A quem possa interessar… Informo, inicialmente, que o Toque Musical agora está também no Facebook, através deste link (https://www.facebook.com/blogtoquemusical?ref=hl). Esta foi a maneira que eu encontrei para manter a comunicação aqui com vocês, amigos cultos e ocultos. Infelizmente o link de comentários do blog está desativado, não permitindo aos amigos interagir com as postagens. Eu, inicialmente pensei que fosse só o baixo nivel de acesso ao Toque Musical. Percebo que essas fontes musicais, os blogs de música, já não encantam mais como de início. Existem hoje mil outros recursos para se ouvir e baixar músicas. Além do mais, tudo que é publicado aqui, em poucos minutos é replicado em outros sítios, principalmente no Facebook, que hoje em dia é a pracinha onde todos se encontram, a vitrine onde todos se mostram. E como o artista, o TM tem que ir onde o povo está. Dessa forma, quando quiserem se expressar a respeito de alguma publicação do blog, sugiro que recorram ao nosso perfil noFacebook. Por lá só estarão as capas como referencias das postagens e link para cá. Para baixarem os arquivos dos discos, o caminho continua sendo o GTM (Grupo do Toque Musical).
Dando sequencia as nossas postagens, temos para hoje o conjunto Aquarius Band. Este grupo, segundo informações colidas na própria web, veio do Paraná. Um típico conjunto de baile cujo o repertório buscava agradar a todo típo de público. Reinou por uma década, certamente fazendo muitas festas e bailes pelo interior de São Paulo e Paraná. O grupo gravou uns três ou quatro lps. Este que apresento foi o primeiro, lançado em 1970 pela Continental. Um trabalho todo calçado na atmosfera Jovem Guarda com sabor de conjunto de beira de piscina fazendo cover de sucessos pop da época.
Cantoras – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 135
Para alegria dos amigos cultos, ocultos e associados do TM, o Grand Record Brazil está de novo na área, agora em sua edição de número 135. Desta vez, apresentamos mais um punhado de registros históricos, exclusivamente com vozes femininas, sempre presentes em nosso GRB. São dezoito joias preciosas, de fazer qualquer colecionador vibrar, gravadas entre os anos 1910 e 1930.
Araken Peixoto – Um Piston Dentro Da Noite (1986)
A quem possa interessar… tenho aqui o pistonista Araken Peixoto, irmão de Cauby, em um belíssimo trabalho lançado em 1986 pelo selo Estúdio Eldorado. “Um piston dentro da noite” é um álbum onde Araken toca 11 temas clássicos da música popular americana, incluindo “Bonita”, música de Tom Jobim. Neste álbum, outro irmão de Araken, o pianista Moacyr Peixoto, também participa do disco.
Araken Peixoto, após este disco gravou mais dois com o mesmo título, volumes 2 e 3. O segundo nós já postamos aqui a algum tempo atrás. Numa próxima ocasião nós publicaremos também o terceiro volume.
Pedrotti E Seu Trombone – Gafieira Meu Xodó (1975)
A quem possa interessar… “Pedrotti e seu Trombone – Gafieira, Meu Xodó”. Disco lançado em 1975 pelo selo carioca Discofam, trazendo o trombonista, maestro, compositor, arranjador e professor Lineu Fernandes Pedrotti, em seu segundo lp. Pedrotti é um músico respeitado, um dos maiores trombonistas brasileiros com uma afinação para o samba que tem feito escola. Neste lp podemos bem constatar o seu talento. Vale a pena ouvi-lo, mesmo apesar da tremenda sacanagem que fizeram ao mixar a gravação com um suposto (e chato) zum zum zum de gafieira. Uma falação (a voz até parece com a do João Nogueira) que não se limita a vinhetas e finais, vai direto… É como se entre o microfone da gravação e o Pedrotti houvesse uma mesa de gafieira bem agitada, a turma toda se comportando conforme o habitual. Este é o tipo de disco, perfeito, para quem faz uma festa e não aparece ninguém. Poe para tocar alto, quem escuta de fora vai logo pensar, putz, que festão!
Fabiano Pimenta – As Ruas E As Serestas (1970)
A quem possa interessar… Temos aqui um disco de seresta. Um autêntico mineirinho, que nos remente a imagens das noites de uma Diamantina, que hoje quase já não existem mais. As noites de serestas que ecoavam muito além das montanhas de Minas, tendo como um de seus maiores entusiastas a figura de Jucelino Kubichek, filho entre os mais ilustres da cidade.
Neste lp temos o seresteiro Fabiano Pimenta acompanhado por Waldir Silva e seu regional interpretando os clássicos das noites de serestas em Diamantina. Gravado no Estúdio Bemol, em Belo Horizonte no inicio dos anos 70.
Bubuska Valença – Um Deus Vagabundo (1980)
Achei uma brecha aqui e vamos nós… direto com um ‘disco de gaveta’, aquele que está sempre de prontidão para cobrir um espaço. Se bem que atualmente os ‘discos de gaveta’ já não preenchem espaços vazios, eles apenas os habitam solitários até que outros venham. Mas é assim mesmo, reflexo do desinteresse, da falta de incentivo e participação. Vou mudar minha vinheta, cumprimentar apenas os amigos ocultos. Ou por outra, de hoje em diante inicio, ‘A Quem Possa Interessar’. E assim sendo, boa noite, a quem possa interessar! E se interessar também, tenho para hoje este lp do cantor, compositor, ator e produtor de inúmeros projetos, o pernambucano, Ivo Rangel Neto, mais conhecido como Bubuska Valença. “Um Deus Vagabundo”, lançado em 1980 pelo selo Polydor, foi seu primeiro disco. Um álbum totalmente autoral. Bubuska está na estrada desde os anos 70. Suas composições já foram gravadas por grandes artistas, entre eles o primo, Alceu Valença. Trabalhou como ator no cinema e no teatro. De lá pra cá gravou muitos discos e se envolveu em variados projetos musicais. Inventou instrumento musical (o tamburetom), Criou trios elétricos aquáticos, com uma embarcação que copia uma caravela, toda feita em madeira (coisa curiosa). Tem também uma plataforma que funciona como um palco flutuante. O cara é mesmo bem criativo. Sua música também reflete isso, mas e principalmente um grande espírito pernambucano. Precisamos dar mais atenção e ouvidos a esse artista. Falo isso até para mim mesmo, pois, confesso, conheço pouco da sua obra. Vamos conferir?
Inezita Barroso – Uma Homenagem Especial
Em pleno Dia Internacional da Mulher, a 8 de março deste 2015, tivemos mais uma perda irreparável para nossa música popular, notadamente a caipira ou sertaneja de raiz. É claro que os amigos cultos, ocultos e associados do TM sabem muito bem de quem estamos falando: Inês Madalena Aranha de Lima, ou, como ficou para a posteridade, Inezita Barroso. E isso poucos dias após seu aniversário de 90 anos, vitimada por uma pneumonia. Enfim, cada um tem um destino… O curioso é que Inezita, considerada a mais autêntica intérprete do cancioneiro caipira brasileiro, veio ao mundo justamente em São Paulo, Capital, no dia 4 de março de 1925. De família tradicional, começou a cantar bem cedo, aos sete anos de idade. Aos nove anos, já admirava o escritor e poeta Mário de Andrade, um dos ícones do Modernismo, e seu vizinho na Rua Lopes Chaves, no bairro paulistano da Barra Funda, a quem esperava passar diariamente enquanto brincava de patins. Aos onze anos, começou a estudar piano, e mais tarde cursou Biblioteconomia. A sua carreira artística se inicia nos anos 1940, na Rádio Clube do Recife, interpretando canções folclóricas recolhidas por seu ilustre vizinho na Barra Funda paulistana, Mário de Andrade, acompanhando-se ao violão. Após se casar, em 1950, retoma as atividades musicais, ingressando, a convite do compositor Evaldo Ruy, na PRA-9, Rádio Bandeirantes de São Paulo (então “a mais popular emissora paulista”). Teve a honra de participar da transmissão inaugural da primeira emissora de televisão brasileira, a PRF-3, TV Tupi, e trabalhou como cantora exclusiva da PRG-9, Rádio Nacional (hoje Globo). Um ano depois, transfere-se para a Record, então “a maior”. Ainda em 1951, grava seu primeiro disco, na Sinter, interpretando ”Funeral d’um rei nagô” (Hekel Tavares-Murilo Araújo) e “Curupira” (Waldemar Henrique). Aqui, ela já demonstra empenho na pesquisa e na divulgação de temas folclóricos, uma de suas marcas registradas. Em 1953, assina contrato com a RCA Victor, onde estreou gravando “Isto é papel, João?” (Paulo Ruschell) e “Catira” (adaptação de R. de Souza). Em seu terceiro disco nessa marca, obtém seu primeiro grande sucesso com “Marvada pinga”, moda de viola de autoria do professor Ochelcis Laureano, um dos carros-chefes de suas apresentações pelo resto da vida. Curioso é que, no lado B, apareceu o samba-canção “Ronda”, de Paulo Vanzolini, que passou despercebido na ocasião e só teve êxito quando regravado por outros cantores, sendo hoje um clássico. Outras expressivas gravações de Inezita na RCA Victor foram: “Os estatutos da gafieira” (samba-crônica de Billy Blanco),”Taieiras”, “Retiradas” e “Coco do Mané” (esta, de autoria de Luiz Vieira), entre outras. No cinema, atuou em filmes como “Ângela” (1951), “Destino em apuros” (considerado o primeiro filme nacional produzido em cores, de 1953), “É proibido beijar”, “O craque” (ambos de 1954), “Mulher de verdade” (1955), pelo qual recebeu o prêmio Saci de melhor atriz, conferido pelo jornal ‘O Estado de S. Paulo”, e “Carnaval em lá maior” (também de 1955). Em 1954, estreou na televisão, com um programa semanal na TV Record. Um ano mais tarde, 1955, Inezita muda de gravadora, indo para a Copacabana, onde lança seu primeiro LP, sem título, incluindo músicas como “Banzo”, “Viola quebrada” e “Mineiro tá me chamando”, além de uma regravação de “Funeral d’um rei nagô”. Permaneceu nessa gravadora por mais de vinte anos, e lá deixou memoráveis trabalhos em disco, alguns deles incluídos neste repost, e dos quais falaremos a seguir. Outros sucessos de Inezita são “Lampião de gás” (outro de seus carros-chefes, composto por Zica Bergami, então mulher de renome na alta-sociedade paulistana), “Estatuto de boate” (outro samba-crônica de Billy Blanco) e releituras de clássicos como “Fiz a cama na varanda”, “De papo pro á” , “Nhapopé” , “Negrinho do pastoreio” e “Boi bumbá”. Inezita fez sucesso também no exterior, uma vez que, de passagem pelo Brasil, celebridades como o ator francês Jean-Louis Barrault, o maestro Roberto Inglês e o ator italiano Vittorio Gassman , levaram os discos de Inezita para a Europa, onde tiveram maciça divulgação pelo rádio. O currículo da cantora-folclorista inclui apresentações no Uruguai, na extinta União Soviética, Israel , Paraguai, Uruguai e EUA, além de troféus como Roquette Pinto e o Prêmio Sharp de Música Brasileira. Durante toda essa longa e gloriosa trajetória, Inezita, conhecida como “a rainha do folclore”, conservou a qualidade de sua voz, aliás ela foi uma das cantoras veteranas que melhor conseguiu essa proeza. No início da década de 1980, passou a apresentar, na TV Cultura de São Paulo, o famoso “Viola, minha viola” (“Eta programa que eu gosto!”), importantíssimo instrumento de divulgação da cultura caipira e regional brasileira, a princípio comandado pelo radialista Moraes Sarmento. Inezita, no começo, dividiu a apresentação com Sarmento, que mais tarde passou a se dedicar apenas ao rádio. Daí por diante, Inezita firmou-se como a única apresentadora do “Viola, minha viola”, e o programa tornou-se o musical mais lôngevo da história da televisão brasileira. Também apresentou, no SBT, o programa “Inezita”, dentro de uma faixa sertaneja que a emissora possuía aos domingos pela manhã, mas que não ficou muito tempo no ar. No rádio, apresentou ainda os programas “Mutirão”, na Rádio USP”, e “Estrela da manhã”, na Cultura AM. Continuou a se apresentar em shows por todo o Brasil, tendo a seu lado, em alguns deles, nomes como a dupla Pena Branca e Xavantinho, a violeira Helena Meirelles e Oswaldinho do Acordeom. Autêntica “doutora” em folclore, Inezita passou a lecionar a matéria em faculdades e universidades, a partir de 1982. Sua vasta discografia abrange cerca de25 discos em 78 rpm, e quase 30 álbuns, entre LPs e CDs, além de alguns compactos.
Com a repostagem destes seis trabalhos de Inezita Barroso, o Toque Musical, por certo, presta uma digna e honrosa homenagem àquela que, incontestavelmente, foi a mais autêntica intérprete de nossa música regional.
Cantando A Mulher – Coletânea Toque Musical (2015)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Bom dia, em especial, a todas as mulheres, cultas e ocultas! Hoje é o dia delas, o Dia Internacional da Mulher! Eu não me recordo de já ter feito aqui alguma homenagem nessa data para você, mulher. Mas pode ter certeza, estou sempre pensando, sintonizado em suas ondas. Ah, mulheres… de todos os tipos, de todas as horas… mães, esposas, amantes, amigas, irmãs. Mulher até Presidente. Elas estão em todas. E o que seria de nós, homens, sem elas? Adoro esse ser que me completa em todas as suas vertentes e vértices. Êta bicho bão, sô!
Para homenageá-las, criei então essa pequena coletânea, um tanto irregular e talvez até injusta por não acrescentar tantas outras belas e talvez até mais apropriadas composições, que temos no cancioneiro popular. É, eu realmente podia ter escolhido mais músicas. Por certo, melodias que exploram a temática mulher é coisa que não nos falta. Mas eu achei por bem ficarmos apenas em 20 músicas, sendo essas tão variadas quanto as próprias escolhas de postagem do Toque Musical. O importante é agradar aos gregos e troianos, misturar mineiros e baianos, alhos com bugalhos. Porém, acima de tudo, festejando sempre a mulher. Parabéns a todas por este dia!
Os 3 De Portugal – No Brasil (1969)
Olá, amiguíssimos, cultos e ocultos! Semana atarefada aqui para os meus lados, quase sem condições de postar uma novidade. Fico querendo postar alguma coisa diferente, mas há tanto o que escolher e as vezes acabo escolhendo algo que já apareceu por aí. Desta vez estou trazendo um disco que eu ainda não vi em outras praças. Um lp que eu também não conhecia.
Temos aqui o grupo vocal, ‘Os 3 de Portugal’. Conforme o texto da contracapa, trata-se de um trio, formado na cidade do Porto, ainda nos anos 50. Por certo, um grupo famoso em seu país de origem, Estiveram no Brasil se apresentando nos anos 60. Consta que participaram da novela Antonio Maria, o que pode ter chamado a atenção dos produtores da RCA para a gravação deste disco. Logo na primeira faixa temos “Tema de amor em forma de prelúdio”, música esta que fez parte da trilha da novela. Mas no disco que eu tenho quem canta é o saudoso ator Sérgio Cardoso. Neste lp Os 3 de Portugal interpretam temas não apenas portugueses, mas também cantam música de autores brasileiros. Pessoalmente, achei bem interessante. Vale, com certeza, uma conferida. 😉
Rio450 – Valsa De Uma Cidade (2015)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Parabéns, Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro! Parabéns a todos os cariocas, privilegiados, de morarem num dos lugares mais bonitos do mundo e que hoje, dia 01 de março de 2015 está completando 450 anos! Que bacana! Eu não sou carioca, mas tenho uma leve impressão de que já fui em outras encarnações. Me identifico demais com essa cidade e creio que qualquer um. O Rio é mesmo uma cidade encantadora e inspiradora. Não é por acaso que todos os artistas convergem sempre para lá. Não conhecer o Rio de Janeiro é um pecado. Um dia eu acabo me mudando para lá. Meu grande prazer de ir ao Rio é poder andar pelo Centro e pelos bairros antigos, parece que eu me reencontro. Rio de Janeiro, cidade maravilhosa! Por essas e por outras é que eu não poderia deixar de prestar aqui a minha homenagem, afinal, é no Rio que boa parte da boa música brasileira nasceu. Eu pensei inicialmente em fazer uma coletânea de músicas que falassem do Rio, mas me perdi entre as milhares que encontrei. Além do mais, iria me dar muito trabalho para confeccionar a capinha e listar as centenas de músicas. Seria o melhor, uma coletânea com diferentes estilos tendo como tema o Rio de Janeiro, mas vou deixar essa para uma outra oportunidade. Resolvi assim então eleger uma música que fosse ‘aquela’. Qual tema seria o melhor? Claro, a ‘Valsa de uma cidade”, belíssima composição de Antônio Maria e Ismael Neto! Mais uma vez eu acabei caindo na mesma situação, dezenas de versões e das mais variadas. Decidi então ficar apenas com aquelas que o buscador de arquivos do meu computador conseguiu identificar. Dessas centenas, escolhi trinta versões, talvez as mais conhecidas. Entre essas, finalizando, eu incluí aquela antiga e curiosa paródia que faz parte daquela também curiosa bolacha de alumínio que um dia eu apresentei a vocês e denominei aqui como o ‘Disco X‘. Um pouco de picardia sempre fez parte do prato carioca 😉 e eu não poderia deixar essa fora 😉
Parabéns Rio de Janeiro! Que você continue sempre linda e maravilhosa. Mesmo a pesar daqueles que fazem de tudo para detonar a cidade. Viva o Rio! Viva o povo carioca!
Grupo Kali (1985)
Boa noite, prezadíssimos amigos cultos e ocultos! A sexta feira aqui anda preguiçosa e um pouco cansada. Daí, para não agarrar muito, vamos hoje de música instrumental, num disco muito interessante da banda feminina Kali. Não é muito comum vermos por aí um grupo de música instrumental formado só por mulheres. Principalmente quando essas além bonitas são extremamente talentosas. Formado por Mariô Rebouças, no piano e teclados; Vera Figueiredo, bateria e percussão; Renata Montanari, na guitarra e Gê Cortes no contrabaixo. Disco lançado em 1985 pelo selo paulista Som da Gente…
Sergio Porto, Aracy de Almeida & Billy Blanco – No Zum Zum (1966)

Eis aí mais um disco que não poderia faltar aqui no Toque Musical. Cumprida a minha tarefa, vou agora me deitar, pois o sono já chegou faz tempo. Até amanhã!
Belchior (1976)
Boa noite, prezado amigos cultos e ocultos! Tenho para hoje um disco o qual eu gosto muito e sempre pensei em postá-lo no Toque Musical. Finalmente temos aqui o primeiro lp de Belchior lançado, segundo a unanimidade, em 1974. No meu lp, que eu também acredito que seja original de época, consta no selo como sendo de 76. Talvez seja um relançamento da Chantecler, visto que em 76 o artista já fazia muito sucesso e em outra gravadora. Uma oportunidade do galinho cantar de novo. (por falar em Galo… não, não me fale do Galo hoje…)
Vamos então com este disco, que não é nenhuma raridade. Já foi e sempre é bem divulgado em outros sites e blogs. Nada de especial além do fato de ser este um belíssimo trabalho de um artista o qual só temos a elogiar. Quem não conferiu ainda, a hora é essa. Vai lá no GTM!
Jorge Veiga – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 134 (2015)
Em sua edição de número 134, o Grand Record Brazil, agora com periodicidade quinzenal, tem a satisfação de apresentar um dos mais expressivos sambistas que o Brasil já teve. Estamos falando de Jorge Veiga.
Dimensão 5 (1979)
Boa noite, meus amigos cultos e ocultos! Hoje, domingo, tomei o dia para tentar por ordem em minha bagunça musical. De uns tempos pra cá eu tenho andado meio relapso com meus discos, meus arquivos e todo o meu acervo digital. As coisa vão se acumulando, quando a gente vê, dá um desanimo ter que arrumar tudo… Estou aqui com uma centena de discos que ganhei recentemente e já comecei a fazer confusão. Creio que o disco de hoje foi uma colaboração do amigo Fáres.
Temos aqui o conjunto Dimensão 5, um grupo formado nos anos 60. Figura como uma banda da cena Jovem Guarda, porém o seu sucesso se limitou a São Paulo, na região de Moema, onde eles surgiram. Pelo pouco que sei, o Dimensão 5 atuou muito em shows, em clubes. Eram considerados um dos melhores conjuntos de baile. Devem ter ganhado um bom dinheiro, pois conseguiram se instrumentar com os melhores equipamentos da época. Investiam pesado na produção de seus show. Tinha até um caminhão para transportar os equipamentos. Se mantiveram ativos até por quase três décadas e ainda hoje o espírito do grupo se mantém aceso numa página do facebook. Ao que parece, o Dimensão 5 só gravou este lp, de 1979. Antes porém gravaram um compacto, no final dos anos 60 ou inicio dos 70. Em 1973 eles gravam um compacto para a Top Tape, através do selo One Way (aquele que produzia artistas nacionais como se fossem estrangeiros) com o nome de Nathan Jones Goup. A música foi “I’ve been around”, sucesso que fez parte da trilha da novela O Bem Amado.
No presente lp, temos um conjunto bem resolvido. Músicos entrosados, composições e arranjos bem feitos. São doze faixas entre autorais (em sua maioria do baterista, Francis) e de outros autores, com destaque para um espécie de ‘pot pourri’ de músicas de Toquinho e Vinícius e também Chico Buarque.
Apesar de ter ouvido o disco apenas umas duas vezes, posso dizer que gostei do trabalho, é bem anos 70. Confiram…
Sergio Mendes & Brasil 66 – Equinox (1968)
Amigos cultos e ocultos, continuo metendo a mão no gavetão, buscando aquilo que já está pronto, porque a preguiça aqui parou e ficou. Quando não é falta de tempo é mesmo falta de ânimo.
Mas vamos lá com o disco deste sábado. Vamos com Sérgio Mendes e seu Brasil ’66, no álbum Equinox, lançado em 1967 nos Estados Unidos e no ano seguinte aqui no Brasil. Foi o segundo álbum gravado por ele com o grupo Brasil ’66. No repertorio temos 10 faixas, sendo em sua maioria produção nacional da bossa nova, com aqueles retoques necessários para fazer o gringo feliz. Este é mais um daqueles discos que todo blog já postou e o Toque Musical vai nessa também 😉
Papo De Anjo – Vamos Sorrir (1982)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui vai mais disco de gaveta, aqueles sempre pronto para uma emergência, para tapar qualquer buraco ou na falta de algo melhor. Este foi na base do sortido, do acaso…
Temos aqui o lp “Vamos sorrir”, do conjunto Papo de Anjo. Disco lançado pelo selo Ariola em 1982. Este grupo, pelo que sei era um conjunto de baile. Conseguiu emplacar uma de suas músicas numa novela da Globo, a faixa “Chuva de verão, que chegou a fazer um relativo sucesso nas rádios. Mas como a música, o Papo de Anjo foi apenas uma chuva de verão. Não sobrou nem sequer uma gota no YouTube, onde eu imaginei que pelo menos essa música alguém teria postado. Qual o que… Não há na rede nenhuma informação sobre o destino do Papo de Anjo. Esse passou batido. Mas vamos dar uma chance aqui no Toque Musical. Confiram…
Tuca (1968)
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Espero que todos tenham tido um bom carnaval. Por aqui a festa musical continua, dando agora atenção para o que está na fila. E desta vez, para a nossa quarta não ficar muito cinza, vamos com o talento da cantora e compositora paulista, Valenza Zagni da Silva, mais conhecida como Tuca. Foi uma artista muito atuante nos anos 60 e 70. Esteve a frente de festivais, compôs e interpretou ao lado de outros grandes artistas da época. Esteve por um período morando na Europa, onde também chegou a gravar algumas coisas. De volta ao Brasil nos anos 70, lançou pela Som Livre o que foi o seu último lp, “Drácula, I love you”, gravado na França. Ela falaceu em 1978, em consequência de uso abusivo de remédios para emagrecer, segundo contam.
O lp que eu aqui apresento não é nenhuma novidade. Trata-se de um disco bem divulgado em tudo quanto é blog, tipo o Toque Musical. Todos porém cometem o mesmo erro. Rotulam este como se chamasse “Eu, Tuca” e para alguns é considerando o primeiro disco. Mas a verdade é que o primeiro lp, lançado pelo selo Chantecler é de 1966 e se chama “Meu eu”. O problema é que alguém copiou a informação do site Dicionário da MPB (do Cravo Albim) e essa, por sua vez foi replicada como a verdade. Daí é que vem os enganos… Somente em 68 ela gravaria este, seu segundo lp, sem título, apenas Tuca, lançado pela Philips, com arranjos de Guerra Peixe, Oscar Castro Neves e Mário de Castro. No repertório temos composições próprias, parcerias e belas interpretações de músicas de outros autores. Um excelente trabalho que merce também o nosso toque musical, não é mesmo?
Ronald Golias – Carnaval Copacabana 68 (1968)
Amigos foliões, aqui vai mais um disco de carnaval. Para fechar as publicações carnavalescas temos para esta terça feira um compacto. É, um compacto é mais fácil e rápido de se postar. Já tô atrasado para a farra na rua… segue então este curioso compacto lançado pelo selo Copacabana para o Carnaval de 1968. Temos aqui como intérprete o humorista Ronald Golias no auge da sua carreira, na época do popular programa de TV, a impagável, Família Trapo, lembram? No disquinho Golias nos traz duas marchinhas, “Noite de amor”, de Zé Ketti e Randal Juliano e “A Familia Trapo”, composição do próprio humorista e Homero Ferreira.
Dou por encerradas as postagens de Carnaval. Ano que vem tem mais! Boa terça de festa para todos!
A Lyra De Xopotó – As Favoritas Do Carnaval Carioca (1957)
Olá amigos foliões cultos e ocultos! Para não perdermos o pique, aqui vai um clássico. Ou melhor, vários clássicos em um disco clássico da Lyra de Xopotó: “As Favoritas do Carnaval Carioca”. Pelo título já deu para perceber que se trata daquelas músicas de carnaval que ficaram na memória. E isso ainda lá pelos anos de 1957! Sob o comando do Mestre Filó, desfilam em blocos de três, como um pot-pourri, as músicas que ainda hoje embalam muitos carnavais. Vamos então relembrar…
Viva O Carnaval – 14 Biggest Brazilian Carnival Hits (1965)
Olá amigos foliões, cultos e ocultos! Entramos no Carnaval e eu, na festa, acabei me esquecendo de vocês. É tanta folia aqui em BH que quando eu chego em casa, eu só quero mesmo tomar um banho e cair na cama. Até no Carnaval eu estou sem tempo para o Toque Musical. Mas não vamos perder o cordão, até quarta feira as marchinhas e sambas vão rolando por aqui.
Trago desta vez o álbum “Viva o Caranval – 14 Biggest Brazilian Carnival Hits”. Uma coletânea carnavalesca lançada pela Fermata para o Carnaval de 1965. Quem viveu esse carnaval há de lembrar de coisa como…
Vários – Um Novo Carnaval (1968)
Olá amigos cultos e ocultos! Segue aqui mais um disco de Carnaval.desta vez, vamos para o de 1968, lançado pela CBS. Temos aqui uma seleção de marchinhas defendidas por Ary Cordovil, Noel Carlos, Zilda do Zé, Clério Moraes e Paulo Bob. Um novo Carnaval, ou mais um bom disco, coisa que hoje em dia a gente não ouve mais. Por isso é fundamental que revisitemos outros e antigos carnavais. Pra gente lembrar como se brinca de verdade. 😉
Lindo! Lindo! Lindo!… Ninguém Segura O Carnaval 71 (1970)
Olá, prezados amigos cultos e ocultos! Carnaval taí… e a gente aqui já pronto pra cair na folia (ou não?). Seguindo rumo a festa, vamos agora relembrar o Carnaval de 1971. Boa safra essa também e para este lp não há o que reclamar. Tem Lana Bitencourt, Gilberto Milfont, Francisco Carlos, Genival Lacerda e outros mais… Lançado no final de 1970, pelo selo Fontana para anunciar o Carnaval de fevereiro de 71. Boas marchas, bons interpretes. Lindo! Lindo! Lindo!…
Quando As Escolas Se Encontram – Carnaval 1973 (1973)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos bem animados, dando sequência a festa. O carnaval por aqui já começou. Vamos pela semana relembrando sucessos, marchas, sambas, batuques…
Tenho para hoje um disco bem legal. Boa safra, com certeza, 1973. Uma seleção de sambas enredos e sambas de quadra de algumas das mais tradicionais Escolas do Rio. Vão aqui interpretadas por Alda Perdigão, Marlene, Ataulfo Junior, Joel de Castro, Carlinhos Pandeiro de Ouro e Dominguinho do Estácio. Produção da RCA, dirigida por Wilson Miranda, com arranjos dos maestros Nelsinho, Peruzzi e Pachequinho. Muito bom!
Pixinguinha 2 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol.133 (2015)
E chegamos à edição de número 133 do Grand Record Brazil, “braço de cera” do Toque Musical. Aqui,apresentamos a segunda e última parte de nossa retrospectiva dedicada a esse grande mestre da MPB que foi Pixinguinha (1897-1973). Desta vez, apresentamos 14 raridades de fazer qualquer colecionador vibrar, gravações essas que, em sua maior parte, foram feitas ainda no processo mecânico ou acústico, correspondendo ao glorioso início da carreira do mestre Pizindim, sendo algumas outras já do processo elétrico, quase todas de sua própria autoria.
Sacha – Ao Vivo N. Três No Balaio (1970)
Amigos cultos e ocultos, uma pausa no salão! Pra continuarmos agradando a todos, vamos intercalando as postagem de carnaval com outras variedades. Quem sabe um disco rock, um disco de poesia, talvez um regional, ou mais ainda, um exclusivo aqui da casa? Pode também ser algo assim, como este disco do pianista Sacha Rubin, o terceiro da série gravado ao vivo na boate Balaio. Já postei aqui o n.2 e agora vamos ao número 3, com a promessa de ainda um dia postarmos aqui o primeiro. Uma hora ele aparece 😉
Neste lp temos duas sequencias (lado A e B) nas quais Sacha mescla alguns dos grandes ‘standards’ da música internacional com sambas e outros sucessos da mpb. O disco rola em uma única faixa de cada lado. Como disse, uma sequência, quase um ‘pot pourri’, onde ele toca, canta e vem também acompanhado pelo cantor Mano Rodrigues nos temas nacionais. Procurei manter o clima de boate que o disco procura transmitir, sem desmembrar as músicas apresentadas. Contudo, segue aqui a relação, como manda o figurino 😉
Rio Carnaval Do Brasil 64 (1964)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! O carnaval continua por aqui. Saímos de 1976 e vamos agora para o ano de 1964. Uma década ainda melhor, na minha opinião, para as fantasias musicais carnavalescas. E neste álbum, lançado pela Rosenblit, através de seu selo Mocambo para o Carnaval de 64, temos uma seleção de 14 sambas e marchas, interpretadas aqui também por grandes artistas como Nora Ney, Jorge Goulart, Aracy de Almeida, Linda Batista e outros. Vamos lá, cair na folia?
Carnaval 76 (1976)
Amigos cultos e ocultos, seguimos com mais um disco de Carnaval. Desta vez vamos para o Carnaval de 1976. Uma boa safra, com certeza! E aqui, neste lp lançado pela Chantecler, através de seu selo Rosicler, vamos encontrar uma excelente coletânea de marchinhas carnavalescas e sambas, interpretados por figuras de destaque como Jackson do Pandeiro, que aqui aparece em duas faixas exclusivas. Sem dúvida, um dos melhores discos de minha leva. Mas, aguardem, pois ainda tem mais…
Sambas Enredos Dos Blocos Carnavalesco Do Estado Da Guanabara ’75 – 1. Grupo (1975)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Seguindo a tradição, fevereiro é mês de Carnaval e por aqui a gente vai dando aqueles pulinhos, trazendo de volta lembranças de outras tantas festas. É incrível como tem discos ligados ao tema. Eu todo ano, nessa época, tenho postado discos de carnaval e parece que eles nunca acabam. Desta vez eu separei uma meia dúzia de títulos, os quais eu irei publicando até antes da quarta feira de cinzas.
Temos aqui um interessante lp lançado pela Tapecar. Produção da Federação (federação?) dos Blocos Carnavalescos da Guanabara, apresentado os sambas enredos dos blocos carnavalescos do antigo Estado para 1975. Dizem que samba enredo é tudo igual. Talvez em sua essência, assim como o blues americano. Mas há algo de diferente em alguns nessa coisa sempre igual.
Os Saudosistas – Os Bons Carnavais De Ontem (1968)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Ontem eu finalmente inaugurei a nova página do Toque Musical no Facebook. Eu já tinha uma com o perfil do Augusto, mas achei melhor fazer uma outra exclusivamente para replicar as postagens do blog. Agora, toda a vez que eu fizer uma postagem aqui, ela também será publicada lá no Facebook. Convido os amigos aqui a se ligarem neste novo canal. Curtam e passem a segui-lo. O endereço é www.facebook.com/blogtoquemusical.
Como estamos nos aproximando do Carnaval, eu vou logo esquentando os tamborins. Para preparar o espírito carnavalesco, nada melhor que revermos antigos carnavais. Recordar antigas marchinhas e começar a cair na folia.
Tenho para hoje este lp lançado pela Odeon, através de seu selo Imperial. Como de costume, os discos da Imperial nem sempre nos traz informações relevantes sobre o trabalho. Muitas vezes até, parece que buscam mesmo um certo mistério. “Os Saudosistas”, por exemplo, deve ter sido apenas um bom nome criado para dar uma certa identidade ao álbum. Mas aqui pouco interessa quem são, o que vale mesmo é o conteúdo musical. Neste caso, temos um desfile dos mais diferentes clássicos carnavalescos, em sua maioria das décadas de 30 e 40. Marchinhas e sambas arranjadas em forma de ‘pot-pourri’, dando às músicas uma dinâmica apropriada, sem pausa para o folião. O disco se divide em seis longas faixas, mas aqui eu preferi desmembrar uma delas, onde há um corte mal feito na edição, criei assim sete ‘pot-pourris’. Verificando aqui agora, percebo que este disco eu já havia postado. Porém, o original, lançado em 1959, apresenta uma outra capa e com outro nome (Carnaval de Outros Tempos). Seja como for, esta postagem tá valendo. Quem foi que disse que os discos aqui não voltam? Confiram!