Olá amigos cultos e ocultos! Nosso encontro hoje é com o trio vocal “Os Três Tons”, vocês conhecem? Estou perguntando porque eu mesmo não sei nada sobre eles. Vez por outra, em alguma coletânea, vejo o nome do trio, inclusive em um disco de natal que eu postei aqui. Mas nunca procurei saber quem era e de onde eles vieram. À primeira vista, olhando pela capa e com este nome a gente logo pensa que se trata de alguma coisa ligada à Bossa Nova. Porém ao ouvir o disco, ou mesmo pelo repertório, se percebe que eles estão mais para Os Cantores de Ébano do que para a turma do banquinho e violão. Trata-se de um disco curioso, de estréia de três rapazes que na verdade não são Antonio, Tonico e Totonho. Chamam-se Nilson, Nelson e Jorge. Os “tons” ficam por conta da sonoridade, da diferença vocal entre eles que juntos se arranjam de maneira bem agradável. Os Três Tons também nos remetem à lembrança de Tom Jobim, embora não tenham absolutamente nada em comum. Percebe-se que há no nome um certo apelo comercial (se um Tom é bom, três é demais). Sem dúvida, uma boa escolha, um bom nome artístico criado pelo produtor musical Ismael Corrêa. O repertório tem bem a cara da época e influências dos grupos vocais americanos. Acredito que Os Três Tons só lançaram este disco. Consta na rede, nos ‘mercados livres da vida digital’, também um compacto. Eis então um disco raro, que vale a pena uma conferida. Se alguém soubre e quiser complementar as informações, na se faça de rogado, solta o verbo no Comentários 😉
Desfile 2 (1968)
Olha aí, mais uma coletânea interessante que vale a pena conferir. Temos desta vez um disquinho pelo selo Equipe, do produtor Oswaldo Cadaxo. O lp “Desfile 2” é, no mínimo, uma coletânea curiosa. Do lado A o disco é do conjunto ‘Sax Cantabile’, possivelmente mais uma criação de Cadaxo usando a turma do The Pop’s num arranjo com metais. Inspirado no bolero de Armando Domingez, o Sax Cantabile traz um repertório para se ouvir, realmente com outros olhos. As seis faixas instrumentais que compõem o lado A já valem o disco, mas o lado B também não fica para trás. Nele encontramos a figuraça do Osvaldo Nunes em seu famoso samba-rock “Segura este samba, Ogunhê”; Monsueto com “Chico da tuba”; Tânia (que Tânia?) cantando “Eu e a brisa” de Johnny Alf e “Viola enluarada” de Marcos e Paulo Sergio Valle. Como não podia faltar, temos ainda o The Pop’s em dois de seus hits, “Que é isso menina” e “Garrafa de vinho”. Como podemos ver, trata-se de uma seleção musical bem singular, como foi o selo Equipe. Confiram o toque…
A Medida Do Sucesso (1972)
Olá amigos cultos e ocultos! Com a colaboração dos meus célebres parceiros musicais, foram corrigidos alguns links que estavam desativados. Demoramos um pouco, mas estão todos aí…
Começamos a semana numa boa (humm…) Tenho aqui para vocês esta coletânea dos bons tempos da Som Livre. Estão reunidas aqui algumas músicas que eu mesmo já nem me lembrava. Coisas como “Lúcia Esparadrapo”, “Karaní Karanuê, “Mudei de Ideia”, além das internacionais “Oh Me, Oh My” na versão de Jane Duboc e “Les Rois Mages” com Sheila, são músicas que vieram a tona em minhas lembranças e acredito que acontecerá o mesmo com quem viveu e curtiu os anos 70. A seleção musical desta coletânea traz diversos temas que fizeram parte de novelas e programas da Rede Globo. Muito boa, confiram…
Odair Cabeça de Poeta & Capote – Rebuliço (1979)
Olá amigos cultos e ocultos! Pelo que eu vejo, a minha ausência já despertou preocupação. Meu final de semana foi ocupadíssimo por isso na sexta-feira eu preparei uma postagem agendada, mas por alguma razão ela não entrou e eu só percebi isso agora a noite quando cheguei para a postagem do domingo. Estamos atrasados, mas estamos em dia 😉
Vamos na sequência trazendo mais um disco do Odair Cabeça de Poeta e seu Grupo Capote. “Reboliço” é outro dos excelentes álbuns desse artista baiano que sumiu da praça. Há muito eu não vejo (e nem escuto) um disco novo dele. Neste lp, lançado em 1979, o Odair conta com participações importantes como Clementina de Jesus, Vicente Barreto e Oswaldinho do Acordeon. Confiram aí, pois eu aqui já vou indo que amanhã tem mais…
Impacto Cinco – Lágrimas Azuis (1976)
Saindo de Pernambuco, vamos para o Rio Grande do Norte. É de lá que vem o Impacto Cinco, um dos pioneiros e maior representante do rock potiguar. O grupo surgiu nos anos 60, criado por Etelvino Caldas, um ex-seminarista que decidiu abandonar a Igreja depois de ouvir um disco dos Beatles. O Impacto Cinco era uma banda que tocava nas matines de domingo no ABC Esporte Clube de Natal. Se tornou logo um sucesso, sendo a banda de maior destaque entre a juventude universitária da época. O profissionalismo e qualidade musical da banda os levaram para São Paulo, através de Gileno Azevedo, o Leno da dupla Lilian & Leno. Gileno, também do Rio Grande do Norte, era na época produtor musical na CBS. Conhecia bem o trabalho dos caras e resolveu produzi-los. Lançou um primeiro álbum em 1973. Dois anos depois veio este lp, “Lágrimas Azuis”, um trabalho considerado por muitos bem a frente de seu tempo. Pessoalmente, não vejo muito isso, mas também não há como negar a qualidade, bem acima da média. Eles faziam um som competente, à nível das melhores bandas de rock brasileiras. Neste álbum de onze faixas, além de músicas próprias há também composições de Leno, Piska e Raul Seixas. O destaque vai para “Sábado”, música lançada anteriormente pelo Som Imaginário.
“Lágrimas Azuis” é hoje um disco dos mais raros, disputado a tapas e muito dinheiro por colecionadores. Eu por acaso tenho este lp repetido, se alguém se interessar, tá na mão por apenas 250 reais. Façam contato por e-mail 😉
Fred Monteiro – Coração Pernambucano (2004)
Bom dia amigos cultos e ocultos! Entre perdas e danos vamos seguindo em frente em nossa caminhada que também nos leva a novos encontros, caminhos e nos traz novos frutos. A vida é isso, uma passagem, onde a paisagem está sempre em transformação.
Jackson Do Pandeiro – Com Conjunto e Côro (1955)
Olá amigos cultos e ocultos! Como disse um dos mais ocultos, a máscara caiu. Caiu sim porque o carnaval já passou. Agora vamos de cara limpa na caravana musical que tem deixado muito cachorro na latição. Como cachorro que late não morde, vamos tranquilos. Se precisar a gente chama a carrocinha, né não? 🙂
Bom, para tampar a boca, abrir os olhos e também os ouvidos, hoje eu vou postar um Jackson do Pandeiro. Este aqui, com certeza é novidade, podem começar o compartilhamento, mas não se esqueçam de voltar. A fonte aqui é inesgotável, vai matar a sêde de gregos e troianos.
Esta postagem era para ter entrado no dia 27 de fevereiro, numa homenagem a uma pessoa muito especial e querida, que me ensinava as canções deste disco. Que saudade! Mesmo com atraso, fica valendo, viu Luizinha?
Temos então, Jackson do Pandeiro com Conjunto e Côro. O primeiro lp do “Rei do Ritmo”, lançado em 1955 pelo selo do caramujo, da gravadora Copacabana. Neste albinho de dez polegadas temos alguns de seus maiores sucessos, músicas gravadas anteriormente em bolachas de 78 rotações. Posteriormente ele veio a regravar algumas dessas composições que se tornaram verdadeiros clássicos da música popular brasileira e de qualquer forró. Foi ele, ao lado de Luiz Gonzaga, um dos mais autênticos e expressivos artistas da música nordestina, caracterizando um estilo que sempre esteve em voga. Salve Jackson do Pandeiro!
Sidney Miller (1967)
Olá amigos cultos e ocultos. Hoje, meio as pressas, vamos ficando com o Sidney Miller. Este é um disco que merece mais atenção e até algumas palavras em consideração. Todavia, vou me satisfazer apenas em postá-lo. Sei que é um álbum já bem explorado e publicado em diversos outros blogs, mesmo assim quero deixar a minha versão.
Sidney Miller foi um compositor dos mais talentoso. Na minha visão ele era um misto de Caetano Veloso e Chico Buarque de Holanda. Suas músicas sempre me remetem à esses dois, talvez porque tenha as mesmas qualidades, tanto musicais quanto poéticas. Este disco é sem dúvida um clássico da mpb. Um álbum que está na lista dos meus três mil discos básicos e indispensáveis da música brasileira. Aqui encontramos seus maiores sucessos. A presença de Nara Leão no dueto da ‘festivalíssima’ “A estrada e o violeiro” ou em “Menina da agulha”. Tem também “O circo”, música que Nara gravou posteriormente, se tornando outro grande sucesso. No álbum temos muita coisa boa. Se alguém ainda não tinha ouvido o lp, a oportunidade é esta. Confiram, pois…
Os cães ladram e a caravana continua passando…
chorinho do retrato
Noites Cariocas – Ao Vivo No Municipal (1988)
É, pelo jeito os nossos conhecedores de música popular brasileira andam mais que ocultos, estão mesmo sumidos. Até agora ninguém se manifestou em relação às duas últimas postagens. Tanto os Hamornipops quanto Aimé Vereck não foram identificados pelos nossos pesquisadores de plantão. Será que não há ninguém por aqui que saiba nos dar mais informações sobre os dois últimos discos postados? Estaria faltando mais interação entre nós ou realmente ninguém sabe mesmo? Continuamos na obscuridade…
Mas para não ficarmos totalmente no escuro, vamos mudar o rumo. Vamos para as Noites Cariocas, onde pelo menos as estrelas brilham, tanto no céu quanto no palco do Teatro Municipal. Para quebrar um pouco a monotonia, o álbum do dia (ou da noite?) é dedicado ao chorinho. Temos aqui este belíssimo álbum editado pela extinta Kuarup, “Noites Cariocas”. Um registro ao vivo de um ‘big’ sarau realizado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro nos anos de 1987 e 88. Como podemos ver logo pela capa do disco, participam como figuras principais: Altamiro Carrilho, Zé da Velha, Paulo Sérgio Santos, Chiquinho do Acordeon, Paulo Moura, Paulinho da Viola e Joel Nascimento. Pois é, noites cariocas não são apenas para o samba. O choro também, sempre teve seu lugar garantido na Cidade Maravilhosa.
Aimé Vereck & Seu Conjunto De Boite Nº 2 (1955)
Bom dia amigos cultos e ocultos! Começo a semana com mais um quebra cabeças. Temos aqui mais um disco que carece de informações – uma identidade e uma história. Aimé Vereck não me é um nome muito estranho ou totalmente desconhecido. Ele aparece em pelo menos umas três coletâneas de antigos álbuns de 10 polegadas. Aqui mesmo no Toque Musical ele está presente na seleção Odeon chamada “Solistas Populares” de 1957. Se procurarmos através do Google também não chegaremos muito longe. Não há uma informação mínima sobre este instrumentista e seu conjunto de ‘boite’. Das peças desse quebra cabeças só tenho suposições. Acredito que ele tenha sido um saxofonista, pelo menos neste lp. Pelo disco da Odeon, citado acima e também em alguns sites fica claro que Aimé Vereck tocava ocarina, um instrumento de sopro dos mais antigos, uma espécie de flauta, mas com um formato ovalado. Porém, neste disco a ocarina foi trocada pelo saxofone, um instrumento mais condizente com a música de ‘boite’ e certamente quem o toca é Aimé Vereck. Falando do álbum, trata-se de um disco bem agradável. Uma seleção musical variada onde temos um Noel Rosa (e Vadico) com seu “Fetiço da Vila” num arranjo bem original. Há duas composições de Aimé, uma delas em parceria com o bamba da guitarra Poly. As outras faixas são ‘starndars’ da música internacional.
Taí… algumas peças para iniciarmos o quebra cabeças. Quem tiver mais, por favor, tragam elas para os comentários. Toda informação é bem vinda. Universitários de plantão, críticos, pesquisadores e parentes, queiram se manifestar!
Os Harmonipops – Espetacular, As Duas Faces Dos Harmonipops (1970)
Mais uma investida na gaita, mas sem direito a juros e correção monetária. Aqui o lucro é a cultura e o resgate da nossa memória musical. O rendimento vem da multiplicação através do compartilhamento, a permanência como fator fundamental para a história fonográfica brasileira. Está difícil de entender? Ok, vamos largar os conceitos e analogias. Vamos direto ao assunto… Quem aqui se lembra ou já ouviu falar nos Harmonipops? Provavelmente muitos poucos e para esses, nossa postagem do dia é um achado. Eu também me coloco na posição daqueles que já ouviram falar, mas nunca ouviram tocar. Temos agora a oportunidade, a qual eu quero compartilhar com vocês, mesmo porque, minha esperança é saber um pouco mais sobre esse trio de gaitas. Descobri Os Harmonipops faz pouco tempo, achava que fosse um grupo estrangeiro, principalmente por conta do repertório que nada tem de nacional. Fazendo uma pesquisa rápida na rede, quase nada encontramos sobre quem são ou foram. Tive que ir juntando as peças, mas o quebra cabeças ainda continua praticamente incompleto. De tudo que tenho, é apenas que foi o primeiro conjunto com gaitas eletrônicas (microfone acoplado ao instrumento) no Brasil. Pelos recortes de jornais e revistas estampados na contracapa sabe-se também que foram eles um grupo muito atuante e de um relativo sucesso. O trio era formando por Clive Pop, Sigmund Gargitter e um terceiro que eu não consegui saber o nome. Por aí dá para vocês entenderem a minha dúvida quanto ao fato de ser o grupo brasileiro ou não. O certo é que pouca coisa tem sido escrita e publicada sobre a história da harmônica (gaita de boca) no Brasil. Se existe, não está assim tão acessível a qualquer mortal. Por sorte, temos hoje em dia um interesse crescente no instrumento e também pesquisas sobre sua história sendo realizadas, como é o caso do gaitista baiano Luiz Rocha que vem recolhendo todo o tipo de informação sobre o assunto. Quem tiver alguma coisa para acrescentar ou contribuir com este trabalho, entre em contato com o cara. Toda informação é bem vinda. Da minha parte, tenho feito o que sei, publicado sempre que possível algum disco de gaitistas brasileiros.
Os Hamonipops, parece que gravaram outros discos, inclusive um compacto, como no caso deste álbum, pelo obscuro selo California. Ao que tudo indica, pela minha minha investigação, o presente lp foi lançado em 1970, ou por aí… A seleção musical nos apresenta um repertório variado mas convencional. Não há nada ligado à música brasileira. Mesmo assim, muito bom, confiram…
Sylvio Mazzucca E Sua Orquestra – Chegou A Música (1955)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje está sendo um daqueles dias em que eu não estou tendo tempo para nada e nem cabeça para articular meia dúzia de palavras. O que dizer dessa resenha diária, não estou nem um pouco animado. Mesmo assim, honrando nosso encontro diário, vou trazendo um disquinho com cara de sábado. Sábado nos anos 50, claro!
Temos aqui este interessante álbum de dez polegadas do Maestro Sylvio Mazzucca e sua orquestra. Acredito que tenha sido um de seus primeiros lps. Um disco voltado para o público jovem da época. São oito faixas, sendo a metade composições próprias, incluíndo o famoso chorinho “De volta”. As outras quatro trazem também sucessos como “Limelight” de Chaplin e a divertida “Neurastenico”, hit de sucesso em versão instrumental.
Sylvio Mazzucca e sua Orquestra foram responsáveis por outros arranjos clássicos da música popular brasileira, como “Garora de Ipanema”, “Samba de Orfeu” e “A felicidade”.
Paulinho Nogueira – Tons E Semitons (1986)
Olá amigos cultos e ocultos! Seguindo em nossa trilha fonográfica musical, vamos hoje retomando aos independentes. Atendendo a um pedido mais que especial e já com um certo atraso. O independente da semana é o grande compositor e violonista Paulinho Nogueira, um nome que dispensa maiores comentários e que aqui no Toque Musical já marcou presença outras vezes, pode conferir…
“Tons e Semitons” foi seu 25º lp, lançado de forma independente, associado ao produtor Fred Rossi, em 1986. Segundo Paulinho, o disco foi uma realização bem espontânea, simples, descontraída e com músicas, até então inéditas. Apenas a faixa “Chôro chorado” foi feita em parceria com Toquinho e Vinicius. Para não variar, este é mais um belo trabalho que paralelamente teve editado, em forma de livro, as partituras das dez músicas. Infelizmente essas eu não tenho para mostrar. Ao que tudo indica, a edição do livrinho ficou logo esgotada e não sei se chegaram a relança-la novamente. Mas é possível encontrar em sebos especializados.
Confiram já este toque, em tons e semitons 😉
Nora Ney – Canta Nora Ney (1955)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou aqui reforçando, ou pelo menos oferecendo uma outra alternativa para este disco super bacana da Nora Ney. Há poucos dias atrás o blog Parallel Realities Studio, do nosso amigo Milan, o postou para a alegria de muitos, inclusive do blog 300 Discos Importantes da MPB, que já a algum tempo o cotava como um dos raros e difíceis de encontrar. Se não fosse pela minha desatenção em perceber essa carência já o teria tirado dessa situação a mais tempo. Este disco, coincidentemente, eu já estava para apresentá-lo ainda nesse mês, juntamente com outros que eu havia escolhido para uma semana temática dedicada às belas capas. Isso eu ainda farei, mas confesso que não resisti a tentação de imediatamente também participar dessa mostra. Na pior das hipóteses, estou assegurando o lugar de ‘filial brasileira da postagem’, uma alternativa a mais para quem esperou ou está descobrindo o disco agora. Para não ficar parecendo que foi pura ‘catação’, informo que o meu arquivo não tem nada a ver com outro já postado. O meu foi enviado diretamente do céu pelo Antonio Maria 😉 Independente de qualquer coisa, o que vale é estarmos levando a vocês um pequeno (dez polegadas) grande disco. Um álbum básico à qualquer discoteca nos pelo menos 3 mil discos importantes da MPB. (um dia ainda farei essa minha seleção!)
Temos assim a cantora Nora Ney neste álbum lançado em 1955, seu primeiro lp. Sem dúvida um belo disco, a começar pela capa, uma jóia de arte. Dentro temos oito sambas para alimentar qualquer dor de cotovelo. Quatro dessas músicas são de Antonio Maria, sendo uma delas em parceria com Vinicius de Moraes. Outro destaque é o samba canção “O que vai ser de mim” de Antonio Carlos Jobim. Nora foi a primeira artista a gravar uma música de Tom.
Taí, pela terceira vez, a presença de Nora Ney no nosso Toque Musical. Já viu e ouviu as outras postagens? Confira também aqui.
Altamiro Carrilho E Sua Bandinha Na TV (1957)
Nossa postagem de hoje é dedicada às bandinhas de coreto de todo o Brasil. Quem nunca viveu a experiência da música ao vivo, tocada na praça por uma bandinha, não sabe como isso é encantador e divertido. Esse tipo de manifestação musical há muito já perdeu seu lugar. Poucas e antigas praças e parques ainda conservam seus coretos e é nelas que ecoam os sons de velhas marchinhas, dobrados, choros, valsinhas e todo tipo de música tocada por um grupo, geralmente de músicos amadores. Hoje em dia as bandinhas viraram raridades.
Raridade também é este disco do flautista Altamiro Carrilho. Logo que a televisão se tornou uma realidade no Brasil, ele foi contratado pela TV Tupi para fazer parte da programação. Liderou com seu conjunto um programa em horário nobre se tornando ainda mais conhecido do grande público. É exatamente desse período as gravações do presente lp, lançado em 1957 pelo selo do caramujo, a Copacabana, que pelo grande sucesso teria ainda um segundo volume no ano seguinte. Uma saudosa viagem ao universo musical do que eu me referi na introdução. Música de coreto, música para o povo! São quatorze faixas por onde desfilam alguns dos temas mais tradicionais do repertório de bandas. Na foto da capa podemos ver Altamiro e sua bandinha sobre um coreto cenográfico, em ação no programa da TV Tupi. Observem, temos no canto esquerdo a figura de Sivuca tirando quase de ouvido os solos em seu acordeon. Bacana, né? Confiram o toque feito para se ouvir também com outros olhos. 😉
Quarteto Excelsior – Jantar Dançante (1955)
Bom dia amigos cultos e ocultos. Muitas pessoas tem se queixado dos arquivos via Mediafire devido às falhas que geralmente acontecem. As vezes, ao se fazer um download o arquivo vem corrompido. Quando me avisam, eu imediatamente procuro corrigir, aviso aos meus ilustres colaboradores e eles postam um novo link no comentários. Candinho, coitado, tive que tirá-lo as pressas do violão para que ele nos enviasse um novo link da Sylvia Telles. A gente procura trabalhar rápido e em conjunto, aqui na terra e lá no céu 😉
Hoje o nosso álbum vai ser o “Jantar Dançante” do Quarteto Excelsior. Este foi o primeiro disco do conjunto liderado pelo Maestro Zaccarias. Lançado em 1955, o grupo era formado por Zaccarias na clarinete e vocal, Fats Elpídio no piano, Bill no contrabaixo e Romeu na bateria. Ao ouvirmos este disco percebemos duas coisas muito óbvias, a qualidade instrumental dos músicos e a voz do maestro, que canta baixinho, bem ao estilo de Fafá Lemos e Mário Reis. Um estilo precursor do jeito Bossa Nova. O lp de 10 polegadas faz uma boa média, agradando aos ouvidos da época (e de hoje também, claro!) com um repertório nacional e internacional. O lado A é vem com sambas e baiões, sendo “Baião gracioso” uma composição do próprio Zaccarias. O lado B é dedicado aos temas estrangeiros, são três faixas que se fazem valer por sete ‘standarts’ internacionais. Um belo disquinho para começarmos bem a semana 😉
Sylvia Telles – The Music Of Mr Jobim By Sylvia Telles (1965)
Ufa! Finalmente uma pausa! Um momento neste meu domingo agitado para a nossa postagem do dia. E tem que ser corrido, pois o social não acabou. Tenho ainda um aniversário, o qual não posso faltar. Vamos então ao que interessa…
Ontem eu comentei que estava na dúvida, sem saber o que escolher para a postagem do dia. Falei das opções de Paulinho Nogueira e Sergio Mendes e pensei que alguém fosse se manifestar pedindo para postá-los hoje, ou em seguida. Como não houve comentários nesse sentido, resolvi escolher outra coisa. Há tempos eu venho querendo postar este disco da Sylvia Telles, assim sendo o farei hoje. “The Music of Mr. Jobim by Sylvia Telles” é um disco bem legal. Uma produção da Elenco, feita de encomenda para o mercado americano, a pedido da Kapp Records. Na época Sylvia estava casada com Aloysio de Oliveria, o produtor e dono da Elenco. Ela já havia gravado no ano anterior para a mesma Kapp Records o álbum “The face I love”, o qual nunca chegou a ser editado no Brasil. No presente lp temos uma seleção de composições de Tom Jobim e parcerias, em sua maioria versões em inglês, as quais foram também intepretadas com sucesso por artistas americanos e também por Astrud Gilberto e o próprio Tom. Sylvia, mais uma vez está ótima. Sua voz já se fazia ouvida na América e na Europa. Teria alcançado vôos ainda maiores, não fosse o trágico acidente que a vitimou no ano seguinte. Um grande perda…
Baden Powell – Love Me With Guitars (1976)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje eu fiquei na dúvida, não sabia se postava um Sergio Mendes, um Paulinho Nogueira ou um Baden Powell. Confesso que tirei no palitinho e deu Baden em duas tentativas. Sempre faço assim para comprovar os caprichos do destino.
Temos então o “Love me with guitars”, um álbum originalmente intitulado “O mundo musical de Baden Powell”, lançado em 1964 pelo selo francês Barclay, o primeiro de uma série gravado por ele na Europa. Ao longo do tempo e da carreira de Baden, este trabalho teve pelo menos umas duas edições, sem falar nas versões em cd. Capas diferentes e sob o curioso nome de “Love me with guitars” (de onde foi que eles tiram isso?) Bom, até aí tudo bem. Confunde um pouco a cabeça da gente e na desatenção nos leva a comprar gato por lebre, ou seria comprar o gato novamente? Digo isso porque, mesmo sabendo que se trata daquele velho lançamento internacional, a gente ainda insiste na esperança de ouvi-lo sem os defeitos de algumas faixas. Parece não haver nessas o sincronismo dos canais, provocando um ruído estranho, uma reverberação, que sem dúvida compromete a audição. Quem tem ouvidos apurados e quer sentir a magnitude musical do instrumentista, nessa hora passa raiva. Eu não chego a ser assim tão radical, mas sempre é bom ouvir a coisa certinha 🙂 Nesta edição pelo selo Image de 1976 também não foi diferente, tá lá o barulho. Felizmente a tecnologia da digitalização e suas ferramentas me permitiu aplacar um pouco esse defeito. Não ficou 10, mas modéstia a parte, acho que consegui amenizar a situação. Contudo, se acaso vocês não gostarem, basta importar o cd duplo lançado em 2003 na França. O ‘albinho digital’ reúne a produção do músico no período que vai de 1964 a 72, gravações feitas para os selos Barclay e Festival. Obviamente estão incluidas todas as músicas desse lp e certamente sem os tais ‘defeitinhos’. Apreciem e comentem 😉
Milton Banana (1974)
Em 2008 eu postei aqui no Toque Musical um disco do Milton Banana, o qual por engano ficou registrado como sendo de 1974. Este detalhe ficou apenas no nome do arquivo, mas foi o suficiente para causar algumas confusões, principalmente para aqueles amantes do batido desse grande baterista, que buscavam pelo disco. Embora o álbum anterior (que na verdade é de 1975) fosse também uma novidade na blogosfera, muitos acreditavam se tratar deste que agora eu estou apresentando. Nessa confusão toda, ainda continuo recebendo mensagens e e-mails, apontando para o erro ou mesmo pedindo para inclui-lo também nas postagens . Ok, depois de tanto insistirem, resolvi então atender aos pedidos. Estranhei ao perceber que assim como o outro, este lp de 74 também continua inédito, tanto entre os blogs quanto no formato cd. Sendo assim, temos mais bons motivos para trazê-lo para o nosso blog. Quando Milton Banana assinou com a Odeon, passou a gravar pelo menos um disco por ano. Este foi de um da boa safra. O repertório escolhido transita por um variado grupo de compositores. Tem Gil, Jorge Mautner, Benito Di Paula, Tom & Dito, Antonio Carlos & Jocafi, Nelson Cavaquinho e seu parceiro Guilherme de Brito. Tem também Luiz Vagner, Dora Lopes, Eduardo Gudin e Paulo Cesar Pinheiro, Walter Queiroz e Carlos Imperial. Milton conta ainda com a produção do seu xará Milton Miranda, a direção musical dos maestros Gaya e Briamonte. As orquestrações e regências são dos maestros Kuntz Naegele e José Briamonte. Realmente, um bom disco. Podem agora conferir, sem erro 🙂
Arnaud Rodrigues (1989)
Olá, amigos cultos e ocultos. A postagem de hoje está sendo dedicada ao grande artista, ator e compositor Arnaud Rodrigues, que morreu na terça-feira passada, vítima de afogamento, quando a embarcação em que se encontrava afundou no lago da Usina Hidrelétrica de Lageado, no Tocantins. Arnaud foi sempre lembrado como humorista, principalmente ao lado de Chico Anísio, com quem trabalhou por muito tempo encarnando o personagem de Paulinho na dupla (trio, com Renato Piau) “Baiano & Os Novos Caetanos”. Ele trabalhou em diversos programas humorísticos e atuou também no cinema. Como cantor e compositor, gravou muitos discos, sempre demonstrando qualidade, coisa que em geral se dilui em artistas multifacetados, principalmente no caso dos humoristas. Tende-se a achar que a criação musical está sempre associada ao humor o que nem sempre foi o caso de Arnaud. Sua música autoral é rica, bem variada e criativa. Já tivemos aqui um bom exemplo de seu trabalho musical no disco “Sound & Pyla ou Homenagem do A ao Z”. Agora trago este lp, uma produção independente lançada no final dos anos 80. Um álbum muito bom e que nunca recebeu a devida atenção. Espero, nesta homenagem, trazer um pouco do cantor e compositor que agora nos deixa na saudade. 🙁
Conjunto Sete De Ouros – Sete De Ouros (1962)
Olá amigos cultos e ocultos! Passou o Carnaval, mas pelo jeito os ânimos continuam exaltados. Antes fosse apenas para exaltar o samba. Mas vamos deixar as broncas de lado. Vamos à música!
“Com o sax tenor de Cipó, o trombone de Maciel, o piston de Julinho, o piano de Lauro Miranda, o contrabaixo de Vidal, bateria de Paulinho, as vozes de Lenita Bruno e Zezinho. A Odeon tem o prazer de apresentar o Conjunto Sete de Ouros.” É bem assim que tudo começa neste primeiro disco do Conjunto Sete de Ouros. Uma apresentação que vai além da impressa na contracapa. É exatamente isso, um conjunto formado por feras, artistas de primeira linha que dão um show. Como podemos ver logo a baixo a seleção musical é composta de samba, bossa nova, fox e cha-cha-cha.
Pelo que eu pude observar, este lp foi relançado em formato de cd e ainda se encontra a venda. Taí uma boa chance para conhecer melhor o disco e depois comprá-lo para sua coleção 🙂 Confira aí…
Fantasia E Fantasias (1954)
Em homenagem à nossa terça-feira, dia oficial do Carnaval, estou trazendo uma raridade que cabe bem para a ocasião. Um álbum para fechar com chave de ouro a nossa mostra carnavalesca. Mas não pensem vocês que se trata de mais um disco de 10 polegadas feitos para celebrar a festa de um determinado ano. O que temos aqui é a trilha sonora de um espetáculo audacioso apresentado no Golden Room do Copacabana Palace em 1954, chamado “Fantasia e Fantasias”. Criado e dirigido por José Caribé da Rocha, o ‘show musicado, sem interrupção e sem parte falada’ foi uma produção envolvendo música erudita, dança clássica e popular, samba, carnaval e artistas dos mais diversos. Um elenco de bailarinos, cantores e instrumentistas. A coreografia era de Nina Verchinina. Participavam em cena e como cantores, Doris Monteiro, Helena de Lima, Marisa, Claudia Morena, Carlos Augusto, Luiz Bandeira e o conjunto Quatro Azes & Um Coringa. O espetáculo deve ter sido realmente muito interessante. Na contra capa há um texto descrevendo toda a ação. A peça se divide em dois momentos. Inicialmente temos coisas de Liszt, Rachmaninoff e Kachaturian, abrindo os primeiros minutos do disco. Em seguida, ainda no primeiro lado, o ‘pot-pourri’ envereda para o popular, para o samba e as marchinhas de carnaval.
Taí,um trabalho dos mais interessantes. Uma raridade da qual não existe nenhuma referência publicada na rede. Possivelmente pode ser o último exemplar que restou para contar a história. Felizmente aqui volta a ser revelado. Escutem com outros olhos, ok?
Elizeth No Bola Preta Com A Banda Do Sodré (1970)
Olá amigos cultos e ocultos! Desculpem a pressa, mas o meu bloco está passando e eu não posso parar. Rapidinho, segue aqui o disco do dia. Para manter o clima de carnaval, vamos com Elizete (ou Elizeth?) Cardoso fazendo a festa no Bola Preta, acompanhada da Banda do Sodré. Um disco gravado ao vivo, sem pausas, feito mais para se sentir o clima, em um dos mais tradicionais espaços do carnaval carioca. Taí… “quem não chora não mama, segura meu bem a chupeta, lugar quente é na cama ou então no Bola Preta”. Um bom carnaval a todos! Fui…
Trio Elétrico Dodô & Osmar – Incendiou O Brasil (1981)
Olá foliões cultos e ocultos! Espero que todos tenham chegado inteiros após a jornada carnavalesca de ontem. Se tiverem com ressaca, tomem um sal de fruta com água tônica, costuma ser muito bom. Eu já tomei e melhorei 🙂
Hoje eu vou mandar cedo. Na sequência da folia, temos um disquinho curioso. Quem vê pela capa, estampando uma belíssima gravura de Fayga Ostrower, não imagina que por trás, ou melhor, por dentro, vamos encontrar o Trio Elétrico de Dodô & Osmar. Muito menos se pensaria em um disco de carnaval. Porém tudo se justifica (justifica?). Na verdade, trata-se de um lp que faz parte de uma série criada pela Funart para o então Departamento de Cooperação Cultural, Científica e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, a partir de 1978. A ideia era a de propagar a diversidade musical brasileira pelos cinco continentes, em vários países, dando a esses a oportunidade de conhecer melhor o variado leque musical produzido originalmente em nosso país. Ao que tudo indica, esse trabalho teve bons resultados, o que acabou gerando uma segunda versão, a qual passou-se a chamar “Projeto Ary Barroso” e sendo coordenado por Hermínio Bello de Carvalho. Se tratando de uma coleção promocional, esses discos pouco foram vistos (e ouvidos) por aqui. Da série, temos o disco 4, celebrando os baianos do Trio Elétrico. E Trio Elétrico é sem dúvida sinônimo de carnaval. Assim sendo, mesmo com uma gravura que mais caberia à música erudita, a temática aqui é carnavalesca. Até que pensando bem ela tem tudo a ver com o espírito baiano de ser, incorporando o improvável, misturando ‘Pires de Oliveira com pratinho de azeitona’. Uma simpática e estranha combinação que sempre acaba em alegria. Salve a Bahia! Viva o Carnaval!
Carnaval 1970 – Volume 1 (1969)
Olá amigos cultos e ocultos! Aqui estamos (rapidinho!) com a postagem do dia, porque a noite é de carnaval! Vamos para um baile de salão? Mais ou menos parecido com este da foto que ilustra a capa do disco de hoje. Aliás, de 1969!
Temos aqui um belo exemplar do que é Carnaval. Um disco realmente perfeito, tanto na capa como em seu conteúdo. Uma seleção de músicas verdadeiramente de Carnaval com diversos artistas da Odeon. Destaco também a presença de Chacrinha e Silvio Santos, duas figuras que além de apresentadores de programas na tv, todo ano, também gravavam marchinhas de sucesso, clássicos para todos os bailes carnavalescos.
Bom, taí… Eu vou nessa, porque o baile já começou
Carnaval RCA Victor – Volume 1 (1957)
Olá foliões cultos e ocultos! Estamos enfim chegando à apoteose com nossa comissão de frente, que como todos viram, também é boa de lado e costa. Desta vez vamos ver as coisas por um outro ângulo. Vamos com este raro lp preparado pela RCA Victor para o Carnaval de 1958. Sem dúvida, outra boa pedida. Nossa bela modelo, aqui, parece não ter conseguido ficar de pé. ‘Chapou’ o melão com o lança perfume, tropeçou na serpentina e quase deixou quebrar a taça de cristal, derramando pelo chão toda a ‘champanhota’. Sorte foi estar cercada de balões que amorteceram a sua queda. Hehehe… brincadeirinha… Disse isso apenas para chamar a atenção dos amigos para a beldade que estampa a capa. Moça bonita, né não? Bonito também é o repertório e a escolha de seus intérpretes. Sob o comando do maestro Zaccarias, temos aqui um elenco de famosos artistas da gravadora, escalados no primeiro de dois lp’s, lançados com antecedência no final de 1957 para o Carnaval do ano seguinte. Temos aqui gravações raras, algumas nunca chegaram a sair em discos além dessa coletânea. Confiram o toque…
Carnaval 78 (1977)
Olá amigos cultos e ocultos! Estão gostando das coisas boas do carnaval? Muita música boa, né não? Pois é, nada como um desfile em bloco para animar a festa. Como eu já informei, o que não falta no Toque Musical é música de carnaval. Tem de todo tipo, de todas as épocas e para todos os gostos. Basta consultar nosso index, a lista de postagem por nomes. Tá tudo aí…
Seguimos com mais um álbum bacana, a começar pelas mulatas (do Sargentelli) estampadas na capa. Que belo chamarisco, heim? Para endossar, este disco é uma produção da RCA, um garantia de que temos aqui uma coletânea da melhor qualidade. Ao contrário dos discos anteriores, neste o repertório é interpretado por astros da gravadora, nomes de peso e horas de bailes carnavalescos, como Nelson Gonçalves, Noite Ilustrada, Os Originais do Samba e outros… Um disco ao melhor estilo dos clássicos de outros tempos. Só no sapatinho…
Samba Suor E Ouriço – Vol. 5 (1980)
De boa em boa vamos a cada dia nos aproximando do Carnaval. Pena eu não ter tido tempo para fazer uma seleção um pouco mais apurada, tanto de capa quanto de conteúdo musical. Tem umas ótimas, mas na pressa acabei catando o que estava à mão. E pelo jeito só está dando anos 80. Acho que me empolguei…
O disco de hoje é bem na linha do que foi postado ontem. São 28 músicas num ‘pot pourri’ com pausa apenas para virar o lado. Estão reunidos aqui alguns dos melhores sambas enredos, numa gravação direta, ao vivo e cheia de folia. Viva o Carnaval!
A Banda Do Carnaval (1984)
Mais uma ‘boa’ para anunciar o Carnaval. Temos aqui o que foi o embalo da festa do ano de 1984. Um lp feito para animar a turma do salão, enquanto a banda de verdade descansa e toma um guaraná. São 33 sucessos da música popular brasileira em ritmo de folia sem intervalos, exceto para mudar o lado do disco. Taí uma coisa que eu gosto na música de carnaval é essa facilidade de adotar além do samba (claro!), o rock, o pop, o sertanejo e tantos outros tipos de música – transformando tudo numa grande folia. Como podemos constatar, as músicas desse ‘pot pourri’ de carnaval são todas sucessos da época, músicas das mais variadas no cenário ‘rádio pop’ do anos 80. Aqui não há lugar para as marchinhas clássicas. E realmente nem precisa. Ficou apenas o espírito da alegria e o batido de carnaval. Pode conferir…
super fantástico
Samba 80 (1980)
Olá amigos cultos e ocultos! Como informei ontem, nesta semana só vamos ter ‘as boas’. Apenas não decidi ainda se serão as moças das capas ou as músicas de carnaval. Por via de dúvidas, vou mantendo as duas 😉
Olhem só que beleza… quer dizer, olhem só que coletânea boa, muito bem recheada. Não é extamente carnavalesca, mas é autenticamente de samba e carnaval é muito samba, né não? Pois é, temos aqui este álbum promocional, uma produção RCA, reunindo um pouco da sua safra de sambas para o ano de 80. Apreciem com moderação. Amanhã tem mais 😉