… e para finalizar, do jeito que eu gosto, aqui vai um compacto raro, muitas vezes solicitado aqui no blog. Agora é uma boa hora, tudo a ver com o momento. Mas, somente a sensibilidade de alguns conseguirá entender o que eu quero dizer. O Carnaval passou, a caravana passou e o meu mal estar também. Amanhã de quarta feira, com certeza, não será de cinzas para mim.
Jair Rodrigues – Os Melhores Sambas Enredos De 1974 (1974)
Boa noite amigos cultos e ocultos! Como é, estão gostando das atrações? Pois é, apensar dos pesares o Toque Musical vai em frente. Como disse um dos nossos amigos, para quê ligar para dez quando se tem mil. Tem nêgo aí achando que o blog morreu. Morreu sim, morreu pra ele e mais meia dúzia de bossais (não confundir com quem gosta de bossa). Vão ficar agora lambendo a vitrine, esperando que outro blog replique o arquivo ou se fazendo de bonzinhos, com outra máscara, para conseguirem um convite para o Grupo do Toque Musical. É, tem que ser assim mesmo 😉 O grande problema por aqui eu sei que sou eu mesmo. Sei que tem muita gente que não gosta de mim, pelo que eu falo e também pelo que eu deixo de falar. A verdade é que se trata de uma antipatia gratúita e isso tem a ver com a forma diferenciada que toco esse blog. No fundo, eu me divirto muito com tudo isso. Chego a achar engraçado o preconceito de alguns que vêem na minha pessoa, realmente, um baixinho mameluco, metido a ‘blackpower’, pretenciosamente falando de coisas que não condiz com esta figura.
Lyra De Xopotó – Lembranças Do Carnaval Carioca (1958)
Nesta semana de carnaval, o Toque Musical tem o prazer de oferecer aos seus amigos cultos e ocultos um álbum bem no espírito desta que é sem dúvida a maior festa popular do Brasil. Convidamos você a fazer uma viagem maravilhosa pelos velhos e bons carnavais do passado, através deste álbum da Sinter, gravado pela Lyra de Xopotó. Essa banda surgiu a partir um programa de mesmo nome, criado e apresentado aos sábados pelo radialista (e também médico) Paulo Roberto na lendária Rádio Nacional do Rio de Janeiro a partir de 1954. A finalidade da atração era ser um incentivo às bandas de música do interior do Brasil, uma tradição que, lamentavelmente, deixou de existir. Com arranjos do sempre eficiente Lírio Panicalli, o programa era apresentado através de um diálogo entre Paulo Roberto e o Mestre Filó, que na verdade era um personagem interpretado pelo grande Jararaca (da dupla com o saxofonista Severino Rangel, o Ratinho). O sucesso do programa também se repetiu, claro, em disco, e a estréia fonográfica da Lyra deu-se em 1954, na Sinter, com o 78 rpm de número 349, que apresentava duas composições do mestre Lírio: “Dobrado Francisco Sena Sobrinho” e “Sonhador”. Desde então, a Lyra garantiu boa vendagem para seus discos, inclusive para o álbum que o TM lhes oferece, que, conforme consta do site do Instituto Memória Musical Brasileira, data de 1958 (certamente foi lançado visando o carnaval de 59). Em seis belos popurris, desfilam aquelas velhas e boas músicas carnavalescas . Quem não lembra de “Alá-lá-ô” (“Mas que calor, ô õ ô ô ô”), “Cidade maravilhosa” (exaltação a um Rio de Janeiro que não existe mais), “Chiquita Bacana” (lá da Martinica), ‘”Eu brinco” (“com pandeiro ou sem pandeiro, com dinheiro ou sem dinheiro”, não importa, o negócio e brincar), “Ó abre alas” (primeiro sucesso de carnaval brasileiro, composto por Chiquinha Gonzaga em 1899),”A jardineira” (que ainda é muito mais bonita que a camélia que morreu)? Com direito até a “Evocação” (originalmente um frevo, sendo o maior sucesso do grande Nélson Ferreira como autor, iniciando uma série de outros seis frevos com o mesmo título). Aliás, todo o lado A é dedicado a marchinhas. No verso, a animação continua, agora com sambas antológicos: “Arrasta a sandália” (primeiro grande sucesso de Moreira da Silva, em 1932), “É com esse que eu vou” (hit dos Quatro Ases e um Coringa regravado mais tarde por Elis Regina), “Se você jurar”, “Meu consolo é você”, “Foi ela” (que na época do lançamento foi apontada como plágio do tango argentino “Muñequita”, o que jamais foi comprovado), “Não me diga adeus’ (“pense nos sofrimentos meus”), “Até amanhã” (“se Deus quiser”), “Maria boa”, “É bom parar” (na verdade uma parceria de Rubens Soares com Noel Rosa, que aceitou ficar de fora dos créditos na edição e em disco) e a inevitável despedida com ‘”Está chegando a hora”, adaptado por Henricão e Rubens Campos da valsa mexicana “Cielito lindo”. E por falar, em despedida, a Lyra de Xopotó fez a sua em 1960, com o fim do programa da Nacional, mas voltaria à cena no final dos anos 1960, gravando álbuns pela Copacabana. E agora, ó abre alas que a Lyra de Xopotó quer passar!
Carnaval Rio Quatrocentão (1964)
Acho que hoje eu nem preciso fazer a tradicional saudação, visto que a coisa está mais para ‘salgação’. Sinceramente não entendi a tamanha motivação para tantos comentários. Não consigo acreditar que por causa de um simples chato, tudo virou uma enorme chateação. Não vou negar que fiquei também chateado pelas acusações daqueles que frenquentam este espaço, me culpando por não ter logo tomado as dores da HWR, por uma simples bobagem. Em outras ocasiões por aqui já fizeram pior e até comigo mesmo. Já fui mais que chato, fui chamado filho da puta, ladrão, pirata, viado, babaca, burro e até comunista (como se isso fosse uma ofensa). Em nenhuma das vezes saíram tantos ‘amigos’ em minha defesa. E no fundo, nem precisavam, pois aqueles que me conhecem de verdade, sabem que o meu entendimento de solidariedade é na linha de frente. É literalmente doando sangue. Percebo que a bandeira que tremula neste céu, hoje, não é a do Toque Musical. Além do mais, detesto Twitter…
Carnaval De 1956 (1956)
Bom dia, ou melhor, boa tarde, amigos foliões cultos e ocultos! Não estive na farra do carnaval, mas acordei mesmo tarde. Estava aqui pensado que fosse ainda umas nove horas da manhã, em virtude do silêncio em que está a cidade. É BH, sabe como é… Ontem eu saí na rua para ver o movimento e por incrível que pareça, me deparei com um grupo de quase 200 pessoas na rua, ouvindo e curtindo sabe o que? Funk, mas das antigas, a lá James Brown. Uma coisa super curiosa, quase surreal, considerando estarmos em pleno carnaval. Mas Belô tem dessas coisas, quando a gente menos espera, ao virar uma rua, encontra uma surpresa. Por mais que minha cabeça estivesse no samba, não pude resistir ao balanço daquela moçada. Discotecagem na rua, uma pilha de caixas acústicas e o povo mandando vê… Encontrei até alguns amigos e cheguei a ser reconhecido e fotografado. Tô ficando famoso! Hehehe…
Carnaval – Festa Do Povo (1978)
Boa noite, amigos foliões cultos e ocultos! Hoje, sábado é dia de coletâneas e também é carnaval. Pensei em fazer aqui uma seleção especial e exclusiva do Toque Musical, mas sinceramente, não tive tempo. Daí, busquei agora uma alternativa. Me lembrei desta obscura coletânea carnavalesca que eu por acaso achei em um sebo, no Rio. Haviam lá uns 30 a 40 discos desse, todos novinhos, possivelmente, restos de estoque ou encalhe de alguma loja. Por 1 real, fui logo pegando uns três, por garantia. Não fosse a minha preguiça em fazer agora uma coletânea, este disco iria passar batido, nem lembrava. Mas, enfim, taí…
A Banda Do Gato – O Baile Do Gato (1969)
Bom dia, amigos foliões cultos e ocultos! Hoje é sexta feira, dia de artista/disco independente, mas é também a sexta feira que antecede ao Carnaval. Em alguns lugares e para muita gente já é carnaval. Assim sendo, dou uma pausa nos independente e caio matando na folia carnavalesca.
1ª Bienal Do Samba (1968)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Estamos na boca do Carnaval, mas hoje vamos ter festival. Obviamente, para não sair do compasso, vai ser um festival de samba. Trago aqui para vocês, esquentarem também o gogó e recordarem, este disco bacana sobre a 1ª Bienal do Samba. Trata-se de uma versão do festival apresentada por artistas que faziam parte do ‘cast’ da gravadora. Alguns até são interpretadas pelos mesmos artistas, como é o caso de Cyro Monteiro que no festival defendeu o samba “Tive sim”, de Cartola. É em verdade uma seleção com as músicas que foram classificadas, porém interpretadas por outros artistas e grupos. Vale a pena conferir, pois embora não seja os originais, as músicas são memoráveis. Aliás, o grupo Os Originais do Samba também está presente, interpretando “Canto chorado”, de Billy Blanco, que na Bienal foi defendida por Jair Rodrigues.
Zaccarias E Sua Orquestra – Marchas Em Desfile – Carnaval Em Marcha (1955)
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Eu não estava querendo passar a semana toda postando discos de carnaval, mas acho que vai ser quase inevitável. O difícil vai ser eu ter que checar quais já foram postados em outros carnavais, podem acreditar que são muitos.
Jadir De Castro / Escola De Samba Da Cidade – Batucada Nº 2 (1965)
Olha o Carnaval chegando aí, gente!!! Para esquentar os nossos tamborins e também o esqueleto, aqui vai um disco incrível, batucada autêntica, o ritmo verdadeiro do samba. Temos aqui o percussionista Jadir de Castro & “Seus Poliglotas Rítmicos” e também a Escola de Samba da Cidade, dando uma verdadeira aula de batucada. Coisa igual eu só ouvi nos discos “Batucada Fantástica”, do Luciano Perrone. “Batucada Nº2” é uma maravilha que encanta e mexe com a gente. Não preciso nem dizer a razão que me levou a começar pelo número 2. O primeiro eu ainda não tenho, mas ele ainda aparece, talvez fique para o próximo carnaval, quem sabe. Estou antecipando a minha justificativa porque eu tenho certeza que vai ter gente aqui pedindo para postar também o nº 1. O certo é que temos aqui muita lenha ainda para queimar.
Nesta semana, eu quero ficar mais tranquilo, pegando de leve para não ‘bodar’. “Tô me guardando pra quando o carnaval chegar…”
apresentação
tem berimbau no samba
timbales na batucada
a cuíca
macumba
bossas & bossas
Escola de Samba da Cidade
sua excelência, a batucada
tam tam tam tam tam
ensaio em hi fi
fervendo
Branca De Neve E Os Sete Anões – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 10 (2012)
O Grand Record Brazil, em sua décima edição, convida todos os amigos e ocultos do Toque Musical a voltarem a seu feliz tempo de criança! Aqui trazemos um dos mais famosos contos infantis de todos os tempos: “Branca de Neve e os sete anões”, escrito pelos irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm, e brilhantemente adaptado para desenho animado por Walt Disney, em 1937, tendo sido, aliás, o primeiro cartoon de longa metragem produzido, e ainda em cores! Deu início a uma série memorável de longas animados da Disney: “Pinóquio”, “Dumbo”, “Bambi, “Cinderela”, “A bela adormecida, “Alice no país das maravilhas” e muitos, muitos outros, praticamente com a mesma característica: para serem vistos e também ouvidos.
A dublagem com que o filme foi lançado nos cinemas brasileiros, feita pela Cinelab, foi supervisionada por João de Barro, o Braguinha, então diretor artístico da gravadora Columbia, mais tarde Continental. Apesar dos recursos técnicos limitados, o resultado foi tão bom que o próprio Walt Disney, em reconhecimento, presenteou Braguinha com um relógio de ouro, especialmente dedicado a ele. Para dublar “Branca de Neve”, recrutou-se a nata da música popular brasileira daqueles tempos: Dalva de Oliveira (a personagem-título), Carlos Galhardo, (o príncipe), Almirante (a voz do Espelho Mágico), além do comediante Batista Júnior, pai das cantoras Linda e Dircinha Batista (o anão Soneca) e dos atores Túlio de Lemos (o caçador), Cordélia Ferreira (a rainha), Estephana Louro (a bruxa), Edmundo Maia (o anão Atchim) e Aristóteles Pena (o anão Zangado), entre outros. Esta dublagem antiga, infelizmente, se perdeu, tanto que em 1965 teve de ser refeita pela extinta Riosom, sob a supervisão de Aloysio de Oliveira e com outro elenco de vozes (foi com esta última dublagem que o filme foi exibido pela Rede Globo de Televisão, no Natal de 2010).
Em 1945, a Continental, ex-Columbia, decidiu gravar historinhas infantis em disco, e com a supervisão e adaptação do próprio Braguinha. Para isso, ele reuniu nos estúdios da gravadora, situados no Edifício Cineac-Trianon (Avenida Rio Branco esquina com Rua Bethencourt Silva, em frente ao lendário Café Nice, no centro do Rio), praticamente todos os artistas que gravaram a primeira versão dublada brasileira de “Branca de Neve” quando do lançamento em nossos cinemas, em 1938, com o apoio do grupo vocal Os Trovadores. A orquestração e a regência ficaram a cargo do maestro Guerra Peixe (Petrópolis, RJ, 1914-Rio de Janeiro, 1993). Segundo o próprio Braguinha, era impossível naquele tempo gravar uma história completa num único 78 rpm. O jeito então foi gravar “Branca de Neve” em dois discos de selo vermelho especial, números 30103 e 30104, matrizes 1371-2-3-4. Esta versão apresenta todo o escore musical original do cartoon clássico de Disney. A narração, não creditada, parece ser da radialista e também cantora Sõnia Barreto, sendo as canções (oito) escritas por Frank Churchill (melodia) e Larry Morey (letra original). Três delas são lembradas até hoje: “Assobie enquanto trabalha”, “Cavando a mina”(“Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou”…) e a valsa “Quando o meu príncipe vier”, incluída no repertório de vários solistas de jazz. Este lançamento iniciava a série Discoteca Infantil Continental, que seria o embrião, nos anos 1960, do célebre e bem-sucedido selo Disquinho, aquele dos compactos de vinil coloridos, e que seriam entretenimento de gerações seguidas de crianças (inclusive, claro, a minha!). Foram mais de setenta títulos, o primeiro deles agora oferecido pelo GRB na versão original em 78 rpm, o que de certa forma serve de consolo para a possível perda da dublagem brasileira original do longa animado de Disney. Recordemos com muito carinho a bela história de “Branca de Neve e os sete anões”.
Ivan Casanova E Seus Conjuntos – Um Olhar, Uma Dança, Um Amor… (1960)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Muita gente por aqui ainda não se tocou quanto ao ocorrido, os arquivos deletados do Mediafire. Muita gente por aqui não costuma ler o cabeçalho do blog e nem sempre dão muita bola para o que eu escrevo nas postagens. São esses os que vão mais amargar com a situação. Afoitos, vão continuar fazendo seus pedidos e eu irei atendê-los, mas na medida do possível. Vão todos para a fila de espera e o atendimento será por ordem de chegada. Repetido, estou dando prioridade às postagens mais recentes e aos exclusivos criados pelo Toque Musical. Todo novo ‘re-toque’ virá agora nos comentários feitos pelo Mediafire, afinal é ele quem nos tirou os links e agora vai voltar para nos dar o que queremos, não é mesmo? Algumas outras postagens, as que são chamadas ‘REPOST’, continuarão sem links, sendo apenas possível acessá-los dentro do Grupo de Discussão do Toque Musical. Quem quiser participar, as portas estão sempre abertas. Quem quiser sair, da mesma forma, portas escancaradas, bye bye… Espero ter sido bem claro. Dúvidas, mandem um e-mail 😉
Do Barquinho Ao Avião: 30 Anos De Bossa Nova – 30 Anos De Lider (1987)
Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Hoje pela manhã eu tive a ingrata surpresa de ver que todos os meus ‘toques’ de postagens foram apagados do provedor Mediafire. Fiquei realmente muito chateado. Eles limparam todos os meus arquivos. Entraram na minha conta e simplesmente deletaram tudo. Isso, me parece, aconteceu com todos aqueles que tinha arquivos hospedados nesse provedor. Fiquei mesmo injuriado com a postura do Mediafire, mas depois, refletindo, vi que essa talvez tenha sido a melhor opção, para evitar a degola, semelhante ao que aconteceu com o Megaupload. Apesar de terem ‘deletado’ os dados que eu armazenei, sem pagar nada (em termos…), eles não apagaram a minha conta e estão aceitando os ‘uploads’ (isso é que me intriga). Ok, parti do zero, vamos lá… Como existem mais de duas mil postagem carecendo de novos ‘toques’ e se torna ‘augustalmente’ impossível repor todos eles de uma só vez, farei então o seguinte… De agora em diante, o que vale é a postagem atual, presente. Quem quiser mesmo conhecer os ‘toque musicais’ vai ter que ficar mais ligado, atento ao diário do blog.
Nelson Faria, Nico Assumpção E Lincoln Cheib – Trio (2000)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Chegamos a mais uma sexta feira independente e para variar, em todos os sentidos, eu estou trazendo aqui um registro da boa música instrumental. Uma gravação que me caiu nas mãos graças aos bons amigos, que sabem bem aquilo que condiz com o perfil do blog Toque Musical. Valeu Pampani!
Sambistas Do Asfalto – Assim É O Samba (1960)
Muito bom dia a todos! Com tantos comentários, eu fiquei até mais animado. E já que falamos de Astor Silva, resolvi trazer mais um disco onde ele é o ‘diretor’. Temos aqui os Sambistas do Asfalto, um grupo musical recheado de grandes talentos. Instrumentistas de primeira linha como Copinha, Moacir Marques, Maurílio Santos, Zequinha Marinho, Netinho, Malagute e Wilson das Neves. Temos também os cantores Jair Avelar, Edgard Luiz, Joab Teixeira e Copacabana que se revezam a cada faixa. E também, não podemos esquecer os ritmistas, que são os verdadeiros sambistas: Arno, Bucy, Gilberto, Marçal e Raul. Curiosamente são esses últimos aqueles menos favorecidos, economizam até nos créditos, aparecendo apenas o primeiro nome. Neste único álbum lançado por eles iremos encontrar uma série de clássicos do samba, das décadas de 30 e 40, músicas que marcaram época e continuam até hoje fazendo sucesso. Como já estamos próximos do Carnaval, este disco chegou na hora certa! Confiram…
Astor – O Baile Do Ano (1962)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! É isso aí… É assim mesmo que eu gosto, cultos ou ocultos, todos marcando presença. Sei bem que comentários a gente faz quando algo realmente nos impressiona, seja de uma forma ou de outra. Comentar por obrigação é mesmo um saco e ninguém está aqui apenas para dizer ou ouvir um lacônico ‘muito obrigado’. Mas quando eu percebo que está havendo um ‘feed back’, um retorno, me sinto mais animado e procuro responder à altura, fazendo valer mais um dia. Tenho certeza que os amigos aqui vão também apreciar este álbum, que eu acredito ainda ser inédito nos blogs.
Sexteto Prestige – Musica E Festa Nº 4 (1959)
Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Voltamos a correria… O dia já começa com ‘o bicho pegando’. Muita coisa para fazer e pouco tempo de folga. Mas antes que eu saia para o trabalho, deixo aqui para vocês uma nova postagem.
Orlando Correia, Ronaldo Lupo E Solon Sales – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 09 (2012)
A alegria do reencontro! Assim é que se pode definir esta nona edição do Grand Record Brazil, após duas semanas de ausência involuntária. Apresentamos nesta edição três cantores de muito sucesso em suas épocas, ainda que sejam pouco lembrados atualmente. São eles:
Orlando José Correia (Niterói, RJ, 1928-Rio de Janeiro, 2002). Antes de ser cantor, era mecânico de motores à explosão, diplomado pela General Motors, tendo sido dono até de uma oficina mecânica, além de um hotel e um restaurante, isso após deixar a carreira.. Ciro Monteiro, o “Formigão”, foi quem o descobriu cantando em um parque de diversões de lá de Niterói e o levou para o rádio carioca, atuando primeiro na Mayrink Veiga, depois na Guanabara, na Clube do Brasil e, por 28 anos, na Tupi. Orlando aqui comparece com o disco Todamérica TA-5325, gravado em 16 de junho de 1953 e lançado em agosto do mesmo ano. Na faixa de abertura, matriz TA-485, o samba-canção “Sistema nervoso”, que Wilson Batista, Roberto Roberti e Arlindo Marques Jr. compuseram em uma noite nas escadarias do Palácio Monroe, mais tarde demolido, com a presença de Orlando. Note-se a criatividade do técnico de gravação, Norival Reis, que, para a sonoplastia, usou um carrilhão e um despertador, além de fazer de câmara de eco o banheiro do estúdio! Completando, matriz TA-486, o belo fox “Dançando com você”, da parceria José Maria de Abreu-Jair Amorim, marcada por inúmeros hits inesquecíveis, bastando lembrar, por exemplo, “Alguém como tu”, um marco na carreira de Dick Farney. Dos anos 1980 até 2002, quando morreu, Orlando Correia residiu em Maricá, litoral norte fluminense.
Ronaldo Lupo (São Paulo, 1913-Rio de Janeiro, 2005). Pseudônimo de Ronaldo Lupovici. De origem judaica, foi também compositor, produtor e ator de cinema, tendo presidido o Sindicato Nacional da Indústria Cinematográfica. Ronaldo marca presença aqui com outra preciosidade do acervo da Todamérica, o disco TA-5040, gravado em 4 de dezembro de 1950 e lançado em fevereiro de 51, com duas músicas de sua autoria, No lado A, matriz TA-81, “Baião em Paris”, parceria com o baiano Duque (Antônio Lopes de Amorim Diniz), também dentista e dançarino, responsável pela divulgação do maxixe na Europa e nos EUA, a partir dos anos 1910. Ao parar de dançar, Duque inaugurou, em 1932, a Casa de Caboclo, de arquitetura rústica, na Praça Tiradentes, destinada a divulgação de música brasileira regional e folclórica. Completando o disco, matriz TA-82, Ronaldo apresenta o divertido fox “Depois eu conto”, que fez com Nestor Tangerine, A participação do coro pedindo “Conta! Conta!” é um dos pontos fortes desta composição, que Ronaldo voltaria a gravar em 1958, desta vez pela Columbia. Sua discografia em 78 rpm como intérprete tem apenas 13 discos com 45 fonogramas, nos selos Continental, Todamérica, Columbia e Mocambo.
Solon Hanser Sales (Sorocaba, SP, 1923-São Paulo, 1995). Era conhecido como o “seresteiro da Paulicéia”. Foi trapezista, acrobata e mágico no circo Irmãos Hanser, no qual trabalhavam o pai, a mãe e mais cinco tios, dando espetáculos em Sorocaba e cidades próximas. Já em São Paulo, formou com um amigo a dupla caipira Samburá e Chapinha (Sólon era este último), que atuou nas rádios Bandeirantes e Cultura, nesta última protagonizando uma novela sertaneja. Desfeita a dupla, prosseguiu sozinho a carreira. Aqui, as músicas do primeiro disco de Sólon Sales, gravado na Continental em 2 de janeiro de 1948 e entregue às lojas em maio-junho daquele ano com o número 15908, logo de saída emplacando dois estrondosos sucessos. Abrindo o disco, matriz 10804-1R, o tango brejeiro “Segue teu caminho”, de Mário Zan e Arlindo Pinto, uma verdadeira apoteose, que receberia inúmeros outros registros. O próprio Mário o acompanha com seu acordeon, ao lado do violonista Aymoré. O lado B, matriz 10803-1R, é a valsa “Belo Horizonte”, homenagem à “capital das Alterosas”, concebida por Arlindo Pinto e Anacleto Rosas Jr., autores de inúmeros hits sertanejos, mais uma vez com Mário Zan ao acordeom, à frente de seu conjunto, no acompanhamento. Sólon Salles nos oferece ainda outros quatro fonogramas raros: abrindo o terceiro disco do cantor, o Continental 16100, gravado em 20 de maio de 1949 e lançado entre julho e setembro desse ano, o balanceio “Cabeça inchada”, do mineiro (de Viçosa) Hervê Cordovil sobre motivo folclórico, matriz 11010. Um clássico que seria regravado inúmeras vezes, destacando-se os registros de Carmélia Alves e da dupla Adelaide Chiozzo-Eliana Macedo, também estrelas do cinema nacional, ambos de 1951. Completando o disco, matriz 11012, mais um tango brejeiro, “Perambulando”, de Mário Zan e Arlindo Pinto. Mais uma vez Mário comparece com sua sanfona e seu conjunto. Por fim, mais um disco Continental, o de número 16274, gravado em 23 de junho de 1950 e lançado em setembro-outubro do mesmo ano, com acompanhamento da orquestra do também médico Antônio Sergi, o Totó (por isso ele aparece no selo como “doutor”). No lado A, matriz 11148-R, o samba-canção “Meu castigo”, de autoria de José Nicolini, maestro e compositor paulistano de origem italiana. E, completando, matriz 11149-R, a conhecida valsa (ou corrido) “Beijinho doce”, de Nhô Pai, originalmente lançada em 1945 pelas Irmãs Castro, e muitíssimo regravada, inclusive por Nalva Aguiar, quando mereceu um arranjo mais “jovem”. Enfim, o GRB nos oferece, com músicas ditas “waves”, mais agradáveis momentos de alegria e recordação!
The New Stan Getz Quartet – Getz Au Go Go (1964)
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou trazendo um disco que comprei lá no Rio. Albão importado, quase novo, que eu paguei a bagatela de 12 reais! Dizem que é no centro do Rio e também na Zona Norte que se compra lps baratos. Eu rodei tudo por lá e vou dizer, disco barato mesmo eu achei foi em alguns sebos e livrarias de Ipanema e Leblon. Discos maravilhosos na faixa de 3 a 5 reais. Quem gosta de vinil como eu fico doido. Eu trouxe bastante coisas e na medida do possível irei postando para vocês, ok?
A Visit To Brazil (1958)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje, sábado, é dia de coletâneas, mas eu, infelizmente não tive tempo de preparar uma daquelas seleções exclusivas que fazem tanto sucesso por aqui. Como os companheiros de outros blogs também não se manifestam, apresentando suas coletâneas, o jeito foi eu improvisar. Aliás, não se trata bem de um improviso, temos aqui uma verdadeira seleção fonográfica. Um disquinho raro e curioso, bem a cara do nosso Toque Musical.
Ladston Do Nascimento – Lugarzim (2011)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Trago hoje, sexta feira, dia do artista independente mais um disco do excelente compositor mineiro Ladston do Nascimento. Este é o seu mais novo trabalho e talvez um dos mais bonitos. Em “Lugarzim”, Ladston conta com participações e colaborações especiais. Nomes como os de Jota Moraes, Túlio Mourão, Francis Hime, Robertinho Silva e outros grandes dão ao disco o tempero certo.
Manoelzinho Aboiador – Aboio De Um Vaqueiro (1976)
Bom noite a todos! Como até então ninguém se manifestou diante às duas últimas postagens, acredito eu que vocês não estejam gostando. Vamos então tentar um outro estilo, um outro tipo de disco ou música. Para reunir a boiada, nada melhor que um vaqueiro nordestino com seu aboio.
Moacyr Peixoto – Pra Balançar (1964)
Olá, meus amigos cultos e ocultos! Depois de uma semana longe de postagens e principalmente de computador, minha caixa de e-mails está lotada. São tantos os e-mails e mensagens que se acumularam, nem sei por onde começar. Peço a todos que tenham paciência e aguardem…
Renato Tito E Seu Conjunto – Gingando Na Bossa (1961)
Boa noite, amigos cultos e ocultos. Aqui estou eu de volta, não sei se descansado ou estressado. Perplexo com os últimos acontecimentos… Não quero nem falar disso agora. Por hora eu quero apenas marcar o meu retorno, trazendo uma nova postagem, visto que alguns dos amigos já estão até pensando que eu pulei do barco. Nada disso, vamos em frente ‘enquanto Brás é tesoureiro’…
Maurilio E Seu Piston – Convite Para Dançar (1958)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Meio que em cima da hora, surgiu aí uma semana de folga. Imperdível e inadiável. Estou viajando amanhã para o Rio de Janeiro e mesmo com todas as facilidades para os 15 minutos dedicados às postagens diárias, não pretendo fazê-las pela semana. Vamos dar uma pausa, afinal eu também mereço, vocês não acham?
Brazilian Beat – Uma Seleção Do Toque Musical (2012)
Olá amigos, boa noite! Sem muito tempo para me dedicar um pouco mais ao blog, continuo devendo aos solicitantes cultos e ocultos alguns ‘toques renovados’. Segura aí que logo vem… 🙂
Cora Coralina (1989)
Boa noite, amigos cultos e ocultos. Depois da SOPA e outras ‘canjas frias’, muita gente por aqui parece que ficou ainda mais oculta. Seria bom se ficassem também cultas, hehehe… brincadeirinha. Até o momento a liberdade está prevalecendo 😉
Expósito E Sua Orquestra – Bossa Wih A Beat (1963)

Como disse, na sequencia vai mais um. E este aqui, entre os demais, é de arrepiar. Um delícia para quem gosta de jazz e de bossa. Um álbum todo dedicado à Bossa Nova, que em 1963 era o ‘ó do borogodó’. No texto da contracapa, embora vocês não consigam por aqui ler direito, fala dessa nova música, de como ela surgiu e como se tornou um sucesso. Este álbum procura explorar a bossa, dando a ela o ‘beat’ de uma grande orquestra de jazz. Um trabalho direcionado ao gosto um público internacional. Taí, mais um imperdível!
Expósito E Sua Orquestra – Novo Encontro Com Expósito E Sua Orquestra (1965)
Olá amigos, boa noite! Fiquei as duas últimas horas vendo e revendo clips do Jimi Hendrix no Youtube. Poxa, como eu gosto disso… de Hendrix, claro, e de todo aquele clima de anos 60… putz, era bom demais!
