Olás! Finalmente consegui listar todas as postagens na barra lateral do nosso blog Toque Musical. Há tempos que a janelinha de busca de postagens não funciona corretamente. A gente digita um nome de um determinado artista, mesmo sabendo que ele foi publicado, mas a resposta vem como se não constasse nas postagens. Como não descobri a razão do erro, achei melhor criar a lista, já que muitos não ‘sacaram’ que a pesquisa poderia ser feita pela letra inicial ou datas. Sem dúvida, para a maioria, a nova listagem será mais cômoda. Mas vai chegar um momento em que esta relação se tornará inviável, devido ao número de postagens com marcadores. Enfim, vamos levando até onde for possível…
Olmir Stocker (Alemão) – Longe dos Olhos Perto Do Coração (1981)
Olá amigos cultos e ocultos! Hoje vamos de música instrumental, que é legal e não faz mal. Estou trazendo um disco bacana do guitarrista Olmir Stocker, mais conhecido no meio artístico como Alemão. Este álbum me foi enviado já algum tempo pelo amigo Nilo, professor de violão e compositor recatado. Depois de deixar o álbum na fila de espera por mais de quatro meses, achei que já era hora de apresentá-lo aqui no Toque Musical. “Longe dos olhos, perto do coração” é, sem dúvida, um disco muito bonito, que eu devo confessar, nunca cheguei a ouvi-lo direito. De ontem para hoje passei ele na agulha umas três vezes. Muito bom! Música instrumental do jeito que eu gosto, sem firulas intencionais, mas competente e original. O álbum é um passeio pelo Brasil (talvez na carroceria de um caminhão – a bela capa me inspirou) com ritmos e composições que ilustram diferentes paisagens. Alemão é um fera nas cordas, seja na guitarra ou no violão. Com mais de meio século de estrada ele já tocou com muita gente. Foi o guitarrista do conjunto de Breno Sauer no início dos anos 60. Participou como instrumentista da Jovem Guarda ao lado de Roberto Carlos e Wanderléa. Em 1968 formou com Casé, Hermeto Pascoal e outros o conjunto Brazilian Octopus, lançando no ano seguinte um excelente disco instrumental. Fez parte do Grupo Medusa, outro conjunto instrumental nota dez. Tocou em turnês por diversos países tendo sua arte mundialmente reconhecida. Se você ainda não viu e ouviu este disco em outras fontes, aproveite agora para matar a sede 😉
Thiago De Mello – Estatutos Do Homem & Poemas Inéditos (1989)
Enfim chegou a sexta-feira! Mais uma vez vai ser ela o dia do artista/disco independente. Escolhi a dedo o disquinho para hoje, com todo o carinho para os amigos cultos e ocultos. O dia já está quase no fim, mas a intenção e a postagem permanecerão eternamente enquanto durarmos.
Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.
Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.
Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.
Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.
Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.
Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.
Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.
Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.
Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.
Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.
Orlando Silva – Orlando Silva, Hoje (1973)
Muito bem… vocês devem ter notado que as postagens estão com um pequeno atraso. Isto se deve a uma série de problemas aqui pelos meus lados. Falta de energia elétrica, falta de ânimo, falta de humor e principalmente falta de tempo. Comecei esta postagem hoje a tardinha, mas só agora estou tendo tempo para terminá-la. Acho que agora vamos regularizar…
Taí um álbum muito esperado, “Orlando Silva, Hoje”. Este disco, gravado em 1973 traz o “Cantor das Multidões”, já em fim de carreira, interpretando pela primeira vez compositores contemporâneos. Nomes como Taiguara, Caetano Veloso, Giberto Gil, Edu Lobo, Antonio Carlos & Jocafi, entre outros, formam o repertório deste disco singular na carreira de Orlando Silva. Curiosamente, entre seus discos, inclusive os mais antigos, este se tornou um dos mais procurados. Talvez por ter sido seu último álbum em vida. Fala-se muito no processo degenerativo de sua voz, devido ao álcool e a morfina. Mas, cá prá nós, seja ontem ou seja hoje, Orlando Silva foi sempre um grande cantor e intérprete. Este disco é uma prova de suas qualidades, mesmo já bem debilitado. Pessoalmente, acho o álbum nota 10! Confiram…
Tito Madi – Quem É Da Noite Canta (1987)
Olá amigos cultos e ocultos. Depois de tantos afetos e desafetos, eu resolvi colocar uma campainha na porta. Em outras palavras, os comentários de agora em diante passarão por uma verificação prévia antes de serem publicados. Sinceramente, sempre achei isso um saco. É mais um fator que inibe o comentário. Mas, diante aos fatos quem vem ocorrendo, achei melhor fazer como os outros blogs. Chega de bate boca e polêmicas que não acrescentam nada ao objetivo principal. Não peço mais comentários e não publico mais ‘crititicas’. Chega de ameaças e hipocrisia. Antes um amigo oculto que um inimigo culto, muito embora eu saiba que todos os meus amigos e os demais visitantes são cultos. Afinal, música é cultura!
Orlando Silva – Os Ídolos Do Rádio Vol.1 (1985)
Olá a todos! Como eu havia dito anteriormente, nesta semana, estarei postando alguns discos do Orlando Silva, alternando dia sim, dia não. Teríamos começado na segunda feira, não fosse a homenagem mais que merecida à cantora argentina Mercedes Sosa, falecida no domingo.
Mercedes Sosa – La Negra En Familia
Buenos dias! É com um tremendo pesar que inicio hoje a semana. Ontem, como já é sabido, faleceu La Negra, a grande cantora argentina Mercedes Sosa. Sem dúvida, uma grande perda, não apenas para a música argentina, mas também para todo o povo latino americano. Em sinal do nosso agradecimento, estou postando aqui um registro da cantora em uma apresentação ao vivo com seu irmão Cacho, seu filho Fabian e seus sobrinhos Coqui e Claudio. Essas gravações eu fui buscar em um blog argentino chamado “Los que no se consiguen“. A gravação nos traz 15 músicas e tem uma boa qualidade. Para tal, eu criei uma capa e contracapa, dando uma melhor identidade a este registro, que agora se faz histórico. Viva em nossos corações Mercedes Sosa!
Paraguassu – Canções De Amor (1970)
Olá! Ontem tivemos um dia cheio. Teve Baden Powell e antes que o dia findasse eu ainda postei um Orlando Silva, homenageando o artista na data de seu nascimento. Eu havia me esquecido… Como dizem, a pressa é a inimiga da perfeição e tanto ontem como hoje eu estou correndo contra o tempo. Perfeccionistas de plantão, queiram me perdoar! Fim de semana trabalhando, como diz a minha empregada, ninguém merece!
Orlando Silva – Depoimento RCA (1978)
Putz! Como pude deixar (quase) passar em branco a data de hoje?! Ainda bem que eu cheguei a tempo… Hoje, dia 3 de outubro, é a data do aniversário do ‘Cantor da Multidões’, o grande Orlando Silva. Eu deixei passar batido, nem lembrei… Ainda bem que o dia ainda não acabou, assim posso me redimir desta falha. Estou postando agora, mas acho que só vai entrar mesmo amanhã. Para compensar farei desta próxima semana um festival de Orlando Silva. Dia sim, dia não, vamos relembrar o saudoso cantor. Começo por este álbum duplo, um registro para ficar na história. Trata-se de um álbum depoimento onde o cantor fala de sua carreira, de sua vida e seus sucessos. Como convém a um disco tão importante, este é duplo e foi gravado em abril de 1978. Foi produzido e coordenado por Zuza Homem de Mello. O disco traz não apenas a fala do cantor, temos também as músicas, 31 gravações originais que ilustram bem toda a história contada por ele. Eis ai um trabalho dos mais interessantes e raro. Procurei não desmembrar a gravação, mantendo uma sequência linear dos lados A e B, conforme o disco. Temos assim, sem pausa ou intervalo o disco 1 e 2. Isso nunca saiu em cd (e nem vai). Confira aqui e vamos juntos soprar a velinha :*
Baden Powell – Gravado Ao Vivo Em Paris (1973)
Olá! Correndo contra o tempo, aqui vai a postagem do dia. Hoje eu já sei que nem a noite vou ter tempo para afinar a viola, portanto vamos com o que já está na agulha. Vamos mais uma vez com o grande violonista Baden Powell neste álbum gravado ao vivo em Paris. Escolhi este ‘álbum de gaveta’ porque é de um artista que não precisa de muitas apresentações, ainda mais aqui no Toque Musical. Baden é figurinha cativa. Neste show predominam as composições em parceria com Vinícius de Moraes e tem mais… inclusive Chopin e Bach. Disco lindo! Mas vou deixar os complementos e comentários por conta de vocês, amigos cultos e ocultos. Desculpem, mas estou atrasadíssimo! O trabalho me chama! Bye, bye…
Orestes Barbosa – Emílio Escobar – Grandes Autores Grandes Intérpretes (1978)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Finalmente é sexta-feira, prenúncio do descanso, dia nacional da cervejada. Mas nessa eu vou apenas ficar olhando. Não posso beber e no sábado e domingo irei trabalhar 🙁 . Não sei nem se terei tempo para ir à Feira de Vinil & CDs Independentes, que neste fim de semana será em dose dupla, no sábado e domingo. Ela desta vez acontece na Praça da Savassi, mais exatamente no quarteirão fechado da Rua Antonio de Albuquerque, entre Cristovão Colombo e Alagoas. A feira acontece em paralelo ao Festival OutroRock, onde diversas bandas irão se apresentar. Um bom programa para o fim de semana. Quem estiver na cidade, não pode perder a festa. Eu vou fazer o possível para ir, pois sempre encontro raridades.
Rio, Cidade Maravilhosa (1960)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Aqui vou eu me repetido no discurso e na saudação. Fica difícil ser diferente quando, mesmo sem querer, eu fui criando um formato tão pessoal para o meu blog. Isso se deve muito ao fato de que em um determinado momento eu precisei provar a todos que este espaço é estritamente amador, sem prentensões que vão além do meu desejo de trazer até vocês discos raros e que não se ouve mais. Não faz sentido para mim possuir ou ter acesso a riquezas fonográficas que eu não possa compartilhar. Amor como este não se faz sozinho. É preciso levá-lo a quem precisa ou àqueles que estão em mesma sintonia. Isso é diferente de querer sair na frente. De estar em busca de outros propósitos e objetivos. Isso aqui não é feito por jornalistas, estudantes de comunicação, ensaístas ou profissional do ramo de entretenimento pela web. Também não é o blog do ‘Gerson’, pois não penso em levar vantagem em nada. O Toque Musical é apenas um espaço amador e pessoal. Daí, cheio de falhas como deve caber a quem não é profissional. (putz! até rimou!)
Deixando de lado a polêmica (dizem que eu adoro!), vamos ao que interessa… Tenho aqui um álbum maravilhoso cujo o tema é uma cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Em 1954, o maestro Radamés Gnattali foi chamado para orquestrar a “Sinfonia Popular em Ritmo de Samba”, uma obra criada pelos então jovens compositores Antonio Carlos Jobim e Billy Blanco. O disco, de 10 polegadas, saiu naquele ano contando com a participação de grandes nomes como Dick Farney, Elizete Cardoso, Lúcio Alves, Gilberto Milfont, Os Cariocas, Doris Monteiro, Emilinha Borba, Jorge Goulart e Nora Ney (será que eu esqueci alguém?). Em 1960, Radamés é novamente chamado para uma segunda versão, agora neste álbum de 12 polegadas intitulado, “Rio, Cidade Maravilhosa” que eu apresento a vocês. Diferente do primeiro, neste, também da Continental, temos uma homenagem à cidade carioca, onde desfilam algumas das mais famosas músicas feitas louvando a belíssima capital fluminense. O álbum se divide em dois momentos. No lado A temos a referida segunda versão da Sinfonia do Rio de Janeiro, tão boa ou melhor que a primeira. Pessoalmente gosto mais desta. Nela encontramos um novo grupo de estrelas, algumas até da versão anterior. São eles: Os Cariocas, Risadinha, Luely Figueiró, Albertinho Fortuna, Nelly Martins, Maysa, Jamelão e Ted Moreno. No lado B temos outras sete músicas interpretadas pelo Coral de Severino Filho, Maysa e Albertinho Fortuna. Maravilha total! Este disco voltou a ser relançado com outra capa no início dos anos 80 e até já foi postado no amigo Loronix (aliás, os dois!). Tomei a liberdade de incluir o disquinho de 54, postado pelo Zeca, juntamente com este que eu estou apresentando agora. Assim fica mais fácil entender e com certeza, com esta capa, vai encher a boca de muito colecionador. Taí, uma pura raridade…
Taiguara – Canções De Amor E Liberdade (1983)
Olá a todos os amigos cultos, ocultos, tensos e pretensos! (tenho cada amigo…)
Agora, vamos ao disco… Depois de ter passado mais de década sem gravar, Taiguara retorna ao Brasil e lança em 1983 o álbum “Canções de amor e liberdade”. A concepção deste álbum nasceu quando ele ainda estava na Tanzânia. Como sempre, muitas das faixas foram cortadas pela censura e logo em seguida liberadas, apenas para não perderem o costume. Não se trata de um trabalho de protesto, embora sua obra seja pautada nas questões sociais. O disco traz músicas lindas. São canções inspiradas em ritmos sulistas e uruguaios como a zamba portenha, o rasqueado… tem também um bolero, “Anita”, uma composição dedicada à Anita Leocádia, filha de Olga e Luis Carlos Prestes. “Estrela vermelha”, composição antiga feita por seu avô. Taiguara regravou também “Índia” em sua forma original, com a partitura para piano de José Assunción Flores. “Voz do leste” é uma toada com participação da dupla sertaneja Cacique e Pagé. A orquestração, em muitas faixas, é do maestro Gaya. O disco realmente busca uma nova retomada para o cantor. Contudo, não chegou a ser uma sensação, talvez porque Taiguara, como ele mesmo disse, se sentia um tanto estagnado, necessitando reaprender, reciclar seu momento como músico numa era dominada pela tecnologia. Percebe-se que o artista ainda naquele momento se sentia deslocado e desencantado com situações semelhantes as que o levou ao auto exílio nos anos 70. Depois deste álbum ele ainda chegou a gravar mais um disco, o cd “Brasil Afri” pela Movieplay em 1994. Faleceu dois anos depois, vitíma de um tumor na bexiga. Uma pena… uma grande perda 🙁
Nesta postagem eu resolvi incluir também uma entrevista dele dada à reporter do programa de rádio Notícias do Brasil, logo depois de lançar seu último trabalho. Confira aí…
índia
Eles Fizeram O Sucesso (1970)
Olá amigos cultos e ocultos, do Brasil e do mundo, bom dia! Como diz o outro, o bambú racha mas não quebra. O condor tá com dor, mas ainda voa 😉
Dick Farney – Ao Vivo (1986)
Bom dia! Começamos a semana super bem acompanhado pelo nosso ‘jazzman’ Dick Farney. Um artista que já não carece de tantas apresentações aqui no Toque Musical. Seu talento e sua história são notórios. Excelente instrumentista, cantor e compositor. Talvez nos dias atuais (e após a sua morte) ainda mais conhecido e reconhecido do grande público como um dos precursores da Bossa Nova. Seus discos passaram a ter um interesse ainda maior. Até os seus primeiros álbuns, raridade total, voltaram a pipocar em todos os lugares e principalmente nos blogs musicais. Tenho para mim a certeza (e sem pretensões) de que nós blogueiros contribuímos muito para que isso acontecesse. A onda da Bossa Nova é eterna e se constitui na modernidade como a base de criação para muitos artistas, não apenas no Brasil. Daí, tudo ligado a ela é de interesse. Dick jamais ficaria fora dessa, mas seu valor não se limita a um único gênero. Dick Farney foi demais…
Dalva de Oliveira – Homenagem À Francisco Alves (1952)
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Aqui estou eu ainda na reserva, parecendo um ‘junk’, cheio de furos de agulha nos braços. Falando assim, parece até que eu estive hospitalizado por semanas, mas não foi nada disso. Apenas tive uma indisposição alimentar, daí fui ao pronto-socorro, tomei na agulha Buscopan, Omeprazol e soro. Seriam no máximo três picadas se não fosse a inexperiência do enfermeiro que me atendeu. Para completar a peneira, no dia seguinte tirei sangue e ainda me aplicaram um contraste para uma tomografia no estômago. Vejam só vocês o que passa um ‘condor’ (realmente, com dor).
João Nogueira – O Homem Dos Quarenta (1981)
Meus amigos, atrasei com a postagem de ontem porque não estou podendo digitar textos devido às inúmeras picadas de agulha que recebi no braço para tirar sangue, tomar sôro e outros exames que andei fazendo. Comecei a escrever e meu braço inchou. Por isso irei devagar…
Adler São Luiz – Tambô De Criola
Saudades Da Minha Terra (1988)
Olá! Bom dia para todos nós! Nessa saudação eu também me incluo. Estou precisando que meu dia seja ainda mais feliz. Não quero estar sentindo o mesmo mal estar de ontem. Até agora vai tudo bem… É interessante como o poder da música nos é curativo. Realmente, ela cura o corpo e alma. O que seria de mim se não fosse a música. Isso me fez lembrar agora de uma composição do genial Péricles Cavalcanti, chamada “Eu odeio música”, a qual define exatamente o que eu sinto pela música. Mas vou deixar o Péricles (completo) para um outro momento. Vamos de volta aos antigos…
Sucessos RGE (1961)
Olá, bom dia a todos! Tenho dado umas vaciladas tanto na escrita quanto nos arquivos, mas é que eu ando com a cabeça cheia, com outras tarefas e problemas que foram surgindo no fim de semana. Estou meio mal do estômago (acho que tenho abusado demais dos chocolates e frituras). Ficar assim, deixa a gente fora do prumo. Preciso me cuidar!
José Rastelli – Meu Amigo Violão Vol. 2 (1963)
Meus prezados, o Chico Zé já está de volta, completo em suas 14 faixas. Voltem lá e refaçam seus arquivos. E ponha a boca no trombone, caso encontre alguma postagem vencida.
Super Sambas Vol.1 (1973)
Bom dia a todos! Esse negócio de blog com postagens diárias não é fácil não. Principalmente para uma pessoa sozinha. Vocês não fazem ideia do trabalho que dá. Calma! Não estou reclamando, apenas justificando algumas falhas. Eu até que conto com alguns colaboradores, mas o processo todo depende de mim. Como o blog a cada dia cresce mais, aumenta também o serviço de gerência. Dependo exclusivamente de vocês para me informarem ‘onde o bicho tá pegando’. Links vencidos, faixas trocadas ou faltando, erros de linguagem ou ortográficos… tudo isso e até as críticas eu dependo de vocês. Blogs como este só sobrevivem se houver um ‘feed back’. Esta introdução toda foi também para dizer que eu não esqueci as solicitações para novos links que até o momento eu não repus. Estou tendo alguns problemas para localizar os arquivos das postagens das semanas temáticas latino americanas e portuguesas. Peço aos visitantes que não deixem de me lembrar…
Francisco José – O Melhor De Francisco José (1984)
Depois daquela bacalhoada, não deu outra… Vai aqui o tão esperado Francisco José. Algumas pessoas haviam me pedido mais coisas desse cantor português. Demorou um pouco mas chegou. Para atender a todos, escolhi uma coletânea das melhores. Temos aqui ‘seus 14 maiores sucessos românticos’, reunidos em um álbum do selo Elenco e lançado nos anos 80. As músicas do disco foram recolhidas dos lps que o ‘Chico Zé’ gravou pela Philips. Sem dúvida, em seus melhores e mais marcantes momentos. Aqui estão reunidas músicas imortais do repertório português (e também brasileiro, ora pois) que o imortalizaram como um dos grandes fadistas e intérpretes.
Dalva de Oliveira – Em Tudo… Você (1960)
Olá a todos! Comecei esta postagem logo cedo, mas só agora me lembrei de publicá-la. Tinha essa tarefa como já realizada. Ia passar batido, pois hoje eu não pretendia nem ligar o computador. Mas foi bom e providencial, assim pude além da postagem do dia, corrigir o erro de ontem. Valeu Pasquale!
Grupo Rumo – Rumo Aos Antigos (1981)
Oooba! Finalmente chegou a sexta-feira, dia nacional da cerveja. Tenho aqui um barril de Heineken já no ponto, esperando para depois do trabalho. Vamos nessa? Não deixem de levar um tiragosto, o violão, o pandeiro e algumas músicas do Noel na ponta da língua. Vai ser bom demais!
Brasil: A Century Of Song – Bossa Nova Era (1995)
Bom dia! No passo ligeiro, aqui vai o disco de hoje. Estou numa correria que só vendo… Tenho para hoje uma coletânea de gaveta, daquelas que ficam prontas para qualquer emergência. Um coletânea feita por gringos e a qual é chamada de bossa nova. Como se a música brasileira se resumisse a nisso. Mas a gente entende porque sabemos que a nossa música tem mesmo muita bossa. Uma música de personalidade mais que expressiva. O disquinho que apresento já é da geração cd, mas seu conteúdo oscila entre o antigo e o moderno, entre o Samba e Bossa Nova. Contudo, vale a pena ouví-lo, pois nele encontraremos coisas muito interessantes e até raras, que não se encontram fácil por aí. Esta é uma copilação feita por americanos (ou canadenses?) em parceria com uma produtora brasileira. Um autêntico disco feito pelo e para o mercado norteamericano. É bem possível que haja algum engano nos créditos das músicas, mas se tiver, eu vou deixar à cargo de vocês, especialistas. Podem comentar… Vejam (e ouçam) o que temos no disquinho:
O Bando Da Lua (1989)
Olá! Correndo para não perder o trem, aqui vai a postagem do dia. Escolhi algo que não carece de muitas apresentações mas que com toda certeza irá agradar. Tenho aqui uma seleção musical do famoso Bando da Lua, grupo liderado por Aloysio de Oliveira e que acompanhou Carmen Miranda aqui e nos Estados Unidos. Este disco é uma prova de amor à música brasileira, produzido mais no sentido de resgatar a memória musical brasileira do que propriamente o de vender discos. Um trabalho minucioso de recuperação de fonogramas raros que foram cedidos na época pela BMG Ariola para esta produção quase independente feita pelo selo Evocação, através de Paulo Iabuti, responsável pela seleção. Como podemos ver, este disco foi feito por e para colecionadores. Aqui estão registros raros do Bando da Lua, inclusive de gravações feitas na Argentina. Um trabalho dos mais importantes que o Toque Musical procura manter ativo. Confiram aí…
Morte E Vida Severina – Trilha Sonora Do Filme (1977)
Bom dia! Ontem pela, primeira vez, tive tempo e paciência para conhecer melhor os meus contadores de visita e estatísticas. Tenho três contadores no blog, sendo um deles oculto, o da Google. E justamente este, o mais completo, eu nunca havia investido, nem sabia como funciona. Mas quem tem amigo não morre pagão. Com uma pequena ajuda dos amigos, eu vou aos poucos ampliando meus conhecimentos sobre as ferramentas que disponho no blog. Que maravilha! Agora consigo localizar de onde vem os acessos e até já consigo ver os amigos ocultos. Mas o melhor foi saber de onde vem as pedras. Agora ficou mais claro… quem diria… Fico aqui pensando apenas numa coisa, como é estranha a natureza humana. Só isso…
Eles Começaram Assim… (1978)
Bom dia a todos os visitantes cultos e ocultos. Inicialmente eu quero agradecer aos amigos pelo carinho e atenção na passagem do meu aniversário. Sei que falar de aniversário não acrescenta nada de objetivo ao Toque Musical e para a maioria isso é irrelevante ou até sem sentido. Não deveria caber à um blog musical questões como essa, não fosse ele antes de tudo um espaço pessoal (ao qual se permite o acesso público). Como autor do blog, me dou ao direito de fazer dele o que eu quiser, desde que isso não vá contra a moral, a dignidade e o respeito pelo outros. O que eu expresso aqui é apenas a minha visão pessoal. Por fazê-lo público, me exponho e inevitavelmente vou de encontro a todo tipo de sorte. Há os que participam, colaborando de uma forma ou de outra. Há os que criticam e os que crititicam. Há amigos cultos & ocultos e os inimigos também. Mas independente das minhas ‘babaquices textuais’, estou aqui diariamente levando a vocês alguma coisa boa, que são os discos e a música. Compartilho com todos o que tenho de bom, porque o ruim ou mal é fácil de fazer. Destruir é mais fácil que ajudar a construir, imagina construir sozinho… Acho que nem preciso explicar melhor os motivos desta introdução. Quem frequenta o Toque Musical diariamente sabe do que eu estou falando.
Nelson Souto – Interpreta Eduardo Souto (1958)
Bom dia, meus prezados visitantes! Hoje estou celebrando 48 primaveras, graças a Deus, sempre cheia de flores, perfumes e sabores. Por incrível que possa parecer, me sinto cada dia mais jovem. Não tenho o que reclamar da vida e com certeza ela também não reclama de mim. Sempre fizemos uma ótima parceria, mesmo nos meus momentos de maior depressão, ela sempre soube me perdoar. A maturidade já chegou, mas a velhice ainda não. Sem querer remar contra a correnteza, deixo meu barco ir, mas viso sempre as margens do rio. É lá que faço minhas pausas, meu descanso… É lá que estão meus discos e livros, meus sonhos e planos. Meu rio quase sempre foi calmo. Ele sabe que eu não sei nadar, por isso não me assusta. Minha bóia salva-vidas é a música, por isso vivo rodeado de muitos discos.