Duo Kaplan-Parente – Pianos Brasileiro A 4 Mãos (1977)

Boa noite, amigos cultos e ocultos. Aos poucos iremos regularizando a nossa situação. A todos, eu peço um pouco de paciência nas solicitações. Pode até tardar, mas não irá faltar 😉
Hoje também eu tardei. Já é quase meia noite e só agora eu consegui chegar para a postagem do dia. Vamos lá… Trago hoje para vocês um disco do selo  Marcus Pereira, um álbum que eu ainda não vi nas bocas e nem em outras fontes. Assim sendo, vamos desfrutá-lo com gosto 🙂
Temos aqui o “Duo Kaplan-Parente”, formado pelos pianistas José Alberto Kaplan e Geraldo Parente, dois nomes de peso da música erudita brasileira. Kaplan, na verdade era argentino, naturalizado brasileiro, morava na Paraíba, onde era, entre outras coisas, professor na UFPB e UFRN. Geraldo Parente, cearense, também foi professor nessas duas entidades universitárias. O duo foi formado em 1972, tinha como objetivo divulgar o repertório do piano brasileiro, aqui no caso, a quatro mãos. Fizeram muito sucesso, mais exatamente fora do Brasil. Segundo conta o próprio Marcus Pereira em seu texto na contracapa. A dupla se apresentou nos Estados Unidos, levando ao público os lundus, dobrados, polcas, serestas e as modinhas, tudo tocado maravilhosamente a quatro mãos.
Neste álbum, que traz tudo isso, o produtor ainda acrescenta a sua gratidão aos dois músicos que também foram seus professores. Curioso… eu não me lembrava que o Marcus Pereira fosse músico…

lundu
duas modinhas: azulão e casinha pequenina
duas miniaturas: cirandinha e polka antiga
seresta opus um
brasiliana nº 4 – dobrado, embolada, seresta e candomblé
sarau de sinhá:
schottish
polca
romance
contradança
valsa
noturno
capricho
lundu
recitativo
galope

Coletânea A Bossa Em Inglês Do Loro (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Como dizem, há males que vem para o bem. Deve ser mesmo uma verdade, pois o que a princípio parecia ruim, agora já está ficando bom. Eu explico…
Diversas das minhas postagens tiveram suas publicações suspensas, como todos já sabem. Fiquei chateado, principalmente porque, na medida em que eu ia regularizando essas postagens elas começaram a aparecer no que seria a postagem do dia. Achei, a princípio que isso iria bagunçar o coreto do Toque Musical, mas depois percebi que a coisa ficou melhor, longe do que eu imaginava. Por conta da maneira como eu os estava repostando, os títulos aparecem com sendo a última postagem. Foi ótimo porque todos esses discos acabaram ficando novamente em evidência. As inúmeras pessoas que passam por aqui, muitas vezes não fazem ideia do que temos em estoque. Não chegam a explorar direito, perdendo a chance de encontrar aquele álbum que procuravam há tempos. Foi ótimo ter acontecido essa sacudida. Tirou o pó e deixou mais à vista o que havia passado batido. Agora, todos os dias teremos ao invés de uma, duas postagens, a do dia e o REPOST. Quero lembrar aos amigos que para essas repostagens (vigiadas) não haverão links. O toque, nesse caso, tem que ser solicitado através de e-mail, ok? Melhor assim do que nada, não acham?
Aproveitando a ocasião, eu hoje, neste dia de coletâneas, criei esta seleção musical, a qual eu chamo de “A Bossa em inglês do Loro”. Nela podemos encontrar 33 músicas extraídas de alguns dos muitos discos postados no falecido Loronix. Espero que os ‘orfãos’ aprovem a ideia. São todas músicas (não necessariamente Bossa Nova) interpretadas na língua inglesa por diversos artistas nacionais. De última hora resolvi também incluir duas músicas cantadas pelo grupo americano The Hi-Lo’s. Afinal, havia já incluido o Lennie Dale, que era americano. Assim sendo, formei uma lista com 33 músicas. Optei pelas cantadas em inglês no sentido de harmonizar com o estilo internacional do Zecaloro.
Fica aqui a minha coletânea e homenagem ao parceiro com quem troquei tantas figurinhas 🙂

so nice – sergio mendes trio
and roses and roses – sylvia telles
double rainbow – miúcha, joão gilberto e stan getz
pardon my english – quarteto em cy
uselesse landscape – sylvia telles
girl talk – bossa rio
let me – sergio mendes trio
in my automobile – luiz henrique
the night has a thousand eyes – bossa rio
the face i love – quarteto em cy
secret love – sonia rosa
listen to me – luiz henrique
dindi – sinatra e jobim
days of wines and roses – os três brasileiros
dreamer – tom jobim
watch what happenes – elis regina
how insensitive – elis regina
there will never be another you – leny andrade
keep talking – mario castro neves
once i loved you – wanda sá
two ladies in the shade of the banana tree – lennie dale
wave – lenita bruno
live for life – o quarteto
the shadow of your smile – sonia rosa
once more – mario castro neves
just one of those things – miúcha, joão gilberto e stan getz
with feeling – sonia rosa
lover/bim bom/dance bossa nova/o passarinho – lennie dale
forever green – tom jobim
baubles, bang – sinatra e jobim
winter moon – lenita bruno
the gift – the hi-lo’s
no more blues – the hi-lo’s

João Gilberto – Registros Na Casa De Chico Pereira (1958) REPOST (Sempre!)

Começamos a semana ainda em tom de curiosidade. Ou melhor dizendo, em João de curiosidade (e raridade). Isso mesmo, João Gilberto. Temos para hoje um raro e lendário registro do pai da Bossa Nova. Não se trata de um disco, mas sim de uma gravação amadora feita no apartamento do fotógrafo Chico Pereira em 1958. Trata-se de um registro anterior ao disco de estréia de João Gilberto e da própria Bossa Nova. Um dado histórico e muito importante da nossa música. Vai bombar, com toda certeza.
Recebi essa preciosidade há um tempo atrás de um amigo músico, Christophe Rousseau. Ele também é um exímio engenheiro de som e durante um bom tempo passou trabalhando este áudio. O resultado ficou formidável, pois a gravação é caseira e muito antiga. Segundo ele me informou, nunca antes essas gravações vieram a púbico (e com essa qualidade).
Recentemente é que a questão voltou a baila, quando no livro “Chega de Saudade”, Ruy Castro comenta o episódio dos encontros e das gravações. Desculpe, eu não li o livro e pouco sei sobre essa história. O fato é que nesta gravação temos um registro livre e descontraido, feito na casa de Chico Pereira. Somente João e seu violão ao lado dos amigos Toninho Botelho, Astrud, Chico e sua esposa. Para este áudio histórico eu resolvi criar uma capinha (versão cd e lp), assim como sempre faço, para a apresentação. A listagem a baixo refere-se apenas às musicas identificadas, muitas delas inclusive são inéditas e nunca foram gravadas por João. Há também incluídas algumas outras músicas que até então não foram reconhecidas. Eu também não consegui identificar, mesmo ao ouvi-las várias vezes. Outro dado importante desta gravação são os momentos de conversa entre eles. Sem dúvida um documento sonoro dos mais importantes. Espero que vocês gostem 😉

um abraço no bonfá
chega de saudade
bim bom
ho ba la la
é luxo só
desafinado
saudade fez um samba
esse seu olhar
a felicidade
preconceito
caminhos cruzados
mágoa
lobo mau
brigas nunca mais
louco
trevo de quatro folhas
o pato
aos pés da cruz
rosa morena
joão valentão
chão de estrelas
nos braços de isabel
lá vem a baiana
doralice
você não sabe amar
beija-me

Sergio Mendes & Brasil 77 – Homecooking (1976) REPOST

Olá amigos cultos e ocultos! Ninguém pediu, mesmo com anúncios indiretos, mas eu não quis deixar passar a oportunidade. Estou trazendo aqui o Sergio Mendes e sua gang no álbum “Homecooking”, segundo disco do cara gravado pelo selo Elektra. Lançado em 1976 nos Estados Unidos e um mês depois no Brasil pela RCA Victor, o lp foi produzindo pelo próprio Sergio e contou com um time de feras (como sempre) da boa música americana e também com os brasileiros Gilberto Gil, Hermeto Pascoal e Raul de Souza, convidados especiais. Não podemos também esquecer de Paulinho da Costa, na época recente aquisição de Sergio Mendes, e seu braço direito, Oscar Castro Neves. No Brasil, “Homecooking” foi um título que apareceu com evidência somente após a reedição do álbum na versão CD, feita pelo produtor musical Arnaldo DeSouteiro em 2002, através da JSR (Jazz Station Records). Até então, no encarte havia somente o nome “Sergio Mendes & Brasil 77”, o que de uma certa forma criava confusão para o público consumidor, afinal o SM & Brasil 77 já vinha se arrastando desde 1973. Até hoje eu não entendi qual a razão disso (na verdade nem procurei saber). O certo é que “Homecooking” foi mais um grande passo na carreira já consagrada de Sergio Mendes. Temos aqui três músicas de Gilberto Gil, “Hey people, hey”, “Cut that out” e Emoriô, esta última em parceria com João Donato. Há também a ‘pós-bossa’, “Cara bonita”, aqui chamada “It’s so obvious that I love you” de Carlos Lyra e sua esposa Kathy (brasileiro é tão bonzinho). É dela também a letra de “Home cooking”, em parceria com Sergio e o baixista Charles (Chuck) Rainey. Com um grupo de artistas e músicas desse naipe, não tem como ser este um disco ruim. E olha que eu só puxei a sardinha pro lado nacional, heim!
Como eu disse, este álbum foi relançado em versão CD em 2002, pela JSR (Jazz Station Records), a qual é responsável pelo lançamento e relançamento do que há de melhor na música feita pelo mundo, principalmente o jazz. Confiram aí, mas não deixem de comprar o CD, onde a qualidade e a questão ‘objeto’ fazem a diferença.

sunny day
hey people, hey
it’s so obvious that i love you
emoriô
shakara
where to now st. peter
cut that out
tell me in a whisper
it’s up to you
home cooking

Ary Toledo, Geraldo Vandré, Ana Lúcia, Os Cariocas, Paulinho Da Viola & Zé Kéti – Compactos REPOST

Para o nosso domingo ser mais feliz, passamos de quatro para seis compactos. O bom de colocar assim é que podemos ter uma maior variedade, agradando ‘gregos e troianos’. No caso da postagem de hoje, quero primeiramente agradar a mim mesmo – estes moram no meu repertório de assobios e cantaroladas. Isto também para não dizerem que por aqui só rola coisas estranhas. Na verdade a única coisa estranha aqui sou eu, hehehe… Muito estranho… vou da água ao vinho, da sopa ao mingau. “O importante é que a nossa emoção sobreviva!”

Então, temos na postagem do dia, seis compactos super bacana: Ary Toledo, nos tempos em que ele cantava mais do que fazia piadas. O quarteto Os Cariocas, sempre com muita bossa. Geraldo Vandré num compacto simples com duas músicas que fizeram parte da trilha sonora do filme “A hora e a vez de Augusto Matraga”. Segue outro Vandré ao lado da cantora Ana Lúcia numa gravação e compacto que é raridade total. Temos também o Paulinho da Viola num compacto duplo com quatro pérolas de sua autoria. E para finalizar, temos o Zé Kéti num compacto simples da Rosenblit. Este último disquinho traz a faixa “Acender as velas”, música esta que não consta no seu lp da mesma gravadora. Acho até que amanhã irei postar o álbum, assim a semana começa ‘nos trinques’. Podem aguardar… 😉
Ary Toledo
maria clara
o que será que as outras tem que a linda não tem
+
Geraldo Vandré
cantiga brava
modinha
+
Geraldo Vandré & Ana Lúcia
samba em prelúdio
você que não vem
+
Os Cariocas
minha namorada
nem o mar sabia
+
Paulinho da Viola
foi um rio que passou em minha vida
nada de novo
ruas que sonhei
sinal fechado
+
Zé Kéti
máscara negra
acender as velas

Augusto Jatobá – Matança (1988)

Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Acredito que alguns de vocês devem estar se perguntando o que está acontecendo no Toque Musical. De repente, antigas postagens reaparecem na pauta do dia. Outras tantas sumiram e os nossos ‘toques’ também. Até o santo Roberto Carlos foi maculado (pois ele nunca faria um gesto obsceno desse).  Ficou um pouco confuso, eu sei, mas estamos passando por uma fase de denúncias e arbitrariedades. Os patruleiros cibernéticos, os dedos duros, os invejosos e toda a corja de falsos moralistas estão a solta, tentando desfazer o inevitável, o ‘tsunami da revolução digital’. Vai ser difícil! Vão gastar na repressão aquilo que ‘pegaram’ dos artistas, os lucros dos seus direitos autorais. Aliás, essa é a palavra chave para um discurso hipócrita. Direito autoral, uma balela! Direito de po$$e, isso sim! Essas ‘empresas’ não estão preocupados com música, cultura ou artistas. O negócio deles é grana!
Como eu disse na postagem original de ontem, nossa música e nossa indústria fonográfica foram sucateada, entregue de bandeja para grupos internacionais que passaram a lucrar, relançado os velhos álbum (lá fora, claro!). Perguntem se algum desses artistas estão ganhando alguma coisa? Waltel Branco*, por exemplo, teve um de seus discos relançados com toda a pompa na Europa, super badalado. Acho que ele nunca viu um centavo do que foi vendido. João Gilberto com suas gravações caseiras feitas na casa do fotógrafo Chico Pereira, até bem pouco tempo atrás estava à venda, em formato CD, no Japão. Pergunta se ele ganhou alguma coisa. Célio Balona, Jorge Ben, Di Melo, diversas bandas de rock nacional 70, outros tantos artistas do samba, isso para não falar da Bossa Nova, cujo os discos são mais conhecidos lá fora do que aqui dentro. Tudo isso e muito mais foi usado e abusado por esses ‘grupos’ que ainda se sentem prejudicados porque os blogs estão disponibilizando o que eles comercializam por aí a fora. Tenha paciência! Violação de direito autoral é isso! Isso sim é que é a verdadeira pirataria!
Pelo que eu vejo, a praga se espalha por outros lugares. Iniciaram a fase da matança. A caça aos blogs. Vamos ver até onde vai…
E falando em matança, vamos hoje, que é sexta feira, trazendo um belo disco independente. Tenho aqui para vocês, “Matança”, um álbum do meu xará, o baiano Augusto Jatobá (putz! até rimou!). Este álbum saiu no final dos anos 80. Uma bela produção que contou com participações especiais e super especiais. Encabeçam, logo estampados na capa, os nomes de Geraldo Azevedo, Elomar, Xangai e João Omar. Contudo, ainda temos os músicos instrumentistas, gente fera como Joca, Franklin, Jacques Morelembaum, Chiquinho do Acordeon, entre outros…
Jatobá é um poeta e compositor na essência. Segundo eu li, ele não toca nenhum instrumento, mas cria músicas maravilhosas. Basta ver (e ouvir, claro) músicas como “O primeiro vegetal”, “Mastruço”, “Imbuzeiro”, “Frutos de plástico”… aaah… todo o disco. Bão demais!
Este álbum eu esperava publicar no dia 21 de setembro, Dia da Árvore. Mas como a ‘matança’ começou, não sei se estaremos vivos até lá.
Estou pensando em alguma estratégia para mantermos as postagens banidas. De qualquer forma ainda temos o velho endereço do Toque Musical e uma outra versão atualizada que funciona como clone.
É isso aí… os cães ladram e a caravana continua passando (da-lhe Tizol!).

primeiro vegetal
imbuzeiro
mata atlântica
matança
frutos de plástico
ave árvore
mastruço
homem arvoredo
buraco negro
parado no ar
* Valeu, Salvador! Salvou a pátria e me tirou do mico 🙂

Johnny Alf – Nós (1974) REPOST

Uma outra homenagem… Uma postagem especial ao grande Johnny Alf que acaba de nos deixar. Vai Alfredo! Nós ficaremos aqui com o Johnny, seu legado musical e suas lembranças. Valeu demais!
Segue aqui nesta postagem um belo álbum de 1974. Nós é um discaço, um dos 3 mil da minha lista dos mais mais da MPB. Participam deste trabalho, tanto nos arranjos/orquestrações quanto nas faixas, as ilustres figuras de Egberto Gismonti, Gilberto Gil, Ivan Lins, Paulo Moura, Arthur Verocai e Wagner Tiso.
Com este belíssimo lp, deixo registrado no Toque Musical a presença de um dos mais importantes músicos brasileiros, que agora vai tocar com a turma lá do céu.

saudações
o que é amar
um gosto de fim
acorda ulysses
músico simples
nós
outros povos
plenilúnio
é um cravo e tem espinho
um tema pro simon

PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!

Maria Bethânia – Ao Vivo (1970) REPOST

Começamos bem a semana. Tenho para hoje um disco da Maria Bethânia. Não por acaso, um de seus álbuns menos conhecidos ou lembrados. Isso muito por conta da sua produção. O disco foi gravado ao vivo, num ambiente festivo em homenagem a cantora. Bethânia se apresentou ao lado de um trio (piano, bateria e contrabaixo). Cantou um repertório considerado irregular pela crítica da época. (Pessoalmente vi nela seu momento mais autêntico e assumido como uma cantora sem rótulos.) Teria sido um álbum inesquecível, não fosse a ‘cagada’ que fizeram na produção. Bethânia cantou com consciência, sabia que estava sendo acompanhada por um conjunto pequeno e o fez de maneira intimista. Fez tudo certinho. Mas os produtores, incluíndo o Carlos Imperial, resolveram dourar mais a pérola enxertando uma orquestração, um arranjo absurdo pós gravação. Acabaram matando o som da primeira gravação. Equalizaram (para baixo) a voz da cantora deixando-a abafada em alguns instantes das músicas. O que era para ser um bom efeito, acabou se transformando em defeito. O ‘mix’ não funcionou. Mesmo assim, vale ouvir Maria Bethânia. Vale conhecer melhor este disco 😉

ponto de iansã
meiga presença
marinheiro só – samba de roda
nada além
com açucar com afeto
irene
9º andar
os argonautas
fósforo queimado
voltei pro morro
maria
ponto de oxossi

PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!

Os Cariocas – A Bossa Dos Cariocas (1963) REPOST

Eis aqui um disquinho o qual eu sempre quis tê-lo na lista de postagens do Toque Musical. Só não o fiz antes devido às diversas fontes espalhadas na blogosfera. Mas de uns tempos para cá eu tenho deixado de lado essa preocupação, bem porque, também não tenho tido tempo para ficar verificando se já foi ou não postado por alguém. O importante, na verdade, é que coisas boas continuem circulando acessesíveis para todos.
Segue então “A Bossa dos Cariocas”, um disco emblemático, fundamental em qualquer discoteca que se preze, seja ela em vinil, cd ou arquivo digital. Este foi o primeiro álbum do quarteto com uma nova formação. Podemos dizer que foi a fase de renovação do grupo estreando em um álbum inteiramente dedicado à Bossa Nova. Um disco, segundo o próprio Severino Filho, sem o mínimo de concessão comercial. Feito ao gosto do grupo, sem interferências da gravadora. Geralmente é assim mesmo, quando o artista tem qualidades natas e o deixam se manifestar, sempre teremos um bom trabalho. Taí um álbum que merece ser sempre lembrado. Já ouviu?

prá que chorar
rio
garota de ipanema
anjinho bossa nova
samba de uma nota só
devagar com a louça
amanhecendo
samba do avião
menina certinha
o amor em paz
desafinado
só danço samba

PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!

Sergio Mendes & Brasil 77 – Vintage ’74 (1974) REPOST

Olá amigos cultos e ocultos! Rapidinho… Vou aproveitar este sábado, depois de uma semana de orquestras, e postar um disco do Sergio Mendes que há tempos eu pensava em fazer. Ganhei este lp do meu amigo Chris Rousseau, que gentilmente me passou também o arquivo já tratado.
Temos aqui, “Vintage ’74”, mais um excelente álbum da safra 70. Por certo um disco americano com algumas pinceladas verde e amarelo, mas acima de tudo um trabalho muito bem feito. Que agrada tanto lá quanto cá. Hoje em dia, ainda mais.
Confiram aí, porque eu já estou de saída. Tem uma pizza me esperando ali na esquina :p~

don ‘t you worry ‘bout a thing
superstition
você abusou
funny you should say that
this masquerade
the waters of march (aguas de março)
waiting for love
lonely sailor (marinheiro só)
if you really love me
double rainbow

PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!

Nara Leão – Nara Pede Passagem (1966) REPOST

Olás! Para não deixar de chover no molhado, aqui venho eu com mais um clássico disco dos anos 60. Escolhi para hoje este lp por duas razões, a primeira é porque se trata de um disco da Nara dos que eu mais gosto. Tenho ele na lembrança de bons momentos. Me recordo que, ainda na infância (pré adolescência, melhor dizendo), costumávamos brincar, falando e rindo da foto da capa. A gente dizia que a Nara era a irmã do Spock, aquele personagem de orelhas pontudas do seriado de ficção científica, “Jornada nas estrelas”. Sempre me lembro disso e dou boas risadas. Ela está realmente parecendo uma vulcaniana. Mas longe de tudo isso, havia também o lado musical, as músicas de Chico Buarque, que nessa altura já era o artista mais popular lá em casa. Foi muito graças à Nara Leão que passei a conhecer e gostar mais de samba, dos verdadeiros sambistas dos morros cariocas. Sem dúvida, este disco é uma jóia. Além do Chico tem também a estréia de Sidney Miller com a música que dá nome ao disco. Tem Noel, Vinícius e Baden, Jards Macalé, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho e seu parceiro Guilherme de Brito. Como se lê e todos já sabem, Nara vem muito bem apoiada. O texto de contracapa é do poeta Ferreira Gullar. O álbum é produzido por Dori Caymmi e a regência é do maestro Gaya.
A segunda razão, agora que cheguei até aqui, já não é mais motivo. Seria apenas para justificar a minha pressa. Eu não pensava em me estender tanto…

pede passagem
olê olá
amei tanto
palmares
recado
amo tanto
pedro pedreiro
quatro crioulos
pranto de poeta
madalena foi pro mar
pecadora
deus me perdoe

PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!

Sergio Reis (1973) CANCELADO!!!

Putz! Que legal, ultrapassamos à casa dos 300 seguidores do blog. Isso é mesmo muito representativo. Uma prova de que muita gente acompanha o Toque Musical. E com um detalhe: sem forçação de barra. Tenho certeza que aqueles que aqui estão, o fazem porque realmente se interessam pelo conteúdo do blog. Agradeço imensamente a atenção. Espero a cada nova postagem continuar fazendo jus ao sucesso alcançado. Muito obrigado! 🙂
QUANTO A POSTAGEM QUE ESTAVA AQUI, FOI JUSTAMENTE RETIRADA, POIS NÃO DAMOS DESTAQUE PARA ARTISTAS CRETINOS, VENDIDOS, APOIADORES DE UM (DES)GOVERNO GENOCIDA. FIGURAS COMO ESSA MERECEM O NOSSO DESPREZO E POR CONSEQUENCIA SEREM ESQUECIDOS. ESSE IDIOTA CAGOU EM SUA PRÓPRIA BIOGRAFIA, RASGOU A SUA HISTÓRIA. VAI SER LEMBRADO COMO UM TRAIDOR. MENINO DA PORTEIRA AGORA É O FILHO DO CAPETA QUE O AGUARDA NA PORTA DO INFERNO. AQUI VOCÊ NÃO CANTA MAIS!
 
Augusto TM 
 

Paulinho Da Viola (1975) REPOST

Estamos levando a semana no samba e para mim, samba sem Paulinho da Viola é como comer arroz sem feijão, não dá… Assim sendo e também para manter o bom nível musical enquanto eu dou uma pausa, aqui vai mais um belo disco desse grande artista. Lançado em 1975, o álbum traz entre outras, “E a vida continua”, “Argumento” e “Amor a natureza”. Embora discos de medalhões, como é o caso do Paulinho, nunca saiam de catálogo, há sempre uma certa dificuldade em encontrá-los. Por essa e por outras é que ele está aqui 😉 abrilhantando nosso toque musical.

e a vida continua
argumento vida
nova alegria
amor a natureza
jaqueira da portela
mensagem de adeus
cavaco emprestado
chuva
nada se perdeu
deixa rolar

PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!

Wayne Shorter (Milton Nascimento) – Native Dancer (1975) REPOST

Vocês devem achar que eu estou exagerando em minhas celebrações, com tantas postagens de capinhas adptadas parecendo fotonovela e falando disso. É que na verdade eu andei me lembrando dos meus tempos de menino, nos anos 60, quando havia uma revista chamada ‘Fotopotocas’. Era um almanaque de humor, ilustrado com fotografias de políticos, artistas e celebridades em geral. Nessas, eram aplicadas os famosos balõezinhos, tipo revista em quadrinho ou fotonovela, com falas supostamente ditas pelos personagens. Eu adorava, aliás vivia fazendo isso nas fotografias aqui de casa. Foi daí que surgiu a ideia das capinhas com balões. Acho que a partir de agora vou adotar mais essa em nosso pitoresco blog musical, o que acham?

Bom, falando agora um pouco sobre o disco do dia, temos para hoje um trabalho internacional, incrementado com a couvinha mineira e o tutú de feijão. Estou falando do saxofonista americano Wayne Shorter (ex-The Jazz Messengers, ex-Miles Davis Quintet e ex-Weather Report) e seu encontro com os brasileiros Milton Nascimento, Airto Moreira, Wagner Tiso e Robertinho Silva. “Native dancer” é um disco que conta ainda com Herbie Hancock, Dave McDaniel, Jay Graydon e David Amaro. Lançado nos anos 70, este álbum, considerado um dos melhores discos de ‘jazz fusion’ da década, foi um dos responsáveis por abrir as portas do mundo para Milton Nascimento e o seu Clube da Esquina. Das nove músicas do disco, cinco são de Milton Nascimento, todas, obviamente, já bem conhecidas do público através de seus discos. Porém, em “Native Dancer” elas ganham uma nova roupagem, um ‘modelito’ que logo seria absorvido pelos sócios do clube e também por outros grupos e artistas no mundo inteiro.
Embora este disco não seja nenhuma novidade ou mesmo raridade e até mesmo estando um pouco contra nossos princípios de postagem por ainda se encontrar a venda (lá fora, claro), eu o estou publicando talvez mais como uma indicação de um excelente trabalho. Um disco que merece se ter nas mãos e nos ouvidos. Podem comprar que os gringos agradecem 🙂
ponta de areia
beauty and the beast
tarde
miracle of the fishes
diana
from the lonely afternoons
ana maria
lilia
joanna’s theme

 

Caetano Veloso – Jóia (1975) REPOST

Para finalizar o toque musical, especial de homenagens, deste sábado, vamos agora com o Caetano Veloso. Ele hoje completa 68 anos. Que bacana, o cara parece ter uns 40 e a cabeça de um gênio de 20. Parabéns para ele. Aliás, parabéns também para outro baiano que por descuido eu deixei de homenagear no mês passado, outro gênio, Gilberto Gil.
Mas a razão que leva uma coisa a outra é eu ter à mão algo interessante, curioso ou raro que coincidentemente justifique um postagem. Não quero e nem posso ficar nesse esquema de postar homenagens. No caso do Caetano Veloso temos o polêmico álbum “Jóia”, lançado em 1975 pela Philips. Após o lançamento, não demorou muito para que a censura cortasse o barato do disco, a fotografia na contracapa onde Caetano, Dedé e Moreno aparecem nús. Acredito que por essa razão Caetano, chateado, resolveu também mudar o seu desenho na capa, deixou apenas os passarinhos. Só tempos depois, na edição em cd é que a capa voltou com a arte original, mas sem a foto. Por essa razão o álbum tornou-se um objeto de procura por muitos colecionadores.
Quanto ao conteúdo musical, bom, não preciso falar nada que vocês já não saibam. “Jóia” é um álbum de boa safra, lançado simultâneamente com “Qualquer coisa”, outra preciosidade. Vamos relembrar? Salve Caetano!

minha mulher
gua
pelos olhos
asa, asa
lua, lua, lua, lua
canto do povo de um lugar
pipoca moderna
jóia
help
gravidade
tudo tudo tudo
na asa do vento
escapulário

PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!

Milton Nascimento & RPM – Milton RPM (1987) REPOST

Para amenizar um pouco o contraste do rock com a mpb neste momento, estou postando o bônus da semana. Na década de oitenta os disquinhos compactos estavam literalmente fora de circulação. A onda agora eram os ‘singles’ em formato de lp. Discos também conhecidos como ‘mix’, com apenas duas músicas de cada lado. Em 1987, no auge da popularidade e sucesso, o grupo RPM, liderado por Paulo Ricardo, uniu-se à Milton Nascimento para lançarem este luxuoso ‘single’ (de capa dupla!), pela CBS. As duas músicas do disco são composições em parceria de Paulo Ricardo e Milton. Essa união inusitada, acabou gerando um certo sucesso. As duas músicas foram bem tocadas nas rádios. Eu até pensei que dessa amostra sairia um disco completo, mas não sei porquê, ficou nisso mesmo…

feito nós
homo sapiens

PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!

Luiz Melodia – Felino (1983)

Depois do Sérgio Sampaio, me lembrei que até hoje eu ainda não postei um disco do Luiz Melodia aqui no Toque Musical. Uma falta comigo mesmo, pois o Melodia é um artista genial, adoro o seu trabalho. Ano passado eu encontrei com ele, por acaso lá, no Vila Arábia. Ele entrou assim meio perdido, tinha saído do hotel Mercury e acho que procurava alguma coisa para comer lá na lanchonete. Mineiro é um tipo meio orgulhoso, não gosta de tietagem. Quando ele entrou, todo mundo notou. Aliás, nem tinha como não notar aquele ‘rasta’ com uma áurea que iluminou o ambiente. Mesmo assim todos se fizeram de indiferente (mas louquinhos para saudar o artista). Eu fui logo na maior intimidade lhe perguntando: “e aí Melô, vai ter show na cidade?” O cara foi super simpático, me disse que estaria fazendo shows no final de semana e até me convidou. Só não fui por que ele não me deu o ingresso (brincadeirinha…). Não fui porque não deu mesmo. Pena que o Melô desistiu de comer um quibe com Mate Couro. Eu juro que iria pagar a conta dele 🙂
Bom, mas só para não dizer que eu não falei do disco, “Felino” foi o quinto álbum do artista. Lançado em 1983, o lp traz nove faixas. Todas as músicas são de sua autoria ou parceria. O disco num geral é bom, mas destacam “O sangue não nega” e “Pássaro sem ninho”, em parceria com Ricardo Augusto e “Só”, com Perinho Santana. Confiram o negro gato!

o sangue não nega
divina criatura
um toque
neja
pássaro sem ninho
só sorri pra bahia
destino coração
felino

PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!

João Gilberto – The Boss Of Bossa Nova (1962) REPOST

Pronto! Fui votei e voltei 🙂 No caminho fiquei pensando na tremenda sacanagem que fiz com vocês postando jingles dos políticos. Isso para não falar do Tiririca, que nessa entrou de gaiato. Sinceramente, vamos falar de brasileiros de verdade. Gente que realmente fez e faz pelo Brasil. Prefiro falar de música e de João Gilberto. Acho que só ele é capaz de formatar o meu domingo.
Tenho aqui um presente, uma colaboração do amigo Chris. Na verdade, nem era exatamente para ser publicado no blog, mas como eu disse, hoje só mesmo o João para me tirar essa sensação de engano (será que eu votei bem?).
Vamos com o álbum internacional “The Boss Of Bossa Nova”, lançado em 1962. Este foi o segundo álbum gravado por João Gilberto nos Estados Unidos. Nele temos o artista acompanhado, em algumas faixas, por Walter Wanderley e seu conjunto. Da mesma forma temos os arranjos, feitos por Antonio Carlos Jobim. Este álbum, embora seja daqueles que nunca envelhecem, é de uma certa maneira difícil de se ver por aí. Discão!
Acho que com esta postagem eu salvei o dia. Meu melhor voto é para a sensibilidade 😉

bolinha de papel
samba da minha terra
saudade da bahia
o barquinho
a primeira vez
amor em paz
eu e você
insensatez
trenzinho
presente de natal
coisa mais linda
este seu olhar

PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!

Leonel Azevedo – Ontem E Hoje – 40 Anos De MPB (1970)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Eu, sinceramente, não sei se rio ou se choro. Hoje eu recebi um comunicado do Mediafire avisando que diversos dos arquivos hospedados por lá estavam bloqueados. Aliás não são diversos, são centenas de toques que agora estão inativos. O Blogger, também se resguardando, retirou todas essas postagens até que eu regularize a situação com links para donwload. Será que precisa? O Mediafire já foi pressionado e cortou a hospedagem. Ficamos assim numa situação complicada. Ou eu republico as postagens sem os links, ou as deixo fora de uma vez. Sinceramente, não quero podar as postagens do meu blog, por isso irei realmente retirar os links e assim o farei sempre que tal situação se repetir. Mandou tirar, a gente tira, mas a postagem continua! Daí, passamos a traçar outros caminhos, que obviamente serão mais complicados e demorados para vocês. Mas o direito de compartilhar o que tenho e que é meu continua. Não estou vendendo nada e nem ganhando indiretamente com propagandas. O máximo que eu poderia estar fazendo era ofuscar a coisa enquanto ‘negócio’. Mas que negócio é esse que nem sabe bem qual é o seu produto? Nos proíbem de ouvir discos e músicas que nunca mais serão editados, outros que nem chegaram a ser discos ou publicados. Gravações caseiras como a do João Gilberto na casa do Chico Pereira, uma demo de um grupo punk que nunca chegou a gravar um disco e outras produções exclusivas e independentes do Toque Musical, foram incluídas na listagem dos ‘patrulheiros cibernéticos’ à serviço do DMCA. Seria triste se não fosse cômico.
Uma coisa curiosa que eu percebo é que o Toque Musical parece ser o único infestado pelo vírus da intolerância e do despeito. A inveja é mesmo uma merda (e se manifesta, podem aguardar!)
Para o momento eu vou deixar as coisas como estão. As postagens antigas irão voltando gradualmente, sem toques mediúnicos ou musicais. Para essas, o melhor mesmo é recorrer ao e-mail, fazer um pedido pessoal e aguardar pacientemente. É o máximo que posso fazer, sinto muito… Vamos aos poucos encontrando outras alternativas e nos adaptando. Como sempre digo, o que foi publicado, do público é!
Seguimos com o disco do dia. Tenho para vocês (e sejam rápidos) este ótimo e raro lp, lançado por um selo independente em 1970, trazendo a música de um dos nossos grandes compositores, Leonel Azevedo. Encontraremos no lp dois excelentes intérpretes, Alcides Gerardi e Lia de Carvalho, os quais dividem o discos, cantando coisas como:

lábios que beijei
não foi o tempo
por ti
estória junina
quero voltar aos braços teus
mágoas de caboclo
cantar
nada vezes nada
barqueiro do amor
razão do meu cantar
tá na hora de acabar
um juramento falso
maria
quando a saudade apertar
a primavera chegou
ter tudo e não ter nada
caminho de volta
quem é que não chora?
é de amargar 

Os Guaranis (1964)

Boa noite amigos cultos e ocultos! Hoje eu trago para vocês um disquinho dos mais interessantes e raros. Totalmente esquecido, até mesmo em sites especializados em música popular brasileira. Não há nenhuma referência na rede a respeito deste trio vocal, chamado Os Guaranis.
Seguindo a linha do Trio Irakitan, este grupo surgiu no início dos anos 50, na Rádio Iracema, de Fortaleza. Chamavam-se “Trio Guarni”. Nesta década fizeram muito sucesso, sendo considerado o melhor conjunto vocal do Ceará. A partir de 1957 eles saíram em excursão, tanto por outras cidades do norte e nordeste, como também por vários países da América Latina e Estados Unidos. Em 1963, já de volta ao Brasil, o trio se apresenta no programa de tv da Hebe Camargo com o nome definido de “Os Guaranis”. Produzidos por Nazareno de Brito, eles gravam então este álbum, com um repertório que vai do samba ao rock italiano, entre outros estilos muito em voga naquela época. Até onde eu sei, Os Guaranis só gravaram este lp e um compacto, também pela Copacabana. Me parece também que eles acompanharam a Angela Maria e até gravaram com ela. Confiram aqui este albinho bacana 😉

baile do tijolo (il ballo del mattone)
não sou ninguém (uno dei tanti)
tô me gamando (pelelé)
jacarandosa
balada de quem volta
sabor a mim
os ciganos (les gitans)
triangulo
sonho louco
sabe deus
este amor
vingança

Música Na Corte Brasileira Vol. 2 – Na Corte De D. João VI (1965)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Custei, mas cheguei! Hoje vamos com o segundo volume desta série rara, que, com toda certeza, desde o seu lançamento nunca mais foi ouvida. Vejam vocês, o que seria de discos como esses, de compositores, músicos e outros artistas do passado, se não houvessem aqueles, como eu, que resolveram fazer o que quem deveria não fez, ou não quer fazer? Quando, alguns dos amigos aqui, teriam a oportunidade de ouvir um disco como este? Sinceramente, não fosse essa ‘anarquia organizada’, muito do que já  passou continuaria enterrado e esquecido. Putz, aqui estou eu batendo nas mesmas teclas, repetindo oque vocês já estão cansados de saber. Melhor é nós nos preocuparmos com o que temos aqui.
Neste segundo volume da “Música na Corte Brasileira”, encontraremos peças do Padre José Maurício, Marcos Portugal, Antonio José do Rêgo e Antonio Leite da Silva, nomes dos mais expressivos no cenário músical do Brasil Coroa. Como no volume anterior, temos a Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC, sob a regência do Maestro Alceo Bocchino.

zemira (abertura) – josé maurício
te deum – josé maurício
abertura nº 16 – marcos portugal
ora adeus senhora ulina – antonio josé do rêgo e caldas barbosa
beijo a mão que me condena – josé maurício
hino para a aclamação de d. joão VI – marcos portugal
  

A Volta De Beto Rockfeller – Trilha Original Da Novela (1973)

Oooopa! Ainda cheguei a tempo para o nosso disquinho do dia. Mais uma trilha de novela com algumas faixas bem interessantes. Temos aqui a trilha mista da novela da antiga TV Tupi, “A volta de Beto Rockfeller” (a saga continua..) Nesta época, ainda não havia essa preocupação, pelo menos por parte de algumas novelas, em apresentar uma trilha original. Em muitos casos os temas explorados eram sucessos do momento, ou viravam, com certeza.
Nesta trilha encontramos um prato misto, com músicas nacionais e internacionais. Uma trilha, realmente muito boa, que ainda hoje chama atenção. Dos temas nacionais tem duas músicas que eu particularmente adoro, “Caroço de manga” do (e com o) Raul Seixas e o sambão “Depois que o tá ruim chegou nunca mais melhorou”, com o MPB-4. Acho que só por essas duas já vale o disco e a postagem. Mas tem também o Jorge Ben, o Bee Gees e o James Brown. Pode chegar, que hoje a festa é liberada 😉

jazz potatoes – jorge ben
my life has been a song – bee gees
this guy – this gilr’s in love – james brown e lyn collins
moonlight serenade – syd lawrence e oquestra
caroço de manga – raul seixas
how love hurts – the sylvers
monkberry moon delight – exuma
depois que o tá ruim chegou nunca mais melhorou – mpb-4
while we’re still young – paul anka
that’s my girl – the osmonds
method to my madness – bee gees
from toys to toys – the emotions

Cyro Monteiro E Dilermando Pinheiro – Telecoteco, Opus Nº 1 (1966)

Boa tarde, prezados amigos cultos e ocultos! O disco de hoje nasceu de um contra ataque. Estava eu tranquilamente curtido a paz matinal do domingo, quando as ‘trombetas de jericocó” começaram a soar, seguindo pelo dia adentro. Haja domingo! Explico. É que está acontecendo aqui perto uma festa, promovida pela igreja católica local. Fico impressionado de ver como os católicos estão ficando iguais aos protestantes em matéria de barulho. Fervorosos de dar no saco. Será que eles acham que Deus é surdo?
Pois é, de contra ataque, não deu outra, puxei logo meu arsenal e mandei de samba no volume máximo. Foi Cartola, Nelson Cavaquinho, Candeia e até o “Batucada Fantástica” do Luciano Perrone. Entre esses e outros, rolou também “Telecoteco Opus Nº 1”, disco bacana do Cyro Monteiro com o Dilermando Pinheiro. Acho que nem preciso entrar muito em detalhes (que naturalmente já vem no pacote), pois este disco já foi bem divulgado em outras praças.
“Este disco é uma síntese do show Teleco-teco Opus nº 1, com Cyro  Monteiro e Dilermando Pinheiro, apresentado pelo Grupo Opinião em seu teatro no Shopping Center de Copacabana. O disco reúne os melhores momentos do espetáculo, cheio de humor e ternura, durante o qual a antiga ‘dupla onze’ interpreta seus antigos sucessos e lança outros.
Telecoteco, opus nº 1, insere-se  na mesma linha de ‘Opinião’, que o Grupo Opinião lançou nos palcos do Brasil com êxito integral e que também foik editado em disco: valorizaçãoo da música popular brasileira em suas  expressões mais significativas, vendo-a como um todo que evolui, absorve influências e as incorpora. Isto, sem  trair o fundamental: o espírito do povo que se exprime através de seus artistas e cantores.”
Por se tratar de um show, no disco não há separação por faixas. Ou melhor dizendo, não há faixas separadas para cada música. A gente escuta é numa sentada só. O que, aliás, a gente nem percebe, de tão envolvidos que ficamos ao ouvirmos esses dois grandes mestres bambas do samba.

minha palhoça
alô, joão
para me livrar do mal
a mulher que eu gosto
volta pra casa, emilia
deus me perdoe
levava jurado
lulu de madame
se acaso você chegasse
escurinho
a lalá e a lelé
madalena
amei tanto
eu queria
ai, que saudades da amélia
emília
dora
marina
maria rosa
florisbela
conceição
clelia
aurora
eva querida
isabel
julieta
odete
isaura 
rosa morena
menina fricote
nos braços de isabel
formosa
até amanhã

Elas Cantam Ao Vivo – Coletânea Toque Musical (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos nós para mais um encontro com as coletâneas. Hoje eu tive mais tempo e pude preparar uma seleção musical bem interessante. A coletânea de hoje é dedicada às apresentações ao vivo, feitas por algumas de nossas grandes cantoras. A minha seleção de músicas não obedecesse a nenhuma regra além de serem gravações feitas ao vivo, extraídas de discos e outros registros não oficiais. Encontraremos aqui cantoras de épocas distintas, tanto das antigas, quanto das mais recentes. Por certo, as doze cantoras escolhidas não são as únicas ou preferidas por mim. Se pudesse, faria um selecionado maior, porém, para o começo está de bom tamanho. Vamos conferir?

gosto do que é bom – shirley e o tuca trio
samba da benção – bebel gilberto
se todos fossem iguais a você – maysa
o dinheiro que eu lhe dei – elis regina
falsa baiana – gal costa
risque – marita luisi
meditação – castigo – a banca do distinto – isaura garcia
vingança – isaura garcia
feitio de oração – helena de lima
vem ver – shirley e o tuca trio
saudade de itapoã – marita luisi
é luxo só – elizeth cardoso
hotel maravilhoso – marina machado
moça flor – leny andrade
a bela da chuva – marina machado
álibi – maria bethania
influência do jazz – leny andrade
bananeira – bebel gilberto
deixa que anoiteça – helena de lima
cai dentro – elis regina
demais – meu mundo caiu – eu preciso aprender a ser só – maysa
coração vagabundo – gal costa
mulata assanhada – elizeth cardoso
molambo – maria bethania

Blecaute – Ao Vivo Na Radio Bandeirantes (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje é sexta feira, dia do disco/artista independente. Decidi, independente de qualquer coisa, fazer diferente, trazer uma produção da casa. Na verdade, apenas na embalagem. Mas, de qualquer forma, assegurando uma identidade para um registro musical dos mais interessantes. Temos aqui um programa de rádio. A gravação de um programa da Rádio Bandeirantes, onde o cantor Blecaute é o convidado especial. Aqui ele canta e nos conta fatos interessantes de sua carreira. Um registro histórico que merecia ter virado disco, ou nos dias de hoje, uma postagem como a do Toque Musical.
Esta gravação eu não me lembro mais quem foi que me enviou. Ficou guardada aqui, como tantos outros áudios, no fundo da minha gaveta 🙂 Hoje, agora a pouco, eu estava animado e folgado, daí montei o disquinho exclusivo para o deleite de vocês.
PS. Me faltou infomações sobre essa gravação. Não sei nem a data. Alguém aí assistiu ao programa?

general da banda
tristeza do jeca
gosto que me enrosco
arrasta a sandália
oh, seu oscar
leva meu samba
acertei no milhar
pedreiro waldemar
chegou a bonitona
tô aí nessa boca (samba bom)
falando de joão da baiana e heitor dos prazeres
mulher de malandro
falando sobre chico alves
eu agora sou casado
carioca bonita
relembrando nomes
o meu guarda chuva
oito mulheres
joãozinho boa pinta
dia dos namorados
natal das crianças
blecaute relembrando
maria candelária
maria escandalosa
papai adão
dona cegonha
rei zulú
quero morrer no rio
romeu e julieta

Adelino Moreira – Encontro com Adelino (1967)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Só para que ninguém fique na dúvida, as reposições de antigas postagens estão sendo feitas aos poucos. Algumas, que parecem demorar mais, são de títulos que pretendo recompor os arquivos totalmente. Por isso peço paciência. Tudo, aos poucos, vai sendo resolvido 😉
Hoje não é sábado, dia de coletâneas, mas mesmo assim vamos ter uma (e oficial). Trago aqui para vocês outro ‘álbum de gaveta’. Estou sendo obrigado a lançar mão do que já estava na reserva e preparado para ganhar tempo, pois ainda nesta semana continuo muito atarefado.
Vamos com esta coletânea da RCA, dedicada à música do compositor Adelino Moreira. Temos aqui cinco dos seus mais frequentes intérpretes, obviamente todos da mesma gravadora, em 14 faixas. São músicas que provavelmente, quase todas, devem constar em outros álbuns já postados aqui no Toque Musical. Mesmo assim, eu acredito, irá agradar à turma da velha guarda.
Apesar de toda a minha pressa, hoje, eu bem que gostaria de postar mais um disco. Se sobrar um tempinho a noite, eu volto, nem que seja com apenas um compacto. 🙂 Vamos ver…

noite da saudade – nelson gonçalves
meu ex amor – angela maria
ciclone – carlos nobre
solidão – núbia lafayette
duelo – cauby peixoto
eu te amo – angela maria
negue – nelson gonçalves
borrasca – nelson gonçalves
devolvi – núbia lafayette
regresso – carlos nobre
não me perguntes – angela maria
fim de estrada – carlos galhardo
seria tão diferente – núbia lafayette
vitrine – nelson gonçalves

Carlos Lyra – 25 Anos De Bossa Nova (1987)

Olás! Hoje iremos de Bossa Nova. Trago aqui para vocês mais um ‘álbum de gaveta’. Este foi para a reserva, esperando chegar uma nova oportunidade. Como, pelo visto, ninguém mais o postou, aqui vou eu fazendo o serviço. Bem porque, este foi o primeiro que me veio à mão, nessa pressa de quem não tem muito tempo.
Segue aqui este álbum acústico e ao vivo, gravado pelo Carlos Lyra em um show no Jazzmania, em 1987. Antecedendo às comemorações de 25 anos de Bossa Nova, o moço foi esperto, foi logo lançando show e disco dois anos antes.
Pessoalmente, adoro o trabalho do Carlos Lyra, porém este disco me soa fraco, apesar de haver nele quase todos os seus clássicos. O intimismo do show, que com certeza foi melhor que o disco, parece ter mais emoção no momento. Além do quê, celebrar 25 anos de Bossa Nova merecia mais que uma voz e um simples banquinho e o violão. Que me perdoem os outros artistas, mas banquinho e violão eu só aceito o João Gilberto, este sim, não precisa de acompanhamento. Contudo, todavia ou mesmo assim, não posso negar o talento do Carlinhos que é, sem dúvida, um dos grandes pilares da Bossa Nova.
O roteiro do show, que acaba sendo também o do disco, se divide numa tentativa cronológica, onde o artista repassa, as vezes quase num ‘pot pourri’, suas composições e parcerias famosas.
Apesar das minhas críticas, não deixa de ser um disco interessante. É Bossa Nova…

minha namorada
quando chegares
maria ninguém
lobo bobo
saudade fez um samba
canção que morre no ar
se é tarde me perdoa
feio não é bonito
você e eu 
coisa mais linda
samba do carioca
sabe você
pau de arara (comedor de gilete)
maria moita
primavera
influência do jazz
o négocio é amar
marcha da quarta feira de cinzas

PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ 😉

Música Na Corte Brasileira Vol. 1 – Rio De Janeiro – O Vice-Reinado (1965)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Finalmente vamos à postagem do dia. E hoje é dia de música erudita. Tenho alguns ‘discos de gaveta’, mas mesmo sem muito tempo, optei por algo que fosse especial. Me lembrei desta coleção raríssima que havia digitalizado há algum tempo atrás. Eis aqui um trabalho excepcional lançado pela Odeon, através de seu selo Angel. Trata-se da coleção “Música na Corte Brasileira”, um apanhado riquíssimo de obras que mesmo na época em que foram gravadas já eram raras. São cinco volumes ao todo. Penso em ir postando os próximos na sequência, todas as terças, dentro da programação semanal.
Neste primeiro volume encontramos peças musicais buscadas em arquivos da Europa e do Brasil. São obras de Joaquim Manuel, Marcos Portugal e José Maurício, nomes que só mesmo quem entende de música clássica e erudita sabe dar valor. Há também outras peças profanas e anônimas. A música que se ouvia no Rio de Janeiro do Vice-Reinado.
Olga Maria Schroeter, soprano e o Collegium Musicum da Rádio MEC, sob a direção do Maestro George Kiszely, executam o primeiro lado do disco. No segundo temos Associação de Canto Coral ao lado da Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC, sob a regência do Maestro Alceo Bocchino.
Música erudita não é bem a minha praia, mas mesmo assim eu sei sentar na areia e apreciar o mar. Convido vocês para fazerem o mesmo 😉

uma mulata bonita – anônimo da bahia
no regaço da ventura – anônimo do século 18
se me desses um suspiro – joaquim manuel
se queres saber a causa – joaquim manuel
foi o momento de ver-te – joaquim manuel
triste salgueiro – joaquim manuel
desde o dia em que nasci – joaquim manuel
você trata o amor em brinco – marcos portugal 
canidê-loune – música carioca do século 16
crux fidelis – josé maurício
judas mercator pessimus – josé maurício
sinfonia fúnebre – josé maurício

As Divinas E Maravilhosas – Trilha Sonora Original Da Novela (1973)

Boa noite! Aqui vou eu aproveitando a brecha para trazer aos amigos cultos e ocultos mais uma trilha sonora original. Temos para hoje os temas da novela “As Divinas …E Maravilhosas”, que foi ao ar no início dos anos 70. Uma produção da extinta Rede Tupi de Televisão. Nesta época era comum o uso de músicas estrangeiras mescladas a outros temas nacionais. No caso aqui temos até clássicos como “Smoke gets in your eyes”, original com The Platters. Outra internacional que me chamou a atenção foi “Hey girl”, com o Paul Anka. Jamais imaginaria que fosse ele cantando. “Love’s theme”, do Barry White também é ótima, mas estamos aqui para falar e principalmente ouvir os nacionais. Temos nesta trilha alguns momentos raros e exclusivos. Coisas como “Tema de Cathy”, um belíssimo instrumental de César Camargo Mariano. Jorge Ben na primeira versão para “My lady”, que pelo que parece só veio a ser relançada na coletânea “Salve Jorge”. Outra também rara é “Donzela”, de Naire e Paulinho Tapajós, na interpretação magristral de Nara Leão. Essa foi mais uma que eu esqueci de incluir na coletânea “Nara Rara“. Tem também “Divina cinquentona”, uma música do Juca Chaves que eu não me lembro de já tê-la ouvido em algum de seus discos. E não faltou o Tim Maia 🙂 Taí, uma trilha de novela que não se vê facilmente pelas fontes da blogosfera musical. Pronto, olha a torneirinha aberta aqui… hehehe…

love’s theme – john barry-moore
my lady – jorge ben
never for me – millionaires
donzela – nara leão
smoke gets in your eyes – the platters
tema de cathy – cesar camargo mariano
hey girl – paul anka
divina cinquentona – juca chaves
daydream – david cassidy
let me in – the osmonds
sweet cathy – mr. charlie
música no ar – tim maia