Boa noite meus prezados amigos cultos e ocultos! Parece que minhas últimas postagens andaram incomodando alguns ‘setores’ a ponto de seus respectivos links serem misteriosamente apagados. Mas tudo bem, a gente continua tocando a bola.
Aproveitando sempre a brecha, vamos agora com um disco muito bom, apresentando a obscura cantora, Elenora Diva. Digo ‘obscura’ pelo fato de ser um total mistério. Não consegui encontrar nada a seu respeito na rede. E como dizem, se não está no Google, nao está com nada. Mas calma, não é bem assim… Essa, ao contrário, está com tudo. Uma ótima cantora, num repertório impecável. Temos aqui um conjunto de sambas, entre os quais destaco o primeiro, que dá nome ao disco, “Eu sou assim”, de Fernando César e Jorge Lara, uma autêntica bossa nova. Mas cabe ainda outras faixas, inclusive com valsas e boleros, bem ao gosto do momento. Os arranjos e orquestração são do maestro Monteiro de Souza. No texto de apresentação na contracapa, feito por Fernando Lobo, pouco se pode saber sobre Eleonora Diva que neste lp faz a sua estréia. Ao que nos conta, a cantora era até então uma ilustre desconhecida, sem sucesso no rádio ou na televisão. Pelo que pude constatar, Eleonora chegou a gravar outros dois ou três discos (compactos), contudo, ela parece ter desistido da carreira artística. Não há nada sobre ela na rede. Alguém aí tem informações? Fala Samuca!
Altamiro Carrilho – Choros Imortais (1965)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Na pausa para um lanche, vou logo deixando aqui o disco do dia. Ontem eu cheguei tão cansando que nem me lembrei de publicar o texto da postagem. E só agora estou enviando o ‘toque’ para o GTM.
Vamos nessa terça feira brava de chorinho, na interpretação magistral do mestre Altamiro Carrilho. Minha ideia era a de postar os “Choros Imortais – N. 1”, seguindo naturalmente a ordem, porém eu não encontrei a tempo o danado do disco. Prometo que numa próxima ocasião postarei o número 1. Sinceramente, não sei qual dos dois é o melhor. Neste segundo disco de choros temos doze pérolas, realmente imortais, brilhantemente executadas por Altamiro, acompanhado pelo Regional de Canhoto e também a Orquestra da gravadora Copacabana.
Antologia Da Sátira Brasileira (1985)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós fechando a segunda feira com uma postagem de última hora. Para variar um pouco, escolhi meio que na correria, este trabalho realizado pela Basf em 1985, apresentando uma seleção inédita e histórica do que houve de mais expressivo na sátira brasileira. Trata-se de um documentário com o melhor da sátira e humor nacional, desde o início do século vinte, indo até os anos oitenta, quando então este trabalho foi lançado. Acompanha também a fitinha um livreto complementando a apresentação. Aliás, o apresentador aqui é o Chico Anísio. Vale a pena conferir este projeto, que nós transplantamos da saudosa fitinha para o ‘etérico digital’. Muito bacana 😉
.
Gilda Lopes – A Fabulosa (1963)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Por certo estavam todos esperando por mais um número do Grand Record Brazil, trazendo alguma gravação do tempo do 78 rpm e apresentado pelo nosso amigo Samuel Machado Filho. Pois é, infelizmente e por mais uma vez eu terei que adiar o ‘lançamento’ do volume 55. Ainda não consegui instalar o Corel e o Photoshop na minha nova máquina, daí não posso confeccionar as capinhas e nem ao menos dar um trato nas capas das postagens diárias. Bem se vê pelos últimos discos publicados, sempre tem algum defeito que não deu para corrigir. Olha só esse disco da Gilda Lopes.
Vou deixar esse espaço aqui reservado para o nosso amigo e melhor resenhista, Samuel Machado Filho. Creio que na falta do GRB, a Gilda Lopes vem bem a calhar. Fala aí, Samuca!
Documentário Sonoro Do Folclore Brasileiro – N. 25, 28 e 35 (1978/81)


Boa noite, amigos cultos e ocultos! Com o corpo e a alma lavada (afinal o Galo é se consagra Bicampeão Mineiro), aqui estou eu pronto para a nossa postagem de domingo.
Como estivemos nos últimos dias focados na música regional sulista, achei por bem postar hoje aqui e de uma só vez, três compactos da série “Documentário Sonoro do Folclore Brasileiro”. Este coleção, toda em formato 7 polegadas, foi lançada durante os anos 70 e 80. Um trabalho idealizado pelo professor, antropólogo e escritor Vicente Salles, junto à Funarte. Ao que consta, nesse meio tempo, a Campanha de Defesa do Foclore Brasileiro lançou muitos disquinhos, apresentando um registro fiel das mais diversas manifestações folcoloricas musicais no Brasil. Tenho aqui apenas estes três volumes e vou dizer, conheço poucos dando sopa por aí. Eu gostaria de ter essa coleção 🙂 Seguem então os “Congos de Saiote”, que vem lá do Rio Grande do Norte; “Dança do Lelê, do Maranão e por fim, o Fandango, dos paulistas.
Bom, não vou ficar aqui chovendo no molhado. Depois de um banho quente o que estava me faltando era uma cama. Vou nessa… e amanhã tem mais 😉
..
O Serranos – Estampa (1991)
Barbaridade! Que baita sábado este! Só agora estou tendo tempo para fazer nossa postagem. Coincidencia ou não, o disco puxado aleatóriamente acabou sendo outro gaúcho. E gaúcho tradicional, como manda o figurino! Vamos assim fechar nosso dia com o grupo “Os Serranos”. Formado na cidade de Bom Jesus, na serra gaúcha, em 1968, era incialmente uma dupla, Edson Becker e Frutoso Luis. Foram ‘apadrinhados’ por Honeyde Bertussi, quem os ajudou, facilitando a gravação do primeiro disco, um compacto lançado em 1969. De lá prá cá Os Serranos cresceram em todos os sentidos, deixaram de ser uma dupla para se tornar um conjunto dos mais importantes, reconhecido internacionalmente. Gravaram muitos discos em lp e continuam super na ativa fazendo shows e bailes por muitos lugares, não apenas no sul do Brasil. Em 2009 foram indicados ao Grammy, na categoria de melhor álbum de folk latino!
“Estampa” é um álbum do início da década de 90, praticamente todo com músicas próprias e sempre pautadas nas raízes e tradições gaúchas. Para aqueles que não os conhecem, eis aqui uma boa oportunidade. Vão daí, porque daqui o meu domingo já está começando. Até amanhã!
Irmãos Bertussi ( 1973)
Olá amigos cultos e ocultos! Diante a minha sempre falta de tempo, tenho feito algumas postagens com a ajuda, sempre bem vinda, do meu amigo Samuca, o Samuel Machado Filho. Ele, sem dúvida, enriquesse o nosso blog com suas resenhas, não é mesmo?
Aproveitando o gancho do Sul, depois de sermos apresentados ao Conjunto Farroupulha, vou tranzendo para vocês outro tradicionalíssimo grupo musical gaúcho, os Irmãos Bertussi. Formado nos anos 40, os Bertussi era um grupo musical constituido pelos irmãos Honeyde e Adelar Bertussi. Segundo as fontes, foi a primeira dupla de gaiteiros a animar os tradicionais bailes do Sul. Tiveram uma atuação profissional destacada durante toda a década 50, sendo um dos principais responsáveis pela difusão da música regional gaúcha. Gravaram mais de 40 discos, sempre com muito sucesso. O conjnto “Irmãos Bertussi” durou ate 1964, quando então se desfez. Mais voltariam a se encontrar alguns anos depois, desta vez com o nome de “Os Bertussi”, incluindo outros membros da família Bertussi.
A tradição dos Bertussi é mantida até hoje através do conjunto que continua sempre atuante apresentando um repertório rico de rancherias, valsas, toadas gaúchas, vanerões, xotes e até tangos.
Neste lp, lançado pela RCA Victor em 1963, vamos encontrar uma seleção musical muito boa, ao que me parece, trata-se de uma coletânea. Estão aqui reunidas algumas de suas melhores pérolas. Músicas que ultrapassaram os Pampas, sendo conhecidas em todo o Brasil. Vamos conferir?
Conjunto Farroupilha – Temas Gaúchos (1973)
Ovelha Negra – Trilha Original Da Novela (1975)
Luiz Gonzaga Jr. (1973)
Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Eu ainda continuo no atraso com vocês. Infelizmente, sozinho e dentro das minhas limitações, não tenho como repor de imediato, no GTM, todos discos solicitados. Portanto, tenham paciência e divirtam-se com as posatgens do dia.
Hoje, por exemplo. eu seperarei aqui um Gonzaguinha. Aliás, o primeiro lp de Luiz Gonzaga Junior, lançado no final de 1972. Um belíssimo álbum de estréia, totalmente autoral.
Onéssimo Gomes – Serestas Vol. 1 (1973)
Começamos a semana com uma seleção de serestas, interpretada pelo cantor Onéssimo Gomes, um dos grandes nomes do gênero. Gravou diversos discos de serestas ao longo de sua carreira. Neste trabalho, produzido pela Hara Internacional para a RCA, iremos encontrar um repertório de primeiríssima, super selecionado, trazendo músicas de Silvio Caldas e Orestes Barbosa; Benedito Lacerda; Leonel Azevedo; Vinícius de Moraes; Pixinguinha e outros mais. Escolhi este disco muito movido pela presença de uma das mais belas músicas de Vinícius de Moraes, a emocionante “Serenata do adeus”. Adoro essa música 🙂
Cast Continental – O Amor Mais Puro (1963)
Olá amigos cultos e ocultos! Acabo de voltar da Feira de Vinil, onde (pra não variar), comprei mais discos do que vendi. Estou empenhado em refazer minha discoteca básica de rock”n’roll, preferencialmente só com discos importados e originais. Hoje, numa baita sorte comprei quatro pérolas da minha adolescência: Nektar, Can, Hard Stuff e Atomic Rooster, tudo importado e praticamente novos. Que beleza! É disco que eu gosto!
E amanhã é o Dias das Mães, não é mesmo? Pensando nisso eu resolvi me antecipar, trazendo um dia antes um disco de celebração, aquele que vai ser a minha homenagem a todos os `filhos da mãe` e a ela própria, sempre viva em nossos corações. Feliz seja esse dia para todos, com ou sem a presença Dela. Deixo aqui para vocês essa coletânea especial, lançada em 1963 pela Continental, com o propósito de homenagear a mamãe. Um disco muito interessante e original, reunindo vários artistas da gravadora e músicas que com certeza marcaram momentos como esse. Salve a mãe! O amor mais puro!
Zé Maria, Seu Orgão E Seu Conjunto – Tudo Azul (1963)
Marília Pera E Grande Otelo – A Noiva Do Condutor – Opereta Inédita De Noel Rosa (1985)
Chuy Reys And The Brazilians – Samba (1950)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Enquanto estamos no intervalo do jogo (Galo Doido X São Paulo) vou logo fazendo a postagem de hoje. Estou trazendo para vocês um artista internacional, aliás, um disco internacional, lançado pela Capitol Records em 1950. Um álbum de 10 polegadas importado. Trata-se do `bandleader` americano, provavelmente de decendência mexicana, Chuy Reys. Era um pianista que tocava principalmente em Hollywood e Los Angeles, no lendário Club Mocambo. Neste álbum chamado “Samba”, vamos encontrar uma seleção curiosa, pautada no ritmo brasileiro, sendo algumas dessas não exatamente sambas, mas sim choros, como é o caso de “Apanhei-te cavaquinho”, de Ernesto Nazareth, que aqui aparece apenas como “Cavaquinho” e “Bem-te-vi atrevido”, de Lina Pesce. De samba mesmo só tem a famosa “Bambu bambu”, de Almirante e Valdo de Abreu. Outras faixas são composições estrangeiras, `samba de gringo`. Músicas composta por Chuy Reys e outros autores estrangeiros. Há também músicas do violonista Laurindo de Almeida, “O macaco sonhador” e “Maracatu”. Infelizmente não tive tempo para pesquisar e descobrir quem eram “The Brazilians”, mas pelo menos um é certo, o cantor, compositor e ator Nilton Paz, responsável pelos vocais. Embora sem ter certeza, suponho que Laurindo de Almeida também esteja envolvido diretamente nessas gravações.
Este disco (o arquivo digital) me foi enviado, entre muitos outros, como uma colaboração, pelo amigo culto Mauro. Valeu demais! Aqui, com certeza, nosso público vai gostar!
Ivon Curi – O Talento (1973)
Carlos Augusto – Falando Ao Coração (1959)
Para compensar a falta, aqui vai um disco para dar ‘ìbope’. Pescado na sorte, temos hoje e mais uma vez o cantor Carlos Augusto, um nome já bem divulgado no Toque Musical. Desta vez, apresento um de seus melhores momentos, “Falando ao coração”, um lp lançado pela Polydor em 1959, com um repertório dos mais interessantes. Os destaques são, sem dúvida, três canções da dupla Vinícius de Moraes e Antônio Carlos Jobim. Carlos Augusto interpreta neste disco “Canção da eterna despedida”, música também gravada por Orlando Silva; “Sem você”, outra belíssima canção gravada também por Chico Buarque e o clássico samba “A felicidade”, música essa gravada por milhares… Vamos conferir?
Paurillo Barroso – Acalantos E Canções (1966)
Silvio Caldas – O Seresteiro (1969)
Segue aqui um Silvio Caldas de 1969, relançando novamente em 1977. Creio eu que originalmente este lp é ainda mais antigo, talvez do início dos anos 60. Como não tenho tempo para ficar pequisando, fica assim mesmo. O importante é que se trata de um excelente momento do cantor, trazendo um repertório que, ao contrário do que sugere o título, não é exatamente um disco de serestas. Aqui iremos encontrar uma seleção variada e bem incomum frente a outros discos do artista. Ouviremos aqui Custódio Mesquita, Braguinha, Orestes Barbosa, Pixinguinha, Francisco Alves, Luiz Bonfá e outros. Silvio vem acompanhado pela orquestra regida pelo maestro Renato de Oliveira, que também assina uma da faixas e fez os arranjos. Um álbum , sem dúvida, de primeira que vale uma conferida.
Rosaly – Cláudia Savaget E Grande Otelo – Projeto Vitrine (1978)
Martinha (1968)
Tenho hoje para vocês mais um pedaço do “queijinho de Minas”, a cantora e compositora Martinha, figura que há muito não vejo na mídia musical. Há tempos atrás eu postei aqui um outro disco dela. Estou, inclusive, aproveitando o ensejo para renovar o seu link que pode ser encontrado ainda hoje no GTM.
No presente álbum, lançado pela fábrica Rozenblit em 1968, iremos encontrar seu maior sucesso, “Eu daria minha vida”, música essa gravada por Roberto Carlos. Das doze faixas do lp, praticamente quase todas são de sua autoria. Pessoalmente, nunca vi muita graça na Martinha. Acho a sua música um tanto melosa e triste, mas contudo não posso negar sua originalidade e também sua popularidade. Sua música tem aquele ‘quê’ de ingenuidade, mas penso que isso também tem a ver com a própria época e o contexto onde ela estava inserida. Não acompanhei sua trajetória artística, mas sei que depois da Jovem Guarda, ela, como a maioria desses artistas, se enveredou para o romântico popular, compondo e gravando.vários outros discos. Este foi o seu segundo lp.
No Mundo Do Samba Vol. 2 (1956)
Jacob Do Bandolim 7 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol 54 (2013)
Maria Fernanda – Barbara Jefford – William Shakespeare – 22 Sonnets (1964)
Olá meus prezados amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou trazendo um disco bem diferente, para a alegria dos amantes da poesia. Quase sempre aparece alguém pedido e hoje, como eu estou um pouco melancólico, resolvi postar este raro lp onde temos 22 sonetos de William Shakespeare. Alguns talvez hão de perguntar porque postar poesia estrangeira, visto que temos tantos poetas brasileiros, além do fato do Toque Musical só postar coisa nacional. Claro, temos aqui um poeta estrangeiro, um escritor inglês. Mas muito mais que isso estamos falando de Shakespeare e o que o faz ainda mais interessante é o fato de termos aqui reunidos/escolhidos 22 de seus sonetos que falam de amor. Alguns, inclusive, nunca me fizeram tão bem ouví-los como agora. O álbum traz os 22 sonetos em sua versão original, falados pela atriz inglesa Barbara Jefford e também pela atriz brasileira Maria Fernanda (filha de Cecília Meirelles) em tradução do poeta e escritor paulista Péricles Eugênio da Silva Ramos. Este álbum foi um lançamento do selo mineiro Galaxia, que editou muita coisa interessante e pouco conhecida. Vamos procurar por outros…
Sylvio Mazzucca E Sua Orquestra – Conheça O Brasil (1972)
João De Jesus Paes Loureiro E Salomão Habib – Belém. O Azul E O Raro (1998)
Grupo Manifesto – Manifesto Musical (1967)
Olá, amigos cultos e ocultos! Apenas para que vocês tenham uma ideia da situação aqui no blog, chegamos a mais de 100 solicitações de reposição de links no GTM. Não se trata de má vontade, apenas falta de tempo mesmo. Repor toda discoteca já apresentada aqui no Toque Musical é um trabalho de Hércules, toma o mesmo tempo de existência do blog. Assim sendo, vou atendendo os pedidos conforme a ordem de chegada, mas sempre priorizando a postagem do dia. Se querem ouvir os toques musicais, fiquem atentos! A coisa é diária.
Feito um manifesto inicial, mando agora mais um, o “Manifesto Musical”, disco de estréia Grupo Manifesto, lançado em 1967, pela Elenco. Postei há algum tempo atrás o “Nº 2“, invertendo sem pensar essa sequência, mas tudo bem. O que conta é que este é ainda mais imprescindível nas fileiras do Toque Musical e algum dia teria que ser postado. Eis aí… um álbum nota 10, tendo como carro chefe a premiada “Margarida”, do II Festival Internacional da Canção Popular de 1967, uma composição de Gutemberg Guarabyra. Há um conjunto de músicas realmente delicioso, mas destacaria também “Manifesto” e “Cabra Macho”, de Guto Graça Melo e Mariozinho Rocha. Outra também destacável é a belíssima “Desencontro”, de Amaury Tristão e Mário Telles, este último, por sinal participa também na faixa, cantando ao lado de Gracinha Leporace. Quem ainda não ouviu, faça-me o favor…
Marcus Vinicius – Nordestino (1979)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje me baixou um desânimo danado. Fiquei meio frustrado com uma série de coisas que, em bloco, resolveram dar tudo errado. Tem época que é assim, parece que o destino está tramando contra a gente. Mas antes que eu afunde de vez a cara no travesseiro para esquecer as decepções, deixa eu cumprir minha promessa e dar aqui o meu toque musical.
Escolhido no sorteio, quase como um dos meus ‘discos de gaveta’, este álbum do cantor, compositor e produtor pernambucano Marcus Vinícius foi, sem dúvida, uma ótima opção. Este foi o terceiro álbum do artista e como o segundo (também já postado aqui), “Nordestino” é um lp totalmente autoral, onde mais uma vez Marcus Vinicius tem total liberdade de produção. É bom lembrar que ele sempre esteve ao lado do produtor Marcus Pereira e seu lendário selo. Marcus Vinicius foi diretor artístico, arranjador e instrumentista em muitos desses lançamentos. No presente lp, gravado em 1979, temos um conjunto de músicas que eu considero ainda melhores que nos álbuns anteriores. Um trabalho que se aproxima mais do gosto comum, sem contudo perder na qualidade. Ele vem acompanhado por um time de bons músicos que fazem dessa uma produção de primeiríssima. Infelizmente, este é amis um daqueles álbuns que nunca chegou a ter uma versão digital. Por isso é que a gente insiste…