Parada Continental 1 (1953)

Opa! Ainda nos últimos minutos do que resta do domingo, aqui vou eu com a postagem do dia. Confesso que que esqueci completamente desta tarefa mais que diária. Cheguei tarde, mas trouxe uma boa recompensa para vocês, um raro exemplar de 10 polegadas e 33 rpm, o primeiro lançado pela Continental, em 1953. Temos aqui uma coletânea com oito  artistas do ‘cast’ da gravadora, certamente extraídos de bolachas de 78 rpm. Como se pode ver logo a baixo, trata-se de um encontro bem interessante, uma verdadeira parada de sucessos, com a qualidade Continental. Taí um disquinho bem contado, raridade para qualquer colecionador, que eu comprei baratinho na mão de um catador de papel. Salve, salve!!!

ninguém me ama – nora ney
tormento – lúcio alves
maria joana – carmélia alvex e sivuca
mambo caçula – chiquinho e sua orquestra
alguém como tu – dick farney
bandolins ao luar – emilinha borba
macurije – ruy rey
natureza bela – severino araújo
*Putz! Que sono..Zzz….

Samba Gastronome – Coletânea (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos nós nesta noite de sábado com mais uma boa coletânea, selecionada pelo amigo Thierry, do blog Bossa Nova Brasil. Ele nos enviou um repertório de músicas que de alguma maneira falam de comida e sabores. Como ele mesmo disse, trata-se de um seleção eclética. Realmente seria, não fosse o fato de que duas outras músicas escolhidas por ele deram problema na hora de descompactar. Justamente as duas que mais destoavam, fazendo valer o ecletismo, foram então substituídas pela “Linha de passe”, do João Bosco e “Tô voltando”,  de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós. Há também no grupo outras duas músicas que não são brasileiras – “Batucada Feijoada”, trilha de Vladimir Cosma para o filme “Le retour du grand blond” e “Les mains d’une femme dans la farine”, com Claude Nougaro – dão ao nosso ‘disco virtual’ o tempero que faltava. A ‘embalagem’, eu procurei fazer, seguindo o estilo de um cardápio. Vamos conferir as opções? 🙂

café com pão – paula morelenbaum e joão donato
sereia – nouvelle cuisine 
paz e arroz – jorge ben
doce de côco – yamandú costa e dominguinhos
plantei vagem deu feijão – copa 7
vatapá – rosa passos
a faca e o queijo – gilberto gil
batucada feijoada – vladimir cosma
saco de feijão – beth carvalho
café soçaite – cyro monteiro e jorge veiga
o feijão da dona neném – zeca pagodinho
home cooking – sérgio mendes
tô voltando – simone
linha de passe – joão bosco
les mains d’une femme dans la farine – claude nougaro

Alexandre Salles – Homem De Plástico (1984)

Tenho para hoje, sexta independente, “Homem de Plástico”, disco do mineiro Alexandre Salles. Taí um disco interessante, com boas músicas, bons músicos e bem produzindo. Porém é mais um daqueles discos que a gente tem e escuta, mas esquece de olhar com outros olhos. Ou melhor dizendo, não dá a devida atenção. Pelo menos foi isso que aconteceu comigo em relação a ele. Me lembro que nos anos 80 o Alexandre fazia parte da cena musical belorizontina. Estava presente em diversos encontros e festivais pela cidade. Depois que lançou este disco eu nunca mais ouvi falar dele. As informações a seu respeito na rede são escassas. O álbum traz um repertório autoral e algumas parcerias, com o falecido escritor Roberto Drummond, o poeta Ferreira Gullar e André Dequech que também assina a direção musical. Participam do discos grandes nomes da música mineira, Juarez Moreira, Marco Antonio Guimarães, Lincoln Cheib e Nenem. Para embalar essa produção, a capa traz uma ilustração de Elifas Andreato. Confiram aqui a versão do Toque Musical ;)
homem de plástico
cantiga para não morrer
a 200 coração hora
isabel
nana-uiara
marta
vou frazer uma cesta no seu coração
coração engaiolado
você não consegue matar este amor
lágrimas de estrelas
hoje tem rei


ciclo do boi

Carlinhos Vergueiro – Felicidade (1983)




Olá, amigos cultos e ocultos! Ontem, quinta feira e hoje até o momento, o Blogger não está deixando eu acessar a minha conta no blogspot. Informam que estão em reparos técnicos. Com isso, nossas postagens ficam paradas. Não sei se isso acontece também em outros blogs. Diante a pausa inesperada, nossas postagens seguirão através do WordPress, que tem sido uma espécie de filial do Toque Musical. Nosso encontro hoje é com o cantor e compositor Carlinhos Vergueiro. Entre os diversos discos lançado por ele, “Felicidade” é um daqueles que eu ainda não vi postado em outras fontes. Produzido por Chico Batera, o álbum nos traz dez faixas com arranjos de Guilherme Vergueiro, Oscar Castro Neves, Nelson Angelo, Reynaldo Arias e Cristovão. As músicas são todas de Carlinhos e parceiros. Ele conta ainda com uma legião de bons músicos que dão ‘ao bolo’ um confeito especial. Confiram…
a voz do Brasil
sonho de salsa
tempo na mão
ciúme
felicidade
ninfeta
sobe e desce (hino da troca sobe e desce, olinda)
pretinha
uma estória de amor

o ilusionista

Jair Amorin – Tudo De Mim – Poemas E Canções (1963)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Está ficando cada vez mais difícil, para mim, encontrar tempo para me dedicar ao blog. Além de uma hora ou duas digitalizando discos, preciso de pelo menos mais uns 15 minutos para finalizar e publicar a postagem. Parece fácil, mas tem dia que o bicho pega por aqui. Daí, nem sempre as postagens saem como eu queria.. Enfim, são os altos e baixos de qualquer atividade, vocês entendem, não é mesmo? 🙂
Vamos hoje com as composições de Jair Amorim, interpretadas por dez grandes cantores do ‘cast’ da gravadora Copacapaba no início dos anos 60. Segundo contam, este álbum foi uma homenagem da gravadora ao compositor. Lançado em 1963, “Tudo de mim” reúne doze composições de sucesso de Jair e seu mais frequente parceiro, Evaldo Gouveia. Cabem também no lp três faixas de sucesso: “Se eu pudesse”, parceria com José Maria de Abreu e interpretada por Elizete Cardoso; “Conceição”, parceria com Dunga, grande sucesso de Cauby Peixoto, aqui na voz de Dolores Duran e “Quando o amor chegar”, feita por ele e Altamiro Carrilho, interpretada pela cantora Silvana. De quebra ainda temos “Noturno de Ouro Preto”, cantada por Agnaldo Rayol, letra e  música de Jair.
Este álbum foi relançado no início dos anos 80 pelo selo Beverly. Acredito que a capa seja a mesma do lançamento original. A contracapa é exemplar, vem com uma ficha técnica bem completa. Se todos os discos fossem assim, que maravilha postar!

serenata da chuva – roberto silva
cantiga de quem está só – marisa
ninguém chora por mim – moacir franco
ave maria dos namorados – eleonora diva
noturno de ouro preto – agnaldo rayol
maldito – morgana
tudo de mim – moacir franco
se eu pudesse – elizete cardoso
e a vida continua – agnaldo rayol
concieção – dolores duran
alguém me disse – maria silva
quando o amor chegar – silvana

Alcides Gerardi – Vítimas Iguais (1959)

Olá, amigos cultos e ocultos! Rapidinho e bem resumido, aqui vou eu… O tempo urge e a caravana passa…

Há algum tempo atrás, alguém que não me lembro mais, me pediu insistentemente para postar aqui mais discos do Alcides Gerardi, em especial o seu famoso “Vítimas Iguais”. Na época eu não tinha o disco em mãos, mas prometi que o faria assim que ele aparecesse. Demorou, mas finalmente o disco está aqui. Só espero que o amigo oculto ainda esteja também. Para os fãs do cantor gaúcho, temos no Toque Musical quatro outros títulos dele.

flor da madrugada
a dor do amor
e daí?
deixa
covardia
vítimas iguais
maria anita
na casa dela
rua da amargura
regeneração
preocupação
você não vem

Trio Surdina – Boleros Famosos Vol. 2 (1955)

Bom dia a todos! Aqui vamos nós para mais uma jornada fonomusical da semana, trazendo sempre (que possível) aquele disquinho ou gravação esquecida, que faz a alegria de muitos cultos e ocultos visitantes.
Tenho aqui um disco do Trio Surdina. Esta é a primeira vez que eu estou postando um disco inteiro desse conjunto genial. Praticamente, quase todos os discos lançados por esse trio já foram resgatados em blogs musicais. Procurei então trazer aquilo que ainda não está nas ‘bocas’ (e nem nos ouvidos). “Boleros Famosos”, me parece, ainda estava em falta. Aliás, continua pela metade, pois eu só tenho o volume 2. O volume 1, lançado também em 1955, eu nunca vi nem a capa. Os discos do Trio Surdina, nesta fase, trazem outra formação. Inicialmente era Garoto, Fafá Lemos e Chiquinho do Acordeon. Em 1954 o trio se desfez e o produtor Nilo Sérgio, dono da Musidisc, resolveu manter o nome do grupo com outros integrantes. Sabendo do sucesso do trio, Nilo Sérgio procurou não apenas manter o estilo do grupo, mas também ocultou por um tempo quem eram os músicos da nova formação. Para aqueles que acompanhavam a trajetória do Trio Surdina, a mudança foi evidente. O estilo individual de cada instrumentista, por mais próximo que fosse a semelhança com o anterior, não era a mesma coisa. A segunda formação do Trio Surdina, também excelente, seria com Nestor Campos (violão), Auro Pedro Thomaz, o ‘Gaúcho’ (acordeon) e Al Quincas (violino). Por certo, o Trio Surdina se manteve fiel a proposta inicial e continuou gravando, este e outras excelentes bolachas.
O álbum “Boleros Famosos – Vol. 2” é uma continuação do primeiro disco. Acredito que os dois lps fazem parte da mesma fase de gravação e que na época gerou dois volumes. Não preciso nem entrar em detalhes quanto ao repertório. Só sei que nessa formação de violino, violão e acordeon, o bolero ganha uma outra roupagem. Mais suave, mais surdina…
Para conhecer a história do Trio Surdina, na íntegra, vale dar uma conferida no site do pesquisador Jorge de Carvalho Mello.

sin ti
oración caribe
babalú
para que sufras
amor secreto
contigo en la distancia
verdad amarga
una aventura mas

O Som Da Luizinha – Coletânea Para O Dia Das Mães (2011)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Acordei hoje pela manhã e nem me lembrei que é o Dia das Mães. Pode parecer uma falha, mas depois que a minha morreu, esse dia se tornou igual aos outros. Por certo, não tem como eu, hoje, não lembrar da minha minha. Quem tem a sua, na maioria está passando o domingo com ela. A minha passa comigo a semana toda. Em diversos momentos ouvindo música, me lembro dela e estamos juntos. Acredito que muito da minha atenção pela música, que não é da minha geração, foi motivada pela minha mãe, uma figura ímpar. Seu gosto era tão variado quanto o meu. Ouvia de tudo 🙂
Me lembrando então das mães, da minha mãe, fui passando o dia selecionando e ouvindo algumas músicas que sempre estiveram presentes em sua vida e na minha com ela. Foi um bom momento para relembrar, trazer de volta coisas boas do passado. Pensei que teria um domingo melancólico, mas a música me tirou a tristeza. Foi bom ficar por conta de ouvir e preparar esta seleção musical. Segue assim a minha homenagem ao Dia das Mães. À minha mãe e a todas…

meu limão , meu limoeiro – wilson simonal
hino ao amor – dalva de oliveira
marina – roberto silva
serenata do adeus – eleizete cardoso
forró em limoeiro – jackson do pandeiro
maracangalha – dorival caymmi
peguei um ita no norte – conjnto de orlando pereira
sabor a mim – dalva de oliveira
deixa isso prá lá – jair rodrigues
fiz a cama na varanda – dilú mello
iaiá (linda flor) – aracy cortes
quero que vá tudo pro inferno – roberto carlos
sebastiana – jackson do pandeiro
você abusou – maria creuza
carcará – nara leão
nervos de aço – déo
namoradinha de um amigo meu – roberto carlos
maracangalha – ary barroso
a banda – nara leão
a noite do meu bem – dolores duran
tici tico no fubá – orquestra colbaz
o que que a baiana tem – dorival caymmi
mamãe passou açucar em mim – wilson simonal
geni e o zepelin – chico buarque
mulher rendeira – volta sêca
acorda maria bonita – volta sêca
mamãe eu quero – wilson simonal
minha mãe luiza*

Canções De Dalto & Cláudio Rabello (2011)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Porque hoje é sábado, vamos de coletâneas. Sei que já tem muita gente por aqui que gosta uma boa seleção musical, seja ela variada, mista ou mesmo uma antologia de algum artista. Eu também adoro, pois sempre encontro alguma música/gravação rara, ou ainda aquela que faltava. Sem falar no fato de que uma seleção, presume-se, traz sempre o melhor.
Hoje vamos com uma seleção musical reunindo as canções de Dalto e seu mais tradicional parceiro, Cláudio Rabello. Esta coletânea foi enviada pelo amigo Tito, autor do estreante blog Sucos de Sulcos. Ele coletou 24 músicas, interpretadas por diversos artistas da MPB, praticamente quase todas foram sucessos nas rádios.
Para tal coletânea eu criei essa capinha, aproveitando uma imagem de ‘desktop’ que tinha no meu computador. Fiz umas adaptações e captei pela antenas da barata, escondida atrás do televisor, a imagem do Dalto (muito estranho!). Taí a postagem do dia… porque hoje é sábado! 😉

cabine classe a – os lobos
pasta dental sabor chicletes – os lobos
fanny – os lobos
leila ly – dalto
flash back – dalto
a garota do sorriso de marshmellow – trio ternura
uma sombra na estrada – trio ternura
relax – dalto
bem te vi – renato terra
o dia seguinte – dalto
leão ferido – biafra
espelhos d’agua – beto guedes
calor humano – beto guedes e dalto
me queira bem – dalto
amoroso – tunai
pessoa – marina lima
véu nos olhos – marina lima e dalto
não me deixe mal – zizi possi
fecha a porta – erasmo carlos
vinho antigo – biafra
quero – the fevers
muito estranho – dalto
quase não dá para ser feliz – dalto

Arthur Kampela – Epopéia E Graça De Uma Raça Em Desencanto (1988)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos. Estou trazendo hoje um disco independente, como manda o figurino das nossas sextas, que até então eu não conhecia direito – Arthur Kampela em “Epopéia e graça de uma raça em desencanto”. Cheguei a ouví-lo uma certa vez, mas naquele momento eu não estava muito para Zappas e Barnabés. Acabei não lhe dando a devida atenção. Recentemente eu voltei a encontrar o disco e acho que chegou a hora de ouví-lo com outros olhos. Eu tinha, para mim, que Arthur Kampela fosse um ator, ou algo relacionado às artes cênicas. Neste trabalho o que temos, à primeira vista e também numa primeira audição é uma obra teatral. No álbum, de capa dupla e bem produzido, as informações se limitam à ficha técnica, letras das músicas e agradecimentos. O que vem a ser a ‘epopéia e graça de uma raça em desencanto’ eu só vim a saber depois que fiz uma breve consulta à mãe dos ignorantes, hoje, a Internet (o pai continua sendo o dicionário). Eu que pensava que ao abrir algum site, sobre o Kampela, iria cair nas artes cênicas, me enganei. O cara pode até ser um ator, mas pelo que eu li ele é muito mais que isso. Sua área de atuação é mesmo a música. Doutor em Composição pela Columbia University de Nova York, é também professor nesta universidade. Violonista super premiado. Tem artigos publicados no Current Musicology de NY, ‘cyber journals’ na web, e edições acadêmicas em várias e conceituadas escolas universitárias. Segundo informações que eu colhi em um texto do Festival Internacional de Violão, o FIV, realizado em Belo Horizonte, “se distingue em duas frentes composicionais: Particularmente para o violão, criou uma nova técnica de manipulação denominada “Tapping Technique”onde emprega um arsenal de novas técnicas-estendidas para a manipulação deste instrumento. Além disso, vem trabalhando neste e em recentes trabalhos para variados instrumentos, com sua teoria de modulação micro-métrica, onde ritmos complexos (cadeias de quiálteras) são super-impostos. Graziela Bortz, da Cuny de New York escreveu sua tese de doutorado “Rhythm in the music of Brian Ferneyhough, Michael Finissy and Arthur Kampela — a Guide for Performes”, utilizando a teoria de Kampela para analisar o substrato rítmico das obras destes compositores.” Kampela, numa segunda frente, se destaca ainda, quando no Brasil, gravou em 1988 este lp, considerado uma obra pioneira, onde ele nos apresenta a desconstrução radical da música popular brasileira, usando elementos e procedimentos da música de vanguarda, chegando a um resultado ‘pop-cênico-camerístico curioso. Nessa linha, ele também mantém um trabalho com seu grupo, fazendo uma música pop de vanguarda. Confiram…

o ascensorista osnestaldo
itinerário de um baixista sob a noite sul americana
tesão
micropeça
valsa do assassino
selenita
móbile para armar
epopéia e graça de uma raça em desencanto

Noel Rosa – Vários Odeon (1962)

Olá! Hoje, para facilitar a minha vida e alegrar a de todos nós, vamos com a música de Noel Rosa. É como dizem, quando o doce é bom a gente não enjoa. Noel é sempre Noel, seja cantado por quem for. E aqui ele vem nas vozes e instrumentação de grandes nomes do ‘cast’ da Odeon, no início dos anos 60. Este álbum, conforme nos indica um dos textos da contracapa, foi lançado pela gravadora no sentido de relembrar o Poeta da Vila, no 25º ano de sua morte. Foram reunidos neste lp doze das mais badaladas músicas criadas por Noel Rosa, um verdadeiro festival de sucessos. Muitas dessas gravações vocês também poderão encontrar em outros discos da gravadora já postados aqui anteriormente. Na contracapa há também um texto do Sérgio Cabral falando um pouco sobre cada uma das faixas, o que facilitou ainda mais o meu trabalho.
O toque inicial eu já dei, agora vocês podem ir rolando a bola. 😉

feitio de oração – coral de ouro preto
mulato bamba – mário reis
fita amarela – sambistas da guanabara
rapaz folgado – francisco egydio
feitiço da vila – côro odeon
último desejo – roberto luna
até amanhã – trio irakitan
pastorinhas – a banda do corpo de bombeiros rj
gago apaixonado – moreira da silva
eu vou prá vila – astor e orquestra
pra esquecer – solon salles
conversa de botequim – fafá lemos

O Brasileiro De Sempre – 1922 Antes E Depois (Canções De Câmara) (197?)

Olás! Dando sequência ao nosso cardápio musical variado da semana (aliás, dos anos…), tenho para hoje mais um belo exemplar fonográfico, desses que não se encontra fácil por aí. Hoje eu trago este interessantíssimo lp, lançado pelo selo da Academia Santa Cecília de Discos e gravado em colaboração com o Museu da Imagem e do Som, de São Paulo. “O Brasileiro de Sempre”, como o próprio subtítulo nos informa e também no texto de contracapa, é um disco de canções de câmara. Ou seja, mais especificamente, a música erudita vocal, pautada no antes e depois da Semana de Arte Moderna de 1922, marco divisor na tomada de consciência da ‘brasilidade’ na arte e cultura nacional. Encontramos aqui algumas da mais significativas obras compostas em parceria pelos nossos músicos eruditos e poetas do início do século XX.
Para interpretar essas canções de câmara, dois nomes de peso da música erudita, Selma Asprino e Lenice Prioli. Selma Asprino é pianista, organista e professora, nos dias atuais, me parece, ela ainda integra o corpo docente do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Já Lenice Prioli é uma cantora lírica renomada, também professora de canto e interpretação vocal.
Ao contrário de muitos discos do gênero, que as vezes parecem meio chatos, este nos tira essa má impressão. Merece uma conferida…

carlos de campos – água marinha
joão gomes jr – saudade (poesia de menotti del picchia)
felix de otero – a flor e a fonte (poesia de vicente de carvalho)
homero barreto – canção (poesia de gonçalves dias)
souza lima – numa concha (poesia de olavo bilac)
francisco braga – desejo (poesia de gonçalves dias)
sofia helena da veiga oliveira – murmúrios de um regalo (poesia de emilia freitas guimarães)
osvaldo lacerda – cantiga (poesia de manuel bandeira)
sérgio vasconcellos corrêa – cantiga (poesia de paulo bonfim)
dinorá de carvalho – coqueiro, coqueiro irá
camargo guarnieri – onde andará (poesia de paulo bonfim)
mário de andrade – viola quebrada (ambientação de villa lobos)

Expósito E Sua Orquestra (1963)

Dia longo e um tremendo corre corre. Ufa! Finalmente em casa. Vamos ver o que temos aqui para hoje…
Expósito e Sua Orquestra, vocês conhecem? Eu também conheço, tenho até outros discos, mas só conheço as bolachas. Nos três discos que tenho dele, nenhum faz referência à pessoa do suposto Maestro. Em algumas coletâneas da RCA ele costuma aparecer, mas definitivamente, para mim, Expósito é ainda um mistério. Muito por conta disso, eu acabei deixando este lp meio que de lado, esperando um momento certo. Como eu não tive tempo de preparar algo inédito para a postagem do dia, decidi pelo Expóstio, que além de inédito em outros blogs é também raro e deliciosamente bom de se ouvir. A qualidade do som dos discos da RCA Victor, principalmente dessa época é de tirar o chapéu. Obviamente, não estou levando em conta os estalos e chiados de um disco com quase 50 anos. Num álbum como este, com um repertório variado e arranjos bem amarrados fica faltando apenas um pouco de informação sobre quem foi o nosso artista.
Está aberta a temporada de comentários musicais. Fiquem a vontade para complementar no postagem 😉 Diz aí, Samuel!

samba em prelúdio
the blop (a bolha assassina)
et maintenant
caterine
el pecador
hava nagila
afrikaan beat
al di la
i cant stop loving you
papa walt disney
quando calienta el sol
só danço samba

Xicotinho & Salto Alto (1992)

Olá, amiguinhos cultos e ocultos! Achei agora um tempinho e aqui vai minha postagem do dia. Estou trazendo para vocês mais um disco emprestado pelo meu amigo Carlos, lá de Tiradentes.  Um trabalho bem divertido, criado pelas atrizes e cantoras Stella Miranda e Kátia Bronstein. Elas personificam a dupla ‘neobregasertaneja’, Xicotinho & Salto Alto. Na pele de ‘caipiras chic’, as duas fizeram um relativo sucesso ao lançarem este lp em 1992 pela RGE. A música “Doida” é uma versão adaptada por Stella Miranda (na ótica feminina), de “Você é doida demais”, mega sucesso de Lindomar Castilho foi o ‘carro chefe’, a música que tocava no rádio. Mas o disco traz outras pérolas criadas por figuras como Tim Rescala, Marisa Monte, a  turma dOs Titãs, Herbert Vianna e outras versões de Stella, explorando o gênero brega e sertanejo. Obviamente, trata-se de uma caricatura musical, longe de um sentimento autêntico ‘breguegeiro’, mas acima de tudo criativo e bem divertido. Só conferindo…
corno feliz
baby, volta pra mim
xicotinho e salto alto
mais uma vez
fazendinha
doida (você é doida demais)
na moita
tem radinho no trator (a tape deck in his tractor)
não tô nem aí (it don’t worry me)
quem sabe

Saraiva – Sobre Ritmo Ondas (1964)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Estou chegando em casa agora. O dia foi longo e bem divertido. Pela manhã fui assistir a um show ótimo, lançamento do disco “Horizontes”, do Bob Tostes e Marcelo Gaz. Por apenas 10 reais, com direito a estacionamento e manobrista eu tive o prazer de assistir juntos, além dos dois já citados, Roberto Menescal, Juarez Moreira, Jane Duboc, Suzana Tostes, Afonsinho, Célio Balona, Marcelo Freitas e Renato Motha. Levando essa turma toda ainda tinha o trio de base, formado por Cristiano Caldas (piano), Frederico Heliodoro (contrabaixo) e Felipe Continentino (bateria). O show deu tanto ibope que de uma única apresentação, acabou virando uma seção dupla. Emocionante! Fiz algumas fotos e gravei um trecho do show. Qualquer dia desses em publico ele aqui no blog. Quanto ao cd “Horiozontes”, eu recomendo a aquisição, comprem o disco, pois vale a pena. Além de músicas belíssimas, há também a participação dessa turma toda e outros que não puderam aparecer no dia, como foi o caso da Fernanda Takai.
Como eu cheguei já meio cansado e com sono, vou recorrer à um disquinho de gaveta. Vamos como mais um álbum do saxofonista Luiz Saraiva dos Santos, o primeiro, lançado pelo selo Continental em 1964. Aqui encontramos doze faixas, todas de sua autoria, ou parceria. São sambas, choros, valsas, boleros e baiões. Saraiva demonstra ser mesmo uma fera no sax soprano, a ponto de ter gravado outros disco pelo mesmo selo.
Este disco foi mais um doado pelo amigo Rogério, do norte de Minas.

bodas de ouro
corintiano
célio no baião
não me toque assim
mulher fingida
galera do nelson
relembarando ao passado
selma
é disso que eu gosto
a natureza
morada perdida
foi de lá que eu vim

Eles & Elas Cantam Vinhetas E Jingles (2011)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Chegamos a mais um sábado, cheio de sol e alegria (pelo menos por aqui). Sábado é, sem dúvida, o melhor dia da semana, não é mesmo? É também o dia dedicado às coletâneas especiais. Tenho recebido diversas coletâneas e na medida e ordem em que vão chegando, a cada sábado eu vou postando.
Hoje tenho aqui uma interessantíssima seleção de jingles e vinhetas elaboradas especificamente para o Toque Musical, pelo nosso amigo Chico Fukushima. Ele coletou 60 jingles e vinhetas cantados por grandes nomes da MPB e também do FPB (Futebol Pobre Brasileiro) representado aqui pela figura do Romário (faltou o Pelé, o Junior e o Sócrates hehehe…). Brincadeira a parte, esta seleção musical ficou ótima. O Chico teve ainda o cuidado e a criatividade para fazer um serviço completo, confeccionando uma bela capa, contracapa e selo. Perfeito! Agora é só chamar os nossos comerciais, por favor!

Tom Jobim & Vinicius de Moraes – Brahma Chopp – 1992
João Gilberto – Brahma Chopp – 1991
Ivete Sangalo – Nova Schin – 2007
Daniela Mercury & Ray Charles – Cerveja Antarctica – 1994
Zeca Pagodinho – Amor de verão – Brahma – 2004
Chitãozinho – Xororó – Zezé – Luciano – Leandro e Leonardo – Bavária – 1998
Demônios da Garoa e Adoniran Barbosa – Cerveja Antarctica – 1974
Funk Como Le Gusta – Kaiser – 2004
Wilson Simonal – Formicida Shell – 1970
Guilherme Arantes – Rádio Jovem Pan – anos 80
Fernanda Abreu – Ray-O-Vac – 1998
Roupa Nova – Hollywood – 1985
Rita Lee – Telefônica – 2001
Toni Garrido – Coca-Cola – 2002
Cavalera – Sprite – 1998
Luka – Chevrolet – 2004
Luiz Melodia – Lojas Marisa – 2002
Daniela Mercury – Ministério da Saúde – 2005
Fernanda Montenegro & João Gilberto – Vale do Rio Doce – 2008
Toquinho – Waffer São Luis – 1995
Cauby Peixoto – Esplanada Grill
Vânia Bastos – Ultragaz – 2004
Zé Rodrix – Chevrolet – 1987
Rosa Miyake – Varig – 1988
Carlinhos Brown – Governo da Bahia contra a dengue – 2008
Eduardo Araújo – Silverado – GM – 1997
Wanderléa – Sopas Knorr – 2009
Fábio Jr – Magazine Luiza – 2009
João Bosco – HSBC – SP 450 anos – 2004
Ivete Sangalo – GM – 2004
Daniela Mercury – Antartica – 1992
Zeca Pagodinho – Brahma – 2008
Carlinhos Brown, Margareth Menezes e Ivete Sangalo – Vá na paz – 2009
Romário – Sprite – 1998
Ivete Sangalo – Refrescos Maratá – 2009
Vânia Bastos – Ultragaz – 2004
Cláudia Leitte – Guaraná Antarctica – 2009
Cauby Peixoto & Wanessa Camargo – Uniban – 2007
Os Mutantes – Shell – 1968
Rosa Miyake – Urashima Taru – Osaka – 1970
Celly Campello e Carlos José – Colírio Moura Brasil – 1960
Roberto Carlos – Shell – anos 60
Juca Chaves – Esso – anos 60
Elza Soares – Casa Esplanada – 1962
Ângela Maria – Pond’s – anos 50
Marisa Orth – Sprite – 1998
Maria Alcina – Brastel – sem data
Jorge Benjor – Varig – 2005
Fábio – Vinheta Rádio Globo AM – Rádio Globooo – anos 70
Reginaldo Rossi – Jingle Pitu 70 Anos – 2008
Pena Branca e Xavantinho – Magazine Luiza – 2004
Leandro e Leonardo – Jingle dos Caldos Maggi – 1993
Cláudia Leitte e Toni Garrido – Guaraná Antarctica
Sandy – Grendene – 2008
Sergio Reis – Sprite – 1998
Sandra de Sá – Natura – 2005
Dominguinhos – Natura – 2005
Gal Costa – Natura – 2005
Milton Nascimento – A canção que vem – Natura – 2005
Bônus – Gilberto Gil – O que é precisar de alguém – Comunidade Solidária – 1995

Amadeu Cavalcante – Estrela Do Cabo Norte (1991)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ontem, por alguma razão que eu desconheço, não foi possível manter o habitual contato mediúnico com meus amigos artistas, lá do céu. Eles não tiveram como acessar aos comentários do blog para nos trazer o ‘toque musical’ do dia. Sinceramente, pensei que fosse mais um ataque de algum furibundo invejoso. Sabem como é, gato escaldado fica mais esperto… Felizmente, hoje, parece que tudo voltou ao normal. Bom para todo nós 🙂
Hoje, sexta feira, é dia de disco/artista independente. Estou trazendo para vocês um artista pouco conhecido aqui para as bandas do sul, o amapaense Amadeu Cavalcante. Eu mesmo, só vim a conhecê-lo há pouco tempo atrás, através do Quarteto Senzalas, do qual ele é um integrante. Amadeu iniciou sua trajetória musical cantando em bares de Macapá, na década de 80. Gravou seu primeiro disco, “Sentinela Nortente” em 1989, numa parceria com outro compositor da terra, Osmar Junior. O álbum “Estrela do Cabo Norte”, foi seu segundo disco. Gravado no Rio de Janeiro em 1991, teve desta vez uma produção primorosa através do selo independente Outros Brasis, de Belém do Pará. Participam do álbum diversos artistas, como os músicos Fernando Carvalho, Osmar Junior, Jacques Morelenbaum, Nilson Chaves, Val Milhomem e outros…
O repertório de “Estrela do Cabo do Norte” é formado por composições, em sua maioria, do amigo e parceiro Osmar Junior, mas também há espaço para outras parcerias e composições de artistas da região Norte. As músicas são mesmo muito boas, tanto na composição como na interpretação. Música brasileira autêntica, sem influências estrangeiras e que vai muito além do regional. Um belo disco, podem conferir…

jardim infame
da paixão
mortas paixões
samaúma
dessas lançantes
de bubuia
fruto teu
pérola
estrela do cabo norte
dos quintais do brasil
abrigo para um violeiro andante
caminhos do coração

Leo Peracchi E Suas Cordas Carioca – Sambas E Violinos (1958)

Bom dia a todos! Nesta semana eu tenho andado meio travado, trabalhando meio que no automático. Daí as postagens vão saindo muito iguais e sem sabor. Desculpem, ando com a cabeça em outro mundo. Como já disse, abril é um mês complicado para mim.
Temos  hoje e novamente o Maestro Leo Peracchi com suas ‘Cordas Cariocas’, em “Sambas e Violinos”. O disco, lançado no final dos anos 50, se caracteriza bem aos moldes de tantos outros lançados nessa época, ou seja, uma orquestra sinfônica a serviço da música popular, no caso aqui, o samba. Temos no lp as doze convêncionais faixas, reunindo uma série de sambas clássicos, em belos arranjos, onde se destacam (obviamente) os instrumentos de corda. Ao contrário de tantos outros discos orquestrais (na minha modesta opinião), este não me soa chato. Talvez por trazer na essência um tipo de música familiar e popular, o samba. Os violinos e outras cordas cariocas dão o tom de suavidade. As músicas começam e terminam como um sopro de brisa, entrando pelas janelas do apartamento, acalmando possíveis repiques, batuques e batucadas que ecoam dos morros mais próximos. 
conceição
se você jurar
saia do meu caminho
na batucada da vida
canção da volta
falta de consciência
aí que saudade da amélia
ai yoyo (linda flor)
agora é cinza
canção de amor
sentinela alerta
maria boa

Marília Pêra – Elas Por Ela (1990)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Sempre correndo, aqui vou eu, aproveitando a brecha…
Hoje eu estou trazendo um disco que há muito já devia estar postado aqui. Comprei este álbum (duplo!) numa banca de saldão, em Sampa, logo que foi lançado. Acho que na época, o vendedor nem percebeu isso e liberou a bolacha por uma bagatela. Mas, assim como veio barato para mim, também acabei o vendendo nas mesmas condições. Só me arrependi de não ter feito uma cópia. Porém, mais uma vez, ele volta às minhas mãos, graças à colaboração de um amigo. 
“Elas Por Ela” foi um musical idealizado, dirigido e interpretado por Marília Pêra, no início dos anos 90. Fez muito sucesso na época, a ponto de merecer o registro em disco da EMI e depois ainda, inspirar uma nova versão num especial da Rede Globo. Neste trabalho, Marília Pêra não interpreta canções, mas sim os cantores, ou melhor dizendo, as cantoras. Sempre muito afinada, ela encarna algumas de nossas maiores cantoras, em temas consagrados. O espetáculo é bem ‘família’, inclusive para a Marília que conta com a participação de boa parte da sua. Filhos, sobrinha, irmão, maridos… todos empenhados e com muita responsabilidade.
Eu havia pensado em separar cada uma das músicas do álbum, mas preguiçosamente achei melhor manter a sequência linear, conforme nos é apresentado, sem pausas. Talvez num outro momento eu faça a separação. Por hora, eu quero mesmo é chocolate! Vão daí que eu vou daqui… 😉
a louca chegou
tem francesa no morro
texto de aracy cortes e j, maia
linda flor
pedacinhos do céu
século do progresso
camisa amarela
chica chica bum chica
mulher exigente
loura ou morena
texto de dalva de oliveira
mensagem
orgulho
que será (abajur lilás)
teus ciúmes
parabéns pra você
aves daninhas
vingança
duro nega!
beija-me
texto de eneida
ô abre alas
primeira bateria
o teu cabelo não nega
funga funga
pó de mico
evocação
coisinha do pai
lata dágua
vai com jeito
perigosa
a flor e o espinho
se queres saber
onde está você
demais
morrer de amor
fim de caso
vai, vai mesmo
amendoim torradinho
casaco marrom
túnel do amor
pare o casamento
opinião
mamãe coragem
texto caetano veloso
sonho meu
clementina, cadeê você
marinheiro só
juízo final
aquarela do brasil
texto andré valle 
seguidilla
têmpera

Abel Ferreira – No Tempo Do Cabaré (1975)

 
Enquanto faço o meu lanche da tarde, aproveito também para fazer a postagem do dia. Reservei para hoje um disco bacana, que certamente irá agradar à cultos e ocultos. Temos aqui Abel Ferreira e seu conjunto trazendo de volta os bons tempos dos cabarés.
Lançado em 1975, este álbum veio numa onda de ‘revival’, quando os cabarés dos anos 30 e 40 tornaram-se pano de fundo e temas recorrentes para muitas produções, principalmente as televisivas. A CID – Companhia Industrial de Discos não perdeu tempo e logo veio com este excelente álbum. Temos aqui o clarinetista Abel Ferreira com seu grupo, numa formação típica e ao estilo dos conjuntos que tocavam em cabarés. O repertório, cheio de clássicos é bem apropriado, fiel inclusive nos arranjos criados por Abel. Ele toca clarinete, saxofone e também canta. Taí, um disquinho gostoso de ouvir… 
gosto que me enrosco
corta jaca
tatú subiu no pau
polquinha mineira
rato, rato…
brejeiro
seu rafael
limpa banco
cristo nasceu na bahia
o pé de anjo – taí! (pra você gostar de mim)
dá nela – segura esta mulher
pelo telefone
tango da meia noite
PS: Putz! esqueci de publicar…

Silvio Caldas Canta (1955)

Muito bom dia a todos! A caravana passou, mas a festa continua e eu como sempre, na produção. O trabalho por aqui não pára. Como o Toque Musical que também não dá folga.
Para começarmos a semana, tenho para hoje mais um disquinho da série adquirida de um catador de papel. Vamos com o Silvio Caldas num lp de 10 polegadas, lançado pela Continental em 1955. Este álbum procura reunir gravações feitas pelo artista na primeira metade dos anos 50, em discos de 78 rpm. Como todos já devem saber, com o surgimento dos discos conhecidos como ‘microsulcos’, de 33 rpm e em 10 polegadas, diversas gravadoras tiveram os seus artistas relançado no novo formato. Muito do que foi produzido originalmente em bolachas de 78 rpm, com apenas duas músicas, passaram neste momento a ser relançados nas novas versões, agora com até oito músicas. Era o início de uma época de ouro para a indústria fonográfica. Confiram mais esta raridade.

cabelos cor de prata
minha casa
não me pergunte
boa noite amor
pastora dos olhos castanhos
você voltou
nunca soubeste amar
violões em funeral

Coral De Ouro Preto (1962)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Acabo de chegar do domingo e ele foi ótimo. Um dia ensolarado, tranquilo e potencialmente fotografável. Vocês sabiam que hoje foi comemorado, no mundo inteiro, o dia da fotografia com câmera de orifício, o “Pinhole Day“? Foram mais de oitenta países, num encontro simultâneo, todo mundo fotografando, até eu! Quer saber o que é ‘Pinhole’? Visite o site. Bacana demais essa técnica de fotografia, eu recomendo…
Para o resto do domingo continuar numa boa, aqui vai um disco que eu também recomendo. Coral de Ouro Preto, segundo disco gravado pelo grupo. Lançado em 1962, desta vez pela Odeon, o Coral grava um disco super moderno para a época, pautado na bossa nova. A direção artística é de Ismael Corrêa, que foi também o descobridor do coral, formado por então jovens estudantes da Escola de Minas, de Ouro Preto.
Conforme nos informa o texto da contracapa, o disco foi gravado em apenas dois dias, entre o natal e o fim do ano de 1961, nos estúdios da Odeon, Rio de Janeiro. O coral tem o acompanhamento de seu regente , o pianista e compositor Ubirajara Cabral e um grupo de músicos da casa (Vidal – contrabaixo; Geraldo – violão; Juquinha – bateria; Ary e Jairo – trompas; Cópia – flauta e Cláudio – vibrafone). Com essa turma ao fundo, o Coral de Ouro Preto grava o que veio a ser o seu melhor e mais importante lp.
Confiram aí porque eu aqui já vou dormir. Desculpem, mas eu estou morrendo de sono. Zzzz…..

o vento não sabe
zelão
fim de noite
lamento no morro
amo-te muito
balada das ladeiras de ouro preto
feitio do oração
samba de uma nota só
olhos feiticeiros
duas contas
pouca duração
gina

Coletânea Bolachão (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! O dia hoje foi longo e bastante atarefado, mas ainda assim cheguei a tempo de marcar o ponto. Como hoje é (ainda) dia de coletânea, aqui vai uma seleção extraída de gravações das décadas de 20, 30 e 40. Esta coletânea já estava pronta há algum tempo atrás. Ficou na reserva, mas acabou sendo aproveitada hoje por já estar prontinha para a publicação.
Como podemos ver na lista a baixo, temos aqui um time variado de artistas em gravações raras, reunidas em 26 músicas, que equivalem à 13 bolachas de 78 rpm, que juntas dão um bolachão.
Desculpem, mas amanhã (hoje) vai ser um dia duro. É domingo de Páscoa, mas eu vou trabalhar. Trabalho bom, com certeza, senão eu não estaria nessa… Boa Páscoa a todos!

adeus estácio
azulão – olga praguer coelho
agora é cinza – mario reis
morena cor de canela – elise houston
você nõa gosta de mim – carlos galhardo
yaya linda flor – aracy cortes
quatro horas – dupla preto e braco
mulata – olga praguer coelho
mulher enigma – francisco alves
você… você – laura suarez
cadê vira-mundo? – conjunto tupy
ritmo do coração – alzira camargo
eu vivo sem destino -silvio caldas
cecy e pery – trio de ouro
que fim levou você – neide martins
nada além – orlando silva
ciúme de cabocla -elsinha coelho
meiga flor – vicente celestino
pirata – dircinha batista
por causa desta cabocla – silvio caldas
jura – aracy cortes
eu não posso perder pra você – gstão formenti
estrela do céu – olga praguer coelho
dor de cabeça – fernando jazz band sul americano
sem você – aurora mirada
maricota saí da chuva – trio madrigal e trio melodia

Eduardo Delgado – Fábrica de Música (1992)

Olás! Pensei, hoje, em postar aqui alguma coisa relacionada à Sexta Feira da Paixão e ao mesmo tempo que fosse uma produção independente. Não me lembrei de nada muito específico e nessas condições. Daí, resolvi fazer melhor, trazer um disco de música instrumental, calmo e contemplativo. Me lembrei deste álbum do compositor, flautista e saxofonista Eduardo Delgado. Até na capa, sua figura de barba, nos remete a outra, de um Cristo flautista (ou seria um Ian Anderson disfarçado?) Talvez, nenhum, nem outro, ou mais ainda…
Eduardo Delgado é um instrumentista mineiro que faz parte da nata gorda dos músicos de Belo Horizonte. Já tocou com os mais diversos artistas da música, passeando pelo rock progressivo, jazz, música instrumental mineira (que é algo ainda a ser classificado), chorinho e tudo mais onde cabe uma boa flauta ou sax.
“Fábrica de Música” foi o primeiro disco deste excelente músico, lançado de forma independente, no início dos anos 90. Apresenta um repertório com nove músicas suas e de artistas mineiros como Juarez Moreira, Beto Lopes, Tavinho Moura com Milton Nascimento e Paulinho Pedra Azul. Tocam com ele na banda Kiko Mitre no baixo, Ricardo Fiuza no teclado, Nenen na bateria e Amaury Angelo na guitarra. Como convidados, participam ainda, de uma forma ou de outra, Tavinho Moura, Juarez Moreira, Mauro Rodrigues, Beto Lopes, Chico Amaral, Gilson Queiroz e Victor Santos.
Taí um bom disco para se ouvir num dia como o de hoje (e no de amanhã, depois e depois…)

reencontro
balada para luciana
meus amigos
em poucas palavras
valsa do desencanto
canto das águas
fernanda
brisa
peguei a reta

Os Saxsambistas Brasileiros – Percussão Em Festa (1962)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje eu estive aproveitando a folga do feriado para curtir os dois briquedinhos que chegaram ontem para mim, meu novo computador e também a nova bike. Passei o dia em lua de mel, passeando pela cidade num modelinho clássico da Dahon, que chama mais atenção que muita Harley-Davidson por aí. Agora, a noite, estou aqui fazendo minha primeira postagem, tranquilão, deitado na cama, usando meu MacBook Pro. Uau, que felicidade! Meu sonho de consumo para 2011 está completo. Desculpem a ostentação, mas não resisti… A alegria só fica completa depois de contar aos amigos.
Para um dia tão especial, nada melhor que um disco também especial. Eu trago aqui um álbum que é, sem dúvida, uma jóia rara, bonito em todos os sentidos, da capa ao repertório, dos músicos aos arranjos. Temos Os Saxsambistas Brasileiros em seu segundo disco, pelo obscuro selo Plaza. Estou verificando aqui que os dois discos já foram postados no saudoso Loronix (esse Zeca tava em todas!). Todavia, acho que o meu deve estar melhor que o do Loro, até na capa 😉
“Percussão em festa” segue aquela linha de álbuns gravados em Hi Fi, no final dos anos 50 e início dos 60, onde a música de destaca por uma sonoridade rica e variada, explorando as então, novas técnicas de gravação. Para tanto, nada melhor que um repertório pautado no samba e um grupo como Os Saxsambistas Brasileiros. Formado por Zé Bodega, Lourival de Souza, Jayme Araújo, Netinho e Aderbal Moreira, eles ainda contam, neste disco, com a participação de outros  grandes músicos. Estão todos listados na contracapa, mas vale adiantar: Manoel Araújo no trombone; Copinha na flauta; Zé Cláudio no vibrafone; José Menezes na guitarra; Bill Earl no contrabaixo; Trinca e Hugo Tagnin na bateria. Completando o time, tem também o grupo de ritmistas formado por figuras como Heitor dos Prazes, Boca de Ouro, Marçal e outras feras do samba, que em geral são apresentados apenas pelo primeiro nome. Juntar tanta gente boa e diferente assim, não se faz por acaso. O resultado vale o peso da soma desses músicos. Um disco perfeito e delicioso de se ouvir.
Esse negócio de ficar deitado na cama fazendo postagem, dá uma preguiça danada. Acho que eu vou ficando por aqui. Deixo os complementos e comentários para os amigos. A correção por conta daqueles que se sentirem mais incomodados (com direito às crititicas habituais). Fiquem a vontade, pois eu de cá, hoje, sou só alegria 🙂

tico tico no fubá
samba fantástico
aquarela do brasil
flying down to rio
olhos negros
south american way
na baixa do sapateiro
a felicidade
carioca
não tenho lágrimas
copacabana 
santa lúcia

Noel Rosa – RCA Camden (1967)

Bom dia! Hoje eu acordei com vontade de ouvir músicas de Noel Rosa. Já faz um bom tempo que não escuto nada dele, desde a semana passada 🙂 Vou colocando para fora (no bom sentido, claro) alguns álbuns que ficaram lá no fundão da gaveta, esperando uma hora, assim como essa, em que eu estou mais corrido e automatizado que o Charles Chaplin em “Tempos Modernos”. Hoje eu juntei a fome com a vontade de comer. Então vamos saborear…
Temos aqui um álbum lançado em 1967, pelo selo RCA Camden. Segundo o texto da contracapa, ‘associado às comemorações do 30º aniversário da morte de Noel Rosa…’. Sinceramente, eu preferia dizer ‘relembrando’, pois ‘comemoração’ sempre me soou mais como uma situação alegria, e em ‘aniversário da morte’ fica então como um trocadilho infame. Mas quem sou para corrigir o proposto. Tomo isso apenas como uma observação curiosa. O importante é que temos aqui uma seleção bem bacana, já conhecida por todos. Uuma coleção musical extraída de antigos discos e gravações da RCA Victor, com alguns dos seus mais importantes artistas, como se pode ver na capa ou logo a baixo na lista das faixas. Possivelmente, acho que quase todas essas gravações podem ser encontradas em outros discos postados aqui. Mas uma coletaneazinha sempre caí bem , não é mesmo. Por tanto, vamos a ela…

menina dos olhos – orlando silva
feitiço da vila – nelson gonçalves
rapaz folgado – aracy de almeida
pra que mentir – sílvio caldas
cidade mulher – orlando silva
último desejo – isaura garcia
quando o samba acabou – nelson gonçalves
silêncio de um minuto – marília batista
pela primeira vez – orlando silva
com que roupa – nelson gonçalves
queixumes – carlos galhardo
a e i o u – lamartine babo
século do progresso – aracy  de almeida
palpite infeliz – nelson gonçalves

Roberto Carlos – Canta A La Juventud (1965) REPOST

Olá, amiguinhos cultos e ocultos, bom dia! Agorinha, logo quando abri o meu e-mail, recebi um lembrete, acompanhado desta colaboração da minha amiga e mana, Gleice (grande garota!), informando do aniversário do Roberto Carlos, que hoje completa 70 anos! Eu nem havia me tocado para este fato. Tô com a cabeça em outro mundo.
Parabéns ao Rei! Muita saúde e paz, que é o que ele anda precisando. No ano passado perdeu a mãe e agora neste ano, também bem próximo de seu aniversário, a enteada. Coisa muito chata de se passar, eu bem sei. Vai aqui também os meus pesares. Roberto Carlos é uma pessoa marcada por fortes sentimentos e emoções. Um cara assim tem mesmo algo de especial.
O albinho de colaboração, que eu ainda não tinha, traz o nosso ídolo cantando em espanhol. Se não me engano, acho que este foi o primeiro de uma série que o artista gravou para o público latino americano (pero, la edición es brasileña). Aqui encontramos a fase mais gostosa de Roberto Carlos, a Jovem Guarda. Os arranjos e a interpretação é tal qual às originais, gravadas em português. Disquinho bacana para fazer o toque do dia. Vamos lá…

es prohibido fumar
un león se escapó
rosa, rosita
la chica del gorro
júrame
mi gran amor
mi cacharrito
mi historia de amor
naci para llorar
amapola
loco no soy más
desamarra mi corazón
PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!

Ivan Lins – Agora (1971)

Boa noite, amigos cultos e ocultos. Tentei começar  esta postagem na folga do café da tarde, Começar e terminar, claro. Mas foi totalmente impossível. O bicho tá pegando! Muito serviço e pouco dinheiro.
Abril é um mês complicado para mim., principalmente na segunda quinzena. Mas eu vou segurando a peteca e mandando ver…
Temos aqui, para marcar o dia, o pai da Madalena, o grande Ivan Lins. Para quem não conhece ou nem lembrava mais, este foi o primeiro álbum dele, lançado em 1971, através do selo Forma. “Agora” é um dos discos que eu mais gosto, um trabalho com garra, jovem, bem a cara daquele começo dos anos 70, longe do internacional Ivan Lins de hoje. Obviamente, não estou querendo com isso provocar alguma comparação, apenas constando as transformações, ou evolução de um artista brasileiro de talento. O álbum foi produzido por Paulinho Tapajós e conta com os arranjos de Arthur Verocai. Temos em “Agora” uma série de múiscas que fizeram sucesso e ainda fazem, com certeza. Quem há de esquecer “Madalena”, “Salve, salve”, “O amor é o meu país” e “Agora”? São as primeiras composições ao lado do então parceiro, Ronaldo Monteiro de Souza. Aproveitando que estou com a mão na massa, incluí o compacto, também da Forma, lançado um ano antes, 1970. Confiram aí porque eu daqui já estou dormindo. Zzzz… (Se houver algum erro criminoso, reclamem com o Morfeu)

salve, salve
agora 
emy
minha história
a próxima atração
novamente nós
corpo-folha
o amor é o meu país
madalena
baby blue
hei, você   
tanauê ou se o índio fosse consumido pela civilização moderna

Brazilian Hits (1959)

Boa tarde a todos (mas com algumas exceções). Eu aqui, com a minha boca doendo e cheia de pontos, sinceramente, não estou para aguentar sapos, muito menos tamanduás e outros ‘bichinhos’ silvestres. Peço aos amigos que me perdoem (além dos habituais erros de português) os excessos em discussões bobas que alguns indivíduos me levam a travar. Infelizmente é assim, merda, quanto mais se mexe, mais fede. Só mesmo dando descarga para a coisa descer. Mas vamos deixar essa conversa para os bastidores, que aqui se transformou no Comentários.
Vamos hoje como outra coletânea, desta vez oficial, lançada pela Odeon no final dos anos 50. “Brazilian Hits” é um disco que reúne em suas doze faixas uma seleção interessante. Temos aqui Luiz Paes Arruda, Léo Peracchi, Trio Irakitan, Brasíla Ritmos e Os Brasileiros. Não posso afirmar com certeza, mas acredito que essas músicas foram retiradas de outros álbuns lançados na época, por isso chamo o disco de coletânea. O repertório é clássico, doze músicas bem conhecidas do público, verdadeiros ‘brazilian hits’. Léo Peracchi e Luiz Paes Arruda, com suas orquestras e côro, praticamente dominam as faixas. O que sobra fica por conta dos outros, ou seja, uma faixa por cada. Contudo, ou mesmo assim, “Brazilian Hits” é um disco bem bacana que a gente ouve do início ao fim. Podem conferir… 😉
na baixa do sapateiro – léo peracchi e sua orquestra
não tenho lágrimas – trio irakitan
carinhoso luiz arruda paes e sua orquestra
baião – léo peracchi e sua orquestra
delicado – brasília rítmos
kalú – léo peracchi e suas orquestra
tico tico no fuba – léo peracchi e sua orquestra
maracangalha – os brasileiros
aquazrela do brasil – léo peracchi e sua orquestra
mulhé rendeira – luiz arruda paes e sua orquestra

Coletânea Do Lindenor – Hipopótamo Zeno (2007)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos. Infelizmente, para alguns ocultos (metidos a cultos), o dia vai ser babando e roncando na cama (e sozinho), recompensando a noite amarga que passaram como raposas desprezando as uvas. É foda, a inveja é mesmo uma merda! Por certo, não há desculpas para erros, pelo menos para aqueles que conseguem ver uma espinha no rosto na Gisele Bundchen. Depois que inventaram um corretor automático de textos, tem nêgo aí se achando… Eu, não tenho nem como negar, sou um analfabeto buscando aprender a escrever. Mas nessa ‘escolinha’, que mais parece a do professor Raimundo Canabrava (digo, Canavieira), o que tem de aluno ‘colando’ os meus exercícios, não é pouco. Outros, invejando o meu progresso, vão jogando pedras. Mas fazem isso de maneira covarde, ocultos em seus anonimatos. Fazem críticas dessa natureza porque não sabem nada além da espinha na Gisele Bundchen. Mesmo sendo ‘crititica’, não deixam de estar me prestando um favor. Vão aí apontando os meus erros, que eu de cá irei corrigindo. No final, quem fica mesmo ‘bem na fita’ sou eu 😉
Mas, mudando de pau para cacete (ou vice versa), eu quero mesmo é chocolate! Levanto, sacudo a poeira e dou a volta por cima…
Hoje, nosso encontro é com as coletâneas e convidados. Como eu já havia informado anteriormente, os sábados por aqui (até segunda ordem) passaram a ser dedicados às coletâneas, minhas e dos meus convidados. Estou, aos poucos, convidando os parceiros de blogs musicais para nos brindarem com suas seleções. Acho essa ideia bem legal, pois abre um diálogo maior com os colegas, uma forma de interação do grupo e compartilhamento das nossas afinidades. Se você, amigo blogueiro, ainda não recebeu o meu convite, aguarde… eu chego já 😉
Estou trazendo para vocês uma seleção musical feita pelo amigo DJ Mandacarú, do site Hipopótamo Zeno. Ao convidá-lo, por sorte, de imediato ele já tinha uma coletânea prontinha, que fez em homenagem ao seu   falecido pai. Ele até já a havia postado no HZ e fez muito sucesso. Pelas circunstâncias e mais ainda pelo repertório, bem ao gosto do Toque Musical, eu não tive a menor dúvida. Tomei a liberdade de criar essa capinha, usando o nome do Seu Lindenor. É esta mesma a postagem do dia. Reproduzo a baixo a lista das músicas relacionadas conforme a maneira bem original feita pelo nosso amigo. 
1 – Coqueiro Velho, mega sucesso de Orlando Silva em 1940.
2 – Camisola do Dia, ouvida em primeira mão uns seis meses antes de ser gravada, com o próprio Nelson Gonçalves no Clube Recreativo Iguatuense.
3 – Aqueles Olhos Verdes, boleraço com o Trio Irakitan.
4 – You’ll Never Know, com o invejadíssimo Dick Haymes – pela voz e por ter sido marido da Rita Hayworth.
5 – September Song e 6 – Days of Wine and Roses, com o preferido acima de todos Frank Sinatra.
7 – Basin Street Blues, com a preferida acima de todas Ella Fitzgerald.
8 – Canção da Mulher Amada, do único disco do rádio-ator Roberto Faissal, acompanhado pelo Evaldo Gouveia.
9 – Eu e o Rio, com o Miltinho acompanhado apenas pelo violão do Baden Powell.
10 – Canção de Amor, da paixão da vida toda, Elizeth Cardoso.
11 – Go Down Moses, com o Louis Armstrong largando o hot jazz e caindo de cabeça em hinos religiosos.
12 – Devagar Com a Louça, com Os Cariocas, dando roupa nova aos sambas da antiga.
13 – Desafinado, com o Tamba Trio entortando mais ainda a bossa nova.
14 – Saudade do Brazil, pela beleza atemporal da música de Tom Jobim.