Considerado o príncipe da soul music brasileira, Cláudio Zoli é posto em foco hoje em nosso TM. Zoli veio ao mundo na cidade de São Gonçalo, litoral do estado do Rio de Janeiro, no dia 13 de maio de 1964. Desde cedo, interessou-se pela música, e cresceu ouvindo a “soul music” de feras como Tim Maia, Stevie Wonder e Marvin Gaye. Ainda garoto, começou a cantar e a tocar violão, e sua estreia profissional aconteceu aos 17 anos de idade, tocando na banda de Cassiano (criador de hits como “A lua e eu” e “Coleção”), que se tornaria o seu guru. Zoli também aprendeu muito com o mestre Tim Maia. Em 1982, fundou a banda Brylho, que, um ano mais tarde, lançou seu único LP. Nele, está o também único hit do grupo, “A noite do prazer”, relembrado até hoje (“Na madrugada a vitrola rolando um blues, tocando B. B. King sem parar”…) e sempre presente nos shows de Cláudio Zoli. Após o fim da banda Brylho, em 1986, Cláudio Zoli grava seu primeiro álbum-solo, “Livre pra viver”. Nessa ocasião, obteve sucesso com músicas gravadas por outros intérpretes, caso de Marina Lima (“À francesa”, parceria dele com o irmão da cantora, Antônio Cícero) e Elba Ramalho (“Felicidade urgente”, parceria de Zoli com Ronaldo Lobato Santos, incluída na novela global “Vamp”, de 1991). Em um momento de baixa na carreira-solo de intérprete, Zoli formou, ao lado de Ritchie e Vinícius Cantuária, o grupo Tigres de Bengala, que lançou um único álbum em 1993. Seis anos mais tarde, entretanto, voltou a gravar como solista, lançando o álbum “Férias”, no qual acrescentou elementos do rap e do rhythm and blues ao seu tradicional soul-funk-samba. Casado com Carol Duarte, também sua empresária, Cláudio Zoli tem três filhos, Lucas, nascido em 1986, Pedro, nascido em 1989, e João, em 1992. Dos três, apenas João optou por não seguir carreira musical, dedicando-se ao bodyboard (variante do surfe) e conquistando inúmeras premiações. Ao todo, Zoli gravou, até o presente momento, treze álbuns, incluindo os que fez com o Brylho e o Tigres de Bengala, e o mais recente deles é “Amar e amanhecer”, lançado em 2014. Dessa discografia, o TM hoje apresenta o segundo álbum-solo de Cláudio Zoli, editado pela EMI em 1988. Aqui, o destaque fica por conta de “Não foi em vão”, versão de Cláudio Rabello para o clássico “What’s going on?”, de Marvin Gaye. Temos ainda a regravação de outro clássico, ‘’Azul da cor do mar”, eterno hit do “síndico” Tim Maia, e mais oito faixas do próprio Cláudio Zoli, por ele assinadas ao lado de parceiros como Bernardo Vilhena, Ronaldo Lobato Santos e Cassiano. Enfim, um bom trabalho de Zoli, que pode ser incluído entre os melhores já gravados por ele. É só ir pro GTM e conferir… (A acrescentar que, quando do relançamento deste disco em CD, foram incluídas duas faixas-bônus, a instrumental “Funk house” e “Horizonte”).
Laurindo Almeida – Virtuoso Guitar (1977)
Olá amigos cultos e ocultos! Embora eu tenha decidido passar a publicar aqui também discos internacionais, com artistas internacionais, sinto ainda um certa resistência na própria tradição do blog. Seria mesmo interessante postarmos discos estrangeiros tendo ainda tanta coisa brasileira a ser mostrada? Acho que vou reavaliar essa ideia, ou por outra, me permitir postar o que quiser, mas preferencialmente coisas ligadas ao Brasil.
E nessa, eu hoje trago um disco estrangeiro. Um interessante lp com o grande violonista Laurindo Almeida, um dos primeiros grandes artistas brasileiros a fazer sucesso e carreira lá fora. Violonista e compositor, Laurindo Almeida mudou-se para os ‘States’ na década de 50, tornando-se um requisitadíssimo músico de jazz. Gravou centenas de discos e tocou ao lado dos maiores nomes da música mundial. Resumir a atuação deste artista aqui neste post é até pecado, mas o que não falta na internet é informações sobre ele. Vale pesquisar e conhecer esse gênio do violão.
“Virtuoso Guitar” é um disco que não consta em sua discografia. Em edição limitada, este lp foi gravado em um processo especial, direto para o vinil e roda em 45 rpm. Nele temos dois momentos, um primeiro jazzístico e o outro mais erudito, trazendo uma sonata de Radamés Gnattalli. Sem dúvida, um disco raro que merece nossa atenção. Confiram o conteúdo no GTM.
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Cana-Verde/ Ceará – Documentário Sonoro Do Folclore Brasileiro N. 36 (1981)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Por enquanto, nossa mostra da série Documentário Sonoro do Folclore Brasileiro termina aqui. Como disse, infelizmente, eu não tenho essa coleção completa. Ficaremos aguardando os números que nos falta. Caso alguém tenha algum ou o que falta, por favor, compartilhe aqui com o Toque Musical. 🙂
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Danca De Santa Cruz/SP – Documentário Sonoro Do Folclore Brasileiro N. 36 (1981)
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Gastão Formenti – Os Grandes Sucessos (1962)
Hoje, o TM oferece a seus amigos cultos e ocultos um LP que a RCA (selo Camden) lançou em 1962, reunindo doze sucessos de um dos maiores expoentes da MPB nos primórdios da era do rádio. Estamos falando de Gastão Formenti. Foi em Guaratinguetá, SP, no dia 24 de junho de 1894, que ele veio ao mundo, filho do italiano Cesare Alessandro Formenti, pintor, decorador e cantor lírico amador, e da escultora Sara Formenti. Aos nove anos de idade, começou a estudar pintura com seu pai, artista decorador de mansões e igrejas, e com Pedro Strina. Em 1895, a família se transfere para São Paulo. Gastão fez o primário na Escola Fiorette Fondacari, na capital bandeirante, e o secundário no Ginásio São Bento, no Rio de Janeiro, para onde sua família se mudou em 1910. Nessa ocasião, passa a trabalhar na firma do pai, pintando vitrais, frisos e painéis. Em sua casa tudo era propício à arte, inclusive ao bel-canto. Em 1927, já casado com Otília de Oliveira, em visita à pioneira Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, de surpresa, surge uma oportunidade para nosso Gastão cantar. A aprovação dos ouvintes determinaria o início de sua carreira. Logo em seguida, vem a ser um dos primeiros cantores a serem contratados pela Odeon, na nova fase da gravação elétrica. Em novembro de 1927, a “marca do templo” lança o primeiro disco de Gastão Formenti, apresentando a canção sertaneja “Anoitecer” e o tango sertanejo “Cabocla apaixonada”. Foi o pontapé inicial para inúmeros sucessos, sempre permanecendo no primeiro patamar da admiração e do respeito do público: “Tutu Marambá”, “Casa de caboclo”, “Sussuarana”, “Nhá Maria”, “Nhapopé”, “Boca pintada”, “Lua branca”, “Glória”, “Sabiá mimoso”, “Maringá”, “De papo pro á”, “Zíngara”, “Joia falsa”, “Boi bumbá”, “Cobra grande”, “Samba da saudade”, “Jangadeiro do Norte”, “Retalhos d’alma”, “Moleque sarará”, “Eternamente”, “Folhas ao vento”, “Maria Fulô” e outros mais, além dos incluídos no presente álbum. No rádio, atuou na Mayrink Veiga e na Transmissora, ambas do Rio. Talvez seja o intérprete de mais técnica que tivemos, sem, todavia, deixar de lado a emoção. Em 1941, Gastão Formenti praticamente encerra a carreira, que sempre conduziu mais pelo amor à arte. Seria, daí por diante, somente o pintor de quadros a óleo, que nunca deixou de ser, de talento consagrado por vários prêmios. Voltaria ao disco em ocasiões esporádicas, inclusive lançando, em 1959, pela RCA Victor, seu único LP-solo, “Quadros musicais”, no qual regravou alguns de seus maiores sucessos, ainda com a mesma voz de antes. Após esse vinil, Formenti retirou-se definitivamente da vida musical, e faleceria em 28 de maio de 1974, no Rio de Janeiro, um mês antes de completar 80 anos de idade. Em 78 rpm, Gastão Formenti registrou um total de 153 discos com 299 músicas. Este álbum oferecido hoje pelo TM, com o orgulho e a satisfação costumeiros (postagem, aliás, solicitada pessoalmente por este vosso resenhista), tem doze preciosas faixas, gravadas na antiga Victor entre 1931 e 1937, e recuperadas tecnicamente após paciente trabalho de laboratório. É um repertório brasileiríssimo e de excelente qualidade, do qual podemos destacar “Foi boto, Sinhá”, “Tem pena do nêgo” (ambas da dupla Waldemar Henrique-Antônio Tavernard), “Um agradinho é bom” (tema popular adaptado pelo mestre Almirante), “Coração, por que soluças?” (bela valsa de José Maria de Abreu e Saint-Clair Senna), “Pai João” (toada de Almirante e Luiz Peixoto) e “Na Serra da Mantiqueira”, clássico de Ary Kerner, que faz referência ao movimento constitucionalista de 1932, acontecido em São Paulo. Em suma, um disco de valor histórico inestimável, imprescindível nos acervos de quem aprecia o melhor de nossa música popular.
Luiz Loy Quinteto (1966)
Uma das grandes perdas da música popular brasileira neste ano de 2017 foi a do pianista e acordeonista Luiz Loy. Ele faleceu no dia 24 de maio passado, aos 78 anos, fato que poucos órgãos de imprensa noticiaram. Uma pena, porque Luiz Loy foi um músico notável, com larga folha de serviços prestados à nossa música. Ele nasceu em São Paulo, em julho de 1938, tendo na pia batismal o nome de Luiz Machado Pereira, e a música sempre existiu em sua vida. Aos 13 anos de idade, já participava de audições cantando músicas de Luiz Gonzaga, evidentemente acompanhando-se ao acordeom. Profissionalmente, começou sua carreira como integrante do regional do clarinetista Siles, contratado pela PRF-3, TV Tupi. Atuava na extensa programação musical da emissora e também em shows, que aconteciam a cada inauguração de retransmissoras da Tupi em cidades do interior de São Paulo (Batatais, Ribeirão Preto, Franca), e ainda na capital paranaense, Curitiba. Luiz Loy trabalhou ainda na noite paulistana, como músico free-lancer de grupos como o de Mário Augusto e do maestro Francisco Dorce. Isso o afastou da televisão por algum tempo e, em 1960, quando foi novamente contratado pela Tupi, Luiz Loy já tinha seu próprio conjunto. Em 1962/63 atuou na TV Excelsior e no Jardim de Inverno Fasano. Em 1964, fez temporada artística na Argentina, apresentando-se no Cassino Internacional, de Mar del Plata, e no Canal 13 de Buenos Aires. De volta ao Brasil, em 1965, Luiz Loy é contratado pela TV Record de São Paulo, então a emissora dos grandes programas musicais, onde permaneceria até 1970. Lá, estreou seu famoso quinteto, formado por ele mesmo ao piano, Papudinho ao pistom, Mazzola ao saxofone, Bandeira ao contrabaixo e Zinho à bateria. O grupo participou, em 1966, da gravação ao vivo do segundo LP da série “Dois na bossa”, com Elis Regina e Jair Rodrigues. Luiz Loy ainda apresentou-se, como free-lancer, novamente na TV Excelsior, na TUPRO Artel de Buenos Aires, na TV Rio, Canal 13, no evento Profissionais do Ano, promovido pela TV Globo para premiar os melhores da publicidade, e na Teleonce Universidad, de Santiago do Chile. Fez cursos de arranjo e regência na Academia Paulista de Música, ampliando cada vez mais sua atuação. Nos últimos anos de sua vida, apresentou-se com seu grupo, já como trio, em bailes e eventos nos principais grandes clubes da capital paulista, sempre conquistando, merecidamente, o aplauso e o carinho do público. Luiz Loy deixou ainda, com seu conjunto, quatro LPs gravados, dois deles com seu quinteto. E é justamente o primeiro deles, “Luiz Loy Quinteto”, lançado em 1966 pela RGE, que o TM oferece com a grata satisfação de sempre a seus amigos cultos e ocultos. Produzido por um verdadeiro “cobra”, Manoel Barembeim, sob a direção artística de Júlio Nagib, o disco é credenciado principalmente por sua contracapa, na qual é recomendado por grandes nomes da MPB na época, todos então colegas de Luiz Loy na TV Record: Elis Regina, Agnaldo Rayol, Elza Soares, Wilson Simonal e Elizeth Cardoso. No repertório, figuram basicamente sucessos da MPB na época, a começar pela primeira faixa, “Upa, neguinho”, então uma coqueluche na voz de Elis Regina. Temos ainda “Tristeza que se foi”, “Tem mais samba”, “Flor da manhã”, ‘Estamos aí”, entre outras, assinadas por grandes compositores da época, tipo Edu Lobo, Chico Buarque, Durval Ferreira, Gilberto Gil, Adílson Godoy… Com direito até a uma faixa no estilo jequibau, ritmo criado pelos maestros Mário Albanese e Cyro Pereira, e a apenas uma música de origem internacional, o standard norte-americano “Fly me to the moon”. Tudo isso com a competência e o balanço do Quinteto de Luiz Loy, um músico para se ouvir e dançar, cuja performance, tanto dele quanto a dos demais integrantes de seu conjunto, eram sempre bastante apreciados. A presente postagem é, também, uma merecida homenagem póstuma do TM àquele que foi um dos maiores músicos que o Brasil já teve. A conferir, sem falta…
upa negrinho
nosso amor existe
clichê
tristeza que se foi
mais samba
deixa prá lá
estamos aí
brinquedo sim
fly me to the moon
flor da manhã
no balanço do jequibau
chora céu
*Texto de Samuel Machado Filho
Altamiro Carrilho, Conjunto E Côro – Bossa Nova In Rio (1963)
Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Para abrilhantar ainda mais o nosso mês de setembro eu hoje trago para vocês esse delicioso lp com o flautista Altamiro Carrilho, Conjunto e Côro. Fiz questão de frisar o conjunto e o côro, pois embora, como o flautista Hamelin, Altamiro que vem à frete, mas que segura a bossa é a turma de trás. Aliás, quem mais se destaca neste disco me parece ser o acordeon e nesse sentido,o toque lembra muito o Chiquinho e também o Sivuca, mas este segundo, nessa época estava morando na Europa. Infelizmente não há no disco nenhuma informação a respeito dos músicos além do próprio Altamiro Carrilho.
Seguindo a tendência da época, no auge da Bossa Nova, a gravadora Copacabana lançou em 1963 este lp onde o flautista, seu conjunto e côro nos apresentam um repertório moderno, com músicas que já se despontavam como clássicos de um novo movimento. Aliás, este é também um lp clássico de bossa nova, um item indispensável em qualquer coleção do gênero. Confiram no GTM…
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Fandango/SP – Documentário Sonoro Do Folclore Brasileiro N. 35 (1981)
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Moçambique/SP – Documentário Sonoro Do Folclore Brasileiro N. 34 (1980)
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Sexteto Rex – Ritmos Favoritos De Dança N. 1 (1956)
O TM oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos mais um ótimo álbum dançante, desses que eram lançados pelas gravadoras com frequência, nos anos 1950/60, sendo, nesse tempo, produtos de vendagem garantida. Afinal, nunca é demais lembrar, eram discos ideais para se animar bailes em residências e até mesmo em salões, à falta de conjunto ao vivo. O álbum em questão é o primeiro gravado pelo Sexteto Rex, em 1956, com lançamento a cargo da Rádio, a mesma dos discos de Waldyr Calmon, autêntico campeão de vendas dessa época. O grupo surgiu no interior do estado de Minas Gerais, mais precisamente no pequeno município de Porto Novo do Cunha, no início dos anos 1950, e sua formação está devidamente relacionada na contracapa. Como é fácil de constatar ouvindo-se este disco, eram músicos de quilate, competentes e de primeira, executando um repertório típico das boates daquele tempo, realmente “mestres da soft music”, como escreveu o entusiasmado contracapista, que preferiu ficar no anonimato. De fato, eles mandam muito bem na execução das doze faixas do disco, hits nacionais e internacionais daquele tempo, tipo “Andalucia”, “Begin the beguine”, “I’m getting sentimental over you”, “Dó-ré-mi”, ‘Amendoim torradinho”, “Tudo foi ilusão” e “Abandono” . Não por acaso, a Rádio pôs o número 1 neste “Ritmos favoritos de dança”, apostando na aceitação do disco. De fato, vieram mais dois volumes da série, também lançados pela gravadora em 1957. E o Sexteto Rex ainda gravaria pela Odeon, em 1958/59, os dois LPs da série “O que se dança”. Enfim, é mais um bom disco que o TM nos oferece hoje, relembrando o glamour e o fastígio musical da década de 1950, os chamados ‘anos dourados”. Divirtam-se…
*Texto de Samuel Machado Filho
Vox Populi – Spassomanguim (1969)
Infelizmente, o compacto que eu tenho está em péssimas condições. Mesmo assim, procurei extrair o seu áudio da melhor forma possível. Como também não tinha capa e nem mesmo uma referência de como era, criei então essa exclusiva para a nossa postagem.
Coco/Ceará – Documentario Sonoro Do Folclore Brasileiro N. 32 (1980)
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Banda De Congos/ES – Documentário Sonoro Do Folclore Brasileiro N. 33 (1980)
Ruben Blades – Ruben (1979)
Dick Schory’s Percussion And Brass Ensemble – Runnin’ Wild (1961)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Dentro da nossa programação fonomusical internacional, eu hoje trago para vocês mais um disco bacana, feito para se ouvir alto e em bom som estéreo. Temos aqui um lp da série “Stereo Action” produzida pela RCA Victor no início dos anos 60. Essa série foi criada para promover o som HiFi Stereo (alta fidelidade estéreo) que naquela época surgia como a grande inovação da aparelhagem doméstica. Era o máximo quem podia ter em sua sala uma radiola estéreo, ou ainda mais, os modernos aparelhos modulares, tocadiscos, amplificador e caixas, tudo separado. “The sound your eyes can follow” (o som que seus olhos podem seguir), este era o slogan para uma série de discos feitos exclusivamente para esse propósito, demonstração das qualidades do som estéreo. Curiosamente, algumas lojas americanas, davam esses discos de brinde na compra de aparelhagens estereofônicas. Para tanto, RCA Victor recrutou alguns de seus melhores maestros e orquestras impecáveis. A música sempre cristalina e perceptível, quase palpável, trazia elementos inovadores em seus arranjos e sempre recheada de efeitos sonoros. Outro destaque desta série diz respeito as capas. A gravadora investiu também numa bela apresentação, contratando os melhores artistas gráficos e também fotógrafos renomados que criaram imagens memoráveis, muitas delas ‘reaproveitadas’ pela indústria nacional.
Gosto muito dessa série que traz grandes nomes como Esquivel, Ray Martin, Marty Gold, Vic Schoen, Leo Addeo e outros entre os quais apresento o não menos genial, Dick Schory. Um dos maiores percussionistas americano. Maestro, arranjador, produtor, editor, engenheiro de som e muito mais. Aqui no Brasil vários dos seus discos foram lançados e ainda hoje se pode encontrar em sebos e principalmente no Mercado Livre por preços bem atraentes.
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Luiz Carlos Ramos – Música Popular Brasileira Contemporânea (1980)
Violonista, guitarrista, compositor e arranjador conceituado, Luiz Cláudio Ramos é posto em foco hoje pelo nosso TM. Com o nome completo de Luiz Cláudio Ramos dos Santos, ele veio ao mundo na cidade do Rio de Janeiro, a 25 de julho de 1949. Irmão do cantor Carlos José, Luiz Cláudio é autodidata e toca violão desde os catorze anos de idade, sendo também conhecido como “o matemático das escalas sonoras”. Entre 1969 e 1971, foi guitarrista do conjunto A Brazuca, liderado pelo tecladista Antônio Adolfo. A carreira de arranjador, paralela a de compositor e instrumentista, começa na década de 1970, por sugestão de Roberto Menescal, com trabalhos para alguns artistas renomados de nossa música, tais como MPB-4, Fagner e Quarteto em Cy. É extensa, por sinal, a relação de artistas com quem Luiz Cláudio tocou, em gravações e shows, além dos já mencionados: Elis Regina, Erasmo Carlos, Odair José, Raul Seixas, Rita Lee, Carlos Lyra, Nara Leão, o rolling-stone Mick Jagger (com quem gravou, em 1975, a canção “Scarlet”), Sérgio Ricardo, Miúcha, Johnny Alf, Tom Jobim, Eliana Pittman, Wilson Simonal, Edu Lobo, Francis Hime, Dori Caymmi, Caetano Veloso, Ed Motta, João Donato, Lisa Ono e o próprio irmão, Carlos José, entre outros. Em 1973, Luiz Cláudio iniciou parceria musical com Chico Buarque, participando da gravação da música “Bárbara”, que faz parte do texto da peça “Calabar, o elogio da traição”, de Chico e Ruy Guerra. Mais tarde, ele participou dos três álbuns seguintes de Chico, em 1975 (com Maria Bethânia, ao vivo), 1976 (“Meus caros amigos”) e 1978 (sem título). Desde os anos 1980, é músico fixo da banda de Chico e, em 1989, além de instrumentista, passou a ser o arranjador e produtor musical dos shows e das gravações do cantor e compositor. No cinema, Luiz Cláudio Ramos foi o responsável pela trilha sonora do filme “O sonho de Rose”, dirigido por Tetê Moraes e lançado em 2000. Foi ainda diretor musical do documentário “Vinícius”, de Miguel Faria Júnior, rodado em 2005. Em 1980, Luiz Cláudio Ramos conseguiu a chance de gravar um álbum só seu. É justamente o que o TM oferece hoje a seus amigos, ocultos e associados, lançado pela Philips/Polygram, hoje Universal Music, dentro da série MPBC (Música Popular Brasileira Contemporânea). Produzido pelo próprio Luiz Cláudio, é um trabalho impecável e totalmente autoral, com músicas que fez sozinho ou em parceria com Franklin da Flauta (com quem gravaria, em 2011, o álbum “Dois amigos”) e Aldir Blanc. Franklin, é claro, participa deste álbum, ao lado de “cobras” como o baterista Wilson das Neves, por sinal recentemente falecido, o tecladista Hélvuis Vilela, o contrabaixista Luizão, os percussionistas Chacal e Enéas, e os “backing vocals” de Cybele, Cyva (ex-integrantes do Quarteto em Cy), Ângela, Inês, Jane Duboc, Soninha, Malu e Dorinha Tapajós. Tudo com a qualidade e o padrão técnico de gravação que sempre caracterizavam as produções da Polygram. Enfim, é mais um trabalho de primeira, que o TM oferece com o orgulho e a satisfação de sempre a todos que prestigiam o que é bom. É correr pro GTM e baixar, sem falta…
ladeira do tambá
carta fora
fazenda do ar
dois irmãos
patati patatá
ensinar a viver
santo amaro
só rindo
o fio do pensamento
samba de exaltação a morena
ave maria
*Texto de Samuel Machado Filho
Zabumba SE – Documentário Sonoro Do Folclore Brasileiro N. 31 (1979)
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Torém Ceará – Documentario Sonoro Do Folclore Brasileiro N. 30 (1979)
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The Beatles Hits In Brass And Percussion (1982)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Por influência de amigos, entrei numa de colecionar Beatles. Mas ao contrário de outros colecionadores, amantes de Beatles, eu estou colecionando somente discos dedicados ao quarteto de Liverpool. No caso, discos dos mais diversos, com os mais diferentes artistas tocando integralmente Beatles. Essa, sem dúvida, é uma coleção que não tem fim e que sempre irá me surpreender, por isso resolvi encarar esse hobby específico.
Aqui segue um desses discos, “The Beatles Hits In Brass And Percussion”. Lp lançado em 1982 pela Copacabana, através do selo americano Audio Fidelity, o que nos garante ser uma gravação gringa. Porém, este disco originalmente deve ter sido lançado ainda nos anos 60 e aqui em 82. Certamente, de original só tem mesmo as gravações. Discos como esse, geralmente não traz ficha técnica. Neste caso não dá para saber nem mesmo quem foram os intérpretes. Mesmo assim, vale a pena conhecer essa versão orquestral para Beatles. Confiram no GTM.
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Ticumbi ES – Documentário Sonoro Do Folclore Brasileiro N. 29 (1979)
Dança Do Lelê / MA – Documentário Sonoro Do Folclore Brasileiro N. 28 (1979)
David Carroll – Percussion in Hi Fi (1956)


Olá amigos cultos e ocultos! Esta postagem já era para ter saído, mas depois de ter feito a resenha, houve uma queda de energia por aqui e eu acabei perdendo tudo. Daí fiquei meio sem saco para começar a escrever de novo. Mas vamos lá… Segue aqui um disco muito interessante que eu tive a felicidade de reencontrar na rede. Me recordo, quando ainda criança, na casa da minha tia havia uma radiola bonitona enfeitando a sala. Nessa radiola havia um compartimento para discos e entre os tantos que tinha, havia este lp que era muito apreciado por todos nós. Trata-se de um disco de excelente qualidade sonora, explorando ao máximo a inovação do Hi-Fi e para tanto, nada melhor que uma orquestra capaz de produzir uma sonoridade rica e exótica, onde se destaca os instrumentos percussivos e um aspecto muitas vezes jazzístico. Tudo sob a regência do renomado maestro americano David Carroll. Disco importado, provavelmente nunca chegou a ser lançado no Brasil.
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Som Três – 3 (1971)
Os amigos cultos, ocultos e associados do TM já foram brindados com o primeiro álbum do grupo Som Três, formado por César Camargo Mariano (piano), Sabá (contrabaixo) e Toninho Pinheiro (bateria), lançado em 1966 pela Som Maior. Pois hoje estamos trazendo de volta o Som Três, e desta vez apresentando uma coletânea que a Odeon lançou em 1971, reunindo doze faixas extraídas dos quatro LPs que o conjunto gravou na “marca do templo”. Se não, vejamos: do primeiro LP do grupo para a “marca do templo” (e segundo de carreira), “Som Três show”, lançado em 1968, entrou apenas uma faixa, “Watch what happens”. Do álbum de 1969, sem título, foram pinçadas as faixas “For once in my life”, “Que pena (Ela já não gosta mais de mim)”,sucesso de Jorge (então) Ben, “Blood mary” (esta, do próprio tecladista, César Camargo Mariano) e “California soul”. No mesmo ano, o grupo lançou “Um é pouco, dois é bom, este Som Três é demais”, do qual foram escaladas as faixas “Spooky”, “Tanga”, “Não identificado”, “Take it easy my brother Charles” (outro hit de Jorge da Capadócia)e “Teletema” (da novela “Véu de noiva”, da TV Globo). Por fim, do quinto e último LP do grupo, “Tobogã”, de 1970, entraram “Irmãos Coragem” (da novela global de mesmo nome, arrebentando em audiência na época) e “O telefone tocou novamente”, outro grande sucesso de Jorge Ben, depois Ben Jor. Tudo dentro do impecável padrão técnico de gravação que a Odeon possuía na época, e com execuções de primeira, sob medida para ouvir e dançar. Portanto, uma coletânea imperdível que o TM oferece, reunindo alguns dos melhores momentos do Som Três na “marca do templo”, em mais uma significativa amostra do que há de mais expressivo na música instrumental brazuca. Agora é correr pro GTM e conferir…
*Texto de Samuel Machado Filho
The Three Suns – Movin”n’Groovin’ (1962)
Olá, amigos cultos e ocultos! Aqui vai mais um lp internacional, lançado no Brasil, possivelmente, por volta de 1963, pelo selo RCA Victor. Uma garantia de qualidade, com certeza! Mas, para além da qualidade técnica, temos aqui um curioso e excelente grupo chamado The Three Suns. Formado no final dos anos 30 pelos irmãos Al Nevins (guitarra) e Morty Nevins (acordeom) e o primo Artie Dunn (vocal e orgão). O The Three Suns foram muito populares nos anos 40 e 50. Se destacaram pela peculiaridade musical, com efeitos sonoros e arranjos que mais lembravam trilhas para filmes. Aliás, eles fizeram alguns filmes, os percursores do vídeo clip, para aquelas máquinas, tipo junkeboxes, onde se colocava uma moeda e podia assistir o filminho. Uma atração para a época. Um de seus hits mais famosos é “Twilight Time”, numa versão ainda instrumental. O trio durou até os anos 50, quando então surgiu o rock’n’roll. A partir daí eles começaram a fazer uma música ainda mais interessante, usando também de outros instrumentos. Aproveitando a inovação do hi-fi e do estéreo, eles compuseram arranjos elaborados e lançaram discos como este Movin’N’Groovin’, que foi lançado lá fora em 1962. Aqui no Brasil deve ter chegado um ano depois ou mais. Um disco delicioso de se ouvir. Tenho certeza de que se ouvirem, irão gostar 😉
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Boi De Mamão – SC – Documentário Sonoro Do Folclore Brasileiro N. 27 (1978)
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Cambinda Paraíba – Documentário Sonoro do Folclore Brasileiro N. 26 (1978)
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Waldir Calmon E Seu Conjunto – Feito Para Dançar N. 6 (1957)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Não sei bem o motivo, mas o processo de postagem aqui no blog está cada dia mais lento. Ou é o meu computador que está quase na hora de entregar as chuteiras, ou é algum programa que o está deixando devagar. O fato é que eu estou gastando quase meia hora para publicar uma postagem. Desanimador…
Hoje, vamos de Waldir Calmon, um artista já bem divulgado por aqui e também muito apreciado, o que nos leva, sempre que possível, publicar um de seus inúmeros discos. Aqui temos mais um da série ‘Feito para dançar’. Mais um álbum feito ao estilo ‘faixa única’,ou seja, aqueles discos os quais não trazem separação das faixas/músicas para não haver pausa no ritmo da dança. Neste caso, neste lp, temos o lado A quase em formato de pot pourri, um lado inteiro sem pausas. Dá pra dançar por uns 20 minutos 🙂 Confiram no GTM 🙂
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Congo De Saiote RN – Documentário Sonoro Do Folclore Brasileiro N. 25 (1978)
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Danças Do Marajó – Documentário Sonoro do Folclore Brasileiro N. 24 (1978)
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Bill Doggett – Honky Tonk Popcorn (1969)
Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Como eu já havia dito, a partir de agora, depois de completar a maioridade com 10 anos de atividades, o Toque Musical abre ainda mais o seu leque de variedades passando a postar também discos e artistas internacionais. Na verdade estarei, neste sentido, postando aqui um pouco da minha coleção pessoal, discos os quais fazem parte da minha modesta coleção de jazz, blues, trilhas sonoras e algumas orquestras. Teremos assim publicações diversas esperando também ampliar o nosso quadro de amigos e visitantes.
Abrindo, trago hoje um discaço que há alguns anos atrás voltou a ser relançado no formato vinil. Estamos falando do excelente “Honky Tonk Popcorn” do genial Bill Doggett, músico americano que atuou por mais de 60 anos no jazz e rhythm & blues. Pianista e organista, tocou ao lado de outros grandes nomes da música americana. Sua gravação mais conhecida é Honky Tonk””, um hit de 1956 que vendeu horrores, alcançando a primeira posição da Billboard por mais de dois meses. Em 1969 ele volta a cena com “Honky Tonk Popcorn”, um delicioso álbum recheado de muito funk, rhythm & blues e jazz. Destaque para funkadaço “Honky Tonk”, música de abertura, colocada estrategicamente na primeira faixa para pegar o nêgo no laço pela orelha. Lp altamente recomendável. Não deixem de conferir 😉
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