Olá amigos cultos e ocultos! Vocês não podem imaginar, recuperei o meu carro! Após haver passado quase 70 horas, recebi um telefonema da Polícia Militar avisando que o haviam encontrado. Corri imediatamente para o local. O carro foi abandonado em um bairro afastado de classe média alta, longe de favelas ou oficinas de desmanche, o que nos levou a acreditar que o ladrão o pegou apenas para dar umas voltas. Só sei que nessas voltas, me levou tudo que havia dentro do carro. Levaram o meu Ray Ban original, uma blusa daquelas que a gente adora, meu IPod com a coleção completa da série História da Música Popular Brasileira e uma pasta com alguns cheques e documentos. Fora isso, levaram também os quatro pneus, o estepe e ferramentas. Bacana…, me deixaram o carro todo depenado. Mesmo assim, fiquei mais feliz ao reencontrá-lo do que quando eu o comprei. Passei o dia de ontem e hoje recuperando um pouco os estragos. Pelo menos agora não fico a pé. Vou aproveitar meus dias de férias e dar uma boa recuperada nesse carro, que cada vez me convenço mais ter nascido para ser meu 🙂 Quero mais uma vez agradecer a todos o apoio e o carinho. Tenho certeza que meu carro apareceu graças à soma de todos esses pensamentos positivos. Muito obrigado! Os outros problemas permanecem e até se agravam, mas há momentos em que quando não se é possível remediar, remediado está. Portanto, apenas rezo e observo. Viver é sofrer. A felicidade é um estado imaginário.
Como eu fiquei ontem sem postar o disco do dia e este deveria ser um álbum/artista independente, farei hoje uma postagem especial. Temos aqui um álbum triplo independente, lançado pela FENAB – Federação Nacional de Associações Atléticas Banco do Brasil. A FENAB vinha desde 1979 produzindo discos como este, os quais eram oferecidos aos seus parceiros e associados. O grande barato desses discos é a edição de material inédito e raro, coisa que não se encontra facilmente por aí. No caso de “Velhos sambas, velhos bambas”, encontramos em seus três lps dois momentos distintos. Fonogramas raros e inéditos datados a partir de 1919 e regravações feitas em 1985, reunindo um destacado grupo de artistas e músicos. Como intérpretes temos Violeta Cavalcante, Roberto Paiva, Ademilde Fonseca, Roberto Silva, Zezé Gonzaga e Gilberto Milfont. Para acompanhar essa turma temos o Conjunto Época de Ouro, o Quarteto de Cordas da UFRJ, Altamiro Carrilho, Déo Rian, Orlando Silveira, Zé Bodega, Wilson das Neves e mais uma dezena de outros músicos talentosos, que poderão ser conferidos no encarte que vem anexo. É sem dúvida, um álbum especial e imperdível. Não deixem de conferir…
Nosso Sinhô Do Samba (1988)
Amanheceu… voltei a realidade. Por pouco mais de seis horas estive longe dos problemas e do mal estar. Agora estou aqui tentando planejar o meu dia. Sem carro, muda-se toda a minha rotina. O dia hoje vai ser duro. Vou correr atrás do prejuízo, refazer as contas e prestar contas. Agradeço aos amigos cultos e ocultos a solidariedade. Foi reconfortante ler agora, logo cedo, essas mensagens de apoio. Obrigado! Até ontem, antes do meu carro ser roubado, eu havia selecionado uma meia dúzia de discos interessantes de samba, só coisa boa e rara. Mas com o ocorrido, não tive nem cabeça para levá-los para casa. Daí, nossa semana que seria dedicada ao samba vai ficando adiada. Porém, quando se trata de música popular brasileira, a gente vai estar sempre tropeçando em algum samba e assim, dificilmente, fugiremos por completo do batuque.
Aqui vai uma seleção da boa, das origens do samba. Temos “Nosso Sinhô do Samba”, um disco lançado pela Funart, dentro do Projeto Almirante, em 1988. Este lp reúne 14 fonogramas selecionados com músicas de José Barbosa da Silva, mais conhecido com Sinhô, um dos mais importantes compositores da música popular brasileira de uma época, ao lado de Pixinguinha, Donga e Caninha. As músicas reunidas neste álbum são gravações bem antigas e raras da década de 20, realizadas por dois dos seus maiores intérpretes, Francisco Alves e Mário Reis. Confiram…
Grupo Fundo De Quintal – O Mapa Da Mina (1986)
Olá amigos cultos e ocultos. Vamos com o Grupo Fundo de Quintal e seu álbum “O mapa da mina”, lançado em 1986. Eu sou do tipo que desconfia do samba de uns 30 anos pra cá. Desde que o samba de partido alto virou pagode e que o pagode virou sabão (eu disse sabão e não sambão). O fato é que como já dizia uma música, “o samba deixou de ser uma música negra… o samba passou a ser música de gente ‘sastisfeita’. Entre as exceções, felizmente, existem coisas boas como o Grupo Fundo de Quintal. A gente pode até não conhecer o disco e os artistas, mas se tem a assinatura do Rildo Hora, podemos ter certeza de que é coisa boa. Confiram…
Pixinguinha E Sua Banda (1957)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Antes de retomarmos com o samba, me lembrei de um disquinho que faltou em nossa celebração das festas de São João. Embora já tenhamos entrado em julho, ainda assim há lugares no Brasil onde festas dessa natureza continuam acontecendo. Mesmo assim, independente de qualquer coisa, o que temos aqui é Pixinguinha. Seja no choro, no samba, no carnaval ou festa junina, o importante é que quem está na roda é essa ilustríssima figura e em um de seus discos dos mais raros. Neste álbum encontramos Pixinguinha e a sua banda tocando exclusivamente músicas para festas juninas. Estão reunidos aqui todos os clássicos da festa na roça. A qualidade de som do disco, mesmo sendo um RCA Victor, fica um pouco a desejar, devido ao tempo e ao estado crítico da bolacha. Mesmo assim, fiz um esforço enorme para melhorá-lo e acho que está apresentável. A capa também estava num estado deplorável. Cheguei até a dar um trato ‘de leve’, mas como no som, ainda se pode melhorar mais. Deixo essa para vocês, perfeccionistas de plantão.
Em agosto, mês de aniversário de Pixinguinha, pretendo fazer uma postagem especial dedicada a ele. Já tenho até o disco pronto. Quem gosta, fique ligado no toque. 😉
Abílio Manoel (1968)
Olás! Eu estava pensando em estender por mais alguns dias as minhas postagens de discos de samba. Mas hoje, especialmente, quero prestar aqui a minha homenagem ao artista Abílio Manoel, que faleceu na última terça feira, dia 29 de junho. O cantor do sucesso “Pena verde” morreu vítima de um enfarto, prematuramente aos 63 anos de idade. Fiquei duplamente espantado, porque além de um falecimento, que sempre pega a gente de surpresa, não vi nos jornais quase nada sobre o ocorrido. Suponho que a preocupação com a Copa do Mundo, ofuscou qualquer outra notícia. Abílio Manoel era português, mas radicado no Brasil. Iniciou sua carreira musical nos anos 60. Era estudante de Física na USP e participava dos mais diversos shows universitários promovidos no Campus. Em 1967 ele ‘papou’ o prêmio de melhor compositor no “I Festival Latino Americano de La Canción Americana”, em Santiago (Chile), com a canção “Minha rua”. Graças a premiação neste festival, as portas começaram a se abrir para ele. Primeiro na televisão, onde se apresentou no programa da Hebe Camargo e consequentemente depois disso conseguiu gravar seu primeiro disco pela gravadora Odeon. Assim como Taiguara, Abílio foi um ganhador de festivais, faturou diversos até o início dos anos 70. Gravou ao longo de sua carreira uma dezena de discos e compactos. Suas músicas também foram gravadas por diversos artistas. Seus maiores sucessos, além de “Minha rua” e “Pena verde” são “Andréa” e Luiza manequim”. Abílio também era radialista, publicitário (compondo jingles) e cineasta. Acredito que agora, após a sua morte, seu nome e sua obra passem a ser mais conhecidos e reconhecidos.
Segue então nesta postagem o seu primeiro disco, o que traz a música que lhe deu asas, “Minha rua”. O disco foi produzido por Milton Miranda e a direção musical é de Lyrio Panicali. A regência e orquestração é de Edmundo Peruzzi. Sem dúvida um álbum muito bem produzido para um artista iniciante, onde todas as faixas são de sua própria autoria. E assim como a música vencedora, que abre o disco, todas as demais não fica para trás. Um bom e raro disco! Confiram…
Candeia – Axé! Gente Amiga Do Samba (1978)
Bom, diante a dura realidade que temos, de encarar neste fim de semana, com a saída do Brasil da Copa do Mundo, só nos resta voltarmos nossos olhos (e ouvidos) para a música, que é ainda uma de nossas mais fortes expressões. Axé! Salve o povo brasileiro, porque o país já está vendido. (antes tivessemos alugado, como sugeriu o Raul Seixas)
Vamos em frente e de volta com o samba. Para hoje, temos o grande sambista Antonio Candeia em seu disco de 1978, “Axé! Gente Amiga do Samba”. Um clássico do samba e da música popular brasileira, um disco básico que não pode faltar em nehuma discoteca, seja ela real ou virtual. “Axé!” foi um álbum lançado por uma multinacional no mesmo ano de falecimento do artista. Ficou fora de catálogo por um longo tempo. Trata-se de um disco muito bem produzido, com participações não apenas especiais como também históricas. Temos figuras importantes como Clementina de Jesus, Manacéa, Dona Ivone Lara, Alvaiade, Martinho da Vila e o histórico e inédito Chico Santana, autor do hino da Portela. O repertório é de primeiríssima qualidade. Entre os sambas de sua autoria e parcerias há também espaço para Casquinha, Aniceto e Mulequinho e Nelson Amorim. Os detalhes sobre este disco vocês poderão conferir no texto de Lena Frias que acompanha a contracapa e encarte do lp. Quem ainda não conhece, pode conferir…
Sergio Ricardo – Estória De João-Joana (1985)
Olá torcedores cultos e ocultos! Hoje é sexta feira, dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo e também dia do disco/artista independente aqui no Toque Musical. Ao contrário dos outros dias de jogos da nossa Seleção, eu hoje não farei nenhuma postagem relacionado ao tema futebol ou Copa do Mundo. Deixarei para fazer uma postagem especial se o Brasil se sagrar o campeão, combinado?
Escolhi este disco por diversas razões, mas principalmente porque daqui a pouco começa o jogo e eu acredito que depois não terei tempo nem cabeça para fazê-lo. Daí, optei por um daqueles de gaveta, sempre prontos para as eventualidades. Eu até pensei que já houvesse postado este disco anteriormente. Felizmente vai ser ele que vai salvar o dia. Para não prolongar e também porque este trabalho merece mais atenção, decidi incluir logo a baixo o sempre providencial texto de Aramis Millarch. Esse é o cara! Leiam…
Meu irmão, o sucedido
Em Lages do Caldeirão
é o caso de muito ensino
Por isso é que me apresento
Fazendo esta relação
Curiosos os caminhos artísticos de Sérgio Ricardo. Paulista de Marília (18/06/1932), filho de um libanês que tocava alaúde, se identificaria extraordinariamente com o Nordeste ao ponto de criar a mais baiana das trilhas sonoras – o clássico escore de “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1963). Subindo ainda mais, no cinematográfico espaço da Fazenda Nova, no agreste pernambucano (aonde anualmente acontece a magnífica representação da Paixão de Cristo), Sérgio ali rodaria um filme-cordel (“A Noite do Espantalho”, 1974), obra fascinante, imerecidamente pouco reconhecida na época.
Pianista de boate nos anos 50, sem curtir etilicamente as reuniões da turma da Bossa Nova, faria dois elepês fundamentais do movimento (“Não Gosto Mais de Mim”, 1960; “Depois do Amor”, 1961); para, em seguida, passar a uma fase extremamente social.
Cineasta, compositor, cantor, violonista, pianista, poeta, argumentista, o múltiplo Sérgio Ricardo se afastaria do consumismo industrial-artístico para viver alguns anos num barraco duma das favelas do Rio – mas sem deixar de possuir sua confortável casa na Urca. Sem poder realizar os projetos cinematográficos de longa-metragem desejados, voltou-se, entretanto, para excelentes curtas-metragens e filmes publicitários.
Este múltiplo e sempre genial artista mostra que, aos 53 anos, ainda a aparência jovem de 30 anos passados, continua em vigor de criação. E apresenta uma obra maravilhosa, desenvolvida nada menos do que em parceria com Carlos Drumond de Andrade.
No chão de terra, essa terra
Que a todos nós vai comer,
chorava uma criancinha
acabada de nascer,
e João, de peito desnudo,
acarinhava esse ser
Da leitura atenta de uma experiência que o poeta maior Carlos Drumond de Andrade fez de fato acontecido no Nordeste há alguns anos – “Estória de João-Joana” – Sérgio Ricardo imaginou um grande balé brasileiro. Assim como havia feito há anos, ao musicar a obra-prima de seu amigo Ziraldo, “Flicts” (1), Sérgio colocou sua sensibilidade musical no cordel de Drummond, que fala de João que era Joana – um caso de mulher criada como homem, como outro contador de estórias, o mineiro Guimarães Rosa já havia colocado no personagem de sua obra mais famosa (“Grandes Sertões: Veredas”, 1956).
Nem menino nem menina
era João quando nasceu
A mãe, sem saber ao certo,
o nome de João lhe deu,
dizendo: Vai vestir calça
e não saia que nem eu.
Aos poema-cordel de Drummond, Sérgio acrescentou a música. Pediu ao maior dos arranjadores brasileiros, Radamés Gnattali para fazer a orquestração. Entusiasmado, levou o projeto do balé “Estórias de João-Joana” para uns amigos de muitos embates ideológicos – artísticos, Gianfrancesco Guarnieri, com quem trabalhou em “Ponto de Partida” e que hoje é o secretário da Cultura de São Paulo. Guarnieri gostou do projeto e disse: “Toque em frente”. Sérgio fez: convocou Alexandre Gnattali, irmão de Radamés, para a regência, arregimentou quase 30 dos melhores músicos do Rio e gravou uma belíssima trilha – com ele ao violão, piano e voz – mais ainda, fazendo os arranjos.
Trabalho pronto, a decepção: com mil e uma desculpas (esfarrapadas), Guarnieri tentou tirar o corpo fora. Não havia verba, não tinha condiçòes de bancar o espetáculo. Resultado: Sérgio amargou pesado prejuízo.
Honrando o sangue de libanês de coragem, homem que não leva desaforo para casa – (remember sua máscula atitude em outubro de 1967, quando quebrou o violão no palco da TV-Record, furioso porque o público vaiou “Beto Bom de Bola” no II Festival de MPB), Sérgio não se deu por vencido. Procurou outras fórmulas de terminar o trabalho e, finalmente, “Estória de João-Joana” estreou no Teatro João Caetano, na noite de 2 de maio último, com o grupo Nós da Dança.
Entretanto, um espetáculo desta beleza não poderia ficar apenas no teatro, em poucas apresentações. Seria injusto para com milhares de pessoas que tanto admiram ao multi-talento de Sérgio Ricardo.
Homem é grão de poeira
na estrada sem horizonte;
mulher nem chega a ser isso
e tem de baixar a frente
ante as ruindades da vida,
da altura maior que um monte
“Estória de João-Joana” não poderia ficar sem o disco. E, felizmente, ele aconteceu. De forma independente, numa produção de incrível bom gosto e, seguramente, um álbum para merecer o troféu Chiquinha Gonzaga, o Grammy dos alternativos. Como todo disco independente não é encontrado nas lojas e os interessados devem pedir diretamente a Sérgio: Rua São Salvador, 41/ cob. 01 – Laranjeiras, CEP 22231 – Rio de Janeiro – Fone: 265-6279).
Difícil dizer o que é mais belo neste disco: se o cordel de Drummond, se a música e a voz de Sérgio ou se a orquestração de Radamés Gnattali. Longos momentos instrumentoia intercalando a voz forte e nordestina de [Sérgio], que conhecemos desde o lirismo de “O Nosso Olhar” aos gritos de guerra de “Te entrega corrisco/eu não me entrego não/Eu não sou passarinho/para viver lá na prisão”.
Saibam quantos deste caso
houveram ciência, que a vida
não anda, em favor e graça,
Igualmente repartida,
e que a dor ensombra a falta
de amor de paz e comida
“Estória de João-Joana” é um canto-de-cordel, falando das coisas do povo. Mais do que um disco, é um momento maior de brasilidade, numa embalagem de extremo bom gosto, com ilustrações tão nordestinas de Ciro que fazem do encarte/capa uma obra de arte visual.
A voz de Sérgio Ricardo é única e marcante, de uma força extrema. Drummond, neste poema-cordel, mostra uma face diferente – mas igualmente extraordinária. E arregimentação de tantos bons músicos numa sonorização colorida, faz com que tenhamos um daqueles exemplos de produção artística fora de série, destinados a se tornarem raridades tão logo esgote a edição.
Meu amigo, meu irmão,
eu nada te peço a ti
senão me ouvir com paciência
de Minas ao Piauí;
tendo contado meu conto,
adeus me despeço aqui.
*Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 18 de agosto de 1985 no Jornal Estado do Paraná
Grupo Chapéu de Palha Vol 2 (1979)
É… meus prezados… o Toque Musical está próximo de completar três anos e possivelmente a partir de então teremos algumas mudanças. Não é por falta de material, mas penso seriamente em não ficar mais preso a esse compromisso diário de postagem. Acho que irei mudar nossa rotina depois que eu volta das minhas férias, na próxima quinzena.
Enquanto isso, vamos de samba que a semana está pedindo. Amanhã tem Brasil x Holanda, tá todo ligado. Para relaxar e diminuir a tensão, nada como o Grupo Chapéu de Palha. Uma turma afinada no samba e principalmente no choro. Eles sugiram em 1977, a partir do “Projeto Seis e Meia”, no Teatro João Caetano, com incentivo e apadrinhamento de Hermíno Bello de Carvalho, que era o coordenador e dirigia o projeto. O grupo segue uma linha de samba e choro das décadas de 30 e 40. O presente (de presente) álbum foi o segundo disco gravado por eles. Aqui encontramos um desfile de clássicos imperdíveis em formato de ‘pot pourri’. Vejam (e ouçam) só…
Leci Brandão – Essa Tal Criatura (1980)
Olá amigos cultos e ocultos! Finalmente achei um tempinho para a nossa postagem. O dia hoje tá puxado, mas eu chego lá… 😉 Não sei porque, mas a semana pede samba e eu vou mandando ver, e ouvir principalmente 🙂
Temos aqui uma jóia de disco, de uma outra jóia que é Leci Brandão. Taí uma cantora e compositora da melhor qualidade. Nascida e criada no samba, foi descoberta pelo jornalista Sérgio Cabral. Gravou seu primeiro disco em 1973, um compacto, pelo selo Discos Marcus Pereira. Nunca foi uma artista muito badalada, porém sempre teve o apoio da crítica e emplacou alguns sambas de sucesso. Dos diversos discos que ela gravou (e vem gravando, felizmente), “Essa tal criatura” é um dos seus álbuns mais bonitos e que eu mais gosto, claro! Um disco bem construído, com boas músicas e excelentes arranjos. No ano de lançamento deste disco, Leci foi uma das (merecidas) finalistas no Festival da Globo, concorrendo com a música que dá nome ao disco. Sem dúvida, esse samba é demais e ficou melhor ainda com esse arranjo de Ivan Paulo. Mas o lp não se resume em apenas uma canção de sucesso, afinal estamos falando de Leci Brandão. Temos aqui a apaixonada “Que será”, de Marino Pinto e Mário Rossi. Essa música tem a cara da Angela Maria. Tem também “Cantarerê” de Paulo Diniz. Outro destaque interessante é “Fim de festa”, uma parceria com Rosinha de Valença, aqui interpretada ao lado da cantora Alcione. Como vocês poderão ver e ouvir, essa tal criatura nota 10 não faz por menos, principalmente estando cercada por uma dezena de músico notáveis, gente como Antonio Adolfo, Dino Sete Cordas, Wilson das Neves, Cidinho, Paulo Moura e até Jackson do Pandeiro. Tem que ler a ficha técnica… tem outros mais. Confira o toque 😉
Alaide Costa Zezé Gonzaga E Zéluiz – Sidney Miller (1982)
Bom dia, amigos cultos e ocultos. Mais uma vez estamos sendo censurados a pedidos do Tio Sam. Desta vez foi um disco do Eumir Deodato, que pode ser encontrado às pencas na rede para ‘download’. Mas eles resolveram que seria o Toque Musical a bola da vez. Tudo bem, a gente segue a cartilha, voltamos com a postagem, sem indicação para o arquivo (pelo menos da minha parte). Repliquei numa postagem extra a tal notificação, a título de noticiar a todos o ocorrido e também com uma forma de desabafo. Contudo, não posso criticar a postura do Blogger, que agiu de maneira clara e educada. A indicação para baixarem o disco já foi retirada. Só espero que não insistam na exclusão da postagem, essa permanece.
Seguindo em nossas postagens, vamos hoje com um disco homenagem. Dois anos após a morte de Sidney Miller, Hermínio Bello de Carvalho e Antonio Adolfo produziram este disco, aproveitando a deixa do Projeto Almirante da Funart. No álbum temos reunidas algumas das melhores e mais conhecidas composições de Sidney Miller, interpretadas por três grandes cantores: Alaíde Costa, Zéluiz e Zezé Gonzaga. Os arranjos são de Antonio Adolfo que também toca no disco. Somando a esses, temos também o próprio autor em duas faixas, “O circo”, extraída de um de seus discos e a emblemática “A estrada e o violeiro” com Nara Leão. Não há como negar a importância desse artista, o que faltou foi mesmo um álbum duplo, o cara merecia. Mesmo assim, “Sidney Miller” é um disco encantador, tanto pelas composições, quanto pelos seus intérpretes e interpretações. Acompanha o disco um encarte com textos de Hermínio, Tárik de Souza e Nelson Motta.
Memória é isso… que seja curta, mas seja culta e nunca oculta 😉
Bamba Brasil (1986)
Olá amiguinhos cultos e ocultos! Putz, não há como esconder, estou feliz demais com a vitória do Brasil. Espero que a Seleção repita placares semelhantes nos próximos jogos. Viu só como eu sou confiante? (não confunda com pretensioso) Já estou falando como se a Holanda não fosse dar trabalho. Mas espero realmente que não dê mesmo. A gente vai chegar lá… 😉 se o Dunga quiser e a Globo deixar.
Em homenagem a todos nós brasileiros e em especial aos nossos jogadores, quero postar hoje um disco de samba. Afinal o Samba e o Futebol tem tudo a ver, são irmãos, filhos e paixão do nosso povo. Assim como no futebol, o samba também está presente em todos os cantos do Brasil. Por certo que o samba tem lá suas origens, mas num país como o nosso, sua essência já se impreguinou e se espalhou de norte a sul, de leste a oeste. Entre tantos ritmos e estilos musicais ele é, sem dúvida, o que mais se destacou e melhor soube nos representar para o resto do mundo. O samba é do morro carioca e das ladeiras baianas, mas também pode ser nortista, sulista, mineiro ou paulista. O batido tem sotaque, mas leva jeito e é verdadeiro. Quem duvida, pode conferir neste álbum lançado pela RGE nos anos 80. Nele encontramos seis diferentes artistas do samba, nomes talvez mais conhecidos em suas regiões. Temos reunidos Serginho BH de Minas Gerais; Maria Helena do Rio Grande do Sul; Bidubi do Rio de Janeiro; Tobias de São Paulo; Dona Lindaura da Bahia e Edu do Banjo do Amazonas. Este lp, embora se pareça mais com uma coletânea, tipo mostruário da gravadora, tem um carácter muito mais nobre que é o de apresentar ao público artistas regionais inéditos, que trazem em comum o gosto pelo samba.
Bidubi é um sambista carioca autor de sambas gravados por Almir Guineto e Zeca Pagodinho. Maria Helena foi porta bandeira e uma das fundadoras da Academia de Samba Praiana, uma das principais escolas de samba de Porto Alegre. Serginho BH é um dos sambistas mineiros de maior destaque, compositor de talento, tem sambas gravados por Agepê, Lecy Brandão, Demônios da Garoa, Dominguinhos do Estácio e muito outros. Tobias, de São Paulo, também conhecido como Comandante ou Tuba foi presidente da escola de samba Camisa Verde e Branco e fundador da Liga Independente das escolas de samba de São Paulo. Edu do Banjo é um músico amazonense, figura sempre presente em todos os eventos musicais da sua região. Não sei nada sobre ele e nem encontrei informações na rede. Faltou também Dona Lindaura, da Bahia. Essa é outra que eu vou deixar para o complemento de vocês. Às vezes, o próprio artista ou familiares se manifestam, nos dando as informações necessárias. Estamos aí… Comentem e complementem 😉
Aniceto do Império – Partido Alto Nota 10 (1984)
Vou aproveitar o fim de semana para atender aos pedidos. Ontem foi a coletânea de compactos da RCA, hoje vamos com o Aniceto do Império e seus convidados. Depois de haver postado aqui o raro lp “O Partido Alto de Aniceto e Campolino“, alguns de nossos frequentadores pediram mais. Daí, vamos como este “Partido Alto Nota 10”, um álbum lançado pela CID em 1984, hoje tão raro quanto o primeiro e como o outro, um discaço! Temos aqui Aniceto muito bem acompanhado pela nata da música negra e do samba. Não precisa nem repetir nomes, tá na capa! Não devemos também esquecer da cozinha que traz José Menezes na viola, violão e cavaquinho, a turma do Conjunto Nosso Samba e o grupo vocal As Gatas.
Taí, um disco nota 10 para um domingo ensolarado (pelo menos para as bandas de cá). Agora é mandar descer a cerveja, os tira gostos e aumentar o volume do som. “Quem fugir dos preceitos vai ficar ‘enquizilado’ e ‘quizila’ de Aniceto não sai com engambelo”.
Canto Aberto (1973)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje estou postando aqui um disco que há muito foi solicitado no Toque Musical. Eu só não o fiz antes porque algumas faixas estavam muito comprometidas, o som estava péssimo, com muito chiado. Felizmente a coisa foi mais fácil do que eu pensava, afinal, trata-se de uma coletânea e algumas das músicas eu precisei apenas substituir. Essa é uma coletânea da RCA reunindo alguns artistas que passaram pela casa nos anos 60 e início dos 70. Estão aqui reunidos, como se pode ver na capa, Gal Costa em seu primeiro disco, quando ainda se chamava Maria das Graças; Maria Bethania em seu tempo de guerra; Tom Zé, também em seus primeiros momentos; Geraldo Vandré ao vivo e acompanhado pelo Trio Marayá; o cantor e compositor Piti (do qual nada se encontra na rede) e Luis Carlos Sá, da dupla Sá & Guarabyra em seu raríssimo compacto lançado em 1966, com a música que participou do I Festival Internacional da Canção – Rio. Estrategicamente lançado em 1973, “Canto Livre” é uma coletânea de compactos (primeiros discos) de artistas do momento, que estavam se consagrando como os futuros grandes nomes da mpb. Como esses compactos são hoje coisas raras, certamente este álbum não fica por menos. Confiram aí…
O Brasil Na Copa Do Mundo (1970)
Vai Brasil!!! Daqui a pouco começa o jogo de Brasil x Portugal. Já estamos todos prontos. Eu porém, estou fazendo já a minha postagem do dia, pois sei que depois, dificilmente terei condições para isso. Como hoje é dia de Copa e também é sexta feira, dia do disco independente, vou postar este lp promocional, oferecido pelo Laboratório Lepetit quando em 1970 o Brasil se sagrou tri campeão mundial de futebol. Como em outros discos do gênero, já postados aqui, ele faz uma retrospectiva de algumas Copas, culminando no tricampeonato no México. É interessante também ouvir este disco, pois o roteiro e locução são diferentes. Uma outra visão documental do Brasil na Copa do Mundo. Espero que este disco nos dê sorte e daqui a pouco a gente possa vibrar com a nossa Seleção. Salve Brasil!!!
Jacques Klein – Piano E Ritmo – A Música De Dorival Caymmi (1953)
Bom dia a todos! Para abrilhantar um pouco mais a nossa semana, eu hoje estou trazendo um outro disquinho raro e dos mais interessantes. Vamos fazer hoje um passeio à música de Dorival Caymmi, interpretada por um dos nossos maiores pianistas de todos os tempos, o cearense Jacques Klein. Há algum tempo atrás eu havia postado um álbum dele ao lado de outro grande pianista, Ezequiel Moreira, onde os dois interpretam Zequinha de Abreu. Desta vez vamos com outro disco, onde o instrumentista deixa um pouco de lado o erudito se dedica ao popular, tocando músicas de Dorival Caymmi, algumas até então inéditas. No disquinho de 10 polegadas temos o pianista acompanhado por contrabaixo e bateria. Contudo, prevalece e se destaca, obviamente, o seu piano, e de uma maneira quase erudita. Mesmo com todos os cuidados e tratamentos na hora da digitalização, não devemos esquecer que este disco já tem mais de 50 anos. Embora relativamente bem conservado, a qualidade do som é um tanto precária, o que tira em muito o sabor de ouvir Jacques Klein. Mesmo assim, vale ouvir este que foi considerado um dos maiores pianistas clássicos do mundo. Por garantia, inclui duas versões digitais dessa obra. Na contracapa do disco temos um texto que esclarece bem quem era este instrumentista. Um dos nossos maiores artistas, conhecido mais fora do que dentro do seu próprio país. “O Brasil desconhece o Brazil.”
The Playings (1958)
Olá! O dia de hoje está merecendo uma postagem especial. Algo condizente com o espírito deste blog, um disco raro, curioso e que com certeza ainda não foi visto na ‘blogosfera’. Eu o estava guardando para um momento apropriado, mas qual momento é o mais apropriado num blog cuja missão diária é trazer a tona o que tem ficado nas profundezas, esquecidos num velho baú? Este interessantíssimo lp é mais uma das boas colaborações do amigo Sergio Digital. Um disco realmente raro, que vai atrair e aguçar a curiosidade de muitos por aqui.
No final dos anos 50, o ritmo jovem do rock começava a ecoar também por aqui. Figuras como Neil Sedaka, Paul Anka, The Platters e outros, ditavam o estilo que tomava conta do mundo e no Brasil a coisa não podia ser diferente. Embora nosso país tenha música para exportação, também sabemos lidar com as importações, a ponto de muitas vezes recriarmos tão bem o que é produzido lá fora, só para provarmos a nós mesmos o quanto somos bons. Sem modestias…
É por aí que a RGE, em 1958, resolveu lançar, sob a batuta do maestro Simonetti este lp. Trata-se de uma seleção musical recheada de ritmos como o calipso, o mambo, a rumba e o chá chá chá, temperados ao estilo do rock, da música moderna americana daquele tempo. Temos doze temas de sucesso interpretados aqui pelo grupo ‘The Playings’, uma criação especial da gravadora, os quais também podem ser creditados aos Titulares do Ritmo, às cantoras Clélia Simone, Wilma Camargo, Nilza Miranda e às Irmãs Gradilone. São esses os verdadeiros astros deste álbum. Artistas que emprestam não apenas suas vozes, mas também um talento que pode ser conduzido em qualquer idioma. Confiram já antes que jazz 😉
Elis Regina & Toots Thielemans – Honeysuckle Rose Aquarela Do Brasil (1969)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje o nosso encontro é com Elis Regina, em um disco já bem divulgado na blogosfera, mas que sempre merece um novo toque musical. Temos aqui a cantora Elis Regina ao lado do lendário gaitista e guitarrista belga, Toots Thielemans. Este álbum é simplesmente delicioso. Gravado na Suécia em 1969, temos Elis e Toots acompanhados pelo conjunto de Roberto Menescal. O carro chefe é a Aquarela do Brasil de Ary Barroso, mas há no disco outras passagens impagáveis, como a faixa “Five for Elis”, uma composição instrumental que o belga faz à nossa cantora. Toots não apenas toca gaita, como também guitarra, assovia e canta, em outra na mesma linha, “Honeysuckle Rose”. Elis, não precisa nem dizer, como sempre uma grande cantora. O mais interessante deste disco é que ele ainda hoje não soa antigo. O som é super atual, não ficou como sua história, no passado. Quem ainda não conhece, tem a oportunidade de conferir aqui.
Sivuca – Forró e Frevo Vol. 3 (1983)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Antes que comecem a falar mal do Toque Musical, deixa eu elevar o nível das nossas postagens e também reforçar minha simpatia com São João. Para isso, nada melhor que um disco do Sivuca, que tem ação múltipla e imediata, além de ser um santo remédio para todo tipo de ouvido.
Segue então, “Forró e Frevo”, volume 3, mais um disco da série que ele começou em 1980. Neste álbum temos dez músicas, quase todas de autoria de Sivuca e sua companheira Glorinha Gadelha. Trata-se de um álbum totalmente instrumental, mesmo assim ótimo para animar qualquer tipo de festa, inclusive as de São João. A música de Sivuca ultrapassa limites. Ele consegue atender ao gosto do mais popular indo, talvez, ao mais erudito. Querendo ou não, foi através da internet, da troca e compartilhamento de músicas, dos blogs, que artistas como Sivuca se tornaram ainda mais conhecidos (e reconhecidos). Antes da ‘blogosfera’ a gente mal tinha acesso a uns dois ou três discos de artistas como ele. Hoje podemos visualizar toda a sua obra e reconhecer indubitavelmente o seu talento. Para aqueles que não viram, aqui no TM vocês poderão encontrar também o volume 1 de Forró e Frevo. Confiram o toque…
Copa 94 (1994)
Beleza! A Seleção faturou mais uma. Vamos indo bem… Três a zero é bom demais! Para homenagear o dia nada melhor que um disquinho que poderá vir a acompanhar às próximas rodadas, com certeza!
Temos aqui uma outra seleção, essa de músicas feitas exclusivamente para explorar o tema de Copa do Mundo. Num ufanismo naturalmente exacerbado, vamos de samba, axé, marchas, frevos hinos… tudo em nome do amor à camisa verde e amarelo, ao futebol. Salve, salve Brasil!
(Não sei porque, aparentemente não tem nada a ver… mas me lembrei e me deu vontade de ouvir The Cramps, “Bad music for bad people”)
A Copa É Nossa 70 (1970)
Olá amiguinhos cultos e ocultos! A postagem de hoje é para os amantes do futebol, para os saudosistas e também para aqueles que não tiveram a oportunidade de conhecer as equipes que fizeram do time do Brasil tri campeão mundial de futebol. Para quem gosta de futebol, ouvir trechos das transmissões desses jogos é tão prazeroso como ouvir música. Este álbum, que é duplo, foi lançado pela RCA em 1970, logo após o Brasil se sagrar tri campeão. Nele encontramos o registro gravado de trechos das transmissões diretas de três Copas – 1958 na Suécia, 62 no Chile e 70 no México – feitas pela Rádio Bandeirantes de São Paulo. É nessa hora que a gente vê que aquele futebol com arte não existe mais. Cadê os craques???
Manoelito Sena – No Forró De Sicupira
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Chegamos enfim na sexta feira, ô beleza! Neste fim de semana eu quero mais é descansar. Só quero chocolate… bicicleta e Copa do Mundo.
As Maiorais do Ano (1959)
Para não ficarmos apenas orbitando sobre futebol e festa junina, aqui temos uma boa coletânea do selo Continental, disco este lançado no ano de 1959. Temos nesta seleção musical um leque variado do ‘cast’ da gravadora. Algumas músicas até já foram apresentadas aqui em seus álbuns originais, todavia há outras, raros momentos que irão despertar o interesse. São amostras do que foi produzido pela gravadora naquele ano. Vejam que boa coletânea…
a felicidade – chiquinho e seu conjunto
Mario Zan Com Bandinha E Coro – Festas Juninas (1988)
Olá amigos cultos e ocultos! Para não dizerem depois que eu deixei passar em branco as festividades juninas, estou postando aqui um disco ‘joinha’. São João não vai poder reclarmar do blog, disco para a festa tá aí… E se quiserem mais, basta localizar no índice outros títulos já postados aqui em anos anteriores. Tem muita coisa e bem variada.
Segue nesta postagem um disco do Mario Zan, figura que sempre prestigiou as festas populares, um artista que possui um vasto repertório para animar qualquer noite de São João. No álbum ele vem acompanhado de outra figura ilustre, a grande Inezita Barroso, que aqui vem cuidando da marcação da quadrilha. Já está tudo pronto, basta agora ajeitar o arraial, subir as bandeinhas, preparar a fogueira, quentão, milho cozido, pé de moleque e broa de fubá. Chame os amigos, crie os casais vestidos a carater e ponham a música para rodar. Vai ser uma festa e tanto, com certeza! 🙂
Mexicoração – Copa 86 (1986)
Vamos que vamos, Brasil!!! Hoje tem a estréia da Seleção Brasileira e tá todo mundo ligado na mesma emoção, com diz a música. Eu, obviamente, não poderia deixar de dar um toque de celebração à festa que está apenas começando. Como brasileiro e torcedor, desejo boa sorte para esse time do Dunga. Vamos lá, vamos trazer a Copa de novo para o Brasil.
Para ajudar na comemoração e também para embalar as festas após o jogo, aqui vai este disco recheado com aquelas canções que todo mundo conhece, as trilhas e os temas de diversas Copas do Mundo. Uma seleção musical que é só alegria. Viva o Brasil!!!
Aracy De Almeida – Sucessos De Aracy De Almeida (1956)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Com nossas atenções voltadas para a Copa do Mundo de Futebol, acabei por não lembrar que estamos também na época das festas juninas e São João não vai me perdoar se eu não fizer pelo menos uma postagem dedicada a ele. Já tem gente pedindo. Vou fazer todo o possível para publicar alguma coisa. Nem sei se tenho mais discos sobre o tema, considerando que nos anos anteriores, tudo que eu tinha disponível já está aqui. Quem ainda não viu e ouviu, dê uma checada nas postagens dos dois últimos anos. Tem muita coisa legal. De qualquer forma, para este ano, ainda darei o toque 😉
Hoje vamos com singular Aracy de Almeida, uma cantora que dispensa maiores apresentações, ainda mais aqui no Toque Musical, onde sempre que posso trago algum disco dela para levantar a moral e os bons costumes. O álbum que apresento reúne alguns de seus grandes sucessos entre os anos de, lançados anteriormente em 78 rpm. São sambas de Ary Barroso, Assis Valente, David Nasser com Newton Teixeira, Custódio Mesquita e outros… Um clássico de 10 polegadas que ninguém pode perder. Confiram aí que eu vou ver o jogo…
Casais Proibidos – Trilha Sonora (1981)
Aproveitando a onda romântica e indo mais a fundo, vou extrapolar de vez. Afinal o Toque Musical foi feito também para despertar a curiosidade e como lema, “um lugar para quem escuta música com outros olhos”, né não? Só que nesta postagem vamos inverter a ordem dos fatores, mas sem alterar o produto.
José Briamonte – Momentos Romanticos (1982)
Bom dia. Infelizmente o prometido para ontem acabou não rolando. Teve gente que entendeu a situação, porém houve aquele que brigou com a namorada e na falta do que fazer a noite veio descontar as mágoas aqui no Toque Musical. Ficou na mão ontem, mas hoje, se for mais educado e tiver jogo de cintura pode até conseguir uma outra namorada. Os shoppings e parques estão cheios de pretendentes. Corre atrás e depois leve o broto para casa e tenha um fim de tarde agradável com ela (ou ele, sei lá…), ao som dos “Momentos Românticos” do pianista e regente José Briamonte. Este disco é ótimo naqueles momentos de susurros e gemidos, beijos e abraços, hummm… Um fundo musical de primeira! Hehehe…
Pois é, temos então o maestro José Briamonte em seu único disco solo, apenas piano e teclados. Briamonte, apesar disso, é um artista com muitos anos de estrada e dono de uma ficha profissional invejável. Iniciou sua trajetória nos anos 50, atuando em orquestras famosas. Tocou com os mais diversos e respeitados artistas da música brasileira. Integrou o conjunto de bossa jazz Sansa Trio, com o qual gravou dois discos. Como arranjador trabalhou também com uma infinidade de artistas e em diferentes discos. Compôs temas para novelas da Globo e também fez direção artística de outros tantos espetáculos. A última notícia que tenho dele é que nos últimos tempos estava envolvido em shows de encomenda para grandes empresas.
Taí o primeiro disco do dia. Hoje, eu prometo, teremos mais um para agradar aos bem e aos mal amados. A coisa aqui é ‘feita nas coxas’ e também entre as coxas, quando necessário… 😉
Baden Powell – Nosso Baden (1980)
Hoje, cheio de compromissos e sem muito tempo, vou aproveitar para atender aos pedidos. Esta é a quinta vez que alguém me pede para postar ou localizar o “Nosso Baden”. Parece que no Loronix já era e se tem em outras fontes, não foi localizada. Como estou no corre corre, vamos unir o útil ao agradável, vamos então de Baden Powell. Não vou nem entrar nos detalhes, visto que o Zeca já deu o recado. Se hoje a noite ainda me sobrar um tempinho, farei mais uma postagem, para não ficarmos batendo na mesma tecla, ok? Manda vê aí….
Seleção 72 (1972)
Olá amigos cultos e ocultos, do Brasil e do mundo! A Copa está começando e eu nem me preparei devidamente para acompanhá-la aqui no Toque Musical. Eu bem que poderia ter separado alguns discos relacionados ao futebol e ao Campeonato Mundial, mas sinceramente, estou com preguiça. Preguiça de futebol e dessa seleção brasileira. Vou torcer, é claro, pelo meu Brasil, mas com o mesmo tesão que tenho torcido pelo meu glorioso Galo. Digo glorioso porque um dia ele já foi para mim. Porém, o futebol já não é mais o mesmo. Hoje em dia não temos mais jogadores e craques. O que existe são profissionais do futebol. Uns jogam bem, outros são estrelas, mas muito poucos são mesmo bons de bola. Aliás, o que se vê hoje é apenas um espetáculo. O show não pode parar. Tô com o Dunga, mas prefiro mais a Branca de Neve, essa pelo menos se dá bem no final da estória.
De qualquer forma, apenas para celebrar uma tradição, vou postar aqui alguma coisa que pelo menos lembre o futebol. Na falta de tempo e do tesão, vou postando aqui algo que sobre esse assunto só se vê na capa. Temos aqui um disco promocional do Grupo Microlite, detentores das marcas Ray-O-Vac, Saturnia e Lipasa. Nem sei se essas famosas marcas do passado ainda existem. A da pilha sim, até comprei umas alcalinas um dia desses.
O certo é que este disco promocional, feito pela Fermata, traz doze faixas mistas, contendo músicas de artistas brasileiros, trilhas de filmes, jazz e alguns outros temas internacionais, como podemos conferir logo a baixo. Dos artistas brasileiros, todas as faixas fazem parte de discos já bem conhecidos e baixados no universo musical dos blogs. Os temas internacionais também são bem populares e bastante agradáveis. A “Seleção 72”, embora não tenha ido à Copa, tem uma bola cheia no gramado, esperando o artilheiro que possa fazer um gol. Vai nessa que a parada é da boa! 🙂
Marisa – Encontro De Amor (1976)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ontem a noite eu estive visitando alguns dos muitos blogs de música que temos por aí. As vezes a gente precisa saber o que anda rolando em outras fontes. Começo, em geral, pelos blogs amigos ‘linkados’ na barra lateral do TM. Depois, através dos mesmos e seus links, vou conhecendo outros tantos. É nessa hora que vejo como a ‘blogosfera musical’ tem crescido, mesmo em países onde postar música se tornou um pecado quase mortal. Descobri entre esses alguns que traziam links para o Toque Musical ou mesmo falavam dele ou o indicava. Achei isso muito legal e espontâneo, pois esses nunca me pediram em reciprocidade que eu colocasse também um link de seus blogs. Naturalmente, eu também costumo fazer o mesmo, principalmente se o blog for interessante, de qualidade, se tiver conteúdo ou se for de um amigo mais chegado (meus amigos são todos cultos e também ocultos). Por outro lado, vejo que alguns antigos parceiros me deixaram de fora de suas listas. Tudo bem, espontâneamente eu também farei o mesmo 🙂 Prefiro dar lugar àqueles que realmente cultivam a gente.
Bom, mudando de pau para cacete, vamos ao que interessa… ao disco do dia. Como podemos ver, hoje temos a cantora Marisa, a Gata Mansa, em um disco dos mais interessantes. Lançado em 1976, este álbum traz alguns dos melhores momentos de um show realizado no Teatro da Galeria, no Rio de Janeiro. Nesta apresentação ao vivo ela vem acompanhada pelo Terra Trio e participações especiais de Ivor Lancellotti e Ruy (Faria, do MPB 4?). No disco temos nove faixas que resumem bem o que foi o show, um encontro com músicas de amor, de Lupicínio, de Dolores, de Chico, de Gonzaguinha, de Sueli Costa e outros… Este show deve ter sido mesmo uma beleza, basta ver pelo talento, tanto na interpretação da cantora quanto no acompanhamento do trio. O disco só peca por dois motivos: não é um álbum duplo e não foi bem editado. Os cortes são grosseiros. Há também um outro agravante, embora imperceptível, ao ser digitalizado, em um dos canais existem picos de tesão. Mas nada que possa incomodar tanto. (Tô precisando de um toca discos novo)