José Roberto – Trio (1966)

Olá, amiguinhos cultos e ocultos! Hoje o meu dia vai ser osso para mim. Por conta disso, separei uns três discos da melhor qualidade para ir ouvindo no Ipod ao longo das árduas horas de trabalho que terei pela frente. Entre os discos que vou ouvindo, escolhi este do José Roberto Bertrami como o toque do dia. Um álbum excelente de bossa jazz, raro, porém já bem divulgado na blogosfera. Quem ainda não o ouviu, não pode perder a oportunidade. Vale mesmo cada faixa.
José Roberto Bertrami vem acompanhado por Claudio Henrique Bertrami no contrabaixo e Jovito Coluna na bateria. Juntos eles dão um show de música instrumental entre temas autoriais e composições outras de Marcos Valle, Tom Jobim, Manfredo Fest, Baden e Vinicius, Adylson Godoy e Durval Ferreira.
Este álbum foi lançado pelo selo gaucho Farropilha em 1966, um dos primeiros disco do Zé Roberto. Ao longo de sua carreira ele ainda iria fazer parte do grupos A Turma da Pilantragem e o internacional Azymuth. Não deixem de conferir. Um discaço!

o canto de ossanha
dá-me
impulso
dorme profundo
lilos walts
só tinha de ser você
kébar
chuva
flor da manhã
balansambá
taluhama

Lúcio Alves – Mulheres Vestidas – Por Chico De Moraes (1975)

Bom dia a todos! Hummm… Adoro manhãs de inverno ensolaradas. Hoje está pra mim 😉 E para que o dia fique ainda melhor, eu escolhi a dedo este disquinho maneiro do Lúcio Alves. Não sei se vocês conhecem, mas este álbum tem a peculiaridade de trazer em seu repertório somente músicas com nomes de mulheres. Estão reunidas aqui algumas das mais famosas melodias do nosso cancioneiro popular. Eu cheguei mesmo a pensar em fazer uma coletânea nesta linha. Quem sabe? Pode ser bacana, não é mesmo? Que tal então se vocês me ajudassem nessa tarefa? Vamos aproveitar esse mês de julho para irmos coletando músicas com nomes de mulheres. Eu vou ficar aguardando os amigos cultos e também os ocultos. Mandem para o e-mail do Toque Musical. Quando tivermos reunidas umas 100 músicas eu publico aqui no blog, ok?
Mas por enquanto, vamos saboreado a Ana Luíza, a Januária, a Ligia, a Izabela, a Risoleta, a Juaracy, a Florisbela, a Rosa, a Maria, a Dolores e a Helena, Helene, Helena… De quebra ainda vai a “Mulher” de Custódio Mesquita e Sady Cabral. Todas aqui cantadas (no bom sentido) pelo mestre Lúcio Alves.
Disco produzido por Aloysio de Oliveira, com arranjos e regências de Chico de Moraes. Confiram…

mulher
ana luiza
juracy
florisbela
maria
rosa
izabela
januária
risoleta
ligia
dolores
helena, helena, helena
um nome de mulher
mulher

Portinho – Ritmo Das Américas (1958)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Eu ainda não atualizei algumas postagens que me foram solicitadas, mas prometo que ainda nesta semana o farei. Bem porque, na próxima eu já estarei de férias e espero, dar uma pausa aqui no Toque Musical por uns dias.
Hoje nós iremos como o saxofonista Antonio Porto Filho, mais conhecido como Portinho. Interessante, eu pensava que Portinho fosse um apelido, pelo fato deste instrumentista ter vindo do Rio Grande do Sul. Mas realmente não tem nada a ver. Contam que ele veio trabalhar no Rio e São Paulo através do cantor Nelson Gonçalves, que o descobriu. Na segunda metade da década de 40 ele foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na Rádio Tupi – Tamoio. Depois mudou-se para São Paulo onde também tocou em rádios, gravou com diversos artistas da época, fez arranjos e regeu orquestras. Seus primeiros discos, como este “Ritmos das Américas”, são recheados de ‘standards’ da música internacional e sucessos nacionais. Mas há também espaço para as suas composições. Músicas como “Beijo nos olhos”, “Folhas soltas” e “Superstição”, “Cidade grande” e “Coração apaixonado”, que constam neste lp, são músicas suas que fizeram um relativo sucesso na época. Portinho trabalhou com os mais diferentes artistas e também ajudou a lançar outros, como Claudia Barroso. Foi uma arranjador e produtor muito atuante nos anos 60, principalmente com artistas da Jovem Guarda. Vários de seus arranjos se tornaram célebres, como a impagável “Eu não sou cachorro não”, de Waldick Soriano. Seu último grande momento foi ao lado da Orquestra Jazz Sinfônica, onde foi regente convidado. Foram vários os discos gravados por ele, mesmo assim é mais fácil identificá-lo em trabalhos de outros artistas.
Como eu disse, “Ritmos das Américas” é um álbum onde ele nos apresenta uma série mista regada de samba, bolero, beguine e fox. Seu sax alto vem acompanhado de orquestra, com arranjos e direção do maestro Hector Lagna Fietta. Confiram… 🙂

cidade grande
moonlight serenade
este é o samba
an affair to remember
coração apaixonado
the dream of the olwen
no rancho fundo
to the ends of the earth
cocktail for two
vivo a cantar
quero te assim
sllepy lagoon

Lord Astor E Seu Conjunto – É Dança (1961)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Não é de hoje que muitos vem me pedido para postar este disco do Lord Astor, a última postagem feita pelo Loronix. Teimei um pouco em fazê-lo, mas visto que os pedidos ainda são constantes, vou então postá-lo de uma vez e acabar com a novela. Além do mais, acho que este álbum vai cair bem no domingo. Todo mundo continua dançando.
Conforme foi dito pelo Zeca, esta capa também foi usada em outro disco do Selo Imperial. O que, aliás, era uma prática comum, visto que esses títulos eram na verdade relançamento. Não sei exatamente sobre o presente lp, na verdade nunca vi outro disco do Lord Astor com este mesmo repertório. Mas é bem provável que o álbum tenha saído com outra capa. Por outro lado, me lembrando aqui, o Selo Imperial, que era da Odeon, nasceu bem no início dos anos 60, criado para vendas a domicílio. Pelo exemplar que eu tenho em mãos é possível que tenha sido um lançamento de 1961.
O certo é que se trata de um disco muito bom, feito mesmo para dançar, tendo uma seleção musical de dar gosto. Traz em suas faixas músicas nacionais e internacionais, sucessos daquele momento, que hoje se tornaram clássicos. Lord Astor e seu conjunto é mesmo um show. Confiram…

agora é cinza
a noite do meu bem
copacabana
fita amarela
oh! carol
star dust
este seu olhar
feitiço da vila
dindi
the diary
eu sei que vou te amar
laura

Oliveira E Seus Black Boys Em Novas Travessuras Musicais (1962)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Hoje, sábado, seria um dia dedicado à coletânea, mas foi tanta confusão neste fim de semana, que eu acabei mesmo esquecendo. Não deu nem tempo de preparar uma seleção interessante, com direito a capinha e tudo mais. Daí, hoje ficamos sem coletânea, ok?
Em compensação, estou trazendo aqui um disco bacana, bem apropriado para um sábado. Trata-se de “Oliveira e Seus Black Boys”, em novas travessuras musicais. Bem sugestivo, vocês não acham? Pois é, foi um conjunto singular e dos mais agradáveis, surgido no início dos anos 60. Liderado pelo saxofonista Antonio Oliveira de Souza, o grupo foi formado em 1961 exclusivamente com músicos negros e de alta qualidade. Se não estou enganado, Dom Salvador também fez parte dos “Black Boys”.
Neste álbum, o segundo, creio eu, temos a participação da cantora Mariá, que dá um tempero todo especial. Sua voz e seu estilo caí como uma luva no instrumental dos rapazes. O repertório é delicioso, explorando os ritmos quentes do samba, cha cha cha, twist, bolero e fox… Música para festa e para dança. Recomendadíssimo para um sábado a noite. Não deixem de conferir…

liberdade demais
moeda quebrada
deixa a nega gingar
dang dang
pedro twist
ten lonely weekends
pizzicati pizziacato
souvenir de amor
teu nome é ninguém
água com areia
samba brasileiro
que sabe você de mim
bongô no cha cha cha
amor em cha cha cha
adelante
chorando chorando
e a vida continua
mudemos de assunto

Grupo Musa – Coisas Nossas (1974)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Nesta sexta independente, como eu disse, teremos duas postagens. Segue agora a segunda, trazendo o Grupo Musa, um conjunto musical formado nos anos 70, em São Luís, do Maranhão. Descobri esse grupo há pouco tempo atrás, quando procurava informações sobre o I Festival da Música Popular Brasileira no Maranhão. Alguns de seus integrantes participaram também deste festival. Fiquei então curioso para saber mais sobre eles. O Musa (Movimento Universitário de Som e Arte), foi formado por estudantes da Escola Engenharia do Maranhão e teve seu momento de expressão na cena musical e artística de São Luís, nos primeiros anos da década de 70. A história toda do grupo pode ser lida no site do professor e engenheiro civil, João Augusto Ramos e Silva, um dos integrantes do grupo. Em contato com este, consegui alguns registros de gravação feito por eles na época. Acho interessante incluirmos aqui esse trabalho, como forma de mostrar o que foi produzido musicalmente no Maranhão, naquela época. Embora o grupo não estivesse interessando em se profissionalizar, tiveram bons momentos, se apresentando em diferentes eventos culturais da cidade. Conforme conta João Augusto, a fase das apresentações e a própria existência do Musa, culmina com o show “Coisas Nossas”, produzido por eles e apresentado no Clube do Congresso, em Brasília, na programação da Festa dos Estados, em 1974. Aproveitando a viagem de Estágio Supervisionado do Curso de Engenharia, eles levavam também os seus instrumentos musicais  na bagagem e em todas as paradas, faziam ali as suas apresentações. O Musa durou o tempo em que os colegas estiveram juntos durante o Curso. Depois de formados, cada um seguiu um caminho dentro da profissão de engenheiro. Apenas um deles, Ronaldo Mota, continuou na música e no teatro, indo morar e trabalhar no Rio de Janeiro. A música entre eles ficou prorrogada, mas não deixou de estar sempre presente em suas vidas. Tanto assim que eles ainda pensam em um retorno, para quem sabe, agora, se dedicarem aos seus sonhos. 
O que temos aqui então, são algumas de suas músicas, gravadas na época, recuperadas por João Augusto, que acrescentou na remasteriazação uma nova base instrumental. 
Para compor esse trabalho, criei para eles uma nova capinha, que só não deu para caprichar mais porque a sinusite resolveu baixar de novo. Êta noite brava, sô!
ciumenta
eros nº 1
como é que vai
ponto de espera
juçara-ê
ex-centro da cidade
coceira
mato velho

Cesar De Paula – Sambeat (2007)

Bom dia a todos! Estamos começando aqui o nosso  5º ano de toques musicais e outros áudios mais… É bom a gente as vezes lembrar isso, ‘esses áudios a mais’, porque embora o blog se chame Toque Musical, foi concebido na ideia de trazer também, além da música, outros áudios interessante, curiosos, raros e até mesmo inusitados. Aqui há espaço para a música, poesia, novelas, audiobooks e tudo mais que podemos ouvir com outros olhos. As vezes a gente acaba ficando preso a um determinado assunto e quando vê já se ‘caracterizou’. Toque Musical, aqui, é uma expressão mais ampla…
Esta introdução não tem nada a ver com a postagem que agora segue. Mas como estamos partindo para um novo ano, quero deixar isso bem claro. Bem porque, em breve, penso também em postar outros discos e gravações que não são necessariamente de música.
Hoje é sexta feira, dia do artista/disco independente. Excepcionalmente, para começar, farei duas postagens. Na primeira, vamos com “Cesar de Paula & Projeto S.A.mbalance“, que acabou de chegar na madrugada. O artista nos enviou esse trabalho, chamado “Sambeat”, para a nossa apreciação. Como a maioria de vocês, eu também estou conhecendo agora. Do pouco que eu ouvi, achei legal. Música, como ele mesmo chama, “extemporânea brasileira”, do balanço samba-jazz, bossa nova, pop, soul, maracatú… à modernidade eletrônica. Trata-se, no entanto, de um EP produzido em 2007. Agora, neste ano, ele está lançando um DVD, onde constam algumas das músicas deste CD. Quem é de Brasília deve, talvez, conhecer melhor o seu trabalho. Ele vem de lá… Vamos conferir?

ô minha nega
malandragem brasileira
sambeat
boca da mata
afrobrasileiro
a lua e o sol
fusão nordestina
filosofia
berimbau de crioula (vinheta)
carnaval
falta d’água
a morena chegou pra abalar
sambeleza

Feliz Aniversário (1961)

Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Hoje, dia 30 de junho estamos completando 4 anos de atividades. Como disse, não esperava chegar até aqui. Mas quando se conquista milhões de amigos, sejam eles cultos ou ocultos, não há como voltar atrás. Nos tornamos cativos, não só da ‘cachaça’, mas principalmente das pessoas a quem conquistamos. Como diz o Roberto Carlos, “são tantas as emoções”, hehehe… Felizmente estamos aqui e se o Toque Musical ainda existe é graças ao público que tem. Agradeço imensamente a todos e em especial àqueles que muito colaboraram para manter nosso estoque musical sempre em dia. Muito obrigado pela paciência, pela força e também os comentários. Esses, nunca devem faltar, pois é a melhor maneira de eu saber se não estou ou não no caminho certo.
De ontem para hoje eu acabei fazendo uma grande confusão com as postagens, daí, o dia de ontem ficou como se não tivesse tido postagem. Foi mais um vacilão meu. Cheguei tarde e cansado. Mas vamos colocando a casa em ordem. Os visitantes, convidados ou não, são sempre bem vindos. Vamos juntos soprar as quatro velinhas 😉
Para comemorar eu estou trazendo este disco, lançado pela Philips em 1961 (por coincidência, o ano em que eu nasci). Este álbum, por sinal, muito interessante, é um daqueles discos que antigamente se fazia específicamente para ser um presente de aniversário. Uma boa coletânea, com músicas temáticas, feito mesmo para marcar um momento. Temos nesta seleção musical apresentada por Aloysio de Oliveira, artistas (obviamente) do ‘cast’ da gravadora, figuras ilustres que todos nós, pelo menos por aqui, já conhecemos. A direção musical é do maestro Monteiro de Souza.
Se não me falha a memória, este álbum já foi usado também pelo Loronix em um de seus aniversários. Como a vela é de boa procedência, merece novamente ser acesa e soprada por todos nós. Vamos conferir?

happy birthday to you – aloysio de oliveira
festa de luz – lúcio alves
joãozinho e mariazinha – sônia delfino
coração só faz bater – doris monteiro
praia do janga – jackson do pandeiro
el relicario – rosita gonzales
a estrela da minha vida – francisco josé
trá lá lá lá lá – sylvia telles
sim e não – sasha distel
teu nome – eleonora diva
calla calla – os vocalistas modernos
happy birthday to you (final)) – aloysio de oliveira

Orquestra TV Sound – Temas De Novelas (1964)

Na sequência, aqui vai um compacto raro, que traz a trilha de abertura de uma antiga novela da TV Record, a trama “Renúncia”, de Roberto Freire, que na época fez muito sucesso. Contava com a estréia do galã, Francisco Cuoco, contracenando com a atriz Irina Greco (nunca mais ouvi falar dessa atriz).
A música tema era na verdade uma composição de Elmer Bernstein, chamada “Progress”, executada pela Orquestra TV Sound, da TV Record, tendo como arranjador e regente o maestro Ciro Pereira. Do outro lado do compacto, que é simples, temos outro tema, “Inspetor Burke” (Burke’s law), de Herschel Gilbert. Este aí fazia parte de algum seriado, suponho… não me lembro… não tenho nem cabeça para sair procurando informação. Desculpem, esgotei… Boa noite! Zzzz….

progress (tema de renúncia)
inspetor burke (tema de burke’s law)

Carlos Poyares – O Som Maravilhos da Flauta de Carlos Poyares (1973)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje o trem tá osso! Parece até uma conspiração para que a semana não seja assim tão especial. Embora eu tenha começado a preparar um mateiral para esses dias, acabei numa tremenda confusão, sem ter como realizá-lo a tempo. Fazer o quê?
O jeito é apelar para os arquivos de gaveta. E para não perdermos tempo, catei o primeiro que vi pronto. Pronto, taí, vamos de Carlos Poyares. Fica mais fácil para mim… Não preciso entrar muito em detalhes.
Carlos Poyares já é uma figura bem divulgada por aqui. Um dos nossos grandes flautistas brasileiros.
Neste álbum, com cheiro de rosas (cheira mesmo!), temos dois momentos clássicos da flauta brasileira, o choro e a valsa. Dois dos gêneros com os quais ele sempre trabalhou maravilhosamente bem. O repertório, não há o que comentar, ou talvez tenhamos muito o que falar. Por isso deixo com vocês. Desculpem, mas o sono e o cansaço estão me roubando a atenção. E hoje ainda falta o compacto!
amoroso
murmurando
saudades do rio
boliçoso
não posso mais
vou vivendo
eu sonhei que tu estavas tão linda
tardes de lindóia
turbilha de beijos
recordar é viver
vânia
por um beijo

Toque Musical – 4 anos!

Pela quarta vez estamos aqui soprando as velinhas. A cada ano que passa o fogo aumenta mais. Sempre que me aproximo do final de um ciclo desses, penso que já é hora de parar. Mas, devo confessar, isso aqui é uma cachaça! Além do mais, o que eu poderia fazer tendo tantos discos (e dos mais variados) à mão, somado aos que regurlarmente me são enviados pelos meus bons e fiéis amigos colaboradores e parceiros? Ficar amontoado em pilhas de discos, guardando tudo para mim? Isso não faz sentido. Coisas boas são feitas para compartilhar! Música é cultura! E se ainda nos sobra essa riqueza, vamos usufrui-la, antes que a burrice faça mais estragos. Viva a liberdade de comunicação, de comunhão e fraternidade musical!
Parabéns para todos nós que sabemos dar valor à nossa arte maior, a música! Salvemos o Brasil! Salvemos todos nós! Parabéns ao Toque Musical! É hoje!!!

Impacto – Compacto (1978)

Taí o compacto da noite, seguindo bem na linha do grupo Santa Cruz, que foi postado ainda a pouco. O Impacto, se não estou enganado, também fazia o circúito de bailes. Lançaram este compacto pelo selo internacional Atco Records, com produção do violonista e compositor pernambucano Marcus Vinicius, aquele que trabalhou com o Marcus Pereira e em seu selo gravou dois discos, “Trem dos condenados” e “Dédalus”. Obviamente, vocês verão, o grupo Impacto não tem nada a ver com a musicalidade do seu produtor. Trata-se apenas de um trabalho comercial, onde por acaso ele atuou. O nome ‘Impacto’ também nos remete ao grupo potiguar Impacto 5, que também atuou na cena pop dos anos 70. Eu não sei não, mas suspeito que talvez algum dos integrandes do Impacto 5 esteja por trás deste grupo.
No disquinho encontramos uma versão para “Dreamin'”, sucesso internacional nas rádios no começo dos anos 70, aqui chamado de “Sonho” e do outro lado, “Conselho de amigo”, hit a la jingles, que também tocou bastante nas rádios. Eu lembro e vocês? 🙂

sonho (dreamin’)
conselho de amigo

Santa Cruz – Sonhos (1981)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos. Queria fazer desta semana algo especial, mas devo confessar que meu tempo é aquela coisa que vocês todos já sabem curto e corrido. É nas brechas e pausas que o toque diário vai saindo. Queria ter feito uma programação mais interessante, apontando para alguns álbuns especiais que eu até já havia planejado, mas ainda não tive como dar aquele trato neles. Sendo assim, sem querer desfazer da qualidade dos que os substituem, estou trazendo outras curiosidades.
Hoje vamos como o grupo Santa Cruz, que eu só conhecia de nome e do ‘ouvi falar’, lá pelos anos 80. Me lembro de ter ouvido no rádio, em Sampa, na casa de um amigo, a música “A dança não pode parar”, do Renato Teixeira. Fiquei curioso com a interpretação, mas fiquei sem saber de quem se tratava. Passados mais de vinte e tantos anos vim a encontrar a música novamente. Aliás, não faz muito tempo que o disco caiu na minha mão.
O grupo se chama Santa Cruz. Para quem é de São Paulo, talvez o nome seja mais familiar, pois ao que parece, eles se formaram por lá. Ao que tudo indica também, trata-se de um conjunto de baile. Possivelmente já deve ter animado muito baile pelo interior paulista.
O disco “Sonhos” foi lançado pelo selo RCA, em 1980. Foi produzido pelo Osmar Zan, que além de um músico muito atuante no passado, foi também um pescador de talentos. Lançou muita gente por ai.
O Santa Cruz era formado por quatro rapazes, os quais constam com seus nomes na contracapa de maneira não muito convencional, ou despretenciosa. Todos na intimidade do primeiro nome e no diminutivo: Edinho, Tacilinho, Julinho e Chiquinho. Parece até nome de sobrinhos. Vai ver, o Mario Zan era o tio (hehehe…)
Mas  independente desse detalhe, os caras mandavam bem. Fazem aqui um trabalho profissional, mesmo que aparentemente sem grandes novidades ou expressão. Vale uma conferida, uma lembrança, quem sabe… 🙂

quantas são
cais do porto
primavera
a dança não pode parar
tema de santa cruz
só o amor constrói
sonhos
pelos caminhos da vida
esperanças

Elcio Alvarez E Sua Orquestra – Compacto Twist (196?)

Conforme o combinado, aqui vai agora o compacto. Temos aqui e mais uma vez no Toque Musical, o maestro, compositor, arranjador e produtor Elcio Alvarez, num compacto que eu acredito, seja de 1962. Não tive tempo de procurar a informação correta. Esqueci, inclusive, de incluir o selo da gravadora Cantagalo, por onde este compacto foi lançado. Mas não se preocupem, assim que eu tiver uma folga, coloco as coisas no lugar. Já estou aqui babando de sono, porém, vamos lá…
Repetindo o que já foi dito por mim anteriormente, Elcio esteve a frente (e por trás também) de muitos trabalhos e artistas durante os anos 50, 60 e 70. Era um dos mais requisitados arranjadores, um músico, pricipalmente de estúdio. Por ele passaram artistas dos mais variados estilos e talentos. Foi um importante maestro naquelas décadas.
Neste compacto duplo, ele nos apresenta quatro twists, o primo do rock, que naquela época era o furor da juventude. Um tipo de música que fez muito sucessso por aqui. Tivemos inclusive grande grupos como The Bells, The Jet Blacks, The Clevers e outros que não me lembro agora. No compacto temos um twist mais, digamos, ‘caretinnha’, dentro do agrado não apenas dos filhos, mas também com a aprovação dos pais. São quatro temas, naturalmente internacionais e bem conhecidos por quem viveu aquele tempo da Labretta sem saia e sonhava em ser um James Dean. Confiram aí, porque o sono bateu com força. Zzzz…

kissin’ twist
let’s twist again
the peppermint twist
pony time

Waldir Calmon E Sua Orquestra – Ritmos Do Caribe (1958)

Boa noite! Hoje meu dia foi lotadíssimo. Cheguei cansado, mas neste instante, ao abrir ‘a casa’, fiquei muito surpreso e feliz com tantos e-mails, mensagens e comentários. Ainda não tive tempo de ler todos, mas prometo respondê-los, senão, já o faço agora num simples, mas verdadeiro, muito obrigado. Ainda pelos próximos dias estarei repetido os meus agradecimentos e no dia 30 a gente sopra as quatro velas e come o bolo, de chocolate que é o mais gostoso :p~
Na semana de aniversário eu começo trazendo mais um disco do Waldir Calmon. Como todos já devem ter percebido eu gosto muito desse grande músico, que eu aprendi a gostar da época em que nos cinemas, antes do filme principal a gente assistia maravilhado as notícias esportivas no Canal 100. Tinha aquela música, “Na cadência do samba”, interpretada por Waldir Calmon e Sua Orquestra, que virou um clássico, sendo também conhecida como “Que bonito é”. Por sinal, o disco com esta música também já foi postado aqui no Toque Musical. 
Para a nossa segunda feira ficar quente, aqui vai um Waldir Calmon e sua orquestra, desfilando doze temas latinos, afrocubanos, ritmos do Caribe. Delícia este lp, tanto no seu conteúdo musical, como também na belíssima capa. Uma festa de ritmos que se apresenta a cada faixa. Tem calypso, bolero, mambo e cha-cha-cha e outras… Músicas para dançar, sozinho ou a dois. Para ouvir, agora ou depois (vixii…, até rimei!). Realmente, são temas clássicos que nos conhecemos, mesmo quando nem sabemos os seus nomes. Músicas que estão constantemente chegando aos nossos ouvidos, através do rádio, do cinema, da televisão e do nosso blog Toque Musical. E não é de hoje! Vamos conferir?
macarena
myna
calypso
el baile del pinguino
the banana boat song
concerto d’autunno
no me platiques
calculadora
el reloj
fantasia em mambo
harlem noturno
matilda, matilda

Jongo Trio – Compacto (1965)

Pois é, meus prezados amigos cultos e ocultos, segue agora o compacto de bônus ou, o toque extra para começarmos uma outra comemoração. Vejam vocês como uma coisa leva a outra. Falamos de Dick Farney Trio e vamos na sequência novamente com Toninho e Sabá, ao lado do pianista Cido Bianchi. Juntos eles formavam o Jogo Trio. O grupo foi formado em São Paulo, em 1965. Fizeram diversos shows, tocando no Teatro Arena, Paramount, na boate Cave e na TV com ‘Hélice’ Regina e Jair Rodrigues, no histórico programa “O Fino da Bossa”. Foi nele que surgiu a oportunidade do trio gravar um disco pelo selo gaúcho Farroupilha. Veio primeiro o compacto duplo, para anunciar a chegada do lp, que foi lançado naquele mesmo ano de 65.
Como eu dizia, uma coisa leva a outra e mais outra… Nesta semana o Toque Musical está também comemorando os seus 4 anos de vida. Sinceramente, eu não esperava chegar até aqui. Não que me falte munição. A verdade é que muita coisa aconteceu ao longo desse tempo, alegrias e também frustrações, ânimos e desânimos. Muita pressão, pouco tempo, mas acima de tudo um desejo incontrolável de tratar de um assunto que é uma das minhas paixões: a música, seus artistas e seus discos. Vejo que todo esse tempo não foi em vão, por isso mesmo ainda e cada vez mais rico fica este nosso Toque Musical. O administrador aqui, também ficou rico, mas não foi pedindo doações e nem alugando espaços para propaganda (na cara e ocultas). Eu me enriqueci foi conhecendo mais sobre a música brasileira. Foi tendo a honra de conhecer e ser reconhecido por esses artistas maravilhosos que em sua maioria sempre aprovaram a minha conduta. Foi levando alegria àqueles que por conta do progre$$o da indústria fonográfica se viram iludidos pelo brilho falso de uma coisa chama ‘compact disc’, que deixou para trás (ou passou  para os de fora) o momento mais importante da nossa música popular brasileira. Sucateados fomos todos nós, que a custa do anarquismo e de uma suposta ilegalidade, tivemos que recorrer ao uso da mesma tecnologia para recuperar um pouco a nossa dignidade musical. Vocês já pararam para pensar onde estaríamos se essa revolução do compartilhamento não tivesse existido? O que estariam produzindo os nossos novos artistas, sem referências ou influências históricas? Talvez estaríamos agora totalmente dominados por macaquices, tolices e outros lixos que ‘eles’ tentam nos vender como a nova música brasileira de qualidade (no máximo curiosidade!). O popular não precisa necessariamente ser pobre, copiado, obtuso e obsceno. É preciso que haja luz para iluminar o caminho dos que chegam e uma cultura musical descente, própria do nosso povo! Viva o Brasil, meu irmão!
Para finalizar a minha prosopopeia, irei nesta semana de aniversário fazer postagens como a de hoje, ou seja, um lp e em seguida um compacto. É o meu presente de aniversário 😉

feitinha pro poeta
seu chopin, desculpe
terra de ninguém
eternidade

Dick Farney Trio – 5 Anos De Jazz (1977)

Olá amigos cultos e ocultos! Passei, hoje, a manhã toda navegando na rede e por mais estranho que pareça, acabei me esquecendo da postagem. Só agora estou dando conta de que ainda não mandei o toque do dia, não bati o ponto. 🙂 Neste domingo, estou em sintonia como o jazz. Minha tarde foi regada à McCoy Tyner, Gil Evans e Dave Brubeck. Delícia total! Eis que agora, ao escolher o que iria postar, me lembrei do Dick Farney e seus memoráveis shows intimistas ao lado de Sabá e Toninho. Shows esses , diga-se de passagem, que eu nunca assisti, mas se tornaram memoráveis por conta do talento do trio e também porque foram gravados e ficaram registrados em discos, como este que estou trazendo aqui.
“5 Anos de Jazz” comemora o encontro desses três músicos que em 1972 se juntaram para fazerem o que mais gostavam, tocar jazz. Foram na época contratados pelo empresário da noite, Ricardo Amaral e passaram desde então a se apresentarem nesses shows para uma platéia seleta. Dessas apresentações, que eram sempre gravadas vieram, os discos. Lançaram um primeiro em 73 e em 77 veio este que comemora os cinco anos tocando juntos. Um disco que contempla justamente algumas das músicas que eu ouvia hoje à tarde. Brubeck na cabeça! Além de outros, também clássicos, mas poucos. O disco traz apenas seis faixas. Dá vontade de ouvir mais… 🙂 Confiram aí, pois eu no embalo, acho que vou mandar mais um. Um compacto para fecharmos bem a noite. Que tal? 😉

brandenburg gate
autumn leaves (les feuilles mortes)
we’ll be together again
besame mucho
three to get ready
our lover is here to stay

Garota de Ipanema – 123 Toques Musicais (2011)

Boa noite amigos cultos e ocultos! Como ainda estou em recuperação, entupido de antibiótico, fiquei proibido de fazer algumas das coisas que mais gosto num fim de semana prolongado como esse. Não posso beber e nem queimar meu chocolate. Daí, não vejo muita razão para sair, encontrar os outros amigos cultos e também os ‘revelados’. Vou seguindo bem maneirinho, fazendo extravagâncias em outros sentidos, como vocês verão (e ouvirão) daqui. Hoje eu passei o dia em overdose, mas não foi de remédio não. A turma aqui em casa é que o diga, tiveram que suportar quase oito horas ouvindo uma mesma música, “Garota de Ipanema”. Depois de hoje, fiquei proibido de tocá-la, pelo menos, até o fim do ano, que vem. Chapei todos por aqui, inclusive os vizinhos, mas esses não reclamaram (e nem podem, eu sou o síndico, hehehe…)
Pois é, resolvi fazer uma seleção de 123 versões de “Garota de Ipanema”. Sei que extrapolei, passei da dose e fui além. Recolhi as mais diferentes interpretações desta canção de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. São gravações antigas e novas, realizadas aqui e também lá fora em diferentes cantos do mundo, como os mais diversos artistas e músicos. Alguns de vocês talvez venham a me perguntar a razão de um número tão inexato: 123. A explicação é simples, “Garota de Ipanema” deve ter mais de 500 versões gravadas pelo mundo, eu devo ter umas 250 (ou quase). Como não tive tempo para preparar cada uma delas, decidi parar em 123, que simboliza uma continuidade, uma sequência, a qual, por certo, eu não pretendo levar em frente (ufa!). Fiz isso apenas para mostrar a vocês como algumas músicas se tornam apaixonantes, vibrantes e prá lá de clássicas. Gosto disso, de colecioná-las. Aliás, são três as músicas pelas quais eu venho reunindo versões: “Garota de Ipanema”, “Caravan” e “Nature Boy” (adoro essas músicas).
Como ando com ‘doses’ na cabeça, vai aqui esta postagem em dose quíntupla! Para vocês passarem 123 dias ouvindo uma a uma por dia (se aguentarem, é claro!). Taí, a coletânea da semana. Olha que coisa mais linda…
A propósito, com 123 nomes diferentes, sinceramente, pelo menos por agora, não irei listá-las para vocês, mas podem ter certeza que aquela versão em particular que procuram está aqui.
A capinha , desta vez, não ficou muito no meu agrado, mas na contracapa há toda a relação dos intérpretes, ok? 😉

Zéluiz – Sinais (1980)

Taí, como eu havia dito, teremos uma sexta independente em dose dupla. Com essa tomação de remédios, fiquei com essa coisa de ‘doses’ na cabeça. Melhor seria se fosse umas doses de uma cachacinha de Salinas ou um Jim Beam, que ainda tenho estocado. 😉  Mas hoje, nem pensar…
Para a nossa segunda dose eu estou trazendo o cantor e compositor Zéluiz (Zé Luiz Mazziotti), que há pouco mais de um mês deu (e continua dando) um bom ‘ibope’. Como todos gostaram, achei por bem mandar mais um. 😉
“Sinais” é um álbum independente, lançado por Zéluiz em 1980. Neste trabalho ele interpreta além de suas canções, em parceria com Mily, Sérgio Natureza e Ana Terra, outras também de alto nível de compositores como Baden e Paulo Cesar Pinheiro, João Bosco e Aldir Blanc, Ivan Lins, Fátima Guedes, Joyce, Lourenço Baêta e Elodi. O álbum foi produzido pelo próprio Zéluiz. Os arranjos e regências ficam por conta de Gilson Peranzzetta e Antonio Adolfo. Participam também um time de grandes instrumentistas, os quais vocês poderão ouvir e verificar no encarte anexo do nosso ‘toque musical’. Vamos conferir?
(tem discos que quando eu posto, sei até quais serão os amigos cultos e ocultos irão se manifestar, interessante…)

mesa redonda
trilha sonora
menino de rua
meu bem querer
  horas de dor  
 amigos
sinais
pra você ver
presença
tanto que aprendi de amor
culpas e razões

Quatro Na Roda – EP (2011)

Boa tarde, meus amigos cultos e ocultos. Hoje eu estou ‘pianinho’ em casa, ou como dizem também, literalmente com as barbas de molho. Minha sinusite, para rimar, ainda persiste, vai e volta quando bem quer. Mas ontem eu fui ao médico e ele me passou uma bateria de remédio, até a Amoxilina! Cheguei a pensar que o bicho estava mesmo pegando para o meu lado. Comecei a medicação e por enquanto vamos indo… ‘no pianinho’. Tá melhorando… Aproveito que não posso mesmo sair de casa e vou fazer desta sexta independente uma dose dupla, para curar a minha cabeça e fazer a de vocês 😉
Começo com este EP enviado pela turma do Quatro na Roda, um grupo formado por talentosos músicos aqui de Belô. Uma moçada jovem que entrou de sola no que é a verdadeira música popular brasileira. Eles apresentam um repertório muito especial, dedicado principalmente o samba, choro, baião, marchinhas e outros gêneros típicos da nossa música. Conforme eles mesmos informam, o quarteto tem uma base instrumental formada por  violão de sete cordas, cavaquinho e percussão. Nos solos vão clarinete, flauta e de novo o cavaquinho, somado a tudo isso às vozes dos quatro: Juliana Perdigão, Cristiano Vianna, Du Macedo e Analu. 
Este é o primeiro trabalho gravado pelo grupo, buscando mostrar músicas produzidas no país desde os anos vinte, do século passado até os dias de hoje. Um trabalho bacana e de muita qualidade.
Para saber mais sobre o grupo, visitem a página deles no FaceBook.
boogie woogie na favela
conversa de samba
adeus américa
foi uma pedra que rolou
cem mil réis
depois que o ilê passar
patuscada de ghandi

Francisco Carlos – Interpreta Noel Rosa, Ary Barroso, Lamartine Babo E Custódio Mesquita (1956)

Olá amigos, cultos e ocultos! Nada como uma boa noite de sono para que a gente acorde animado. Eu naturalmente sou animado, mas quando tenho que enfrentar as dores, troco sem querer a animação pela irritação. Daí eu ponho um disco para tocar e a música vai aos poucos me acalmando. As dores ainda permanecem, mas eu vou me cuidando. Hoje até já consegui ripar mais uma bolacha e vou mandando ela aqui para vocês.
Temos assim, o cantor Francisco Carlos, um nome hoje esquecido, inclusive pelos seus contemporâneos. Nunca vi por aqui alguns dos senhores mencionar ou soliciar alguma música deste artista. Acho curioso, porque embora Francisco Carlos tenha abandonado a carreira em favor de outra arte, a pintura, nos anos 60, nas duas décadas anteriores ele era um grande astro, tanto como cantor como também como galã de filmes da Atlântida. Era conhecido como “El Broto”, por conta de seu grande sucesso, “Alô brotinho”. Também recebeu o título de “cantor namorado do Brasil”. Tinha mesmo uma pinta de galã. Nos anos 80 ele voltou ao mundo da música, mas os tempos eram outros, não conseguiu retomar a carreira.
Neste álbum, de 56, gravado pela RCA Victor (que eu considero como seu melhor disco), temos um desfile de oito sambas clássicos. Francisco Carlos interpreta músicas de Noel, Ary Barroso, Lamartine e Custódio Mesquita. Olha só…

feitio de oração
faceira
saia do meu caminho
o sol nasceu para todos
rancho fundo
morena boca de ouro
como os rios que correm pro mar
quando o samba acabou

Waldir Calmon – Música De Herivelto Martins (1955)

Boa noite para vocês, amigos cultos e ocultos! Devido a uma insistente e dolorosa sinusite estou hoje bem confuso, sem paciência e precisando de uma cama. Só mesmo por honra da firma é que estou aqui. Comecei uma postagem hoje, logo cedo, mas nesse mal estado acabei por não terminar. Fiz uma bagunça com os arquivos que aí eu preferi mudar o disco do dia. Troquei o Briamonte, num disco de samba, por este álbum do Waldir Calmon interpretando a música de Herivelto. Era o que eu já tinha pronto, além dos meus outros ‘discos de gaveta’ que só entram quando eu estou no aperto.
Vamos assim com o Waldir Calmon, que já é figurinha carimbada por aqui, mas que traz (e vale a pena conferir) a música de um dos nossos maiores compositores, Herivelto Martins.
Gente, vai conferindo aí, porque as minhas dores voltaram. Vou tomar uma Coristina e cair na cama. Até amanhã… 🙁

ave maria do morro
caminhemos
amigo
recusa
laurindo
edredon vermelho
culpe-me
sem ela

Jorge Goulart – Eu Sou O Samba (1960)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Na brecha do meu tumultuado dia, aproveito para fazer logo a postagem, antes que fique ainda mais tarde e eu sem disposição, acabe por não fazê-la. Estou numa sinusite brava, parece até aquelas ressacas de vinho Sulino. Não vejo a hora de chegar em casa, tomar um banho e cair na cama. Mas antes, vamos ao ‘post’ de hoje…
Olha só que beleza, um raro álbum do cantor Jorge Goulart. Talvez um de seus melhores discos, lançado pela RCA Victor em 1960. Um disco, obviamente, de samba e samba de primeira. Aqui encontramos Jorge Goulart interpretando um repertório com direito a três músicas de Zé Keti, entre elas o clássico “A voz do morro”, música que abre o disco e serviu de inspiração para o título do álbum. Mestres da composição como Ary Barroso, Mário Lago e Hervê Cordovil, também comparecem no disco. Chamo atenção para as faixas, “Meu samba”, de Lúcio Alves e Armando Louzada e “Brasília, capital da esperança”, de Cid Magalhães e Ivo Santos, música esta, feita em homeagem à então nova capital do Brasil.
Confiram aqui, em primeira mão, este álbum nota 10 😉

a voz do morro
não sou feliz
eu nasci no morro
meu samba
se o mal pensar, é pecado
brasília, capital da esperança
samba fantástico
joão cachaça
é luxo só
lamento de um sambista
é manhã no morro
o rei do samba

Gilson de Souza – Poeta De Rua (1979)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Neste mês o Toque Musical estará completando 4 anos de vida. Como já estamos na segunda quinzena é bom eu ir ajeitando a casa, anunciando a data e preparando para a festa. Afinal, o que falta agora é só convidar a todos. Vocês trazem os ‘comes e bebes’ que o presente quem dá sou eu, ao longo dos dias do próximo ano. Estamos conversado? 😉
Para começar a semana, vamos de samba. Vamos com o Gilson de Souza, lembram dele? Não? Poxa…que isso! Foi justamente com uma música, um samba chamado “Poxa” que Gilson decolou para o sucesso. Lançado em 1975, este samba valeu ao artista o troféu Impresa como revelação do ano e melhor música. A música se tornou bem popular, chegando a alcançar umas dezenas de interpretações e regravações. Dizem que até o Elton John já cantou essa música em um de seus shows (eu queria ver). Mas o sambista compositor não ficou só num sucesso, tem também aquela, “Orgulho de um sambista”, que foi cantada por Jair Rodrigues e outros artistas, que também gravaram a música. Pelo que eu li, Gilson continua na ativa, compondo, gravando e fazendo shows esporádicos. Trabalha como Conselheiro Fiscal da Sicam (Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais)
No álbum “Poeta de rua “, seu segundo disco lançado pelo selo Arlequim, em 1979, temos doze sambas, todos de sua autoria ou parceria. Um disco interessante, como músicas de um forte apelo popular. Embora eu não as conheça, imagino que algumas tenham tocado em rádios, principalmente paulistas, onde o artista é mais conhecido. Confiram o toque…

poeta de rua
povo amigo
onde você andou
força
pode parar
gisele
promessas desfeitas
euforia de um folião
samba de mestre
sonho dourado
gente falante
comparações

Caetano Veloso – Ao Vivo Em Santo Amaro 1987 (2011) REPOST

Bom dia a todos! Acabei de acordar e nem café eu ainda tomei. Vim direto para o computador preparar logo a minha postagem diária, antes que eu acabe caindo na enrolação, deixando tudo para o fim de noite. Não gosto não. Fico esgotado e acabo comprometendo o ritmo e a qualidade das postagens.
Hoje eu tenho para vocês um ‘bootleg’ interessante, Caetano Veloso ao violão, cantando em praça pública em sua cidade natal, Santo Amaro da Purificação, Bahia. A gravação, possivelmente extraída da mesa de som, foi feita em 1987. Não sei de detalhes sobre ela, mas pela que podemos ouvir, encontramos um Caetano muito a vontade, só ele e o violão, despreocupado até com a interpretação. Afinal ele não imaginaria que um dia esse registro ecoasse além das fronteiras do seu quintal. Não se trata de algo especial ou excepcional, mas é acima de tudo, Caetano Veloso. E eu gosto muito desse cara, podem crer!
Esta gravação me foi enviada pelo amigo Sergio Delfino há algumas semanas atrás. Estou postando agora, depois de ter dado um ‘trato’ no som e composto a tradicional capinha. Embora não seja um disco, como todos sabem, aqui no Toque Musical, coisas como essa, acabam virando edições exclusivas. Muitos já consideram o TM como uma editora de ‘bootlegs’. Mas é bom lembrar que aqui a coisa é feita com o sentido único de ser cultural. Por amor. Minhas ‘produções’ não são para vendas ou comércio de qualquer espécie. Minha intenção é compartilhar cultura, discussões musicais e preservação da produção fonográfica brasileira (principalmente aquela que vem se perdendo com o tempo e pela falta de interesse das gravadoras). Gosto também dessas gravações ao vivo. É quando a gente tem o artista ‘in natura’. Gosto disso…

menino deus
london, london
olhar 43
terra
fado – vaca profana
luz do sol
totalmente demais
sonhos
milagres do povo
cajuína – um índio
nosso estranho amor

Eu Ovo Uma Coletânea (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Custei, mas cheguei. O dia hoje foi cheio e só agora  estou tendo tempo para a nossa postagem. Dia de sábado é assim, muitas festas pela cidade. Festas juninas, principalmente. Estou voltando de uma agora. Felizmente ainda temos tempo para marcar o ponto do dia. Vamos a ele…
No nosso encontro de sábado, que vem se tornando um dia para coletâneas, temos hoje como convidado o blog Eu Ovo, que gentilmente montou para nós uma seleta músical com o que há de mais expressivo no momento, no cenário da música produzida hoje no Brasil. Elcomenta: a lista que consegui reunir traz a nata da música popular brasileira, desde artistas consagrados como Naná Vasconcelos, Ná Ozzetti, Mônica Salmaso, Maciel Salú ou alguns artistas estreantes como Maíra Freitas, Felipe Cordeiro ou ainda bandas da nova cena musical como Caldo de Piaba, Nuda, Comunidade Azougue, Academia da Berlinda, Eta Carinae e ainda couberam dois lançamentos internacionais – pela importância dos artistas – como Shawn Lee e The Echocentrics, que tinham participações de brasileiros ilustres como Curumin e Tita Lima, respectivamente.
Pois é, uma seleção e tanto, trazendo nomes que só mesmo numa coletânea como esta seria possível ser publicado aqui no nosso Toque Musical. Ficou mesmo muito bacana a lista, que ainda, segundo o dono do ovo foi pensada não como uma simples coletânea, mas como uma programação musical de rádio, ou ainda uma discotecagem com trinta ‘tapes’ que fazem uma festa.
Vão nessa que o som aqui vale para todos os dias da semana. Um álbum duplo e dois compactos duplos, ainda querem mais? 😉 Preguicinha de escrever… copio e colo:

Academia da Berlinda – Fui humilhado
Caldo de Piaba – Lambada nova
Felipe Cordeiro – Legal e ilegal
Maciel Salú – Rabeca no merengue
Comunidade Azougue – Samba de graça
Nuda – Amarénenhuma
Naná Vasconcelos – Pra elas
João Brasil + Lovefoxxx – L.O.V.E. Banana
Burro Morto – Tocandira
Eta Carinae – Afrorregaton a brasileira
Tonho Crocco – Abre alas (o carro destemido)
Kiko Dinucci + Juçara Marçal + Thiago França – Oba Iná
Luísa Maita – Lero-lero (DJ Tudo remix)
Anelis Assumpção + Itamar – Mulher segundo meu pai
Gui Amabis + CéU – Swell
Sobrado 112 – Simérius Conan
Bonifrate – Esse trem não improvisa
Arnaldo Baptista – I don’t care
Violins – É como está
Criolo – Não existe amor em SP
Emicida + Mart’nália – Quero ver quarta-feira
The Echocentrics + Tita Lima – Mundo pequeno
Shawn Lee + Curumin – Não vacila
BiD + Jesse Royal + Karina Buhr – All faya
Silvério Pessoa – Faut de tout
Maíra Freitas – Maracatu nação do amor (april child)
Romulo Fróes – Onde foi que nunca vem
Ná Ozzetti – Meu quintal
Carlos Careqa + Ana Fridman – Estou cheio de arte
Mônica Salmaso – Samba erudito


Eugenio, Osias E Danilo – Arraial Na Voz De Titane (1984)

Bom dia, amigos cultos e ocultos. Para o nosso encontro nesta sexta independente, eu trouxe um disco muito bacana, que só mesmo quem é aqui das montanhas das Geraes o conhece bem. Trata-se de “Arraial”, um projeto musical onde participaram mais de 50 músicos mineiros, entre instrumentistas, compositores e arranjadores. Figuras de destaque na música mineira como Marco Antonio Guimarães e seu Uakti, Gilvan de Oliveira, Ladston do Nascimento, Sérgio Moreira e até o argentino Rujo Herrera, entre outros…
Osias Ribeiro, Danilo Santos e Eugênio Gomez são compositores mineiros que aqui tem as suas músicas interpretadas por Titane, uma das maiores cantoras de Minas Gerais. Se não me engano, este foi o primeiro disco da Titane, ou melhor dizendo, um disco onde ela é a cantora.
Num projeto onde tanta gente boa se envolveu, o resultado não poderia ser outro senão um disco de qualidades. Infelizmente, por questões técnicas e também de orçamento algumas músicas foram cortadas. Se o disco tivesse sido lançado, na época, em formato cd, talvez isso não acontecesse. Mesmo assim eu prefiro lamentar ele não ter sido lançado como um álbum duplo. Ao ouvirem, vocês logo me darão razão. Fica no final aquele gostinho de ‘quero mais’ 😉

vendaval
infância
tristura
zero
ai de mim, solidão
recordações de amon
por que tristeza?
caatinga vista da lua
lamento
aboio

Roberto Paiva E Francisco Egydio – Polêmica (1956)

Boa noite amigos cultos e ocultos! Finalmente me encontro numa pausa e aproveito o momento para mandar aqui o meu recado, o toque do dia. Como estou em trânsito, hoje vou recorrer aos meus ‘discos de gaveta’. Não tive tempo para preparar coisa melhor, daí vamos com o excelente “Polêmica” – Noel Rosa X Wilson Batista, nas vozes de Francisco Egydio e Roberto Paiva.
Embora seja um disco já bem divulgado em diversos blogs musicais, eu penso que ele ainda irá surpreender muita gente que passa por aqui. Trata-se, sem dúvida, de um disco com músicas de dois grandes compositores, Noel Rosa e o sambista Wilson Batista. Acredito que todos saibam da história da rixa entre os dois compositores. Contam que por causa de uma morena tudo começou. Noel estava ressentido com o malandro Wilson que havia lhe ‘roubado’ uma pequena. Quando Wilson Batista compôs “Lenço no pescoço”, uma apologia à malandragem, Noel viu ali a chance de lhe revidar e escreveu o samba “Rapaz folgado”, onde numa indireta bem direta ele puxa o rodo no Wilson. Daí começa a curiosa batalha musical, com Noel e Wilson trocando insultos em versos (insultos mais por conta de Wilson Batista, é bom dizer). Esse fato durou pouco mais de uns dois anos, mas se prolongou na história porque dele nasceram músicas que hoje são clássicos do nosso cancioneiro popular. Com a mesma morena por quem a disputa começou, foi também o motivo como tudo terminou (bem). Wilson havia escrito o samba “Terra de cego”, onde dava mais uma alfinetada em Noel. Mostrou e cantou para ele a música em um bar e ali mesmo. Segundo contam, Noel gostou do samba, mas pediu para trocar a letra, ou melhor, criou uma nova letra para a música que passou a se chamar “Deixa de ser convencida”. A letra que antes dizia a Noel para perder a mania de bamba, agora falava à morena Ceci para deixar de ser convencida.
Em 1956 a Odeon decide então lançar o álbum “Polêmica”, onde reúne os sambas que os dois fizeram durante esse período. Francisco Egydio foi o responsável pelas interpretações dos sambas de Noel e Roberto Paiva os de Wilson Batista. A gravação deste álbum foi importante porque trouxe a tona um assunto que não era do conhecimento do grande público. Fez também trazer de volta essas primeiras composições de Wilson Batista.
Na contracapa do lp de 10 polegadas, temos um texto explicando melhor essa polêmica, escrito por Nassara, que também assina a bela e divertida capa.

lenço no pescoço – roberto paiva
rapaz folgado – francisco egydio
mocinho da vila – roberto paiva
palpite infeliz – francisco egydio
frankenstein – roberto paiva
feitiço da vila – francisco egydio
conversa fiada – roberto paiva
joão ningém – francisco egydio
terra de cego – roberto paiva

Lauro Paiva E Seu Conjunto – O Ritmo É… (1963)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Até o momento ninguém se manifestou com relação à postagem de ontem. Ainda continua valendo um doce para aquele que souber informações sobre o Del Norman.
Para hoje eu tenho mais um disco raro, um típico exemplar que vocês só encontram aqui no Toque Musical. Finalmente chegou em minhas mãos o último dos quatro discos lançados pelo selo mineiro MGL. Quem acompanha o Toque Musical já deve saber um pouco da saga e os discos criados por essa gravadora, pioneira no Estado de Minas Gerais. A MGL (Minas Gravações Limitada) nasceu nos primeiros anos da década de 60. Foi criada por Dirceu Cheib, incentivado pelo Maestro Edmundo Peruzzi, o qual estreou o selo com o álbum “O samba visita o clássico“. Naqueles anos de 62 e 63, quando a MGL iniciou os seus trabalhos, segundo Dirceu Cheib, a ideia era a de fazerem apenas um disco. Naquele momento a empresa era apenas um espécie de editora. Ainda não haviam investido em maquinários para um estúdio de gravações. Os quatro discos lançados foram totalmente feitos em São Paulo e com artista desse Estado. Os álbuns lançados foram: “Peruzzi – O samba visita o clássico“; “Xixa e seu conjunto – Hoje é dia de festa“; “Antoninho Pellicciari e seu conjunto – Apresenta sucessos do momento” e este que estou postando agora, “Lauro Paiva – O ritmo é…”. Não sei precisar a ordem de lançamento desses discos que vieram após o do Maestro Peruzzi, mas todos foram lançados em 1963. Provavelmente, o do Lauro Paiva foi o último e talvez seja até de 1964, ano em que a MGL inicia com seu selo Paladium. Este lp demonstra bem isso, a transição, pela capa temos a MGL e o selo já era Paladium. Dos quatro lançamentos este foi o único com gravação estéreo. A partir daí, os discos da Minas Gravações passaram a ser Paladium. A Paladium, como já disse, foi um selo criado para coleções com vendas a domicílio. A razão pela qual seus discos, quando os encontramos por aí, não apresentarem uma ficha técnica, se deve ao fato de que os mesmos faziam parte de caixas como seis lps, que eram vendidas à domicílio por todo o Brasil.
A história da Paldium e por consequência da MGL e Bemol eu ainda penso em contar em um outro blog que criei, mas até hoje não achei um tempo para lhe dar vazão. Só para não perder a ideia de vista, cheguei até a fazer umas duas postagens, mas apenas para lhe dar um corpo. Possívelmente, se tudo der certo, quero transformar essa história num projeto, com apoio institucional ou de leis de incentivo. Já tenho muito material de pesquisa coletado e todo o esquema montado para isso. Só me falta tempo e talvez uma pessoa também interessada no assunto e que queira comigo pegar essa empreitada. Alguém se habilita?
Bom, vamos ao disco… Lauro Paiva, embora hoje em dia seja quase um desconhecido, foi nos anos 50 e 60 um músico e compositor bem conhecido, principalmente em São Paulo, onde ele fez seu nome. Nascido na Bahia, trabalhou no início dos anos 50 na Radio Excelsior baiana. Mudou-se para o Rio de Janeiro logo em seguida e a partir de então vieram as gravações. Pelo que eu pesquisei ele gravou por volta de uns nove ou dez discos ao longo de sua carreira. Estabeleceu-se em São Paulo onde também tocava na noite. Em 1963 ele foi convidado pelo Maestro Peruzzi a gravar este álbum para a então novíssima MGL. Um trabalho muito interessante e super gostoso de ouvir. Do lado A temos uma seleção de sambas, muito bem arranjados, valorizando bem o ritmo, como anunciando no título do lp. São músicas, algumas, bem conhecidas, como “Influência do jazz”, de Carlos Lyra; “Eu sei que vou te amar”, de Tom e Vinicius e “Na cadência do samba”, de Ataulfo Alves. No lado B temos também muito ritmo, contemplando um repertório internacional com  outros estilos musicais muito em voga na época, o ‘twist’ e o chá chá chá.
Muito legal o disco, vale a pena dar uma conferida.

influência do jazz
alô verinha
canção do fim
eu sei que vou te amar
e você não dizia nada
na cadência do samba
the jet
hava nagila
tea for two
trumpet chá chá chá
dance avec moi
suave é a noite