Roberto Silva – Descendo o Morro N. 2 (1959)
Sambistas de Bossa e Samba de Breque (1977)
Jamelão – O Samba Bom É Assim (1959)
Aloysio De Olivera E Seu Bando Da Lua – Arthur Murray Latin Dance Set (1956)
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Conjunto Melódico Norberto Baldauf – Ritmos Da Madrugada N.3 (1958)
Quero começar a postagem de hoje transmitindo meus sentimentos de pesar pelo falecimento do grande sambista Jamelão. Ao contrário dos outros blogs de música, não postarei hoje nenhum disco do artista. Infelizmente no ‘gavetão’ não tenho nada pronto e como já havia preparado outras coisas, deixarei minha homenagem para a próxima semana.
Para este domingo eu trouxe um grupo que até bem pouco tempo eu nunca tinha ouvido. Sabia da sua existência, mas nunca havia me despertado interesse. Isso aconteceu há uns dois anos atrás quando li uma reportagem falando do grupo. Nesta, diziam que o conjunto continuava na ativa, com mais de 50 anos de estrada, fazendo apresentações e tocando em bailes. Incrível! Por certo, este é o grupo mais antigo em atividade até hoje. O Conjunto Melódico Norberto Baldauf surgiu nos anos 50 em Porto Alegre. Era o conjunto de baile mais famoso e requisitado na cidade. Elis Regina também chegou a fazer parte do grup0 em alguns bailes da época. Do octeto, só ficaram mesmo o Norberto Baldauf (piano) e Raul Lima (guitarra) que até o ano passado ainda estavam fazendo apresentações.
“Ritmos da madrugada n.3” é o único lp de 12 polegadas da série. Um álbum feito essencialmente para dançar. Tanto assim que o lado A é contínuo, sem separação das faixas, assim como os discos da série “Feito para dançar” do Waldir Calmon. Outro detalhe que chama atenção é o batido característico em algumas faixas prenunciando a bossa. Um disco muito bom!
andalucia
Arrasta Pé Na Roça (1980)
Sivuca – Forró E Frevo (1980)
Titulares do Ritmo – Concerto de Música Popular (1961)
Agora vamos com este grupo vocal, formado nos anos 40 por estudantes cegos do Instituto São Rafael em Belo Horizonte, MG. Um sexteto que também fez muito sucesso a partir dos anos 50. Eles foram sempre muito elogiados por suas harmonizações e vocalizações requintadas. Gravaram muitas discos e gêneros diferentes. Mas este lp, para mim, é um dos seus melhores trabalhos. Um repertório fino em um álbum que se divide de um lado inteiramente vocal e do outro acompanhados por orquestração. Simplesmente maravilhoso!
Joel E Gaúcho – Os Irmãos Gêmeos Da Voz (R1971)
Hoje iremos previlegiar os ‘vocais’. Começarei por essa dupla sensacional que anda meio esquecida. Formada por Joel de Almeida e Francisco de Paula Brandão Rangel, o Gaúcho, esses dois fizeram a vez durante três décadas no rádio. Eram conhecidos por “irmãos gêmeos da voz” por terem timbres de voz parecidos. Este disco marca o re-encontro dos dois, em 1962, gravando novamente antigos sucessos. Não sei exatamente se eles chegaram a gravar mais alguma coisa após este disco. O álbum que temos aqui é um relançamento de 1971.
Mario Zan Sua Bandinha & Côro – O Balão Vai Subindo (R1974)
Aqui temos mais um disco bacana, ideal para festas juninas. Vai fazer uma festinha na sua casa neste mês? Então não deixe ela passar sem este som. Mario Zan, um dos grandes nomes da sanfona e acordeon, irá animar a noite. Neste álbum encontraremos os temas clássicos que trilham as festas do mês de junho pelo Brasil. Vejam a baixo o que ele tem para nós…
Ary Lobo – Súplica Cearense (1966)
Altamiro Carrilho E Sua Famosa Bandinha Nas Festas Juninas (1964)
Dilú Mello (1983)
Luiz Claudio – Reportagem (1975)
Joel Nascimento – Chorando Entre Os Dedos (1976)
Augusto Calheiros (1959)
Gordurinha – Súplica Cearense (1987)
Originalmente lançado em 1968, este álbum é uma coletânea muito boa, onde estão incluidos os maiores sucessos de compositor Gordurinha. Ele é considerado um dos maiores nomes do samba baiano, mas sua música não fica só nisso. Passeia também por outros caminhos como o forró, o baião, o choro e mais… Para quem não conhece o trabalho de Gordurinha, este é um disco básico.
Custódio Mesquita (1963)
Alcides Gerardi – Despedida (1964)
Luiz Carlos Vinhas E Seu Conjunto – Baila Com Vinhas (1982)
Severino Araujo & Orquestra Tabajara – Série Depoimento Vol. 1 (1975)
Neste sábado eu não tive tempo de preparar muita coisa. Novamente recorri ao ‘gavetão’ para que o dia fosse salvo. Vamos então ao cardápio da noite…
Temos aqui um disco bacana com Severino Araujo e sua Orquestra Tabajara. Este é de uma série que até então eu desconhecia, na verdade não me lembro de ter visto outro volume. O álbum traz regravações de antigos sucessos e novas gravações com músicas de Toquinho e Vinicius, Martinho da Vila e até o Benito di Paula. Confira agora esse toque que eu já vou para o próximo lance…
Roberto Ingles & Sua Orquestra – Dançando Sentimentalmente (1960)
Reminicências (1960)
Tenho então esta coletânea muito boa de marchinhas e sambas, bem conhecidos do público, em gravações originais de época com grandes nomes, intérpretes da velha guarda. Vale a pena conferir pois se trata de uma seleção musical e de artistas muito boa.
16 Seleções De Música Internacional (1962)
O segundo disco do dia, também um álbum com capa conceito, é esta seleção musical com músicas internacionais. Todas são composições que tiveram um grande apego popular, interpretadas por artistas nacionais, bem conhecidos do público. Chamo a atenção para as faixas com Dolores Duran e Angela Maria. A presença das duas já vale o disco. Mas temos mais… confiram, pois vale realmente ouvir este disco.
Odete Amaral E Cyro Monteiro Jr. – Do Outro Lado Da Vida (1962)
Temos então para começar um álbum gravado pela Odete Amaral e seu filho Cyro Monteiro Jr. em 1962 (Odete foi casada com Cyro Monteiro) . Este lp foi idealizado pelo radialista Afonso Soares, que na época apresentava um programa de reportagem na antiga Rádio Tupi do Rio chamado, “Do outro lado da vida”, com entrevistas e crônicas, focando o dia a dia nos presídios do Brasil. Foi desses contatos que surgiu a idéia de se fazer um disco com composições dos presidiários, interpretadas por Odete e Cyro Jr. Uma iniciativa muito louvável que gerou um disco excelente. Coisas como essas não acontecem mais, pelo menos no quesito qualidade. Nossos antigos presidiários eram bem mais românticos e menos raivosos. Se fosse feito hoje, o que teríamos era um disco de rap. Um estereótipo da cultura marginal americana, uma cópia boçal de pura violência. Pura macaquice…
Luiz Arruda Paes – Brasil Em Tempo De Dança (1961)
Mário Gennari Filho – Seu Acordeon E Ritmo – Hum…Mmmmm.. É Bom Dançar (1960)
Joaquim Eugênio – Gotas De Sonho (S/D)
Joaquim Eugênio, o cantor – possívelmente mineiro – interpreta composições de Raul Marinuzzi. Este último eu vim a saber é um músico, maestro mineiro, que hoje em dia se dedica a dar palestra em empresas sobre trabalho em equipe. Ele tem uma forma muito original e interessante de mostrar a importância do trabalho em conjunto, através de exemplos, usando sua pequena orquestra. Muito bacana. Quem souber de mais alguma informação sobre o disco, não deixe de comentar.