Zé Trindade – Quadrilha Na Roça (1958)
Amigos cultos e ocultos, cheguei!
Como a semana foi meio confusa para mim, além do aniversário do João Gilberto, o Dia dos Namorados… quase me esqueci de postar aqui mais um disco de festa junina. Aliás um ótimo disco para se colocar em festas, as poucas tradicionais que ainda existem pelo Brasil.
Ano passado eu cheguei a ir numa grande festa junina, mas estava tão descaracterizada que de junina só tinha mesmo o mês. Bandeirolas e balões de plástico industrializados, garotos vestidos de ‘cowboy’, barraquinhas vendendo pizza e bolinho de feijão, tudo isso eu aceitei. Mas foi o fim da picada quando percebi que a música tocada, por dois marmotas, era aquela sertanejo brega. Meu Deus! Nos intervalos, pelas caixas de som só saiu (desculpem a expressão) merda, ou coisas sem a menor sintonia com o clima. Tinha de Restart à Ivete Sangalo (oí gente!), uma verdadeira caricatura da caricatura de uma festa de São João. E não tinha fogueira… Seria tão bom se os organizadores dessas festas fossem um pouco mais tradicionais, afinal a ideia da festa é essa mesma, manter as tradições, ou pelo menos relembrá-las. No que depender de boa música, bons momentos para uma festa, aqui no Toque Musical tem para dar e compartilhar 😉
Um bom disco e que eu recomendo para a ocasião é este aqui do Zé Trindade. Lançado pela Columbia em 1958, o lp reúne faixas gravadas pelo humorista em discos de 78 rpm, durante os anos de 56 e 57, acrescentando também novas gravações que completam o álbum de 10 polegadas.
Talvez, muita gente hoje em dia não se lembre ou não sabe quem foi o Zé Trindade. Ator, humorista, poeta… um tipo realmente muito divertido. Me lembro de tê-lo visto pela última vez no cinema fazendo uma ponta no filme “Um trem para as estrelas”, de Cacá Diegues. Na contracapa há um texto de apresentação do artista feito pelo Chico Anísio. Confiram aqui, completo e na melhor qualidade 😉
Moacyr Silva – Interpreta Cole Porter (1962)
Boa tarde, amigos cultos e ocultos. Hoje o domingo é especial, dia de amar, Dia dos Namorados. Quem tem o seu, nessa altura, deve estar agarradinho, passeando na praça de mãos dadas ou mais ainda, tentando achar uma vaga num motel (se já não estiverem por lá). Claro que amor não é só sexo e necessariamente não precisamos do motel e nem do ato em si para comemorar a data. Mas essas são situações comuns nesse dia. Em todo o canto que se olhe há sempre um casal celebrando o seu amor. Bacana, que viva o amor!
Foi pensando no Dia dos Namorados que eu reservei este álbum maravilhoso, caído em minhas mão por acaso. Na verdade ele é uma encomenda para o blog “A Música Que Vem De Minas“, que generosamente me permitiu postá-lo em primeira mão aqui para vocês. Obviamente, vocês o verão por lá também e com certeza em muitos outros blogs musicais. Afinal é um disco que merece ser bem compartilhado.
Temos então o grande sax tenor Moacyr Silva interpretando um dos maiores compositores americanos, outro grande, Cole Porter. A primeira vez que ouvi este disco, não pensei que fosse um álbum nacional. Estava certo de que aquele sax era do Ben Webster, outro grande saxofonista (americano). Foi preciso ouvir direito e mais e mesmo assim só me dei conta de quem era depois de ver a capa do disco. Claro, era o nosso Moacyr Silva e cá pra nós, sem querer comparar e já comparando, bem melhor que o americano, pelo menos para mim. Digo isso, mas não quero entrar no mérito da questão e nem criar polêmica. Na verdade são músicos bem diferentes. Ou por outra, o Moacyr está mais perto de ser o Ben do que este ser o Moacy, dá pra entender? Quanto ao disco, é só elogio. Foi lançado em 1962, pela Copacabana, tendo como motivo a celebração dos 60 anos do compositor. Estão reunidas aqui algumas de suas mais famosas composições, músicas que marcaram uma época e se tornaram clássicos da música popular internacional.
Realmente um belo disco para se ouvir, principalmente amando… 😉
João Gilberto – Mais Vivo – Coletânea Comemorativa 80 Anos (2011)
Olá, moçada culta e oculta. Há pouco mais de meia hora, ontem, foi aniversário do grande Jão, que um dia foi Joãozinho de Juazeiro e dos amigos próximos como Tom e Vinícius. Joãozinho que virou João Gilberto, a lenda viva. Se vocês pensaram que eu me esqueci desta data, não se enganaram, esqueci mesmo. Porém, esta postagem no início da madrugada está sendo estratégica e providencial. Ainda nos próximos dias irão repercutir notícias sobre os 80 anos de João Gilberto. Daí, estamos na ordem do dia 🙂
Como o nosso sábado tem sido dedicado às coletâneas, esta veio bem a calhar. Selecionei 14 momentos de apresentações ao vivo que João fez no Brasil e exterior. Não há nada de muito raro ou extraordinário nessas gravações além do que são, registros extraídos de shows, alguns, inclusive, até podem ser visto no Youtube. Mesmo assim, uma seleção caprichada como esta, não se encontra fácil por aí. Além dos belos momentos musicais, tem também a produção visual de capa, feita, modéstia a parte, pelo ‘papai’ aqui – que procura assim agregar os valores e, espero, despertar o interesse de vocês 😉
Ao João Gilberto, minhas saudações! Desejo a ele muita paz, saúde e serenidade. Obrigado por estar vivo!
Zezé Freitas – Interpreta Zica Bergami (1998)
Olás! Eu às vezes fico meio perdido aqui com tantas coisas que me enviam. São discos, livro, gravações, fotos, cds… Tento manter uma organização, até mesmo porque de tanto material que chega, muitos serão aproveitados em outros momentos e a gente precisa ter as referências dos colaboradores e fornecedores, desses meus amigos cultos e ocultos. Acontece que às vezes alguns se perdem nas pilhas, estantes, gavetas e e-mails e eu fico mesmo sem saber qual foi a origem. É o caso deste disco da cantora Zezé Freitas, sinceramente não sei mais que me enviou (provavelmente o Chris Rousseau ou mesmo alguém ligado a produção deste cd independente). O fato é que hoje é dia de disco/artista independente e entre tantos outros títulos disponíveis achei de postar justamente este trabalho maravilhoso que na última semana eu tenho escutado.
Fazendo uma rápida apresentação, Zezé Freitas é uma cantora que iniciou sua carreira no Coral da USP. Gravou seu primeiro disco/cd, “Momentos”, em 1995, com direção musical de Filó Machado, que também acompanhou a cantora nos diversos shows que fez apresentado as canções deste disco. Em 1998 ela grava este que foi o seu segundo trabalho solo, tendo novamente o Filó na direção musical. No ‘album’, Zezé interpreta canções da compositora, escritora e artista plástica paulista, Zica Bergami, autora de “Lampião de gás”, música lançada na voz de Inezita Barroso em 1958, se tornado um clássico do cancioneiro paulista. Talvez pelo fato de ter dividido a sua vida artística entre a pintura, literatura e música e mais ainda, por ter se destacado na escrita e no pincel, a música (que carece de uma dedicação exclusiva) ficou um pouco ofuscada. Posso estar sendo injusto no meu comentário, mas eu mesmo só me lembrava de Zica Bergami como artista plástica (pintora). Certo é que este disco veio me mostrar que Zica era realmente uma excelente compositora. Sua música reflete o seu tempo, tem humor e simpatia. Na interpretação de Zezé Freitas ganha um novo fôlego, se atualiza e agrada no ato. Também não é para menos… Zezé é uma ótima cantora, que interpreta com muita desenvoltura essas canções. No disco ela veio muito bem acompanhada por gente com o Filó, Adauto Santos, Sabá, Arismar do Espirito Santo, Clayber de Souza, Oswaldinho do Acordeon e outros… Um belo disco para um dia, que por aqui, está parecendo de paulista, frio e com o céu nublado. Por falar nisso, deixa eu correr, meu tempo é curto 🙂 Confiram aí esta pérola 😉
Noite Ilustrada – Cara De Boboca (1960)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou trazendo para vocês o “Cara de boboca”, disco gravado pelo Noite Ilustrada em 1960. Este álbum, eu há muito tempo queria tê-lo postado, só não o fiz antes porque o álbum que eu tinha, embora ‘zero bala’ (novinho), apresentava um defeito de prensagem no lado B. Consegui, dias atrás, um outro exemplar, também muito conservado. Mas foi só eu colocar o disco no prato e tocar para perceber que o tal erro de prensagem também aparecia. Procurei na rede pelo álbum e baixei, por sinal é ainda o mesmo arquivo do Zeca Loronix se replicando por aí. Mais uma vez constatei que o erro era geral. Através de um amigo que conheceu o Noite Ilustrada, fiquei sabendo que este disco, na primeira prensagem, tinha mesmo um defeito nos sulcos. Quando eles deram conta disso, muitos já haviam sido vendidos. Diante ao inevitável e considerando que eu já estava no embalo de postá-lo, o jeito foi recorrer ao Sound Forge para tentar dar uma reduzida no problema. Não ficou 10, mas deu para passar na média.
Entre tantos discos lançados pelo Ilustrada, este é talvez o que eu mais gosto. Um disco cheio de sambas sincopados que mesmo o mais insensível é capaz de bater o pezinho. As letras também são ótimas, histórias de malandros, sambistas, gente do morro… a realidade daqueles tempos caricaturada no samba.
Outro fato interessante neste exemplar é uma dedicatória com autógrafo feito a caneta no verso da capa pelo Ilustrada ao seu amigo, o Sr Nicolino Del Bosco. A minha curiosidade me fez então procurar na rede sobre o tal Nicolino. Descobri que ele foi um colecionador de artistas. Um santista apaixonado pelo cinema e a música, que começou ainda na juventude se corresponder com seus artistas prediletos. Ele se correspondia com os grandes artistas de Hollywood e foi cicerone de muitos que passaram por Santos, vindos de navio conhecer o país. Segundo contam, ele tinha um acervo enorme de fotos, cartas, discos… Era amigo de Carmen Miranda e de praticamente todos os grandes artistas brasileiros, das décadas de 30 aos anos 60. Li num site que esse senhor, ainda vivo, pretendia passar o seu acervo para alguma entidade cultural da cidade de Santos. Não sei se isso foi feito, se existe na cidade algum museu ou coisa parecida preservando seu rico material. Provavelmente não, a tomar por este disco do Noite Ilustrada, que certamente fazia parte do acervo. No Mercado Livre também eu encontrei uma série de itens (fotos e discos) que um dia foi do ‘amigo dos artistas’. Quer comprar? Vai lá… Nessa hora é que eu penso: aquilo que para alguns é paixão, para outros é fazer dinheiro.
I Festival Da Música Popular Brasileira No Maranhão (1972)
Bom dia! A gripe parece que me pegou mesmo. Por essa razão eu hoje vou ficar de molho, quietinho em casa e só no mingau e na sopa. Tô numa moleza, num desânimo… precisando voltar para a cama. Mas antes, vamos liberar logo a postagem do dia, que por sinal é uma bela raridade e aqui, sempre completa 😉
Tenho para hoje esse raro lp de festival, o I Festival de Música Popular Brasileiro no Maranhão, realizado em 1971. Ainda nesta época os festivais de música popular eram uma febre, faziam grande sucesso e se espalhavam pelo país. Em diversos Estados e cidades brasileiras aconteciam eventos desse tipo, festivais regionalizados, permitindo que os artistas, que por alguma razão não chegavam aos grandes centros, tivessem assim a sua oportunidade. Os festivais regionais foram muito importantes pois, também neles, surgiram grandes nomes da nossa música popular.
O I Festival de Música Popular Brasileira no Maranhão foi realizado em setembro de 71 por iniciativa da Coordenadoria de Turismo e Cultura Popular de São Luís. Foram 130 o número de inscritos, mas na peneirada selecionaram apenas 15 músicas para a apresentação pública, que aconteceram no Ginásio Costa Rodrigues. Sob os auspícios da Prefeitura de São Luis e da Fundação do Bem Estar Social, as músicas selecionadas (ficaram só doze) tiveram a chance de serem lançadas em disco no ano seguinte. O álbum foi gravado no Rio de Janeiro, tendo como diretor musical e arranjador o saudoso Paulo Moura.
As músicas selecionadas são mesmo muito boas e a altura de qualquer festival nacional. Teve entre seus participantes artistas de projeção como os grupos Os Atuais, Coral de Joab e elementos do Grupo Musa.
Taí, mais um disco de festival que só mesmo em blogs musicais vocês terão a oportunidade de conhecer ou ouvir novamente. O toque está dado, agora é só conferir 😉
Benito Di Paula – Um Novo Samba (1974)
Boa tarde, amigos cultos e ocultos. Com a chegada do inverno é comum a gente pegar um resfriadozinho básico. Eu que me gabava de há muito tempo não ficar resfriado, estou hoje entrando naquele estado gripal, com o nariz escorrendo e uma vontade danada de fazer coisa nenhuma. Desânimo total. Quero uma cama e uma bebida quente para afastar o mal estar. Se tem uma coisa que me deixa irritado é ficar gripado. Tô me segurando para não piorar. Odeio isso…
Nessa minha situação, hoje, fui obrigado a recorrer aos ‘discos de gaveta’, aqueles que já estão prontos, na reserva para momentos de emergência. Vamos hoje com o Benito Di Paula em seu álbum “Um novo samba”, um dos primeiros lps de sua carreira e talvez o que fez mais sucesso. Nele encontramos duas músicas de destaque, “Retalhos de cetim” e “Se não for amor”.
Desculpem, mas hoje eu tô mal. Vou tomar um analgésico e dar uma deitada. Ficar gripado é uma merda!
Românticos De Cuba – Na Itália (1965)
Mário Zan – Zanzando (1957)
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! O tempo tem passado mesmo muito rápido, eu nem percebi e já estamos em junho. Este é um mês agitado aqui no Toque Musical. No próximo dia 30 estaremos completando 4 anos de atividade. Vão preparando aí para o festejo, afinal quatro anos não são quatro meses.
E por falar em festejo, estamos também na época das festas juninas. Eu desta vez quero postar alguns discos ainda no início do mês, dando assim a oportunidade dos mesmos serem usados por vocês nas festas juninas que estão por vir. Não vai ser por falta de músicas apropriadas que São João vai deixar de dar o seu recado.
Temos aqui, para começar, um álbum de 10 polegadas do Mario Zan, lançado em 1957 pela RCA Victor. Este não é exatamente um disco para festas juninas, mas tem tudo o que é preciso: acordeon e Mario Zan. Na bolacha de oito faixas vamos encontrar bolero, dobrado, xote, baião, tango, valsa, maxixe e… música para quadrilha, é claro!
Coisa curiosa, que eu desconhecia, vim a saber no texto da contracapa deste disco. O Mário Zan (Mario João Zandomenighi) era realmente nascido na Itália, de Veneza, vindo com a família para o Brasil em 1924. Olha aí um conterrâneo…
Meu Brasil – Coletânea De Milan Filipovic
Olá amigos cultos e ocultos! Aqui estamos em mais um sábado de coletâneas. Vou aproveitar a pausa do almoço para fazer logo a nossa postagem. Hoje temos como convidado o Milan Filipovic, do excelente blog Parallel Realities. Essa ideia de coletâneas, convidando outros blogs parceiros, começou com o sérvio, eu inclusive fui por ele um dos convidados, apresentado uma seleção da Alaide Costa. A minha versão é um pouquinho diferente, se prolonga por um prazo indeterminado. Enquanto houver aqueles que atendam ao meu convite, os colaboradores espontâneos e eu próprio criando novas coletâneas, a programação continua.
Em “Meu Brasil”, Milan reuniu para nós alguns de seus artistas brasileiros, ao que parece, os que ele mais aprecia. Temos aqui o equivalente a um álbum duplo de 10 polegadas, ou seja, dezesseis músicas, extraídas (quase todas) de discos neste formato. A escolha dos artistas e repertório refletem bem o perfil do “Parallel Realities”. Cantoras das décadas de 40, 50 e 60, além de umas pitadas intrumentais de Ribamar, Alberto Mota, Pocho e Moacyr Silva. Gostei, uma bela seleção. Vamos conferir?
Di Melo – Pedra Bruta (2011)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Eu ainda não tive tempo de repor todos os ‘toques’ solicitados e nem sei se o conseguirei fazê-lo neste fim de semana. Mas podem ficar tranquilos que no mais breve possível tudo ficará resolvido, ok? Enquanto isso, vão curtindo aí as postagens dos últimos dias.
Como eu já havia comentado, na semana passada tivemos em Belo Horizonte o Conexão Vivo, lá no Parque Municipal. Rolou um bom e variado espetáculo, com os mais diferentes artistas. Nos dois dias em que eu pude estar presente, foi possível assistir a muitos shows. Entre tantos que por lá passaram, veio também o Di Melo que se apresentou ao lado da banda Black Sonora. Para os que não se lembram, o Di Melo é aquele artista pernambucano, que nos anos 70 gravou pela EMI-Odeon um álbum muito interessante, tendo como participação nomes como Heraldo do Monte, Hermento Pascoal, Claudio Bertrami e outros… (inclusive o pai do Taiguara tocando bandoneon). Eu já tive este disco, mas por alguma razão o passei para frente.
O Di Melo voltou a tona depois que nos anos 90 foi redescoberto por DJs ingleses. A sua música “A vida em seus métodos diz calma” foi na época incluida na coletânea “Blue Brazil 2” para o mercado internacional. Como sempre acontece, bastou ser resgatado lá fora para que o pessoal aqui dentro redescobrisse ou reconhecesse o talento do cara. Di Melo volta a ganhar projeção e interesse das novas gerações, já tem inclusive um filme sendo finalizado sobre sua trajetória. Sinceramente, não conheço a história do cara, mas será que vale um filme? Ele é considerado por muitos como um dos importantes artistas que contribuiram para a formação de um estilo ‘blacksoulmusicsambarock’ (o mesmo onde são colocados Tim Maia, Cassiano, Hyldon, Trio Mocotó e por aí a fora…)
O certo é que no Conexão, o Di Melo volta à cena trazendo debaixo do braço um cd de coletâneas. Quando vi o ‘cedezinho’, achei que fosse piada. Produção caseira, reunindo além das músicas de seu disco de 1975, outras composições. A piada não é pela produção caseria, mas pela capa que estampa uma caricatura sua (até bem feita). Quem vê aquele cd há de pensar que se trata de um disco de piadas ou historinhas infantis. Sinceramente, não me contive… Após ouvir o disco (vendido por ele por 25 paus e sem autógrafo) e por sugestão de um amigo, pensei: pô, esse cara é uma pedra bruta! Precisa de uma lapidação, uma capa nova e mais divulgação! Vou postá-lo no Toque Musical!
Para quem está querendo retomar a carreira na mesma ‘pompa’, além de uma música boa (que ele já tem) é preciso também ter uma boa apresentação. Foi aí que eu resolvi criar essa nova capa, algo mais apropriado para o nosso artista. Modéstia a parte, acho que ficou ótima. Eu me sentiria muito honrado se o Di Melo passasse a usá-la. Tenho certeza que ninguém mais vai lhe fazer piadinhas.
Nelson Cavaquinho (1973)
Bom dia, prezados amigos cultos e ocultos. Nesta semana, sem intenção, tenho postado discos dos anos 70. Taí uma década que eu adoro, principalmente pelo lado musical. Acho que foi o ápice da indústria fonográfica no Brasil. Era um tempo onde quem administrava as gravadoras entendia de música, tinha sensibilidade e competência. Depois vieram os administradores formados em universidades e transformaram tudo em negócios. E pode-se dizer que foram péssimos administradores, pois, ofuscados pelo brilho do ‘compact disc’, deixaram-se levar por um caminho sem volta. Sucatearam a indústria do vinil e o pior, também a nossa música e os nossos artistas. Sinceramente, não fossem os blogs musicais, em sua anarquia cultural, atuando nos últimos dez anos, muita coisa ainda estaria perdida, esquecida… nas mãos dos gringos que vão relançando lá fora aquilo que aqui ninguém se lembra mais.
Putz, nem sei porque eu comecei de novo esse assunto… uma coisa leva a outra, deve ser… Melhor falarmos do disco do dia 🙂
Hoje segue aqui uma bela coletânea do Nelson Cavaquinho, lançada em 1973 pela EMI-Odeon, através de seu selo especial Fenix. Nela encontramos alguns dos clássicos de Nelson e seus parceiros. Embora não conste no lp informações (além de um diálogo transcrito entre o jornalista Sérgio Cabral e Nelson), eu suponho que a seleção do repertório inclui novas gravações. Digo isso porque algumas músicas cantadas por ele me soaram diferente ao ouvido. Deve ser talvez porque já faz um tempo que eu não escuto o sambista. Nem me lembrava dele cantando junto com o seu mais fiel parceiro, Guilherme de Brito, que aqui também marca presença. Foi muito por conta disso que este álbum está sendo postado agora. Não é nenhuma raridade, inédito ou novidade. Mas cá pra nós, quem consegue aqui no Brasil enjoar de arroz com feijão?
PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!
João Nogueira – E Lá Vou Eu (1974)
Boa noite, amigos cultos e ocultos. Continuo devendo a reposição de alguns ‘toques’ solicitados. Peço que me desculpem, mas remar este barco sozinho não é fácil. E as vezes, algumas ‘reposições’ merecem uma ‘reedição’, daí demora mesmo.
Tenho hoje para vocês um disco de João Nogueira. Mais precisamente o segundo álbum de sua carreira, lançado em 1974 pela Odeon. “E lá vou eu” é um álbum bacana, como todos os outros que ele gravou, mas que há muito andava sumido da praça. Me lembro de tê-lo visto relançado há tempos atrás, naquela série criada pela Odeon, a “2 em Um”, onde em um único cd haviam dois álbum de um determinado artista, no caso do João foi “E lá vou eu” com o “Vem que tem”. No presente lp vamos encontrar doze faixas, sendo dez delas composições de João Nogueira e parceiros (Gisa Nogueira e Paulo Cesar Pinheiro). Duas outras faixas vão pra o clássico de Noel Rosa, “Gago apaixonado” e “De rosas e coisas amigas”, de Ivor Lancellitti, que também participa na gravação. Taí meu toque do dia, ligeirinho, pois tem mais boi na linha 😉 Deixa eu ir…
Zé Luiz Mazziotti – Zéluiz (1979)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ontem eu, na pressa, acabei não conseguindo fazer direito os meus ‘contatos mediúnicos’ com a turma lá de cima. Daí eles só me mandaram a capa e só no fim do dia é que veio o tão esperado ‘toque’. Hoje isso não irá acontecer, pois a Elis Regina, mais uma vez veio trazer essa colaboração. Estou falando deste disco, do cantor e compositor paulista Zé Luiz Mazziotti, também conhecido apenas como Zéluiz. Para aqueles que não o conhecem, ou não se lembram mais, ele fez parte, nos anos 60, do grupo vocal Canto 4, com o qual participou de festivais de música da TV Excelsior e faturou o primeiro prêmio no “Festival da TV Record, defendendo a música “São Paulo meu amor”, de Tom Zé. Como intérprete solo, participou também de outros festivais. Durante muito tempo cantou na noite, trabalhando em boates ao lado de nomes como Vera Brasil, Paulinho Nogueira, Johnny Alf, Alaide Costa e muitos outros. Trabalhou também com ‘jingles’ e participou como intérprete em faixas de discos de trilhas de novela e no seriado infantil da TV Globo, “O sítio do Picapau Amarelo”, onde ele canta a música “Dona Benta”, de Ivan Lins e Vitor Martins. Somente em 1979 é que ele gravou este que foi o seu primeiro álbum solo. Um disco de estréia muito bem produzido, com direção musical de Dori Caymmi e Gilson Peranzzetta. Um time de músicos e convidados de primeira linha. Gente como Tavito, Toninho Horta, Tunai, Robertinho Silva, Luiz Alves, Helio Delmiro, Márcio Lott… putz, tem gente até… só conferindo no encarte. Não posso esquecer da Nana Caymmi, que aqui interpreta com Zéluiz a faixa “Pra sempre”, de Tunai e Sérgio Natureza. Falando ainda do repertório, temos no álbum músicas do próprio Zéluiz em parceria com Sérgio Natureza, Gilberto Gil, Ivan Lins e Vitor Martins, Sueli Costa, Tom e Vinícius, João Bosco e Aldir Blanc e Baden com PC Pinheiro. Taí, em primeira mão, um excelente disco que agora vai rodar… 😉
Djalma Ferreira – Bicharada (1978)
Muito bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Na semana que passou, tivemos em Belo Horizonte mais uma edição do Conexão Vivo de Música. Um evento que aconteceu no Parque Municipal, durante cinco dias, com dois palcos montados e shows direto, um atrás do outro, apresentando grandes nomes da nossa música, gente que está começando agora e também os veteranos. Neste festival houve espaço também para a Feira do Vinil e CD’s Independentes, onde diversos colecionadores e lojistas de discos estiveram vendendo e trocando suas raridades. Eu, na falta de tempo (e cabeça), acabei esquecendo de anunciar a feira aqui no blog. Mesmo assim, acredito que quem é atenado com música e estava na cidade, com certeza foi informado por outros canais. Os shows foram um sucesso e a feira também. Quem esteve por lá não saiu com as mãos e os ouvidos vazios (no máximo o bolso). Vendi muitos discos e também comprei e troquei outros tantos. Está aqui um dos álbuns que comprei, uma coletânea do Djalma Ferreira, lançada em 1978 pela RGE Fermata. Nele encontramos os seus grandes clássicos. Músicas ao lado de seu conjunto Milionários do Ritmo, tendo Miltinho como o vocalista. Há também outras faixas extraídas de seus discos, lançados pelo selo Drink (que era do próprio Djalma) e RGE. Este disco fecha a discografia do artista, pelo menos no Brasil. Djalma Ferreira morreu em Las Vegas em 2004. Até os anos 80 visitou com frequência o Brasil, fazendo apresentações, restaurando para os saudosistas alguns momentos com seu antigo conjunto e, novamente, com Miltinho de ‘crooner’.
Mara Do Nascimento – Instrumental (1982)
Elas Cantam Samba – Volume 1 (2011)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Depois de uma semana dedicada às cantoras, obviamente a coletânea deve seguir na mesma linha. Preparei então esta seleção, equivalente a um álbum triplo. Um álbum virtual generoso, com trinta e seis sambas escolhidos a dedo. Só sinto pelo fato de que nesta coletânea de cantoras eu não consegui colocar todas as que eu queria. Por essa razão é que dei ao subtítulo o nome de ‘Volume 1’.
Temos aqui uma série de sambas interpretados por cantoras das décadas de 30, 40 e 50. Muitas das músicas contidas aqui fazem parte de álbuns já postados no Toque Musical, mesmo assim, não deixa de ser interessante. Afinal, reunir todas num mesmo ‘disco’ só seria possível dessa maneira.
Coletâneas sempre foram uma boa pedida e quando são bem feitas acabam fazendo muito sucesso. Espero que a minha “Elas Cantam Samba” esteja no agrado de vocês. 🙂
Maria Eugênia – Para Ser Feliz (1989)
Bom dia! Chegamos a mais uma ‘sexta independente’ e como a semana é dedicada às cantoras, fui buscar algum disco que se encaixasse à proposta – produção independente, lançado a mais de 20 anos atrás. Procurei também privilegiar alguma cantora que fosse pouco conhecida. Daí, acabei dando de cara como este lp que me chamou a atenção, principalmente pela capa, um estilo bem diferentão, nem parece coisa dos anos 80. Outro detalhe curioso diz respeito à informação da técnica de gravação, chamada aqui de “Sistema DMM -Direct Metal Mastering”, a qual aparece impressa no álbum como sendo a última palavra em tecnologia de gravação em vinil, como se fazia em lp’s produzidos nos anos 60. Nunca ouvi o disco, mas diante a tantos dados instigantes, me vi naquela de ouvir com outros olhos.
Maria Eugênia é uma boa cantora, seu jeito me faz lembrar muito algumas cantoras mineiras. Aliás, o disco tem bem um estilo das produções mineiras, mas pelo que podemos constatar na contracapa, o produto é paulista. Provavelmente a nossa cantora aqui também deve ser paulista.
“Para ser feliz” é um álbum com boas canções, algumas são do compositor Lula Barbosa, que já foi gravado pelos mais diversos artistas, nacionais e internacionais. Os arranjos, muito bons por sinal, são dos veteranos e lendário grupo Os Carbonos. Confiram esta postagem e se possível complementem as informações. Continuo curioso para saber mais e que fim levou a cantora Maria Eugênia.
Nana Caymmi – Mudança Dos Ventos (1980)
Numa semana dedicada às cantoras, mesmo num limitado sete dias, ou sete postagens, eu não poderia deixar de fora uma das cantoras que eu mais aprecio, Nana Caymmi. Por certo, há dezenas ou centenas de grandes cantoras, umas até desconhecidas do grande público, que seriam as mais indicadas para a nossa mostra, mas não me contive ao desejo de ouvir e ter aqui no Toque Musical mais um belíssimo trabalho desta maravilhosa cantora.
“Mudança dos Ventos” foi lançado pela EMI-Odeon no ínicio dos anos 80. Felizmente, o que mudou foi só os ventos, pois a cantora aqui continua a mesma, senão melhor. Um excelente repertório, bons músicos, bons arranjos e boa produção. O grupo vocal Boca Livre participa do disco em duas faixas: “Meu bem querer”, de Djavan e “Estrela da terra”, de Paulo Cesar Pinheiro e Dori Caymmi.
Este álbum, pelo que eu pude verificar, já foi bem divulgado em outros blogs. Possivelmente os amigos cultos e ocultos já o localizaram. Mesmo assim, como disse, não resisti a tentação. Além de ser um disco que eu gosto muito é um dos melhores trabalhos fonográficos lançados naquela bendita década. Tem que conferir…
Maria Martha – Meu Romance (1979)
Como a semana vem passando de pressa, não é mesmo? Já estamos na quarta feira e eu ainda nem peguei o embalo nesta de ‘cantoras’. Ainda temos muitas vozes femininas esperando sua vez e semanas são o que não nos falta, graças a Deus! Vamos no ritmo diário, sem pressa…
Seguindo a linha e o timbre, trago agora e mais uma vez a cantora Maria Martha. Quem acompanha o Toque Musical já teve a oportunidade de ver aqui a cantora em seu primeiro álbum e se certificar do talento que ela é. Pessoalmente, acho a Maria Martha uma das melhores cantoras do Brasil, infelizmente muito pouco divulgada. Só mesmo aqui no TM se pode ouvir artistas como ela.
Em “Meu Romance” (que não é uma versão da célebre canção de Richard Rodgers e Lorens Hart) – seu segundo lp – temos a cantora ainda mais solta, desfilando um repertório seleto que traz coisas interessantíssimas como a primeira composição gravada de João Gilberto, “Você esteve com meu bem”, que ele fez em parceria com Russo do Pandeiro. Tem “Considerando”, de Capinan e Edu Lobo; “Caminhos cruzados”, de Tom Jobim e Newton Mendoça; “Mãos de afeto”, de Ivan Lins e Vitor Martins (que não ficou muito longe da interpretação magistral de Nana Caymmi). São algumas das músicas que eu mais gosto no disco. Mas tem mais… Vale conferir aqui também o time de músicos que dá a esse trabalho uma qualidade acima da média. Os arranjos e regência, além da participação em todas as faixas é de César Camargo Mariano. Chamo a atenção também para a presença de Heraldo Do Monte que, com sua guitarra, casa tão bem com os teclados de César Camargo. Taí um excelente disco de MPB que, eu acredito, nunca veio a ser relançado. Merece o nosso toque musical 😉
Marília Barbosa – Filme Nacional (1978)
Olás! Acho que vou dedicar as postagens da semana às nossas cantoras. As vezes eu percebo que a voz feminina está fazendo falta por aqui. Daí começo a pensar e lembrar de algumas cantoras que eu gosto e que há muito não tenho ouvido. É bem o caso da Marília Barbosa, uma ótima cantora, que fez muito sucesso nos anos 70 e 80, hoje anda bem sumida, pelo menos para mim. Na curiosidade, fui procurar informações atuais sobre ela. Coisa difícil também. Consta que nos anos 90, Marília foi para os Estados Unidos. Voltou para o Brasil alguns anos depois, trabalhou na Rede Globo como atriz e fez também alguns shows. Pelo que eu entendi ela mora atualmente na cidade mineira de Poços de Caldas. Como um detetive, fui seguindo algumas pistas que me levaram a um blog pessoal. No cabeçalho há uma foto de uma mulher, mas que nada me lembrou a Marília cantora. Por certo as pessoas mudam e as mulheres então nem se fala, mas a Marília Barbosa que eu encontrei está muito diferente. Não comenta de música, não fala do passado, não traz nenhum sinal que nos possa confirmar tal identificação. As coincidências ficam apenas no nome, no fato dessa Marília Barbosa ser também uma ‘cantriz’ e poeta. Olhando bem o rosto da moça, comparando às fotografias da cantora, chego mesmo a acreditar que seja a mesma pessoa.
Marília Barbosa, como eu disse, fez muito sucesso nos anos 70. Foi uma cantora do ‘cast’ da Som Livre e atriz da Rede Globo, o que deu a ela uma projeção ainda maior. Um de seus discos mais apreciado é o “Filme Nacional”, álbum lançado em 1978 e que traz como destaque músicas como “Manifesto”, de Mariozinho Rocha e Guto Graça Mello; “Antes que aconteça”, de Renato Teixeira e “Olha”, de Roberto e Erasmo Carlos. Confiram…
Nazaré Pereira – Amazonia (1980)
Bom dia a todos! Eu havia prometido colocar a casa em ordem neste fim de semana, mas realmente não deu. Troquei o fim de semana sentado na frente do computador por um sábado e domigo nas trilhas, pedalando pelas montanhas aqui de Minas. As noites foram para descansar. Um ‘chocolatezinho básico’ para relaxar e um filmezinho, que agora eu assisto na cama, deitado, no meu Mac 😉 No máximo que consegui foi manter o ritmo das postagens. Tardei, mas não faltei 🙂
Começamos a semana com este disco que só pela capa encanta qualquer um. Mas sua beleza não fica só na estampa. Temos aqui a cantora, compositora e atriz Nazaré Pereira, uma artista, nascida em Xapurí, no Acre, que vem desde os anos 70 levando, através de sua arte, a música e a cultura do Norte para o resto do Brasil e principalmente para a Europa. Aliás, acredito eu, que ela seja mais conhecida lá fora do que aqui no Brasil. Isso se deve muito ao fato de Nazaré ter vivido muitos anos na França, local onde ela gravou a maioria dos seus discos.
“Amazônia” foi também gravado na França, em 1979, através do selo Cezame. Lançado no Brasil no ano seguinte pela Top Tape, o disco traz alguns de seus maiores sucessos, como “Xapurí do Amazonas” e “Flexa de fogo” (de sua autoria), além de outras composições famosas como “Riacho do navio” (de Luiz Gonzaga e Zé Dantas), “Sodade meu bem, sodade” (de Zé do Norte e A. do Nascimento), “O Baião em Paris” e “Kalú” (de Humberto Teixeira), “Boi bumbá” (de Waldemar Henrique) e mais… Disco bacana, bem produzido e imprescindível em nosso Toque Musical. Confiram…
Chicletes Com Banana – Estação Das Cores (1982)
Amigos cultos e ocultos, axé! Finalmente aqui estou para bater o ponto também no domingo. Hoje ainda tenho muitas atualizações para fazer no nosso Toque Musical. Fui deixar acumular, agora é resolver…
Eu hoje vou postar (com outros olhos) este disco da banda baiana, ‘Chiclete com Banana’. Para aqueles que costumam torcer o nariz para derivados musicais baianos a partir dos anos 80 pra cá, esta postagem pode parecer mais um ‘devaneio augustiano’. Mas, qual nada, estou postando “Estação das Cores” porque se trata de um disco que até hoje não chegou a ser relançado em cd. Se vai fazer muita falta eu não sei. Eu sei é que ao ouví-lo me pareceu até bem agradável. Me fez lembrar em alguns momentos coisas como A Cor do Som ou Moraes Moreira. Este álbum, embora não seja inédito na blogosfera, é hoje também difícil de achar. Portanto, para fazer a alegria daqueles que haviam me feito essa solicitação e principalmente para os que ainda não conhecem, vamos para a Estação das Cores, uma parada ainda idealista.
Bossa Pelo Mundo – Volume 2 (2011)
Olá, amigos cultos e ocultos. Mais uma vez encima da hora vamos chegando, nos últimos trinta minutos do sábado. Meu dia foi meio tumultuado, daí só agora é que estou podendo colocar a casa em ordem.
Embora eu tenha aqui algumas coletâneas enviadas por amigos, vou hoje publicar mais uma do Toque Musical. Temos aqui um segundo volume da seleção especial TM, “A Bossa pelo mundo”. Neste novo volume, quem gosta de bossa e de jazz, não vai se arrepender. Seleção fina para gosto sofisticado. São vinte músicas, conhecidas por ‘bossa nova’, interpretadas aqui por um variado leque de músicos internacionais. Deliciosamente bom de se ouvir 😉 Não deixem de conferir…
Ladston Do Nascimento – Simbora, João! (2002)
Benedito Costa – Um Cavaquinho No Sertão (1982)
Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Inicialmente eu gostaria de informar que as solicitações para novos links estão sendo feitas na medida do possível. Prometo que atenderei a todos, no mais tardar, até o fim de semana, ok? Meu tempo é, ó… curtinho… (mas não largo o osso)
Depois do disquinho de ontem, ‘música sertaneja vestidinha para ir à cidade’, me deu uma vontade danada de postar mais um no gênero. Escolhi então “Um cavaquinho no sertão”, disco do instrumentista Benedito Costa, produzido pela Discos Marcus Pereira para a gravadora Copacabana, em 1982. Pela segunda vez temos aqui um disco desse mestre do cavaquinho. Como já foi dito, este músico, embora pouco citado, foi um dos grandes nomes do Choro. Maestro, compositor, arranjador e produtor paulista, da região de Ribeirão Preto, Benedito Costa tocou ao lado dos maiores chorões, participando de diversos discos e apresentações ao vivo e em rádios. Virtuoso do instrumento, foi ele quem criou o cavaquinho de cinco cordas.
Neste álbum Benedito toca em seu cavaquinho uma série de temas sertanejos entre composições próprias e algumas outras que já se tornaram clássicos da música caipira, como “Fuscão preto”, “Estrada da vida” e “Moreninha linda”. Não deixem de conferir…
Rogério Duprat Orquestra E Côro – “Nhô Look” As Mais Belas Canções Sertanejas (1970)
Boa noite, amigos cultos e ocultos. Finalmente achei um tempinho aqui para a postagem do dia. Tenho para vocês um álbum que ainda ontem eu não conhecia. Fiquei encantado quando o ouvi e ao mesmo tempo achei estranho um lp tão bacana ter ficado todo esse tempo esquecido. Se formos procurar no Google, pouca coisa iremos encontrar. Aliás, existem vários trabalhos do Maestro Rogério Duprat que são pouco conhecidos, inclusive em blogs musicais. “Nhô Look” é uma saudação à música caipira. Um trabalho de releitura de alguns clássicos da autêntica música sertaneja em arranjos refinados que dão a esse gênero musical uma outra roupagem.
Infelizmente, eu não tive tempo para dar um ‘trato’ no áudio, que vai aí secão mesmo, até segunda ordem… Confiram essa raridade…


