Olá, amiguinhos cultos e ocultos! Fazendo jus à tradição, o Toque Musical, nesta semana tem procurado ser curiosamente interessante. Lembrando que aqui, mais que nunca, é um lugar para se ouvir com outros olhos 😉
Lelo Nazario – Se… (1989)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Continuando na proposta do ‘ouvir com outros olhos’, hoje nós iremos com a música instrumental do pianista e compositor paulista Lelo Nazario. Para os que não conhecem, Lelo é um músico na sua melhor concepção, inquieto e investigador. Tocou ao lado de nomes como Hermento Pascoal, Naná Vasconcelos, Toninho Horta, Márcio Montarroyos e por aí a fora (isso sem citar os internacionais). Músico considerado um dos melhores do ano (2007 e 2008) pela crítica internacional. Tem gravado uma meia dúzia de discos solos, além de outros tantos com grupos os quais participou. Foi o líder integrante do experimental Grupo Um, um conjunto instrumental de vanguarda, surgido no início dos anos 80. Depois veio a fazer parte de outro grande e premiado grupo de música instrumental, o Pau Brasil. Foi nesse hiato, entre o Grupo Um e o Pau Brasil que Lelo gravou este álbum, o “Se…”, em 1987, lançado dois anos depois através do seu selo independente. Pelo pouco que eu conheço do trabalho deste músico, considero este um dos mais interessantes. Um disco denso e ao mesmo tempo leve, com estruturas experimentais complexas, mas também melodioso nos momentos certos. Lelo vem muito bem acompanhado por outras feras do jazz e instrumental brasileiro. Tocam com ele Teco Cardoso no sax e flauta; Rodolfo Stroeter no baixo e Nenê na bateria. Para engrossar ainda mais o caldo ele ainda traz os convidados, Zeca Assumpção (baixo); Paulo Bellinati (guitarra com sintetizador); Edgar Gianullo (guitarra) e Zabelê (vocal).
Histórias De Bichos E De Gente (1967?)
Olá criançada culta e oculta! Hoje eu estou aqui tentando por a casa em ordem, refazendo alguns velhos toques e criando outros. Hoje, além de ser o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, é também o Dia das Crianças. Embora pouquíssimas vezes eu tenha recebido aqui a visita dos pequenos, não vou deixar de pensar neles, em mim mesmo a algumas décadas atrás. Sinceramente, fui, talvez, em busca da minha infância, das boas lembranças e de um tempo que eu não desisto de perseguir. Sim, sou saudosista, até demais. Porém, procuro sempre não deixar que a saudade se torne o meu presente. Viver é mesmo o agora!
Conjunto Metal Brasil – Havens (1989)
Bom noite, amigos cultos e ocultos! Eu sei que a cada vez eu falo uma coisa diferente. Havia dito que nesta semana eu me dedicaria às postagens de discos bem velhos (raros), mas de um dia para o outro muita coisa acontece, imprevistos e outros relâmpagos inesperados. Isso para não falar na minha bipolaridade musical (aliás, polipolaridade!). Me convenci, desde ontem, a fazer desta semana algo diferente e para alguns até radical. Postar alguns trabalhos musicais curiosos, herméticos e experimentais. Para não chocar os tradicionais de imediato, comecei pegando de leve, postando ontem um Egberto Gismonti. Hoje, ainda azeitando os ouvidos, vou trazendo a música do compositor Daniel Richard Havens, um nome que, por certo, a grande maioria deve desconhecer. Principalmente porque estamos falando aqui de música erudita e essa nem sempre está no cardápio do dia de nós, brasileiros.
Kuarup – Trilha Sonora Original (1989)
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Eu ainda estou em dívida com alguns de vocês, neste fim de semana não tive condições para refazer velhas postagens. Mas, gradualmente, irei repondo os solicitados, basta que vocês fiquem atentos…
Hoje é dia de trilha. Para variar, vamos dessa vez com uma do filme Kuarup, do cineasta Ruy Guerra. A trilha, maravilhosa, é assinada por Egberto Gismonti, através de sua produtora, a Carmo Produções Artísticas e distribuída em discos pelo selo Kuarup (tudo a ver). O álbum é praticamente instrumental e Egberto conta com um excelente naipe de músicos, uma verdadeira orquestra. Aliás, não, são duas orquestras, uma sob a regência de Jacques Morelenbaum e a outra, a Transarmônica, do próprio Egberto.
Me lembro de já ter visto este filme umas três vezes. Não só pela sua história, baseada no romance de Antonio Calado, ou pelo competente trabalho do Ruy Guerra e seus auxilares. Mas, devo confessar, pela beleza que era a Claudia Raia. Meu Deus, que avião! Desculpem, não resisti, tinha que falar…êta mulher bonita! Que corpão! Morro de inveja do Edson Celulari e mais ainda do ‘bad boy’ Alexandre Frota, que na época, me parece, era o namorado da garota.
Realmente, o filme é todo bom. Se não agrada por um lado, agrada por outro. Porém, a trilha, não tem como não gostar. Egberto Gismonti é um gênio!
Severino Araújo E Sua Orquestra Tabajara – Dançando Com Severino Araújo (1954)
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Finalmente chegamos à postagem de hoje. Meio que empurrado, lá vou eu salvar o dia. Tenho aqui comigo alguns álbuns de 10 polegadas, os quais eu pretendo ir postando durante a semana. Observo, porém, que os disquinhos estão bem surrados e nem mesmo no Sound Forge eu consegui melhorá-los. Mesmo assim irei postando, pois além de belíssimas as capas podemos superar, na base da boa vontade, o incômodo som de radinho de pilha que acabou resultando. Por via de dúvidas temos duas versões de cada faixa com diferentes resultados de filtragem. Melhor que isso só se aparecer por aqui um disco mais conservado. Afinal este lp foi lançado a quase 60 anos atrás. Alguém aí sabe ser esses fonogramas chegaram a ser relançados no formado 12 polegadas? (hehehe… suponho que não) E certamente, se não for através de blogs, pode dar por esquecido.
Vamos então conferir o grande Severino Araújo e sua imortal Orquestra Tabajara neste disco que foi o terceiro lançamento da Continental em 10 polegadas. Aqui encontraremos um repertório bacana, com sambas, choros e até um baião. Tudo feito com maestria, comprovando o porquê essa orquestra já foi considerada uma das melhores do mundo! (pelo menos eu acho). Confiram aí…
Ronnie Cord – Singles & Raridades Do Sanduiche Musical (2011)
Olá amigos cultos e ocultos! Ontem, sexta feira, eu infelizmente não tive como ‘bater o ponto’, muito menos preparar alguma coletânea especial para vocês. Estou meio mal, desde ontem, com uma dor muscular nas costas que reflete no estômago. Passei a madrugada no pronto socorro, onde por lá fui medicado, mas ainda não estou bem. É nessas horas que a gente tem que recorrer aos amigos. No caso, aos amigos blogueiros.
Esta coletânea do Ronnie Cord foi criada pelo amigo Chico em seu blog Sanduiche Musical e também apresentada por ele no GTM (Grupo Toque Musical). Quem ainda não conhece o blog e nem se inscreveu no nosso grupo, não sabe o que está perdendo. Tomei a liberdade de publicar também aqui no Toque Musical essa ótima seleção, visto que, como dizem na roça, estou que nem um jacú baleado, sem ânimo e força para novos vôos.
Apesar dos pesares, a postagem do domigo já está vindo. Deixa só o Tandrilax fazer efeito… eu volto logo 🙂 Enquanto isso, confiram essa bela seleção com raridades que eu mesmo não conhecia. Valeu Chico!
Tarancón – Ao Vivo (1981)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje eu acordei tarde e já estou atrasado para ir ao trabalho. Por essa razão serei breve. Escolhi, propositalmente, para o nosso dia do artista/disco independente este álbum do grupo Tarancón, gravado ao vivo no início dos anos 80. Uma fase muito boa e ao vivo fica ainda mais emocionante. Como já postei por aqui outros tantos discos do grupo, acho desnecessário tecer, nessa hora, qualquer outro comentário além de dizer: Eu adoro o Tarancón!!! E vocês? (se gostarem, avisem, tá?)
Boleros, Choros e Baiões (1960)
Olá amigos cultos e ocultos! Neste próximo sábado vai ter feira do vinil em Belo Horizonte. É mais uma oportunidade para aqueles que apreciam a bolacha preta. Há sempre por lá uma variedade muito grande de discos, que atende ao gosto de qualquer um. Raridades por lá não faltam. Para aqueles que estiverem na cidade, a feira do vinil fica na galeria de um prédio (esqueci o nome) na esquina de Rua Inconfidentes com Pernambuco, na Savassi. É bem fácil de achar. Apareçam…
Para hoje eu reservei este disco do selo Prestige, um álbum muito agradável, que já pela capa atrai a gente. Trata-se de uma seleção musical extraída de dois outros discos deste selo: o “Sucessos Em Ritmo De Tango E Outras Bossas” e “Música, Amor E Festa”. Um álbum que podemos entender como sendo uma versão econômica criada pela gravadora, com um preço mais barato, sendo também uma forma de promover suas produções. O texto da contracapa é todo essa justificativa. Seria mesmo um disco ao alcance dos menos abonados ou aquilo que logo a diante se tornaria um disco de coletâneas, que geralmente são mesmo mais baratos. Em virtude disso eles economizaram na lista das músicas e na ficha técnica. Quem pega no álbum fica a mercê das limitações. Mas, fora isso, a qualidade de gravação e o disco no seu conteúdo são ótimos. O que temos aqui na verdade é o Zé Menezes e seu conjunto e supostamente o Sexteto Prestige. Taí um conjunto lendário e misterioso. Até hoje eu não descobri quem fazia parte desse sexteto. Já ouvi mil e uma suposições, mas nada de concreto. Por isso mesmo é que não dei sequência à publicação da série “Música e Festa“, creditado a eles. Não se tem em nenhum desses os nomes dos músicos. Por outro lado, ou, de um outro lado (do disco) temos um nome que eu logo identifiquei, o guitarrista Zé Menezes (e seu conjunto). O disco “Música, Amor e Festa (que por acaso eu não tenho) é dele! Cabe aqui também uma informação pertinente ao Zé Menezes. Eu que tinha, para mim, a suposição de que este grande guitarista – que já havia tocado com Radamés e lançado diversos discos por trás de seus Velhinhos Transviados – já havia falecido, fiquei feliz e surpreso ao saber que ele, ao longo dos seus noventa e uns anos, ainda estava na ativa. Descobri o site da Artbraz (ABZ Produções), que lançou a pouco tempo atrás novas gravações do Zé Menezes, com direito a um site exclusivo para o artista. Fiquei realmente emocionado. Quero logo adquirir esses discos (me parece, são três cds).
Bom, quanto ao nosso disco aqui, não precisamos dizer muita coisa. Se divide em faixas longas, feitas para dançar, em forma de ‘pot-pourri’, destacando o bolero e o choro-samba, com leves pitadas de baião na passagem de uma música para outra.
Não deixem de conferir 😉
Dionysio E Seu Quinteto – Romance No Texas Bar (1959)
Como eu sei que iriam me pedir o primeiro disco do Dionysio e Seu Quinteto, decidi postá-lo também.
Pessoalmente, eu gosto mais deste primeiro lp, talvez pelo repertório, pela capa e também pela qualidade do som, que aqui está exemplar.
Vamos aguardar agora é o “Sax Magia”, quem sabe ele aparece por aqui numa próxima oportunidade?
Vão aí… na dose dupla especial ;0
Dionysio E Seu Quinteto – Sax & Ritmo (1959)
Bom dia, amigos cultos e ocultos. Segue aqui mais uma raridade, que segundo contam é um álbum muito procurado por colecionadores, principalmente estrangeiros. Isso, muito por conta dos músicos que fazem parte do quinteto do saxofonista Dionísio de Oliveira (ou Dionysio com Y, se preferirem). Antes, porém, de entrarmos nesse mérito, o certo é apresentarmos o ‘bandlearder’. Dionysio era paulista, iniciou-se na música tocando bateria, mas acabou trocando a percussão rítmica pelo sopro, tocando saxofone e clarinete. Integrou diferentes e renomadas orquestras em São Paulo e no Rio de Janeiro, para onde se mudou e seguiu carreira. Tocou também em diversas rádios e fez parte do ‘cast’ de instrumentistas da antiga TV Tupi, do RJ. Foi nos meados dos anos 50 que ele formou o seu conjunto, contando com músicos talentosos, que alguns anos mais tarde se tornariam célebres instrumentistas. Me refiro ao violonista Baden Powell, o baterista Edson Machado e o contrabaixista Wilson Marinho. Os outros músicos do quinteto eu só consegui identificar pelo primeiro nome – Lucas (piano), Alcides (bongô) e Perez (pandeiro) – relação essa que apareceu a primeira vez no blog do Zecaloro, através da dica de um de seus visitantes. A mesma lista foi transposta para o Dicionário (in)Cravo Albin, que é talvez a única fonte de informação sobre Dionysio e o seu quinteto. Conforme também podemos identificar por lá, Dionysio e Seu Quinteto gravou apenas três discos, todos pelo selo Internacional CID Hi-Fi. “Sax & Ritmo” foi o segundo álbum, lançado em 1959, no mesmo ano e embalo do primeiro disco, “Romance no Texas Bar”. O terceiro lp viria no ano seguinte, 1960, “Sax Magia”, que para mim, é o mais raro, afinal é o único que ainda falta na minha coleção 🙂
O repertório é misto composto de ‘standards’ da música internacional, além de sambas e chorinhos, um deles de autoria do próprio Dionysio.
Acho que eu nem preciso dizer para os amigos conferirem… tá na mesa! 😉
Baptista Siqueira – Caatimbó E Melodias Para Canto E Piano (196?)
Boa tarde , amigos cultos e ocultos. Hoje, terça feira é aquele dia dedicado (até segunda ordem) à música clássica e erudita. Estou sempre lembrando isso para que nossos novos visitantes possam entender o esquema por aqui.
Eu fiquei meio na dúvida se deveria ou não postar hoje este raro e belo lp. Trata-se de um álbum lançado pelo obscuro selo Uirapuru, dedicado à música brasileira de cunho erudito e também folclórico. Este selo lançou outros diversos discos e a partir dos anos 70 passou a ser uma espécie de subsidiária da CBS, produzindo discos de música folclórica e sertaneja. Temos assim este lp, um disco realmente raro, que infelizmente eu não localizei a data, mas eu suponho que seja dos anos 60. Nos traz um pouco da obra de Baptista Siqueira, um nome pouco lembrado (ou sou eu o esquecido?).
Baptista Siqueira vem da Paraíba, iniciou na música através das bandas, muito comuns no nordeste, onde era mestre e compositor, se apresentado em várias cidades nordestinas. No final dos anos 20 transferiu-se para o Rio de Janeiro onde atuava na banda militar e também em pequenas orquestras. Fez seus estudos no Instituto Nacional de Música e na Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil, onde viria a ser professor de harmonia. Em razão de estudos acadêmicos, se interessou pelo conhecimento das tradições musicais de sua região e pelas questões relacionadas à cultura indígena. Seu trabalho como compositor se destaca a partir dessa fase e fica marcado através de obras como o bailado “Muiraquitãs”, os poemas sinfônicos “Guriatã” e “Jandaia”. Baptista Siqueira era acima de tudo um musicólogo, defensor da contribuição indígena para a formação da música brasileira nordestina. Seu nome está intimamente ligado aos estudos dessas tradições folclóricas, sendo ele figura das mais importantes neste cenário. Escreveu também vários livros
A música de Baptista Siqueira é voltada à natureza folclórica e também erudita. Me corrijam se eu estiver errado. Na minha pressa habitual, não tive tempo de colher outras informações ou ser mais preciso. Mas o que não falta é fonte rica e detalhada para os amigos cultos consultarem. Minha missão aqui é apenas acender o fogo.
No presente lp vamos encontrar um trabalho bem interessante que se inicia do lado A com “Caatimbó”, ritual de pescaria, em seis belíssimos cantos que trazem como solistas Roberto Miranda e Abelardo Magalhães. O lado B são “Melodias para canto e piano”, poemas musicados de Lucídio Freitas e Wilson W. Rodrigues, tendo como solista Roberto Miranda e ao piano Rosete Miranda. Um belo e incomum trabalho musical. Erudito, porque não? 🙂
Vitoria Bonelli – Trilha Original Da Novela (1972)
Muito bom dia a todos! Mais uma semana… mais discos 🙂 Essa onda não acaba. Então vamos surfar 😉
Tenho hoje para vocês mais uma trilha de novela. Quero até aproveitar o momento para informar que o dia de hoje não é só dedicado às trilhas de novelas, mas trilhas em geral, de filmes, teatro e outras mais…
Taí uma outra novela da qual eu não me lembro, mas que sei, fez muito sucesso na ocasião. Escrita por Geraldo Vietri e produzida pela extinta TV Tupi em 1972. O disco da trilha é uma salada mista, mas com destaque para a música italiana, afinal o tema da novela fala de imigrantes italianos (creio eu). A maioria das faixas são instrumentais, com excessões curiosas, como a super banda de rock ingleza Golden Earring (ainda em sua boa fase). Tem também o Sergio Endrigo e o Ennio Morricone, muito bons. As demais são temas orquestrados sob o comando do Maestro José Briamonte. Ah, tem também o Paul Mauriat e o James Last, morou?
Carolina Maria de Jesus – Quarto de Despejo (1961)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje, pela manhã, estive tentando dar uma ajeitada na minha discoteca digital/virtual e também na real, buscando alguns discos realmente raros e que afaste o Toque Musical dessa nefasta onda de perseguição. Quero ver se publico aqui coisas que realmente andam fora do contexto comercial. Já comecei a seleção, agora só falta ir preparando as bolachas, gravações e outros áudios para as postagens diárias.
As Doze Mais – Volume 3 (1960)
Boa noite, amigos cultos e ocultos. Custei mas cheguei… e vou confessar uma coisa, mais uma vez eu esqueci do blog. Esqueci de preparar a postagem. Logo hoje que é dia de coletânea, eu não preparei nada e nenhum dos amigos blogueiros, também, não mandaram nada. O jeito foi apelar, mais uma vez, para as coletâneas oficiais, verdadeiramente lançadas no mercado.
Nilson Chaves E Vital Lima – Interior (1985)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje é sexta feira, dia da nossa postagem dedicada ao artista/disco independente. Preparei este álbum com muito carinho, pensando nos amigos paraenses que eu muito prezo. Égua, esses são dois grandes artista do Pará! Dois grandes artista entre os que mais gosto, da região. Nilson Chaves já é uma figura bem conhecida aqui no Toque Musical, já postei dele dois excelentes discos. Vital aparece aqui pela primeira vez, mas seu lugar no nosso blog estará sempre garantido. Mais para frente a gente publica algum álbum solo dele.
Peruzzi E Sua Orquestra – Páginas Inesquecíveis (1963)
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Uma coisa que eu tenho percebido, depois da faxina que a turma do Blogger começou a fazer, é o receio das pessoas frente a repressão que vemos crescer cada dia mais no mundo digital. É impressionante e mesmo temeroso os rumos que toma a Internet. Cada vez mais ela deixa de ser um território livre para ser ocupado pelos mesmos latifundiários do mundo real e concreto. Querem aplicar as mesmas leis caducas, uma adaptação forçada que nos leva à mesma situação. Ou por outra, a ideia é manter tudo do mesmo jeito que sempre foi. Qualquer entendimento, reconhecimento ou ação isolada nesta ‘revolução digital’ pode ser considerado como uma conspiração contra o Sistema. Acontece que o Sistema, nos moldes atuais, está falido. Uma nova onda está por vir e nessa, quem ainda não aprendeu a surfar vai ser engolido pelas águas. O que me preocupa mais é pensar no tamanho dessa onda e até onde ela nos levará. A verdade é que as pessoas estão temerosas, estão sendo (veladamente) ameaçadas e sufocadas. Se não reagirmos, tenho certeza, cairemos todos, o mundo inteiro, numa ditadura mundial. Vivemos hoje um paradoxo, num mundo que para continuar existindo depende do coletivo, do compartilhamento, da fusão do individual no todo. Porém, essa ‘necessidade’ vai contra o formato anterior, o da sociedade industrializada e capitalista. Estamos vivendo um momento crítico, de transformações e cabe a cada individuo reconhecer seu coletivo. Somente assim nós não nos tornaremos os escravos do futuro. A união faz a força.
cano na praia
ave maria
caçador de esmeraldas
evocaçõa
chão de estrelas
o vagabundo
chuá chuá
pastorinhas
história antiga
Morgana Com Renato De Oliveira E Sua Orquestra (1960)
Boa tarde a todos! Aviso aos amigos cultos, parceiros e colegas blogueiros que devido as alterações aqui no Toque Musical, os links para os blogs e sites estão sendo recolocados aos poucos e na medida em que eu vou me lembrando. É bem possível que eu esqueça de alguns, por isso, peço a vocês que me envie seus respectivos endereços.
Para encher de água a boca de muitos por aqui, hoje estou trazendo mais um disco da cantora Morgana. Taí um álbum que eu ainda não vi ‘nas bocas’. Que eu saiba ou tenha visto, nenhum outro blog ainda o postou. Tá pra nós então… Lançado em 1960 pela Copacabana, este disco foi gravado numa sentada só. Quer dizer, depois de tudo pronto (repertório, arranjos e músicos da orquestra) o Maestro Renato de Oliveira só precisou esperar algumas horas a chegada da cantora que se atrasou porque tinha de dar de mamar ao filhote recém nascido. Segundo nos conta a jornalista Lenita Miranda, no texto de contracapa, eles passaram toda a noite e madrugada gravando, até amanhecer o dia.
Neste álbum podemos encontrar um repertório fino, com músicas de Dolores Duran, Fernando Cezar, Tito Madi, Edson Borges, Vera Brasil e outros. Realmente muito bacana. Para embelezar ainda mais a coisa, temos esta belíssima capa, onde a fada loira parece mais ser uma morena. Bela foto (e sem crédito!). Na verdade, a Morgana era loira, mas a Isolda morena.
Morgana se chamava, na verdade, Isolda Corrêa Dias. Não sei se já comentei isso em outras postagens de discos da cantora (e nem vou verificar), mas a Morgana era antes uma cantora lírica. Como cantora de música popular ela foi sucesso e contam também que ela abandonou a carreira quando estava no auge, trocando a música por uma pizzaria. O fim desta cantora foi muito triste. Com um tiro na boca, tentou tirar a própria vida. Foi socorrida, mas ainda no hospital, num momento de consciência, arrancou todos os tubos e fios que a mantinha viva. Faleceu ali mesmo no hospital.
encontrei o amor
a rosa
carinho e amor
leva-me contigo
sonata sem luar
menina moça
falar por falar
segredo para dois
só falta aqui você
a flor
elegia ao violão
Mestres Do Barroco Mineiro (196?)
Boa tarde, amigos clássicos e eruditos! Ah, viu só? Hoje eu mudei a chamada, afinal as terças feiras tem sido de interesse mais daqueles que apreciam a música erudita, creio eu. Acho importante valorizarmos também a música dos grandes mestres, trazer à luz nomes e obras de autores que muitas vezes ficam limitados a pequenos concertos ou direcionado a um público específico. Tenho para mim, como teoria, que não é o povão quem não gosta de música clássica/erutita. No meu entendimento, o que faltou foi a educação musical. Infelizmente, no Brasil, não existe essa preocupação no ensino da música. Quando falo assim, me refiro não à necessidade de que todos aprendam a tocar instrumentos musicais e saiam tocando por aí, mas sim de que fosse dado ao povo subsídios para um conhecimento musical básico e histórico. A Música deveria ser uma matéria tão importante quanto a Matemática ou o Português. Bem porquê, através da música também se aprende matemática ou se afina o português. A música e as artes, num geral, precisam ser (mais) inseridas no contexto educacional, da mesma forma que no social. “Rock In Rio” é um espetáculo, mas não oferece nada além do que foi proposto, diversão… Acho que ainda falta a arte. E arte não é só diversão, é também coisa séria e pensada. Acho que nos falta é isso, uma coisa mais pensada. Voltada não para nichos específicos, mas aberto e a todos. Enquanto houver a crença de que o poder se faz com controle e retenção do conhecimento, a sociedade humana continuará em conflitos. Os carentes, embrutecidos, continuarão revoltados e rebelados contra aquilo que os limita e sem saberem realmente como e o que lhes faltam.
credo – ignácio parreira neves
maria mater gratiae – marcos coelho neto
Cinderela 77 – Trilha Original Da Novela (1977)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! A ‘segundona’ começou puxada, por isso, deixa eu aproveitar a folga para um café e mandar brasa aqui, na postagem de hoje.
Vamos com a trilha de uma novela, que eu nem me lembrava, “Cinderela 77”, uma história baseada no clássico conto de Charles Perrault, que trazia como seus protagonistas os cantores, Vanusa e Ronnie Von. A novela foi uma produção da extinta TV Tupi e segundo contam, chegou a fazer um certo sucesso. A trilha é quase toda de músicas originais, feitas mesmo para a novela, com excessão das cantadas por Ronnie Von e Vanusa, que são músicas de seus discos individuais. Pessoalmente, nada me chama mais atenção no lp que sua própria capa. Mas não deixa de ser uma boa curiosidade fonomusical para fazer jus ao nosso lema: ouvir com outros olhos 😉
dia de folga – ronnie von
sonho encantado – quarteto maior
quero você – vanusa
tempo de acordar – ronnie von
cinderela e o anjo (dois amores) – vera lúcia e marcos
apocalipse – neuber
o rei das abóboras – quarteto maior
quem é você – joão luiz
o mago pornois – vanusa
eu era humano e não sabia – ronnie von
dia feliz (canção da cinderela) – vera lúcia
Vera Lúcia – Confidências… (1959)
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! As vezes eu fico achando que não estou dando a devida atenção às nossas cantoras, compositoras e instrumentistas. Por certo não é a falta dessas artistas, que muito pelo contrário, tem até demais. Eu é que acabo me esquecendo delas na hora de escolher qual disco postar. Para tirar essa cisma, vou aqui postando neste domingo o disco de uma grande artista, que por acaso era portuguesa, a cantora Vera Lúcia. Ela surgiu no cenário musical brasileiro no final dos anos 40. Fazia parte do ‘cast’ da Rádio Nacional. Gravou diversos discos de 78 rpm, pela Odeon e outros selos. Vera era uma ótima cantora e não trazia em sua voz qualquer sotaque português. Isso talvez conferisse a ela uma maior identificação com o público brasileiro. Chegou a ser a Rainha do Rádio em 1955, desbancando a popular Angela Maria. Recebeu a coroação de outra portuguesa/brasileira, a nossa Carmem Miranda, que estava de passagem pelo Brasil. Vera Lúcia fez sucesso com músicas como, “Amendoim torradinho”, “Molambo”, “Cansei de ilusões”, entre outras… Em 1958 ela assinou contrato com a gravadora Sinter, onde lançou, no ano seguinte, este que o seu primeiro ‘long play’. Um álbum realmente muito bom, com um repertório fino, praticamente todo de sambas, que já apontava para a Bossa Nova. Há inclusive, na faixa de abertura, “Janela do mundo”, música de Billy Blanco, uma referência à Bossa Nova. O termo, em 59, ainda era uma gíria, que naquele momento começava a ganhar força. Reforçando ainda mais o lance da bossa, no repertório encontramos composições famosas de Antonio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes, Dolores Duran e Ribamar, Djalma Ferreira, Cyro Monteiro e Radamés. Vera Lúcia vem acompanhada por côro e orquestra, sob a regência do Maestro Carlos Monteiro de Souza e participação do violonista Zé Menezes, em várias faixas do disco. Sem dúvida, um excelente e raro lp que vai agradar a muitos por aqui.
Falam De Mim – 4 Versões (2011)
Na sequência da dobradinha, aqui vai meu desabafo em forma de canção. Quatro versões de um samba de Aníbal Silva, Éden Silva e Noel Rosa de Oliveira: “Falam de mim”. Uma delícia musical interpretada por Zé da Gilda, Nana Caymmi, Jards Macalé e Elza Soares. Gosto de todas as quatro versões. Maravilha de samba, que representa aqui o meu momento.
Coletânea Selo Velas – Audio News Collection Gold (1995)
Olá fiéis amigos cultos e ocultos! No nosso sábado, que continua até o fim do ano na onda das coletâneas, eu hoje quero fazer duas postagens. Nesta primeira eu trago uma seleção musical do memorável e extinto selo Velas, criado por Ivan Lins, Victor Martins e Paulinho Albuquerque. Esta coletânea promocional saiu exclusivamente para a revista Áudio News, uma publicação muito boa que também existiu nos anos 90. A gravadora independente lançou e revelou talentos com o Chico César, Lenine, Guinga, Vânia Abreu, Rosa Passos, Edvaldo Santana e muitos outros. Também apostou em artistas já conhecidos e consagrados como Flávio Venturini, Boca Livre, Almir Sater, Pena Branca & Xavantinho… O próprio Ivan Lins também lançou discos pela gravadora, claro… São alguns desses artistas que aparecem neste “Momento MPB”. Disquinho bem bão 🙂 Vale a pena conhecer 😉
Radamés Gnattali – Ao Vivo (1984)
Elton Medeiros (1980)
Carlinhos Vergueiro – Pelas Ruas (1977)
Música Na Corte Brasileira Vol. 5 – A Ópera No Antigo Teatro Imperial (1966)
Olá amigos! Pois é, as denúncias e perseguições continuam… Estou vendo a hora em que o tolo mata a galinha dos ovos de ouro só para ver o que tem dentro. Infelizmente é assim… Enquanto isso não acontece a gente vai se segurando, desviando das mordidas e tocando sempre.
Mais uma vez, para abrilhantar a nossa ‘terça erudita’ temos aqui outro volume da “Série Brasiliana – Música na Côrte Brasileira”, lançada nos anos de 65 e 66 pelo selo Angel, da Odeon. Na verdade, este é o quinto e último volume (pelo menos eu acho que é).
Neste álbum, como podemos ver, o destaque é a Ópera, na época do Império. O disco nos apresenta uma seleção (como nos volumes anteriores) de algumas das mais representativas e raras obras produzidas no período, principalmente de D. Pedro I, que por sinal e como vimos, também se destaca na música erudita. Bacana, não? Antes desta série, grande parte dessas obras musicais eram totalmente desconhecidas do público (e olha que eu me refiro ao público de música erudita, clássica).
Acredito que os amigos, ao longo das outras postagens já sabem o que os esperam. Um belíssimo trabalho da Orquestra Sinfonica Nacional da Rádio MEC, regida pelo Maestro Alceo Bocchino, pelos cantores Maria Helena Buzelin, soprano; Fernando Teixeira, barítono e Juan Thibault, tenor. A produção é de Milton Miranda e Maurício Quadrio, com direção musical de Lyrio Panicali e assistência de Marlos Nobre. Como se vê, um trabalho feito por mestres, da música e da indústria fonográfica.
O Julgamento – Trilha Sonora Original Da Novela (1977)
Clementina de Jesus – Clementina & Convidados (1979) REPOST
Ney Matogrosso – Destino De Aventureiro (1984) REPOST
Por que a gente é assim
Êta nóis
Retrato marrom
Namor
Tão perto
O rei das selvas
Bate-boca
Vereda tropical
