Olás! Hoje eu vou cutucar os amigos nortistas. Sei que muitas vezes eu não tenho dado a eles a devida atenção. Mas, aqueles que já me conhecem, sabem o que eu estou passando. A minha rapadura é doce, mas não é mole não. O bicho por aqui também tá pegando!
Carlos Poyares E Seu Conjunto – Revendo Com A Flauta Os Bons Tempos Do Chorinho (1977)
Bom dia, amigos cultos e ocultos. De uns tempos para cá tenho percebido que os ‘toques mediúnicos’ nos Comentários, para os discos, estavam misteriosamente desaparecendo. Cheguei a pensar que os ilustres espíritos musicais estivessem zangados comigo. Mas acabei descobrindo o que estava acontecendo. O Blogger acionou automaticamente mais um recurso, o de bloquear ‘spam’ e eu nem notei que era isso. Haviam lá uma dezena de ‘toques’ filtrados e bloqueados. Era por isso que muitos de vocês estavam reclamando e eu sem entender. Agora tudo está resolvido 🙂
Bom, para começarmos bem a semana, aqui vai mais um disco do flautista Carlos Poyares. Este álbum tem a peculiariedade de ser o primeiro disco musical gravado pelo Estúdio Eldorado. Criado em 1972, este estúdio em seus primeiros anos, foi um dos mais modernos do Brasil, mas era usado exclusivamente para gravações de ‘jingles’ ou outras especiais. Em 1977, seus diretores resolveram iniciar a produção de discos. Escolheram para o toque inicial um artista e um tipo de música condizente como suas modernas mesas de 16 canais e mais ainda, que fosse um produto genuinamente nacional. Foi daí que surgiu “Revendo com a flauta os bons tempos do chorinho”, o primeiro disco da Eldorado.
Temos aqui um Carlos Poyares bem a vontade com seu conjunto, apresentando um repertório com dozes choros com gostinho de antigamente. Músicas que foram o sucesso popular antes mesmo da chegada dos discos e gravações. Há também espaço para duas faixas de autoria de Sivuca, “Choro Serenata”, música até então inédita e “Entardecendo”. Poyares é aqui o solista, arranjador e lider de um grupo de chorões da melhor qualidade. A gravação está perfeita!
Este álbum, assim como diversos outros do selo Eldorado, tiveram seus lançamentos ou novas tiragens/edições relacionados ou condicionados à brindes de fim de ano, oferecidos por grandes empresas. A Estúdio Eldorado, por ter essa viés na propaganda, vivia também de vender seus produtos dessa maneira. O presente álbum, por exemplo, foi também usado como brinde para a Terex GM.
Dorival Caymmi – Caymmi E O Mar (1957)
Depois do disco de ontem, eu não resisti a tentação de ouvir do próprio autor suas canções. Me lembrei deste lp do Dorival que eu gosto muito. É difícil de acreditar, mas este disco (o que eu tenho aqui) com seus 53 anos de idade, foi tocado apenas 4 vezes, contando com a que gerou o nosso arquivo. Juro! Ganhei ele de um senhor amigo meu, que durante muitos anos foi vendedor de discos na saudosa Lojas Gomes, em Belo Horizonte. Acho que devo ter sido o último frequentador assíduo daquela loja na av. Afonso Pena. Eu ia lá quase todos os dias, principalmente porque era uma época em que as Lojas Gomes já estava encerrando as atividades. Haviam lá muitas promoções e eu fazia a festa comprando aqueles discos quase de graça. Passados mais de vinte anos, um dia encontro novamente esse moço e comento com ele sobre a minha paixão com os discos. Foi quando ele ofereceu, para a minha coleção, alguns discos que ainda guardava em casa. No dia seguinte lá estava eu batendo em sua porta. Posso dizer que dei muita sorte. Peguei com ele uns 40 discos, entre esses havia o do Dorival Caymmi, o qual ele até comentou só ter tocado uma única vez. De lá pra cá eu também não ouvi ele mais que duas vezes. Daí, pode-se dizer que ainda possui aquele ‘arzinho virginal’. A capa ficou um pouco amarelada, mas continua com todas as qualidades de um exemplar para exposição.
Este álbum, lançado pela Odeon em 1957, foi um dos primeiros 12 polegadas da gravadora. Na época, ainda reinavam os bolachões de 78 e mais ainda, os lps de 10 polegadas em 33rpm. Com a chegada dos disco de 12 polegadas, tornou-se possível álbuns extensos como este de Dorival Caymmi.
No caso de “Caymmi e o mar”, temos mais que apenas um disco de canções. Temos um álbum de histórias. Histórias do mar, de pescadores e de vidas praieiras que ninguém melhor que ele soube cantar. “Caymmi é um pescador que conta histórias do mar”. Na extensa faixa de abertura, Dorival nos apresenta a “História dos pescadores”, dividida em três partes, as quais são apresentadas e interpretadas por ele e também pelas cantoras Silvia Telles, Lenita Bruno, Odaléa Sodré Fernandes e Consuelo Sierra. As demais faixas, não precisa nem dizer, são músicas que fazem parte do nosso cancioneiro popular, clássicas e imortais. Canções que todo brasileiro deveria conhecer de cor. Simplesmente nota 10! Não deixem de conferir…
Dorival Caymmi – Vários (1991)
Olás! Inicialmente eu gostaria de informar aos amigos que, na medida do possível, estou restaurando os ‘toques’ que vocês me apontam como falhos. Nunca deixo de passar mais de uma semana sem corrigir o que me é solicitado, porém alguma coisa sempre acaba ficando para trás. Quando acontecer, basta comentar e insistir… minha cabeça está a cada dia mais confusa.
Hoje iremos de Dorival Caymmi. Ou melhor dizendo, com a música de Dorival Caymmi. Este é um disco que não traz outro título além do nome do grande compositor baiano. Trata-se, por certo, de uma coletânea com diversos intérpretes da música de Caymmi. O lp tem como data em seu selo o ano de 1991, mas com toda certeza ele foi um relançamento. Embora eu não tenha encontrado informações a respeito, ao que tudo indica, ele foi lançado na década de 60. O produtor, Nazareno de Brito, reuniu alguns de seus maiores sucessos gravados por artistas do selo Beverly. Temos assim uma coletânea das mais singulares, com gravações sessentistas raras, que valem a pena serem ouvidas ou relembradas. Confiram…
A Música De João Bosco (1997)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Entre altos e baixos lá vou eu nas oscilações de alegria e tristeza. Um dia desses, em visita a minha tia lá no hospital, li num cartaz que o melhor remédio para o Espírito é a música. Deve ser mesmo, pois sem ela eu acho que já teria desabado. Sem a música para ouvir, sem a música para cantar, sem a música para me acalmar ou resignar, acho que a depressão já teria tomado totalmente conta de mim. Bendita seja a música. Bendita seja essa emoção restauradora!
Hoje é sexta feira, dia do artista/disco independente. Como sempre, tenho procurado postar aqui aqueles discos, gravações e cds que nasceram sem apoio de grandes gravadoras, feitos fora do padrão fonográfico comercial. Trago desta vez um trabalho muito interessante produzido por um artista amigo meu, o Aum Soham. Trata-se do “Projeto CD – A Música de João Bosco”.
Lançado em maio de 1997 em uma concorridíssima festa-show na antiga casa de shows “Trash” (o velho Cine Santa Tereza) em Belo Horizonte, o cd “A Música de João Bosco” apresentou 15 composições selecionadas da obra de Bosco em arranjos e interpretações totalmente inéditos. O disco reuniu 14 intérpretes e um grupo vocal atuantes na cidade, que dividiram a tarefa de recriar o repertório de um dos nossos mais requintados compositores.
“A Música de João Bosco” foi o produto desse trabalho, chamado “Projeto CD”, uma iniciativa independente do artista e produtor mineiro Aum Soham, que teve a ideia de produzir e lançar novos artistas no mercado. Com arranjos de Luiz Cláudio Henriques, o disco teve a peculiaridade de ter sido inteiramente gravado em computador via teclados, com um resultado surpreendente. Para os intérpretes que participaram da coletânea, esta foi a primeira chance de uma gravação profissional. Para o público foi a possibilidade de ouvir algo novo, diferente. No projeto, cada intérprete pesquisou e escolheu a música que iria cantar. Os arranjos mantiveram preservadas as características de estilo de cada um. Para a reunião de tantos intérpretes diferentes num mesmo disco, era necessário um autor que possuísse uma obra eclética e extensa. Nesse sentido, a escolha de João Bosco foi perfeita, pois se trata de um dos nossos compositores de maiores recursos, cujas composições são totalmente distintas entre si. Se para todos os envolvidos na produção do cd foi um desafio trabalhar um autor tão complexo, pode-se dizer que a ousadia valeu, pois o esforço resultou numa interessante releitura sonora em que se manteve preservada a essência e a diversidade rítmica/timbrística da música de João Bosco. Acredito que os amigos que ainda não conhecem o trabalho, irão gostar. Confiram… 😉
Sebastião Tapajós & Pedro Dos Santos – Volumes 1 e 2 (1972)
Olá, amigos cultos e ocultos! Como tenho recebido vários pedidos de postagens de discos com o Pedro Santos, o Sorongo, decidi então postar alguns arquivos que recebi há tempos atrás. Eu só não o fiz antes porque vieram incompletos, sem encartes e imagens dos selos. Como vocês sabem, eu aqui no Toque Musical gosto de fazer a coisa no capricho, ou pelo menos procuro fazê-lo. Se tem uma coisa que me deixa chateado é baixar um arquivo de um disco que eu muito queria e ao abri-lo, vejo que está incompleto, sem encartes ou em baixissima resolução. É mesmo de amargar… Por outro lado, há coisas que não tem mesmo solução e se a gente quer mesmo postar tem que usar a imaginação, ou pelo menos aproximar do padrão. Nessas horas eu ponho o departamento de criação para funcionar e o resultado é o que vocês já conhecem.
No caso de hoje, o que eu fiz foi aproximar do padrão, ou seja, arrumei as capas e contracapas e dei uma tratada no som. Faltou os selos e uma melhor resolução para as imagens, mas tenho certeza que os prezados amigos saberão entender.
O que temos aqui são gravações feitas pelo violonista Sebastião Tapajós em parceria com o percussionista Pedro (Sorongo) Santos em temporada na Argentina, no início dos anos 70, para o selo Trova. Até onde eu sei, esses discos nunca chegaram a ser lançados no Brasil. Mesmo passados mais de 30 anos, eles ainda continuam meio que inéditos do grande público brasileiro. Hehehe… grande público brasileiro… parece piada… Será que o ‘grande público’ brasileiro já esteve algum dia interessado em música instrumental e mais exatamente em Sebastião Tapajós ou Pedro Sorongo? Pois na piada ou não, eu entendo que o que faltou foi a credibilidade por parte das gravadoras nacionais em relação à arte dos nossos artistas e instrumentistas. Faltou mais atenção, espaço e respeito ao público. ‘Liquidificaram’ a arte musical oferecendo ao público produtos de qualidade duvidosa ou mesmo ruim. Neste sentido, me refiro à música popular ‘maquiada’, seja ela direcionada ao rico ou ao pobre. Bom senso, qualidade e sensibilidade, felizmente, não dependem necessariamente do poder aquisitivo ou se restringe à uma única classe social. Daí que nem tudo caiu dentro desse liquidificador. Algumas coisas resistem, seja por convicção desses artistas e seu verdadeiro público, ou incompatibilidade, na visão míope da maioria dos produtores fonográficos (e porque não dizer, culturais!). Eis aqui um caso típico, Sebastião Tapajós e o redescoberto Pedro Santos. Gravaram, literalmente numa sentada o que rendeu dois belíssimos discos, os quais foram dirigidos e arranjados pelo compositor e produtor espanhol Mike Ribas, muito atuante na Argentina nos anos 70. Não posso afirmar com certeza, mas desconfio que o Danilo Caymmi também participa das gravações como flautista. O que faz esses dois volumes serem excepcionais é acima de tudo a sintonia entre os dois músicos, também excepcionais. Pedro Sorongo usa e abusa de seus recursos rítmicos e percussivos, tirando sons inusitados de deixar qualquer discípulo do Naná Vasconcelos de boca aberta. Sebastião Tapajós, por sua vez, harmoniza tudo isso num virtuosismo também espantoso. Os caras são mesmo feras. Não é atoa que são mais conhecidos lá fora do que aqui no Brasil. Conhecidos e respeitados, é bom dizer! Quem ainda não trombou com esses discos em outros blogs, não vai agora perder a chance e em dose dupla! Bom demais!
Nelson Gonçalves & Arthur Moreira Lima – O Boêmio E O Pianista (1992)
Bom dia, amigos cultos e ocultos. Hoje tenho para vocês um disco que já há algum tempo eu venho pensando em postar aqui no Toque Musical. Um encontro de Arthur Moreira Lima com o velho ‘Metralha’. Trata-se de um álbum dos mais interessantes, piano e voz. Gravado em 1992, este foi um disco que deu trabalho ao arranjador, o maestro Laércio de Freitas e à equipe de estúdio. Contam que houve uma certa dificuldade em ajustar os arranjos de piano com a voz do cantor. Tiveram que adotar outra alternativa. O velho Nelson cantou a seco, sem nenhum acompanhamento. O piano foi gravado separadamente, ou melhor, posteriormente à gravação da voz do cantor. Ao final, o resultado ficou muito bom. Para quem não conhece a história, ao ouvir o disco, pode achar um tanto diferente de outros gravados pelo Nelson. Sua voz parece já cansada, em alguns momentos e até desafina. Mas sendo o Nelson Gonçalves, o papo é outro, é coisa de um velho boêmio. Neste lp, que contou na época com o patrocínio do antigo Banco Nacional (aquele do guarda chuva) e da Transbrasil, temos um repertório de releituras de Nelson, músicas autorias em parceria com Adelino Moreira, Lamartine Babo, Wilson Batista, Cartola, Herivelto Martins, Orestes Barbosa entre outros… No disco temos doze faixas, sendo apenas duas, “Tico tico no fubá”, de Zequinha de Abreu e “Lamento”, de Pixinguinha, versões instrumentais executadas por Arthur Moreira Lima. Na versão cd deste disco, lançada posteriormente, foram incluídas mais quatro músicas. A produção deste lp deu origem a uma série de 50 shows da dupla pelo Brasil. Confiram aqui a versão lp.
A Música De Fogaça (1982)
Bom dia! É curioso como algumas coisas passam despercebidas por nós. Até ontem eu não fazia ideia de que o político, Sr. José Fogaça, ex prefeito de Porto Alegre em dois mandatos e candidato derrotado na última eleição para o governo de seu Estado, fosse o mesmo Fogaça, compositor de mão cheia, que um dia eu conheci através dos discos da dupla gaúcha Kleiton & Kledir. Vejam só vocês… Nunca liguei uma coisa com outra, mas considerando e comparando os dois extremos, acho que ele teria tido menos dissabores se tivesse levado adiante sua carreira de compositor. Tô falando assim, mas confesso, não conheço muito o político e sua atuação. Aliás, eu de política sou um zero (que colocado do lado certo posso valer alguma coisa). Mas, pelo pouco que eu li, Fogaça sempre gostou de política, desde os tempos em que era líder estudantil. Teve também sua cota de participação na época das ‘Diretas Já’ ao lado de Ulisses Guimarães e Tancredo Neves. Sendo um dos articuladores no sul.
Temos aqui, o que eu acredito ser seu único disco. Ou melhor dizendo, um disco com as suas composições. Este álbum foi produzido por Kleiton Ramil e lançado em 1982 pela Deck Produções através do selo Polyfar (Polygram). Nele temos reunidas doze músicas gravadas por diferentes e consagrados artistas nacionais, como vocês mesmo poderão constatar logo abaixo…
O Terço – Casa Encantada (1976)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ontem eu cheguei tão cansado em casa que mal dei conta de fazer a postagem. Só agora percebo que não cheguei a publicá-la, apenas havia salvado. Menos mal, pois hoje eu também tô corrido. Estou inclusive lançando mão de mais um ‘disco de gaveta’, aqueles prontos para momentos como o de agora.
Vamos hoje com mais um dois bons discos do Terço. Temos aqui “Casa Encantada”, álbum orinalmente lançado em 1976, relançado em 91 pelo selo Beverly e também em cd. Neste álbum o Terço ainda mantem o melhor de sua fase progressiva, eu diria até que este é o segundo melhor disco da banda, atrás apenas de “Criaturas da Noite“, lançado anteriormente. Acredito que todos por aqui conhecem bem a história da banda e suas diversas formações. Quem ainda não teve a curiosidade de ouvir este disco, faça-me o favor… Bão demais 😉
O Melhor Da MPB (1976)
Olá amigos cultos e ocultos. O domingo foi meio tumultuado, mas ainda assim cheguei a tempo de ‘bater o ponto’. Para compensar o atraso, estou trazendo aqui um álbum dúplo da gravadora Continental, lançado em 1976, com o melhor da MPB. Quer dizer, o melhor da música brasileira na gravadora. São vinte e oito músicas extraídas de seus diversos lps, numa seleção que procura reunir diferentes fases e artistas que passaram pelo selo. O interessante deste álbum na época de seu lançamento foi que ele trazia faixas de discos raros, já desde esse tempo fora de catálogo. Há inclusive faixas que não foram lançadas comercialmente, creio eu.
Desculpem, mas estou morrendo de sono. Fico por aqui e vocês com O Melhor da MPB, ok?
mensagem – isaura garcia
Som Ambiente (1972)
Deixa eu aproveitar a onda boa para fazer logo a minha postagem do dia. Hoje nós iremos com um disquinho dos mais interessantes. Embora já bem rodado em outras fontes, a daqui, podem acreditar, é mineral pura!
Som Ambiente foi um disco de destaque no catálogo da CID de Harry Zuckermann. Uma produção com a direção de Durval Ferreira e contando com os músicos do grupo Azymuth. O disco, lançado em 1972 e sem grandes pretenções, teve, após mais de vinte anos seu relançamento em formato cd, lá fora, claro! O álbum foi reeditado pelo selo inglês Whatmusic e faz muito sucesso. Um ‘lounge’ de primeira que só mesmo os gringos conseguem perceber e principalmente valorizar. Depois que recebe o aval estrangeiro, todo mundo por aqui passa então a tecer mil elogios, se torna um espécie de disco ‘cult’, todos querem ter. Mas só que dessa vez vão ter que pagar em dólar ou se contentar com nossas versões em mp3. O Som Ambiente é um disco com um repertório instrumental variado, contemplando em sua maioria temas internacionais bem conhecidos. É sem dúvida um disco ótimo de se ouvir. Apenas para tirar a dúvida, será que os loirinhos galãs das fotos na capa são mesmo Marcos e o Paulo Sérgio Valle? Pois bem que parecem…
Arthur Moreira Lima, Abel Ferreira E Conjunto Época De Ouro – Chorando Baixinho – Ao Vivo (1978)
Travessia – O Canto Dos Mineiros (1981)
Bom dia, amigos cultos e ocultos. A escolha do disco de hoje, além do fato de ser um álbum independente, tem muito a ver com o seu título, o nome do disco, “Travessia”. Pensei nele não por qualquer ligação com Milton Nascimento, Clube da Esquina ou outra ‘mineiridade’. “Travessia” veio em seu sentido literal, quer dizer, naquilo que a expressão realmente significa: transposição de um ponto ao outro. Nesse sentido, eu me refiro também à passagem. E hoje a “passagem” ou “travessia” poderá estar acontecendo. Talvez o dia amanhã seja mais triste. Se eu não aparecer por aqui, podem ter certeza que estarei nessa hora chorando, num misto de tristeza e de alívio por ter presenciado por tantos anos o sofrimento de uma pessoa querida. A dor do outro que também dói na gente chama-se sentimento. Desculpem por essa introdução, mas há momentos em que eu não consigo separar o Augusto TM, do autor do blog. As vezes aflora mais um lado do que o outro e eu acabo confundindo a cabeça dos meus leitores. O fato é que esta postagem eu dedico à minha tia-mãe querida, que já bem idosa e muito debilitada, hoje passará por um processo cirúrgico bastante complicado. Rezo para que Deus interceda e acompanhe a sua travessia.
Bom, deixa eu enxugar as lágrimas e buscar um alento. Falando um pouco do disco “Travessia – O canto dos mineiros”, este álbum nasceu de um projeto realizado no final dos anos 70, uma espécie de festival estadual de música, ou melhor, 430 músicas de várias regiões de Minas inscritas no projeto, das quais foram selecionadas 25 e dessas, 12 finalistas que vieram a ser apresentadas em show no Palácio das Artes e incluídas no presente lp. Ao que tudo indica, acabou acontecendo uma parceria da Fundação Clóvis Salgado (que foi quem promoveu a ação) com a Fiat Automóveis de Betim. O disco só saiu graças ao apoio promocional da Fiat e um ano depois quando a fábrica já completava cinco anos no Brasil. O álbum “Travessia” teve a direção artística de Célio Balona e a produção musical por conta do Nivaldo Ornelas. Participam do disco alguns dos nomes mais importantes da música mineira, tendo na cozinha o grupo de cordas da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, gente como Marcus Viana, Marco Antonio Araújo, Yuri Popoff e outros não menos importantes. Este álbum, importantíssimo na história da música popular em Minas, até hoje não teve seu relançamento em versão digital. Trata-se por tanto de um disco raro. E também muito bonito, podem acreditar!
Conjunto Época De Ouro – Clube Do Choro (1976)
Há pouco mais de uma semana, recebi um e-mail da filha do percussionista Pedro (Sorongo) Santos comentando sobre a postagem de “Krisnanda”, que fiz em abril de 2008 e também me informando de que ela, havia criado um blog dedicado ao seu pai. Achei a ideia ótima, o formato de blog é legal porque dá mais visibilidade, aproximação e interação com o público. E mais ainda, teremos acesso às informações numa perspectiva de um familiar, que conhece bem o artista (pelo menos um lado dele, claro). Coincidentemente, há alguns dias atrás vendi o álbum que eu tinha. Estava quebrado, mas ainda assim aguentava uma ‘meia sola’ e a capa estava muito boa. No blog do Pedro Sorongo, a filha Lys reuniu a discografia do artista. Pelo que tudo indica ele só teve um álbum solo e um compacto, mas participou em disco de vários artistas ou como integrante de algum grupo. Entre as diversas participações, há este magnífico álbum do antológico conjunto Época de Ouro, de Jacob do Bandolim. O conjunto havia parado após a morte de Jacob, mas voltaram à pedido de Paulinho da Viola para fazerem um show e daí resolveram retomar. Pelo grupo, desde então, passaram diversos nomes. No álbum Clube do Choro, lançado em 1976, temos a seguinte formação: Dinho no violão de 7 cordas; Damásio no violão de 6 cordas; Deo Rian no bandolim; Jonas Silva no cavaquinho; Jorginho no pandeiro; Luna e Pedro Sorongo na percussão. A produção do disco é de Reginaldo Bessa. Taí outro disco que faltava na blogosfera. Confiram o toque 😉
Mário De Azevedo – Marcello Tupynambá Na Interpretação Do Pianista (1956)
Olá amigos cultos e ocultos! Vamos batendo com mais um raro disquinho, meio que atendendo a um pedido feito tempos atrás. Demorou, mas chegou…
Um dos maiores interpretes das obras de Ernesto Nazareth e Eduardo Souto, o pianista capixaba Mario de Azevedo, gravou pela Sinter em 1956 este lp de 10 polegadas com músicas de outro grande compositor, Marcello Tupynambá. Mário de Azevedo iniciou sua carreira na década de 20. Foi um pinaista de grande popularidade. Gravou mais de vinte discos em 78 rpm pelas gravadoras Continental, Columbia e Odeon e vários LPs pela gravadora Sinter. Neste álbum, Mário toca oito temas dos mais famosos de Tupynambá. Marcello Tupynambá foi um dos nossos primeiros compositores populares, seu estilo ajudou a consolidar a canção na música brasileira. Sua obra, conforme afirmou Mário de Andrade, tinha “um balanço pouco comum”. Ele recolhia temas populares e rurais, recriando versões mais elaboradas e estilizadas para serem cantadas ao piano. Ele não era moderninho, mas nessa fase agradava aos modernistas, que viam em sua música uma valorização do que era realmente brasileiro. Um de seus grandes feitos e pioneirismo foi criar o que ele chamou de “Canção Brasileira”, que eram adaptações musicais para versos dos poetas, principalmente os modernistas. Podemos dizer que Marcello Tupynambá ajudou a formatar o que hoje conhecemos como ‘canção popular brasileira’. Confiram o toque…
tristeza de caboclo
pierrot
Sexteto Prestige – Música E Festa Nº2 (1958)
Bom dia a todos! Há alguns meses atrás eu postei aqui o primeiro disco do selo Prestige (Prestige nacional, é bom lembrar. Nada a ver com o americano de jazz). Fiquei de postar os outros que eu tinha disponível, mas acabei me esquecendo. Este selo surgiu tendo como seu ‘carro chefe’ um sexteto com o mesmo nome. Vasculhei toda a rede à procura de informações sobre o selo e o grupo, mas continuei na mesma, apenas na suposição. Muitos acham que figuras como Britinho, Waldir Calmon, Moacyr Silva e tantos outros músicos instrumentistas da época passaram pelo sexteto. Seus nomes talvez não apareçam devido aos contratos com outras gravadoras, Sexteto Prestige talvez fosse melhor que pseudônimos. A série “Música e Festa” teve vários volumes, tentarei postá-los em sua ordem, embora não necessariamente nesta semana. “São tantas as emoções”.
O álbum Nº 2 segue na mesma linha do primeiro. Dividido em quatro faixas longas, em cada uma delas há uma espécie de ‘pot pourri’ dançante, mesclando temas de sucesso da época, tanto nacionais quanto internacionais. Confiram…
Aurora Miranda – Sucessos De Aurora Miranda (1956)
Olá amiguinhos cultos e ocultos, boa noite! Como eu já havia comentado outras vezes, meu tempo para o blog tem ficado cada dia mais curto. Não posso negar que adoro essa coisa de postar um disco todos os dias, mas está mesmo difícil conciliar a dedicação com a obrigação. Ser autor de blog não é mole não, principalmente quando ele é diário e possui um público cativo tão numeroso. A gente acaba saindo do pessoal e caindo no profissional. Sinceramente, não era bem isso que eu queria, mas o blog toma uma dimensão que as vezes me assusta. Há cobranças de todos os tipos e a exigência de uma postura mais equilibrada. Eu que sou doido varrido, fico ainda mais pirado. Pensei na possibilidade de ter uma pessoa que ficasse por conta do blog nos momentos em que eu estivesse ausente. É claro que isso muda um pouco nossa rotina, mas pelo menos teríamos garantida a postagem diária. Acredito que todos sabem como é difícil manter um blog, principalmente como o Toque Musical. É daí que andei pensando em rever alguns dos meus conceitos e condutas. Vou passar a aceitar doações, como muitos já me ofereceram. Sinceramente eu não acho muito certo isso, mas para manter um secretário e os serviços, só mesmo se for pagando. Acho chato fazer isso e muito mais falar sobre o assunto, mas não vejo outra solução.
Mas, vamos deixar esse assunto para quando rolar. Vamos falar de outro, da preciosidade que é este disquinho, que o Toque Musical tem o prazer de apresentar. Reservei para hoje este ‘long play’ de dez polegadas da cantora Aurora Miranda. Vejam vocês que bela capa, um cenário obviamente hollywoodiano, dos estúdios Disney. É, a moça não era apenas irmã da Carmen Miranda, ela era Aurora Miranda! Eu acredito que ela só não foi além devido ao fato de ser irmã de Carmem e também de ter se casado logo cedo. Isso a ofuscou e freou um pouco, sem falar na timidez. Para se ter uma ideia, Aurora foi a cantora que mais vendeu discos na década de 30, atrás apenas da irmã. Quando numa temporada morou com Carmem nos Estados Unidos, gravou discos e trabalhou em clássicos filmes de Walt Disney. Neste álbum, lançado pela Sinter em 1956, Aurora Miranda regrava alguns de seus maiores sucessos. Entre eles temos a marchinha “Cidade Maravilhosa”, que se tornou o hino oficial do Rio de Janeiro. Esta música ficou conhecida inicialmente na voz de Aurora, em dueto com o autor, André Filho, no concurso de carnaval de 1935. Há também outros sucessos gravados por ela em dueto com Francisco Alves como, “Você só… mente”, de Noel Rosa e “Cai, cai balão, de Assis Valente. Todas as demais foram gravadas anteriormente em discos de 78 rpm. “Sucessos de Aurora Miranda” é exatamente isso, um disco reunindo antigos sucessos, regavados aqui com os arranjos e orquestração de Lyrio Panicali. Diquinho nota 10! Confiram o toque…
Trio Esperança – Compacto Duplo (1972)
Doris Monteiro – Confidências de Doris Monteiro (1956)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! De volta ao lar, tenho novamente um número infinito de títulos a publicar. De uma certa forma isso é até ruim porque aumenta a minha indecisão, fico sem saber o que postar.
Escolhi para hoje a Doris Monteiro em um raro álbum de 1956. Este foi o seu segundo lp de dez polegadas, um álbum onde ela canta exclusivamente músicas do compositor Fernando Cesar, na época, uma grande revelação. Algumas faixas foram extraídas de bolachas de 78 rpm gravadas anteriormente pela cantora. Entre os destaques, temos “Vento soprando”, “Cigarro sem baton” e “Dó, ré mi”. Não tenho certeza, mas acredito que essas músicas contaram com a orquestração e os arranjos de Antonio Carlos Jobim.
Se eu hoje ainda tiver um tempinho, volto para fechar com mais um compacto, ok? Divirtam-se aí…
Zé Beto Corrêa – Cine Metropole (1992)
Belo Horizonte… êta saudade… tô voltando… E para tanto, nada melhor que sintonizar as minhas ondas com as boas lembranças da cidade. Como hoje é dia de artista/disco independente, não encontrei melhor escolha para nossa postagem que este belo trabalho do cantor, compositor e instrumentista mineiro, Zé Beto Corrêa, ou Zebeto Corrêa, como ele assina hoje. Começou a carreira musical como integrante da banda Fogo no Circo, quando gravou o primeiro disco. Pouco tempo depois partiu para a carreira solo, lançando um primeiro álbum em 1986. Pela qualidade de seu trabalho, sempre teve boas críticas, mas como bom (ou mal?) (do) mineiro, prefere trabalhar em silêncio, ou por outra, buscando outros caminhos. Zebeto, pelo que li em seu site, já tem uma dezena de álbuns lançados ao longo da carreira. Ele produz e apresenta um programa na Radio Nacional do Rio, chamado “Sotaque Brasileiro”, que vai ao ar duas vezes por semana.
“Cine Metrópole” foi seu segundo álbum e é o que podemos chamar de um autêntico disco de mineiro, a começar pelas evidências que temos logo na capa, com a fotografia do extinto e saudoso cinema da cidade. Zebeto usa esta referência para falar de uma Belo Horizonte que a cada dia vai ficando apenas na fotografia e na lembrança daqueles que a viveram. Mas mesmo com tanto regionalismo, o disco não perde sua dimensão musical e agrada com facilidade. As composições de Zebeto não são apenas para ouvir, mas também para cantar e em qualquer lugar.
casa vazia
Djalma Dias – Compacto Duplo (1971)
Como no dia de ontem, as coisas se repetem… Faltou tempo e uma Internet de verdade no hotel, isso aqui só serve mesmo para ler e-mail e olhe lá…
Para hoje, ainda do pacote, temos este raro compacto duplo do Djalma Dias. Vocês se lembram dele? Porque se procurarem na rede, não irão encontrar muita coisa. Aliás ao digitar o seu nome encontraremos apenas referências ao grande jogador de futebol dos anos 60 (Galooo!!!). Mas foi também nesta década que surgiu o cantor. Djalma foi cantor de boate, intérprete vitorioso em festivais e de trilhas de novelas da Rede Globo. Gravou diversos sucessos, entre os mais famosos temos “Capitão de Indústria”, de Marcos e Paulo Sérgio Valle para a novela “Selva de Pedra”. Aliás, é bom dizer, Djalma gravou diversas músicas dos irmãos Valle. Isso muito se deve ao fato de que Marcos Valle tinha contrato com a Som Livre, era um dos principais compositores para os programas da Globo e Djalma Dias era também contratado, principalmente como cantor e atuando em coros de trilhas e especiais da emissora. Ele gravou vários discos, os quais ainda hoje são difíceis de ver (e ouvir) na blogosfera. Aqui no Toque Musical vocês poderão encontrar a participação do cantor no raríssimo disco “Uma noite no Beco” e neste compacto duplo, da Som Livre. Reparem que o disquinho traz duas músicas dos Valle, “Rosto barbado e Burguês fino trato”, essa última em parceria com João Donato. Tem também o samba “Ninguém tasca”, que se tornou um grande sucesso popular e outro, “Maria José”. De quebra, incluí como bônus, mais uma extra… “Nada sei de preconceito”, de Leci Brandão. Confiram…
Tamba Trio – Tempo (1964)
Bom dia! Ontem eu cheguei cansado e babando de sono. Tentei postar o compacto prometido, usando o computador do hotel, mas a conexão estava tão lenta que acabei desistindo. Só consegui um contato mediúnico para o toque hoje cedo.
Vamos desta vez com Tamba Trio em seu delicioso álbum “Tempo”. Taí um disco que eu sempre quis postar aqui no blog, mas ele acabou se perdendo entre tantos outros também na mesma situação. Acabou vindo para no gavetão, virou uma postagem de gaveta, esperando a hora exata para entrar.
“Tempo” foi o terceiro álbum do grupo e também o último formado por Luiz Eça, Bebeto Castilho e Hélcio Milito. No lugar de Hélcio entraria em seguida o Rubens Ohana. Milito só voltaria nos anos 70. Pessoalmente, eu gosto mais dessa primeira fase e dos discos onde a uma forte presença vocal. “Tempo” é assim, um lp com um repertório belíssimo para tocar e cantar. Quem ainda não o ouviu por aí, tem agora a chance de ouví-lo aqui. Confiram…
Antonio Adolfo & Brazuca – Compacto Duplo (1970)
Na sequência da nossa rodada dupla, vamos agora com o Antonio Adolfo e a sua Brazuca, conjunto formado originalmente por Luiz Claudio Ramos (guitarra), Luizão Maia (baixo), Victor Manga (bateria), Julie (voz) e Bimba (voz). Outro disquinho que o colecionador não levou. Lançado em 1970, este compacto traz quatro músicas que só vieram a ser incluídas como bônus, na versão cd do primeiro disco do Brazuca. Não chega a ser uma super raridade, mas já tem colecionador de olho no meu pacote 🙂
Orquestra Som Bateau – Som Bateau Ataca Novamente (1971)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Enquanto tomo o café, tomo emprestado o computador do meu colega aqui. Coisa rapidinha, só para fazer esta postagem. Lanço mão hoje dos meus ‘arquivos de gaveta’, pois o tempo é curto. Vamos com o Som Bateau, vocês se lembram desses discos? Fizeram muito sucesso nos anos 70. O Som Bateau foi uma armação criada pela Phonogram para faturar um dinheirinho a mais. O nome surgiu inspirado numa famosa boate que havia no Rio nos anos 60. Uma orquestra que a cada novo disco trazia músicos, arranjos e ideias diferentes. Voltados, obviamente para o gosto popular, com repertórios que vão do rock ao brega, do samba ao pop. Uma verdadeira salada mista que muito agradava a quem estava mais interessado na música do que na originalidade de interpretação. Discos ótimos para se colocar em festas de reveillon de empresas, naquela altura em que o camarada já tomou seu Activa e umas boas doses de Johnny Walker, estando literalmente cagando e andando para o que está tocando. É por aí… 🙂 Som ambiente para festa sem anfitrião. Apesar dos pesares, não há como negar a qualidade, principalmente se comparado ao que seria o Som Bateau nos dias de hoje. Taí um disco para realmente se ouvir com outros olhos. Em cada faixa, duas músicas para atingir ao máximo as suas expectativas. Confiram…
Golden Boys – Compacto Duplo (1970)
Olha aí mais um compacto do pacote. Ainda bem mesmo que eles não foram embora. Pelo menos não antes que eu pudesse ouví-los novamente e também trazê-los até vocês. Segue aqui um Golden Boys em sua melhor fase. Espero que apreciem… porque eu vou é dormir. Chapei no fumacê 😉
André Penazzi – 2º Orgão Samba Percussão (1963)
Bom dia a todos! Esta é a primeira vez que eu faço uma postagem em trânsito, quer dizer, durante uma viagem. Nada como a comodidade de um computador portátil. Um dia eu ainda compro um para mim. Só não o fiz antes porque sei que aí ele vai ficar literalmente grudado em mim, e eu nele. Por enquanto eu não estou querendo ficar ‘on line’ o tempo todo. Não é atoa que eu odeio celular. Sem dúvida, um ‘notebook’ como esse Mac é uma tentação, mas por enquanto quero-o apenas emprestado por alguns minutos. Já preparei os títulos para as postagens da semana, sem esquecer dos compactos, claro! Basta agora eu achar tempo e a camaradagem aqui do colega de me emprestar seu ‘MacBook Air’ para publicar as postagens.
Segue aqui o volume 2 que faltava da série “Orgão – Samba – Percussão”, postada no Toque Musical. Não muito diferente dos dois outros volumes, temos no lp um repertório de ótimos sambas. E por incrível que pareça, depois de tanto ouví-los, mudei o meu conceito. Realmente é verdade, ‘nós ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais’.
Marcos Valle – Compacto Duplo (1971)
A partir de amanhã eu estarei viajando, sem saber ao certo se terei tempo para nossas postagens. Há algum tempo atrás havia uma ferramenta no Blogger que permitia fazermos postagens programadas. Vi isso uma vez, mas nunca coloquei em prática. Se for mesmo possível, acho que farei algumas para a semana. Na pior das hipóteses, tentarei pelo menos a forma mais fácil: Ctrl+C, Ctrl+V. Vamos ver se rola…
Segue aqui outro compacto do pacote. Outro disquinho que vai fazer os amigos dar pulinhos de alegria. Afinal, quem não gosta de Marcos Valle? Eis aqui um compacto duplo que a gente pode comparar com as versões em lps de 70 e 71. Seriam as mesmas? Já a faixa “Berenice”, foi trilha do filme “Lua de mel e amendoim”, de Fernando de Barros e Pedro Carlos Rovai. Acredito que esta música seja exclusiva, me parece ter sido lançada apenas neste compacto. Confiram a raridade em primeira mão 😉
Mutantes – Ao Vivo Em Ribeirão Preto (1978)
Atendendo ao pedido de um dos nossos visitantes, estou postando aqui hoje este ‘bootleg’ de um grupo que insistiu em ser Mutantes, muito por conta de seu guitarrista, Sérgio Dias Baptista. Esta gravação registra o último show do grupo, em 1978, na cidade de Ribeirão Preto. Segundo contam, um tremendo fracasso de público. Era uma época onde as viajadas progressivas da banda já estavam ultrapassadas. Naquela época os Mutantes só conseguiriam sobreviver se escolhessem entre o punk, o metal ou a disco music, pois voltar ao que foram no passado seria ainda mais improvável. Sérgio percebeu que já era hora dele largar as velhas muletas e partir para o vôo solo. Ele foi, mas nunca abandonou a ideia de ressuscitar a velha banda, coisa que aconteceu em 2006 com o show em Londres. Depois, eles continuaram, quer dizer, o Sérgio continuou e mantém acessa a chama com o último discos lançado em 2009, “Haih Or Amortecedor”.
Como eu disse, atendendo à pedidos, dei uma melhorada no som (melhorou?) e criei a capinha, que é o que ficou melhor. Ainda hoje eu postarei algum compacto, como prometido. Aguardem…
