Erasmo Carlos, Jean Carlo, The Clevers, The Youngsters – Compactos Do Toque Musical Vol. 5 (2012)

Boa noite, meus prezados… Voltando ao tempo daquelas ‘tardes de domingo’, aqui vão (no sábado),quatro diferentes momentos da música jovem nos anos 60. Temos aqui reunidos num só ‘toque’, quatro compactos, direta ou indiretamente ligados à Jovem Guarda. Temos, inicialmente o cantor cego, Jean Carlo num compacto duplo, com quatro faixas bem românticas de fazer inveja ao falecido Paulo Sérgio. Melhorando, temos The Clevers que vem de balada italiana e rock twist, também chamada de ‘surf music’ das antigas. Subindo mais um degrau encontraremos The Youngsters, a banda que por muito tempo acompanhou Roberto Carlos, trazendo aqui dois sucessos da música italiana e francesa. Para finalizar temos o Erasmo Carlos, que é o único que não vem de ‘covers’, apresentado dois de seus sucessos dos anos 60.
Taí, quatro compactos para relembrar o tempo das ‘horas dançantes’, morou? Se gostarem, tá na mão! Ou melhor dizendo, tá no GTM 😉

sentado a beira do caminho – erasmo carlos
johnny furação – erasmo carlos
eu nasci pra você – jean carlo
fim de romance -jean carlo
tão solitário – jean carlo
uma casa sobre o mundo – jean carlo
in ginocchio da te – the clevers
raunchy – the clevers
mah-há, mah-ná – the youngsters
je t’aime…moi non plus – the youngsters

Bebel Gilberto – Stadtgarten Koln Germany 2000 (2012)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! “A necessidade faz o sapo pular”. Hoje o dia foi puxado e o final de semana promete… Estou com o meu tempo todo tomado. Ainda assim me sobra um último fôlego para a postagem do dia. Eu não tive tempo de preparar nada. Aliás, hoje é dia de artista/disco independente. Mas, especialmente hoje, vou fazer diferente. Como tenho à mão algo mais prático, vamos a ele. Vamos de Bebel Gilberto em um ‘bootleg’ exclusivo. Temos aqui a cantora Bebel Gilberto em apresentação na Alemanha, em 2000. São dez músicas extraídas de sua apresentação em 24 de novembro de 2000, no ‘Stadtgarten’ de Koln, na Alemanha. Informações sobre o show? Necas! Não vou me dar ao trabalho, na pressa em que eu estou, ficamos apenas na apresentação. Vale a pena dar uma conferida, a qualidade do áudio é dez 🙂

samba da benção
alguém
samba de verão (so nice)
sem contenção
tanto tempo
mais feliz
august day song
samba e amor
lonely
bananeira

The Supersonics – É Papo Firme Vol. 2 (1969)

Bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! Embora eu saiba que a maioria não lê nada do que eu escrevo aqui, deixo inicialmente duas informações. Primeiro, com relação aos links de indicação para outros blogs, sites, etc… Eu estou progressivamente repondo todos que eu me lembro, pois não tenho mais registro da lista anterior. Caso eu tenha me esquecido de algum, é só me lembrarem, ok? O segundo toque diz respeito a uma novidade que criei (ainda em fase de teste), um outro blog, talvez mais uma filial cujo o sentido é ser unicamente um mostruário de todas as postagens feitas no Toque Musical. Vocês entram e logo de cara verão as (literalmente) milhares de capas de discos, referentes às postagens. Isso, de uma certa forma, ajuda na hora de pesquisar e encanta o olhar dos apreciadores. Vocês poderão ter acesso a ele clicando, na barra lateral, o item, VITRINE TOQUE MUSICAL. Espero que os amigos gostem 😉
Falando agora do disco do dia, hoje vamos ainda na onda da Jovem Guarda. Eis aqui mais um desses grupos criado nos anos 60. The Supersonics não é um grupo de destaque da época, porém, pelo que vemos aqui, gravaram pelo menos dois discos. Não achei informações sobre eles, mas suponho que seja mais um ‘arranjo’ de gravadora. Provavelmente, nem deve ser os mesmo músicos o disco de volume 1. Geralmente, discos e conjuntos como este eram criados da noite para o dia, escalando um grupinho de músicos de estúdio, aproveitando as sobras de fitas, tempo livre de estúdio e mesmo para fazer uma produção barata e paralela. Por certo esses discos também tinha muita saída. Era uma parcela pequena de jovens daquele tempo que tinha acesso á verdadeira música moderna juvenil, que vinha, naturalmente, de fora, o rock…
Temos assim, um álbum ‘papo firme’, recheado de ‘covers’ de sucessos da música pop sessentona, principalmente do período da Jovem Guarda. Divertido, vale ouvir…

stormy
goodbye
stella
será
tormenta
vou pedir outra vez
i started a joke
sentado a beira do caminho
dizzy
não há luar nem céu bonito
vou recomeçar
ninguém vai tirar você de mim

The Dallans – Esses Jovens Cabeludos E Suas Guitarras Vibrantes (1967)

Bom dia, amigos cultos, cultos e associados! Na ‘onda jovem’ do instrumental, agora aqui vai outro disquinho bem procurado por colecionadores. O pessoal da turma da Jovem Guarda, com certeza, vai gostar desta postagem. Este disco não é novidade na Rede, eu inclusive já havia ensaiado a sua postagem, mas o exemplar que eu tinha antes trazia um defeito no lado A e era intócavel. Agora, com este que adquiri recentemente, devidamente limpo, posso apresentá-los a vocês.
The Dallans foi mais um daqueles grupos de ‘rock’, surgidos na ‘onda da Jovem Guarda’. Para não variar (e para a minha surpresa), a gente encontra este disco em pencas pelo Google, mas são apenas as capas, anúncios de vendas no Mercado Livre e um arquivo em mp3, de 128 kbps, que com toda a certeza é o mesmo compartilhado por diversos blogs. O repertório é composto de ‘roquinhos dos anos 60’ e outras baladas da turma do Roberto Carlos, tudo em instrumental. Informações sobre o grupo é que é difícil. Como eu ando meio sem tempo, não vou nem tomar o trabalho de ficar pesquisando. Eu acredito que este tenha sido mais um daqueles grupos que acompanhavam os cantores da Jovem Guarda. O básico já está na mão. Se alguém tiver e quiser complementar as informações sobre o grupo, faça-nos o favor… Acredito que este tenha sido o único disco gravado pelo ‘conjunto’. Confiram aí…

o gênio
coração de papel
i don’t want to spoil the party
something stupid
eu não sabia que você existia
o bom rapaz
vem quente que eu estou fervendo
só vou gostar de quem gosta de mim
bus stop
you won’t see me
nossa canção
last train to clarkville

Edu Leslie (1973)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Estou tendo algumas dificuldades em me adaptar ao novo formato do Blogger. Eles mudaram tudo e eu fiquei pedidão, tendo que reaprender a usar o blog. Mas vamos lá…
Hoje eu estou trazendo um disco muito interessante, um álbum raro que até hoje eu não vi postado em outros blogs. Ganhei de presente de um amigo, ele comprou especialmente para mim, no Mercado Livre pela bagatela de 30 reais! Por ser um obscuro álbum dos anos 70, pouca gente deve conhecer. Nesta época havia um selo da gravadora Continental, o Cash Box, voltado para a música pop. Com um detalhe, música pop cantada em inglês. Foi daí que nasceram diversos artistas brasileiros com pseudônimos que faziam o público acreditar que eram estrangeiros. O responsável por essa jogada era um produtor italiano, Cesare Benvenutti que trabalhou para a Copacabana, coordenando as produções do selo Cash Box. Até hoje tem muita gente que acha que artistas e bandas como Lee Jackson, Light Reflections, Funny Thing, Danny Anderson, Jennifer, Tobruk e mais uma penca de coisas lançadas pelo selo Cash Box, eram estrangeiros. (Já vi até colecionador de MPB desprezar esses discos por achar que se tratava de pop estrangeiro de segunda linha). O certo é que através de Benvenutti, muita música pop estrangeira e também criações nacionais cantandas em inglês fizeram sucesso e a cabeça da moçada na época. Outras gravadoras viriam adotar o mesmo esquema, lançando seus Mark Davis, Morris Albert, Chrystian, Pholhas…
Edu Leslie foi outra criação do italiano. Uma coletânea daquilo que foi lançado em compacto pela Cash Box encarnado por Daniel Taubkin, produtor do Light Reflections e Tobruk e principalmente pianista e arranjador Eduardo Assad, que segundo o próprio Taubkin, foi o responsável pelos arranjos e foi quem pilotou os teclados. Talvez por isso mesmo o disco se chame “Edu Leslie”. Neste álbum iremos encontrar uma surpresa, um disco todo instrumental, com alguns temas internacionais conhecidos, além do autoral, “Funny Bobby (The master of the masters), em arranjos, sinceramente, muito gostoso de se ouvir. Quem é chegado no som de uma Hammond, não pode deixar de ouvir esta coletânea
christine
poetry song
no connection
something in the wy she moves
goodbye, my love, goodbye
we can work it out
long time
along the way
ben
funny bobby
don’t cry
don’t want to say goodbye

 

Dalva De Oliveira, Dolores Duran, Lana Bittencourt, Linda Batista, Neide Fraga, Nora Ney – Seleção 78 RPM Do Toque Musical (2012)

Após uma semana de ausência (involuntária, pelos motivos conhecidos de todos), aqui está a décima-oitava edição do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil. Desta vez apresentamos cantoras que deixaram sua marca na história de nossa música popular, em alguns de seus melhores momentos.

Abrindo nossa seleção desta semana, temos a grande Nora Ney (Iracema de Souza Ferreira, Rio de Janeiro, 1922-idem, 2003), uma das precursoras da bossa nova, com seu canto quase falado e sua voz calma e grave. E em um de seus melhores discos, o Continental 16728, gravado em 23 de janeiro de 1953 e lançado em março-abril do mesmo ano, com dois sambas-canções clássicos. No lado A, a matriz C-3043 apresenta esta obra-prima de Luiz Bonfá, “De cigarro em cigarro”, uma das mais apreciadas páginas do repertório de Nora, e que foi gravada até em Espanhol por Gregório Barrios. No verso, matriz C-3044, “Onde anda você?”, assinada por um mestre da dor-de-cotovelo, Antônio Maria, junto com Reinaldo Dias Leme. No acompanhamento, a orquestra do maestro Copinha.

A sempre lembrada Linda Batista (Florinda Grandino de Oliveira, São Paulo, 1919-Rio de Janeiro, 1988) dá prosseguimento a esta seleção com dois discos. Primeiro, um do auge de sua carreira, o RCA Victor 80-0802, gravado em 19 de maio de 1951 e lançado em agosto seguinte, com dois sambas-canções do mestre Lupicínio Rodrigues e acompanhamento do conjunto do violinista Fafá Lemos. O lado A, matriz S-092961, é o famoso “Vingança”, uma verdadeira coqueluche na interpretação de Linda. Já havia sido gravado anteriormente pelo Trio de Ouro, já sem Dalva de Oliveira, substituída por Noemi Cavalcanti e mantendo Nilo Chagas e Herivelto Martins, seu fundador, porém o sucesso foi mesmo de Linda. E acredite: teve gente que até se suicidou ao som de “Vingança”! No verso, a matriz S-092962 nos traz “Dona Divergência”, parceria de Lupi com Felisberto Martins, também sucesso, embora um pouquinho menor que o de “Vingança”. Em seguida, seremos transportados para o início de carreira de Linda, mais exatamente sua estreia fonográfica, na Odeon, com o disco 11631, gravado em dupla com Fernando Alvarez no dia 20 de junho de 1938, com acompanhamento orquestral do palestino Simon Bountman, e lançamento em agosto do mesmo ano, trazendo duas rumbas de Djalma Esteves, um especialista nesse gênero cubano. No lado A, matriz 5868, “Churrasco”, de Djalma com Augusto Garcez, e no verso, matriz 5869, “Chimarrão”, só de Djalma. Bah, tchê!

A carioca Irlan Figueiredo Passos, aliás Lana Bittencourt (n. 1931), aqui comparece com o disco Columbia CB-10388, lançado ao apagar das luzes de 1957. Abrindo o disco, a matriz CBO-902 apresenta sua personalíssima interpretação de “Little darlin’”, de Maurice Williams, em ritmo de rumba, que fez muito mais sucesso que o registro original americano, em ritmo de calipso, com o grupo The Diamonds, sendo depois incluída no LP “Lana em musicalscope”. No verso, matriz CBO-1206, uma regravação em ritmo de fox da canção “Feliz Natal”, da dupla Klécius Caldas-Armando Cavalcanti, originalmente lançada por Dick Farney em 1949. Este registro de Lana também saiu no LP-coletânea “Nosso Natal”. Passado o dito cujo, o 78 de “Little darlin”” foi relançado com o número CB-10395, e no verso foi relançado o baião “Zezé”, de Humberto Teixeira.

Embora mais conhecida como compositora, a carioca Dolores Duran (Adiléa Silva da Rocha, 1930-1959) foi também uma intérprete versátil, cantando em todos os idiomas (até mesmo em esperanto!). É o que comprova o disco desta seleção, o Copacabana 5917,lançado em junho de 1958, com acompanhamento do conjunto de Severino Filho, fundador do grupo Os Cariocas. O lado A, matriz M-2236, apresenta o clássico fox italiano “Nel blu dipinto di blu”, mais conhecido como “Volare”, primeira palavra do estribilho, com o qual Domenico Modugno venceu o Festival de San Remo daquele ano. No verso, matriz M-2237, o clássico samba-canção ‘Quem foi?”, de Nestor de Holanda e Jorge Tavares, originalmente lançado em 1947 por Aracy de Almeida, ao lado dos Vocalistas Tropicais. As duas faixas saíram também em LP (era uma época de transição de formatos), ou seja, nos dois volumes de “Dolores Duran canta para você dançar”, sendo “Quem foi?” do primeiro e “Nel blu dipinto di blu” do segundo.

A sempre lembrada Dalva de Oliveira (Vicentina de Paula Oliveira, Rio Claro, SP, 1917-Rio de Janeiro, 1972) comparece aqui com uma marcha-rancho de Pereira Mattos e Mário Rossi, composta em homenagem a Francisco Alves, morto em trágico acidente automobilístico na Via Dutra, em 27 de setembro de 1952. Seis dias depois, a 3 de outubro, Dalva, recém-chegada de uma longa excursão à Europa, compareceu ao estúdio da Odeon para gravar “Meu rouxinol”, matriz 9451, e o disco chegou às lojas em dezembro com o número 13350, sem gravação no lado B, em sinal de luto pela morte de Chico Viola, com direitos revertidos a instituições de caridade auxiliadas pelo cantor, se houvesse registro dele nesse disco.

Neide Fraga (São Paulo, 1924-Rio de Janeiro, 1987) nos apresenta sua gravação da “Canção de aniversário”, de Joubert de Carvalho, feita na Odeon em 16 de outubro de 1953 e lançada em dezembro seguinte com o número 13562-B, matriz 9919. Originalmente a música saiu em 1950, pela Sinter, com a orquestra e o coral de Lírio Panicalli. Quatro versos apenas, mas isso é apenas um detalhe, pois afinal boa música não é Lusíadas.

Finalmente, temos a paulistana Vitória de Martino Bonaiutti, aliás, Marlene, interpretando um baião junino de Rômulo Paes e Haroldo Lobo, “Canção das noivas”, lançado em maio-junho de 1952 pela Continental com o número 16556-B, matriz C-2843. No acompanhamento, o conjunto do sempre eficiente Radamés Gnatalli. Mais uma diversão garantida para nossos amigos cultos e ocultos!

 
* TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO

Erasmo Carlos, As Frenéticas E Sérgio Sampaio – Projeto Pixinguinha (1981)

Bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! Há pouco mais de uma semana atrás, eu postei aqui uma coletânea com alguns variados momentos de shows do Projeto Pixinguinha. Foi uma maneira de levar a muitos de vocês a dica do maravilhoso site da Funarte, que a cada dia vem nos apresentando um imenso tesouro de informação e cultura. Infelizmente ainda pouco explorado. Entre tantas opções que lá nos reserva temos o projeto “Brasil – Memória das Artes”, uma iniciativa que procura promover a comunicação da Funarte com seu público, tornando acessível a todos o seu acervo da memória cultural brasileira digitalizado. Entre esse, temos o Projeto Pixinguinha, uma série memorável de espetáculos musicais que se iniciou em 1977. Nas páginas do Projeto Pixinguinha a gente pode ouvir, na íntegra, os registros sonoros dos diversos shows que aconteceram pelo Brasil a fora. É realmente uma maravilha que a gente precisa mesmo compartilhar. Nas páginas do site só se é possível ouvir as gravações, mas copiar esses registros para o computador é coisa fácil e com certeza, muita gente já tem feito. Sem dúvida, fica muito mais prático ter acesso às gravações já tendo elas em nosso computador. Acredito que quem tem uma conexão fraca, mesmo de banda larga, acaba não conseguindo acessar aos shows sem picos de paralisação e isso é mesmo um saco! Foi também pensando nisso que eu decidi ir gradualmente postando esses shows. Vou editando todo o material, quando necessário até um remix, mas principalmente separando música por música, resultando assim num álbum virtual, com direito a capa e contracapa.

Neste que eu chamo de primeiro volume, temos o show de Erasmo Carlos, As Frenéticas e o saudoso Sérgio Sampaio. Essas edições e postagens funcionarão como iscas, um atrativo inicial que irá direcioná-los ao conteúdo informativo original. Em outras palavras, eu anuncio aqui, vocês escutam no GTM e completam as informações no site da Funarte. Quem ainda não conhece o “Brasil Memória das Artes“, não sabe o que está perdendo. Vamos prestigiar!
cala boca zebedu – sergio sampaio
meu pobre blues – sergio sampaio
eu quero é botar meu bloco na rua -sergio sampaio
odara – as frenéticas e sergio sampaio
a felicidade bate a porta – as frenéticas e sergio sampaio
joujoux e balangandãs – as frenéticas
linda morena – as frenéticas
dancing days – as frenéticas
perigosa – as frenéticas
o preto que satisfaz – as frenéticas
marcha da tietagem – as frenéticas
vem quente / festa de arromba – as frenéticas
o caderninho – erasmo carlos
o teu cabelo não nega – as frenéticas
a beira do caminho – erasmo carlos
panorama ecológico – erasmo carlos
sou uma criança não entendo nada – erasmo carlos
se você pensa – erasmo carlos e as frenéticas
filho único – erasmo carlos
é proibido fumar – erasmo carlos
negro gato – erasmo carlos

Brazil Fantastico – 24 Original Hits From Brazil (1977)

Boa tarde, amigos cultos, ocultos e associados de plantão! Ontem foi o Dia Nacional do Vinil. Eu, sinceramente, nem sabia que havia uma data comemorativa para as bolachas. Escolheram o dia 20 de abril em homenagem à Ataulfo Alves, na data de sua morte. Estranho, podiam talvez terem escolhido a data do nascimento. Eu não tenho nada contra, mas vejo tantas outras opções. 5 de abril, por exemplo, para não sair do mês, faria mais sentido. É a data de nascimento de outro compositor, o Donga, autor do primeiro samba gravado no Brasil. Bom… mas enfim, viva o vinil! Vamos continuar mantendo a cultura da bolacha, seja ela 33, 45 ou 78 rpm 😉

Para o dia de hoje, que eu tenho então tomado para as postagens de coletâneas (em geral), trago para vocês este curioso álbum duplo, lançado na Alemanha nos anos 70. Curioso mesmo: música popular brasileira, lançado na Alemanha e com o título em inglês. Ah, o texto interno é todo em alemão e o repertório é uma verdadeira ‘gemischte salat’. Uma seleção das mais improváveis, só mesmo possível na mentalidade do estrangeiro. Observando o álbum num todo, não vi nenhuma referencia às gravadoras e editoras nacionais. Não duvido nada que este lp tenha sido lançado lá fora sem autorização das editoras e seus artistas. É bem provável que eles nem saibam da existência do disco. O certo é que temos aqui 24 músicas que procuram passear por diferentes gêneros na então ‘MPB setentona’. Vejam só o que o ‘Fritz’ nos preparou:
quem for flamego – angelo antonio
mercado modelo – vanusa
a dança do meu lugar -a gepê
rei da paz – os famks
açucar candy – ney matogrosso
birinaites blues – fábio
lá vem o trem – agepê
mundo invisível – sá e guarabyra com marisa fossa
água viva – tom e dito
camisa 10 da gávea – maria alcina
na baixa do sapateiro – waldir azevedo
bambeia/sertões/madeira de lei – grupo sambariô
baião – severino araújo e sua orquestra tabajara
vinte meninas – tom e dito
carta de auforria/zagueiro/verde e branco – grupo sambariô
vai atrás da vida que ela te espera – guilherme lamounier
todo prosa – sonia lemos
moro onde não mora ninguém – agepê
curta metragem – tetty
para o mundo que eu quero descer/soy latino americano/eu nasci a dez mil anos atrás – os motokas
baianinha boa – sonia lemos
fracassos – fagner
a espera – painel de controle

Oswaldo Montenegro – Aldeia Dos Ventos (1987)

Bom dia, amigos cultos, ocultos e acomodados 🙂 Por enquanto, quase ninguém se manifestou, quanto a tudo o que tenho dito aqui. Está claro que a maioria não perde tempo com leitura, ainda mais se o principal vier de bandeja, por e-mail. Outros, ainda, que estão chegando agora, também não se dão ao trabalho de ler as informações e orientações do blog. Eu, de agora em diante, não vou ficar dando explicações para o que é óbvio e explícito. Quem não se tocar, vai ter que rebolar. Seja feio ou bonito, fraco ou espirituoso, inexpressivo ou insignificante, o que eu escrevo aqui é para ser lido. Quem não se dá ao trabalho da leitura também não merece ser lido (no meu caso, respondido). Pronto, já fiz a ‘pagação’ do dia. Agora vamos à postagem…

Temos aqui o Oswaldo Montenegro estreando em grande estilo em nosso Toque Musical. Curiosamente, eu até então nunca havia postado nada desse artista. E não é por falta de discos ou simpatia pela sua obra, muito pelo contrário. Acho o Oswaldo Montenegro um grande artista e de uma certa forma, meio injustiçado, figurando como uma estrela de segundo plano. Isso talvez me pareça devido ao seu estilo plural. O cara passeia bem por diferentes caminhos, faz uma música que ultrapassa estilos e se coloca bem mais como um compositor do que como intérprete. Acho que isso se deve muito ao fato da sua ‘veia teatral’. Sua música tem sempre algo de cênico e no geral sua estrutura melódica é complexa e de muita qualidade. Isso talvez afaste a sua arte do chamado ‘gênero popular’.
Neste álbum, gravado em 1987, vamos encontrar um pouco de tudo isso que eu falei. “Aldeia dos ventos” foi concebido para ser um musical. Teve além desta, mais duas edições posteriores com capas diferentes. Como se pode ver pela ilustração da capa, participaram da gravação grandes nomes da nossa música, com destaque para Ney Matogrosso, Sivuca, Gonzaguinha, José Alexandre, Antonio Adolfo e Lucinha Lins. Pessoalmente, acho este um dos melhores trabalhos do Oswaldo, o qual eu chamaria de uma espécie de ‘progressivo’. Até na capa a ideia nos remete à um estilo de música ‘viajante’. Mas, peraí… não me entendam mal, não estou me referindo aqui à bandas de rock. Eu viajei foi em outras paradas 😉
a lenda do castelo – ney matogrosso
sempre não é tod dia – zizi possi
canário amarelo – lucinha lins
o desajeitado e feliz – oswaldo montenegro e antonio adolfo
o país dos tristes – josé alexandre
o travesti – oswaldo montenegro e nejandro arbo
simpatia de giz – oswaldo montenegro
o país das atrizes – glória pires
o país da esperança – gonzaguinha
o apís dos apressados – sivuca e oswaldo montenegro
o pais das bruxas – josé alexandre
o país da vaidade – noel devas

Sexteto Prestige – Música E Festa Nº 6 (1960)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Tenho a impressão de que depois que eu criei o GTM, a turma por aqui ficou ainda mais oculta e acomodada. Realmente é muito bom receber em casa, sem muito trabalho, os links do Toque Musical. Mas o fato é que as visitas ao blog se tornaram escassas, não fazendo justiça aos quase 900 associados do nosso grupo. Bom, tudo bem, eu por enquanto vou apenas observando, mas pelo andar da carruagem, acho que logo teremos novas mudanças por aqui. Devo confessar, ando meio desmotivado. Acho que está na hora de deixar de ser diarista e perceber que este compromisso é só comigo mesmo.

Segue aqui, finalmente, o último disco da série “Música e Festa”, do Sexteto Prestige. “Positivamente! Quando o Toque Musical postou o ‘Música e Festa’ Nº 1, estava previsto o sucesso da sequência…” Enfim, chegamos ao último número desta série feita para dançar. José Menezes e seu conjunto dão mais um show de interpretação, trazendo um repertório rico de sambas e boleros. Como sempre, músicas em bloco, num ‘pot pourri’ dançante que é para ninguém parar. Confiram…

nunca aos domingos
mercadora do mal
perdoa-me pelo bem que te quero
time on my hands
não és ninguém
negue
queixas
doidivana
ninguém é de ninguém
beija-me depois
se eu pudesse
devaneio
cheiro de saudade
chora tua tristeza
amigo
você passou

Mané Baião E Seus Cangaceiros – Pagode No Guarani (1977)

Bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! Quero, inicialmente, avisar a todos que as solicitações de reposição de links no GTM serão todas atendidas, naturalmente. Porém, como estou sozinho nessa empreitada e além do mais, com o blog em reforma, peço a vocês que tenham paciência. Todo mundo será atendido, de acordo com a ordem de entrada dessas solicitações. Contudo, a prioridade é sempre para a postagem do dia, ok?

Hoje vamos de baião (for all), para espantar a tristeza e outros males. Tenho aqui Mané Baião e Seus Cangaceiros, um grupo de forrozeiros da melhor qualidade. E eu pensando que ninguém conhecia, pelo menos o disco já foi bem rodado na Rede. Mané Baião, segundo as poucas informações que encontrei, veio de Alagoas. Ainda na adolescencia transferiu-se para São Paulo, nos anos 60. Gravou seu primeiro disco pela RCA, em 1967, com texto de apresentação na contracapa de Manezinho Araújo. É considerado um dos primeiros forrozeiros na cidade de São Paulo. “Pagode no Guarani” foi um álbum nascido dez anos depois. Neste temos um repertório bem elaborado, com músicas autorais e até uma pitada de Gonzagão (e Humberto Teixeira, claro!). Não sei se antes disso ele gravou outros discos. Como disse, não encontrei muitas informações. Aliás, o pouco que comentei foi graças aos blog Tati Cabeluda e Forró em Vinil, neste último, inclusive, tem os dois discos do Mané Baião.

minha alencarina
assum preto
lírio verde
duquinha
quem manda é o baião
lamento cearense
pagode no guarani
carnaval em salvador
beata mocinha
puxa e repuxa
sonhei com meu amor
a bahia tem

Carioca And His Cuban Percussion Orchestra – Chachacha Explosivo (1962)

Muito bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! Enfim, após passar uma semana me recuperando das perdas e danos, retomo nossas postagens em um novo endereço. Aliás, em novos endereços. Por loucura ou pura teimosia, repliquei o Toque Musical em 10 vezes. Ou seja, criei, além deste, mais nove blogs iguaizinhos. Com a ajuda de alguns amigos, pretendo ainda criar mais. Numa próxima onda terrorista como foi essa, vou ‘poluir’ a rede de Toque Musical. Colocarei na rede pelo menos umas 20 cópias do blog, com o detalhe de serem atualizados todos, simultâneamente. Por enquanto, só estará público este endereço. Lembro também que existe uma outra versão do blog pelo WordPress, o qual muitos de vocês já conhecem e que funciona como uma filial, sem link, obviamente. Assim sendo, não vai ser por falta de toques que vocês irão ficar sem música. Quanto aos vilões do Toque Musical, eu quero mais é que morram secos de ódio, sufocados e mudos na inveja, infiltrados ou não no nosso GTM. Quanto ao Blogger, mais uma vez, obrigado pelos ‘espaços cedidos’. Viva a hipocrisia! (desde que me permitam continuar existindo)

Aproveito também o momento para pedir a todos um voto de confiança e amizade em forma de um gesto, que aparentemente pode parecer, de minha parte, um pedido de pura vaidade, mas não é não. Gostaria de ver uma demonstração de simpatia através do quadrinho de seguidores. Acho que não seria pedir muito aos amigos que se colocassem como seguidores, como já o fizeram alguns. É uma coisa boba, eu sei, mas demonstra, para mim, uma outra força, um estímulo e a simpatia. Se o número de seguidores for igual ou próximo ao crescente GTM, eu ficarei muito satisfeito e verei que vale a pena continuar a empreitada. Para um blogueiro como eu, o importante é o ‘feed back’. Se não escuto nem o eco do meu toque, não há mais porque continuar ‘cantando’.
Como prova de gentileza, dou sequência ao Toque Musical com um disco super bacana, que eu acredito, venha a agradar a todos. Não bastasse a bela capa, temos aqui um belíssimo disco. Eis aqui o que eu considero o melhor disco de ‘Cha Cha Cha’ já gravado no Brasil: Carioca And His Cuban Percussion Orchestra. Este álbum eu reencontrei, após muito procurar, em uma banca de feira da Praça 15, no Rio. Para a minha felicidade o álbum ainda era ‘zero bala’, virgem até no selo de proteção, coisa típica dos discos da Imperial/Odeon. Nunca havia sido tocado antes, vejam que beleza!
Assim sendo, temos aqui o já apresentado Ivan Paulo da Silva, mais conhecido como Maestro Carioca, que na verdade era paulista. Acredito que o ‘Carioca’ veio do fato dele ter a sua atuação artística mais concentrada no Rio de Janeiro. Apenas por curiosidade, é dele aquele famoso prefixo do “Reporter Esso”, da Rádio Nacional. O cara era mesmo muito bom.
Neste belíssimo álbum, como se pode ver logo de cara, Carioca se dedicou a explorar (com maestria, diga-se de passagem e com retundâncias) o que era, ainda então, um dos gêneros mais populares daquela época, o ‘cha-cha-cha’. O Maestro Carioca engana bem (no bom sentido, claro!) se fazendo passar por um ‘bandleader’ cubano. Sinceramente, não deixa nada a desejar, chegando mesmo a superar muitos cubanos. Aqui encontraremos um repertório fino, com músicas bem conhecidas do público, em arranjos de matar de inveja a Orquestra Aragón (ou vice-versa, hehehe…)

o terceiro homem
limelight
stranger in paradise
las secretarias
temptation
monalisa
el bodegueiro
me lo duo adela
again
rum and coca-cola
chachacha nº 5
alexander’s sagtime band

Alfredo Moretti, Blackout, Carlos Galhardo, Cauby Peixoto, Francisco Alves – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 17 (2012)

Esta já é a décima-sétima edição do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil. Uma trajetória excelente, mas olha, certamente iremos muito além, se Deus quiser. Aqui temos, treze fonogramas raros, a maior parte de cantores bastante conhecidos e que deixaram sua marca na história da música popular brasileira. Exceção feita, claro, ao paulistano Alfredo Moretti (c.1925-?). Com timbre semelhante ao de Francisco Alves (também aqui lembrado), ele ficou esquecido com o passar do tempo, talvez pela escassa discografia que deixou: apenas nove discos 78 com dezoito músicas, entre 1953 e 1957, nos selos Columbia (oito) e Todamérica. (o último). Nesta edição do GRB, eis seu sexto disco, o Columbia CB-10182, lançado em agosto de 1955. No lado A, matriz CBO-543, o samba-canção “Violão amigo”, de Ítalo Moretti, e no verso, matriz CBO-541, o bolero “Porque te quero”, de autoria do acordeonista Mário Gennari Filho em parceria com Joamar (quem seria?), e certamente é o próprio Gennari quem o acompanha com seu acordeão e seu conjunto, ambos não-creditados no selo original.
Já que falamos anteriormente de Francisco Alves, o eterno e eclético Rei da Voz, cuja trágica morte em acidente rodoviário completa 60 anos em setembro próximo, ele aqui comparece com cinco faixas bastante apreciadas. Uma delas é seu eterno carro-chefe, a “canção brasileira” “A voz do violão”, melodia sua e versos de Horácio Campos, feita para uma revista teatral chamada “Não isso é que eu procuro”, encenada no Teatro Carlos Gomes, no Rio. E foi a música que Chico mais gravou de todo o seu repertório: “apenas” quatro vezes, a primeira em 1928 (selo Parlophoin), a segunda em 1929 (feita a pedido do letrista Horácio, que não gostou de ter seu nome omitido na primeira gravação), a terceira em 1939 e esta aqui, a quarta e última, todas pela Odeon. O registro daqui é de 5 de abril de 1951, matriz 8943, lançado em julho seguinte com o número13143-A. No verso, matriz 8941, outra regravação, a da canção “Lua nova”, também com melodia dele próprio e versos de Luiz Iglésias, lançada originalmente por Chico em 1928, e aqui com o subtítulo de “Lua nova”, com versos do homem de teatro Luiz Iglésias, que inclusive foi marido da atriz Eva Todor, estrela de sua companhia teatral. Em seguida, o disco Columbia 55248-B, de 7 de novembro de 1940, lançado em dezembro seguinte, matriz 338, apresentando a lírica marcha-rancho “A flor e o vento”, da parceria João “Braguinha” de Barro-Alberto Ribeiro, com acompanhamento orquestral de Radamés Gnatalli. O lado A, já revivido aqui anteriormente, é “Onde o céu azul é mais azul”, dos mesmos autores mais Alcyr Pires Vermelho. Em seguida temos uma versão, das muitas que Haroldo Barbosa fez para o Rei da Voz, gravação Odeon de 8 de setembro de 1944, lançada em agosto seguinte com o número 12505-B, matriz 7647 (o outro lado de “Para sempre adeus”, também já revivida aqui), com acompanhamento orquestral de Fon-Fon. É o fox “Lagoa adormecida (Sleepy lagoon)”, de Eric Coates e J. Lawrence, do filme “Minha secretária brasileira (Springtime in the rockies)”, da 20th Century Fox, dirigido por Irving Cummings (tendo nada mais nada menos do que Cármen Miranda no elenco!). Nele, a música é executada pela orquestra do bandleader Harry James. Encerrando a participação do Rei da Voz nesta edição, temos a primeiríssima e originalíssima gravação do samba-canção “Marina”, de autoria do mestre baiano Dorival Caymmi. Ela foi feita por Chico na sua Odeon de sempre em 11 de março de 1947, com lançamento em maio seguinte com o número 12773-B, matriz 8191 (é o outro lado do fox-canção “Maria”, que já oferecemos antes também). Um mês mais tarde, Dick Farney também gravou “Marina”, na Continental, acompanhando-se ao piano, com lançamento em junho seguinte, e esse acabou sendo o registro de maior sucesso, fazendo muitos pensarem que foi Dick o lançador do samba-canção de Caymmi (ele regravaria a música outras quatro vezes). Ainda em 1947, Nélson Gonçalves e o próprio Caymmi fizeram seus registros de “Marina”, ambos pela RCA Victor.
Falemos agora de Otávio Henrique de Oliveira. Quem? É nada mais nada menos que Blecaute, o eterno “general da banda” (Espírito Santo do Pinhal, SP, 1919-Rio de Janeiro, 1983), que recebeu esse apelido do Capitão Furtado, radialista e compositor, sobrinho de Cornélio Pires, por causa dos apagões frequentes na época do pós-guerra. São três gravações relacionadas a datas comemorativas. Pra começar, o baião junino “Santo Antônio não gosta”, da profícua parceria Haroldo Lobo-Mílton de Oliveira (também responsável por muitos hits carnavalescos), gravado na Continental em 10 de abril de 1952, com lançamento em maio-junho desse ano sob número 16556-A, matriz C-2834, com acompanhamento do conjunto do trombonista Astor Silva, o Astor do Trombone. Em seguida o Copacabana 5502, lançado em dezembro de 1955. No lado A, matriz M-1273, um clássico natalino brasileiro: a “valsinha de roda” “Natal das crianças”, de autoria dele mesmo e ainda hoje muito lembrada. No verso, matriz M-1272, Blecaute homenageia as noivas com a marcha “Noiva querida”, de Silvino Neto, também humorista de rádio e autor dos clássicos “Cinco letras que choram” e “Valsa dos namorados”, ambos hits de Francisco Alves.
Carlos Galhardo, “o cantor que dispensa adjetivos”, está de novo presente no GRB, com mais uma homenagem às noivas: é a valsa “Aniversário de casamento (Anniversary waltz)”, do romeno Ian Ivanovici em versão do especialista Lourival Faissal. Gravação RCA Victor de 4 de agosto de 1950, lançada em agosto seguinte com o número 80-0697-B, matriz S-092727. Essa mesma gravação foi reeditada em dezembro de 1952 com o número 80-1060-B, e é mais uma prova que as datas comemorativas (aniversário, Natal, bodas de prata, etc.) foram gfravadas por Galhardo mais que qualquer outro intérprete.

Para encerrar, um intérprete que tem resistido ao tempo, e já octogenário, ainda em franca atividade: é o grande Cauby Peixoto, que aqui comparece com um disco “internacional”, o Columbia CB-11000. Ele foi gravado em Hollywood, Califórnia, EUA, em 1955, quando da primeira temporada do “professor da MPB” naquele país, com acompanhamento orquestral de um dos mais expressivos maestros da época, Paul Weston. No lado A, matriz RHCO-33427, o samba-canção “Final de amor”, composto pelo empresário do cantor, Di Veras, em parceria com Haroldo Barbosa. No verso, matriz RHCO-33426, o bolero “A pérola e o rubi (The ruby and the pearl)”, da dupla Jay Livingstone-Ray Evans, vertida por outro especialista na matéria, Haroldo Barbosa. Ambas as gravações também saíram no primeiro LP de Cauby, o dez polegadas “Blue gardenia”, junto com outras duas também gravadas por ele nessa temporada americana, “Sem porém nem porquê” e “Nossa rua”. Enfim, mais um presente do TM para todos os amigos ocultos e ocultos que apreciam o que é bom. Diversão garantida!

 
*TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO

Sidney – Isto É Dança Vol.3 (1963)

Boa tarde e boa Páscoa a todos! Achei que no feriadão eu iria ficar mais folgado e ter tempo para repor alguns toques. Mas que nada, mal sobram uns 15 minutos, que é o tempo que eu levo para fazer a postagem, isso considerando a bala já na agulha, claro! Felizmente, além dos arquivos de gaveta, tem também a pastinha com as digitalizações recentes. Daí, numa hora como essa, é uma mão na roda.

Segue aqui outro disco de Sidney, Orquestra e Côro sob a direção de Astor. Eu, por engano, acabei pegando o volume 3. Tinha por certo já ter postado o volume 2. Agora, nessa altura dos acontecimentos, vamos ficar mesmo com o volume 3. O 2 a gente vê depois, hehehe…

faz-me rir
por toda a minha vida
madureira chorou
eu quero um samba
love is a many splendored thing
devaneio
suave é a noite
les feuilles mortes
quizas, quizas, quizas…
história de um amor
agora
meu nome é ninguém

Projeto Pixinguinha – Coletânea Especial Do Toque Musical (2012)


Boa noite, amigos cultos, cultos e associados! Chegamos à mais um sábado de coletâneas. Aleluia! Para o dia de hoje eu estou trazendo um seleção de alguns registros ao vivo, do memorável “Projeto Pixinguinha”, ainda em suas primeiras edições. Este famoso projeto musical foi, de uma certa forma, idealizado (ou viabilizado) por Hermínio Bello de Carvalho, então vice presidente da Sombras (Sociedade Musical Brasileira). Inspirado na série “Seis e Meia”, de shows, com ingressos a preços populares, que acontecia no Teatro João Caetano (RJ), em 1976. O Projeto nasceu em 1977, reunindo diversos artistas da MPB. Eram colocados num mesmo espetáculo dois ou três nomes, iniciantes e veteranos. Uma ‘dobradinha’ musical de sucesso que fez história e mereceu novas edições. Bom, mas essa história quem conta em detalhes é o site da Funarte, o “Brasil Memóra das Artes”, que busca digitalizar um acervo de imagens, áudios e vídeos preciosíssimo e que para a nossa felicidade está totalmente disponível. Uma iniciativa super bacana que merece ser explorada. Dentro desta ‘exploração’, eu tomei o trabalho de extrair todos os áudios, as gravações do Projeto Pixinguinha. Que coisa fascinante, passei o dia de hoje só por conta disso. Minha ideia inicial não era a de copiar esses arquivos, mas vendo a dificuldade de muitos em acessar os arquivos através de uma conexão ‘meia boca banda larga’, achei que seria uma boa copilar tudo, criando assim alguns ‘disquinhos virtuais’, típicos aqui do Toque Musical. Agora todos podem ter realmente acesso às gravações, sem necessariamente depender de uma conexão contínua, que muitas vezes sofre interrupções (é um saco isso). Por outro lado, espero estar também ajudando a divulgar esse maravilhoso site de cultura. Pretendo ir, ao longo do tempo, apresentando aqui as diversas gravações, em edições como esta. Teremos, em produções exclusivas, as gravações dos shows, editadas e remixadas, com capinhas atraentes (como se precisasse) que irão certamente agradar a todos no GTM.

Neste primeiro momento, eu fiz um apanhado de arquivos avulsos, extraídos de diferentes shows e artistas, apenas para ‘molhar o bico’ 😉 Espero que vocês gostem…
poema da rosa – jards macalé
na subida do morro – moreira da silva
pérola negra – luiz melodia
rita baiana – zezé motta
tão fácil – marina lima
pedaço de canção – moraes moreira
tamba tajá – maria lúcia godoy e miguel proença
valsa da dor – miguel proença
trenzinho caipira – viva voz
sabiá – maria lúcia godoy, miguel proença e viva voz
carinhoso – maria lúcia godoy
denge / oxum – zezé motta e johnny alf

José Menezes E Seu Conjunto – Música… Amor E Festa (1959)


Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Espero neste fim de semana estar colocando em dia todas a solicitações de repostagem, bem como a correção de alguns links que tiveram de ser refeitos. Sem pressa vamos aos poucos colocando a casa em ordem, ok?

Segue aqui mais um disco de José Menezes e seu conjunto, nos bons tempos do selo Prestige. Como se pode ver pela contracapa, quase todos esses lançamentos da gravadora já foram postados aqui no Toque Musical. O que ainda não entrou, logo eu trarei para vocês. Inclusive o volume 6 da série “Música e Festa”, do Sexteto Prestige (que é também o Zé Menezes e seu conjunto)
Neste álbum vamos encontrar quatro ‘pot pourri’, sendo os dois primeiros (lado A) dedicado ao bolero, gênero que fazia muito sucesso naquele tempo. Recheado de clássicos inesquecíveis. Do outro lado, melhor ainda, duas faixas de ‘pot pourri’ de sambas, dos melhores e também inesquecíveis. Ouvindo rapidamente, acho que algumas coisas aqui foram retiradas de outros discos, principalmente da fase com o Sexteto Prestige. Vale dar uma conferida 😉

pecado
quizas… quizas…
que te parece
yo no se que me passa
hipócrita
eclipse
palabras de mujer
tres palabras
señora tentacion
quando ela passa
da cor do pecado
que é que é
uma noite em são borja
exaltação à magueira
vem meu amor
eu chorarei amanhã
madeira de lei

Paulinho E Seu Conjunto – Sucessos (1961)



Muito bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! Aqui vou eu logo cedo, apressado, com um dia longo e cheio. Antes porém, quero vou deixando pronta a postagem do dia. Mais um ‘disco de gaveta’, para esses momentos de aperto.

Segue aqui outro disco do Paulinho baterista. Pela capa, com seu repertório estampado, logo se percebe que este lp é na verdade uma coletânea. Aqui estão reunidos algumas das gravações feitas pelo artista em discos anteriores pela Prestige. Juro que no momento em que puxei esse da ‘gaveta’ e comecei a postagem, nem me toquei para o fato de que todas as músicas contidas aqui já foram postadas no Toque Musical, em seus discos originais. Bom, como já estou praticamente finalizando a tarefa (e atrasado), vou deixar a coisa assim… À noite, se eu tiver um tempinho, para compensar, deixo um compacto aqui, ok? Acho que nem carece comentários a respeito do conteúdo musical. Tá tudo aí… Nem lista da músicas vai precisar 🙂
Na pior das hipóteses vai ser uma maneira dos amigos fazerem uma releitura de Paulinho e seu conjunto 😉 Fiquem a vontade…

Renato Mendes E Seu Orgão (1962)


Boa noite amigos cultos, ocultos e associados! Desculpem as minhas falhas. Sei que tenho esquecido de dar aquele toque no GTM e as vezes até a postagem! Pois é, empresa onde só tem um funcionário só pode dar nisso. Mas vamos, dentro das minhas possibilidades, fazendo o impossível 😉

Para aplacar as furadas, hoje eu estou trazendo um disco super bacana, pura raridade que eu, até hoje, nunca vi postado em outro blog. Temos aqui um dos maiores tecladistas brasileiros. Digo tecladista, mas no melhor dos bons sentidos, como um artista que domina todas as teclas. Renato Mendes é na verdade um organista, talvez o maior do Brasil. Mestre de muitos outros grandes organistas. Encontrei na rede um curioso anúncio de aulas de orgão eletrônico, no qual segue num longo texto, um relato do instrumentista professor, falando de seu mestre Renato Mendes. Por aí a gente já faz uma ideia de quem foi este músico. Mais uma vez, digo ‘foi’ sem saber ao certo a situação de Renato Mendes. Ele tem outros discos ótimos. No blog Vinyl Maniac há um excelente, “Orgão de Vanguarda”, lançado em 1965. “Electronicus” também é outro disco imperdível (em breve irei postá-lo aqui). A gravadora pernambucana lançou em 1962 este álbum que agora eu apresento a vocês. O lp teve também uma outra capa e o título de “Sambando com Renato Mendes e seu Orgão”. Só não sei qual foi lançado primeiro. O certo é que no disco iremos encontrar um repertório de sambas e outras bossas reinantes naquele começo dos anos 60. Renato vem acompanhado por bateria, baixo e um saxofone que dá um tom jazzístico ao trabalho. Um belíssimo disco. Valeu a pena esperar…

o barquinho

nossos momentos
céu e mar
cheiro de saudade
a noite do meu bem
gimba
poema das mãos
zelão
ternurinha
esquecendo você
copacabana
o apito no samba

Ademilde Fonseca – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 16 (2012)

No dia 27 de março de 2012, o Brasil perdeu uma de suas cantoras mais expressivas, e um autêntico ícone da chamada era do rádio: Ademilde Fonseca Delfim. E o Grand Record Brazil presta merecida e expressiva homenagem a esta que foi conhecida como “rainha do chorinho”, reunindo 40 preciosas gravações em 78 rpm, selecionadas entre as mais de 80 deixadas pela cantora nesse formato. Ademilde nasceu em Macaíba, RN, em 4 de março de 1921. Aos quatro anos de idade mudou-se com a família para a capital potiguar, Natal, ali vivendo até 1941. Gostava de cantar desde criança, e ainda na adolescência começou a se interessar por serestas, travando conhecimento com músicos lá de Natal. Foi com um desses seresteiros, Naldimar Gedeão Delfim, que Ademilde contraiu núpcias, indo morar com ele no Rio de Janeiro. Em 1942, após um teste na Rádio Clube do Brasil, apresentou-se no programa de calouros “Papel carbono”, de Renato Murce. Nesse mesmo ano cantou em uma festa, acompanhada pelo regional do flautista Benedito Lacerda, o choro clássico “Tico-tico no fubá”, de Zequinha de Abreu, com letra do dentista Eurico Barreiros, que a havia feito especialmente para sua filhinha Ely cantar, onze anos antes, sendo tal letra conhecida por Ademilde desde menina. Benedito gostou tanto de sua interpretação que a levou à gravadora Columbia (futura Continental), cujo diretor artístico era o grande João “Braguinha” de Barro, para registrar seu primeiro disco. Isso se deu em 10 de agosto de 1942, e foi a primeira vez que o “Tico-tico” foi gravado com letra, e sete anos depois da morte de Zequinha de Abreu. Lançado em setembro seguinte com o número 55638, o disco trouxe no verso o samba “Volte pro morro”, do próprio Benedito Lacerda com Darcy de Oliveira. Nele também comparece como sanfoneiro o grande Luiz Gonzaga, certamente não creditado no selo por ser contratado da RCA Victor. E os chorinhos cantados por Ademilde foram se sucedendo, sempre com sucesso: “Apanhei-te, cavaquinho”, “Urubu malandro”, “Brasileirinho”, “Teco-teco”, “O que vier eu traço” “Pedacinhos do céu”, “Pinicadinho”, etc., dando à cantora o título incontestável de “rainha do chorinho”. Em 1944, levada pelo cantor Déo, Ademilde foi para a Rádio Tupi (“o cacique do ar”), apresentando-se com os regionais de Claudionor Cruz e Rogério Guimarães. Em 1952, ela seguiu para a França, junto com a Orquestra Tabajara de Severino Araújo para participar de um espetáculo produzido em Paris pelo jornalista e empresário de comunicação Assis Chateaubriand, dono dos Diários e Emissoras Associados. Em 1954, transferiu-se para a então poderosa Rádio Nacional, onde se apresentou com os regionais de Canhoto (Waldomiro Frederico Tramontano), Jacob do Bandolim e Pixinguinha, e também das orquestras de dois “cracões” da emissora da Praça Mauá, Radamés Gnatalli e Chiquinho. Em 1964, a cantora fez uma excursão pela Península Ibérica (Portugal e Espanha), ao lado de nada mais nada menos que Jamelão, sendo que em Lisboa Ademilde ficou cerca de seis meses em cartaz. Após quinze anos de afastamento, em 1975, Ademilde voltou ao disco, lançando um bem cuidado LP na marca Top Tape, apresentado-se, durante essa década, em shows no Teatro Opinião, do Rio. Participou do CD coletivo ‘Café Brasil”(2001) e do espetáculo “As eternas cantoras do rádio”, ao lado de Violeta Cavalcanti, Carmélia Alves e Ellen de Lima. Nos últimos anos de vida, Ademilde vinha fazendo shows juntamente com a filha, Eymar Fonseca, mostrando que ainda estava em plena forma. Dias antes de falecer, aos 91 anos de idade, a cantora havia gravado uma entrevista para o programa “Sarau”, da emissora de TV paga Globo News. Nesta décima-sexta edição do GRB, inúmeros momentos expressivos da carreira de Ademilde Fonseca. “Tico-tico no fubá”, claro, está nesta seleção, e é a primeira faixa. Ao lado de outros chorinhos famosos, como “Apanhei-te, cavaquinho”, “Doce melodia”, “Galo garnizé”, Dinorah”, tem também samba de carnaval (“Sentenciado”), baião (“Meu Cariri”, co-autoria de Dilú Mello, também responsável pelo hit “Fiz a cama na varanda”, sendo que na época do lançamento desse baião, 1953, havia uma gravíssima seca no Nordeste), toada (a bem-feitinha “Se amar é bom”, melodia de José Maria de Abreu e letra de Antônio Domingues, o lado B do disco de “Meu Cariri”), música de festa junina (“Fogueira”, também de Abreu com Jair Amorim), e até mesmo a curiosa “Baião em Cuba”, mostrando a nítida semelhança do baião com os ritmos afro-caribenhos então em moda, tipo rumba, mambo, etc. O clássico baião “Delicado” também marca ponto, e dada a tessitura rítmica, só Ademilde poderia gravá-lo, posto ser um “baião -choro”, com a vertiginosa rapidez que lhe era peculiar. Enfim, uma riquíssima e expressiva retrospectiva da carreira desta insubstituível cantora que é Ademilde Fonseca.

Pra terminar, eu gostaria de fazer uma solicitação que nada tem a ver com esta resenha, mas que o próprio Augusto me sugeriu. Estou à procura da música “Maria da Piedade”, de Evaldo Ruy, que foi a primeira gravação do cantor Mauricy Moura (Santos, SP, 1926-São Paulo, 1977). Ela saiu pela Sinter em maio de 1952, no 78 de número 142-A (com um monte de zero antes!). Teve inclusive um blogueiro chamado Marcos Massolini, também jornalista e poeta, que administra o blog Almanaque do Malu (é o apelido dele) que comprou em um sebo da Av. Duque de Caxias, centro de São Paulo, um LP de 10 polegadas chamado “Meia-noite”, também da Sinter, claro, que reproduz a gravação do Mauricy pra “Maria da Piedade”, mostrou a capa do disco no blog, tudo, mas não o disponibilizou para download. Cheguei a escrever ao tal Malu pedindo uma cópia em mp3 do “Maria da Piedade”, ele até me respondeu dizendo que ia mandar, mas já se passaram três semanas… e nada! Talvez seja precipitação minha, mas duvido de que ele cumpra sua promessa. Por essa razão, solicito aos amigos cultos e ocultos do TM, que acompanham estas minhas resenhas do GRB, que se alguém tiver o “Maria da Piedade” com Mauricy Moura, enviem uma cópia em mp3 pro email do TM, que aí o Augusto me repassa. Combinado? Por ora, curtamos a inesquecível Ademilde…


* texto de Samuel Machado Filho



Os Bambas – O Melhor Em Samba (1969)

Boa tarde, amigos cultos, ocultos e associados! Trago hoje uma triste notícia para todos. Infelizmente esta será a nossa última postagem. O Toque Musical dá por encerrada as suas atividades, sendo esta a última que farei. Na segunda feira o blog será retirado da rede, atendendo assim as reivindicações das gravadoras, editoras e empresas estrangeiras, responsáveis pelos direitos autorais de toda a fonografia brasileira. Toda a música brasileira, inclusive os discos raros, fora de catálogo e tudo o que já foi postado aqui, serão agora oferecidos gratuitamente pelo iTunes. Esses discos serão novamente relançados, no formato vinil e cd e estarão à venda a partir da segunda quinzena de abril. Pelas informações, esses relançamentos serão vendidos por preços de banana, numa faixa média de 5 reais. Diante a tudo isso, realmente, não faz mais sentido ficar mantendo um blog como o Toque Musical. Fica aqui então a minha despedida. Ao ritmo do samba a gente vai chegando à ‘apoteose’. Valeu demais!

Xiii… tô vendo aqui que tem nêgo já com taquicardia, desesperado com essa notícia. Hehehe… calma gente, é uma pegadinha, hoje é primeiro de abril 🙂 Tudo mentira, hehehe…
De verdade aqui é só o samba, o disco deste domingo.

Tenho aqui para vocês mais uma produção da CBS, no final dos anos 60, através de seu selo Okeh, “O melhor em samba com Os Bambas”. Quem foram esses ‘bambas’ eu não saberei dizer. Tenho para mim, que “Os Bambas” foi apenas um nome fictício, criado pelos produtores da CBS no intúito de poder lançar discos com músicas e artistas que não faziam parte de seu ‘cast’. Este era mais um dos muitos artifícios usados pelas gravadoras para burlar direitos (aparentemente exclusivos). Os Bambas, da CBS, lançaram diversos discos ao logo dos anos. É bem provável que os músicos que tocam neste lp não sejam os mesmos de outros volumes. Não há créditos, nem nomes. Tudo feito com um intúito puramente comercial. Mas nem por isso deixa de ser interessante e tem lá as suas qualidades. Há discos, músicas e artistas que são como vinho. Com o passar do tempo, alguns ficam cada vez melhores, outros se tornam vinagre. Mas todo vinagre tem seu dia de salada. Se for esse o caso, o prato frio está ótimo. Eu não tenho nada a reclamar 🙂

levanta a cabeça
tá tudo aí
bloco do sujo
casa de bamba
maria chora
não posso parar
pot pourri:
zé marmita
tumba lê lê
levanta mangueira
araruta tem seu dia
madureira chorou

Pequena História do Samba – MIS (1968)


Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje eu vou ser ainda mais breve. Cheguei tarde e logo já estou de saída (para a balada). Portanto, jogo rápido, para cumprir tabela…

Segue aqui o disco do sábado, uma coletânea lançada pelo Museu da Imagem e do Som, no final dos anos 60. Aqui nós encontraremos alguns clássicos do samba. Músicas que realmente contam um pouco a história deste estilo nato brasileiro. Estão reunidos aqui diversos fonogramas da gravadora Odeon, representados por alguns dos mais importantes e expressivos artistas do samba, da música popular brasileira.
Este é mais um daqueles discos que todo blog que se preze deve postá-lo. Como eu prezo muito o Toque Musical, estou numa pressa danada e tinha o dito cujo pronto na gaveta, vamos à ele! Quem ainda não o conferiu, a hora é agora. Manda vê…

pelo telefone – bainao
ai yoyô – aracy côrtes
si você jurar – francisco alves e mário reis
feitiço da vila – joão petra de barros
camisa listada – carmen miranda
aquarela do brasil – francisco alves
acertei no milhar – moreira da silva
ai! que saudades da amélia – ataulfo alves
copacabana – dick farney
tiradentes – zezinho
desafinado – joão gilberto

Bahia De Todos Os Sambas (197…)

Olá amigos! De volta ao samba, aqui vai nesta sexta feira independente um disquinho raro e dos bons. Produção baiana para divulgar a prata da casa, com a força dos irmãos cariocas. Temos aqui um álbum de samba baiano, lançado, provavelmente, no início da década de 70. Aqui encontramos alguns dos grandes nomes do samba feito na Bahia, em especial, Nelson Rufino e Waldir Lima. São deles a maior parte das músicas, assim como são os próprios que as interpretam. Quando comento a respeito dos ‘irmãos cariocas’, me refiro à participação do Wilson das Neves, Waldir de Paula, As Gatas e até o Raul de Barros. Não sei se essa patota toda é carioca, mas tudo bem… tem ainda o texto na contracapa do Sérgio Cabral avalizando a batucada baiana.

o malho já tilintou – nelson rufino
moro pandeiro de ouro – waldir lima
presente a mão dagua – os dependentes
a vida tem dessas coisas – waldir lima
eu não tenho ninguém – nelson rufino
carnaval especial – waldir lima
veneno – nelson rufino e waldir lima
naná – os dependentes
aruandê – nelson rufino
jorge amado em 4 tempos – os dependentes
deus do sono – waldir lima
azul e branco – luis carlos

Ademilde Fonseca – A Rainha Do Chorinho (1977)

Bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! Ontem fomos pegos de surpresa com as tristes notícias de falecimentos. Primeiro o Millor Fernandes, figura genial que vai deixar saudades. Não menos que esse, outra grande perda foi na música. Lá se foi também “a rainha do chorinho”, Ademilde Fonseca. Embora a nossa semana esteja voltada para o samba, não pude deixar de prestar aqui a minha homenagem à essa excelente cantora. Aliás, o choro não deixa de ser um irmão do samba. Vou poupar palavras porque o meu tempo é curto. Além do mais, no próximo número da nossa série exclusiva, “Grand Record Brazil”, teremos um momento totalmente dedicado à Ademilde (Samuel, vá se preparando!).

Por hora, fica aqui essa homenagem. Estou postando para vocês este álbum super bancana, onde a nossa cantora vem bem à vontade, ao lado de outros grandes artistas e chorões. Este lp é verdadeiramente ótimo, com um repertório digno de um time musical de primeiríssima qualidade. Só tem clássicos! Confiram o toque…

choro chorão
brasileirinho
coração trapaceiro
doce melodia
amor sem preconceito
choro do adeus
títulos de nobreza
o que vier eu traço
meu sonho
pedacinho do céu
tico tico no fubá
dinorah
lamento

Noite Ilustrada (1976)

Boa tarde, amigos cultos, ocultos e associados! Hoje o dia está ‘punk’, muita coisa para fazer e pouco tempo para o blog. Ainda bem que eu tenho uma boa reserva de sambas na minha gaveta, o que alivia em muito o meu trabalho e tempo de postagem.
Segue aqui mais um álbum do Noite Ilustrada, este gravado originalmente nos anos 70 (75 ou 76), relançado nos anos 80 pela Sigla. Neste álbum vamos encontrar sambas de Ary Barroso, Adauto Santos, Agepê, Herivelto Martins, Noel, Geraldo Filme e outros. Um disco bem setentão mesclado com muita coisa boa e sucessos do passado. Este eu ainda não vi em outras fontes. Vamos conferir? Vão daí que eu de cá vou voltando para a labuta (só no sapatinho…) 😉
velho companheiro
nasci no morro
o carioca
prefiro ficar com maria
chora viola
moça criança
laurindo
não deixa o samba morrer
me esqueça
assombrações do recife antigo
pra esquecer
cravo vermelho
encontro

Totonho – Dia A Dia (1978)

Boa noite, meus prezados! Eu havia preparado a postagem de hoje, mas quando já estava para publicá-la percebi que não gravei o lado B (hehehe…). Só agora consegui uma brecha e felizemente achei um disco de gaveta feito sob medida. Já que a semana vai ser de samba, “Dia a dia” é um álbum que vai cair matando.

Totonho (Antonio de Oliveira) é um sambista, cantor e compositor. Mineirnho, de Além Paraíba, saiu das Gerais para se tornar um sambista respeitável no Rio de Janeiro. Fazia dupla com Paulinho Resende. Gravaram um compacto e tiveram suas músicas gravadas por grandes artistas, como Alcione que fez sucesso com o samba “O Surdo”. Devido ao sucesso que suas músicas alcançaram, acabou gravando pela Top Tape este lp, que de estréia contou com um texto de apresentação de Sérgio Cabral e participação de artistas de peso como Neco e Hélio Delmiro nos violões, Mestre Marçal e nada menos que o Azymuth (Alex Malheiros, Zé Roberto Bertrami e Mamão). Paulinho Resende cuidou da produção ao lado do Bertrami que também fez os arranjos e cuidou da regência. O repertório é todo autoral em parcerias, quase todas com Paulinho Resende. Disquinho bacana, podem conferir 😉
tempestade de amor
dia a dia
seu rio, meu mar
no quilombo da nega cafuza
laranjas e dedos
o surdo
sejas mar ou beija flor
que ingratidão
armadilha
trilaza
pode ser que amanhã amanheça chovendo
cruz credo mangalô três vezes

Os Bambas – O Melhor Em Samba Com Os Bambas (1969)

Boa noite meus prezados! Dia puxado, quase sem tempo para as nossas postagens. Como falei, nesta semana o ritmo aqui vai ser o samba. Nosso toque do dia (ou da noite) é este álbum lançado em 1969 pela CBS, através de seu selo Okeh. “Os Bambas”, grupo ao qual são creditados diversos discos de samba, lançados no final dos anos 60 e durante os 70 pela ‘subsidiária’ da gravadora. Eu, sinceramente não faço a menor ideia de quem está por trás desses ‘Bambas’. Tenho para mim, que o nome foi apenas uma fachada. Quem já teve oportunidade de ouvir outros discos, talvez perceba, como eu, que o conjunto teve muitos bambas. E em nenhum dos discos temos uma ficha técnica. Fica claro, portanto, que Os Bambas é uma produção essencialmente comercial, feita de encomenda. Uma maneira de juntar num único disco sucessos de diferentes gravadoras. Uma fórmula que deu muito certo. Bem porque, mesmo com um sentido comercial, a escolha de repertórios e os próprios intérpretes se faziam respeitando algumas qualidades.

Em “O melhor em samba com Os Bambas” iremos encontrar uma seleção musical das mais interessantes

Vários – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 15 (2012)

Luzes, câmera, ação… e música! Sim, esta décima-quinta edição do Gran Record Brazil é dedicada à música de cinema, apresentando temas de filmes nacionais e também de produções hollywoodianas, estas em versões para o idioma tupiniquim.

Começamos com dois temas do filme “Rua sem sol”, dirigido por Alex Viany para a Brasil Vita Filmes, e estrelado por Glauce Rocha, Carlos Cotrim, Dóris Monteiro (ainda de tranças, no papel de uma deficiente visual) e Modesto de Souza. Ambos os sambas-canções são cantados por Ângela Maria, que também participou do filme, claro, interpretando-os, no disco Copacabana 5170, lançado em dezembro de 1953. Abrindo o disco, a faixa-título do filme, “Rua sem sol”, matriz M-641, assinada por Mário Lago e Henrique Gandelmann, e no verso, matriz M-642, o clássico “Vida de bailarina”, de Chocolate (também humorista de rádio e TV) e Américo Seixas. Música muitíssimo gravada (Elis Regina, Zizi Possi, Quarteto em Cy, Agnaldo Timóteo, etc.).

Já que falamos em Adelina Dóris Monteiro (sim, é esse o nome completo dela), ela aqui comparece com o disco Todamérica TA-5220, gravado em 8 de setembro de 1952 e lançado em outubro seguinte, no qual interpreta duas músicas de outro filme de Alex Viany no qual ela também atuou, “Agulha no palheiro”, co-produzido por Moacyr Fenelon (um dos fundadores da lendária Atlântida) e pela Flama Filmes, da família Berardo (em cujos estúdios, situados no bairro carioca das Laranjeiras, instalou-se mais tarde a TV Continental, Canal 9). Primeiro, a música-título do filme, “Agulha no palheiro”, matriz TA-366, de César Cruz e Vargas Jr., e no verso, matriz TA-365, “Perdão”, também de César Cruz, mas sem parceiro.

O eterno Rei da Voz Francisco Alves era um cantor eclético, versátil, e interpretava de tudo que fazia sucesso em sua época em matéria de música. E nesta cinematográfica edição do GRB, ele comparece com três gravações bastante apreciadas: do disco Columbia 55248-A, gravado em 7 de novembro de 1940 e lançado em dezembro seguinte, matriz 339, o samba-exaltação de Braguinha, Alberto Ribeiro e Alcyr Pires Vermelho, “Onde o céu azul é mais azul”, que Chico também cantou no filme “Céu azul”, da Sonofilms, dirigido pelo lusitano Ruy Costa (que como compositor assinava J. Ruy) e tendo no elenco Jaime Costa, Déa Selva, Heloísa Helena (homônima da famosa política), Oscarito e Grande Otelo. Completando a participação do grande intérprete, duas versões gravadas na Odeon, ambas de Haroldo Barbosa, compositor, produtor e redator de programas de rádio (entre eles o de Francisco Alves aos domingos) e TV, jornalista, etc. Do disco 125o5-A, gravado em 8 de agosto de 1944, matriz 7628, o fox “Para sempre adeus (It can’t be wrong)”, de Max Steiner e Kim Gannon, do filme americano “A estranha passageira (Now voyager)”, produzido pela Warner em 1942 sob a direção de Irving Rapper e estrelado por Bette Davis, Paul Henreid, Gladys Cooper e Claude Rains. A película venceu, inclusive, o Oscar de melhor escore de filme não-musical. Do filme francês “Inquietação (Fièvres)”, Chico Viola interpreta o fox-canção “Maria”, de Luchesi e Feline, gravação de 21 de setembro de 1946, porém só lançada em maio de 47 com o número 12773-A, matriz 8098. No selo original, a versão é erroneamente creditada a Haroldo Lobo, mas o Haroldo que a fez é mesmo o Barbosa!

Nesta edição também comparece o grande Jorge Goulart, recentemente falecido, com um disco de seu período áureo na Continental, o de número 16816, lançado em julho-agosto de 1953, no qual igualmente interpreta versões de filmes famosos internacionalmente. No lado A, matriz C-3164, a célebre canção “Luzes da ribalta (Limelight)”, composta por Charles Chaplin para o filme de mesmo nome (só lançado nos EUA em 1972, uma vez que Chaplin estava exilado na Suíça por pressão do Comitê de Atividades Anti-Americanas) e vertido por João “Braguinha” de Barro e Antônio Almeida. Versão muito gravada, inclusive por sua mulher, Nora Ney. No verso, matriz C-3165, a “Canção do Moulin Rouge”, de uma produção britânica de 1952 dirigida por John Huston e distribuída pela United Artists (portanto nada a ver com o “Moulin Rouge” de Baz Luhrman). É um a valsa de Georges Aurick e William Engoick, com letra brasileira de Carlos Alberto.

Neyde Fraga (São Paulo, 1924-Rio de Janeiro, 1987), hoje esquecida mas que tinha uma bela voz de veludo, comparece aqui com uma faixa do disco Odeon 13562-A, matriz 9920,gravado em 16 de outubro de 1953 e lançado em dezembro seguinte. É o clássico “Lili (Hi´lili, hi´lo)”, de Bronislau Kaper e Helen Deutsch, com letra brasileira do sempre eficiente Haroldo Barbosa. É do clássico musical americano “Lili”, da MGM, protagonizado por uma das mais famosas atrizes do estúdio do leão, a francesa Leslie Caron. Foi regravada até mesmo em versão “disco music”, por Nalva Aguiar, em 1977!

Sílvio Caldas, o eterno “caboclinho querido”, bate ponto com duas músicas do filme “Maria Bonita”, da Sonoarte Filmes, dirigido por Julian Mandel e baseado no romance homônimo de Afrânio Peixoto, por ele gravadas na Odeon em primeiro de junho de 1937, com acompanhamento da Orquestra Copacabana do palestino Simon Bountman, e lançadas em julho seguinte com o número 11487. No lado A, matriz 5587, o conhecido tema folclórico “Meu limão, meu limoeiro”, adaptado para “samba sertanejo” por José Carlos Burle, também cineasta, e com a participação vocal de Gidinho. No final dos anos 1960, este seria um dos carros-chefes de Wilson Simonal, que só aproveitou o estribilho, mas mesmo assim muita gente cantou isso junto com ele. No verso, matriz 5588, também de José Carlos Burle em parceria com o escritor J. G. De Araújo Jorge (tão discutido quanto lido), esta joia de canção, “Confessando que te adoro”.

Para encerrar, músicas do filme “O cangaceiro”, produção da Vera Cruz dirigida por Lima Barreto e vencedora da Palma de Prata no Festival de Cannes, na França, como melhor filme de aventuras (naquele tempo ainda não tinha a Palma de Ouro e sim o Grande Prêmio da Crítica, vencido na ocasião por “O salário do medo”, de Henri Georges-Clouzot). Vanja Orico, que também esteve no elenco do filme, interpreta a lírica toada “Sodade, meu bem sodade”, feita por Zé do Norte (Alfredo Ricardo do Nascimento, Cajazeiras, PB-1908-idem, 1979) ainda na adolescência. No acompanhamento, o violonista Aymoré e orquestra dirigida por Gabriel Migliori, também responsável pela direção musical do filme, em gravação RCA Victor de 29 de janeiro de 1953, lançada em abril seguinte com o número 80-1101-B, matriz SB-093597. O Trio Marabá, cujos integrantes eram provavelmente mexicanos (afinal chamavam-se Pancho, Panchito e Cármen Durán) vem com sua versão de “Muié rendera”, o tema principal de “O cangaceiro”, lançada pela Copacabana em março-abril de 1953 com o número 5044-A, matriz M-332. No acompanhamento, a curiosa presença do conjunto de Alberto Borges de Barros, o Betinho, filho de Josué de Barros, descobridor de Cármen Miranda, e intérprete do conhecido fox “Neurastênico” (seu e de Nazareno de Brito) e do rock “Enrolando o rock”(dele e de Heitor Carillo), entre outras. Apesar do sucesso, Betinho deixou a carreira para cumprir missão evangelizadora. O próprio Zé do Norte vem com o lado A de “Sodade, meu bem sodade”, com Vanja Orico, matriz SB-093598, interpretando o coco “Meu pinhão”, ou “Meu pião”, de sua autoria, também cantado por ele próprio em “O cangaceiro”. Apesar do êxito internacional do filme, a maior parte dos lucros ficou com a distribuidora, a multinacional americana Columbia Pictures (mais tarde vendida à Coca-Cola e repassada à nipônica Sony), e a Vera Cruz, que tencionava ser uma Hollywood tupiniquim em São Bernardo do Campo (SP), acabou fechando suas portas em 1954, retomando suas atividades em ocasiões esporádicas. Enfim, esta cinematográfica edição do GRB vai enriquecer as coleções de muitos amigos cultos e ocultos com um pouco do melhor que a música produziu para a chamada sétima arte. É ouvir e colecionar!

 
*TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO
 
 
 

Nerino Silva (1974)

Olá meus prezados amigos cultos, ocultos e associados! Hoje eu acordei querendo ouvir samba, aliás, acordei pensando em fazer desta próxima semana um festival de sambas. Tá na hora de botar a cuíca e o pandeiro nesse pagode.

Tenho aqui para vocês o Nerino Silva, cantor e compositor carioca, que ficou conhecido principalmente pela interpretação de “Súplica Cearense”, de Gordurinha e Nelinho. Neste lp, lançado em 1974 pelo selo AMC / Beverly, da Copacabana, ele regrava a música e traz também composições suas em parcerias, com o ótimo samba, “Tio Pedro”, que abre o disco. Há outras, entre as quais é bom destacar, “Ela me beijou”, de Herivelto Martins e Arthur Costa, “Alô Bahia”, de Wando e “Retrato de uma cidade”, de J. Costa e Bráulio de Castro. As regências e os arranjos são do maestro Waldemiro Lemke, que dão ao trabalho uma moldada, sem tirar, é claro, a essência de samba. Lamentavelmente a gravação não está muito boa, por conta da qualidade do disco. Literalmente, bem sambado 🙁 Mesmo assim, vale dar uma conferida 😉
tio pedro
pranto é sempre pranto
retrato de uma cidade
súplica cearence
não sambei nada
alô bahia
cada um na sua
até logo meu amor
no balanço da peneira
ela me beijou
surra de amor
hoi – ti

Aécio Flávio – Coletânea Toque Musical (2012)

Muito bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! Como sempre, em reformulações, estou pensando aqui em deixar o sábado não apenas para as coletâneas, mas também para os compactos. Nem sempre eu estou bem disposto para ficar criando seleções e muito menos postar coletâneas prontas. Por outro lado, tem os disquinhos de sete polegadas que são mais fáceis de postar e fazem um baita sucesso por aqui. Acho que vou adotar esse esquema já na próxima semana. Hoje vai mais uma seleção exclusiva, uma coletânea de músicas do compositor e arranjador mineiro Aécio Flávio. Já postei dele alguns trabalhos, os primeiros de sua carreira, ainda na época da Bemol. Aécio é um músico consagrado, um arranjador dos mais requisitados nas décadas de 70 e 80, isso sem falar nos primórdios, nos tempos dos bailes, da Bemol e Paladium. Foi ele quem, de uma certa forma, iniciou Toninho Horta. Aproximou muita gente do que seria a turma do “Clube da Esquina”. Há um depoimento de Aécio no site do “Museu Clube da Esquina” que vale a pena dar uma linda.

Mas falando da nossa coletânea, esta nasceu de uma série de arquivos/gravações do Aécio Flávio que me chegou às mãos há algum tempo atrás, enviados pelo amigo Paulinho, de Santa Tereza, ‘testemunha molecular’, como diz ele, daqueles tempos na rua Divinópolis. Não sei bem de onde ele tirou essas gravações, mas ele me garantiu serem todos trabalhos do Aécio Flávio. Eu até tentei entrar em contato com o músico, mas mesmo estando na mesma cidade, não tive sucesso. Ele não me respondeu. Quem sabe agora, vendo aqui essa homenagem, ele, numa hora dessas, nos dê o prazer de uma visita e maiores esclarecimentos. Temos aqui 20 composições, as quais eu acredito, nunca tenham sido lançadas em discos. Vamos conhecer?
doce doce (primeira versão)
verão flash back
chico hipocondria
homenagem a elis regina
objeto da paixão
veneno
violetas imperiais
fui
por enquanto
cool
fui
tantas mulheres
confissão
chore
rubi
rita lee(nda)
irressistível
o girassol e a flor azul
quer dançar comigo
raspberry blues