Boa noite, amigos cultos e ocultos. Aos poucos iremos regularizando a nossa situação. A todos, eu peço um pouco de paciência nas solicitações. Pode até tardar, mas não irá faltar 😉
Hoje também eu tardei. Já é quase meia noite e só agora eu consegui chegar para a postagem do dia. Vamos lá… Trago hoje para vocês um disco do selo Marcus Pereira, um álbum que eu ainda não vi nas bocas e nem em outras fontes. Assim sendo, vamos desfrutá-lo com gosto 🙂
Temos aqui o “Duo Kaplan-Parente”, formado pelos pianistas José Alberto Kaplan e Geraldo Parente, dois nomes de peso da música erudita brasileira. Kaplan, na verdade era argentino, naturalizado brasileiro, morava na Paraíba, onde era, entre outras coisas, professor na UFPB e UFRN. Geraldo Parente, cearense, também foi professor nessas duas entidades universitárias. O duo foi formado em 1972, tinha como objetivo divulgar o repertório do piano brasileiro, aqui no caso, a quatro mãos. Fizeram muito sucesso, mais exatamente fora do Brasil. Segundo conta o próprio Marcus Pereira em seu texto na contracapa. A dupla se apresentou nos Estados Unidos, levando ao público os lundus, dobrados, polcas, serestas e as modinhas, tudo tocado maravilhosamente a quatro mãos.
Neste álbum, que traz tudo isso, o produtor ainda acrescenta a sua gratidão aos dois músicos que também foram seus professores. Curioso… eu não me lembrava que o Marcus Pereira fosse músico…
Coletânea A Bossa Em Inglês Do Loro (2011)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Como dizem, há males que vem para o bem. Deve ser mesmo uma verdade, pois o que a princípio parecia ruim, agora já está ficando bom. Eu explico…
Diversas das minhas postagens tiveram suas publicações suspensas, como todos já sabem. Fiquei chateado, principalmente porque, na medida em que eu ia regularizando essas postagens elas começaram a aparecer no que seria a postagem do dia. Achei, a princípio que isso iria bagunçar o coreto do Toque Musical, mas depois percebi que a coisa ficou melhor, longe do que eu imaginava. Por conta da maneira como eu os estava repostando, os títulos aparecem com sendo a última postagem. Foi ótimo porque todos esses discos acabaram ficando novamente em evidência. As inúmeras pessoas que passam por aqui, muitas vezes não fazem ideia do que temos em estoque. Não chegam a explorar direito, perdendo a chance de encontrar aquele álbum que procuravam há tempos. Foi ótimo ter acontecido essa sacudida. Tirou o pó e deixou mais à vista o que havia passado batido. Agora, todos os dias teremos ao invés de uma, duas postagens, a do dia e o REPOST. Quero lembrar aos amigos que para essas repostagens (vigiadas) não haverão links. O toque, nesse caso, tem que ser solicitado através de e-mail, ok? Melhor assim do que nada, não acham?
Aproveitando a ocasião, eu hoje, neste dia de coletâneas, criei esta seleção musical, a qual eu chamo de “A Bossa em inglês do Loro”. Nela podemos encontrar 33 músicas extraídas de alguns dos muitos discos postados no falecido Loronix. Espero que os ‘orfãos’ aprovem a ideia. São todas músicas (não necessariamente Bossa Nova) interpretadas na língua inglesa por diversos artistas nacionais. De última hora resolvi também incluir duas músicas cantadas pelo grupo americano The Hi-Lo’s. Afinal, havia já incluido o Lennie Dale, que era americano. Assim sendo, formei uma lista com 33 músicas. Optei pelas cantadas em inglês no sentido de harmonizar com o estilo internacional do Zecaloro.
Fica aqui a minha coletânea e homenagem ao parceiro com quem troquei tantas figurinhas 🙂
João Gilberto – Registros Na Casa De Chico Pereira (1958) REPOST (Sempre!)
Recentemente é que a questão voltou a baila, quando no livro “Chega de Saudade”, Ruy Castro comenta o episódio dos encontros e das gravações. Desculpe, eu não li o livro e pouco sei sobre essa história. O fato é que nesta gravação temos um registro livre e descontraido, feito na casa de Chico Pereira. Somente João e seu violão ao lado dos amigos Toninho Botelho, Astrud, Chico e sua esposa. Para este áudio histórico eu resolvi criar uma capinha (versão cd e lp), assim como sempre faço, para a apresentação. A listagem a baixo refere-se apenas às musicas identificadas, muitas delas inclusive são inéditas e nunca foram gravadas por João. Há também incluídas algumas outras músicas que até então não foram reconhecidas. Eu também não consegui identificar, mesmo ao ouvi-las várias vezes. Outro dado importante desta gravação são os momentos de conversa entre eles. Sem dúvida um documento sonoro dos mais importantes. Espero que vocês gostem 😉
Sergio Mendes & Brasil 77 – Homecooking (1976) REPOST
Olá amigos cultos e ocultos! Ninguém pediu, mesmo com anúncios indiretos, mas eu não quis deixar passar a oportunidade. Estou trazendo aqui o Sergio Mendes e sua gang no álbum “Homecooking”, segundo disco do cara gravado pelo selo Elektra. Lançado em 1976 nos Estados Unidos e um mês depois no Brasil pela RCA Victor, o lp foi produzindo pelo próprio Sergio e contou com um time de feras (como sempre) da boa música americana e também com os brasileiros Gilberto Gil, Hermeto Pascoal e Raul de Souza, convidados especiais. Não podemos também esquecer de Paulinho da Costa, na época recente aquisição de Sergio Mendes, e seu braço direito, Oscar Castro Neves. No Brasil, “Homecooking” foi um título que apareceu com evidência somente após a reedição do álbum na versão CD, feita pelo produtor musical Arnaldo DeSouteiro em 2002, através da JSR (Jazz Station Records). Até então, no encarte havia somente o nome “Sergio Mendes & Brasil 77”, o que de uma certa forma criava confusão para o público consumidor, afinal o SM & Brasil 77 já vinha se arrastando desde 1973. Até hoje eu não entendi qual a razão disso (na verdade nem procurei saber). O certo é que “Homecooking” foi mais um grande passo na carreira já consagrada de Sergio Mendes. Temos aqui três músicas de Gilberto Gil, “Hey people, hey”, “Cut that out” e Emoriô, esta última em parceria com João Donato. Há também a ‘pós-bossa’, “Cara bonita”, aqui chamada “It’s so obvious that I love you” de Carlos Lyra e sua esposa Kathy (brasileiro é tão bonzinho). É dela também a letra de “Home cooking”, em parceria com Sergio e o baixista Charles (Chuck) Rainey. Com um grupo de artistas e músicas desse naipe, não tem como ser este um disco ruim. E olha que eu só puxei a sardinha pro lado nacional, heim!
Como eu disse, este álbum foi relançado em versão CD em 2002, pela JSR (Jazz Station Records), a qual é responsável pelo lançamento e relançamento do que há de melhor na música feita pelo mundo, principalmente o jazz. Confiram aí, mas não deixem de comprar o CD, onde a qualidade e a questão ‘objeto’ fazem a diferença.
Ary Toledo, Geraldo Vandré, Ana Lúcia, Os Cariocas, Paulinho Da Viola & Zé Kéti – Compactos REPOST
Para o nosso domingo ser mais feliz, passamos de quatro para seis compactos. O bom de colocar assim é que podemos ter uma maior variedade, agradando ‘gregos e troianos’. No caso da postagem de hoje, quero primeiramente agradar a mim mesmo – estes moram no meu repertório de assobios e cantaroladas. Isto também para não dizerem que por aqui só rola coisas estranhas. Na verdade a única coisa estranha aqui sou eu, hehehe… Muito estranho… vou da água ao vinho, da sopa ao mingau. “O importante é que a nossa emoção sobreviva!”
Augusto Jatobá – Matança (1988)
Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Acredito que alguns de vocês devem estar se perguntando o que está acontecendo no Toque Musical. De repente, antigas postagens reaparecem na pauta do dia. Outras tantas sumiram e os nossos ‘toques’ também. Até o santo Roberto Carlos foi maculado (pois ele nunca faria um gesto obsceno desse). Ficou um pouco confuso, eu sei, mas estamos passando por uma fase de denúncias e arbitrariedades. Os patruleiros cibernéticos, os dedos duros, os invejosos e toda a corja de falsos moralistas estão a solta, tentando desfazer o inevitável, o ‘tsunami da revolução digital’. Vai ser difícil! Vão gastar na repressão aquilo que ‘pegaram’ dos artistas, os lucros dos seus direitos autorais. Aliás, essa é a palavra chave para um discurso hipócrita. Direito autoral, uma balela! Direito de po$$e, isso sim! Essas ‘empresas’ não estão preocupados com música, cultura ou artistas. O negócio deles é grana!
Como eu disse na postagem original de ontem, nossa música e nossa indústria fonográfica foram sucateada, entregue de bandeja para grupos internacionais que passaram a lucrar, relançado os velhos álbum (lá fora, claro!). Perguntem se algum desses artistas estão ganhando alguma coisa? Waltel Branco*, por exemplo, teve um de seus discos relançados com toda a pompa na Europa, super badalado. Acho que ele nunca viu um centavo do que foi vendido. João Gilberto com suas gravações caseiras feitas na casa do fotógrafo Chico Pereira, até bem pouco tempo atrás estava à venda, em formato CD, no Japão. Pergunta se ele ganhou alguma coisa. Célio Balona, Jorge Ben, Di Melo, diversas bandas de rock nacional 70, outros tantos artistas do samba, isso para não falar da Bossa Nova, cujo os discos são mais conhecidos lá fora do que aqui dentro. Tudo isso e muito mais foi usado e abusado por esses ‘grupos’ que ainda se sentem prejudicados porque os blogs estão disponibilizando o que eles comercializam por aí a fora. Tenha paciência! Violação de direito autoral é isso! Isso sim é que é a verdadeira pirataria!
Pelo que eu vejo, a praga se espalha por outros lugares. Iniciaram a fase da matança. A caça aos blogs. Vamos ver até onde vai…
E falando em matança, vamos hoje, que é sexta feira, trazendo um belo disco independente. Tenho aqui para vocês, “Matança”, um álbum do meu xará, o baiano Augusto Jatobá (putz! até rimou!). Este álbum saiu no final dos anos 80. Uma bela produção que contou com participações especiais e super especiais. Encabeçam, logo estampados na capa, os nomes de Geraldo Azevedo, Elomar, Xangai e João Omar. Contudo, ainda temos os músicos instrumentistas, gente fera como Joca, Franklin, Jacques Morelembaum, Chiquinho do Acordeon, entre outros…
Jatobá é um poeta e compositor na essência. Segundo eu li, ele não toca nenhum instrumento, mas cria músicas maravilhosas. Basta ver (e ouvir, claro) músicas como “O primeiro vegetal”, “Mastruço”, “Imbuzeiro”, “Frutos de plástico”… aaah… todo o disco. Bão demais!
Este álbum eu esperava publicar no dia 21 de setembro, Dia da Árvore. Mas como a ‘matança’ começou, não sei se estaremos vivos até lá.
Estou pensando em alguma estratégia para mantermos as postagens banidas. De qualquer forma ainda temos o velho endereço do Toque Musical e uma outra versão atualizada que funciona como clone.
É isso aí… os cães ladram e a caravana continua passando (da-lhe Tizol!).
Johnny Alf – Nós (1974) REPOST
Uma outra homenagem… Uma postagem especial ao grande Johnny Alf que acaba de nos deixar. Vai Alfredo! Nós ficaremos aqui com o Johnny, seu legado musical e suas lembranças. Valeu demais!
Segue aqui nesta postagem um belo álbum de 1974. Nós é um discaço, um dos 3 mil da minha lista dos mais mais da MPB. Participam deste trabalho, tanto nos arranjos/orquestrações quanto nas faixas, as ilustres figuras de Egberto Gismonti, Gilberto Gil, Ivan Lins, Paulo Moura, Arthur Verocai e Wagner Tiso.
Com este belíssimo lp, deixo registrado no Toque Musical a presença de um dos mais importantes músicos brasileiros, que agora vai tocar com a turma lá do céu.
PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!
Maria Bethânia – Ao Vivo (1970) REPOST
Começamos bem a semana. Tenho para hoje um disco da Maria Bethânia. Não por acaso, um de seus álbuns menos conhecidos ou lembrados. Isso muito por conta da sua produção. O disco foi gravado ao vivo, num ambiente festivo em homenagem a cantora. Bethânia se apresentou ao lado de um trio (piano, bateria e contrabaixo). Cantou um repertório considerado irregular pela crítica da época. (Pessoalmente vi nela seu momento mais autêntico e assumido como uma cantora sem rótulos.) Teria sido um álbum inesquecível, não fosse a ‘cagada’ que fizeram na produção. Bethânia cantou com consciência, sabia que estava sendo acompanhada por um conjunto pequeno e o fez de maneira intimista. Fez tudo certinho. Mas os produtores, incluíndo o Carlos Imperial, resolveram dourar mais a pérola enxertando uma orquestração, um arranjo absurdo pós gravação. Acabaram matando o som da primeira gravação. Equalizaram (para baixo) a voz da cantora deixando-a abafada em alguns instantes das músicas. O que era para ser um bom efeito, acabou se transformando em defeito. O ‘mix’ não funcionou. Mesmo assim, vale ouvir Maria Bethânia. Vale conhecer melhor este disco 😉
PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!
Os Cariocas – A Bossa Dos Cariocas (1963) REPOST
Eis aqui um disquinho o qual eu sempre quis tê-lo na lista de postagens do Toque Musical. Só não o fiz antes devido às diversas fontes espalhadas na blogosfera. Mas de uns tempos para cá eu tenho deixado de lado essa preocupação, bem porque, também não tenho tido tempo para ficar verificando se já foi ou não postado por alguém. O importante, na verdade, é que coisas boas continuem circulando acessesíveis para todos.
Segue então “A Bossa dos Cariocas”, um disco emblemático, fundamental em qualquer discoteca que se preze, seja ela em vinil, cd ou arquivo digital. Este foi o primeiro álbum do quarteto com uma nova formação. Podemos dizer que foi a fase de renovação do grupo estreando em um álbum inteiramente dedicado à Bossa Nova. Um disco, segundo o próprio Severino Filho, sem o mínimo de concessão comercial. Feito ao gosto do grupo, sem interferências da gravadora. Geralmente é assim mesmo, quando o artista tem qualidades natas e o deixam se manifestar, sempre teremos um bom trabalho. Taí um álbum que merece ser sempre lembrado. Já ouviu?
PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!
Sergio Mendes & Brasil 77 – Vintage ’74 (1974) REPOST
Olá amigos cultos e ocultos! Rapidinho… Vou aproveitar este sábado, depois de uma semana de orquestras, e postar um disco do Sergio Mendes que há tempos eu pensava em fazer. Ganhei este lp do meu amigo Chris Rousseau, que gentilmente me passou também o arquivo já tratado.
Temos aqui, “Vintage ’74”, mais um excelente álbum da safra 70. Por certo um disco americano com algumas pinceladas verde e amarelo, mas acima de tudo um trabalho muito bem feito. Que agrada tanto lá quanto cá. Hoje em dia, ainda mais.
Confiram aí, porque eu já estou de saída. Tem uma pizza me esperando ali na esquina :p~
PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!
Nara Leão – Nara Pede Passagem (1966) REPOST
Olás! Para não deixar de chover no molhado, aqui venho eu com mais um clássico disco dos anos 60. Escolhi para hoje este lp por duas razões, a primeira é porque se trata de um disco da Nara dos que eu mais gosto. Tenho ele na lembrança de bons momentos. Me recordo que, ainda na infância (pré adolescência, melhor dizendo), costumávamos brincar, falando e rindo da foto da capa. A gente dizia que a Nara era a irmã do Spock, aquele personagem de orelhas pontudas do seriado de ficção científica, “Jornada nas estrelas”. Sempre me lembro disso e dou boas risadas. Ela está realmente parecendo uma vulcaniana. Mas longe de tudo isso, havia também o lado musical, as músicas de Chico Buarque, que nessa altura já era o artista mais popular lá em casa. Foi muito graças à Nara Leão que passei a conhecer e gostar mais de samba, dos verdadeiros sambistas dos morros cariocas. Sem dúvida, este disco é uma jóia. Além do Chico tem também a estréia de Sidney Miller com a música que dá nome ao disco. Tem Noel, Vinícius e Baden, Jards Macalé, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho e seu parceiro Guilherme de Brito. Como se lê e todos já sabem, Nara vem muito bem apoiada. O texto de contracapa é do poeta Ferreira Gullar. O álbum é produzido por Dori Caymmi e a regência é do maestro Gaya.
A segunda razão, agora que cheguei até aqui, já não é mais motivo. Seria apenas para justificar a minha pressa. Eu não pensava em me estender tanto…
PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!
Sergio Reis (1973) CANCELADO!!!

Paulinho Da Viola (1975) REPOST
Estamos levando a semana no samba e para mim, samba sem Paulinho da Viola é como comer arroz sem feijão, não dá… Assim sendo e também para manter o bom nível musical enquanto eu dou uma pausa, aqui vai mais um belo disco desse grande artista. Lançado em 1975, o álbum traz entre outras, “E a vida continua”, “Argumento” e “Amor a natureza”. Embora discos de medalhões, como é o caso do Paulinho, nunca saiam de catálogo, há sempre uma certa dificuldade em encontrá-los. Por essa e por outras é que ele está aqui 😉 abrilhantando nosso toque musical.
PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!
Wayne Shorter (Milton Nascimento) – Native Dancer (1975) REPOST
Vocês devem achar que eu estou exagerando em minhas celebrações, com tantas postagens de capinhas adptadas parecendo fotonovela e falando disso. É que na verdade eu andei me lembrando dos meus tempos de menino, nos anos 60, quando havia uma revista chamada ‘Fotopotocas’. Era um almanaque de humor, ilustrado com fotografias de políticos, artistas e celebridades em geral. Nessas, eram aplicadas os famosos balõezinhos, tipo revista em quadrinho ou fotonovela, com falas supostamente ditas pelos personagens. Eu adorava, aliás vivia fazendo isso nas fotografias aqui de casa. Foi daí que surgiu a ideia das capinhas com balões. Acho que a partir de agora vou adotar mais essa em nosso pitoresco blog musical, o que acham?
Caetano Veloso – Jóia (1975) REPOST

Para finalizar o toque musical, especial de homenagens, deste sábado, vamos agora com o Caetano Veloso. Ele hoje completa 68 anos. Que bacana, o cara parece ter uns 40 e a cabeça de um gênio de 20. Parabéns para ele. Aliás, parabéns também para outro baiano que por descuido eu deixei de homenagear no mês passado, outro gênio, Gilberto Gil.
Mas a razão que leva uma coisa a outra é eu ter à mão algo interessante, curioso ou raro que coincidentemente justifique um postagem. Não quero e nem posso ficar nesse esquema de postar homenagens. No caso do Caetano Veloso temos o polêmico álbum “Jóia”, lançado em 1975 pela Philips. Após o lançamento, não demorou muito para que a censura cortasse o barato do disco, a fotografia na contracapa onde Caetano, Dedé e Moreno aparecem nús. Acredito que por essa razão Caetano, chateado, resolveu também mudar o seu desenho na capa, deixou apenas os passarinhos. Só tempos depois, na edição em cd é que a capa voltou com a arte original, mas sem a foto. Por essa razão o álbum tornou-se um objeto de procura por muitos colecionadores.
Quanto ao conteúdo musical, bom, não preciso falar nada que vocês já não saibam. “Jóia” é um álbum de boa safra, lançado simultâneamente com “Qualquer coisa”, outra preciosidade. Vamos relembrar? Salve Caetano!
PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!
Milton Nascimento & RPM – Milton RPM (1987) REPOST
Para amenizar um pouco o contraste do rock com a mpb neste momento, estou postando o bônus da semana. Na década de oitenta os disquinhos compactos estavam literalmente fora de circulação. A onda agora eram os ‘singles’ em formato de lp. Discos também conhecidos como ‘mix’, com apenas duas músicas de cada lado. Em 1987, no auge da popularidade e sucesso, o grupo RPM, liderado por Paulo Ricardo, uniu-se à Milton Nascimento para lançarem este luxuoso ‘single’ (de capa dupla!), pela CBS. As duas músicas do disco são composições em parceria de Paulo Ricardo e Milton. Essa união inusitada, acabou gerando um certo sucesso. As duas músicas foram bem tocadas nas rádios. Eu até pensei que dessa amostra sairia um disco completo, mas não sei porquê, ficou nisso mesmo…
PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!
Luiz Melodia – Felino (1983)
Depois do Sérgio Sampaio, me lembrei que até hoje eu ainda não postei um disco do Luiz Melodia aqui no Toque Musical. Uma falta comigo mesmo, pois o Melodia é um artista genial, adoro o seu trabalho. Ano passado eu encontrei com ele, por acaso lá, no Vila Arábia. Ele entrou assim meio perdido, tinha saído do hotel Mercury e acho que procurava alguma coisa para comer lá na lanchonete. Mineiro é um tipo meio orgulhoso, não gosta de tietagem. Quando ele entrou, todo mundo notou. Aliás, nem tinha como não notar aquele ‘rasta’ com uma áurea que iluminou o ambiente. Mesmo assim todos se fizeram de indiferente (mas louquinhos para saudar o artista). Eu fui logo na maior intimidade lhe perguntando: “e aí Melô, vai ter show na cidade?” O cara foi super simpático, me disse que estaria fazendo shows no final de semana e até me convidou. Só não fui por que ele não me deu o ingresso (brincadeirinha…). Não fui porque não deu mesmo. Pena que o Melô desistiu de comer um quibe com Mate Couro. Eu juro que iria pagar a conta dele 🙂
Bom, mas só para não dizer que eu não falei do disco, “Felino” foi o quinto álbum do artista. Lançado em 1983, o lp traz nove faixas. Todas as músicas são de sua autoria ou parceria. O disco num geral é bom, mas destacam “O sangue não nega” e “Pássaro sem ninho”, em parceria com Ricardo Augusto e “Só”, com Perinho Santana. Confiram o negro gato!
PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!
João Gilberto – The Boss Of Bossa Nova (1962) REPOST
Pronto! Fui votei e voltei 🙂 No caminho fiquei pensando na tremenda sacanagem que fiz com vocês postando jingles dos políticos. Isso para não falar do Tiririca, que nessa entrou de gaiato. Sinceramente, vamos falar de brasileiros de verdade. Gente que realmente fez e faz pelo Brasil. Prefiro falar de música e de João Gilberto. Acho que só ele é capaz de formatar o meu domingo.
Tenho aqui um presente, uma colaboração do amigo Chris. Na verdade, nem era exatamente para ser publicado no blog, mas como eu disse, hoje só mesmo o João para me tirar essa sensação de engano (será que eu votei bem?).
Vamos com o álbum internacional “The Boss Of Bossa Nova”, lançado em 1962. Este foi o segundo álbum gravado por João Gilberto nos Estados Unidos. Nele temos o artista acompanhado, em algumas faixas, por Walter Wanderley e seu conjunto. Da mesma forma temos os arranjos, feitos por Antonio Carlos Jobim. Este álbum, embora seja daqueles que nunca envelhecem, é de uma certa maneira difícil de se ver por aí. Discão!
Acho que com esta postagem eu salvei o dia. Meu melhor voto é para a sensibilidade 😉
PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!
Leonel Azevedo – Ontem E Hoje – 40 Anos De MPB (1970)
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Eu, sinceramente, não sei se rio ou se choro. Hoje eu recebi um comunicado do Mediafire avisando que diversos dos arquivos hospedados por lá estavam bloqueados. Aliás não são diversos, são centenas de toques que agora estão inativos. O Blogger, também se resguardando, retirou todas essas postagens até que eu regularize a situação com links para donwload. Será que precisa? O Mediafire já foi pressionado e cortou a hospedagem. Ficamos assim numa situação complicada. Ou eu republico as postagens sem os links, ou as deixo fora de uma vez. Sinceramente, não quero podar as postagens do meu blog, por isso irei realmente retirar os links e assim o farei sempre que tal situação se repetir. Mandou tirar, a gente tira, mas a postagem continua! Daí, passamos a traçar outros caminhos, que obviamente serão mais complicados e demorados para vocês. Mas o direito de compartilhar o que tenho e que é meu continua. Não estou vendendo nada e nem ganhando indiretamente com propagandas. O máximo que eu poderia estar fazendo era ofuscar a coisa enquanto ‘negócio’. Mas que negócio é esse que nem sabe bem qual é o seu produto? Nos proíbem de ouvir discos e músicas que nunca mais serão editados, outros que nem chegaram a ser discos ou publicados. Gravações caseiras como a do João Gilberto na casa do Chico Pereira, uma demo de um grupo punk que nunca chegou a gravar um disco e outras produções exclusivas e independentes do Toque Musical, foram incluídas na listagem dos ‘patrulheiros cibernéticos’ à serviço do DMCA. Seria triste se não fosse cômico.
Uma coisa curiosa que eu percebo é que o Toque Musical parece ser o único infestado pelo vírus da intolerância e do despeito. A inveja é mesmo uma merda (e se manifesta, podem aguardar!)
Para o momento eu vou deixar as coisas como estão. As postagens antigas irão voltando gradualmente, sem toques mediúnicos ou musicais. Para essas, o melhor mesmo é recorrer ao e-mail, fazer um pedido pessoal e aguardar pacientemente. É o máximo que posso fazer, sinto muito… Vamos aos poucos encontrando outras alternativas e nos adaptando. Como sempre digo, o que foi publicado, do público é!
Seguimos com o disco do dia. Tenho para vocês (e sejam rápidos) este ótimo e raro lp, lançado por um selo independente em 1970, trazendo a música de um dos nossos grandes compositores, Leonel Azevedo. Encontraremos no lp dois excelentes intérpretes, Alcides Gerardi e Lia de Carvalho, os quais dividem o discos, cantando coisas como:
Os Guaranis (1964)
Boa noite amigos cultos e ocultos! Hoje eu trago para vocês um disquinho dos mais interessantes e raros. Totalmente esquecido, até mesmo em sites especializados em música popular brasileira. Não há nenhuma referência na rede a respeito deste trio vocal, chamado Os Guaranis.
Seguindo a linha do Trio Irakitan, este grupo surgiu no início dos anos 50, na Rádio Iracema, de Fortaleza. Chamavam-se “Trio Guarni”. Nesta década fizeram muito sucesso, sendo considerado o melhor conjunto vocal do Ceará. A partir de 1957 eles saíram em excursão, tanto por outras cidades do norte e nordeste, como também por vários países da América Latina e Estados Unidos. Em 1963, já de volta ao Brasil, o trio se apresenta no programa de tv da Hebe Camargo com o nome definido de “Os Guaranis”. Produzidos por Nazareno de Brito, eles gravam então este álbum, com um repertório que vai do samba ao rock italiano, entre outros estilos muito em voga naquela época. Até onde eu sei, Os Guaranis só gravaram este lp e um compacto, também pela Copacabana. Me parece também que eles acompanharam a Angela Maria e até gravaram com ela. Confiram aqui este albinho bacana 😉
Música Na Corte Brasileira Vol. 2 – Na Corte De D. João VI (1965)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Custei, mas cheguei! Hoje vamos com o segundo volume desta série rara, que, com toda certeza, desde o seu lançamento nunca mais foi ouvida. Vejam vocês, o que seria de discos como esses, de compositores, músicos e outros artistas do passado, se não houvessem aqueles, como eu, que resolveram fazer o que quem deveria não fez, ou não quer fazer? Quando, alguns dos amigos aqui, teriam a oportunidade de ouvir um disco como este? Sinceramente, não fosse essa ‘anarquia organizada’, muito do que já passou continuaria enterrado e esquecido. Putz, aqui estou eu batendo nas mesmas teclas, repetindo oque vocês já estão cansados de saber. Melhor é nós nos preocuparmos com o que temos aqui.
Neste segundo volume da “Música na Corte Brasileira”, encontraremos peças do Padre José Maurício, Marcos Portugal, Antonio José do Rêgo e Antonio Leite da Silva, nomes dos mais expressivos no cenário músical do Brasil Coroa. Como no volume anterior, temos a Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC, sob a regência do Maestro Alceo Bocchino.
A Volta De Beto Rockfeller – Trilha Original Da Novela (1973)
Oooopa! Ainda cheguei a tempo para o nosso disquinho do dia. Mais uma trilha de novela com algumas faixas bem interessantes. Temos aqui a trilha mista da novela da antiga TV Tupi, “A volta de Beto Rockfeller” (a saga continua..) Nesta época, ainda não havia essa preocupação, pelo menos por parte de algumas novelas, em apresentar uma trilha original. Em muitos casos os temas explorados eram sucessos do momento, ou viravam, com certeza.
Nesta trilha encontramos um prato misto, com músicas nacionais e internacionais. Uma trilha, realmente muito boa, que ainda hoje chama atenção. Dos temas nacionais tem duas músicas que eu particularmente adoro, “Caroço de manga” do (e com o) Raul Seixas e o sambão “Depois que o tá ruim chegou nunca mais melhorou”, com o MPB-4. Acho que só por essas duas já vale o disco e a postagem. Mas tem também o Jorge Ben, o Bee Gees e o James Brown. Pode chegar, que hoje a festa é liberada 😉
Cyro Monteiro E Dilermando Pinheiro – Telecoteco, Opus Nº 1 (1966)
Boa tarde, prezados amigos cultos e ocultos! O disco de hoje nasceu de um contra ataque. Estava eu tranquilamente curtido a paz matinal do domingo, quando as ‘trombetas de jericocó” começaram a soar, seguindo pelo dia adentro. Haja domingo! Explico. É que está acontecendo aqui perto uma festa, promovida pela igreja católica local. Fico impressionado de ver como os católicos estão ficando iguais aos protestantes em matéria de barulho. Fervorosos de dar no saco. Será que eles acham que Deus é surdo?
Pois é, de contra ataque, não deu outra, puxei logo meu arsenal e mandei de samba no volume máximo. Foi Cartola, Nelson Cavaquinho, Candeia e até o “Batucada Fantástica” do Luciano Perrone. Entre esses e outros, rolou também “Telecoteco Opus Nº 1”, disco bacana do Cyro Monteiro com o Dilermando Pinheiro. Acho que nem preciso entrar muito em detalhes (que naturalmente já vem no pacote), pois este disco já foi bem divulgado em outras praças.
“Este disco é uma síntese do show Teleco-teco Opus nº 1, com Cyro Monteiro e Dilermando Pinheiro, apresentado pelo Grupo Opinião em seu teatro no Shopping Center de Copacabana. O disco reúne os melhores momentos do espetáculo, cheio de humor e ternura, durante o qual a antiga ‘dupla onze’ interpreta seus antigos sucessos e lança outros.
Telecoteco, opus nº 1, insere-se na mesma linha de ‘Opinião’, que o Grupo Opinião lançou nos palcos do Brasil com êxito integral e que também foik editado em disco: valorizaçãoo da música popular brasileira em suas expressões mais significativas, vendo-a como um todo que evolui, absorve influências e as incorpora. Isto, sem trair o fundamental: o espírito do povo que se exprime através de seus artistas e cantores.”
Por se tratar de um show, no disco não há separação por faixas. Ou melhor dizendo, não há faixas separadas para cada música. A gente escuta é numa sentada só. O que, aliás, a gente nem percebe, de tão envolvidos que ficamos ao ouvirmos esses dois grandes mestres bambas do samba.
Elas Cantam Ao Vivo – Coletânea Toque Musical (2011)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos nós para mais um encontro com as coletâneas. Hoje eu tive mais tempo e pude preparar uma seleção musical bem interessante. A coletânea de hoje é dedicada às apresentações ao vivo, feitas por algumas de nossas grandes cantoras. A minha seleção de músicas não obedecesse a nenhuma regra além de serem gravações feitas ao vivo, extraídas de discos e outros registros não oficiais. Encontraremos aqui cantoras de épocas distintas, tanto das antigas, quanto das mais recentes. Por certo, as doze cantoras escolhidas não são as únicas ou preferidas por mim. Se pudesse, faria um selecionado maior, porém, para o começo está de bom tamanho. Vamos conferir?
Blecaute – Ao Vivo Na Radio Bandeirantes (2011)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje é sexta feira, dia do disco/artista independente. Decidi, independente de qualquer coisa, fazer diferente, trazer uma produção da casa. Na verdade, apenas na embalagem. Mas, de qualquer forma, assegurando uma identidade para um registro musical dos mais interessantes. Temos aqui um programa de rádio. A gravação de um programa da Rádio Bandeirantes, onde o cantor Blecaute é o convidado especial. Aqui ele canta e nos conta fatos interessantes de sua carreira. Um registro histórico que merecia ter virado disco, ou nos dias de hoje, uma postagem como a do Toque Musical.
Esta gravação eu não me lembro mais quem foi que me enviou. Ficou guardada aqui, como tantos outros áudios, no fundo da minha gaveta 🙂 Hoje, agora a pouco, eu estava animado e folgado, daí montei o disquinho exclusivo para o deleite de vocês.
PS. Me faltou infomações sobre essa gravação. Não sei nem a data. Alguém aí assistiu ao programa?
Jackson Do Pandeiro – Compacto (1970)
Adelino Moreira – Encontro com Adelino (1967)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Só para que ninguém fique na dúvida, as reposições de antigas postagens estão sendo feitas aos poucos. Algumas, que parecem demorar mais, são de títulos que pretendo recompor os arquivos totalmente. Por isso peço paciência. Tudo, aos poucos, vai sendo resolvido 😉
Hoje não é sábado, dia de coletâneas, mas mesmo assim vamos ter uma (e oficial). Trago aqui para vocês outro ‘álbum de gaveta’. Estou sendo obrigado a lançar mão do que já estava na reserva e preparado para ganhar tempo, pois ainda nesta semana continuo muito atarefado.
Vamos com esta coletânea da RCA, dedicada à música do compositor Adelino Moreira. Temos aqui cinco dos seus mais frequentes intérpretes, obviamente todos da mesma gravadora, em 14 faixas. São músicas que provavelmente, quase todas, devem constar em outros álbuns já postados aqui no Toque Musical. Mesmo assim, eu acredito, irá agradar à turma da velha guarda.
Apesar de toda a minha pressa, hoje, eu bem que gostaria de postar mais um disco. Se sobrar um tempinho a noite, eu volto, nem que seja com apenas um compacto. 🙂 Vamos ver…
Carlos Lyra – 25 Anos De Bossa Nova (1987)
Olás! Hoje iremos de Bossa Nova. Trago aqui para vocês mais um ‘álbum de gaveta’. Este foi para a reserva, esperando chegar uma nova oportunidade. Como, pelo visto, ninguém mais o postou, aqui vou eu fazendo o serviço. Bem porque, este foi o primeiro que me veio à mão, nessa pressa de quem não tem muito tempo.
Segue aqui este álbum acústico e ao vivo, gravado pelo Carlos Lyra em um show no Jazzmania, em 1987. Antecedendo às comemorações de 25 anos de Bossa Nova, o moço foi esperto, foi logo lançando show e disco dois anos antes.
Pessoalmente, adoro o trabalho do Carlos Lyra, porém este disco me soa fraco, apesar de haver nele quase todos os seus clássicos. O intimismo do show, que com certeza foi melhor que o disco, parece ter mais emoção no momento. Além do quê, celebrar 25 anos de Bossa Nova merecia mais que uma voz e um simples banquinho e o violão. Que me perdoem os outros artistas, mas banquinho e violão eu só aceito o João Gilberto, este sim, não precisa de acompanhamento. Contudo, todavia ou mesmo assim, não posso negar o talento do Carlinhos que é, sem dúvida, um dos grandes pilares da Bossa Nova.
O roteiro do show, que acaba sendo também o do disco, se divide numa tentativa cronológica, onde o artista repassa, as vezes quase num ‘pot pourri’, suas composições e parcerias famosas.
Apesar das minhas críticas, não deixa de ser um disco interessante. É Bossa Nova…
PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ 😉
Música Na Corte Brasileira Vol. 1 – Rio De Janeiro – O Vice-Reinado (1965)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Finalmente vamos à postagem do dia. E hoje é dia de música erudita. Tenho alguns ‘discos de gaveta’, mas mesmo sem muito tempo, optei por algo que fosse especial. Me lembrei desta coleção raríssima que havia digitalizado há algum tempo atrás. Eis aqui um trabalho excepcional lançado pela Odeon, através de seu selo Angel. Trata-se da coleção “Música na Corte Brasileira”, um apanhado riquíssimo de obras que mesmo na época em que foram gravadas já eram raras. São cinco volumes ao todo. Penso em ir postando os próximos na sequência, todas as terças, dentro da programação semanal.
Neste primeiro volume encontramos peças musicais buscadas em arquivos da Europa e do Brasil. São obras de Joaquim Manuel, Marcos Portugal e José Maurício, nomes que só mesmo quem entende de música clássica e erudita sabe dar valor. Há também outras peças profanas e anônimas. A música que se ouvia no Rio de Janeiro do Vice-Reinado.
Olga Maria Schroeter, soprano e o Collegium Musicum da Rádio MEC, sob a direção do Maestro George Kiszely, executam o primeiro lado do disco. No segundo temos Associação de Canto Coral ao lado da Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC, sob a regência do Maestro Alceo Bocchino.
Música erudita não é bem a minha praia, mas mesmo assim eu sei sentar na areia e apreciar o mar. Convido vocês para fazerem o mesmo 😉
As Divinas E Maravilhosas – Trilha Sonora Original Da Novela (1973)
Boa noite! Aqui vou eu aproveitando a brecha para trazer aos amigos cultos e ocultos mais uma trilha sonora original. Temos para hoje os temas da novela “As Divinas …E Maravilhosas”, que foi ao ar no início dos anos 70. Uma produção da extinta Rede Tupi de Televisão. Nesta época era comum o uso de músicas estrangeiras mescladas a outros temas nacionais. No caso aqui temos até clássicos como “Smoke gets in your eyes”, original com The Platters. Outra internacional que me chamou a atenção foi “Hey girl”, com o Paul Anka. Jamais imaginaria que fosse ele cantando. “Love’s theme”, do Barry White também é ótima, mas estamos aqui para falar e principalmente ouvir os nacionais. Temos nesta trilha alguns momentos raros e exclusivos. Coisas como “Tema de Cathy”, um belíssimo instrumental de César Camargo Mariano. Jorge Ben na primeira versão para “My lady”, que pelo que parece só veio a ser relançada na coletânea “Salve Jorge”. Outra também rara é “Donzela”, de Naire e Paulinho Tapajós, na interpretação magristral de Nara Leão. Essa foi mais uma que eu esqueci de incluir na coletânea “Nara Rara“. Tem também “Divina cinquentona”, uma música do Juca Chaves que eu não me lembro de já tê-la ouvido em algum de seus discos. E não faltou o Tim Maia 🙂 Taí, uma trilha de novela que não se vê facilmente pelas fontes da blogosfera musical. Pronto, olha a torneirinha aberta aqui… hehehe…

