Sucessos RGE (1961)

Olá, bom dia a todos! Tenho dado umas vaciladas tanto na escrita quanto nos arquivos, mas é que eu ando com a cabeça cheia, com outras tarefas e problemas que foram surgindo no fim de semana. Estou meio mal do estômago (acho que tenho abusado demais dos chocolates e frituras). Ficar assim, deixa a gente fora do prumo. Preciso me cuidar!

Para o dia de hoje eu estou trazendo uma oferta especial. Por apenas 199,00 cruzeiros você vai levar agora uma coletânea orquestral da RGE com alguns dos maiores sucessos do início dos anos 60. Estão reunidos neste álbum alguns exemplares do ‘cast’ da gravadora. Um típico lp promocional. Tudo bem, você não tem essa grana, eu entendo. Ninguém precisa ser um adepto à numismática. Eu também não sou colecionador de moedas e por isso mesmo vou lhe dar a segunda e já costumeira opção, vá ao Comentários! Lá se pode pagar com a moeda da satisfação ou do complemento informativo a respeito da postagem. Fiquem a vontade 😉
boneca cobiçada – pocho e orquestra rge
banana boat – erlon chaves e orquetra rge
a situação do escurinho – erlon chaves e orquetra rge
esperame nel cielo – pocho e orquestra rge
sonhando contigo – erlon chaves e orquetra rge
porque sofrer – alfredo grossi e sua típica
ricordate marcelino – pocho e orquestra rge
balalaika – georges moran e orquestra rge
chella lla – lauro molinari
enrolando o rock – pocho e orquestra rge
trapézio – alfredo grossi e sua típica
kátia – georges moran e orquestra rge

José Rastelli – Meu Amigo Violão Vol. 2 (1963)

Meus prezados, o Chico Zé já está de volta, completo em suas 14 faixas. Voltem lá e refaçam seus arquivos. E ponha a boca no trombone, caso encontre alguma postagem vencida.

Temos uma semana diversificada, bem variada, para ser mais exato. Ontem foi samba, hoje vai ser solos de violão. Geralmente quando publico álbuns de violonistas o ‘ibope’ é muito bom. Tenho certeza que o disco de hoje também vai fazer sucesso. Vamos hoje com o violão paulista do grande instrumentista José Rastelli. Um nome pouco conhecido além do universo das cordas. Um violonista virtuoso listado entre os mais escutados e estudados pelos amantes do violão. Rastelli estreou em disco pela Chantecler, no início dos anos 60. Da série “Meu amigo violão”, que eu sei, ele gravou uns quatro. Minha intenção era a de postar o primeiro, mas este não estava em boas condições, principalmente se tratando de solos de violão. Fica parecendo trilha para fritar ovo. Os estalos e chiados comprometem a audição. Daí optei pelo segundo, que de uma certa forma é até mais bonito e mais solto. O repertório é típico, variando do erudito ao popular. Para aquele que não conheciam José Rastelli ou querem mais informações sobre o músico, sugiro visitarem o seu espaço.
olhos negros
brejeiro
o despertar da montanha
canção de dalila
valsa venezuelana
prelúdio nº 1
hi-lili-hi-lo
oh, doce mistério da vida
el cubanchero
noche de ronda
sonho de amor
cinquantaine
cinzas do coração

Super Sambas Vol.1 (1973)

Bom dia a todos! Esse negócio de blog com postagens diárias não é fácil não. Principalmente para uma pessoa sozinha. Vocês não fazem ideia do trabalho que dá. Calma! Não estou reclamando, apenas justificando algumas falhas. Eu até que conto com alguns colaboradores, mas o processo todo depende de mim. Como o blog a cada dia cresce mais, aumenta também o serviço de gerência. Dependo exclusivamente de vocês para me informarem ‘onde o bicho tá pegando’. Links vencidos, faixas trocadas ou faltando, erros de linguagem ou ortográficos… tudo isso e até as críticas eu dependo de vocês. Blogs como este só sobrevivem se houver um ‘feed back’. Esta introdução toda foi também para dizer que eu não esqueci as solicitações para novos links que até o momento eu não repus. Estou tendo alguns problemas para localizar os arquivos das postagens das semanas temáticas latino americanas e portuguesas. Peço aos visitantes que não deixem de me lembrar…

Seguindo, vamos com o álbum do dia. Vamos com uma coletânea de sambas do selo Okeh da CBS, especializado em discos do gênero. “Super Sambas Vol.1” reúne os seis primeiros grupos e sambistas gravados para o selo: Samba 4, 5 Só, Os Geniais, Os Bambas, Baianinho e Zuzuca. Este último, Zuzuca, é também um dos responsáveis pela produção artística ao lado de Rossini Pinto e Helcio Milito. Uma seleção de sambas bem populares, alguns inclusive já postados aqui. Vale uma conferida, pois ‘quem não gosta de samba, bom sujeito não é’.
tarde de verão – samba quatro
assim que é a lua – zuzuca
história de um preto velho – baianinho
o serrote – os geniais
deboches os bambas
o pinto piou
tira meu nome da boca do sapo – os geniais
mágoa – baianinho
foi assim – samba quatro
reza forte – zuzuca
batida de côco não é de limão – cinco só

Francisco José – O Melhor De Francisco José (1984)

Depois daquela bacalhoada, não deu outra… Vai aqui o tão esperado Francisco José. Algumas pessoas haviam me pedido mais coisas desse cantor português. Demorou um pouco mas chegou. Para atender a todos, escolhi uma coletânea das melhores. Temos aqui ‘seus 14 maiores sucessos românticos’, reunidos em um álbum do selo Elenco e lançado nos anos 80. As músicas do disco foram recolhidas dos lps que o ‘Chico Zé’ gravou pela Philips. Sem dúvida, em seus melhores e mais marcantes momentos. Aqui estão reunidas músicas imortais do repertório português (e também brasileiro, ora pois) que o imortalizaram como um dos grandes fadistas e intérpretes.

O que mais me impressionou neste disco é a qualidade da gravação. Perfeita! Isso valorizou ainda mais o instrumental, mostrando a riqueza dos arranjos, somados a bela voz do cantor.
Uma dúvida que ficou e que eu gostaria de contar com a colaboração de quem sabe. Nos anos 80 o selo Elenco ainda tinha a supervisão do Aloysio de Oliveira? Sei que foram produzidos alguns álbuns nessa década, mas numa procurada rápida não vi nada a respeito. Diz aí você que sabe, não amarra a informação :)))
coimbra
doido sim, mas não louco
sinal da cruz
que me importa
que deus me perdoe
saudade, vai-te embora
nem as paredes confesso
fado hilário
só nós dois
foi deus
lisboa antiga

Dalva de Oliveira – Em Tudo… Você (1960)

Olá a todos! Comecei esta postagem logo cedo, mas só agora me lembrei de publicá-la. Tinha essa tarefa como já realizada. Ia passar batido, pois hoje eu não pretendia nem ligar o computador. Mas foi bom e providencial, assim pude além da postagem do dia, corrigir o erro de ontem. Valeu Pasquale!

Segue aqui, então, o nosso disquinho de sábado. O presente álbum é também aproveitando o ensejo… Fui buscá-lo lá no fundo do baú à pedido de um de nossos visitantes que necessitou dele para um trabalho de acadêmico. Já que estava pronto e lá no Rapidshare, achei que seria um bom toque para hoje. Vamos assim, com Dalva de Oliveira, marcando presença mais uma vez em nosso Toque Musical. Este lp, lançado em 1960 pela Odeon, traz a cantora em mais um bom momento, com um repertório romântico e variado de sambas e boleros. Eu destacaria a faixa “Não, nunca mais” de Newton Ramalho e Almeida Rêgo, um samba canção numa pegada que é pura Bossa Nova. Outra que destaco é o bolero “Enquanto eu souber” de Ribamar e Esdra Silva. Nada como a rima para fazer a gente decorar uma canção… gosto desta também 🙂
triste oração
preciso de alguém
dorme
quando ele passa
meu rio
não, nunca mais
enquanto eu souber
meu céu com você
segredo dos lábios
beijos proibidos
você
não te esquecerei

Grupo Rumo – Rumo Aos Antigos (1981)

Oooba! Finalmente chegou a sexta-feira, dia nacional da cerveja. Tenho aqui um barril de Heineken já no ponto, esperando para depois do trabalho. Vamos nessa? Não deixem de levar um tiragosto, o violão, o pandeiro e algumas músicas do Noel na ponta da língua. Vai ser bom demais!

Aproveitando o ensejo, vou postando hoje, como nosso disco do ‘Dia do Independente’, um álbum do Grupo Rumo que tem tudo a ver (e a ouvir também) com o espírito da ‘festa’. “Rumo aos Antigos” foi um dos primeiros (ou o primeiro?) álbuns deste grupo paulista criado por Luiz Tatit, Gal Oppido, Helio Ziskind, Ná Ozzetti e outros, nos anos 70. Um trabalho maravilhoso de releitura de alguns dos nossos maiores compositores, do que poderíamos chamar de ‘a velha guarda da mpb’. São nomes como Noel Rosa e Vadico, Lamartine Babo, Sinhô e Heitor dos Prazeres. Músicas que se tornaram clássicos populares, algumas até esquecidas, mas aqui muito bem lembradas. Nesta interpretação, Luiz Tatit e sua turma deram uma nova cara as essas músicas, reabilitando-as sem com isso fugir da essência, simplicidade e beleza que elas trazem. Eu sempre digo que este disco é uma ótima entrada para aqueles que se aventuram em conhecer os primórdios da música popular brasileira. Um disco que ensina a gente a gostar dos antigos. Maravilha total! Há também incluída uma música de Tatit, “Pro bem da cidade”, prenunciando seu talento como um grande compositor. Taí um álbum nota 10! Não deixem de conferir…
quantos beijos
que bom, felicidade que vai ser
eu também
você só… mente
não quero saber mais dela
ótima ocasião
provei
canjiquinha quente
seja breve
deus nos livre do castigo das mulheres
marchinha nupicial
aí, hein?
pierrô apaixonado
bobalhão
pro bem da cidade

Brasil: A Century Of Song – Bossa Nova Era (1995)

Bom dia! No passo ligeiro, aqui vai o disco de hoje. Estou numa correria que só vendo… Tenho para hoje uma coletânea de gaveta, daquelas que ficam prontas para qualquer emergência. Um coletânea feita por gringos e a qual é chamada de bossa nova. Como se a música brasileira se resumisse a nisso. Mas a gente entende porque sabemos que a nossa música tem mesmo muita bossa. Uma música de personalidade mais que expressiva. O disquinho que apresento já é da geração cd, mas seu conteúdo oscila entre o antigo e o moderno, entre o Samba e Bossa Nova. Contudo, vale a pena ouví-lo, pois nele encontraremos coisas muito interessantes e até raras, que não se encontram fácil por aí. Esta é uma copilação feita por americanos (ou canadenses?) em parceria com uma produtora brasileira. Um autêntico disco feito pelo e para o mercado norteamericano. É bem possível que haja algum engano nos créditos das músicas, mas se tiver, eu vou deixar à cargo de vocês, especialistas. Podem comentar… Vejam (e ouçam) o que temos no disquinho:

a felicidade – joão gilberto
o orvalho vem caindo – j. t. meirelles e conjunto
só quero ver – beth carvalho
dindi – sylvia telles e rosinha de valença
desacato – antonio carlos & jocafi
ela desatinou – chico buarque
canto de ossanha – toquinho & vinícius
quando eu penso na bahia – elizeth cardoso e cyro monteiro
pedro pedreiro – quarteto em cy
aqui ó – toninho horta
oh what a sight – oscar castro neves & império serrano
berimbau/cuíca/cavaquinho/tristeza – edu lobo, sylvia telles, rosinha de valença, meirelles e +
pescador – baden powell
rapaz de bem – leila pinheiro
vrap – grupo beijo & coral da usp
rio – leny andrade

O Bando Da Lua (1989)

Olá! Correndo para não perder o trem, aqui vai a postagem do dia. Escolhi algo que não carece de muitas apresentações mas que com toda certeza irá agradar. Tenho aqui uma seleção musical do famoso Bando da Lua, grupo liderado por Aloysio de Oliveira e que acompanhou Carmen Miranda aqui e nos Estados Unidos. Este disco é uma prova de amor à música brasileira, produzido mais no sentido de resgatar a memória musical brasileira do que propriamente o de vender discos. Um trabalho minucioso de recuperação de fonogramas raros que foram cedidos na época pela BMG Ariola para esta produção quase independente feita pelo selo Evocação, através de Paulo Iabuti, responsável pela seleção. Como podemos ver, este disco foi feito por e para colecionadores. Aqui estão registros raros do Bando da Lua, inclusive de gravações feitas na Argentina. Um trabalho dos mais importantes que o Toque Musical procura manter ativo. Confiram aí…

lalá
não quero não
adivinhação
uma voz de longe me chamou
cirandinha
salve mangueira
foi maria
cansado de sambar
a hora é boa
olha a lua
segure a mão
três estrelas
negócio de família
foi pouco
só conheço uma
maria boa
menina da lojas

Morte E Vida Severina – Trilha Sonora Do Filme (1977)

Bom dia! Ontem pela, primeira vez, tive tempo e paciência para conhecer melhor os meus contadores de visita e estatísticas. Tenho três contadores no blog, sendo um deles oculto, o da Google. E justamente este, o mais completo, eu nunca havia investido, nem sabia como funciona. Mas quem tem amigo não morre pagão. Com uma pequena ajuda dos amigos, eu vou aos poucos ampliando meus conhecimentos sobre as ferramentas que disponho no blog. Que maravilha! Agora consigo localizar de onde vem os acessos e até já consigo ver os amigos ocultos. Mas o melhor foi saber de onde vem as pedras. Agora ficou mais claro… quem diria… Fico aqui pensando apenas numa coisa, como é estranha a natureza humana. Só isso…

Vamos agora falar do disco do dia. Hoje temos aqui a trilha sonora original do filme de Zelito Viana, “Morte e Vida Severino”, de 1977, baseado no livro de João Cabral de Melo Neto. Este texto/poema se tornaria um clássico a partir dos anos 60 quando foi levado para o palco. Chico Buarque de Holanda musicou alguns dos poemas do livro. Na versão cinematográfica, veio nos anos 70 este filme do diretor Zelito Viana. A trilha sonora é de Airton Barbosa, um dos integrantes do Quinteto Villa-Lobos. A música de Chico também está presente. Participam do álbum os mesmos intérpretes do filme, as cantoras-atrizes Elba Ramalho e Tânia Alves, os atores Jofre Soares, Stenio Garcia, José Dumont e o próprio diretor. Também estão presentes músicos como Geraldo Azevedo e Kátia de França, entre outros… O resultado em disco não podia melhor tendo ainda a direção artística de Marcus Vinicius e a produção de Marcus Pereira. Muito bom! Confiram aí…
de sua formosura
severino – o rio – notícias do sertão
mulher na janela
homens de pedra
todo o céu e a terra
encontro com o canavial
funeral de um lavrador
chegada ao recife
as ciganas
despedida do agreste
o outro recife
fala do mestre carpina

Eles Começaram Assim… (1978)

Bom dia a todos os visitantes cultos e ocultos. Inicialmente eu quero agradecer aos amigos pelo carinho e atenção na passagem do meu aniversário. Sei que falar de aniversário não acrescenta nada de objetivo ao Toque Musical e para a maioria isso é irrelevante ou até sem sentido. Não deveria caber à um blog musical questões como essa, não fosse ele antes de tudo um espaço pessoal (ao qual se permite o acesso público). Como autor do blog, me dou ao direito de fazer dele o que eu quiser, desde que isso não vá contra a moral, a dignidade e o respeito pelo outros. O que eu expresso aqui é apenas a minha visão pessoal. Por fazê-lo público, me exponho e inevitavelmente vou de encontro a todo tipo de sorte. Há os que participam, colaborando de uma forma ou de outra. Há os que criticam e os que crititicam. Há amigos cultos & ocultos e os inimigos também. Mas independente das minhas ‘babaquices textuais’, estou aqui diariamente levando a vocês alguma coisa boa, que são os discos e a música. Compartilho com todos o que tenho de bom, porque o ruim ou mal é fácil de fazer. Destruir é mais fácil que ajudar a construir, imagina construir sozinho… Acho que nem preciso explicar melhor os motivos desta introdução. Quem frequenta o Toque Musical diariamente sabe do que eu estou falando.

Para não render muito assunto, vamos ao que interessa… O disco de hoje é uma coletânea que merece a nossa atenção. Faz parte de uma série criada pela Continental, nos anos 70, chamada “Eles começaram assim…” Segundo o texto da contracapa, a série foi criada com a intenção de ser mais que uma simples coletânea para atrair público. A ideia seria a de apresentar alguns de seus artistas logo em inicio de carreira ou seus primeiros trabalhos por esse selo. O presente álbum seria o de número 22. Confesso que não me lembro de outros volumes e nunca os vi. Imagino que deve ter sido uma bela e rica coleção, considerando o vasto mundo de artistas da gravadora e também por essa numeração. Se alguém aí tiver outros volumes, pode mandar… Pela capa do que temos já dá para saber quem está neste disco, mesmo assim, confiram o que eles cantam:
olha a baiana – orlando silva
agora pode chorar – adoniran barbosa
pode ser? – isaura garcia
seu libório – vassourinha
treme-treme – jacob do bandolin
tambor índio – índios tabajara
não diga não – tito madi
dúvida – luiz bonfá e tom jobim
dá sorte – elis regina
mas, que nada – zé maria e seu conjunto com jorge ben
final- benito di paula
nhem, nhem, nhem – martinho da vila

Nelson Souto – Interpreta Eduardo Souto (1958)

Bom dia, meus prezados visitantes! Hoje estou celebrando 48 primaveras, graças a Deus, sempre cheia de flores, perfumes e sabores. Por incrível que possa parecer, me sinto cada dia mais jovem. Não tenho o que reclamar da vida e com certeza ela também não reclama de mim. Sempre fizemos uma ótima parceria, mesmo nos meus momentos de maior depressão, ela sempre soube me perdoar. A maturidade já chegou, mas a velhice ainda não. Sem querer remar contra a correnteza, deixo meu barco ir, mas viso sempre as margens do rio. É lá que faço minhas pausas, meu descanso… É lá que estão meus discos e livros, meus sonhos e planos. Meu rio quase sempre foi calmo. Ele sabe que eu não sei nadar, por isso não me assusta. Minha bóia salva-vidas é a música, por isso vivo rodeado de muitos discos.

E falando em discos, aqui vai o do dia. Um álbum dos mais interessantes, lançado pelo selo Festa em 1958. Na verdade, o primeiro disco de música popular lançado pelo selo de Irineu Garcia, especializado em registrar os poetas e suas poesias. Nesta época Irineu começava abrir o leque fonográfico, dando inicio não apenas à música erudita, mas também a popular. Este álbum já sinalizava as mudanças. Logo em seguida viria Elizete Cardoso com Tom e Vinícius no marco inicial da Bossa Nova, o transformador “Canção do Amor Demais“. No presente ‘Long Play’ temos o pianista Nelson Souto interpretando obras de seu pai, o grande compositor e maestro, Eduardo Souto. As composições contidas neste lp contemplam um repertório popular, onde Nelson interpreta o pai com a fidedignidade de quem passou toda sua vida ao lado do grande maestro, ouvindo e aprendendo. Temos dois momentos distintos neste álbum. De um lado, mais intimista, Nelson Souto toca em seis faixas solo, abrindo o disco com a famosa “Despertar da montanha”. Do outro lado, mais descontraido, Nelson se apresenta ao lado de seu conjunto, tocando, entre outras as famosas “Tatú subiu no pau” e “Batucada”, uma parceria com Braguinha, o “João de Barro” do Bando de Tangarás. Confiram aí a preciosa raridade e se possível comentem. Eu, daqui ficarei comendo o meu bolinho e tomando guaraná. Quer uma fatia?
despertar da montanha
inverno
saudade
do sorriso da mulher nasceram as flôres
evocação
viver… morrer… por um amor…
parati dançante
não sei dizer
só teu amor
gegê
tatú subiu no pau
batucada

Camerata Cantione Antiqua & Angaatãnàmú – Amazônica (1997)

Olá amigos cultos, ocultos e demais associados… Aqui vamos nós com mais uma postagem. Desta vez estou trazendo um disco relativamente novo (para mim tudo em cd é novo), lançado nos anos 90 e voltado para o público e mercado internacional. Trata-se de “Amazônica”, um trabalho muito bem elaborado envolvendo as raízes da cultura norte brasileira em suas diversas manifestações musicais. Concebida pelo maestro e compositor Miguel Kertsman, esta obra, como explica o texto de contracapa, é uma jornada através dos séculos por lugares e culturas no coração do Brasil. Um caleidoscópio das diferentes influencias musicais e misturas europeias, africanas e indígenas. “Amazônica” é executada por dois grupos de pesquisas musicais, o Camerata Cantione Antiqua e o Angaatãnamú sob a regência e direção de Miguel Kertsman.

Na minha visão, percebo que de uns vinte anos para cá, a música brasileira tem se reencontrado com os valores tradicionais, resgatando sons e ritmos antes esquecidos ou vistos apenas como regionais, curiosos ou até mesmo exóticos e isolados. Este álbum, embora não tenha sido direcionado para o nosso público, foi lançado também por aqui e hoje já se tornou peça rara, difícil de achar. Vale muito conferir este trabalho…
Chegança –
louvação
tempestade
barcarola do ânimo
toada de maracatu (loa): o povo
modinha: pernambuco
Caboclinhos –
guerra
perré
baião
lavadeira
embolada: o brasil é meu lar
senzala
incelença de roupa
maracatu toada de martelo
repente: o brasil colonial
caramuru
aboio
aboio grande

José Miguel Wisnik (1992)

Bom dia, meus queridos amigos cultos e ocultos. Hoje eu acordei num ótimo astral, mesmo apesar da manhã está assim meio nublada, parecendo Sampa. Mas como na capital dos paulistas, ao longo do dia, o sol aparece e o dia fica mais vibrante. Afinal, hoje é sexta-feira! E por falar em Sampa, eu hoje resolvi postar um disco que eu comprei nesta cidade há mais de 10 anos atrás e que pela sua beleza, vem me acompanhando como trilha desde então. Posso dizer que venho escutado este disquinho continuamente ou mesmo cantarolando suas inspiradas faixas que a muito eu sei de cor. Obviamente, estou me referindo ao músico e compositor José Miguel Wisnik, também ensaísta e professor de literatura na USP. O cara é genial, de uma sensibilidade ímpar, um grande poeta. O presente disco, se não me engano, foi seu primeiro trabalho e no pouco ou muito que ouvi dos outros discos dele, acho este o melhor. Destacar uma ou outra música do disco seria uma injustiça, sendo que todas são maravilhosas. Mas é de comover, em alguns casos, a perfeita união da poesia com a música. Sensibilidade pura! Deixo aqui para os que ainda não conhecem essa pérola musical. Um dos melhores trabalhos fonográficos produzidos nos anos 90, pode acreditar!

se meu mundo cair
mundo cruel
laser
vírus
mais simples
estranho jardim
a olhos nus
polonaise
a primeira vez, mamãe, que eu fui ao cinema
vôo cego
subir mais
pesar do mundo
som e fúria
soneto do olho-do-cu
mestres cantores

Elomar & Arthur Moreira Lima – Parcelada Malunga (1980)

Dando sequência à semana dos digitalizados mas difíceis de serem encontrados, estou trazendo o “Parcelada Malunga”, um álbum de encontro do pianista Arthur Moreira Lima com o cantador, compositor e violeiro Elomar Figueira. Este disco até que não é tão difícil de achar, já se tornou um clássico popular e até já foi bem divulgado em outros blogs. Mesmo assim, vai tendo o seu lugar garantido aqui no Toque Musical. Pessoalmente, eu adoro este disco.

Gravado ao vivo no Teatro Pixinguinha em São Paulo, este álbum registra o encontro de dois músicos aparentemente distintos ou de extremos opostos, um erudito e o outro popular. Mas a ouvirmos, fica claro o quanto esses dois mundos têm em comum, além da simpatia recíproca entre os músicos. O show “Parcelada Malunga” contou ainda com as participações especiais de Heraldo do Monte, Xangai e Zé Gomes. Minha única queixa é fato de ser este um disco simples. Pelo que contam do show, bem que merecia um álbum duplo. Mesmo assim é uma jóia de se ouvir com outros olhos.
o violeiro
as curvas do rio
louvação
cantiga de amigo
chula no terreiro
peão na amarração
cantada
estrela maga dos ciganos
puluxias
clarió

Sergio Dias – Mind Over Matter (1991)

Olás! Dando sequência à nossa curta semana, aqui vai mais um ‘fast foot’. O grande barato do digital é que tudo rola rapidinho. A produção cresce e aparece. Até os amigos cultos e ocultos dão o ar da graça e tudo fica mais ‘clean’. Mas não se enganem , eu continuo fazendo a cama na varanda e reclamando do frio.

Hoje nós vamos com este disco do Mutante Sérgio Dias. Lançado no início da década de 90 nos formatos vinil e cd. Resolvi postá-lo depois que um amigo me disse que não o estava encontrando para comprar. Verifiquei que não era bem assim e também não era bem assado. Literalmente este é mais um disco do Sergio Dias mal passado. Quer dizer, pouco conhecido do público ou limitado aos acompanham seus trabalhos. Achar discos deste artista não é fácil, mesmo pela rede.
“Mind over matter” foi seu terceiro disco solo e é praticamente todo em inglês. Ao que parece, este é um disco feito para o mercado estrangeiro. Somente numa segunda edição, a do cd, é que foi incluída como bônus a música “Cidadão da Terra”. Gravada originalmente no álbum “Tudo foi feito pelo sol”, este clássico do nosso progressivo foi regravada em 96, com os músicos originais da época, para ser incluída na nova versão cd da Natasha Records. Obviamente agora, pensando no mercado nacional. Outros destaques deste disco que eu chamaria a atenção são as faixas “Butterfly”, um rock bem ao estilo do Yes (nos anos 80, é bom lembrar) e “Surrender” que é uma homenagem ao irmão Arnaldo Baptista. Taí, um disco legal de se ouvir…
acts of war
butterfly
emergency
surrender
birds of fire
21st century fox
only love
sex
mind over matter
rain
cidadão da terra

Manduka Y Los Jaivas – Los Sueños De América (1974)

Bom dia gente! Com o feriado de ontem, fiquei com a sensação de que a segunda-feira estaria começando hoje. Vamos ter uma semana curta. Então vamos curtir direito. Vou dedicar esses dias que virão a postar algumas versões em cd. Isso irá me facilitar a vida e também é a oportunidade de postar aqui alguns presentinhos que venho ganhando ao longo do tempo.

Começo com este cd do Manduka e o conjunto Los Jaivas, vindo diretamente do Chile. Um presente de quase 1 ano, enviado atenciosamente pelo ‘hermano’ Luis Carrido (gracias!) e que só agora estou tendo a oportunidade de postar. Não o fiz antes por achar um tanto que desnecessário, pois este disco, embora raro em nosso país, já foi bem divulgado em outros blogs. Mas acho que agora é um bom momento e por certo ele para muitos passou batido…
“Los Sueños de America” é um dos muitos álbuns de Manduka lançados fora do Brasil. Aliás pouquíssima coisa deste saudoso artista foi publicada no país. No presente álbum temos ele ao lado de um dos mais tradicionais e duradouros grupos chilenos, Los Jaivas. O disco sintetiza um momento ainda muito forte da chamada Nueva Canción, a música de protesto latino americana. Há também neste disco uma áurea jovem que reflete a influência experimental e internacional do jovem Manduka. Um disco curto e grosso (no melhor dos bons sentidos). Foi lançado no Chile em 1974, reeditado na Europa e novamente relançado em versão cd, mas nunca chegou por aqui, pelo menos que eu saiba…
don juan de la suerte
la centinela
date una vuelta en el aire
tá bom tá quetá
traguito de ron
los sueños de américa
primer encontro latinoamericano de la soledad

Antonio Adolfo – Encontro Musical (1978)

Olá! Sendo hoje comemorado o Dia da Independência do Brasil eu fiquei dividido entre uma postagem do Hino Nacional cantado pela Fafá de Belém ou aproveitar o ‘gancho’ para fazer deste também o nosso dia do artista/disco independente da semana. Obviamente fiquei com a segunda opção e para tanto escalei ninguém menos que o pioneiro do disco independente, o genial Antonio Adolfo. Figura já bem divulgada aqui no Toque Musical, o Brazuka vem mais uma vez com este disco nota 10! “Encontro Musical” é realmente um trabalho maravilhoso. Foi o segundo disco pelo selo Artezanal. Aqui encontramos um time de primeiríssima, como Tutti Moreno, Chico Batera, Joyce, Rildo Horta, Erasmo Carlos e outros. Como destaque temos “Leve como o vento”, um belíssima música cantada por Erasmo e com um solo de gaita do Rildo Horta. “As coisas que tenho a dizer” é outra faixa bem divulgada do disco. Tem também “Cançoneta” com vocal de Joyce. Lindo! Mas tem também o resto do disco, que é um reflexo de toda essa beleza. Em resumo, o disco todo é demais! Confiram…

sá marina
balada
a volta do sanfoneiro
um passeio na mente
em brasília
nas quebradas davida
leve como o vento
as coisas que tenho a dizer
carola
o silêncio da montanha
prelúdio em dó menor
cançoneta

Quinteto Violado – Pilogamia Do Baião (1979)

Boa noite meus prezados amigos cultos & ocultos! Pela primeira vez, eu hoje esqueci completamente de fazer a postagem do dia. Somente agora me toquei 🙂 É que hoje eu saí totalmente fora da rotina. Mas como disse um de nossos visitantes, nunca é tarde para uma nova postagem do Toque Musical. Assim sendo, aqui vai ela…

“Pilogamia do Baião” foi o último disco do Quinteto Violado pela Philips e como sempre, um ótimo trabalho. “Pilogamia”, segundo o texto da contracapa, é um termo criado pelo ‘poeta do absurdo’ Zé Limeira para exprimir um sentido de imensidão, amplitude… Da visão de um homem nordestino, um artista que contou em versos a ‘pilogamia do nordeste’. Inspirado nesta figura, “no comportamento existencial do poeta”, nasce o álbum “Pilogamia do Baião”. Um disco com algumas das mais expressivas e conhecidas músicas nordestinas. Há também duas composições do Quinteto, “Paluchiado da cachaça” e “Do velho para o novo” e uma de Gilberto Gil, “Um sonho”. Taí um disquinho bacana, perfeito para se ouvir nesta noite de domingo. Confiram…
numa sala de reboco
um sonho
catirina
uai! uai!
do pilar
kalu
martelo agalopado
gíria do norte
do velho para o novo
paluchiado da cachaça

Berlin Festival – Guitar Workshop (1967)

Olá a todos! Hoje pela manhã estive ouvindo uns discos de jazz e me lembrei deste álbum lançado pelo selo alemão MPS, onde temos o nosso Baden Powell como uma das estrelas. Como eu havia postado aqui, dias atrás, um lp internacional do violonista, achei por bem fazer um extra, trazendo este álbum de jazz, com as honras do Mestre Baden. As vezes é preciso a gente sair do convencional, dando outros toques e indo além do esperado.

Desta forma, temos para hoje o “Berlin Festival”. Um registro ao vivo dos melhores momentos no “Guitar Workshop” de 1967. Aqui temos cinco feras das cordas: os americanos Jim Hall, Barney Kessel, Elmer Snowden e Buddy Guy dividindo o disco com o brasileiro Baden Powell. Cada um dentro do seu estilo – jazz, blues e bossa – são apresentados em faixas exclusivas e em doses quase homeopáticas. É uma pena que o álbum não seja duplo, pois bem que merecia. Fica ao final ‘um gostinho de quero mais’. Aos amantes do jazz, do violão e guitarra, este disco é fundamental. Uma verdadeira aula de mestres. Espero que vocês apreciem…
elmer snowden
– lazy river
– elmer’s boogie
buddy guy
– first time i met the blues
– drinking muddy water
barney kessel
– on a clear day
– manhã de carnaval
jim hall
– careful
jim hall & barney kessel
– you stepped out of a dream
baden powell
– garota de ipanema
– samba triste
– berimbau

Ladston Do Nascimento – Vida (1991)

Bom dia! Finalmente entramos na sexta-feira e para variar, meu fim de semana vai ser só para descansar. Quem sabe eu consiga colocar em dia os links que estão vencidos. Preciso localizar os arquivos dos discos de música latinoamericana que eu postei aqui a um tempo atrás. Os discos já se foram em sua maioria e só me restaram os arquivos em mp3, que por acaso eu não sei onde guardei. Mas vou achar, podem aguardar!

Hoje é dia de discos/artistas independentes e para tal eu estou trazendo um artista mineiro, o cantor e compositor Ladston do Nascimento em seu primeiro trabalho. Escolhi este álbum dele por ser o único que não teve relançamento em cd. Acredito inclusive, se tivesse dependido da escolha do Ladston, que ele teria optado por outro disco para nos apresentar. Ele, sem dúvida, possui outros trabalhos bem mais interessantes e com toda certeza merecedores da nossa atenção, mas num primeiro momento eu prefiro buscar o que ficou para trás. “Vida” é um disco de poucas músicas. Conta com a participação especial de Tadeu Franco. As composições são quase todas em parceria com Marco Antonio Martins e de uma certa forma ainda não refletem a verdadeira face do artista. Percebe-se claramente que faltou sua personalidade por trás do canto, uma tímida presença, natural a um artista em seu primeiro disco. Mesmo assim, não deixa de ser um trabalho interessante. Ladston possui um timbre de voz muito semelhante ao do Milton Nascimento e até no sobrenome eles tem algo em comum, mas a comparação se desfaz a medida em que vamos conhecendo melhor o trabalho deste talentoso artista, também das Geraes 🙂 Espero que para breve possamos trazer um outro disco de Ladston, sendo que dessa vez será uma escolha do próprio artista. Vocês precisam ouvi-lo melhor, tenho certeza que irão gostar 😉
bluesamba
brasileiro
amorosu
tarde
vida
baião dos pássaros
bella reza africana

Carolina Cardoso De Menezes – Carolina No Samba (1960)

Bom dia meus prezados amigos cultos & ocultos! Mais uma vez, marcando presença no Toque Musical, temos a grande dama do piano, Carolina Cardoso de Menezes. Este vai para o quarto ou quinto disco da instrumentista postado aqui. Desta vez temos um ‘long play’ lançado em 1960 pelo pequeno selo Helium. A capa nos mostra, numa fotografia deslumbrante, uma paisagem do Rio num fim de tarde. Linda! No álbum desfilam sambas imortais e uma saudação à Cidade Maravilhosa. O subtítulo do disco é “Rio de Janeiro, cidade brinquedo…” “Cidade Brinquedo” é também o nome da música que abre o disco, um composição de Plínio Bretas e Silvino Neto, que Carolina e seu piano transformaram em samba. Aliás, o disco todo vai no ritmo do samba e ‘teleco-teco’, bem ‘suingado’, feito para dançar. O que mais me chamou a atenção neste trabalho, foi o conjunto que acompanha a pianista, mais exatamente o instrumentista da guitarra. Não consegui saber quem era. Alguém poderia me dar uma luz?

cidade brinquedo
a coroa do rei
bahia com b
barracão
fecha a porta cumpadre
olhos verdes
orgia e nada mais
zumba
a mulher que é mulher
favela
eu chorarei amahã
canta brasil

Dick Farney (1975)

Olá! Na sequência das abobrinhas, mas sempre bem recheadas, aqui vamos nós… Rapidinho para eu não perder o bonde. Tenho para hoje e mais uma vez o nosso ‘jazzman’, Dick Farney. Este é um disco o qual eu tenho poucas informações. A começar pela capa, não há muito o que contar além de ser muito estilosa, a ficha técnica é bem limitada. Pela rede também não encontrei nada que pudesse complementar. Contudo (ou com nada), de uma coisa é certa, o álbum não é de 1976. Foi lançado no ano anterior, como poderá ser comprovado no selo do vinil. Mas independente disso, temos um álbum com um repertório dos melhores. Vão conferindo aí e depois não deixem de comentar e complementar a postagem. O trabalho me espera… Té mais…

aeromoça
um cantinho e você
foi você
inútil paisagem
você não sabe amar
meu sonho
a saudade mata a gente
não encontro maria
meu erro
só nós dois
ninguém na rua
dois rivais

Waldir Silva E Seu Regional (1983)

Olás! Definitivamente eu não posso mais ficar planejando como vai ser a semana. Quando eu pensava que estaria mais folgado à ponto de poder escolher bem as postagens, me surgem outras obrigações que comem todo o meu dia. Fui obrigado a lançar mão de mais um ‘disco de gaveta’. Para manter o nível, escolhi ninguém menos que um outro fera das cordas, o homem do cavaquinho de ouro, o grande Waldir Silva.

Um dos maiores nomes deste instrumento, Waldir é respeitadíssimo e um fenômeno de vendagens de disco. Um instrumentista consagrado no Brasil e em outros países. Já tocou com os mais diversos artistas, assim como também e ao lado de suas composições, os tem interpretado em discos. Em janeiro do ano passado eu postei aqui um de seus mais raros trabalhos e fez muito sucesso. Acredito que este também irá pelo mesmo caminho 🙂
O álbum que tenho aqui, me parece, é um relançamento de um lp realizado em 1973. Com tantas regravações, coletâneas e aproveitando sempre as mesmas fotos ou encarte, fica difícil saber se é mesmo um disco de carreira. Todavia e em se tratando de Waldir Silva, vale sempre conferir…
Desculpem, mas o dever me chama. Fiquem a vontade e não deixem de comentar. A lenha que toca o Toque são os comentários de vocês. Bom dia!
zingara
luar de nápoles
la paloma
cavaquinho triste
pout pourri do baião
delicado
felicidade
baião caçula
são paulo quatrocentão
pout pourri de ataulfo alves
orgulho de um sambista

Baden Powell – L’âme De Baden Powell (1973)

Bom dia meus prezados amigos cultos e ocultos! Iniciando a semana com altos toques, que com toda a certeza irão agradar em cheio. Antes porém, eu gostaria de informar que algumas postagens, principalmente as mais antigas, ainda estão com seus respectivos links vencidos. A reposição é feita a medida em que os interessados por essas fazem o seu reclame. Estou tendo alguma dificuldade em encontrar os arquivos relacionados às postagens dos discos de artistas latino americanos da chamada “Nueva Canción” e também dos portugueses. Normalmente eu tenho todos os arquivos prontos para reposição, mas os citados acima, podem demorar um pouquinho. Por favor, aguardem. Espero que ainda na semana eu consiga resolver a situação.

Como disse, a semana promete… e para começar eu trago o genial Baden Powell num disco que, até então, ainda não vi postado em nenhum outro blog. Mas independente de qualquer coisa, este é um álbum que merece estar aqui no Toque Musical.
Em 1972 Baden Powell estava de férias na França quando recebeu uma proposta-convite para gravar por um selo francês, o Festival, cinco discos. O artista não hesitou e mandou bala. Resolveu não voltar ao Rio e por lá ficou para essas gravações. Recrutou um grupo de músicos que ele já conhecia bem e partiu para o estúdio. Dizem que dos cinco discos ele só gravou quatro, porque naquele momento não trazia consigo o seu violão (tudo bem, ele estava de férias!). O que seria o quinto disco, o “Samba Triste – Vol. 5”, só veio a aparecer em 1975. As gravações foram feitas em apenas dois dias. Cada um dos lps saíram com apenas oito faixas. “L’âme de Baden Powell” foi o primeiro volume. Embora conste em diversas publicações e até mesmo em encartes do relançamentos como sendo lançados em 1971, todos os discos são na verdade do ano seguinte, 72. No Brasil este disco foi editado em 1973 pelo selo Imagem, igualzinho ao francês. No repertório desses álbuns predominam as composições próprias e as de Tom Jobim. Neste temos as seguintes músicas…
o barquinho
eu e a brisa
vento vadio
palpite infeliz
samba do avião
retrato brasileiro
triste
eu não tenho ninguém

E As Misses Escolheram Suas Músicas Preferidas (1959)

Bom domingo, amigos cultos e ocultos! Hoje é dia de descanso, mas eu vou ter que ir trabalhar. Havia até me esquecido desse extra, mas não poderei faltar. Acordei tarde e agora preciso correr… Mas não sem antes deixar aqui minha postagem do dia.

Há pouco mais de uma semana atrás aconteceu o concurso de Miss Universo de 2009. A eleita foi a Miss Venzuela. Pelo que vi agora a pouco, ela realmente é ‘um mulherão’, muito bonita mesmo. Provavelmente não seria a minha escolhida, entre tantas outras beldades, sempre acabo preferindo uma que não ganhou. Não vou nem ariscar na preferência, pois não tenho nem tempo para isso. A Miss Brasil deste ano, Larissa Costa, é mesmo uma gata e deve ter ficado bem posicionada. Pessoalmente, acho as ‘misses’ de hoje em dia muito magras e com uma beleza comum, muito evidente. Mas não há o que comparar, os tempos são outros e a estética também. Na minha infância, assistir o concurso da mais bela pela televisão era um programa especial. A família toda se juntava na sala para ver deste o concurso regional até o internacional. Era como assistir e acompanhar o campeonato de futebol. Hoje tudo mudou, eu não tenho mais o costume de ver o concurso de miss e também não acompanho mais meu time no campeonato. É tudo ‘embromação’…
Movido por esse momento da beleza feminina, estou postando hoje um disco comemorativo do concurso Miss Brasil de 1959. Este é um ótimo exemplo de como era o evento daquela época. O álbum lançado pela Odeon reúne doze música, segundo o texto da contracapa, escolhidas pelas cinco finalistas. Como se pode ver, o repertório é variado, incluindo temas nacionais e internacionais. Obviamente as escolhas se fizeram dentro do quadro musical que a gravadora oferecia, ou seja, dos artistas do selo. Mesmo assim não deixa de ser uma coletânea interessante. Tenho certeza que muitos aqui irão relembrar esses momentos.
Como de costume e também por falta de tempo e condições técnicas apropriadas, o registro digital aqui vai crú, apenas separadas as faixas. Gosto as vezes de relembrar isso, para que os recem chegados entendam a minha proposta e as condições. Além do mais, prefiro deixar que cada um faça no arquivo o tratamento que achar melhor. Rapadura é doce, mas tem que roer…
feitiço da vila – irany e seu conjunto
quero-te assim – silvia telles
la vie en rose – gaya e orquestra
estrada do sol – leo peracchi e orquestra
autumn leaves – orlando silveira e orquestra
canção da volta – walter e seu sax
por causa de você – leo peracchi e orquestra
love is a many splendored thing – steve bernard e seu conjunto
só você – orlando ribeiro
an affair to remember – conjunto melódico norberto baldauf
samba fantástico – trio irakitan
around the world – fafá lemos

Belchior – Alucinação (1976)

Ouvi dizer que estão procurando o Belchior. Daí, resolvi dar uma ‘mãozinha’. A última vez que vi o velho rapaz latino americano foi em um vôo de Sampa para Cuiabá, numa escala na cidade de Araçatuba, onde ele desceu. Me lembro que, de chacota, alguns passageiros lhe perguntavam se ele não tinha mais mêdo de avião. O cara pareceu não gostar muito da brincadeira. Não deu muita bola para ninguém. Desceu acompanhado por uma mulher (namorada, esposa, sei lá…) e dois outros caras que eu penso serem componentes de sua banda. O curioso disso tudo foi que isso aconteceu a pouco mais de um ano e meio. Seria aquele seu último momento público antes de sumir?

Diante ao inusitado, resolvi colaborar e trazê-lo de volta, pelo menos aos ouvidos. Vou aproveitando a deixa, trago para vocês o álbum “Alucinação”, um de seus melhores trabalhos. Um disco talvez bem comum pela sua popularidade e qualidade. Um clássico da nossa MPB. Este nunca saí de moda e vez por outra está sendo sempre relançado e até mesmo regravado pelo autor. A gente as vezes escuta o povo dizer que o Belchior virou um ‘cover’ de si próprio, isso muito pelo fato dele estar sempre relembrando seus velhos sucessos, o que para mim, é mais que natural. Sempre gostei do Belchior e principalmente cantando o que ele fez de melhor. Espero que este sumiço seja apenas uma longa pausa e que em breve ele retorne. Aos que nunca gostaram do cantor/compositor eu ofereço a segunda faixa do lado 2, “Não Leve Flores”. Viva o Belchior!
apenas um rapaz latino americano
velha roupa colorida
como nossos pais
sujeito de sorte
como o diabo gosta
alucinação
não leve flores
a palo seco
fotografia 3×4
antes do fim

Alzira Espíndola (1987)

Olá amigos! Como já é sabido pelos mais sabidos, estamos com problemas para pesquisar postagens no Toque Musical. Quem tem buscado títulos/discos através do quadrinho de pesquisa na barra superior do blog, não irá encontrar as postagens anteriomente publicadas. Por essa razão sugiro que busquem através do “Arquivo do Blog”, onde estão listadas as postagens por data. Estou também tendo que adotar o esquema de índice por nomes. Ainda vai demorar para que todas as postagens estejam nessa lista, mas já estou fazendo isso com as mais recentes. O importante é que todos saibam como as coisas acontecem por aqui.

Para hoje temos aqui a cantora e compositora Alzira Espíndola. Devo confessar a vocês que até bem pouco tempo eu nunca tinha ouvido discos dela. Eu já conhecia sua fama, o fato de ser irmã de uma outra grande artista, Tetê Espíndola, mas nunca tive a oportunidade de ouvir seu trabalho solo. Devo admitir que ela passou em todos o quesitos da minha avaliação. Uma grande cantora e mais ainda compositora. Descobri mais coisas sobre ela em seu Myspace. Ela agora atende pela alcunha artística de Alzira E, mas a sua música e parcerias ainda são da melhor qualidade. Essa turma do Pantanal tem um trabalho maravilhoso, que reflete bem as características da região. Este disco foi seu primeiro trabalho solo e foi produzindo por Almir Sater que também toca em boa parte do disco. Há também outros nomes de peso como Capenga, André Geraissati e outros que vocês podem conferir no encarte. Estão incluídas mais duas músicas como bônus, que fazem parte do trabalho recente da artista. Imperdível!

fluir
arar terra
ave marinha
luzmarina
vejo a vida
homem não chora
rio fatal
geração
terra boa
sooom
chega disso (bônus)
ladainha (bônus)

Antonio Adolfo – Continuidade… (1980)

Bom dia! Na pressa de sair e chegar, lá vou eu continuar… Rapidinho, segue aqui mais uma postagem, para não dizer que não falei de sons. Hoje o dia será do independente ao invés de sexta-feira, como de costume. Isso porque comecei a semana alternando entre artistas femininos e masculinos. Para não sair do passo, iremos com o artista e este por sua vez vem num álbum independente. Tenho aqui mais um disco do pioneiro da independência fonográfico-musical, o excelente Antonio Adolfo. O álbum “Continuidade…” foi, como o nome mesmo sugere, uma sequência do primeiro, o “Feito Em Casa”, já postado anteriormente no Toque Musical. Um disco quase artesanal, por sinal o selo criado pelo músico tem este nome. Também, com no primeiro, neste disco desfilam diversas feras da nossa música. Nomes de peso e alto calibre, dignos da obra de Antonio Adolfo. Não vou me prender aqui citando seu nomes e nem preciso entrar em mais detalhes. Quem conhece este grande músico e seu trabalho já sabe ao certo o que vai encontrar. Um disco para quem gosta de música além do que toca no rádio.

até que venha o amor
já é hora
a cada dia que passa
outro tom
venha no passo
valsa para yolanda
deixa a fonte despejar
xote da integralidade
morê, morena

Elizete Cardoso – Canção Do Amor Demais (1958)

Outra vez… estou me servindo do que ficou na ‘gaveta’, pois pelo jeito, a minha semana vai ser corrida. Para não comprometer nosso encontro diário, terei que lançar mão daquilo que tenho pronto e que só não havia sido publicado por já ter sido bastante explorado em outros blogs. Todavia, em se tratando de Elizete Cardoso e mais exatamente deste álbum “Canção do Amor Demais”, não há porquê eu me desculpar. Este disco é um clássico, um marco da música popular brasileira, uma jóia que não tem tempo incerto. Foi lançado em 58, através do selo Festa de Irineu Garcia, antecipando ou anunciando o que viríamos a conhecer como Bossa Nova. Um álbum que na época de seu lançamento não chegou a chamar muita atenção devido a pouca popularidade de seus autores, Vinicius de Moraes e Antonio Carlos Jobim. Somente Elizete, a intérprete, era o nome de peso, uma artista já consagrada. O disco trazia uma outra sonoridade e em duas de suas faixas, “Chega de Saudade” e “Outra Vez’, haviam um ‘quê’ de diferente, a batida do violão de João Gilberto, coisa que até então não se ouvia antes (em termos…). A medida em que a Bossa Nova veio nascendo é que “Canção do Amor Demais” foi adquirindo seu real valor e se tornando um clássico e um marco da nossa música. É um disco que, para o Toque Musical, é bem mais que uma simples postagem de gaveta. É uma necessidade e uma grande honra poder dizer que aqui também tem… E chega de saudade!

chega de saudade
serenata do adeus
as praias desertas
caminho de pedra
luciana
janelas abertas
eu não existo sem você
outra vez
medo de amar
estrada branca
vida bela
modinha
canção do amor demais

Vinicius de Moraes – Vinicius (1967)

Bom dia companheiros cultos e ocultos (tá vendo, mudei!). Hoje meu dia vai estar cheio e o tempo está curto. Não tive nem tempo para preparar o que pensava ser a postagem do dia. Na verdade, minha intenção era fazer desta uma semana temática, voltada para nossas cantoras. Mas não houve jeito de planejar a tempo. Eu não trouxe nossas divas, mas para não ficarmos longe disso, teremos o prazer da companhia de quem sempre soube cantar as mulheres (em duplo e bom sentido), o poetão (porque poetinha é muito pouco) Vinicius de Moraes. Este álbum não é mais nenhuma novidade-raridade, pois já foi bem explorado em outros blogs e também já foi relançado em cd através da coleção “Com dizia o poeta”, uma caixa com toda a discografia de Vinicius. Sobre o disco, lançado em 1967 pelo selo Elenco de Aloysio de Oliveira, também não há muito o que se falar além do que já é notório. Dispensa maiores apresentações. Mesmo porquê, como disse, meu tempo está limitadíssimo. Fica aqui o toque do dia, retirado emergencialmente da gaveta, para não perdermos o bonde. Por falar em bonde, deixa eu pegar o meu. Até amanhã!

berimbau
deixa
mulher carioca
o astronauta
samba da benção
broto maroto (com o quarteto em cy)
labareda (com odette lara)
samba em prelúdio (com odette lara)
minha namorada (com o quarteto em cy)
formosa