Mais uma vez temos aqui a presença de Doris Monteiro. Eu estava na dúvida, sem saber qual álbum dela ainda não havia sido postado. Sei que no Loronix tem alguns, mas acho que este não saiu por lá. Aliás, este foi talvez a minha melhor escolha, pois se trata de uma coletânea onde estão reunidos alguns dos melhores momentos de Doris, que vai de 1966 à 73. Pessoalmente esta é a fase que mais gosto em Doris Monteiro. Confiram este repertório:
Marisa Barroso – Canção De Enganar O Tempo (1961)
Hebe Camargo – Sou Eu (1960)
Festival De Samba – Sambas Enredos Das Escolas (1968)
Tenho para hoje este disco, precursor dos álbuns de sambas enredos. Um disco que vale mais pelo seu caráter histórico. Um registro ao vivo das seis melhores escolas de samba do ano de 1968. Neste ano sagrou-se campeã a Mangueira com seu “Samba, Festa de Um Povo”.
As gravações foram feitas nos terreiros (as quadras de hoje). Um ambiente perfeito para que este tipo de samba se manifeste de maneira autentica. Por curiosidade, temos também neste lp a participação de Martinho da Vila, como autor e puxador do samba “Quatro Séculos de Modas e Costumes”.
Confiram mais esta raridade…
Araci De Almeida – Noel Rosa Na Voz De Araci De Almeida (1967)
Inezita Barroso – Vamos Falar De Brasil, Novamente… (1966)
É difícil de acreditar, mas eu até pouco tempo atrás nunca tinha ouvido um disco da Inezita Barroso. Para ser mais exato, nem me lembrava da capa de algum deles. Me acostumei com a figura dela apresentando aquele programa na TV Cultura, de música regional. Mas com uma pequena ajuda dos amigos fui descobrindo uma discografia fantástica. Inezita é realmente especial, não apenas por ser uma artista que investiga e canta as raízes da música brasileira. Não apenas por trafegar em diversos estilos regionais brasileiros com sua voz firme sem vaidade. Mas também pela sua beleza e isso se reflete também em alguns de seu álbuns que vim a conhecer recentemente. Espero nos próximos dias postar mais alguns álbuns que são um primor.
Para hoje, “Vamos falar de Brasil, novamente…”, um disco maravilhoso onde ela vem acompanha pelo Regional do Caçulinha e ainda de quebra temos o maestro Guerra Peixe por trás cuidando do arranjos, orquestra e coral – interpretando as seguintes canções:
Bossa Nova – Sua História Sua Gente (1975)
Toque Musical – 1 Ano Fazendo Você Recordar!
O Toque Musical continua com o mesmo espírito de sempre. Continua sendo um blog amador e pessoal, sem pretensões informativas ou além do que foi proposto inicialmente. Não sou jornalista e nem escritor. Sou apenas uma pessoa apaixonada por música, por discos e pela história que circunda este universo. Muitos devem se perguntar o que eu ganho com isso, considerando o trabalho que dá manter diariamente um blog como este. Sem dúvida há muito trabalho, principalmente por trás do que se vê. Mas o prazer que eu tenho de poder estar envolvido com este universo musical, de poder apresentar, aprender e conhecer mais sobre a música brasileira e seus artistas, não tem preço. Isso para não falar no intercâmbio cultural, no contato com pessoas que têm as mesmas afinidades. Só isso já me basta. Não quero dinheiro e nem doações. Não preciso e nem acho correto cobrar alguma coisa, mesmo que seja apenas para a manutenção do blog. Este não é o meu estilo e nem a minha determinação. Já me basta a questionável posição em que me encontro, forçando a barra como um anarquista que sinaliza para novos tempos.
Vou enfrente sem promessas e sem hora certa para parar. Da minha parte, enquanto houver emoção e prazer vai existir um toque musical.
Bom, como de costume, seguindo a tradição, no dia de aniversário sempre tem um bolo. Taí o nosso… Hoje não tem música… Hoje eu estou ‘dando o bolo’.

Os Demônios Da Garoa – Interpretam Adoniran Barbosa (1974)
Para a segunda parte do dia estou trazendo aqui este disco bacanão dOs Demônios da Garoa. Se já não bastasse ser um disco deste excelente grupo paulista, ele ainda nos vem com o saudoso Adoniran Barbosa. Não é preciso dizer muito sobre o álbum que como vemos tem o melhor do João Rubinato. Este disco foi uma das muitas colaborações que nosso amigo “D” nos enviou e que eu agora tenho a oportunidade de postar aqui no Toque Musical. “Vamô ôvi?”Peruzzi Sua Orquestra E Côro – Rio-Show (1965)
Helena De Lima – Só (1963)
Dolores Duran (1973)
Doris Monteiro – Vento Soprando (1960)
Marisa – Simplesmente (1961)
Lana Bittencourt – Intimamente (1958)
Bandinha Pilantra – Macropíla – De Como Uns Velhinhos Perderam O Cavalo E Passaram A Andar De Fusca (1969)
Seguindo a linha dos Pilantocratas, aqui temos a Bandinha Pilantra. Um grupo vocal formado pelo maestro Ivan Paulo que incorpora todo o espírito da pilantragem de Wilson Simonal, Carlos Imperial e outros. Fazem parte do grupo Edgar (e os tais) e o inconfundível Noriel Vilela.
Irany e Seu Conjunto – Samba Em Surdina (196?)
Este disco era para ter sido postado ontem na dobradinha musical com Madrugada e Seu Conjunto, mas fui vencido pelo sono. O dia havia sido duro e eu estava super cançado. Ficou então para hoje o Irany e Seu Conjunto.
“Sambas em surdina” é mais um disco da série “Em surdina” do notável violinista Irany Pinto. O álbum apresenta um repertório refinado de doze sambas numa re-leitura original com violino. Uma prova de que no samba qualquer instrumento vai bem. Viva a música brasileira!
Madrugada E Seu Conjunto – Apaixonadamente (1970)
Charles Delaney E Sua Orquestra – Festival (1970)
Célio Balona E Seu Conjunto – Um Homem, Uma Mulher
Moacyr Silva – É Tempo De Samba (1969)
Grupo De Seresta João Chaves – Modinhas (1978)
Flávio De Alencar – O Nosso Seresteiro (1970)
Duo Guarujá – Cabecinha No Ombro (1960)
Toque Musical vai fazer 1 ano!
Dia 30 deste mês o Toque Musical completa um ano de atividade. Olhando para trás, ao longo desse tempo, tivemos uma média de dois discos postados todos os dias. São quase 700 títulos variados, com os mais diversos gêneros que cantam e encantam a música no Brasil. O que me chama mais atenção é ter permanecido ainda hoje longe dos holofotes, apesar de já ter sido visitado por mais de 100 países. Pesando tudo na balança, acabo acreditando que é bom mesmo que o TM se mantenha na sombra, mesmo usando protetor fator 60. Como disse o outro: você se torna responsável por tudo aquilo que cativa. E isso dá um trabalho…