Boa noite, amigos cultos e ocultos! Um cd que me foi apresentado há pouco tempo, neste mês estou tendo a oportunidade de postá-lo. Aqui temos o compositor paraense, Renato Gusmão, letrista e poeta, parceiro de grandes nomes da música paraense. Neste disco de 2005 temos 14 canções e um poema. As músicas são de diferentes parceiros e interpretadas por outros artistas da cena musical paraense. Um disco supreendentemente agradável, vale a pena conhecer…
dos zens – carla maués
voz do mar – firmo cardoso
deuses – jeanne darwich
iluminado – nilson chaves
infinita – dayse addario
santo torto – edmar rocha
manhã ocidental (sobre 11 de setembro) – cibelle jemina
Muito bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Nosso encontro hoje é com a música clássica, mais exatamente com o barroco de Johann Sebastian Bach na interpretação do grande pianista e maestro João Carlos Martins. Como podemos ver pela capa, temos aqui dez dos mais conhecidos prelúdios do genial compositor. Mas o foco maior aqui é para o nosso pianista, um artista exemplar cuja carreira foi sempre cheia de adversidades. Sua história virou roteiro de filme. Paulista, filho de um, também pianista, o português José Eduardo Martins. Seu pai infelizmente sofreu um acidente, perdendo o polegar, o que acabou desfazendo o sonho de seguir carreira como pianista. Mas o piano continuaria presente na família, pois tanto João Carlos quanto seu irmão José Eduardo Martins seguiriam como pianistas. João Carlos começou a tocar piano ainda na infância, tendo inicialmente como professor o próprio pai. Aos treze anos já era um concertista e aos 18 um virtuoso do piano e já se apresentando pelo mundo a fora como um dos mais aclamados artistas da música erudita. Se tornou o melhor intérprete da obra de Bach de sua geração, tendo gravado deste toda a sua obra para piano. Em 1965 ele sofreu um acidente, uma queda boba lhe causou uma perfuração no cotovelo que atingiu um nervo, lhe provocando atrofia em três dedos da mão. A recuperação demorou muito tempo fazendo com que ele tivesse dificuldade para se recuperar. Mas mesmo assim ele ainda continuou tocando até novamente surgir outro problema, os distúrbios osteomusculares, o que lhe afastou por um tempo do piano, voltando a tocar de 1979 a 85. Em 1995, mais uma vez lá estava o nosso pianista numa situação difícil, vítima de um assalto, o maestro foi golpeado na cabeça com uma barra de ferro, o que comprometeu seriamente o seu braço direito, sendo necessária uma cirurgia que cortou a ligação entre o cérebro e o braço, lhe tirando assim todos os movimentos da mão. Apesar de tudo, João Carlos não desistiu, viria novamente a gravar usando apenas a mão esquerda. Impossibilitado de continuar como pianista, se tornou maestro. Formou a Bachiana Filarmônica e se apresentou novamente em grandes palcos pelo mundo. Sua história, de roteiro virou filme em 2018, “João, O Maestro” e também peça de teatro, “Concerto para João”.
Olá, amigos cultos e ocultos! Aqui temos um disquinho com sabor de vinil. Uma compilação de artistas e discos da cena musical nordestina no final dos anos 60 e início dos anos 70. São 19 músicas trazendo artistas como Flaviola e o Bando do Sol, Marconi Notaro, Geraldo Azevedo & Alceu Valença, Lula Cortes e Zé Ramalho. Uma seleção de gravações da Rozenblit feita para o selo Mr. Bongo destinado ao mercado internacional. Coletânea bem maneira para inglês ver e ouvir. Confiram no GTM…
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Olha aí um ‘cdzinho’ bacana que veio entre tantas contribuições que recebemos diariamente. Aqui um disco do Tavinho Bonfá, ou Tavinho Burnier, como era chamado no tempo em que fazia dupla com Claudio Cartier. “Iluminar” é um disco de 1994, lançado somente em CD. Este trabalho reúne 17 músicas, sendo algumas registros ao vivo com músicas de seu disco anterior, “Tudo Tudo”. Praticamente, quase todas as músicas são de sua autoria. Um destaque para “Manhã de Carnaval”, música de seu tio, Luiz Bonfá e Antonio Maria. Na contracapa interna há um pedido para que não se copie este cd, que se compre outro. Acontece que hoje, dificilmente vamos encontrar um exemplar para venda. Daí, para se conhecer o trabalho, só mesmo dessa maneira, no GTM…
Bom dia, meus queridos amigos cultos e ocultos! Entre tantas produções na era do cd, algumas coisas as vezes vem de outros tempos, de tempos de vinil, ou mais ainda das velhas bolachas de 78 rpm. Aqui, tenho hoje um dos volumes que compõe a série “Discoteca Brasileira do Século XX”, lançada pelo O Globo em 2007. Trata-se de uma coleção em cd e em forma de um pequeno livrinho, dividida em seis volumes onde cada qual abrange um período dentro do século vinte. Para cada período foi escolhido um autor para os textos que acompanham os cds. Aqui temos o jornalista João Máximo nos apresentando um pouco da história dos primórdios da música gravada no Brasil, com alguns dos seus principais compositores e intérpretes do período que vai de 1900 a 49. Uma coleção muito boa em cd que infelizmente já está fora de catálogo. E como podemos ver aqui, traz 14 músicas/artistas em versões originais. Por certo, tudo aqui já foi visto e ouvido em nosso Toque Musical, mas essa coleçãozinha é mesmo um primor. Quem gosta de colecionar cd não pode perder essa…
brejeiro- apanhei-te cavaquinho – maria teresa madeira e pedro amorim
um a zero – pixinguinha
pelo telefone – baiano
se você jurar – francisco alves e mario reis
conversa de botequim – noel rosa
chão de estrelas – silvio caldas
aquarela do brasil – francisco alves
juramento falso – orlando silva
disseram que eu voltei americanizada – carmen miranda
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Sinceramente, é mais fácil postar vinil do que cd. O disquinho prateado, por incrível que pareça, dá mais trabalho na hora de editar e geralmente tem encartes mais complicados e difícil de fotografar. Por essas e por outras, estou dando preferência ao qu já tenho aqui pronto. Felizmente, alguns amigos tem me mandado muitos discos, todos prontos para o consumo e é nesses que a gente vai…
Aqui temos um belíssimo trabalho instrumental com dois músicos de primeira linha, Flávio Sandoval e Zezo Ribeiro. Flávio Sandoval é um multi-instrumentista, comositor, professor e fundador da escola Talentus – Centro Livre de Música. Zezo Ribeiro é um dos mais respeitados e talentosos violonistas brasileiro, além de compositor e arranjador. Juntos eles lançaram em 1994 este cd pela Edições Paulinas, “Acoustic Brazil, um disco despretensioso, mas de uma beleza ímpar. Trazem temas autorais e também músicas conhecidas como “Linha de passe”, de João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio; “O cantador”, de Dorival Caymmi; “Chovendo na roseira”, Tom Jobim; “Aos nossos filhos” de Ivan Lins e outras… Diante a boa repercussão, o “Acoustic Brazil” acabou merecendo uma continuação e logo em seguida seria lançado o volume 2.
Bom dia, amiguinhos cultos e ocultos! Em nossa mostra de cd’s, um mês inteiro só nos disquinhos prateados, temos para hoje “Nos Quintais do Mundo”, um projeto musical de Alfredo Bello, mais conhecido como DJ Tudo, que começa em 2008 quando então ele assume o codinome e lança o cd “Garrafada”, sua primeira investida num misto de cultura popular e música eletrônica. Dando sequencia a este projeto de misturar manifestações folclóricas com a música contemporânea do mundo, nasce então este segundo disco, que conforme o DJ Tudo é um trabalho de abertura de fronteiras, ou seja, ele amplia a sua pesquisa para além de grupos e artistas da cultura tradicional brasileira, indo buscar referências em outras culturas e também contando com o apoio e colaboração de artistas que trabalham na mesma linha, como foi no caso, Adrian Sherwood e Mad Professor, figuras de destaque na cena “Dub Invasion”. O “Dub” é uma espécie de música que não tem fim, um loop usado muito no reggae… Mad Professor é um dos engenheiros e produtores de dub mais respeitados e conhecidos do mundo. Adrian Sherwood é um dos papas do dub e do reggae de Londres. Contando com esses produtores, “Nos quintais do mundo” toma um caráter internacional, com pegadas jamaicanas e também elementos africanos. Vira tudo uma grande mistura, uma nova garrafada. Gravado no Brasil, Europa e África com uma dezena de músicos, gente de tudo lugar. Um trabalho realmente instigante, bem produzido e bem acabado. Vale a pena conhecer…
Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje nosso encontro é com o jazz e com a bossa em uma produção internacional lançada em 2002 e trazendo a dupla baiana formada pela cantora Palmyra e o violonista Paulo Levita. Este cd foi produzido por Arnaldo DeSouteiro para a Jazz Station Records e lançado simultaneamente na Europa e no Japão. Levita e Palmyra vem acompanhados do mestre João Donato. No repertório temos registrado standards da música norte-americana e também clássicos da bossa nova de Tom Jobim, além de outros temas nos quais cabem inclusive músicas de Carlinhos Brown. Não é atoa que eu adoro o corporativismo dos baianos. Hehehe… Salve a Bahia! Disquinho bacana, vale a pena conhecer….
Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Em nossa mostra de cds eu tenho para hoje um dos projetos mais bacanas que ouvi nos últimos tempos. Imaginem um grupo seleto de cantoras da nova geração da mpb, as melhores e mais badaladas. Somado a isso, vamos colocar um repertório exclusivamente de um dos maiores compositores dos menos conhecidos da nossa música, o genial Péricles Cavalcanti. Pronto! Eis aqui um disco impecável! Pois foi exatamente isso que fez a videomaker e produtora Nina Cavalcanti em parceria com o DJ Zé Pedro. Nina, filha de Péricles fez essa homenagem ao pai. Na verdade, a ideia partiu do DJ Zé Pedro que convidou Nina para fazer uma espécie de curadoria, escolhendo um grupo de cantoras e dando a essas total liberdade para produzirem e cantarem a música de seu pai. Neste sentido, Péricles não teve nenhum envolvimento, segundo Nina, ele só veio a ouvir o disco depois de pronto. São quinze canções das mais expressivas desse grande compositor. No cd há também um texto de apresentação feito por Arnaldo Antunes, que bem caberia aqui, mas deixemos para quem for adquirir o disco de verdade. Afinal, nossa intensão é divulgar e levar aos nossos mais um toque musical. Confira no GTM, mas se puder, não deixe de comprar o disquinho que é completo.
Olá companheiros, amigos cultos e ocultos! Sei que tem muita gente por aqui que vai torcer o nariz por conta desta postagem, mas também há um grupo ainda maior que, com certeza, vai aplaudir este toque mais que musical e é para essa turma, gente que tem noção do que é consciência de classe que dedicamos este cd. Aqui temos um disco lançado, ainda nos anos 90, pelo pessoal do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, um cd dedicado a uma causa muito nobre, terra e trabalho para todos! Neste disquinho vamos encontrar 18 composições de diferentes artistas, o hino do MST e um poema de abertura lido pelo comentarista esportivo Juarez Soares. Participam também deste projeto artistas como Chico Cesar, Vânia Bastos e Beth Carvalho. Segundo João Pedro Stedile, um dos líders do MST, essas músicas ajudam a dar mais identidade ao movimento. As canções tratam de temas políticos e/ou do cotidiano dos sem-terra. Eis aí um disco que carrega em si bem mais que música, a mensagem aqui é a de luta e esperança. Um disco que todo bom cidadão de esquerda deve ter (e os de direita também para aprender). Taí, mais um toque musical que não dá para perder…
Boa noite caríssimos amigos cultos e ocultos! Como disse, neste mês de fevereiro vamos prestigiar aqui algumas edições e produções feitas no período do cd, ou seja, discos que originalmente só foram lançados em versão cd. Embora eu tenha um pé atrás com as produções da Biscoito Fino, por conta dos tais ‘direitos autorais’, não há como negar o quanto eles são seletos nas escolhas de projetos e artistas, tudo sempre da melhor qualidade. Aqui temos um bom exemplo, um disco maravilhoso com a cantora Mônica Salmasso e o violonista Paulo Bellinati. Trabalho em dupla, numa releitura do disco Os Afro-sambas, um clássico da nossa MPB de Baden Powell e Vinícius de Moraes, lançado originalmente em 1966. Nesta releitura temos apenas a voz de Mônica e o violão de Paulo numa interpretação que faria Baden e Vinícius aplaudirem de pé. Lindo e espontâneo com o original. Quem ainda não conhece, eu recomendo…
Boa tarde, meus prezados amigos cultos e ocultos! Acho que foi uma boa ideia dedicarmos um mês inteirinho só para produções musicais da era digital, ou cd. Vez por outra tem sempre alguém nos enviando discos, principalmente cds e eu aqui deixando essa oportunidade passar. Mas prometo que neste mês muita coisa vai rolar…
Temos hoje e mais uma vez os artistas paraenses, que infelizmente, muito pouco ecoam para os lados de cá, no sudeste. E daí, a gente não faz ideia de como é intensa a vida musical no norte do Brasil. Neste cd, lançado em 2001 temos como destaque o samba. Sim, o samba também está muito presente na vida do paraense e este disco é uma prova definitiva do quanto este gênero se faz vivo em vários cantos do Brasil. Samba de Artista foi um projeto idealizado pelo músico/compositor paraense Hildebrando de Freitas, o “Neno”, um dos grandes sambistas do Pará. Dos encontros no bairro do Telégrafo, promovidos por ele e outros sambistas nasceram as composições que viriam a fazer parte do repertório do show “Pintando com arte o samba paraense”, realizado no Teatro Centur, em setembro de 2001. Este cd é um registro ao vivo deste sonho, deste encontro que reuniu os grandes sambistas do Pará. Um momento histórico e cheio de emoção. E acima de tudo, um disco de samba, ao vivo, e da melhor qualidade que não deixa nada a desejar. Samba se faz em qualquer lugar, só precisa ter o ritmo. Confiram no GTM…
Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Entramos então em fevereiro, um mês que em outros tempos estaríamos aqui celebrando o Carnaval, mas neste ano, se o brasileiro tiver um pingo de bom senso vai se segurar e deixar a folia para o ano seguinte. Definitivamente, 2021 não é ano de celebrar nada, além da vacina, que esse governo canalha tem nos privado. Se o povo deixar de ser um pouco burro, talvez em 2022 tenhamos mais esperanças. Mesmo assim, para não dizer que não falamos de flores, vou abrir nosso fevereiro com música de carnaval. Mas fevereiro vai ser mesmo diferente aqui no Toque Musical. Este será um mês dedicado ao disco na era cd, Todas as nossas postagens deste mês serão produções lançadas originalmente em cd. Afinal, há muita coisa bacana lançada apenas neste formato e para que não caiam no esquecimento, ou que passem batido, vamos abrir nossa vitrine…
Então, para começar, unindo o útil ao agradável, temos aqui o cd “A Música e o Pará – Carnaval da Saudade, disco produzido pelo selo Secult/PA, gravado no Rio de Janeiro, em 2000. Este cd reúne alguns registros de sambas carnavalescos dos movimentos musicais do Estado do Pará durante as décadas de 70 e 80. É um autêntico disco de samba e no qual participam intérpretes também do samba carioca, como Neguinho da Beija Flor e Dominguinhos do Estácio. Nos encartes temos mais informações sobre este trabalho, por isso não vou prolongar… Confiram tudo no GTM.
pot-pourri do rancho carnavalesco não posso me amofiná
pot-pourri do império de samba quem são eles
pot-pourri dos blocos xavante/mocidade unida de nazaré/unidos de vila farah/a grande família
pot-pourri do gremio recreativo guamaense arco-íris/escola de samba mocidade olariense
pot-pourri do acadêmicos de samba da pedreira
pot-pourri da embaixada de samba do império pedreirense/universidade de samba boemios da campina
pot-pourri do rancho carnavalesco não posso me amofiná
Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Fechando o nosso mês de janeiro temos aqui o Aladdin Band, grupo de rock vocal e instrumental que surgiu no final dos anos 60. Este grupo foi formado pelo guitarrista Romeu Montovani Sobrinho, mais conhecido como Aladdin, que outrora, na década de 50, havia também formado o The Jordans, grupo este um dos pioneiros do rock no Brasil. Mas em 1967, Aladdin resolveu sair e montar um novo grupo, uma super banda formada por oito elementos, com direito também aos metais, seguindo a ‘onda’ de grupos estrangeiros da época e ainda com boas pitadas de Jovem Guarda. O repertório é essencialmente de músicas estrangeiras, mas cabe também uma composição do próprio Aladdin, “Maldade”, que ele mesmo interpreta. É um disquinho curioso, mesmo não conseguindo fazer sucesso, se tornou item de coleção, voltou as rodas e ao interesse de novos colecionadores, a ponto de receber um relançamento através do selo Discobertas. Além deste disco, o grupo também lançou alguns compactos e mais um lp, em 1971. E se não me engano fecharam com um compacto lançado pelo selo Crazy, interpretando a música instrumental “Flash”, sucesso internacional dos anos 60. Confiram no GTM…
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui temos para hoje um disco com uma seleção de sambas, todos clássicos, bem conhecidos do grande público, Uma produção focada na noite, nas gafieiras e casas de show de São Paulo, conforme já nos indica a capa. A frente deste repertório temos o Maestro Portinho, que vem comandando o espetáculo junto com sua banda. Disco lançado em 1981, aqui já o segundo volume, pela Cristal Discos. Confiram no GTM…
Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Nosso encontro hoje é com o choro e em especial com o cavaquinista Edinaldo Vieira Lima, mais conhecido como Índio do Cavaquinho. Instrumentista alagoano, iniciou sua carreira como músico ainda adolescente, fazendo parte de diversos grupos. Tocou ao lado dos maiores nomes da nossa música popular. Trabalhou por muitos anos na Rádio Nacional. Gravou com seu conjunto alguns discos, entre eles este que aqui apresentamos, lançado em 1958 pela Polydor e cujo o repertório é todo de choro, acompanhado por um grupo de músicos também de primeira linha. O texto na contracapa já dá o recado, por isso não iremos nos estender… Melhor conferir no GTM…
Boa noite, meus amigos cultos e ocultos! Nosso encontro de hoje é com o Waldir Calmon, um artista muito apreciado por aqui. Já postamos vários discos dele em nosso Toque Musical e hoje e mais uma vez está de volta em lp de 10 polegadas, disco lançado em 1953 pelo selo Rádio. Um sequencia de oito temas originais que Waldir Calmon e seu conjunto interpretam com maestria e elegância. 🙂 Não deixem de conferir no GTM….
Olá, amigos cultos e ocultos! Antes que janeiro se acabe, cabe ao nosso toque musical uma curiosidade, que já não é novidade, porém se encaixa como uma luva em nossa proposta de edições alternativas para registros musicais históricos e até mesmo daquilo que nos pareça relevantes e agradável de realizar.
Como todos devem saber, isso é apenas uma curtição.
Aqui temos uma seleção de trechos de áudios extraídos de um encontro de João Gilberto, Caetano Veloso e Gal Costa gravados na antiga TV Tupi, em 1971. Esses áudios são os mesmos que podem ser encontrados no YouTube, porém, em nossa edição exclusiva demos um ‘upgrade’ em tudo e também criamos a capinha. Assim, temos mais um disquinho da série “Toque Musical”.
Segundo comentários em uma das postagens no YouTube, logo após o programa de tv, eles ficaram de lançar um disco com os melhores momentos, o que prova que existe realmente um áudio de qualidade aguardando para ser ouvido, mas que infelizmente, na época, João Gilberto não gostou e vetou o lançamento. O disco está pronto, segundo o autor do comentário, mas por enquanto aguardando a liberação dos direitos por parte dos filhos. Daí, é outra história… Segue o barco…
Confiram nossa edição no GTM.
arlequim de bronze – gal costa e joão gilberto
falsa baiana – gal costa
baby – gal costa e caetano veloso
asa branca – caetano veloso
a felicidade – caetano veloso e gal costa
desafinado – joão gilberto
chega de saudade – joão gilberto
retratro em branco e preto – joão gilberto
na asa do vento – caetano veloso e gal costa
fruta gogoia – caetano veloso
você já foi a bahia – joão gilberto e caetano veloso
largo da lapa – joão gilberto e gal costa
de noite na cama – caetano veloso
a tua presença morena – caetano veloso
coração vagabundo – caetano veloso, joão gilberto e gal costa
saudade da bahia – caetano veloso, joão gilberto e gal costa
Boa noite meus companheiros, amigos cultos e ocultos! Hoje nosso encontro é com o samba. Temos aqui um disquinho curioso, no sentido de ser uma edição lançada na Argentina, em 1975. Por certo, este lp também foi lançado aqui pelo selo Beverly. “Samba Lelê” é uma dessas produções de estúdio onde encontramos uma seleção de sambas populares e de sucesso sendo levados no mesmo arranjos dos originais, por um grupo criado para isso. E assim temos Os Comunicadores do Samba, metendo bronca, fazendo a alegria de los hermanos. Vamos conferir também…
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Dentro das escolhas aleatórias, do nosso ‘drops misto’ de janeiro, hoje o nosso encontro é com a Banda Azul, um grupo musical evangélico formado em Belo Horizonte nos anos 80. A Banda Azul em seu disco “Espelho dos Olhos” é considerado um dos clássicos do chamado ‘rock cristão’. Liderada pelo cantor, compositor Janires Magalhães Manso. Gravaram este lp, com produção do próprio Janires que infelizmente veio a falecer em um acidente de automóvel, alguns meses antes do lançamento do lp. Eis aí um trabalho interessante que agrada não apenas ao público evangélico. Confiram no GTM…
Boa noite, amigos cultos e ocultos! A música brasileira e seus artistas tem histórias realmente surpreendentes. A cada dia descobrimos coisas que nem imaginávamos. Há pouco tempo atrás encontrei este disco em um sebo. Me chamou a atenção logo pela capa, me pareceu logo de cara um disco de alguma artista alternativa, coisas obscuras da produção independente paulista. Mal sabia eu quem era Maricenne até ler com atenção o encarte do disco. Fiquei realmente surpreso, primeiro pelo trabalho, este lp chamado “Correntes Alternadas”, disco produzido por Paulo Barnabé, com participações inusitadas que vão da banda punk Inocentes ao violonista Paulinho Nogueira e mais… Tem espaço para Tom Zé e Richie, Paulo Vanzollini, Haroldo Barbosa… É, sem dúvida, um trabalho diferente, de vanguarda e isso se vê também no repertório. Maricenne parece não ter um público certo, mas nesse conjunto musical ela demonstra um ecletismo dos mais saudáveis que não soa feio ou pretencioso, mito pelo contrário, ela passeia bem por diferentes gêneros e o disco, no geral é realmente muito bom. Porém, as surpresas não param por aí. A coisa fica ainda mais interessante quando descobrimos que Maricenne não é uma novidade, muito pelo contrário, tem uma trajetória artística de chamar a atenção. Sua carreira começa ainda nos anos 50. Quando adolescente já fazia parte de um grupo musical em sua cidade natal, Cruzeiro (SP). Ficou famosa da noite para o dia quando venceu o concurso “Voz de Ouro ABC” da TV Tupi. Teve nesta emissora um programa em horário nobre, gravou seu primeiro disco, ainda em 78 rpm. Trabalhou também na TV Record e já no início dos anos 60 passou a se apresentar em casas noturnas ao lado grandes músicos como Pedrinho Mattar, Manfredo Fest e Walter Wanderley. Viajou e se apresentou em temporadas na Espanha e Portugal. Em 1964 gravou num compacto, a “Marcha para um dia de sol”, primeiro registro gravado de uma música de Chico Buarque de Holanda. Participou de vários dos grandes festivais de música dos anos 60. Trabalhou com Walter Wanderley nos Estados Unidos, participando de diversos shows por lá, o que lhe rendeu um contrato com uma grande gravadora, mas infelizmente teve problemas como seu empresário e acabou voltando para o Brasil. Na década de 70 passou a trabalhar também como atriz, retomando as atividades de cantora no final desta década, quando então gravou seu primeiro lp, em 1980. “Correntes Alternadas” foi assim o seu segundo disco, um registro fonográfico que merece muito a nossa atenção. Com um pouco de sorte, quem se liga em vinil, pode ser que encontre um exemplar ainda dando sopa no Mercado Livre. Pura raridade que vale a pena conhecer. ..
Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós, sempre com uma nova surpresa a cada dia e para hoje temos este raro lp, lançado pela Polydor em 1963, trazendo o guitarrista e violonista autodidata Manoel da Conceição, também conhecido como “Mão de Vaca”. Começou a atuar profissionalmente na música a partir dos anos 50. Fez parte da orquestra de Rui Rey e Radamés Gnatalli, acompanhou as cantoras Ângela Maria e Elizeth Cardoso e também teve seu conjunto. Fez várias apresentações fora do Brasil e também trabalhou com Chico Anysio. Atuou nas rádios, Nacional nos anos 60 e 70 e depois na rádio MEC, onde tinha um programa.
Neste lp vamos encontrar o violonista desfilando em doze seletos sambas ao lado da orquestra e coro de Severino Filho. Disco bem bacana que os amigos aqui não poderão perder. Confiram no GTM…
Muito boa noite a todos os amigos cultos e ocultos! Na última semana deste mês recebemos do amigo Marco Pereira uma série de arquivos de cds produzidos, em sua maioria, no Estado do Pará. São trabalhos relativamente recentes, da produção musical paraense. Ainda não tive tempo de ouvir tudo e todos, mas logo de saída, um deles me chamou a atenção. E como estamos num mês de sortidos sabores, penso que o presente disco nos cai como uma luva.
Temos aqui um trabalho maravilhoso, um disco para dar luz à música do compositor paraense José Wilson Malheiros. Por certo, poucos aqui conhecem este compositor, eu também, até então nunca tinha ouvido falar dele até ligar os pingos dos ‘is’. José Wilson Malheiros é um dos filhos do ilustre compositor Wilson Fonseca, mais conhecido como Mestre Izoca. Como o pai, se tornou também figura ilustre, se destacando como um grande jurista, escritor, poeta e entre outras coisas, um excelente músico compositor. Neste cd vamos encontrar, conforme descrito no libreto do encarte do disco, a produção musical que nasce nos primeiros três anos desse novo século. Um trabalho amadurecido, diferente de momentos passados quando ainda trilhava pelo caminho da simples diversão, da música popular em Santarém. Neste cd temos um compositor de cunho erudito, que procura explorar, em especial, duas modalidades da música brasileira, o choro e o lundu. Esta seleção de obras de José Wilson Malheiros é interpretada por um grupo de conceituados músicos do Pará. Coisa linda de se ouvir. Confiram o arquivo completo com as devidas informações no GTM…
Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Nesses últimos dias tenho passado uns apertos aqui com essa internet de fibra da Vivo. A gente tenta melhorar a coisa, acompanhar a tecnologia, mas aqui no Brasil, neste sentido, tudo que é novo é a maior furada. A internet por aqui fica oscilando e quando a gente menos espera ela cai. Chega a dar raiva, acabo desistindo e vou cuidar de outra coisa.
Mas para não deixar acumular ou atrasar, vou aqui tentando emplacar mais uma postagem. Nosso encontro hoje é com as orquestras e mais exatamente com a orquestra do maestro Francisco Moraes, figura já conhecida em nossos ‘toques musicais’. Aqui temos ele, em disco da Chantecler, lançado em 1964. Um lp reunido diferentes sucessos nacionais e internacionais daquele ano. Um disco, obviamente instrumental e orquestrado, coisa que hoje em dia não se escuta mais, a não ser nas postagens desse blog musical. Confiram no GTM…
Boa tarde a todos, amigos cultos e ocultos! Hoje temos para vocês um disco especial, dessas produções feitas não para vender, mas para dar luz a nossa cultura, trazer para o campo de destaque aquilo que sempre fica oculto, como as nossas raízes. Aqui temos “Folia de Reis no Rio de Janeiro”, um disco que é o resultado de um trabalho realizado pelo projeto Centro de Documentação e Pesquisa de Arte Popular, da Fundação Rio. Neste trabalho, gravado no Parque Lage estão presente dois grupos de folia do próprio Estado do Rio, Penitentes do Santa Marta e Estrela de Jacó Anunciada por Balaão. O disco se divide assim, com cada grupo de um lado. No arquivo deste lp há também muitas informações sobre esse projeto. Portanto, não vou me ater a essas informações, até porque estou vendo a hora em que minha conexão vai cair. Estamos com problemas na internet e antes que o previsível aconteça, deixa eu parar por aqui. O arquivo já está no GTM é só conferir…
Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Para não dizer que não gosto e que ninguém aqui também não gosta, vamos aqui com mais um disco desse intérprete genial, o grande Miltinho. Aqui temos ele novamente neste disco lançado em 1974, pela Odeon. Produção de Milton Miranda e direção musical do Maestro Gaya. Um disco dos mais agradáveis em sua fase nos anos 70, como sempre recheado de sambas e toda essa malemolência que só o Miltinho tinha, caracterizado também pela voz anasalada, sua marca registrada. Muito bom.. É só conferir no GTM…
Olá, amigos cultos e ocultos! O TM está trazendo de volta o maestro e pianista Fernando Gallo, acompanhado de seu conjunto, mais o coral de Severino Filho. Desta vez, apresentamos “Um Galo dançante”, lançado pela Columbia, hoje Sony Music, em 1958. O disco vem com seis faixas, cada uma com três músicas, apresentando, como de costume nesse tempo, uma seleção de sucessos nacionais e internacionais. Portanto, lembra a estrutura dos álbuns de Waldir Calmon, que na época vendiam feito água. A última faixa apresenta três clássicos da MPB em ritmo de rock: “Na Baixa do Sapateiro”, “Aquarela do Brasil” (ambas do mestre Ary Barroso) e “Maracangalha” (esta de autoria de outro mestre, Dorival Caymmi). Este, portanto, é mais um disco que vale a pena ouvir e dançar. É ir ao GTM e conferir.
um galo dançante – samba fantástico – samba do galo
when i am with you – chances are – love letters
cachito – night and day – silbando mambo
lamento – nosso samba – casa da loló
mente – haja o que houver – falam meus olhos
na baixa do sapateiro – aquarela do brasil – maracangalha
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Como venho dizendo, janeiro é um mês das muitas surpresas e para hoje, dia D, da hora H chegou. Esta é uma postagem especial, que embora nada tenha a ver com com música, soa tão bem neste dia. Acredito que enfim o céu nublado vai se dissipando. O sol vem aí trazendo a esperança. Que venha a vacina para todos, inclusive para os negacionistas, obtusos, idiotas e também os canalhas, que sempre boicotaram nossa esperança. Quero todos vivos para que possam presenciar a queda do nefasto. Ninguém suporta mais um governo genocida, nem mesmo seus apoiadores. O povo brasileiro, em sua boa metade, não merece isso. Viva a vida!
E para não dizer que não fiz referência a música, fica aqui esta ilustração do Lafa, Elis Regina cantando: És vacinação… Amor.
Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Em nosso ‘drops sortido’ de janeiro, eu hoje quero apresentar a vocês um cd, ao invés do tradicional vinil/lp. Não me recordo mais onde foi que achei este trabalho, mas há tempos venho querendo trazer aqui para o nosso Toque Musical. Trata-se do genial artista plástico mineiro, nascido na cidade de Espinosa, Minas Gerais. Um talento, que sempre passeou também pelos campos da música. Este cd foi lançado em 2001, aqui em Belo Horizonte e para mim, é uma das coisas mais bonita de se ouvir, dentro da produção musical mineira. É um trabalho excepcional, pois ultrapassa os limites de uma simples produção musical. Convido os amigos aqui para essa audição. E para clarear um pouco mais esta postagem, incluo uma resenha que veio incluída nos arquivos. Segue…
O trabalho, fruto de três anos, tempo dedicado à criação, ensaios, apresentações e gravações, está em sintonia com a proposta da poesia sonora, que trata o poema não como letra numa música nem como texto a ser recitado, mas como célula expressiva em diálogo com o som, provocando imagens e reflexões. O cd é composto de dez faixas e sete poemas, todos colhidos na safra da poesia contemporânea mineira: Murilo Antunes, Ronaldo Brandão, Luciana Tonelli, Maria José Bretas, Joana Guimarães, além do próprio Gilberto, responsável pela concepção musical e arranjos finais de todas as faixas. Tocando um cavaquinho em outra afinação, acrescida de efeitos sonoro/tecnológicos, dá o tom pra percussão de João Carlos e a rebeca de Clarisse Alvarenga, formando o trio que desembocou no título do trabalho e remete a João Gilberto e Clarice Lispector, dois gigantes da música e das letras. Das três faixas que não trazem poemas, duas são instrumentais, entre elas uma releitura de “Carinhoso”, de Pixinguinha e João de Barro, clássico inquestionável da música brasileira. Há também uma curiosa regravação de “O Tempo vai Apagar”, canção de Paulo César Barros e Getúlio Côrtes, conhecida na voz de Roberto Carlos. João Carlos, percussionista, parceiro e amigo de Gilberto tem uma participação fundamental nesse trabalho, dividindo com ele a concepção minimalista do cd, que conta também com as participações especiais dos músicos; Tattá Spalla e Fernando Lopes e o ator e músico Kimura Schetino. Clarisse Alvarenga, também jornalista deixou gravada a sua participação com a rabeca em “Gente”, e Gabriela Ruas emprestou sua voz infantil ao “O Monstro”. Gravado e mixado no estúdio Audio-Digital por Sérgio Murilo entre setembro de 1999 e dezembro de 2000, o cd teve edição esgotada, houve ainda uma segunda edição distribuída no “mano a mano”. Com o traço indelevelmente associado à história de um dos mais importantes movimentos musicais do Estado, além de capas de discos de Beto Guedes, ele tem desenhos em discos de Toninho Horta e Lô Borges, para os quais também fez cenários de shows – Gilberto de Abreu não poderia negar a relação que mantêm com a música desde que, ainda na adolescência, se tornou vizinho dos Borges no edifício Levy, no Centro de Belo Horizonte, onde foi morar quando se transferiu de Montes Claros, oriundo de Espinosa, norte de Minas, para a capital. Na estréia fonográfica marcada pela independência, o CD que foi inteiramente bancado pelo artista, à base de permuta com seus quadros, reúne a sua produção poética e a de amigos. O artista plástico, performer e poeta admite ter encontrado no disco o formato ideal para expor parte de sua irrequieta produção artística que, além de desenhos e pinturas, inclui poemas e composições feitas no cavaquinho que toca desde a década de 70, quando entrava em cena em companhia do instrumento no espetáculo teatral “Risos e Facadas”, de Eid Ribeiro e Ronaldo Brandão, inspirados em textos de Samuel Becket. Sobrinho do flautista Oswaldo Lagoeiro, que fez carreira em emissoras de rádio da cidade quando o veículo ainda cultivava performances ao vivo de profissionais da música, e primo do baixista e compositor Yuri Popoff, Gilberto diz que não precisou freqüentar escola de música depois da intensa convivência com os integrantes do então nascente Clube da Esquina. “Enquanto aprendia música com eles, alguns como o Beto Guedes se enveredavam na pintura comigo” recorda das incursões dos dois no ateliê do chorão e pintor Godofredo Guedes, pai de Beto. Na linha inversa dos que fazem da música um mero fundo musical para a poesia, no disco ele promove a interação total das duas manifestações, dando origem a um novo formato do gênero.
“Quando ele dedilha o cavaquinho, parece estar sintonizado a uma época de questionamento e inconformismo, a mesma que viu surgir grande parte de sua produção artística, que hoje ultrapassa 30 anos de vida”. (Textos de Alécio Cunha, Ailton Magioli e Alexandra Martins)
Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje vamos relembrar um dos programas de maior sucesso da história da Rede Globo de Televisão. Trata-se do “Som Livre Exportação”, que ficou em cartaz entre 3 de dezembro de 1970 e 22 de agosto de 1971. Era um programa semanal que pretendia oferecer uma visão panorâmica da música brasileira. A ideia inicial era exportar o programa para promover a música brasileira no exterior, mas isso acabou não acontecendo. Comandado por Elis Regina e Ivan Lins, o programa contou com a participação de grandes nomes da MPB, como Aldir Blanc, César Costa Filho, Chico Buarque, Clementina de Jesus, Gonzaguinha, Tim Maia, Tony Tornado, Toquinho, Vinícius de Moraes, Roberto Carlos, Wilson Simonal e os grupos Brazuca e Os Mutantes, além de ter revelado uma nova geração de músicos. Aplaudido pela crítica, “Som Livre Exportação” revolucionou os musicais de televisão ao romper com a fórmula do programa de auditório, intercalando depoimentos de personalidades e recolhendo opiniões de populares, o que imprimia um dinamismo próprio a cada número. Alternando planos com cortes que passavam do cantor para a plateia, a direção quebrava a imobilidade tradicional dos demais programas do gênero. O presente álbum, gravado ao vivo (aliás é o volume 2) e lançado pela Philips em 1971, com o selo Forma, reúne alguns dos melhores momentos do “Som Livre Exportação”. Tudo começa com a Orquestra da TV Globo executando o tema de abertura do programa. Depois, Elis Regina interpreta “Black is beautiful”, dos irmãos Valle, nada mais atual nestes tempos de luta pela igualdade racial. Em seguida, um Gonzaguinha em princípio de carreira interpreta “Raça superior”, de sua autoria. Os Mutantes vêm logo depois com “Benvinda”, de Rita Lee e Arnaldo Batista, e Fábio (aquele da música “Stella”) apresenta “A volta do corisco”, dele e Paulo Imperial. Ivan Lins interpreta “Bia, Bia, Beatriz”, de sua parceria com Ronaldo Monteiro de Souza, um dos temas da novela global “O cafona”, cuja trilha sonora estava estourada na época. O Trio Mocotó nos apresenta “Esperança”, de Jorge (então) Ben e Yara Rossi. Maria Bethânia vem em seguida, com “Dia quatro de dezembro”, de Tião Motorista. Maysa canta “Homem de bem”, de César Costa Filho e Aldir Blanc. O grupo O Terço, então despontando com grande vigor, apresenta “Saturday dream”. E, para encerrar, o MPB-4 vem com “Eu chego lá”, composição do mestre Dorival Caymmi. Enfim, este é um disco repleto de bons momentos, mais uma raridade merecedora de nosso Toque Musical. A conferir no GTM, sem falta.