As Melhores Mulheres – Cantadas Por Um Homem Qualquer Ou Qualquer Homem (1957)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Neste domingo é vou me dedicar às solicitações e reposição de alguns ‘toques’ que a turma, há tempos vem esperando por aqui. Infelizmente este é um trabalho solitário e amador, o que pede aos que o seguem uma certa paciência. Posso demorar a atender um pedido, mas se estiver ao meu alcance, tá na mão 🙂
Estou trazendo aqui um disco que vale por dois, ou, um disco que teve dois momentos na indústria fonográfica. Lançado inicialmente em 1957, este interessantíssimo lp, cujo o título e subtítulo já dizem tudo, “As melhores mulheres – cantadas por um homem qualquer ou por qualquer homem”. Sim, uma seleção de canções clássicas do nosso repertório popular, com nomes de mulheres. Algo bem parecido com outros discos que eu já postei aqui, como o especial “Há sempre um nome de mulher” e o Lúcio Alves no lp com arranjos de Chico Moraes. Este último foi uma produção do Aloysio de Oliveira, o qual, eu suspeito é também o produtor deste álbum de 57. Aliás, não só o produtor, ele também participa do côro masculino, embora não conste em nenhum momento o seu nome no disco. Este belíssimo lp nos traz apenas as informações de que foram Antonio Carlos Jobim e Orlando Silveira os responsáveis pelos arranjos, músicos e intérpretes não são citados. Curiosamente, já na década de 60, possivelmente entre 62 ou 63, essas mesmas gravações foram relançadas, através do selo Imperial, da Odeon, como o nome de “Dançando com as garotas”. Já neste relançamento, com uma capa de César Vilela, o disco assume uma outra identidade e passa a ser “Os Guanabara Boys”. Eis aí uma prática comum na Odeon daqueles tempos, que relançava seus velhos álbuns com nova roupagem através do estilismo da Imperial.
Bom, mas seja como for, este trabalho, com nome, sobrenome e apelido é acima de tudo um disco imperdível. Quem ainda não o ouviu, faça-me o favor…
II Festival De Música Das Rádios MEC E Nacional (2010)
Mais uma vez estou eu aqui de volta neste sábado, tentando preenchê-lo com outra postagem. Afinal, a Nara Rara é boa, mas já estava meio batida, sei lá… Fiquei pensando que ainda caberia mais uma postagem de bônus. Daí me lembrei desta coletânea, reunindo as músicas classificadas no II Festival de Música das Rádios MEC e Nacional. Temos aqui 21 músicas, todas muito boas, que mereceram a classificação. Não sei se neste Festival houve vencedores (primeiro, segundo e terceiros lugares). Não encontrei na rede nenhuma informação a este respeito. Estranho… O fato é que temos aqui músicas de qualidade, interpretadas também por gente de gabarito, compositores e intérpretes.
“O Festival visa revelar e divvulgar gravações de obras musicais inéditas, abrindo espaço na programação das Rádios MEC e Nacional par cantores, compositores, instrumentistas e arranjadores, valorizandoa produção dos artistas do Rio de Janeiro.”
Agora em 2011 teremos a terceira versão do Festival, novas músicas, novos compositores e interpretes. Entre no site para saber mais sobre esse Festival e também para votar, escolhendo a música que mais agrada.
Nara Leão – Nara Rara – Coletânea Toque Musical (2011)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje, sábado, dia de coletânea, estou trazendo de volta esta coletânea da Nara Leão que eu havia feito e postado há pouco mais de um mês e que misteriosamente foi (totalmente) removida do blog. Essa eu não consegui resgatar nem no rascunho. Pelo jeito que as coisas vão, pelas nuvens cinzas que pairam no nosso céu musical, não demora muito as ‘eminências pardas’ bloquearem o nosso Toque Musical de vez. Felizmente eu já fiz uns três clones dele, prontos para entrar no ar assim que o bicho começar a pegar por aqui.
Estou postando novamente essa minha coletânea, que com certeza corre o risco de ser novamente deletada. Mas desta vez o papo aqui continua no Grupo do Toque Musical. Quem quiser baixar e ouvir essa coletânea, vai ter ser através desse novo canal de comunicação. Quem ainda não se inscreveu, basta fazê-lo usando a caixa do Grupos Google que se encontra na barra lateral do blog.
Segue então a Nara Leão com uma seleção de 26 momentos raros. Músicas e gravações que não se encontram juntas facilmente. Um tipo de compilação musical que teria sido um ótimo projeto fonográfico para se lançar por aí. Talvez, por isso mesmo, é que ‘eles’ o retiraram do mapa. Modéstia a parte, ficou mesmo muito boa. Quem quiser conferir, já sabe… só lá no GTM (Grupo Toque Musical).
Jean Claude Moulin – Tête Au Brésil – A Procura (1997)
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Batendo na mesma tecla mais uma vez, informo aos que ainda não se tocaram que eu criei uma outra alternativa para aquelas postagens que haviam sido retiradas para o rascunho e depois voltaram como REPOST. Eu, anteriormente, havia informado que os interessados nessas postagens deveriam entrar em contato comigo por e-mail. Mas percebi que dessa forma eu teria muito trabalho, tendo que dar atenção individual a cada um dos solicitantes. Para facilitar a minha vida e a de vocês também, eu criei um grupo de discussão, um espaço onde todos podem participar e de maneira mais ativa. Por lá eu colocarei ‘os toques’ dos REPOSTs, sem preocupações ou neuras. Para participar do grupo, basta se inscrever no quadrinho lateral aqui do blog. A partir de inscritos vocês receberão por e-mail todas as nossas atualizações das postagens no grupo. Neste espaço todos podem participar, compartilhando comentários, músicas e tudo aquilo que se fizer pertinente ao nosso assunto fonomusical. Neste final de semana procurarei atualizar algumas postagens, atendendo às solicitações pendentes, que infelizmente eu ainda não tive como corrigir. Paciência…
E por falar em procura, aqui está uma que encontraram e enviaram para mim 🙂 Me refiro a este disco, uma produção independente, lançada na França em 1997. O que temos aqui é um cd, enviado por um amigo culto (que insistiu em aparecer como oculto). As informações que tenho sobre o disco e seus artistas são poucas. Limitam-se ao que me foi passado pelo meu amigo e pela ficha técnica do disco. Quem encabeça o trabalho é o músico e professor de violão, Jean Claude Moulin. As músicas são todas de sua autoria ou parceria. Todas tem um ar de brasilidade, músicas certamente inspiradas no cenário tropical e no ritmo, entre outras bossas… Pessoalmente, achei as músicas muito boas e bem arranjadas. Jean Claude vem acompanhado por bons músicos que conferem ao álbum ainda mais qualidade. Acredito que os amigos, ao ouvir, também irão gostar. Segundo o meu informante, as músicas de Moulin cantadas em português pela cantora francesa Anne-Marie Truffier, são versões feitas por uma brasileira, Joanas Esteves. Jean Claude tem uma página no MySpace, onde os interessados poderão fazer contato com ele e ouvir outras de suas músicas. Confiram aí este independente e internacional artista com seu tempero brasileiro 😉
Betinho E Seu Conjunto – O Rei Da Noite (1962)
Olá, amigos cultos e ocultos! Há pouco mais de um mês temos enfrentado aqui alguns problemas quanto às nossas postagens. Só agora em setembro foram retirados quase cem postagens, removidas para o rascunho, pela ‘equipe do Blogger’. Eles são pressionados por entidades internacionais que se dizem de proteção aos ‘direitos autorais’. O que me deixa intrigado é o fato de que esta ação de retalhamento parte de grupos e interesses estrangeiros. Balela dizerem que estão defendendo o direito dos artistas nacionais. Por certo nossos artistas estão tendo mais destaque e respeito nas divulgações pelos blogs do que pelas gravadoras e jabás pagos por fora. O que acontece é aquela coisa, semelhante a uma criança cheia de brinquedos, que só dá atenção para aqueles que acaba de ganhar, mas se alguém põe a mão naquele antigo, que nem se ligava mais, ela corre e toma de volta. Os discos postados aqui são antigos, raros e, sem dúvida, muito importantes para a história da música popular brasileira e também, é bom lembrar, para a história da indústria fonográfica no Brasil. Todavia, são obras que já não impulsionam um investimento de produção comercial, ou seja, não compensam serem relançadas. Por outro lado, ninguém mais está interessado em comprar cds e muito menos pagar por arquivos digitais. Há tempos eu venho repetindo, disco, no mundo de hoje é apenas um portifólio, um cartão de visitas. O fetiche, que era o maior valor agregado a um disco (me refiro ao lp), a (in)sensibilidade empresarial e de negócios das gravadoras fez o favor de destruir. Deram um tiro no próprio pé. Ao invés da indústria fonográfica investir em empresários e funcionários que gostam e entendem de música, preferiram recrutar economistas que gostam de dinheiro e seus funcionários que juram que foi Roberto Carlos o criador da Bossa Nova. Repito, nossa arte musical foi sucateada, levaram tudo de bom e agora querem também apagar nossa memória. Sinceramente, o que seria da nossa produção fonográfica de valor, não fossem aqueles milhares de consumidores, colecionadores, amantes do disco, que mantiveram ao longo de anos, guardados em suas estantes, essas ‘relíquias sonoras’? Podem acreditar, nenhuma gravadora, editora ou coisa parecida fez questão de guardar fita master ou exemplares extras de suas produções. Quando vemos aí algum relançamento, principalmente produções dos anos 60, em geral, foram prensados fora do Brasil e o áudio extraído de um vinil da época. Os discos saem lá fora com toda a pompa e bem valorizados, edição pequena, mas o suficiente para atender a um tipo de público que aqui no Brasil foi deixando de existir, na medida em que a música passou a ser tratada apenas como um mero produto de consumo. Acho que o que leva uma DMCA da vida a patrulhar e pedir o bloqueio de postagens, como as do Toque Musical, é simplesmente pelo receio de que os mp3 compartilhado venham a ofuscar o ‘negócinho’ deles lá fora. Gente burra e sem visão. Para acabar com o compartilhamento (seja lá do que for) só mesmo pisando fundo no freio da Revolução Digital. Vai ser difícil parar…
Por conta de toda essa situação de cortes e remoção de postagens (além dos sacanas de plantão), foi que eu resolvi criar um outro espaço, onde os ‘toques’ antes bloqueados poderão agora ser acessados livremente por todos. Através do Google Grupos, temos agora um fórum de debates, trocas de informações, ideias e muita música. Já comecei a enviar os convites para vocês, os amigos cultos. Os ocultos também participam, mas só que nessa modalidade terão que assumir uma identidade. Espero que até o final da semana todos vocês já tenham sido convidados. Aqueles que por desventura não receberem convites, poderão por iniciativa própria se inscreverem na caixinha lateral do Googles Grupo, aqui no TM. Vamos ver se essa alternativa vai vingar. Seja todos bem vindos!
Putz! Eu já ia me esquecendo do disco do dia. Olha aí… Hoje temos outra raridade que certamente ir chamar a atenção de vocês. Tenho aqui este álbum do Betinho, o Rei da Noite. Figura muito popular da noite paulista na década de 50. Iniciou sua carreira tocando com o pai, Josué de Barros, ao lado da cantora Carmem Miranda. Tocou na orquestra de Carlos Machado na década de 40. Com seu conjunto se apresentava na Rádio Nacional paulista e em boates da capital. Flertou com o rock, sendo considerado um dos pioneiros do gênero no Brasil. Foi também um dos primeiros guitarristas brasileiros a empunhar uma Fender. Acho que o seu maior sucesso foi a música “Neurastênico”, que até hoje, ainda, as vezes escuto algum maluco cantar. Betinho chegou a gravar vários discos, mas a partir dos anos 60 ele se converteu em um músico religioso. Nos anos 70 se tornaria um missionário e pastor protestante.
Neste lp encontramos um repertório basicamente instrumental, trazendo composições próprias, do seu pai, de Noel Rosa, Maysa, Humberto Teixeira e também sucessos internacionais. Bem divertido…
Wilson Simonal – Se Dependesse De Mim (1972) REPOST
Chocolate Da Bahia – Barraca Do Chocolate (1977) REPOST
Paulinho Da Viola – A Dança Da Solidão (1972) REPOST
Jorge Mautner – Bomba De Estrelas (1981) REPOST
The Rebels – Rua Augusta Zero Hora (1963)
Bom tarde, amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou trazendo aqui um disquinho que já vale pela capa. Vejam vocês que maravilha, uma típica ‘festa para brotos’. Acredito, com certeza, que esta capa conquistou muitos jovens daquele início dos anos 60. Geralmente discos dessa época, voltados ao público infantil e juvenil, quando a gente os encontra, estão sempre muito surrados. Eu penso também que isso, em parte, acontece devido aos (des)cuidados no manuseio e condições em que eram utilizados. As crianças, por exemplo, com seus discos coloridos de estórinhas, quando pouco, desenhavam com lápis de cêra na capa e superfície do vinil (eu mesmo já fiz muito). Os adolescentes com suas festas, ‘hora dançante’, no troca-troca alucinado de discos, regados a muita ‘cuba libre’ e ‘fogo paulista’, lá pelas tantas deixavam os discos soltos no chão, atrás do sofá e até servindo de bandeja (meus primos mais velhos faziam muito). Não tinha disco que durasse muito a tal provação. O certo é que raramente temos o prazer de encontrar esses discos em bom estado e quando o encontramos, podem ter certeza, valem uma boa nota na mão de colecionadores.
Eis que agora cai na minha mão, mais precisamente no meu tocadiscos, este raro ‘long play’ do The Rebels. Não se trata, naturalmente, de uma raridade no mundo virtual da blogosfera. Pelo menos uns dois blogs, em outros momentos, já o divulgaram em suas postagens. Mesmo assim não custa nada dar o meu ‘toque musical’, afinal, “Rua Augusta, Zero Hora” é bem a cara desse nosso espaço.
Para aqueles que não conhecem, The Rebels foi um grupo de rock/twist, formado no final dos anos 50. Em alguns sites informam que eles surgiram no Rio de Janeiro e depois mudaram-se para São Paulo. Eu, porém, me apoio em outras fontes* que dizem que o grupo é mesmo paulista. Formado inicialmente por José Gagilardi Jr (guitarra base e vocal); Romeu Benvenutti (guitarra solo); Lídio Benvenutti, o Nene (bateria); José Carlos Camargo (baixo) e Gaspar (piano). Em 1960 José Gagilardi Jr sai do conjunto para se tornar o Prini Lorez, lembram dele? Os rebeldes dão uma pausa, mas retornam em 62 com uma formação diferente. No lugar de Gagilardi entra Constantino, Nene se transfere para o baixo, entra Nino na bateria e José Carlos Camargo assume a guitarra solo, além de se tornar o principal compositor. Sim, além dos ‘covers’ eles também compunham (pelo menos neste disco). Com esta formação eles gravaram ainda mais dois discos, cada um em gravadoras diferentes. Gravaram também um disco com um cantor americano chamado Dave Gordon (King Dave And The Rebels), mas este, acho, já com outra formação. Antes de “Rua Augusta…” eles também já haviam gravado compacto e 78 rpm.
“Rua Augusta, Zero Hora” é um álbum de rock-twist que também pode ser entendido como um velho álbum de ‘surf music’ instrumental. Nele iremos encontrar temas bem badalados desta música americana (ou com o seu tempero) e outras com o toque criativo do guitarrista solo, JC Camargos.
Quem ainda não saboreou a bolacha, taí mais uma chance… Aproveitem antes que acabe…
Alcione – Morte De Um Poeta (1976) REPOST
Música Na Côrte Brasileira Vol. 4 – Na Côrte De D. Pedro II (1965)
Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Seguimos nesta terça feira (de clássicos e eruditos) com mais um volume desta bela e rara coleção intitulada “Música na Côrte Brasileira”. Como eu já havia comentando, esta série é composta de cinco volumes, mostrando um panorama da música no período do Brasil Império. Quem, por desventura, não percebeu os outros volumes, pode voltar algumas páginas, as três últimas terças feiras, nas quais eles foram postados.
Neste quarto volume, como se pode ver na capa, encontraremos a música na Côrte de D. Pedro II, quando este ainda vivia a sua fase juvenil. Conforme o texto de contracapa de Andrade Muricy, “o período de incertezas e agitação política, em que transcorreram a menoridade do Imperador menino, D. Pedro II, filho de musicista, fez estudos musicais muito menos acurados do que os seus pais. Ainda assim criou condições para a formação de peronalidades como Carlos Gomes e Pedro Américo. Assistia aos espetáculos de ópera e aos concertos dos Clubes Mozart e Beethoven, que fazia questão de prestigiar.“
Temos assim, neste lp, obras do paulista Elias Álvares Lôbo (1834-1901) – autor da primeira ópera composta e representada no Brasil; do carioca Henrique Alves de Mesquita (1838-1906); dos portugueses Pedro Teixeira Seixas e Luiz Inácio Pereira; de Eleutério Feliciano de Senna e finalmente Louis Moreau Gottschalk (1829-1869), compositor americando que por aqui viveu, autor da belíssima “Grande Fantasia Triunfal Sobre o Hino Nacional Brasileiro”. Putz, estava me esquecendo… tem também o italiano Saverio Mercadante (1795-1870) com a sua “Exulta, Oh Brasil”.
Como nos outros volumes, temos à frente a Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC, sob a batuta do Maestro Alceo Bocchino.
Ídolo De Pano – Trilha Original Da Novela (1975)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui vai a postagem do dia… Bem rapidinho porque eu só tenho dez minutos de pausa. Segue aqui um providencial ‘disco de gaveta’ para essas horas incertas e curtas.
Tenho hoje para vocês a trilha sonora nacional da novela Ídolo de Pano, que foi ao ar no ano de 1975, através da Rede Tupi de Televisão. Confesso a vocês que este disco e suas músicas eu não cheguei a escutar direito, mas sei que tem algumas coisinhas interessantes, entre outras que prefiro chamar de ‘curiosas’. Um disco bem a cara do Toque Musical. Vão conferindo aí, que eu aqui já vou nessa… té +!
Wilson Simonal – Vou Deixar Cair (1966) REPOST
Bom dia a todos! Aqui vamos nós para a última semana de 2009. E para completar o ano, tenho ainda alguns discos que gostaria muito de ver no Toque Musical. Vamos assim iniciando a semana com o Wilson Simonal. Acredito que quase toda a discografia do cantor já foi disponibilizada na rede. Se procurar na blogosfera, certamente encontrarão todos, inclusive este. Mesmo assim, eu vou deixar cair 😉
Som Nosso de Cada Dia – Live ’94 (1994)
Bom dia, amigos cultos e ocultos. Somente ontem, através de um comentário feito no blog foi que eu fiquei sabendo do falecimento do Manito, grande músico multinstrumentista dOs Incríveis, Som Nosso de Cada Dia e com passagem pelos Mutantes. Fiquei chateado, pois era um músico que eu admirava muito. Andava meio sumido, eu não sabia que ele estava doente e sofrendo, como relataram alguns amigos. Poxa, fiquei mesmo pesaroso. Sempre corri atrás de seus trabalhos, principalmente os solos e incursões em outros gêneros, como o jazz. Sei também que ele foi pau para muita obra em discos dos mais diferentes artistas. Emprestou seu talento para enriquecer o trabalho de outros artistas e nem sempre recebeu os méritos e créditos. Foi, sem dúvida, uma grande perda para a música brasileira.
Em homenagem ao Super Manito, eu estou postando aqui este registro, ao lado do Som Nosso De Cada Dia, numa apresentação ao vivo no Centro Cultural de São Paulo, em 1994. “Live ’94” foi lançado em formato cd pelos produtores Márcio de Mello Moreira e Cláudia Vidal, do selo Progressive Rock Worldwide, responsável pelo lançamento e relançamento do há de melhor no rock progressivo nacional. O clássico álbum “Snegs“, já postado anteriormente aqui no TM, foi também um relançamento da turma do PRW.
“Live ’94” nos mostra um Som Nosso um pouco diferente dos idos anos 70, o que é natural, afinal os caras amadureceram, ganharam mais experiência, porém, perderam aquele fôlego e o espírito setentão. A banda traz além dos membros originais (Manito, Pedrinho e Pedrão), Jean Trad nas guitarrras e Homero Lotito nos teclados. O som é um pouquinho diferente, mas tudo bem, ainda assim faz qualquer fan feliz, ou pelo menos numa vontade danada de ouvir “Snegs”, ou mesmo quem sabe o “Sábado/Domingo“, outro álbum também já postado por aqui (e muito bom, diga-se de passagem).
Fica então a minha homenagem à esse grande músico, que agora vai tocar no céu. Dizem que do lado de lá, a qualidade musical está cada vez melhor. Um dia eu ainda confiro… Ah, e por falar em conferir, não deixem de ver e ouvir o disco solo do Incrível Manito, que também foi postado aqui no nosso Toque Musical. Salve o Manito! Descance em paz.
Catálogo Karmim – 10 Anos (2000)
Boa noite amigos cultos e ocultos! Acabo de voltar da Feira do Vinil e CD Independente. Oito horas ouvindo, vendo, comprando, vendendo, trocando e falando de discos. Uma verdadeira maratona musical, que mesmo sendo ótima, chega um momento que cansa. Voltei ‘esbudegado’, como dizia um amigo meu. Para o meu desgosto, no prédio vizinho, por sinal um condomínio chique, de gente abonada, está rolando um festa. Ou melhor dizendo, um pagodão, daqueles que me deu vontade de dar meia volta. Não fosse o meu cansaço e a necessidade de um banho, teria mesmo voltado para rua. Ô dureza!!! Se pelo menos fosse um pagode de verdade, uma roda de samba, mas não… é aquela coisa horrorosa que serve para transformar tudo em pagode. Os caras lá em baixo estão tocando Legião Urbana, Belo e Lulu Santos do mesmo jeito. Para eles é tudo samba. Mas, sinceramente, o que está pegando mesmo e a altura do som. Não sei como ninguém ainda não reclamou. Chega mesmo a se uma agressão e muito deselegante, vindo de gente tão fina. Está certo que hoje é sábado e ainda não são 22 horas, mas convenhamos… ninguém merece. Está difícil me concentrar na resenha, mesmo com tampões nos ouvidos. Mas vamos lá…
No contra ataque, eu estou trazendo para vocês, neste sábado de coletâneas, um disquinho (CD) que veio a cair como uma luva. Tenho aqui uma coletânea interessantíssima do catálogo do selo mineiro Karmim, lançado quando ele completou 10 anos de atividades, produzindo os músicos e artistas de Minas Gerais. São 18 músicas que dão uma boa mostra do nível e qualidade dos trabalhos editados pela Karmim. Este cd eu recebi da Carla, represente do selo, que esteve lá na feira levando um pouco da produção para as pessoas conhecerem. Ela me contou que a Karmim está agora passando por uma transformação, se dedicando apenas à projetos culturais definidos e aprovados. Seu catálogo, ricamente variado, com dezenas de artistas, títulos e gêneros não serão reeditados. Eles estão trabalhando com seus estoques finais, edições em cd e vinil que podem ser adquiridas diretamente no site. O catálogo coletânea, por certo, não representa a produção dos 18 anos do selo, mas atiça o desejo e curiosidade daqueles que não abrem mão de uma boa música. Após ouvirem esta seleção musical, eu acredito que os amigos, principalmente os cultos, não deixarão de dar um conferida no site da Karmim. Para aqueles que não conseguirem adquirir os discos do catálogo, não se desesperem. Eles ainda chegaram por aqui 😉
Wilson Simonal – Compactos (1964 e 68) REPOST
Eu já estava quase desistindo desta segunda postagem. Ninguém comentou nada, eu entendi que não tivessem gostado. Mas como sou uma pessoa de palavra, não poderia deixar de cumprir o prometido. Dessa forma, temos então para encerrar a noite dois compactos do Wilson Simonal. O primeiro é de 1964 e traz “Nana” e “Lobo Bobo”. O segundo, de 68, é um compacto duplo com duas músicas de cada lado. Não vou nessa altura do campeonato entrar em detalhes sobre os disquinhos, cujo conteúdo é bem é puro balanço. Simonal é Simonal 🙂 Um disco a mais não vai fazer mal.
Dani Turcheto – Sobremesa (2009)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Acho que eu vou ser obrigado a colocar um ‘banner’, bem visível, na frente do cabeçalho do blog para que os distraídos e afobados se toquem: REPOST tem que mandar e-mail para mim. Não adianta deixar pedidos ou endereço de e-mail no Comentários. Eu não envio e-mails, apenas os respondo 🙂 E por favor, não se aborreçam pela demora na resposta. Como vocês já devem saber, muitas de nossas postagens foram movidas para o rascunho, ‘detonadas’ por aqueles que de alguma se sentem incomodados. Mas vamos em frente, vamos de samba nesta sexta independente.
Eu hoje vou trazer para vocês o disco de um compositor paulista que fiquei conhecendo há pouco mais de uma semana. Seu nome é Dani Turcheto. Ele me enviou um e-mail apresentando o seu trabalho, que confesso, me deixou bastante impressionado. Inicialmente, antes de ouví-lo, fiquei pensando na figura que se dizia um sambista. Fiquei me perguntando, oquê que vem por aí? Me aparece um branquelo, de olho azul e paulista. Será que saí samba daí? Não posso negar, foi minha primeira impressão. Mas foi só eu ouvir o som do cara para entender que estávamos falando de Música Popular Brasileira, música de qualidade pautada no samba. Num instante, qualquer sutil semelhança com o pagode se desfez. Eu estava descobrindo ali um verdadeiro talento da nova safra de artistas da música brasileira.
Dani Turcheto, no meu entender, é bem mais que um sambista. O cara é compositor e produtor, empenhado numa outra ideia de divulgação e difusão da música feita no Século 21. Ele não cobra pela sua arte, ele espera sim que as pessoas, o público pague aquilo que acha que vale. No lançamento de “Sobremesa”, seu primeiro trabalho, lançado em 2009 no Teatro da Vila, em Sampa, o público pagou o quanto achou que valia, tanto pelo show como pelo disco. Por certo, monetariamente, o público deixa sempre a desejar, mas tenho certeza que foram todos unânimes em confirmar o talento do jovem compositor.
Neste primeiro disco ele contou com a força de uma turminha boa: Edu Salmaso (Clube do Balanço) na bateria, Bruninho Marques (Sambasonics) na percussão, os parceiros de Funk Como Le Gusta Juliano Becarin (teclado) e Edy Trombone, além de Zé Nigro (Otto) no baixo, que foi responsável pela produção do álbum. Podem cair de cara na “Sobremesa” que é da melhor qualidade. Pessoalmente, adorei os arranjos e a sonoridade que atiça a saudade de uma época em que se fazia “Música Popular Brasileira” do jeito que eu gosto. Salve os anos 70!
Em breve eu vou trazer para vocês “Madeira Torta”, segundo lançamento do Dani Turcheto. Estou só esperando ele me enviar o vinil. Sim, o cara está lançando este álbum em versão vinil. Tá pra mim! Já ouvi a versão em cd, mas a estréia vai ser mesmo quando a bolacha cair aqui no meu prato 😉
quero mar
olho pro céu
luz acesa
vigia a porta
teu altar
o tempo nos ajuda a jardinar
encosta
roda
espana
Aracy De Almeida – Ao Vivo E A Vontade (1988) REPOST
Bom dia! Repetindo: Aqui vamos nós na sequência e na cadência do samba. E pelo jeito, acho que irei estender nossa semana temática. Acho que todos estão gostando, inclusive os amigos ocultos 🙂
Moacyr Silva E Seu Conjunto – Sax Sensacional Nº 2 (1961)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ontem eu fiquei de possivelmente postar aqui mais um compacto. Acabei não o fazendo. Mas hoje, logo cedo, repostei a coletânea exclusiva TM de alguns compactos do Wilson Simonal. Pelo menos dá para compensar um pouco…
Para hoje eu estou trazendo mais um discaço do Moacyr Silva. Na sequência, aqui vai o “Sax Sensacional!” número 2, lançado pela Copacabana em 1961. Mais um belíssimo trabalho deste que foi um dos maiores saxofonistas brasileiros (para não dizer do mundo!). Eu já havia postado aqui o primeiro volume, desta série de cinco, que ele veio lançando nos anos 60, assim como alguns outros álbuns anteriores. Quem sabe a gente chega ainda à outros volumes? Vamos ver…
Neste Nº 2 Moacyr vem acompanhado pelo mesmo conjunto, formado por Chaim Levack no piano, Jorge Marinho no contrabaixo, Paulo Fernando de Magalhães (o Paulinho) na bateria, Rubens Bassini e Geraldo Barbosa na percussão. O repertório segue a mesma linha do primeiro, sambas e alguns clássicos da música popular americana. Um excelente lp que merece ser mais ouvido 😉 Confiram…
Wilson Simonal – Compactos Do Toque Musical (2009) REPOST
Como disse o amigo culto, Simonal nunca é demais. Sem dúvida não é mesmo. Embora a postagem de ontem tenha sido um ‘repeteco’ do que já foi postado na blogosfera, percebo que muita gente ainda quer ouvir. Está dando o maior ‘ibope’. E eu pensando que não foi uma boa, acabei preparando outro Simonal para compensar. Acredito, diante aos resultados, que esta produção exclusiva do Toque Musical será mais do que um simples complemento.
Miltinho – Compacto (1972)
Para não ficarmos apenas em um simples compacto, aqui vai mais um que também fala da Independência. Trago para vocês este compacto, gravado pelo Miltinho em 72. Nele encontramos a “Marcha do Sesquicentenário da Indepêndencia, composição de Miguel Gustavo que se tornou bastante conhecida. Do outro lado temos o samba, “Crioulo branco”. Eu suponho que essas duas músicas só saíram mesmo no compacto. Por isso é que a gente deve estar sempre atento aos disquinhos de 7 polegadas, as vezes o que sai neles, não aparece nos álbuns.
Ainda tenho mais um compacto raro para o dia de hoje, vamos ver se rola…
Leny Andrade – Registro (1979) REPOST
Como grande parte do que eu havia digitalizado e preparado para futuras postagens ficou no HD’ pifado’, estou tendo que recorrer aos meus ‘arquivos de gaveta’ e também às versões digitais, como é o caso deste disco da Leny Andrade. Este disco foi mais uma das gentilezas do ‘brother’ Chris e foi ele quem me lembrou de postá-lo. Sem dúvida, uma grande pedida. “Registro”, embora tenha saído na versão CD, já se tornou um disco raro. Há muito já se tornou um fora de catálogo. Neste disco Leny Andrade vem com a bola toda. Difícil dizer que seja um dos seus melhores discos, afinal todo disco dela é excelente. Este é um álbum que contempla um repertório fino com muito samba, bossa e jazz. Basta ver a relação das músicas, escolhidas a dedo. Sem dúvida, um discaço!
Os Incríveis – Compacto (1971)
Olás! Embora eu ontem não tenha comentado, já estava em ritmo de Independência, com Dom Pedro I, compositor no ensaio, já se preparando para o Grito do Ipiranga, hehehe… Pois é, foi mesmo uma feliz coincidência e hoje, aqui vamos cumprir o nosso dever cívico, cantando com Os Incríveis, o Hino Nacional e o Hino da Independência. Este compacto saiu no auge da ditadura. Muitos diziam que a banda era ‘vendida’, à serviço da propaganda do Governo Militar, devido ao fato de terem gravado “Eu te amo, meu Brasil”, de Dom e Ravel, que por sinal foram outros injustiçados, usados e abusados pelos militares e super discriminados pelos artistas de esquerda. O mesmo, de uma certa forma, ocorreu com Os Incríveis, que gravaram essa música apenas de sarro. Quando em 1971 eles saíram com esse compacto, cantando os hinos Nacional e da Independência, num disco patrocionado pelo sabão em pó Rinso, muita gente caiu de pau neles. A verdade é que Os Incríveis era uma banda de rock’n’roll. Bom, pelo menos essa era a proposta inicial. Por certo, aquela turma não estava preocupada com política, o que eles queriam era fazer música, rock. Nesse sentido, pessoalmente, acho que a banda só tinha um defeito, eram péssimos na escolha de repertório. Quem via os caras pela estampa, ou pelo arsenal de instrumentos musicais, no final dos anos 60, achava que era uma super banda de rock. E eram, só que estavam mais para uma super banda da Jovem Guarda. Músicos talentosos que viriam a me fazer pagar língua quando surgiram com seus “Casa das Máquinas”, do Netinho e “Som Nosso de Cada Dia”, do Manito (essa última então, mora no meu coração e ‘Favoritos’). Não sei o que realmente motivou os rapazes a gravarem este compacto, contudo o fizeram muito bem. A gente até passa a ouvir esses hinos com outros olhos. Quem sabe assim, através de uma versão moderninha, as pessoas passem a simpatizar mais com a música e principalmente cantar direito a letra (a gente escuta cada uma…)
É isso aí, moçada culta e oculta! Põe para tocar, levantem, mão no peito e podem cantar. Não se esqueçam da Bandeira Nacional, põe do lado e deixa o santo do patriotismo baixar…
Tamba Trio (1968) REPOST
Música Na Corte Brasileira Vol. 3 – Na Corte De D. Pedro I (1965)
Muito bom dia aos amigos cultos e ocultos! O dia na verdade ainda nem nasceu, mas eu já estou aqui, desde as 2 da madruga. Dormir? Que bobagem! Não preciso, não mereço… sei lá… insônia… uma cabeça cheia de problemas e outros pensamentos, que só mesmo neste momento consegue relaxar, pensando em coisas leves como a música. Música, santo remédio! Se não fosse ela eu já tinha dado um tiro na cabeça. Se não fossem esses 15 minutos de distração… de fuga, sei lá… acho que já era… Desculpem, acho que comecei meio torto, irritado por conta da madrugada aceso. Logo eu estarei saindo para o trabalho e como sei que hoje o dia vai ser ‘punk’ e sonolento, vou logo postando aqui o disquinho da terça feira. Hoje é dia de música erudita 🙂
Vamos seguir com mais um volume dessa maravilhosa série “Música Na Corte Brasileira”. Vamos agora para o volume 3 onde encontraremos a música feita na Côrte do Príncipe Regente Dom Pedro I. Acredito que poucos devem saber que o nosso ilustríssimo Imperador era também um músico e compositor. Eu mesmo desconhecia essa faceta de Dom Pedro I. Segundo o relato no texto da contracapa, ele estudou teoria, harmonia, composição. Tocava diversos instrumentos musicais e ainda por cima, contam, tinha uma boa voz. Neste lp encontramos dele a “Abertura Independência”, originalmente chamada como “Sinfonia Para Grande Orquestra” e “Hino da Carta Constitucional”, que foi o Hino Nacional Português até a Revolução Republicana de 1910. Além de Dom Pedro compositor, encontraremos outras nomes, na verdade os mesmos que aparecem nos volumes anteriores, Padre José Maurício, Sigismond Neukomm e Marcos Portugal. Ah, eu ia me esquecendo de Bernardo José de Souza Queiroz, um músico português que também teve seus momentos de glória como mestre de música e compositor. Na contracapa do lp há mais informações, principalmente sobre as obras apresentadas no disco. Não deixem de conferir… 😉
Elis Regina E Jair Rodrigues – 2 Na Bossa (1965) REPOST
Olá amigos! O dia hoje foi quente, em todos os sentidos desagradáveis. Além do calor, do trabalho e do meu cansaço, estou com problemas de doença na família. Isso desestrutura qualquer qualquer um. Contudo, não faz parte dos nossos assuntos musicais. É uma questão particular e aqui ela não vem ao caso. Espero apenas que esses problemas não venha a afetar nossa rotina diária de postagens. Estou comentando isso apenas para que vocês não fiquem no ar, caso aconteça o inesperado e eu tenha que me ausentar por alguns dias. Como hoje eu não tive muito tempo, fui obrigado a recorrer aos meus ‘álbuns de gaveta’, aqueles que estão sempre prontos para as emergências.
Os Inocentes – Trilha Original Da Novela (1974)
Boa tarde, amigos cultos e ocultos. Na medida do possível, eu vou aos poucos colocando as coisas no lugar. Ainda faltam muitas repostagens e o atendimento às solicitações, infelizmente, podem demorar um pouco. Continuo pedindo a todos paciência, ok?
Hoje é segundona brava, dia que adotamos (até durarem os estoques) as postagens de trilhas, sejam elas de novelas, filmes ou peça teatral. Vamos com esta trilha já anunciada na semana passada, no comentários do “Beto Rockfeller”.
Temos aqui a trilha da novela “Os Inocentes”, que foi ao ar no ano de 1974, apresentada na extinta TV Tupi. A trilha desta novela, assim como outras daquela época é composta de temas nacionais e internacionais. Músicas, geralmente, já conhecidas do público. Neste sentido, quem inovou foi mesmo a Rede Globo que nesta época produzia até a sua própria música, através de seus compositores, cantores e maestros arranjadores. Um ‘cast’ exclusivo, com muita gente boa. No caso da Tupi, ela apenas comprava o direito de usar fonogramas de outras gravadoras. Neste álbum temos uma trilha muito interessante, tanto nos internacionais como (e principalmente) nos temas nacionais. Foram selecionados um número igual de músicas, mas o motivo que traz este disco ao Toque Musical, obviamente, são os nacionais. Seis músicas que por si só já valem o disco.
Se não me engano, esta trilha chegou a ser relançada em formato digital há alguns anos atrás. Vamos ouvir?
Pena Branca & Xavantinho – Uma Dupla Brasileira (1988) REPOST
Aproveito o momento para também homenagear ao artista Pena Branca, falecido a pouco mais de uma semana. Infelizmente as postagens de carnaval desviaram a minha atenção, mas mesmo passados alguns dias, venho aqui trazer minha lembrança. A música caipira, autêntica música sertaneja, perde mais uma voz. Mais um canto verdadeiro que se cala. Cabe agora a nós, amantes da boa música, manter acesa esta chama. Não é a saudade que dói e sim o vazio que fica. Relembrar é reviver!





