Leny Eversong – A Internacional (1959)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Quanto mais links de REPOST eu envio para o GTM, mais pedidos me aparecem. Peço aos que ainda não foram atendidos que tenha paciência. Milagres, eu só faço de vez em quando!

Para fechar bem o domingo, eu trago para vocês a super cantora, Leny Eversong. Acho curioso como a mídia esqueceu-se dela. Pelo menos eu nunca vejo as rádios, tvs, revistas e jornais falarem mais dela. Se fosse apenas uma cantora mediana, ainda vá lá. Mas estamos falando aqui é da ‘internacional’. Uma grande cantora brasileira que fez sucesso aqui e lá fora – Europa, Estados Unidos e América do Sul. Pode parecer bobagem minha, mas eu a apontaria como o Cauby Peixoto de saias (ou vice versa). Interpretações magistrais, cantando em vários idiomas e cantando bem, diga-se ainda de passagem. Neste álbum, lançado pela RGE em 1959, iremos encontrar gravações da cantora feitas na França para o selo Vogue. Nesta seleção ela canta em até quatro idiomas, num repertório de sucessos internacionais, acompanhada pela orquestra de Pierre Dorsey. Um bom disco, eu recomendo 😉

au bleu du ciel bleu

i want to be happy

gitano (olivia y cristal)

carmelita

fascination

ça c’est lamour

granada

esmagando rosas

veronique

stormy weather

swing low, sweet chariot

solitude

Miltinho – Miltinho E A Seresta (1970)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Embora não seja o disco de hoje um ‘álbum de gaveta’, ele acabou ficando por conta de uma espera de postagem que nunca chegou. Esqueci dele completamente e agora, procurando o que postar, eis que trombo com o dito cujo, hehehe…

Hoje, então, vamos com o Miltinho em um lp Odeon, lançado em 1970. O título, direto e simples, já diz tudo. Temos o nosso cantor interpretando em seresta doze clássicos da MPB. Na linha do mais tradicional, Miltinho vem acompanhado pelo Regional do Canhoto, o que dá ao trabalho um caráter ainda mais autêntico. Um belíssimo lp que não precisa de hora para se ouvir. Basta pedir… 😉

no rancho fundo

malandrinha

queixumes

três apitos

deusa da minha rua

se tu soubesses

última inspiração

foi ela

modinha

arranha céu

boneca

quem há de dizer

The Lovers – Lovers Vol. 2 (1961)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados de plantão. Estou vendo que em breve precisarei fazer novas mudanças neste blog. Me refiro à questão do acesso ao Toque Musical tendo de contrapeso o GTM. Tenho a impressão de que o envio de links por e-mails tem deixado muita gente acomodada, quietinha, esperando eu levar de bandeja. Por essa e por outras, estou pensando em configurar o Grupo apenas para acesso, sem envio de links por e-mail. Talvez até eu venha a colocar novamente os links como antigamente, na seção de comentários da postagem. Fiquem atentos, pois essas mudanças poderão ocorrer sem um novo aviso prévio. Eu não vou ficar repetindo, ok? Sei que aqueles que me acompanham de verdade, não terão muitas dúvidas. O GTM continua, mas será apenas para concentrar informações, um canal alternativo e de emergência para que a gente não se perca no caminho, ok?

O calor continua e a dança também. Segue no clima um belo e interessante álbum lançado no início dos anos 60 pelo selo Nilser. Para quem não sabe, embora eu já tenha comentado isso em outra postagem, Nilser é a junção das duas primeira sílabas do nome Nilo Sérgio. Este foi outro selo criado por ele, um projeto paralelo à Musidisc, onde o músico empresário primava por uma alta qualidade de som, com gravações modernas e estéreo. Um luxo da época, que contava ainda com encartes muito bem produzidos, de capas duplas e diferenciadas. Pelo selo Nilser saíram poucos discos, sendo os primeiros lançamentos a série “Lover”, que pela capa nos dava a entender que fosse um disco internacional cujo o conjunto se chamaria “The Lovers”. Mal sabia o público e poucos ainda saberão que por traz desses “The Lovers” (três volumes) estava o Ed Lincoln e seu conjunto. Aliás, o Ed Lincoln foi um dos artistas que mais gravou usando pseudônimos!

Eu deveria começar esta mostra pelo volume 1. Acontece que, no momento, eu só tenho esse. Mas para frente a gente volta trazendo os outros dois. Aqui, como se pode ver logo a baixo, vamos encontrar um repertório totalmente internacional com características que ressaltam as qualidades da gravação. Se gostaram do volume 2, com certeza vão gostar do 1 e 3. Mas esses ficam para uma próxima oportunidade, ok?

 

it had to be you

i love you

i’ll see youi in my dreams

bye bye blackbird

tender is the night

amado mio

ebb tide

bolero

dans mon ile

tu, mi delírio

autumn love song

el manisero

the dream of olwen

 

Chiquinho E Seu Conjunto – Dançando No Rio (1958)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Com o calor que anda fazendo por aqui, eu hoje não estou nem um pouco animado a fazer postagem. Por mim, passaria o dia numa rede, só no suco 🙂 Ia mesmo deixar o 13 de setembro passar em branco, mas como não é lá nenhuma data especial, vamos em frente, tentando manter o ritmo…

Não foi por acaso que eu hoje escolhi este raro lp do Chiquinho do Acordeon. Para dar uma refrescada, acho que ele vai cair bem. Traz uma sonoridade bem particular, com seu conjunto formado apenas de piano, contrabaixo, guitarra elétrica, bateria e o acordeon, claro! Não consegui identificar ao certo a data de lançamento deste álbum, mas creio, pelo repertório, que deve ser de 1958 ou 59. Apesar do estado um tanto lastimável do disco, eu fiz questão de digitaliza-lo, pois se trata de um trabalho que vale ser conferido. Como convinha à época, feito para dançar, em seis faixas recheadas com ‘hits’ nacionais e internacionais. Destaque para “Se todos fossem iguais a você”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

pois é

recado de olinda

o apito no samba

if you can dream

if i loved you

c’est magnifique

quero te assim

quem foi que prometeu

calypso (high society)

não me diga adeus

esquina da saudade

vem meu amor

invitation

i love paris

an affair to remember

se todo fossem iguais a você

nereidas

pé de chumbo

Alceu Valença e Jackson do Pandeiro – Projeto Pixinguinha 1978 (2012)

Olá, amigos! Em dias em que eu não estou para muito papo, ou um tanto quanto preguiçoso, nada melhor que uma postagem do Projeto Pixinguinha. Pois nesta, eu só tomo mesmo o trabalho de editar ‘as faixas’ e criar a capinha. Querem saber mais sobre este show memorável de Alceu Valença e Jackson do Pandeiro? Eu indico com prazer. Vai lá no site da Funarte, a página é “Brasil – Memória das Artes – Projeto Pixinguinha”. Quem ainda não conhece, com certeza, vai adorar 🙂

Alceu Valença apresenta neste show praticamente todas as músicas que estão em um de seus primeiros álbums, o “Vivo”. Jackson do Pandeiro não faz por menos e nos traz alguns de seus maiores sucessos. Gravação muito boa. Vale conferir no GTM 😉

vou danado pra catende – alceu valença

forró em limoeiro – jackson do pandeiro

sol e chuva – alceu valença

vou de tutano – jackson do pandeiro

maria dos santos – alceu valença

alegria do vaqueiro – jackson do pandeiro

agalopado – alceu valença

anjo de fogo – alceu valença

pisa na fulo – alceu valença

eu sou você – alceu valença

quando eu olho para o mar – alceu valença

espelho cristalino – alceu valença

a rainha de tamba / o canto da ema / um a um – jackson do pandeiro

tambor de criola / meu boi não pode carriar / sebastiana – jackson do pandeiro

chiclete com banana – jackson do pandeiro

lágrima / vou gargalhar / vou ter um troço – jackson do pandeiro

amigo do norte – jackson do pandeiro

papagaio do futuro – alceu e jackson

papagaio do futuro (bis) – alceu e Jackson

Roberto Silva – O Principe Do Samba (1965)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados. Pois é, como eu havia dito, aqui vai a nossa homenagem ao “Príncipe do Samba”, o cantor carioca, Roberto Silva. Eu não tive como fazer esta postagem antes, mas agora segue aqui, em um disco lançado em 1965, originalmente pelo selo Som, da Copacabana. Neste álbum vamos encontrar doze sambas orquestrados, bem aos moldes da década anterior, possivelmente por Dalton Vogeler, que também é quem assina o texto na contracapa do disco. Me chamou a atenção em diversas faixas um trombone sincopado, que eu acredito ser do Mestre Raul de Barros. Como em outros discos de Roberto Silva, este é mais um que quando não se tem o que falar, melhor é ouvir.

inspiração

espelho da vida

conselho de amigo

gostei da sugestão

não adianta chorar

dúvida

diz a verdade todinha

linda manicure

zero hora

aparências

fim do boêmio

silencio no morro

Tonico E Tinoco 2 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 34 (2012)

Ê trem bão… Eis a segunda parte da retrospectiva que o meu, o seu, o nosso Grand Record Brazil dedica aos eternos e inesquecíveis Tonico e Tinoco. Dupla que tem em seu respeitável currículo, inclusive, atuações no cinema. Estrearam na sétima arte em 1949, participando de “Luar do sertão”, primeiro filme brasileiro do italiano Mário Civelli (1923-1993), que teve um remake em 1971, sob a direção de Oswaldo de Oliveira, e do qual a dupla também participou. Também atuaram em “Lá no meu sertão” (1963), “Obrigado a matar” (1965), “Os três justiceiros” (1972), “A marca da ferradura” (do mesmo ano), “O menino jornaleiro” (1982) e “A marvada carne” (1983). Enfim, caipiras versatilíssimos.

Prosseguindo esta retrospectiva da eterna “dupla coração do Brasil”, apresentamos onze preciosos fonogramas, todos originalmente da Continental. Em ordem cronológica de lançamento são estes: para começar, a primeiríssima gravação da dupla: o cateretê “Em vez de me agradecer”, de autoria do Capitão Furtado (Ariowaldo Pires, sobrinho de Cornélio Pires, pioneiro na divulgação da música caipira em disco), em parceria com Jayme Martins e o violonista Aymoré. Feita em 26 de novembro de 1944, matriz 10324, era só um teste, uma “prova”, como se dizia na época. Quando eles foram gravar o verso do 78, cantaram tão alto (como faziam lá na roça)… que o microfone estourou! E a Continental os puniu com seis meses de aulas de canto para educar a voz e voltar a gravar… Para sorte deles, uma música que deveria entrar no último disco lançado pela dupla Palmeira e Piraci, que teria no lado B “Salada internacional”, foi proibida pela censura do Estado Novo, e o jeito foi usar justamente “Em vez de me agradecer” como lado A desse disco, o Continental 15385. Agradaram em cheio!

Depois apresentamos o lado B do primeiro disco completo da dupla, de n.o 15417,  gravado em 4 de agosto de 1945 e lançado em setembro seguinte, matriz 10453: a moda de viola “Porto Esperança”, mesmo nome de um distrito da cidade de Corumbá, Mato Grosso do Sul, onde se passa a narrativa.

O 78 seguinte é o de número 15447-B, gravado em 8 de agosto de 1945 e lançado em outubro do mesmo ano, matriz 10470: outra moda de viola das boas, “Moreninha”, de Tonico sem parceiro.

Temos depois as duas faixas do disco 15655, gravado em 10 de abril de 1946 e lançado em junho seguinte. O lado A, matriz 10581, é outro modaço de viola, “Destino de caboclo”, de Tonico e Aldo Renatti, No verso, a matriz 10580 nos traz o recortado mineiro “Ai, meu bem”, de Piraci e Geraldo Costa.

Completamos depois o disco 15706, gravado em primeiro de junho de 1946 e lançado em setembro seguinte, apresentando o lado B, correspondente à matriz 10605, o rasqueado “Adeus, morena, adeus”, de Piraci e Luiz Alex, este último não creditado no selo original como co-autor.

Nossa próxima faixa é o lado A do disco 15795, gravado em pleno feriado de Tiradentes, 21 de abril de 1947, e lançado em julho seguinte, matriz 10707, a moda de viola ”A cruz do caminho”, de Anacleto Rosas Júnior (autor de inúmeros hits do sertanejo de raiz, como “Baldrana macia”, “Os três boiadeiros” e “Burro picaço”) e Arlindo Pinto, outro compositor bastante considerado no gênero, tendo em seu currículo parcerias com Mário Zan (“Chalana”, “Balanceio”) e Palmeira (“Baile na tuia”). Confira em nossa edição anterior o lado B, que é o clássico “Tristeza do jeca”.

Passamos em seguida às duas músicas do Continental 15796, gravado também em 21 de abril de 1947, e lançado no mesmíssimo suplemento de julho daquele ano. No lado A, matriz 10705, Arlindo Pinto entra novamente em cena, desta vez assinando em parceria com Geraldo Costa a moda de viola “Boiadeiro entrevado”. No verso, matriz 10704, Geraldo Costa assina com o acordeonista Mário Zan (o consagrado autor de “Nova flor”, “Quarto centenário”, “Chalana”, “Festa na roça” etc.)o recortado mineiro “Que lucro dá?”, inclusive com o próprio Mário puxando o fole no acompanhamento.

Por fim, o disco que encerra esta nossa segunda parte é o de número 15819, gravado em 30 de junho de 1947 e lançado entre agosto e outubro do mesmo ano. No lado A, matriz 10727, o cateretê “Você sabe onde eu moro”, de Piraci e Geraldo Costa, de novo com a sanfona do mestre Mário Zan no acompanhamento, mais o violão do co-autor, Piraci. No verso, matriz 10726, a moda de viola “Destinos iguais”, de autoria do mesmo Capitão Furtado que os descobriu, em parceria com o professor Ochelcis Laureano, paulista de Sorocaba e autor do clássico “Marvada pinga”, um dos eternos carros-chefes de Inezita Barroso. Curiosa, aliás, é a composição de seu nome: “O” (artigo masculino), “chel” (segunda sílaba do nome da mãe, Rachel) e “cis” (sílaba do meio do nome do pai, Francisco), ficando “Ochelcis”. Com esta interessante curiosidade, encerramos esta resenha do segundo volume que o GRB dedica a Tonico e Tinoco, a eterna e insubstituível “dupla coração do Brasil”!

* TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO

Inezita Barroso – Lá Vem O Brasil (1956)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Êta domingo baixo astral este de hoje! Um belo dia de sol não foi suficiente para me levantar da gripe que peguei. Estou hoje ainda mais preguiçoso e para piorar o mal estar, fiquei sabendo agora a pouco do falecimento do cantor Roberto Silva. Infelizmente eu fui pego de surpresa e não tive tempo de preparar algum disco do cantor. Vou deixar a minha homenagem para a semana. Prometo que vou trazer algum disco dele para a gente ouvir. De qualquer forma, estou enviando para o GTM um novo link para o disco “Descendo o morro – Vol. 2”, postado no TM há tempos atrás. Hoje vamos mesmo é de Inezita Barroso, que já estava pronta para entrar. Tenho aqui este albinho de dez polegadas – “Lá vem o Brasil” – um disco bem bacana que a cantora gravou em 1956. Um trabalho totalmente acústico, só ela e o violão. Nele, ela nos apresenta alguns temas clássicos do nosso folclore, como, por exemplo “Tristezas do Jeca”, de Angelino de Oliveira; o poema musicado de Cecília Meirelles, “Berceuse da Onda”; “Galope a Beira Mar”, de Luiz Vieira e outros… Não deixem de conferir 🙂

lá vem o brasil

berceuse da onda

o carreteiro

temporal

sertão de areia seca

rede de sinhá

galope a beira mar

cantilena

Língua De Trapo – Big Golden Hits (1986)

Olá amigos cultos, ocultos e associados! Para manter o bom humor na casa, eu hoje estou trazendo para vocês o conjunto paulista Língua de Trapo. Há tempos atrás eu postei aqui o primeiro disco deles, o qual eu acho ótimo. Geralmente discos de humor, sempre são datados e a piada acaba ficando manjada. Depois que se ouve algumas vezes, a coisa perde a graça. Mas apesar disso, o Língua de Trapo é um daqueles que a gente não perde de vista. O Língua de Trapo foi formado no início dos anos 80 por um grupo de estudantes universitários, sem grandes preensões. Mas eles faziam um humor tão diferenciado, com sutilezas inteligentes, que acabaram conquistando um bom público. Ao longo dos anos 80 eles lançaram uns três discos, sendo este o último para depois darem uma pausa, só voltando à ativa, em discos, em 1994 já com uma nova formação. Vieram depois novos discos, mas os tempos eram outros. A onda de humor e besteirol haviam passado e por certo, a criatividade replicada em exaustão deixou de ser engraçada. O Língua de Trapo parece ainda continuar ativo, pelo menos virtualmente e através de seu site e um blog que eles não atualizam desde o ano passado.

Confiram os “Big Golden Hits Superquentes Mais Vendidos No Momento”. Não é o ‘azulzinho’, mas também é muito engraçado e gostoso de ouvir. Ótimo para aprender e cantar com os amigos numa roda de violão. Eu já fiz muito isso 🙂

das profundezas (samba do inferno)

marcinha ligou

interromper I (canal 1)

interromper II (canal 2)

balada cibernética

merda

o homem da minha vida

a rainha do karaokê

use (descartável)

o homem da minha vida (remix)

eu amo esse homem (trecho)

grito

ou não

no “&tgrmfhz232?xh”, prrrzt (como é que é o negócio?)

hitler (ou, foi tudo exagero da imprensa)

Jair Rodrigues – Jair De Todos Os Sambas (1969)

Boa noite amigos cultos, ocultos e associados! Hoje, 7 de Setembro, eu deveria estar apresentando aqui algum disco relacionado ao tema da Independência, ou algo assim. Mas, confesso que não tive muito ânimo e nem nada pronto em meus ‘discos de gaveta’. Por outra, achei aqui este disco do Jair Rodrigues. Gosto muito dessa fase (anos 60) do Jair, não apenas por um repertório de qualidade, mas também pelos arranjos, que até então eram feitos com muito zelo e por gente competente. “Jair de todos os sambas” é um título que já diz tudo. Aqui encontraremos uma seleção de sambas de sucesso, muitos deles nascidos na voz do próprio artista. Um bom disco, que mesmo já bem divulgado em outros blogs, merece o nosso toque. 🙂

bahia de todos os deuses

bloco do sujo

levanta a cabeça

avenida iluminada

enxuga a tristeza do olhar

em nome da lua, da mulata e do samba

casa de bamba

vê que luar

pra que dinheiro

o conde

na brincadeira do mundo

feiticeira

olelê, cheguei agora

quem entra na roda é rei

leva meu samba

Maria Alcina – Plenitude (1979)

Boa noite amigos cultos, ocultos e associados de plantão! E a vida continua para quem pode estar vivo, aos demais, que tenham um bom descanso. Bola pra frente e toque também…

Hoje o nosso encontro vai ser com a cantora Maria Alcina. Mineira de Cataguases, apareceu para o público em 1972, no Festival Internacional da Canção, onde defendeu a música “Fio Maravilha”, de Jorge Bem, a qual foi classificada na fase nacional. Gravou seu primeiro disco em 73, trazendo entre outras “Alô, alô..”, grande sucesso de Carmem Miranda. “Plenitude” era o nome do show da cantora, que chegou a ter problemas com a censura por conta de músicas com duplo sentido. Lembram-se de “É mais embaixo”? Ela fez sucesso com essa música e seu show acabou lhe rendendo este lp de mesmo nome. Vamos encontrar no álbum um repertório de primeira, com músicas de Rita Lee, Eduardo Dusek, Morais Moreira, Walter Franco e outros no mesmo calibre. Há também a participação de Adoniran Barbosa na faixa “Torresmo a milanesa”, dele e Carlinhos Vergueiro. Sem dúvida, um muito bom disco 🙂 Querem ouvir? Então dêem o toque 😉

tua sedução

tum tum

escandalosa

folia no matagal

não venha tarde demais

quase

haja o que houver

torresmos a milanesa

nova bandeira

voz da américa

é mais embaixo

plenitude

 

Dilermando Reis – Volta Ao Mundo (1959)

Boa noite a todos! Hoje eu recebi uma notícia chata. Não sei nem se deveria comentar isso aqui, porém, fiquei incomodado e pesaroso. Há coisa de umas duas semanas faleceu um de nossos visitantes cultos (e também oculto). Uma pessoa que foi a responsável pela criação deste novo blog, a versão Toque Musical independente. Foi ele quem me deu todas as coordenadas e todo o apoio técnico necessário para chegarmos até aqui. No momento ele estava procurando um ‘player’ ideal para tocarmos a programação da nossa pretensa rádio. Eu havia até mandado para ele novas músicas para completarmos os blocos de programação. Achei estranho ele demorar tanto para me responder. Deixei passar duas semanas e agora recebo essa triste notícia através de um e-mail respondido pela viúva. Que chato, que pena… Felizmente ele me deixou relativamente preparado para encarar sozinho a empreitada. Vamos ver se eu consigo. Se não der, lá para o próximo ano o Toque Musical deve voltar às origens. Sem um apoio técnico fica complicado…

Em homenagem ao meu amigo, eu hoje vou postar um disco do Dilermando Reis. Um álbum onde o violonista interpreta músicas de diferentes lugares do mundo. Um verdadeiro passeio musical por diversos países. No violão e arranjos do mestre essas melodias ganham um sabor ainda mais especial.

Olha aí Bira, este é para você! Tá tudo certo, eu entendi o recado…  🙁

na baixa do sapateiro (brasil)

ausência (paraguai)

la despedida (chile)

milongueiro del ayer (argentina)

estrelita (méxico)

an affair to remember (usa)

love is a manu splendored thing (usa)

dança nº 5 (espanha)

comme prima (itália)

amoureuse (frança)

uma noite em haifa (israel)

jalousie (finlândia)

olhos negros (rússia)

duas guitarras (rússia)

Márcia – Vol. II (1969)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Eu estava hoje para postar um disco da Joyce, gosto muito do trabalho dela. Mas para contradizer a intenção, descobri que o álbum foi relançado em cd há alguns anos atrás. Certamente ainda podemos encontrar para venda. Assim sendo, melhor deixarmos a moça do violão vendendo no Japão 🙂

Vamos com outra, vamos com a cantora Márcia. Esta fez muito sucesso nas décadas de 60 e 70. Paulista, começou a carreira com pouco mais de 15 anos. Cantou em diversas rádios, boates, emissoras de tv e em festivais. Entre os seus maiores sucessos podemos destacar “Ronda”, de Paulo Vanzolini e “Eu e a brisa”, de Johnny Alf. Nos anos 70 ela integrou o memorável show, “O importante é que a nossa emoção sobreviva”, ao lado de Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro, que originou o disco. Aliás, os discos, pois o show renderia ainda mais um lp, um ano depois.

Neste lp, o seu segundo disco, vamos encontrar um repertório de gemas finas, com destaque para umas cinco músicas de Johnny Alf.. Mas não fica só nisso, tem também Dorival Caymmi em parceria com Paulo Tapajós e Eduardo Souto; Milton Nascimento, Baden Powell; Walter Santos; Edu Lobo e Vinicius… e mais… Belíssimo disco, produzido por Armando Pittigliani e com direção musical e arranjos do maestro José Briamonte.

 

ilusão à toa

sorriso antigo

canto pra dizer-te adeus

boêmio do samba

tarde

elegia

pra você

viu

o tempo e o vento

aperto de mão

canto livre

não tem solução

se eu te disser

Tonico & Tinoco – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 33 (2012)

E o Grand Record Brazil chega à “idade de Cristo” (rsrsrsrsrsrs…)… É porque já estamos na edição de número 33, apresentando a primeira parte de uma retrospectiva dos melhores momentos da eterna “dupla coração do Brasil”, Tonico e Tinoco.

Obviamente, os dois eram irmãos, filhos de imigrantes espanhóis. Tonico (João Salvador Perez) era de São Manoel, interior paulista, onde nasceu em 2 de março de 1917. Tinoco (José Perez), por sua vez, era um pouquinho mais novo, nascido em 19 de novembro de 1920 em uma fazenda em Botucatu, perto de São Manoel, que hoje pertence ao município de Pratânia. E foi ouvindo as músicas de Cornélio Pires que foram influenciados na arte de cantar. Ainda adolescentes, compraram suas violas e passaram a cantar em dupla em serenatas nas fazendas da região, sendo que a primeira música que aprenderam foi o clássico “Tristeza do Jeca”, de Angelino de Oliveira, que mais tarde gravariam (e está nesta seleção). Em fins de 1937, a família Perez, ao lado de outras, decidiu tentar a sorte em Sorocaba, Tonico foi ser servente na Pedreira Santa Helena e Tinoco virou engraxate na estação de trem da Sorocabana. Mas, a coisa não deu certo, e a família voltou ao campo, na Fazenda João Cintra, em São Manoel. Isso, porém, deu aos irmãos Perez a chance de se apresentar em rádio, mais precisamente a Rádio Clube de São Manoel, levados pelo administrador da fazenda, José Augusto Barros. Durante a semana eles trabalhavam na roça e aos domingos cantavam na rádio, sem nada ganhar, apenas por amor à arte.

Em 1943, já em São Paulo, os irmãos participaram de programas de calouros do rádio, sem êxito. Nessa ocasião, o Capitão Furtado (Ariowaldo Pires, sobrinho de Cornélio Pires), promoveu um concurso em seu programa “Arraial da Curva Torta”, na Difusora, para preencher uma vaga (o programa estava sem violeiros). É aí que os irmãos Perez, mais um primo, se candidatam como Trio da Roça. Classificam-se para a final, obtendo o primeiro lugar e, sem o primo, são batizados pelo Capitão Furtado com os nomes que os imortalizaram: Tonico e Tinoco.

A primeira gravação da dupla saiu pela Continental, em julho de 1945: o cateretê “Em vez de me agradecer”, do Capitão Furtado, Jaime Martins e Aimoré, lado B de “Salada internacional”, com Palmeira e Piraci (só saiu porque a outra música dessa dupla foi censurada!). Em setembro de 1945 é que sai o primeiro 78 completo de Tonico e Tinoco, gravado em 8 de agosto desse ano, apresentando as modas de viola “Tudo tem no sertão”, de Tonico (lado A, que aliás está aqui, matriz 10454-2), e “Porto Esperança”, de Tonico e Miguel Patetti.

Depois disso, todos sabem o que aconteceu: êxitos sobre êxitos em disco (cerca de mil gravações em 60 anos de estrada!), apresentações em todos os cantos do Brasil (até mesmo no Teatro Municipal de São Paulo, e chegaram até a cantar numa feira de moda junto com nossa rainha-mãe do rock, Rita Lee!), sempre mantendo a fidelidade ao velho e bom gênero caipira, sendo por isso considerada, com justiça, a mais importante dupla caipira brasileira, e a de maior referência no gênero. Ganharam, claro, inúmeros prêmios: Roquette Pinto, Prêmio Sharp de Música, Medalha Anchieta, Troféu Imprensa… Tiveram companhia circense, escrevendo e atuando em 25 peças, e atuaram no rádio paulistano durante mais de 50 anos, na Nacional (atual Globo), na Record e sobretudo na Bandeirantes (então “a mais popular emissora paulista”), onde apresentaram o programa “Na beira da tuia”. Também tiveram esse programa na televisão, nas redes Bandeirantes e SBT. Gravaram, além da Continental, na Chantecler, na RCA Victor, na Copacabana, na Philips e em sua sucessora, a Polygram, onde registraram seu último trabalho em disco.

O último show da dupla aconteceu na cidade matogrossense de Juína, em 1994. Seis dias mais tarde, a 13 de agosto, Tonico falece após uma queda na escada do prédio em que morava, no bairro paulistano da Moóca. Tinoco, porém, após dizer que deixaria de cantar, prosseguiu sozinho, apoiado pelos seus inúmeros fãs e homenageado até mesmo por Roberto Carlos, em 2010, no especial de TV “Emoções sertanejas”. E continuaria na ativa até falecer, em 4 de maio deste 2012, em São Paulo, de insuficiência cardiorrespiratória, aos 91 anos, tornando-se assim o artista sertanejo que mais atuou na história de nossa música.

O GRB começa a trazer um pouco da história musical dos inesquecíveis irmãos Tonico e Tinoco. As gravações que apresentamos são todas de sua primeira fase, na Continental, feitas entre 1945 e 1948. Em ordem de lançamento, são: a já citada “Tudo tem no sertão”; “Sertão do Laranjinha”, motivo popular adaptado pela dupla mais o Capitão Furtado, matriz 10453, tendo no verso do disco 15418, gravado em 22 de julho de 1945 e lançado em setembro seguinte, o cateretê “Percorrendo o meu Brasil”, de João Martins, matriz 10451. Temos depois a moda de viola “Cuiabana” de Tonico e Bonfim Pereira, gravada em 16 de agosto de 1945, com lançamento em outubro (15447-A, matriz 10469). Em seguida o disco 15681, gravado em 10 de abril de 1946 e lançado em agosto do mesmo ano, apresentando a valsa “Cortando estradão”, de Anacleto Rosas Jr., matriz 10578, e no lado B, matriz 10579, uma toada que todo mundo sabe de cor, embora pungente: “Chico Mineiro”, de Tonico e Francisco Ribeiro. Aliás, quando Tonico e Tinoco foram gravar a música, os dirigentes da Continental lhes informaram que esse seria o último disco deles na empresa, pois já haviam gravado outros cinco com nove músicas e os ouvintes reclamavam não entender a pronúncia caipira da dupla. É claro que isso não aconteceu, e, com o dinheiro resultante do sucesso de “Chico Mineiro”, eles conseguiram comprar sua primeira casa para viver com a família. Do Continental 15706, gravado em primeiro de junho de 1946 e lançado em setembro seguinte, vem o lado A, matriz 10606, apresentando a moda de viola “Peão vaqueiro”, de Tonico sozinho. E não há quem nunca tenha ouvido “Tristeza do jeca”, toada clássica de Angelino de Oliveira, originalmente lançada em 1926 por Patrício Teixeira. Esta é a primeira das muitas gravações que Tonico e Tinoco fizeram desta página antológica, em pleno feriado de Tiradentes (21 de abril) de 1947, matriz 10706, com lançamento pela Continental em julho sob n.o 15795-B. Na sequência vem a toada “Vingança do Chico Mineiro”, de Tonico e Sebastião de Oliveira, sequência natural do sucesso de “Chico Mineiro”. Saiu no lado A do Continental 15913, em gravação de 3 de maio de 1948, lançada no suplemento para o trimestre de julho a setembro desse ano, matriz 10867, tendo no verso, matriz 10866, a moda de viola “Goiana”, de Tonico e Teddy Vieira (autor do clássico “O menino da porteira”, entre outras), também aqui apresentada. E é assim que o GRB começa a reviver a gloriosa trajetória de Tonico e Tinoco nas 78 rotações por minuto. E olha: semana que vem tem mais. Combinado?

TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO.

Milton Nascimento – Milton (1976)

Boa noite amigos cultos, ocultos e associados! Hoje eu vou lançar mão de mais um ‘disco de gaveta’. Cheguei em casa agora há pouco e sem condições de ficar muito tempo em frente a tela do computador.. Tô dormindo em pé! Mas antes de correr para cama vou deixando aqui o meu recado.

Vamos como este maravilhoso trabalho de Milton Nascimento, gravado em Los Angeles, nos anos 70. Disco primoroso que conta com feras com Novelli, Toninho Horta, Herbie Hancock, Wayne Shorter, Hugo Fattoruso, Airto Moreira, Raul de Souza e outros. Na minha opinião, um dos melhores disco do Bituca. Confiram, mas só amanhã, ok? Agora eu vou é dormir! Mais uma vez, boa noite.

race – raça

fairy tale song – cadê

francisco

nothing will be as it was – nada será como antes

clove and cinnamon – cravo e canela

the call – chamada

one coin – tostão

exits and flags – saídas e bandeiras

the people – os povos

Turma Da Bossa – Sambas De Bossa Nova (1959)

Boa noite, meus prezados amigos cultos, ocultos e associados! Depois que nos transferimos para um espaço independente, eu acabei deixando meio de lado a programação tradicional do blog. Hoje, por exemplo, seria o dia de coletâneas, mas confesso, nem lembrei. Vamos ver se a partir da próxima semana eu consigo voltar ao velho esquema.

Hoje eu tenho para vocês este interessantíssimo álbum, lançado pela Musidisc, logo nos primeiros sussurros da Bossa Nova. Nilo Sérgio, sempre um passo a frente, foi logo tratando de por a Musidisc na linha de frente da nova onda. Naquele momento, Bossa Nova era ainda uma espécie de jargão, um termo para definir um tipo de samba que estava nascendo. Por certo, metade das músicas deste disco viriam a se tornar clássicos da Bossa Nova. A outra metade é também de sambas clássicos, porém dos antigos. O lp, apesar de toda bossa, ainda estava longe do conceito moderno ‘Bossa Nova’. Ainda carrega em sua produção e arranjos aquele mesmo jeitinho tradicional. Pena, apesar de todo o cuidado e qualidade, a gravadora não informar no álbum a ficha técnica. Mesmo assim, não deixa de ser um excelente disco e merece em muito a nossa atenção.

chega de saudade

lamento

vai, mas vai mesmo

não vou pra Brasília

mocinho bonito

é luxo só

se acaso você chegasse

recado

barracão

com que roupa

 

Bezerra Da Silva e Os Partideiros Nota 10 – O Melhor Do Partido Alto Vol. 2 (1983)

Bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! Ainda continuo devendo a reposição de alguns links solicitados. Peço a todos que tenha paciência e aguardem. Aos poucos eu vou atendendo os pedidos, ok? Enquanto isso, vão curtindo o meu pagode 🙂 Hoje, sexta feira, na malandragem, tô passando o rôdo nos independentes. Como não tive tempo de procurar e nenhum novo artista veio trazer seu disco para a nossa divulgação, vamos com meus velhos álbuns de gaveta.

Tenho aqui um disquinho de samba bem apropriado para uma sexta feira. Embora já bem divulgado na rede, percebi que no momento, em outros blogs que eu conheço, ele não está assim tão acessível. Temos aqui o sambista Bezerra da Silva e o conjunto Os Partideiros Nota 10 em um álbum lançado pelo selo CID. Este lp, segundo consta, foi lançado originalmente em 1979. Nos anos 80, com a popularidade das músicas do Bezerra, os discos da trilogia ‘Partido Alto’, voltaram à tona. É bom lembrar que esses discos são na verdade uma espécie de ‘meio a meio’, ou seja, cada qual em seu quadrado, ou melhor, em sua faixa. Quem vê pelo título há de pensar que o Bezerra da Silva e Os Partideiros Nota 10 estão tocando juntos, mas não é nada disso. O que há neles em comum é o fato de cantarem samba de Partido Alto e também a boa dose de malandragem. A temática é quase a mesma, a vida na favela, os problemas sociais, malandragem e um pouco de fumaça, que ninguém é de ferro. Taí, um disquinho bacana para fazer a cabeça hoje. Vão daí, que eu de cá, vou apertar… mas não vou acender agora 😉

malandro demais vira bicho – bezerra da silva

samba do trabalhador – darcy da mangueira

malandro não vacila – bezerra da silva

ladrão que entra na casa de pobre só leva susto – zé ventura

o bom sofredor – bezerra da silva

lei da madeira – rey Jordão

acordo de malandro – bezerra da silva

retrato do morro – zé ventura

dedo duro – bezerra da silva

já falei com você – bezerra da silva

são quatro coisas da vida – zé ventura

lugar macabro – bezerra da silva

Vamos Dançar? – Vol. 1 (1957)

Olá a todos! Hoje eu estou trazendo um disco bem interessante, um lp dos mais raros entre os raros postados aqui. Trata-se de uma coletânea da Sinter reunindo oito de seus artistas em gravações originalmente lançadas em 78 rpm. O lp do qual eu extraí as gemas, infelizmente não estava lá grandes coisas, precisei de paciência para limpa-lo, ‘na unha’. Acho que agora está um pouco mais aceitável. Por outra, a qualidade desse microssulco é também questionável. Este é um raro exemplo entre os primeiros lp de 12 polegadas onde podemos encontrar mais do que 12 faixas. Eles aqui aproveitaram ao máximo o espaço do vinil para colocarem 16 músicas, ou seja, 8 bolachas num só lp. Ficou tão apertadinho que mal se percebe a pausa entre uma faixa e outra.. Suponho que entre os sulcos também, o que, no meu entendimento, prejudicou uma melhor captação do som pela agulha. Mesmo apesar disso, achei de posta-lo para que os amigos possam conhecer, ou reconhecer. Há aqui alguns fonogramas raros, como é o caso do primeiro disco gravado por Johnny Alf, trazendo as duas faixas: “De cigarro em cigarro”, de Luiz Bonfá e “Falseta”, de sua própria autoria. No álbum não há muitas informações, inclusive a data de lançamento, que eu acredito que seja de 1957 ou 58. Apenas no selo, de forma confusa, é que podemos identificar música e artista. Entre essas há uma que não consta o intérprete, o choro “Atraente”, de Chiquinha Gonzaga (faixa 7). Suponho que seja a música do outro lado do 78 onde tem a faixa “Zulu”, com Irany Pinto. Nesta, só quem pode nos ajudar é o nosso pesquisador Samuel Machado Filho. Aliás, dar um geral em todas, hehehe… Fala aí Samuca!

fuchico – os copacabana

tenderly – donato e seu conjunto

eu vou partir – jamelão

teus olhos entendem os meus – steve bernard

maria candela – carioca e sua orquestra

de cigarro em cigarro – johnny alf

atraente – os copacabana

eu quero um samba – os namorados

mambo do turfe – carioca e sua orquestra

falseta – johnny alf

zulú – irany pinto

mora no assunto – Jamelão

invitation – donato e seu conjunto

três ave maria – namorados

blue canary – steve bernardes

perereca – os copacabana

PS.: Através de nosso amigo Salvador identificamos o intérprete da 7ª faixa, “Atraente”. Trata-se do conjunto Os Copacabana. Esta gravação foi relançada no disco “Quincas E Os Copacabana”, em 1958, pelo selo Odeon (e pode ser encontrado no Vinyl Maniac).

Paulo Diniz – Estradas (1976)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Depois de mais um decepcionante empate do Galo, fiquei meio sem tesão para finalizar o dia. E ainda me faltava a postagem que eu descuidado deixei de fazer. Tem dias que eu realmente esqueço…

Felizmente, me lembrei que tinha uma boa carta na manga, um disco do Paulo Diniz. Taí um artista que merece ser lembrado, mais uma vez, aqui no Toque Musical. Temos então este álbum, lançado em 1976 pela EMI. Uma produção caprichada como convém aos discos da gravadora, porém com uma ficha técnica limitada e curiosa. Me chamou a atenção o fato de constar com responsável pela orquestração e regência o Maestro João Donato. Fiquei na dúvida, seria o João Donato? Uai… Procurei alguma informação na rede, mas até onde eu fui, não encontrei nada. Mas deve ser ele mesmo.

Quanto à “Estradas” este é mais um dos excelentes trabalhos de Paulo Diniz. Neste álbum ele nos traz um repertório de parcerias, principalmente com Juhareiz Correya, músicas de Waldir Neves, Paraibinha e Carlos Fernando. Destaque também para o poema de Manuel Bandeira, “Vou me embora pra Pasárgada”, musicado por Paulo. Ele, inclusive, recorreu com freqüência à essa prática de musicar poemas, fazendo outras coisas bem bacana como “E agora José”, de Drummod.

 

vou me embora pra pasárgada

capim da lagoa

a seca de 1932

desejo mudo

junco do serindó

poema pra lea

baião da alagoas

ciranda do mar

peixe vivo

cravo vermelho

ôco do mundo

guarânia morena

Grandes Instrumentistas Brasileiros (1978)

Boa noite amigos cultos, ocultos e associados! Enquanto eu espero o transito melhorar, vou de uma vez já mandando bronca na postagem do dia. Vou inclusive voltar para casa ouvindo (na boa) este discão, hehehe…

Discão mesmo. Este é um daqueles álbuns que merece a nossa atenção. Trata-se, sem dúvida, de uma coletânea, mas como poucas, muito bem produzida. Um trabalho do pesquisador J. L. Ferrete que juntamente com a Gravadora Continental nos proporciona uma deliciosa mostra de interpretação de alguns dos maiores músicos instrumentistas brasileiros. Nomes bastante conhecidos do público e também outros que merecem ser lembrados. Pena este disco ser apenas um álbum simples. Merecia um duplo, ou triplo, quem sabe. Artista para isso é o que não falta. Mas nessas treze faixas podemos bem saciar (ou despertar) a nossa sede musical. Muitas das faixas, inclusive, já foram apresentadas aqui, em outros discos. Por serem tão geniais, vale a pena ouvir de novo. Pouparei vocês de maiores apresentações, essas cabem melhor ao produtor, J. L. Ferrete em seu texto na contracapa. Gostaria apenas de chamar a atenção para dois artistas, Garoto na guitarra havaiana interpretando o chorinho “Dolente” e Pereira Filho e seu violão elétrico guitarrando e arrasando em outro chorinho, “Edinho no choro”. Quem se liga em guitarra e guitarristas não pode deixar de ouvir isso…

doutor sabe tudo – dilermando reis

capricho nortista – edu da gaita e orquestra de alexandre gnattali

gorgulho – benedito lacerda

camundongo – waldir azevedo

imperial – abel ferreira e seu conjunto

edinho no choro – pereira filho e conjunto

maluquinho – andré penazzi

salões imperiais – jacob do bandolim

sincopado – sivuca

dolente – garoto

sonho – luiz americano e pereira filho

bicharada – djalma ferreira

pé de moleque – radamés gnattali

Cristina Maristany – Aracy Côrtes – Olga Praguer Coelho – Laura Suarez – Elisinha Coelho – Elsie Houston – Neide Martins – Helena Pinto De Carvalho – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 32 (2012)

 

Estamos de volta com o meu, o seu, o nosso Grand Record Brazil, em sua edição de número 32, apresentando mais uma seleção interpretada exclusivamente por cantoras. Nunca esquecendo de mencionar as pessoas da radialista Biancamaria Binazzi e do jornalista Ronaldo Evangelista, idealizadores do blog Goma Laca (www.goma-laca.com), de onde foi extraída a seleção musical completa de nossa edição número 29, e a quem eu e o Augusto agradecemos o toque e a lembrança, inclusive aproveitando fonogramas raros desse mesmo blog sempre que possível, unidos que estamos por um só ideal, que é a preservação de nossa memória musical.

Esta semana, começamos nossa seleção musical com a soprano Cristina Maristany (Porto, Portugal, 1906-Rio Claro, SP, 1966), na pia batismal Cristina Navarro de Andrade Costa, que veio parta o Brasil com poucos meses de idade. Ela gravou seus primeiros discos com o nome de Cristina Costa, e mudou o sobrenome artístico quando casou-se com o jornalista Breno Maristany. Não tiveram filhos, e mesmo depois de se desquitar, Cristina conservou o sobrenome Maristany na vida artística. Cristina aqui comparece com o disco Odeon X-3273, da série azul internacional da “marca do templo”, gravado em outubro de 1941. No lado A, matriz 6824, a clássica modinha “Quem sabe?” (“Tão longe, de mim, distante”…), de autoria do paulista (de Campinas)Antônio Carlos Gomes (1836-1896), aquele mesmo do “Guarani”, com versos do sergipano Bittencourt Sampaio (1834-1895), poeta e futuro governador do Espírito Santo. Foi inspirada em Ambrosina, o primeiro amor de Carlos Gomes, que morava na sua Campinas natal, e composta em 1859, mesmo ano em que o parceiro Bittencourt Sampaio se formou em Direito. Muito gravada, até mesmo por Agnaldo Timóteo. No verso, matriz 6825, a toada “Quando uma flor desabrocha”, de autoria de Francisco Mignone, que por sinal acompanha Cristina com seu quarteto de cordas nesse disco, música também muito conhecida.

Em seguida, tiramos do esquecimento Olga Praguer Coelho (Manaus, AM, 1909-Rio de Janeiro, 2008), cantora e pesquisadora de música folclórica aplaudida no Brasil e no mundo, inclusive nos Estados Unidos, onde residiu por vários anos, e lá moram dois filhos seus atualmente. Olga comparece inicialmente com uma gravação feita em Nova York nos anos 1940: a canção “Azulão”, de Jayme Ovalle e Manuel Bandeira, cuja primeira gravação entre nós é de 1944, na voz de Alice Ribeiro. Depois, tem o ponto de macumba “Estrela do céu”, motivo popular por ela adaptado, em gravação Victor de 30 de julho de 1936, porém só lançada em junho de 1938, disco 34325-B, matriz 80182. No lado A desse disco, matriz 80137, gravação de 22 de abril de 1936, a conhecida modinha “Mulata”, também chamada de “Mucama” ou “Mestiça”, com versos de Gonçalves Crespo e melodia de autor até hoje ignorado, peça também merecedora de inúmeras gravações desde 1902. Olga encerra sua participação neste volume com “Róseas flores”, outro motivo popular por ela adaptado, em gravação Victor de 29 de novembro de 1935, só lançada em abril de 36, disco 34042-A, matriz 80024.

Gaúcha de Uruguaiana, Elisa de Carvalho Coelho(1909-2001)criou-se porém na capital catarinense, Florianópolis. Foi casada com o deputado Lopo Coelho e mãe do jornalista e apresentador de TV Goulart de Andrade, o do bordão “Vem comigo”. Sua discografia, nos selos Victor, Odeon e Parlophon, abrange 15 discos 78 com 30 músicas, entre 1930 e 1932, incluindo hits como “No rancho fundo” e “Caco velho”, ambas de Ary Barroso e a primeira com letra de Lamartine Babo. Dessa discografia, o GRB apresenta a toada “Ciúme de caboca” (assim mesmo, em caipirês), de Josué de Barros, descobridor de Cármen Miranda, e Domingos Magarinos, em registro Victor de 11 de junho de 1930, só lançado, porém mais de um ano depois, em agosto de 1931, com o número 33444-B, matriz 50308 (o lado A é “No rancho fundo”, que fica pra uma próxima).

A paulistana Helena Pinto de Carvalho (1909-1937) foi funcionária pública, trabalhando na Secretaria das Municipalidades de São Paulo. Iniciou sua carreira artística no rádio, em 1929, e dois anos mais tarde participou do primeiro filme sonoro produzido no Brasil, “Coisas nossas”. Helena faleceu prematuramente, com apenas 28 anos, de ataque cardíaco, em sua casa, deixando seis 78 com doze músicas. Ei-la aqui no Columbia 22021, de 1931, interpretando de um lado, matriz 380984, o samba “Já cansei de chorar por você”, e , de outro, matriz 380991, uma deliciosa marchinha de Jayme Redondo, “Chi! Iaiá tá brava”.

De longa carreira no teatro de revista, a carioca Aracy Cortes (Zilda de Carvalho Espíndola, 1904-1985) não gravou tanto quanto poderia, talvez porque a maior parte de seus rendimentos viesse mesmo dos palcos. Já veterana, em 1965, participou do show “Rosa de ouro”, ao lado de Clementina de Jesus, Paulinho da Viola e Elton Medeiros, entre outros. Aracy está presente nesta edição com dois sucessos inesquecíveis lançados em selo Parlophon: o primeiro, lançado em novembro de 1928 em disco 12868, é o samba “Jura”, de Sinhô, lançado por ela na revista musicada “Microlândia”. Ironicamente, porém, ela a foi a segunda a gravá-lo, pois “Jura” teve dois registros na mesma sessão, fato inusitado: o primeiro por Mário Reis (matriz 2070, lançado com o selo Odeon, da qual a Parlophon era subsidiária), e em seguida o de Aracy (matriz 2071), ambos de sucesso e com acompanhamento da Orquestra Pan American de Simon Bountman, aqui como Simão Nacional Orquestra. Em seguida outro clássico, extraído do disco 12926-A, matriz 2366, lançado em março de 1929: “Iaiá”, ou “Meiga flor”, de Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto, que ficou mais conhecido como “Ai, Ioiô”, considerado o primeiro samba-canção brasileiro, também cantado por Aracy na revista “Miss Brasil”. Tinha recebido duas letras anteriormente: a primeira por Freire Júnior (“Meiga Flor”), gravada por Francisco Alves, e a segunda por Cândido Costa (“Linda flor”), na voz de Vicente Celestino, mas a que pegou foi mesmo este “Ai, Ioiô”, com Aracy Cortes.

Logo depois, trazemos de volta a cantora-folclorista Elsie Houston (Rio de Janeiro, 1902-Nova York, EUA, 1943), agora interpretando um  motivo popular adaptado por Ary Kerner (também autor de “Na Serra da Mantiqueira” e “Trepa no coqueiro”, entre outras), o samba “Morena cor de canela”, extraído do disco Columbia 5217-A, lançado em junho de 1930, matriz 380649.

Na faixa seguinte, temos a carioca Laura Suárez (1909-c.1990), a primeira “garota de Ipanema” de que se tem notícia, afinal foi Miss Ipanema em 1929. Atuou também em teatro (ao qual dedicou mais de 50 anos de carreira) e cinema, tendo participado de filmes como ‘Tudo azul” e ‘Mulheres cheguei”. Só gravou na Brunswick, marca americana de curta duração entre nós, em 1930/31: 13 discos com 26 músicas, e aqui se apresenta com um samba de sua autoria, “Você… você”, lançado em setembro de 1930 pela Brunswick com o número 10092-B, matriz 422.

Encerrando, trazemos Neide Martins, cantora cuja biografia é uma incógnita. Ela deixou uma discografia escassa, e dela aqui está sua gravação de estreia, o frevo-canção “Que fim você levou?”, de Nélson Ferreira, para o carnaval pernambucano de 1937,  lançado em janeiro daquele ano pela Victor e gravado ainda em 10 de dezembro de 36, disco 34142-A, matriz 80293. Enfim, mais uma edição do GRB com cantoras que deixaram sua marca na história da MPB, e que não podem nem devem ser esquecidas.

TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO

Armando’s Trio – Som De Boate Vol 1 (1969)

Boa noite a todos! Hoje eu vou postar aqui um disco prometido há tempos. Só não foi postado até então porque quem o solicitou, acabou não tocando mais no assunto e eu como sempre ando cheio de encomendas, acabei esquecendo. Segue então desta vez o que foi o primeiro volume de “Som de boite”, ou som de boate, com dizem alguns… Este álbum, se não estou enganado, foi uma reedição da Odeon. Primeiro, ele foi lançado através de seu selo Imperial (tanto o volume 1 como o 2). Depois saiu por outro selo da gravadora, o Fenix, na década de 70. Eu digitalizei os dois volumes, cujas capas são bem diferentes.

Temos então o trio do Armando de Souza Lima, mais conhecido como o ‘Armando do Solovox’. No Toque Musical podemos encontrar outros discos deste ‘bamba’ dos teclados.

Em “Som de Boite 1”, como podemos ver, há um repertório variado, entre temas de sucessos nacionais e internacionais. Música de fundo, música ambiente, música de boate dos anos 60. Instrumental legal 😉

sá marina

meia volta (ana cristina)

my way of life

the world we knew (over and over)

seul sur son etoile (it must be him)

the good the bad and the ugly

le bruit des vagues

the last waltz

samba da benção

zazueira

this guys in love with you

those were the days

moritat (mack the knife)

a quiet tear (lágrima quieta)

the shadow of your smile

zingara

 

 

Lafayette – Apresenta Os Sucessos Vol. 18 (1974)

Boa tarde amigos cultos, ocultos e associados! Tradicionalmente hoje seria um dia para coletâneas, assim como a sexta para independentes e segunda para GRB. Mas, por enquanto vou fugir à regra e postar o que melhor me parecer.

Hoje o nosso encontro é como o organista Lafayette, figura que foi muito atuante nos anos 60 e 70. Primeiro ao lado da Jovem Guarda, onde tocou e gravou em discos de Erasmo e Roberto Carlos. Depois, nos anos 70, seguiu em carreira solo, gravando na CBS a série “Lafayettte apresenta os sucessos”, uma coleção que rendeu ao longo do tempo mais de 30 volumes. Passou um bom tempo sem gravar, mas continuou com seu conjunto se apresentando em bares, restaurantes e bailes. Em 2004 se envolveu num inusitado projeto ao lado de Gabriel Thomaz, líder da banda Autoramas. Juntos eles formaram o conjunto “Os Tremendões”, um grupo que tocava clássicos da Jovem Guarda com uma roupagem atual. Chegaram a lançar um cd com essas músicas. A última notícia que tive do Lafayette é que ele estava agora em outra, formou uma espécie de ‘big band’ para tocar música latina pop (ups!).

O disco que eu tenho aqui para vocês é o volume 18, lançado em 1974. Nele temos reunido temas realmente de sucesso, nacionais e internacionais. Com maestria, Lafayette dá um show com seu órgão e uma banda ‘cover’ que me lembrou bem Os Carbonos. Taí um disquinho muito bom para um sábado. Se quiserem ouvir, ainda há tempo de pedir. O sábado vai até a meia noite 😉

harlem’s theme

mongonucleosis

quero ver você de perto

the fireman’s rock

despedida

feelings

let’s put it all toghether

happy man

tears

tema para um samba

eu quero apenas

banana d’agua

Osny Silva – Valsas Brasileiras (1969)

Boa tarde, amigos cultos, ocultos e associados! Há uns dias atrás me deram a incumbência de digitalizar alguns discos do cantor Osny Silva. Devo confessar a vocês que nunca dei muita bola para este artista. O pouco que eu já havia escutado me pareceu suficiente para coloca-lo meio que de lado. Eu, inclusive, já até postei um outro disco dele aqui no Toque Musical. Mas realmente, não me interessei. Injustamente, percebo agora. Entre os álbuns que digitalizei, este de valsas brasileiras foi o que mais me chamou a atenção. Foi ouvindo com calma, com outros olhos e ouvidos, que pude reparar na beleza que é este trabalho. Não posso negar que foi a flauta quem verdadeiramente me fisgou. Adoro o som de flautas. Música que tem flauta então, me ganha na hora. E aqui neste lp, muito bem dosado em todos os sentidos, temos uma seleta das mais famosas valsas populares brasileiras, com a presença marcante deste instrumento. O Osny Silva também me surpreendeu com sua voz de urso oscilante (só ouvindo para entender – nada pejorativo, por favor!). Um tenor ‘sanfônico’ que neste lp arrasa. Talvez graças aos arranjos para um conjunto simples de flauta, bandolim e violão. Queria eu saber quem é este conjunto que acompanha o cantor. Quem são os músicos? Esse flautista… Seria o Copinha, Dante Santoro…alguém aí sabe? Infelizmente, os discos do selo Imperial não trazem ficha técnica. De qualquer forma, o que nos vale é a música. O disco é lindo. Alguém aqui  quer ouvir? Dá um toque, a gente se encontra no GTM. 😉

 

noite cheia de estrelas

dirce

folhas ao vento

pálida morena

mimi

deusa da minha rua

pisando corações

há um segredo em teus cabelos

nancy

amando sobre o mar

aurora

tardes de lindóia

Johnny Alf & Zezé Motta – Projeto Pixinguinha 1978 (2012)

Boa noite amigos cultos, ocultos e associados! Ainda no último minuto consegui marcar o ponto, ou melhor dizendo, a postagem da quinta feira. Como cheguei tarde e já sem muita paciência para ficar em frente ao computador, vou lançar mão de mais um artifício para momentos como este. Ao invés de um ‘disco de gaveta’, vamos a um ‘arquivo de gaveta’. Mais exatamente, outro volume “Projeto Pixinguinha”, extraído do excelente site da Funarte, “Brasil Memória das Artes”. Desta vez temos o memorável show de Zezé Mota e Johnny Alf. Como convém, deixo os detalhes para serem lidos no próprio site. Como sempre, um show excelente, que vale a pena ser ouvido com carinho.

oxum

ilusão atoa – trocando em miúdos – rapaz de bem

anunciação

sai da frente – eu e a brisa

dores de amores

magrelinha

rita baiana

dengue – oxum

Dilermando Reis – Dilermando Toca Pixinguinha (1988)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! A lista de solicitações de novos links vem crescendo a cada dia. Por mais que eu venha postado uns três por dia, ainda assim a lista só vem crescendo. O jeito é mesmo esperar até que eu chegue naquele que você solicitou. Enquanto isso, melhor mesmo é ir curtindo a postagem diária. Sempre uma velha boa nova.

Hoje teremos um disco exemplar, para valer a semana (se é que ainda não valeu). Que tal ouvirmos a música de Pixinguinha na interpretação impecável de Dilermando Reis? Não preciso nem dizer mais nada, não é mesmo? Estas gravações são da década de 60 e foram relançadas em vinil em 1988 pelo selo Phonodisc. Vou ficar aqui esperando para ver quem vai pedir primeiro.

carinhoso

lamentos

cheguei

ingênuo

cinco companheiros

vou vivendo

naquele tempo

chorei

cochichando

segura ele

urubatan

proezas do solon

Aurora Miranda – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 31 (2012)

Prosseguindo em sua brilhante trajetória, o Grand Record Brazil chega a seu trigésimo-primeiro volume, apresentando alguns dos melhores momentos da cantora Aurora Miranda, irmã mais nova de Cármen.

Ao contrário da irmã famosa, que era portuguesa de nascimento, Aurora Miranda da Cunha nasceu no Rio de Janeiro, em 20 de abril de 1915. Assim como suas irmãs (havia também Cecília, que não seguiu carreira de cantora), nossa Aurora gostava de cantar desde a mais tenra idade, alegrando os frequentadores da pensão dirigida pela mamãe, a dona Emília (esta, portuguesa, com certeza). Embora, na opinião de muitos, ela tenha sido a melhor voz entre as Mirandas, o destino fez Aurora começar no rádio à sombra do êxito retumbante da mana Cármen. Ainda aos 18 anos, foi convidada por Josué de Barros, o mesmo descobridor de Cármen, para cantar um número na Rádio Mayrink Veiga e, com o sucesso, passou a se apresentar no programa de Ademar Casé (avô da atriz e comediante Regina Casé), na PRAX, Rádio Philips. Em 1933, levada pelo próprio Josué de Barros, gravou seu primeiro disco, na Odeon, com duas faixas em dueto com Francisco Alves: a marchinha junina “Cai, cai, balão”, de Assis Valente (considerada pioneira desse gênero entre nós), e o samba “Toque de amor”, de Floriano Ribeiro de Pinho. Um mês depois, novo dueto com Chico Alves no fox “Você só… mente”, dos irmãos Hélio e Noel Rosa, que Aurora interpretaria, em 1989, no filme “Dias melhores virão”, de Cacá Diegues. Aos 25 anos, casou-se com o comerciante Gabriel Richaid, e ambos depois decidiram residir nos Estados Unidos junto com Cármen Miranda. É Aurora, inclusive, quem canta “Os quindins de Iaiá”, de Ary Barroso, no filme “Você já foi á Bahia? (The three caballeros)”, de Walt Disney (1944), misturando “live action” com animação. Nessa época, também participou de programas radiofônicos ao lado de Orson Welles e Rudy Vallee, e fez apresentações no Teatro Roxy e na Boate Copacabana, em Nova York. Voltou ao Brasil em 1952, e após a morte da irmã Cármen, em 1955, contribuiu em muito para perpetuar a memória da “pequena notável”, tendo participado, em 1995, de uma homenagem a Cármen no Lincoln Center de Nova York, além de dar entrevistas quando dos 90 anos de seu nascimento, em 1999, ocasião em que inaugurou inúmeras mostras alusivas ao evento.

Aurora Miranda faleceu de forma discreta, em sua casa no Rio de Janeiro, a 22 de dezembro de 2005, de ataque cardíaco, deixando uma discografia de 81 discos de 78 rpm com 161 músicas, além de um LP na Sinter. Desse legado, o GRB foi buscar onze fonogramas bastante representativos. Para começar, temos a marchinha “Ano novo”, de Custódio Mesquita e Zeca Ivo, gravação Odeon de 23 de outubro de 1935, lançada em dezembro seguinte, disco 11292-A, matriz 5174. Em seguida, o samba-canção “Nêgo… neguinho”, de Custódio Mesquita e Luiz Peixoto, gravado em 27 de abril de 35, com lançamento em junho (11227-B, matriz 5023). A terceira faixa é o samba ‘Câmbio de amor”, também de Custódio Mesquita em parceria com Paulo Orlando, destinado ao carnaval de 1935 (gravação de 7 de agosto de 34, lançada ainda em novembro, disco 11165-B, matriz 4888). Para o Natal de 1935, Aurora gravou a marchinha “Natal divino”, de Mílton Amaral, em  4 de dezembro desse ano, com lançamento a toque de caixa pela Odeon, disco 11288-A, matriz 5173. A faixa 5 é o samba-canção clássico de Ary Barroso, “Risque”, lançado por Aurora na Continental após sua volta ao Brasil, depois de 15 anos de permanência nos Estados Unidos, em março-abril de 1952, disco 16540-B, matriz C-2818 (na faixa 11 vem o lado A, matriz C-2817, uma regravação do samba “Faixa de cetim”, também de Ary, originalmente lançado em 1942 por Orlando Silva). O disco tem orquestração e regência do maestro Radamés Gnattali, com o pseudônimo de Vero, mas “Risque” não fez sucesso na voz de Aurora, segundo ela mesma por  falta de empenho da Continental na divulgação do disco, e só no início de 1953 é que a música fez sucesso, com Linda Batista. A faixa 6 apresenta, do quinto disco de Aurora, e pela Odeon (11074-B, matriz 4733), um grande sucesso do carnaval de 1934, “Se a lua contasse”, de Custódio Mesquita (e, segundo alguns estudiosos, em parceria com o médico e radialista Paulo Roberto, não creditado na edição e no disco), gravação de 21 de outubro de 1933 lançada ainda em novembro desse ano. Há uma participação vocal de João Petra de Barros (“a voz de 18 quilates”), também não creditada no selo original. Em seguida seis gravações feitas nos EUA pela Decca, com acompanhamento do Bando da Lua: a da marchinha “Seu condutor”, de Herivelto Martins, Alvarenga e Ranchinho (sucesso destes dois últimos no carnaval de 1938), que Aurora realizou em 14 de agosto de 1941,  alguns dias antes, 17 de julho, ela fez a de “Meu limão, meu limoeiro”, tema folclórico adaptado por José Carlos Burle que voltaria a fazer sucesso no final dos anos 1960 com Wilson Simonal. Ambas as gravações não foram lançadas na época nem mesmo nos Estados Unidos, e só chegariam ao Brasil em LP de 1975. Dessa fase também é o registro de Aurora para a clássica marchinha carnavalesca que leva seu nome, de Roberto Martins e Mário Lago, originalmente sucesso de Joel e Gaúcho em 1940 e regravado por Aurora em 20 de agosto de 1941, registro esse lançado no Brasil pela Odeon com o número 18186-A, matriz DLA-2666. A seguir, outro clássico,“Cidade maravilhosa”, marchinha de André Filho que reproduzimos aqui em seu registro original (faixa 14), feito na Odeon em dueto com o próprio autor em 4 de setembro de 1934, com lançamento em outubro seguinte (11154-A, matriz 4901). Hit no carnaval de 1935, foi oficializada como hino da cidade do Rio de Janeiro em 1960, e vale como lembrança de uma cidade que perdeu todo o glamour do passado (mas quem sabe um dia volta?). A faixa 13 é outro registro da Decca americana com Aurora e o Bando da Lua, e outro clássico carnavalesco: “Pastorinhas”, de João “Braguinha” de Barro e Noel Rosa, hit na folia de 1938 com Sílvio Caldas e regravado pela cantora em 20 de agosto de 1941, no Brasil o lado B de “Aurora”, matriz DLA-2666. Na faixa 12, mais um flagrante de Aurora Miranda na Decca: “A jardineira”, marchinha de Benedito Lacerda e Humberto Porto que tomou os salões em 1939 na voz de Orlando Silva e regravada por Aurora nos EUA em 20 de agosto de 1941, tendo o disco saído no Brasil pela Odeon com o número 50029-A, matriz DLA-2642. Para encerrar, uma faixa do primeiro disco de Aurora Miranda, em dueto com Francisco Alves: o já citado samba “Toque de amor”, de Floriano Ribeiro de Pinho, gravação Odeon de 22 de maio de 1933, lançada em junho seguinte sob número 11018-B, matriz 4675. Enfim, uma pequena retrospectiva do trabalho de Aurora Miranda, que, ao contrário da irmã Cármen, nunca mereceu uma ou mais coletâneas individuais de suas gravações, nem em LP nem em CD. Esperamos que, com esta edição do GRB, essa injustiça comece desde já a ser reparada!

TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO.

Orquestra Som Bateau – Top Hits Nº 4 (1968)

Boa noite a todos! Hoje, excepcionalmente, não teremos o Samuel Machado apresentando outro volume do Grand Record Brazil. Por falha minha, não houve tempo hábil para preparar uma boa coletânea de 78 rpm. O GRB Vol. 31 vem amanhã, assim espero…

Para o momento então, trago um ‘disco de gaveta’, assim como fiz ontem. Vamos dessa vez com a Orquestra Som Bateau, ainda na primeira fase, mas já com seu “Top Hits Nº 4”, lançado em 1968. Uma seleção instrumental de músicas nacionais e internacionais que fizeram sucesso naquela década de 60. Quem quiser ouvir, já sabe… dá um toque. Tá na mão, tá no GTM.

quando

hello, goodbye

parole

o solitário

bonnie and clyde

malayisha

l’amour est bleu

anjo azul

musita – there is a mountain

chain of fools

canzone per te

soy loco por ti america

Ivon Curi, Nelson Gonçalves, Carlos Galhardo E Francisco Carlos – Eles Cantam Assim (1957)

Boa tarde, meus prezados! Apesar da ressaca que ainda não me abandonou, vou logo trazendo a postagem do dia. Vai que depois eu fique ainda mais desanimado.

Segue aqui um dez polegadas da RCA Victor, lançado em 1957. Como podemos ver, trata-se de uma coletânea reunindo quatro dos principais cantores da gravadora. Cada um canta duas músicas. A RCA sempre soube vender o seu peixe e aqui é um bom exemplo, um disquinho para adoçar a boca. Nesta onda de reunir e mostrar seus cantores, a gravadora também lançou o “Elas cantam assim” e “Eles tocam assim”. Vou até procurar para ver se consigo esses outros dois discos para postar no nosso Toque Musical. Por hoje é só. Vou curar a minha ressaca assistindo a vitória do Galo, hehehe…

nasci para o samba – nelson gonçalves

romances de caymmi – ivon curi

cherie – carlos galhardo

hino ao samba – francisco carlos

domani – carlos galhardo

dolores sierra – nelson gonçalves

montanha russa – ivon curi

amor brasileiro em punta del leste – francisco carlos