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Roberto Canhoto – Pedacinhos Do Céu (1971)

Boa noite aos amigos cultos e ocultos! Embora estejamos no período de carnaval, nem tudo é só folia, temos muitos outros toques musicais para mostrar e ouvir. Vamos também de chorinho e em especial destaque para o cavaquinho, apresentando o cavaquinista Roberto Barbosa, mais conhecido como Canhotinho do Cavaquinho. Foi considerado pelo próprio Waldir Silva um dos melhores instrumentista e seu legítimo sucessor. Canhotinho foi também integrante do grupo Os Demônios da Garoa, de 62 a 89, retornando ao conjunto dez anos depois. Acompanhou o regional do flautista Carlos Poyares e também criou o conjunto Caras & Coroas. Como solista teve vários discos gravados e entre os quais destacamos este “Pedacinhos do Céu”, originalmente gravado em 1971 pelo selo  Vitória. Em 74 ele voltaria a ser relançado pela Discos Beverly através de seu selo AMC. O lp traz uma série de clássicos do Choro. Músicas de Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, além temas internacionais e autoral. Disquinho bacana que certamente irá agradar aos amantes do Choro. Confiram no GTM.

doce de côco
carioquinha
brejeiro 
vê se gostas
la golondrina
poema de amor
pedacinhos do céu
delicado
vai pro céu
tema de lara
mágoas de cavaquinho
segura violão
 

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Paulinho Nogueira – Água Branca (1983)

Olá, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez, bate ponto em nosso Toque Musical o cantor, compositor e violonista Paulo Artur Mendes Pupo Nogueira, ou, como ficou para a posteridade, Paulinho Nogueira (Campinas, SP, 8/10/1929-São Paulo, 2/8/2003). Desta vez apresentamos “Água Branca”, lançado em 1983 pela gravadora Eldorado. Desde a infância, Paulinho manifestou tendência para as artes, principalmente desenho e música, através do violão, que começou a tocar aos dez anos de idade. Ao terminar o colegial, mudou-se de Campinas para São Paulo, onde iniciou sua carreira artística, tocando em boates e nas rádios Bandeirantes e Gazeta. Foi professor de violão (um de seus alunos foi Toquinho) e desenvolveu um método próprio de ensino do instrumento, além de ter inventado a craviola. Teve músicas gravadas por grandes nomes, como Jane Duboc, Jair Rodrigues, Yamandú Costa e Badi Assad. Entre seus sucessos, destacam-se “Menina”, “Menino, desce daí”, “Menino jogando bola” e “O jogo é hoje” (cujo título original era “Bola branca”). Em 1983, após quatro anos sem gravar, Paulinho Nogueira lançou justamente este “Água Branca”, que o TM apresenta hoje. O disco é formado por dez músicas cantadas, quase todas de sua autoria com parceiros, com arranjos e piano de Nélson Ayres, e violão, claro, do próprio Paulinho. Segundo ele, “de certa forma, Nélson Ayres pode ser considerado como um parceiro meu em todas as músicas, pelo muito que acrescentou, tanto na forma como no movimento. Seus arranjos me deixaram à vontade e me fizeram sentir ainda mais o instrumento”. Há ainda a participação de músicos como Heraldo do Monte no bandolim, Papete e Oswaldinho na percussão, Roberto Sion no sax-alto e Zeca Assumpção no contrabaixo. A faixa-título, “Água Branca”, é uma alusão ao Parque da Água Branca, de São Paulo (na contracapa há várias fotos do parque) e, ainda segundo o próprio Paulinho Nogueira, “caracteriza todo o clima do disco, ou seja, a natureza”. No mais, é um dos melhores trabalhos de Paulinho, e vale a pena conferir mais este disco seu.

dança das abelhas
violão de madeira
caminhantes
vida e mar
parque da água branca
o que eu trouxe pra te dar
coração de strass
boneca
uma nova vida
modinha



*Texto de Samuel Machado Filho

Claudionor Germano E Orquestra De Frevos Nelson Ferreira – Baile Da Saudade I (1975)

Olá amigos cultos e ocultos! E não é que o Carnaval chegou? Já está por aí, batendo na porta. A festa está só começando. E desta vez, vamos juntos nesse embalo, postando aqui alguns disquinhos especiais para animar o seu carnaval. Vou começar trazendo um disco do Carnaval de Pernambuco, uma produção do selo Rozenblit, o “Baile da Saudade”, com a Orquestra de Frevos Nelson Ferreira e o cantor Claudionor Germano. Este lp nos apresenta um verdadeiro pot-pourri carnavalesco com vários clássicos, entre frevos e machinhas. O “Baile da Saudade” surgiu nos anos 70, no Recife. Uma festa de salão que ficou famosa por conta de sua animação, orquestra boa e de verdade. Coisa que chamou a atenção da gravadora Rozenblit, que veio a produzir esta série de (creio eu) três volumes. Aqui o primeiro, com temas bem conhecidos do grande público. Dividido em quatro faixa, cada qual um pot-pourri, de forma a não deixar o folião parar. Embarque nessa…

zé pereira
evohé
cidade maravilhosa
veneza americana
marcha n.1 do clube vassourinhas
frevo n. 1
a jardineira
aurora
oh bela
ala lá ô
o teu cabelo não nega
voltei recife
pierrot apaixonado
é assim
amor de marinheiro
o sonho que durou três dias
linda morena
rasguei a minha fantasia
jacaré comprou cadeira
as pastorinhas
malmequer
bandeira branca
frevo n. 1
saudade
é de fazer chorar
 
 
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Moreno Da Viola – Viola, Minha Viola (1991)

O som autêntico da viola caipira, é o que o TM oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos através desta postagem. Na verdade, este disco foi originalmente lançado pela Copacabana, em 1980, e aqui chega através de uma reedição de 1991, com o selo Sabiá. Por coincidência, o título deste disco, “Viola, minha viola”, é o mesmo de um programa que foi apresentado durante anos pela TV Cultura de São Paulo, primeiro por Moraes Sarmento e Nonô Basílio, e depois por Inezita Barroso. A execução das faixas ficou a cargo de um senhor violeiro: Pedro Cioffi, o Moreno. Ele nasceu em Machado, Minas Gerais, no dia 27 de novembro de 1925, e faleceu em Poços de Caldas, também no estado de Minas, em 14 de dezembro de 1995. Formou, junto com seu irmão João Cioffi , a dupla Moreno e Moreninho, que marcou época na história da música sertaneja brasileira, e foi a pioneira na divulgação de nossa música folclórica pelo rádio, o que antes só era feito pelos foliões, nas Congadas e Folias de Reis. Aliás, os outros três irmãos Cioffi também fazem parte dessa história: Vitório e Orlando formaram a dupla Riachão e Riachinho, e Omero foi o Catireiro, da dupla com Bate-Pé (Pedro Crivelari Neto). Das doze músicas que compõem este LP, dez são de autoria do próprio Moreno, incluindo a faixa-título. Foram ainda incluídos os clássicos “A viola e o cantador” (Zé Palhoça e José Rosa) e “Pingo d’água” (Raul Torres e João Pacífico). Vindo de uma família de autênticos artistas sertanejos, Moreno apresenta primorosos solos de viola, ele que começou a dedilhar o instrumento já aos seis anos de idade. Portanto, um trabalho de primeiríssima qualidade, verdadeiro merecedor de mais esta postagem do Toque Musical. É ir ao GTM e desfrutar desta relíquia sonora. 

berrante catira e viola
rincão mineiro
prenda linda
brasil caboclo
festa na varanda
rancho do zé rosa
viola minha viola
caçando e pescando
canta brasil
viola e o cantador
alvorada cabocla
pingo d’agua
 



*Texto de Samuel Machado Filho

Grupo de Seresta Zé De Beta – Curvelo Em Seresta (1970)

Olá, amigos cultos e ocultos! A postagem de hoje do TM é em clima de uma verdadeira seresta. Apresentamos hoje o primeiro LP do Grupo de Seresta Zé da Beta, lançado pela gravadora belorizontina Bemol em 1970. O grupo era originário de Curvelo, cidade da região central de Minas Gerais que tinha, em 2018, uma população de 79.625 habitantes. O nome da cidade tem origem em um de seus primeiros moradores, o padre Antônio de Ávila Curvelo. Segundo estudos recentes, Curvelo ocupa o décimo-quarto lugar no ranking das cinquenta cidades pequenas brasileiras que apresentam melhor desenvolvimento econômico. Neste primeiro volume de “Curvelo em seresta” (depois viria o segundo), o Grupo Zé da Beta apresenta dez músicas tradicionais do gênero. Após uma mensagem do próprio Zé, vem o repertório, que tem pérolas como “Boneca”, “Elvira, escuta”, “É a ti, flor do céu”, “Casinha pequenina” e “Amo-te muito”. Este disco, portanto, tem uma seleção seresteira de primeira linha, autêntico prato cheio para quem gosta do gênero e digno merecedor de mais esta postagem de nosso Toque Musical. É ir para o GTM e conferir.

mensagem
boneca
euvira escuta
casinha pequenina
meiga virgem
flor do céu
saudade
amo-te muito
decolores
sereno da madrugada
mensageiro do céu




*Texto de Samuel Machado Filho

Os Bossa Três (1963)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! No nosso sortido leque musical, hoje trago para vocês o primeiro grupo instrumental de Bossa Nova, o lendário Bossa Três. Este disco não é novidade para o grande público dos blogs musicais. Já foi postado em vários blogs, inclusive o também já lendário Loronix. Trata-se de um clássico do samba-jazz, da bossa e da música brasileira. O Bossa Três era formado pelas feras Luis Carlos Vinhas ao piano, Sebastião Neto no contrabaixo e Edison Machado na bateria. Um ‘power trio’ de jazz que dispensa maiores comentários. Este lp foi gravado originalmente nos Estados Unidos, motivado em muito pelo sucesso em suas apresentações por lá e em especial no programa de TV de Ed Sullivan, por onde passaram tantos outros artistas célebres. O álbum também chegou a ser lançado por aqui, naturalmente, através do selo Audio Fidelity do Brasil, creio que no ano seguinte, 1964. Confiram essa pérola no GTM.

blues walk
céu e mar
green dolphin street
menina feia
sol e chuva
olhou pra mim
bossa 3 theme
não faz assim
somebody loves me
só saudade
influencia do jazz
zelão



Saldanha Rolim – Forró For All (1994)

Olá, amigos cultos e ocultos! O TM destaca hoje o trabalho de um cantor e compositor pertencente a uma segunda geração de cantores e compositores nordestinos que, no início dos anos 1980, se lançaram no sul do Brasil: Saldanha Rolim. Cearense de Panambu, criado em São Luís do Maranhão, já aos dezessete anos de idade ele participava de movimentos culturais no Nordeste, especialmente no Maranhão e Ceará. Foi num seminário de frades franciscanos em Fortaleza que aprendeu as primeiras noções de música e a tocar violão. Daí, talvez, a fórmula de sua música, que tem como ingredientes o amor, a paz, a ternura e sobretudo a alegria, com notória influência de dois mestres do cancioneiro nordestino, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Depois de se apresentar em várias cidades nordestinas, em 1980 Saldanha Rolim foi para São Paulo, e começou a se destacar com seus shows vibrantes, fazendo circuitos universitários e aparecendo em programas de TV. Em pouco tempo, ele criou um estilo próprio ao dar um sotaque novo à rítmica nordestina. Na capital paulista travou contato, entre outros, com Geraldo Vandré, que em 1984 o convidou para participar do show “Das terras de Benvirá”, realizado na cidade de Puerto Stroessner, no Paraguai. Na ocasião, conheceu o cantador mineiro Saulo Laranjeira, de quem se tornou parceiro e passou a conhecer o estado de Minas Gerais, realizando shows em 120 cidades e no qual passou a morar. Gravou seu primeiro álbum, o LP “Rosa miúda”, em 1988. Em 1999, realizou uma turnê pela Itália, apresentando-se como representante do Brasil em nove festivais de verão daquele país ao lado da Família Alcântara, grupo afro-mineiro, com shows nas cidades de Gênova, Milão, Turim e Nápoles, entre outras. Em 2001, apresentou-se em Toronto, no Canadá, e, em 2007, em Portugal, na cidade de Serpa. Um ano depois, novamente em Portugal, apresentou-se nas cidades de Serpa e Caminha com seu espetáculo “Saldanha Rolim e os Tambores de Cantaria”, que já havia percorrido vinte cidades brasileiras em 2005. Em 2011, apresentou-se em dez cidades mineiras com o espetáculo “Saulo Laranjeira e Saldanha Rolim cantam Vandré e Gonzagão”. Este “Forró for all” é o terceiro dos cinco álbuns (até agora) da carreira de Saldanha Rolim, lançado em 1994, já na era do CD.  O título é referência à possível origem inglesa da palavra forró (outras fontes dizem que o termo se originou da corruptela de “forrobodó”, que tanto significa baile popular quanto confusão ou briga).  São onze faixas da mais alta qualidade (houve uma edição para o mercado internacional, com 17 faixas), que mostram por que Saldanha é um dos melhores artistas nordestinos da atualidade. É forró para todos, como quer dizer o título, em mais um trabalho merecedor de nosso Toque Musical. Não deixem de conferir no GTM. 

gosto veneno
pimenta morena
cacimba do meu amor
cana caiana
pot pourri
namoro novo
dendalei
bela menina
lua rei
baton
tô de olho



*Texto de Samuel Machado Filho

Arnaud Rodrigues – Sound & Pyla Ou Homenagem Do A Ao Z (1970)

Bom tarde, meus prezados amigos cultos e ocultos! Eu as vezes costumo fazer umas retrospectivas na linha de postagem do Toque Musical e fico mesmo abismado com tanta coisa errada que escrevi em algumas delas. Daí, quando vejo algo errado, o certo é corrigir, não é mesmo? “Sound & Pyla…”, do Arnaud Rodrigues foi um deles e portanto, agora volta em uma nova postagem, um tanto mais descente e completa. Este disco até uns quinze anos atrás se encontrava no obscurantismo dos álbuns esquecidos, em plena era do digital. Voltou a luz muito por conta de blogs musicais como o Toque Musical. Foi a partir daí que muitas pessoas puderam ter o primeiro contato com este que foi, creio eu, o primeiro disco de Arnaud Rodrigues como artista da música, acompanhado pelo grupo (seria isso mesmo?) Unidade C. “Sound & Pyla ou Homenagem do A ao Z” foi lançado em 1970 pelo selo Copacabana. Na capa, como podemos ver, temos um texto escrito a mão e assinado pelo Roberto Carlos, uma apresentação do artista para um público jovem. Passados tantos anos este disco é hoje uma raridade que muitos colecionadores tem paixão. Virou objeto de desejo até de quem nunca ouviu a bolacha no prato. É isso que fazem os formadores de opinião, levantam a lebre e douram-lhe as pérolas. Sem dúvida, o disco é bem legal e merece toda essa pompa. Afinal, raridade é raridade… hehehe…

turma do pô yeah
tema de cristina
sound & pyla
um tanto emocionado
a espera de um beijo teu
projeto apollo (minha canção é um jornal)
reginella
mônica
o que ficou
big mama
esse mundo é nosso
tributo ao sonoplasta
 
 

Aurea Martins – Amor E Paz (1972)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje o dia é da carioca Áldima Pereira dos Santos, mas conhecida pelo nome artístico de Áurea Martins, nome este cunhado pelo ator Paulo Gracindo, quando então ela atuava em programas de auditório na Rádio Nacional, na década de 60. Em 69 ela foi a vencedora no concurso de calouros do programa A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti. Premiada e com destaque na mídia, conseguiu então gravar, em 72, “Amor em paz”, que foi seu primeiro disco. E que disco! Estreou bem com um lp recheado de clássicos da bossa nova, tendo como arranjador o grande Luiz Eça e coordenação artística de  Rildo Hora. Não bastasse, ainda conta com a participação do poeta Paulo Mendes Campos em três faixas. Sem dúvida, é um disco diferente que traz para essas canções uma nova roupagem. Não é uma novidade nesse nosso universo de blogs musicais e certamente muitos aqui já a conhece bem. Mas também não poderia faltar aqui, no Toque Musical. Se ainda não ouviu, confira e baixe o disco no nosso Grupo do Toque Musical (GTM).

fim de noite
apelo
pra você
canção que nasceu do amor
o amor em paz
ternura antiga
sem mais adeus
pra dizer adeus
o que tinha de ser
preciso aprender a ser só
ilusão a toa
duas contas
insensatez
atrás da porta



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Eles Cantam Antonio Carlos Jobim – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 151 (2019)

Estamos de volta com o Grand Record Brazil, agora em seu volume 151. Na edição anterior, apresentamos composições da fase pré-Bossa Nova de Antônio Carlos Jobim (aliás, Tom Jobim) interpretadas por cantoras da época. Neste volume, apresentamos outras músicas pré-bossanovistas do mestre, agora com intérpretes masculinos. Abrindo esta seleção, Roberto Paiva interpreta um samba da parceria de Jobim com Vinícius de Moraes, “Eu e o meu amor”, que fez parte da peça teatral “Orfeu da Conceição” e foi lançado em novembro de 1956 pela Odeon, no LP de dez polegadas com seus melhores momentos. Paiva canta ainda, neste volume, outras três músicas de Jobim e Vinícius, extraídas desse mesmo LP: os sambas “Lamento no morro” (faixa 4)e “Mulher, sempre mulher” (faixa 5), e, por fim, um clássico do samba-canção na faixa 9: o belíssimo “Se todos fossem iguais a você”, sucesso permanente regravado inúmeras vezes. Na faixa 2, Ernâni Filho, cantor carioca que começara no Cassino da Urca, em 1938, e era muito considerado por Ary Barroso, interpreta outro samba-canção, “Faz uma semana”, de Jobim em parceria com o baterista Juquinha Stockler. Foi lançado pela Sinter em junho de 1953, sob número 00-00.236-B, matriz S-517. O lado A, matriz S-516, está na faixa 8: o samba-canção “Pensando em você”, de Jobim sem parceiro. Ambas as músicas, com suporte orquestral de Lírio Panicalli, também sairiam no LP de dez polegadas “Pensando em você”. A faixa 3 é simplesmente a primeira composição gravada de Antônio Carlos Jobim, em parceria com Newton Mendonça: outro samba-canção com acompanhamento orquestral de Lírio Panicalli, “Incerteza”, na voz de Mauricy Moura. É também gravação Sinter, lançada em abril de 1953 sob número 00-00.217-A, matriz S-463. Na faixa 6, Dick Farney, um dos mais importantes precursores da Bossa Nova, interpreta “Outra vez”, de Jobim sem parceiro, com acompanhamento orquestral de Alexandre Gnattali, irmão de Radamés. Gravação Continental de 7 de junho de 1954, uma segunda-feira, lançada entre esse mês e julho do mesmo ano sob número 16969-A, matriz C-3357. Na faixa 7, o trombonista Raul de Barros, acompanhado de seu conjunto, sola o samba “Pé grande”, parceria de Jobim com Armando Cavalcanti, em gravação Odeon de 12 de julho de 1956, uma quinta-feira, lançada em outubro seguinte com o número 14101-A, matriz 11226. Exatamente na sexta-feira 13, seguinte, acompanhado pela orquestra de Severino Filho, Bill Farr, gravou este mesmo samba com letra de Paulo Soledade e o título mudado para “Sonho desfeito”. É a faixa 10 deste volume, que, curiosamente, seria lançada pela Continental antes da instrumental de Raul de Barros (agosto-setembro de 1956), sob número 17330-B, matriz C-3853. Na faixa 11, um clássico da MPB: “Tereza da praia”, parceria de Jobim com Billy Blanco, gravado em dueto por Dick Farney e Lúcio Alves (que o público então supunha inimigos pessoais, mas na verdade sempre foram muito amigos) no mesmo dia de “Outra vez” (segunda-feira, 7 de junho de 1954) e lançado pela Continental no mesmo suplemento, com o número 16994-A, matriz C-3401. O nome Tereza foi dado por causa da mulher de Tom Jobim, que também está ao piano com seu conjunto no acompanhamento. Para encerrar com chave de ouro este volume, a “Sinfonia do Rio de Janeiro (A montanha, o sol, o mar)”, prosseguimento natural da parceria Jobim-Billy Blanco. É uma “sinfonia popular em tempo de samba”, gravada na Continental e lançada em dezembro de 1954, em LP de dez polegadas. Com suporte orquestral de Radamés Gnattali, a gravação reuniu um time de intérpretes da pesada: Dick Farney, Os Cariocas, Gilberto Milfont, Elizeth Cardoso, Lúcio Alves, Dóris Monteiro, Emilinha Borba, Nora Ney e Jorge Goulart. É um encerramento à altura desta retrospectiva que o GRB faz da obra pré-Bossa Nova de Antônio Carlos Jobim, ou simplesmente Tom Jobim, compositor, arranjador, maestro e pianista que ficará para sempre na história da música popular brasileira! 

eu e meu amor – roberto paiva
faz uma semana – ernani filho
incerteza – mauricy moura
lamento no morro – roberto paiva
outra vez – dick farney
pé grande – raul de barros
pensando em você – ernani filho
se todos fosse iguais a você – roberto paiva
sonho desfeito – bill farr
tereza da praia – lúcio alves e dick farney
sinfonia do rio de janeiro – vários
 
*Texto de Samuel Machado Filho

Eleny Galvan – Presença (1990)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Seguindo em nossa saga musical, temos para hoje a cantora Eleny Galvan. Um nome que talvez seja pouco conhecido do grande público e talvez por isso mesmo, aqui no Toque Musical, mereça o nosso destaque. Eleny Galvan é uma excelente cantora e compositora mineira. “Presença” foi seu primeiro disco e este gravado em Belém do Pará, onde morou por um tempo. O álbum foi produzido por Paulo André Barata que também participa do disco no acompanhamento e arranjo. No lp não consta, infelizmente, a data de lançamento, mas tudo leva a crer que foi no início da década de 90 (me corrija, Eleny, se eu estiver errado). No repertório ela canta músicas de sua autoria e também de outros compositores, tanto mineiros como paraenses. É um trabalho bem bacana que nos revela uma grande cantora, tanto assim que traz na contracapa o reconhecimento de quem entende do assunto, gente da música. Ao ouvir “Presença”, logo se percebe as qualidades e potencial dessa cantora. De volta a Minas Gerais, ela continuou seu caminho musical vindo na sequencia a gravar outros discos. Ao que parece, ela gravou mais uns três cds. No Youtube é possível conhecer esses outros trabalhos, que são também muito interessantes. Talvez, numa próxima oportunidade possamos aqui trazer mais coisas dela. Não deixem de conferir no GTM…

toda manhã
o sonhador
azura
presença
caminhos do rei
vamos
desacalanto
don chicote
depois do amor
jeito de viver
 
 
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Waldir Silva – Saudade Presente – Vol. 2 (1982)

Olá, amigos cultos e ocultos! Como havia dito há alguns dias atrás, estou adotando alguns discos ‘orfãos’ que digitalizei para um blog de um amigo. Como tantos outros, não segurou a parada, abandonou o barco e saiu a nado… Assim sendo, tomo a liberdade de adotar todos os discos desse ‘barco a deriva’. E aqui vai mais um, o cavaquinista mineiro Waldir Silva, artista que aqui já dispensa maiores apresentações, pois já postamos dele outros discos. “Saudade Presente – Vol. 2” foi um disco lançado, certamente, no início dos anos 70 (ou final dos 60) e reeditado em 82 pelo selo Beverly. Penso que este lp seja uma reedição, por conta das gravações/fonogramas que só de ouvir já se percebe que são mais antigas e também pela capa, cuja a imagem já foi usada em outros discos, inclusive pela Bemol/Paladium. O repertório, recheados de clássicos da nossa música popular se dividem em duplas numa mesma faixa. Um disco bem bacana e que só agora eu me dei conta de que ainda não havia postado o Vol. 1. Fico então devendo para uma próxima oportunidade, ok?

sertaneja
palpite infeliz
agora é cinza
feitio de oração
segredo
mensagem
arrependimento
despedida da mangueira
se acaso você chegasse
saia do meu caminho
da cor do pecado
maria
marina
canta maria
velho realejo
morena boca de ouro
morena rosa
gosto que me enrosco
jura
senhor da floresta
mané fogueteiro
o ébrio



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Francisco Mario – Dança Do Mar (1988)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez marcando presença em nossa praça, trago o compositor mineiro Francisco Mário em um disco póstumo, lançado logo após o seu falecimento, em 1988. Na verdade, Chico Mário deixou antes de sua morte um vasto material inédito que acabou gerando novos discos, que foram editados ao longo dos anos seguintes. “Dança do Mar” foi o primeiro, lançado pela família, de forma independente. Este trabalho foi concebido como um autêntico álbum/livro, uma produção luxuosa cujo o encarte, em forma de libreto, trazia poemas de Dorival Caymmi e ilustrações de pinturas de Lobianco. O disco se divide em sete momentos: Verão, Outono, Inverno, Primavera, Calmaria, Amanhecer e Tempestade. Foi lançado meses depois em um show na Sala Cecília Meireles que contou com a participação de grandes nomes como Antonio Adolfo, Rafael Rabello, Rique Pantoja, Mauro Senise e o grupo Galo Preto. Este disco voltou a ser relançado, creio que em formato digital, alguns anos depois e também foi lançado no exterior. Confiram no GTM esse maravilhoso trabalho…

verão
outono
inverno
primavera
calmaria
amanhecer
tempestade

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Robertinho E Seu Regional – Brasileiríssimo (1978)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje, trago para vocês um disco do acordeonista paulista, José Carlos Ferrarezi, mais conhecido como Robertinho do Acordeon. Robertinho foi também compositor, atuou no cinema e foi casado com a atriz Paulette Bonelli. Começou cedo na música, fazendo parte de um trio ao lado de Palmeirinha, que depois passou a se chamar Tião Carreiro. Durante os anos 50 participou de diversos programas de rádio, sendo inclusive premiado como instrumentista. Criou seu próprio grupo, o seu Regional, no qual se apresentou no programa Viola, Minha Viola, de Enezita Barroso por 25 anos, sempre acompanhando a cantora e diversos outros artistas que por lá passaram. Gravou quase uns 30 discos, sempre explorando os gêneros populares como valsas, tangos, boleros, sertanejos e choros. E é no Choro que ele estréia aqui na casa, no nosso Toque Musical. Temos aqui este álbum lançado originalmente em 1978, pela gravadora Crazy e posteriormente reeditado pelo selo Beverly. Um disco dedicado ao Choro, apresentando aqui grandes clássicos, músicas de Catulo da Paixão Cearense, Bororó, Ernesto Nazareth, Mário Genari Filho, Pixinguinha e outros… Sem dúvida, um disco que vale a pena ouvir. Confiram no GTM.

flor amorosa
o boêmio
ou vai ou racha
carinhoso
odeon
a seu pedido
matuto
reveillon
brejeiro
da cor do pecado
barracão
choro triste



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Waldemar Roberto – Hei De Amar-te Até Morrer (1963)

Olá, amigos cultos e ocultos! O Toque Musical apresenta hoje um álbum de Waldemar Roberto Colla Francisco, ou simplesmente Waldemar Roberto, cognominado “o cantor dos corações apaixonados”.  Quase nada encontrei na web a respeito dele. Sabido é que ele era irmão de Mário Colla Francisco, vice-prefeito de Campos do Jordão (SP) de 1959 a 1962, tanto é assim que existe no município a Rua Cantor Waldemar Roberto, além do mais ele era assíduo frequentador da “Suíça brasileira”. Sabe-se também que sua carreira discográfica se iniciou em maio de 1953, quando a Sinter lançou seus dois primeiros discos: o primeiro com a valsa “Não zombe da vida” e o samba “O tempo dirá”, e o segundo com os sambas “Nosso destino” e “Conselho de amigo”, todas composições de Oscar Gomes Cardim. Waldemar Roberto passou também pelas gravadoras Polydor, RGE, RCA e Chantecler, esta última a lançadora do presente LP, o terceiro dele para a “marca do galinho madrugador”. A curiosidade aqui fica por conta do bolero “Olhos mentirosos”, do próprio Waldemar em parceria com Dioguinho, que tem um início idêntico ao do samba “A flor e o espinho”, de Nélson Cavaquinho.  Na valsa que dá título ao disco, “Hei de amar-te até morrer”, do próprio Waldemar em parceria com Jandira Bertolotti, a declamação é de Moraes Sarmento, que era conhecido apresentador de programas de cunho saudosista no rádio de São Paulo (fez também o “Viola, minha viola”, na TV Cultura, antes de Inezita Barroso).  Destaque ainda para a valsa-rancheira “Bebendo e chorando”, de Milano e Serafim, também gravada pela dupla sertaneja Pedro Bento e Zé da Estrada. Com direito até a uma regravação de “Seresta”, antigo sucesso de Alvarenga e Ranchinho, e duas versões, “Maldita hora” e Ai! Zandunga”. Enfim, percebe-se que Waldemar Roberto era um bom cantor do gênero romântico, e que este é um trabalho popular, porém de qualidade.  Merecedor, portanto, desta postagem do Toque Musical.

hei de amar-te até morrer
seresta
proibido de amar
bebendo e chorando
maldita hora
filho sem mãe
fagulha
olhos mentirosos
noites de insonia
espera
ai zandunga
o amor que foi meu





*Texto de Samuel Machado Filho 

Emmanuel – Qual Será O Amanhã Da Nossa Flor (1994)

Boa noite, amiguíssimos cultos e ocultos! Falávamos antes sobre discos de vinil obscuros e isso é o que não falta no campo dos independentes. E entre esses há de tudo e para todos os gostos. De caprichos pessoais a obras de verdadeiro interesse fonográfico. Passeando entre essa obscura e curiosa produção independente mineira encontrei este lp. Pelo nome do artista, Emmanuel, pensei também que fosse mais um disco de temática Espírita. Mas bastou ler a contracapa e evidentemente ouvir o disco para perceber que não tem nada a ver. Trata-se apenas de um trabalho autoral e por certo, amador. Como se pode ver pela contracapa, todas as músicas e arranjos são do próprio artista. Ele conta com a participação do Vermelho, músico integrante do 14 Bis. O disco foi gravado na Bemol, por tanto tem boas referências e já nos convida a escutar. Pessoalmente, achei boas as músicas e as letras, porém os arranjos são um tanto pretensiosos, com muitos teclados eletrônicos, buscando um pop que não se sustenta. Mesmo assim, não deixa de ser curioso para quem como nós escuta música com outros olhos. O importante é assim, variado… 🙂

qual será o amanhã da nossa flor
primavera
espaço nave
ninho de amor
america do sul
sereia
sedução
asa delta
além do além
iracema
pajuçara
aroma



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Elas Cantam Antonio Carlos Jobim – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 150 (2019)

Para alegria de nossos amigos cultos e ocultos, o Grand Record Brazil, “braço de cera” do Toque Musical, reunindo gravações em 78 rpm, está de volta. Neste volume, que é o de número 150, apresentamos composições do mestre Antônio Carlos Jobim, aliás Tom Jobim (Rio de Janeiro, 25/1/1927-Nova York, EUA, 8/12/1994), todas de sua fase pré-bossanovista, interpretadas por grandes cantoras da década de 1950. Abrindo este volume, Ângela Maria, então no auge da carreira, interpreta, acompanhada por Betinho e seu conjunto, a toada “A chuva caiu”, parceria de Jobim com o violonista Luiz Bonfá. Um grande sucesso lançado pela Copacabana em abril de 1956, em disco número 5540-A, matriz M-1387. Em seguida, outra parceria de Tom Jobim com Luiz Bonfá, o samba-canção “Engano”, na voz de Dóris Monteiro. Gravação Continental de 10 de fevereiro de 1956, uma sexta-feira, lançada em março seguinte com o número 17262-B, matriz C-3765. A faixa 3 nos apresenta outro samba-canção, este da parceria Jobim-Newton Mendonça. É o clássico “Foi a noite”, inesquecível criação de Sílvia Telles, acompanhada por orquestra dirigida pelo próprio Tom Jobim. Gravação Odeon de 7 de junho de 1956, uma quinta-feira, lançada em agosto seguinte sob número 14077-A, matriz 11183. Sucesso regravado inúmeras vezes. Da mesma parceria, também com Sílvia Telles, novamente acompanhada por Tom Jobim e sua orquestra, é a faixa seguinte, o samba “Luar e batucada”. Gravação Odeon de 14 de dezembro de 1956, uma sexta-feira, lançada em fevereiro de 57 com o número 14168-B, matriz 11468. Na faixa 5, Nora Ney, cuja interpretação intimista antecipava uma das características da Bossa Nova, canta “O que vai ser de mim?”, samba-canção de Jobim sem parceiro, acompanhada pelo conjunto de Radamés “Vero” Gnattali. Gravação Continental, extraída do primeiro LP de Nora, o dez polegadas “Canta Nora Ney”. Na faixa 6, temos Dora Lopes, que também foi expressiva compositora, interpretando “Samba não é brinquedo”, da parceria Jobim-Luiz Bonfá, com acompanhamento do conjunto do próprio Bonfá. Gravação Continental de 24 de fevereiro de 1956, uma sexta-feira, lançada em julho-agosto seguintes sob número 17311-A, matriz C-3773. Na faixa 7, volta Dóris Monteiro, desta vez interpretando “Se é por falta de adeus”, primeira das três composições da parceria Tom Jobim-Dolores Duran (as outras foram “Por causa de você” e “Estrada do sol”). Gravação Continental de 6 de maio de 1955, uma sexta-feira, lançada em outubro do mesmo ano sob número 17159-A, matriz C-3622. Na faixa 8, Cláudia Morena (pseudônimo de Aldina Soares da Silva) interpreta o samba-canção “Só saudade”, da parceria “Newtom” (Newton Mendonça e Jobim). É o lado A do segundo disco da cantora, o Odeon 14113, gravado em 31 de maio de 1956, uma quinta-feira, e lançado em novembro do mesmo ano, matriz 11312. Na faixa 9, volta Nora Ney, com acompanhamento orquestral de Radamés “Vero” Gnattali, interpretando “Solidão”, samba-canção da parceria Jobim-Alcides Fernandes. Gravação Continental de 21 de maio de 1954, uma sexta-feira, lançada em julho do mesmo ano sob número 16968-B, matriz C-3378. Na faixa 10, Dalva de Oliveira, a “rainha da voz”, interpreta “Teu castigo”, outro samba-canção de Jobim (que também faz o acompanhamento orquestral) em parceria com Newton Mendonça. Gravação Odeon de 8 de dezembro de 1955, uma quinta-feira, lançada em junho de 56 sob número 14026-A, matriz 10890. Para encerrar, temos Gilda de Barros, interpretando “Vem viver ao meu lado”, samba-canção da parceria Jobim (que novamente rege o acompanhamento orquestral)-Alcides Fernandes. Gravação Odeon de 3 de fevereiro de 1956, uma sexta-feira, lançada em abril seguinte com o número 14007-B, matriz 10980. E, no próximo volume, apresentaremos músicas de Tom Jobim nas vozes de intérpretes masculinos. 

a chuva caiu – angela maria
engano – doris monteiro
foi a noite – silvia telles
luar e batucada – silvia telles
o que vai ser de mim – nora ney
samba não é brinquedo – dora lopes
se é por falta de adeus – doris monteiro
só saudade – claudia moreno
solidão – nora ney
teu castigo – dalva de oliveira
vem viver ao meu lado – gilda de barros




*Texto de Samuel Machado Filho

Emilio Pieroni – Conselhos do Além (1993)

Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos. Como todos sabem, nosso Toque Musical é ‘um espaço para quem escuta música com outros olhos’, ou seja, um lugar onde cabem todas as manifestações fonomusicais e em especial aquelas feitas no Brasil. Vez por outra gostamos de ter discos diferenciados, de raro acesso por conta principalmente de serem produções independentes, de pequenas tiragens e até mesmo pela curiosidade de seus conteúdos. Já postamos aqui discos ligados a temática religiosa, mas creio que esta seja a primeira vez que publicamos um disco relacionado ao Espiritismo. “Conselhos do Além” foi um disco gravado pelo violonista e compositor mineiro Emílio Pieroni, em 1993. Trabalho autoral e inspirado na leitura do livro “Nosso Lar”, de André Luiz – psicografado por Chico Xavier. O disco traz belas melodias e mensagens sempre positivas, repertório frequente nos encontros do Grupo da Fraternidade Irmã Ló. Confiram no GTM…

conselhos do além
luz guardiã da noite
pivete não, irmão
amor e busca
será feliz
o homem de bem
renovar
ao cantarmos
eterno almir



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Fogo No Circo (1982)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Voltamos aos mineiros, aos discos regionais, que não foram muito além das montanhas. Assim como em outras regiões do Brasil temos essas edições, por vezes independente ou lançadas por alguma gravadora local. Edições limitadas com pequeno número de cópias. Assim, muitas vezes, algumas coisas ainda passam batidas. Até que alguém ‘levanta a lebre’, descobre aquele disco bacana e obscuro, caí na Rede, nas mídias sociais e se torna uma raridade. Mas isso só rola quando o interesse vem ‘da gringa’, quando algum japonês mais esperto descobre a pérola. E não é de hoje que o foco deles foi ampliando e o interesse por discos de edições independentes e regionais só tem aumentado. Estão levando tudo embora. Aqui, um bom exemplo: “Fogo no Circo”, um obscuro lp lançado em 1982, de forma independente pela banda mineira, de mesmo nome. Este disco é mais um objeto de desejo desses colecionadores que pagam caro para tê-lo em sua coleção. Ainda mais, em se tratando de um trabalho com características de ‘folk-rock’. Há por aí muita gente interessada. O meu ninguém leva e olha que já me ofereceram uma boa grana!
Fogo no Circo foi uma banda surgida em Belo Horizonte no início dos anos 80. Por incrível que pareça não há na Rede nenhuma referência sobre ela. Tudo que podemos saber está no próprio álbum, que embora completo em sua ficha técnica e um quase manifesto artístico, não nos leva muito longe. Achei o Paulo Horta no Facebook, guitarrista da banda. Em seu perfil há algumas referências ao Fogo no Circo. Deixei lá um recado, quem sabe um dia desses ele resolva voltar ao FB e venha aqui nos contar nos Comentários um pouco sobre a banda. De resto, o que posso dizer é que se trata de um disco bacana, bem acima da média com todas as características de mineiridade. Composições inteligentes, harmoniosas com uma boa pitada de humor, rock, pop, xote, frevo e tudo mais… Confiram no GTM.

xote mineiro
talvez um dia desses
pimenta com jiló
la luna
festival
caramelo bill
as maravilhas da cura oriental
aritmética do amor
minas gerais
frevo rasgado

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Tiago Araripe – Cabelos De Sansão (1982)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Já não é de hoje que eu queria postar aqui este disco do cantor e compositor cearense Tiago Araripe. Me lembro como se fosse hoje o dia em que comprei este disco na Cotec, uma lojinha de discos que existia dentro da Escola de Engenharia da UFMG. Confesso que o que me atraiu inicialmente neste disco foi a capa, um trabalho gráfico muito bacana e até meio incomum para a época. Lembrava mais um disco de rock estrangeiro. Mas ao verificar o lp direito fui me dando conta de que era alguma coisa diferente. Infelizmente, nessa época não havia um som na loja para poder degustar o disco. Mas, embora ainda não conhecendo o artista, percebi que se tratava de um disco de qualidade, a começar pelo selo, Lira Paulistana, também novidade na época, mas que eu já tinha referência por conta de outros discos e artistas da cena musical paulista. Também, pela ficha técnica e no encarte, deu logo para perceber que era um disco que valia a pena levar. E eu comprei, levei e gostei. Creio que acabou caindo no meu esquecimento com o passar dos anos, talvez muito por conta do próprio artista que após gravar este disco, sumiu da praça. Há pouco mais de um ano redescobri o Tiago Araripe no Facebook e daí passei a segui-lo e descobri muita coisa sobre ele. Aliás, toda a sua trajetória eu vim a conhecer no momento em que falei com ele do meu desejo de postar aqui este seu disco “Cabelos de Sansão”. Sempre muito atencioso e prestativo, ele logo me passou a ficha completa, todo o seu percurso como artista.
Tiago Araripe é cearense da cidade de Crato, veio ainda jovem para São Paulo em busca do seu sonho musical. Segundo conta, veio para Sampa no intuito de estudar na escola de música do Tom Zé, mas chegou quando essa já não mais existia, mas a ideia valeu a ele a aproximação com o artista e uma boa amizade, que o colocou como parceiro de palco em diversas apresentações e também em disco, quando então chegaram a gravar um compacto (hoje raríssimo) pela Continental, com as músicas “Conto de fraudas”, de Tom Zé e “Teu coração bate, o meu apanha”, música de Tiago e letra do poeta Décio Pignatari, em 1974. Inclusive, neste mesmo ano Tiago também chegou a gravar outro (e raro) compacto simples pela Odeon, onde apresentava as composições “Sodoma e Gomora” e “Os três monges”. Participou do Festival Abertura, promovido pela Rede Globo, defendendo sua música “Drácula”, um tango moderno em parceria novamente com Décio Pignatari. Seguiria carreira, na sequencia, fazendo parte do grupo Papa Poluição e nele gravou três outros compactos até que no início dos anos 80 conseguiu finalmente gravar o seu primeiro lp, este que aqui apresentamos, o “Cabelos de Sansão”, lançado em 82, pelo selo Lira Paulistana. Por conta da necessidade, com mulher e filho pequeno, teve que buscar outras alternativas para se manter. Passou a trabalhar com publicidade, escrevendo e compondo jingles. Se afastou do palco por mais de 25 anos. Talvez tivesse até terminado sua carreira artística, não fosse o encontro com Zeca Baleiro que ressuscitou “Cabelos de Sansão” e o chamou de volta a ativa, produzindo um novo álbum (agora cd), o “Baião de nós”, de 2013. Daí pra frente Araripe retomou de vez a música, passando a produzir seus próprios trabalhos. Mudou-se para Portugal e continua cheio de projetos. O mais recente é a parceria com o violonista Nonato Luiz, com quem acaba de lançar a música “Seis Cordas”. Certamente, logo teremos um disco inteiro por aí.
Para quem não conhece ou deseja relembrar, basta chegar junto no nosso GTM. No arquivo, sempre completo, temos também incluídos resenha, biografia, discografia e até um manifesto escrito por Araripe quando então assina contrato com Lira Paulistana. Muito legal. Curiosidades que só se tem por aqui. Confiram… 😉

coração cometa
cabelos de sansão
cine cassino
fôlego de sete gatos
fios da light
estrela do mar
meg magia
redemoinho
asa linda (little wing)
quando a pororoca pegar fogo
 
 
 

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Geraldo Vandré – 5 Anos De Canção (1966)

Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Começamos a semana com um disco que há muito já devia estar aqui. Mas todos tem a sua hora e hoje é a vez dele, Geraldo Vandré. E quando digo hoje, me refiro não apenas ao dia, mas ao tempo presente. Vandré nos dias atuais, de retrocessos, de ameaças fascistas, estupidez e ignorância, representa um grito de liberdade, de consciência social e política, coisa que infelizmente nosso povo nunca adquiriu totalmente. É triste dizer isso, mas o brasileiro nesse quesito é um tremendo idiota, um eterno vassalo da elite, que um dia sonha em também ser elite e continuar fazendo o mesmo. E nesse (des)Governo que hoje achaca o Brasil, o que podemos esperar é somente o desmonte geral da Educação no país. Até mesmo na Cultura, nas Artes, na Música… vemos o reflexo da ignorância… Como pode um povo aceitar isso? Acreditar num projeto construído no WhatsApp? Que tremendo engano! Que golpe dos diabos! E o povo não acorda… Por essas e outra é que aqueles que ainda enxergam o fim do túnel devem guiar aqueles que estão totalmente cego. O grande problema é que esses cegos ainda não se tocaram de que estão nas trevas, se iludem como bobos pelo brilho do espelho, pela luz que eles não tem… Triste realidade desse nosso povo. E então, mais que nunca, é preciso cantar… e ouvir e aprender com a história. Mais que nunca, este é um disco que precisa ser escutado.
“5 Anos de Canção foi o terceiro álbum de estúdio do cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré. O disco foi lançado em 1966 e reúne composições que ele fez ao longo desses primeiros cinco anos de produção musical. Vandré vem acompanhado pelo  genial Trio Novo, formado por Heraldo do Monte, Théo de Barros e Airton Moreira. Este disco reúne alguma das muitas músicas que fez a partir de 1960, quando então compôs seu primeiro e grande sucesso, ao lado de Carlo Lyra, a belíssima bossa “Quem quiser encontrar o amor”, que aqui é também a gravação original feita com Baden Powell ao violão. Pessoalmente, este é dos discos do Geraldo Vandré que eu mais gosto por conta, principalmente da ‘pegada’ nordestina, a instrumentação melódica e sua simplicidade. Acredito que, até então, poucos foram os artistas que haviam se apropriado dessa forma, dos elementos de uma música de raiz, da moda de viola, a música nordestina… Sem dúvida, um clássico, um disco de se tirar o chapéu. Certamente, este é um disco que muitos irão encontrar por aí. Mas aqui também ele é indispensável. Não poderia ficar fora do acervo do Toque Musical. Confiram no GTM.

porta estandarte
depois é só chorar
tristeza de amar
réquiem para matraga
cancão do breve amor
fica mal com deus
rosa flor
pequeno conserto que ficou canção
se a tristeza chegar
canção nordestina
ninguém mais pode sofrer
quem quiser encontrar o amor
 
 
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Tunai – Sobrou Pra Mim (1988)

Amigos cultos e ocultos, aqui estamos nós… e tristes. Acabo de saber, infelizmente, que o cantor e compositor Tunai faleceu. Hoje, mais que nunca, estou sem palavras, pois lá se vai mais um grande artista da nossa música popular. Coisa estranha, notícias ruins adoram os domingos. 🙁
Tunai foi um grande compositor. Iniciou sua carreira nos anos 70, motivado, como ele mesmo dizia, por Elis Regina, que a primeira cantora a gravar sua música. Abandonou a Engenharia para fazer aquilo que mais gostava, música. Irmão de outro grande músico, o João Bosco, este o levou para a roda musical apresentando-o ao poeta Sergio Natureza, o qual viria a ser seu maior parceiro. Sua música logo estaria nas vozes e interpretações de consagrados cantores. Sua música sempre teve uma boa aceitação nas rádios e os sucessos, inevitavelmente foram surgindo. A musica que o lançou foi “Frisson”, tema de uma novela da Rede Globo. Mas seus sucessos foram muitos, entre esses, “As aparências enganam”, “Sintonia”, “Meu amor”, “Doce mistério” e muitas outras, que inclusive foram sucesso na voz e interpretação de outros artistas.
Para homenageá-lo, estou trazendo aqui o álbum “Sobrou prá mim”, de 88. Um disco produzido pelo próprio artista, o sétimo em sua discografia. Um trabalho mais independente, lançado inicialmente pelo selo Paralelo, depois editado pela Eldorado.

sobrou pra mim
meu amor (my love)
numas
andré (vem de você
a fome do leão
música e paz
toda vida que tiver
impulsos não faturados
tinha de ser
cartas marcadas

 

Bob Fleming – Jovens Enamorados (1971)

Olá amigos cultos e ocultos! Aproveitando um lote de discos que havia digitalizado para o site de um amigo, que acabou abandonando o barco, estou agora publicando eles por aqui. Como já havia dito anteriormente há muito de música e artistas mineiros e ao longo do tempo iremos trazendo para o deleite de todos.
Aqui temos, mais uma vez, o lendário Bob Fleming, encarnado na figura do saxofonista mineiro Moacyr Silva e também o carioca Zito Righi, que segundo contam foi quem primeiro recebeu a alcunha dada por Nilo Sérgio, produtor e diretor da gravadora Musidisc/Brasil. Confesso a vocês que já nem sei mais quem é quem, ou por outra, não posso afirmar que este disco seja o Bob Fleming Moacyr ou Zito. Mas, considerando o ano de lançamento deste disco, originalmente em 1971 (e reeditado em 83) e também pela ‘pegada’ no sax, acho que este aqui é mesmo o Moacyr Silva.
“Jovens Enamorados” é um disco romântico dividido em temas nacionais e internacionais. Penso até que seja este lp uma coletânea, visto que há aqui gravações que parecem serem de momentos diferentes. Independente disso, trata-se de um bom disco, com bons solos de saxofone, que muito me faz lembrar outro grande saxofonista, o americano Ben Webster. Não deixem de conferir no GTM…

i left my heart in san francisco
blú
le bateau blanc
call me irresponsible
dois perdidos
i could have danced all night
o sol nascerá
nem uma luz brilhou
diga que sim
canção para um home no espaço
é demais
o amor… do amor
 

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Dulcinha E Fernando E Dose Dupla – Trama (1987)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Na certeza de que em algum momento alguma informação há de chegar até nós, estou hoje postando este lp, uma produção com o selo Bemol, lançada nos anos 80.  Trata-se de Dulcinha e Fernando e Dose Dupla, um grupo, certamente mineiro, talvez da própria capital BH. Mas eu, como belo-horizontino, confesso, não me recordo dessa turma e também não consegui, numa rápida pesquisa, identificar os artistas. Não há muita informação sobre o disco além de sua referência no Discogs, por sinal, muito bem contado como raridade, chegando a um preço meio que absurdo, porém se percebe que apenas um cidadão é o detentor do disco e daí ele coloca o preço que quiser, não há concorrentes. Esse é o grande problema da especulação de preços do vinil. Não é só questão de qualidade, histórico ou quantidade, a coisa passa muito pelo crivo da subjetividade do colecionismo. Existem raridades e raridades…
Bom, mas o fato é que este disco, ao meu ouvido, me pareceu muito interessante. Tem todas as características de um disco pop, mas há nele uma certa peculiaridade, uma pegada de música mineira. Acho que isso tem a ver até mesmo com a própria produção, com o clima da gravação feito no mais tradicional estúdio mineiro, o Bemol. Infelizmente, o exemplar que possuo não tem encarte e nem traz maiores informações. Vamos então ficar no aguardo de algum esclarecimento. Mas nem por isso iremos deixar de conhecer Dulcinha, Fernando e o Dose Dupla. Basta ir lá no GTM buscar o link, ok?

transcendente
tudo que eu queria
sempre igual
notívago
tempero moreno
trama
sinto dizer
nossa manhã
banda mágica
mesmo assim

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Antonio Luz (Baiano) – Saravá (1971)

Olá amigos cultos e ocultos! Mais uma vez, fazendo jus ao nosso lema, onde dizemos, aqui é um lugar onde se escuta música com outros olhos. Gosto sempre de lembrar isso, principalmente quando trago para o Toque Musical algum ilustre desconhecido. E hoje temos algo assim, um disquinho compacto que estaria totalmente esquecido, não fosse a nossa coragem e vontade de trazê-lo de volta. Por certo, se trata de um tipo de disco e artista que teve sua única chance, ou ainda, a proeza de conseguir gravar um disco, num tempo que isso era coisa difícil. Alías, mais do que gravar, o difícil mesmo era gravar um segundo, ou continuar na carreira. Produções independentes na época de ouro da indústria fonográfica era geralmente capricho daqueles que podiam bancar ou serem bancados por algum mecenas. Ou ainda, aqueles artista que não conseguiram chegar a sombra de uma grande gravadora. Antonio Luz, o Baiano, foi um tipo assim, conseguiu realizar a façanha de gravar duas de suas composições. Conforme nos descreve o texto de contracapa, Antonio Luz foi um baiano que veio para Minas Gerais. Trabalhava em feiras livres na cidade de Belo Horizonte e tinha o hábito de compor canções. Ficou conhecido nas feiras a ponto de ser levado a televisão local, onde se apresentou, mostrando assim a sua música. Conseguiu no inicio dos anos 70 gravar esse compacto pela editora Discobel. Infelizmente, não achei mais nada sobre ele. Penso que vai ser mais fácil alguém dele encontrar essa postagem. Que sirva de registro essa nossa publicação. Confiram as músicas no GTM.

saravá
areia no caminho



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Andersen Vianna & Eduardo Hazan – Instrumental De Casaca (1989)

Bom dia, amiguíssimos cultos e ocultos! Hoje estou fazendo aqui uma repostagem, ou mais ainda, uma reparação, pois havia postado este disco há algum tempo atrás e o mesmo acabou não aparecendo com seu texto de resenha. Acho que fiz algo errado na hora da publicação e só hoje percebo a falha. Dessa forma, o mais certo é postar o disco de novo. Chego até a copiar o texto da postagem original que na época foi publicada numa Sexta-Feria Santa… segue..
O dia de hoje pede uma música calma, algo contemplativo… Foi daí que eu escolhi este belo trabalho feito aqui nas  Minas Gerais. Trat-se do encontro de dois excelentes músicos, Andersen Viana, na flauta e Eduardo Hazan, ao piano. Os dosi instrumentistas são figuras bem conceituadas no mundo da música erudita. Andersen é um compositor, maestro e produtor mineiro, um artista super premiado, com um pé no erudito e outro no popular. Filho de Sebastião Viana, revisor e assistente de Villa-Lobos e irmão do compositor e violinista Marcus Viana. Eduardo Hazan é paulista, de Santos. Também um músico premiado, com um alarga experiência musical, tendo se apresentado em diversos países pelo mundo. Foi também professor na UFMG, FEA e UEMG. Assim como Andersen, mora em Belo Horizonte.
“Instrumental de Casaca”, contudo, não é um disco de música erudita. Lançado em 1989, de maneira independente, foi produzido pela Karmim, que logo se tornaria um selo/editora. Neste álbum vamos encontrar um repertório de música popular brasileira. Temos aqui onze músicas muito bem escolhidas, temas populares e de todos bem conhecidas. Obras de Pixinguinha, Patápio Silva, Zequinha de Abreu, Eduardo Souto e também Johnny Alf, Sergio Bittencourt, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Cartola e Flávio Venturini. Tudo como diz o título, instrumental. Vale a pena ouvir, conhecer e reconhecer… Tudo no GTM. Confiram!

eu e a brisa
modinha
nascente
luiza
eu sei que vou te amar
as rosas não falam
carinhos
despertar da montanha
margarida
primeiro amor
tico tico no fubá

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Edição Brasileira – Lua (1988)

Olá, amigos cultos e ocultos! Há poucos dias atrás fiz a besteira de deletar alguns arquivos no computador e de bobeira, acabei excluindo uma pasta importante, a dos Festivais. Só percebi quando já havia deletado, pasta cheia, muito grande foi embora sem paradas. Achei que não tivesse um ‘backup’, mas por sorte tinha tudo num outro hd. De sobra, ainda achei uma ‘leva’ de discos de artistas mineiros, coisas de antigos projetos que acabaram não vingando. Hoje começamos essa mostra entre tantos outros diversos discos.
Tenho aqui o excelente grupo mineiro de música instrumental, Edição Brasileira e seu primeiro e único disco, Lua, lançado originalmente em 1988. O disco mereceu uma reedição em cd através do selo/editora Karmin, a partir dos anos dois mil e curiosamente ainda pode ser encontrado em algumas lojas virtuais. O Edição Brasileira foi um grupo formado grandes nomes da música mineira: Mauro Rodrigues (flauta e teclados); Bento Menezes (guitarra e violão); Lincoln Cheib (bateria) e Ivan Corrêa (contrabaixo). No disco eles ainda contam com participações importantes como André Dequech, Gil Amâncio, Nivaldo Ornelas, Renato Mota e outros… Beleza de trabalho, lançado e gravado pela Bemol já no processo digital. com muito carinho e dedicação. Vale a pena conhecer. Confiram no GTM…

cânone
mulher de barro
amarelinha
prelúdio
pra vivi
diversão infante
lua
bemol
duda no frevo



 

The Robins – Apresentam Os Grandes Sucessos Jovem Guarda (1966)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje o Toque Musical apresenta um disco lançado no auge da Jovem Guarda, em 1966, com sucessos da época interpretados pelo grupo The Robins (ao que parece, o grupo não passou desse disco). É um álbum feito para ouvir e dançar, ao som de hits como “Eu não presto, mas eu te amo”, “A primeira lágrima”, “Gatinha manhosa”, “As tears go by” e “Coração de papel”, além de um pot-pourri de clássicos em ritmo de iê-iê-iê. Enfim, é o tipo do disco que cria um verdadeiro clima de bailinho, sob medida para aqueles que gostam de dançar coladinho. Enfim, é mais um trabalho que merece o nosso toque musical.

eu não presto, mas eu te amo
só vou gostar de quem gosta de mim
hurtin’ inside
as tears go by
homenagem aos mestre:
look for a star
tema de schubert
lado dos cisnes 
tema de paganini
smile
tema concerto n.1 tchaikowski
minha estrela
music to watch girls by
coração de papel
ave maria
somenthin’ stupid
a primeira lágrima
no milk today
gatinha manhosa


*Texto de Samuel Machado Filho

Geraldo Vianna – Grilos No Campo (1989)

Olá amiguíssimos cultos e ocultos! Há alguns anos atrás eu postei este disco do violonista mineiro Geraldo Vianna aqui no Toque Musical, o belíssimo trabalho “Grilos no Campo”, lp lançado em 1989, de maneira independente. Postei, mas de forma bem impessoal e hoje, verificando, achei que ficou mesmo muito incompleta. Este disco foi lançado em 1989, de forma independente. Foi seu primeiro lp, abrindo uma sequencia para mais outros 19 discos, até esta data. Trabalho instrumental de primeiríssima como composições próprias e também músicas de Tavinho Moura, Milton Nascimento e Fernando Brant, Garoto e Gilberto Gil. Ele vem acompanhado por Ivan Corrêa no contrabaixo; Lincoln Cheib na bateria; Márcio Batista e Ricardo Cheib na percussão. A música “Grilos no Campo” foi premiada no Festival de Música Popular de Avaré, SP.
Geraldo Vianna além de violonista e compositor é também arranjador, pesquisador e produtor musical, tendo em seu currículo trabalhos de produção de grandes artistas mineiros, espetáculos musicais para teatro e cinema. Sem dúvida, um grande talento mineiro. Não deixem de conferir no GTM.

baião da volta
choro no beco
de dentro de mim
domingo no parque
grilos no campo
gente que vem de lisboa
carioquinha
san vicente

 

Gauguin – O Outro Lado Do Tempo (1985)

Boa tarde, caríssimos amigos cultos e ocultos! Estou trazendo hoje para vocês este disco, produção independente, primeiro lp do músico e produtor mineiro Marcos Gauguin. Para os que não conhecem, Gauguin faz parte da cena musical belorizontina, hoje um repeitadíssimo produtor. Participou da banda Sagrado Coração da Terra e também do projeto Sargent Peppers, uma das melhores bandas cover dos Beatles. Tem participação em discos de diversos artistas mineiros. Também atuando como produtor, foi responsável por boa parte dos lançamentos das primeira bandas de heavy metal de Minas, através da Cogumelo, lendária loja e editora mineira de onde saíram, entre muitas, as bandas Sarcófago e Sepultura. Gauguin também produziu discos de outros artistas e bandas famosas, como o Skank. Neste seu lp temos um trabalho totalmente autoral, sendo algumas parcerias com Chico Amaral, Paulo Horta e Afonsinho. O disco foi gravado no estúdio do João Guimarães, baterista do Kamikaze, que também participa em quase todas as faixas, juntamente com o Chico Amaral. Confiram este ‘esquecido’ no GTM.

melhor assim
tudo ou nada
uma canção
estação de trânsito
nuvens
telefone
constelação
o outro lado do tempo
quarto crescente
 


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