Cau Pimentel – Alem Do Litoral (2004)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou aqui meio que ‘de molho’, em casa, depois de ter passado por uma pequena cirurgia para extrair os meus dois últimos sisos indecisos, que ficaram para o final. Agora, podem acreditar, não vou ‘rancar’ mais nada. Deixo o ato de ‘arrancar’ para aqueles que põe a mão na cabeça, pasmos com meus erros ortográficos. Podem continuar arrancando os cabelos de raiva ou de dó, eu de cá, vou tomando meu Johnny Walker com Danone Active…
Bom, deixa de bobagem e vamos falar sério… Hoje eu estou trazendo para vocês um compositor que me foi apresentado pelo amigo Chris Rousseau. Trata-se de Cau Pimentel, um nome que, por certo, poucos devem conhecer, eu mesmo nunca tinha ouvido falar dele. Mas nunca é tarde para se ter contato com um artista de qualidade, mesmo quando ele se apresenta mais como compositor do que intérprete, tendo a música com um paralelo. Pelo que o Chris me relatou, Cau é um advogado. Pesquisando mais, um pouquinho daqui e dalí, descobri que ele já havia gravado um compacto lá pelos anos 70. Deve ter sido mais um artista que, diante às dificuldades da profissão, preferiu seguir outra que lhe desse mais estabilidade. Pelo que eu entendi, Cau Pimentel é um advogado que atua na área de direitos autorais. Possilvemente, defende os direitos de muitos dos nossos artistas. Confesso que fiquei um pouco receioso em postar esse seu trabalho, mas o Chris me garantiu que o cara, embora advogado, tem a sensibilidade de um poeta. Ele comentou com Cau sobre o Toque Musical. Ele autorizou que eu fizesse a postagem e até me permitiu compor uma nova capa para este trabalho, lançado originalmente em 1983 com o título de “Amigos”, pelo selo independente Pointer. Em 2004, Cau relançou o trabalho em formato de cd, incluindo outras músicas. Desta vez o disco não apresentava um nome, mas veio como se chamando “Além do Litoral”, título de uma das faixas. Ao compor a capinha, optei por esse título, dando assim, ao trabalho, um novo fôlego. 
A música de Cau Pimentel, embora essencialmente popular, não é, ou foi, sucesso de rádio. Mas como muitos outros artistas, se mantém num nível de excelência e qualidade que dispensa essas firulas e tal popularidade. Uma prova disso são os amigos e parceiros aqui convidados, que participam do disco. Figuras como Ivan Lins, Zé Luiz Mazziotti, Alaide Costa, Pery Ribeiro, Jane Duboc, Natan Marques, Dori Caymmi, Filó Machado, Gilson Peranzzetta, Conjunto Placa Luminosa… vixiii…tem gente demais, só mesmo conferindo nos créditos do disco.
fim de festa
verso novo
tempos
jura quebrada
ausência
calvário
mascavo
confissão de amor
aldeia
pé na jaca
san fernando
beira mar
clave de fá
promenade
brilho
fim de festa
além do litoral
os habitantes do cais
rainha por um dia
yemanjá

Saraiva – Saxsoprando Pelo Brasil (1965)

Olá a todos! Ontem nós tivemos aqui o Raul de Barros e seu trombone. Hoje vamos continuar no sopro, porém desta vez o instrumento é o saxofone de Luiz Saraiva dos Santos, ou simplesmente Saraiva. Instrumentista e compositor nascido em Alagoas, iniciou sua carreira de músico profissional na Rádio Clube de Santos, cidade onde viveu boa parte de sua vida. Seu grande diferencial é ter colocado o sax soprando, um instrumento tido como difícil para solos, numa posição de destaque como solista e ele o fazia com maestria. Seu estilo de tocar o tornava inconfundível. Gravou dezenas de discos e participou de outras dezenas. Tocou nos mais diferentes lugares e assim como Raul de Barros, foi um rei na gafieira.
O álbum “Saxsoprando pelo Brasil”, lançado pela Continental em 1965 reúne doze temas entre choros, sambas, baião, bolero e valsa. Essas músicas, em sua maioria são de autoria do próprio Saraiva, que como compositor assinava Luiz dos Santos.
Este álbum eu recebi há poucos dias atrás, numa doação feita pelo amigo Rogério, lá do norte de Minas (obrigadão!). O lp, após digitalizado, vai para a Discoteca Pública e seu arquivo vem para a postagem aqui no Toque Musical. Não deixem de conferir, um raro prazer 😉

milagre de deus
coração sem amor
gigante mosqueteiro
mambo da bahia
serenata paulista
bodas de ouro
um passeio em petrópolis
noites em olinda
reconciliação
peixeiro no choro
homenagem a paulo afonso
saudade do ceará

Raul de Barros – Com Seu Trombone Romântico (1955)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Bem rapidinho, pois quem sabe faz a hora e não espera acontecer.
Hoje vamos com o Raul de Barros, considerado o mais brasileiro dos nossos trombonistas, autor do célebre samba choro “Na Glória”. Foi um dos mais impotantes no seu instrumento. Gravou dezenas de discos e participou de mais uma centena. Seu trombone tocou alto na gafieira, a ponto de se tornar um instrumento fundamental em qualquer casa de baile do gênero. Gafieira sem trombone, não era mais gafieira.
Tenho aqui este álbum de dez polegadas. Mais um dos que eu comprei na mão do catador de papelão. Lançado em 1955 pelo selo Odeon, Raul nos apresenta um repertório com oito temas românticos e populares. De um lado músicas nacionais, choros e samba, incluíndo de sua autoria a faixa “Melodia Celestial”. Do outro lado dedicado ao internacional em ritmo de fox. Confiram…

ai yoyo (linda flor)
melodia celestial
vamos com calma
voltei ao meu lugar
poema (de fibisch)
please
i’d never forgive myself
intermezzo (de provost)

Tavinho Moura – Cabaret Mineiro (1981)

Bom dia, moçada culta e oculta! Tenho percebido que muita gente (outros blogs) estão pegando carona nas minhas postagens. Vez por outra ando encontrando ‘links alienígenas’ colocados logo a baixo de algum post. Confesso que não sei bem como tudo isso funciona, se são os próprios blogueiros que o fazem ou se automaticamente esses links vão brotando no meu blog. O certo é que ontem a coisa foi  exagerada, havia uma lista com mais de trinta links e dos mais diversos blogs. Decidi então dar uma boa faxina, investigar e entender como tudo acontece. Acabei, por falta de paciência e de tempo mudando algumas configurações do blog, o que alterou inclusive na parte de diagramação, fontes e formatos. Estou agora fazendo esta postagem e ainda nem vi o resultado. Espero não precisar mudar mais nada.
Na postagem teste, temos então o compositor mineiro, Tavinho Moura e seu premiado trabalho para o filme de Carlos Alberto Prates Correia, “Cabaret Mineiro”. Aliás, diga-se obrigatoriamente de passagem, premiado não só a música, mas o filme num todo. Prêmios de melhor filme, trilha, diretor, ator, atriz, fotografia e montagem. Quem ainda não viu o filme, vale a pena procurar e assistir. A trilha é impecável, ótima, da primeira à última faixa. As composições e adaptações são de Tavinho Moura, assim como os arranjos e orquestração. Há também duas músicas de Noel Rosa, “Nunca… jamais” e “Prá esquecer”. Participam do disco a mesma a turma do filme, atores e músicos. Não vou nem listá-los aqui, pois esta é grande se encontra nos créditos do encarte (em anexo). Mesmo assim é bom destacar a participação de grupos e artistas como Flávio Venturini e boa parte do seu 14 Bis, Conjunto Naquele Tempo, Grupo Tacuabé, Uakti Oficina Instrumental, Marujada de Montes Claros e a sensualíssima atriz e cantora Tânia Alves (êta morena boa!).

cabaret mineiro
nunca… jamais
o sonho
a rua de baixo
dona mariana
tema de salinas
maria manteiga – bunda virada
suite do quelemeu
prá esquecer
o aventureiro do são francisco
serenata das virgens
te pega te pica
meu semblante é teu sentido
onça
chirimia das loucas
o trem das loucas
paixão come pequi
adeus adeus

Baden Powell & Stephane Grappelli – La Grande Reunion (1974)

Bom dia amigos cultos e ocultos! A semana aqui para o meu lado continua quente e em todos os sentidos. Muita coisa boa para postar, mas também muitas outras com que me preocupar. Abril, normalmente é um mês atarefado e eu peno para não ficar para trás. Mas sem música diária eu não aguento, preciso dela para adoçar a vida e acalmar meu espírito.

Por falar em adoçar e acalmar, eis aqui um bom paliativo como poucos. Um lp auto astral, com todas as qualidades necessárias para fazer da segunda feira um dia feliz. Vamos hoje conferir outro disco com o nosso grande Baden Powell. Desta vez ele vem acompanhado pelo violinista franco italiano Stephane Grappelli, um dos grandes nomes do jazz europeu. “La Grande Reunion” foi gravado em Paris, em 1974 e lançado pelo selo francês, Festival. No Brasil o disco foi editado, masi ou menos na mesma época, pelo selo Imagem, de Jonas Silva, um dos ‘garoto da lua’ que veio a ser substituído por João Gilberto (um dia ainda quero falar sobre o Jonas e suas aventuras fonográficas). O certo é que este álbum marca o encontro de Baden com Grappelli, num trabalho de gravação feito em apenas dois dias. O disco traz um repertório essencialmente de Bossa Nova, ou exclusivamente de música brasileira. O violino e o estilo de Grappelli são muito próprios e de uma certa forma, domina toda a gravação. Bem porque, ele aqui é quem ‘entra de sola’, Baden fica mais na marcação. Mas sem ele para abrir o caminho, dificilmente Grappelli e sua turma -formada por Guy Pedersen no contrabaixo, Pierre Alain Dahan na bateria e Clément de Waleyne na percussão – chegariam a esse resultado. Ah, é bom lembrar também da participação de Jorge Rezende, que ao lado do grupo, ajuda no tempero da percussão brasileira. Taí um álbum muito bom de se ouvir. Bem tocado em outros blogs e agora também no nosso Toque Musical 😉
eu vim da bahia
meditação
berimbau
desafinado
samba de uma nota só
isaura
amor em paz
brazil

Morte E Vida Severina (1966)

Muito boa noite, amigos cultos e ocultos! Vez por outra eu trombo com a postagem do disco “Morte e Vida Severina”, com a mesma estampa que vemos logo acima. Vocês, por certo, também já devem tê-la visto e até mesmo baixado, como eu fiz muitas vezes. Acontece que até hoje ninguém postou de verdade o tal disco. O que encontramos, além da capinha, é uma outra gravação, a trilha do filme de Zelito Viana, que não corresponde ao proposto. Cansado de levar gato por lebre, eu vou aqui postar o verdadeiro álbum da peça, lançado originalmente em 1966.

“Morte e Vida Severina – Auto de Natal Pernambucano” é um poema cênico, escrito por João Cabral de Melo Neto em 1956, a pedido de Maria Clara Machado, para o Grupo Tablado encenar no natal, mas que não chegou a acontecer ( ou foi?). Em 1965 ele voltou adaptado, musicado pelo então jovem compositor, Chico Buarque de Holanda. A peça foi levada ao palco através do Teatro da Universidade Católica de São Paulo, o ‘Tuca”, no dia de sua inauguração. No auge da ditadura, pelo cunho social, logo na estreia o grupo teve problemas com os milicos. A polícia militar e toda má sorte de repressores baixaram no local. Houve prisões e tumulto. Este álbum foi gravado (supostamente) nesse dia. Ao contrário do disco dar trilha do filme, neste temos editado o áudio de toda a encenação, ou seja, a poesia interpretada ao vivo. A gravação histórica foi lançada pela Companhia Brasileira de Discos, com selo Philips, em 1966. No mesmo ano saiu também um compacto duplo, gravado em estúdio e lançado pelo selo Caritas com o mesmo grupo do Tuca.
Me lembro deste disquinho, eu ainda menino, não parava de ouvi-lo na radiola Philco, na casa da minha tia. Acho que ainda sei de cor toda a faixa “Mulher na janela”. Eu cantava direto esse trecho, brincando com os amigos. Como eu não gosto de ‘café pequeno’, tô incluindo no pacote o compacto também. Espero que vocês gostem.

Tim Maia – Coletânea Especial TM (2011)

Olá amiguinhos cultos e ocultos! Aqui vou eu com mais uma da minhas coletâneas, enquanto aguardo os convidados que também estão preparando um presentinho aqui para nós. Não sei que cheguei a comentar, mas estou convidando alguns amigos blogueiros para apresentarem aqui suas coletâneas. Me inspirei na ideia do Milan Filipovic, em seu blog Parallel Realities Studio, que também convida os amigos para fazerem coletâneas. Por sinal, ele também é um dos convidados e em breve deve mandar a sua seleção aqui para o Toque Musical. Esses convites eu tenho feito aos poucos, para não chegar tudo de uma vez só, afinal essas postagens aconterão sempre nos sábados. Temos muitas semanas, muitos outros blogs parceiros e gradualmente ele irão entrando, ok? Achei essa ideia ótima, pois cria um maior intercâmbio entre nós.

Segue aqui, então, a coletânea da semana, Tim Maia! Quem não gosta? Bom demais, né não?
Selecionei o equivalente a um disco duplo, 24 músicas das que eu mais gosto do Tim. Fiz também a capinha, pois sem encarte é duro de roer. Espero que esteja no agrado 😉
dance enquanto é tempo
o caminho do bem
rodésia
canário do rei
eu amo você
guiné bissau, moçambique e angola racional
o que importa
azul da cor do mar
sofre
batata frita, o ladrão de bicicleta
ela partiu
não vou ficar
rational culture
ride twist and roll
the dance is over
let’s have a ball tonight
where is my other half
over again
brother, father, sister and mother
i don’t care
to fall in love
nobody can live for ever
jurema

Dick Farney – Solo (1997)

Muito bom dia a todos! Começamos logo cedo, porque hoje eu terei um dia cheio. Para começar, daqui a pouco eu vou ao dentista fazer a extração dos meus dois dentes sisos, que indecisos, até hoje não nasceram. Sinceramente, não estavam me incomodando em nada, mas a minha médica cismou que preciso ‘rancá-los’. Será que vou aguentar a extração de dois numa mesma sessão? Putz! Vai ser uma sexta feira anestésica, ou senão, dolorosa. Aí de mim…

Por falar em sexta feira, hoje também é dia de discos independentes (indepenDENTES… ai, ai, ai…, olha eu de novo…).
Hoje temos uma postagem super especial. Uma colaboração do amigo Renato, que muito atenciosamente me enviou este registro raro do grande Dick Farney, todo completinho.
Trata-se de um cd duplo, lançado de forma independente, através da Fiesp, numa homenagem póstuma, dez anos após a morte do ‘jazz man’. Este é um ‘album’ que talvez, jamais venha a ser lançado de maneira comercial, até porque ele foi concebido no sentido de ser apenas um brinde promocional. Por outro lado, existem também as implicações no que se refere à direitos autorais. Talvez, por isso mesmo, editoras como a ‘fominha’ Biscoito Fino, nunca irão lançar essa jóia. Acredito que sua melhor forma de divulgação seja mesmo os blogs musicais.
O que temos aqui são mais de 40 músicas, grande parte do repertório do artista, mas principalmente clássicos da música americana. No ‘álbum’, um cd duplo, temos um registro intimista, solo e despretencioso, somente Dick e seu piano. São ‘gravações caseiras’ feitas por dois de seus amigos, Arnaldo de Azevedo Silva Junior e José Mário Paranhos do Rio Branco. Gravado em fitas cassete, nos anos 90, passaram por uma boa remasterização, dando origem a este belo cd, que vocês só irão encontrar nos ‘ebays’ da vida digital ou aqui no nosso Toque Musical.
Taí uma postagem que merece muitos comentários, vocês não acham? 😉
georgia on my mind
moon river
satin doll
i’ll be seeing you
what are you doing the rest of you life
are my dreams real
angel eyes
this love of mine
please be kind
lullaby of birdland
moonglow
perdido
here’s that rainy day
i’ll remember april
santin doll
all the things you are
if i should lose you
in the wee small hours of the morning
emily
but beautiful
it could happen to you
the one i love
tangerine
these foolish things
young and foolish
round midnight
swanee river
one for my baby
santim doll
brandenburg gate
what are you doing the rest of your life
but beautiful
our love is here to say
estrelita
improviso em jazz
waltz for debby
here’s that rainy day
blues improvisado
i fall in love too easily
you go to my head
i cover the waterfront
thank you
but beautiful

Rosário de Cária – Uma Flauta No Sereno (1961)

Olá! Um bom dia a todos (e sem excessão!). Nada como começarmos o dia com uma saudação positiva, elevando nosso espírito para coisas boas, não é mesmo?

Nesta semana eu procurei focar nossas postagens na música instrumental e mais especificamente nos discos de instrumentistas solistas. Eu cheguei até a separar alguns violonistas, que é o que mais se destaca, geralmente, na música popular brasileira. Mas daí eu me lembrei de um dos primeiros discos que recolhi de uma das minhas ricas fontes, o lp “Uma flauta no sereno”. Este disco foge um pouco da linha, ao contrário dos demais, trazendo o músico solista com acompanhamento. Mas independente de qualquer coisa, não deixa de ser um álbum solo, bonito, raro e com toda certeza de interesse dos amigos cultos e ocultos 🙂
Temos assim Rosário de Cária, um flautista italiano que veio para o Brasil no final dos anos 40. Pelo pouco que achei sobre sua trajetória, na rede fala-se que ele veio como um imigrante. O que demonstra que músico veio para ficar definitivamente. Mesmo assim, sobre a sua vida no país e que fim levou, eu não sei nada. De concreto eu sei apenas ele tocou em diversas orquestras, grupos de choro e seresta. Também está presente em diversas gravações e discos de diferentes artistas. Sua atuação por aqui, pelo que pude verificar, vai dos anos 50 aos 70. Ao que tudo indica, ele era um músico bastante considerado, requisitado e de alta qualidade, como podemos verificar neste seu álbum, lançado pela Chantecler em 1961. Aqui encontramos um repertório interessante, contemplando composições brasileiras e italianas. São todas belíssimas valsas, algumas, clássicos inesquecíveis da nossa música popular. Rosário de Cária vem acompanhado por um regional. Embora não conste nos créditos do lp, acredito que o acompanhamento é feito pelo Regional do Canhoto. Este álbum chegou a ser relançado nos anos 80, com outra capa. Consta também que ele gravou um outro disco, chamado “Uma flauta em serenata”, com edição de 1975. Se este for também do agrado de vocês, irei procurar para uma futura postagem, ok?
Então, toque logo esse toque!
rapaziada do bráz
tesoro mio
sobre as ondas
primeiro amor
lia
viajando pela itália
raio de sol
gladis
arrependida
saudade de iguape
boneca
lágrimas de virgem

Nonato Luiz & Pedro Soler – Diálogo (1982)

Bom tarde, amigos cultos e ocultos! Nossa semana está maravilhosamente instrumental e agradando à gregos e também aos troianos. É bom saber que o Toque Musical tem se tornado um espaço de consulta importante, de relevância cultural mesmo na contramão da confusa ‘legalidade’ que vivemos nesses tempos. Sei também que o TM, assim como muitos outros blogs, sobrevive na condição de ‘tolerância vigiada’. Por certo, os patrulheiros cibernéticos estão de olhos bem abertos, não apenas para tentarem coibir ações, mas também para tirarem proveitos da situação. Blogs como o Toque Musical tem servido de ‘termômetro’ para muitos produtores e editoras, que percebendo o interesse do público, procuram reinventar ‘o produto’. Estão fabricando biscoito de araruta e vendendo como ‘cookies’. O foda é que em alguns casos, a gente leva para casa o mesmo produto encontrado nos blogs (as vezes até com uma qualidade inferior). Bom, mas pelo menos tem uma vantagem… (eu só não descobri ainda se é para quem compra ou para quem vende. Acho que é mais para quem produz).
Putz, nem sei porque eu estou tocando nesse assunto… acho que perdi o gancho (o gancho e o tapa olho, hehehe…)
Vamos ao disco do dia. Continuando com os mestres do instrumental, tenho aqui o violonista cearense Nonato Luiz numa dobradinha com o guitarrista flamenco Pedro Soler. O lp é um registro gravado ao vivo na Sala Cecília Meireles, do Rio de Janeiro, em junho de 1982. De um lado temos o brasileiro e do outro o espanhol (ou catalão? sei não). Na época os dois instrumentistas faziam uma turnê pela Europa. Um trabalho que procurava mostrar as afinidades sonoras entre a música flamenca e a nordestina. Ao final das apresentações europeias eles vieram mostrar também no Brasil esse show.
Este é um disco que embora eu já conhecesse, nunca o ouvi com a devida atenção. Foi só agora, preparando o toque musical que pude percebe-lo na íntegra. Estranhei o fato de que o número das músicas não corresponde aos das faixas. Como não conhecia bem todas as músicas, ficou difícil entender quem é quem. Pelo que eu pude entender, em algumas faixas contam mais de uma música. Fiz então a denominação conforme me parecia a lógica. Como sei que pode haver erros, decidi incluir também no arquivo a digitalização bruta, por inteiro. Daí, aqueles que sabem poderão separar corretamente as faixas. O importante é que está tudo aqui. Disco bonito, músicos excepcionais! Confiram…

malagueñas – pedro soler
granaina – pedro soler
nana – pedro soler
seguirias – pedro soler
qui nem giló
viola violada
dança do ventre
quatro prantos
reflexões nordestinas
o sonho

Eudóxia De Barros – Gotas De Ouro (1965)

Muito bom dia a todos! Depois de ouvir ontem as músicas de Garoto, na interpretação magistral de Geraldo Ribeiro, me deu vontade de seguir no instrumental. Daí achei este disco da pianista Eudóxia de Barros, tocando Ernesto Nazareth. Me lembro que a primeira vez que ouvi falar em Eudóxia de Barros, foi participando do famoso programa de perguntas e respostas, criado pela Rede Globo, o “8 ou 800”. O programa era apresentado pelo ator Paulo Gracindo e Eudóxia participou respondendo sobre a obra de Ernesto Nazareth. Curiosamente, este foi o momento de maior popularidade da pianista. Embora ela já fosse bastante festejada no círculo musical erudito, desde o final dos anos 50, ainda para a grande maioria, como eu, era uma total desconhecida.

Eudóxia é uma pianista paulista. Iniciou seus estudos musicais ainda criança. Já na mocidade ela se tornaria uma instrumentista respeitável, dominando totalmente a técnica do piano. Inúmeras são as boas críticas e comentários de outros mestres da música à seu respeito. Ao longo de todo esse tempo, em sua trajetória artística, há muito o que contar, mas vou me limitar no alcance do feixe da minha lanterna, iluminando apenas a sua produção fonográfica. Na época do (só) vinil ela gravou mais de 30 discos, muitos pelo selo Chantecler. Na fase do cd passou de uma dezena e se procurar já deve ter até dvd. Acho interessante salientar, uma produção fonográfica desse porte para a música clássica/erudita no Brasil. É um fato que nos chama a atenção. Mas acho que isso se deve muito à preocupação da musicista em estar sempre divulgando a obra brasileira. Eudóxia preferiu trocar a promissora carreira internacional por um trabalho em seu país, seja como concertista ou como professora. Levando a obra de grandes mestres da música erudita aos inúmeros cantos do Brasil. Eudóxia é casada como um dos maiores compositores brasileiro da música clássica, Osvaldo Lacerda e dele também, obviamente, ela é uma divulgadora intensa.
Que eu conheça, Eudóxia gravou uns três lps com obras exclusivamente de Ernesto Nazareth. “Gotas de ouro” veio no vácuo primeiro, “Ouro sobre o azul”, que foi lançado pela Chantecler em 1963, ocasião em que se comemorava o centenário de Nazareth. Com o sucesso deste primeiro, com vários prêmios e a consagração de Eudóxia como “a melhor intérprete da música brasileira”, a gravadora decidiu repetir a dose. Lançou então em 65 um segundo volume, o “Gotas de ouro”, com 14 temas em suas versões originais. Um terceiro disco veio (acho eu) nos anos 70 (em breve postarei).
Pessoalmente, gosto de Ernesto Nazareth em interpretações solo, como esta da grande Eudóxia de Barros. Simples mente comovente 🙂
gotas de ouro
nenê
travesso
dirce
talismã
atrevido
sustenta… a nota
espalhafatoso
você bem sabe
meigo
dora
digo
floraux
expansiva
turuna

Geraldo Ribeiro – Interpreta Garoto (1984)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Segunda feira é sempre aquele diazinho cheio. Cheio de coisas para fazer. Cheio de preguiça para fazê-lo. Por sorte, ontem, eu já deixei alguma coisa preparada para a semana.
Para começar, que tal um bom disco de violão? Taí um trabalho que irá agradar aos amantes do ‘pinho’. Vamos com Geraldo Ribeiro, um dos maiores violonista brasileiros, desses que só mesmo os entendidos conhecem, interpretando outro gênio, o lendário Garoto. Geraldo não é um artista, ele é um instrumentista, um músico como poucos. Eu até pensei em escrever um pouco sobre ele, principalmente para aqueles que ainda não o conhecem, mas achei algo bem melhor e muito mais interessante. Por consequência da postagem, me lembrei de outro grande violonista brasileiro, da nova geração, Fábio Zanon. Ele tinha (ou tem) um programa na Rádio Cultura de São Paulo, onde apresentava o melhor do violão clássico. Para a nossa felicidade, ele abriu um blog e andou postando por lá todos os arquivos de áudio desses programas. Uma maravilha que até eu tenho também copiado para a minha ‘fonoteca digital’. Entre esses, tem um exclusivo, dedicado ao Geraldo Ribeiro, onde ele o entrevista e nos apresenta momentos raros e históricos do concertista.
No álbum dedicado à Anibal Augusto Sardinha, o Garoto, ele toca 14 temas exatamente como o autor os deixou gravado. Respeitando rigorosamente originais, que até então, sequer haviam sido editados. Temos entre essas faixas, duas que eu chamaria a atenção: a belíssima “Duas contas”, talvez a única música com letra feita por Garoto. Aqui, Geraldo apresenta apenas a versão instrumental. Outra música que destaco é, sem dúvida, a melancólica “Gente Humilde”, na sua forma original, sem a letra de Chico e Vinícius.
Então é isso aí… um toque 100% de violão, como há muito vem sendo pedido. Confiram…

gente humilde
lamento do morro
debussyana
nosso choro
voltarei
um rosto de mulher
jorge do fusa
duas contas
quinze de julho
improviso
choro triste n. 2
meditação
naqueles velhos tempos
sinal dos tempos

Coletânea Compactos Do Toque Musical – Volume 1 (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje eu me atrasei devido a falta de energia elétrica durante a tarde. Caiu um pé dágua por aqui, um verdadeiro vendaval. O meu computador apagou justo na hora em que eu preparava uma capinha para a coletânea de hoje. Perdi tudo o que já tinha feito, daí resolvi criar outra totalmente diferente. Para um trabalho de 10 minutos até que não ficou tão mal assim, não é mesmo? Mas o que vai agradar mesmo é o conteúdo dessa minha seleção. Reuni aqui alguns compactos da melhor qualidade. Como vocês podem ver, a coletânea traz também algumas raridades, como é comum em disquinhos compactos. Temos, por exemplo um compacto duplo do Caetano Veloso, gravado em Londres, em 1971. Este disco é realmente ótimo e raro. Caetano gravou essas músicas, com certeza, pensando no carnaval que viria, de 1972. Temos ele aqui acompanhado por Jards Macalé, Moacir Albuquerque, Tutti Moreno e Áureo de Souza. O mesmo time que o acompanhou no álbum “Transa”. No embalo do baiano, vamos também com as músicas um compacto de 1978, trazendo duas músicas, trilhas dos filmes “Na boca do mundo” e “A dama do lotação”. Outros compactos interessantes são os de Chico Buarque, de 1967. Taiguara 1970, Abilio Manoel de 73, Gonzaguinha de 70 e 72, Ivan Lins em seu primeiro sucesso, MPB 4 e Quarteto em Cy. Todos da melhor safra, reunidos aqui como daquela outra vez. Compactos sempre fazem sucesso.

Xiii… O temporal voltou, com raios e trovoadas. Deixa eu finalizar a resenha, vamos direto à lista…
chuva suor e cerveja – caetano veloso
a televisão – chico buarque
carolina – chico buarque
salto de sapato – caetano veloso
la barca – caetano veloso
partido alto – mpb4
roda viva – chico buarque
badalação – mpb4
barão beleza – caetano veloso
expresso 2222 – mpb4
qual é a baiana? – caetano veloso
última forma – mpb4
um chorinho – chico buarque
amaralinda – quarteto em cy
bom dia, amigo – abilio manoel
um abraço terno em você, viu mãe? – gonzaguinha
hoje – taiguara
o amor é o meu país – ivan lins
pedro pedreiro – quarteto em cy
se eu fosse rei – abilio manoel
tributo à jacob do bandolim – taiguara
um sorriso nos lábios – gonzaguinha
pecado original – caetano veloso
você merece – gonzaguinha
amado amante – caetano veloso

Cida Moreyra – Summertime (1981)

Bom dia a todos! É, como vimos e ouvimos, acabei fazendo uma semana de cantoras. Hoje, sexta, não seria diferente. Me lembrei deste outro disco emprestado, do meu amigo Carlos Moraes, lá de Tiradentes, que vai cair como uma luva. Trata-se do primeiro álbum da cantora, atriz e pianista Cida Moreyra. No início dos anos 80 ela estreou o espetáculo cênico musical “Summertime, uma homenagem à cantora americana Janis Joplin, dirigido por José Possi Neto. O show solo de Cida Moreyra teve uma boa aceitação da crítica e fez muito sucesso, a ponto de se transformar em seu primeiro registro fonográfico. No disco ela canta, claro, músicas do repertório de Janis – mas também inclui outras, que vai de Billie Holiday, Mamas And The Papas, passando também por Chico Buarque, Macalé e Angela Roro – num mesmo tom característico, só piano e voz. Disquinho bacana, eu recomendo…

summertime
stardust
all fo me
dream a little dream of me
california dreamin’
she’s leaving home
gota de sangue
geni e o zepelin
good morning heartache
my man
vapor barato
mercedez benz
kozmic blues
summertime

Ely Camargo – Canções De Minha Terra Vol. 2 (1963)

Bom dia a todos! Rapidinho, aqui vai mais um disco da Ely Camargo, da série “Canções de Minha Terra”, lançada nos anos 60. Temos desta vez o Volume 2, para fazer crescer ainda mais a discografia da artista no nosso Toque Musical. Como vocês já devem ter percebido, eu sou fã da Ely. É por isso que eu empenho tanto em estar sempre lembrando o seu nome, através de seus discos maravilhosos.

Como todos já devem saber, Ely Camargo é goiana e neste segundo volume, dedicado à terra natal, vamos encontrar 15 canções regionais, específica do centro oeste, exclusivamente de autores goianos. São ritmos dos mais variados como modinhas, toadas, valsas, folia e outros, que necessariamente também passam por outras regiões brasileiras.
O que eu gosto nessa artista, além do seu próprio talento, são as suas escolhas musicais, o rumo que ela segue, buscando sempre nos trazer obras raras, de qualidade e fundamentalmente importantes para a cultura regional brasileira. Confiram aí mais uma de suas jóias musicais.
noites goianas
já fui carreiro
você está ficando diferente
danado de bão
trovinhas
pregões de goiáz
saudade
anita
ai moreninho
nossa senhora da guia
lembranças de goiás
balada goiana
veneno
aruanã
meu ciúme

Eliana E Booker Pitman (1962)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Como já comentei, tô numa correria danada e sem muito tempo para ficar ‘tocando’ e ‘blogando’. Estou sendo obrigado a usar aqueles disquinhos que foram preparados, mas por alguma razão acabaram na gaveta. Hoje nós iremos com a Eliana Pitman em seu disco de estréia, ao lado do papai, o saxofonista americando Booker Pitman. Por certo, este é um disco já bem majado, postado também em outros blogs. Mas, mesmo assim eu ainda arrisco uma terceira ou quarta chamada 🙂 Após ouvir bem esse álbum, eu só tenho uma coisa a dizer, teria ficado ótimo, fosse a Eliana a partir dos anos 70. Já pensou ela agora, cantando ao lado do Buca? Ia ser duca… 😉

yes, sir, that’s is my baby
balão apagado
look for a star
bate que bate
mama don’t allow – samba de uma nota só
a luz dos teus olhos
st. louis blues
vou a pé até lá
the birds of the blues
mulata assanhada
não sei porque

Ester De Abreu – Oito Sucessos (1954)

Olás! Hoje fui obrigado a lançar mão de mais um dos meus ‘discos de gaveta’. Não sei bem porque eu o coloquei lá, mas o certo é que agora ele está valendo. Tô num corre corre doido ou como dizia a minha tia, “apertado de costura”. Mas vamos lá…
Temos então a cantora portuguesa Ester de Abreu, que de uma temporada no Brasil, no final dos anos 40, acabou ficando de vez. Tornou-se mais uma de nossas célebres cantoras do rádio. Durante os anos 50 gravou vários discos de 78 rpm em diversos selos. Na Sinter ela gravou seu maior sucesso, “Coimbra”, gravação que consta neste lp de 10 polegadas. As outras sete faixas são também sucesso lançados anteriormente pela gravadora no formato 78. Confiram aí…

ana
segredo
mariana
confesso
perseguição
reflete amor
coimbra
outras mulheres

Madalena De Paula – Sophisticated Lady (1979)

Boa noite, amiguinhos cultos e ocultos! Finalmente achei um tempinho para a postagem do dia. Estou trazendo para vocês um disco muito interessante que eu descobri há pouco tempo. Foi através do meu amigo Carlos, em nosso último encontro lá em Tiradentes. Ele me emprestou uma série de discos, entre eles havia este, um lançamento de 1979 do selo Eldorado, “Sophisticated Lady “, com Madalena De Paula. Eis aí uma artista que até então eu não conhecia. Aliás, devo dizer, ainda agora, ela continua sendo uma incógnita. Pelo álbum não se consegue muito, pela rede menos ainda. Quem é Madalena De Paula? Pelo nome, talvez seja portuguesa. Canta em inglês, francês, alemão e português, tão bem que fica difícil saber qual a sua nacionalidade. Seu repertório é fino. Ao piano ela canta inspirada, incorpora a Billie Holiday em sua clássica “Sophisticated Lady”. Faz o mesmo com Marlene Dietrich em “Lili Maleen”. Sua interpretação em todas as demais canções que compõe o disco são carregadas por uma atmosfera de cabaret. Não sei porque, me faz lembrar um versão feminina do Tom Waits, ou algo parecido. Madalena vem ao piano, acompanhada por quatro bons músicos, numa produção e direção de estúdio de Carlos Vergueiro. Pessoalmente, achei o disco ótimo e acredito que vocês também o acharão. Confiram já… 😉

sophisticated lady manhattan
thank’s for the memory
street of dreams
just one of those things
honeysuckle rose
joana franceza
lili marleen
qui rest-t-il
noche de ronda
monasterio e santa chiara
rose
eu e o meu coração

Joel Nascimento – Meu Sonho (1978)

Como eu havia dito, na sequência teríamos música. Se vocês não relaxaram na ioga, então tentemos pela música. Que tal um instrumental bem brasileiro? Vamos nessa, com o bandolinista Joel Nascimento, um dos grandes nomes da legítima música instrumental brasileira. Joel é uma fera do bandolim e neste seu terceiro álbum, lançado em 1978, segundo o Sérgio Cabral, ele procura em cada uma das músicas homenagear o artista brasileiro. São doze faixas, das quais apenas a que dá nome ao álbum é de sua autoria. As demais são composições conhecidas, algumas até clássicos da nossa MPB. Ele conta com a participação de outras feras da nossa música, como Geraldo Vespar e Luiz Roberto que cuidaram da orquestração e regência. Hélio Delmiro, Pedro Santos (Sorongo), Neco, Wilson das Neves e outros grandes músicos fazem parte também deste sonho de Joel Nascimento. Sem dúvida, um lp e tanto, bem produzido e principalmente, bem tocado. É ouvir e gostar 😉 Confiram, não tem erro… (só aqui)

meu sonho
as rosas não falam
bala com bala
amigos
coincidência
peneirado
congada do sino
maninha
entre mil… você
bijouterias
bandoladas
três estrelinhas

Caio Miranda – Laya Yoga Relax Profundo

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ontem eu fiquei na dívida com vocês. Informei que faria uma segunda postagem, mas acabei perdendo o trem, cheguei tarde e atrasado. Não vou nem me desculpar, pois afinal, parece que ninguém se importou. Para começarmos bem o domingo, vou trazendo aqui um disco especial. Como todos podem ver, não se trata de um disco de músicas. O que temos aqui é um exemplar fonográfico de uma aula de ioga (ou yôga, se preferirem). Este álbum segue a mesma linha de outro já postado aqui, o Yogaterapia. Agora, aqui no Toque Musical, ninguém vai poder reclamar de ‘stress’, só eu 🙂 Temos então um trabalho, onde iremos aprender com o professor Caio Miranda algumas técnicas de relaxamento profundo muscular e nervoso. Caio Miranda foi diretor do Instituto de Layla Yôga do Rio de Janeiro, discípulo de ‘Sêvananda Swámi’, um francês de nome verdadeiro Léo Costet de Mascheville, que trouxe para o Brasil a ioga nos anos 40. O professor Caio Miranda foi brasileiro que mais se dedicou à divulgação dos ensinamentos e práticas da ioga. A partir dos anos 60 ele passa atuar ainda mais, escreveu o primeiro livro brasileiro sobre ioga, fundou academias em diversas cidades e formou os primeiros instrutores de ioga, introduzindo a prática como profissão, ao contrário da direção mística e monástica de Sêvananda. Na primeira parte do disco, o lado A, temos os exercícios respiratórios, onde a gente se prepara e se concentra. A segunda parte, lado B, vem a melhor parte, o relaxamento profundo. Eu nessa hora, apago de vez. Difícil mesmo é acostumar com a voz do locutor. Mas a ironia logo passa quando realmente nos concentramos. O domingo está bom para um relaxamento, vocês não acham? Então, não percam tempo… vão relaxando aí, porque mais tarde vem a música.

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exercícios respiratórios

relaxamento profundo

O Brasil Pelo Mundo – Coletânea Internacional Do Toque Musical (2011)

Olá, amigos cultos e ocultos! Aqui vai um seleção musical bem interessante, reunindo grandes nomes da música internacional, como podemos ver logo de cara, interpretando a música popular brasileira. São os chamados ‘temas recorrentes’, dos artistas internacionais, bastante divulgados na rede, principalmente nos blog. Achei de reunir esses artistas porque dificilmente veremos (e ouviremos) juntos isso em um disco convencional. Procurei na ficar focado apenas na Bossa Nova. Aqui temos outros sambas que também viraram jazz. Com certeza essa seleção irá agradar ao público do Toque Musical.

Se sobrar tempo, ainda hoje teremos mais uma postagem exclusiva. Fiquem antenados… 😉
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amor em paz – gilberto puente
bahia – arthur lyman
bolinha de papel – john hendrick
brasil – herbie mann
brigas nunca mais – vincent herring
carinhoso – alfredo urdiain
céu e mar – eddie harris
deixa – sacha distel
bahia – enoch light
estrada branca – rita reys
eu sei que vou te amar – vincent herring
insensatez – richard groove holmes
mas que nada – gilberto puente
me faz recordar – herbie man
não tenho lágrimas – nat king cole
ninguém me ama – nat king cole
o pato – john hendrick
samba de orfeu – pat thomas
você abusou – sacha distel
aquarela do brasil – arthur whittemore and jack lowe

Chico Maranhao – Gabriela (1974)

Olá, amigos cultos e ocultos! Vou aproveitando a pausa para o lanche da tarde e mandando brasa também por aqui. Hoje é dia de disco/artista independente e eu tenho aqui um presentinho jóia, enviado pelo amigo 300 Discos. Trata-se do tão procurado disco do Chico Maranhão, onde ele canta seu maior sucesso, o belíssimo frevo “Gabriela”. Taí uma música que eu adoro, só me faltou a Gabriela. Me lembro de já ter ouvido esta versão do autor, mas na época não dei muita importância. Agora, ouvindo o ‘presentinho’ com mais atenção, percebo como a interpretação do Chico é bacana. Aliás, neste lp, o moço estava mesmo inspirado. Posso dizer com convicção, todas as músicas no disco são ótimas. Um álbum excelente e que ficou esquecido. Este trabalho foi lançado por Marcus Pereira, em 1974, numa edição limitada e não comercial, apenas para os clientes e amigos de sua agência de propaganda. Disco raro em todos os sentidos Chico Maranhão conta com os toques e arranjos de Téo de Barros e participação da cantora Tereza Kawall, o que dá ao trabalho ainda mais qualidade. Infelizmente o áudio em “Gabriela” não está lá muito bom, principalmente no início. Mesmo com os tratamentos do feitos pelo Chris Rousseau. Eu cuidei da capa, mas essa também não estava em boas condições. Em 15 minutos, fiz o que foi possível 😉 Espero que os amigos apreciem este belo disco.

gabriela

cinzas, cinzas

cirano

felicidade

deixa prá lá

cabocla

verdureiro

bonita como um cavalo

último convite

a capital

PS: o arquivo para a faixa Gabriela já foi trocado. Agora tá joinha!

Ministério da Cultura cede à indústria cultural

Entre discursos, reuniões bilaterais e possíveis acordos comerciais, um ponto da agenda da comitiva americana que acompanha Barack Obama em sua visita ao país chama atenção. O secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke, se reuniu na sexta-feira passada (18) com a ministra da Cultura, Ana de Hollanda. O pedido, em forma de “visita de cortesia”, partiu do governo americano. A pauta oficial falava em Ano Interamericano da Cultura e a Convenção da Unesco para a Diversidade — mas o assunto dominante foi um tema quente para o ministério no começo de 2011: propriedade intelectual.No pedido da embaixada norte-americana, fica claro: o secretário de Comércio dos EUA queria falar sobre direitos autorais. E é difícil discutir isso com Ana de Hollanda sem passar pela Reforma da Lei de Direitos Autorais. Marcia Regina Barbosa, a nova responsável pela área no ministério, participou do encontro e confirmou o tema: “Ele sabe que estamos passando por um processo de reformulação do projeto de lei e mencionou que se coloca à disposição para ajudar”. Quando Gilberto Gil assumiu como ministro, em 2003, o Ministério da Cultura (MinC) começou a estreitar relações com o Creative Commons e aderiu não só à licença, usada a partir dali nos seus projetos, mas também a uma visão mais flexível sobre o copyright.A partir de 2007, quando o cargo passou para o ex-secretário-executivo Juca Ferreira, o MinC decidiu mexer no vespeiro e propôs a discussão sobre uma revisão na lei brasileira de direitos autorais que, se aprovada, criaria exceções para o uso educacional e legalizaria o remix e cópias privadas e não-comerciais de obras protegidas. O criador do Creative Commons, Lawrence Lessig, chegou a dizer que, se as mudanças fossem adotadas, o Brasil teria a mais moderna legislação do mundo nessa área. O texto do projeto, resultado das discussões no período, entrou em consulta pública na internet em 2010 e a versão final foi mandada para a Casa Civil no final do governo anterior. Mas, agora, com a pasta sob o comando de Ana de Hollanda, ele provavelmente passará por novas mudanças. Desde o começo do mandato da compositora, o MinC tomou a contramão.Logo em janeiro, a ministra desvinculou o selo Creative Commons do conteúdo do site e fez elogios ao Escritório Nacional de Arrecadação (Ecad), famoso pela falta de transparência no repasse de direitos autorais de músicas e principal adversário da reforma, que criaria um órgão governamental para fiscalizá-lo. Em entrevistas, apesar de afirmar que ainda não lera o texto, Ana deixou claro que compartilhava os mesmos pontos de vista das entidades que tanto se opuseram a ele. A equipe que tocava a reforma saiu do Ministério. A Diretoria de Direitos Intelectuais foi ocupada por Marcia Regina Barbosa, que integrou o Conselho Nacional de Direito Autoral (CNDA) e já escreveu um artigo com o advogado Hidelbrando Pontes, conhecido defensor do copyright e ligado ao Ecad. “Ganhamos a guerra, pode ter absoluta certeza”, garante Roberto Mello, presidente da Associação Brasileira dos Músicos (Abramus), um opositor da política anterior do ministério que se diz “bastante satisfeito” com a nova gestão. “Pode esquecer esses ativistas que estão protestando, eles já eram. O Ministério foi completamente desaparelhado”, afirma. Ruptura: O que ainda se discute é o porquê de uma mudança tão radical em um governo de continuidade. O sociólogo Joe Karaganis, pesquisador do Social Science Research Council — que chefiou um estudo de três anos sobre a pirataria em países emergentes —, fala em realinhamento.“Tem sido feita muita pressão para que o Brasil adote uma linha mais amigável aos interesses dos EUA e para que siga suas recomendações em relação aos direitos autorais. A escolha de Ana de Hollanda e suas primeiras ações a esse respeito refletem isso”, diz Karaganis. Com os norte-americanos insatisfeitos, o Brasil poderia, em tese, começar a sofrer retaliações comerciais. Por isso, o novo MinC teria decidido se alinhar à cartilha dos grandes conglomerados da música e do cinema. “As pequenas ações da ministra apontam basicamente para a realização da agenda da indústria cultural”, afirma Pablo Ortellado, do Grupo de Políticas Públicas para o Acesso à Informação da USP. O que Ana de Hollanda está fazendo – e dizendo – vai na direção do que quer a Aliança Internacional de Propriedade Intelectual (IIPA, na singla em inglês), entidade que reúne órgãos como a MPAA, associação que representa os estúdios cinematográficos, e a RIAA, representante o mercado fonográfico. Em relatório divulgado da semana passada, a associação recomenda que o país endureça a legislação antipirataria. O Brasil foi classificado com um dos 40 países do mundo a se “prestar atenção”. A entidade diz que a flexibilização da legislação é “inconsistente com um equilíbrio viável entre proteções e exceções”, além de “desnecessária”. O estudo poderia ser só um retrato do que são os países na visão das indústrias que combatem a troca de arquivos e cópias ilegais. Sua importância, porém, é bem maior e tem ligação até com a visita de Gary Locke a Ana de Hollanda na última sexta-feira. A IIPA envia as informações ao Escritório de Comércio, que as usa na elaboração do Special 301 — uma lista anual dos países que não colaboram com a propriedade intelectual e que é usada como pressão em acordos comerciais bilaterais. Os EUA têm um mecanismo para ajudar países em desenvolvimento com a isenção de impostos na exportação de produtos, mas atrela o benefício justamente à maneira como eles cuidam dos direitos autorais. Quem desagradar perde o benefício.Ortellado teme que, por medo, o governo brasileiro siga à risca as recomendações da indústria e evolua para políticas repressoras — como a do “three strikes”, que permite a retirada de conteúdo ou mesmo a suspensão da conexão de usuários acusados de infrações de copyright. O cenário catastrófico ainda não se anuncia, mas o pesquisador já arrisca um ponto final ao menos para o projeto formulado no ano passado: “A ministra vai sentar em cima da reforma. A posição da indústria é não mudar a lei”. FONTE – Tatiana de Mello Dias e Rafael Cabral

Aldo Taranto E Sua Orquestra – Sonhos, Amor E Violinos (1959)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje eu pensei que não chegaria a tempo de fazer nossa postagem diária. A quinta feira foi dura, muita ralação, reunião e no final do dia mais reunião (de condomínio). Nessa altura do campeonato eu quero mesmo é uma cama.
Foi muito por conta disso que eu escolhi para postar este álbum com o Maestro Aldo Taranto e Sua Orquestra. Não vou precisar falar do artista e nem das músicas, tá tudo explicadinho na contracapa. Digo apenas que este lp foi o primeiro lançamento da Companhia Internacional de Discos (não confundir com a CID – Companhia Industrial de Discos). Uma gravadora que pelo que eu sei, não teve muito sucesso, durou pouco. Os álbuns da Orquestra de Jaú são, talvez, os únicos, além deste, que conheço. São discos bem produzidos e com artistas de qualidade.
O Maestro Aldo Taranto e sua orquestra fazem um trabalho muito bom, com músicas bem escolhidas, somente composições de autores nacionais. Zzzz… desculpem, o sono bateu… confiram daí que eu daqui vou para os braços de Morfeu.

por causa de você
a volta do boêmio
abandono cruel
vitrine
se todos fossem iguais a você
prece de amor
abismo
sonhado contigo
conceição
ouça
graças a deus
foi tudo ilusão

Trio Marabá – Trio Marabá e Conjunto (1955)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Não preciso nem ficar dizendo o quanto o meu tempo é curto, todos já sabem. Na medida do possível, novos toques para velhas postagens estão sendo refeitos. Por favor, tenham paciência. Estou atendendo dentro da ordem de chegada, ok? A prioridade é sempre da postagem do dia, por isso é bom que os amigos se mantenham antenados. Como seguidores do blog vocês não perderão nada. Quem segue sabe 😉

Hoje eu trago um disquinho bem raro, lançado lá pelo ano de 1955. Nessa época eu ainda morava em pelotas (como já dizia um amigo meu). Temos aqui o Trio Marabá, um grupo vocal que fez fama nos anos 50. Hoje, no lugar mais certo de encontrar, a Internet, só temos ofertas, vendas dos velhos discos de algum sebo. Informação, que é bom, ficou limitada ao tópico de referência do Dicionário Cravo Albin, que por sinal é também escasso em seu conteúdo sobre o grupo. O curioso é que qualquer outra referência ao Trio, em outros sites são apenas adaptação do Cravo Albin (quando não, cópias descaradas e sem créditos). Nessa hora, para nos salvar, só mesmo os comentários generosos do nosso amigo Samuel 🙂
O Trio Marabá era formado por Pancho, Panchito e Carmen Duran. Os dois primeiros eram também compositores. Eles gravaram mais de uma dezena de discos, bolachas de 78 rpm. Na versão 33 rpm, só conheço dois discos, um deles é este que apresento a vocês. Acredito, inclusive, que sejam as mesmas gravações dos discos lançados anteriormente. Temos aqui oito temas, entre composições bem conhecidas, nacionais e internacionais. A única faixa autoral é “Ribeira”, de autoria de Pancho e Panchito.
Tentei recompor a capa original, mas me faltaram as fontes que foram usadas na impressão. Procurei então algo bem aproximado. Podem ter certeza de que não ficou muito diferente desta. A capa original vem numa edição de luxo, traz um forro em papel aveludado preto, recortado com uma barra decorativa emoldurando a fotografia do Trio Marabá. Infelizmente o disco que eu tive acesso para esta postagem não se encontrava (de todo) nessas condições. Mas nada como a tecnologia digital, que pelo menos ameniza a situação. Confiram… raridade pura!

mulher rendeira
ribeira
nem eu
sombras entre nós
risque
vivamos amor
ninguém me ama
noites do paraguai

Papete – Berimbau E Percussão (1975)

Ontem aconteceu uma coisa curiosa. Uma bobagem, claro, mas que eu tomo sempre como uma espécie de sinalização. Por umas três vezes no dia, discos do selo Marcus Pereira estiveram me rondando. Pela manhã ganhei os dois discos do Cartola em cd, lançados pelo selo. A tarde foi a vez do Chico Maranhão em seu primeiro lp. Uma raridade que me foi enviada como colaboração pelo amigo 300 (Discos Importantes) para uma futura postagem. E para finalizar, a noite, me chega este disco do Papete. Eu havia vendido este álbum para um amigo e já há algum tempo venho pedindo a ele que me enviasse uma cópia, visto que na época da venda, não me preocupei com isso. Ele, enfim, enviou, mas para variar esqueceu de incluir os selos (gosto do serviço completo!). Mesmo assim, eu achei por bem postá-lo de uma vez, afinal eu ainda não vi este disco em outras fontes e é mesmo um trabalho que vale a pena o nosso toque musical.
Lançado por Marcus Pereira em 1975, “Berimbau e Percussão” foi o primeiro disco do maranhense José Ribamar, mais conhecido como “Papete”. Este álbum também pode ser entendido como sendo de Théo de Barros. Boa parte das músicas são dele, assim como a direção artística, arranjos e participação em todas as faixas. De todo, o disco é muito bom e ao ouvi-lo a gente logo percebe o porque Papete merece este lp. Confiram…

a ova
ponto de caboclo sete flechas
igarapé
bumba meu boi
cachimbo
é assim que eu sou
berimbau
maracá

Marcos Resende & Nivaldo Ornelas – Som E Fantasia (1984)

Bom dia a todos! Hoje eu acordei meio perdido em meio aos meus problemas e tarefas da semana. Faltou até uma certa inspiração para preparar a postagem para o dia. Felizmente, meus ‘discos de gaveta’ estão sempre na prontidão para essas horas. Pensei que teria tempo para fazer algumas atualizações no blog, mas não deu não. Continuo na dívida, mas prometo acertar tudo nos próximos dias, ok?
Iniciamos então com música instrumental. Apresento, “Som e Fantasia”, disco lançado em 1984 pelos consagrados instrumentistas Marcos Resende e Nivaldo Ornelas, para o selo Barclay. Eis aqui um disco onde encontramos os dois músicos numa sintonia de dar gosto. Apenas os dois, teclados e sopros. Marcos Resende controla com maestria um arsenal de teclados, com a mais avançada tecnologia digital da época. Nivaldo Ornelas, por sua vez e também com o mesmo talento, vem com seus saxes e flautas. Este é um tipo de trabalho musical que só funciona bem com músicos experientes e talentosos. Em nenhum momento o disco nos soa de forma artificial ou sintético. O som é melodioso e rico. O repertório, entre temas autorais e outros (Noel Rosa e Carlos Lyra), dá ao lp um sabor bastante agradável. Se vocês ainda não ouviram este disco, não percam tempo, pois vale a pena 😉

som e fantasia
uma vez, uma tarde
mônica
variações sobre cantigas de roda
variações sobre o arqueiro do rei (II)
influência do jazz
duas faces do mesmo amor
alto das mangabeiras
último desejo
meu bom velho

Caco Velho – Soirée A La Macumba (1956)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Há algum tempo atrás, quando eu postei aqui uma coletânea especial do Caco Velho, logo em seguida, alguém (que não me lembro) enviou para o blog uma série de músicas gravadas pelo artista na França. Vim a saber que se tratava de um disco raro, lançado na França em 1956. Procurei mais informações sobre o disco e fui acabar parando num blog muito interessante, chamado Yoyo Salva Musical, do jeito que eu gosto, cheio de discos antigos e dos mais variados gêneros. Foi dessa fonte que saiu o meu arquivo, mas eu ainda não tinha a capa. Deixei lá uma mensagem, pedindo ao dono do blog as capinhas, caso tivesse. O tempo passou e como não veio resposta, eu acabei até me esquecendo. Há poucos dias atrás, para a minha surpresa, o autor do blog me fez a gentileza de enviar a capa, com direito também aos selos. Matou a pau! Agora completo, eu trago o disco para o Toque Musical. Tenho certeza que muitos aqui ainda não tiveram a oportunidade de ouvir essa jóia rara.
“Soirée a la Macumba” foi um disco gravado em 1956 por Caco Velho e os músicos que o acompanhavam na casa de shows francesa, chamada “La Macumba”. O sambista fez por lá uma longa temporada. Ele se apresentava também ao lado da cantora Marita Luizi, artista brasileira que era bem conhecida naquela época. Participou de um filme, “Quai des Illusion”, interpretando um baião “Chico Sanfona”, de J. Nubel e a toada “Ai Sinhá”, de sua autoria. Isso lhe rendeu outro convite, desta vez para gravar pela gravadora local, Ducretet Thompson um disco com as músicas “Falsa Baiana”, “Nega Mentirosa”, “Prenda Minha” e “Uma só vez”. Como sucesso do disco compacto, logo de imediato veio então a gravação de “Soirée A La Macumba”, um lp gravado ao vivo nesta boate, pela mesma gravadora e com o selo Telefunken. O álbum foi lançado no mesmo ano em que Caco Velho retorna ao Brasil. Nele encontramos doze faixas entre composições autorais e outras bem conhecidas do público brasileiro. Ele vem acompanhado, não por uma orquestra, mas sim por um conjunto e a cantora Marita Luizi. Não há como não gostar. O disquinho é mesmo muito legal.
Aproveito para agradecer ao Salvador, autor do blog YSM, pela gentileza de nos proporcionar o contato com um disco que dificilmente teria chegado até nós. Valeu demais! 🙂

chico sanfona
aí sinhá
pourquoi
sereno
vida dura
saudade de itapoã
voalá
prenda minha
mademoiselle denise
risque
balaio grande
uma só vez

Cauby Peixoto – O Sucesso Na Voz De Cauby Peixoto (1960)

Mesmo sem muito tempo para me dedicar ao blog neste sábado, não resisti a tentação de mais uma postagem. Para reforçar o caldo, resolvi trazer um disco de verdade e como sempre prezando pelo inédito e raro.
Ontem eu assisti à reprise de um programa de entrevista recente (acho que foi do Globo News) com Angela Maria e o Cauby Peixoto. Peguei o programa já começado, mas valeu a pena. O Cauby em seus 80 anos continua o mesmo, uma peça rara (no bom sentido!). Com aquela peruca cheia, como ele gosta, estava mais parecendo uma senhora. De relance, quem o vê também acha que é. Mas o Cauby é um tipo que está acima de qualquer critica maldosa. Ele é antes de tudo um grande artista, um cantor excepcional. Fiquei impressionado com a vitalidade e afinação do cantor. A Angela Maria, ao contrário, nesse quesito já começa a dar sinais de cansaço, mas também é outra grande cantora.
Foi meio que movido por esse encontro que eu decidi postar este álbum. Lançado em 1960, quando então o nosso cantor retorna à Victor, depois da temporada nos ‘States’. No lp nós encontramos um repertório variado, entre temas nacionais e internacionais. Cauby canta três músicas da dupla Evaldo Gouveia e Jair Amorim, dois sambas bossa, um da dupla Vinicius e Tom e outro de Oscar Castro Neves. Ainda no destaque temos uma interpretação impecável para “Mack the knife”, de Bertold Brecht, Blitzstein e Kurt Weill. Há também o lado criativo de Cauby em duas faixas, “Mama” e “Bixio”, onde ele fez as letras.
Taí, um bom disco para fechar a noite! Amanhã tem mais… 😉

conversa
alguém me disse
só deus
la violetera
mack the knife
romântica
chora tua tristeza
donde estará mi vida
a felicidade
mama
covarde
a vila de santa bernadete

Coletânea Aum Soham – Brasil 68-75 (2011)

Hoje, sábado, vamos nos dedicar às coletâneas! Temos aqui uma feita pelo meu amigo, o artista multimídia Aum Soham, trazendo para nós uma seleção, que segundo ele, foi a trilha de um bom momento em sua vida. Com certeza, as músicas reunidas aqui fizeram e fazem o momento de muita gente, inclusive o meu.

top top – mutantes
refazenda – gilberto gil
atrás do trio elétrico – caetano veloso
baioque – maria bethania
lingua do p – gal costa
ponta de areia – elis regina
carlos, lucia, chico e tiago – milton nascimento
paisagem da janela – lô borges
me deixa em paz – alaide costa e milton nascimento
a tua presença morena – maria bethania
paisagem inútil – caetano veloso
o rouxinol – gilberto gil
mora na filosofia – caetano veloso
passarinho – gal costa
magrelinha – luiz melodia
os povos – milton nascimento
caça a raposa – elis regina
maldição – maria bethania
dom quixote – mutantes
fuga número dois dos mutantes – mutantes
baby – mutantes