Renato Mendes – Some Stars (198…)

Olá amigos cultos e ocultos! Vamos voltando sem muita pressa e afobação para não tropeçar… Há quase um ano atrás eu postei aqui um disco do organista Renato Mendes (Renato Mendes e Seu Orgão – 1962), um dos grandes (e esquecidos) nomes da música brasileira. Como ‘grandes nomes’ estão geralmente associados ao sucesso e popularidade, talvez muita gente não o reconheça, pois seu talento musical se encontra em uma outra esfera, a da música eletrônica, de teclados variados. Não vou ficar aqui repetindo toda essa história. Na postagem do disco anterior há outras informações, que levam também a uma outra, muito boa, publicada pelo blog Vinyl Manic. Eu, inclusive, havia dito na época que iria postar em breve outro lp do Renato, mas o tal disco acabou sumindo por aqui. Achei então esse outro, “Some Stars”, álbum lançado na década de 80, creio eu. Não há referencia certa à data. Trata-se de uma produção independente. Um disco onde o nosso artista desfila um repertório variado, com temas nacionais e internacionais, sob as teclas de um orgão eletrônico Yamaha, na época o poderoso Electone FX-20. Pessoalmente, achei o resultado um pouco decepcionante, considerando as qualidades do instrumentista e a fama do instrumento. Sinceramente, eu esperava mais. Bem porque até a capa nos convida a um disco aparentemente grandioso. Para mim, vale mais como curiosidade. Aliás, eu adoro curiosidasdes 🙂

guerra nas estrelas
when you wich uppon a star
the umbrella’s theme:
genevieve’s theme
watch what happens
i will wait for you
the saddest thing of all
tô voltando
vera cruz
rio
bem querer
estrelinha
mahmy

Gilberto Gil – JA & Gil (1972)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Surpresa!!! Aqui estamos de volta! Espero que dessa vez seja pra valer. Estou ainda me recompondo, em todos os sentidos. Nesse tempo parado, até deu para esquecer como se faz uma postagem. Mas vamos lá…
Para recomeçarmos, eu estou trazendo para vocês um disco de colecionador. Um objeto raro, que entre os aficcionados do vinil é peça preciosa. Temos aqui Gilberto Gil em seu terceiro álbum, lançado originalmente em 1969 e aqui reapresentado, em 1972, numa edição especial do divertido “Jornal das Amenidades”, uma publicação criada pelo jornalista Tarso de Castro.
Quem conhece bem a discografia do Gilberto Gil sabe o quanto este lp é bom, das melhores safras! Mesmo assim, eu não o teria postado, não fosse essa edição. Bem a cara do Toque Musical, não acham? Então, vamos lá… o link já está lá no GTM esperando vocês. Quem ainda não se associou, basta ler as informações contidas no blog. Tá tudo aí, bem explicadinho, ok?

cérebro eletrônico
volks volkswagen blues
aquele abraço
17 léguas e meia
a voz do vivo
vitrines
2001
futurivel
objeto semi identificado

Contando Com Uma Pequena Ajuda Dos Amigos (Cultos e Ocultos)

MEUS PREZADOS AMIGOS CULTOS E OCULTOS. DESDE QUE EU CRIEI ESTE BLOG NUNCA FIQUEI MAIS DE UMA SEMANA SEM ABASTECÊ-LOS COM NOVIDADE. E DIGA-SE DE PASSAGEM, POSTAGENS SEMPRE DIÁRIAS! INFELIZMENTE, AO LONGO DESSE TEMPO E MAIS EXATAMENTE NOS DOIS ÚLTIMOS ANOS, TEMOS ENFRENTADO DIVERSOS PROBLEMAS E OBSTÁCULOS QUE VÃO SE TORNANDO CADA VEZ MAIS INTRANSPONÍVEIS. QUEM ACOMPANHA DE PERTO O TOQUE MUSICAL VÊ O QUANTO EU TENHO BUSCADO ALTERNATIVAS PARA MANTER ACESA A CHAMA. REALMENTE, NÃO É MOLEZA E SÓ MESMO O PRAZER E A DEDICAÇÃO FAZEM COM QUE O NOSSO BLOG CONTINUE EM SUA MISSÃO. COMO TODOS DEVEM SABER, ESTAMOS PARADOS DEVIDO À UMA SÉRIE DE PROBLEMAS. OS LINKS PELO MEDIAFIRE DESATIVADOS (PRATICAMENTE 90% DE TUDO QUE FOI POSTADO AQUI) FOI UMA SITUAÇÃO DESANIMADORA. PARA PIORAR, TIVE AGORA PROBLEMAS NO MEU COMPUTADOR PRINCIPAL. PENSEI QUE O PROBLEMA FOSSE ALGO FÁCIL DE RESOLVER, MAS A COISA ESTAVA PIOR DO QUE EU IMAGINAVA. TEREI QUE TROCAR PRATICAMENTE TODO O COMPUTADOR. O PIOR DISSO TUDO É REMANENJAR OS ARQUIVOS, REINSTALAR PROGRAMAS, REFAZER O MESMO ESQUEMA DE ARQUIVOS QUE EU TINHA ANTES. ISSO VOCÊS NÃO FAZEM IDEIA DO QUANTO É TRABALHOSO. ESPERO NA PRÓXIMA SEMANA COMPRAR UM NOVO COMPUTADOR. MAS PARA TUDO CONTINUAR FUNCIONANDO COMO ANTES, TEREI QUE MANTER O VELHO WINDOWS XP. SÓ ELE ENTENDE AS MINHAS NECESSIDADES. E POR FALAR NISSO, EM NECESSIDADE, ESTOU PRECISANDO DE UM NOVO PROGRAMA DE SOM, UM NOVO SOUND FORGE, COMO ESTE DA ILUSTRAÇÃO. SERÁ QUE EU POSSO CONTAR COM UMA PEQUENA AJUDA DOS AMIGOS? SERÁ QUE ALGUÉM AQUI TEM ESSE PROGRAMA? MAS, POR FAVOR, NÃO PODE SER DEMO, OU DAQUELES PROGRAMAS CRAQUEADOS. TEM QUE SER ORIGINAL, OK? QUEM PUDER AJUDAR, POR FAVOR, FAÇA EM CONTATO. ENTRE MUITAS COISAS QUE O TM PRECISA PARA VOLTAR, ESSA É UMA DAS MAIS IMPORTANTES. CONTO COM VOCÊS!

Juarez Araújo – O Melhor De Juarez (1964)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Depois de um sax oculto, que tal um sax culto? Para o nosso sábado ficar ainda mais gostoso, vou trazendo aqui para vocês um dos grandes saxofonistas brasileiro, por vezes pouco lembrado, principalmente quando falamos de bossa nova. Temos aqui o músico pernambucano Juarez Araújo em um álbum do selo Masterplay, que resume alguns de seus melhores momentos em discos anteriores lançados pela mesma gravadora. Em 1962 ele lançou seu primeiro álbum, “O Inimitável Juarez”, onde ele toca bossa nova de um lado e ‘standards’ da música americana. No mesmo ano ele lançaria outro álbum, o “Bossa Nova nos States”, que teve inclusive edição americana. Em 1963 ele voltaria com “Masterplay Goes To New York”, um disco exclusivamente com temas americanos numa roupagem bossa nova. “O Melhor de Juarez” veio em 64, reunindo um pouco de cada um desses discos. Recentemente o produtor Marcelo Fróes, através de seu selo Dubas, relançou esses três importantes discos, remasterizados e com as capas originais. Vale a pena dar uma conferida, pois o trabalho ficou muito bom, tudo em estéreo para abrilhantar ainda mais 🙂 Aqui, ficamos com a coletânea, em mono, porém também muito boa. Manda vê…
só danço samba
mack the knife
samba toff
night side
samba de uma nota só
deep purple
al di la
bim bom
how night the moon
súplica
blue moon
lobo bobo

Pablo Gavilan E Seus Românticos – E Os Namorados Dançam (196?)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Puxado às cegas de dentro do baú, o disco sorteado foi este aqui da Imperial. Confesso a vocês que nem cheguei a ouvir o lp direito, portanto não tenho muito o que falar de um álbum que também não nos traz muitas informações. Ao que tudo indica Pablo Gavilan e Seus Românticos é mais um daqueles nomes fantasias. Numa olhada rápida pelo Google não encontraremos qualquer referencia ao suposto artista, o que veremos no máximo é algum anúncio do disco pelo Mercado Livre. Pablo Gavilan é certamante um codinome para algum grande sax tenor. No álbum não consta a data de lançamento, mas pelo que tudo indica, considerando também o repertório, eu suponho que seja da primeira metade dos anos 60. Vamos encontrar aqui uma série de sucessos. Boleros ultraromânticos de Anísio Silva, Raul Sampaio, Waldir Machado, da dupla Jair Amorim e Evaldo Gouveia e outros mais. Será que alguém aqui consegue identificar qual o saxofonista incorpora Pablo Gavilan? Fiquei curioso…

quero beijar-te as mãos
minha serás eternamente
beija-me depois
se eu pudesse
pressentimento
onde estás agora
tu, somente tu
tu hás de pensar em mim
interesseira
estou pensando em ti
devolva-me
sonhando contigo

Sueli Costa – Louça Fina (1979)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês a cantora e compositora Sueli Costa. Esta é a terceira vez que posto um disco da Sueli. Inclusive, pensando na postagem, me lembrei que já não tenho mais os dois primeiros em lp. Creio que agora só na versão cd ou mp3, que infelizmente não possuem seus respectivos encartes como os dos lps. Se for do interesse dos amigos, logo volto a repostar esses outros dois discos, ok?
“Louça Fina” é outro álbum excelente desta artista, que como eu já disse, é basicamente uma compositora. Suas composições ganham mais brilho nas vozes de outros intérpretes e através desses ela se faz conhecida. É bom aqui também lembrar que Sueli Costa sempre compoe em parcerias, os mais constantes são Abel Silva, Aldir Blanc e Tite Lemos. Neste disco temos como destaque, entre outras, as faixas “Primeiro jornal”, música que foi sucesso na voz de Elis Regina e “Jura Secreta”, outro grande sucesso nas vozes de Fagner e Simone. Outro ponto forte do disco é o instrumental. Neste álbum Sueli conta com a presença de grandes músicos como, Fernando Leporace; Dori Caymmi (que também é o produtor); Oscar Castro Neves; Helio Delmiro; João Palma e outros mais, além de um super côro. Taí, mais um bom disco para se ouvir com outros olhos. 🙂
para os meninos da nicarágua
louça fina
sabe de mim
alegria e a dor
uma vida em segredo
esperar eu não sei
flecha ligeira
segredo quebrado
primeiro jornal
altos e baixos
jura secreta
o inocente

Tarancón – Ao Vivo No Villaggio Café 2009 (2013)

Olá amigos cultos e ocultos! Carnaval acabou, vamos retornando à realidade, trocando as máscaras e fantasias. 2013 nos espera. Ainda há muito o que rolar por aí, inclusive os discos do Toque Musical. Este é o primeiro post do ano para as nossas produções exclusiva. Vamos com um registro de show do grupo Tarancón realizado em 2009 no bar Villaggio Café, em São Paulo. Esta gravação me foi enviada pelo amigo Daniel Vergueiro há mais de uns três anos. Não fosse eu buscar em meus arquivos os discos do Tarancón para reposição de novos links, nem lembraria desta gravação. Daniel, demorou, mas chegou! Com direito a capa e contracapa 😉

 

Jamelão – Samba Enredo – Sucessos Antológicos (1975)

Boa noite, amigos foliões! Antes de sair para o último dia de festa (aliás, o dia realmente da festa), vou deixando a nossa postagem. Mais uma vez, dentro do clima, o nosso tema é o carnaval. Para hoje eu reservei este álbum da pesada do Jamelão. Temos aqui um lp lançado em 1975 pela gravadora Continental. Estão reunidos dez sambas enredos defendidos pelo grande sambista, um dos maiores puxadores de escolas de samba. As dez faixas, como se pode ver, fazem mesmo valer o disco. Confiram aí, porque eu aqui já estou de saída. A folia me aguarda 🙂

cântico a natureza
o grande presidente
rio antigo
cada grande e senzala
o fabuloso mundo do circo
rio grande do sul na festa do negro fôrro
dona bêja, feiticeira de araxa
exaltação a mangueira
terra de caruaru
apoteose do samba

Banda Os Dragões Do Rei – Antigas Marchas Carnavalescas (1958)

Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! No pique do carnaval, abrimos a nossa segunda feira ao sons de antigas marchas carnavalescas. Hoje seria um dia dedicado ao GTM, com os sempre brilhantes textos do nosso amigo Samuel Machado Filho. Porém eu não tive tempo de preparar uma seleção de 78 rpm para o Samuca, além do mais, na sequência do GTM, o que teremos é a continuação da série Jacob do Bandolim. Fica assim prometido, ok?
Mas como eu dizia, nosso encontro hoje é com as antigas marchinhas de carnaval, apresentadas aqui pela gravadora Continental, através da banda “Os Dragões do Rei”, nome este dado a uma típica banda, que contou com três grandes regentes arranjadores: Radamés Gnattali, Guido de Morais e Severino Araújo. O disco foi lançado em 1958, trazendo em seu repertório velhas marchas carnavalescas, num estilo bem tradicional, procurando dessa forma relembrar e mostrar que mesmo diante às mudanças que aconteciam na música brasileira naquela época, a verve musical ainda era a mesma. Taí, um lp dos mais interessantes. Para se ouvir durante e depois do carnaval. 🙂

touradas de madrid
hino do carnaval brasileiro
ridi palhaço
tem gato na tuba
linda lourinha
história do brasil
pirata da perna de pau
linda morena
grau 10
pepita de guadalajara
trem blindado
lancha nova

De Chapéu De Sol Aberto (1971)

Olás! No embalo do Carnaval de Belô e já no último tempo do dia, aqui vai um disquinho dos melhores, capaz de levantar o ânimo de qualquer folião bodado. Temos aqui outra seleção, desta vez de frevos, entre os quais se destaca um dos mais tradicionais, “De chapéu de sol aberto”, um clássico do compositor pernambucano Capiba, que também era ligado nas artes plásticas. Ele também pintava e aqui temos na capa uma de suas obras. Vale a pena conferir. Disco muito bom 😉
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de chapéu de sol aberto
boko moko
meu vestibular
3 pistões de ouro
os direitos são iguais
frevo da saudade
pra que tristeza?
lavanca
a mulher que eu queria
frevo hoje e sempre
tempo quente
frevo sem quarta feira
morrendo de saudade
santos no frevo
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Alegria (1980)

Olá, amigos cultos e ocultos! Para a alegria de vocês, eu estou voltando, no embalo do Carnaval. Ainda não estou totalmente pronto para encarar a tarefa musical diária. Mas acho bom retomar logo as postagens, pois já comecei a ficar mal acostumado e preguiçoso. Por enquanto vamos recomeçar sem muitas promessas e sem a obrigação de sermos diários, ok? Eu ainda não consegui resolver todos os meus `pepinos`, inclusive o conserto do meu computador. Estou fazendo essas novas postagens via Mac, usando outros programas de áudio, coisa que eu ainda não domino totalmente. Era bem mais fácil e rápido pelo Windows, mas tudo bem, logo a gente vai afiando…
Como estamos no Carnaval, Alegria! É isso aí, alegria geral. Este é o nome do disco que abre aqui o nosso carnaval. Eis aqui um raro lp da Bemol, lançado provavelmente em 1980, reunindo 14 sambas de gênero carnavalesco, de sambistas mineiros. Muitos desses artistas fazem parte da Velha Guarda do Samba de Belo Horizonte. Entre os destaques temos o sambista Milton Rodrigues Horta, mais conhecido como “Lagoinha”. O conjunto que acompanha os cantores era também formado por músicos da melhor qualidade, entre eles, o mais famoso, o cavaquinista Waldir Silva. Em resumo, temos aqui um disco de carnaval mineiro. Quem pensa que por aqui não tem carnaval, não se enganou. Porém, não é por falta de samba, músicos e compositores. O que acontece é que quando chega o Carnaval eles todos vão para o Rio de Janeiro, hehehe…
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querendo aparecer – jurandi silva
tobogã – paulo sobrinho
os guizos da colombina – aquiles junior
não chore não – lagoinha
que que isso – brito
bloco do delegado – edú alves
entra quem pode – terezinha soares
joão mamãe – paulo sobrinho
zé camisolão – enio barbosa
mágoa no carnaval – geraldo tavares
lágrimas – marcio josé
garota bh – francisco carioca
eu mandei cacá na venda – lagoinha
catimba – nilton rocha

Walter Wanderley E Seu Conjunto – Sucessos Dançantes Em Ritmo De Romance (1960)

Olá amigos cultos e ocultos! Falta pouco para fecharmos o ano de 2012. Ainda nesses últimos momentos o Toque Musical vem marcar a sua presença, completando o ciclo diário de postagens. Apesar dos pesares, a gente continua mandando ver e ouvir, claro!

Segue aqui neste penúltimo dia um disco do Walter Wanderley,n álbum lançado pela Odeon em 1960. Neste lp iremos encontrar uma seleção de sucessos da época em ritmo dançantes (a dois). Uma mistura das boas, como muito samba, bolero, chachacha e até o rock. Destaco em especial as três últimas faixas, Dolores Duran no pedaço 😉

e daí? (proibição inútil e ilegal)

o apito no samba

gimba

io

baby rock

quem é

oh carol

perfume de gardênia

quero beijar- te as mãos

a noite do meu bem

fim de caso

castigo

Péricles Cavalcanti – Sobre As Ondas (1995)

Antes que este ano acabe, que o blog acabe… Eu não poderia deixar de postar aqui um dos meus discos preferidos de todos os tempos, “Sobre as ondas”, do genial Péricles Cavalcanti. Este álbum eu venho há tempos ensaiando em postá-lo, mas só não o fiz antes porque não encontrava o bendito lp. O tempo passou e eu acabei esquecendo. Hoje, procurando o disco do dia, me lembrei. Lembrei que tenho apenas a versão em cd. Quer saber? Vai ser essa mesmo! Taí um disco que a gente precisa ouvir sempre, seja em cd, vinil ou mp3.

“Sobre as ondas” foi o segundo ou terceiro trabalho gravado por Péricles. Como em “Canções”, seu primeiro álbum, postando também aqui no TM, este é também impecável, praticamente todo autoral, tendo apenas duas músicas em parceria: “Poesseu, poessua (pérnalas)”, sobre poema de Décio Pignatari e “Imagem”, sobre poema de Arnaldo Antunes. Este disco foi lançado em 1995 de maneira quase independente. Composto, produzido e arranjando por Péricles. Muito bom! Eu garanto!

por todas as veias

minha vanguarda

doris monteiro

deuses e homens

imagem

a noite em que vicente celestino morreu

vídeo chorinho

número um nº 2

poesseu, poessua (pérnalas)

intimidade

aula de matemática nº 2

odeio música

com amor, com você

cara de mãe

mapa mundi

Carlos Galhardo – Evocação (1961)

Olá amigos cultos e ocultos! O ano está acabando e apesar dos atropelos, o Toque Musical cumpriu bem sua tarefa. Estivemos aqui diariamente trazendo sempre um disco ou uma gravação rara e especial. Infelizmente, nem tudo foi flores. Mesmo no Paraíso há sempre um infeliz capaz de transformar tudo num inferno. Perdemos praticamente todos os nossos links por conta de denúncias de um espírito de porco. Com tantas manobras para manter vivo o blog Toque Musical, acabei ficando um pouco desgastado. Sinceramente, estou meio cansado de ficar repetindo coisas, repostando links, refazendo o blog. A partir do ano que vem vou ser mais atencioso comigo mesmo. Tocarei as postagens sem ter mais o compromisso diário. Os links, como já disse anteriormente, não serão mais reativados. Pelo menos da maneira como temos feito. A prioridade é sempre da postagem do dia. Como tudo, os arquivos e links também caducam.

Hoje eu trago para vocês o álbum “Evocação”, de Carlos Galhardo, acompanhado de orquestra. Este disco foi lançado em 1961 pela RCA Victor e traz em seu repertório uma seleção musical muito boa, com composições que são verdadeiros clássicos populares. Vamos encontrar aqui  sambas, canções, valsas e boleros na voz de um dos mais importantes intérpretes dos gêneros…

guacyra

quanta tristeza

esmagando rosas

casa de caboclo

favela

professora

valsa dos namorados

arrependimento

mágoas de caboclo

palavras amigas

menos eu

boa noite

Cauby Peixoto – Superstar (1972)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Diante a perda de todos os nossos links pelo Mediafire, nossa lista de reposição triplicou. Se torna ‘augutamente’ impossível repor tudo aquilo que perdemos e sinceramente eu não ando muito motivado a começar tudo de novo. Assim, declarei que de agora em diante, nossos links terão prazo ainda mais limitado. Quem não estiver acompanhando o diário de postagens e o GTM vai comer mosca. A partir de janeiro, novas solicitações de links serão pessoais. Não haverá mais reposição no GTM. Os interessados em qualquer dos discos postados deverão encaminhar um pedido por e-mail. Passo também a cobrar uma ajuda de custo por esse serviço exclusivo. Observem que essa cobrança se faz necessária no sentido da manutenção e sobrevivência do blog. Não tenho interesse algum em ganhar dinheiro com isso. Porém, como todos sabem, manter um blog como o Toque Musical não é fácil. E como dizem, quem trabalha de graça é relógio. Meu tempo tem um valor e anda cada vez mais curto. Meu prazer em compartilhar se faz na medida da participação e interesse de vocês. A partir de janeiro estarei também vendendo os meus discos (os originais, claro). Quem tiver interesse em adquirir vinil e cd, basta enviar um e-mail, ok?

Para a postagem de hoje, eu estou trazendo aqui mais um disco (dos raros) do Cauby Peixoto. Vamos dessa vez com “Superstar”, álbum lançado pela Odeon em 1972. Taí uma boa safra do Cauby, um disco fino, com produção de Milton Miranda, arranjos e direção musical de Lindolfo Gaya que também é o orquestrador e regente ao lado de outro maestro, Orlando Silveira. No repertório temos uma gama variada de sucessos, contemplando músicas de compositores como Chico Buarque e Vinícius de Moraes, Caetano Veloso, Silvio César, Sylvio Caldas e Orestes Barbosa, Roberto e Erasmo Carlos, Tom Jobim, Menescal e Bôscoli e outros… Não demorem para conferir. Depois de um mês eu já não garanto nada… 🙂

os argonautas

foi a vida

maria, maria

mulher

se todos fossem iguais a você

por quem morreu de amor

valsinha

meu filho

detalhes

pra você

chão de estrelas

Suzy King – A História E As Histórias De Georgina Pires Sampaio

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Espero que todos tenha tido um ótimo natal. Agora é nos prepararmos para as festas do fim de ano.

Retomando as nossas postagens, eu hoje abro o espaço para o pesquisador Alberto Oliveira, que vem colhendo informações sobre Suzy King, uma curiosa artista dos anos 50 e 60. Conforme Alberto, esta artista chegou a gravar discos, o que atiçou ainda mais o meu interesse em ajuda-lo. Segue aqui uma marchinha carnavalesca gravada por ela em 1960. “Me leva prá lua” E logo a baixo a nota do pesquisador:

Georgina Pires Sampaio… Uma mulher bela e exótica que, depois de mais de vinte anos dedicados à vida artística, desapareceu misteriosamente dos palcos. Suzy King era o seu nome de guerra. Dançarina, cantora, atriz e faquiresa.
Ousada e solitária, Suzy morava num apartamento em Copacabana com várias cobras de estimação e lutava contra uma sociedade que se esforçava em marginalizar a mulher independente. O que terá acontecido a Suzy King? Em busca de encontrar resposta a essa pergunta, criei o blog http://suzyking.blogspot.com.br com tudo o que encontrei sobre ela até o momento.
Gostaria de pedir a quem tenha qualquer informação ou lembrança sobre Suzy King que entre em contato comigo pelo e-mail
betodec30@yahoo.com.br  –  
Alberto Oliveira

 

Coral Céu Da Boca – Canções De Cordialidade E Canto De Natal (1979)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje é segunda feira, dia de postagem da série GRB (Grand Record Brazil), mas é também véspera de natal. Eu bem que podia ter procurado alguns temas natalinos lançados na época do 78 rpm, mas nem preciso confessar, me faltou tempo. Por outro lado, ficou mais fácil repostar os links no GTM de diversos outros títulos de anos anteriores, inclusive o volume 4, especial de natal do GRB. Vamos hoje dar um descanso ao amigo Samuca e em seu lugar vai este compacto promocional da Adonis, lançado no natal de 1979. Este disquinho veio bem a calhar, pois traz exatamente na medida a minha mensagem de fim de ano. Temos aqui o Coral Céu da Boca interpretando seis peças de Villa-Lobos com letras do poeta Manuel Bandeira.

Desejo a todos um feliz natal. Que seja um momento de paz, amor e reflexão. Um momento para repensarmos nossas atitudes. Perdoar e pedir perdão. Um momento para lavar a alma e nos preparar para um novo ano. Desejo a todos (e sem exceção) muito amor, compartilhado como fazemos aqui com a música. Afinal, tudo que é bom a gente precisa saber dividir. Não temos palavras para lhes desejar boas festas, só temos música. Feliz Natal!

feliz natal

boas vindas

feliz aniversário

boas festas

canto de natal

feliz ano novo

Os Velhinhos Transviados – O Natal Dos Velhinhos Transviados (1966)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! No embalo natalino aqui vamos nós com mais uma postagem. Como nesta semana eu não postei nenhum compacto, resolvi escolher para o dia de hoje um compacto duplo, lançado pelOs Velhinhos Transviados para o natal de 1966. Como eu não tive condições de achar o disquinho hoje, tomei emprestado um arquivo semelhante, que foi postado no saudoso Loronix. É natal, um feliz natal…

jingle bells

white christmas

boas festas

noite silenciosa

Rádio Nacional – Boas Festas (2012)

Boa noite a todos! Como estamos encima do Natal, eu vou logo buscando algo condizente com a data. Mas como vocês sabem, estou meio sem tempo para procurar e preparar alguma coisa que me tome mais de cinco minutos. Assim, recorro ao que está mais fácil.

Encontrei este arquivo, que me foi enviado por um de nossos amigos há algum tempo atrás. Trata-se de um compacto de jingles da Rádio Nacional, utilizado em suas saudações de fim de ano. Não sei precisar a data, mas creio que seja da década de 60. Uma curiosidade para não deixarmos o dia de hoje passar em branco. Vamos fazer isso na passagem do ano 🙂

hino da rádio nacional

jingle bells

noite feliz

natal alegre

natal religioso

ano novo luar do sertão

Ribamar – Noites Cariocas (1975)

Olá amigos! Mais uma vez estou eu aqui ‘apertado de costura’, ‘costura natalina’, vamos dizer assim. Totalmente sem tempo para manter a dinâmica do Toque Musical. Daí, só me resta lançar mão dos providenciais ‘discos de gaveta’.

Trago para vocês o pianista Ribamar em um álbum lançado pela EMI-Odeon em 1975. Este álbum comemora os 25 anos de atuação profissional do artista. Uma retrospectiva onde Ribamar nos traz algumas das músicas mais importantes em sua carreira, composições de outros grandes artistas executadas por ele ao longo desse tempo. Aqui, em novas gravações e arranjos, com um grupo de excelentes instrumentistas, como é o caso de Hélio Delmiro, Chiquinho do Acordeom e outros.

castigo – fim de caso – a noite do meu bem – solidão

gauchinha bem querer

duas vidas

meu sonho é você

delicado

pra você – nossos momentos

pedacinho do céu

mulher – tudo cabe num beijo

apanhei-te cavaquinho

esmagando rosas

de tanto amor

dizem por aí

Gereba – Bendengó (1973)

Boa (última) noite, amigos cultos e ocultos! Se tudo correr conforme as previsões de um bando de malucos, amanhã será o fim do mundo. Por certo vai ser mesmo para um determinado grupo de pessoas que irão morrer amanhã. E o mais irônico disso tudo é que os escolhidos podem ser qualquer um, inclusive eu ou algum de vocês. Como faço toda noite, deito a cabeça no travesseiro e espero, sem pressa e sem preocupação. Seja o que Deus quiser 🙂

Por não acreditar que o mundo acaba amanhã foi que eu não me preocupei em escolher aquela que seria a postagem final e derradeira. Teria que ser algo muito especial. Infelizmente eu não estou tendo tempo nem para morrer de maneira orgulhosa. Mesmo assim, escolhi para o dia de hoje um disco da melhor qualidade, que na pior das hipóteses irá representar bem o fim do mundo, aqui no Toque Musical. Temos então, o baiano Geraldo Barrero, mais conhecido como Gereba, em seu primeiro disco, gravado em 1973, pelo selo Fontana. Como podemos ver na capa, o álbum se chama “Bendengó”, possivelmente uma alusão ao meteorito encontrado na Bahia, próximo da cidade de Monte Santo, onde nasceu Gereba. Com este disco ele dava início a formação do grupo que viria a ser conhecido como Bendegó. Em sua formação inicial Gereba contava com Capenga, Zeca, Raimundinho e o mineiro baiano Djalma Corrêa. As músicas deste disco são todas de Gereba e Patinhas. Muita gente confunde, achando que Gereba é que é o nome do disco, ou mesmo que este tenha sido o primeiro disco do grupo. É interessante também observar que neste álbum se fala ‘Bendengó’, com o ‘N’ entre o E e o G. O Bendegó nasceu aí…

chorada

desaguou

princesa sertaneja

bendengó

abrolhos

o gole

algazarra de padre

bala de ouro

rio doloso

bonde

zesse feche zesse

caratacá

Silvio Brito E Os Apaches – Por Um Amor Maior (1973)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Diante à minha falta de tempo para selecionar novos álbuns, o jeito é recorrer aos ‘discos de gaveta’, aqueles que estão sempre prontos para eventualidades como essas. Como estamos próximos do fim do mundo, me lembrei do Silvio Brito e aquela sua velha canção, “pare o mundo que eu quero descer…” Não achei o tal disco, mas tenho outro ainda mais curioso. Aliás, um disco bem raro que nem o próprio artista possui. Temos aqui o Silvio Brito e seu primeiro conjunto, Os Apaches. A primeira vez que vi este disco, achei que fosse algo mais próximo da natural rebeldia juvenil dos anos 70, algo mais ‘rock’n’roll, principalmente pela estampas dos músicos na capa. Mas, longe de qualquer ideia ‘hippie’, Os Apaches de Silvio Brito estavam mais interessados em louvar o Senhor. As músicas deste disco são todas de cunho religioso católico. A banda durou uns oito anos e chegaram a gravar dois lps por um selo das Edições Paulinas. Pelo pouco que eu sei, Silvio Brito ainda hoje continua muito ligado à Igreja Católica. Chego a pensar que o artista é, no fundo, um padre à paisana. Hehehe…

o senhor é meu pastor

prelúdio da paz

vale a pena perdoar

aleluia

obrigado senhor

por um amor maior

mensagem de amor

perdão senhor

eu caminhei

pobres e nobres

a fonte do amor

meditação

Gerson Conrad & Zezé Motta (1975)

Boa noite a todos! Vai chegando essa época de fim de ano, natal, etc… meu tempo fica ainda mais curto. Mas vamos lá…

Hoje temos um disco muito interessante. Álbum lançado em 1975 pela Som Livre, “Gerson Conrad & Zezé Motta”. Todos devem se lembrar, Gerson fez parte dos Secos & Molhados, ao lado de Ney Matogrosso e João Ricardo. Em 74, após o fim do grupo, juntou-se com o letrista Paulo Mendonça para compor uma série de canções, das quais resultariam este lp, que tem ainda como peça principal a interpretação da atriz cantora, Zezé Motta. Bacana 🙂

a dança do besouro

favor dos ventos

sonho agitado

trem noturno

estranho sorriso

bons tempos

o legado da terra

sempre em mim

pop star

um resto de sol

lírios mortos

a medida

novo porto

1974

Jacob Do Bandolim 1 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 48 (2012)

Em sua edição de número 49, o Grand Record Brazil inicia uma retrospectiva dedicada àquele que, certamente, foi um dos maiores bandolinistas brasileiros, senão o maior: o carioca Jacob Pick Bittencourt, que ganhou a imortalidade como Jacob do Bandolim.

Nascido no Rio de Janeiro em 14 de fevereiro de 1918, de pai capixaba e mãe polonesa, Jacob estudou no Colégio Anglo-Americano e serviu no CPOR. Quando já “arranhava” o bandolim, trabalhou no arquivo do Ministério da Guerra, e depois fez carreira como serventuário da Justiça do Rio, onde chegou até mesmo a ser escrivão de vara criminal. Sua casa no bairro de Jacarepaguá, avarandada e com jardim, era palco de memoráveis rodas de choro (os “saraus”), e nelas Jacob recebia seus grandes amigos chorões. Entre seus ídolos estavam Almirante, Noel Rosa, o pianista Nonô, Luiz Vieira, Pixinguinha e Ernesto Nazareth. Mesmo não sendo lá grande entusiasta do carnaval, gostava bastante de frevo. Foi “guru” de Sérgio Cabral (pesquisador e produtor musical, pai do governador do Rio, Sérgio Cabral Filho), Hermíno Bello de Carvalho e Ricardo Carvo Albim. Autor de clássicos do choro (“Vale tudo”, “Noites cariocas”, “Assanhado”, “Doce de coco” e muitos mais), Jacob formou, nos anos 1960, o conjunto Época de Ouro, que mesmo após sua morte, em 13 de agosto de 1969, permaneceu na ativa, e existe até hoje. Seu último espetáculo público aconteceu em 1968, no Teatro João Caetano do Rio de Janeiro, onde se apresentou ao lado de Elizeth Cardoso e do Zimbo Trio, além, é claro, do Época de Ouro. Teve dois filhos: Sérgio Bittencourt (jornalista e também compositor, sendo inclusive autor do clássico “Naquela mesa”, em homenagem ao pai) e Elena Bittencourt, que tornou-se depois presidente do Instituto Jacob do Bandolim.

As gravações de Jacob do Bandolim que compõem esta retrospectiva são do acervo do pesquisador Sérgio Prata, e abrangem o período de 1947 a 1959. Nesta primeira parte, composta de doze fonogramas, apresentamos as músicas de seus quatro primeiros discos, gravados na Continental. Jacob estreou com o 78 de número 15825, gravado em 9 de julho de 1947 e lançado entre agosto e outubro desse ano. Abrindo-o, matriz 1693, um choro dele mesmo, “Treme-treme” (a faixa 11 da nossa sequência), e no verso, matriz 1686, a bela valsa “Glória”, de Bomfiglio de Oliveira (faixa 12), lançada originalmente em 1931 por Gastão Formenti, com letra de Branca Coelho. O segundo disco de Jacob levou o número 15872, sendo lançado em março de 1948. No lado A, gravado em 23 de junho de 47, matriz 1687, a bela valsa, dele próprio, “Salões imperiais” (que abre a sequência). No lado B, gravado em 9 de julho de 47, matriz 1694, outra composição do trompetista Bomfiglio de Oliveira, o conhecido choro “Flamengo” (a faixa 2), originalmente gravado pelo autor em 1931, sendo este registro de Jacob também muitíssimo apreciado. Curioso é que, nessas quatro primeiras gravações, Jacob é acompanhado pelo conjunto do violonista César de Faria, pai do grande Paulinho da Viola. Em seguida, do terceiro disco, número 15957, gravado em 18 de setembro de 1948 e lançado entre outubro e dezembro seguintes, outras duas composições do próprio Jacob: o choro “Remelexo” (faixa 4), matriz 1943, e a valsa “Feia” (faixa 3), matriz 1944 (vocês vão perceber que a música não faz nenhuma jus ao título, sendo de fato primorosa). Do quarto e último disco de Jacob na Continental, número 16011, lançado em março-abril de 1949, o choro “Cabuloso”, de sua autoria (faixa 5), matriz 1942, e a conhecida “Flor amorosa”, matriz 1945, de Joaquim Antônio da Silva Callado, originalmente polca e aqui choro, cujos primeiros registros, no início do século passado (fase mecânica de gravação) foram apenas instrumentais, apesar de Catulo da Paixão Cearense ter lhe posto versos em 1880, mesmo ano da morte de Callado.

As outras quatro faixas foram gravadas por Jacob do Bandolim já na RCA Victor, onde o mestre passa a registrar praticamente toda a sua discografia. Sua primeira sessão de estúdio na “marca do cachorrinho” dá-se em 12 de maio de 1949, com o disco 80-0602, lançado em julho daquele ano, e do qual apresentamos a faixa de abertura: o famoso tango “O despertar da montanha”, de Eduardo Souto, matriz S-078881. Temos depois “Sorrir dormindo”, ou “Por que sorris”, valsa de Juca Kalut lançada ainda nos tempos do disco mecânico, levada a disco por Jacob em 9 de janeiro de 1950 com lançamento em junho do mesmo ano (80-0653-B, matriz S-092605), uma valsa do próprio Jacob, “Encantamento”, por ele gravada na mesma sessão e lançada em julho de 1950 (80-0667-B, matriz S-092607), e uma deliciosa polca também de autoria do próprio mestre Jacob, “Mexidinha”, gravação de 30 d ejunho de 1950 e lançada em setembro seguinte com o número 80-0688-A, matriz S-092699. Está muito bom para começar, não é mesmo? Então aguardem que vem mais por aí, tá combinado? Então até lá…

Texto de SAMUEL MACHADO FILHO.

Turibio Santos – Violão Brasileiro (1980)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje o nosso domingo é dedicado à música instrumental, à música erudita e também popular e principalmente ao violão. Trago para vocês um dos maiores violonistas brasileiros, o admirável Turíbio Santos, em um disco delicioso, lançado pelo extinto selo Kuarup em 1980. “Violão Brasil” é um álbum que contempla a música erudita e popular brasileira, através das composições de grandes mestres como podemos ver na capa: Villa-Lobos, Hernesto Nazareth, Dilermando Reis e Henrique Alves de Mesquita. Vamos encontrar aqui os famosos Cinco Prelúdios para violão, de Villa-Lobos, obra composta em 1940. Do outro lado do disco vamos encontrar uma espécie de pot-pourri de canções infantis brasileiras, harmonizadas pelo próprio Turíbio Santos. Seguem as outras faixas trazendo Ernesto Nazareth, Henrique Alves de Mesquita e Dilermando Reis. Esses três últimos tiveram suas composições transcritas por outro violonista, João Pedro Borges, que também participa nessas faixas fazendo o segundo violão. Taí, um disco muito bom de se ouvir nesta noite de domingo. Basta entrar no GTM e buscar, ok?

cinco prelúdios (de villa-lobos)

canções infantis brasileiras:

sozinho eu não fico

nesta rua mora um anjo

boi da cara preta

carneirinho, carneirão

floraux (de ernesto nazareth)

batuque (de ernesto nazareth)

batuque (de henrique alves de mesquita)

tempo de criança (de dilermando reis)

Henry Nirenberg E Sua Orquestra – Percussão Espetacular (196…)

Boa noite amigos cultos e ocultos! Hoje eu passei o sábado colocando em dia o meu prazer de ouvir, sem pressa, alguns discos que adquiri ultimamente. São coisas variadas, que vão do rock ao jazz, ritmos latinos e até de poesia. Só não rolou MPB, pois essa é arroz com feijão, prato de todo dia e eu queria mesmo era variar. Nossa, como é bom ficar atoa, por conta do ócio, apenas curtindo as coisas que a gente gosta. Valeu demais! Acabei com isso não preparando nada para a postagem de hoje. Mas sabia que poderia contar com os meus velhos e bons ‘discos de gaveta’. Foi escutando Perez Prado, Les Baxter, Dick Schory, Martin Denny e Arthur Lyman que eu me lembrei desse disquinho aqui que tem tudo a ver, enviado há poucos dias, como colaboração, pelo amigo Mauro. Henry Nirenberg e Sua Orquestra. Pelo nome muitos de vocês irão pensar que se trata de algum disco de orquestra internacional. Mas a verdade é que Henry Nirenberg foi apenas um pseudônimo criado para o maestro Leo Peracchi, possivelmente por Nilo Sérgio, quando então este lançou pela sua Musidisc alguns discos utilizando esse nome. O Maestro incorpora assim o personagem Henry Nirenberg e nos apresenta uma seleção musical curiosa, com arranjos bem ao estilo ‘exótico’ adotado por artistas como os que eu citei logo de início. Este álbum, como se pode ver pela capa, é daqueles discos que fazem parte de coleções, vendidas através dos Correios, ou algo assim. Lançando, certamente, nos anos 60, pelo selo Stereo Hi Fi Club (deve ser mais uma produção da Musidisc/Nilo Sergio). Apesar da digitalização do disco trazer inúmeros estalos, a qualidade da gravação é excepcional, valorizando o sistema estereofônico, que naquela época, aqui, era novidade. Ouvi pouco as músicas deste lp, que tem uma seleção bem dosada, com composições interessantes e algumas bem conhecidas, nacionais e internacionais. Olha só…

percussão espetacular

bahia

fetiçaria

funeral de um rei nagô

that old black magic

banzo

tabu

jungle drums

the banana boat song

PS.: Segue aqui o reclame e informação deste cidadão que se apresenta como advogado. Segundo ele, Henry Nirenberg não era um pseudônimo e toda a informação levantada sobre o artista é falsa. Deixo aqui então publicado o que ele nos escreveu. Esperamos agora que também nos dê boas provas, mais informações sobre este músico e sua orquestra, pois além do Toque Musical, onde mais alguém irá encontrar um site preservando ou resgatando o nome de Henry Nirenberg?

Na qualidade de advogado da Família Nirenberg, venho notificar o blog Toque Musical e seu representante legal, das inverídicas alegaçōes contidas na apresentação do disco “HENRY NIRENBERG E SUA ORQUESTRA – PERCUSSÄO ESPETACULAR”, lançado pela Musidisc, feita neste blog.

Informo que o pseudônimo HENRY NIRENBERG era do ínsigne Maestro HENRIQUE NIRENBERG e não do excelente arranjador Leo Peracchi.

O Maestro HENRIQUE NIRENBERG, ou HENRY NIRENBERG, foi o regente de todos os discos das séries Henry Nirenberg e sua Orquestra, Romänticos de Cuba e Violinos Mágicos, lançados pela MUSIDISC sob a direção de Nilo Sérgio. Informo ainda que a orquestra era formada por renomados professores entre os quais Sanntino Parpinelli, Jaques Nirenberg e Eugen Ranevsky, membros do Quarteto de Cordas Brasileiro da UFRJ.

Portanto, notifico o representante legal do Blog TOQUE MUSICAL para retirar de imediato as falsas informaçōes contidas no referido blog, e informar aos seus leitores a informação correta, conforme aqui exposto, no prazo de 10 (dez) dias a contar desta data, sob pena de medidas legais serem tomadas para reparar os graves danos causados ao Maestro Henrique Nirenberg.

A Deusa Vencida – Trilha Original Da Novela (1965)

Olás! Boa noite a todos! Chegamos a mais um fim de semana e eu só agora me lembrei que não postei nenhum compacto nos últimos dias. Assim sendo, aqui vai um no capricho, pronto para degustar 😉 Tenho aqui este compacto lançado pela Odeon , trazendo a trilha sonora da novela “A Deusa Vecida”,  que foi exibida pela TV Excelsior em 1965. Escrita por Ivani Ribeiro, dirigida por Walter Avancini e tendo como protagonistas atores como Tarcísio Meira, Gloria Menezes, Edson França, Regina Duarte e muitos outros que ainda hoje atuam na telinha. Segundo contam, foi a primeira telenovela a ter uma trilha original. As músicas são de autoria de Zaê Junior e Theotônio Pavão (pai da Meire Pavão). Quem as interpreta é o cantor Hugo Santana, que também participa como ator na novela. Manda vê aí…

balada para uma deusa menina

pequena paisagem de amor

Luiz Gonzaga – 100 Anos!

Boa noite, prezados! O dia foi puxado, mas ainda assim eu precisava achar um tempo para a postagem de hoje. Na presente data, o grande Luiz Gonzaga estaria completando 100 anos. Seria até um pecado o Toque Musical não prestar esta homenagem. Mas aqui estamos… Pensei em postar mais um disco do Lua, porém percebi que não tenho nada de especial que já não tenha sido postado aqui. Achei então, mais interessante, repostar no GTM os links de algumas dos melhores momentos: o box “Luiz Gonzaga – 50 Anos de Chão” e a coletânea exclusiva Toque Musical, “Luiz Gonzaga Instrumental – Gravações Na Década de 40 – Volumes 1 e 2”. Duas ótimas coletâneas que traçam bem a trajetória do artista. Como os nossos ‘toques’ via Mediafire foram todos deletados, o REPOST dessas postagens vem bem a calhar. Aqui tem mais, tem tudo que foi postado dele no Toque Musical. Salve Luiz Gonzaga, o Rei do Baião!

 

Noel Rosa E Sua Turma Da Vila (1968)

Olá meus prezados amigos cultos e ocultos! Antecedendo ao aniversário de Noel Rosa, postamos aqui, na segunda feira, uma bela coletânea do compositor cantando suas próprias músicas. Ontem, em homenagem ao dia de seu nascimento tivemos um super álbum duplo, um disco raro e especial. Hoje, mais uma vez, vamos com Noel. É sempre bom um antes, um durante e um depois. Não dá para enjoar de Noel Rosa. Neste lp, lançado pela Odeon/Imperial, temos uma seleção de fonogramas raros. De um lado, abrindo o disco, temos seis faixas com Noel Rosa cantando. Algumas, inclusive, são repetidas, apresentadas nas duas últimas postagens. Do outro lado temos músicas de Ary Barroso e Noel & Vadico, interpretadas por João Petra de Barros. O cantor e compositor Luiz Barbosa também comparece em outras três faixas encerrando assim este delicioso ‘long play’. Não deixem de conferir!

conversa de botequim – noel rosa

joão ninguém – noel rosa

arranjei um fraseado – noel rosa

onde está a honestidade – noel rosa

provei – noel rosa e marilia batista

você vai se quiser – noel rosa e marília batista

sentinela alerta – joão petra de barros

duro com duro – joão petra de barros

feitiço da vila – joão petra de barros

sou jogador – luiz barbosa

bumba no caneco – luiz barbosa

um sorriso igual ao teu – luiz Barbosa