Bom dia, amigos cultos e ocultos! Antes que comecem a falar mal do Toque Musical, deixa eu elevar o nível das nossas postagens e também reforçar minha simpatia com São João. Para isso, nada melhor que um disco do Sivuca, que tem ação múltipla e imediata, além de ser um santo remédio para todo tipo de ouvido.
Segue então, “Forró e Frevo”, volume 3, mais um disco da série que ele começou em 1980. Neste álbum temos dez músicas, quase todas de autoria de Sivuca e sua companheira Glorinha Gadelha. Trata-se de um álbum totalmente instrumental, mesmo assim ótimo para animar qualquer tipo de festa, inclusive as de São João. A música de Sivuca ultrapassa limites. Ele consegue atender ao gosto do mais popular indo, talvez, ao mais erudito. Querendo ou não, foi através da internet, da troca e compartilhamento de músicas, dos blogs, que artistas como Sivuca se tornaram ainda mais conhecidos (e reconhecidos). Antes da ‘blogosfera’ a gente mal tinha acesso a uns dois ou três discos de artistas como ele. Hoje podemos visualizar toda a sua obra e reconhecer indubitavelmente o seu talento. Para aqueles que não viram, aqui no TM vocês poderão encontrar também o volume 1 de Forró e Frevo. Confiram o toque…
Copa 94 (1994)
Beleza! A Seleção faturou mais uma. Vamos indo bem… Três a zero é bom demais! Para homenagear o dia nada melhor que um disquinho que poderá vir a acompanhar às próximas rodadas, com certeza!
Temos aqui uma outra seleção, essa de músicas feitas exclusivamente para explorar o tema de Copa do Mundo. Num ufanismo naturalmente exacerbado, vamos de samba, axé, marchas, frevos hinos… tudo em nome do amor à camisa verde e amarelo, ao futebol. Salve, salve Brasil!
(Não sei porque, aparentemente não tem nada a ver… mas me lembrei e me deu vontade de ouvir The Cramps, “Bad music for bad people”)
A Copa É Nossa 70 (1970)
Olá amiguinhos cultos e ocultos! A postagem de hoje é para os amantes do futebol, para os saudosistas e também para aqueles que não tiveram a oportunidade de conhecer as equipes que fizeram do time do Brasil tri campeão mundial de futebol. Para quem gosta de futebol, ouvir trechos das transmissões desses jogos é tão prazeroso como ouvir música. Este álbum, que é duplo, foi lançado pela RCA em 1970, logo após o Brasil se sagrar tri campeão. Nele encontramos o registro gravado de trechos das transmissões diretas de três Copas – 1958 na Suécia, 62 no Chile e 70 no México – feitas pela Rádio Bandeirantes de São Paulo. É nessa hora que a gente vê que aquele futebol com arte não existe mais. Cadê os craques???
Manoelito Sena – No Forró De Sicupira
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Chegamos enfim na sexta feira, ô beleza! Neste fim de semana eu quero mais é descansar. Só quero chocolate… bicicleta e Copa do Mundo.
As Maiorais do Ano (1959)
Para não ficarmos apenas orbitando sobre futebol e festa junina, aqui temos uma boa coletânea do selo Continental, disco este lançado no ano de 1959. Temos nesta seleção musical um leque variado do ‘cast’ da gravadora. Algumas músicas até já foram apresentadas aqui em seus álbuns originais, todavia há outras, raros momentos que irão despertar o interesse. São amostras do que foi produzido pela gravadora naquele ano. Vejam que boa coletânea…
a felicidade – chiquinho e seu conjunto
Mario Zan Com Bandinha E Coro – Festas Juninas (1988)
Olá amigos cultos e ocultos! Para não dizerem depois que eu deixei passar em branco as festividades juninas, estou postando aqui um disco ‘joinha’. São João não vai poder reclarmar do blog, disco para a festa tá aí… E se quiserem mais, basta localizar no índice outros títulos já postados aqui em anos anteriores. Tem muita coisa e bem variada.
Segue nesta postagem um disco do Mario Zan, figura que sempre prestigiou as festas populares, um artista que possui um vasto repertório para animar qualquer noite de São João. No álbum ele vem acompanhado de outra figura ilustre, a grande Inezita Barroso, que aqui vem cuidando da marcação da quadrilha. Já está tudo pronto, basta agora ajeitar o arraial, subir as bandeinhas, preparar a fogueira, quentão, milho cozido, pé de moleque e broa de fubá. Chame os amigos, crie os casais vestidos a carater e ponham a música para rodar. Vai ser uma festa e tanto, com certeza! 🙂
Mexicoração – Copa 86 (1986)
Vamos que vamos, Brasil!!! Hoje tem a estréia da Seleção Brasileira e tá todo mundo ligado na mesma emoção, com diz a música. Eu, obviamente, não poderia deixar de dar um toque de celebração à festa que está apenas começando. Como brasileiro e torcedor, desejo boa sorte para esse time do Dunga. Vamos lá, vamos trazer a Copa de novo para o Brasil.
Para ajudar na comemoração e também para embalar as festas após o jogo, aqui vai este disco recheado com aquelas canções que todo mundo conhece, as trilhas e os temas de diversas Copas do Mundo. Uma seleção musical que é só alegria. Viva o Brasil!!!
Aracy De Almeida – Sucessos De Aracy De Almeida (1956)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Com nossas atenções voltadas para a Copa do Mundo de Futebol, acabei por não lembrar que estamos também na época das festas juninas e São João não vai me perdoar se eu não fizer pelo menos uma postagem dedicada a ele. Já tem gente pedindo. Vou fazer todo o possível para publicar alguma coisa. Nem sei se tenho mais discos sobre o tema, considerando que nos anos anteriores, tudo que eu tinha disponível já está aqui. Quem ainda não viu e ouviu, dê uma checada nas postagens dos dois últimos anos. Tem muita coisa legal. De qualquer forma, para este ano, ainda darei o toque 😉
Hoje vamos com singular Aracy de Almeida, uma cantora que dispensa maiores apresentações, ainda mais aqui no Toque Musical, onde sempre que posso trago algum disco dela para levantar a moral e os bons costumes. O álbum que apresento reúne alguns de seus grandes sucessos entre os anos de, lançados anteriormente em 78 rpm. São sambas de Ary Barroso, Assis Valente, David Nasser com Newton Teixeira, Custódio Mesquita e outros… Um clássico de 10 polegadas que ninguém pode perder. Confiram aí que eu vou ver o jogo…
Casais Proibidos – Trilha Sonora (1981)
Aproveitando a onda romântica e indo mais a fundo, vou extrapolar de vez. Afinal o Toque Musical foi feito também para despertar a curiosidade e como lema, “um lugar para quem escuta música com outros olhos”, né não? Só que nesta postagem vamos inverter a ordem dos fatores, mas sem alterar o produto.
José Briamonte – Momentos Romanticos (1982)
Bom dia. Infelizmente o prometido para ontem acabou não rolando. Teve gente que entendeu a situação, porém houve aquele que brigou com a namorada e na falta do que fazer a noite veio descontar as mágoas aqui no Toque Musical. Ficou na mão ontem, mas hoje, se for mais educado e tiver jogo de cintura pode até conseguir uma outra namorada. Os shoppings e parques estão cheios de pretendentes. Corre atrás e depois leve o broto para casa e tenha um fim de tarde agradável com ela (ou ele, sei lá…), ao som dos “Momentos Românticos” do pianista e regente José Briamonte. Este disco é ótimo naqueles momentos de susurros e gemidos, beijos e abraços, hummm… Um fundo musical de primeira! Hehehe…
Pois é, temos então o maestro José Briamonte em seu único disco solo, apenas piano e teclados. Briamonte, apesar disso, é um artista com muitos anos de estrada e dono de uma ficha profissional invejável. Iniciou sua trajetória nos anos 50, atuando em orquestras famosas. Tocou com os mais diversos e respeitados artistas da música brasileira. Integrou o conjunto de bossa jazz Sansa Trio, com o qual gravou dois discos. Como arranjador trabalhou também com uma infinidade de artistas e em diferentes discos. Compôs temas para novelas da Globo e também fez direção artística de outros tantos espetáculos. A última notícia que tenho dele é que nos últimos tempos estava envolvido em shows de encomenda para grandes empresas.
Taí o primeiro disco do dia. Hoje, eu prometo, teremos mais um para agradar aos bem e aos mal amados. A coisa aqui é ‘feita nas coxas’ e também entre as coxas, quando necessário… 😉
Baden Powell – Nosso Baden (1980)
Hoje, cheio de compromissos e sem muito tempo, vou aproveitar para atender aos pedidos. Esta é a quinta vez que alguém me pede para postar ou localizar o “Nosso Baden”. Parece que no Loronix já era e se tem em outras fontes, não foi localizada. Como estou no corre corre, vamos unir o útil ao agradável, vamos então de Baden Powell. Não vou nem entrar nos detalhes, visto que o Zeca já deu o recado. Se hoje a noite ainda me sobrar um tempinho, farei mais uma postagem, para não ficarmos batendo na mesma tecla, ok? Manda vê aí….
Seleção 72 (1972)
Olá amigos cultos e ocultos, do Brasil e do mundo! A Copa está começando e eu nem me preparei devidamente para acompanhá-la aqui no Toque Musical. Eu bem que poderia ter separado alguns discos relacionados ao futebol e ao Campeonato Mundial, mas sinceramente, estou com preguiça. Preguiça de futebol e dessa seleção brasileira. Vou torcer, é claro, pelo meu Brasil, mas com o mesmo tesão que tenho torcido pelo meu glorioso Galo. Digo glorioso porque um dia ele já foi para mim. Porém, o futebol já não é mais o mesmo. Hoje em dia não temos mais jogadores e craques. O que existe são profissionais do futebol. Uns jogam bem, outros são estrelas, mas muito poucos são mesmo bons de bola. Aliás, o que se vê hoje é apenas um espetáculo. O show não pode parar. Tô com o Dunga, mas prefiro mais a Branca de Neve, essa pelo menos se dá bem no final da estória.
De qualquer forma, apenas para celebrar uma tradição, vou postar aqui alguma coisa que pelo menos lembre o futebol. Na falta de tempo e do tesão, vou postando aqui algo que sobre esse assunto só se vê na capa. Temos aqui um disco promocional do Grupo Microlite, detentores das marcas Ray-O-Vac, Saturnia e Lipasa. Nem sei se essas famosas marcas do passado ainda existem. A da pilha sim, até comprei umas alcalinas um dia desses.
O certo é que este disco promocional, feito pela Fermata, traz doze faixas mistas, contendo músicas de artistas brasileiros, trilhas de filmes, jazz e alguns outros temas internacionais, como podemos conferir logo a baixo. Dos artistas brasileiros, todas as faixas fazem parte de discos já bem conhecidos e baixados no universo musical dos blogs. Os temas internacionais também são bem populares e bastante agradáveis. A “Seleção 72”, embora não tenha ido à Copa, tem uma bola cheia no gramado, esperando o artilheiro que possa fazer um gol. Vai nessa que a parada é da boa! 🙂
Marisa – Encontro De Amor (1976)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ontem a noite eu estive visitando alguns dos muitos blogs de música que temos por aí. As vezes a gente precisa saber o que anda rolando em outras fontes. Começo, em geral, pelos blogs amigos ‘linkados’ na barra lateral do TM. Depois, através dos mesmos e seus links, vou conhecendo outros tantos. É nessa hora que vejo como a ‘blogosfera musical’ tem crescido, mesmo em países onde postar música se tornou um pecado quase mortal. Descobri entre esses alguns que traziam links para o Toque Musical ou mesmo falavam dele ou o indicava. Achei isso muito legal e espontâneo, pois esses nunca me pediram em reciprocidade que eu colocasse também um link de seus blogs. Naturalmente, eu também costumo fazer o mesmo, principalmente se o blog for interessante, de qualidade, se tiver conteúdo ou se for de um amigo mais chegado (meus amigos são todos cultos e também ocultos). Por outro lado, vejo que alguns antigos parceiros me deixaram de fora de suas listas. Tudo bem, espontâneamente eu também farei o mesmo 🙂 Prefiro dar lugar àqueles que realmente cultivam a gente.
Bom, mudando de pau para cacete, vamos ao que interessa… ao disco do dia. Como podemos ver, hoje temos a cantora Marisa, a Gata Mansa, em um disco dos mais interessantes. Lançado em 1976, este álbum traz alguns dos melhores momentos de um show realizado no Teatro da Galeria, no Rio de Janeiro. Nesta apresentação ao vivo ela vem acompanhada pelo Terra Trio e participações especiais de Ivor Lancellotti e Ruy (Faria, do MPB 4?). No disco temos nove faixas que resumem bem o que foi o show, um encontro com músicas de amor, de Lupicínio, de Dolores, de Chico, de Gonzaguinha, de Sueli Costa e outros… Este show deve ter sido mesmo uma beleza, basta ver pelo talento, tanto na interpretação da cantora quanto no acompanhamento do trio. O disco só peca por dois motivos: não é um álbum duplo e não foi bem editado. Os cortes são grosseiros. Há também um outro agravante, embora imperceptível, ao ser digitalizado, em um dos canais existem picos de tesão. Mas nada que possa incomodar tanto. (Tô precisando de um toca discos novo)
O Partido Alto de Aniceto & Campolino (1977)
“Ama o teu vizinho como a ti mesmo, mesmo que ele faça barulho…” Era com essa máxima que eu, nos meus bons tempos de república, me apoiava para justificar nossos excessos e arroubos estudantis frente a vizinhança, que ficava de cabelo em pé. Estou iniciando nossa postagem por aí, devido ao fato de ser agora 4 horas da manhã e a moçada do andar de baixo nem se tocar que seus vizinhos querem dormir. Aliás, tocar eles querem, o violão. Vocês bem sabem, eu adoro música, mas de madrugada, no meio da semana e em um edifício residencial, aí é foda! Pior ainda é quando os caras não tocam nada, só sabem fazer barulho. Na minha época pelo menos a gente morava em casa e tocávamos muito bem, diga-se de passagem. Me lembro que apenas uma única vez a vizinhança horrorizou, foi quando num dia depois da meia noite, um colega da casa trouxe este disco de samba. Passamos o dia inteiro ouvindo o partido alto de Aniceto e Campolino. Aliás, passamos o dia e também a noite, já nessa altura devidamente ‘mamados e fumados’. Não deu outra, o vizinho foi lá reclamar. Foi só uma vez, para nunca mais. Aqui, pelo jeito, só chamando a polícia, pqp! Como não consegui mais dormir, resolvi então adiantar nossa postagem. Lembrei desses meus tempos, lembrei da música de Sá, Rodrix e Guarabyra e lembrei principalmente do disco do Aniceto e Campolino. Por essa razão, é ele quem vai fazer nossa cabeça no dia de hoje. Este álbum já foi visto em outros blogs, com certeza, mas aqui ele vem à carácter, como cabe a um bom toque musical. Para aqueles que ainda não o conhece, eis aqui a grande oportunidade. Quem gosta de samba de raiz, samba de verdade, não pode perder a chance de ouvir isso, é bom demais!
Este disco, lançado pela Fundação Estadual de Museus do Rio de Janeiro e MIS em 1977 foi o primeiro e talvez o único disco gravado por esses dois sambistas. A produção artística do álbum é de Elton Medeiros. Foi ele o responsável por trazer a tona e ao grande público os dois artistas e também despertar para um tipo de samba que há muito vinha sido esquecido (ou deturpado), o Partido Alto. Falar sobre este tipo de samba não é coisa que se possa fazer numa pequena resenha postal. Além do mais, a definição do que é realmente o Partido Alto é uma coisa em que não há consenso nem mesmo entre os estudiosos do assunto. O que posso dizer à respeito de Aniceto de Menezes e Nilton da Silva é o que está na contracapa e bem resumido. Eles fazem um tipo de samba com uma forte influência rural, um samba criado fora do morro urbano do Rio de Janeiro, onde os elementos temáticos são bem diferentes e até a instrumentação. Tem inclusive viola caipira! A dupla vem acompanhada pelo Grupo Chapéu de Palha e o quarteto vocal As Autênticas. Taí uma raridade que merece toda a nossa atenção. Não deixem de conferir…
Os Boêmios (1965)
Olás! Apostando na competência dos meus queridos colaboradores, estou trazendo agora um disco o qual as informações que possuo são apenas as de contracapa. Espero que alguém apareça com informações complementares, pois este disco é realmente muito interessante e vale o toque. Trata-se de um grupo de chorinho intitulado “Os Boêmios”. Um lançamento da Musidisc sob o selo Rádio. Pelo que consta na contracapa, o presente álbum faz parte de uma série criada pela gravadora, onde temos além deste, o Conjunto Caravelle e Ed Lincoln. Suponho, tomando pelo disco do Ed, que esta série reúne coletâneas. O disco dOs Boêmios pode muito bem ser alguma coisa assim. Algum pseudônimo, algum relançamento como cara de coisa nova. A Musidisc também era mestre nessas jogadas comerciais.
O certo é que independente do obscurantismo, o disco que temos aqui é ótimo. Eu disse logo acima que se trata de um grupo de choro, mas devo corrigir para um grupo de seresta. Na seresta tem chorinho, mas tem também valsinhas. O repertório é dos mais conhecidos, com doze faixas em gravações de muito boa qualidade, entre choros e valsas seresteiras. Quero destacar aqui a faixa de abertura, o famoso chorinho “André de sapato novo”, uma interpretação das mais belas que eu já ouvi da música. A gravação está perfeita 😉 Confiram e comentem!
Edu Da Gaita – Edu E Sua Gaita (1956)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Vamos bem rapidinho porque a semana só está começando e eu ‘cheio de costura’, como dizia minha tia. Abrindo a semana, temos aqui mais uma postagem dedicada ao grande gaitista Eduardo Nadruz. Neste pequeno álbum de 10 polegadas nós encontraremos oito temas internacionais bem conhecidos, pelo menos naquela época. Um repertório que exige do gaitista qualidades técnicas que só mesmo um Edú da Gaita seria capaz de executar. Chamo a atenção para a faixa “Deep Purple” de Peter De Rose e Mitchell Parish, onde podemos comprovar o quanto Edú era da gaita, um trabalho maravilhoso!
Waldir Calmon – Ritmos Melódicos (1952)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje eu vou postar mais um disco do Waldir Calmon. Devo confessar que este artista caiu na minha simpatia. Há coisa de uns dez anos atrás, falar e principalmente ouvir Waldir Calmon era coisa totalmente fora dos meus conceitos musicais. Eu chegava a ter uma certa implicância daquilo que me parecia rançoso. Acho que associava ele aos meus velhos tios, aquela coisa ultrapassada, se lá… Nada como criar um blog de música que nos permita a aprender a gostar e também conhecer melhor os nossos artistas. Esta, sem dúvida, é a grande contrapartida que existe ao se fazer algo assim.
Bom, temos aqui não apenas mais um disco do Waldir Calmon, mas o primeiro disco em formato de lp de 10 polegadas do músico e também o primeiro lançado na América Latina. Até então, os discos comerciais eram aqueles de 78 rpm, com apenas duas músicas, uma de cada lado. Em 1952 surgia o selo Radio e também o disco de 10 polegadas. Este é mais um daqueles álbuns importantes da história fonográfica brasileira. Uma autêntica raridade!
Waldir Calmon vem acompanhado pelo seu conjunto, tocando oito temas variados, entre sambas, boleros, baião, biguine e como destaque um autêntico blues – “Telefone Blues” – que é título de pelo menos mais uns dois ou três blues famosos que conheço. Este, no caso, é de George Green, que na gravação faz o vocal. Sinceramente, eu não me lembro de nenhum ‘bluesman’ com este nome. Alguém aí pode esclarecer?
Pantanal – Alerta Brasil – Reserva Nacional (1988)
Não fosse o ‘alerta’ de uma boa amiga e a folhinha Mariana pregada na parede, eu hoje teria deixado passar batido um dia tão importante para todos nós. Hoje é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia. Eu, na verdade, bem que sabia e havia até reservado este disco bacana para celebrarmos juntos aqui no Toque Musical, mas acabei fazendo confusão e trocando a semana. Como se trata de uma produção independente, eu pensava em postá-lo na sexta, como de costume, antecipando a celebração. Acabei quase comendo mosca. Mas estamos aí… Teremos assim, uma semana com duas produções independentes.
Segue então o álbum “Pantanal – Alerta Brasil”, um trabalho feito por gente que há muito vem cantando uma consciência ecológica, despertando através da música a importância de pensarmos num mundo limpo. Geralmente, só quem vive em contato com a natureza sabe dar o devido valor à sua preservação. O homem das grandes cidades não tem tempo para pensar (ou não sabe) em outras coisas que não sejam aquelas que fazem parte das engrenagens da máquina louca do desenvolvimento desenfreado. Ele gosta de curtir a natureza, mas só se for dentro do seu Jeep 4×4, num fim de semana, sabendo que pode encontrar na beira da estrada de terra, em cada parada um Pizza Hut ou um McDonald’s. Eu conheço muitos tipos assim.
Mas deixemos de lado os tipos ‘flex’ e vamos à música. O lp do dia é o resultado fonográfico de um show ao vivo, realizado no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, nos dias 19 e 20 de dezembro de 1987, com diversos artistas do pantanal matrogrossense. Tocam no disco Almir Sater, Alzira Espíndola, Celito Espíndola, Geraldo Espíndola, Guilherme Rondon, João Figar, Paulinho Simões e Toninho Porto – todos artistas vindos do centro oeste, do Pantanal e região. Este registro, que virou disco, foi gravado de maneira bem despretenciosa, em um simples gravador K7. Mesmo assim, não peca na qualidade do som. Vale como um registro de um momento. Vale como um alerta ecológico.
Mario Reis E Carlos Galhardo – Relíquias Brasileiras (1986)
Olá, amigos cultos e ocultos! Chegamos a mais uma sexta independente, trazendo o lado alternativo do universo musical e fonográfico. Temos para hoje o lp “Relíquias Brasileiras, Volume 7”, um álbum realizado de forma independente por uma produtora mineira, com o apoio de colecionadores de antigas bolachas de 78 rpm. Conforme a informação do texto na contracapa, este é mais um volume da coleção motivada pelo tradicional programa “Relíquias Brasileiras” da Rádio América (AM 750 khz) de Belo Horizonte. O que me pareceu estranho foi que nunca vi e nem achei nenhum outro volume da série. Não sei explicar a razão do tal volume 7 🙁
Independente de qualquer coisa, o que temos aqui são gravações raras de Mário Reis e Carlos Galhardo. São quatorze faixas onde temos de um lado Mário Reis acompanhado pela Orquestra Diabos do Céu, em gravações originais que vão de 1933 a 35. Do outro, temos Carlos Galhardo, também acompanhado pela Orquestra Diabos do Céu e Orquestra Victor Brasileira entre os anos de 1937 a 39. Completa a relação com a música “Ré misteriosa”, de 1947, onde Galhardo vem acompanhado pela Orquestra do Maestro Zacarias. Taí, uma seleção muito boa e rara que ninguém pode perder 🙂
Jorge Veiga – Café Soçaite Em Ritmo De Samba (1956)
Embora sem muitos comentários, acredito que a semana vem agradando, basta verificar o nosso índice de audiência e todas as informações que o Google Analytics me oferece. É gente de várias partes do mundo e principalmente do Brasil. Anônimos e ocultos apenas na intenção (esses recursos são ótimos!). Mas deixemos de lado o ‘big brother’, vamos ao que lhes interessam…
Trago para esta quinta feira fria um disco quente. Vamos como Jorge Veiga interpretando a música de Miguel Gustavo. Este lp de 10 polegadas é ótimo. Uma sátira à alta sociedade, ao ‘café soçaite’ e toda a sua pompa. Música feita por publicitário é sempre bem direta e Miguel Gustavo soube como ninguém caricaturar essa realidade. Jorge Veiga é sem dúvida um de seus melhores intérpretes. Este álbum traz um atrativo a mais que é a contracapa, com as considerações do lendário colunista social Ibrahim Sued. Ele foi chamado, muito a contra gosto, para dar o seu parecer quanto a cada uma das oito faixas do disco. Ele escreve dizendo que aceitou apenas porque lhe prometeram não censurar a sua crítica às músicas. Na verdade o que ele faz é o que sempre fez, defender a sua ‘champanhota’. Mete o pau nas músicas e ainda insinua que o autor na tem ‘crasse’, coisa de plebe… Seu texto é tão divertido quanto a interpretação de Jorge Veiga e a música de Miguel Gustavo. Outra coisa interessante de saber, graças ao Ibrahim, é que Jorge Veiga vem acompanhado por um time de músicos da pesada, entre eles o Irani Pinto, Sivuca e o Zé Menezes. Os arranjos e regência é do maestro Vicente Paiva. Confiram aí essa pérola…
Paulo Tapajós – Luar Do Sertão
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje eu não vou tomar muito tempo. Continuo fazendo pé de moleque… Segue aqui mais um disco bacana para abrilhantar nossa semana. Vamos com Paulo Tapajós, interpretando algumas das mais famosas pérolas de Catulo da Paixão Cearense. Este é um daqueles discos clássicos da música brasileira. Tem que ouvir…
Ary Lobo – Último Pau de Arara (1958)
Olás! Hoje eu me atrasei. O dia foi doce, mas duro que nem rapadura. Por sorte, no final, surgiu o amendoim torrado. Vou logo fazer um pé de moleque, deixe estar… Mas antes que o dia acabe, aqui vai nossa postagem. Dedico este disco aos amigos paraenses, em especial à amiga Dani que há tempos tem andado sumida, suponho ser devido ao mestrado (né, dona? manda vê…). Foi pensando em vocês que decidi postar um artista da terra, um nortista que saiu de Belém para fazer sucesso no Rio e em todo o Brasil. Ary Lobo já era cantor em sua terra, mas foi no Rio de Janeiro que sua carreira deslanchou. Gravou se primeiro disco em 1956, uma bolacha de 78 rpm, com as músicas “Atchim”, de Pires Cavalcanti e Renda Dá, de Gandé e Walfrido Silva. O disco agradou à muita gente, inclusive ao humorista Chico Anisio, que usando de sua influência, conseguiu colocar Ary como cantor contratado na Rádio Mayrink Veiga. Sua popularidade foi crescendo e em 58 ele gravaria este que foi o seu primeiro lp. Como um primeiro álbum de uma artista nortista, nada melhor que um repertório recheado de ritmos e melodias da região. Tem côcos, rojões, samba, batuque e um baião, o “Último Pau de Arara”. Disquinho da hora, podem acreditar!
Dick Farney – Trio (1956)
Olás! Bom dia a todos! Hoje eu acordei no maior pique e disposto a fazer uma semana de postagens da melhor qualidade. Andei separando ontem algumas raridades que nossos gentis colaboradores vem sempre me enviando. Não é atoa que eu rezo sempre por essa turma celestial e agradeço igualmente aos amigos cultos e ocultos que também colaboram 🙂
Para abrir nossa semana de jóias raras, eu começo com um disquinho especial de 10 polegadas do grande Dick Farney, coisa ainda inédita no blogosfera, com certeza. Acredito que a discografia de Farney esteja quase todo disponibilizada, mas até hoje eu ainda não havia visto este álbum, lançado em 1956. Um boa safra, com certeza, principalmente porque ele vem acompanhado por Dinarte Rodrigues Filho na guitarra e Ed Lincoln no contra baixo. Para quem ainda nunca ouviu o Ed Lincoln, nos primeiros anos, tocando contra baixo, essa é uma oportunidade imperdível. Trata-se, sem dúvida, de um disco moderno para a época, essencialmente de jazz. Como informa o texto da contracapa, “é um lp que, além de servir para a dança, proporcionará excelente fundo musical para um ‘cocktail e emoldurará um romance à meia luz”, viu? Confiram aqui em primeira mão ou espere até que seu blog favorito o poste também 😉
A Música Das Estrelas – Um Programa Exclusivo De Castro Muniz S.A. (1956)
Prezados amigos cultos e ocultos, reservei para este domingo um programa especial. Uma daquelas postagens que só mesmo no Toque Musical vocês podem encontrar. Teremos hoje realmente um programa, o de númeo 73, gravado em 30 de novembro de 1956. Estou me referindo à “A música que vem das estrelas”, uma produção exclusiva para a Cassio Muniz S. A.
Temos aqui um raro exemplar de um vinil de 12 polegadas e 33 rpm gravado em 1956 para o grupo Cassio Muniz. Este nome compreende entre outras coisas uma antiga e bem conhecida loja de departamento que existia no centro de São Paulo. Era uma loja que vendia de tudo, de carro a roupa de cama. Tinha também o departamento de eletrodoméstico e de disco, o qual a Cassio Muniz era representante e distribuidora de diversos selos e gravadoras. O grupo empresarial paulista Cassio Muniz S. A. atuava em diversos segmentos, inclusive o fonográfico. Em 1957 criaram a Chantecler, um gravadora conhecida principalmente pela produção de discos de música sertaneja. Antes disso, porém eles já tinha uma boa visão comercial, produzindo em discos programas prontos para serem executados nas rádios. Um ideia genial, uma pausa para o locutor. Era botar o disco no prato e sentar a agulha.
Temos então de amostra um programa da série “A música das estrelas”. Durante quase um hora vocês terão o prazer de ouvir os temas do filme “Melodia Imortal” (The Eddy Duchin Story), estrelado por Kim Novak e Tyrone Power. O filme conta a história do compositor americano Eddy Duchin. A trilha, com músicas de Duchin e também uma versão de “Aquarela do Brasil”, são interpretadas pelo pianista Carmen Cavallaro. No disco tudo isso é apresentado como na deliciosa transmissão radiofônica. Porém, para salvar ainda mais o dia, incluí um recheio especial, que é para não deixar ninguém na vontade… Só falta agora alugar o filme para assistir 🙂
Sacha – No Balaio – Gravado Ao Vivo Vol. 2 (1969)
Olá amigos cultos e ocultos! Nossa postagem para este sábado foi motivada por um trecho de leitura no livro de memórias da Danuza Leão, que por acaso descobri ontem na rede. No livro, em versão digital, ela conta casos dos mais interessantes e possivelmente inéditos do grande público. Foi de lá que eu desenterrei o Sacha, uma figura pitoresca, personagem bem conhecida na noite carioca nos anos 50 e 60. Sacha Rubin foi um pianista trazido ao Brasil pelo Barão Max Stukart, empresário austríaco residente no país, ao criar a boate Vogue. A Vogue foi uma casa noturna muito badalada, se tornando um ponto de encontro de figuras das mais importantes da sociedade carioca da época. Foi ao final dos anos 40 que Sacha passou a se apresentar. Segundo contam, Sacha Rubin era de origem turca, mas se fazia passar por francês (que era mais chique, claro). Tocava piano, invariavelmente com um cigarro (americano) no canto da boca e um copo de uísque (escocês legítimo) do lado. Fazia um tipo meio Humphrey Bogart, no filme Casablanca. Gostava de saudar os frequentadores tocando ao piano suas músicas prediletas, logo que esses adentravam no recinto. Provavelmente inspirado no Rick’s Bar de Casablanca ele também criou a sua casa noturna, a Sacha´s, também famosa naqueles tempos. Sacha Rubin gravou alguns discos, entre eles temos os álbuns gravados ao vivo na boate Balaio, recriando toda aquele atmosfera ‘noir’. Se não me engano, foram gravados três volumes neste estilo e em anos diferentes. O lp que apresento é o volume dois. Nele temos um repertório misto, feito para agradar gregos, troianos e principalmente os frequentes da boate. Para os temas nacionais, Sacha conta com a participação o ‘crooner’ Mano Rodrigues. No disco, devido ao fato do pianista tocar sem parar, não há divisão das músicas por faixas. O sentido aqui é recriar todo o espírito da noite. Mais do que a música, o importante aqui é registrar o momento. (êta povo que falar, sô!)
Confraria (1980)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje é sexta feira independente e eu nem me lembrei disso. Na verdade nem me lembrei da postagem de hoje. O dia foi bem agitado e só agora eu me dei conta de que ainda faltava o nosso encontro diário. Não tive tempo de preparar um disco da lista dos independentes, daí, longe do QG, o jeito foi apelar para alguma reserva, um disco de gaveta 🙂
Tenho aqui este disco, gravado em 1980, por um grupo chamado Confraria. A razão pela qual eu havia deixado de lado (no fundo da gaveta) este álbum, foi porque não encontrei absolutamente nada sobre o grupo e seus integrantes. Também fiquei desmotivado pela qualidade do som, a digitalização não ficou muito boa. Mesmo assim, vou arriscar a apresentação, pois o conteúdo musical é dos melhores. A música é boa e a turma toca direitinho. Consta a participação de um tal Filó. Seria o Filó Machado?
Desta vez a postagem corre assim meio a solta. Quem tiver um complemento, inclua-o no comentários. Toda informação é sempre bem vinda. Vou nessa que o dia é longo… 😉
PS.: Não demorou muito e logo me enviaram informações sobre o grupo, cujo lider é o músico carioca Robson Santos. Segue a baixo o texto complementar enviado pela amiga Evangelina:
Filó Machado: Em 1980 produziu e dirigiu o LP “Confraria” de Robson Santos. Nascido no Rio de Janeiro, Robson Santos já residiu em várias cidades no Brasil (Campo Grande-MT, Santos, São Paulo, Belo Horizonte, Ribeirão Preto) e mesmo no exterior (Cleveland-OH). Isso talvez seja uma das explicações para a variedade de estilos de suas composições. Tem parcerias com Nonato Luiz, Henrique Anes, Filó Machado e Amaury Angelo (Aranha) , entre outros. Acabou de gravar seu quarto disco que contou com a participação de Filó Machado, Cibele Codonho e da cantora americana Holly Holmes com quem divide a autoria de uma das 16 musicas do CD Límbico Trem. Além de Filó Machado, outros músicos importantes participaram das gravações: Nenen (Esdras), Adriano Campagnani, Amaury Angelo e Daniel Silveira (teclados). Dividiram os arranjos Amaury Angelo, Adriano Campagnani, Filó Machado e Daniel Silveira, parceiro de Robson na música “Pra você”.No primeiro disco, LP Confraria gravado em 1980, Robson Santos contou com a participaçào de Celso Machado, Filó, Sizão Machado e da cantora Nilza Maria. Várias parcerias suas com Nonato Luiz foram incluidas nesse disco. Já no segundo disco, o CD Profissão de Menino, gravado em 1994, Robson Santos optou por incluir musicas essencialmente de sua autoria. Participaram desse CD o cantor Tadeu Franco, a cantora Cibele Codonho e Filó Machado, que também ficou responsável pelos arranjos. No terceiro CD Verniz de 1999, Robson contou com a participação de Beto Guedes e Filó Machado dentre outros. Amaury Angelo fez os arranjos. Além de compositor e interprete, Robson Santos é cientista atuando na área cardiovacular. Tem mais de cem trabalhos publicados mas a música não fica para tras. Já passam de cem suas composições que vão do rock ao baião, passando pelas baladas, samba e jazz e bossa nova.
Bob Nelson & Seus Rancheiros – Vaqueiro Alegre (1959)
Olá a todos! Hoje o nosso encontro é com o ‘cowboy’ Bob Nelson. Quem foi criança nos anos 50 não há de esquecer essa lendária figura que recriava aqui as proezas de um vaqueiro do velho oeste americano.
Era um artista bastante popular nos anos 40 e 50, tanto no rádio como na televisão. Seu nome verdadeiro era Nelson Roberto Perez. Foi inspirado no filme “Idílio nos Alpes” que ele começou seu tirolês (yodel) e toda essa onda de vaqueiro, o cowboy americano. Adaptou para o português a tradicional canção americana “Oh, Suzana”, que se tornou também bastante popular no Brasil. Impulsionado por essa música, foi assim incorporando o personagem. Chegou, inclusive a cantar, na época da Segunda Guerra, para o comandante norte americano Gal. Douglas MacArthur, em homenagem feita por Assis Chateubriand, quando o militar esteve no país.
O álbum que apresentamos é um relançamento feito pelo selo Moto Discos, especializado em raridades produzidas nos anos 30, 40 e 50. Este disco, em especial, foi lançado originalmente em 1959 no formato de lp pela Polydor, reunindo gravações feitas para diversas bolachas de 78 rpm. Quem sempre foi fã, de carteirinha, do Bob Nelson era o Roberto e Erasmo Carlos. Chegaram até a gravar uma música em sua homenagem, “A lenda de Bob Nelson”, lançada em álbum de 1974. Confiram aí a cópia mais original brasileira do vaqueiro americano. Foi por aí que tudo começou…
Anjos Do Inferno – Brasil Pandeiro (1971)
Olá amigos cultos e ocultos, bom dia! Ainda na pressa, aqui vamos nós com a postagem de hoje. Não posso me prolongar. Entre um gole de café e uma fatia de pão, vou postando este álbum de um dos maiores conjuntos vocais brasileiros, Os Anjos do Inferno. O grupo nasceu no Rio de Janeiro, na década de 30 e tinha como lider o cantor Leo Vilar. Foi um dos grupos vocais mais populares nas décadas de 30 e 40. Tiveram várias formações, mas se destacaram com Leo Vilar, o vocalista principal, Roberto Medeiros e Nanai nos violões, Russinho e Miltinho nos pandeiros e Harry Vasco de Almeida no piston. Excursionaram pelos Estados Unidos com Carmem Miranda e também estiveram por um período longo, quase quatro anos, no México. Ao retornarem ao Brasil, se deram conta de que a onda havia mudado. O povo por aqui estava agora ligado era no samba canção e no baião. Haviam também outros e novos grupos vocais como os 4 Azes e 1 Coringa, Os Titulares do Ritmo e Os Cariocas. Dessa forma Os Anjos do Inferno, logo nos primeiros anos da década de 50, se dissolveram. Em 1963 Leo Vilar produziu um lp com reminiscências dos Anjos do Inferno, buscando reviver alguns de seus antigos sucessos. Para isso contou com o apoio de alguns membros dos Titulares do Ritmo. Em 1971 a RCA Candem relança o álbum com o nome Brasil Pandeiro. O álbum se divide em dois momentos. De um lado temos a música de Dorival Caymmi que foi sucesso na voz dos Anjos entre os anos de 1941 e 43. Do outro, desfilam diversos sambas que também marcaram a existência do grupo. Podemos dizer assim, que este disco não é apenas dos Anjos do Inferno, mas de Leo Vilar e Os Titulares do Ritmo. Muito bom, confiram…
Silvio Cesar – A Minha Prece De Amor (1970)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje a pressa me pegou, por isso estou lançando mão de mais um dos já famosos ‘discos de gaveta’, aqueles que estão sempre prontos para as eventualidades 🙂
Vamos hoje com o cantor e compositor Silvio Cesar, um artista que começou sua carreira no início dos anos 60, gravando seus primeiro discos pelo selo Musidisc, ao lado de Orlan Divo e Ed Lincoln. Começou fazendo samba, indo aos poucos para um trabalho mais romântico. Sua música sempre teve um apelo bem popular, o que fez muita gente torcer o nariz. Mas isso se deve ao fato de não conhecerem um pouco mais o seu trabalho. Suas músicas fizeram sucesso não apenas por interpretação própria, que aliás, faz dele também um excelente cantor. Diversos e dos mais talentos artistas já gravaram suas músicas. O presente álbum é entre outros um de seus trabalhos mais conhecidos e de sua melhor fase. “A minha prece de amor” é um disco totalmente autoral, uma prova de seu talento. Além da música que dá nome ao disco, temos também como destaques o sucesso “Prá você” e “Eu quero que você morra”, uma bela e curiosa canção gravada também por outros intérpretes. A direção musical deste trabalho é do maestro Lyrio Panicali e a regência ficou à cargo de Waldemiro Lemke, Geraldo Vespar, Elcio Alvarez e José Briamonte. Confiram aí, porque eu já fui…
Simonetti & Orquestra RGE – Brasil A Jato (1959)
Olá amigos cultos e ocultos. Passadas três semanas, dedicadas aos discos Paladium, já é hora de levantarmos vôo para outras paragens. Mesmo sem muito tempo para novas ‘aventuras fonográficas’, estou preparando um espaço especial para essa curiosa experiência musical que foi a Coleção Paladium da gravadora mineira Bemol. Em breve estarei anunciando aqui o novo blog, aguardem!
Vamos hoje decolar em direção a outras raridades musicais. E para tanto, nada melhor que um disco feito de encomenda e em edição limitada, promocional. Este álbum é mais uma colaboração do amigo Sérgio Digital, que gentilmente o preparou e nos enviou prontinho para o vôo.
“Brasil a jato” foi um disco encomendado à RGE pela Varig, em 1959, quando a empresa aérea comprou da França os dois aviões a jato “Caravelle” para a sua frota. Foram os primeiros aviões comerciais a jato no Brasil. A gravadora então recrutou seu maestro principal para preparar um disco comemorativo, o qual foi distribuído entre clientes e funcionários. Trata-se portanto de um álbum não comercial, o que, obviamente, não tira a possibilidade de também ter sido posteriormente comercializado, embora não tenhamos certeza. O disco apresenta um repertório muito bem preparado pelo Maestro Simonetti, com músicas referentes a cada escala do novo avião, passando por diversos estados do país. Muito bacana, podem conferir…