Sérgio Ricardo – Eu Não Gosto Mais De Mim (1960)


Bom dia a todos! Acho que estou precisando ir logo postando alguns discos que sempre ficam na boca de espera. Por um motivo ou outro, acabo deixando eles para trás e assim vão ficando esquecidos e vão parar na gaveta. Como voltei a rotina, ao corre corre da vida real, o tempo fica curto. Daí é hora de mandar ver nos que já estão prontos e os arquivos de gaveta.
Temos aqui um artista que eu gosto muito, Sergio Ricardo, embora poucas vezes eu tenha postados discos dele. A verdade é que os seus discos já foram todos apresentados em outros blogs. Este, por exemplo, já vi no Loronix e também no Abracadabra. Mesmo assim, vou novamente trazê-lo a tona, bem porque, este é um disco que caí muito bem aqui no Toque Musical, vocês não acham? Lançado no auge da Era Bossa Nova, este foi mais um álbum que hoje se tornou um clássico. Embora “Eu não gosto mais de mim” tenha aqui todos os requisitos de disco de bossa, a gente percebe nele algo que foge à cartilha da turma do banquinho e violão. Na verdade, o incômodo é do próprio artista, que a gente sabe, aos poucos foi pulando fora do rótulo. Músicas como “Pernas”, “Ausência de você”, “O nosso olhar”, “Puladinho” e outras, são bons exemplos da febre bossanovista, mas “Zelão” é mais, é samba e é também uma das músicas mais expressivas do artista. Mas, independente de qualquer observação, o disco é num todo ótimo. Quem ainda não teve o prazer de ouví-lo, pode agora conferir. Porém, tem que estar associado ao GTM. Quem ainda não o fez, leia com atenção o cabeçalho do blog, tá tudo explicadinho 😉

pernas
não gosto mais de mim
máxima culpa
poema azul
puladinho
ausência de você
o nosso olhar
zelão
bouquet de isabel
relógio da saudade
além do mais
amor ruim

Waldir Azevedo – Ao Vivo (1979)


Bom dia, amigos cultos, ocultos, associados e ‘mais perdidos que cego em tiroteio’! Aqui vamos nós como mais uma postagem. Pelo jeito, muita gente ainda está de fora por pura falta de interesse em ler o cabeçalho do blog. O nêgo entra aqui e vai direto na torneirinha, daí percebe que não há mais link. Ao invés de ler as informações do blog, prefere escrever pedindo link. Eu dou o toque, mas tem que ser no GTM. Em pouco mais de duas semanas já temos mais de 500 inscritos (olha aí, meu prezado, como eu disse, tá bombando!). Há uma certa dificuldade no início para entender o funcionamento das novas normas de utilização do blog, mas logo que se pega o jeito, percebe-se que ficou ainda melhor e mais fácil interagir com o Toque Musical. Não demora muito para que outros blogs sigam o mesmo caminho. Agora está perfeito 😉
Hoje temos para a nossa postagem um disco super legal, Waldir Azevedo, gravado ao vivo. Eu, geralmente, gosto de discos gravados ao vivo. Muitos ficam ainda melhor, sem falar no lado emoção, no momento em si… muito bom. Este álbum foi gravado em 1979, quando então o nosso grande compositor e instrumentista completava 30 anos de estrada. Foi um super show com a participação de alguns de seus amigos e admiradores. “Uma roda de choro, onde o calor humano, o sentimento e a emoção nasceram puros e simples, sem estrelismos nem truque. Uma festa por tudo que Waldir Azevedo fez pela música brasileira”. Como se pode ver, pela capa, temos participando do encontro as ilustres figuras de Ademilde Fonseca; Paulinho da Viola; Osmar (do Trio Elétrico); Paulo Moura; Rafael Rabelo, César Faria; Celso Machado; Copinha; Carlos Poyares, Isaias e Seus Chorões e Arthur Moreira Lima. Que timão, heim? Não dá para ficar sem ouvir esse disco. A música “Pedacinhos de céu” tem aqui uma interpretação improvisada e emocionante, no piano de Arthur Moreira Lima, o sax de Paulo Moura e o violão de Celso Machado. Esta música ocupa todo o lado B do disco. Vamos conferir?

mágoas de um cavaquinho
minhas mãos, meu cavaquinho
camundongo
acerte o passo
choro negro
carinhoso
viagem
vassourinhas
pedacinho de céu

Vários Sertanejos – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 12 (2012)

Ê trem bão! A décima-segunda edição do Gran Record Brasil chega em clima bem caipira e sertanejo! Em dezesseis fonogramas raros e históricos, teremos uma amostra de como era o gênero sertanejo de antanho. Aqui comparecem duplas bastante conhecidas e lembradas, além de outras que o implacável passar do tempo foi esquecendo. É nesse último caso que se enquadram as Irmãs Cavalcanti, Noemi e Odemi. Elas deixaram uma discografia escassa: apenas seis discos 78 com doze músicas, todos pela Columbia. Eis aqui o primeiro deles, lançado no comecinho de 1954, janeiro, com o número CB-10029. De um lado, matriz CBO-170, o baião “Lumiô lumiô”, delas próprias, e no verso, matriz CBO-171, a guarânia “Ponta Porã”, de Jamir da Silva Araújo e Pereirinha. Em seguida iremos nos encontrar com uma dupla muito querida e lembrada: Nenete (Waldemar de Franchesi, 1919-1989), natural de Pirassununga, e Dorinho (Isidoro Cunha, Bernardino de Campos, SP, 1933-Campinas, SP, 2011), apelido que ele carregava desde a infância. Gravaram seu primeiro disco em 1955, na RCA Victor, com a toada “O milagre das rosas” e o cururu “Toca sino”. Em 78 rpm, na mesma marca, foram mais de trinta discos, além de 13 Lps de carreira, nos selos RCA Victor, RCA Camden, Caboclo/Continental e Beverly, onde gravaram o último, em 1976. Depois disso, Nenete afastou-se do meio musical por motivo de saúde, e faleceu em uma tentativa de assalto! Nenete e Dorinho aqui comparecem com um disco gravado em 19 de junho de 1962, o RCA Victor 80-2485. No lado A, matriz N2CAB-1748, uma regravação do tango “Ouvindo-te”, lançado em 1935 por seu autor, Vicente Celestino. No verso, matriz N2CAB-1749, a moda campeira “Goiano valente”, de Nenete com Piraci (de famosa dupla com Diogo Mulero, o Palmeira). Ambas as composições também fizeram parte do LP “Pescadores de sucesso”, do mesmo ano. Por falar em Palmeira (Agudos, SP, 1918-São Paulo, 1967), eis que ele ressurge aqui em sua memorável dupla com Luizinho (Luiz Raimundo, São Paulo, 1916-idem, 1983) com dois discos RCA Victor, gravados em 12 de fevereiro de 1951 e lançados em maio do mesmo ano. O de número 80-0763 apresenta duas composições da própria dupla: a moda campeira “Chão de Minas”, matriz S-092841, e a valsa “São Judas Tadeu”, matriz S-092842. Já o disco 80-0764 apresenta a moda campeira “Santa Fé do Paraná”, de Palmeira e Ado Benatti, matriz S-092843, e o motivo folclórico mineiro “Peixe vivo”, adaptado por Palmeira e Mário Zan, por sinal a música predileta do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que era mineiro de Diamantina. Em seguida, uma dupla que ainda hoje está em atividade e muito querida: Pedro Bento (José Antunes Leme, n.1934), nascido em Porto Feliz, e Zé da Estrada (Waldomiro de Oliveira, n.1929), que é de Botucatu. Acrescentando elementos da música regional mexicana, sem no entanto abandonar as raízes sertanejas, eles ficaram conhecidos como “os amantes da rancheira”, o que fica claro no disco aqui presente, de 1964, o Caboclo/Continental CS-652. De um lado, matriz 55-035-A, o huapango “Tens que beber”, de Zé da Estrada e Caçula, da dupla com Marinheiro, e no verso, matriz 55-035-B, a rancheira “Bebendo e chorando”, de Milano e Serafim, ainda hoje uma das mais aplaudidas criações da dupla. De longa carreira na música brasileira, Raul Torres (Botucatu, SP, 1906-São Paulo, 1970) aqui comparece em dupla com seu inseparável parceiro Florêncio (José Batista Pinto, 1909-1972), natural de Barretos, a atual capital brasileira do rodeio. No disco Todamérica TA-5617, de 1956, foram regravados dois hits de Raul como compositor e intérprete: no lado A, matriz TA-1318, em ritmo de baião, a pungente moda de viola “Boi amarelinho”, originalmente gravada pelo próprio Raul Torres em dupla com Ascendino Lisboa, em 1933. No lado B,matriz TA-1319, o valseado “Meu cavalo zaino”, originalmente gravado por Raul em dupla com Serrinha, em 1939. Em seguida, dois discos RCA Victor: o primeiro de número 80-0516, gravado em dezembro de 1946 mas só lançado em maio de 47. No lado A, matriz S-078685, a moda de viola “Égua branca”, em que Raul tem como parceiros Nhô Pai (autor de “Beijinho doce”) e Godoy, e no verso, matriz S-078686, o curiosíssimo “samba baiano” “Nêga, sai do sereno”, de Raul Torres sem parceiro. Em seguida o disco 80-0285, gravado em 13 de junho de 1944 e só lançado em maio de 45,. No lado A, matriz S-052992, um superclássico, “Moda da mula preta”, inúmeras vezes regravado, inclusive por Luiz Gonzaga (na voz dele por sinal a música fez ainda mais sucesso!). No verso, matriz S-052993, o corrido “No recanto onde eu moro”, de Raul Torres e Júlio Lopes. Encerrando esta edição sertaneja do GRB, a dupla Sucupira e Rosa Amélia, de discografia escassa: apenas cinco discos 78 rpm com nove músicas, gravados entre 1960 e 1963. Aqui está o último deles, do selo Orion, da Odeon, número R-138, do início de 63. No lado 1, matriz 51292, a canção rancheira “Passado feliz”, de Sotero Silveira e Ulisses Nascimento, e no verso, matriz 51291 , o bolero “Esqueça, meu amor”, de Álvaro Alvim e Joel Honorato. Existe também um LP de 1983, “Garça branca”. Enfim, uma boa oportunidade para as novas gerações conhecerem o estilo sertanejo de outros tempos, bem diferente do atual, que, com raríssimas exceções, é mais para público urbano. Ouçam, recordem e divirtam-se com esta edição bem sertaneja do GRB!


*TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO

The Five – Jovem Embalo (1967)

Olá, amigos cultos, ocultos e associados! Eu hoje estou numa preguiça de valer o domingo. Se pudesse, ficaria apenas deitado no sofá, cochilando em frente da televisão. Mas, já que eu levantei para beber água e o computador está bem aqui ao lado, vou logo salvar o dia com mais uma postagem. Escolhi para tanto, um disco que não me desse trabalho. Mas estou vendo que me enganei. Discos sem informações ou ficha técnica, ou a gente posta e não fala nada, ou perde um bom tempo do dia procurando possíveis peças para montar o quebra cabeça. “Jovem Embalo” é mais uma daquelas produções, tipo “sem lenço e sem documento”, criadas naqueles anos 60. “The Five” é o nome do grupo que o obscuro selo da “Gravações Tropicana Ltda” adota para esta produção. Não duvido nada que os mesmos fonogramas tenham também sido usados para dar nome a um outro grupo ou disco. Os mestres nessa prática eram os selos Paladium e Coledisc. Inclusive a capa do”Embalo Jovem” segue a mesma linha dos discos da mineira Paladium. A música então, nem se fala. É tudo farinha do mesmo saco. Mas farinha boa, claro, com suas qualidades… Temos aqui 14 temas instrumentais, muitos dos quais, sucessos internacionais daquele período. Puro ‘ei ei ei’ para embalar a tarde de domingo.

casino royale
i had to be you
call me
i’m comin’ home, cindy
cabelos longos ideias curtas
aonde você for eu não irei
trini’s tune
não vai passar
love letters
i will wait for you
solidão
desculpas
o barão vermelho
keep searchin

A Música De Makely Ka (2012)

Boa tarde, amigos cultos, ocultos e associados! Lá vamos nós para mais uma produção especial, uma coletânea bem bacana, reunida pelo meu amigo Edu Pampani, da Discoteca Pública e com a devida permissão do artista. Estamos falando aqui de Makely Ka, compositor, poeta e editor, um dos mais brilhantes e inquietos artistas mineiros dos últimos tempos. Suas canções já atravessaram as montanhas e tem sido gravadas por diversos intérpretes, no Brasil e exterior. O trabalho musical de Makely, como vocês verão (e ouvirão, claro), está bem acima da média do que é produzido hoje em termos música popular. É música honesta, para um público honesto. Estão reunidas aqui diferentes gravações e interpretes, inclusive o próprio Makely, em produções recentes da nova safra independente mineira.

Eu penso que para se fazer uma coletânea de um determinado artista, só vale se for uma homenagem póstuma, ou se o cabra for mesmo bom de serviço, merecendo assim a atenção e o toque musical. Podem ter certeza, Makely Ka merece e vocês irão confirmar. Vamos ouvir?
andante – marina machado e regina spósito
xote polaco – kristoff silca
o chamador – titane
atemporal – pablo castro, kristoff silva e makely ka
costura – leopoldina
samba sim – julia ribas
a luz é como a água – mariana nunes
monotonia gris – maísa moura
mar deserto – kristoff silva
solstício de inverno – maísa moura
o dragão da maldade contra o santo guerreiro – malely ka e aline calixto
impagável – leonora weissmann
eu não – titante
o amor – regina spósito
uma confábula – makely ka
camara escura – sergio pererê
santuário – mestre jonas
fio descapado – juliana perdigão
queixumes – alda rezende
samba solto – alda rezende

Chemako (1991)

Pronto, taí, para fechar o ciclo, mais uma super banda mineira, Chemako. Esta, infelizmente durou pouco tempo, mas o suficiente para nos deixar um dos melhores discos de rock já feito em Minas Gerais. Um trabalho lançado pelo também extinto selo Cogumelo, responsável por lançamento de outras históricas bandas do metal mineiro. O Chemako era formado por Magoo e Rogério nas guitarras, Ricardo no baixo e Mom na bateria. O Chemako já nasceu com um propósito de ser uma banda diferente no cenário do rock mineiro, com pretensões para vôos mais altos. Suas músicas são todas em inglês. Magoo, o principal fundador do grupo já tinha antes passado pela ‘trash metaleira’ Mutilator, uma das mais representativas bandas do movimento ‘Heavy Metal Brasileiro’ nas décadas de 80 e 90. Magoo também chegou a ser convidado para ingressar no Sepultura, mas se recusou, vindo assim a criar o seu próprio grupo, o Chemako, com um som cada vez mais distante do metal de origem. Magoo morreu em 2001 em Londres, segundo contam, vítima de uma overdose…

whiskey signs
alert
a spotight
howling wind
walking on the ashes
the cry of the banshees
hank song
blinds guiding blinds
find horn’s gardens
hoka hey
red cloud

Concreto – Compacto Quadrado (1994)

Boa noite a todos! Chegamos a mais uma sexta feira. Por aqui, super quente, merecendo logo mais umas cervejas para refrescar. Eu vou! Antes porém, vou deixando o meu recado. A semana foi para dar uma ‘arejada’, um clima diferente e inesperado, como condiz a um blog como o Toque Musical. Atirando para todos os lados, mas sempre no alvo 😉

Hoje eu vou fazer aqui duas postagens. Para salvar a semana e lavar a alma! Nesta primeira eu trago para vocês um raríssimo compacto da banda de ‘hard rock’ mineira, Concerto. Foi o seu primeiro disco, lançado pelo selo Azra International, de Los Angeles, em 1994. A peculiaridade do disquinho é ser um vinil quadrado que só toca de um lado e onde encontramos duas faixas, curiosamente sem nomes. Não há menção aos títulos das duas músicas. Eu até poderia procurar, mas vou deixar a minha preguiça fazer parte do conceito. Um compacto como este, hoje, vale uma grana!
O Concreto foi formando em Belo Horizonte em 1993. Seu integrantes são Marcelo Loss, baixo e vocal; Túlio de Paula, guitarra e voz; Fidélis, guitarra e vocal e Teddy na bateria. Ao longo desse tempo na estrada lançaram uns quatro discos ou cinco discos. São considerados por críticos de rock como uma das melhores bandas do ‘rock underground’ brasileiro. Há tempos não vejo a turma pela cidade, mas creio que eles continuam na ativa. Não deixem de conferir. a coisa está melhorando 😉

Tubarão – Perdidos No Deserto (1991)

Boa tarde, amigos cultos, ocultos e associados! Mantendo a temática pop/rock da semana, aqui vai mais um disco que eu estou descobrindo agora, junto com vocês, “Tubarão – Perdidos no deserto”. Embora seja um grupo pop nascido lá pelos idos dos anos 80, passou meio que despercebido pela minha praia. Assim como tantos outros daquela bendita época. Mas, nunca é tarde para a gente rever os conceitos, ou quando nada, fazer uma pirracinha e mudar o foco da turma. É como eu sempre digo, o Toque Musical é um blog onde se escuta de tudo, mas sempre com outros olhos.

Temos então o grupo Tubarão, quem vem lá de Santa Catarina. O nome tem a ver com a cidade de origem de alguns dos integrantes. Pelo que eu li lá no “MySpace” da moçada, o grupo gravou uns três discos, sendo este o último. Preciso ouvir os outros discos, pois segundo eles mesmo, “Perdidos no deserto” foi o trabalho mais comercial, feito de encomenda para as FMs. Tá certo, entendi tudo… E vou fazer vocês entenderem também 😉 Apesar de faltar aqui um ‘Spielberg’ na direção, ouvindo o álbum após 20 anos ele passa ter até um outro sabor, principalmente quando hoje vemos e ouvimos por aí tanto cação metido a besta.
Vamos nessa gente, pois como dizia a minha vó, toda araruta tem seu dia de mingau.
certo e errado
sem respostas
a tribo
pra saber quem eu sou
você não diz nada
tudo na vida é um sonho
todos por mim
vou conquistar o seu coração
vida comum
corações a mil

Ruban – Vitrine (1986)

Bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! É, agora tem mais um para o meu jargão! Eu hoje, finalmente, retirei todos os links de postagens ativos no blog. Agora o terrorismo fica por conta apenas de algumas ameaças anônimas, que não devemos nem dar bola. Como dizia o Roberto Carlos, “daqui pra frente, tudo vai ser diferente…” É isso aí, o Toque Musical continua bombando, fazendo a alegria de quem gosta de música brasileira e também daqueles como eu que escutam música com outros olhos.

Dando sequência à nossa semana pop/rock, ou coisa assim, eu tenho hoje para vocês o cantor e compositor Ruban. Lembram dele? Quem nos anos 80 nunca ouviu “Dancing Days”, que foi sucesso nas vozes das Frenéticas? Música esta feita em parceria com Nelson Motta. Tem também, “Eu sou free”, outra música de muito sucesso, dele e Patrícia Travassos, eternizada através do grupo pop Sempre Livre. Ah, já ia me esquecendo, tem outra, “Cinderela”, hit que fez a cabeça de muitas moçoilas naquela década. Pois é, o tempo passa e parece que as coisas acontecidas à vinte anos atrás estão mais esquecidas que as de quarenta. Ruban é um bom exemplo. O cara sumiu. Se procurar na rede vai ser difícil achar o seu rosto estampado na lista do Google. Mas aí eu me lembrei de verificar no Orkut e Facebook e achei. Lá estava ele, um senhor tipo bonachão, pai de família, rodeado por belos filhos e amigos. Já é até avô! Putz, o tempo passa! Embora eu o tenha encontrado, no Orkut ele não faz menção à sua carreira de músico, produtor e compositor. Deixei por lá um recado, quem sabe ele um dia por aqui apareça para nos contar o que anda fazendo. Enquanto isso a gente vai relembrando…
vitrine
só se for você
vem comigo
trinta anos
essa garota
suite de castanhas
dancing days
cinderela
eu sou free
vitrine (remix)

Zona Franca – Interpreta As Versões Históricas Dos Beatles (1994)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Aproveitando a folga do almoço, entre uma garfada e um teclada, aqui vou trazendo a postagem do dia. Estou achando ótima essa nova concepção do blog, em conjunto com o grupo, que é restrito. Sei que isso tem criado alguns inconvenientes para os amigos, mas como tudo que se modifica, existe um período de adaptação. Tenho certeza que logo, todos estarão afinados e seguiremos em harmonia aqui no Toque Musical. Volto a falar, quem está se dando mal por aqui são aqueles que se apressam em busca do link, sem ler o cabeçalho do blog. O mesmo vale para quem já está dentro do grupo. Este só existe, desde então, para a distribuição dos links. Embora tenha o nome de ‘grupo de discussão’, não deve ser usado para isso e nem para qualquer outra mensagem. Contudo, qualquer um pode postar mensagens no GTM, mas essas devem se limitar aos próprios links. Deixei essa possibilidade à vocês para que pudessem nos ajudar na reconstituição dos links de antigas postagens, já que todos se perderam na última limpeza do Mediafire. Até então, o único que se prestou a esse trabalho foi o nosso amigo do “300 Discos Importantes”, que repôs no grupo algumas dezenas de links. Quem tiver no GTM e quiser colaborar também com essa reposição, basta apenas enviar o link para o e-mail do grupo, lembrando-se de que o título do e-mail deve ser o mesmo da postagem e ao final, entre paranteses, a palavra em maiúsculo ‘REPOST’. São normas simples que irão facilitar o entendimento e a pesquisa de arquivos no blog.
Falando agora da postagem do dia, tenho aqui para vocês o grupo “Zona Franca”. Este é um conjunto que eu mesmo não conhecia, mas me chamou a atenção pelo fato de estarem tocando músicas dos Beatles. À bem da verdade, são as versões em português feitas na época da Jovem Guarda por figuras como Rossini Pinto; Roberto Carlos; Renato Barros (do Renato e seus Blue Caps); Lilian Knapp (da dupla Lilian e Leno) e Ronnie Von, além de versões mais recentes de Lulu Santos, Fausto Nilo e Rita Lee com Gilberto Gil. Achei curiosa essa coisa de ‘cover do cover’. E o resultado, ao contrário do que eu pensava, ficou, em alguns aspectos, melhores do que antes. Vamos conferir?

feche os olhos (all my loving)
hey jude
meu primeiro amor (you’re going to lose that girl)
eu te amo (and i love her)
menina linda (i should have know better)
quis fazer você feliz (if i feel)
lá vem o sol (here comes the sun)
viver e reviver (here, there and everywhere)
de leve (get back)
michelle
meu bem (girl)
até o fim (you won’t see me)

Muraro – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 11 (2012)

E chegamos à décima-primeira edição do Gran Record Brazil. Aqui apresentamos algumas das melhores gravações do pianista, maestro e compositor Heriberto Leandro Muraro (La Plata, Argentina, 1903-Rio de Janeiro, 1968). Este ilustre “hermano” aportou em terras brasileiras em 1932, logo se apaixonando pela nossa terra. Por décadas a fio percorreu todo o país exercendo sua arte de exímio pianista, excursionando em seguida por Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Itália com repertório de música brasileira. No rádio, atuou nas emissoras cariocas Mayrink Veiga, Nacional e Globo, na Record de São Paulo e na Farroupilha de Porto Alegre. Dirigiu a lendária Nacional por 18 anos, impulsionando a carreira de nomes como Dircinha Batista, Nélson Gonçalves, Joel e Gaúcho, e as irmãs Cármen e Aurora Miranda. Gravou seu primeiro disco na Victor, em 1939, solando ao piano, em ritmo de fox, os sambas “O homem sem mulher não vale nada” e “Meu consolo é você”, hits do carnaval daquele ano na voz de Orlando Silva. Foram mais de trinta discos gravados, entre 78 rpm e Lps. Nesta edição do GRB, um pouco da arte deste talentoso pianeiro portenho-brasileiro, em doze fonogramas. Pra começar, o disco Continental 15887, gravado em 18 de março de 1948 e lançado em maio-junho do mesmo ano, com duas conhecidas marchinhas do mestre João de Barro, o Braguinha, em ritmo de fox. No lado A, matriz 1813, “A mulata é a tal”, parceria com Antônio Almeida, e no verso, matriz 1812, “Tem gato na tuba”, que Braguinha fez com Alberto Ribeiro. Em seguida, registros certamente realizados fora do país. O Odeon 2987 apresenta no lado A, matriz 14719, o fox “Dragões canadenses” (“Canadian capers”), dos americanos Gus Chandler, Bert White e Henry Cohen, composto em 1915. No verso, matriz 14466, e igualmente como fox, “Estudo em vermelho” (“Study in red”), do também americano Larry Clinton, trompetista, trombonista e bandleader. De volta ao Brasil, a interpretação de Muraro para o fox “Narcissus”, do americano Ethelbert Nevin, lançada pela Continental em agosto de 1944 com o número 15182-A, matriz 835. No verso, matriz 836, outra interpretação de Muraro em tempo de fox para “Gigolette”, trecho da opereta homônima de Franz Lehar, nascido na cidade de Komárom, no antigo Império Austro-Húngaro, e hoje situada na Eslováquia, com o nome de Komarno. Prosseguindo, mais um disco gravado no exterior, o Odeon 2947. Abrindo-o, matriz 15662, “Linda flor” (na verdade o famoso “Ai, ioiô”, de Henrique Vogeler, cuja letra mais famosa foi a de Luiz Peixoto e Marques Porto, gravada por Aracy Cortes em 1929). No verso, matriz 15578, o chorinho “Tangará na dança”, de autoria de Lina Pesce, compositora, cantora, bandolinista e pianista, lançado em 1946 pelo acordeonista George Brass. Portanto, este disco, assim como outros dois aqui incluídos, deve ser de 1947, mais ou menos. Em seguida, mais um disco de Muraro aqui gravado, o Odeon 13043, de 22 de maio de 1950, lançado em setembro do mesmo ano. De um lado, matriz 8704, o famoso “Baião”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e no verso, matriz 8705, o célebre “Moto perpétuo”, de Paganini, que mais tarde recebeu outra ótima interpretação, a cargo de Edu da Gaita. Finalizando, mais duas gravações internacionais de Muraro, em disco Odeon 2912, apresentando dois chorinhos muito conhecidos. No lado A, matriz 14573, “Não me toques”, do mestre Zequinha de Abreu, e no verso, matriz 14465, “Bem-te-vi atrevido”, outra composição de Lina Pesce. Enfim, um resgate mais que oportuno, deste grande músico que foi o argentino-brasileiro Heriberto Muraro. Bom divertimento!

* TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO

Elizete Cardoso – Magnífica (1959)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Pelo visto eu terei que ficar batendo na mesma tecla até que todos entrem no ritmo do nosso GTM (Grupo do Toque Musical). Alguns visitantes, no desejo aflito de ir logo baixando os discos postados, não se preocupam em ler as informações do blog, principalmente depois dos últimos fatos ocorridos e consequentemente das mudanças que fiz no Toque Musical. Há nesse caso dois pontos fundamentais que devem ser observados. O primeiro diz respeito à associação dos amigos no grupo. Muita gente fica mais perdida que cego em tiroteio, sem saber como se inscrever. A coisa é bem simples, leiam o cabeçalho do blog. As informações estão bem claras. Após fazerem a inscrição, aguardem até que eu os aprovem no grupo. Não estou fazendo restrições a ninguém, nem mesmo aos espíritos de porco, que apesar de serem chatos, sei que no fundo nutrem uma grande admiração por mim. Agindo com educação e respeito, terão os mesmo privilégios dos demais. Os inscritos após aprovados, podem configurar suas contas no site do GTM, escolhendo a maneira que melhor lhes agradarem para o recebimento das mensagens. O segundo ponto importante, diz respeito à utilização do endereço de e-mail do grupo. Este, nunca deve ser usado para mensagens ou solicitação de músicas ou links. Evitem usar esse canal, deixando-o exclusivamente para os ‘toques’ (links) referentes às postagens do Toque Musical. Mensagens e links de terceiros, enviados para lá, serão imediatamente retirados e seu autor, se repetir o erro, será excluído do GTM. Quando quiserem um novo link para uma postagem antiga, basta colocar a mensagem no Comentário referente à ela. Assim que eu tiver tempo, farei a reposição. Infelizmente, a situação tem piorado e o terrorismo passa a ser feito até por bossais, o que me levou a tomar essas medidas.

Tem gente (os bossais) que acha que tudo isso me prejudicou, que o Toque Musical tem perdido o seu ‘tesouro’. Lêdo engano. Eu não perdi nada, absolutamente nada! O blog continua inteiro, sem corte ou censura nas publicações. Estão aqui todas as postagens que fiz desde o início. Faço ‘back up’ diariamente do TM e quanto aos discos… aah… esses continuam na minha estante, no meu toca discos e nos quase 15 terabites já digitalizados. Daí, quando um ‘doente’ pensa que está me sacaneando, está na verdade fazendo mal a ele próprio e aos demais visitantes do blog. O povo aqui, que não é bôbo nada, já sabe o que fazer, deixa o cabra babando sozinho, ignora que ele acaba surtando. Não posso negar que acho tudo isso ótimo. Fale mal, mas fale (sempre) do Toque Musical 😉 Putz, até rimou… hehehe…
Bom, agora falando da postagem do dia, hoje eu estou só respondendo à altura. Como havia dito anteriormente, estou no momento voltado para a produção musical mais recente, mas nem por isso fácil de encontrar. Quero aqui também dar a vez a um público que sempre me prestigia e aos discos e artistas da minha geração. Não necessariamente que sejam todos lá do meu gosto pessoal. Como vocês já sabem, eu escuto música com outros olhos 🙂
Aqui então, o disco escolhido para o domingo. Vejam só que beleza, Elizete Cardoso (ou Elizeth, como queiram), neste ótimo álbum gravado por ela em 1959. “Magnífica” nos traz um repertório especial, exclusivo para as composições de Marino Pinto. Neste lp, Elizeth Cardoso interpreta suas canções, a maioria em parceria com grandes nomes, tais como Vadico, Mario Rossi, Carlos Lyra, Antonio Carlos Jobim e outros mais. Participam deste disco, além do próprio Marino Pinto, Altamiro Carrilho, que tocou e também dirigiu a gravação, o jovem violonista Baden Powell e também os maetros Mozart Brandão e Severino Filho que cuidaram da orquestração e o côro. Com um time desses e os valores agregados, não tem como dizer que este álbum da Elizete Cardoso não é magnífico.
música do céu
que dizer?
reverso
cidade do interior
herança
renúncia
madrugada
velhos tempos
velha praça
aula de matemática
até quando?

Pery Ribeiro – Apaixonadamente Na Memória (2012)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Eu estava pensando em manter neste fim de semana a postagens de discos mais recentes, algo mais ligado ao pop/rock nacional. Porém fui surpreendido com a triste notícia da morte do Pery Ribeiro. Deixei de lado as guitarras para prestar aqui a minha homenagem ao grande intérprete da nossa MPB. Acredito que muitos devem estar pesarosos, assim como eu. Embora eu poucas vezes tenha postado alguma coisa do Pery, sempre tive por ele uma grande admiração. Pery Ribeiro foi um cantor que marcou por diversas razões. Filho de dois outros grandes monstros sagrados da música brasileira, Herivelto Martins e Dalva de Oliveira, não podia ser outra coisa senão um artista, de muito talento é bom dizer. Foi o primeiro intérprete de “Garota de Ipanema”, assim como também na Bossa Nova, foi quem estreou diversos ‘hits’, principalmente de Menescal e Boscoli. Pery foi um artista que sempre cantou o amor e a paixão. Não foi por acaso ou para rimar que Caetano Veloso cita o artista em uma de suas músicas: “…apaixonadamente como o Pery”. E foi lembrando dessa frase que eu me inspirei no título desta coletânea que montei e agora apresento a vocês. São 41 músicas que ilustram um pouco o trabalho do artista. Selecionei algumas das que eu mais gosto e que se destacaram e sua carreira. Lamentável essa perda e o pior é que não tem ninguém para ocupar o seu lugar. Vai fazer muita falta. Mas agora ele está no Céu, cantando ao lado dos pais e dos grandes amigos. Obrigado, Pery!

manhã (com o bossa três)
bola de meia, bola de gude – novo tempo
indecisão (com luiz eça)
samba do dom natural (com o bossa três)
manhã de carnaval
só quero você
eu gosto da vida
de volta
palmeira triste
de onde vens (com luiz eça)
oferenda (com luiz eça)
tristeza (com o bossa três)
canto de ossanha (com o bossa três)
noves fora nada
samba de orfeu
sangrando – ponto de interrogação
quero quero – cheiro de mato
saudosa mangueira
lamento da lavadeira
diariamente
alvorada
segredo
caminhemos
evolução
nós e o mar
rio
bossa na praia
se pelo menos você fosse minha
lamento negro
me lembro vagamente
garota de ipanema
só nos resta viver – meu amigo, meu herói
canção que morre no ar (com luiz eça)
bandeira branca
aruanda
laura
segredo (com dalva de oliveira)
ave maria (com dalva de oliveira)
ave maria do morro (herivelto martins)
réquiem

Matheus Nicolau – Todas As Flores Tem Espinhos? (2012)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Eu estava esperando passar essa fase do Carnaval para retomar nossa rotina, muita variedade, curiosidades e música rara. E o espaço do artista/disco independente continua, sejam antigos ou lançamentos, enviados pelo próprio artista.

Eis aqui uma boa novidade: “Todas as flores têm espinhos?”, especialmente enviado para nós pelo jovem e talentoso Matheus Nicolau. Ele nos enviou o seu disco, recém lançado, para a nossa avaliação. Da minha parte ele está aprovado. Gostei do trabalho e acho que muitos também irão gostar. Matheus me contou que uma de suas fortes influências é o cantor e compositor Dalto. Eu até então não havia percebido de onde vinha aquele seu som tão familiar aos meus ouvidos. Sua música tem sim aquele jeitão gostoso das músicas do Dalto. Mas não pensem vocês que o rapaz está de carona. Matheus Nicolau é um artista com brilho próprio e não demora, vai mais longe… Ainda vamos ouvir falar muito dele por aí, podem acreditar…
confissão
carol
plural e singular
se querendo
provando a eternidade
quando os deuses forem dormir
enquanto ela dorme
menina da praia
gosto
luana
jasmim
enquanto a tarde cai
saudade
carta a futura amante
espera por godot

Brylho – Noite Do Prazer (1987)

Olá amigos cultos e ocultos, do Toque Musical! Muito boa noite para todos. Na onda da radicalização, eu hoje estou da água para vinho, ou vice versa. De vez enquanto a gente tem que mudar um pouco também no repertório e na escolha das postagens. Nesse sentido, o TM é um blog onde se pode esperar de tudo. Depois de carnaval e quarta feira de cinzas, eu quero mais é uma ‘noite do prazer’, em todos os bons sentidos, claro!

Vamos aqui com este já bem manjado e único álbum gravado pelo grupo Brylho, que tinha com principais membros, Claudio Zoli e Arnaldo Brandão, que depois viria a formar a banda Hanoi Hanoi. Eu tinha por certo que este disco já havia sido postado aqui. Verificando meu index, percebi que ainda não. Assim sendo, com prazer, vamos ter uma bela noite, pelo menos ouvindo a faixa que virou um dos maiores hits da chamada ‘black music brazuca”. “Noite do Prazer” fez mesmo a cabeça de muita gente, inclusive a minha, adoro esse balanço, que aliás é uma das poucas que salva o disco. Ou talvez, ela é tão boa que as outras acabam passando meio que apagadas. Bom, mas isso é uma opinião pessoal, tem gente que vai gostar até mais de outras. Mas o que levou o álbum a ser reeditado e também lançado em cd, tempos atrás, foi o hit a la George Benson. Taí, um álbum que já é um clássico do pop nacional. Confiram… (lá no GTM ou em sua caixa de e-mails)
destrava, maria
jóia rara
pé de guerra
meditando
cheque sem fundos
noite do prazer
se você for a salvador
171
pantomina
jane e júlia

Corporação Musical N. S. Das Dores De Itapecerica – Concerto No Horto (1980)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Os ‘ocultos’ permanecem apenas para mantermos a saudação. A partir de agora, os amigos têm nomes, sobrenomes e endereço de e-mail, pelo menos lá no GTM. Agora, o blog Toque Musical incorpora mais ainda o site do Grupo Toque Musical. É isso aí, estamos expandindo! Como diz o outro, há males que vem para o bem, pelo menos é o que foi para mim. Essa mudança que muitos acham ter sido radial, na verdade, apenas acompanha o radicalismo imposto nos últimos tempos. Embora eu esteja ‘tomando Active com Johnny Walker’ para tudo isso, me preocupo mais com ações individuais. O mundo está cheio de loucos e por aqui alguns surtaram de vez, transformando a paixão em ódio (que coisa esquisita, e logo comigo?). Pois é, como bom mineiro, eu tenho mais é que ficar com um pé atrás e o olhar bem a frente para não tropeçar. Continuo fazendo o que eu gosto e da maneira que quero. As mudanças no blog, todos logo se adaptarão. Eu não terei tempo para ficar aqui todos os dias explicando o que aconteceu e como se faz para entrar no GTM. Espero que os amigos aqui, mutuamente se ajudem, como tem sido feito no site do grupo. Há pessoas que entram no blog mas não tomam o trabalho de ler os informativos. Precisam ficar mais atentas 😉

Para a postagem de hoje, muito apropriado, tenho aqui um disco interessante, lançado pela Bemol em 1980. Trata-se de uma gravação ao vivo feita na Igreja do bairro Horto, em Belo Horizonte. Quem é da cidade deve conhecer o santuário, hoje bem modificada. Esta minha escolha não foi atoa. Quando criança, eu frequentei esta igreja, morava no bairro Sagrada Família. Tenho boas lembranças daqueles tempo…
Mas como eu dizia, temos aqui um concerto musical singular (no bom sentido, claro!), uma tradicional banda, a Corporação Musical Nossa Senhora das Dores, da cidade de Itapecerica, apresentando dobrados e marchas, fúnebres e festivas. Gravado ao vivo na Igreja do Horto, esse evento musical ocorreu, por iniciativa da Paróquia do Senhor Bom Jesus do Horto, no sentido de aproximar duas comunidades, a do bairro na metrópole e a do interior. O bairro do Horto foi formado por moradores que vieram de cidades do interior, muitos deles da cidade de Itapecerica. A banda, tradicional desta cidade, veio se apresentar para os seus conterrâneos e teve aqui o seu registro gravado. Este talvez seja um álbum que vai mesmo interessar ao povo daqui. Mas não deixa de ser uma curiosidade, típica do nosso Toque Musical para quem sabe escutar com outros olhos 😉 Confiram… (lá no GTM)
dobrado major belchior mendes
dobrado padre gil
dobrado sinfônico muralhas de jericó
marcha festiva ilana
marcha festiva nossa senhora da glória
marcha festiva dona antonieta
marcha cidade das rosas
dobrado carlos felipe
marcha fúnebre saudades do dinho totonho
marcha fúnebre morte do justo

Geraldo Vandré E Tuca (1966)

… e para finalizar, do jeito que eu gosto, aqui vai um compacto raro, muitas vezes solicitado aqui no blog. Agora é uma boa hora, tudo a ver com o momento. Mas, somente a sensibilidade de alguns conseguirá entender o que eu quero dizer. O Carnaval passou, a caravana passou e o meu mal estar também. Amanhã de quarta feira, com certeza, não será de cinzas para mim.

Vamos de Porta Estandarte, na avenida girando e sambando, ao som do bate latas e bate bocas!
“O importante é que a nossa emoção sobreviva!”
porta estandarte
você que não vem

Jair Rodrigues – Os Melhores Sambas Enredos De 1974 (1974)

Boa noite amigos cultos e ocultos! Como é, estão gostando das atrações? Pois é, apensar dos pesares o Toque Musical vai em frente. Como disse um dos nossos amigos, para quê ligar para dez quando se tem mil. Tem nêgo aí achando que o blog morreu. Morreu sim, morreu pra ele e mais meia dúzia de bossais (não confundir com quem gosta de bossa). Vão ficar agora lambendo a vitrine, esperando que outro blog replique o arquivo ou se fazendo de bonzinhos, com outra máscara, para conseguirem um convite para o Grupo do Toque Musical. É, tem que ser assim mesmo 😉 O grande problema por aqui eu sei que sou eu mesmo. Sei que tem muita gente que não gosta de mim, pelo que eu falo e também pelo que eu deixo de falar. A verdade é que se trata de uma antipatia gratúita e isso tem a ver com a forma diferenciada que toco esse blog. No fundo, eu me divirto muito com tudo isso. Chego a achar engraçado o preconceito de alguns que vêem na minha pessoa, realmente, um baixinho mameluco, metido a ‘blackpower’, pretenciosamente falando de coisas que não condiz com esta figura.

Bom, agora falando para aqueles que merecem, segue aqui o meu grito final de carnaval. Apenas para fecharmos a ‘festança’, aqui vai mais uma postagem. Trago para vocês o Jair Rodrigues neste compacto, onde temos quatro dos melhores sambas enredos do ano de 1974. Acredito eu que essas músicas só saíram em compacto. Não me lembro de um disco do Jair com esses temas.
Conhecem? Querem conferir? Então, olhe para o lado direito do monitor, na tela do blog vocês verão uma caixinha do Googles Grupos. É nela que quem quiser, poderá solicitar a participação no GTM e receber diariamente os toques musicais. Quem não quiser, que espere até que outro blog lhe faça o favor, ou ainda, vão ouvir lá na HWR. Continuarei fornecendo à turma da rádio com prazer. Não é por conta de um bando de bossais que irei ofuscar minha boa relação com quem criou a rádio. A caravana continua… (saí fora, lôbo bôbo!)
o mundo melhor de pixinguinha
rei de frança na ilha da ssombração
festa do divino
dona santa, rainha do maracatú

Lyra De Xopotó – Lembranças Do Carnaval Carioca (1958)

Nesta semana de carnaval, o Toque Musical tem o prazer de oferecer aos seus amigos cultos e ocultos um álbum bem no espírito desta que é sem dúvida a maior festa popular do Brasil. Convidamos você a fazer uma viagem maravilhosa pelos velhos e bons carnavais do passado, através deste álbum da Sinter, gravado pela Lyra de Xopotó. Essa banda surgiu a partir um programa de mesmo nome, criado e apresentado aos sábados pelo radialista (e também médico) Paulo Roberto na lendária Rádio Nacional do Rio de Janeiro a partir de 1954. A finalidade da atração era ser um incentivo às bandas de música do interior do Brasil, uma tradição que, lamentavelmente, deixou de existir. Com arranjos do sempre eficiente Lírio Panicalli, o programa era apresentado através de um diálogo entre Paulo Roberto e o Mestre Filó, que na verdade era um personagem interpretado pelo grande Jararaca (da dupla com o saxofonista Severino Rangel, o Ratinho). O sucesso do programa também se repetiu, claro, em disco, e a estréia fonográfica da Lyra deu-se em 1954, na Sinter, com o 78 rpm de número 349, que apresentava duas composições do mestre Lírio: “Dobrado Francisco Sena Sobrinho” e “Sonhador”. Desde então, a Lyra garantiu boa vendagem para seus discos, inclusive para o álbum que o TM lhes oferece, que, conforme consta do site do Instituto Memória Musical Brasileira, data de 1958 (certamente foi lançado visando o carnaval de 59). Em seis belos popurris, desfilam aquelas velhas e boas músicas carnavalescas . Quem não lembra de “Alá-lá-ô” (“Mas que calor, ô õ ô ô ô”), “Cidade maravilhosa” (exaltação a um Rio de Janeiro que não existe mais), “Chiquita Bacana” (lá da Martinica), ‘”Eu brinco” (“com pandeiro ou sem pandeiro, com dinheiro ou sem dinheiro”, não importa, o negócio e brincar), “Ó abre alas” (primeiro sucesso de carnaval brasileiro, composto por Chiquinha Gonzaga em 1899),”A jardineira” (que ainda é muito mais bonita que a camélia que morreu)? Com direito até a “Evocação” (originalmente um frevo, sendo o maior sucesso do grande Nélson Ferreira como autor, iniciando uma série de outros seis frevos com o mesmo título). Aliás, todo o lado A é dedicado a marchinhas. No verso, a animação continua, agora com sambas antológicos: “Arrasta a sandália” (primeiro grande sucesso de Moreira da Silva, em 1932), “É com esse que eu vou” (hit dos Quatro Ases e um Coringa regravado mais tarde por Elis Regina), “Se você jurar”, “Meu consolo é você”, “Foi ela” (que na época do lançamento foi apontada como plágio do tango argentino “Muñequita”, o que jamais foi comprovado), “Não me diga adeus’ (“pense nos sofrimentos meus”), “Até amanhã” (“se Deus quiser”), “Maria boa”, “É bom parar” (na verdade uma parceria de Rubens Soares com Noel Rosa, que aceitou ficar de fora dos créditos na edição e em disco) e a inevitável despedida com ‘”Está chegando a hora”, adaptado por Henricão e Rubens Campos da valsa mexicana “Cielito lindo”. E por falar, em despedida, a Lyra de Xopotó fez a sua em 1960, com o fim do programa da Nacional, mas voltaria à cena no final dos anos 1960, gravando álbuns pela Copacabana. E agora, ó abre alas que a Lyra de Xopotó quer passar!


Marchas:
alá lá ô
jardineira
chiquita bacana
sacarrolha
piriquitinho verde
eu brinco
abre alas
evocação
pierrot apaixonado
cidade maravilhosa
Sambas:
arrasta a sandália
é com esse que eu vou
se você jurar
meu consolo é você
foi ela
não me diga adeus
até amanhã
maria boa
é bom parar
está chegando a hora

* TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO

Carnaval Rio Quatrocentão (1964)

Acho que hoje eu nem preciso fazer a tradicional saudação, visto que a coisa está mais para ‘salgação’. Sinceramente não entendi a tamanha motivação para tantos comentários. Não consigo acreditar que por causa de um simples chato, tudo virou uma enorme chateação. Não vou negar que fiquei também chateado pelas acusações daqueles que frenquentam este espaço, me culpando por não ter logo tomado as dores da HWR, por uma simples bobagem. Em outras ocasiões por aqui já fizeram pior e até comigo mesmo. Já fui mais que chato, fui chamado filho da puta, ladrão, pirata, viado, babaca, burro e até comunista (como se isso fosse uma ofensa). Em nenhuma das vezes saíram tantos ‘amigos’ em minha defesa. E no fundo, nem precisavam, pois aqueles que me conhecem de verdade, sabem que o meu entendimento de solidariedade é na linha de frente. É literalmente doando sangue. Percebo que a bandeira que tremula neste céu, hoje, não é a do Toque Musical. Além do mais, detesto Twitter…

Hoje me deu vontade de dar um basta nisso tudo, acabar com a seção de comentários em postagem e consequentemente dificultar o acesso aos links. Sei que tem muita gente bacana por aqui, amigos cultos e também ocultos, com um senso maior que o crítico. Em consideração aos verdadeiros segurei o passo, engulo mais saliva e vou em frente…
Tá aqui o disco do dia. Mais carnaval… acho que é disso que vocês estão precisando…
Segue aqui um belo álbum lançado pelo selo Copacabana. Um disco especial para uma data especial, Carnaval e 400 anos de favela. Este disco traz um encarte diferente, singular para os moldes tradicionais. Ele se abre como um livreto, com algumas páginas onde iremos encontrar a ficha técnica, as letras de cada uma das músicas e seus intérpretes. A propósito dos intérpretes, temos como destaque a Miss Guanabara e também Miss Brasil daquele ano, Vera Lúcia Couto dos Santos, cantando “Rosa Dourada”, uma marchinha de Moacyr Silva e David Nasser. É ela a moça da capa 🙂
Agora aqui, não sei se publico o ‘toque’, ou se mando vocês irem procurar ouvir o disco lá na HWR. Continuo subindo tudo com muito carinho 😉
joga a chave, meu amor – jorge goulart
lua cheia – angela maria
burrinha de mola – carequinha
vem cá mulata – gilberto alves
você passou – roberto silva
coração em festa – dina gonçalves
onda da cabeleira – roberto audi
me leva, eu vou – mário augusto
rosa dourada – vera lúcia couto dos santos
genipapo – gilberto alves
carnaval quatrocentão – elizeth cardoso
deu fungum – abilio martins
rainha de sabá e rei salomão – angela maria
dúvida cruel – dora lopes
tiro de feijão – dercy gonçalves
vendedor de ilusões – arrelia e pimentinha
vai zero aí? – walter stuart
me paga um óleo aí (pudim de cachaça) – noel carlos

Carnaval De 1956 (1956)

Bom dia, ou melhor, boa tarde, amigos foliões cultos e ocultos! Não estive na farra do carnaval, mas acordei mesmo tarde. Estava aqui pensado que fosse ainda umas nove horas da manhã, em virtude do silêncio em que está a cidade. É BH, sabe como é… Ontem eu saí na rua para ver o movimento e por incrível que pareça, me deparei com um grupo de quase 200 pessoas na rua, ouvindo e curtindo sabe o que? Funk, mas das antigas, a lá James Brown. Uma coisa super curiosa, quase surreal, considerando estarmos em pleno carnaval. Mas Belô tem dessas coisas, quando a gente menos espera, ao virar uma rua, encontra uma surpresa. Por mais que minha cabeça estivesse no samba, não pude resistir ao balanço daquela moçada. Discotecagem na rua, uma pilha de caixas acústicas e o povo mandando vê… Encontrei até alguns amigos e cheguei a ser reconhecido e fotografado. Tô ficando famoso! Hehehe…

Mas deixando o ‘groove’ de lado, vamos ao que realmente interessa, ao disco do dia e ao nosso Carnaval. Tenho aqui para vocês mais um disquinho clássico, do caraná de 1956. Não há quem não goste de velhas marchinhas, principalmente em sua época de ouro. “Carnaval de 1956”, trás alguns sucessos do ano lançados pelo selo Columbia. É aquele disquinho tradicional, que a cada novo ano era lançado pelas grandes gravadoras. Neste encontraremos…
nem toda flor tem perfume – cauby peixoto
gato preto – lana bittencourt
gente bem – carlos henrique
cinza – ruth amaral
eu chorei – lana bittencourt
cabo frio – cauby peixoto
quebranto de solteirona – ruth amaral
tô caindo – walter damasceno

Carnaval – Festa Do Povo (1978)

Boa noite, amigos foliões cultos e ocultos! Hoje, sábado é dia de coletâneas e também é carnaval. Pensei em fazer aqui uma seleção especial e exclusiva do Toque Musical, mas sinceramente, não tive tempo. Daí, busquei agora uma alternativa. Me lembrei desta obscura coletânea carnavalesca que eu por acaso achei em um sebo, no Rio. Haviam lá uns 30 a 40 discos desse, todos novinhos, possivelmente, restos de estoque ou encalhe de alguma loja. Por 1 real, fui logo pegando uns três, por garantia. Não fosse a minha preguiça em fazer agora uma coletânea, este disco iria passar batido, nem lembrava. Mas, enfim, taí…

“Carnaval, Festa do Povo” foi lançado no final dos anos 70 por um selo que eu nunca ouvi falar, mas distribuído pela extinta gravadora e editora paulista Crazy. Temos aqui reunidas 18 músicas de carnaval, muitas delas bem conhecidas de todos nós, o que já não se pode dizer de seus intérpretes. Só conheço aqui o Germano Mathias, Lila Oliveira (irmã da Dalva) e aquele jurado do Silvio Santos e Rei Momo, Edson Santana. Pelo estilão do disco, acredito que seja uma produção inteiramente paulista. O mais interessante deste álbum é que ele não é datado, quer dizer, não é um disco de um determinado ano de carnaval. Vale para todos os anos, principalmente para este aqui no Toque Musical. Caiam na folia…
hino ao rei momo – edson santana
ele é papo furado – herval lessa
gargalha palhaço – nilton silva
aceite esta rosa – wilson d souza
fantasia de buda – tesourinha
se eu for eleito – paris delfino
quem me dera – francisco ribeiro
até segunda feira – tony ribeiro
você voltou – as vozes
devaneios de um pierrot – g. martins
inter-esquadrão de ouro – germano mathias
japonesa – wilson de souza
agora é samba – jose depaula
eu não sou rei – nilton silva
culpado é o meu coração – as vozes
beijos ardentes – lila oliveira
marcha dos pés de cana – r.c.p.
desarme o seu coração – josé lourenço

A Banda Do Gato – O Baile Do Gato (1969)

Bom dia, amigos foliões cultos e ocultos! Hoje é sexta feira, dia de artista/disco independente, mas é também a sexta feira que antecede ao Carnaval. Em alguns lugares e para muita gente já é carnaval. Assim sendo, dou uma pausa nos independente e caio matando na folia carnavalesca.

Trago aqui para vocês o “Baile do Gato”, um disco carnavalesco lançado no final dos anos 60 (infelizmente não encontrei o ano exato deste lançamento). Patrocinado e promovido pela Secretaria de Turismo do antigo Estado da Guanabara, o álbum foi uma maneira de fixar ao cardápio festivo da cidade um novo baile de salão, realizado no Clube Sírio Libanês, que naquele ano (que eu não sei qual) se fazia pela segunda vez. Não sei também se este baile chegou a ter outras edições nos anos seguintes. Eu suponho que não, pois não encontrei nenhuma referência a respeito disso.
O Baile do Gato é um disco que chama a atenção, principalmente pela capa, uma ilustração muito boa e divertida, criada por Ziraldo. A gravação me parece ter sido feito ao vivo, talvez extraída do baile anterior. A edição musical fica um pouco a desejar com cortes bruscos que nos dão a impressão de termos pulado de faixa. Tentei melhorar um pouco essa situação, separando algumas dessas faixas, em outras, mantive na base do ‘pot-pourri’. Acho que a ideia era essa mesma, um disco sem pausas, para todo mundo pular sem parar. Salve o Carnaval!
até quarta feira
pata pata – garota do ipê
me abraça e me beija
voltei
amor de carnaval
portela querida
dá nela saudade
bom dia
samba do crioulo doido
apareceu a margarida
um instante maestro
oh que delícia de mulata
cidade maravilhosa

1ª Bienal Do Samba (1968)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Estamos na boca do Carnaval, mas hoje vamos ter festival. Obviamente, para não sair do compasso, vai ser um festival de samba. Trago aqui para vocês, esquentarem também o gogó e recordarem, este disco bacana sobre a 1ª Bienal do Samba. Trata-se de uma versão do festival apresentada por artistas que faziam parte do ‘cast’ da gravadora. Alguns até são interpretadas pelos mesmos artistas, como é o caso de Cyro Monteiro que no festival defendeu o samba “Tive sim”, de Cartola. É em verdade uma seleção com as músicas que foram classificadas, porém interpretadas por outros artistas e grupos. Vale a pena conferir, pois embora não seja os originais, as músicas são memoráveis. Aliás, o grupo Os Originais do Samba também está presente, interpretando “Canto chorado”, de Billy Blanco, que na Bienal foi defendida por Jair Rodrigues.

bom tempo – wilson miranda
luandaluar – rosely
quando a polícia chegar – az 3 com os acadêmicos da paulicéia
marina – zenaide
rainha porta bandeira – rosely
protesto, meu amor – samba 4
tive sim – cyro monteiro
lapinha – wilson miranda
pressentimento – samba 4
quem dera – os caçulas
coisas do mundo, minha nega – aizita
canto chorado – os originais do samba

Zaccarias E Sua Orquestra – Marchas Em Desfile – Carnaval Em Marcha (1955)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Eu não estava querendo passar a semana toda postando discos de carnaval, mas acho que vai ser quase inevitável. O difícil vai ser eu ter que checar quais já foram postados em outros carnavais, podem acreditar que são muitos.

Continuando o aquecimento aqui vai mais um belo álbum que é pura folia carnavalesca. Temos, mais uma vez o maestro Zaccarias, fazendo o que ele sabia como poucos, comandar uma orquestra num baile de carnaval. Neste álbum, uma autêntica raridade, lançado em 1955, constitui-se em um dos primeiros discos de doze polegadas. Recheado com doze deliciosas e memoráveis marchinhas carnavalescas, criadas nos anos 30 e 40. Vale a pena ouvir 😉
cidade maravilhosa
linda morena
eva querida
marchinha do grande galo
malmequer
allah la ô
o teu cabelo não nega
carolina
pierrot apaixonado
jardineira
touradas de madrid
o passarinho do relógio

Jadir De Castro / Escola De Samba Da Cidade – Batucada Nº 2 (1965)

Olha o Carnaval chegando aí, gente!!! Para esquentar os nossos tamborins e também o esqueleto, aqui vai um disco incrível, batucada autêntica, o ritmo verdadeiro do samba. Temos aqui o percussionista Jadir de Castro & “Seus Poliglotas Rítmicos” e também a Escola de Samba da Cidade, dando uma verdadeira aula de batucada. Coisa igual eu só ouvi nos discos “Batucada Fantástica”, do Luciano Perrone. “Batucada Nº2” é uma maravilha que encanta e mexe com a gente. Não preciso nem dizer a razão que me levou a começar pelo número 2. O primeiro eu ainda não tenho, mas ele ainda aparece, talvez fique para o próximo carnaval, quem sabe. Estou antecipando a minha justificativa porque eu tenho certeza que vai ter gente aqui pedindo para postar também o nº 1. O certo é que temos aqui muita lenha ainda para queimar.
Nesta semana, eu quero ficar mais tranquilo, pegando de leve para não ‘bodar’. “Tô me guardando pra quando o carnaval chegar…”

Jadir de Castro e Seus Poliglotas Rítmicos
apresentação
tem berimbau no samba
timbales na batucada
a cuíca
macumba
bossas & bossas
Escola de Samba da Cidade
sua excelência, a batucada
tam tam tam tam tam
ensaio em hi fi
fervendo

Branca De Neve E Os Sete Anões – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 10 (2012)

O Grand Record Brazil, em sua décima edição, convida todos os amigos e ocultos do Toque Musical a voltarem a seu feliz tempo de criança! Aqui trazemos um dos mais famosos contos infantis de todos os tempos: “Branca de Neve e os sete anões”, escrito pelos irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm, e brilhantemente adaptado para desenho animado por Walt Disney, em 1937, tendo sido, aliás, o primeiro cartoon de longa metragem produzido, e ainda em cores! Deu início a uma série memorável de longas animados da Disney: “Pinóquio”, “Dumbo”, “Bambi, “Cinderela”, “A bela adormecida, “Alice no país das maravilhas” e muitos, muitos outros, praticamente com a mesma característica: para serem vistos e também ouvidos.

A dublagem com que o filme foi lançado nos cinemas brasileiros, feita pela Cinelab, foi supervisionada por João de Barro, o Braguinha, então diretor artístico da gravadora Columbia, mais tarde Continental. Apesar dos recursos técnicos limitados, o resultado foi tão bom que o próprio Walt Disney, em reconhecimento, presenteou Braguinha com um relógio de ouro, especialmente dedicado a ele. Para dublar “Branca de Neve”, recrutou-se a nata da música popular brasileira daqueles tempos: Dalva de Oliveira (a personagem-título), Carlos Galhardo, (o príncipe), Almirante (a voz do Espelho Mágico), além do comediante Batista Júnior, pai das cantoras Linda e Dircinha Batista (o anão Soneca) e dos atores Túlio de Lemos (o caçador), Cordélia Ferreira (a rainha), Estephana Louro (a bruxa), Edmundo Maia (o anão Atchim) e Aristóteles Pena (o anão Zangado), entre outros. Esta dublagem antiga, infelizmente, se perdeu, tanto que em 1965 teve de ser refeita pela extinta Riosom, sob a supervisão de Aloysio de Oliveira e com outro elenco de vozes (foi com esta última dublagem que o filme foi exibido pela Rede Globo de Televisão, no Natal de 2010).

Em 1945, a Continental, ex-Columbia, decidiu gravar historinhas infantis em disco, e com a supervisão e adaptação do próprio Braguinha. Para isso, ele reuniu nos estúdios da gravadora, situados no Edifício Cineac-Trianon (Avenida Rio Branco esquina com Rua Bethencourt Silva, em frente ao lendário Café Nice, no centro do Rio), praticamente todos os artistas que gravaram a primeira versão dublada brasileira de “Branca de Neve” quando do lançamento em nossos cinemas, em 1938, com o apoio do grupo vocal Os Trovadores. A orquestração e a regência ficaram a cargo do maestro Guerra Peixe (Petrópolis, RJ, 1914-Rio de Janeiro, 1993). Segundo o próprio Braguinha, era impossível naquele tempo gravar uma história completa num único 78 rpm. O jeito então foi gravar “Branca de Neve” em dois discos de selo vermelho especial, números 30103 e 30104, matrizes 1371-2-3-4. Esta versão apresenta todo o escore musical original do cartoon clássico de Disney. A narração, não creditada, parece ser da radialista e também cantora Sõnia Barreto, sendo as canções (oito) escritas por Frank Churchill (melodia) e Larry Morey (letra original). Três delas são lembradas até hoje: “Assobie enquanto trabalha”, “Cavando a mina”(“Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou”…) e a valsa “Quando o meu príncipe vier”, incluída no repertório de vários solistas de jazz. Este lançamento iniciava a série Discoteca Infantil Continental, que seria o embrião, nos anos 1960, do célebre e bem-sucedido selo Disquinho, aquele dos compactos de vinil coloridos, e que seriam entretenimento de gerações seguidas de crianças (inclusive, claro, a minha!). Foram mais de setenta títulos, o primeiro deles agora oferecido pelo GRB na versão original em 78 rpm, o que de certa forma serve de consolo para a possível perda da dublagem brasileira original do longa animado de Disney. Recordemos com muito carinho a bela história de “Branca de Neve e os sete anões”.

TEXTO: Samuel Machado Filho

Ivan Casanova E Seus Conjuntos – Um Olhar, Uma Dança, Um Amor… (1960)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Muita gente por aqui ainda não se tocou quanto ao ocorrido, os arquivos deletados do Mediafire. Muita gente por aqui não costuma ler o cabeçalho do blog e nem sempre dão muita bola para o que eu escrevo nas postagens. São esses os que vão mais amargar com a situação. Afoitos, vão continuar fazendo seus pedidos e eu irei atendê-los, mas na medida do possível. Vão todos para a fila de espera e o atendimento será por ordem de chegada. Repetido, estou dando prioridade às postagens mais recentes e aos exclusivos criados pelo Toque Musical. Todo novo ‘re-toque’ virá agora nos comentários feitos pelo Mediafire, afinal é ele quem nos tirou os links e agora vai voltar para nos dar o que queremos, não é mesmo? Algumas outras postagens, as que são chamadas ‘REPOST’, continuarão sem links, sendo apenas possível acessá-los dentro do Grupo de Discussão do Toque Musical. Quem quiser participar, as portas estão sempre abertas. Quem quiser sair, da mesma forma, portas escancaradas, bye bye… Espero ter sido bem claro. Dúvidas, mandem um e-mail 😉

Falando agora da postagem do dia, temos aqui “Ivan Casanova e Seus Conjuntos”. Na verdade, Walter Wanderley em um codinome bastante singular. Este álbum já foi postados em outros blogs, mas como sempre, merecendo de um arquivo mais completo (meia-boca aqui, só os meus textos). “Um olhar, uma dança, um amor…” foi um lançamento da Odeon, através do seu selo Imperial. Ao que tudo indica o disco saiu em 1960 e pelo que eu fiquei sabendo, essas gravações eram ‘sobras’ de estúdio, um material muito bom que a Odeon soube bem aproveitar. Em todas essas faixas (ou quase todas) há a participação do Walter Wanderley. Mas também participam outros grandes instrumentistas. Para evitar amolação quanto aos créditos e outras ‘inhacas’, a gravadora lançou mão de um artifício comum usado pelas editoras, o nome falso, ou como muitos preferem, o codinome. Daí nasceu “Ivan Casanova” e seus conjuntos (no plural), porque logo percebemos, ao ouvir o disco, que o Walter Casanova, ou Ivan Wanderley (como queiram) está tocando com diferentes músicos e até (possivelmente) em momentos diferentes. Entendo este álbum como uma compilação na qual WW é o mais presente. O conteúdo, ou o repertório, é da melhor qualidade como se pode ver logo a baixo. Disco delicioso de se ouvir. Instrumental de primeira, bem jazzístico, com bossa e também ambiente (me fez lembrar as músicas de elevadores da antiga loja Mesbla, hehehe…)
the man i love
chega de saudades
el reloj
love is the tender trap
angústia
on the sunny side of the street
o apito no samba
aqueles olhos verdes
no tabuleiro da baiana
stormy weather
pastorinhas
te quiero dijiste

Do Barquinho Ao Avião: 30 Anos De Bossa Nova – 30 Anos De Lider (1987)

Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Hoje pela manhã eu tive a ingrata surpresa de ver que todos os meus ‘toques’ de postagens foram apagados do provedor Mediafire. Fiquei realmente muito chateado. Eles limparam todos os meus arquivos. Entraram na minha conta e simplesmente deletaram tudo. Isso, me parece, aconteceu com todos aqueles que tinha arquivos hospedados nesse provedor. Fiquei mesmo injuriado com a postura do Mediafire, mas depois, refletindo, vi que essa talvez tenha sido a melhor opção, para evitar a degola, semelhante ao que aconteceu com o Megaupload. Apesar de terem ‘deletado’ os dados que eu armazenei, sem pagar nada (em termos…), eles não apagaram a minha conta e estão aceitando os ‘uploads’ (isso é que me intriga). Ok, parti do zero, vamos lá… Como existem mais de duas mil postagem carecendo de novos ‘toques’ e se torna ‘augustalmente’ impossível repor todos eles de uma só vez, farei então o seguinte… De agora em diante, o que vale é a postagem atual, presente. Quem quiser mesmo conhecer os ‘toque musicais’ vai ter que ficar mais ligado, atento ao diário do blog.

As providências que pretendo tomar no momento são as de repor, primeiramente, aquilo que é exclusivo no Toque Musical, as últimas postagens e posteriormente as solicitações por ordem de entrada. Este é um trabalho demorado, daí peço a compreensão e paciência dos amigos. Observem que toda postagem atualizada será um comentário do nosso querido Mediafire. Como não sei por quanto tempo os arquivos ficaram hospedados neste site, sugiro a todos ficarem mais presentes e atentos. Reposição agora pode demorar.
Se acaso as portas se fecharem para o ‘sobe e desce’, vou também mudar a política por aqui. Aquilo que antes era de graça, assim poderá vir a ser cobrado, pelo menos para pagar a manutenção e permanência dessa fonte.
Confesso que fiquei meio sem tesão para fazer a postagem de hoje. Acabei nem preparando nada de especial. Aquela boa coletânea ou mesmo uma colaboração enviada por algum amigo, vai ficar para uma próxima vez. Porém, para não dizerem que eu fugi da briga, ou que faltei à sessão, vai aqui uma coletânea comemorativa dos 30 anos de Bossa Nova. Trata-se de um disco promocional usado pela empresa aérea Lider. Uma coletânea já editada pela Polygram, com seleção de repertório feita por Roberto Menescal. São músicas bem conhecidas de todos e algumas até já apresentadas aqui. Não é exatamente o que eu queria para hoje, mas diante à tudo que ocorreu e aos poucos 15 minutos finais deste sábado, só restou mesmo como opção este lp. Divirtam-se 🙂
rio – os cariocas
você e eu – nara leão
coisa mais linda – caetano veloso
garota de ipanema – sergio mendes e bossa rio
aguas de março – tom jobim
carta ao tom 74 – toquinho e vinicius
falsa baiana – joão gilberto
surfe board – roberto menescal e seu conjunto
desafinado – gal costa
o barquinho – tamba trio
chega de saudade – tom jobim
corcovado – sylvia telles
borandá – edu lobo e tamba trio
triste – elis regina
de palavra em palavra – mpb-4