Na última feira de vinil, entre tantos discos eu encontrei este foi um dos que me chamou a atenção. Normalmente em feiras de discos usados e sebos eu procuro sempre curiosidades, raridades e coisas que muitas vezes as pessoas desprezam ou não dão a devida atenção. Este disco me despertou inicialmente pela estampa. Um álbum de capa dupla com uma bela vitória-régia em flor. Fiquei curioso, estava bem conservado e pela bagatela de 1 real eu não tive dúvidas de comprá-lo. Trata-se de um disco independente, com todos os requisitos para ser postado aqui no Toque Musical, principalmente hoje que é sexta-feira. Pelo que eu li no texto interno da capa e também através de algumas informações recolhidas da rede, Anísio Mello é uma ilustre figura do cenário cultural amazonense. Artista plástico, escritor, jornalista e poeta. Foi um dos fundadores do movimento artístico e literário Clube da Madrugada que surgiu no Amazonas nos anos 5o. Em 1976 ele lançou este despretensioso disco onde nos revela sua faceta de compositor. Sua música e poesia falam da terra onde nasceu, da sua paixão pelo Amazonas. No disco podemos encontrar samba, xote, baião e marchas. Um estilo amador, mas de excelentes qualidades. Faltou talvez um outro intérprete e uma produção que não se limitasse à capa, mas isso em nada tira a beleza de suas criações. Anísio pode até não ser um bom cantor, mas é um excelente compositor e nos mostra como poucos a riqueza de sua região. Este é um trabalho essencialmente autoral. Infelizmente, aqui para as bandas do sul, pouca coisa chega dos artistas do norte. Ainda falta descobrirmos muito do Brasil.
Os Velhinhos Transviados – Dance Com Os Velhinhos Transviados Vol. 2 (1970)
Bom dia! Ontem alguns de vocês ficaram na dúvida quanto ao arquivo postado do Victor Assis Brasil, isso devido ao tamanho (162 megas), sendo apenas quatro músicas. A razão é que eu sem querer acabei incluindo o arquivo de trabalho, o bruto, sem separação de faixas. Daí ficou com se fosse uma repetição. Tanto melhor para aqueles que costumam dar uma ‘tratada’ no som, podem usar o original, caso não gostem do resultado nas faixas separadas.
Victor Assis Brasil – Ao Vivo (1974)
Eu e minha cabeça ‘avoada’… Bem que eu percebi que ninguém (aparentemente) se interessou pelas duas músicas de bônus dos Trigêmeos Vocalistas. Não houve nenhum download, estranhei… É que eu esqueci de pedir ao Bob Nelson para publicar o link nos comentários, hehehe… Que cabeça a minha! Desculpem, é a pressa…
Os Trigemeos Vocalistas – A Volta Dos Trigemeos Vocalistas (1973)
Manhã de calor, dia de chuva, noite mal dormida. Acordei ainda no escuro, embora já fosse 5 horas da manhã. Um momento bom para sentar na frente do computador e fazer logo a postagem do dia. Observo porém que pelo horário do blog ainda estamos na segunda feira. Ao invés de ir fuçar nas configurações de horário, o melhor mesmo é deixar rolar o tempo e também algum disco. Outra hora eu acerto a hora. Prefiro mesmo escolher um disquinho para o nosso dia nascer feliz. Entre tantos já digitalizados, escolhi um que sempre esteve na porta de entrada, mas nunca postei, Os Trigêmeos Vocalistas. Eis aí um disquinho dos mais interessantes, lançado pela Beverly através do selo Ancora, reunindo alguns dos maiores sucessos regravados desse trio que começou no final dos anos 30. Formado pelos irmãos Armando Carezzato e os gêmeos Raul e Humberto Carezzato, paulistas do bairro do Bráz. A música deste divertido grupo embalou algumas boas gerações. Músicas como “Don Pedrito”, “Eu vou sapatear”, “Cachimbão” e outras mais, fizeram a alegria principalmente da criançada. Quem é da minha geração ou anteriores devem lembrar. Acredito que este disco tenha sido o último gravado por eles e foi talvez o primeiro e único que eu ouvi. Segundo consta em sua discografica, eles gravaram mais de 400 bolachas de 78 rpm. Curiosamente, lidando com discos todos os dias, nunca vi mais que meia dúzia deles. Por certo, são coisas raras e mais ainda esquecidos, deixados no limbo da nossa memória musical. Vamos relembrar?
Egberto Gismonti (1973)
Bom dia amigos cultos e ocultos! Vamos iniciando mais uma nova semana musical, sempre em busca de coisas raras, curiosas e necessárias para o nosso universo fonográfico e cultural. Numa apresentação rapidinha, porque eu também não posso parar, aqui vai o disco de hoje.
Carmen Miranda – A Pequena Notável (1974)
Olá amigos cultos e ocultos! É… realmente a pressa é inimiga da perfeição, as vezes é irmã da falha. Ontem, meio que na correria para chegar cedo a feira, acabei confundindo os links. Quem esperava a Sylvia Telles, acabou ficando com a Astrud Gilberto, hehehe… Foi mal, desculpem, mas como viram, mais tarde tudo se resolveu 🙂
Sylvia Telles – USA (1961)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Vamos com este disco de Sylvia Telles gravado nos Estados Unidos, cantando ao lado de grandes instrumentistas da música americana. Pela capa já podemos ver tudo, Barney Kessel, Bill Hitchcock e Calvin Jackson, correm na linha de frente. Mas temos ainda a participação de Joe Mondragon, Al McKibbon e a Orquestra de Bill dando o reforço. A produção e direção artística é de Aloysio de Oliveira, o mentor musical e futuro esposo da cantora. O álbum USA, como afirmou Aloysio, foi um encontro informal, reunindo a cantora e os músicos americanos. Ele procurou manter a linha melódica da música brasileira num casamento perfeito com o jazz (hehehe…). É mesmo um disco suave, que agrada aos ouvidos americanos e brasileiros. Tanto assim que o lp foi lançado aqui e nos “States”. Contudo, fica clara a intenção do produtor que de manter a música brasileira ecoando internacionalmente. Conquistando ainda mais o público americano. O repertório é praticamente todo de compositores brasileiros, como Tom Jobim, Dorival Caymmi, Carlos Lyra, Dolores Duran e outros. A exceção são duas faixas: “Trá-lá-lá-lá-lá” (The happy one) de Aloysio, Tom Hormel e Bill Hitchcock e “Imaginação”, uma versão de Aloysio para “Among my souvenirs” de Edgar Leslie, Horatio e Nicholis. Confiram aí, pois este toque é coisa fina! Eu vou nessa…
Iº Festival Brasileiro De Seresta (1969)
Chegamos enfim na sexta-feira. Ontem eu acabei deixando alguns de vocês na fossa, ansiosos para ouvirem a Waleska. Confesso que não sei bem o que andou acontecendo por aqui, mas realmente a ‘Maysa’ nos brindou com um link e só no fim do dia percebi que o mesmo não entrou no comentários. Porém, o ‘Esquecido’, imediatamente salvou a pátria. Outra coisa estranha, o fuso horário no blog ficou mais maluco do que eu. A postagem entrou como se tivesse sido feita no dia anterior. Fiz a correção, republicando a postagem, mas infelizmente perdi os primeiros comentários. Durante a semana acabei, meio sem querer, criando uma alternância entre cantoras e festivais. Para não perdermos o ritmo, irei seguindo nessa onda. Ao invés de um disco/artista independente, teremos outro de festival.
Waleska (1975)
Anthony Guima – Novos Ecos Internacionais Vol. II (1967)
Cida Moreyra – Interpretanda Brecht (1988)
Nada como poder caminhar por todas as trilhas musicais. Desta vez vamos com a dupla Bertolt Brecht e Kurt Weill, interpretados aqui pela excelente Cida Moreyra. Brecht é um dos maiores nomes do teatro internacional. Poeta e dramaturgo, nascido na Alemanha e radicado nos Estados Unidos, autor de celebrados textos e peças que o colocam ao lado de outros imortais com Shakespeare. Kurt Weill, compositor também alemão, foi parceiro de Brecht em muitos de seus trabalhos. Como este, fugiu dos horrores do nazismo indo morar em Paris e depois na América. Suas composições sempre estiveram voltadas para o teatro musical. Trabalhou com outros nomes importantes como Moss Hart, Ira Gershwin, Langston Hughes e Maxwell Anderson, mas sua fama nasceu ao lado de Brecht. Neste disco a cantora e atriz Cida Moreyra interpreta de maneira magistral algumas das mais famosas músicas da dupla, como se pode ver logo a baixo. As versões para o português são de Cacá Rosset. O disco, quando lançado foi muito bem aceito pela crítica e é considerado um de seus melhores trabalhos fonográficos. Confiram o toque…
V Festival Internacional Da Canção Popular-Rio (1970)
Bom dia! Como sempre por aqui, uma coisa leva a outra. Sábado eu havia postado aquele disco de samba rock, o Rock Bamba e nele havia a faixa “Eu também quero mocotó” com o S.A.M. (Sociedade dos Amigos do Mocotó) e a Banda Veneno do Erlon Chaves. Me lembrei que esta música também esteve presente no V Festival Internacional da Canção Popular de 1970. Daí resolvi resgatar o álbum para podermos relembrar de mais algumas. Neste, temos as músicas vencedoras e uma seleção das favoritas da parte internacional do concurso. Do Brasil entrou com a já citada “Eu quero mocotó” com Erlon Chaves no comando da sua Banda Veneno e mais de 40 pessoas que fizeram parte do côro (a Sociedade Amigos do Mocotó). A outra música é BR-3, de Antonio Adolfo e Tiberio Gaspar, aqui apresentada por Gerson Combo e a Orquestra Som Bateau. Não entendi bem o motivo desta gravação, mas acho que BR-3 foi defendida pelo Toni Tornado. Nas outras doze faixas temos os representantes internacionais. Confiram aí o toque…
Ronnie Von (1969)
Olá amigos cultos e ocultos! Ontem tivemos mais uma Feira do Vinil. Ao contrário das outras, desta vez o público foi fraco, mas por incrível que pareça, foi ótimo. Tornou-se um encontro de amigos, uma festa que não se limitou apenas às vendas. Aqueles que lá estiveram passaram a tarde num ambiente descontraido, um sábado cheio de sol, cerveja, discos e muita música. Tivemos inclusive a presença do nosso amigo Chris Rousseau dando uma canja para o presentes. Ganhamos pouco, mas foi muito divertido. Sábado que vem tem outra feira, desta vez lá no Edificio Malleta. Quem estiver em BH, não deve perder.
Rock Bamba (1985)
Prenunciando um novo momento, vamos gradualmente saindo do rock em busca de outros ritmos e gêneros, que fazem da música popular brasileira um leque dos mais variados. Hoje eu estou trazendo uma coletânea chamada Rock Bamba. Uma copilação de músicas e artistas tão insólita quando o desenho da capa. Rock Bamba estaria mais para rock samba ou samba rock, mas vai entender o que passa na cabeça de quem produziu este disco? Isso sem falar no desenho amador representando mais um estilo ‘break-street-dance’ (será que existe?) do que rock ou mesmo o samba rock. É preciso ser muito bamba para entender isso. Contudo e apesar dos pesares, eles conseguiram reunir alguns artista/fonogramas muito interessantes. Este disco, pelo que tudo indica, não foi feito para ser comercializado. Me parece que foi criado como brinde. Daí a razão pela qual ele não segue um padrão. Temos aqui quatorze faixas com músicas que foram sucesso no período de dez anos, de 1968 a 78. Algumas inclusive, gravações raras. Vejam só o que temos para ouvir com outros olhos…
Grito Suburbano (1982)
Olá! Hoje o dia vai ser literalmente ‘punk’. Por isso estou trazendo para a postagem de hoje quatro bandas de punk rock. Peguei pesado? Pesado e sujo. De vez em quando a gente precisa radicalizar. Aliás esta semana foi um pouco assim. Quando penso no variado leque musical ou fonográfico publicado neste blog, imagino o que vocês devem pensar de mim. É, eu sou meio camaleão… uns dias chovem, outros fazem sol, outros fazem lua… O importante é que toda a emoção sobreviva!
Academia do Medo (1992)
Bom dia, amigos cultos, ocultos e visitantes em geral! E aí, já escovaram os dentes agora pela manhã? Com esta capa não há como esquecer. Curiosa, não? Curioso também fiquei eu querendo ouvir o que vinha por trás dessa dentadura. A Academia do Medo foi uma banda de Pernambuco que até bem pouco tempo atrás eu só conhecia de nome. Surgiu na cena rock recifence no início dos anos 90, tendo uma breve e modesta existência. A banda chegou a participar do “Abril Pro Rock” de 93, o que lhe garantiu ser lembrada juntamente com tantas outras que surgiram naquela época. Mas faltou fôlego ao ‘quarteto acadêmico’ e até onde eu sei, não duraram mais que três anos. Gravaram apenas este disco, um álbum independente, pretensioso como cabe à todos dessa geração, mas também como os outros, deficiente em alguns aspectos de produção. Contudo, não deixam de fazer parte de um marco histórico musical, a cena ‘mangue’ do Recife. Mesmo não estando totalmente atrelados ao movimento, fizeram parte daquele momento.
Gash – A Mellow Project By Pin Ups (1992)
Bom dia moçada! Antes que eu me esqueça, sábado tem festa do vinil em Belo Horizonte. A Discoteca Pública do Edú Pampani está completando quatro anos de atividades e para comemorar, vai ter uma festa/feira com vendas de vinil e cd. Vários lojistas, colecionadores e amantes da música vão estar por lá. Vai ter mini-shows com a presença do nosso amigo Christophe Rousseau e a dupla do momento, Alexandre & Gabi, que não é sertanejo não. Essa festa nem eu vou querer perder. Nos próximos dias vou dando o toque e detalhes sobre a festa. Hoje foi só para esquentar os motores.
Off The Wall – Hawaiian Dream (1992)
DeFalla (1988)
Olá amigos cultos e ocultos! Esticando por mais uma semana, vamos de rock e suas vertentes, trazendo à memória alguns momentos de uns vinte anos atrás. Tem coisa aqui que parece que foi ontem, mas o tempo insiste em passar e quando a gente olha para trás, lá se foram vinte ou trinta anos. A gente fica velho sem perceber.
Mercenárias – Trash Land (1988)
Bom, por certo que não vamos parar por aqui. A postagem do dia tem um toque de feminino, mas não fica em lantejoulas, brocados e rebolados. Nesta, a pegada é mais dura, é mais punk, é mais rock e é mais nova. Vamos agora para os anos 80, trazendo uma das melhores banda femininas da época, as Mercenárias. Já tivemos o prazer de ver e ouvir seu primeiro disco de 86, “Cadê as armas?”, publicado aqui no Toque Musical. Agora temos o segundo disco, lançado pela EMI. Um trabalho super produzido obviamente, mas que a meu ver não se compara ao primeiro, bem mais vigoroso e irado. Mesmo assim, “Trash Land” não fica atrás, tem lá o seu sabor e sua poesia. A capa é muito bonita com estampas florais projetadas sobre as moças da banda, um sinal claro de novos tempos. A banda, me parece, ainda continuam na ativa, tendo até um endereço no Myspace. Confiram aí o toque…
Cornelius (1978)
Olá! Ontem tivemos aqui o Made in Brazil e só depois foi que eu me lembrei deste compacto simples do vocalista da banda, o Cornélius Lúcifer. Nessa altura do campeonato o cara já estava abrindo as pernas para o sucesso fácil. Já havia lançado em 1976 o lp “Santa Fé” e no auge da discoteca, ele assumiu de vez o seu lado, digamos, ‘lantejoulas’ e foi para a pista dançar, para a amargura de seus antigos comparsas do Made. É, a tal da discoteca veio com força e arrebanhou artistas de vários gêneros, principalmente do pop e rock. Neste compacto Cornélius deixou de lado a voz rasgada e rouca, dando lugar a um passivo cantor pop romântico. O disquinho traz “Eu perdi o seu amor”, que fez um relativo sucesso nas pistas e rádio. Não sei se este compacto originou um lp. Aliás, depois disso nem sei o que foi feito desse artista. Me parece que ele ainda voltou a se apresentar com o Made In Brazil. Taí, apenas por curiosidade, pois de rock esse padeceu…
Made In Brazil (1974)
Alpha III (Amir Cantúsio Jr) – Sombras (1986)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje é sexta-feira, dia em que normalmente temos usado para postarmos os artistas/álbuns independentes. À pedidos, estarei estendendo por mais uma semana a temática do rock e suas vertentes. Realmente, uma semana é pouco até que a turma entre no clima. Além do mais, temos ainda algumas pérolas, pedras e pedregulhos para resgatar e rolar por aqui. A postagem de ontem, o disco do Dialect, bem que poderia ser caracterizado como independente, na verdade ele é. Mas preferi deixar para o presente disco este mérito.
Dialect (1991)
Bom dia moçada! Cada vez me convenço mais da verdade da frase: “tudo que é bom dura pouco” Ou será que é por gostarmos tanto de alguma coisa, a gente nem se dá conta do tempo e só sentimos quando ela já está chegando ao fim? Sei lá… só sei que trem bão é coisa boa 🙂
Patrulha Do Espaço – Patrulha 85 (1985)
Olá rapaziada do rock, cultos e ocultos, seguimos nesta quarta-feira nervosa e corrida com outra banda que marcou época e ainda hoje está na estrada fazendo a alegria de muita gente, a Patrulha do Espaço. Este grupo surgiu em São Paulo, na segunda metade dos anos 70, como banda de apoio do mutante Arnaldo Baptista. Na época, formada por Rolando Castello, Oswaldo Gennari e John Flavin. Um ano depois o trio saiu das asas (ou do disco voador, se preferirem) de Arnaldo viajante. Saiu também o irlandês John Falvin, dando lugar a Eduardo Chermont. Botaram mais peso na guitarra e foram conquistar um espaço ainda bem diluído do hard rock brasileiro. Participou também nesta época Percy Weiss, ex-vocalista do Made In Brazil. Entre trancos e barrancos foram aos poucos conquistando e ampliando seu público Lançaram em 1980 o seu primeiro álbum, conhecido como o Disco Preto, talvez o primeiro disco de hard rock independente do Brasil. O álbum era vendido através dos correios, outro pioneirismo no rock tupiniquim. Em pouco tempo a banda se consagraria como uma das melhores do cenário ‘roquemrou’. Passaram pelos anos 80 e 90 gravando vários discos, participando de todos os festivais de rock, fazendo shows por todo o país e também na Argentina. Em 1983 foram escolhidos para abrirem o show do Van Halen. Ao longo dessas três décadas a banda passou várias modificações em sua formação. Se consolidaram com um “power trio” de heavy metal e estão na ativa até hoje, graças ao seu fundador, Rolando Castello Jr. O “Patrulha 85” é quase um EP, gravado em apenas três dias, traz uma sonoridade ainda mais pesada e embora contando com a participação do exímio guitarista argentino, Pappo, o disco não decolou. Nos anos 90 saiu em cd a série Dossiês, trazendo em um box de quatro discos com toda a produção da banda. Mas eles não pararam por aí. Lançaram mais discos e continuam em crescente atividade até hoje. Salve, salve…
Pholhas – Forever (1974)
Bom dia, meus prezados amigos cultos e ocultos! A semana do rock está apenas começando e o ‘ibope’ continua se mantendo num bom nível. Isso é legal 🙂
Mutantes – Compacto (1976)
Complementando a postagem de hoje, me lembrei deste compacto dos Mutantes, lançado dois anos depois e ainda com a mesma formação: Sergio Dias, Túlio Mourão, Ruy Motta e Antonio Pedro de Medeiros. Sem perder a ginga progressiva, o grupo cria neste compacto uma sonoridade, fazendo a gente se lembrar que ali ainda tem Mutantes.
Mutantes – Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974)
Bom dia amigos cultos e ocultos! Como eu havia dito, esta semana será dedicada ao rock e suas vertentes tupiniquins. Atendendo aos apelos de muitos que haviam solicitado um passeio por um gênero musical que tomou conta do mundo e temperou bem a música popular, inclusive no Brasil. Durante a semana teremos alguns discos que valem a pena relembrar, coisas produzidas nas décadas de 70 à 90. Por certo, alguns desses álbuns já se tornaram clássicos até mesmo para a blogosfera, mas mesmo assim, não deixam de ser parte do nosso toque musical. Aqui também terão seus lugares garantidos 🙂
Orquestra Pan American – Samba Internacional (1959)
Olá amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós neste domingo encalorado, finalizando a dobradinha compacto e long play. Sei que muitos gostariam de ver e ouvir mais compactos, mas por enquanto vamos dar uma pausa. Em breve retornaremos ao disquinhos, aguardando as doações prometidas pelo meu amigo culto Antonio Carlos (estou esperando, heim?).
Compactos Diversos
Bom dia a todos! Inicialmente eu gostaria de explicar a situação de duas postagens que fiz nas últimas semanas. Me refiro aos discos de Orlando Silva e Francisco Alves pela Collector’s Editora. Recebi uma solicitação desta editora pedindo para retirar os links dos dois discos. Eu até então não sabia que os referidos discos ainda se encontram em catálogo. Os discos ainda estão em catálogo e podem ser adquiridos através do site da Collector’s. Foi uma surpresa saber disso, inclusive porque eu tenho interesse em completar a minha coleção. Os arquivos digitalizados são uma mão na roda, mas nada substitui ao fetiche do objeto disco de vinil. Vou logo comprar os que faltam em minha coleção e aconselho a todos que façam o mesmo. Sei que muitos irão dizer a vitrola já não faz mais parte de suas vidas e que o melhor mesmo é o mp3 ou semelhante. Para esses, eu aconselho também entrar no site ou enviar um e-mail aos donos da editora. Acredito que eles, além dos discos, devem estar vendendo as gravações digitalizada como fazem as gravadoras atualmente. Os preços não devem ser uma coisa muito absurda, mesmo considerando se tratar de um material tão precioso. Diante a tudo isso, não faz sentido e eu nem quero manter as tais postagens com links. Peço publicamente desculpas ao Ricardo Manzo, responsável pela Collector’s Editora, pelo inconveniente e só espero que esse fato tenha também um lado positivo, despertando a atenção e o interesse das pessoas pelo trabalho de resgate musical da editora. Para compensar, em breve teremos uma outra série, tão rara e interessante quanto a da Collector’s Editora.