Vzyadoq Moe – O Ápice (1987)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Para quebrar um pouco a rotina, hoje vamos apresentar um som para se ouvir com outros olhos. Estamos aqui acostumados a ouvir, de uma certa forma, o tradicional e convencional que as vezes é preciso pular a faixa. Sempre que eu faço uma ‘semana temática’ dedicada ao rock/pop nacional penso em postar este disco da banda paulista Vzyadoq Moe. Mas acaba ficando tão difícil quanto pronunciar esse nome. Isso porque o ‘aparente indigesto’ não fica só no nome. A música desta banda é também algo difícil de descer num primeiro momento. O que diria então naqueles anos 80! Essa turma  fazia um som que ia além do que era proposto naquela época do pop/rock nacional. Sua música era calcada no rock, mas pode também fazer parte do grupo dos inclassificáveis ou experimentais. Um som influenciado por uma mescla de coisas variadas, algo que me lembra muito o ‘krautrock’ alemão, bandas como Can, Apple Silver, Einsturzende Neubauten, somados a aquela onda ‘new wave/pos punk que rolava na Europa. O trabalho do VM era pretensioso, tanto pelas letras do vocalista Fausto Marthe quanto no instrumental e na produção. Mas porém, a gente percebe que ao final faltou ali um elemento que amarrasse tudo isso. Mesmo assim, não deixa de ser um trabalho acima da média, fugindo do pop colorido que o rock naquela década virou.
Este disco foi gravado e mixado no Estúdio Eldorado e saiu pelo selo independente Wop Bop. Foi um fracasso de vendas, mas recebeu boas críticas da impressa especializada. O nome do grupo surgiu de um sorteio de letras. Gravaram apenas dois discos e participaram de outras duas coletâneas. Me parece que seus integrantes voltaram a ativa há uns anos atrás…

da finitude carnal
junto ao céu
o último desígnio
incerto
desejo em chamas
redenção
da ressurreição
não há morte
a monomania
o ápice
guerra das sombras
expansão

Jóia 25 – Seleção Instrumental Do Toque Musical (2012)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados de plantão! Pensei que meu feriadão fosse ser mais tranquilo e folgado. Qual nada! Compromisso atrás de compromisso. Mal tive tempo para entrar aqui no blog e fazer uma postagem descente. Embora tenha sido na base do ‘arrastão’, esta vai ser uma coletânea muito boa. Escolhi aqui alguns números instrumentais que eu acho ótimos, feitos para se ouvir em alto e bom som. Música de qualidade para quem sabe apreciar. Uma ótima seleção para se ouvir no carro, em casa e numa boa caminhada ou de bicicleta. Amanhã, já estarei ouvido no meu iPod, com certeza! E vocês, querem ouvir também?

tem dó – rio 65 trio
rio – roberto menescal e seu conjunto
insensatez – eumir deodato
o morro não tem vez – joão donato e seu trio
nanã – sergio mendes and bossa rio
reza – tamba trio
você e eu – roberto menescal e seu conjunto
tristeza de nós dois – tamba trio
diz que fui por aí – dom um romão
samba de verão – meirelles e os copa 5
coisa n. 2 – moacir santos
só danço samba – joão donato
vivo sonhando – walter wanderley
preciso aprender a ser só – tom jobim
samba de uma nota só – baden powell e jimmy pratt
manhã de carnaval –  rio 65 trio
samba carioca – meirelles e os copa 5
chegança – luiz eça
consolação – tenório junior e seu conjunto
berimbau – tom jobim
zimbo samba – zimbo trio
samba em blue – sansa trio
margarida – som três
samadhi – tenório junior
jungle – som três

Gilvan de Oliveira – Vinícius Nas Cordas De Gilvan (1990)

Olá amigos! Hoje é dia de artista/disco independente. Porém o disco que eu apresento não é exatamente algo assim, independente. Lançado em 1991 pela Karmim, uma produtora e editora mineira, este foi o segundo trabalho solo do violonista mineiro Gilvan de Oliveira. Neste álbum, como se pode ver logo pelo título, o instrumentista interpreta doze músicas de Vinícius de Moraes e seus parceiros. Um belíssimo disco que mereceu a atenção e aplausos da crítica especializada. Eu também gostei! 🙂 Querem conferir?

berimbau
eu sei que vou te amar
insensatez
lamento
valsa de eurídice
garota de ipanema
arrastão
minha namorada
tarde em itapoã
valsinha
regra três
lamento

Les 4 Cadillacs – Doucement Novamente (1964)

Boa tarde, amigos cultos, ocultos e associados! Hoje eu estou trazendo um disco que há muito eu queria postar, só não fiz antes por uma questão particular, quando de uma certa vez, postando um disco dOs Românticos de Cuba, o Nilo Sérgio Filho solicitou a sua retirada, alegando que muitos dos títulos da Musidisc ainda se encontravam em catálogo, ou algo assim. Eu, prontamente atendi ao seu pedido e pensei mesmo em nunca mais postar coisas desse selo. Acontece que o que foi proibido aqui, continuava (e continua) rolando a solto por aí. Assim sendo, sem querer ser mais transgressor, escolhi para postar alguns álbuns que, tenho certeza, nunca mais serão relançados. Além do mais, são discos já bem divulgados em outos blogs, sites e redes sociais.
Temos então, “Les 4 Cadillacs – Novamente”, que foi o segundo álbum para um quarteto formado supostamente, por Durval Ferreira na guitarra, Ed Lincoln no piano, Luiz Marinho no contrabaixo e Wilson das Neves na bateria. Segundo uma pesquisa feita pelo nosso saudoso amigo Mauro Caldas, o Zecalouro, em seu ensaio “O Jogo dos Pseudônimos”, apenas no primeiro álbum é que com certeza eram esses mesmos os músicos. Embora não conste na capa, eu acredito que neste segundo lp a turma seja a mesma. Independente de qualquer coisa, o que nos importa de imediato é a música, um estilo e repertório que mantinha o mesmo formato do anterior, música para dançar. Aqui, abrindo um pouco mais o leque, o quarteto interpreta não apenas ‘standards’ da música americana, mas também grandes temas da música francesa, italiana, espanhola, portuguesa, até russsa e latinoamericana, sem se esquecer do Brasil (claro!), através de dois clássicos, “Chove lá fora”, de Tito Madi e “Se todos fossem iguais a você”, de Tom e Vinícius. Confiram no GTM 🙂

prefixo ‘sweet melody’
exodus – i could have danced all night
canção de amor cubano – cubanacan
chove lá fora – se todos fossem iguais a você
recuerdos de ypacarai – índia
besame mucho – amor, amor, amor…
el dia en que me queiras – jealousie
moritat – lichtensteiner polka
tua – mama
olhos negros – noites de moscou
c’est si bon – mon oncle
canção do mar – sempre que lisboa canta
la violetera – madrid – sufixo ‘sweet melody’

Os Novos Boemios – Choros E Chorões (198…)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados de plantão! Desculpem a expressão, mas hoje o dia foi foda! Véspera de feriado, com obras por toda a cidade, o trânsito ficou um horror. Só agora eu estou chegando em casa, mas felizmente ainda a tempo de bater o ponto. E vamos lá…
Hoje teremos um disco que está funcionando como ‘disco de gaveta’. Isso porque mais uma vez eu não tive tempo para preparar nada. Assim, lanço mão de uma colaboração, um disco enviado recentemente para mim, pela nossa amiga frequentadora Elaine. Eu confesso que não tive tempo de ouvir e conhecer um pouco sobre esse grupo, “Os Novos Boêmios”. A capa também não nos traz nenhuma informação e nem data de lançamento. O álbum foi lançado pelo selo Cartaz. Pelo estilão da capa e outros detalhes, eu diria que o disco foi lançado na década de 80. Contudo, do pouco que estou ouvindo agora, suponho que seja um grupo e uma gravação dos anos 60. Como se pode ver pela estampa, trata-se de um disco de chorinho. O repertório, muito bem pautado, nos traz pérolas de Pixinguinha, Garoto, Catulo da Paixão Cearense, Waldir  Azevedo e outro mais… São verdadeiros clássicos do chôro, que sempre vale a pena ouvir de novo e principalmente com outros intérpretes. Vamos conferir?

tico tico no fubá
língua de preto
andré de sapato novo
carinhoso
amoroso
flor amorosa
o boêmio
brasileirinho
odeon
lamento
sofre porque queres
os oito batutas

Papete – Planador (1981)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Aqui estamos nós para mais uma postagem musical. Hoje trazendo o percussionista maranhense José Ribamar Viana, mais conhecido como Papete. Há pouco mais de um ano eu postei aqui o primeiro disco dele, “Berimbau e percussão”, lançado pelo selo Marcus Pereira em 1975. Ah, estou vendo aqui que já postei também o lp “Água de Côco”, também Marcus Pereira, em 1980. Desta vez, trago ele de volta em outro ótimo momento, com seu, “Planador”, disco lançado pela Continental um anos depois. Neste álbum vamos encontrar um repertório da melhor qualidade. Começando logo de entrada com o belíssimo instrumental, “Luzeiro”, de Almir Sater. Este, por sinal é participação especial no disco. Almir está presente em mais duas músicas. Porém, a música que eu mais gosto é sem dúvida “Esse mar vai dar na Bahia”, de Hilton Acioly. Tem mais… mas eu vou deixar para vocês 😉 Além do quê, já está na hora de dormir. Zzz…

luzeiro
esse mar vai dar na bahia
planador
xote das meninas
todas as mulheres do mundo
mimoso
pastorinha
chora viola
estradeiro
sobrados

Vocalistas Tropicais – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 24 (2012)

E aqui está a vigésima-quarta edição do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil, apresentando a segunda parte da antologia dedicada aos Vocalistas Tropicais, de cuja trajetória e carreira vocês já tomaram conhecimento na edição anterior. Começando a seleção desta semana, ainda pela Odeon, temos o samba “Ester”, de Haroldo Lobo e Mílton de Oliveira, gravação de 3 de setembro de 1948, lançada em novembro seguinte com o número 12883-A, matriz 8409, certamente visando ao carnaval de 1949, considerado pelos estudiosos um dos mais ricos em matéria de produção musical, e foi mesmo. Vem também a ser o caso do samba “Não vou dizer”, de João Corrêa da Silva e Walter de Oliveira, gravado na “marca do templo” em 21 de outubro de 1948 e lançado bem em cima da folia, em janeiro de 49, com o número 12893-B, matriz 8426, apresentando no lado A o hit “Jacarepaguá”, marchinha de Paquito, Romeu Gentil e Marino Pinto que já revivemos anteriormente nesta série. Temos em seguida o balanceio “Maricota é a tal”, composto por Aleardo Freitas e Danúbio, em gravação de 16 de dezembro de 1948, e prudentemente lançado em março de 49 com o número 12925-B, matriz 8469. Logo depois, uma regravação: a da canção “Minha terra”, de autoria do paraense Waldemar Henrique, nascido (1905) e falecido (1995) na capital do Pará, Belém. Originalmente esta música, composta por Waldemar na plenitude de seus 17 anos de idade, foi gravada em 1935 pelo cantor Jorge Fernandes, também na Odeon. Em 1946, novo registro, na voz do Rei Francisco Alves e, finalmente, este aqui, com os Vocalistas Tropicais, datado de primeiro de agosto de 1949 e lançado em outubro seguinte com o número 12952-A, matriz 8540. E tem mais música de carnaval, com o disco 12963-A, gravado em 30 de setembro de 1949 e lançado ainda em dezembro, visando, claro, à folia de 1950. No lado A, matriz 8561, um megahit, a marchinha “Daqui não saio”, de uma dupla colecionadora de êxitos carnavalescos, Paquito e Romeu Gentil, retratando o problema da moradia, já grave naquela época, quer dizer, mais atual impossível! No verso, matriz 8562, o samba “Remorso”, de Arnõ Canegal e Amaro do Espírito Santo. Também de Paquito e Romeu Gentil e para o mesmo carnaval é o samba “Ela é falsa”, gravado pelos Tropicais em 4 de novembro de 1949 com lançamento em janeiro de 50 sob número 12979-A, matriz 8579. A faixa seguinte é “Bebê”, versão do especialista Haroldo Barbosa para o fox “Baby face”, dos americanos Harry Akst e Benny Davis, composto em 1926 e lançado nesse mesmo ano pelo bandleader Jan Garber, sendo depois registrado por inúmeros outros artistas, entre eles Al Jolson e Bobby Darin. Os Vocalistas Tropicais gravaram esta versão na Odeon em 16 de dezembro de 1949, com lançamento em março de 50, disco 12989-A, matriz 8607 (o curioso é que há uma outra versão, de Fred Jorge, gravada em 1961 por Elis Regina em seu primeiro LP, “Viva a brotolândia”). A faixa seguinte, “Ilha dos amores”, samba de Waldemar Silva e Marino Pinto, foi gravada em 13 de junho de 1949, mas a Odeon a pôs na “geladeira” por quase um ano, sendo lançada somente em maio de 1950 com o número 13005-A, matriz 8518. Leônidas da Silva (Rio de Janeiro, 1913-Cotia, SP, 2004), um dos maiores jogadores de futebol de seu tempo, artilheiro da Copa do Mundo de 1938 (7 gols) e criador da pirueta conhecida como “bicicleta”, é homenageado em seguida com o samba de Marino Pinto e David Nasser muito apropriadamente intitulado “Diamante Negro”, apelido dado pelo jornalista francês Raymond Thourmagem, da revista “Paris Match”, que também deu a Leônidas o apelido de “homem-borracha”, por sua elasticidade (em sua homenagem, a Lacta lançou o chocolate Diamante Negro, que existe até hoje). Gravação Odeon de 20 de março de 1950, lançada em julho seguinte com o número 13024-A, matriz 8655. Em seguida, o samba “Desculpa”, de Waldemar Gomes, gravação de 3 de julho de 1950, lançada em setembro seguinte, disco 13042-B, matriz 8719. E encerramos esta segunda parte no maior alto astral, com a “Marcha da vizinhança”, dos então “hitmakers” carnavalescos Paquito e Romeu Gentil,visando à folia de 1951, lançada em janeiro desse ano com o número 13081-A, e gravada ainda em 6 de setembro de 50, matriz 8791 (nessa época eles também lançaram o clássico “Tomara que chova”, da mesma dupla, já revivido anteriormente em nossa série). Como os leitores-ouvintes já perceberam, todas estas gravações saíram pela Odeon, onde os Vocalistas Tropicais ficariam até 1954, quando se transferiram para a Continental. Assim, o GRB apresentou, somando-se estas duas partes, 23 fonogramas do grupo vocal nordestino para a “marca do templo”, além de “Jacarepaguá” e “Tomara que chova”, já anteriormente apresentadas, perfazendo um total de 25 gravações deles no nosso GRB. Creio que em, todos eles, está o que existe de mais representativo e histórico dos Vocalistas Tropicais na Odeon. Ouça e recorde com carinho!


*TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO 

Manezinho Araujo – Pra Onde Vai Valente? (1986)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Aqui vamos nos com a postagem do domingo. Queria ter apresentado este disco hoje, logo cedo. O dia estava ótimo e me inspirou a tal postagem. Infelizmente, acabei envolvido como outras tarefas de fim de semana. Só agora é que liberei…
Temos assim o Manezinho Araújo, mais um grande artista, vindo lá de Pernambuco. Um nordestino da melhor qualidade, talvez o primeiro com quem eu ouvi uma embolada. Cantor, compositor e pintor. Veio para o Rio de Janeiro nos anos 30. Gravou de 1933 a 56 diversos discos de embolada, e também frevos, côcos e sambas. Durante esse período lançou com sucesso músicas de sua autoria como “Quando eu vejo a Margarida”; “Cuma é o nome dele?”; “Pra onde vai Valente?” e outras mais… Gravou também e com sucesso outros autores nordestinos. Ficou conhecido como o “Rei da Embolada”. Ainda nos anos 50 decidiu abandonar a carreira de cantor. Segundo contam, seu show de despedida tinha quase 10 mil pessoas! Passou a se dedicar á culinária, abrindo um restaurante de comidas típicas nordestinas. Depois se enveredou para as artes plásticas, se transformando num pintor. Conseguiu também projeção e renome neste campo, tendo seus trabalhos expostos em dezenas de exposições e constando em catálogo das mais diversas galerias e museus, inclusive internacionais.
Este álbum, lançado em 1986, reúne alguns de seus maiores sucessos, todas as músicas sendo de sua autoria. Uma delícia que cairia bem no domingo, mas pode também se estender pela semana. Alegre e divertido. Quer conferir?

pra onde vai valente?
pipira
tadinho do manezinho
sulandá
festa no arraial
quando eu vejo a margarida
como é o nome dele?
‘seo’ mané é o homem
dia 40
juntou a fome
futebol na roça
olha o buraco cavalheiro

O Máximo De Sucesso Da Música Popular Brasileira (1968)

Boa noite, prezados! Ufa! Finalmente em casa e em tempo de postagem! Nem no fim de semana eu estou tendo folga. Também, quem mandou eu querer fazer deste blog um diário? Agora aguenta…
Para o nosso sábado de coletânea eu tenho aqui este álbum lançado pela Philips em 1968, trazendo alguns de seus artistas de destaque, nomes consagrados que fazem desta uma seleção de primeira qualidade. Nem é preciso falar muito, vem estampado no encarte o que vamos encontrar. Alguns desses fonogramas a gente pode até considerar como raridades. É o caso de Tuca interpretando “Verde”, de Mário de Castro e Antonio Carlos Ducan, ou “Madrugada (Caranval acabou)”, de Arthur Verocai e Paulinho Tapajós, na voz de Magda. Taí uma coletânea que a pena pedir e ouvir 😉

lapinha (da bienal de são paulo) – elis regina
frevo rasgado – gilberto gil
januária – claudette soares
quem dera (da bienal de são paulo) – mpb-4
até segunda feira – jair rodrigues
e nada mais – agora 4
viola enluarada – jari rodrigues
eu e a brisa – márcia
madrugada (carnaval acabou) – magda
verde – tuca
retrato em branco em preto – quarteto em cy
samba da benção – elis regina 

Clóvis Maciel – Sagrada Estrada (1985)

Muito bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! Eu estava temeroso de que hoje não fosse encontrar aqui o nosso Toque Musical. Como disse, há um mês atrás, havia eu recebido uma mensagem do Blogger, dizendo que a partir de junho eu precisaria completar o meu cadastro, informando a eles alguns dados pessoais, além de endereço. Como eu sou um nômade e rebelde, além de já ter criado essa áurea de mistério em torno da minha figura (ou da figura do Augusto TM), dificilmente pensaria em me expor mais do que já fiz. Não se trata de receio, ou temor punitivo, bem porque, punição maior já me fizeram, desestabilizando o nome do Toque Musical. Mesmo assim, queimado e em cinzas, como a Fenix, o TM sempre irá ressuscitar, aqui ou em outro lugar (putz, até rimou!). O certo é que até o momento ainda estamos por aqui e vamos mandando ver… e ouvir, claro! Nosso porto seguro, ou nosso ponto de resistência é o GTM. Por isso, quem ainda não se associou, é bom fazê-lo! Bem porque, independente das investidas do Blogger e outros possíveis sensores, já estou preparando uma nova e definitiva casa para o Toque Musical.
Bom, agora falando do disco do dia, hoje temos um artista independente. Apresento a vocês o cantor e compositor mineiro, Clóvis Maciel, um nome que anda sumido aqui pelas ‘Geraes’. Vindo lá da região de Baependi, sul de Minas, Clóvis veio se destacando no início dos anos 80, quando participou de diversos festivais e em discos com outros artistas, com o Dércio Marques e Saulo Laranjeira. Em 1985 ele lançou este que foi o seu primeiro trabalho solo, “Sagrada Estrada”, álbum gravado no estúdio da Bemol, em Belo Horizonte. No repertório iremos encontrar composições próprias, parcerias e também de outros autores. Aqui ele também grava “Segredos Vegetais”, de Dércio Marques. Um bonito trabalho de estréia. Sei que Clóvis, depois deste disco partiu para novos vôos, indo morar no Rio e em São Paulo, gravou outros discos, mas eu ainda não tive a oportunidade de ouvi-los. Quem sabe uma hora dessas o nosso artista aparece por aqui e nos envia seus outros trabalhos, não é mesmo? 🙂

vinheta
segredos vegetais
fazenda
lua quebrada
julgamento
notícias populares
cavleiros da terra azul
em trilhos
partilha
samambaia
do amor

Super Erótica (1970)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Diante a imensa aprovação pela postagem do disco “Erotíssima”, achei por bem dar a vocês mais uma dose. Taí uma coisa que sempre desperta o interesse… Me lembro quando eu ainda era um menino, comprei esse disco achando que fosse a maior sacanagem e foi… uma decepção danada. Aqueles gemidos, ‘je t’aimes’ e outros breguetes mais, ainda não faziam parte do meu imaginário erótico, aliás eu nem sabia direito o que era o tal de ‘erótico’. Só sei que este disco foi ganhado seu ‘status’, as vezes, fazia sucesso em nossas festinhas e era motivo para muitos pais encerrarem nossa folia.
Este álbum, segundo contam, foi uma produção ‘paralela’ da turma dOs Carbonos, um grupo especializado em ‘covers’. Aliás, naqueles anos 60 (e 70), o que tinha de conjunto e artista metido a internacional não era normal. Uma boa sacada foi essa produção que buscou reunir uma seleção de músicas com aquele teor sensual, reforçado pelos forçados gemidos a la Jane Birkin. Taí um disquinho, no mínimo curioso. Quem sabe rola um clima? Hã??? 😉

super erótica
je t’aime.. moi non plus
doin’ it
teach me tiger
je t’adore
airport love theme
flash
p.z.
noi ci amiamo
exit

Erotíssima (1969)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Hoje a noite vai ser quente, tirem as crianças da sala! Como já deu para notar, a coisa nesta quarta feira é “Erotíssima”! Estou trazendo um disco diferente, bem dentro do lema do nosso blog, música para se ouvir com outros olhos. O presente lp eu adquiri em um sebo, no Centro do Rio. Pela capa, pelo selo, desconfio que seja uma produção nacional. No mesmo ‘naipe’ e na mesma época foi também lançado pelo selo independente News Reocords, o lp “Super Erótica!”, que fez (por debaixo dos panos) um delicioso sucesso. Dizem que quem estava por trás de tudo isso era o grupo Os Carbonos, que eram mestres no ‘cover’ (não era atoa que se chamavam Os Carbonos). Em “Erotíssima”, eu desconfio que seja também o mesmo grupo, embora não tenha aqui nenhuma evidência além do fato de ser um disco lançado pela CID, através de seu selo Square, criado para lançamentos internacionais. Como naquela época estava muito em voga usar artistas nacionais ‘maqueados’, fazendo-se passar por estrangeiros, eu suponho que estamos aqui com uma produção ‘made in Brazil”. O repertório é da melhor qualidade, pautado no erotismo da música pop francesa de Serge Gainsbourg e outros ‘amantes calientes’, militantes do amor livre… Naquela época, longe da existência e do temor da Aids, a coisa comia solta :p~
Como disse, não posso afirmar que este disco seja mesmo uma produção nacional. Deixo essa questão em aberto para que outros comentem e até nos tirem a dúvida. O importante, no momento, é curtir a onda 😉 Vale ouvir a um, dois, três e quem mais quiser entrar na brincadeira… Eu disse brincadeira, mas calma lá! Estou falando de ouvir, ok gente?
Eu, por exemplo, quando escuto este disco, me sinto o verdadeiro Austin Power ‘in love’ com a Raquel Welch, hehehe…
erotíssima
love story (were do i begin)
le promenade
toi et moi
chanson d’amour
le cuple
je t’aime… moi non plus
le telefoneme
un homme et une femme
love is blue
les amants
PS.: E nos informa o Ayrton Mugnaini Jr: O album Erotissima é brasileiraço, um correspondente carioca aos paulistanos Magnetic Sounds/Carbonos. Consegui decifrar quase todas as pessoas brasileiras que aparecem nos créditos de composição sob pseudônimos. “C. Jack” é Celinho (José Celso Gonçalves Coelho), trompetista e compositor cujos parceiros incluem Ed Lincoln e Arnoldo Medeiros, “Arnold M.” é Arnoldo Medeiros, grande letrista parceiro de Celinho, Fred Falcão e Dom Salvador. “Granthom” é Valdir Granthom, também parceiro de Durval Ferreira. “Devel” é o produtor Durval Ferreira. Somente me falta identificar Claude Ferré. Imaginei que poderia ser Claudio Bertrami, pois ha a suposição de o Azymuth ter tocado no disco. O album Erotissima foi reeditado em 1974 com novo titulo (Super-Erotico), nova capa, crédito de produção a Durval Ferreira e algumas mudanças no repertorio. E todas as gravações foram reunidas num CD da mesma CID; com ainda outra capa.
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Conjunto Nosso Samba – De Onde Vem O Samba (1969)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados de plantão! Hoje o dia vai ser de samba. Estou trazendo para vocês, pela segunda vez, o Conjunto Nosso Samba. Nesta oportunidade teremos a chance de conhecer o primeiro disco gravado pelo grupo, em 1969. Este álbum foi relançado, assim como outros, pelo selo Beverly, nos anos 80. Aqui encontramos a turma formada pelos sambistas compositores Renato Ennes, Genaro, Carlinhos Cavaco, Stenio Barbosa, Gordinho e Nô.
“De onde vem o samba” foi o disco de estréia desse conjunto que fez muito sucesso nos anos 70 acompanhando grandes nomes da MPB. Embora todos os integrantes fossem compositores, a produção optou por fazer um disco mesclado com sambas consagrados e de outros autores, montados estrategicamente em ‘pout pourri’, isso talvez, visando uma apresentação mais confortável  frente ao público.
Estou observando aqui que algumas músicas são as mesmas do disco de 1972, apresentado aqui anteriormente. Vou até conferir para ver se são as mesmas gravações. Parece que sim. Mesmo assim, vale dar uma conferida, pois o disco ainda traz a presença do trombone de Raul de Barros, o que valoriza e muito toda essa produção. Peça esse toque 😉

pout pourri:
nhem, nhem, nhem
yayá do cais dourado
parei an sua
casa de bamba
aquarela de samba
pout pourri:
no tabuleiro da baiana
saudade da bahia
lapinha
grabiela cravo e canela
a baiana e o tabuleiro
origem do samba
bahia de todos os deuses
pout pourri:
ai que saudades da amélia
você passa eu acho graça
laranja madura
estou chorando sim
na ginga do samba
viola e violão – o couro come
último portador
samba do trabalhador
pout pourri:
feitiço da vila
aos pés da santa cruz
palpite infeliz
sabiá de mangueira
pra machucar meu coração
leva meu samba
espere oh nega
cheguei – não chore amor – favela
sorria
ex amada
juca seu talão

Vocalistas Tropicais Vol. 1 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical (2012)

Em sua vigésima-terceira edição, o Grand Record Brazil apresenta a primeira parte de uma retrospectiva das mais expressivas gravações dos Vocalistas Tropicais. Grupo vocal e instrumental, formou-se em 1941 na capital do Ceará, Fortaleza, e teve inúmeras formações até se definir com os seguintes componentes: Nilo Xavier da Mota (líder, violonista e arranjador), Raimundo Evandro Jataí de Souza (vocal, viola americana e arranjos), Artur Oliveira (percussionista e vocalista), Danúbio Barbosa Lima (percussionista), todos de Fortaleza, mais o recifense Arlindo Borges (vocalista e  solista de violão).
Eles se apresentaram, até 1944, na Ceará Rádio Clube, depois foram para São Luís do Maranhão, cantando na Rádio Timbira e no Hotel Cassino Central, e depois para Manaus, capital do Amazonas, onde se apresentaram na Rádio Baré.
Em 1945, acontece a inevitável mudança do grupo para a então Capital da República, o Rio de Janeiro, em busca de melhores oportunidades de trabalho. Ali chegando, foram contratados pela Rádio Mundial e pela gravadora Odeon. Exatamente em 6 de fevereiro de 1946, o quinteto comparece aos estúdios da “marca do templo” para gravar seu primeiro disco, lançado em março seguinte com o número 12681. No lado A, a matriz 8004 apresentava o fox “Papai, mamãe, você e eu”, de Paulo Sucupira (que também integrou o conjunto nessa ocasião e gravou com eles seus primeiros discos), e no verso, a matriz 8005 trouxe o balanceio “Tão fácil, tão bom”, do também cearense Lauro Maia. Foi aquele sucesso!
 Terminado o contrato com a Mundial, os Vocalistas Tropicais passam-se para a PRG-3, Rádio Tupi (“o cacique do ar”), e também atuaram em diversos cassinos cariocas, antes do governo Dutra proibir o jogo, além de participar de cinco filmes brasileiros. Em 1949/50, atuaram em duas revistas com Dercy Gonçalves, encenadas no Teatro Glória: “Quem está de ronda é São Borja” e “Confete na boca”. Ainda em 49, emplacam seu primeiro hit no carnaval, a marchinha “Jacarepaguá”, de Marino Pinto, Paquito e Romeu Gentil, vencedora do concurso oficial da prefeitura carioca, realizado no Teatro João Caetano. Sua discografia inclui 49 discos em 78 rpm, gravados nos selos Odeon, Continental, Copacabana e Indisco, além de um compacto simples pela RGE, em 1966, com as músicas “Hello, Dolly” e “Tô nesse bolo”. Esse foi o último disco deles, pois o grupo se desfez logo em seguida por falta de espaço na mídia, a exemplo de outros artistas contemporâneos deles. Neste primeiro volume, começamos a desfrutar um pouco da arte dos Vocalistas Tropicais, em registros de sua primeira fase, na Odeon. De início, as músicas do primeiro disco, já mencionadas aqui, “Papai, mamãe, você e eu” e “Tão fácil, tão bom”. Do segundo, de número 12691, gravado em 21 de março de 1946 e lançado em maio seguinte, o lado B, matriz 8011, outra composição de Lauro Maia, o “miudinho” “Tabuleiro d’areia”. Do terceiro disco, de número 12725, gravado em 6 de junho de 1946 e lançado em outubro seguinte, vem o lado B, matriz 8058, com o samba “Motivos musicais”, de Assis Valente e Alfredo de Proença. Do quarto disco, número 12740, gravado em 24 de setembro de 1946 e lançado em novembro seguinte, vem o lado A, matriz 8104, com a marchinha “Isto é que é amor”, de Matos Neto e Valter Silva. Evidentemente, a música visava o carnaval de 1947, assim como a faixa seguinte, o samba “Helena arrependida”, de Aristides Silva e J. Dutra, gravação de 19 de setembro de 1946 lançada um mês antes da folia, janeiro, com o número 12749-A, matriz 8096. Temos em seguida uma faixa histórica: ‘Tio Sam no samba”, que foi a primeira composição gravada de Zé Kéti (José Flores de Jesus, 1921-1999), um dos futuros monstros sagrados da MPB com hits do porte de “A voz do morro”, “Diz que fui por aí” e “Máscara negra”. Neste seu “debut” como autor, ele tyeve a parceria de Felisberto Martins, que então era também diretor artístico da Odeon. Os Vocalistas o gravaram em 16 de julho de 1946, mas a “marca do templo” só lançou a música em março de 47, com o número 12769-B, matriz 8074. Logo depois, as músicas do oitavo disco do grupo, número 12808, gravado em 2 de abril de 1947 e lançado em setembro seguinte, com dois sambas. Abrindo-o, matriz 8202, “Não manche o meu Panamá” (alusão a um tipo de chapéu em moda na época), de Alcebíades Nogueira, e, no verso, matriz 8203, “Exaltação a Noel”, de Waldemar Ressurreição, como indica o título, uma homenagem ao eterno Noel Rosa, morto prematuramente (26 anos) de tuberculose dez anos antes. Do nono disco dos Vocalistas, número 12818, gravado em 25 de agosto de 1947 e lançado em novembro seguinte, vem o lado B, matriz 8257, apresentando o samba “Perdoar nunca mais”, de Wilson Goulart, Álvaro Xavier e Romeu Gentil, visando ao carnaval de 1948, assim como a faixa seguinte, a marchinha “Pachá”, de Arnô Canegal e J. Piedade, gravação de 8 de outubro de 1947 lançada um mês antes dos festejos momescos, janeiro, com o número 12827-A, matriz 8278. Finalizando esta primeira parte, temos o samba “Apanhei do boogie woogie” (referência a um ritmo musical americano em voga na época), de Luiz Guilherme e Walter Teixeira, gravação de 31 de março de 1948 lançada em maio seguinte sob número 12856-A, matriz 8345. Enfim, é tudo que estamos apresentando para nossos amigos cultos e ocultos nesta primeira parte que o GRB dedica aos Vocalistas Tropicais. Aguardem que vem mais por aí!  

* texto SAMUEL MACHADO FILHO

Elza Soares E Batatinha – Projeto Pixinguinha 1983 (2012)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Esses registros de shows do Projeto Pixinguinha tem se tornado uma mão na roda, principalmente quando eu me encontro assim, quase sem tempo para preparar novas postagens. Estão se tornando novos ‘arquivos de gaveta’, aqueles que eu utilizo nas emergências.
Para hoje eu escolhi, entre tantos registros  extraídos do site da Funarte, “Brasil – Memória das Artes“, já devidamente ‘digitalizados’, um show dos mais deliciosos, o encontro de Elza Soares e o baiano Batatinha. Querem saber mais detalhes desse encontro? Então, vão lá nas páginas do “Projeto Pixinguinha“. O som, se alguém quiser ouvir, além de ser no site, basta pedir que o TM envia para o GTM 😉

malandro – elza soares
poema do imperador – elza soares
todo mundo vai ao circo – elza soares e batatinha
homenagem ao mestre cartola – elza soares
hora da razão- batatinha
jardim suspenso – batatinha
zaratempo – batatinha
diplomacia / imitação – batatinha
babá de luxo – batatinha
toalha da saudade – batatinha
segredo – elza soares
grito de prazer – elza soares
oração das duas raças – elza soares
amor até o fim – elza soares
enredo da pirraça – elza soares
alagoas – elza soares
independencia – elza soares
na baixa do sapateiro – elza soares e batatinha

José Festa E Chorões Da Paulicéia (1976)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Meu sábado também está sendo corrido, daí, só agora achei um momento para nossa postagem. Eu havia trocado a sexta pelo sábado e vice versa. Hoje então teremos um independente. Vamos com o trombonista José Festa e Os Chorões da Paulicéia, no disco “Festival de Trombone”, lançado em 1976 por um selo independente e distribuído pela gravadora e editora Crazy, de São Paulo. José Festa e os Chorões da Paulicéia nos trazem um álbum da melhor qualidade. São dez choros, quase todos de autoria de José Festa, onde o trombone, um instrumento singular no choro, principalmente como solista, dá ao gênero um sabor diferente e muito agradável. José Festa é um nome conhecido, mas entre os entendidos de chorinho. Infelizmente, pela rede, não achei muita coisa a seu respeito. Como sempre tenho feito, deixo aqui aberto o comentário para quem quiser e puder nos dar mais informações sobre o artista. Uma coisa eu garanto, um disco de choro da melhor qualidade! Confiram…

ele e ela
boi garantido
baloi em sete cordas
um choro no espanha
candangos de brasília
dito aleixo, minha saudade
felicidade
primeira em fá maior
chorando por alguem
cuidado com ele

As Novelas De 70 – Temas Instrumentais (2011)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Cheguei em casa, hoje mais cedo, pensando o que eu iria apresentar aqui no Toque Musical. Ao ligar o computador, fui dar uma espiada no show do Sepultura, lá no Rock In Rio Lisboa. Acabei assistindo toda a apresentação e de bandeja ainda vi boa parte do Metallica. Só parei por que lembrei de fazer a postagem. Na ‘voação’, acabei também por confundir os dias. Não sei porque, mas achei que hoje era dia de coletâneas. Esqueci que estamos na sexta, dia de artista/disco independente. Como já montei todo o esquema e espírito para uma coletânea, vamos a ela! Estou invertendo as bolas, amanhã vamos de independente, ok?
Como disse, eu estava pensando que fosse hoje um dia de coletânea e daí, muito por sorte encontrei, bem escondidinha essa coletânea que eu já tinha, por mim, com já postada. Mas verifiquei que não. O pior foi que eu me esqueci quem me enviou. Sei que foi algum amigo, na época em que eu andei convidando outros blogueiros para participarem das postagens. Porém, agora deu um branco. Me desculpe, meu prezado, pela demora e esquecimento. Independente de qualquer coisa, fica aqui o meu agradecimento. Sua seleção de temas instrumentais de novelas dos anos 70 foi (agora, mais que nunca) providencial. Salvou o dia e com certeza vai salvar o bom gosto de muita gente por aqui. Vamos conferir, né não?

1. Pigmalião 70 – Umas & Outras
(Marcos Valle/Paulo Sergio Valle/Novelli)  
2. Tema de Cristina – Erlon Chaves Orquestra
(José Briamonte)
3. Tema de Kiko – The Youngsters
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)  
4. Pêndulo – Egberto Gismonti
(Egberto Gismonti)  
5. Tema de Cristina – Briamonte Orquestra
(José Briamonte) 
6. Tema de Nando e Candinha – Erlon Chaves Orquestra
(Luli/Luiz Carlos Sá/Sônia Praseres)  
7. A Feira – Wilson das Neves
(Nonato Buzar/Mônica Silveira)  
8. Ao Redor (Tema de Amor) – Globetes
(Antônio Adolfo/Tibério Gaspar)  
9. Os Povos – Erlon Chaves Orquestra
(Milton Nascimento/Marcio H. Borges) 
10. Pigmalião 70 – Erlon Chaves Orquestra
(Marcos Valle/Paulo Sergio Valle/Novelli) 
11. Verão Vermelho – Elis Regina
(Nonato Buzar)  
12. Jornada – Wilson das Neves
(Roberto Menescal)  
13. Onde Você Mora? – Luiz Eça
(Paulinho Tapajós/Edmundo Souto)  
14. Baião do Sol – Geralda
(Nelson Ângelo)   
15. The Time of Noon – Erlon Chaves
(A. Kerr) 
16. Ela – Regininha
(Antonio Adolfo/Tibério Gaspar) 
17. Vitória, Vitória – Erlon Chaves
(Nonato Buzar)  
18. Assim É A Bahia – Roberto Menescal
(Roberto Menescal/Ronaldo Bôscoli)  
19. Verão Vermelho – Luiz Eça
(Nonato Buzar) 
20. Jeronimo – Luiz Carlos Sá
(Luiz Carlos Sá)  
21. Porto Seguro – Banda Cores Mágicas
(Dory Caimmi)
22. Irmãos Coragem – Banda Cores Mágicas
(Nonato Buzar/Paulinho Tapajós)  
23. Branca – Luiz Eça
(Danilo Caymmi/João C. Pádua)  
24. Bachiana nº5 – Joyce
(Heitor Villa-Lobos) 
25. Mon Ami – José Roberto
(José Roberto/Paulinho Tapajós) 
26. Tema de Suzi – Umas & Outras
(Roberto Menescal/Paulinho Tapajós)
27. Tema de Zorra – Orquestra CBD
(Waltel Branco) 
28. Assim na Terra Como no Céu – Roberto Menescal
(Roberto Menescal/Nonato Buzar/P.Tapajós)
29. Zip – Briamonte Orquestra
(José Briamonte)
30. Sol Nascente – Roberto Menescal
(Nonato Buzar/William Prado)

Marcos Valle – Estrelar (1983)

Bom dia, meus prezados amigos cultos, ocultos e associados! Hoje, felizmente, eu consegui uma meia horinha matinal para registrar aqui o ‘toque do dia’. A verdade é que, querendo ou não, eu terei que lançar esta postagem se não quiser perder o ponto. A quinta feira promete! Meu tempo já está todo tomado.
Vamos assim com o Marcos Valle, um dos artista mais tocados por aqui. Boa parte de sua discografia a gente já postou aqui. Agora vamos com “Estrelar”, álbum lançado em 1983, pela Som Livre. Taí um disco que é a cara dos anos 80, colorido, reciclado e variado. Me lembro que a primeira vez que eu ouvi este disco, torci um pouco o nariz. Me causou um certo estranhamento, talvez comparando com outros discos do artista. Mas depois de algumas audições a sua música desce ‘na boa’, tal qual os diversos sabores de sucos que ele nos oferece. Particularmente, gosto do carro chefe, “Estrelar”, um balanço que agitou alguns verões nas rádios e a medida em que nos afastamos no tempo, acho que ela fica ainda mais legal. Outra boa também é “Fogo do sol”. Aliás, essas duas músicas foram as que saíram na versão compacto. Há também duas regravações para “Samba de verão”, numa bossa quebrada e “Viola enluarada”, uma versão instrumental. O disco no todo é só verão. Uma boa pedida para esquentar um dia frio de um inverno que se anuncia. Confiram…

estrelar
fogo do sol
samba de verão
para os filhos de abraão
naturalmente
tapa no real
tapetes, guardanapos e cetim
dia d
mais do que amor
viola enluarada

Francisco Moraes E Sua Orquestra – Sucessos De Adelino Moreira (1961)

Ufa! Custei, mas cheguei… e nem vou me prolongar, ainda preciso de um banho e logo uma cama. Estou ‘pregado’! O disco de hoje não é exatamente de gaveta não, mas está fazendo este papel. Foi o único pronto para o ‘abate’.
Temos aqui a música do compositor Adelino Moreira, seus maiores sucessos, na interpretação do então jovem maestro, Francisco Moraes e sua orquestra. Taí um álbum bem bacana, onde vale a pena ouvir uma versão instrumental de sucessos de Adelino, sempre eternizados na voz de Nelson Gonçalves. Interessante…

a volta do boemio
maria helna
deusa do asfalto
devolvi
chore comigo
flor do meu bairro
solidão
ciclone
fantoche
moço
queixas
meu vício é você

Lindomar Castilho – Canções Que Não Se Esquecem (1964)

Olás! Estou precisando voltar às postagens matinais, pois essa história de deixar para mais tarde acaba me tirando o apetite. Além do mais, pela manhã a gente sempre está com a cabeça mais leve. Mas enquanto não dá, vamos que vamos…
Trago hoje para vocês um dos primeiros discos do emblemático cantor Lindomar Castilho. Talvez, se não me engano, este foi o primeiro e possivelmente o único onde o cantor ainda não fazia o estilo ‘popularesco’, mais adiante conhecido como brega. Em “Canções que não se esquecem” ele interpreta músicas, aquelas famosas e em sua maioria, de Vicente Celestino e de Cândido das Neves, o Índio. É, sem dúvida, um disco interessante e raro, que merece ser ouvido. Notem que neste lp há uma faixa, “Matei”, do dramático Celestino, que é o que podemos chamar de uma infeliz premonição. Eis aí uma postagem que carece de comentários, seja pelo disco e seu repertório ou pelo artista e seu drama pessoal. Fiquem a vontade…

noite cheia de estrelas
coração materno
porta aberta
ouvindo-te
serenata
o ébrio
patativa
rasguei o teu retrato
matei
e nada mais
quero voltar
ilusão de garoto

Antenógenes Silva, Edú Da Gaita, José Menezes, Waldir Azevedo E Dilermando Reis – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 22 (2012)

Easy listening tupiniquim da melhor qualidade. É o que nos oferece esta vigésima-segunda edição do Grand Record Brazil, apresentando instrumentistas brasileiros que deixaram sua marca em nossa música popular.Começamos com um autêntico mago do acordeão: Antenógenes Silva (1906-2001), mineiro de Uberaba. Ele também exerceu profissões paralelas: comerciante de queijos e químico industrial, tendo sido fundador, no Rio de Janeiro, do Laboratório Creme Marcília, que existe até hoje. Os discos de Antenógenes, quando cantados (gravou com muitos intérpretes, tais como Gilberto Alves, Alcides Gerardi e Jamelão), traziam seu nome em destaque, aparecendo embaixo do de quem cantava, tamanho era seu prestígio popular. Da extensa discografia de Antenógenes, foi escalado para esta edição o disco Odeon 11739, gravado em 19 de junho de 1939 e lançado em julho seguinte, com duas valsas adaptadas por ele próprio. Abrindo o disco, a matriz 6113 apresenta a tradicional “Saudades de Ouro Preto”, gravada e regravada por inúmeros intérpretes, entre eles outro sanfoneiro, o grande Luiz Gonzaga (de quem Antenógenes, aliás, afinava ocasionalmente a sanfona, conforme revelou em entrevista a um programa de rádio). No verso, matriz 6114, vem “Saudades de Uberaba”, de autoria de Oscar Louzada, cuja primeira gravação foi feita ainda na fase mecânica pelo Grupo Vienense, em 1917. O acompanhamento em ambas as faixas é do violonista Rogério Guimarães.Em seguida, aquele que sem dúvida foi o maior virtuose da gaita que o Brasil já teve: Eduardo Nadruz, aliás, Edu da Gaita (Jaguarão, RS, 1916-Rio de Janeiro, 1982). Ele aqui aparece com “Capricho nortista”, uma seleção de baiões compostos por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, numa época em que o baião estava no auge do sucesso. Saiu pela Continental em maio-junho de 1950, ocupando os dois lados do 78 rpm 16192, matrizes 2259 e 2260. O arranjo e a regência do acompanhamento de cordas são de Alexandre Gnattali, irmão de Radamés.Trazemos depois o multi-instrumentista José Menezes de França, cearense de Jardim, nascido em 6 de setembro de 1921. O disco aqui apresentado é o Sinter 00.00-053, lançado em meados de 1951, em que Menezes executa seu cavaquinho à frente de seu conjunto e com a participação ao clarinete de outro grande instrumentista brasileiro, Abel Ferreira. Abrindo o disco, matriz S-107, o choro “Encabulado”, do próprio Menezes em parceria com Luiz Bittencourt, então diretor artístico da Sinter. No verso, matriz S-108, o clássico “De papo pro á”, de Joubert de Carvalho, em ritmo de baião, e lançado em 1931 por Gastão Formenti, com letra de Olegário Mariano. José Menezes, nos anos 1960, criou a orquestra dos Velhinhos Transviados, que tocava músicas atuais com arranjos antigos e vice-e-versa, lançando mais de 15 LPs.O nome seguinte é uma autêntica referência quando se fala em solistas de cavaquinho: Waldir Azevedo (Rio de Janeiro, 1923-São Paulo, 1980). Autor e intérprete de choros que marcaram época (como “Brasileirinho”, “Carioquinha”, “Pedacinhos do céu”, “Vê se gostas” e “Amigos do samba”, além do baião “Delicado”, hit internacional), Waldir aqui comparece com o disco Continental 16428, gravado em 27 de junho de 1951 e lançado entre julho e setembro do mesmo ano. No lado A, matriz 2635, Waldir sola o tango “Jalousie”, clássico de autoria do dinamarquês Jacob Gadé, composto em 1925 e sucesso instantâneo em todo o mundo. No verso, matriz 2637, o choro “Camundongo”, do próprio Waldir em parceria com o pandeirista Risadinha, então músico do conjunto do notável cavaquinista.E, para encerrar com chave de ouro, um violonista que também é referência obrigatória: Dilermando Reis (Guaratinguetá, SP, 1916-Rio de Janeiro, 1977). Ele manteve durante anos na lendária Rádio Nacional carioca o programa “Sua majestade, o violão”, além de ter dado aulas de seu instrumento a Juscelino Kubitschek de Oliveira, quando este era presidente do Brasil. Dilermando, um autêntico mago do violão, comparece aqui com duas gravações Continental: do disco 17522-A, lançado em janeiro-fevereiro de 1958, matriz C-4075, ele sola sua valsa “Se ela perguntar”, que fora sucesso em 1952 na voz de Carlos Galhardo, com letra de Jair Amorim. E do 78 de número 17604-A, lançado em novembro-dezembro do mesmo ano, matriz 12154, ele apresenta a canção (na verdade, um estudo em mi) “Romance de amor”, de autoria controvertida. Nesse disco, aparece como autor o nome de outro violonista e guitarrista, Vicente Gómez (Madri, Espanha, 1911-Los Angeles, EUA, 2001). Outras fontes atribuem a paternidade de “Romance de amor” a um misterioso Antonio Rovira, de biografia desconhecida, provavelmente um pseudônimo (fala-se até que ele nunca existiu). Ambas as faixas também saíram no LP “Sua majestade, o violão”, o segundo de Dilermando e o primeiro no formato-padrão de doze polegadas. Enfim, uma primorosa edição do GRB, para aqueles que sabem o que é bom e apreciam a arte de nossos maiores músicos. Não deixe de ouvir e guardar! 



*TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO

The Jet Rockers – Rock Espetacular! (196…)

Opa! Finalmente estamos na área! E sem muitas delongas, vamos ao que interessa. Hoje vamos de rock, ou do que seria um dos primeiros discos do gênero lançados no Brasil. The Jet Rockers é o nome do conjunto que interpreta aqui, com muita competência por sinal, os grandes sucessos do ‘rock’n’roll’ e outras baladas. O grupo é mencionado como sendo da Jovem Guarda, mas quem foram seus integrantes é coisa que eu não consegui descobrir em 15 minutos. O mais importante é que um disco ótimo de se ouvir e, porque não, de dançar. Vale uma conferida e um comentário aqui ajudando a esclarecer quem foram ‘Os Jets Rockers”. Alguém se habilita? 🙂 Espetacular!

see you later, alligator / rock around the clock / shake, rattle and roll
little darling
hey mama
only you
bat masterson
my prayer
little devil / pink show laces / stupid cupid / love me tender / you are my destiny
greenfield
tutti frutti
itsy bitsy teenie weenie yellow polka-dot bikini
look for a star
train of love

Radio Active – Cash Box (1972)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Eu já ia me esquecendo da postagem do dia. Hoje ainda tenho compromissos sociais. Então, quanto não dá a hora da partida, vamos à postagem do dia.
Trago para o sábado de coletâneas um seleção interessante, lançada no início dos anos 70. Olhando assim pela capa, pelos nomes das músicas e seus respectivos intérpretes, diríamos se tratar de uma coletânea internacional. Ouvindo então as músicas, teríamos então a certeza de que se trata de um disco de estrangeiros. E o que estaria fazendo este disco aqui no Toque Musical? A verdade é que de internacional só mesmo o espírito da coisa, ou seja, a turma toda aqui é brazuca. Acho que já comentei sobre isso em outra postagem. O selo Cash Box foi criado pela gravadora Copacabana para as produções de Cesare Benvenutti, um italiano que soube, aqui no Brasil, explorar como poucos o mercado fonográfico pop de maneira inteligente. Ele produziu vários grupos e artista, dando a eles nomes estrangeiros e obviamente cantando em inglês. Dessa empreitada saíram músicas que fizeram um relativo sucesso na época. Ainda hoje, muita gente acha Lee Jackson, Light Reflections, Tobruk e muitos outros são estrangeiros, mas não, tudo nasceu em Sampa, no início dos anos 70.
Nesta coletânea vamos encontrar os principais artistas do selo Cash Box. Este álbum é um apanhado de alguns lançamentos do selo para seus compactos. Muitos desses artistas e suas músicas ficaram apenas no compacto. Um momento curioso da música pop no Brasil e pouco divulgado.

don’t want to say goodbye – jennifer
we can work it out – day by day
tell me once again – light reflections
nobody but you – danny anderson
mad mad banana – funny thing
kkk love – connection eye
lucy look alright – danny anderson
send it for tomorrow – light reflections
i wish that  you could – connection eye
long time – funny thing

 

Rossine Ferreira – Choros Romanticos (1985)

Boa noite a todos! Chegamos a mais uma sexta feira, dia nacional da cerveja! Eu, daqui a pouco, vou também tomar uma para rebater o frio que vem chegando sorrateiro. A turma já está lá esperando e eu não posso e nem quero demorar. Vai aqui então o nosso albinho independente da sexta.
Temos aqui o pernambucano, Rossine Ferreira, um dos grandes bandolinistas brasileiros. Atuou ao lado de Jacob do Bandolim, de quem era muito amigo. Foi integrante do grupo “Amigos do Choro” com o qual fez inúmeras apresentações. Compositor, autor de diversos choros premiados em festivais nos anos 70 e 80.
“Choros Românticos” foi uma produção independente, do próprio Rossine, lançado possivelmente em 1985. Aqui vamos encontrar quinze músicas, basicamente todas chorinhos, compostas e executadas pelo próprio artista. Uma coisa que sempre me chama a atenção no chorinho é o nome das músicas, singulares…
chorando com wilson maria
lúcia baptista
romantico
no meu tempo era assim
poesias do aldemar
josete
novos rumos
drmenna
fascinante
samira
foi um sonho
tristezas de um carnaval
só nós dois
um alô para o six
raio de sol

Jorge Goulart – Sambas Fantásticos (1962)

Boa tarde, amigos cultos, ocultos e associados! Vou aproveitando aqui esses 15 minutos de folga para trazer logo a postagem do dia. Meu tempo está curtíssimo, cheio de tarefas. Mal vai dando para a publicação da postagem de hoje. Mas vamos lá…
Hoje temos o cantor Jorge Goulart em um disco lançado pelo selo Musicolor em 1962. O álbum estava um caco, com sua capa mofada e suja, porém o disco ainda aguentava mais algumas rodadas e antes que ele se perdesse de vez, aproveitei para digitalizá-lo. Recuperei o máximo que pude, preservando deste apenas a frente da capa. Se houvesse mais tempo podeira ter feito melhor, mas prefiro focar os meus cuidados ao conteúdo, que é ótimo! Temos aqui um repertório de sambas ufanistas, músicas que falam da grandeza do Brasil e seu ritmo maior, o samba. Por aqui desfilam temas de diferentes compositores, músicas que marcaram para sempre o cancioneiro popular. Um belíssimo disco que agora eu convido vocês para ouvirem 🙂

samba fantástico
brasil
tudo é brasil
brasil, usina do mundo
isto aqui o que é
brasil moreno
a voz do morro
isso é brasil
aquarela do brasil
onde o céu azul é mais azul

Orlando Silva – Serenata (1957)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Aqui estamos já numa quarta feira. Como a semana passou de pressa! Acho que tenho andado no automático, só pode… Eu havia preparado uma outra postagem para o dia de hoje, mas acabei esquecendo o ‘pendrive’ espetado no outro computador. Daí fui obrigado a puxar um outro dos meus sempre prontos, ‘discos de gaveta’. No final estou achando que a emenda ficou melhor que o soneto. Ouvindo aqui agora o Orlando Silva, acho que esta foi mesmo a melhor pedida.
Temos aqui ‘o cantor das multidões’ neste belo álbum lançado pela Odeon em 1957. Trata-se de um disco onde a gravadora e o cantor procuram prestar uma homenagem ao compositor carioca Freire Junior, um ano após a sua morte. Freire Junior é o autor de músicas como “Malandrinha”, “Luar de Paquetá” e “Olhos Japoneses”. Francisco José Freire Junior era também um pianista, sendo considerado um dos mais importantes autores do teatro de revistas.
“Serenata” é verdadeiramente um álbum muito bonito. Não bastasse um grande cantor, o que me chama também muita atenção são os arranjos… uma maravilha. Gostaria de saber de quem são… Confiram comigo…

olhos japoneses
malandrinha
revendo o passado
a beira mar
luar de paquetá
santa
pálida morena
deusa

Tim Maia – Racional Vol. 1 (1975)

Olá amigos cultos, ocultos e associados! Hoje eu acordei meio que com vontade de ouvir o ‘swing’ do Tim Maia, mais especificamente a música “Rational Culture”. Independente de qualquer que seja a mensagem, o instrumental deste disco é ótimo. Ninguém melhor que o Tim Maia para assimilar a ‘black music’ americana e neste lp ele está impecável, tanto na na criação musical quanto na interpretação. Nesta fase de sua vida artística, enveredou-se para o lado da doutrina filosófica-religiosa, Cultura Racional. Lançou de maneira independente dois discos cuja a temática era toda voltada para as questões ligadas a doutrina do ‘homem do outro mundo’, Manuel Jacinto Coelho, fundador da Cultura Racional. Esta foi uma fase de auto recuperação do Tim. O cara se encantou com a filosofia Racional, deixando de lado aquela vida mundana de artista perdido na noite. Largou a bebida e outras drogas. De branco agora, só as suas vestimentas que passou a usar, em nome da ‘nova ordem’. Muitos de seus fãs passaram a vê-lo com descrédito e até mesmo os meios de comunicação, como rádio e tv. Se por um lado o Tim Maia estava parecendo um fanático religioso, com suas músicas voltadas inteiramente para o doutrinamento, por outra, foi a fase onde ele conseguiu fazer sua melhor ‘black music’. Longe das drogas, com a cabeça mais leve e mais sereno, ele estava cantando muito melhor. Pessoalmente, vejo, nesse sentido, um retorno aos bons tempos, uma pegada funk que nenhum outro artista nacional, metido a besta, conseguiu. Este volume 1 eu gosto mais do que o 2 (e o três). Aliás, “Rational Culture” já vale o disco. Grande Tim Maia! Figuraça!

imunização racional (que beleza)
o grão mestre varonil
bom senso
energia racional
leia o livro universo em desencanto
contato com o mundo racional
universo em desencanto
you don’t know what i know
rational culture