Paulo André Barata – Nativo (1978)

Boa noite! Hoje eu fiquei na dúvida do que deveria postar. A ideia era permanecer publicando velhos álbuns de 10 polegadas, mas os que eu quero apresentar ainda precisam de uns tratos, melhorando ou pelo menos eliminando um pouco os estalos e chiados do áudio. Enquanto essa ‘limpeza’ vai sendo feita, o jeito é apelar para os ‘álbuns de gaveta’, ou aqueles que já não são uma novidade na blogosfera.

Dessa feita, hoje vamos com o cantor e compositor Paulo André Barata, um dos nomes mais respeitados da música paraense. Em 1976 a cantora Fafá de Belém fez sua estréia em disco com o álbum “Tamba Tajá”, o qual trazia várias músicas de Paulo André. No ano seguinte, em seu segundo disco, ela continuaria gravando músicas do compositor. Através do sucesso alcançado por Fafá, consequentemente o compositor também passou a ser reconhecido nacionalmente. Em 1978, Paulo André Barata viria a lançar “Nativo”, seu primeiro lp. Este álbum é uma jóia, muito bem recebido pela crítica. Um belíssimo trabalho onde ele conta com a participação de amigos ilustres, começando pela própria Fafá de Belém, Sivuca, Márcio Montarroyos, Copinha, Jamil Jones e muitos outros… As compositções são todas de Paulo André e parcerias, sendo a maioria feita com seu pai, outro grande nome da música popular paraense, Ruy Barata. Os arranjos e regências são do Maestro José Briamonte.
pacará
pauapixuna
marujada
nativo
este rio é minha rua
carta noturna
indauê tupan
enchente amazônica
mesa de bar
garras e guitarras
baiuca’s bar
bela fatal

Orlando Silva – Pixinguinha E Sua Orquestra Diabos Do Céu (1985)

Boa tarde amigos cultos e ocultos! Eu não me esqueci das últimas solicitações de alguns de vocês. Não se preocupem, pois assim que eu tiver um tempinho (o que não vai demorar), atenderei a todos, ok? Infelizmente, nesses últimos dias andei meio agarrado de serviço, mas na semana que vem, acho, vai dar uma aliviada.
Apesar da correria, não deixo a peteca cair. Mantendo sempre a tradição, aqui vai mais uma inédita raridade, Orlando Silva e Pixinguinha, em gravações raríssimas, lançadas em 33 rpm pela primeira vez em 1985. São registros da década de 30, de Orlando Silva acompanhado na maioria das vezes pela Orquestra Diabos do Céu, de Pixinguinha. Registros que até então nunca chegaram a ser relançados. Por iniciativa da Rádio América de Belo Horizonte e produtores associados, um grupo de fãs, colecionadores e radialistas resgataram essas músicas, lançando-as em uma produção quase independente e de tiragem limitada. Mesmo após esse ‘relançamento’ essas gravações ainda continuam raras. Tenho quase a certeza de que nunca mais vieram a ser ‘tocadas’, relançadas em formato cd. Só mesmo aqui, num blog como o Toque Musical, isso poderia acontecer. Não deixem de conferir 😉

não pretendo mais amar
primeira mulher
céu moreno
não foi por amor
cancioneiro
tenho amizade a você
quem pela vida passou
cidade do arranha céu
amar uma mulher
mulher fingida
dom quizote
ponto de interrogação

Orquestra Sinfônica Municipal De Campinas – Geração Do Século XXI (1982)

Olá, amigos cultos e ocultos! Chegamos à mais uma terça feira erudita, um dia dedicado à música clássica e seus derivados 🙂 Em especial, eu trago então um disco raro, que poucos devem conhecer, mesmo os amigos mais eruditos. Trata-se de duas belíssimas peças escritas por Omar Fontana, empresário da aviação, dono da extinta Transbrasil. O cara, além de empresário e piloto comercial tinha lá seus caprichos musicais, era um pianista e compositor. Mas nesse campo da música, seu projeto levantou vôo graças a experiência e o talento de um mestre, Rogério Duprat. Fontana apresentou à Duprat as composições e deixou que o compositor e arranjador tivesse total liberdade em seu esboço, criando o que lhe viesse à cabeça, porém com a condição de que o resultado pudesse ser tocado e gravado por uma orquestra sinfônica. Rogério Duprat assumiu a parceira de bom grato e tomando as composições de Omar Fontana como base, criou dois impecáveis poemas sinfônicos. Uma celebração ao novo milênio que estava para chegar.Escolheram uma excelente orquestra, a Sinfônica Municipal de Campinas, tendo como regente o Benito Juarez. Ensaiaram bastante e nos dias 02 e 03 de julho de 1982, gravaram ao vivo, no Teatro Interno do Centro de Convivência de Campinas, este disco de tiragem limitada. Conforme informa na contracapa, uma iniciativa cultural da “Transbrasil”.

Não deixem de conferir. Muito legal 🙂

poema sinfônico à geração do século XXI
as quatro estações irmãs

Ninho da Serpente – Trilha Original Da Novela (1982)

Boa noite! Antes que o horário de verão leve o resto do dia, deixa eu fazer aqui a postagem de hoje. Ainda naquela preguiça , vou ser breve…
Temos aqui a trilha sonora da novela da Band, “Ninho da Serpente”. Alguém aí assistiu? Provavelmente muito poucos. Lembrar então, nem se fala… Mas a trilha, essa sim, todo mundo sabe. Composta, em sua maioria, por gravações de sucesso pinçadas dos arquivos da Polygram. Nada muito original, mas vale a pena ouvir (de novo) Chico Buarque, Gal Costa, Elis, Fafá de Belém… e por aí a fora.
Pronto, cumprida a tarefa! Não muito boa, não muito ruim… perfeita para uma segunda feira ‘lombada’.

atrás da porta – elis riegina
outra vez – emilio santiago
vida – chico buarque
baby – gal costa
como é grande o meu amor por você – claudette soares
tudo mudou – chico da silva
bilhete – fafá de belém
as rosas não falam – emilio santiago
chuvas de verão – caetano veloso
pra não dizer que não falei de flores – jair rodrigues
as aparências enganam – tunai
maior desejo – wando

Coral do Colégio Arte E Instrução – Alvorada De Vozes (1964)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Nos últimos dias eu tenho andado meio desmotivado com o blog. Não é por qualquer motivo específico, apenas uma onda, creio eu. Percebo que se eu não fizer logo pela manhã a bendita postagem, acabo, no resto do dia ficando assim… Hoje então, que é domingo, nem se fala. Só partindo mesmo para o ‘chocolate’. Mas vamos ao que é esperado, o disco do dia.

Nos anos 60 e 70 era muito comum vermos (e ouvirmos) por aí discos de grupos vocais e corais formados em instituições de ensino. Parece que naqueles tempos havia uma preocupação maior com o ensino e a prática musical. Em qualquer escola, mesmo a mais simples, o estudante tinha uma noção básica do que é a música. Aprendia pelo menos a conhecer as notas musicais. Hoje não é bem assim. Talvez, por isso mesmo é que eu acho interessante postar esses discos, na pior das hipóteses pela curiosidade. Há sempre alguma surpresa…
Temos então este trabalho lançado no início dos anos 60 pelo grupo coral do Colégio Arte e Educação, uma tradicional entidade de ensino técnico, fundada no Rio de Janeiro. Me parece que esta escola já não existe mais. Um bom motivo para que a gente puxe aqui pela memória, não é mesmo? Certamente deve passar por aqui alguém que um dia estudou nessa escola. Talvez até algum dos integrantes do disco.
Por falar no disco, o álbum traz um repertório bem variado, contemplando a música nacional e a estrangeira. Temas populares e de sucesso da época garantem a simpatia e a aprovação de quem escuta. Os arranjos são bons, principalmente os instrumentais (por favor, não entendam essa observação como uma ironia), pois dão aos vocais um complemento importante, valorizando ainda mais a música. Confiram aí… Eu de cá vou de Tim Maia… “eu só quero chocolate…”
i could have danced all night
canção do exôdo
it had to be you
ave maria do morro
os peixinhos do mar
over the rainbow
chica da silva
the green leaves of summer
lisboa antiga
caterine
aquarela do brasil
blue tail fly

Coletânea Trash Total (2011)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Cruzando as palavras, blogs e músicas, hoje nós teremos uma seleção especial e exclusiva, feita pelo amigo Chico, do blog Sanduiche Musical. Ele criou, com direito a capa e tudo mais, uma coletânea com ‘hits’ bem populares, conhecidos também como bregas e para ele ‘trash total’. Esta não é a primeira vez que postamos aqui uma seleta relação coomo esta. Quem ainda não ouviu a coletânea “Beleza Pura“, não sabe o que está perdendo. Disco feito para aquelas festas onde tudo acaba na ‘zuação’. “Trash Total” também tem essa mesma proposta, uma série de músicas feitas para alegra a festa. Hoje é sábado, dia de agito dessa natureza. Taí um ‘disquinho’ ótimo para fim de festa, quando todo mundo já está mesmo calibrado e enfrenta na boa qualquer pagação de mico. Vamos nessa…

festa dos insetos – gilliard
vem fazer glu glu – sérgio mallandro
dorival o lobo mal – nahin
amante profissional – erva doce
vamos dançar o bambolê – trio los angels
40 grados – los angeles
melô do pata pata
é bom para a moral – rita cadillac
a dança do tiro liro – roberto leal
fuscão preto – magazine
massagem for men – sharon
ligeiramente grávida – o espirito da coisa
tia regina – absyntho
ela não gosta de mim – dominó
isso é tremendo – tremendo
meu gatinho – sol
maldito dinheiro – eduardo dusek
comer comer – brazilian genghin khan
saudades – odair josé
prenda o tadeu – clemilda e sandro becker
rock do jegue – genival lacerda

Junia Horta – Espaços (1981)

Bom dia a todos! Eu havia digitalizado alguns discos de artistas mineiros, independentes para um amigo. Indiquei a ele o Mediafire como suporte de armazenamento de seus arquivos. Mas acho que o cara deixou a ‘torneira’ aberta, pois percebo que agora que esses mesmos arquivos estão a deriva, espalhados pela rede e o coitado nem deve ter se dado conta disso. Lá vou eu então resgatando os independentes perdidos. Deixa eu trazê-los para o lugar certo. De volta a fonte, com direito a uma nova filtragem.

Entre os tantos que vou encontrando, para hoje temos este belíssimo trabalho da Júnia Horta, “Espaços”, disco independente lançado em 1981. Há uns dois anos atrás eu postei aqui um outro disco dela e até pensei que fosse o primeiro, o trabalho era de 83. Como eu não conheço nenhum outro álbum da artista, na dedução, imagino que o primeiro foi este que agora apresento.
Na mesma linha de “Não me lembre demais e nem me esqueça“. “Espaços” é um trabalho muito consistente e agradável. Todas as músicas são de Júnia, algumas em parceria. Ela conta neste lp com a participação e a força de muita gente boa. Figuras como o primo Toninho Horta, Aécio Flávio, Marco Antonio Araújo e Jane Duboc não deixam de ser destaque na produção e gravação deste disco. O álbum foi gravado, parte em Belo Horizonte, pelo Dirceu Cheib e outra no Rio de Janeiro, pelo Ed Lincoln. A capa, por sinal, muito bonita (se o álbum estiver novo!) traz uma gravura da artista plástica mineira Miúra Bellavinha. As duas faixas instrumentais, “Espaços” e “Sinais da pedra” foram compostas para a trilha sonora do filme “Sinais da Pedra, de Paulo Augusto Gomes. Taí uma boa pedida para a sexta independente 😉
tartaruga voou
nave estrela
pois sim, pois é
visita
espaços
quem dera
as irmãs
estrela escondida
e agora?
valsa do juca
sinais da pedra

Ases do Ritmo – Ritmo Do Brasil (1959)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Olha eu aqui fazendo mais uma confusão. Depois de mais de mil títulos publicados no Toque Musical até eu faço, as vezes, confusão com o que já foi ou não postado. Eu tinha certo de que o álbum de hoje, este aqui, era uma rara novidade. Me enganei… Na verdade fui enganado pela capa. Este ‘long play’ eu já o havia postado, a coisa de uns dois anos atrás. A diferença foi mesmo a capa. Em fevereiro de 2009 eu trouxe para vocês o primeiro disco brasileiro gravado em estéreo. Um marco na história da indústria fonográfica e também um belíssimo disco, dos mais bem gravados até hoje. Uma raridade disputada a tapas por qualquer colecionador (o que eu dei de porrada para conseguir esse disco, não está no gibi). Agora, sem ter percebido antes, ele está de volta e não é como repostagem não. O exemplar que temos aqui é diferente em dois pontos: na capa e na gravação monatural. Mesmo sem ter a confirmação, eu acredito que este álbum tenha sido lançado posterior ao estéreo. Pela capa e estilo é bem provável que ele seja do ano seguinte, 59 ou no máximo 1960. Vou considerar como sendo de 1959 até segunda ordem (fala Samuel, cadê você?).

Se fosse um outro lp, eu talvez tivesse logo mudado a postagem, mas em se tratando de um discaço como este, vale a pena ver e ouvir de novo! Tenho certeza que para muitos este álbum passou batido. Tá na hora de conferir…
falsa baiana
lamento
baião
chega de saudade
os quindins de yaya
1 X 0
se acaso você chegasse
atira a primeira pedra
kalú
cai, cai…
copacabana
andré de sapato novo

Conjunto Melódico Norberto Baldauf – Week End No Rio Nº 2 (1958)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Esse tal de horário de verão é mesmo um saco! Eu que vivo correndo do atraso, nessa época fica pior. Vou aproveitar a pausa antes de ir dormir e mandar logo a postagem do dia.

Temos aqui o Conjnto Norberto Baldauf no segundo álbum de “Week End No Rio”. Eu estava certo de que já havia postado o primeiro. Comecei de trás pra frente, mas não tem nada não. A gente ainda chega no primeiro, é só esperar 😉 Neste disco, feito para dançar, como já indica o selinhho logo a baixo na capa, encontramos uma salada musical bastante variada, entre ritmos nacionais e internacionais. O lado A é um grande ‘medley’, sem pausa para os dançarinos. Do outro lado temos seis temas, desta vez, separados, mas também dançantes. Zzzz…
Desculpem, mas eu hoje cheguei no meu limite. Vamos conversando sobre o disco no comentários, ok? Até amanhã!
tu
sueño azul
sabra dios
el humanuaqueño
vou vender meu barco
se todos fossem iguais a você
mama look a boo boo
é luxo só
já vai
the continental
el reloj
around the world
an affair to remember
porque você casou
por causa de você

João Pedro Borges – Interpreta… (1983)

Bom tarde! Tenho percebido que o índice de audiência começou a cair nas terças feiras. Seria por conta da programação voltada para os clássicos e eruditos? Talvez eu devesse estabelecer aqui uma outra em substituição. Quem sabe uma terça feira dedicada aos (mais) populares? Pelo visto, eu tenho recebido mais amigos ocultos do que cultos. Ou, por outra, mais passantes que pensantes. Nesse país de banguelas todo mundo só quer sopa. Pois é, mas aqui a coisa é na base da rapadura, é doce mas não é mole não! Continuo na peleja… catequizando…

Hoje eu tenho, para os que querem, mais um erudito. Dessa vez, um pouco mais agradável aos olhos e ouvidos da maioria. Vamos de violão, afinal este é um instrumento, por aqui, com melhor aceitação. Seja lá que tipo de música for, ao som das cordas de um pinho não há quem não se encante (e cante). Assim, para o remédio descer melhor eu dou uma adoçada, ok?
Temos aqui o instrumentista maranhense João Pedro Borges, um dos maiores violonistas brasileiros, um artista premiado e reconhecido internacionalmente. João Pedro iniciou seus estudos de violão clássico com outro maranhense, o professor Luís Almeida. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1970 onde continuou seus estudos com outros mestres do violão, Jodacil Damaceno, Ian Guest e Turíbio Santos. Com este último fez cursos de técnica e interpretação e também se tornou um grande parceiro. De lá pra cá, o nome de João Pedro Borges só foi crescendo, se destacando como músico concertista nos principais teatros brasileiros e também estrangeiros. Integrou a Camerata Carioca, foi solista em diversas orquestras, tocou ao lado de outros grandes do violão como Baden Powell, Léo Brouwer e Turíbio Santos. Um músico que atua tanto no campo do erudito como no popular, quer dizer, no choro 🙂 Basta ver discos como “Choros do Brasil”, “Valsas e Choros” e “Brasil-Violão” em duo com Turíbio Santos; “Tributo a Jacob do Bandolim”, “Vivaldi e Pixinguinha” com a Camerata Carioca e Radamés Gnatalli; “Mistura e Manda”, com Paulo Moura; “Melodias Populares de Villa-Lobos” com Turíbio Santos, Arthur Moreira Lima, José Botelho e Paulo Moura; gravou a “Cantilena” das “Bachianas Brasileiras No 5” com o tenor Aldo Baldin; “Melodias Populares de Heitor Villa-Lobos” com o soprano Leila Guimarães; e “Noites Cariocas” ao lado dos grandes do choro, gravado ao vivo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, num espetáculo do qual foi o Diretor Musical.
O álbum que eu apresento hoje a vocês foi o segundo disco solo gravado por João Pedro Borges. Lançado pela Kuarup em 1983, o disco nos traz as magnificas interpretações do vilonista para obras de Domenico Cimarosa, Fernando Sor, Mauro Giuliani, Gaspar Sanz, Isaac Albéniz e Enrique Granados. Quem aprecia violão, com certeza, conhece bem esses nomes e se não ouviu o disco é ainda mais certo de que vai gostar. Confiram daí, que eu de cá já vou indo…

domenico cimarosa
sonata em ré menor
sonata em lá maior
sonata em si menor
(transcrições para o violão de julian bream)
fernando sor
allegro non troppo
minueto (da sonata nº2 opus 25)
mauro giuliani
allegro (da sonata opus 15)
gaspar sanz
cenários
zarabanda
la caballeria de nápoles
isaac albéniz
mallorca (transcrição para violão de andrés segóvia)
enrique granados
dança espanhola nº 10 (triste) (transcrição de turíbio santos)
la maja de goya (tonadilla) (transcrição de miguel llobet)

Salário Mínimo – Trilha Original Da Novela (1978)

Bom dia amigos cultos e ocultos! Começamos a segunda feira com o Salário Mínimo, mas garanto que até o fim de semana seremos os donos da empresa! Isso aqui, no Toque Musical, é claro!

Hoje é dia de trilha e aqui vou eu com outra de novela. Essa é outra que eu também não me lembrava, mas as músicas, com certeza, são inesquecíveis, na maioria. “Salário Mínimo” foi uma novela da Rede Tupi, em seu último fôlego. Escrita por Chico de Assis e dirigida por Antônio Abujamra. Foi ao ar no final de 1978. Nessa altura a Globo já tinha tomado o poder e formatado as telenovelas de uma tal maneira que não tinha muito para as outras emissoras. Só sobrou mesmo o salário mínimo. Este, por sinal, até hoje, continua uma novela…
Mas, peraí, do que é mesmo que eu estou falando? Que confusão, melhor eu me ater às músicas do disco. Como disse, o salário é mínimo, mas a trilha é boa. Além de alguns medalhões e sucessos populares inquestionáveis, temos também raros e curiosos momentos que a gente só vê e ouve em coletâneas ou trilhas como esta. Um bom exemplo é a faixa “Baião Collection”, uma espécie de ‘pot pourri’ do baião interpretado pelo cantor Fernando Mendes (aquele da ‘menina da cadeira de rodas), com participação de Luiz Gonzaga. O interessante nessa gravação é o arranjo moderninho, com guitarra e uma levada que parede assustar ao velho Lua. Num certo momento da música ele até brinca dizendo: “olha onde foi o meu baião… isso é discoteca… eu conheço isso aí…” E era mesmo, era o tempo da ‘dance music’ e se não dava para distorcer totalmente o baião, pelo menos no nome, “Baião Collection”(o ‘collection’ era um termo comum naquela época das discotecas). Outro encontro feliz é a faixa “Calçadas”, interpretada pelo Wilson Miranda, com participação do Paulo César Pinheiro. Tem também um Tom Zé em “Amor de estrada”, Marcelo cantando “Um sonho” de Gil, Marília Medalha em “Iceberg”, de Sueli Costa e Aldir Blanc, o impagável Sidney Magal e seu sucesso “Tenho”… É, tem muita música interessante, não deixem de conferir. 😉
então vale a pena – simone
sampa – caetano veloso
inconveniencia – lula carvalho
iceberg – marilia medalha
vida norturna – zizi possi
calçadas – wilson miranda e paulo cesar pinheiro
tico tico no fubá- waldir azevedo
tenho – sidney magal
baião collection – fernando mendes e luiz gonzaga
pode chegar – peninha
um sonho – marcelo
de vez em quanto – elizabeth
amor de estrada – tom zé
ai que filosofia – neuber

Zaccarias E Sua Orquestra – O Samba De Black Tie (1956)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! O dia de hoje esteve bem preguiçoso, pelo menos para mim. Sinceramente, se não fosse esse meu compromisso obsessivo com o blog, eu hoje nem ligava o computador.

Mas vamos lá… Hoje eu tenho aqui um diquinho de dez polegas que só pela capa já vale. Ótima, vocês não acham? Felizmente, não fica só nisso. É um disco de samba, porém revestido numa linguagem orquestral, mais a gosto da granfinagem. Hehehe…
Temos aqui o Maestro Zaccarias e Sua Orquestra, pela RCA Victor, comandando a festa num desfile de sete clássicos do samba e um choro, de Chiquinha Gonzaga.
Desculpem, mas eu estou num sono bravo. As ideias se misturam… fico por aqui…
agora é cinza
feitio de oração
canta brasil
último desejo
peladinho
favela
gaúcho
rancho fundo

Rosa Maria, Filó, Márcia, Lazzo – Antes Do Sucesso… (1983)

Eu queria ter preparado uma seleção especial para vocês, mas, realmente, não deu mesmo. Felizmente eu já tinha engatilhado o ‘plano B’ e é com ele que nós vamos hoje, ok? Temos aqui um álbum promocional do selo Pointer, uma editora criada pelo empresário gaúcho, José Maurício Machline, que lançou nos anos 80 uma série de discos interessantes com um variado e seleto grupo de artistas da música popular brasileira. Entre esses artistas aparecem quatro nomes distintos: Márcia, Filó Machado, Rosa Maria e Lazzo Matumbi. Juntos eles compõem este álbum, distribuído apenas para promoção. Eu suponho que esta capa, seja na verdade um encarte interno de uma coisa maior, uma caixa com mais discos e também com outros artistas do selo. Não encontrei nada na rede que fale sobre isso ou mesmo sobre o disco. O álbum tem o curioso nome de “Antes do sucesso…”, por certo se referindo, paradoxalmente, ao sucesso que esses artistas viriam a fazer com seus respectivos discos pelo selo. Temos apenas oito músicas, mas isso é só por falta de espaço no vinil, as faixas é que são longas. Taí, um pequeno mostruário que vale a pena conhecer 😉 Se aparecerem outros, imediatamente eu publico para vocês, ok?

o passo do jacarezinho – rosa maria
quero pouco, quero muito – filó
topo do mundo – márcia
do jeito que o seu nego gosta – lazzo
gato e sapato – rosa maria
não houve nada – filó
bem e mal – márcia
coisas que não entendo – lazzo

Damião Experiença – Damião Experiença Nu Planeta Lamma (1974)

Olá, amiguinhos cultos e ocultos! Fazendo jus à tradição, o Toque Musical, nesta semana tem procurado ser curiosamente interessante. Lembrando que aqui, mais que nunca, é um lugar para se ouvir com outros olhos 😉

Reservei para a nossa sexta independente um disco, no mínimo curioso, que há poucos dias caiu na minha mão. Não encontrei coisa melhor. Vamos hoje com o ‘peça rara’ Damião Ferreira da Cruz, mais conhecido por Damião Experiência. Um louco genial, marinheiro aposentado e cafetão, que um dia cismou de gravar em discos suas experiências musicais (ups!). Mais que isso, produziu um universo para o seu ‘Planeta Lamma’. Vixiii… essa história é muito louca! Melhor é eu passar a bola para quem conhece, o fã clube do Damião.
Ouvir Damião Experiência me deixou ainda mais confuso. Pelo que eu entendi, este foi o seu primeiro disco, totalmente independente, produzido na década de 70. Gravou, segundo contam, 34 discos!
Ao ler a história do Damião em seu portal/site, criado por um grupo de fãs (músicos da banda/projeto Supersimetria), fiquei ainda com uma dúvida: como ele conseguiu gravar dezenas de discos? Quem ou qual estúdio acreditava em todo aquele ‘experimentalismo’? Sem dúvida é uma história que merece atenção. Os discos lançados por Damião Experiência são peças raras (e caras) que passaram a ser disputados a tapas por colecionadores em todo o mundo. Considerado internacionalmente por alguns críticos (mais loucos que ele, claro!) como um gênio da música experimental brasileira. A turma do Supersimetria também acha. E vocês, o que pensam disso?
universo
pérola de ouro
viagem
infinito
kanacubana

Lelo Nazario – Se… (1989)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Continuando na proposta do ‘ouvir com outros olhos’, hoje nós iremos com a música instrumental do pianista e compositor paulista Lelo Nazario. Para os que não conhecem, Lelo é um músico na sua melhor concepção, inquieto e investigador. Tocou ao lado de nomes como Hermento Pascoal, Naná Vasconcelos, Toninho Horta, Márcio Montarroyos e por aí a fora (isso sem citar os internacionais). Músico considerado um dos melhores do ano (2007 e 2008) pela crítica internacional. Tem gravado uma meia dúzia de discos solos, além de outros tantos com grupos os quais participou. Foi o líder integrante do experimental Grupo Um, um conjunto instrumental de vanguarda, surgido no início dos anos 80. Depois veio a fazer parte de outro grande e premiado grupo de música instrumental, o Pau Brasil. Foi nesse hiato, entre o Grupo Um e o Pau Brasil que Lelo gravou este álbum, o “Se…”, em 1987, lançado dois anos depois através do seu selo independente. Pelo pouco que eu conheço do trabalho deste músico, considero este um dos mais interessantes. Um disco denso e ao mesmo tempo leve, com estruturas experimentais complexas, mas também melodioso nos momentos certos. Lelo vem muito bem acompanhado por outras feras do jazz e instrumental brasileiro. Tocam com ele Teco Cardoso no sax e flauta; Rodolfo Stroeter no baixo e Nenê na bateria. Para engrossar ainda mais o caldo ele ainda traz os convidados, Zeca Assumpção (baixo); Paulo Bellinati (guitarra com sintetizador); Edgar Gianullo (guitarra) e Zabelê (vocal).

“Se…” foi remasterizado e relançado em formato cd pela Editio Princeps, assim como todos os outros seus discos. Na nova produção, o álbum ganha também uma capa diferente (bem apropriada para cd) e a inclusão de mais duas músicas de bonus. Portanto, se gostarem, basta correr atrás do disquinho, que pode ser adquirido em diferentes pontos do país (e fora também), indicado no próprio site da EP.
valsa
anônima
sete léguas
o elo perpétuo
se…
post scriptum

Histórias De Bichos E De Gente (1967?)

Olá criançada culta e oculta! Hoje eu estou aqui tentando por a casa em ordem, refazendo alguns velhos toques e criando outros. Hoje, além de ser o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, é também o Dia das Crianças. Embora pouquíssimas vezes eu tenha recebido aqui a visita dos pequenos, não vou deixar de pensar neles, em mim mesmo a algumas décadas atrás. Sinceramente, fui, talvez, em busca da minha infância, das boas lembranças e de um tempo que eu não desisto de perseguir. Sim, sou saudosista, até demais. Porém, procuro sempre não deixar que a saudade se torne o meu presente. Viver é mesmo o agora!

Foi pensando na minha infância que eu me lembrei de uma coleção infantil, lançada pelo selo Paladium, naqueles inocentes anos 60 (pelo menos para mim). Me lembrei da casa de minha tia, da radiola e dos diversos discos guardados no compartimento para os álbuns. Havia lá também uma caixa com cinco ou seis lps (não me lembro mais) trazendo uma série de histórinhas que faziam a festa para eu, minha prima e nossos amiguinhos. Ainda hoje me recordo bem de algumas passagens. Aliás, hoje eu passei o dia recordando tudo isso.
Há pouco tempo atrás, caiu nas minhas mãos novamente essa tal coleção. Como os discos estavam demasiadamente ‘sambados’, acabei deixando-os de lado, esperando um momento de coragem para tentar restaurá-los. Infelizmente, os discos estavam sem capa, o que me tirou ainda mais o ânimo de ressuscitá-los. Mas como hoje foi um dia especial e mais folgado para mim, decidi botar a mão na massa, ou melhor, nos discos. Percebi que além da capa, faltava também outro (s) disco (s). Mesmo assim, achei por bem recuperar o que tinha e trazer como a postagem do dia. Apesar das limitações, principalmente no áudio, senti que o momento era esse. Refiz tudo o que pude e ainda dei o toque musical…
Temos então a coleção infantil criada pelo jornalista e desenhista André de Carvalho, chamada “Histórias de bichos e de gente”. Trata-se de uma série de historinhas infantis, algumas até bem conhecidas, adaptadas por André. Ele convidou o maestro e arranjador Aécio Flávio, até então um jovem músico ainda inexperiente, para musicar algumas letras que entrariam na série de contos infantis. Segundo relata o próprio músico, ele foi pego de surpresa e nunca, até então, havia passado pela experiência de compor músicas a partir de letras prontas, ainda mais infantil. Assumiu o trato com o jornalista e só veio mesmo a fazer as tais músicas poucos dias antes de entrarem no estúdio. O trabalho ficou muito bom e nem parece coisa feita às pressas. E olha que não foi uma tarefa pequena, afinal a série era de lps e não compactos, como geralmente conhecemos os discos infantis. No site “Recanto da Letras” temos o relato deste episódio, descrito por Aécio Flávio, que vale a pena conferir. Outra curiosidade é sabermos que foi nessas gravações a estréia do grande Toninho Horta. Foi, de uma certa forma, o mestre Aécio quem levou o jovem para o mundo da música profissional. Toninho não devia ter ainda nem 18 anos. Foi com o mestre pirata que tudo começou. Obviamente não vai ser aqui que iremos reconhecer o talento do Aécio e também do Toninho, mas vale saber que eles fizeram parte dessas histórinhas 🙂
Temos aqui, na minha produção, apenas quatro discos dessa série. A qualidade do som deixa muito a desejar, principalmente pelo estado lastimável dos vinis. Tenho a esperança de ainda conseguir um áudio em melhor estado, quem sabe até outros novos lps (e na caixa, porque não? hehehe…).
Ah! Já ia me esquecendo… No pacote eu incluí, já separadas (e mais tratadas), as músicas de todas as histórinhas. Vale um outro disco. Aliás, ao todo são quatro. Presentão, heim?!
Salve a Criança que ainda vive em todos nós!
cocori, o galo que diminuiu
o cuco fujão
história do passarinho que era uma jóia
a galinha dos ovos de ouro
o burrinho quixadá
o grilhinho desprezado
o passo do elefantinho
a borboleta e a bruxa
o pedido do perú
Aécio Flávio – Músicas
cocori, o galo que diminuiu
o cuco fujão
o cuco fujão II
tema de yasmimim
tema da galinha dos ovos de ouro
o elefantinho
tema do elefantinho
a borboleta e a bruxa
o perú alexandre
pavanito
PS. não resisti… os nomes para os temas musicais são apenas sugestão, uma maneira de identificação, claro 🙂

Conjunto Metal Brasil – Havens (1989)

Bom noite, amigos cultos e ocultos! Eu sei que a cada vez eu falo uma coisa diferente. Havia dito que nesta semana eu me dedicaria às postagens de discos bem velhos (raros), mas de um dia para o outro muita coisa acontece, imprevistos e outros relâmpagos inesperados. Isso para não falar na minha bipolaridade musical (aliás, polipolaridade!). Me convenci, desde ontem, a fazer desta semana algo diferente e para alguns até radical. Postar alguns trabalhos musicais curiosos, herméticos e experimentais. Para não chocar os tradicionais de imediato, comecei pegando de leve, postando ontem um Egberto Gismonti. Hoje, ainda azeitando os ouvidos, vou trazendo a música do compositor Daniel Richard Havens, um nome que, por certo, a grande maioria deve desconhecer. Principalmente porque estamos falando aqui de música erudita e essa nem sempre está no cardápio do dia de nós, brasileiros.

Como amanhã é feriado e Dia das Crianças, dei um passo atrás, pensando se na semana ainda caberia alguma homenagem… tenho até alguns discos, já no ponto para a meninada. Mas como este blog reflete meu estado de espírito e (porque não dizer) mais ainda o psicológico, o maluco aqui vai desbundar, misturar Pires de Oliveira com pratinho de azeitona, hehehe…

Mas deixa eu voltar ao foco principal. Continuando…
Havens é um compositor, regente e instrumentista americano que desde o início dos anos 70 passou a fazer parte da Orquestra Filarmônica de São Paulo como seu o primeiro trompa, a convite do então maestro John Neschling. Logo em seguida se transferiu para a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo. Formou também na década de 70 o conjunto DeCamara, com o qual realizou diversos concertos no Teatro Municipal de São Paulo. Nos anos 80 funda com outros músicos instrumentistas o conjunto Metal Brasil, sendo responsável pela regência, arranjos e composições. Passa a se dedicar apenas à composição, deixando de lado a sua carreira de trompista. O conjunto Metal Brasil, que foi o pioneiro do gênero no país, com uma formação exclusiva de metais e percussão era o único grupo profissional existente na época. Na verdade, eu nem sei se depois dele sugiram outros. O certo é que o conjunto era formado por 4 trompetes, 4 trompas, 4 trombones, uma tuba e dois percussionistas. Neste disco, ao que tudo indica, o único gravado por eles, foi lançado em 1989, de forma independente e sob o auspício do empresário Albino Bacchi Jr. O trabalho é todo voltado para as composições de Havens. Destacam-se nele como intérpretes principais a pianista Terão Chebl e o trompista Mário Sérgio Rocha. Vamos conferir?
1º movimento – north
2º movimento – south
3º movimento – east
4º movimento – west
fanfarra
cenários I
cenários II

Kuarup – Trilha Sonora Original (1989)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Eu ainda estou em dívida com alguns de vocês, neste fim de semana não tive condições para refazer velhas postagens. Mas, gradualmente, irei repondo os solicitados, basta que vocês fiquem atentos…
Hoje é dia de trilha. Para variar, vamos dessa vez com uma do filme Kuarup, do cineasta Ruy Guerra. A trilha, maravilhosa, é assinada por Egberto Gismonti, através de sua produtora, a Carmo Produções Artísticas e distribuída em discos pelo selo Kuarup (tudo a ver). O álbum é praticamente instrumental e Egberto conta com um excelente naipe de músicos, uma verdadeira orquestra. Aliás, não, são duas orquestras, uma sob a regência de Jacques Morelenbaum e a outra, a Transarmônica, do próprio Egberto.
Me lembro de já ter visto este filme umas três vezes. Não só pela sua história, baseada no romance de Antonio Calado, ou pelo competente trabalho do Ruy Guerra e seus auxilares. Mas, devo confessar, pela beleza que era a Claudia Raia. Meu Deus, que avião! Desculpem, não resisti, tinha que falar…êta mulher bonita! Que corpão! Morro de inveja do Edson Celulari e mais ainda do ‘bad boy’ Alexandre Frota, que na época, me parece, era o namorado da garota.
Realmente, o filme é todo bom. Se não agrada por um lado, agrada por outro. Porém, a trilha, não tem como não gostar. Egberto Gismonti é um gênio!

senhores da terra
ossuário
valsa de francisca I
anta
urucum
a força da floresta
a dança da floresta
águas
sônia
a morte da floresta
valsa de francisca II
o som da floresta
jogos da floresta
jogos da floresta II
mutação

Severino Araújo E Sua Orquestra Tabajara – Dançando Com Severino Araújo (1954)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Finalmente chegamos à postagem de hoje. Meio que empurrado, lá vou eu salvar o dia. Tenho aqui comigo alguns álbuns de 10 polegadas, os quais eu pretendo ir postando durante a semana. Observo, porém, que os disquinhos estão bem surrados e nem mesmo no Sound Forge eu consegui melhorá-los. Mesmo assim irei postando, pois além de belíssimas as capas podemos superar, na base da boa vontade, o incômodo som de radinho de pilha que acabou resultando. Por via de dúvidas temos duas versões de cada faixa com diferentes resultados de filtragem. Melhor que isso só se aparecer por aqui um disco mais conservado. Afinal este lp foi lançado a quase 60 anos atrás. Alguém aí sabe ser esses fonogramas chegaram a ser relançados no formado 12 polegadas? (hehehe… suponho que não) E certamente, se não for através de blogs, pode dar por esquecido.
Vamos então conferir o grande Severino Araújo e sua imortal Orquestra Tabajara neste disco que foi o terceiro lançamento da Continental em 10 polegadas. Aqui encontraremos um repertório bacana, com sambas, choros e até um baião. Tudo feito com maestria, comprovando o porquê essa orquestra já foi considerada uma das melhores do mundo! (pelo menos eu acho). Confiram aí…

não poe a mão
tema lógico
meiguice
chorinho na gafieira
não tem solução
brincando com o trombone
uma coisa diferente
prefixo

Ronnie Cord – Singles & Raridades Do Sanduiche Musical (2011)

Olá amigos cultos e ocultos! Ontem, sexta feira, eu infelizmente não tive como ‘bater o ponto’, muito menos preparar alguma coletânea especial para vocês. Estou meio mal, desde ontem, com uma dor muscular nas costas que reflete no estômago. Passei a madrugada no pronto socorro, onde por lá fui medicado, mas ainda não estou bem. É nessas horas que a gente tem que recorrer aos amigos. No caso, aos amigos blogueiros.
Esta coletânea do Ronnie Cord foi criada pelo amigo Chico em seu blog Sanduiche Musical e também apresentada por ele no GTM (Grupo Toque Musical). Quem ainda não conhece o blog e nem se inscreveu no nosso grupo, não sabe o que está perdendo. Tomei a liberdade de publicar também aqui no Toque Musical essa ótima seleção, visto que, como dizem na roça, estou que nem um jacú baleado, sem ânimo e força para novos vôos.
Apesar dos pesares, a postagem do domigo já está vindo. Deixa só o Tandrilax fazer efeito… eu volto logo 🙂 Enquanto isso, confiram essa bela seleção com raridades que eu mesmo não conhecia. Valeu Chico!

você me venceu
pretty blue eyes
teen angel
oh carol
dream’in
look for star
bat masterson
parabéns 15 anos
rapaz do banjo
pêra madura
brotinho de pulover
roda meu amor
sandy
boliche legal
amor perdoa-me
eu vou a praia
a força do destino
giorno grigio
eu, a noite e ningém
disco voador
só eu e você
felizes juntinhos
o jogo do simão
se você gosta
sonho de amor
por ser jovem demais
sou louco por você
m… de mulher
eu te daria minha vida
rua augusta

Tarancón – Ao Vivo (1981)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje eu acordei tarde e já estou atrasado para ir ao trabalho. Por essa razão serei breve. Escolhi, propositalmente, para o nosso dia do artista/disco independente este álbum do grupo Tarancón, gravado ao vivo no início dos anos 80. Uma fase muito boa e ao vivo fica ainda mais emocionante. Como já postei por aqui outros tantos discos do grupo, acho desnecessário tecer, nessa hora, qualquer outro comentário além de dizer: Eu adoro o Tarancón!!! E vocês? (se gostarem, avisem, tá?)

promessas del sol
pobre del cantor
el cantar tiene sentido
pitanga
cara de índio
verde maravilha
el hombre es un creador
canción y huayno
boquita de cereza

Boleros, Choros e Baiões (1960)

Olá amigos cultos e ocultos! Neste próximo sábado vai ter feira do vinil em Belo Horizonte. É mais uma oportunidade para aqueles que apreciam a bolacha preta. Há sempre por lá uma variedade muito grande de discos, que atende ao gosto de qualquer um. Raridades por lá não faltam. Para aqueles que estiverem na cidade, a feira do vinil fica na galeria de um prédio (esqueci o nome) na esquina de Rua Inconfidentes com Pernambuco, na Savassi. É bem fácil de achar. Apareçam…
Para hoje eu reservei este disco do selo Prestige, um álbum muito agradável, que já pela capa atrai a gente. Trata-se de uma seleção musical extraída de dois outros discos deste selo: o “Sucessos Em Ritmo De Tango E Outras Bossas” e “Música, Amor E Festa”. Um álbum que podemos entender como sendo uma versão econômica criada pela gravadora, com um preço mais barato, sendo também uma forma de promover suas produções. O texto da contracapa é todo essa justificativa. Seria mesmo um disco ao alcance dos menos abonados ou aquilo que logo a diante se tornaria um disco de coletâneas, que geralmente são mesmo mais baratos. Em virtude disso eles economizaram na lista das músicas e na ficha técnica. Quem pega no álbum fica a mercê das limitações. Mas, fora isso, a qualidade de gravação e o disco no seu conteúdo são ótimos. O que temos aqui na verdade é o Zé Menezes e seu conjunto e supostamente o Sexteto Prestige. Taí um conjunto lendário e misterioso. Até hoje eu não descobri quem fazia parte desse sexteto. Já ouvi mil e uma suposições, mas nada de concreto. Por isso mesmo é que não dei sequência à publicação da série “Música e Festa“, creditado a eles. Não se tem em nenhum desses os nomes dos músicos. Por outro lado, ou, de um outro lado (do disco) temos um nome que eu logo identifiquei, o guitarrista Zé Menezes (e seu conjunto). O disco “Música, Amor e Festa (que por acaso eu não tenho) é dele! Cabe aqui também uma informação pertinente ao Zé Menezes. Eu que tinha, para mim, a suposição de que este grande guitarista – que já havia tocado com Radamés e lançado diversos discos por trás de seus Velhinhos Transviados – já havia falecido, fiquei feliz e surpreso ao saber que ele, ao longo dos seus noventa e uns anos, ainda estava na ativa. Descobri o site da Artbraz (ABZ Produções), que lançou a pouco tempo atrás novas gravações do Zé Menezes, com direito a um site exclusivo para o artista. Fiquei realmente emocionado. Quero logo adquirir esses discos (me parece, são três cds).
Bom, quanto ao nosso disco aqui, não precisamos dizer muita coisa. Se divide em faixas longas, feitas para dançar, em forma de ‘pot-pourri’, destacando o bolero e o choro-samba, com leves pitadas de baião na passagem de uma música para outra.
Não deixem de conferir 😉

pecado
quizas… quizas… quizas…
que te parece
yo no se que me passa
hipócrita
eclipse
palabras de mujer
tres palabras
señora tentacion
vem
xô sabiá
pau de arara
aproveita a maré
uma farra na churrascaria
eu vou te contar, heim
um chorinho pro gilberto
vem amor

Dionysio E Seu Quinteto – Romance No Texas Bar (1959)

Como eu sei que iriam me pedir o primeiro disco do Dionysio e Seu Quinteto, decidi postá-lo também.
Pessoalmente, eu gosto mais deste primeiro lp, talvez pelo repertório, pela capa e também pela qualidade do som, que aqui está exemplar.
Vamos aguardar agora é o “Sax Magia”, quem sabe ele aparece por aqui numa próxima oportunidade?
Vão aí… na dose dupla especial ;0

cem por cento
nêga
se todos fossem iguais a você
que murmurem
i love paris
falam meus olhos
it’s not for me to say
mocinho bonito
o apito no samba
cha cha cha no texas
tequila
saudade da bahia

Dionysio E Seu Quinteto – Sax & Ritmo (1959)

Bom dia, amigos cultos e ocultos. Segue aqui mais uma raridade, que segundo contam é um álbum muito procurado por colecionadores, principalmente estrangeiros. Isso, muito por conta dos músicos que fazem parte do quinteto do saxofonista Dionísio de Oliveira (ou Dionysio com Y, se preferirem). Antes, porém, de entrarmos nesse mérito, o certo é apresentarmos o ‘bandlearder’. Dionysio era paulista, iniciou-se na música tocando bateria, mas acabou trocando a percussão rítmica pelo sopro, tocando saxofone e clarinete. Integrou diferentes e renomadas orquestras em São Paulo e no Rio de Janeiro, para onde se mudou e seguiu carreira. Tocou também em diversas rádios e fez parte do ‘cast’ de instrumentistas da antiga TV Tupi, do RJ. Foi nos meados dos anos 50 que ele formou o seu conjunto, contando com músicos talentosos, que alguns anos mais tarde se tornariam célebres instrumentistas. Me refiro ao violonista Baden Powell, o baterista Edson Machado e o contrabaixista Wilson Marinho. Os outros músicos do quinteto eu só consegui  identificar pelo primeiro nome – Lucas (piano), Alcides (bongô) e Perez (pandeiro) –  relação essa que apareceu a primeira vez no blog do Zecaloro, através da dica de um de seus visitantes. A mesma lista foi transposta para o Dicionário (in)Cravo Albin, que é talvez a única fonte de informação sobre Dionysio e o seu quinteto. Conforme também podemos identificar por lá, Dionysio e Seu Quinteto gravou apenas três discos, todos pelo selo Internacional CID Hi-Fi. “Sax & Ritmo” foi o segundo álbum, lançado em 1959, no mesmo ano e embalo do primeiro disco, “Romance no Texas Bar”. O terceiro lp viria no ano seguinte, 1960, “Sax Magia”, que para mim, é o mais raro, afinal é o único que ainda falta na minha coleção 🙂
O repertório é misto composto de ‘standards’ da música internacional, além de sambas e chorinhos, um deles de autoria do próprio Dionysio.
Acho que eu nem preciso dizer para os amigos conferirem… tá na mesa! 😉

ave maria lola
sabbosito asi
saia do meu caminho
vento vadio
my blue heaven 
broadway melody
a certain smile
i’m in the mood for love
el reloj
tu me acostumbraste
zangadinho
manhoso

Baptista Siqueira – Caatimbó E Melodias Para Canto E Piano (196?)

Boa tarde , amigos cultos e ocultos. Hoje, terça feira é aquele dia dedicado (até segunda ordem) à música clássica e erudita. Estou sempre lembrando isso para que nossos novos visitantes possam entender o esquema por aqui.
Eu fiquei meio na dúvida se deveria ou não postar hoje este raro e belo lp. Trata-se de um álbum lançado pelo obscuro selo Uirapuru, dedicado à música brasileira de cunho erudito e também folclórico. Este selo lançou outros diversos discos e a partir dos anos 70 passou a ser uma espécie de subsidiária da CBS, produzindo discos de música folclórica e sertaneja. Temos assim este lp, um disco realmente raro, que infelizmente eu não localizei a data, mas eu suponho que seja dos anos 60. Nos traz um pouco da obra de Baptista Siqueira, um nome pouco lembrado (ou sou eu o esquecido?).
Baptista Siqueira vem da Paraíba, iniciou na música através das bandas, muito comuns no nordeste, onde era mestre e compositor, se apresentado em várias cidades nordestinas. No final dos anos 20 transferiu-se para o Rio de Janeiro onde atuava na banda militar e também em pequenas orquestras. Fez seus estudos no Instituto Nacional de Música e na Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil, onde viria a ser professor de harmonia. Em razão de estudos acadêmicos, se interessou pelo conhecimento das tradições musicais de sua região e pelas questões relacionadas à cultura indígena. Seu trabalho como compositor se destaca a partir dessa fase e fica marcado através de obras como o bailado “Muiraquitãs”, os poemas sinfônicos “Guriatã” e “Jandaia”. Baptista Siqueira era acima de tudo um musicólogo, defensor da contribuição indígena para a formação da música brasileira nordestina. Seu nome está intimamente ligado aos estudos dessas tradições folclóricas, sendo ele figura das mais importantes neste cenário. Escreveu também vários livros
A música de Baptista Siqueira é voltada à natureza folclórica e também erudita. Me corrijam se eu estiver errado. Na minha pressa habitual, não tive tempo de colher outras informações ou ser mais preciso. Mas o que não falta é fonte rica e detalhada para os amigos cultos consultarem. Minha missão aqui é apenas acender o fogo.
No presente lp vamos encontrar um trabalho bem interessante que se inicia do lado A com “Caatimbó”, ritual de pescaria, em seis belíssimos cantos que trazem como solistas Roberto Miranda e Abelardo Magalhães. O lado B são “Melodias para canto e piano”, poemas musicados de Lucídio Freitas e Wilson W. Rodrigues, tendo como solista Roberto Miranda e ao piano Rosete Miranda. Um belo e incomum trabalho musical. Erudito, porque não? 🙂

Caatimbó – Cantata Ritual de Pescaria:
taguaíba
guajupiá
evocação a tupã
ipupiara
baepapina
caruana
Melodias para Canto e Piano:
yemanjá
folhas mortas
cantiga 
cairé
cantiga tapuia

Vitoria Bonelli – Trilha Original Da Novela (1972)

Muito bom dia a todos! Mais uma semana… mais discos 🙂 Essa onda não acaba. Então vamos surfar 😉
Tenho hoje para vocês mais uma trilha de novela. Quero até aproveitar o momento para informar que o dia de hoje não é só dedicado às trilhas de novelas, mas trilhas em geral, de filmes, teatro e outras mais…
Taí uma outra novela da qual eu não me lembro, mas que sei, fez muito sucesso na ocasião. Escrita por Geraldo Vietri e produzida pela extinta TV Tupi em 1972. O disco da trilha é uma salada mista, mas com destaque para a música italiana, afinal o tema da novela fala de imigrantes italianos (creio eu). A maioria das faixas são instrumentais, com excessões curiosas, como a super banda de rock ingleza Golden Earring (ainda em sua boa fase). Tem também o Sergio Endrigo e o Ennio Morricone, muito bons. As demais são temas orquestrados sob o comando do Maestro José Briamonte. Ah, tem também o Paul Mauriat e o James Last, morou?

casthily (abertura) – orquestra phonogram
la prima compagnia – sergio endrigo
blues for strings – orquestra phonogram
casthity (tema romântico) – orquestra phonogram
mademoiselle – george baker selection
irene – ennio morricone
last summer day – paul mauriat e orquestra
wedding song (there is love) – james last e orquestra
buddy joe – golden earring
no mar negro (am scowarzem meer) – orquestra phonogram
aiutami amore mio – orquestra phonogram
tema do encontro (baseado no concerto “imperador” de beethoven)

Carolina Maria de Jesus – Quarto de Despejo (1961)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje, pela manhã, estive tentando dar uma ajeitada na minha discoteca digital/virtual e também na real, buscando alguns discos realmente raros e que afaste o Toque Musical dessa nefasta onda de perseguição. Quero ver se publico aqui coisas que realmente andam fora do contexto comercial. Já comecei a seleção, agora só falta ir preparando as bolachas, gravações e outros áudios para as postagens diárias.

Foi nessas mexidas que eu acabei encontrando, entre os digitalizados, este disco enviado por alguém que eu já nem me lembro (desculpe, são tantas emoções que me vem, acabo me perdendo e também essas colaborações). O certo é que eu fiquei curioso para ouvir, ainda não conhecia. Meu interesse foi crescendo à medida em que as músicas iam passando. Para não ficar replicando postagens de outros blogs, tomei o cuidado de verificar se o mesmo já havia sido postado em outra fonte. Percebi que não, pelo menos não entrou nos mecanismos de busca do Google. Assim sendo, olha o toque chegando…
Carolina Maria de Jesus não foi uma cantora, embora neste disco ela seja a intérprete e compositora. Seu nome se destaca, mais exatamente, na literatura. Foi através da escrita, dos seus escritos, que ela se tornou conhecida mundialmente. Uma mulher negra, pobre que viveu na antiga e extinta favela paulista do Canindé, onde é hoje a Marginal do Tietê. Foi em 1960 que ela foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, ao fazer uma matéria sobre a favela. Ele viu ali uma mulher, que mesmo na sua humildade e pobreza, trazia dentro de si uma sensibilidade incomum. Ela gostava de escrever, compor em palavras escritas seu sentimento frente a dura realidade da vida na favela. Foi desse encontro que nasceu “Quarto de Despejo – Diário de uma favelada”, um livro onde ela relata uma face da vida social e cultural brasileira no, então, grande centro urbano de São Paulo, quando este se expandia e se modernizava. Eu não li o livro e me baseio aqui em informações diversas colhidas na rede sobre ele. O fato é que a partir deste livro Carolina se tornaria conhecida internacionalmente. Sua obra foi publicada em mais de dez idiomas, se tornou um ‘best seller’ e também, pelo que percebo, um problema para o governo brasileiro e sua sociedade segregadora. Digo isso porque ao longo dos meus tantos anos de vida, só agora estou tomando conhecimento de sua existência. Não posso acreditar que no meio onde eu cresci e vivo, essa história não tenha chegado. Por certo que sim, mas de alguma forma, veladamente, me impediram de conhecê-la, ou eu fui mesmo relapso em minhas leituras. Mas, nada como o compartilhamento de informações, ideias e conteúdos. Graças à bendita tecnologia, à revolução digital, eu hoje e agora posso ter acesso ao que não tive e até passar para vocês. Com certeza, ainda vou ler esse livro!
Carolina, ‘a escritora favelada’, não ficou apenas no seu “Quarto de despejo”. Pelo que vi, ela escreveu outros. Foram cinco livros, sendo um póstumo, lançado após a sua morte em 1977.
Como disse, por conta do primeiro ela se tornou conhecida e também, consequentemente acabou sendo intérprete de suas histórias, no cinema, em um filme rodado para a televisão alemã (até hoje inédito no Brasil) e neste disco, lançado em 1961 pela RCA Victor. Ao ouvir o lp é que tive a real noção do talento e capacidade desta mulher. Suas composições são autênticas e de muito boa qualidade, capaz de deixar muito compositor famoso no chinelo. Para que as suas músicas ganhassem mais teor (digamos, fonográfico), ela contou com o valioso apoio do Maestro Francisco Moraes nos arranjos e a direção artística de Júlio Nagib. Sem dúvida, um belíssimo trabalho, recheado de sambas, marchas rancho, xote, canção e até uma valsinha. Tem que ouvir…
rá, ré, ri, ro, rua
vedete da favela
pinguço
acende o fogo
o pobre e o rico
simplício
o malandro
moamba
as granfinas
macumba
quem assim me ver cantando
a maria veio

As Doze Mais – Volume 3 (1960)

Boa noite, amigos cultos e ocultos. Custei mas cheguei… e vou confessar uma coisa, mais uma vez eu esqueci do blog. Esqueci de preparar a postagem. Logo hoje que é dia de coletânea, eu não preparei nada e nenhum dos amigos blogueiros, também, não mandaram nada. O jeito foi apelar, mais uma vez, para as coletâneas oficiais, verdadeiramente lançadas no mercado.

Temos assim, uma seleção da gravadora Columbia, um disco trazendo alguns de seus artistas de maior sucesso. E como se pode ver pela capa, não são apenas os artistas nacionais, tem também estrangeiros. Confiram aí…
siete notas de amor – trio panchos
jambalaya – jo stafford
serenata do adeus – silvio caldas
a certain smile – johnny mathis
noite – cauby peixoto
lamento – alexandre gnattali
meu segredo – luiz claudio
chega de saudade – os cariocas
till – precy faith
ontem e hoje – os seresteiros
ave maria lola – sylvio mazzucca
come prima – os trigemeos vocalistas

Nilson Chaves E Vital Lima – Interior (1985)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje é sexta feira, dia da nossa postagem dedicada ao artista/disco independente. Preparei este álbum com muito carinho, pensando nos amigos paraenses que eu muito prezo. Égua, esses são dois grandes artista do Pará! Dois grandes artista entre os que mais gosto, da região. Nilson Chaves já é uma figura bem conhecida aqui no Toque Musical, já postei dele dois excelentes discos. Vital aparece aqui pela primeira vez, mas seu lugar no nosso blog estará sempre garantido. Mais para frente a gente publica algum álbum solo dele.

Nilson e Vital são amigos de longa data, praticamente cresceram juntos, eram vizinhos desde a pré adolescência 🙂 Talvez por essa razão haja entre eles tamanha harmonia.
“Interior” foi uma produção independente, a estréia já com sucesso de Vital. Nilson, nessa ocasião, já era um artista de renome. O álbum foi gravado no Rio de Janeiro e contou com participações importantes como Leila Pinheiro, Antônio Adolfo, Maurício Einhorn, entre outros… Um trabalho muito bem elaborado, com bons arranjos, boas músicas e instrumentistas. Há neste disco uma música lindíssima, que me emociona a ponte de me deixar arrepiado… linda… “Tempodestino”. Para mim, só esta música já vale o disco. Os caras ainda me fazem o favor de convidar a Leila Pinheiro e o Maurício Einhorn, matou a pau! Essa música embora seja de artista do norte, me lembra muito a que é feita aqui nas montanhas das Gerais. Deve ser a tal da sintonia, consciente coletivo ou algo assim. Taí, um discaço que ninguém pode perder. Confiram já!
flor do destino
outro interior
do nada prá lugar nenhum
tum tá tá
mucuri
tempodestino
olho de boto
interior
a seu jeito
a estrada do sertão
das frutas

Peruzzi E Sua Orquestra – Páginas Inesquecíveis (1963)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Uma coisa que eu tenho percebido, depois da faxina que a turma do Blogger começou a fazer, é o receio das pessoas frente a repressão que vemos crescer cada dia mais no mundo digital. É impressionante e mesmo temeroso os rumos que toma a Internet. Cada vez mais ela deixa de ser um território livre para ser ocupado pelos mesmos latifundiários do mundo real e concreto. Querem aplicar as mesmas leis caducas, uma adaptação forçada que nos leva à mesma situação. Ou por outra, a ideia é manter tudo do mesmo jeito que sempre foi. Qualquer entendimento, reconhecimento ou ação isolada nesta ‘revolução digital’ pode ser considerado como uma conspiração contra o Sistema. Acontece que o Sistema, nos moldes atuais, está falido. Uma nova onda está por vir e nessa, quem ainda não aprendeu a surfar vai ser engolido pelas águas. O que me preocupa mais é pensar no tamanho dessa onda e até onde ela nos levará. A verdade é que as pessoas estão temerosas, estão sendo (veladamente) ameaçadas e sufocadas. Se não reagirmos, tenho certeza, cairemos todos, o mundo inteiro, numa ditadura mundial. Vivemos hoje um paradoxo, num mundo que para continuar existindo depende do coletivo, do compartilhamento, da fusão do individual no todo. Porém, essa ‘necessidade’ vai contra o formato anterior, o da sociedade industrializada e capitalista. Estamos vivendo um momento crítico, de transformações e cabe a cada individuo reconhecer seu coletivo. Somente assim nós não nos tornaremos os escravos do futuro. A união faz a força.

Mas eu comecei esse papo, na verdade, mais para dizer como me espanta o espanto e medo das pessoas. Depois da última represália, muitos dos amigos cultos passaram a ser ocultos e provavelmente, muitos ocultos sumiram da praça ou se tornaram ainda mais ocultos. Prova disso é que dos 700 seguidores que tinha o Toque Musical, apenas uns 20, até então, voltaram e se juntaram aos outros que já estavam nesta versão do blog. Por outro lado, no Grupo de discussão do Toque Musical, criado recentemente, temos um número crescente de amigos cultos, que vêm descobrindo ser esse (ainda) o único território livre, apesar de restrito, para o compartilhamento dos mesmos interesses. No caso, a música e seus correlatos. Que cresca esse Grupo, não apenas defendendo a bandeira do Toque Musical, mas a de todos os outros blogs e sites afins. O Grupo, embora tenha o nome do TM funciona não apenas para prestar serviços ao blog, mas a todos os outros que tenham algo semelhante a oferecer. Somos uma sociedade anônima, mas não estamos ocultos. Antes que isso acabe virando um manifesto e também porque já estou passando da hora, melhor partirmos para o disco do dia.
Hoje eu estou trazendo mais um raro exemplar do selo MGL (Minas Gravações Ltda), precursor da Paladium e Bemol. Este disco foi mais um que o Maestro Edmundo Peruzzi convenceu ao Dirceu Cheib de produzir. Como todos (imagino) devem saber, através de outras postagens que eu fiz dos primeiros discos desta gravadora, a MGL produziu pouquissimos discos. Eu até cheguei a comentar que foram só 4 discos, inclusive porque foi algo assim que o Sr. Dirceu me informou certa vez, numa entrevista. Percebo, porém, que havia mais discos. Descobri recentemente este outro álbum do Peruzzi que pela numeração deve ter sido o quarto disco e não o do Lauro Paiva como eu antes imaginava.
Em “Páginas Inesquecíveis” temos o Maestro Peruzzi comandando sua orquestra em um repertório totalmente nacional. Na contracapa do álbum temos um texto do compositor Victor Simon, o qual é (por acaso?) o autor de duas músicas do disco. Ele exalta as qualidades da orquestra e os arranjos do maestro. Realmente o Peruzzi era mesmo muito bom e até versátil. Porém, neste repertório ele acabou transformando tudo em marcha, o que, pessoalmente, acho meio chato e monótono. Me fez lembrar os desfiles escolares em 7 de setembro. Mas não se prendam à minha crítica. Isso é mesmo bem pessoal…

velho realejo
cano na praia
ave maria
caçador de esmeraldas
evocaçõa
chão de estrelas
o vagabundo
chuá chuá
pastorinhas
história antiga