Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Segue aqui um disco raro de se ver e ouvir, uma produção para ouvidos eruditos, mas que também agrada a um público em geral. Temos aqui um disco dedicado à música erudita brasileira com destaque para um dos seus nobres instrumentos, o violino. Aliás, são peças criadas para execução neste instrumento. Composições de grandes músicos brasileiros e estrangeiros radicados no Brasil. Como solista temos o violinista carioca João Daltro de Almeida, Spalla da Orquestra Sinfônica Brasileira por muitos anos. Foi solista em mais de 30 conjuntos sinfônicos e de câmara. Atuou sobre regência dos maiores maestros brasileiros e estrangeiros. Ao lado de João Daltro temos também a pianista Lia Gualda de Sá, que o acompanha em diversos momentos deste selecionado repertório. Confiram!
Altamiro Carrilho – Boleros Em Desfile N. 2 (1959)
Olá, amigos cultos, ocultos e associados! Hoje o TM apresenta a vocês o segundo volume de “Boleros em desfile”, com o notável flautista e maestro Altamiro Carrilho (Santo Antônio de Pádua, RJ, 21/12/1924-Rio de Janeiro, 15/8/2012) e seu misterioso “conjunto de solistas”. O primeiro volume, que já lhes oferecemos, saiu em 1958. E, já naquela ocasião, a Copacabana não revelou nem mesmo quem seriam os tais solistas recrutados por mestre Altamiro para gravar o álbum, e estes não foram listados nem mesmo na contracapa da edição original, que inclusive traz uma caricatura do mestre da flauta, feita por Mendez, e cedida pela revista “Radiolândia”. Segundo o texto, o primeiro “Boleros em desfile”, lançado pela então “marca do caramujo” como parte de uma série chamada “Selo de ouro”, iniciada pouco antes com o LP “Quando os astros se encontram”, de Ângela Maria e Waldyr Calmon, tinha o objetivo de acrescentar “novas cores e tonalidades” nas gravações de álbuns ditos “dançantes”, produzidos em grande escala na época, e ideais para animar festas de família e salões dançantes que não possuíam música ao vivo, portanto, produtos de retorno garantido nessa ocasião. Valem inclusive os palpites feitos pelo amigo Augusto na resenha do primeiro volume, Sivuca, Moacyr Silva, Fafá Lemos etc.
Renato Mota – Brasileiro (1992)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Fazendo jus a tradição, coisa que há muito eu não faço, tenho para este domingo um disco de artista aqui de Minas. Estamos falando do cantor e compositor Renato Mota, um dos grandes talentos da atual música mineira. Iniciou sua carreira nos anos 80. De lá pra cá tem produzido uma obra de alta qualidade. Já gravou uma série de discos (CDs e DVD) e este lp foi seu primeiro trabalho, “Brasileiro”, lançado de forma independente pelo selo Bemol. O disco viria a ser relançado em cd alguns anos depois pela Movieplay com outro nome, “Caixa de Sonhos”, nome de uma das faixa do disco. “Brasileiro” é um trabalho bem elaborado, com músicas sofisticadas, num estilo que lembra bem o Ivan Lins internacional e jazzístico. Renato conta com a participação de altas feras como Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Marcus Viana e outros mais…
Flora Purim – Encounter (1977)
Olá amigos cultos e ocultos! Para hoje eu havia preparado um disco do Hermeto Pascoal, mas na hora de postar, percebi que já o havia publicado aqui no Toque Musical há algum tempo atrás. Daí, tive que passar a vez para outro, que por sinal traz também o Hermeto. Estamos falando aqui de “Encounter”, álbum da brasileira-americana, Flora Purim, lançado em 1977 pelo selo Milestone. Este álbum não chegou a ser lançado no Brasil e em verdade, tirando o fato de termos artistas brasileiros, o disco em si não tem muitas referências. Trata-se de um disco de jazz moderno e neste sentido Flora vem acompanhada por um time de músicos de primeiríssima do jazz americano. Dos brasileiros temos Aito Moreira, Hermeto Pascoal e Raul de Souza.
Paulinho Nogueira – Mais Sambas De Ontem E De Hoje (1963)
Olá amigos cultos e ocultos! A postagem de hoje estava reservada para o “Boleros em desfile N. 2”, do Altamiro Carrilho, conforme eu havia anunciado. Porém, nosso resenhista colaborador está de férias e eu é que não vou tirar o sossego do rapaz. Vamos aguardar o seu retorno. Logo ele vem com o Altamiro, ‘bolerando’ um pouco mais. 🙂
Aproveitando então a ‘deixa’, vamos para um outro disco. Saímos do bolero e caímos nos samba. No samba e na bossa do samba. Temos aqui o quarto lp de sambas do violinista Paulinho Nogueira, lançado pelo selo RGE. Este talvez seja um dos melhores lps da série, trazendo um repertório totalmente escolhido pelo artista, dando a ele total liberdade de interpretação. O álbum traz, como diz o próprio título, ‘mais sambas de ontem e de hoje’, ou seja, uma continuação de um repertório de sambas antigos e sambas modernos, na época, o novo samba bossa. Há ainda espaço para suas composições autorais. Hoje, todos são clássicos. E este disco é também um clássico. Não deixem de conferir…
Altamiro Carrilho E Seu Conjunto De Solistas – Boleros (1958)
Olá amigos cultos e ocultos, boa noite! Peço desculpas a todos que nos acompanham, pelas pausas, as vezes tão longa e sem postagens. Sei que muitos ainda visitam o TM diariamente e para esses, principalmente, que eu ainda continuo na ativa. Além do mais, este é o mês de aniversário do Toque Musical. Estamos completando 8 anos! Não vai ter festa, não vai ter bolo… Mas a música continua rolando, espaçada ou não. Para ouvir ou para dançar.
Segue nesta noite um disco que eu acho ótimo. Creio que já comentei aqui, adoro bolero e cha-cha-chá e é nessa que nós vamos hoje. Tenho para vocês este excelente lp do grande Altamiro Carrilho, safra dos anos 50. Coisa muito boa! Lançado originalmente em 1958 pela discos Copacabana, o álbum trazia uma outra capa e se chamava “Boleros Em Desfile”. Foi relançado nas décadas de 60 pelo selo Som e nos 80 pelo selo Beverly. Nessas gravações Altamiro Carrilho vem acompanhado por outros grandes músicos solistas, os quais eu não sei informar, pois não há registro de quem eram os instrumentistas. Porém, pelo estilo de cada instrumento tocado a gente arrisca nomes como Moacyr Silva, Sivuca, Fafá Lemos… Será? Serão? Vamos deixar essa história para o “Boleros Em Desfile N. 2, que é a postagem que virá em seguida, na competente resenha do meu amigo Samuel Machado Filho. Ele com certeza deve saber quem eram os tais solistas que acompanham o Altamiro. Enquanto isso, o melhor é mesmo saborear este repertório cheio de clássicos…
Conjuntos Vocais – Seleçao 78 RPM Do Toque Musical Vol. 139 (2015)
E aí vai, para os amigos cultos, ocultos e associados do TM, a edição de número 139 do Grand Record Brasil. Desta feita, apresentamos gravações de conjuntos vocais e instrumentais que marcaram época na história de nossa música popular, perfazendo um total de dezessete faixas.
Claudio Marcelo – Som De Boite (1968)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje ainda estarei indo para o Rio. Viajo logo mais a noite e só devo voltar no início da semana que vem. Nesse meio tempo ficaremos sem novas postagens. Mas para embalar o fim de semana, estou deixando aqui um disquinho especial da Paladium. Há tempos eu não postava nada deste selo. Na verdade tinha planos de criar um blog exclusivo só para falar da Paladium. Criei o blog, mas nunca passei da primeira postagem. Como a coisa não andou para um lado, que ande por outro. Segue aqui mais um disco deste selo mineiro, que publicou uma penca de trabalhos, alguns, produção própria, outros, edições montadas por gêneros e sucessos populares, normalmente sem os créditos musicais, o que permitia gravadoras/selos obscuros lançarem um determinado disco com diferentes nomes e capas. Já falamos sobre isso aqui no Toque Musical. Na época dessas gravadoras o controle do direito autoral e os dribles em contratos eram muito comuns. Vários músicos gravaram com nomes diferentes, assumiram identidades falsas e coisas assim. No caso deste disco não foi diferente. Claudio Marcelo é com certeza um nome fantasia, um psedônimo, embora este nome apareça em dois outros lps, um deles inclusive pelo obscuro selo Itamaraty. Alguns dizem que é o Ed Lincoln, eu achava que fosse o Célio Balona. Sinceramente, não sei afirmar, mas definitivamente, Cláudio Marcelo, não existe. Mas ao final isso pouco importa. O que vale mesmo é o conteúdo musical. Sem dúvida, dos discos lançados pela Paladium, este faz parte do acervo mais interessante, pois ele nos traz um repertório praticamente de música brasileira e para a época, música jovem, em arranjos bem inspirados. Taí um dos excelentes discos que com um pouco de sorte se pode comprar barato no Mercado Livre. Colecionadores, aproveitem…
Orquestra Nilo Sérgio – Canções Para Uma Noite De Chuva (1969)
Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Eu já comentei isso aqui várias vezes… Adoro a sonoridade dos anos 60. E isso se destaca muitas vezes de forma surpreendente. Não faz muito tempo, descobri este lp do Nilo Sérgio que eu até então não conhecia. Lançado em 1969, pela gravadora dele próprio, a Musidisc. Disco bacana! Um repertório onde ele mescla suas composições (por sinal belíssimas) com outras tantas do mesmo nível, sucessos nacionais e internacionais. Um disco mesmo muito bom para se ouvir numa noite de chuva. E tá precisando…
Pixinguinha 70 (1977)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Para um mês especial, nada melhor que discos especiais… Fui buscar para esta semana alguns lps bem interessantes. Se tudo correr bem, teremos uma semana sortida.
Seguimos hoje com um disco já bem tocado em muitas fontes. Mas é aqui que ele faz sua estréia e se ‘oficializa’ como mais um ‘toque musical’. Temos hoje, “Pixinguinha 70”, lp que registra o show comemorativo de 70 anos do Mestre Pixinguinha no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1968. Estão presentes no disco como destaque, Jacob do Bandolim, Radamés Gnatalli e os conjuntos Época de Ouro e Os Boêmios. Este lp foi lançado e faz parte do acervo do MIS – Museu da Imagem e do Som. Um registro histórico, com certeza!
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Carioca E Sua Orquestra – Orquestra De Baile (1958)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Celebrando mais um dia musical no nosso mês de aniversário, trago par vocês o excelente (e famoso) lp do Maestro Carioca, Orquestra de Baile. Disco de 12 polegadas lançado pelo selo Rádio, em 1958. Já tivemos aqui outros discos do maestro Ivan Paulo da Silva, mais conhecido por ‘Carioca’. Trombonista, compositor e orquestrador, estreou na orquestra de Fon-Fon, no Rio de Janeiro. Foi diretor da orquestra All Stars, da Rádio Nacional. Gravou dezenas de discos, escreveu arranjos importantes e também foi diretor de diversas gravadoras. Atuou até o final da década de 80. Seus discos continuam por aí, mais na memória do que em rádios. Mais nos blogs, como o Toque Musical do que na televisão. Quem busca ouvir seus discos só mesmo assim, pela internet, nos blogs e no Youtube (alimentado por blogueiros).
“Orquestra de Baile” é um daqueles discos feitos para dançar, onde as músicas vão se sucedendo quase como um ‘pot-pourri’. No repertório temos sambas e fox em arranjos realmente maravilhosos. Taí um disco que vale a pena ouvir. Ouvir e até dançar, porque não?
Caco Velho E Seu Conjunto – Vida Noturna N. 1 (1958)
Olá amigos cultos e ocultos! Este nem parece o mês de aniversário do Toque Musical. Em outros tempos, eu numa hora dessas já estaria aqui enchendo vocês de pérolas e raridades. Mas, infelizmente, este tempo passou. Com dizem por aí, a cada hora piora. Realmente, parece que tudo está piorando nessa nossa vida e consequentemente isso afeta também ao autor aqui das produções. Por favor não me culpem. O Judas da vez é a Dilma. Tudo culpa da Dilma. (quando a gente não encontra um responsável pela merda, o negócio é passar a bola pra Dilma, agora é moda). Porém, antes que culpem a mim, também, vou logo dar um jeito aqui e retomar as postagens…
Em nova postagem, trago para hoje o Caco Velho e seu Conjunto, no seu primeiro lp de 12 polegadas, lançado pela gravadora Copacabana, em 1958. Desta vez, temos o lp integralmente, com capa e selo, conforme manda o figurino do Toque Musical. Este disco, conforme se pode ler no texto da contracapa nos traz dois momentos. O lado A temos o Caco Velho e seu conjunto em gravação de estúdio. O lado B é uma gravação ‘ao vivo’, um registro do artista (com Hervé Cordovil ao piano) em apresentação na boate Delval Bar, uma das famosas casas noturnas de São Paulo nos anos 50. Eis aí um disco raro que vale a pena ver e ouvir de novo.
Abel Ferreira E Seu Conjunto – Chorando Baixinho (1985)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Entre o café e o pão achei um tempinho aqui para uma postagem. Tenho hoje para vocês o grande Abel Ferreira, figura que dispensa maiores apresentações. Também o lp em questão, que agora eu apresento, é outra obra clássica da discografia do choro. Um disco que não pode faltar aos amantes da boa música. E certamente nunca faltou. Este lp, lançado originalmente em 1962, pela Odeon, teve depois umas três ou quatro reedições e com capas diferentes. A última em vinil foi esta, de 1985, pelo selo Fenix. Se vocês ainda não viram este lp em outras fontes, aproveitem, o tempo é limitado!
Elis Regina / Gal Costa – Comapctos (1970-69)

Boa noite, amigos cultos e ocultos. Graças a Deus, recuperei todos os arquivos que haviam em um velho computador. Foi mesmo muita sorte. consegui resgatar tudo no último suspiro da antiga máquina. Agora ela pifou de vez. Havia deixado no hd mais de 500 gigas de mp3, coisas inclusive que eu nem me lembrava de ter arquivado. Entre tanta coisa, achei aqui os arquivos de dois compactos, um da Elis Regina e outro da Gal Costa. Me lembro de já ter tido esses disquinhos e foi por isso mesmo que achei de boa postá-los aqui. Não sei mais de onde tirei esses arquivos, certamente foi coisa já postada em algum blog. Mesmo assim, independente de qualquer coisa achei por bem de postá-los. Hoje, mais que nunca eu estou compartilhando. Vamos de Elis em compacto duplo lançado em 1970 e Gal Costa em seu também compacto duplo de 69. todos dois lançados pela Philips. Duas boas safras, duas boas pedidas…
Angela Maria E Orquestra (1958)
Olá amigos cultos e ocultos! Há tempos atrás alguém me pediu para postar aqui discos da Angela Maria. Naquele momento eu achei por bem não postar devido ao fato de que a sua discografia havia sido reeditada. Ao que eu entendi, todos os seus discos, ou músicas, foram relançados em cd, mais exatamente os das décadas de 50 e 60. Não creio que tenham sido relançados todos, até porque, comercialmente, para as editoras, um investimento desse lhe traria prejuízo, mesmo sendo a Angela Maria. Há lançamentos musicais que se tornam clássicos os álbuns, em outros, apenas a faixa. Daí é que as gravadoras preferem, nesse último caso, lançar coletâneas. Comercialmente elas tem mais saída.
Neste álbum, lançado pela Copacabana, em 1958, vamos encontrar a Sapoti desfilando sambas, boleros e outros gêneros tão comuns na época, acompanhada pela orquestra da casa. Creio que quase todas as faixas deste disco foram antes lançadas em discos no formato 78 rpm. O álbum, ao que consta teve uma reedição nos anos 70, pelo selo Som.
Osny Silva – Capricho (1963)

Olá amigos cultos e ocultos! Sobrou aqui uma brecha no meu tempo. Lá vamos nós para mais uma postagem. Segue aqui um disco do cantor Osny Silva, ‘Capricho’, lp lançado originalmente em 1963. se não me engano, voltou a ser relançado em vinil nos anos 70 e mais tarde recebeu sua versão cd. Aqui o cantor vem acompanhado da Orquestra Continental, apresentando uma série com muito bolero, tango, valsa e por aí a fora...
The Pops – 5. Aniversário (1969)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Eu sou mesmo um cara avoado. Estava crente que era 30 de junho a data de aniversário do nosso Toque Musical e já estou nessa não é de agora. Os dois últimos anos foram comemorados assim. E até a data de aniversário do Augusto TM/Toque Musical no Facebook, parece que também está com data errada, 30 de junho. Mas o certo mesmo é 30 de julho. Isso eu só fui perceber hoje quando pensava em postar uma coletânea de aniversário. Que sorte, errei… tenho ainda mais um mês para pensar em algo especial 🙂
E já que falamos de aniversário, que tal um disco do The Pop’s comemorando, em 1969, cinco anos de disco? Este álbum vem recheado em suas doze faixas com mais de o dobro de músicas, reunidas muitas delas em ‘pot pourri’. Assim como outros discos do The Pop’s, este também foi relançado nos anos 80 e 90 e se não estou enganado até em cd. Por enquanto, vamos apenas comemorar o aniversário do The Pop’s, ok? 🙂
The Trepidant’s – Remember Me (1978)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje eu trago para vocês um disco que está em meus arquivos há tempos, assim como o lp, que até na semana passada, eu ainda guardava. Na verdade, nem me lembrava mais deste lp. Ele veio a tona por conta de um colecionador japonês que esteve em minha casa buscando algumas ‘pepitas’ para compor estoque em sua loja, em Nagoya. Pensei que o cara fosse querer Bossa Nova e samba, qual nada! O foco dele foi coisas da obscura e curiosa fonografia brasileira. O cara só catou coisas que nem eu mesmo conhecia direito. Entre tantos, ele pirou neste lp do grupo Trepidant’s, principalmente quando colocamos o vinil para tocar. Nessa hora, até eu comecei a analisar o som. Ele achou muito curioso um conjunto brasileiro cantando em inglês. Daí eu enchi ele com uma vasta coleção de lps e compactos, discos exatamente dessa fase dos anos 70, com os mais diferentes ‘gringos-brasileiros’, aquela turma toda que gravava cantando em inglês. Desovei todos os Pholhas, todos os compactos da Cash Box, Mark Davis, Dave Maclean, Chrystian, Terry Winter… O japa saiu daqui carregado e eu feliz da vida por ter feito um ótimo negócio. Já me enviou mensagem dizendo que em breve volta para buscar mais. É isso aí… tem gente que não se contenta apenas com os toque musicais’, querem o disco de verdade’. Como digo sempre, estando disponível, basta fazer uma oferta 😉
Quanto ao Trepidant’s, a essa hora já está lá no Japão. Só espero que não provoque nenhum terremoto. Aqui, só ficou na lembrança… Remember me… Tudo a ver… Este foi o primeiro lp gravado pelo grupo pernambucano que trazia um repertório de música pop, autoral e todo cantado em inglês. Um pop romântico, com letras simples, mas com uma boa pegada e qualidades necessárias para alegrar qualquer programação de rádio da época.
Os Trepidant’s, ao longo do tempo gravaram diversos discos pela Tapecar, RCA Victor, 3M e Estúdio Eldorado. Passaram depois a incluir em discos e repertório músicas cantadas em português. Me parece que continuam na ativa até hoje, com novos músicos, graças ao seu principal componente, o ‘Porra Doida’, José Geraldo, que foi quem deu origem ao conjunto. Confiram este lp!
Bezerra Da Silva – Presidente Caô Caô (1992)
Boas noches, amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês um disco bem apropriado para o nosso momento político. Certamente, quando foi lançado, em 1992, a situação não era diferente. A injustiça social, a corrupção, a roubalheira e toda essa merda de política brasileira já estava aí. A diferença é que a cachorrada antes não brigada pelos mesmos ossos. Cada um se contentava com o que tinha. De repente um grupo de cachorros resolveu comer mais do que devia, os outros de imediato, foram para cima e a briga começou. É mais ou menos assim que são os políticos e os partidos no Brasil. E o povo bobo, fica aí batendo panelas, repetindo bravatas, buscando um Cristo, ou uma desculpa para a sua própria incompetência. Melhor ouvir o que o malando cantou.
Eis aqui um legítimo Bezerra da Silva, safra 92, para ser degustado com ou sem indicação. Samba de partido alto, de malandragem. Samba sujo, proibido, mas cheio de moral. Fala aê, malandragem!
Luiz Arruda Paes E Sua Orquestra – Brasil Norte E Sul (1958)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Vamos hoje de orquestra, uma das melhores, com certeza! Mais uma vez marcando presença em nosso Toque Musical, temos aqui o maestro Luiz Arruda Paes e sua Orquestra interpretando doze temas populares e regionais que representam diferentes partes do Brasil. Um trabalho belíssimo de orquestra, esta por sua vez afinadíssima, guiada pelo brilhante Maestro. Um repertório bem escolhido que me chega a soar quase como uma trilha de um filme, brasileiro, com certeza.. Este lp , assim como outros lançados pelo Maestro, na Odeon, viria a ser mais tarde relançado, em nova e diferente capa, com o selo Imperial.
Forró 78 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 138 (2015)
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Carmem Costa (1980)
Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Temos para hoje um disco que há tempos eu venho querendo postar. Vamos hoje com a grande cantora e compositora Carmem Costa em disco lançado em 1980, pela Continental. Um trabalho bonito em todos os sentidos, começando pela nossa intérprete, que é sempre um espetáculo. Um repertório com apenas 10 músicas, mas muito bem escolhidas, fazendo um passeio entre o novo e o antigo, com arranjos modernos e um time de músicos de fazer inveja. Carmem vem acompanhada por figuras como Marcos Resende, Paulinho Braga, Jamil Jones, Octávio Burnier, Joel Nascimento, José Meirelles, Ed Maciel, Maurício Einhorm, Zé Carlos, Jorge Gomes Resende e Peninha. Por aí já dá para se ter uma ideia do que este disco nos oferece. Confiram o toque 😉
Carlos Cachaça (1976)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Mesmo com tantos anos de postagens e mesmo tendo um ‘index’ de todas elas, acho que as vezes eu esqueço, ou erro a tag. Com isso, fico sem saber se já postei um determinado disco. Tenho certeza de que já postei aqui um outro disco do Carlos Cachaça e acho até que é este mesmo com uma outra capa. Seja como for, eu vou aqui mandando bala na primeira edição. Temos aqui o primeiro disco gravado pelo compositor Carlos Cachaça. Foi gravar este lp quando já tinha mais de 70 anos. Neste disco temos suas mais importantes composições. Todas as músicas são de sua autoria, algumas em parceria, principalmente com Cartola. Um trabalho fundamental para quem gosta de samba e claro, para a discografia da música popular brasileira. Não deixem de conferir!
João Pacífico – Série Documento Sertanejo (1980)
Olá amigos cultos e ocultos! Mesmo sendo este um mês de aniversário do Toque Musical, eu não tenho conseguido manter uma regularidade nas postagens. Infelizmente os tempos agora são outros e para o nosso querido blog, parece que o tempo está ainda mais curto. Mas como dizem por aqui, antes pingar do que faltar. De pingo em pingo, a gente vai tocando 😉
Para o pingo de hoje, quer dizer o toque musical do dia, temos aqui uma produção quase independente. Um disco verdadeiramente essencial enquanto registro de um artista e de um gênero autêntico e nacional. Estou falando aqui da verdadeira música sertaneja e de um dos artistas, um compositor, quem melhor representa esse gênero, João Pacífico, compositor e parceiro de outro grande, Raul Torres. Este álbum, um registro raro, reúne alguns de seus maiores sucessos. Conforme nos indica o texto da contracapa, trata-se de uma homenagem aos 50 anos de vida artística de João Pacífico. O disco foi gravado em 1980. Temos aqui a oportunidade única de ouvir o próprio artista interpretando suas canções e versos, acompanhado pelo Grupo Macambira. Um belíssimo e autêntico trabalho que vai muito além da simplicidade da música cabocla.

Fernando Brant – Amigo É Coisa Prá Se Guardar (1987)
Boa noite, amigos cultos e ocultos. É com grande pesar que eu hoje faço esta postagem. Como todos já devem saber, faleceu nesta sexta feira, 20 de junho, Um dos mais importantes letristas da música popular brasileira, o poeta Fernando Brant, grande parceiro de Milton Nascimento. Com sempre a morte, mesmo sendo uma coisa inevitavelmente natural é algo que sempre nos choca. Ontem na Feira do Vinil todos estavam chocados, ainda mais porque o Fernando era um cara que costumava dar uns passeios por lá. Infelizmente, lá se foi mais um pouco da nossa MPB e da música de Minas.
Em homenagem ao Fernando Brant eu posto aqui este lp, que também foi lançado como uma homenagem ao letrista, em disco que reúne dez das muitas canções escrita por ele em parceria com Milton Nascimento. Apenas “Paisagem da janela”, que é uma parceria com Lô Borges. As músicas foram extraídas de interpretações de sucesso de nomes como Gal Costa, Nana Caymmi, Fafá de Belém, Elis Regina, simone, Ney Matogrosso, Beto Guedes, Lô Borges, Roupa Nova e o próprio Milton Nascimento.
Grupo Cantamor – Roberto Carlos Com Amor (1980)
Olá amigos cultos e ocultos, namorados e enamorados! Boa noite! Que todos os casais sejam felizes, numa noite de amor e de prazer. Viva o Dia dos Namorados! Eu ia deixar passar batido essa data, mas me lembrei deste disco, que cai como uma luva para o dia de hoje. Temos aqui o romantismo de Roberto Carlos, algumas daquelas muitas músicas do Rei que certamente foram trilhas de diversos namoros. Para ficar ainda mais agradável, esta seleção musical é interpretada por um quinteto vocal afinadíssimo. Formado por Sonia Burnier, Jane Duboc, Edgar, Jaime e Raymundo Bittencourt. Eles são o Grupo Cantamor, uma reunião exclusiva para este trabalho, que busca exatamente tocar os casais. Um disco ótimo para casais super apaixonados. É tocar e se tocar 😉
Ataulfo Alves – Leva Meu Samba (1958)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez, marcando presença em nosso Toque Musical, a grande figura de Ataulfo Alves, Um artista que tem aqui vários de seus discos. Este, por sinal, era um dos que eu acreditava já ter postado. Já que não foi , eis aqui um bom momento. Tá na ponta da agulha. “Leva meu samba”, lp lançado pelo selo Fantasia/Philips em 1958. Capa chique, me faz lembrar um álbum de blues ou jazz. Mas o samba de Ataulfo não deixa nada a desejar. Uma seleção de clássicos interpretada pelo próprio autor. Confiram…
João Maria de Abreu e Seu Trio – Enquanto Ela Não Chega (1958)
Olá, amigos cultos, ocultos e demais interessados! Vamos ver se esta semana rende 🙂
Tenho para hoje o pianista João Maria de Abreu e seu trio, numa apresentação que nos remente a um ambiente musical tipicamente noturno, o som de boate dos anos 50, a aproximação do samba com o jazz. Um disco bem empolgante. E isso se deve também ao fato de ser este seu disco de estréia. Um trabalho moderno para a época. João Maria vem acompanhado de contrabaixo e bateria, uma química perfeita de instrumentos. Só podia dar mesmo coisa boa. Confiram…
Remo Usai E Sua Orquestra – 7 Homens Vivos Ou Mortos (1968)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje eu trago para vocês um disquinho de trilha de filme. Digo disquinho porque se trata de um compacto. Porém, é dos mais interessantes e por certo, merece o nosso toque. Temos aqui a trilha, ou melhor dizendo, o tema completo (parte 1 e 2) para o filme “7 Homens Vivos ou Mortos”. Um ‘thriller policial’ com participação de grandes nomes do cinema nacional nos anos 60, como se pode ver logo na capa. A trilha/tema e execução é do maestro Remo Usai, um nome estranho e certamente para uma maioria um ilustre desconhecido, mas foi um dos mais atuantes e bem preparado compositores brasileiros de trilhas para o cinema. No seu currículo há mais de cem filmes. Eis aí um personagem que merecia uma melhor apresentação, mas como aqui tudo é meio ‘a toque de caixa’, eu vou apenas repassar este link. Leiam o texto escrito pelo pesquisador Martin Eikmeier sobre Remo Usai. Eu, por outro lado, vou procurar outras trilhas que possivelmente tenham sido editadas em lps. Não me lembro de nenhuma, mesmo assim vale a caça. Taí um compositor que a gente precisa conhecer. Eu, adoro trilhas 🙂