Prenunciando um novo momento, vamos gradualmente saindo do rock em busca de outros ritmos e gêneros, que fazem da música popular brasileira um leque dos mais variados. Hoje eu estou trazendo uma coletânea chamada Rock Bamba. Uma copilação de músicas e artistas tão insólita quando o desenho da capa. Rock Bamba estaria mais para rock samba ou samba rock, mas vai entender o que passa na cabeça de quem produziu este disco? Isso sem falar no desenho amador representando mais um estilo ‘break-street-dance’ (será que existe?) do que rock ou mesmo o samba rock. É preciso ser muito bamba para entender isso. Contudo e apesar dos pesares, eles conseguiram reunir alguns artista/fonogramas muito interessantes. Este disco, pelo que tudo indica, não foi feito para ser comercializado. Me parece que foi criado como brinde. Daí a razão pela qual ele não segue um padrão. Temos aqui quatorze faixas com músicas que foram sucesso no período de dez anos, de 1968 a 78. Algumas inclusive, gravações raras. Vejam só o que temos para ouvir com outros olhos…
Grito Suburbano (1982)
Olá! Hoje o dia vai ser literalmente ‘punk’. Por isso estou trazendo para a postagem de hoje quatro bandas de punk rock. Peguei pesado? Pesado e sujo. De vez em quando a gente precisa radicalizar. Aliás esta semana foi um pouco assim. Quando penso no variado leque musical ou fonográfico publicado neste blog, imagino o que vocês devem pensar de mim. É, eu sou meio camaleão… uns dias chovem, outros fazem sol, outros fazem lua… O importante é que toda a emoção sobreviva!
Academia do Medo (1992)
Bom dia, amigos cultos, ocultos e visitantes em geral! E aí, já escovaram os dentes agora pela manhã? Com esta capa não há como esquecer. Curiosa, não? Curioso também fiquei eu querendo ouvir o que vinha por trás dessa dentadura. A Academia do Medo foi uma banda de Pernambuco que até bem pouco tempo atrás eu só conhecia de nome. Surgiu na cena rock recifence no início dos anos 90, tendo uma breve e modesta existência. A banda chegou a participar do “Abril Pro Rock” de 93, o que lhe garantiu ser lembrada juntamente com tantas outras que surgiram naquela época. Mas faltou fôlego ao ‘quarteto acadêmico’ e até onde eu sei, não duraram mais que três anos. Gravaram apenas este disco, um álbum independente, pretensioso como cabe à todos dessa geração, mas também como os outros, deficiente em alguns aspectos de produção. Contudo, não deixam de fazer parte de um marco histórico musical, a cena ‘mangue’ do Recife. Mesmo não estando totalmente atrelados ao movimento, fizeram parte daquele momento.
Gash – A Mellow Project By Pin Ups (1992)
Bom dia moçada! Antes que eu me esqueça, sábado tem festa do vinil em Belo Horizonte. A Discoteca Pública do Edú Pampani está completando quatro anos de atividades e para comemorar, vai ter uma festa/feira com vendas de vinil e cd. Vários lojistas, colecionadores e amantes da música vão estar por lá. Vai ter mini-shows com a presença do nosso amigo Christophe Rousseau e a dupla do momento, Alexandre & Gabi, que não é sertanejo não. Essa festa nem eu vou querer perder. Nos próximos dias vou dando o toque e detalhes sobre a festa. Hoje foi só para esquentar os motores.
Off The Wall – Hawaiian Dream (1992)
DeFalla (1988)
Olá amigos cultos e ocultos! Esticando por mais uma semana, vamos de rock e suas vertentes, trazendo à memória alguns momentos de uns vinte anos atrás. Tem coisa aqui que parece que foi ontem, mas o tempo insiste em passar e quando a gente olha para trás, lá se foram vinte ou trinta anos. A gente fica velho sem perceber.
Mercenárias – Trash Land (1988)
Bom, por certo que não vamos parar por aqui. A postagem do dia tem um toque de feminino, mas não fica em lantejoulas, brocados e rebolados. Nesta, a pegada é mais dura, é mais punk, é mais rock e é mais nova. Vamos agora para os anos 80, trazendo uma das melhores banda femininas da época, as Mercenárias. Já tivemos o prazer de ver e ouvir seu primeiro disco de 86, “Cadê as armas?”, publicado aqui no Toque Musical. Agora temos o segundo disco, lançado pela EMI. Um trabalho super produzido obviamente, mas que a meu ver não se compara ao primeiro, bem mais vigoroso e irado. Mesmo assim, “Trash Land” não fica atrás, tem lá o seu sabor e sua poesia. A capa é muito bonita com estampas florais projetadas sobre as moças da banda, um sinal claro de novos tempos. A banda, me parece, ainda continuam na ativa, tendo até um endereço no Myspace. Confiram aí o toque…
Cornelius (1978)
Olá! Ontem tivemos aqui o Made in Brazil e só depois foi que eu me lembrei deste compacto simples do vocalista da banda, o Cornélius Lúcifer. Nessa altura do campeonato o cara já estava abrindo as pernas para o sucesso fácil. Já havia lançado em 1976 o lp “Santa Fé” e no auge da discoteca, ele assumiu de vez o seu lado, digamos, ‘lantejoulas’ e foi para a pista dançar, para a amargura de seus antigos comparsas do Made. É, a tal da discoteca veio com força e arrebanhou artistas de vários gêneros, principalmente do pop e rock. Neste compacto Cornélius deixou de lado a voz rasgada e rouca, dando lugar a um passivo cantor pop romântico. O disquinho traz “Eu perdi o seu amor”, que fez um relativo sucesso nas pistas e rádio. Não sei se este compacto originou um lp. Aliás, depois disso nem sei o que foi feito desse artista. Me parece que ele ainda voltou a se apresentar com o Made In Brazil. Taí, apenas por curiosidade, pois de rock esse padeceu…
Made In Brazil (1974)
Alpha III (Amir Cantúsio Jr) – Sombras (1986)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje é sexta-feira, dia em que normalmente temos usado para postarmos os artistas/álbuns independentes. À pedidos, estarei estendendo por mais uma semana a temática do rock e suas vertentes. Realmente, uma semana é pouco até que a turma entre no clima. Além do mais, temos ainda algumas pérolas, pedras e pedregulhos para resgatar e rolar por aqui. A postagem de ontem, o disco do Dialect, bem que poderia ser caracterizado como independente, na verdade ele é. Mas preferi deixar para o presente disco este mérito.
Dialect (1991)
Bom dia moçada! Cada vez me convenço mais da verdade da frase: “tudo que é bom dura pouco” Ou será que é por gostarmos tanto de alguma coisa, a gente nem se dá conta do tempo e só sentimos quando ela já está chegando ao fim? Sei lá… só sei que trem bão é coisa boa 🙂
Patrulha Do Espaço – Patrulha 85 (1985)
Olá rapaziada do rock, cultos e ocultos, seguimos nesta quarta-feira nervosa e corrida com outra banda que marcou época e ainda hoje está na estrada fazendo a alegria de muita gente, a Patrulha do Espaço. Este grupo surgiu em São Paulo, na segunda metade dos anos 70, como banda de apoio do mutante Arnaldo Baptista. Na época, formada por Rolando Castello, Oswaldo Gennari e John Flavin. Um ano depois o trio saiu das asas (ou do disco voador, se preferirem) de Arnaldo viajante. Saiu também o irlandês John Falvin, dando lugar a Eduardo Chermont. Botaram mais peso na guitarra e foram conquistar um espaço ainda bem diluído do hard rock brasileiro. Participou também nesta época Percy Weiss, ex-vocalista do Made In Brazil. Entre trancos e barrancos foram aos poucos conquistando e ampliando seu público Lançaram em 1980 o seu primeiro álbum, conhecido como o Disco Preto, talvez o primeiro disco de hard rock independente do Brasil. O álbum era vendido através dos correios, outro pioneirismo no rock tupiniquim. Em pouco tempo a banda se consagraria como uma das melhores do cenário ‘roquemrou’. Passaram pelos anos 80 e 90 gravando vários discos, participando de todos os festivais de rock, fazendo shows por todo o país e também na Argentina. Em 1983 foram escolhidos para abrirem o show do Van Halen. Ao longo dessas três décadas a banda passou várias modificações em sua formação. Se consolidaram com um “power trio” de heavy metal e estão na ativa até hoje, graças ao seu fundador, Rolando Castello Jr. O “Patrulha 85” é quase um EP, gravado em apenas três dias, traz uma sonoridade ainda mais pesada e embora contando com a participação do exímio guitarista argentino, Pappo, o disco não decolou. Nos anos 90 saiu em cd a série Dossiês, trazendo em um box de quatro discos com toda a produção da banda. Mas eles não pararam por aí. Lançaram mais discos e continuam em crescente atividade até hoje. Salve, salve…
Pholhas – Forever (1974)
Bom dia, meus prezados amigos cultos e ocultos! A semana do rock está apenas começando e o ‘ibope’ continua se mantendo num bom nível. Isso é legal 🙂
Mutantes – Compacto (1976)
Complementando a postagem de hoje, me lembrei deste compacto dos Mutantes, lançado dois anos depois e ainda com a mesma formação: Sergio Dias, Túlio Mourão, Ruy Motta e Antonio Pedro de Medeiros. Sem perder a ginga progressiva, o grupo cria neste compacto uma sonoridade, fazendo a gente se lembrar que ali ainda tem Mutantes.
Mutantes – Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974)
Bom dia amigos cultos e ocultos! Como eu havia dito, esta semana será dedicada ao rock e suas vertentes tupiniquins. Atendendo aos apelos de muitos que haviam solicitado um passeio por um gênero musical que tomou conta do mundo e temperou bem a música popular, inclusive no Brasil. Durante a semana teremos alguns discos que valem a pena relembrar, coisas produzidas nas décadas de 70 à 90. Por certo, alguns desses álbuns já se tornaram clássicos até mesmo para a blogosfera, mas mesmo assim, não deixam de ser parte do nosso toque musical. Aqui também terão seus lugares garantidos 🙂
Orquestra Pan American – Samba Internacional (1959)
Olá amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós neste domingo encalorado, finalizando a dobradinha compacto e long play. Sei que muitos gostariam de ver e ouvir mais compactos, mas por enquanto vamos dar uma pausa. Em breve retornaremos ao disquinhos, aguardando as doações prometidas pelo meu amigo culto Antonio Carlos (estou esperando, heim?).
Compactos Diversos
Bom dia a todos! Inicialmente eu gostaria de explicar a situação de duas postagens que fiz nas últimas semanas. Me refiro aos discos de Orlando Silva e Francisco Alves pela Collector’s Editora. Recebi uma solicitação desta editora pedindo para retirar os links dos dois discos. Eu até então não sabia que os referidos discos ainda se encontram em catálogo. Os discos ainda estão em catálogo e podem ser adquiridos através do site da Collector’s. Foi uma surpresa saber disso, inclusive porque eu tenho interesse em completar a minha coleção. Os arquivos digitalizados são uma mão na roda, mas nada substitui ao fetiche do objeto disco de vinil. Vou logo comprar os que faltam em minha coleção e aconselho a todos que façam o mesmo. Sei que muitos irão dizer a vitrola já não faz mais parte de suas vidas e que o melhor mesmo é o mp3 ou semelhante. Para esses, eu aconselho também entrar no site ou enviar um e-mail aos donos da editora. Acredito que eles, além dos discos, devem estar vendendo as gravações digitalizada como fazem as gravadoras atualmente. Os preços não devem ser uma coisa muito absurda, mesmo considerando se tratar de um material tão precioso. Diante a tudo isso, não faz sentido e eu nem quero manter as tais postagens com links. Peço publicamente desculpas ao Ricardo Manzo, responsável pela Collector’s Editora, pelo inconveniente e só espero que esse fato tenha também um lado positivo, despertando a atenção e o interesse das pessoas pelo trabalho de resgate musical da editora. Para compensar, em breve teremos uma outra série, tão rara e interessante quanto a da Collector’s Editora.
Francisco Alves – Os Ídolos do Radio Vol. II (1986)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Deus ajuda quem cedo madruga e hoje eu preciso correr, o trabalho me chama. Mas antes de sair, vou logo para a nossa postagem, pois eu não sei se terei tempo depois. E aí, vocês já ouviram a ‘web rádio’ Armazém da Saudade? Tenho certeza de que por lá também estão rolando os compactos que por aqui fazem tanto sucesso.
Juca Chaves, Moreira Da Silva, Mauro Celso, Os Araganos, Raul Gil, Trio Esperança – Compactos!
Na sequência da nossa ‘dobradinha’, alternando entre compactos e long plays, vamos até domingo nesse ritmo variado. Para a próxima semana estou programando uma mostra de rock. As vezes é preciso ir de um extremo ao outro para que as pessoas percebam que o Toque Musical é um blog eclético. Rola de tudo e para todos, com exceção apenas aos novos lançamentos comerciais e algumas coisas que nem ouvindo com outros olhos se pode levar fé. Axé! Salve, salve!
Roberto Luna (1977)
Bom dia a todos! Estou aproveitando a semana para também atender alguns pedidos, que nunca saem na hora certa, mas que acabam aparecendo. É só uma questão de paciência. Nesse meio tempo, enquanto se espera, a gente vai ouvindo música 🙂 Por falar em ouvir, quero dar uma sugestão… Vocês já conhecem o Armazém da Saudade? É uma rádio web muito bacana, criada recentemente e com uma programação musical primorosa, dedicada à música popular brasileira, abrangendo os mais diversos estilos e épocas. O site tem uma programação musical perfeita, que combina bom gosto com qualidade. Quem ainda não conhece, depois do toque, não vai perder. Muito do que é postado aqui também se escuta por lá. O Hugo está de parabéns! No meu trabalho, eu e toda a turma já viramos ouvintes assíduos. É ligar e deixar rolar.
Silvio Caldas – Saudade (mini lp)
Olá! Bom dia a todos! Nessas duas últimas semanas temos falado aqui sobre os discos de vinil compactos. Como já foi dito, eles surgiram no Brasil no final dos anos 50 e ao contrário dos ‘singles’ americanos e europeus, de 45 rpm, por aqui eles vieram em 33. Ao longo do tempo de existência desses disquinhos algumas transformações ocorreram. A partir dos anos 80 eles foram substituidos pelos ‘singles’ de 12 polegadas, igual em tamanho ao LP. Tinha os de 33 e também de 45 rpm. Mas nos meados dos anos 60 a Musidisc apareceu com uma novidade, os mini lps. Estes eram discos no tamanho igual ao compacto, ou seja, de 7 polegadas, mas com um grande diferencial. Ao invés de duas ou até mesmo quatro faixas, os mini discos traziam dez faixas, ou dez músicas. Parece difícil de acreditar, mas ele conseguiram comprimir ainda mais os sulcos num espaço de 7 polegadas. A Musidisc chegou a lançar vários títulos nacionais e também internacionais. Eu tenho até hoje guardado um desses, do Donovan, com capinha igual ao lp. Mas o certo é que esse novo modelo não vingou. Não sei exatamente o motivo, mas em pouco mais de dois anos esses disquinhos deixaram de ser fabricados. Acredito talvez que o formato de compacto já carregava consigo a estigma de coisa barata e sem qualidade. Os compactos sempre tiveram essa conotação pejorativa. Outro motivo seria também o fato de esses discos necessitavam de um maior cuidado, pois qualquer arranhãozinho danificava ou prejudicava muito o som. Os sulcos, ficavam ainda muito mais próximos e a agulha saía com facilidade da trilha.
Zé Kéti – Sucessos de Zé Kéti (1964)
Bom dia amigos cultos e ocultos! Iniciamos a semana como prometido, alternando entre o disquinho e o discão. Abrindo nossa programação semanal, temos assim o compositor Ze Keti.
Compactos De Cantoras II
Amigos cultos e ocultos, seguimos ainda no fim de semana com os compactos. Como eu havia mencionado, na próxima semana ainda teremos mais disquinhos, mas desta vez farei de maneira alternada, quer dizer, um dia Long Play, no outro Compacto, ok?
Compactos Independentes – Coletânea (2009)
Olá amigos cultos e ocultos! Dando sequência às nossas postagens de compactos, vamos hoje nas edições independentes. Seguindo a política do “lugar onde se escuta música com outros olhos” fiz aqui uma salada mista bastante curiosa. Não vamos levar em conta a qualidade artística dos trabalhos ou gostos pessoais. A ideia é mesmo ver e ouvir esses fonogramas com outros olhos. Tenho aqui quatro compactos distintos, com artistas que nada tem a ver um com outro em estilos ou gêneros, mas no conjunto formam uma curiosa experiência musical.
Compactos De Festivais (1968, 70, 72)
Compactos de Festivais ou festival de compactos? É, pelo jeito teremos que prolongar por mais uma semana as postagens de compactos. Está ‘bombando’, como diz o outro… Acho que vou fazer o seguinte, na próxima semana, colocarei intercalado às postagens tradicionais, os disquinhos, ou então irei revezando. Vamos ver…
Erasmo Carlos, Bob Lin, George Freedman, Os Caçulas, Os Vips – Compactos (1967 e 68)
Bom dia! Inicialmente eu gostaria de informar que algumas postagens antigas já foram reativadas, tais como Victor Jarra, e o português Fausto. No caso de encontrarem outros vencidos, basta avisar no Comentários ou pelo e-mail toquelinkmusical@gmail.com
Alda Perdigão, Dorinha Freitas, Martha Mendonça – Compactos
Olá amigos cultos e ocultos! Realmente o tal do compacto faz um sucesso danado e dar o maior ‘ibope’. Por isso, essa semana vai ser quente 😉
Chico Buarque – Compactos (1967-68)
Bom dia das crianças, amigos cultos e ocultos! Já faz um tempinho que eu não promovo aqui uma semana temática. Resolvi então iniciar esta, não exatamente com um tema, mas dedicada à um tipo de disco muito comum nos anos 60 e 70, os compactos, aqueles disquinhos de 7 polegadas que traziam geralmente uma música de cada lado. Os compactos, ou ‘single play’ foram lançados no final dos anos 50 e era discos de 17 cm de diâmetro que tocavam em 45 rpm. No Brasil eles surgiram em 33 rpm e sua capacidade era a de até 5 minutos de cada lado. Esses disquinhos eram geralmente utilizados para difundirem as músicas de trabalho de um álbum. Era uma espécie de pré lançamento, um ‘test drive’ para sentir a aceitação do público. Em alguns casos eram como amostra grátis, mas no Brasil se tornaram também uma alternativa econômica para aqueles que se aventuravam no mundo fonográfico, artista em seu primeiro disco e coisas assim. A popularidade dos compactos no Brasil durou até o início dos anos 80, quando então vieram os chamados ‘maxi single’, discos de 12 polegadas, mudando todo o conceito e matando de vez os compactos. Mas quem, na faixa dos 40, nunca teve nas mãos (ou na vitrola) um compacto? Quem não se lembra pelo menos daqueles disquinhos coloridos de estórias infantis? Hoje, Dia da Crianças, bem que eu poderia ter iniciado com um daqueles, mas prefiro deixar os discos infantis para quem já é especialista, o Cantos & Encantos. Vou começar nossa mostra de compactos abrindo com chave de ouro e também em homenagem ao retorno do meu amigo Chris Rousseau, recém chegado do ‘Velho Continente’. Para ele e também para todos vocês, estou postando dois compactos do Chico Buarque de Holanda, um de 67 e o outro de 68. Acho que não carece falar sobre o artista e suas músicas. Chico é figura notória e suas músicas também. Apenas complemento dizendo (ou escrevendo?) que os dois discos que temos aqui são mais que simples amostras de pré lançamentos. Temos o compacto simples de 1967 com a presença do MPB 4 em “Roda Viva”. No de 68 o compacto é duplo, quer dizer, com duas músicas de cada lado, sendo a faixa “Sem Fantasia” com a participação da irmã, Cristina Buarque. Temos assim, seis músicas, quase um lp.
Souvenir Musical (1959)
Olás! Finalmente consegui listar todas as postagens na barra lateral do nosso blog Toque Musical. Há tempos que a janelinha de busca de postagens não funciona corretamente. A gente digita um nome de um determinado artista, mesmo sabendo que ele foi publicado, mas a resposta vem como se não constasse nas postagens. Como não descobri a razão do erro, achei melhor criar a lista, já que muitos não ‘sacaram’ que a pesquisa poderia ser feita pela letra inicial ou datas. Sem dúvida, para a maioria, a nova listagem será mais cômoda. Mas vai chegar um momento em que esta relação se tornará inviável, devido ao número de postagens com marcadores. Enfim, vamos levando até onde for possível…
Olmir Stocker (Alemão) – Longe dos Olhos Perto Do Coração (1981)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje vamos de música instrumental, que é legal e não faz mal. Estou trazendo um disco bacana do guitarrista Olmir Stocker, mais conhecido no meio artístico como Alemão. Este álbum me foi enviado já algum tempo pelo amigo Nilo, professor de violão e compositor recatado. Depois de deixar o álbum na fila de espera por mais de quatro meses, achei que já era hora de apresentá-lo aqui no Toque Musical. “Longe dos olhos, perto do coração” é, sem dúvida, um disco muito bonito, que eu devo confessar, nunca cheguei a ouvi-lo direito. De ontem para hoje passei ele na agulha umas três vezes. Muito bom! Música instrumental do jeito que eu gosto, sem firulas intencionais, mas competente e original. O álbum é um passeio pelo Brasil (talvez na carroceria de um caminhão – a bela capa me inspirou) com ritmos e composições que ilustram diferentes paisagens. Alemão é um fera nas cordas, seja na guitarra ou no violão. Com mais de meio século de estrada ele já tocou com muita gente. Foi o guitarrista do conjunto de Breno Sauer no início dos anos 60. Participou como instrumentista da Jovem Guarda ao lado de Roberto Carlos e Wanderléa. Em 1968 formou com Casé, Hermeto Pascoal e outros o conjunto Brazilian Octopus, lançando no ano seguinte um excelente disco instrumental. Fez parte do Grupo Medusa, outro conjunto instrumental nota dez. Tocou em turnês por diversos países tendo sua arte mundialmente reconhecida. Se você ainda não viu e ouviu este disco em outras fontes, aproveite agora para matar a sede 😉