Músicanossa – O Som & O Tempo (1968)

Bom dia, prezados amigos cultos e ocultos! Aqui vou eu trazendo para vocês um disco muito bacana, presente do meu amigo Fáres. Aliás, intercalando com outro amigo, o Samuca, vamos dar sequencia a mais uma leva de discos enviada pelo primeiro. Tem muita coisa interessante ainda para a gente mostrar.
Hoje vamos com este lp, coisa fina, lançado pela Odeon em 1968. Trata-se do “Músicanossa – O Som & O Tempo”, um movimento musical, criado pelo jornalista Armando Henrique e pelo maestro Hugo Bellard, no qual participaram vários artistas. Era um movimento em favor da música popular brasileira, um eco da Bossa Nova que começou com apresentações no antigo Teatro Santa Rosa (RJ) de onde nasceriam (até onde eu sei), pelo menos dois discos, um lançado pelo selo Rosenblit, trazendo artistas como Johnny Alf, Maurício Einhorn e Marcos Valle e o outro é este aqui, produzido pela Odeon. Como se pode ver pela capa e contracapa, temos neste outros grandes nomes: Taiguara; Beth Carvalho, na época, fazendo sua estréia; a cantora Mariá; o instrumentista/flautista Franklin; o grupo vocal feminino O Trevo e a cantora Luiza. Enfim, nomes de peso, alguns estreantes, como a Beth Carvalho, que teve ali a sua chance, lançando no mesmo ano de 68 o seu primeiro lp, também pela Odeon. Só para resumir, porque meu tempo é curto, temos aqui um disco que podemos considerar histórico, traçando um momento efervescente da MPB, com artistas e músicas que hoje são mais que clássicos. são nosso patrimônio.

faço o amor não faço a festa – taiguara
viola enluarada – beth carvalho
meu fraco é café forte – franklin
novo amanhã – mariá
caminhada – o trevo
a volta – luiza
contraste – beth carvalho
rema – mariá
samba tempo – o trevo
derradeira gente – franklin
boa noite – luiza
canta – taiguara
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Coletânea Dayco (1985)

Olá, amigos cultos, ocultos e associados!  Hoje o TM oferece a vocês um álbum-coletânea que foi oferecido como brinde da Natal aos clientes da antiga Dayco do Brasil. A história da empresa começou em 1967, com a fundação da Fultrac, empresa da família Uliano, e, em 1971, o empresário Abraham Graicar entrou como sócio. Desde o início, a empresa importa, fabrica e distribui produtos destinados à construção civil, à comunicação visual e à arquitetura: selantes de silicone, fitas adesivas, chapas e telhas de policarbonato e alumínio composto etc. Em 1987, a antiga Dayco  mudou de nome, passando a chamar-se Day Brasil, e hoje tem fábricas em Jandira (SP) e Manaus (AM). Treze anos mais tarde, porém, instalou-se no Brasil uma outra empresa com o mesmo nome: a Dayco Power Transmission, fabricante de autopeças (em especial correias automotivas e cabos de ignição), pertencente ao grupo norte-americano Mark IV, fundado em 1905 na cidade de Dayton, estado de Ohio. A atual Dayco é fornecedora das principais montadoras de automóveis do mundo, como GM, Volks, Fiat e Ferrari.  Este álbum que o TM hoje oferece a vocês, portanto, foi produzido sob encomenda da antiga Dayco, hoje Day Brasil, pela Polygram, hoje Universal Music, e possivelmente foi distribuído aos clientes da empresa ás vésperas do Natal de 1985. São dez faixas marcantes e expressivas, colhidas nos vastos e ricos arquivos da gravadora, trazendo um pouco do melhor da música popular brasileira nessa ocasião, por alguns de seus monstros sagrados. Para começar, Mílton Nascimento, o carioca que se criou em Minas,  aqui vem com três faixas: “Coração de estudante” (parceria com Wagner Tiso), “A noite do meu bem”, de Dolores Duran (ambas do disco ao vivo que lançou em 1983), e “Nos bailes da vida” (parceria com Fernando Brant), com a participação do grupo Roupa Nova, lançada originalmente em 1981 no álbum “Caçador de mim”. Edu Lobo, outro notável expoente da MPB, veio com as faixas “Lero-lero” (parceria com Cacaso), com a participação especialíssima do MPB-4,  e “O trenzinho do caipira” (de Heitor Villa-Lobos, com letra de Ferreira Gullar), ambas extraídas do álbum “Camaleão”, de 1978. Caetano Veloso aqui nos traz a belíssima “Você é linda” (do disco “Uns”, de 1983), e mais duas faixas do álbum “Velô”, editado um ano depois: “Podres poderes”, com forte crítica social em sua letra, e “Shy moon”, composta em inglês, que conta com a participação especial de Ritchie, britânico radicado no Brasil, e então conhecido por hits como “Menina veneno” e “A vida tem dessas coisas”. Por fim, o inesquecível mestre Tom Jobim, com duas de suas obras-primas, verdadeiros clássicos de nossa música popular: “Águas de março”, na versão editada em 1973, no disco “Matitaperê”, e a sempre lembrada “Garota de Ipanema”, aqui em versão instrumental (sem a letra de Vinícius de Moraes), gravação feita para o álbum “Antônio Carlos Jobim – The composer of ‘Desafinado’ plays”, que fez nos EUA para a Verve, em 1963, e foi lançado no Brasil pela Elenco. Enfim, uma seleção primorosa e bem feita, sob medida para todos aqueles que apreciam o que é bom.

coração de estudante – milton nacimento

lero lero – edu lobo

você é linda – caetano veloso

águas de março – tom jobim

a noite do meu bem – milton nascimento

podres poderes – caetno veloso

trem caipira – edu lobo

nos bares da vida – milton nascimento

garota de ipanema – tom jobim

shy moon – caetano veloso

* Texto de Samuel Machado Filho

Nelson Ferraz – Lamento Negro (1956)

2727

Meus prezados amigos cultos e ocultos, boa tarde! Seguimos aqui com mais um lp de 10 polegadas. Desta vez com o cantor e também ator, Nelson Ferraz. Dono de uma voz poderosa, ele interpreta como poucos oito temas clássicos da música popular brasileira relacionados a raça negra. Temos aqui Ary Barroso, Heckel Tavares, Custódio Mesquita e Alcyr Pires Vermelho, Nelson Ferraz vem acompanhado pelo maestro Radamés Gnattali e sua orquestra, responsável também pelos belíssimos arranjos. Não deixem de conferir. Agora lá dentro do GTM, ok?
terra seca
funeral d’um rei nagô
leilão
banzo
algodão
navio negreiro
lamento negro
preto velho
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Cauby Peixoto (parte 1) – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 147 (2016)

No dia 15 de maio último, um domingo, por volta das 23h50, em São Paulo, o Brasil perdia um de seus mais expressivos cantores, e o último remanescente  da fase áurea do rádio: Cauby Peixoto.  Há tempos ele vinha enfrentando problemas de saúde (em 2000, por exemplo, Cauby implantou seis pontes de safena no coração), mas ainda assim continuou a se apresentar artisticamente, inclusive em um show ao lado de Ângela Maria, grande amiga e colega de profissão, comemorando os 60 anos de carreira de cada um, cuja temporada terminaria no sábado, 21 de maio. E o Grand Record Brazil, “braço de cera” do TM, evidentemente, não poderia deixar de homenagear este notável astro da MPB, apresentando, em duas partes, um retrospecto musical de sua carreira. Com o nome completo de Cauby Peixoto Barros, nosso focalizado veio ao mundo no bairro de Santa Rosa, em Niterói, litoral do estado do Rio de Janeiro, em 10 de fevereiro de 1931, oriundo de uma família musical: era sobrinho do pianista Romualdo Peixoto, o Nonô, seu pai, Eliziário, era violonista, a mãe, Alice, adorava cantar, e seus cinco irmãos (Cauby era o caçula) também tinham dotes musicais: Moacyr era pianista, Araken, pistonista,  e as irmãs Aracy, Andyara e Iracema também cantavam. Mas seu parente mais famoso era Cyro Monteiro, “o cantor das mil e uma fãs”. Foi ouvindo discos de Orlando Silva e Sílvio Caldas (e também, logicamente,  pelo rádio, então já veículo de massa) que nosso Cauby teve seus primeiros contatos com a música. Aos 14 anos de idade, para ajudar nas finanças da casa, ele começou a trabalhar no comércio, além de estudar à noite. Em 1949, antes de demitir-se de uma perfumaria em que trabalhava, fez suas primeiras apresentações no rádio, através do programa “Hora do comerciário”, da PRG-3, Rádio Tupi, transmitido nos finais de tarde dos sábados. Depois, passou a se apresentar no Teatro Rival, na Cinelândia, além de pedir para dar “canjas” em boates como a Vogue. Em 1951, grava seu primeiro disco, no selo Carnaval, da Star, com duas músicas para a folia daquele ano: o samba “Saia branca” e a marchinha “Ai, que carestia”. No ano seguinte, transferiu-se para São Paulo, cantando nas boates Arpége e Oasis,e na Rádio Excelsior. Suas performances impressionaram o futuro empresário Di Veras, q            ue aos poucos lhe criou uma estratégia de marketing completa: repertório, roupas, atitudes nos palcos etc. Após dois discos na Todamérica, em 1953, Cauby é contratado pela Columbia, hoje Sony Music, e, um ano mais tarde, obtém seu primeiro grande hit: “Blue gardenia”, versão de Antônio Carlos para a música-tema do filme de mesmo nome, que daria título, mais tarde, a seu primeiro LP. Ainda em 54, ingressa na lendária Rádio Nacional do Rio, e consolida sua popularidade, lançando êxitos sobre êxitos em disco, o maior deles, por certo, “Conceição”, seu prefixo pessoal para sempre, além de aparecer cantando em alguns filmes. Foi o primeiro a gravar um rock cem por cento brasileiro, letra e música, em 1957, “Rock and roll em Copacabana”, de Miguel Gustavo. Cauby passou várias temporadas nos EUA, e em uma delas, com o pseudônimo de Ron Coby, gravou em inglês, e em ritmo de calipso, o clássico “Maracangalha”, de Dorival Caymmi, com o título de “I go”. No decorrer dos anos 1960, foi proprietário da boate Drink, do Rio de Janeiro, em sociedade com os irmãos. Encantando gerações com sua voz e interpretação, ao longo da carreira, Cauby recebeu inúmeros prêmios, e sempre foi reconhecido como notável intérprete, que cantava de tudo e em qualquer idioma, sem qualquer embaraço. Em 2015, foi lançado o documentário “Cauby – Começaria tudo outra vez”, de Nélson Hoineff, contando toda a sua trajetória. Nos últimos anos de vida, apresentava-se às segundas-feiras no Bar Brahma, em São Paulo, onde permaneceu por mais de uma década.

Nesta primeira parte da homenagem que o GRB faz a Cauby Peixoto, estão catorze preciosíssimas gravações, várias delas prensadas em 78 rpm e também em LP (nunca esquecendo que foram feitas numa época de transição de formatos).  Abrindo esta seleção, o bolero “A pérola e o rubi (The ruby and the pearl)”, de Jay Livingstone e Ray Evans, em versão de Haroldo Barbosa., composto para o filme “Uma aventura na Índia (Thunder at the East)”, produzido em 1952 pela Paramount. Cauby o gravou em Hollywood, EUA, durante sua primeira temporada naquele país, com a orquestra do maestro Paul Weston, e a Columbia o lançou no Brasil por volta de agosto de 1955, sob número CB-11000-B, matriz RHCO-33427. Curiosamente, o lado A é a última faixa desta seleção, o samba-canção “Final de amor”, de Haroldo Barbosa, Cidinho e Di Veras (o polêmico empresário do cantor), matriz RHCO-33427. Ambas as músicas entraram depois no primeiro LP do cantor, o dez polegadas “Blue gardênia” (cuja faixa-título estará em nosso próximo volume).  A segunda faixa revela o Cauby compositor, no samba-canção “Lealdade”, parceria com Santos Silva, gravação RCA Victor de 20 de julho de 1960, lançada em setembro do mesmo ano, sob número 80-2243-A, matriz L2CAB-1032. Em seguida temos justamente o lado B do 78: o bolero clássico “Ninguém é de ninguém”, de Umberto Silva, Toso Gomes e Luiz Mergulhão, matriz L2CAB-1033, bastante regravado e até hoje conhecido. As duas faixas apareceram depois no compacto duplo de 45 rpm n.o 583-5062, também chamado “Ninguém é de ninguém”, e a faixa-título ainda entrou no LP “Perdão para dois”. A quarta música é simplesmente o maior sucesso da carreira de Cauby: “Conceição”, samba-canção de Waldemar “Dunga” de Abreu e Jair Amorim, seu eterno prefixo e obrigatório em qualquer show que ele fizesse. Lançado pela Columbia em maio-junho de 1956 no LP de dez polegadas “Você, a música e Cauby”, chegaria ao 78 rpm em setembro do mesmo ano, com o número CB-10285-A, matriz CBO-770. Dircinha Batista também gravou “Conceição” no mesmo ano, mas o sucesso foi mesmo de Cauby, que ainda interpretou a música no filme “Com água na boca”, da Herbert Richers. Originalmente uma balada-fado, “De degrau em degrau”, dos portugueses Jerônimo Bragança e Nóbrega e Souza, é apresentado por Cauby em ritmo de fox, numa gravação Columbia de 1960, editada sob número 3114-A, matriz CBO-2231. O lado carnavalesco de nosso Cauby é mostrado na faixa seguinte, “Mil mulheres”, marchinha da folia de 1955, Assinada por Herivelto Martins, Cyro Monteiro e Salvador Miceli, saiu pela Columbia ainda em dezembro de 54, sob número CB-10109-A, matriz CBO-374. Originalmente gravado em 1938 por Orlando Silva, o fox-canção clássico “Nada além”, de Custódio Mesquita e Evaldo Ruy, é aqui revivido por Cauby em gravação RCA Victor de 22 de agosto de 1956, lançada em novembro seguinte com o número 80-1691-A, matriz BE6VB-1261, aparecendo ainda no LP de dez polegadas “Ouvindo Cauby” e no compacto duplo de 45 rpm n.o 583-0031. “Ser triste sozinho (Learning the blues)”, fox de Dolores Vicki Silvers em versão de Lourival Faissal, saiu originalmente no LP de dez polegadas “Você, a música e Cauby”, em 1956, só chegando ao 78 rpm em julho de 57, sob número CB-10353-B, matriz CO-55562. “Prece de amor”, samba-canção de Renê Bittencourt, foi um dos maiores hits de Cauby, lançado originalmente em fins de 1956 pela Columbia no LP de dez polegadas “O show vai começar” e reeditado depois em 78 rpm com o número CB-10337-A, matriz CBO-772. Ainda teve outra gravação, por Dalva de Oliveira. “Enrolando o rock”, de Heitor Carillo e Betinho, foi lançado por este último em 1957, e Cauby aqui o interpreta em gravação que a Columbia editou por volta de março de 58, sob número CB-11008-B, matriz CBO-1299. A balada “A noiva (La novia)”, de origem chilena, é de autoria de Joaquín Prieto, e foi gravada na Argentina por seu irmão, o ator e cantor Antonio Prieto. Com letra brazuca de Fred Jorge, logo recebeu várias gravações, como esta de Cauby, feita na RCA Victor em 15 de março de 1961 e lançada em abril seguinte com o número 80-2321-B, matriz M2CAB-1242, aparecendo depois no compacto duplo de 45 rpm n.o 583-5068 e no LP “Perdão para dois”. “Muito além” é versão do radialista Júlio Nagib para o fox italiano “Al di la”, de Carlo Donida e Mogol, e é o lado A de “A noiva”, matriz M2CAB-1243, também constando do mesmo compacto duplo dessa faixa. Composto pelo lendário César de Alencar, colega de Cauby na Rádio Nacional, o samba “Se você pensa” foi lançado pela Columbia ainda em dezembro de 54, no lado B de “Mil mulheres”, matriz CBO-375. Enfim, uma homenagem à altura para aquele foi, com justiça, “o professor da MPB”. Aguardem o próximo volume, com mais Cauby pra vocês!

* Texto de Samuel Machado Filho

Demônios Da Garôa – Saudosa Maloca (1957)

Olá, amigos cultos e ocultos! Rapidinho… Hoje eu tenho para vocês os Demônios da Garoa, grupo vocal paulista que, acredito, dispensa maiores apresentações. Temos aqui um lp de 1957. Na verdade o primeiro lp gravado por eles, interpretando, como nenhum outro, a música de Adoniran Barbosa. São oito sambas clássicos e gravações que até já vimos (e ouvimos) por aqui. Mas nada como apresentar o trabalho original, não é mesmo? 😉

saudosa maloca
apaga o fogo mané
iracema
um samba do bixigqa
o samba do arnesto
quem bate sou eu
as mariposas
pogressio (conselho de mulher)
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Chiquinho E Seu Acordeão (1956)

Olá amiguíssimos cultos e o ocultos! Olha só como andam as nossas postagens nesta semana. Ainda vamos de dez polegadas, aproveitando a onda… E nessa levada eu trago agora uma beleza de disquinho, coisa fina e rara. Temos aqui o primeiro lp do gaúcho Romeo Seibel, ou mais conhecido como Chiquinho do Acordeon. Este disco foi lançado nos anos 50 e ao contrário de outros lps de 10 polegadas da época, não se trata de copilação de gravações em 78 rpm. Chiquinho do Acordeon vem acompanhado por um conjunto (regional). Trata-se de um disco de carreira. O que dá ao lp uma maior autenticidade. Curiosamente, não consta em discografias de muitos sites especializados. Daí, vale mesmo a pena ouvir este disco 🙂

sorriso de cristal
estrellita
canção da volta
il torrente
polquinha gaúcha
amargura
valsa de uma cidade
a noite traz você
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Britinho – Convite Ao Samba (1956)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! A partir desta semana eu não mais estarei deixando links, como de costume, nas postagens do blog. Voltamos a velha prática de ir buscar o link no Grupo do Toque Musical, o GTM. Estou fazendo isso para garantir a permanência do Toque Musical, visto que a caça as bruxas foi retomada, em nome dos ‘Spotfy da vida’. Felizmente, eles. por enquanto só estão interessados naquilo que dá dinheiro. Como os discos que posto são obras antigas, sem interesse comercial, eles me deixam sossegados. Mas é sempre bom estar atento.
Seguindo em nossas postagens, temos aqui o maestro João Leal Brito, ou como era mais conhecido, Britinho. que no comando de sua orquestra desfila um pot pourri de sambas, sucessos, hoje clássicos em faixa única de cada lado. Seguindo o esquema do tal disco dançante, sem pausas entre as músicas. Realmente, um disco que merece se ouvido e dançado, por que não? Confiram…

vai haver barulho no chatô
não tenho lágrimas
jura
morena boca de ouro
rio de janeiro
na pavuna
se acaso você chegasse
se você jurar
até amanhã
é bom parar
implorar
leva meu samba
cai… cai…
mundo de zinco
despertar da montanha
nêga
.

Paulo Burgos – Seleções De Portugal (1957)

Olá amigos cultos e ocultos! Dando sequencia a série dos 10 polegadas, eu trago hoje um disco dedicado aqueles que são fãs da música portuguesa. Temos aqui uma seleção com algumas das mais conhecidas música portuguesas interpretadas pelo pianista pernambucano Paulo Burgos em disco lançado pelo selo Mocambo, da fábrica de discos Rozenblit, em 1957. O lp é de faixa contínua, ou seja, não há separação entre as música. Feito assim especialmente para dançar, sem pausa, pelo menos a cada lado. Não vou estender na apresentação, pois o verso da capa já nos traz toda a informação complementar. Confiram já…

ai mouraria
fado do ciúme
madragoa
perseguição
lisboa antiga
coimbra
foi deus
que deus te perdoe
.

Escola De Samba Acadêmicos Do Salgueiro – Samba (1957)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Conforme disse, nesta sequência de postagens estarei trazendo alguns lps de 10 polegadas para alegrar aos frequentadores mais antigos, acostumados aqui com essas raridades.
Hoje temos um lp do selo Todamérica, um disquinho muito interessante que apresenta a Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, na época, era uma das mais novas agremiações do carnaval carioca. Aqui, a Escola desfila oito sambas numa interpretação rítmica e vocal clássica, como deveria ser sempre nos sambas enredos e de escolas. Confiram essa joinha… 😉

brasil fonte das artes
tudo é ilusão
novo dia
exaltação a tijuca
assim não é legal
bahia
momentos
exaltação ao salgueiro
.

Ismael Silva – O Samba Na Voz Do Sambista (1955)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Foi na busca pelo “Blue Gardenia”, do Cauby, que eu acabei encontrando mais alguns saborosos disquinhos de 10 polegadas para postar aqui nesta semana. Discos, na verdade, é o que não falta para postar. Além desses temos ainda um lote ilimitado de coisas das mais diversas para apresentar. Só falta mesmo achar um tempo, um tempinho que seja como esse, suficiente para valer o dia.
E para valer esse nosso sábado, eu hoje trago essa belezinha de 10 polegadas, lançada no ano de 1955, pelo selo Sinter. Estamos falando aqui de Ismael Silva, um dos grandes nomes da música popular brasileira, compositor, patrimônio do samba. Neste pequeno lp vamos encontrar um dos raros momentos gravados do sambista, interpretando algumas de suas mais famosas composições. Um disco clássico e histórico, cujas as músicas já foram apresentadas aqui no Toque Musical através de outros discos e coletâneas, inclusive a exclusiva série, Grand Record Brazil, onde temos boa parte de suas composições. Publicar músicas de um artista como esse é sempre bom, mesmo quando nos repetimos. Ainda mais se for esse um disco original de época. Vale pelas músicas, vale pelos encartes, aqui sempre na integralidade, com direito a capa, contracapa e selos 😉 Confiram já essa belezinha

se você jurar
me diga teu nome
adeus
que será de mim
para me livrar do mal
sofrer é da vida
novo amor
nem é bom falar
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Cauby Peixoto – Blue Gardenia (1955)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Peço a todos que me desculpe a falta de assiduidade, pelas espaçadas postagens que um dia já chegaram a ser diárias. Infelizmente, os tempos são outros, ainda mais curto, mas mesmo assim, procuro manter o carro funcionando, mesmo em marcha lenta 🙂
Há menos de uma semana perdemos um de nossos maiores cantores, o grande Cauby Peixoto. E eu aqui não poderia deixar de prestar uma homenagem a ele e a todos os seus fãs. Como no dia de seu falecimento eu não tive condições de fazer uma postagem, optei por renovar alguns links de outros discos já apresentados aqui, no Toque Musical. Nessa hora, só mesmo quem frequenta o grupo, o GTM, vai saber desses novos links. Por isso é importante está ligado tanto aqui no TM quanto no GTM, ok?  😉
Muito bem, hoje, finalmente, estou conseguindo prestar essa homenagem e apresento a vocês, “Blue Gardenia”, o primeiro lp gravado por Cauby Peixoto, em 1955. Trata-se de um lp de 10 polegadas reunindo oito músicas, incluindo a que dá nome ao disco. São gravações feitas pelo artista na Columbia, em discos de 78 rpm. A propósito disso, hoje ainda estou encaminhando para no nosso amigo Samuel Machado Filho uma farta seleção de músicas gravadas por Cauby em 78 rpm, para compormos mais uma edição da série Grand Record Brazil. Fiquem ligados aqui no Toque Musical. Os próximos dias prometem!

blue gardenia
triste melodia
um sonho e um olhar
daqui para a eternidade
a pérola e o rubi
sem porém nem porque
nossa rua
final de amor
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Sidney – Isto É Dança Vol. II (1962)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos. Hoje eu aproveito para postar aqui um disco há tempos solicitado e agora novamente. Depois de algumas garimpadas, acabei achando este volume dois, completando assim a série lançada pela Columbia no início dos anos 60, do pianista Sidney, com acompanhamento de orquestra e côro, sob a direção do mestre Astor.

nossos momentos
sou eu
tea for two
whispering
murmúrio
o nosso amor
the apartment
romântico (tema da balada n. 1)
oba
eclipse
voltei
ave maria
.

Zimbo Trio – Interpreta Milton Nascimento (1985)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Tenho recebido mensagens de alguns de vocês perguntando sobre a coleção Grand Record Brazil, de resgate dos fonogramas de 78 rpm. Me perguntam se terá continuação. Eu informo que sim, iremos continuar. A pausa longa é devido a minha falta de tempo para selecionar, digitalizar e compor a capinha. Eu diria, mais acertadamente, que meu problema maior, no momento, é reinstalar alguns programas básicos de edição e tratamento de imagens no meu computador. Meu Photoshop e meu Corel estão desatualizados e são versões antigas, free e limitados. Acho que chegaram no limite. Já não consigo trabalhar com esses programas. Daí, todo trabalho de restauro das capas ou de criação ficam comprometidos. Esse é o motivo pelo qual eu não tenho conseguido qualidade na apresentação das capas. Elas estão sendo apresentadas conforme o aspecto real do disco fotografado.
Bom, entrando no que interessa, vamos hoje com mais uma dose do Zimbo Trio, em apresentação e produção da casa de shows e restaurante, Inverno & Verão. Infelizmente esse espaço gourmet musical já não existe mais. Em seu lugar, hoje funciona um supermercado.
Mas voltando ao Zimbo Trio, temos aqui um registro do grupo ao vivo se apresentando na casa em agosto de 1985. O Zimbo Trio apresenta neste show um repertório exclusivo, com a música de Milton Nascimento. Uma releitura instrumental e jazzística de fazer inveja a qualquer músico estrangeiro. A qualidade da gravação é prefeita. O momento é único, por ser uma apresentação ao vivo. Vale muito a pena ouvir esse disco 😉

nada será como antes
teia de renda – coração de estudante
certas canções
menestrel das alagoas
travessia – viola violar – fé cega faca amolada
canção da américa
conversando no bar
outubro
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Sandra Sá – Demônio Colorido (1980)

Bom dia, meus amigos cultos e ocultos! De mais um lote de discos enviado pelo amigo Fares, eu hoje selecionei este disco da cantora e compositora Sandra Sá, hoje em dia , Sandra de Sá. Como até hoje eu nunca postei nada dela, acho bom começar pelo começo, ou seja, pelo seu primeiro disco, “Demônio Colorido”, lançado em 1980, pelo selo RGE. O nome do disco é também o nome da letra de música que ficou entre as finalistas do festival MPB 80. Uma boa estréia da artista que traz, além dessa, uma seleção de outras boas composições, tanto autorais quanto de outros artistas. Confiram

pé de meia
cavalo ferro
na mira dos seus olhos
receio de errar
bandeira
é
vinte e poucos anos
saudade vadia
essa figura
mucama
cantar
demônio colorido
.

Zimbo Trio – Trocando Em Miúdos A Tristeza do Jeca (1984)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Segue hoje, aqui, mais uma produção para o Inverno & Verão, um restaurante e casa de shows que fez história em São Paulo, na década de 80. Por lá passaram grandes nomes da MPB e desses, muitos dos seus shows foram registrado e posteriormente lançados em discos, em produções independentes, limitadas e não comerciais. Eram discos feitos para serem oferecidos como brindes, como é o caso deste do Zimbo Trio, oferecido como cortesia, em comemoração do terceiro aniversário do deste restaurante.
Zimbo Trio dispensa comentários. Aqui o grupo nos apresenta um repertório selecionadíssimo com dez músicas finas. Vale a pena ouvir de cabo a rabo.

lobo
serra da boa esperança
chovendo na roseira
luz
tristeza do jeca
natureza bela
aguas de março
trocando em miúdos
aquele um
atrás da porta
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Grupo Alcano – Paraíso Perdido (1981)

Boa tarde, prezado amigos cultos e ocultos! Acredito que daqui até o fim do ano eu vou ainda estar postando no Toque Musical os discos que me foram doados pelo amigo Fáres. Temos um leque variado de opções com os mais diferentes artistas e gêneros musicais.
Hoje eu trago um disco, o qual eu vivo sempre topando pelos sebos e lojas onde ando. Porém, nunca dei muita bola. Agora, através do Fáres estou tendo a oportunidade de conhecer melhor. E já que eu acabei de digitalizá-lo, que tal postarmos aqui?
Segue assim o Grupo  Alcano, sobre o qual eu ainda não sei muita coisa. Das informações colhidas, sei apenas que se trata de um conjunto nordestino, vindo de Pernambuco, Recife. Eles eram um conjunto de bailes e fizeram muito sucesso no Nordeste e também pelas bandas de cá, em São Paulo. Gravaram além deste, outros discos. Em “Paraíso Perdido” encontraremos um repertório autoral bem trabalhado, com músicas também elaboradas. Os músicos mandam bem e não deixam cair… Vale a pena conhecer

caminhada
soul berg legal
razão
momentos
sem você
mariana
paraíso perdido
vazio
de cara no chão
motivo
realidade incontestavel
sem rumo
.

 

O Trio Elétrico Dodô & Osmar – Pombo Correio (1977)

No embalo, segue aqui para os amigos cultos e ocultos outra joinha que pouco rola por aí. Estou falando do autêntico Trio Elétrico de Dodô & Osmar, em álbum lançado pela Continental em 1977.
Neste lp temos a presença de Moraes Moreira que interpreta algumas de suas composições em parcerias. Inclusive uma das mais famosas, “Pombo Correio”, sucesso inesquecível desde então em muitos carnavais. Taí, um disquinho vibrante que vale esse toque...

diabolô
pombo correio
eleonor rigby
massa da ribeira
fiuíu
segure a onda
zé baiano, o maestro louco
cochabamba
frevo da lira
até a praça da sé
frevo dobrado n. 3
colher de chá
a nova geração do trio
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Jair Rodrigues – Estou Lhe Devendo Um Sorriso (1980)

O Toque Musical tem a grata satisfação de oferecer a seus amigos cultos, ocultos e associados mais um álbum do inesquecível e eterno Jair Rodrigues. Trata-se de “Estou lhe devendo um sorriso”, lançado em 1980 pela Philips/Polygram (hoje Universal Music).  Sob a batuta do sempre eficiente Armando Pittigliani na direção de produção, e com arranjos de Wilson Mauro, Luiz Roberto e Aécio Flávio, este é outro impecável trabalho fonográfico do “cachorrão”, num repertório essencialmente sambístico. A faixa-título e de abertura, de autoria de Serafim Adriano, teve mais tarde regravações por Ney Viana e Elza Soares. Compositores de peso e prestígio assinam as demais faixas do disco: a dupla Evaldo Gouveia-Jair Amorim (“Mestre-sala do amor”),  Noca da Portela (“Mais feliz quem sabe perdoar”, que tem Daniel Santos como parceiro), Wando (“Cantarola”, feita por ele junto com Leônidas Paulo e Nilo Amaro, aquele dos Cantores de Ébano), Ari do Cavaco (“Conversa fora”, parceria com Otacílio, que também assina “Falso baiano”, com Gê Martins), Zuzuca (“Moro no morro”), Talismã (“Madrigais – Meu sexto sentido”, parceria com Raimundo Prates) e a dupla João Nogueira-Edil Pacheco (“Salve a Bahia”). O Chico Xavier que compôs “Lenda do rei dos vaqueiros e do boi mandingueiro”, por certo, não é o líder espírita… Walmir Lima e Jandyr Aragão vêm com “Ponto central”, e, na faixa de encerramento, Jair mostra seu lado romântico ao regravar “Mané Fogueteiro”, samba-canção do grande João de Barro, o Braguinha, antigo sucesso de Augusto Calheiros, ao qual dá excelente interpretação, elogiada até mesmo pelo próprio autor. Enfim, um intérprete versátil, eclético, que tinha como principais características o bom humor e a alegria contagiantes, além de, claro, ser um cantor extraordinário. Para ouvir e lembrar com saudades deste notável  intérprete que foi Jair Rodrigues!

estou lhe devendo um sorriso

conversa fora

cantarola

mestre sala do amor

mais feliz quem sabe perdoar

ponto central

falso baiano

moro no morro

madrigais

salve a bahia

lenda do rei dos vaqueiros e do boi mandingueiro

mané fogueteiro

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* Texto de Samuel Machado Filho

Inverno Verão Apresenta Angela Maria (1985)

Boa noite, amigos cultos e ocutos. Devagar, devagarinho vão saíndo as postagens. Aqui mais um disco dos muitos pacotes enviados pelo amigo Fares. Acho que temos material para abastecer o Toque Musical até o fim do ano, hehehe… Vai depender, é claro, do administrador que anda mais pra lá do que pra cá. Mas no pinga não pinga, sempre que possível teremos um novo toque aqui.
Hoje temos um disco da série “Inverno & Verão”, com a grande Angela Maria. Produção meio que independente, projeto que partiu do empresário Romualdo Zanoni, proprietário do restaurante Inverno & Verão. Na década de 80 o famoso restaurante foi palco e produtor de grandes artistas que por lá passaram e tiveram registradas as suas apresentações. Aqui no Toque Musical temos algumas dessas produções, discos de artistas como Dick Farney, Raul de Souza, Tito Madi e Silvio Caldas, Agora é a vez da Angela Maria. Mas ao contrários de outros discos dessa série, este é um álbum que não foi gravado ao vivo. Conforme nos informa a contracapa, este trabalho comemora os 35 anos de carreira da cantora, isso lá por volta de 1985. Embora seja um momento especial da artista e tenha bons arranjos e regência do maestro Daniel Salinas, o conjunto da obra não convence. Aliás, eu diria, que a Angela Maria teve a infelicidade de ser orientada para um repertório romântico-brega, o que limitou muito todo o seu potencial. Mesmo assim, vale a pena ouvir esta grande cantora brasileira.

velhos tempos
brigas
primavera em lisboa
o bilhete
ora eu, ora você
infinitas estrelas
apesar de não ser
passado e futuro
mais um cabelo branco
pensando em ti
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Mulheres De Areia – Trilha da Novela (1973)

Olá, prezados amigos cultos e ocultos! Em doses prá lá e homeopáticas, aqui vai saindo mais um toque musical, diretamente do prato do meu tocadiscos. Há tempos eu não posto uma trilha. Essa, presente do amigo Fares, veio bem a calhar.
Temos aqui a trilhada novela da Rede Tupi, de 1973, “Mulheres de Areia”, escrita por Ivani Ribeiro, direção de Carlos Zara e tendo como atriz principal, Eva Wilma. As músicas que compõem a trilha são temas nacionais e internacionais, sendo que boa parte dessas são músicas pertencem aos selos Philips e Polydor, cedidas gentilmente para compor o lp. Mas há também as produções da Sinter em parceria com a Tupi. O disco conta com a direção de estúdio de Arnaldo Saccomani que além de produzir alguns artistas e faixas, também compõe. Lp bem interessante e diversificado, como convém a uma coletânea de trilha sonora. Vale a pena ouvir...

first love – phonoband
the night i got out of jail – ten wheel drive
violão vagabundo – baden powell
maldição – maria bethania
geração do amor – phonoband
o navegante – mpb-4
last love – phonoband
beautiful – isley brothers
drops – cynthia
te amo eternamente – celso ricardi
a viola e o cantador – renato teixeira
easy come easy goes – phonoband
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Nara Leão, Paulo Autran, Tereza Rachel e Oduvaldo Vianna Filho – Liberdade, Liberdade (1966)

Olá amigos cultos e ocultos! Não sei se dou bom dia ou meus pêsames. Afinal, a ‘idiotocracia’, tão bem exercida pelo povo brasileiro, ontem nós levou ao golpe e agora é esperar a terra e a cal, pois no fundo do poço nós já estamos. Sinceramente, não vejo luz no fim do túnel, muito pelo contrário. Pressinto que vamos logo entrar num caos, que mais uma vez nos levará a perder nossa liberdade. Diante ao que vem pela frente, achei oportuno repostar este disco, mesmo sabendo que a multidão que nos levou a esse estado não vai ouvir, não sabe do que se trata e nem tem condições para absorver tal interpretação. Mesmo assim, vale trazer a tona, pois muito do que se falava nessa época, cabe direitinho nos dias atuais. Para não perder tempo, replico aqui um texto extraído da internet com algumas outras informações que complementam o texto da contracapa:
No ano seguinte ao golpe militar, o Grupo Opinião estréia uma das obras pioneiras do teatro de resistência. A peça Liberdade, Liberdade, escrita por Millôr Fernandes e Flávio Rangel, reúne textos de diferentes épocas e estilos para falar de um direito que está prestes a ser seqüestrado.
Como lembra, na época, o crítico Décio de Almeida Prado, ninguém clama por liberdade se não se sente ameaçado de perdê-la. Esta premissa é a idéia que permanece nas entrelinhas do espetáculo e que dá sentido e contundência a cada palavra proferida em cena. O texto que Millôr Fernandes escreve no programa do espetáculo aborda com bom humor a dificuldade de falar de uma coisa que falta e que não se pode reivindicar:
“Uma pitadinha de liberdade aqui, uma lasquinha de liberdade ali (…) e a turma vai vivendo que afinal também o pessoal não é tão voraz assim. Já está mais ou menos acostumado. Por isso o texto que escrevemos e selecionamos para Liberdade, Liberdade é bem ameno. Lírico, pungente, uma gracinha leve, uma coisinha, assim, delicadinha. Não é por nada não – só medo. (…) Porque, senão, vão dizer por aí, mais uma vez, que eu sou um cara perigoso. E eu tenho que responder mais um vez, com lágrimas nos olhos: Triste país em que um cara como eu é perigoso. (…)” 1
Em outro texto, o Grupo Opinião assina coletivamente um quase manifesto em que diz:
“Muitos acharão que Liberdade, Liberdade é excessivamente circunstancial. O ato cultural muito submetido ao ato político. Para nós, essa é a sua principal qualidade. (…) Consciente de si, do seu mundo, [o artista brasileiro] marca a sua liberdade, inclusive, realizando obras que são necessárias só por um instante. E que, para serem boas, necessariamente terão que ser feitas para desaparecer; deixando na história não a obra, mas, a posição. (…) muitas vezes a circunstância é tão clara, tão imperiosa, que sobe à realidade (…). Afirmamos que nesse instante a realidade mais profunda é a própria circunstância – e nesse momento não ser circunstancial é não ser real”.2
Os princípios do teatro de resistência encontram no espetáculo do Grupo Opinião talvez a primeira das inúmeras formas que assumirá durante os anos de silêncio para denunciar o esquema opressor que domina o país. Os autores constroem o texto por meio de pesquisa, tradução e síntese de textos de outros autores. Conseguem obter uma coerente e sagaz estrutura dramatúrgica com fragmentos da literatura universal dedicados ao tema da liberdade, costurados com canções sobre o mesmo assunto e com corrosivas piadas. Criam assim uma aproximação entre as tomadas de posição de autores de outros tempos e outros países e a situação brasileira de 1965. Paulo Autran é o ator a quem cabe a condução do espetáculo e os melhores papéis. O crítico Yan Michalski, que dedica quase metade de sua coluna à apreciação do ator, afirma que “a versatilidade demonstrada por Paulo Autran é impressionante: em duas horas de espetáculo ele esboça umas dez ou quinze composições diferentes, sempre adequadas e inteligentes, sempre livres de quaisquer recursos de gosto fácil” – e considera que este virtuosismo é resultado do “domínio dos problemas técnicos” e “de todos os meios de expressão do ofício de ator”. 3 A crítica de um modo geral ressalta também o desempenho de Tereza Raquel e faz algumas observações negativas em relação ao trabalho de Oduvaldo Vianna Filho e à direção do espetáculo.

Embora bastante questionado na época, por ser mais um show do que propriamente uma peça de teatro, Liberdade, Liberdade revela-se uma iniciativa seminal, que influencia fortemente a dramaturgia da década. O espetáculo faz enorme sucesso no Rio de Janeiro e em longa turnê pelo país, tendo tido desde então muitas novas montagens no Brasil e no exterior.

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William Senna – Canto Do Tempo (1978)

Olá amigos cultos e ocultos! Seguimos aqui, aos trancos e barrancos, mas sem deixar a peteca cair. Na oportunidade (já tô falando assim), trago para vocês, William Senna, músico mineiro da cidade de Rio Casca. Violonista e compositor que mereceu a atenção de Egberto Gismonti. Gravou em 1985 o lp ‘Homem do Madeiro’, disco que contou com a participação da cantora Dulce Bressane e do próprio Egberto Gismonti. Mas antes desse, William Senna já havia gravado ‘Canto do Tempo’, seu primeiro lp, lançado em 1978, de forma independente. Não muito diferente de ‘Homem do Madeiro’, ”Canto do Tempo’ também é um trabalho que chama atenção pela qualidade de suas músicas. São 17 faixas, todas autorais em parceiras diversas, entre essas com Thelma Guedes (hoje autora de novelas e roteirista da TV Globo), que também participa dos vocais e na percussão. Acredito que William Senna tenha gravado mais discos. Infelizmente, não consegui encontrar na rede essas informações. Mas fica aqui o toque inicial. Quem quiser complementar as informações, tem aí área de comentários. fiquem a vontade 🙂

canto do tempo
cotidiano n.3
é assim que está certo
canção para o silêncio
oferenda
desanoitece isabela
aboio
imagem
permissão pra cantar
silêncio
eternidade
descompasso
amiga
crista do boqueirão
rasuras
juca de maria
viola-ação-viola
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Tukley (1980)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Tenho recebido vários e-mails e mensagens com solicitações de reposição de links, e para esses, a senha para descompactar o arquivo. Vou responder apenas mais uma vez e por aqui, neste post, entendendo que os amigos estejam acompanhando as postagens. Como já disse, os links são postados no grupo GTM (Grupo do Toque Musical), que é como um grupo de discussão, mas funciona de forma passiva, ou seja, o associado tem somente acesso aos links. Não há no grupo outro tipo de interação. O associado não posta nada, apenas colhe links. Esses links, por sua vez tem um prazo de vida, geralmente uns seis meses. Depois que venceu, não há uma reposição imediata. Aqueles que me pedem a senha para descompactar o arquivo, certamente são pessoas que não estão associadas ao grupo, ou são muito desatentas, pois a senha vai sempre acompanhada ao link no grupo. E quem é associado ao grupo já sabe a senha, pois ela não muda. Eventualmente eu coloco um link discreto na última letra do texto da postagem, mas o certo mesmo é irem buscar o link no GTM. Eu sinto muito por aqueles que ainda não entenderam ‘a parada’. Mas quem não lê, não procurar se informar nos textos do próprio Toque Musical, vai continuar voando,..
Segue para hoje este disco, mais uma doação do amigo Fáres, Um artista que eu nem me lembrava.  Aliás, só conhecia pela capa, Tukley. A capa, por sinal, tem um quê de anos 70, lembra bem o estilo pela fotografia e nosso artista representando um mochileiro, coisas da época… Mas o que chama mesmo a atenção é a música de Tukley. Quem escuta o disco pela primeira vez há de pensar que se trata do Raul Seixas. As músicas e o estilo de cantar é todo inspirado no ‘maluco beleza’. Se por um lado essa semelhança é simpática, por outro ela compara e nesse sentido o trabalho de Tukley perde a graça, pois ele acaba se tornando mais que influência. E isso se percebe ao longo da carreira do artista, que em outros discos viria a absorver completamente a personalidade musical de Raul Seixas, se tornando um de seus melhores ‘covers’. Neste álbum de estréia, Tukley segue inspirado dentro da semelhança, mas ainda assim com certa originalidade. O trabalho é bem produzido e os arranjos (não é por acaso) são do maestro Eduardo Souto Neto, um mestre em música incidental no Brasil. Confiram aí essa curiosidade

confusão total
3×4 de um homem
eu nào me importo
anjo dourado
contraste
mãiê
a felicidade espera por você
machucado
depois dos beatles
instantes de prazer
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Jair Rodrigues – Com A Corda Toda (1972)

O Toque Musical tem a grata satisfação de oferecer a seus amigos cultos, ocultos e associados  o décimo-primeiro álbum-solo do inesquecível Jair Rodrigues (Igarapava, SP, 6/2/1939-Cotia, SP, 8/5/2014). O eterno “cachorrão” dispensa quaisquer apresentações. É impossível esquecer sua grande energia, sua alegria contagiante, sucessos como “Deixa isso pra lá”, “Disparada”, “Vou de samba com você”, “Majestade o sabiá”, “Festa para um rei negro”, “Na beira do Mangue”, “O importante é ser fevereiro”, “Orgulho de um sambista, “O conde”, “Bloco da solidão”, “Louvação” (em dueto com a não menos inesquecível Elis Regina,  sua companheira no “Fino da bossa”, da antiga TV Record) e tantos mais. Seu extenso currículo inclui turnês vitoriosas pelos EUA, Europa e Japão. E, quando de sua morte repentina e inesperada, aos 75 anos, ainda estava com a agenda de shows lotada! Pois este álbum faz jus a seu título: quando foi lançado, em 1972, o grande Jair estava de fato com a corda toda. Além de possuir o padrão técnico apuradíssimo que então caracterizava as produções da gravadora Philips/Phonogram, hoje Universal Music, o disco tem um repertório excelente, essencialmente sambístico, a começar pela faixa-título, de autoria da dupla Beto Scala-São Beto. O álbum já começa com um sucesso inesquecível, “Se Deus quiser”, do próprio Jair em parceria com o não menos saudoso Wando, de quem o “cachorrão” já havia registrado, um ano antes, outro hit, “O importante é ser fevereiro” (parceria com Nilo Amaro), que projetou nacionalmente o compositor-cantor mineiro. Com “Se Deus quiser”, ele e Jair repetiram a dose… Outro sucesso de Jair neste disco é o samba “A dança do cafuné”, de autoria de Zuzuca (Adil de Paula), de nítida inspiração africana, e que também seria destaque no carnaval de 1973. Bidi, que então atuava no grupo Originais do Samba, demonstrando espantosa habilidade na cuíca, assina “Tenderepá”. A dupla Evaldo Gouveia-Jair Amorim, autênticos “hitmakers” dos anos 1960/70, aqui comparece com “O amor e a rosa”. O baiano (de Maragogipe) Edil Pacheco assina “Me achei de novo”. O belenense-paraense Gildo Moreno bate ponto neste álbum do grande Jair com “Eu também vou”. Outro hit desse disco é “Baby, sou brasileiro”, de autoria de Sinhozinho (Eliodório Pereira Oliveira, Barreiras, BA, 23/4/1932-Anápolis, GO, 6/3/1979), que por sinal era muito amigo de Jair, em parceria com  Reginaldo Santos. Trabalhos das duplas Bedéo-Neno (“Toca direito, Olegário”), Luiz Carlos-Lelé (“Aniversário”), Marco César-Nílton Moreira (“Sapateia”) e Ozir Pimenta-Antônio Valentim (“Sete de setembro”) completam este primoroso trabalho discográfico que o TM oferece hoje a vocês. Ouçam e constatem: o grande Jair Rodrigues estava, de fato, “Com a corda toda”!

se deus quiser

me achei de novo

com a corda toda

eu também vou

sapateia

dança do cafuné

baby sou brasileiro

o amor e a rosa

toca direito olegário

aniversário

tenderepá

sete de setembro

* Texto de Samuel Machado Filho 

Carlão – Liberdade Vadia (1981)

Olá amigos cultos e ocultos, bom dia! Trago hoje para vocês mais um lp da linha ‘nunca ouvi falar, ma que vale a pena ouvir’. Um disco independente e por consequência, um trabalho obscuro dentro do universo fonográfico comercial. Carlão é o nome do artista. algo despretensioso para quem faz uma música de qualidade. Passa-nos a impressão de que foi este seu único disco. “Liberdade Vadia” é um disco autoral dos mais agradáveis, música boa e letras também. Dizem que Carlão foi produtor em discos de Almir Sater e também músico de apoio de Renato Teixeira. Sem dúvida, a música deste compositor tem a mesma atmosfera. Na contracapa podemos ver nomes bem conhecidos, em especial os do pianista Cido Bianchi e do violonista Natan Marques. Por aí já dá para se ter uma ideia do que iremos encontrar pela frente. Não deixem de conferir… Disco muito bom 😉

caminhos
embrião
distância
novo amanhecer
doce delírio
liberdade vadia
lembrança
inconsciente
fazendo as contas
navegar
liberdade vadia / mensagem
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Cacho Valdez – Alma (1977)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos. Aproveitando a brecha matinal, vou logo aqui postando mais um disco para já ganhar o dia. Hoje eu trago um lp o qual não tem saído do meu toca discos. Aliás, já tomou conta de todos os dispositivos de som que eu uso. Um álbum de 1977 e que curiosamente eu nunca, nem sequer, ouvi falar. Fiquei de cara ao ouvi-lo. Uma grata surpresa entre tantos discos que o amigo Fáres me enviou. E não foi atoa que ele me pediu, entre os tantos que enviou, para que esse eu o devolvesse de pois de digitalizar. Caramba, que disco bom! Sabendo que este eu teria que devolver, tratei de providenciar um para mim. Corri ao Mercado Livre e acabei comprando dois, Eu, geralmente quando gosto muito de um disco, compro logo dois, por garantia, E foi o que fiz, até porque na primeira compra, o disco veio com a capa rasgada, daí comprei outro mais novo. É realmente estranho como este álbum passou batido por mim e certamente passou batido por quase todo mundo. Nunca tinha visto, nem mencionado pela internet. Mas também, não é para menos. O disco saiu pelo selo Underground, que era uma espécie de ‘laboratório de testes’ da gravadora Copacabana para alguns de seus artistas que corriam pela marginal e tinha uma tiragem limitada, o que diminuía potencialmente a divulgação do trabalho. Para complicar ainda mais a coisa, o lp traz uma capa duvidosa. Certamente, na época de seu lançamento, quem passou os olhos neste lp em alguma loja deve ter pensado que se tratava de algum artista romântico, alguma coisa assim meio ‘mela-cueca’, ao estilo Roberto Carlos, ou mais ainda, Julio Eglesias, principalmente por esse nome pomposo, Cacho Valdez. Mas afinal, quem é Cacho Valdez? Voltando um pouco no tempo, nos anos 60, vamos descobrir que Cacho Valdez era o guitarrista do grupo Beat Boys, aquela banda meio argentina, meio brasileira, que acompanhou Caetano Veloso, em 1967, no III Festival de Música Popular Brasileira, defendendo a canção “Alegria, alegria”. Curiosamente o nome de Cacho Valdez só aparece como referência numa pesquisa rápida no Google. Mas, num mergulho mais profundo, consegui encontrar numa nota de jornal/revista sobre o lançamento deste disco. Daí a coisa ficou um pouco mais clara. Este foi o primeiro lp do artista que é argentino. O disco foi produzido e gravado em São Paulo, contando com outros músicos e técnicos brasileiros e também argentino. Entre os músicos brasileiros, destacamos o Lincoln Olivetti, Bolão e Amilson Godoy. Ao virar a capa, a contracapa começamos a entender o que temos nas mãos. Basta ler a ficha técnica e reparar na lista das músicas e agora nosso artista na foto com uma postura mais rock’n’roll. Um cara observador como eu, de imediato puxaria o disco da capa e o poria para tocar. Só assim para descobrir ou constatar que estamos diante de um ‘puta disco’. Um trabalho o qual eu nem saberia classificar, mas que o coloco como uma espécie de rock progressivo. Foge do  esquema tradicional de lp com 12 faixas. Aqui não, são quatro músicas de um lado e duas do outro. Um trabalho onde o artista mistura diferentes e diversas influências da música latino americana gerando uma obra singular, que foge ao comum. Todas as músicas, orquestração, regência e arranjos são do próprio Cacho Valdez, Taí um disco que eu tenho certeza, muita gente vai gostar e logo vai estar por aí bombando como mais uma joia resgatada da fonografia brasileira. Não deixem de conferir...

el sudamericano
la doma
miedo de lo desconocido
te quiero
alma
tu debes
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Norte Forte (1977)

Boa noite a todos os amigos cultos e ocultos! Espero que todos tenha tido uma boa páscoa. Eu, de uns tempos para cá não tendo vontade de comemorar nada. Mas, enfim, vamos seguindo, uns dias chove, noutro dia bate sol. O que não pode faltar é a música, os discos e esse toque musical, que mesmo espaçado, continua firme em seus quase 9 anos de persistência.
Bom, mas voltando às coletâneas, aqui vai mais uma super bacana. Lp montado pela Continental, com seleção musical de Cesare Benvenuti, um lendário produtor, responsável por aquela onda de bandas e artistas que cantavam em inglês, no início dos anos 70. Aqui neste disco temos doze faixas e doze diferentes artistas, que como o próprio título sugere, são vindos no norte, mais exatamente relacionados a música nordestina. Acho que nem preciso repetir quem são os artistas dessa coletânea, está na capa, né? E o repertório também, escolhido a dedo. Confiram esta seleção, vale a pena...

a palo seco – belchior
beira mar – ednardo
sem nome – hareton salvanini
são saruê – marcus vinicius
o astro vagabundo – fagner
levanta poeira – banda de pífanos de caruarú
se o caso é chorar – tom zé
meu barco é você – joão só
meia vida – edson e aloisio
dono dos teus olhos – tetty
cantiga – orquestra armorial
você e tu – bendegó
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Momento Universitário II (1979)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Conforme informado e prometido, segue aqui a coletânea EMI – Odeon Momento Universitário. Este segundo disco acompanha a mesma linha, inclusive com alguns mesmos artistas. O volume dois saiu  em 1979 e da mesma forma deu ‘ibope’. Uma seleção também impecável e para uma coletânea, vendeu muito. Confiram mais esse toque…

resíduo – paulo cesar pinheiro
começar de novo – ivan lins
recado – luiz gonzaga jr
companheira – geraldo vandré
onze fitas – fátima guedes
palavras – nana caymmi
hino / mordaça – paulo cesar pinheiro, marcia e eduardo gudin
cordilheira – simone
vai meu povo luiz gonzaga jr
aos nossos filhos – ivan lins
terra plana – geraldo vandré
esse sol – fátima guedes
resíduo – paulo cesar pinheiro
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Momento Universitário (1977)

Olá amigos cultos e ocultos! Em tempos de incertezas políticas é sempre bom a gente lembrar fatos que muito se assemelham aos atuais. Também, relembrando o que era um momento universitário, quanto essa turma era mais engajada. Se fossem fazer hoje um disco do momento universitário, com certeza, seria um desastre musical, cheio de funk, rap e sertanejo, claro.
Nesta coletânea que eu agora trago, temos um repertório impecável, com músicas e artistas de primeiríssima linha. Sucessos consagrados pelo público e pela crítica. Esta coletânea foi produzida pela EMI Odeon em 1977, reunindo alguns de seus mais representativos artistas. O disco fez tanto sucesso que no ano seguinte ele lançaram um segundo volume. Esse, eu trago no próximo post para não ficarmos incompletos, ok? Divirtam-se

canto brasileiro – paulo cesar pinheiro
pesadelo – paulo cesar pinheiro
arueira – geraldo vandré
viola enluarada – marcos valle e milton nascimento
cabra seca – marlene
galope – luiz gonzaga jr
o que será – simone
cartomante – ivan lins
noção da batalha – carlinhos vergueiro
o trem tá feio – simone
catecismo – paulo cesar pinheiro
quadras de roda – ivan lins
começaria tudo outra vez – luiz gonzaga jr
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Classe A – RCA Victor Coletânea (1975)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Se tem uma coisa que eu sempre gostei foi de coletâneas. Eram através delas que a gente  podia degustar diversos artistas de uma determinada gravadora. Uma forma de levar ao público os diferentes artistas, misturando os ‘medalhões’ com aqueles ainda pouco conhecidos. O difícil era achar uma coletânea realmente fina, com artistas e repertório de qualidade. Nesse sentido, a RCA sempre brilhou. Acho que talvez até pela qualidade de seu ‘cast’. Em 1975 a gravadora lançou esta coletânea com alguns de seus mais destacados artistas. Acho que nem preciso falar muito, só pela capa se pode ver que o grupo é seleto, só música bacana, sucessos de uma época onde ainda se fazia boa música. Este é mais dos muitos bons presentes oferecidos pelo amigo Fáres, a quem mais uma vez eu agradeço. E vamos nessa que a coisa é boa. Aguardo vocês no GTM 😉

bodas de prata – joão bosco
diacho de dor – maria creuza e antonio carlos & jocafi
pote de mel – carlos walker
jogo da vida – tamba trio
ligia – lucio alves
chega – ivan lins
disritimia – martinho da vila
meia noite – antonio carlos & jocafi
tristeza chama tristeza – eliana pittman
se alguém telefonar – milton carlos
massa falida – cesar costa filho
flicts – sergio ricardo
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