Dado os “toques”, vamos seguir em frente com mais um disquinho bacana. Paulinho Boca, este velho-novo-baiano, é figurinha carimbada no cenário musical, principalmente através do seu fabuloso grupo, Os Novos Baianos. Seguindo como os outros em carreira solo, Paulinho tem feito muita coisa legal. Infelizmente sem a mesma popularidade e sucesso dos demais baianos. Mas pode acreditar, não é por falta de talento, coisa que o cara tem de sobra. “Valeu” é um disco de 1981, trabalho antigo, porém para mim, o seu melhor disco solo. O destaque vai para “Rock Mary”, “Senhor da floresta” e “Dê um rolê”, todas de tirar o chapéu. Vale a pena ouvir este álbum.
Toques para quem se toca
Este blog, quando foi criado, tinha a intensão de compartilhar com seus visitantes um pouco daquilo que eu considero importante na música editada, dando atenção exclusiva para gravações raras, fora de catálogo, curiosidades e coisas afins. Ao longo desses seis meses, tenho apresentado no Toque Musical um pouquinho de cada uma dessas coisas. Por certo, não estou aqui simplesmente para distribuir músicas. Não gasto meu tempo fazendo a alegria de muitos em função de uma simples vaidade, também não estou interessando em dinheiro ou qualquer outro tipo de lucro comercial; direto ou indireto. O TM só existe porque eu acredito na amizade, no intercâmbio cultural e musical. Quando resolvi abrir à público meu espaço, foi para dar também oportunidade a outras pessoas além do meu pequeno grupo. Aos que me conhecem existe uma linha direta de comunicação, o meu e-mail. Para os demais, inicialmente, só através da seção Comentários do blog. Não foi atoa que os links estão colocados nessa área. Pensei que assim, talvez, ficasse mais fácil para as pessoas deixarem “um alô”. Pode parecer bobagem, mas um obrigado, um valeu, uma dica qualquer ou mesmo uma crítica negativa sempre servem de incentivo. Tirando meus velhos e bons associados e uns poucos visitantes assíduos, o resto só vem aqui mesmo na surdina para baixar os arquivos. Eu posso entender muito bem os diversos motivos das pessoas, por isso quero que vocês também entendam os meus. A partir de agora, os links só serão apresentado mediante a uma solicitação e permanecerão por tempo limitado. Aos poucos irei também retirar os links das postagens antigas. Aviso que não adianta fazer uma cópia, pois os links atuais estarão sem valor. Assim, silenciosos visitantes aproveitem pois a festa está para acabar.
Maria Bethania – Rosa Dos Ventos (1971)
Achei ter publicado esta postagem ontem, mas só agora a pouco percebi que ela não estava na rede. Bom, antes tarde do que nunca… Mais um disco de rara beleza da sensacional Maria Bethânia. Em 1971 ela estreou, no Teatro da Praia (RJ), o show “Rosa dos Ventos”, com direção de Fauzi Arap. O espetáculo foi um grade sucesso e dele acabou gerando o lp homônimo, com produção de Roberto Menescal. Como se trata de um show sem pausas, não há separação de faixas, apenas lado A e lado B. Toque esse toque…
Lado A
O Tempo e o Rio (Edu Lobo – Capinan)
Ponto de Oxum (Toquinho – Vinícius de Morais)
Texto n° 1 (Fernando Pessoa)
O Mar, Canção Praieira (Dorival Caymmi)
Suíte dos Pescadores (Dorival Caymmi)
Avarandado (Caetano Veloso)
Toalha da Saudade (Batatinha – J. Luna)
Imitação (Batatinha)
Hora da Razão (Batatinha – J. Luna)
Cantigas de Roda (Folclore Baiano)
Lado B
Doce Mistério da Vida (Victor Herbert – versão brasileira por Alberto Ribeiro)
Texto n° 2 (Fernando Pessoa)
Minha História (Gesubambino) (Dalla – Pallottino – versão brasileira por Chico Buarque)
Lembranças (Raul Sampaio – Benil Santos)
El Dia Que Me Quieras (Gardel – Le Pera)
Rosa dos Ventos (Chico Buarque)
Texto n° 3 (Fernando Pessoa)
Janelas Abertas n° 2 (Caetano Veloso)
Não Identificado (Caetano Veloso)
Flor da Noite (Toquinho – Vinícius de Morais)
Texto n° 4 (Clarice Lispector)
Movimento dos Barcos (Macalé – Capinan)Texto n° 5 (Moreno)
Globo de Ouro – 16 Super Sucessos (1976)
Globo de Ouro – A Super Parada Musical (1974)
O Toque Musical é pautado na qualidade, raridade e curiosidade. Não necessariamente nessa ordem e nem exatamente em conjunto. Assim tenho procurado postar os mais variados exemplares e gêneros, lembrando também que por aqui só não passam lançamentos e álbuns em catálogo. Mais uma vez sei que haverão aqueles que torcem o nariz para títulos duvidosos (pero, curiosos) como este lp coletânea, o Globo de Ouro. Este foi o primeiro disco da série que no início baseava sua seleção a partir do índice de popularidade nas rádios Globo e Mundial, além de pequisa no Ibope. Depois virou um programa musical famoso da TV Globo e todo ano tinha uma coletânea. A seleção musical deste disco é até muito boa, foi ficando mais popular nos anos seguintes. Mesmo assim, ainda é possível encontrar pérolas raras. Se por aqui também der ibope, a gente dá um jeitinho de postar outros. Mas é bom deixar um comentário, senão eu vou achar que ninguém gostou.
João Donato & Grupo – Ao Vivo No Palácio Das Artes/BH (2007)
Esta é uma postagem especial, exclusivamente para fans do jazz e de João Donato. No início deste mês, aconteceu em Belo Horizonte um projeto musical com vários shows gratuitos de grandes nomes da música brasileria, no Palácio das Artes. Como era de se esperar, os ingressos esgotaram em poucas horas. Fiquei sabendo dos eventos meio que em cima da hora, mas mesmo assim ainda deu tempo de dar uma chegada à Belô e garantir pelo menos um dia de show. Consegui, por sorte, ver o João Donato. Pura maravilha! Se o cara já é bom em disco, fica melhor ainda ao vivo. Ainda mais acompanhado de Luiz Alves, Robertinho Silva e Ricardo Pontes. Foi um show imperdível, numa das melhores casas de espetáculos da cidade. Dei sorte mesmo, pois sentei-me ao lado de um rapaz, que com seu gravadorzinho DAT fez a festa, registrando de cabo a rabo todo o show. Como ele estava ao meu lado e eu vi tudo, não tive dúvida, pedi-lhe uma cópia. Ontem recebi por e-mail o link da gravação. Embora não tenha sido um registro profissional ou apesar de ser uma gravação direta, valeu o trabalho. A qualidade do som não chega a ser uma maravilha, além dos eventuais ruidos captado pelo som direto, mas de todo, não ficou ruim. Me faz lembrar aqueles velhos discos de jazz gravados ao vivo em cafés. Assim, depois de ouví-lo, achei que merecia uma capinha, um formato tipo ‘bootleg’ para ser apresentado aqui no Toque Musical. Espero que gostem, pelo menos do encarte (capa e contra-capa) que me tomou quase umas duas horas de criação.
Doroty Marques – Semente (1979)
João Semente ( poema de Tejada Gomes)
Eterno como Areia
Vento Vadio
Caminhada (Minha História)
Lamento Boricano
Giramundo
João Semente
Mourão de Cerca
Não Mande a Geada Não
Tonta
Salário Nanico
Estrêla do Norte
Heitor Dos Prazeres E Sua Gente (1957)
Em homenagem ao meu amigo Claudinei, grande pesquisador da MPB e também em virtude do seu atual trabalho, estou postando este disco do fabuloso Heitor do Prazeres. Com certeza este álbum servirá de complemento para seus estudos sobre este compositor carioca.
Heitor dos Prazeres foi um artista que se dedicou tanto a música quanto à pintura. Sua obra musical e sua pintura têm a mesma relevância. Como artista plástico (pintor), tem em sua obra o cotidiano da vida no Rio de Janeiro. Sua pintura primitiva tem cores claras e brilhantes. As favelas, as mulatas e as rodas de samba são seus temas recorrentes. Na música também não foi diferente. Suas composições, sambas e marchinhas, também estão intimamente ligados à vida nos morros do Rio antigo. Teve também uma importância fundamental na criação das escolas de samba.
03 – Vem Pro Samba, Mulata
07 – Tudo Acabado
Luli (1965)
Primeiro disco de Luli – da dupla Luli & Lucinha – gravado em 1965, quando ela tinha apenas uns 18 anos. Mocinha nova e inexperiente, encarou um repertório que não era o seu, seguindo a linha dos artistas de protesto, por imposição da gravadora. Mesmo assim mostrou talento e desenvoltura na interpretação de doze canções, sendo duas de sua autoria. Curiosamente, são essas duas faixas que contrastam com as demais, deixando claro qual seria a sua. Apesar dos pesares, o disco é bem acima da média. Confira esse toque…
POVO
TRISTEZA DE AMAR
CADÊ MEU BARRACÃO
CANTO DA PLANTAÇÃO
MISSÃO
BALEIRO
SAMBA DA AURORA
EM TEMPO DE VIDA
INÁ
ESTA FAVELA QUE EU AMO
SOL
Cinco Só – 5 Só (1969)
Olhando rápido para a capa deste disco tem-se a primeira impressão que se trata de um álbum de reggae. Digo isso principalmente pelas cores muito vivas. Mas à medida em que observamos a turma e seus instrumentos, fica claro que o negócio aqui é samba. Os “5 Só” foi um grupo fundado em 1968 por Wilson Moreira, Zuzuca do Salgueiro, Jair do Cavaquinho, Zito e Velha – todos com experiência anteriores no universo do samba, com músicas gravadas por grandes nomes da MPB. Este foi o único disco do grupo. Com o mesmo nome, mas com mudança de componentes, chegaram a gravar outro disco pela CBS, no ano de 1971. Mais tarde, esses mesmos componentes formariam “A Turma do Ganzá”. Mas essa é uma outra estória que fica para um próximo momento.
Francisco Egydio – Vive Os Sucessos De Lupicinio Rodrigues (1962)
Para recordar, temos aqui o Francisco Egydio. Cantor de sambas e marchinhas famosas que no início dos anos 60 se voltou para o gênero romântico, onde então passou a fazer mais sucesso. Neste disco, de 62 pela Odeon, ele faz uma homenagem ao grande compositor gaúcho, Lupicínio Rodrigues, de quem ele gravou várias canções. É um disco que eu recomendo, ainda mais porque os arranjos e acompanhamento são de Walter Wanderley. Toque de mestre…
Ely Camargo – Canto Da Minha Gente (1974)
Ainda impregnado com a música folclórica latino-americana, inicio a semana com a Ely Camargo, pesquisadora e artista de Goias. Seu trabalho se extende através da música em shows, palestras, oficinas e videos que são mostrados principalmente na Europa. Mesmo com tantos anos de estrada, pesquisando a música folclórica brasileira, ela ainda hoje é pouco conhecida. Neste disco ela trabalha com temas tradicionais e recolhidos nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Um trabalho genuinamente brasileiro!
(Infelizmente os putos do DMCA estão reclamando de direitos autorais deste disco. Fui proibido pelo Blogger de colocar um endereço indicador para baixar o disco. Mas se eles acham que o bloqueio ao acesso a cultura se resolve desse jeito, estão muito enganado. Agora, mais que nunca, faço questão de divulgar este álbum e todo aquele que por desventura passar por essa situação. Quem estiver interessado em ouvir este disco, basta me enviar um e-mail – toquelinkmusical@gmail.com. Se não vai pelas vias normais, a gente usa as alternativas. Esse povo ainda não se deu conta de que estamos num caminho sem volta. Eles que procurem uma outra forma de ganhar dinheiro. Dizer que estão defendendo o direito de criação autoral é uma grande hipocrisia, é falso! Eles defendem seus próprios interesses, isso sim!)
Folclore Latino Americano (1976)
Encerrando com chave de ouro, trago agora uma coletânea pra lá de especial. São 3 discos com um apanhado de algumas das obras mais expressivas da música folclórica latino americana. Constam até duas músicas do repertório brasileiro, com Estelinha Egg e Ely Camargo. Coletâneas em geral sempre pecam ao excluir e selecionar uma ou outra música. Este álbum não é diferente disso, porém, pelo fato de ser um álbum triplo, com certeza terá muita coisa boa e interessante. A própria capa já nos mostra o que podemos encontrar aqui dentro. O toque está dado…
Boa noite!
America Latina Canta Vol. 2
Minha intensão era postar o volume 1 e 2 desta coleção super bancana. Porém me lembrei que havia passado o vol. 1 pra frente. Mas como se trata de uma coletânea especial com novas músicas e artistas de Cuba, Argentina, Chile e Mexico – achei que seria importante este toque.
Manduka – Brasil 1500 (1972)
Chegamos a fim de nossa jornada musical através da música latino-americana. Havia dito, logo ao iniciar essas postagens, que pretendia apresentar os latinos e também artistas de língua portuguesa. Confesso que fiquei tão envolvido com a ‘nueva canción’ que acabei me esquecendo dos portugueses. Mas em breve voltarei dando enfanse a esses artistas. Finalizando a semana, vamos com o Manduka. Talento precoce, aos 18 anos já fazia parceria com Geraldo Vandré no Chile. Também teve parceiros chilenos como Los Jaivas. Correu de cabo a rabo essa América Latina, mostrando sua arte. Filho (de peixe) do poeta Thiago de Mello e afilhado de Manoel Bandeira, o cara tinha tudo para ser genial, e foi! Paralelo a música, tinha nas artes plásticas sua outra paixão. Morreu em 2004 aos 52 anos… Este disco foi seu primeiro álbum, gravado no Chile.
Tarancón – Lo Único Que Tengo (1977)
Acho que já deu para perceber o quanto eu gosto do Tarancón. Sim, foi através desse grupo que vim a conhecer melhor Violeta Parra, Victor Jara, Silvio Rodrigues, Atahualpa Yupanqui e tantos outros como os que foram apresentados aqui durante essas duas semana. Estou trazendo mais um disco desse grupo porque três toques não foram suficientes, todos querem mais… Assim, vamos a mais um álbum repleto de coisas boas ‘lo ultimo que tengo’. 😉
Tito Fernández – Al Amor (1972)
Antes que cheguemos ao fim destas duas semanas de puro prazer – ouvindo canções e álbuns que se eternizaram nas vozes e na arte musical desses fabulosos artistas latino-americanos – eu gostaria de trazer mais um grande nome do canto e poesia chilena. Falo de Tito Fernández, “El Temucano”, em seu terceiro lp. Sua poesia é de rara beleza, exaltando o amor de forma singela, num canto onde só cabe sua voz e o violão. Muito lindo!
América Do Sol – Vol.2 (1979)
Dando seguimento à postagem anterior do selo Band, vamos agora para o segundo volume. Depois do sucesso do volume um, no ano seguinte foram lançadas novas coletânes por este selo criado em virtude da programação da rádio do grupo Bandeirantes de SP. Havia nesta época um programa de muito sucesso na rádio Band FM dedicado à música latino americana. Foi um dos primeiros programas a divulgar intensamente este tipo de música. A seleção de artistas é a dos mais expressivos – nomes que fizem história e são conhecidos internacionalmente. Vale a pena ouvir esse toque…
America do Sol (1978)
Mais uma super coletânea da música tradicional latino-americana. Este álbum foi editado pelo selo Band Discos, um dos poucos que se dedicou a divulgação da música folclórica sulamericana nos anos 70 e 80 no Brasil. Muitos desses artistas, durante o (nosso) regime militar, nunca foram ouvidos no país. Foi através de iniciativas como esta que passamos a conhecer melhor o que foi o movimento latino-americano da “nueva canción”. Vamos a mais um toque?
6-parabien de la paloma – Rolando Alarcon
Isabel Parra – De Aqui Y De Alla (1971)
Como dizem, “filho de peixe, peixinho é”. Aqui temos agora outro grande nome do clã dos Parra, Isabel, filha deVioleta. Desde de cedo acompanhou os passos de sua mãe, cantando em diversos lugares de Santiago. Foi em Paris que ela começou realmente sua carreira como cantora folclórica ao lado do irmão Angel. No final dos anos 60 ela já era uma artista celebrada interancionalmente.Participou do movimento neo-folclorista chileno, mas seu trabalho artístico ia muito além. Foi uma das figuras mais destacadas no movimento “Nueva Canción Chilena” Após o golpe de Pinochet, ela partiu para o exílio na França e depois foi para a Argentina. Só voltou ao seu país no final dos anos 80. Para o nosso toque musical eu escolhi este álbum que entre outros maravilhosos de Isabel é o que registra sua experiência em Cuba e seu encontro com Silvio Rodriguez. O disco se divide entre a música chilena e cubana (com o apoio incondicional de Victor Jara). Maravilhoso!
02. – El Encuentro – 3:41″
03. – Solitario Solo – 3:19″
04. – A Que No Divina – 2:20″
05. – Déme Su Voz, Déme Su Mano – 3:13″
06. – La Compañera Rescatable (Versión Con Los Jaivas) – 3:16″
07. – Son De La Loma (Con Horacio Salinas) – 2:58″
08. – El Rey De Las Flores – 2:03″
09. – Como En Vietnam – 1:42″
10. – Lo Que Quisiste Ser – 3:52″
11. – Perla Marina – 3:17″
12. – Al Final De Este Viaje – 3:03″
Atahualpa Yupanqui – El Payador Perseguido (1972)
Depois de ter postando aqui um disco da Mercedes Sosa com composições de Atahualpa Yupanqui, achei que seria conveniente apresentá-lo também. Ele é por certo o mais famoso folclorista argentino, autor de obras que fizeram história, também cantado em toda a América do Sul. “El Payador Perseguido” é uma espécie de conto poético, uma estória contada ao som de uma milonga que Atahualpa interpreta com verdadeira emoção.
Victor Jara – Canto Libre (1970)

Vamos mais uma vez com este excepcional artista chileno. Aqui temos “Canto Libre”, gravado em 70 e mais o o Volume 2. Esta edição foi lançada em 1993 pelo selo Monitor para o mercado internacional. Estão assim reunidos dois álbuns com o mesmo nome. Isso sim é que é um toque musical!
Amerindios (1970)
Apresento agora este duo, os Amerindios, formado pelos antropólogo Julio Numhauser e o sociólogo Mario Salazar. Eles começaram se apresentado por volta de 1969 ao lado do grupo de Ernesto Parra. Depois se tornaram uma dupla, trabalhando em conjunto com um grupo teatral Aleph, percorrendo todo o Chile com um projeto chamado “Tren de la Cultura’ – levando arte para os lugares mais remotos do país. A música dos Amerindios busca a inovação da canção chilena. Dessa forma, incorporam instrumentos eletrônicos mesclado aos ritmos folclóricos. As letras de cunho social e político apontam para o que acontece no Chile e no mundo. Este disco pertence à série do emblemático selo Dicap (Discoteca del Cantar Popular), criando em 1968 por iniciativa grupo de Cultura da Juventude Comunista do Chile. Destaque para “Nixon” de Sergio Ortega e “Disparada” de Geraldo Vandré. Vale uma conferida…
Nueva Cancion de Chile (1978)
3-si vas para chile – los cuatro cuartos
Los Jairas – Folklore Bolivien (1969)
Mercedes Sosa – Interpreta Atahualpa Yupanqui (1978)
Postei anteriormente um disco da Mercedes Sosa interpretando Violeta Parra. Agora vamos com mais um disco desta artista, interpretando outro grande nome da música tradicional argentina (e sulamericana) Atahualpa Yupanqui. Não preciso nem dizer o quanto este álbum é bom. Lançado no Brasil em 1978, um ano após o lançamento na Argentina, o álbum fez (e faz) muito sucesso por aqui. Vale a pena conferir este toque.
Altemar Dutra – El Trovador (1968)
Ok, ok… atendendo ao SEU pedido, vou abrir uma excessão para um disquinho do Altemar Dutra. Espero que esteja ao seu agrado 🙂 Sei que tem gente por aqui que vai virar o nariz para este post, principalmente pelo contraste com outros ‘hermanos de luta’. Mas convenhamos, apesar de muito popular, Altermar é um grande intérprete brasileiro do gênero romântico latino. Com suas versões em espanhol, chegou a vender mais de 500 mil cópias na América Latina. Depois de ter dominado as paradas de sucesso locais, a partir de 1969 passou a conquistar fãs de origem latina nos EUA. Tornou-se um dos mais populares cantores estrangeiros nos EUA.
Felippo Sosa Y Su Tipica – A Media Luz (1966)
Para os amantes do tradicional tango argentino tenho aqui este obscuro álbum de Felippo Sosa Y Su Tipica. Uma seleção de clássicos do tango mundialmente conhecidos. Este disco, infelizmente não traz informações e pesquisando na rede também não há nada complementar, nem mesmo sobre Felippo Sosa (seria um parente de Mercedes Sosa?) . Porém e apesar de tudo, trata-se de um excelente disco de tango.
Patricio Manns (1971)
Para não perdermos o rumo dos temas revolucionários, folclóricos e de protesto, vamos com mais um grande nome da música latino americana, Patrício Manns. Pouco comentado, este artista vem do Chile. Patrício foi por muitos anos colaborador da “Unidad Popular, que levou Salvador Allende à presidência no Chile. Com o golpe militar, foi para o exílio, inicialmente em Cuba e depois na Europa. Durante todo esse tempo, mesmo longe da terra natal, sempre esteve atuante. Retornou ao Chile em 90.
Este disco foi produzido e dirigido por Luis Advis e conta com a participação do Inti Illimani. Los Blops, Orquestra Sinfônica do Chile e Orquestra Filarmônica de Santigo. Belo trabalho, vale ouvir…
Eugénia Melo E Castro (1986)
Confesso que este disco, na época, eu comprei mais pela capa. Essa moça linda me chamou a atenção. Ao virar a contra-capa tive então certeza de que o compraria. O álbum trazia oito faixas, algumas assinadas por ela e parcerias como Caetano Veloso, Toninho Horta e Francis Hime, além de composições de Milton Nascimento, Wagner Tiso, entre outros… Ao ouvir o disco percebi que não se tratava apenas de mais uma cara bonita. Competente cantora e compositora vinda lá de Portugal. Eugénia Melo e Castro é hoje um nome respeitadíssimo, tanto aqui quanto por lá. Sua relação com a música brasileira é muito forte, coisa que se pode ver também em seu outros trabalhos. Linda Eugénia, linda de se ouvir.
velho mar
a cor do ar
mágicamente
que amor não me engana
cobra aranha
vaga no azul


