Bom dia, amigos cultos e ocultos! Vejam vocês como algumas coisas, as vezes, passam batido pela gente e só depois ficamos sabendo. Ontem, meio que por acaso, estava eu lendo uma matéria sobre produtores musicais na televisão brasileira nos anos 70 e um dos nomes que muito me chamou a atenção era a do músico mineiro Eustáquio Sena. Confesso que nunca havia atinado para este artista, me lembrava apenas de uma ou outra música cantada por ele e deste disco que agora eu apresento a vocês. O que me motivou a postá-lo foi saber um pouco mais da sua história e que faleceu prematuramente em 2007. Fiquei espantado, pois não me lembro de ter visto ou lido uma nota se quer na imprensa sobre o ocorrido. Talvez não merecesse, não fosse ele um artista talentoso, compositor e produtor com muita bagagem. Sua trajetória, pelo que eu li, começa na primeira metade dos anos 60. Passou pela Jovem Guarda, por festivais e em diferentes discos de diferentes artistas. Foi parceiro em algumas músicas do cantor, também falecido, Paulo Sérgio e do roqueiro que virou ‘cowboy’, Eduardo Araújo. Participou de importantes festivais dos anos 60, como compositor e também intérprete. Mas a sua atuação maior está por trás das cortinas, como produtor. Para se ter uma ideia, ele trabalhou para o selo Elenco e Som Livre, produziu discos importantes como o “Deixa Estar” do MPB 4, “Acabou Chorare” dos Novos Baianos e o primeiro disco de Alceu Valença. Na Som Livre ele teve um papel importante, trabalhando tanto como produtor, compositor e intérprete para diversos discos da gravadora, inclusive as trilhas de novelas dos anos 70. Suas músicas foram gravadas por artistas como Jair Rodrigues, Evaldo Braga, Ronnie Von, Leno & Lilian, Originais do Samba, Robertinho do Recife, Jorge Mautner, Manduka, entre outros. Seu nome aparece em quase todos os disco da Som Livre dos anos 70, seja como produtor ou intérprete. Como trabalho autoral, discos, ele gravou poucos. Seu trabalho de maior destaque foi o álbum ‘Cauromi’, lançado em 1980 pela Epic. Em 83 ele volta com este “Brasil Riqueza”, outro álbum, também muito bom, onde se destacam músicas como “Vamos ver como é que fica (Uirapuru)”, “Flor de laranjeira” e seresteira “Remanso”, uma parceria com Zé Ramalho e Waldir Silva.
Diante a tudo isso, eu hoje achei por bem postar o disco, que até então eu ainda não o vi nas ‘bocas’. De quebra, incluí como bônus a música “Mariana”, tema de sucesso em uma das novelas da Globo. Confiram…
Rubens de Falco – Os Detalhes… De Roberto Carlos (1980)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Vocês estão gostando da semana ‘poético musical”? Como se pode observar, estou alternando os dias entre poesia e música, assim a gente não fica preso só em um tema.
Hoje vamos de poesia. Vamos com o ator Rubens de Falco declamando as letras de algumas das mais românticas e famosas músicas de Roberto (e Erasmo) Carlos. É interessante notar como a poesia da música desta dupla ganha uma nova dimensão. Através de uma interpretação impecável, o ator Rubens de Falco consegue nos passar com mais emoção a mensagem do que na própria música. A verdade é que ao ouvirmos as letras em forma de poesia, ela toma um outro sentido, ou melhor ainda, a mensagem se faz mais direta. Todavia, como referência associada, temos para cada poesia a sua música, aqui tocada como um fundo musical por Cido Bianchi.
Para os que gostam de poesia, de Roberto Carlos e tantas emoções, este é o disco! 🙂
Trio Irakitan – Os Boleros Que Gostamos De Cantar (1960)
Bom dia a todos! Hoje eu acordei um pouco mais nostálgico que de costume. Fiquei lembrando dos meus tempos de criança, na casa de meus primos mais velhos. Me lembro da radiola Philips com compartimento para os lps. Haviam sempre aqueles mesmos discos, uma dúzia ou mais, que a gente ouvia sem parar. Entre esses, me lembro bem do Trio Irakitan e os primeiros do Roberto Carlos, eram os preferidos da casa. Acho interessante lembrar disso, pois eu fui criado vivendo nas casas de tios, tanto por parte de mãe como de pai. Em todos os dois ambientes sempre existiu muita música e discos, principalmente. Acho que o meu gosto musical é bem variado, muito por conta dessa ‘base’. Por um lado, o da minha mãe, haviam os artistas populares, a Jovem Guarda e os mais antigos das décadas de 40 e 50. Do lado do meu pai, a família era mais ligada à Bossa Nova, ao rock, jazz, blues e também os eruditos. Daí, deu no que deu… hehehe…
Pois é, foi lembrando disso que eu fiquei motivado a postar aqui este disco do Trio Irakitan. Este era um dos álbuns preferidos daquela turminha, que hoje está por volta dos sessenta e tal… Êta tempo bão! Eu era feliz e não sabia. Hoje eu sou muito mais 🙂 porque tenho guardado essas lembranças comigo.
Este álbum, eu bem sei, não é novidade nos outros blogs musicais e talvez não seja para muitos de vocês. Mesmo assim eu insisto, não apenas pelo meu desejo saudosista, mas por ser realmente um álbum que merece o nosso toque musical. Aqui vamos encontrar doze boleros clássicos em versões para o português e numa interpretação que não deixa nada a desejar. Confiram!
Jograis De São Paulo – Poesia Contemporânea Brasileira (1980)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Para os fãs da poesia, esta vai ser uma semana privilegiada. Vamos ter por aqui mais alguns discos dedicados a ela. Eu, pessoalmente, gosto muito e sempre quero estar mostrando a vocês um pouco desta arte em versões fonográficas.
Para hoje, quero trazer mais um disco do Jograis de São Paulo. Para os que acompanham o Toque Musical, já sabem. Os Jograis foi criado pelo ator e poeta Ruy Affonso nos anos 50. Pelo grupo passaram diversos atores como Alex Ribeiro, Alvim Barbosa, Amilton Monteiro, Armando Bogus, Carlos Vergueiro, Carlos Zara, Clóvis Marcos, Eli Ortega, Felipe Wagner, Fúlvio Stefanini, Gustavo Pinheiro, Homero Cozac, Ítalo Rossi, Jairo Arco e Flexa, Maurício Barroso, Nelson Duarte, Nilson Condé, Raul Cortez, Ronaldo Costa, Rubens de Falco, Ruy Affonso e Wolney de Assis, além das participações especiais de: Caetano Zama, Inezita Barroso e Roberto Ribeiro. Foram mais de 50 anos de atividades, sempre com muito sucesso. Depois da morte de Ruy Affonso os Jograis de São Paulo parecia ter chegado ao fim. Mas o seu legado foi passado ao ator Alex Ribeiro, que tem procurado manter viva a memória do grupo. Alex também é o detentor dos direitos do Jogral e até criou um site exclusivo, contando a bela história do grupo.
O álbum que temos aqui, me parece, foi o último gravado por eles, em 1980. Na época, o quarteto era formado por Ruy, Armando Bogus, Rubens de Falco e Carlos Vergueiro. Em “Poesia Contemporânea Brasileira”, temos uma seleção com algums dos mais expressivos poemas de grandes nomes da nossa poesia moderna. Confiram aí…
Tarancón – Mama Hueé (1988)
Olá amigos cultos e ocultos! Nada como um fim de semana com sol para animar a gente, não é mesmo? O meu domingo está como o sábado, uma maravilha!
Aproveitando que na semana passada quatro pessoas haviam pedido um novo toque para os álbuns do grupo Tarancón, postados aqui, eu decidi na leva trazer mais um lp da turma.
“Mama Hueé” foi um disco, lançado em 1988. Passados mais de dez anos do lançamento dos primeiros álbuns, neste temos o Tarancón com uma outra formação e explorando outros temas do Continente Latino Americano. Saímos do sulamericano, do andino e vamos para a América Central, para a África e também pelo Brasil. Pessoalmente, eu prefiro os primeiros álbuns, com uma natureza bem mais próxima do regional, mais acústico e mais tradicional. Contudo, ou apesar de tudo, “Mama Hueé” é um disco bacana que se mantém dentro de uma sequência natural de desenvolvimento de um grupo musical com mais de 30 anos de estrada. Muitas coisas acontecem ao longo de tantas décadas, principalmente na formação e ideal originário. Como dizia o Lulu Santos, “nada do que foi será igual ao que já foi um dia”.
Sambas De Roda De Salvador (1983)
Salve moçada culta e oculta! Depois de muitos dias de chuva, o sábado veio maravilhoso, com um céu azul e o sol de muitos brilhos. Eu estava mesmo precisando de um dia assim. Estou me sentido bem melhor. E para comemorar o ‘sábadão’, vamos hoje no embalo do samba. Samba da Bahia!
Temos aqui “Sambas de Roda de Salvador”, Um trabalho de pesquisa realizado por Walmir Lima, um dos maiores nomes do samba de raiz feito Bahia. Neste álbum ele reuniu alguns dos melhores nomes do samba de roda de Salvador, da época, para juntos gravarem uma seleção de 10 músicas, sambas de roda, muitos deles de autoria de Walmir Lima. Não se trata de um disco autoral, embora toda a ideia e direção do trabalho tenha sido feita por ele.
Para uma noite de sábado com um céu cheio de estrelas, um disco como este levanta bem o astral. Confiram aí mais um toque musical! 😉
Henrique Cazes – Tocando Waldir Azevedo (1990)
Opa! Pensaram que hoje não haveria postagem? Eu também pensei, mas por sorte cheguei a tempo. Havia até me esquecido de que hoje é sexta feira, dia em que tenho dedicado às produções independentes.
Sorte foi eu me lembrar que havia deixado na gaveta, pronto para uma emergência, este disco, que além de ser muito bom é também independente. Estamos falando de um dos maiores nomes do cavaquinho, aliás, um dos grandes instrumentistas brasileiros, Henrique Cazes.
Eu conheço pouco do trabalho dele. Sei que estreou profissionalmente nos anos 70 como integrante do Conjunto Coisas Nossas, um grupo que procurava resgatar a música brasileira dos anos 30 e 40. Teve a sorte de trabalhar com o Maestro Radamés Gnattali, com quem aprendeu muito. Cazes toca vários instrumentos de corda, mas sua especialidade é o cavaquinho. Ao longo de sua carreira tem gravado muitos discos. Em 1990 ele lançou, as próprias custas e com apoio da Kuarup este disco que é tudo de bom. Começa por ser um álbum dedicado ao grande mestre do cavaquinho, Waldir Azevedo. Num repertório com o melhor de Waldir, Cazes conta com a participação ‘especialíssima’ de Chiquinho do Acordeon, Paulo Moura e Rildo Hora. Com todas essas qualidades, se torna irresistível sua audição. Confiram…
Abertura – Estes Também Participaram (1975)
Olá! Esta semana está sendo mesmo bem variada, vocês não acham? Temos tido aqui discos para o mais variado gosto e como sempre, boas surpresas. A caravana não para…
Na sequência, eu trago para vocês um disco bacana, um legado de um dos últimos festivais de música brasileira ainda com aquele espírito dos anos 60, o Festival Abertura, promovido pela Rede Globo em 1975. O disco que tenho aqui, como bem se pode ver pela capa, reúne 13 outras músicas e artistas que também participaram do festival, mas não tiveram suas músicas classificadas para a final. Quem teve o prazer de assistir ao Abertura talvez se lembre de algumas dessas músicas, que são tão boas quanto as que chegaram à final. A RCA, oportunamente, não deixou por menos, recrutou as sobras e também entrou na onda do Festival. Eis aí um disco raro com uma série de músicas que nunca tiveram outra chance além dessa para serem mostradas. Confiram…
High Life (1986)
Bom dia! Ontem eu postei uma colaboração e hoje, inevitavelmente, farei o mesmo, pois havia me esquecido do amigo Randolfo, que também já havia me enviado algumas coisas e eu até então nunca postei. Taí, amigão, agora é pra valer!
Vamos hoje com um quinteto de jazz-fusion, o memorável High Life. Formado por quatro feras da música instrumental brasileira e um americano: Luis Avellar nos teclados, Ricardo Silveira na guitarra, Carlos Bala na bateria, o saudoso contrabaixista Nico Assumpção e o saxofonista americano Steve Slagle. O super quinteto, me parece, gravou apenas este disco, lançado através do selo Elektra Musician, em 1986. O álbum teve um relançamento posterior em versão cd, alguns anos depois, nos Estados Unidos, numa edição feita por Steve Slagle.
Eu tenho uma certa preguiça de música instrumental, ao estilo chamado ‘fusion’, que se originou a partir de grupos como o Weather Report, Return to Forever e tantos outros. Preguiça, não quer dizer que eu não goste ou não reconheça suas qualidades. Apenas me cansa um pouco o excesso de virtuosismo, a falta de ‘riff’ ou um ‘swing’ que mexe com a gente. Sei que tem gente que vai cair de pau no que eu estou falando, mas isso é apenas uma visão pessoal, a minha. No entanto, no que se refere a este disco, eu não tenho nada a ‘crititicar’, mesmo porque os instrumentistas são ótimos, o repertório fino e tem uma música que eu adoro, “Saídas e bandeiras”, de Milton Nascimento e Fernando Brant. É, sem dúvida, um disco muito bonito e se destaca também pelo talento individual dos artistas envolvidos. Um ‘fusion’ bem singular e que vale a pena conferir.
Guilherme Lamounier (1978)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Para que a nossa semana não fique só nos anos 50 e 60, vamos também para os 70 e com outros focos musicais. Naturalmente, toda postagem é motivada por alguma razão além do meu compromisso informal de fazê-la diária. Tô gostando muito de publicar aqui minhas últimas aquisições, mas também tem outras, as doações e colaborações, que eu não posso esquecer. Há pouco mais de um mês (no ano passado!), o amigo Tales enviou para mim, este álbum que ele mesmo digitalizou, segundo ele, “conforme as normas da casa”. Legal, veio tudo do jeito que eu gosto e sem me dar trabalho (valeu, amigão!). Como eu ontem estive ouvindo algumas músicas do Guilherme em parceria com Tibério Gaspar, acabei me tocando para o presente esquecido e daí, porque não postá-lo hoje? 🙂
Segue então mais um álbum do Guilherme Lamounier postado aqui no Toque Musical. Taí um artista que eu gosto muito e vez ou outra eu me pergunto, onde ele foi parar? O cara era muito bom compositor. Acho que depois deste disco, nunca mais ele foi notícia. Pelo menos para mim. Quando postei os outros dois discos dele também comentei isso, a sua ausência no cenário artístico e musical. Tem muita gente que acha o cara com uma ‘pegada’ meio brega, eu já diria que ele é um tipo romântico. O romantismo tem lá suas ‘franjas’, mas no caso dele, elas são bem aparadas. Guilherme tem uma composição que me lembra bem alguns velhos ‘jingles’. Sua música cola de imediato no ouvido e depois de ouví-las umas duas ou três vezes, a gente sai quase que sem querer cantarolando algum refrão. Neste álbum, lançado pela Som Livre em 78, temos apenas nove faixas, o que dá ao disco um outro padrão. Normalmente, discos de música popular, pop nacional, seguiam o modelo comercial de doze faixas. Eu sempre vi os lps, quando fogem a regra, com outros olhos (e ouvidos também). Penso que quando um artista ou grupo musical pop faz um disco sem seguir essa fórmula, tem algo de muito especial na manga, ou melhor, no trabalho. No caso do nosso amigo aqui não preciso nem repetir. Por certo este disco de 1978 não tem o mesmo vigor do trabalho de cinco anos atrás, mas não deixa de ter lá os seus encantos. Pessoalmente, eu adoro a faixa “Seu melhor amigo”, já foi tema de algumas paixões na minha adolescência (êta tempo bão, sô!).
Mas este disco é mesmo bacaninha. A produção e os arranjos são de Guto Graça Mello. Tem participações especiais de Lincoln Olivetti e, em praticamente quase todas as faixas, a Jane Duboc fazendo ‘backing vocal’. Confiram aí…
Nilo Sérgbio, Sua Orquestra E Vozes – Isto É Romance (1962)
Já que estamos falando da Musidisc e pela terceira vez alguém me pede um disco do dono da gravadora, acho que o jeito vai ser eu postar um aqui. Entre os discos que resgatei, havia este do Nilo Sérgio, também inteirinho, tanto na capa quanto no vinil.
Orquestra Pan American – Star Dust (1959)
Olá, amigos cultos e ocultos! Passei a manhã de hoje ouvindo alguns dos discos que comprei recentemente na mão de um catador de papéis. Entre tantos, existem alguns cujo estado de conservação é ótimo. Ainda bem que eu cheguei a tempo, senão o cara, com aquela mão de lixa, continuaria ali tratando aqueles vinis como trata seus papelões. Foi mesmo muita sorte minha. “Star Dust” da Orquestra Pan American é um que está em muito boas condições, parece novo e é uma versão mono Hi-FI.
Os discos da Musidisc primavam pela qualidade, tanto fonográfica, de gravação, como também na qualidade material das capas. O Nilo Sérgio, dono da gravadora, tinha uma visão refinada e produzia seus discos buscando a mesma paridade como os álbuns feitos nos Estados Unidos. Depois que Musidisc caiu nas mãos da Globo/Som Livre, os relançamentos vieram sem a mesma preocupação, capinha simples e vinil de plástico. A preocupação com a qualidade e informação era tanta, que chama a atenção a contracapa. Nela temos um quadro com informações técnicas sobre os sistemas de gravação utilizados e seus discos, chamados de “Hi-Fi Masterpiece” e Hi-Fi Musidisc”. Este álbum, assim como outros da gravadora, foram lançados em duas versões, estéreo e mono Hi-Fi. Vejam vocês que conforto essa gravadora nos dava! Há no quadro informações também sobre os microfones utilizados e seus gravadores. A coisa chega ao cúmulo da perfeição ao detalharem os decibéis e curvas de frenquência, como se todos os consumidores de discos fossem técnicos em gravação. Mas a verdade é que isso demonstrava o primor com o qual o Nilo Sérgio idealizava a sua gravadora. O cara pensava como americano (ou pelo menos, queria o seu produto assim). Nisso tudo ele só falhou nas informações artísticas. Embora a contracapa também estampe um texto, de Sebastião Fonseca, apresentando o disco, pouco se falou da produção artística. Sabemos que este foi o segundo disco com esta Orquestra Pan American. No mesmo ano de 59, a Musidisc havia lançado o álbum “Samba Internacional“, também postado aqui. O sucesso dessa primeira produção levou a gravadora a lançar, no mesmo ano, mais um disco na mesma linha. Para isso, recrutou novamente os mesmos instrumentistas e regente, os quais não constam os nomes. Somado a isso, tem também um côro vocal com quatro vozes femininas e quatro masculinas. Essas últimas são do grupo vocal Os Cariocas. O repertório do disco é bem parecido, no arranjo, com o álbum anterior. São nove sucessos internacionais da época, revestidos com arranjos de samba e mais três sucessos nacionais no mesmo estilo, que entram para azeitar a festa.
Só depois de ter ‘quebrado pedras’ (preciosas) e ao fim desta postagem foi que percebi que o álbum também já foi postado no Loronix e no Baudelongplaying. Uma prova de que este disco é realmente muito bom. Para criar o meu diferencial, estou postando as duas versões, hi-fi e estéreo. Se você ainda não ouviu, chame logo o seu ‘pai de santo’… Muito bom! 😉
The Bells – Proibido Para Maiores De 18 (1963)
Começo resgatando a adolescência de quem hoje está já está na casa dos 60 anos. Vou dar a esses o prazer de ouvirem novamente o twist e o rock’n’roll. Mas por favor, não vai contar para os seus filhos e netos que fui eu que liberei a bolacha para vocês. Afinal, este disco, como vem bem avisado no título, é proibido para maiores de 18 anos (hehehe…). Eu também estou correndo o risco. Se meu filho souber, nem sei… vai querer ouvir também 🙂
Pois é, hoje vamos com a banda de rock (twist e jovem guarda) The Bells. Surgida no início dos anos 60, este grupo foi uma febre para a garotada, principalmente de São Paulo e Rio. Foram um dos primeiros grupos associados à Jovem Guarda. Gravaram pelo menos uns cinco discos, ainda na primeira década. Tocaram com Roberto Carlos, Erasmo, Raul Seixas e toda aquela ‘patota’ do ‘ie-ie-ie’. Eu não sei bem ao certo, mas acredito que este tenha sido um dos primeiros discos da banda. O álbum, lançado em 1963 pela RGE, trazia doze covers de repertórios de grupos americanos como o The Ventures, The Shadows e outros ‘the…’ Um disco totalmente instrumental com rocks e twists, que hoje são mais conhecidos como ‘surf music’ dos anos 60. Apesar das marcas inevitáveis de tempo, o som dos ‘sinos’ ainda se mantém muito vivo, conquistando novas gerações. O baterista Ari, último remanescente do grupo original, continua com a banda na estrada, com novos membros e fazendo shows. É isso aí, enquanto houver o badalo os sinos não param de tocar. Confiram este disco, que além de raro é muito bom!
João Bosco Quintet – Live In Nefertiti Jazz Club (2009)
Bom último dia do ano para todos! Aqui estou eu para a postagem final de 2010. Não adianta insistir, eu agora só vou voltar no ano que vem! hehehe… Fiquei ontem pensando com que chave de ouro eu fecharia o ano no nosso Toque Musical. Por certo, discos interessantes é o que não falta. Contudo, eu queria algo que fosse diferente e especial. Parece que o meu amigo Chris Rousseau leu os meus pensamentos e me enviou, entre outras, uma gravação de um show do João Bosco, no famoso “Nefertiti Jazz Club”, em Goteborg, na Suécia. Esta apresentação aconteceu em 2009, bem recente. Neste show ele é apresentado como um quinteto, ao lado de Nelson Faria na guitarra, Ney Conceição no contrabaixo, Kiko Freitas na bateria e Marçal na percussão. A qualidade da gravação é muito boa. Eu acredito, depois de editar todas as músicas, que o registro foi feito ou transmitido por uma rádio local. Na edição eu acabei eliminando algumas falas e anúncios do locutor. Sei que ele comentava de Bossa Nova, Jazz e do próprio João Bosco, mas como era tudo em sueco e em nada acrescentaria para o nosso deleite musical, achei melhor não incluir. Como embalagem para este ‘bootleg’ de primeira linha, criei meio as pressas as capinhas para apresentação. Fiz uma primeira inspirada em capas de jazz europeu e uma segunda, um pouco mais alegre (mais Brasil) com o João portando, numa alegoria, a coroa de Nefertiti. Como fiquei na dúvida na hora da escolha, decidi publicar as duas e deixar que vocês comentem qual está mais agradável.
Hoje parece que tudo está se encaixando, até o fato de ser esta uma gravação alternativa e independente, de acordo com as postagens das sextas feiras. Taí, fechamos o ano com uma bela chave de ouro, que também servirá para abrir a porta de 2011.
Desejo a todos os amigos, cultos e ocultos, brasileiros e estrangeiros e também aos nossos artistas, um FELIZ ANO NOVO! Que a alegria, a amizade e a fraternidade esteja ainda mais presente entre nós. Desejo, de coração, a todos os que me acompanharam, muita felicidade, paz, amor, saúde e sorte. Muita música para espantar a tristeza ou pelo menos acompanhá-la diluindo a dor. Que este toque musical continue batendo em todos os corações. Valeu demais! 🙂
Sylvia Telles – Amor De Gente Moça (1959-74)
Olá, amigos cultos e ocultos. A postagem de hoje tem um sentimento especial e eu a dedico à minha tia. Algumas músicas aqui, eu me lembro, fizeram parte da vida dela e sei também que ela gostava da Sylvia Telles. Como eu também gosto, e em especial deste disco, resolvi postá-lo.
“Amor de gente moça”, vem aqui em sua segunda edição. Para tanto e me poupando a resenha, reproduzo as palavras de Aloysio de Oliveira na apresentação do álbum, relançado 15 anos depois, em 1974:
“Este disco lançou 9 músicas inéditas de Antonio Carlos Jobim e várias delas se tornaram sucesso no mundo inteiro. Este disco definiu Sylvia Telles como uma grande intérprete da década de 50. Este disco tornou-se antológico para admiradores da música de Tom e das interpretações de Silvinha. Este disco é dedicado à nova geração que não conheceu Silvia Telles, tendo a certeza que ouvirão seu canto com o mesmo encanto que nós ouvíamos. Este disco foi produzido com o amor que ele merecia, de Gaya com seus arranjos, de Oswaldo Borba regendo a orquestra, e de todos que cooperaram na sua realização. Este disco tinha que ser ‘postado’. E aí está.”
Logo depois de ter passado a bola da Elenco para a Philips, já na década de 70, Aloysio de Oliveira retorna à Odeon e cria a série especial chamada Evento, pela qual ele publicou seis álbuns, sendo a metade deles relançamentos. Entre esses, o de Sylvia Telles. Merecido, diga-se de passagem.
Acredito que os amigos já devem ter bebido deste álbum em outras fontes, mesmo assim, não custa nada conferir…
Jorge Henrique, Hugo Lander E Alan Gordon – Cheek To Cheek Nº 2 (1958)
Hoje cedo levei o meu carro para um alinhamento e bem em frente da oficina passou um catador de papel com seu carrinho cheio de coisas. Por curiosidade me aproximei dele e percebi que em seu carrinho ele levava uma caixa cheia de discos. De cara eu vi que ali tinha coisa boa. Não deu outra, pedi a ele para ver os discos e realmente encontrei um montão de coisa rara. Não resisti, comprei tudo. Sei que além de vocês há uma outra pessoa que vai adorar essa minha aquisição (não é mesmo, Edu?). Vamos então começando a por as bolachas para rodar…
Segue aqui um álbum raro e interessantíssimo, “Cheek to cheek”, com o trio formado pelo brasileiro Jorge Henrique e os americanos Hugo Lander e Alan Gordon. Na década de 50 eles fizeram muito sucesso em casas noturnas do Rio e São Paulo. Gravaram o primeiro “Cheek to cheek”, o qual eu não conheço. e ainda no mesmo ano de 58 saiu este de número 2. Do pouco que sei sobre eles, é o que temos de disponível na rede, através (principalmente) de blogs como o Toque Musical. Era mesmo um trio curioso, com Gordon no piano, Jorge Henrique no orgão e Lander na bateria. O resultado me faz lembrar um solitário tecladista fazendo fundo musical numa churrascaria. Por favor, não me interpretem mal. Claro que estamos falando aqui de instrumentistas de primeira, os quais nem se comparam com esses animadores de salão. Além do mais, o repertório, os arranjos e a técnica dos músicos dá a este lp uma qualidade inquestionável. Eu me refiro mesmo ao som produzido nessa fusão de piano, orgão e bateria. Se tivesse uma guitarra, um contrabaixo eu já diria que parece o Waldir Calmon. “Cheek to cheek Nº 2” foi concebido para se dançar juntinho, de rosto colado e suavemente. Fica também muito bom para se ouvir como música ambiente na festa de reveilon. Quem sabe a gente começa o ano assim, dançando de verdade, não é mesmo?
i’m in the mood for love
it had to be you
good night sweetheart
drean
summertime
tudo acabado
nova ilusão contigo
remorso
caixa postal 00
c’est fini
Rio Show Festival – A Noite Da Bossa Nova e Os Melhores Momentos (1991)
Boas…! Hoje vai ter que ser bem corridinho pois meu tempo é curto. Fim de ano, vocês já viram… não é mole não. Tô tentando por a minha cabeça em ordem e outras coisas também. Segue aqui (e para compensar) dois discos que vão também cair bem na festa de fim de ano. Temos em dose dupla dois discos lançados pela Som Livre, um registro de um show no Rio Centro, em 1991. Foram lançados separadamente, como álbuns distintos, um, dedicado à noite da Bossa Nova e outro com alguns dos melhores momentos. Por incrível que pareça estou ouvindo esses dois discos pela primeira vez. Acho que nunca tive muito tesão em ouví-los, mesmo sabendo que iria encontrar coisa boa. Mas tudo tem a sua hora e muito por causa de vocês e do Toque Musical, eu agora posso dizer, confiram aí esta beleza!
Beagá Band’s – Parada De Sucessos (1967)
Olás! Depois que o Blogger criou mais uma de suas ferramentas, um filtro para ‘spam’ no Comentários, eu achei que daí em diante não precisaria mais me preocupar com mensagem intrusas, principalmente as propagandas. Pois olha, que de nada resolveu. Pelo filtro passa tudo, menos os toques mediúnicos enviados pela ‘turma celestial’ (não confundir com a torcida do Cruzeiro, essa também tá morta, mas não toca nada, hehehe…) Preciso ficar mais atento, senão vocês vão chegar no Comentários primeiro que o link.
Hoje eu vou trazendo mais um disco da lendária Paladium. Mais um daqueles álbuns sem referências. Mas que de tanto eu comentar, já sabemos por alto o que vamos encontrar. Temos desta vez o lp “Parada de Sucessos” com o fictício grupo Beagá Band’s. Fictício no sentido de ser um nome usado para dar uma certa identidade ao disco. O Beagá Band’s só existiu em estúdio e durante o reinado da Paladium.
No álbum “Parada de Sucessos” temos um repertório eclético e tão variado que eu chego a desconfiar que tenha sido feito por um mesmo grupo ou músicos. Se não fosse pelo naipe de metais, que dá uma certa unidade ao disco, eu diria que é quase uma coletânea de fonogramas da Paladium e Coledisc. Contudo e no todo, temos um lp bem interessante, com arranjos até originais. Um bom exemplo é a faixa “Na baixa do sapateiro”, de Ary Barroso. Confiram aí, mais um mineirinho 😉
Severino Araújo & Orquestra Tabajara – Vol. 3 (1989)
Olá amigos cultos e ocultos! Quero agradecer a vocês todo o apoio e carinho recebido num momento em que eu me encontro fragilizado e melancólico. Estou me sentido como uma praia deserta que a cada instante recebe uma onda diferente, as vezes boas, as vezes ruins. Mas sei que logo o sol vai aparecer, aquecendo as areias e transformando tudo em alegria. Obrigado a todos!
Para hoje temos a incrível Orquestra Tabajara, sob o comando de seu grande maestro, Severino Araújo. Para aqueles que não sabem, esta é a orquestra mais antiga, em atividade no Brasil e provavelmente no mundo. Severino Araújo também entra nos recordes, sendo o maestro de orquestra que esteve por mais tempo a frente desta ‘big band’. Foram mais de 60 anos sem pausas! Atualmente a Orquestra continua, agora sob o comando do irmão de Severino, o saxofonista Jaime Araújo.
Nos anos 80, a Orquestra se apresentava com enorme sucesso na “Domingueira voadora”, série de bailes dominicais realizados na casa de espetáculos Circo Voador no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Este álbum é um dos volumes desta época, lançado pelo selo Fama. Eu até cheguei a pensar que fossem gravações ao vivo, mas pela qualidade do som, acredito que tenha sido feitas em estúdio. São, por certo, músicas que fizeram parte do repertório nas tardes de domingo no Circo Voador, temas nacionais e internacionais. Se você não teve a chance de estar lá para o baile, aproveite agora e faça o seu na passagem de ano. Este álbum cai muito bem numa festa de reveillon.
Nosso Natal (1957)
Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje talvez não seja um bom dia para uma postagem, como também não foi ontem, para mim. Como vocês já sabem, estou vivendo um momento de luto. Hoje, às 15 horas será o sepultamento da minha tia. Estou aqui aguardando este encerramento. Logo estarei indo ao velório e a minha noite de Natal vai ser ainda mais melancólica. A cada ano percebo e agora mais ainda, que o Natal realmente não é uma data alegre. Também não a chamaria de triste. É um momento de reflexão, concentração e emoção. É aquela hora em que deixamos de pensar somente em nós, quando nos deparamos com o outro e quando vemos nele o nosso próprio reflexo. Neste momento eu sinto que o todo é um só e que eu sou parte desse todo. É por isso que me sinto tão bem quando faço algo que alegra as outras pessoas. Sinto que estou fazendo também por mim. Trazer a alegria, mesmo que num momento de tristeza, vai me fazer bem. Estar aqui preparando este disco para vocês, me afasta de pensamentos ruins, me dá esperanças e resignação. Preciso ocupar a minha cabeça com outros pensamentos. O duro disso tudo é a história que vem por trás. Mas isso eu vou poupar aos amigos, pois mesmo na passionalidade, este assunto não é nada musical.
Bom, para celebrarmos o nosso Natal, estou trazendo um disco bem bacana, um típico exemplar do Toque Musical. Temos aqui um disco de Natal, do ano de 1957, onde a gravadora Columbia reuniu alguns de seus melhores artistas, cantando doze temas originais. São músicas natalinas nacionais, criadas por compositores brasileiros. Este álbum é raro em todos os sentidos, mas principalmente pelo time de artistas, em gravações que só foram ouvidas neste lp. São onze nomes de peso: Doris Monteiro, Alcides Gerardi, Luiz Claudio, Lana Bittencourt, Zezé Gonzaga, Silvio Caldas, Zilá Fonseca, Paulo Marquez, Dircinha Costa, Ellen de Lima e Gilvan Chaves. Apenas a última faixa, “Papai Noel”, foi gravada em côro e ‘a cappela’ pelo Coral da Columbia. Segundo me contaram, o coral foi formado pelo próprio elenco (será?).
Taí o meu toque musical de Natal. Desejo a todos uma boa noite. Muitas felicidades, paz e amor.
Tonico & Tinoco – A Saudade Vai…(1961)
A saudade vai… vai ficar no meu coração. Justo no momento em que eu me preparava para fazer esta postagem, recebi a notícia do falecimento da minha tia-mãe. Sinceramente não sei dizer o que eu estou sentido neste momento. Há, sem dúvida um bocado de tristeza e aquele sentimento da perda de alguém que não volta mais. Porém, depois de ter presenciado os seus últimos oito anos presos numa cama, após um AVC, e mais ainda, seu martírio final neste último ano, sinto agora um alívio, uma paz… Sinto que Deus atendeu às minhas preces. Nunca pensei que um dia eu iria desejar a morte de uma pessoa, mais ainda de alguém que eu amo tanto. Mas tem sido este o meu pedido ao Papai do Céu. Foi este o meu presente de Papai Noel.
A escolha deste disco não tem nada a ver com a situação. Nem sei se minha tia gostava da dupla sertaneja Tonico e Tinoco. Mesmo assim resolvi manter o álbum programado, pois vejo nele muita coisa em comum com este meu sentimento, um misto de alegria e tristeza.
“A saudade vai…” foi um álbum de muito sucesso lançado pela dupla em 1961. Em 1964 ele foi novamente reeditado pelo selo Chantecler, dedicado à música caipira. A versão cd saiu em 2005 numa edição muito limitada, a qual já se encontra esgotada.
Os Violinos Mágicos Nº 2 (1960)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ao contrário dos outros anos, neste eu não vou ficar postando discos de natal. Farei isso apenas no dia 24, para alegrar ao Papai Noel 🙂
Tenho para hoje este disco que não precisa de texto ou título para atrair a nossa atenção, basta apenas este desenho lindo do pintor cearense Ademir Martins. Se na pior das hipóteses a música não salvasse, pelo menos a capa poderia ser emoldurada, daria um belo quadro. Mas a verdade é que tanto por dentro como por fora “Os Violinos Mágicos Nº 2” é um disco exemplar, bem produzido em todos os aspectos. Gravado no melhor sistema de som da época, em ‘high fidelity’, pela Musidisc, de Nilo Sérgio. Como podemos ver logo a baixo, temos um repertório misto com temas nacionais e internacionais famosos, apresentados em ritmos de bolero ou de baladas. Músicas que mereceram toda a atenção do produtor Nilo Sergio, tanto no aspecto técnico de gravação, como na escolha dos músicos, regente e arranjador. Para isso ele contou com os arranjos do Maestro Leo Peracchi e a regência de outro, Henrique Nirenberg.
Eis aí um disco muito bacana que merece ser conferido. Eu ainda não achei o disco de número 1, mas assim que aparecer ele entra também, ok?
Wilson Miranda – Compacto Simples (1965)
Olha aí, mais um compacto bacana, outro disquinho com o cantor Wilson Miranda. Este compacto saiu como um preanúncio do álbum “Tempo Novo”, sétimo lp gravado pelo cantor e o primeiro pela RCA Victor. Aqui encontramos duas músicas marcantes, interpretadas com ‘swing’ a la Simonal. Os arranjos e regência são Erlon Chaves, tá explicado…
O Marginal – TSO (1974)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje eu vou tomar o dia para postar compactos. Começo com este, um compacto simples lançado em 1974, trazendo a música tema do filme “O marginal”, dirigido por Carlos Manga, também lançado naquele ano. Esta música é de autoria de Roberto e Erasmo Carlos. Aqui ela é interpretada em duas versões, com o cantor Wilson Miranda e instrumental com a Orquestra de Chico Moraes.
O filme eu assisti uma vez, mas não me lembro mais da história. Sei que se trata de um policial, tendo o ator Tarcísio Meira como o protagonista, fazendo o papel de um criminoso. O roteiro, segundo contam, foi escrito por Manga, Dias Gomes e Lauro Cesar Muniz. Este último se inspirou na trama para criar a história da novela “Escalada”, da Globo no ano seguinte.
Confiram aí… mais tarde tem mais…
Radames Gnattali – Joias Brasileiras (1954)
Olá amigos cultos e ocultos! Estou de volta depois de uma semana de trabalho, necessariamente longe de computador, internet e outras tecnologias. Voltei meio preguiçoso, principalmente depois de ver o estado da minha caixa de e-mails. Mas hoje ainda farei uma triagem, as respostas virão pela semana, ok?
Para nossa retomada, escolhi um disquinho super bacana, um lp de 10 polegadas, lançado em 1954 pela Continental. Radamés Gnattali e Orquestra, interpretando oito verdadeiras ‘jóias musicais brasileiras’. Logo na primeira faixa, “Rancho fundo”, de Ary Barroso e Lamartine Babo, Radamés nos prende pelo ouvido com um arranjo prá lá de genial. Quem escuta esta gravação pela primeira vez não diria que ela foi produzida no início dos anos 50, no Brasil. Aliás, ao ouvirmos o disco num todo percebemos como Radamés Gnattali estava bem a frente da maioria dos maestros arranjadores de sua época. O cara era mesmo incrível. Escutem também “Casinha pequenina”, “Linda flor” e “Carinhoso”. Hummm, muito bom! Eu acredito que essas gravações não foram feitas exclusivamente para este disco. Pela época, suponho que seja uma coletânea, músicas recolhidas de bolachas de 78 rpm. O nome de Radamés aparece apenas na contracapa, o que reforça essa minha ideia.
Vamos fazer o seguinte: vocês confirmem isso e depois comentem, ok? Enquanto eu vou desfazer a minha mala e acabar de chegar em casa. Amanhã tem mais…
Brazilian Music Now (1977)
Boa noite, amigos cultos e ocultos. Mais uma vez eu estou chegando no fim do dia, aproveitando a brecha, ou talvez os poucos minutos livres que antecedem ao sono. Escolhi este disco para ser a estampa da próxima semana. Quero dizer, VOU DAR UMA PAUSA por alguns dias. Preciso descansar minha cabeça e me afastar de alguns problemas. Portanto, já fiquem os amigos avisados da minha ausência na próxima semana, ok? Espero voltar antes do Natal, vamos ver…
Segue assim mais um exemplar da série, promocional criada pela Funart para o então Departamento de Cooperação Cultural, Científica e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, a partir de 1978. A ideia era a de propagar a diversidade musical brasileira pelos cinco continentes, em vários países, dando a esses a oportunidade de conhecer melhor o variado leque musical produzido originalmente em nosso país. Ao que tudo indica, esse trabalho teve bons resultados, o que acabou gerando uma segunda versão, a qual passou-se a chamar “Projeto Ary Barroso” e sendo coordenado por Hermínio Bello de Carvalho.
Neste álbum, o número 3, iremos encontrar uma excente e variada coletânea com alguns de nossos melhores artistas, contratados da EMI – Odeon desde a década de 50. As músicas interpretadadas por eles foram sucesso que é muito bom relembrar. Confiram…
Chico Bezerra – Pati (1990)
Opa! Ainda cheguei a tempo de fazer a postagem da sexta independente. O dia hoje foi ‘punk’, não deu tempo nem para ler os e-mails. Só agora estou tentando por em dia as coisas por aqui. Mas estou tão sonolento que vou apenas completar esta postagem.
Tenho aqui um disco que caiu em minhas mãos esses dias e despertou a minha curiosidade. Fiquei curioso porque ele não trazia a capa, estava sim, apenas no envelope de papelão, um encarte interno com as letras e algumas informações. Até então eu ainda não sabia quem era Chico Bezerra. Pelo elenco e até pelo estranhamento da foto aos pés da Torrel Eiffel, eu resolvi arriscar, coloquei o disco no prato e mandei ver… e ouvir, claro! Caramba! Me surpreendeu… Há algo de Zen nesse artista. Sua música é simples, sua voz também, mesmo assim produz um efeito que desperta a atenção. Em busca da capa e de maiores informações, corri páginas do Google e não achei nada! Taí um artista misterioso. Dele eu só sei que tem mais alguns discos independentes gravados, os quais eu também não conheço. Outro fato curioso, o disco é dedicado à cantora Patricia Marques de Azevedo, mais conhecida como Patricia Marx. Não entendi nada… Vou deixar essa para vocês comentarem e complementarem.
Mesmo com sono, ainda me dei ao trabalho de criar uma capinha para apresentar o nosso artista independente da semana. Acho que vale a pena 😉
Pierre Kolmann – Para Dançar Vol. 3 (1958)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Gostaria inicialmente de informar que, dentro do possível, estou atendendo aos pedidos e mensagens enviados por e-mail ou via Comentários. Infelizmente, como já deve ser do conhecimento de vocês, estou passando uma fase meio complicada, com problemas de saúde na família e alguns outros para pesar a minha cruz. Sentar aqui por alguns dez minutos e me distrair nas postagens é coisa que eu adoro. Por mim, ficaria até mais tempo, porém a realidade não é assim tão musical e divertida. Mesmo assim, não percam a paciência comigo. Eu tardo, mas não faltou. Eu falho, mas procuro corrigir 🙂
Vamos hoje com mais um disco daquele que foi sem nunca ter sido, ou seja Pierre Kolmann, um pseudônimo artista, encarnado pelo pianista gaúcho Britinho e provavelmente Waldir Calmon e outros, na série de discos dançantes lançados pela Musidisc, de 1957 a 63. Com este álbum completamos a trilogia para dançar de Pierre Kolmann, que era o concorrente direto dos discos do selo Rádio com Waldir Calmon. Esta é uma história polêmica que demonstra bem como eram os bastidores e recursos comerciais da indústria fonográfica brasileira. Pierre Kolmann foi, por certo, em toda a discografia encarnado por pelo menos três famosos pianista.
Neste terceiro volume, temos também um repertório misto, interpretando temas nacionais e internacionais que eram sucesso da época. Nisso tudo, o que eu mais gostei foi a capa. Ótima, não? Confiram o álbum…
Vamos Cirandar (1977)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Como ontem nós fomos de carimbó, que tal hoje partirmos para um ciranda? Vamos sair do Pará e ir agora para Pernambuco. É de lá que vem o álbum do dia, “Vamos Cirandar”. Este é um disco raro, lançado em 1977 pela Rozenblit através do selo Passarela, numa edição regional e limitada. Ao contrário do disco dos Bambucas, este foi concebido sem as mesmas pretensões comerciais. O produtor, Nelson Ferreira, procura aqui nos mostrar três autênticos e importantes grupos de ciranda de Pernambuco. Como podemos ver pela capa, temos 19 autênticas cirandas executadas pelos tradicionais grupos, a “Cobiçada” de Dona Duda; a do “Baracho” e a “Imperial”. Confiram…
