aqui) com seus 53 anos de idade, foi tocado apenas 4 vezes, contando com a que gerou o nosso arquivo. Juro! Ganhei ele de um senhor amigo meu, que durante muitos anos foi vendedor de discos na saudosa Lojas Gomes, em Belo Horizonte. Acho que devo ter sido o último frequentador assíduo daquela loja na av. Afonso Pena. Eu ia lá quase todos os dias, principalmente porque era uma época em que as Lojas Gomes já estava encerrando as atividades. Haviam lá muitas promoções e eu fazia a festa comprando aqueles discos quase de graça. Passados mais de vinte anos, um dia encontro novamente esse moço e comento com ele sobre a minha paixão com os discos. Foi quando ele ofereceu, para a minha coleção, alguns discos que ainda guardava em casa. No dia seguinte lá estava eu batendo em sua porta. Posso dizer que dei muita sorte. Peguei com ele uns 40 discos, entre esses havia o do Dorival Caymmi, o qual ele até comentou só ter tocado uma única vez. De lá pra cá eu também não ouvi ele mais que duas vezes. Daí, pode-se dizer que ainda possui aquele ‘arzinho virginal’. A capa ficou um pouco amarelada, mas continua com todas as qualidades de um exemplar para exposição.
Este álbum, lançado pela Odeon em 1957, foi um dos primeiros 12 polegadas da gravadora. Na época, ainda reinavam os bolachões de 78 e mais ainda, os lps de 10 polegadas em 33rpm. Com a chegada dos disco de 12 polegadas, tornou-se possível álbuns extensos como este de Dorival Caymmi.
No caso de “Caymmi e o mar”, temos mais que apenas um disco de canções. Temos um álbum de histórias. Histórias do mar, de pescadores e de vidas praieiras que ninguém melhor que ele soube cantar. “Caymmi é um pescador que conta histórias do mar”. Na extensa faixa de abertura, Dorival nos apresenta a “História dos pescadores”, dividida em três partes, as quais são apresentadas e interpretadas por ele e também pelas cantoras Silvia Telles, Lenita Bruno, Odaléa Sodré Fernandes e Consuelo Sierra. As demais faixas, não precisa nem dizer, são músicas que fazem parte do nosso cancioneiro popular, clássicas e imortais. Canções que todo brasileiro deveria conhecer de cor. Simplesmente nota 10! Não deixem de conferir…
Dorival Caymmi – Vários (1991)
Olás! Inicialmente eu gostaria de informar aos amigos que, na medida do possível, estou restaurando os ‘toques’ que vocês me apontam como falhos. Nunca deixo de passar mais de uma semana sem corrigir o que me é solicitado, porém alguma coisa sempre acaba ficando para trás. Quando acontecer, basta comentar e insistir… minha cabeça está a cada dia mais confusa.
Hoje iremos de Dorival Caymmi. Ou melhor dizendo, com a música de Dorival Caymmi. Este é um disco que não traz outro título além do nome do grande compositor baiano. Trata-se, por certo, de uma coletânea com diversos intérpretes da música de Caymmi. O lp tem como data em seu selo o ano de 1991, mas com toda certeza ele foi um relançamento. Embora eu não tenha encontrado informações a respeito, ao que tudo indica, ele foi lançado na década de 60. O produtor, Nazareno de Brito, reuniu alguns de seus maiores sucessos gravados por artistas do selo Beverly. Temos assim uma coletânea das mais singulares, com gravações sessentistas raras, que valem a pena serem ouvidas ou relembradas. Confiram…
A Música De João Bosco (1997)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Entre altos e baixos lá vou eu nas oscilações de alegria e tristeza. Um dia desses, em visita a minha tia lá no hospital, li num cartaz que o melhor remédio para o Espírito é a música. Deve ser mesmo, pois sem ela eu acho que já teria desabado. Sem a música para ouvir, sem a música para cantar, sem a música para me acalmar ou resignar, acho que a depressão já teria tomado totalmente conta de mim. Bendita seja a música. Bendita seja essa emoção restauradora!
Hoje é sexta feira, dia do artista/disco independente. Como sempre, tenho procurado postar aqui aqueles discos, gravações e cds que nasceram sem apoio de grandes gravadoras, feitos fora do padrão fonográfico comercial. Trago desta vez um trabalho muito interessante produzido por um artista amigo meu, o Aum Soham. Trata-se do “Projeto CD – A Música de João Bosco”.
Lançado em maio de 1997 em uma concorridíssima festa-show na antiga casa de shows “Trash” (o velho Cine Santa Tereza) em Belo Horizonte, o cd “A Música de João Bosco” apresentou 15 composições selecionadas da obra de Bosco em arranjos e interpretações totalmente inéditos. O disco reuniu 14 intérpretes e um grupo vocal atuantes na cidade, que dividiram a tarefa de recriar o repertório de um dos nossos mais requintados compositores.
“A Música de João Bosco” foi o produto desse trabalho, chamado “Projeto CD”, uma iniciativa independente do artista e produtor mineiro Aum Soham, que teve a ideia de produzir e lançar novos artistas no mercado. Com arranjos de Luiz Cláudio Henriques, o disco teve a peculiaridade de ter sido inteiramente gravado em computador via teclados, com um resultado surpreendente. Para os intérpretes que participaram da coletânea, esta foi a primeira chance de uma gravação profissional. Para o público foi a possibilidade de ouvir algo novo, diferente. No projeto, cada intérprete pesquisou e escolheu a música que iria cantar. Os arranjos mantiveram preservadas as características de estilo de cada um. Para a reunião de tantos intérpretes diferentes num mesmo disco, era necessário um autor que possuísse uma obra eclética e extensa. Nesse sentido, a escolha de João Bosco foi perfeita, pois se trata de um dos nossos compositores de maiores recursos, cujas composições são totalmente distintas entre si. Se para todos os envolvidos na produção do cd foi um desafio trabalhar um autor tão complexo, pode-se dizer que a ousadia valeu, pois o esforço resultou numa interessante releitura sonora em que se manteve preservada a essência e a diversidade rítmica/timbrística da música de João Bosco. Acredito que os amigos que ainda não conhecem o trabalho, irão gostar. Confiram… 😉
Sebastião Tapajós & Pedro Dos Santos – Volumes 1 e 2 (1972)
Olá, amigos cultos e ocultos! Como tenho recebido vários pedidos de postagens de discos com o Pedro Santos, o Sorongo, decidi então postar alguns arquivos que recebi há tempos atrás. Eu só não o fiz antes porque vieram incompletos, sem encartes e imagens dos selos. Como vocês sabem, eu aqui no Toque Musical gosto de fazer a coisa no capricho, ou pelo menos procuro fazê-lo. Se tem uma coisa que me deixa chateado é baixar um arquivo de um disco que eu muito queria e ao abri-lo, vejo que está incompleto, sem encartes ou em baixissima resolução. É mesmo de amargar… Por outro lado, há coisas que não tem mesmo solução e se a gente quer mesmo postar tem que usar a imaginação, ou pelo menos aproximar do padrão. Nessas horas eu ponho o departamento de criação para funcionar e o resultado é o que vocês já conhecem.
No caso de hoje, o que eu fiz foi aproximar do padrão, ou seja, arrumei as capas e contracapas e dei uma tratada no som. Faltou os selos e uma melhor resolução para as imagens, mas tenho certeza que os prezados amigos saberão entender.
O que temos aqui são gravações feitas pelo violonista Sebastião Tapajós em parceria com o percussionista Pedro (Sorongo) Santos em temporada na Argentina, no início dos anos 70, para o selo Trova. Até onde eu sei, esses discos nunca chegaram a ser lançados no Brasil. Mesmo passados mais de 30 anos, eles ainda continuam meio que inéditos do grande público brasileiro. Hehehe… grande público brasileiro… parece piada… Será que o ‘grande público’ brasileiro já esteve algum dia interessado em música instrumental e mais exatamente em Sebastião Tapajós ou Pedro Sorongo? Pois na piada ou não, eu entendo que o que faltou foi a credibilidade por parte das gravadoras nacionais em relação à arte dos nossos artistas e instrumentistas. Faltou mais atenção, espaço e respeito ao público. ‘Liquidificaram’ a arte musical oferecendo ao público produtos de qualidade duvidosa ou mesmo ruim. Neste sentido, me refiro à música popular ‘maquiada’, seja ela direcionada ao rico ou ao pobre. Bom senso, qualidade e sensibilidade, felizmente, não dependem necessariamente do poder aquisitivo ou se restringe à uma única classe social. Daí que nem tudo caiu dentro desse liquidificador. Algumas coisas resistem, seja por convicção desses artistas e seu verdadeiro público, ou incompatibilidade, na visão míope da maioria dos produtores fonográficos (e porque não dizer, culturais!). Eis aqui um caso típico, Sebastião Tapajós e o redescoberto Pedro Santos. Gravaram, literalmente numa sentada o que rendeu dois belíssimos discos, os quais foram dirigidos e arranjados pelo compositor e produtor espanhol Mike Ribas, muito atuante na Argentina nos anos 70. Não posso afirmar com certeza, mas desconfio que o Danilo Caymmi também participa das gravações como flautista. O que faz esses dois volumes serem excepcionais é acima de tudo a sintonia entre os dois músicos, também excepcionais. Pedro Sorongo usa e abusa de seus recursos rítmicos e percussivos, tirando sons inusitados de deixar qualquer discípulo do Naná Vasconcelos de boca aberta. Sebastião Tapajós, por sua vez, harmoniza tudo isso num virtuosismo também espantoso. Os caras são mesmo feras. Não é atoa que são mais conhecidos lá fora do que aqui no Brasil. Conhecidos e respeitados, é bom dizer! Quem ainda não trombou com esses discos em outros blogs, não vai agora perder a chance e em dose dupla! Bom demais!
Nelson Gonçalves & Arthur Moreira Lima – O Boêmio E O Pianista (1992)
Bom dia, amigos cultos e ocultos. Hoje tenho para vocês um disco que já há algum tempo eu venho pensando em postar aqui no Toque Musical. Um encontro de Arthur Moreira Lima com o velho ‘Metralha’. Trata-se de um álbum dos mais interessantes, piano e voz. Gravado em 1992, este foi um disco que deu trabalho ao arranjador, o maestro Laércio de Freitas e à equipe de estúdio. Contam que houve uma certa dificuldade em ajustar os arranjos de piano com a voz do cantor. Tiveram que adotar outra alternativa. O velho Nelson cantou a seco, sem nenhum acompanhamento. O piano foi gravado separadamente, ou melhor, posteriormente à gravação da voz do cantor. Ao final, o resultado ficou muito bom. Para quem não conhece a história, ao ouvir o disco, pode achar um tanto diferente de outros gravados pelo Nelson. Sua voz parece já cansada, em alguns momentos e até desafina. Mas sendo o Nelson Gonçalves, o papo é outro, é coisa de um velho boêmio. Neste lp, que contou na época com o patrocínio do antigo Banco Nacional (aquele do guarda chuva) e da Transbrasil, temos um repertório de releituras de Nelson, músicas autorias em parceria com Adelino Moreira, Lamartine Babo, Wilson Batista, Cartola, Herivelto Martins, Orestes Barbosa entre outros… No disco temos doze faixas, sendo apenas duas, “Tico tico no fubá”, de Zequinha de Abreu e “Lamento”, de Pixinguinha, versões instrumentais executadas por Arthur Moreira Lima. Na versão cd deste disco, lançada posteriormente, foram incluídas mais quatro músicas. A produção deste lp deu origem a uma série de 50 shows da dupla pelo Brasil. Confiram aqui a versão lp.
A Música De Fogaça (1982)
Bom dia! É curioso como algumas coisas passam despercebidas por nós. Até ontem eu não fazia ideia de que o político, Sr. José Fogaça, ex prefeito de Porto Alegre em dois mandatos e candidato derrotado na última eleição para o governo de seu Estado, fosse o mesmo Fogaça, compositor de mão cheia, que um dia eu conheci através dos discos da dupla gaúcha Kleiton & Kledir. Vejam só vocês… Nunca liguei uma coisa com outra, mas considerando e comparando os dois extremos, acho que ele teria tido menos dissabores se tivesse levado adiante sua carreira de compositor. Tô falando assim, mas confesso, não conheço muito o político e sua atuação. Aliás, eu de política sou um zero (que colocado do lado certo posso valer alguma coisa). Mas, pelo pouco que eu li, Fogaça sempre gostou de política, desde os tempos em que era líder estudantil. Teve também sua cota de participação na época das ‘Diretas Já’ ao lado de Ulisses Guimarães e Tancredo Neves. Sendo um dos articuladores no sul.
Temos aqui, o que eu acredito ser seu único disco. Ou melhor dizendo, um disco com as suas composições. Este álbum foi produzido por Kleiton Ramil e lançado em 1982 pela Deck Produções através do selo Polyfar (Polygram). Nele temos reunidas doze músicas gravadas por diferentes e consagrados artistas nacionais, como vocês mesmo poderão constatar logo abaixo…
O Terço – Casa Encantada (1976)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ontem eu cheguei tão cansado em casa que mal dei conta de fazer a postagem. Só agora percebo que não cheguei a publicá-la, apenas havia salvado. Menos mal, pois hoje eu também tô corrido. Estou inclusive lançando mão de mais um ‘disco de gaveta’, aqueles prontos para momentos como o de agora.
Vamos hoje com mais um dois bons discos do Terço. Temos aqui “Casa Encantada”, álbum orinalmente lançado em 1976, relançado em 91 pelo selo Beverly e também em cd. Neste álbum o Terço ainda mantem o melhor de sua fase progressiva, eu diria até que este é o segundo melhor disco da banda, atrás apenas de “Criaturas da Noite“, lançado anteriormente. Acredito que todos por aqui conhecem bem a história da banda e suas diversas formações. Quem ainda não teve a curiosidade de ouvir este disco, faça-me o favor… Bão demais 😉
O Melhor Da MPB (1976)
Olá amigos cultos e ocultos. O domingo foi meio tumultuado, mas ainda assim cheguei a tempo de ‘bater o ponto’. Para compensar o atraso, estou trazendo aqui um álbum dúplo da gravadora Continental, lançado em 1976, com o melhor da MPB. Quer dizer, o melhor da música brasileira na gravadora. São vinte e oito músicas extraídas de seus diversos lps, numa seleção que procura reunir diferentes fases e artistas que passaram pelo selo. O interessante deste álbum na época de seu lançamento foi que ele trazia faixas de discos raros, já desde esse tempo fora de catálogo. Há inclusive faixas que não foram lançadas comercialmente, creio eu.
Desculpem, mas estou morrendo de sono. Fico por aqui e vocês com O Melhor da MPB, ok?
mensagem – isaura garcia
Som Ambiente (1972)
Deixa eu aproveitar a onda boa para fazer logo a minha postagem do dia. Hoje nós iremos com um disquinho dos mais interessantes. Embora já bem rodado em outras fontes, a daqui, podem acreditar, é mineral pura!
Som Ambiente foi um disco de destaque no catálogo da CID de Harry Zuckermann. Uma produção com a direção de Durval Ferreira e contando com os músicos do grupo Azymuth. O disco, lançado em 1972 e sem grandes pretenções, teve, após mais de vinte anos seu relançamento em formato cd, lá fora, claro! O álbum foi reeditado pelo selo inglês Whatmusic e faz muito sucesso. Um ‘lounge’ de primeira que só mesmo os gringos conseguem perceber e principalmente valorizar. Depois que recebe o aval estrangeiro, todo mundo por aqui passa então a tecer mil elogios, se torna um espécie de disco ‘cult’, todos querem ter. Mas só que dessa vez vão ter que pagar em dólar ou se contentar com nossas versões em mp3. O Som Ambiente é um disco com um repertório instrumental variado, contemplando em sua maioria temas internacionais bem conhecidos. É sem dúvida um disco ótimo de se ouvir. Apenas para tirar a dúvida, será que os loirinhos galãs das fotos na capa são mesmo Marcos e o Paulo Sérgio Valle? Pois bem que parecem…
Arthur Moreira Lima, Abel Ferreira E Conjunto Época De Ouro – Chorando Baixinho – Ao Vivo (1978)
Travessia – O Canto Dos Mineiros (1981)
Bom dia, amigos cultos e ocultos. A escolha do disco de hoje, além do fato de ser um álbum independente, tem muito a ver com o seu título, o nome do disco, “Travessia”. Pensei nele não por qualquer ligação com Milton Nascimento, Clube da Esquina ou outra ‘mineiridade’. “Travessia” veio em seu sentido literal, quer dizer, naquilo que a expressão realmente significa: transposição de um ponto ao outro. Nesse sentido, eu me refiro também à passagem. E hoje a “passagem” ou “travessia” poderá estar acontecendo. Talvez o dia amanhã seja mais triste. Se eu não aparecer por aqui, podem ter certeza que estarei nessa hora chorando, num misto de tristeza e de alívio por ter presenciado por tantos anos o sofrimento de uma pessoa querida. A dor do outro que também dói na gente chama-se sentimento. Desculpem por essa introdução, mas há momentos em que eu não consigo separar o Augusto TM, do autor do blog. As vezes aflora mais um lado do que o outro e eu acabo confundindo a cabeça dos meus leitores. O fato é que esta postagem eu dedico à minha tia-mãe querida, que já bem idosa e muito debilitada, hoje passará por um processo cirúrgico bastante complicado. Rezo para que Deus interceda e acompanhe a sua travessia.
Bom, deixa eu enxugar as lágrimas e buscar um alento. Falando um pouco do disco “Travessia – O canto dos mineiros”, este álbum nasceu de um projeto realizado no final dos anos 70, uma espécie de festival estadual de música, ou melhor, 430 músicas de várias regiões de Minas inscritas no projeto, das quais foram selecionadas 25 e dessas, 12 finalistas que vieram a ser apresentadas em show no Palácio das Artes e incluídas no presente lp. Ao que tudo indica, acabou acontecendo uma parceria da Fundação Clóvis Salgado (que foi quem promoveu a ação) com a Fiat Automóveis de Betim. O disco só saiu graças ao apoio promocional da Fiat e um ano depois quando a fábrica já completava cinco anos no Brasil. O álbum “Travessia” teve a direção artística de Célio Balona e a produção musical por conta do Nivaldo Ornelas. Participam do disco alguns dos nomes mais importantes da música mineira, tendo na cozinha o grupo de cordas da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, gente como Marcus Viana, Marco Antonio Araújo, Yuri Popoff e outros não menos importantes. Este álbum, importantíssimo na história da música popular em Minas, até hoje não teve seu relançamento em versão digital. Trata-se por tanto de um disco raro. E também muito bonito, podem acreditar!
Conjunto Época De Ouro – Clube Do Choro (1976)
Há pouco mais de uma semana, recebi um e-mail da filha do percussionista Pedro (Sorongo) Santos comentando sobre a postagem de “Krisnanda”, que fiz em abril de 2008 e também me informando de que ela, havia criado um blog dedicado ao seu pai. Achei a ideia ótima, o formato de blog é legal porque dá mais visibilidade, aproximação e interação com o público. E mais ainda, teremos acesso às informações numa perspectiva de um familiar, que conhece bem o artista (pelo menos um lado dele, claro). Coincidentemente, há alguns dias atrás vendi o álbum que eu tinha. Estava quebrado, mas ainda assim aguentava uma ‘meia sola’ e a capa estava muito boa. No blog do Pedro Sorongo, a filha Lys reuniu a discografia do artista. Pelo que tudo indica ele só teve um álbum solo e um compacto, mas participou em disco de vários artistas ou como integrante de algum grupo. Entre as diversas participações, há este magnífico álbum do antológico conjunto Época de Ouro, de Jacob do Bandolim. O conjunto havia parado após a morte de Jacob, mas voltaram à pedido de Paulinho da Viola para fazerem um show e daí resolveram retomar. Pelo grupo, desde então, passaram diversos nomes. No álbum Clube do Choro, lançado em 1976, temos a seguinte formação: Dinho no violão de 7 cordas; Damásio no violão de 6 cordas; Deo Rian no bandolim; Jonas Silva no cavaquinho; Jorginho no pandeiro; Luna e Pedro Sorongo na percussão. A produção do disco é de Reginaldo Bessa. Taí outro disco que faltava na blogosfera. Confiram o toque 😉
Mário De Azevedo – Marcello Tupynambá Na Interpretação Do Pianista (1956)
Olá amigos cultos e ocultos! Vamos batendo com mais um raro disquinho, meio que atendendo a um pedido feito tempos atrás. Demorou, mas chegou…
Um dos maiores interpretes das obras de Ernesto Nazareth e Eduardo Souto, o pianista capixaba Mario de Azevedo, gravou pela Sinter em 1956 este lp de 10 polegadas com músicas de outro grande compositor, Marcello Tupynambá. Mário de Azevedo iniciou sua carreira na década de 20. Foi um pinaista de grande popularidade. Gravou mais de vinte discos em 78 rpm pelas gravadoras Continental, Columbia e Odeon e vários LPs pela gravadora Sinter. Neste álbum, Mário toca oito temas dos mais famosos de Tupynambá. Marcello Tupynambá foi um dos nossos primeiros compositores populares, seu estilo ajudou a consolidar a canção na música brasileira. Sua obra, conforme afirmou Mário de Andrade, tinha “um balanço pouco comum”. Ele recolhia temas populares e rurais, recriando versões mais elaboradas e estilizadas para serem cantadas ao piano. Ele não era moderninho, mas nessa fase agradava aos modernistas, que viam em sua música uma valorização do que era realmente brasileiro. Um de seus grandes feitos e pioneirismo foi criar o que ele chamou de “Canção Brasileira”, que eram adaptações musicais para versos dos poetas, principalmente os modernistas. Podemos dizer que Marcello Tupynambá ajudou a formatar o que hoje conhecemos como ‘canção popular brasileira’. Confiram o toque…
tristeza de caboclo
pierrot
Sexteto Prestige – Música E Festa Nº2 (1958)
Bom dia a todos! Há alguns meses atrás eu postei aqui o primeiro disco do selo Prestige (Prestige nacional, é bom lembrar. Nada a ver com o americano de jazz). Fiquei de postar os outros que eu tinha disponível, mas acabei me esquecendo. Este selo surgiu tendo como seu ‘carro chefe’ um sexteto com o mesmo nome. Vasculhei toda a rede à procura de informações sobre o selo e o grupo, mas continuei na mesma, apenas na suposição. Muitos acham que figuras como Britinho, Waldir Calmon, Moacyr Silva e tantos outros músicos instrumentistas da época passaram pelo sexteto. Seus nomes talvez não apareçam devido aos contratos com outras gravadoras, Sexteto Prestige talvez fosse melhor que pseudônimos. A série “Música e Festa” teve vários volumes, tentarei postá-los em sua ordem, embora não necessariamente nesta semana. “São tantas as emoções”.
O álbum Nº 2 segue na mesma linha do primeiro. Dividido em quatro faixas longas, em cada uma delas há uma espécie de ‘pot pourri’ dançante, mesclando temas de sucesso da época, tanto nacionais quanto internacionais. Confiram…

