Sergio Murilo foi mais um ‘dos primeiros’ do rock no Brasil. Começou sua carreira artística ainda criança como apresentador infantil em um programa de tv. Em 1958 estréiou no cinema, com o filme “Alegria de Viver”, e no ano seguinte se torna cantor na Rádio Nacional. Foi contratado pela Columbia, e grava “Menino Triste” e “Mudou Muito”que fizeram muito sucesso. Em seguida, graças a outros sucessos como “Broto legal”, “Rock de Morte” e “Marcianita” (regravada mais tarde por Caetano Veloso), surge o primeiro LP, “Sergio Murilo”.
Ronnie Cord – Tonight My Love Tonight (1961)
O Ronnie Cord foi outro cantor que esteve a frente dos primeiros passos do rock no Brasil. Embora não fosse exatamente um ‘rocker’, cantava somente música americana, Paul Anka e coisas do genero, o que nos remete a idéia do rock’n’roll. Contudo e apesar de tudo, seu nome será também lembrado na história do rock no Brasil.
Luizinho E Seus Dinamites – Choque Que Queima (1967)
Outro grupo que merece um toque musical é este do Luizinho, guitarrista pioneiro no rock Brasil. Nos anos 50 ele já havia formado o “Blue Jeans Rockers”, grupo de rock and roll clássico, que animou muitos bailes no Rio de Janeiro. Os Dinamites era formado, além de Luizinho (guitarra e vocalista), por Jair (guitarra base), José Antônio (baixo) e Carlinhos (bateria) e Euclides (que também tocou com The Pop’s). “Choque que Queima”, me parece que foi o único disco do grupo. Mas mesmo sendo só um, já valeu demais. Obscuro, raro e esquecido, mesmo assim e talvez por isso mesmo, este disco merece um pouco mais da nossa atenção. Trata-se de um clássico, com certeza! “Luizinho morreu em meados dos anos noventa, deixando a lenda de ter sido um dos precurssores do rock nacional, sem o devido reconhecimento.” FR
The Clevers – Encontro Com The Clevers – Twist (1963)
Bom, como uma coisa leva a outra, vou extendendo um pouco essas postagens dos primórdios do rock no Brasil. Vamos levando até onde o rock começa a ser ‘brasileiro’, o rock nacional. Temos aqui o The Clevers, um dos primeiros grupos vocal-instrumental de pop-rock. Iniciaram em 1962 e de saída fazendo muito sucesso já no primeiro disco, um 78 rpm com arranjo em ritmo de twist para uma canção espanhola, “El Relicario”. O grupo ainda acompanhou vários artistas da época, como Demétrius e Orlando Alvarado. Em 1965 eles mudariam de nome, se tornando “Os Incríveis”. Já apresentei dois discos da banda e um do Manito em postagens anteriores. Neste podemos encontrar os primeiros passos de um grande grupo (que só não foi maior devido a mediocridade e falta de visão de seus empresários). Este toque é básico!
03 – Maria Cristina
The Young Years Vol. 1 e 2 – Raridades do Rock Brasileiro
Sempre tive uma má impressão do Orkut, na verdade nunca me senti atraído por ele. Achava que aquilo era coisa para adolescentes, para gente que tem tempo de sobra para ficar na frente de um computador. Por outra, também não tenho muito saco para um ‘social-virtual’, fazer novos amigos, trocar e-mails e aquele montão de comunidades malucas. Mas, mesmo apesar disso, tenho me deixado render por alguns encantos, principalmente por questões de intercambios musicais. Descobri recentemente por lá uma comunidade bacana “Música Cafona E Jovem Guarda”. Foi de lá que eu trouxe para vocês mais esta curiosidade dos primórdios do rock no Brasil, o álbum “The Young Years”, uma coletânea das raizes do rock nacional. Para um melhor entendimento e esclarecimentos sobre o álbum (no caso, duplo), achei melhor incluir o texto da comunidade, assinado por Rubens Stone. Reproduzo-o na íntegra. O texto é dele, mas o toque é musical! 😉
Sonia Delfino – Canta Para A Mocidade (1961)
Sonia Delfino foi mais uma artista dos primórdios do rock nacional. Tinha talento de sobra para fazer páreo com Celly Campello, mas seu repertório sempre oscilou entre o rock e a bossa juvenil. Acho que ela acabou se perdendo e não conseguindo mais destaque, por ter um trabalho híbrido, ficou meio em cima do muro, sei lá… Ao lado de Sérgio Murilo, ela também apresentou o programa ‘Alô Brotos’, na TV Tupi do Rio de Janeiro, alcançando grande sucesso, mas limitado ao estado carioca. Sonia gravou, além de diversos 78rpm’s e compactos, três LPs – “Alô Broto” de 1962, “Alô Broto Vol. 2” de 1964 e este que apresento para vocês; “Canta Para A Mocidade” de 1961″. Aqui tem a famosa versão “Oh Carol” de Neil Sedaka, contrastando com outras como, “Tome continha de você” de Dolores Duran e Edson Borges. Apesar do obscurantismo e oscilações, Sonia Delfino tem o seu lugar garantido no rock nacional. Espero que este toque contribua para isso.
Tony Campello – c/ Mário Gennari Filhos & Seu Conjunto (1959)
Avanço 5 – Somos Jovens (1969)
Bom, já que toquei na Celly Campello (no bom sentido musical, claro!), vamos dar seqüência e trazer mais algumas ‘coisinhas’ do rock brasileiro e da Jovem Guarda. Aqui temos um dos muitos e até obscuros grupos formados na ‘onda jovem dos anos 60’, o quinteto Avanço 5 e seu único lp “Somos jovens”, lançado (aparentemente) em 69. Infelizmente não há muita informação sobre eles, além do fato de serem também um grupo de acompanhamento para outros diversos artistas da época. Gravaram com Tony Campello um EP também em 69, o “Ritmos da Juventude”. Com relação ao disco que apresento, não há novidades, um repertório típico oscilando entre hits internacionais e a ingenuidade romântica jovem daqueles anos. O ‘albinho’ até que é bem bacana, vale a pena ouvir. Confiram a baixo as faixas desse toque.
Bobo Não Sou
F…Comme Femme
Shut Up
First of may
My Little Lady
Nem Mesmo Você
Não Sou de Ferro
Nem um Talvez
Preciso Esquecer Você
Lost Friend
Good Bye
Celly Campello (1976)
Em 1976, quando por conta de uma novela “Estúpido Cupido”, da Rede Globo, de grande sucesso de audiência que vinha puxado por seu hit de 1958 – Celly Campello voltou a ficar em evidência. Foi daí que nasceu este disco, seu último álbum, que mesmo trazendo o antigo sucesso renovado, com uma boa produção e feito algumas turnês, não conseguiu emplacar uma retomada. Sua carreira passou a resumir-se a apresentações esporádicas pelo interior de São Paulo. Morreu em 2003 em consequência de um tumor, deixando na lembrança seu nome como uma pioneira do rock brasileiro. Apesar dos pesares é um disquinho bacana, que vale o toque musical.Jaime & Nair (1974)
Edu Lobo – Camaleão (1978)
Edu, mais uma vez… Esse merece estar sempre lembrado, ouvido e tocado. Assim, vamos com Camaleão, álbum lançado em 1978, aquele que traz dois grandes sucessos: “Lero lero” e “Memórias de Marta Saré”. Lembrei desse disco quando postei o Boca Livre. Eles também participam. Aliás, foi a estréia do grupo, um momento muito especial ao lado do grande Edu Lobo
Discomunal – Gravado Ao Vivo No Teatro Toneleros (1968)
Este álbum é um registro histórico de um encontro de grandes artistas, ocorrido no Teatro Toneleros em 1968. O show aconteceu para o lançamento de estréia do disco do Quarteto 004, um grupo vocal na linha do MPB 4. O espetáculo foi apresentado pelo escritor e humorista Millôr Fernandes e teve a participação (além do Quarteto 004) de Tom Jobim, Baden Powell, Chico Buarque, Hepteto Paulo Moura, Eumir Deodato e Márcia. Não é preciso dizer mais nada, né? O toque tá dado…
O Melhor Dos Festivais De Minas 1984
Este disco é o resultado de um projeto criado pelo governo mineiro em 1984. Um festival que reunisse os vencedores de outros festivais regionais de música pelo estado. Como é sabido, em Minas Gerais, eventos dessa natureza sempre tiveram vez. Este foi o primeiro, não sei dizer se houve continuidade, afinal projetos e políticas sociais não são o forte dos nossos governos. Quanto ao disco, apesar de ser um álbum simples com apenas oito músicas, não deixa de se uma boa amostra da produção nos festivais mineiros. Isso é que é toquinho mineiro, uai!
Manassés – Pra Você (1987)
Manassés é um artista/músico pouco conhecido do grande público, isso talvez, por estar sempre envolvido nos bastidores. Mestre no domínio de diversos instrumentos de corda, Manassés de Souza começou a se destacar no cenário musical na década de 70. Tocou com alguns dos maiores nomes da MPB, como Chico Buarque, Nara Leão, Amelinha, Zé Ramalho, Mercedes Sosa, Fagner e Elba Ramalho. Até onde sei, ele tem três discos solos gravados: “Manassés”, “Nômades” e este que é um toque muito especial “Pra você” que gosta de música instrumental.
Cristina Buarque – Prato e Faca (1976)
A gente roda, roda e acaba sempre voltando para o samba. Desta vez vamos com Cristina (Buarque), considerada por muitos com a “dama do samba”. Irmã de Chico Buarque, a cantora (e também compositora) adotou o samba como seu ofício maior. Começou sua carreira ao lado do irmão. Gravou pela primeira vez no disco “Onze Sambas & Uma Capoeira” com músicas de Paulo Vanzolini ao lado de outros grandes artistas. O disco que temos aqui foi seu segundo álbum solo. Um dos melhores em sua carreira e que eu recomendo, em mais um toque musical.
Fazenda Modelo – Terra Boa (1976)
Para falar sobre este conjunto, eu hoje, preguiçosamente resolvi incluir um texto do jornalista Aramis Millarch, publicado originalmente no jornal Estado do Paraná, em setembro de 76. Leiam porque este disco é uma raridade pura. Vale conferir este toque musical…
” Terra Boa” (CBS, 137949, setembro/76) temos um novo grupo vocal-instrumental, o Fazenda Modelo, que embora a respeito do qual não se disponha até o momento (21/09/76) maiores informações, pode se afirmar de se tratar de brasileirissimos jovens, preocupados em valorizar a autêntica forma de canção rural brasileira, tão marginalizada pelas ditas elites brasileiras, para expressar as suas criações. Com exceção do sucesso do cearense Ednardo (“Pavão Mysteriozo”) e de uma longa reverência a Luiz Gonzaga, com a inclusão de trechos rápidos de 11 de seus maiores sucessos (” Asa Branca”, ” Chofer de Praça”, ” 17 e 700″, ” Baião”, ” Embalança”, ” Calango da Lacraia”, Derramando o Gas”, ” Forró no Escuro”, ” Siri Jogando Bola”, ” A Volta da Asa Branca” e ” Assum Preto”), todas as demais composições são dos próprios integrantes do Fazenda Modelo. Que, dão um exemplo de “country”: ao invés de simíescas imitações dos caipiras de Nashville & adjacências (válidos, mas para a realidade americana), Beto Prado (violão, baixo, viola de 12 e 10 cordas, guitarra e harmônica), Carlos Papel (violão, vocal), João Guimarães (bateria, percussão), Preguinho (percussão) e Kátia (vocal/ Percussão) mergulham em nossa realidade cabocla, retirando da temática rural os temas para 11 músicas da maior força. Pode-se gostar ou não das músicas apresentadas pela Fazenda Modelo, mas é inegável a honestidade e sentido de amor a cultura popular, sem macaquices , assumindo o canto do povo do Interior, presente em faixas como “Roça”, “Cambori”, “Terra Boa”, “Véio Chico” , “Cumpadre Mané Vito” e, principalmente, “Sete Léguas”. Num momento que a música rural brasileira necessita, urgentemente, uma revisão, o trabalho do deste septeto nos parece da maior honestidade e oportunidade. E o elepe em que são apresentados já mostra os bons ventos que começam a soprar na CBS , com a contratação de Jairo Pires para sua direção artista : uma detalhada contracapa, produção esmerada, valorizada pela participação de quatro excelentes músicos – Copinha e Jorginho nas flautas; Waltel Branco na guitarra havaiana e Moacir Freitas no oboé . Waltel e Orlando Silveira, alias, são os responsáveis pelos arranjos das faixas “Pavão Mysteriozo” e “Obrigado, Luiz Gonzaga”, enquanto que as demais ficaram a cargo dos próprios integrantes da Fazenda Modelo.
Boca Livre (1979)
Guardo boas recordações ao rever a capa deste disco. Ficam ainda mais presentes quando então escuto ele tocar. O Boca Livre surgiu no cenário musical no final dos anos 70. Um quarteto vocal que deu vida nova ao estilo onde sempre imperou o MPB-4. O Boca foi logo estourando nas paradas neste seu primeiro disco independente. Com seus arranjos vocais cuidadoso e uma instrumentação basicamente acústica, além de um repertório perolado; eles conquistaram de estréia a simpatia do grande público. Este disco vendeu bem e hoje ainda é motivo de atenção de muitos outros blogs. Toque este aí…
Toquinho – O Violão De Toquinho
Eis aí mais um toque para aqueles que aqui procuram. Não quero ser exclusivo, nem pioneiro por vaidade. Com certeza o que ofereço também se encontra em outras praças. Sou apenas mais uma alternativa musical. E dessa vez, o que trago é um disquinho muito interessante, o debut do parceiro maior de Vinícius, Toquinho. Seu primeiro disco lançado pela Fermata em 1966.
• Sonho de um carnaval (Chico Buarque)
2 Triste amor que vai morrer (Elis Regina – Walter Silva)
3 Deixa (Baden Powell – Vinicius de Moraes)
4 Réquiem para um amor (Ruy Guerra – Edu Lobo)
5 Zambi (Edu Lobo – Vinicius de Moraes)
6 Valsa de Eurídice (Vinicius de Moraes)
7 Antes e depois (Oscar Castro Neves)
8 Canto de Ossanha (Baden Powell – Vinicius de Moraes)
9 Pequeno concerto que virou canção (Geraldo Vandré)
10 Allemande (J. S. Bach – Toquinho)
11 Dá-me (Adylson Godoy)
12 Olê olá (Chico Buarque)
Esse Som Da Gente
Guilherme de Almeida e Onestaldo de Pennafort Vol. IV
Este é mais um disco da coleção criada por Irineu Garcia e seu selo Festa. Nesta dobradinha temos Guilherme de Almeida e Onestaldo de Pennafort, outro grande poeta e tradutor de Paul Verlaine, William Shakespeare e Gustave Flaubert. Sua obra marcou o período final do movimento simbolista brasileiro, sendo por vezes considerado o último de seus representantes.
Carlos Drummond de Andrade – Por Paulo Autran
Como diz o mineiro: “trem bão é coisa boa”. E coisa boa sempre deve voltar. Claro que estou falando de Drummond, ele é um dos meus poetas favoritos. A poesia dele fica ainda mais linda na voz e intrepretação de Paulo Autran. Maravilha este disco. Não vou nem entrar em detalhes. Deixo que a curiosidade de vocês assim o faça… 😉
10 Anos Sem Vinicius – Vinicius & Amigos
Cid Campos – No Lago Do Olho (2001)
Outro disco muito interessante do Cid Campos, que vale uma conferida. Como diz o outro: filho de peixe peixinho é. Neste álbum ele nos mostra uma panorâmica de seu trabalho. As 19 faixas do disco se dividem em dois momentos: músicas compostas por Cid ao longo de seus quase 20 anos de carreira (ele começou a tocar aos 16 anos) e versões musicadas para poemas, assinadas pelos poetas Augusto de Campos, Décio Pignatari, José Lino Grünewald,Walter Silveira, Haroldo de Campos e Lenora de Barros), declamados/cantados pelos próprios autores. Tem também Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhoto.
O comedor de cachorro
Cecilia Meireles – Ou Isto, Ou Aquilo – Por Paulo Autran Vol.2
Cecília Meireles é considerada pela crítica poeta pertencente à segunda geração do Modernismo. No entanto, Manuel Bandeira afirmou que há em sua obra “as claridades clássicas, as melhores sutilezas do gongorismo, a nitidez dos metros e dos consoantes parnasianos, os esfumados de sintaxe e as toantes dos simbolistas, as aproximações inesperadas dos super-realistas. Tudo bem assimilado e fundido numa técnica pessoal, segura de si e do que quer dizer.” Entendeu? :/ Bom, o que importa é que Cecília Meireles é uma poetisa maravilhosa e neste disco, com interpretação de Paulo Autran, temos o prazer de ouvir seu mais conhecido trabalho para crianças. Em suas poesias, Cecília Meireles brincava com as formas e com a sonoridade, assim quem fosse ler seus versos poderia sonhar, com a “cabeça nas nuvens”.
Vinicius de Moraes – Poesia e Cancao Vol.1 e 2 (1966)
Música e poesia sempre andaram juntas. Elas se completam e fazem nascer a canção. Não é atoa que o Toque Musical vem trazendo já a alguns dias álbuns de poesia. Mas é preciso intercalar a fala com a música. Dessa forma, acho interessante postar discos como este, onde a poesia e a música se encontram verdadeiramente. Aqui temos numa só postagem dois discos, dois volumes que também considero básico em toda boa discoteca de mpb. Estes discos registram um tremendo show que aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo, em dezembro de 1966, homenageando o poetinha Vinicius de Moraes. Participaram do tributo Carlos Lyra, Edu Lobo, Baden Powell, Ciro Monteiro, Francis Hime, Elizeth Cardoso, entre outros… Teve também a Orquestra Sinfonica de São Paulo e o quarteto formado pelas feras Cesar Camargo Mariano, Milton Banana, Azeitona e Copinha. Será que precisa falar mais? Imperdível!

Volume 1
01 – Abertura “Vinicilana” (Guerra Peixe) – Orquestra Sinfonica de Sao Paulo – Samba da Bênção (Baden Powell / Vinicius de Moraes) – Vinicius de Moraes / Coro
02 – A Bênção Francis Hime (Vinicius de Moraes) Texto – Paulo Autran – Saudade de Amar (Francis Hime / Vinicius de Moraes) – Francis Hime
03 – A Bênção Edu Lobo (Vinicius de Moraes) Texto – Suzana de Morais – Arrastão (Edu Lobo / Vinicius de Moraes) – Edu Lobo
04 – A Bênção Baden (Vinicius de Moraes) Texto – Paulo Autran – Berimbau (Baden Powell / Vinicius de Moraes) – Baden Powell
05 – A Bênção Carlos Lyra (Vinicius de Moraes) Texto – Suzana de Morais – Marcha da Quarta-feira de Cinzas (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes) – Carlos Lyra
06 – A Bênção Antônio Carlos Jobim (Vinicius de Moraes) Texto – Paulo Autran – Lamento no Morro (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) – Cyro Monteiro
07 – A Bênção Ari Barroso (Vinicius de Moraes) Texto – Vinicius de Moraes / Paulo Autran / Suzana de Morais
08 – A Bênção J S Bach (Vinicius de Moraes) Texto – Paulo Autran – Jesus Alegria dos Homens (Johann Sebastian Bach) – Vinicius de Moraes / Baden Powell / Coro
09 – Poética I e II (Vinicius de Moraes) Poesia
10 – Tempo Feliz (Baden Powell / Vinicius de Moraes) – Cyro Monteiro
11 – Soneto da Separação (Vinicius de Moraes) Poesia – Paulo Autran
12 – Canção do Amanhecer (Edu Lobo / Vinicius de Moraes) – Edu Lobo e Orquestra
13 – A Brusca Poesia da Mulher Amada (Vinicius de Moraes) Poesia
14 – Texto Sobre “Pobre Menina Rica” (Otto Lara Resende) Texto – Suzana de Morais
15 – Primavera (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes) – Carlos Lyra e Orquestra
16 – Canto de Ossanha (Baden Powell / Vinicius de Moraes) – Vinicius de Moraes / Baden Powell / Coro
Volume 2
01 – Abertura II (Guerra Peixe) – Orquestra Sinfonica de Sao Paulo
02 – Zambi (Edu Lobo / Vinicius de Moraes) – Edu Lobo
03 – Pedro Meu Filho (Vinicius de Moraes) – Vinicius de Moraes / Coro – texto
04 – Sem Mais Adeus (Francis Hime / Vinicius de Moraes) – Francis Hime, Orquestra e Coro
05 – Soneto da Fidelidade (Vinicius de Moraes) Poesia – Suzana de Morais
06 – Minha Namorada (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes) – Carlos Lyra e Orquestra
07 – A Bênção Pixinguinha (Vinicius de Moraes) Texto – Lamento (Pixinguinha / Vinicius de Moraes) – Cyro Monteiro
08 – Eurídice (Vinicius de Moraes) – Baden Powell e Orquestra
09 – Monólogo de Orfeu (Vinicius de Moraes) Poesia – with Elizeth Cardoso
10 – Vinicius Poeta do Encontro (Otto Lara Resende) Texto – Vinicius de Moraes / Suzana de Morais / Paulo Autran – Se Todos Fossem Iguais a Você (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
Poets In New York – Frederico Garcia Lorca (1986)
Este disco que trago agora é uma comovente homeagem a um dos grandes artistas (principalmente poeta), Frederico Garcia Lorca. Por ocasião do cinquentenário da imperdoável execução (assassinato) do poeta, fuzilado pelos sublevados nacionalistas na Guerra Civil Espanhola em 1936. Reuniram-se 14 grandes nomes da música popular internacional para musicar Lorca em “Poeta En Nueva York”; sua obra póstuma. Temos no disco a presença de artistas de vários países, inclusive o Brasil, com Chico Buarque e Fagner cantando juntos uma da faixas.
Augusto de Campos & Cid Campos – Poesia É Risco
Augusto de Campos, poeta, tradutor e ensaísta, foi um dos criadores da poesia concreta brasileira. Cid Campos é músico/compositor, filho de Augusto. Desde 1982 tem participado de diversos trabalhos relacionados à música experimental ou à espetáculos multimídia.
Da parceria de pai e filho, surgiu o CD e o espetáculo Poesia é Risco (1995), performance “verbovocovisual” de poesia,música e imagem. As animações poéticas digitais, os ‘Clip-Poemas’, fizeram parte da exposição Arte/Suporte/Computador, na Casa das Rosas, em São Paulo.
Vinicius De Moraes, Clara Nunes E Toquinho – Poeta, Moça E Violão – A Historia Dos Shows Inesqueciveis (1973)
Este é mais um disco que merece a nossa atenção. Um álbum triplo com o registro de um show de Clara Nunes, Vinícius de Moraes e Toquinho. O espetáculo entitulado “Poeta, moça e violão”, aconteceu no Teatro Castro Alves, de Salvador, em 1973. No show, obviamente, há um pouco dos três, mas principalmente a poesia de Vinicius. Um disco imperdível!
Joao Cabral De Melo Neto – Por Ele Mesmo
Filho de um senhor de engenho, João Cabral dividiu sua infância e adolescência entre os colégios tradicionais e os engenhos de açúcar mas ao contrário da maioria das crianças de berço aristocrático, se valeu do convívio com os trabalhadores da usina para moldar sua personalidade, tanto ideológica quanto estilisticamente. Seu trabalho é marcado pela rica descrição dos contrastes e pela capacidade de incorporar personagens socialmente muito distintos. Primo de Manuel Bandeira e Gilberto Freyre, João foi para o Rio de Janeiro em 1940, onde conheceu outro ícone da literatura brasileira contemporâneo a ele, Carlos Drummond de Andrade. João Cabral morreu em 1999, 43 anos depois de publicar sua obra mais conhecida, “Morte e Vida Severina”.
2.Os Tres Mal-Amados
3.O Engenheiro
4.Psicologia Da Composicao
5.O Cao Sem Plumas
6.O Rio
7.Alguns Toureiros
8.Morte E Vida Severinha
9.Poemas Da Cabra
10.Estudos Para Uma Bailadora Andaluza
11.Festa Na Casa Grande
12.Uma Sevilhana Pela Espanha
13.Velorio De Um Comendador
14.Pernambucano E Malaga
15.O Sol Em Pernambuco
16.Educacao Pela Pedra, A
17.Duas Das Festas Da Morte
18.O Sertanejo Falando
André Luiz Oliveira – Mensagem – Fernando Pessoa (1986)
Este álbum foi idealizado pelo compositor e cineasta baiano André Luiz Oliveira. Grande admirador do poeta português Fernando Pessoa, em 1986, no cinqüentenário de morte do poeta, musicou diversos poemas do livro ‘Mensagem’ (1934). As músicas são interpretadas por Caetano Veloso, Cida Moreyra, Elba Ramalho, Belchior, Elizeth Cardoso, Moraes Moreira, Ney Matogrosso, entre outros…


