Boas noites, prezados amigos cultos e ocultos! Dando sequencia aos lps de 10 polegadas e mais uma vez trazendo uma cantora de fama internacional. Temos aqui a gaúcha Horacina Corrêa, cantora que, segundo contam, surgiu meio que inspirada em Carmem Miranda. Iniciou sua carreira na década de 30. Foi ‘crooner’na orquestra do maestro Fon fon. Participou de diversos espetáculos musicais, sendo que muitos desses na Argentina, onde era talvez mais famosa que a Carmem Miranda. Seu sucesso internacional foi também na Europa, atuando na Itália por várias vezes. Sua discografia é pequena, sendo que gravou mais em 78 rpm. Em 1956 a Musidisc lançou este lp de 10 polegadas, reunindo gravações da cantora de músicas de Noel Rosa pelo selo, desde 54. Horacina gravou sambas de Noel acompanhada pela orquestra de Léo Peracchi, responsável pelos arranjos e regência. São 10 sambas clássicos do poeta da Vila. Um disco que vale a pena ouvir 😉
Olga Praguer Coelho – Canta (1955)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje eu tenho para vocês um disco dos mais interessantes e a presença de uma das nossas mais importantes cantoras brasileiras, Olga Praguer Coelho. Certamente, a grande maioria do publico, mesmo hoje em dia, deve desconhecer o nome desta artista, de fama internacional. Como disse bem o nosso colaborador e companheiro, Samuel Machado Filho, Olga pertence a gloriosa dinastia das cantoras-folcloristas. Violonista, soprano e intérprete de canções folclóricas, não apenas brasileiras. Cantora de formação lírica, fez sucesso em salas e palcos pelo mundo. Mudou-se para os Estados Unidos, onde morou por muitos anos. Foi casada com o poeta Gaspar Coelho, de quem herdou o sobrenome, mas sua história de amor foi com o violonista Andrés Segovia, com quem viveu por mais de 20 anos. Ao que consta, ela gravou dezenas de discos em 78 rpm aqui no Brasil e no exterior. Acredito que apenas este lp de 33 rpm (e de 10 polegadas) tenha sido lançado por aqui, pelo selo Copacabana, provavelmente em 1955. Ao que consta, as músicas deste lp foram gravadas nos Estados Unidos e lançadas no disco “Olga Praguer Coelho Sings”, de 1954. É justamente este lp , que apresentamos aqui. Nele encontramos um repertório misto de árias, canções espanholas tradicionais e os nacionais, canções e macumbas.
Eis aí um disco que merece a nossa atenção. Confiram…
Xavier Cugat And His Orchestra – Samba With Cugat (1951)
Olá amigos cultos e ocultos! Depois de ouvirmos Bienvenido Granda, na interpretação do fabuloso Waldik Soriano, me deu vontade de trazer aqui um outro cubano. Mas tinha de ser dentro das condições de postagem do Toque Musical, ou seja, música brasileira ou alguma referência a ela. Foi daí que eu encontrei este disco de 10 polegadas do ‘bandleader’ cubano, Xavier Cugat. Lançado em 1951, pela Columbia, o disquinho nos traz um repertório com três clássicos da nossa música: “Brazil” (Aquarela do Brasil), de Ary Barroso; “Copacabana”, de Braguinha e “Tico tico” (Tico-tico no fubá), de Zequinha de Abreu. Há também um samba, “Papa knows” (Papai sabe) cujo o autor, segundo o selo é D. Alfonso, um nome o qual eu não consegui localizar e nem a música. O fato é que esta é a única música totalmente cantada em português. A propósito disso, de quem canta, o selo Columbia também nos informa, se chamar Fernando Alvares, outro nome do qual não existe informações, ma certamente é um cantor brasileiro.
Um fato curioso é que alguns críticos e artistas brasileiros consideravam o músico cubano um ‘amigo da onça da música popular brasileira’. Segundo uma manchete de jornal da época (1950), Xavier Cugat não gostava da música brasileira e dos poucos artistas que gravava, procurava sempre um arranjo puxado para a rumba, boleros e outros chachachás. E isso nos fica bem evidente neste disco. Trabalho competente, mas longe do que fizeram nossos ‘Severinos Araújos’.
A propósito, Xavier Cugat não era cubano. Era espanhol (tinha de ser). Nasceu e morreu na Espanha.
Téo Azevedo – Brasil Terra Da Gente (1979)
Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Dentro do ‘drops sortirdo’, o sabor da vez é regional. Vamos hoje com o mineiro-paulista Téo Azevedo, figura da maior importância na música brasileira, que infelizmente o grande público desconhece. Ou por outra, a mídia desconhece. Conforme consta na ficha do artista pelo site Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira, ele é um cantor, compositor, violeiro, repentista, declamador de poesia matuta, escritor, folclorista, radialista, produtor fonográfico e vaqueiro. Um artista que não espera acontecer. Está na estrada desde os anos 60. Produziu muita coisa interessante, tendo uma discografia pouco conhecida do grande público.
“Brasil Terra da Gente” foi seu segundo lp, disco produzido por ele mesmo em 1979. O repertório é todo autoral e algumas coisas em parceria, inclusive com o grande poeta Carlos Drummod de Andrade, onde Téo musicou o poema “Viola de bolso”.
Os discos de Teo Azevedo são difíceis de achar. Os vinis são ainda mais raros, mas com um pouco de sorte é possível encontrar, por exemplo, este lp por preço de banana. Eu mesmo comprei dois, um pra coleção, outro para negociar quando a fonte secar 😉
Walter Wanderley – Brazilian Mood (1966)
Olá amigos cultos e ocultos! Saímos do fogo e caímos no gelo, ou vice-versa… Em outras palavras, saímos do legítimo brega, do Waldik e vamos para o sofisticado, do Walter Wanderley em sua fase no prestigiado selo americano, Verve. onde ‘o buraco é mais em baixo’, música de qualidade. Este lp foi produzido pelo lendário (e ainda vivo, creio eu) Creed Taylor, um cara muito ‘antenado’ com a música brasileira dos anos 60, em especial a Bossa Nova. Através de seu selo CTI passaram Antonio Carlos Jobim, Sérgio Mendes, Deodato, Astrud Gilbert e outros.. Waler Wanderley também estaria neste selo após gravar o “Brazilian Mood”, Eis aí um disco dos mais bacanas do organista brasileiro que aqui nos traz um repertório essencialmente de bossa. Um disco para se ouvir de cabo a rabo.
Waldick Soriano – Interpreta Bienvenido Granda (1981)
Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Há tempos atrás alguém me pediu para postar aqui alguns músicos cubanos. Infelizmente a fase em que andei postando artistas latino americanos já havia passado e eu acabei não voltando a explorar esse tema. Hoje, ao escolher um disco, me lembrei disso, logo que o Waldick Soriano caiu na minha mão. Eis aí a pepita da vez… Bienevenido Granda, famoso cantor cubano, na interpretação de nosso ícone do brega, Waldik Soriano. Ele nos traz, nesta produção de Osmar Zan, com arranjos e regências do maestro Portinho, 14 sucessos do ‘bigode que canta’, apelido de Bienvenido Granda, por conta de seu bigodão.
Toque Musical – 8 Anos No Seu Computador!

Meus prezados amigos cultos e ocultos, hoje o blog Toque Musical está completando 8 anos de existência. Considerando as circunstâncias, podemos dizer que este blog atingiu a maioridade. Resiste bravamente por conta de um seleto grupo de pessoas que aqui o visitam. Sei que muitos gostariam de poder deixar uma mensagem, ou comentário. Infelizmente, a seção de comentários para todas as postagens não está ativada e não está ativando. Não consegui corrigir isso, tentei de toda maneira e não deu certo, então, assim o blog tem ficado. Quem precisa falar realmente comigo me procura por e-mail ou através do facebook.
Aos trancos e barrancos nós vamos caminhando. Eventualmente eu posto alguma coisa que ainda chama a atenção.O fato é que os tempos são outros e o formato blog musical está perdendo espaço para coisas mais modernas, como o facebook. A gente procura ir conciliando, migrando um pouco também para essa plataforma. Ainda assim, seguimos resistentes, seja pela paixão, ou ainda, por um certo compromisso com vocês, fiéis seguidores! Viva o Toque Musical, aqui ou em qualquer lugar!
Celso Murilo – Sambas Na Passarela (1961)
Olá amigos cultos e ocultos! Amanhã o Toque Musical estará completando 8 anos de postagens. Desta vez não vai ter bolo e nem festa, mas a música continua. Com a maturidade chegando, a gente começa a deixar a vaidade de lado. E o encanto que era celebrar mais uma data, hoje é só uma lembrança.
Para hoje temos este disco bem legal do organista mineiro, Celso Murilo. Ao que entendi, este foi seu disco de estréia. Um lp recheado de bons sambas, em interpretações das mais simpáticas.
Curiosamente, hoje em dia não se ouve mais falar neste artista. Parece que ele resolveu sair do mapa, do cenário musical. Não há registros dele a partir dos anos 70. Descobri que Celso está vivo e mora em sua cidade natal, Baepenti, em Minas Gerais. E pensar que ele já esteve ao lado de outros grandes artistas, chegando inclusive a ser convidado para morar e tocar nos ‘States’ , acompanhando João Gilberto e Astrud. O ‘mineirão’, como era chamado por João Gilberto, vacilou… Ainda muito novo, recusou o convite. Ficou por aqui, gravou diversos discos, fez lá a sua fama, mas depois se recolheu. Seus discos só voltaram a tona graças a ação de blogs de música, como o Toque Musical.
Toque Musical – 8 Anos!

Toque Musical, oito anos resgatando e divulgando a fonografia nacional. Trazendo de volta o que passou. Apresentando o que passa…
João Daltro De Almeida – A Música Brasileira E O Violino (1980)
Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Segue aqui um disco raro de se ver e ouvir, uma produção para ouvidos eruditos, mas que também agrada a um público em geral. Temos aqui um disco dedicado à música erudita brasileira com destaque para um dos seus nobres instrumentos, o violino. Aliás, são peças criadas para execução neste instrumento. Composições de grandes músicos brasileiros e estrangeiros radicados no Brasil. Como solista temos o violinista carioca João Daltro de Almeida, Spalla da Orquestra Sinfônica Brasileira por muitos anos. Foi solista em mais de 30 conjuntos sinfônicos e de câmara. Atuou sobre regência dos maiores maestros brasileiros e estrangeiros. Ao lado de João Daltro temos também a pianista Lia Gualda de Sá, que o acompanha em diversos momentos deste selecionado repertório. Confiram!
Altamiro Carrilho – Boleros Em Desfile N. 2 (1959)
Olá, amigos cultos, ocultos e associados! Hoje o TM apresenta a vocês o segundo volume de “Boleros em desfile”, com o notável flautista e maestro Altamiro Carrilho (Santo Antônio de Pádua, RJ, 21/12/1924-Rio de Janeiro, 15/8/2012) e seu misterioso “conjunto de solistas”. O primeiro volume, que já lhes oferecemos, saiu em 1958. E, já naquela ocasião, a Copacabana não revelou nem mesmo quem seriam os tais solistas recrutados por mestre Altamiro para gravar o álbum, e estes não foram listados nem mesmo na contracapa da edição original, que inclusive traz uma caricatura do mestre da flauta, feita por Mendez, e cedida pela revista “Radiolândia”. Segundo o texto, o primeiro “Boleros em desfile”, lançado pela então “marca do caramujo” como parte de uma série chamada “Selo de ouro”, iniciada pouco antes com o LP “Quando os astros se encontram”, de Ângela Maria e Waldyr Calmon, tinha o objetivo de acrescentar “novas cores e tonalidades” nas gravações de álbuns ditos “dançantes”, produzidos em grande escala na época, e ideais para animar festas de família e salões dançantes que não possuíam música ao vivo, portanto, produtos de retorno garantido nessa ocasião. Valem inclusive os palpites feitos pelo amigo Augusto na resenha do primeiro volume, Sivuca, Moacyr Silva, Fafá Lemos etc.
Renato Mota – Brasileiro (1992)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Fazendo jus a tradição, coisa que há muito eu não faço, tenho para este domingo um disco de artista aqui de Minas. Estamos falando do cantor e compositor Renato Mota, um dos grandes talentos da atual música mineira. Iniciou sua carreira nos anos 80. De lá pra cá tem produzido uma obra de alta qualidade. Já gravou uma série de discos (CDs e DVD) e este lp foi seu primeiro trabalho, “Brasileiro”, lançado de forma independente pelo selo Bemol. O disco viria a ser relançado em cd alguns anos depois pela Movieplay com outro nome, “Caixa de Sonhos”, nome de uma das faixa do disco. “Brasileiro” é um trabalho bem elaborado, com músicas sofisticadas, num estilo que lembra bem o Ivan Lins internacional e jazzístico. Renato conta com a participação de altas feras como Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Marcus Viana e outros mais…
Flora Purim – Encounter (1977)
Olá amigos cultos e ocultos! Para hoje eu havia preparado um disco do Hermeto Pascoal, mas na hora de postar, percebi que já o havia publicado aqui no Toque Musical há algum tempo atrás. Daí, tive que passar a vez para outro, que por sinal traz também o Hermeto. Estamos falando aqui de “Encounter”, álbum da brasileira-americana, Flora Purim, lançado em 1977 pelo selo Milestone. Este álbum não chegou a ser lançado no Brasil e em verdade, tirando o fato de termos artistas brasileiros, o disco em si não tem muitas referências. Trata-se de um disco de jazz moderno e neste sentido Flora vem acompanhada por um time de músicos de primeiríssima do jazz americano. Dos brasileiros temos Aito Moreira, Hermeto Pascoal e Raul de Souza.
Paulinho Nogueira – Mais Sambas De Ontem E De Hoje (1963)
Olá amigos cultos e ocultos! A postagem de hoje estava reservada para o “Boleros em desfile N. 2”, do Altamiro Carrilho, conforme eu havia anunciado. Porém, nosso resenhista colaborador está de férias e eu é que não vou tirar o sossego do rapaz. Vamos aguardar o seu retorno. Logo ele vem com o Altamiro, ‘bolerando’ um pouco mais. 🙂
Aproveitando então a ‘deixa’, vamos para um outro disco. Saímos do bolero e caímos nos samba. No samba e na bossa do samba. Temos aqui o quarto lp de sambas do violinista Paulinho Nogueira, lançado pelo selo RGE. Este talvez seja um dos melhores lps da série, trazendo um repertório totalmente escolhido pelo artista, dando a ele total liberdade de interpretação. O álbum traz, como diz o próprio título, ‘mais sambas de ontem e de hoje’, ou seja, uma continuação de um repertório de sambas antigos e sambas modernos, na época, o novo samba bossa. Há ainda espaço para suas composições autorais. Hoje, todos são clássicos. E este disco é também um clássico. Não deixem de conferir…
Altamiro Carrilho E Seu Conjunto De Solistas – Boleros (1958)
Olá amigos cultos e ocultos, boa noite! Peço desculpas a todos que nos acompanham, pelas pausas, as vezes tão longa e sem postagens. Sei que muitos ainda visitam o TM diariamente e para esses, principalmente, que eu ainda continuo na ativa. Além do mais, este é o mês de aniversário do Toque Musical. Estamos completando 8 anos! Não vai ter festa, não vai ter bolo… Mas a música continua rolando, espaçada ou não. Para ouvir ou para dançar.
Segue nesta noite um disco que eu acho ótimo. Creio que já comentei aqui, adoro bolero e cha-cha-chá e é nessa que nós vamos hoje. Tenho para vocês este excelente lp do grande Altamiro Carrilho, safra dos anos 50. Coisa muito boa! Lançado originalmente em 1958 pela discos Copacabana, o álbum trazia uma outra capa e se chamava “Boleros Em Desfile”. Foi relançado nas décadas de 60 pelo selo Som e nos 80 pelo selo Beverly. Nessas gravações Altamiro Carrilho vem acompanhado por outros grandes músicos solistas, os quais eu não sei informar, pois não há registro de quem eram os instrumentistas. Porém, pelo estilo de cada instrumento tocado a gente arrisca nomes como Moacyr Silva, Sivuca, Fafá Lemos… Será? Serão? Vamos deixar essa história para o “Boleros Em Desfile N. 2, que é a postagem que virá em seguida, na competente resenha do meu amigo Samuel Machado Filho. Ele com certeza deve saber quem eram os tais solistas que acompanham o Altamiro. Enquanto isso, o melhor é mesmo saborear este repertório cheio de clássicos…
Conjuntos Vocais – Seleçao 78 RPM Do Toque Musical Vol. 139 (2015)
E aí vai, para os amigos cultos, ocultos e associados do TM, a edição de número 139 do Grand Record Brasil. Desta feita, apresentamos gravações de conjuntos vocais e instrumentais que marcaram época na história de nossa música popular, perfazendo um total de dezessete faixas.
Claudio Marcelo – Som De Boite (1968)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje ainda estarei indo para o Rio. Viajo logo mais a noite e só devo voltar no início da semana que vem. Nesse meio tempo ficaremos sem novas postagens. Mas para embalar o fim de semana, estou deixando aqui um disquinho especial da Paladium. Há tempos eu não postava nada deste selo. Na verdade tinha planos de criar um blog exclusivo só para falar da Paladium. Criei o blog, mas nunca passei da primeira postagem. Como a coisa não andou para um lado, que ande por outro. Segue aqui mais um disco deste selo mineiro, que publicou uma penca de trabalhos, alguns, produção própria, outros, edições montadas por gêneros e sucessos populares, normalmente sem os créditos musicais, o que permitia gravadoras/selos obscuros lançarem um determinado disco com diferentes nomes e capas. Já falamos sobre isso aqui no Toque Musical. Na época dessas gravadoras o controle do direito autoral e os dribles em contratos eram muito comuns. Vários músicos gravaram com nomes diferentes, assumiram identidades falsas e coisas assim. No caso deste disco não foi diferente. Claudio Marcelo é com certeza um nome fantasia, um psedônimo, embora este nome apareça em dois outros lps, um deles inclusive pelo obscuro selo Itamaraty. Alguns dizem que é o Ed Lincoln, eu achava que fosse o Célio Balona. Sinceramente, não sei afirmar, mas definitivamente, Cláudio Marcelo, não existe. Mas ao final isso pouco importa. O que vale mesmo é o conteúdo musical. Sem dúvida, dos discos lançados pela Paladium, este faz parte do acervo mais interessante, pois ele nos traz um repertório praticamente de música brasileira e para a época, música jovem, em arranjos bem inspirados. Taí um dos excelentes discos que com um pouco de sorte se pode comprar barato no Mercado Livre. Colecionadores, aproveitem…
Orquestra Nilo Sérgio – Canções Para Uma Noite De Chuva (1969)
Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Eu já comentei isso aqui várias vezes… Adoro a sonoridade dos anos 60. E isso se destaca muitas vezes de forma surpreendente. Não faz muito tempo, descobri este lp do Nilo Sérgio que eu até então não conhecia. Lançado em 1969, pela gravadora dele próprio, a Musidisc. Disco bacana! Um repertório onde ele mescla suas composições (por sinal belíssimas) com outras tantas do mesmo nível, sucessos nacionais e internacionais. Um disco mesmo muito bom para se ouvir numa noite de chuva. E tá precisando…
Pixinguinha 70 (1977)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Para um mês especial, nada melhor que discos especiais… Fui buscar para esta semana alguns lps bem interessantes. Se tudo correr bem, teremos uma semana sortida.
Seguimos hoje com um disco já bem tocado em muitas fontes. Mas é aqui que ele faz sua estréia e se ‘oficializa’ como mais um ‘toque musical’. Temos hoje, “Pixinguinha 70”, lp que registra o show comemorativo de 70 anos do Mestre Pixinguinha no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1968. Estão presentes no disco como destaque, Jacob do Bandolim, Radamés Gnatalli e os conjuntos Época de Ouro e Os Boêmios. Este lp foi lançado e faz parte do acervo do MIS – Museu da Imagem e do Som. Um registro histórico, com certeza!
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Carioca E Sua Orquestra – Orquestra De Baile (1958)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Celebrando mais um dia musical no nosso mês de aniversário, trago par vocês o excelente (e famoso) lp do Maestro Carioca, Orquestra de Baile. Disco de 12 polegadas lançado pelo selo Rádio, em 1958. Já tivemos aqui outros discos do maestro Ivan Paulo da Silva, mais conhecido por ‘Carioca’. Trombonista, compositor e orquestrador, estreou na orquestra de Fon-Fon, no Rio de Janeiro. Foi diretor da orquestra All Stars, da Rádio Nacional. Gravou dezenas de discos, escreveu arranjos importantes e também foi diretor de diversas gravadoras. Atuou até o final da década de 80. Seus discos continuam por aí, mais na memória do que em rádios. Mais nos blogs, como o Toque Musical do que na televisão. Quem busca ouvir seus discos só mesmo assim, pela internet, nos blogs e no Youtube (alimentado por blogueiros).
“Orquestra de Baile” é um daqueles discos feitos para dançar, onde as músicas vão se sucedendo quase como um ‘pot-pourri’. No repertório temos sambas e fox em arranjos realmente maravilhosos. Taí um disco que vale a pena ouvir. Ouvir e até dançar, porque não?
Caco Velho E Seu Conjunto – Vida Noturna N. 1 (1958)
Olá amigos cultos e ocultos! Este nem parece o mês de aniversário do Toque Musical. Em outros tempos, eu numa hora dessas já estaria aqui enchendo vocês de pérolas e raridades. Mas, infelizmente, este tempo passou. Com dizem por aí, a cada hora piora. Realmente, parece que tudo está piorando nessa nossa vida e consequentemente isso afeta também ao autor aqui das produções. Por favor não me culpem. O Judas da vez é a Dilma. Tudo culpa da Dilma. (quando a gente não encontra um responsável pela merda, o negócio é passar a bola pra Dilma, agora é moda). Porém, antes que culpem a mim, também, vou logo dar um jeito aqui e retomar as postagens…
Em nova postagem, trago para hoje o Caco Velho e seu Conjunto, no seu primeiro lp de 12 polegadas, lançado pela gravadora Copacabana, em 1958. Desta vez, temos o lp integralmente, com capa e selo, conforme manda o figurino do Toque Musical. Este disco, conforme se pode ler no texto da contracapa nos traz dois momentos. O lado A temos o Caco Velho e seu conjunto em gravação de estúdio. O lado B é uma gravação ‘ao vivo’, um registro do artista (com Hervé Cordovil ao piano) em apresentação na boate Delval Bar, uma das famosas casas noturnas de São Paulo nos anos 50. Eis aí um disco raro que vale a pena ver e ouvir de novo.
Abel Ferreira E Seu Conjunto – Chorando Baixinho (1985)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Entre o café e o pão achei um tempinho aqui para uma postagem. Tenho hoje para vocês o grande Abel Ferreira, figura que dispensa maiores apresentações. Também o lp em questão, que agora eu apresento, é outra obra clássica da discografia do choro. Um disco que não pode faltar aos amantes da boa música. E certamente nunca faltou. Este lp, lançado originalmente em 1962, pela Odeon, teve depois umas três ou quatro reedições e com capas diferentes. A última em vinil foi esta, de 1985, pelo selo Fenix. Se vocês ainda não viram este lp em outras fontes, aproveitem, o tempo é limitado!
Elis Regina / Gal Costa – Comapctos (1970-69)

Boa noite, amigos cultos e ocultos. Graças a Deus, recuperei todos os arquivos que haviam em um velho computador. Foi mesmo muita sorte. consegui resgatar tudo no último suspiro da antiga máquina. Agora ela pifou de vez. Havia deixado no hd mais de 500 gigas de mp3, coisas inclusive que eu nem me lembrava de ter arquivado. Entre tanta coisa, achei aqui os arquivos de dois compactos, um da Elis Regina e outro da Gal Costa. Me lembro de já ter tido esses disquinhos e foi por isso mesmo que achei de boa postá-los aqui. Não sei mais de onde tirei esses arquivos, certamente foi coisa já postada em algum blog. Mesmo assim, independente de qualquer coisa achei por bem de postá-los. Hoje, mais que nunca eu estou compartilhando. Vamos de Elis em compacto duplo lançado em 1970 e Gal Costa em seu também compacto duplo de 69. todos dois lançados pela Philips. Duas boas safras, duas boas pedidas…
Angela Maria E Orquestra (1958)
Olá amigos cultos e ocultos! Há tempos atrás alguém me pediu para postar aqui discos da Angela Maria. Naquele momento eu achei por bem não postar devido ao fato de que a sua discografia havia sido reeditada. Ao que eu entendi, todos os seus discos, ou músicas, foram relançados em cd, mais exatamente os das décadas de 50 e 60. Não creio que tenham sido relançados todos, até porque, comercialmente, para as editoras, um investimento desse lhe traria prejuízo, mesmo sendo a Angela Maria. Há lançamentos musicais que se tornam clássicos os álbuns, em outros, apenas a faixa. Daí é que as gravadoras preferem, nesse último caso, lançar coletâneas. Comercialmente elas tem mais saída.
Neste álbum, lançado pela Copacabana, em 1958, vamos encontrar a Sapoti desfilando sambas, boleros e outros gêneros tão comuns na época, acompanhada pela orquestra da casa. Creio que quase todas as faixas deste disco foram antes lançadas em discos no formato 78 rpm. O álbum, ao que consta teve uma reedição nos anos 70, pelo selo Som.
Osny Silva – Capricho (1963)

Olá amigos cultos e ocultos! Sobrou aqui uma brecha no meu tempo. Lá vamos nós para mais uma postagem. Segue aqui um disco do cantor Osny Silva, ‘Capricho’, lp lançado originalmente em 1963. se não me engano, voltou a ser relançado em vinil nos anos 70 e mais tarde recebeu sua versão cd. Aqui o cantor vem acompanhado da Orquestra Continental, apresentando uma série com muito bolero, tango, valsa e por aí a fora...
The Pops – 5. Aniversário (1969)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Eu sou mesmo um cara avoado. Estava crente que era 30 de junho a data de aniversário do nosso Toque Musical e já estou nessa não é de agora. Os dois últimos anos foram comemorados assim. E até a data de aniversário do Augusto TM/Toque Musical no Facebook, parece que também está com data errada, 30 de junho. Mas o certo mesmo é 30 de julho. Isso eu só fui perceber hoje quando pensava em postar uma coletânea de aniversário. Que sorte, errei… tenho ainda mais um mês para pensar em algo especial 🙂
E já que falamos de aniversário, que tal um disco do The Pop’s comemorando, em 1969, cinco anos de disco? Este álbum vem recheado em suas doze faixas com mais de o dobro de músicas, reunidas muitas delas em ‘pot pourri’. Assim como outros discos do The Pop’s, este também foi relançado nos anos 80 e 90 e se não estou enganado até em cd. Por enquanto, vamos apenas comemorar o aniversário do The Pop’s, ok? 🙂
The Trepidant’s – Remember Me (1978)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje eu trago para vocês um disco que está em meus arquivos há tempos, assim como o lp, que até na semana passada, eu ainda guardava. Na verdade, nem me lembrava mais deste lp. Ele veio a tona por conta de um colecionador japonês que esteve em minha casa buscando algumas ‘pepitas’ para compor estoque em sua loja, em Nagoya. Pensei que o cara fosse querer Bossa Nova e samba, qual nada! O foco dele foi coisas da obscura e curiosa fonografia brasileira. O cara só catou coisas que nem eu mesmo conhecia direito. Entre tantos, ele pirou neste lp do grupo Trepidant’s, principalmente quando colocamos o vinil para tocar. Nessa hora, até eu comecei a analisar o som. Ele achou muito curioso um conjunto brasileiro cantando em inglês. Daí eu enchi ele com uma vasta coleção de lps e compactos, discos exatamente dessa fase dos anos 70, com os mais diferentes ‘gringos-brasileiros’, aquela turma toda que gravava cantando em inglês. Desovei todos os Pholhas, todos os compactos da Cash Box, Mark Davis, Dave Maclean, Chrystian, Terry Winter… O japa saiu daqui carregado e eu feliz da vida por ter feito um ótimo negócio. Já me enviou mensagem dizendo que em breve volta para buscar mais. É isso aí… tem gente que não se contenta apenas com os toque musicais’, querem o disco de verdade’. Como digo sempre, estando disponível, basta fazer uma oferta 😉
Quanto ao Trepidant’s, a essa hora já está lá no Japão. Só espero que não provoque nenhum terremoto. Aqui, só ficou na lembrança… Remember me… Tudo a ver… Este foi o primeiro lp gravado pelo grupo pernambucano que trazia um repertório de música pop, autoral e todo cantado em inglês. Um pop romântico, com letras simples, mas com uma boa pegada e qualidades necessárias para alegrar qualquer programação de rádio da época.
Os Trepidant’s, ao longo do tempo gravaram diversos discos pela Tapecar, RCA Victor, 3M e Estúdio Eldorado. Passaram depois a incluir em discos e repertório músicas cantadas em português. Me parece que continuam na ativa até hoje, com novos músicos, graças ao seu principal componente, o ‘Porra Doida’, José Geraldo, que foi quem deu origem ao conjunto. Confiram este lp!
Bezerra Da Silva – Presidente Caô Caô (1992)
Boas noches, amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês um disco bem apropriado para o nosso momento político. Certamente, quando foi lançado, em 1992, a situação não era diferente. A injustiça social, a corrupção, a roubalheira e toda essa merda de política brasileira já estava aí. A diferença é que a cachorrada antes não brigada pelos mesmos ossos. Cada um se contentava com o que tinha. De repente um grupo de cachorros resolveu comer mais do que devia, os outros de imediato, foram para cima e a briga começou. É mais ou menos assim que são os políticos e os partidos no Brasil. E o povo bobo, fica aí batendo panelas, repetindo bravatas, buscando um Cristo, ou uma desculpa para a sua própria incompetência. Melhor ouvir o que o malando cantou.
Eis aqui um legítimo Bezerra da Silva, safra 92, para ser degustado com ou sem indicação. Samba de partido alto, de malandragem. Samba sujo, proibido, mas cheio de moral. Fala aê, malandragem!
Luiz Arruda Paes E Sua Orquestra – Brasil Norte E Sul (1958)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Vamos hoje de orquestra, uma das melhores, com certeza! Mais uma vez marcando presença em nosso Toque Musical, temos aqui o maestro Luiz Arruda Paes e sua Orquestra interpretando doze temas populares e regionais que representam diferentes partes do Brasil. Um trabalho belíssimo de orquestra, esta por sua vez afinadíssima, guiada pelo brilhante Maestro. Um repertório bem escolhido que me chega a soar quase como uma trilha de um filme, brasileiro, com certeza.. Este lp , assim como outros lançados pelo Maestro, na Odeon, viria a ser mais tarde relançado, em nova e diferente capa, com o selo Imperial.
Forró 78 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 138 (2015)
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