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Rosa Maria – Cristal (1984)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos. E não é que com essa reclusão o índice de audiência por aqui tem aumentado? Que bom! Só espero dar conta do recado, pois embora eu também esteja confinado, muito dos discos que eu gostaria de postar, no momento estão um tanto inacessíveis, pois meu Sound Forge eu tive que desinstalar e agora não estou conseguindo instalá-lo novamente. Daí, até que meu socorro chegue, vamos com os famosos ‘discos de gaveta’, aqueles que já estavam prontos aguardando ocasiões como essa.
E vamos de Rosa Maria, para o dia nascer feliz. No início do ano eu já havia postado dela um outro disco e agora ela volta neste lp de 84, lançado pelo selo Pointer. Como sempre, a moça brilha como um cristal, mas sua luz é de diamante. Grande cantora, dona de uma voz singular. Neste lp ela nos apresenta um repertório bem diversificado, com muita música boa que já conhecemos, mas que, sem dúvida ficam ainda mais bonita com sua interpretação. Não bastasse, ela ainda vem assessorada por grandes arranjadores (Eduardo Assad, Eduardo Souto Neto, Reinaldo Arias, Luiz Avellar e Antônio Adolfo) e traz também um time de músicos instrumentistas de primeiríssima linha. Conta também com a participação especial da cantora e atriz Lucinha Lins. São doze canções para se ouvir com atenção. Um disco que merece o nosso toque musical. Confiram no GTM.

bicho papão
ilusão
negritude cristal
bastante
águas
going out of my head
coisas pequenas
viagem
mascavo
tenho mais é que viver
iso é para a dor
the island



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EMB – Enciclopedia Da Música Brasileira – Erudita Folclórica Popular (1978)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Espero que estejam todos seguindo a linha do bom senso, FIQUE EM CASA! Aproveitem o tempo para ler, ouvir música, colocar em dia aquilo que tem sempre sido adiado. Certamente não há de falta coisas boas para se fazer.
E falando em coisas boas, uma boa dica pode ser a EMB – Enciclopédia da Música Brasileira – Erudita, Folclórica, Popular. Como leitura vocês poderão encontrar para comprar o livro do pesquisador Marco Antônio Marcondes, lançado em 1977. É dele este importante trabalho que nos serve de guia, assim como outros, quando buscamos informações precisas sobre um determinado item histórico sobre a música brasileira. E como parte dessa sua produção tem também este box com dois lps, lançados em 1978, que já é mais difícil de achar e por isso mesmo está aqui, no Toque Musical. Nele temos dois lps nos quais são apresentados, no primeiro, de 77, um pouco da nossa música folclórica, de raízes regionais/sertaneja e no segundo disco, de 78, temos o grande violonista Toquinho (com violão de emprestado por Tom Jobim, segundo nota na ficha técnica) interpretando obras de Villa Lobos e também chorinhos diversos, que representaria aqui o popular. Sem dúvida um trabalho fonográfico interessantíssimo e raro de se ter e ouvir. Creio que talvez poucos o conheçam. Eis aqui a oportunidade. Não deixem de conferir no nosso GTM.

astúcia de negro velho – cornélio pires
jorginho do sertão – cornélio pires
no mourão da porteira – raul torres e florêncio
horóscopo – alvarenga e ranchinho
canoeiro – tonico e tinoco
guarânia da lua nova – cascatinha e inhana
ciriema – irmãs castro
cochilou cachimbo cai – tião carreiro e pardinho
cavalo preto – palmeira e luizinho
sarita – pedro bento e zé da estrada
chitãozinho e xororó – nonô e naná
nova flor – bia e dino franco
caminho do céu – caçula e marinheiro
suite popular brasileira, de villa lobos – toquinho:
mazurca
schottich
valsa
gavotta
chorinho
gracioso, de garoto
interrogando, de joão pernambuco
brasilliance, de laurindo de almeida
choro da saudade, de agustin barrios

 

Tamba Trio, Nara & Edu Lobo – 5 Na Bossa (1965)

Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Vasculhando meus arquivos de gaveta percebi que até hoje não havia postado este celebrado encontro de Nara Leão, Edu Lobo e o Tamba Trio (Luiz Eça, Bebeto e Ohana. Por certo foi que em outros tempos este disco esteve presente em diversos outros blogs. Desses, inclusive, eu aproveitei os aquivos da capa, pois estou sem programa para tratamento de imagens. Mas eis que aí estão os “5 na Bossa”, um disco gravado ao vivo, em 1965, no antigo Teatro Paramount, São Paulo. Sem dúvida, um disco clássico da música popular brasileira. Para mim, um dos melhores lps gravados ao vivo no Brasil. Perfeito em todos os sentidos. Talvez peque por não ser um álbum duplo. Mas as dez faixas deste disco sempre nos pede para repetir. Maravilhoso 🙂

carcará
reza
o trem atrasou
zambi
consolação
aleluia
cicatriz
estatuinha
minha história
o morro não tem vez
 


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Paul Mauriat – Erlon Chaves – As 10 Canções Medalha De Ouro (1982)

Muito bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Antes de tudo, só uma coisinha: FIQUE EM CASA! Pelo amor de Deus, sejam responsáveis. Vamos baixar a curva dessa pandemia, pois só quem pode nos ajudar somos nós mesmos. Se formos depender desse (des)Governo Federal e do ‘imbecil maior’ que colocaram de fantoche de Presidente, nós estamos é no sal! Nunca pensei que chegaríamos a esse ponto, a regredirmos tanto como nação, sendo tomados por essa onda de ignorância. Lamentável… Desculpem o desabafo, mas caberia ainda muito mais, porém, vou parar por aqui…
Vamos falar de coisas boas, de música, tão importante para a sensibilidade humana. E a isso eu me refiro ao sentido maior da música que é o de transformar, melhorar o ser humano. Infelizmente, a música hoje parece ter apenas a função de distrair e para tanto ela tem que ser fácil, pasteurizada, deficiente em todo sentido cultural, música pra burros (e eles gostam). Mas, claro, a resistência sempre existirá e quem gosta de música de verdade sabe diferenciar o joio do trigo. Aqui a gente escuta de tudo, mas sempre com outros olhos. E para manter o padrão, vamos dar valor ao que tem valor.
Tenho para hoje este lp, com “As 10 Canções Medalha de Ouro”. Um disco originalmente lançado em 1972, saudando exatamente o que de melhor havia na música brasileira, na canção brasileira daquele ano. Bom, na verdade, houve nesse ano e nesse período uma riqueza musical que é difícil superar. Penso que as décadas de 60 e 70 a música popular brasileira esteve em seu melhor momento e isso se reflete até hoje, pois quando pensamos em uma seleção de dezena de músicas é inevitável que boa parte seja dessa época. E lá por 72 os críticos e entendidos do assunto também sabiam escolher o melhor. Embora o Flávio Cavalcanti, em seus programas de tv tenha quebrado muitos discos (e também  a cara), protagonizou aqui, juntamente como outros entendidos, como os produtores Mazola e Roberto Menescal, uma seleção das dez melhores canções no ano de 1972 para serem regidas e arranjadas em forma orquestral por dois grandes mestres, Erlon Chaves e o francês Paul Mauriat. O disco foi gravado aqui no Brasil e na França e tem dez músicas que realmente merecem medalha de ouro. Um trabalho bacana, orquestral e duplamente bem arranjado. Coisa que hoje dificilmente veríamos produzido. Vale a pena conferir…

casa no campo
amada amante
presepada
naquela mesa
viagem
dona chica
águas de março
como dois e dois
construção
testamento

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Acidente – Fim do Mundo (1983)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Por certo os amigos não irão estranhar a diversidade fonomusical. Um dia tem samba, outro tem tango, outro erudito, outro rock… Um verdadeiro drops sortido, onde a cada bala é um sabor. Nosso Toque Musical é assim mesmo, cheio de surpresas.
Hoje tenho para vocês um disco independente da banda carioca, Acidente, lançado em 1983. Há quatro anos atrás eu havia postado aqui um outro disco da banda, o “Guerra Civil”, de 81. Agora eu trago eles de volta neste álbum, “Fim do Mundo”. Um título bem sugestivo para o momento atual pelo qual estamos passando. Aliás, neste lp, muitas das músicas cabem bem nos dias de hoje, títulos e letras que falam de situações trágicas, temas que refletem e serviriam de trilhas para o que estamos vivendo. Contudo, não é algo baixo astral, até porque a banda tem uma pegada divertida e bem rock’n’roll. Na postagem que fiz do outro disco, creio que fui meio injusto com a turma, prá não dizer leviano. Me faltou mais atenção para ouvir o Paulo Malária e sua trupe. Devo admitir, o Acidente é uma banda bem legal. E quando digo isso no presente é porque ainda hoje eles continuam na ativa. Embora não tenham conseguido o reconhecimento que merecem, estão por aí se divertido, tocando e produzindo outros trabalhos. Vale a pena conhecer, ou relembrar…

a lua
melô de miguel pereira
triste sina
sociedade do mal
corpos e pratos
clube 34 blues
a sua mãe morreu
conferência em havana
dança
3. charrão
guerra civil
perdido num mundo de sonhos
baile black
eu vou vazar
diga o nome do senhor
 
 
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Premier Mundial 2001 Vol. 1 (1974)

Bom dia, meus confinados amigos cultos e ocultos! Para não deixar de variar e lembrar a todos que aqui se escuta música com outros olhos, eu hoje resolvi trazer para vocês uma coletânea internacional. Não teria graça ou interesse de nossa parte se não fosse essa uma coletânea de ‘covers’ feita aqui mesmo no Brasil. Ou seja, artistas/músicos brasileiros se passando por gringo. Como todos sabem, no início da década de 70 era muito comum produtores lançarem mão de sucessos internacionais tendo a interpretação a cargo de músicos e cantores brasileiros. Já falamos disso aqui em outras postagens e já apresentamos alguns desses discos. Deviam sair mais em conta produzir esses ‘covers’ do que buscar permissão para uso do fonograma original. As novelas de televisão eram cheias desse tipo de música. E graças a excelência e talento de nossos artistas brazucas, chegaram a um nível ainda mais elevado, ou seja começaram a criar músicas cantadas em inglês e seus artistas tinham nomes também de gringos. E foram muitos, podem acreditar…
Neste lp lançado pela CID e com selo internacional  Square temos dez grandes sucessos que fizeram a cabeça de muita gente. Aqui, temos o volume 2, que chegou nas lojas em 1974. Essa série Premier Mundial 2001, creio eu, chegou até o volume 4, um a cada ano. E assim como essa, outras também fizeram sucesso. Porém, por diversas razões, nos álbuns não há fichas técnicas, ou mesmo referências aos músicos/cantores. A ideia era mesmo a de apenas nutrir a cultura pop da época e vender discos. Neste, em especial temos covers de Elton John, Power of Tower, The Stylistic, Dennis Yost e outros. Coube também até uma versão pop do clássico de Carlos Gomes, O Guarany, influencia direta de Eumir Deodato, com certeza! Disquinho curioso que vale a pena ouvir. Cola lá no GTM…

love me or leave me alone
you mae me feel brand new
je t’aime
goodbye yellow brick road
time
me and you
so very hard to go
o guarany
day by day
la la song
 


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Altamiro Carrilho – Chorinhos Didáticos Para Flauta (1996)

Olá, meus confinados amigos cultos e ocultos! Espero que estejam todos bem, quietinhos em casa, esperando ‘a bruxa’ ir embora. Enquanto isso, vamos nos distrair. Ler um livro, ouvir uma música, navegar pela internet e visitar aqui o nosso Toque Musical.
Hoje eu tenho para vocês, ao invés de um lp, vinil, um cd, pois afinal há tempos que eu não posto produções oriundas do digital. Desta vez eu trago um cd dos mais interessantes, um disco gravado pelo grande flautista Altamiro Carrilho e lançado originalmente em 1996. Como todos podem ver, este é um trabalho de cunho didático, quer dizer, temos aqui doze chorinhos de Altamiro feitos exclusivamente para quem está ensinando ou aprendendo tocar flauta. Só mesmo em um cd poderia caber esse interessante trabalho, pois aqui, Altamiro Carrilho executa seus 12 chorinhos, chamados então de “Chorinho Didático” e na sequencia, apresenta os ‘playbacks’ das mesmas. Ou seja, as mesmas doze músicas sem a flauta, para que qualquer pretenso flautista possa acompanhar. Algo bem parecido com o karaokê e que por certo irá agradar a vocês. Quem sabe, a partir daqui alguns de vocês resolvam aprender a tocar flauta? Nesse isolamento  necessário, nada melhor que levar os dias na flauta, não é mesmo? Então, não deixem de conferir no GTM.

chorinhos didáticos (de 1 a 12)
+
playbacks

 

Elis Regina – Ao Vivo E Internacional (2020)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aproveitando para ocupar o tempo (nunca pensei que diria isso), eu hoje resolvi produzir um disco virtual, seguindo os moldes de tantos outros que criei, com exclusividade para o nosso Toque Musical. Já faz tempo que eu não apresentava algo assim, além da coleção Grand Record Brazil, de 78 rpm, que este ano voltou para a alegria de seus apreciadores. Estou trazendo para vocês o áudio editado e devidamente separado de duas distintas apresentações ao vivo da nossa querida e saudosa Elis Regina. Trata-se da apresentação da cantora em Portugal, em 1978, em show realizado no Teatro Villaret, de Lisboa e de quebra, outra apresentação dela, mais antiga, na televisão francesa, em 1968. Esses áudios hoje em dia já devem ser do conhecimento de todos, pois além de já ter sido publicado em outros blogs e sites, também pode ser ouvido no YouTube. Mas eis que eu achei de transformar tudo isso numa pseuda produção fonográfica, pois sei que muitos gostam dessa brincadeira e tem gente que até imprime as capinhas e monta tudo num cd. E aqui, a gente procura fazer tudo no capricho. No arquivo que vocês podem buscar no GTM, irão encontrar o pacote completo, com todos os encartes e capa que permitem a impressão em papel com qualidade. Então, temos aqui esta apresentação de Elis Regina no tradicional teatro lisboeta Villaret, em 1978. Um show memorável onde poderemos ouvir músicas que marcaram os anos 70 e hoje são verdadeiros clássicos da nossa MPB. Na sequência, temos um registro de Elis em apresentação na televisão francesa, Paris, 1968, outro memorável momento. Neste último áudio eu preferi não fazer cortes, mantendo a sequencia (quase) linear do programa. A qualidade dos registros não é lá grande coisa, mas aqui também, procurei dar uma melhorada no áudio e assim chegando no resultado que vocês poderão conferir no GTM. Espero que esteja no agrado.

fascinação
aqui é o país do futebol
sinal fechado
transversal do tempo
deus lhe pague
qualquer dia
caxangá
ensaio geral
o mestre sala do mares
romaria
maravilha
nada será como antes
deixa
corrida de jangadas
la nuit de mon amour
sá marina
samba da benção
upa neguinho

Ella Fitzgerald – Ella Abraça Jobim (1981)

Olá, amigos cultos e ocultos! Revirando os arquivos e também os “discos de gaveta”, eis que me deparo com este lp duplo da cantora americana Ella Fitzgerald, gravado em 1980 e lançado por aqui em 81. Este, em específico, lançado pela Polygram e traz uma capa diferente da que eu me lembrava. Aliás, eu não me lembrava de que já havia postado este álbum aqui, no caso, com outra capa, o que me fez acreditar que ainda não o havia postado. É.. este disco tem edições com capas diferentes, pelo menos quatro, eu estou vendo aqui. E nesta edição nacional a ordem das música é outra, mas estão todas aqui. Para quem não conhece, este lp vale muito ser ouvido, pois além da bela voz e interpretação de Ella Fitzgerald tem também a música do nosso grande Tom Jobim e a presença de um time de músicos, brasileiros e estrangeiros, de primeiríssima linha. O repertório é aquele internacional do Tom, que todo gringo e o mundo inteiro conhece. Álbum bacana que merece ser postado de novo, com essa outra capa. Confiram no GTM…

somewhere in the hills
the girl from ipanema
dindi
off key
water to drink
dreamer
quiet night quiet stars
bonita
one note samba
don’t ever go away
triste
how insensitive
he’s a carioca
this love taht i’ve found
a felicidade
wave
song of the jet
photograph
useless landscape

 

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Zezinho E Seu Conjunto – Mesa De Pista N. 2 (1959)

Olá, amigos cultos e ocultos! Eis aqui mais um álbum dançante, dos muitos lançados pelas gravadoras nos anos 1950/60. É “Mesa de pista número 2”, editado pela Odeon em 1959, com Zezinho e seu conjunto (o primeiro saiu em 1957, com Zezinho à frente dos Copacabana). José Batista da Silva Júnior (seu nome de batismo), também pianista e acordeonista, era pernambucano do Recife, onde fez seus estudos musicais, e veio para o eixo Rio-São Paulo em 1957. Atuou na Rádio Nacional (hoje Globo) de São Paulo como acordeonista do conjunto de ritmos da emissora. Mais tarde, passou a chefiar o conjunto e a dirigir orquestra. Entretanto, devido à mudança de orientação da emissora, a orquestra foi dispensada e Zezinho passou a se apresentar em bailes e boates, além de fazer arranjos para gravações.  O disco, como informa a contracapa, reúne uma seleção das músicas mais executadas pelas casas noturnas da época, a pedido dos próprios frequentadores. Entre as faixas, destaque para “Meu limão, meu limoeiro”, um tema folclórico adaptado por José Carlos Burle, que Wilson Simonal reviveria anos mais tarde, “Calado venci” (única parceria de Ataulfo Alves e Herivelto Martins) e ainda para o clássico “Pra machucar meu coração”, do mestre Ary Barroso. No mais, um disco muito bom, que merece o nosso Toque Musical. A conferir no GTM, sem falta.

blues in the night
slow joe
timbó
vai querer
serenade imn mambo
temptation
cambina briante
meu limão meu limoeiro
quem manda na minha vida sou eu
calado venci
completamente
não tive tempo
champanhota
pra machucar meu coração
apoio moral
 



*Texto de Samuel Machado Filho

Paulinho Da Viola E O Conjunto A Voz Do Morro (1973)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Hoje eu passei o dia dando uma geral aqui no Toque Musical. Olhando para trás, vejo quanta coisa já fizemos. Mas, o que mais me chamou a atenção foram os meus textos de resenha e por consequência os comentários. Meu Deus, quanto amadorismo! Quanta coisa errada eu escrevi, tanto erros bobos de ortografia quanto erros de abordagem e descrição nas resenhas. É certo que no início eu vivia numa corrida contra o tempo, tudo para manter as postagens diárias e no capricho. E para quem não estava muito acostumado com resenhas, principalmente diárias, falhas e erros foi o que não faltou. E os comentaristas, amigos cultos e ocultos, não perdoavam em suas críticas. E estavam certos. Quer escrever, escreve direito, essa é a verdade. E a gente aprende, podem acreditar…
Então, hoje tempos uma boa pedida musical, Paulinho da Viola e o Conjunto A Voz do Morro. Eu tinha, para mim, que este disco já havia sido postado aqui no Toque Musical. Porém, hoje percebi que não e assim sendo, chegou a sua hora. Por certo, não se trata de uma raridade ou novidade no mundo dos blogs. Muitos já o postaram e talvez tenha sido por isso mesmo que eu o deixei de lado. Mas como deixar de lado um disco tão bacana? Este lp foi lançado originalmente em 1965, mas em 73 ele voltou a ser relançado com essa nova capa. Aqui temos o grande Paulinho da Viola juntamente com o conjunto A Voz do Morro foi um grupo organizado por Zé Kéti, conforme nos conta a lenda, a pedido da gravadora Musidisc. Ele reuniu um time de sambistas da pesada com alguns integrantes do musical Rosa de Ouro. O conjunto era formado por Anescarzinho do Salgueiro, Elton Medeiros
Jair do Cavaquino, Nelson Sargento, Oscar Bigode, José da Cruz, o próprio Zé Kéti e o jovem Paulinho da Viola. O lp é recheado de uma das melhores safras do samba carioca. O disco saiu, originalmente pelo selo Musidisc, em 65, mas em 73 ele foi relançado, desta vez pelo selo RCA, quando então Paulinho da Viola já tinha se tornado uma grande estrela da MPB. E por conta dessas e de outras, apareceu com uma nova capa e o nome de Paulinho em destaque. Creio que não há muito o que se falar deste trabalho, pois todo mundo já o conhece bem. E assim sendo, só me cabe mesmo a postagem. Um lp da melhor qualidade que você não pode perder. Confira no nosso GTM.

peço licença
intriga
mascarada
coração vulgar
conversa de malandro
pecadora
vai saudade
jurar com lágrimas
maria
coração de outro
não sou feliz
injúria
sonho triste
meu viver



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Raul De Barros – Sonho E Animação Em Ritmo De Dança (1960)

Sem dúvida um trombonista que marcou época em nossa música popular, Raul de Barros (Rio de Janeiro, 25/11/1915-Itaboraí, RJ, 8/6/2009) volta a bater ponto aqui no Toque Musical. Desta vez, trazemos para nossos amigos cultos e ocultos “Sonho e animação em ritmo de dança”, álbum lançado pela Odeon em 1960. Nele, à frente de seu conjunto, Raul sola clássicos nacionais e internacionais com muita propriedade, provando que era mesmo um trombonista nota 10. No repertório temos, entre outras, “Quiereme mucho”, “No rancho fundo”, “Tudo ou nada”, “Hymne a l’amour” e também um tema erudito, a “Valsa do adeus”, de Chopin, em ritmo de bolero. Conforme diz a contracapa, Raul de Barros se supera neste disco, fazendo dele puro divertimento para nós. É mais um ótimo disco dele que o TM oferece, com a satisfação de sempre. Não deixem de conferir no GTM. 

i’m in the mood for love
quiereme mucho
hymme a l’amoure
a valsa do adeus
temptation
tudo ou nada
perfídia
no rancho fundo
stardust
eu sei que vou te amar
andaluzia
all the things you are
 

*Texto de Samuel Machado Filho .

Elizete Cardoso – Quatrocentos Anos De Samba (1965)

Boa noite prezados amigos cultos e ocultos! Olha aí, mais uma artista, a qual caberia aqui no nosso Toque Musical toda a discografia, a magnífica Elizeth (ou Elizete) Cardoso. Assim, sempre que possível, vamos ter um disco dela em nossas postagens. Desta vez temos o lp de 1965, homenagem ao quarto centenário da cidade do Rio de Janeiro, “Quatrocentos Anos de Samba”, nome também da música que abre o disco, composição de Luiz Antonio, que está presente em mais três faixas desse lp. Tem também o ótimo samba de Zé Keti, “O Meu Pecado”, também gravado por Paulinho da Viola. O disco tem um repertório muito bom, porém, em pleno 1965, parece ter sido gravado dez anos antes, com arranjos e orquestrações um tanto antiquadas, penso eu. Mas Elizeth é sempre Elizete e isso é oque importa. Confira no GTM.

quatrocentos anos de samba
coisas mortas
o meu pecado
tem sido assim
retrato do morro
coisas do amor
é ontem ainda
deixa que anoiteça
caminhos do esquecer
e eu tô lá
sangue quente
vedete de fogão

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Ely Camargo – Danças Folclóricas Brasileiras E Folguedos Populares (1968)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Hoje tenho a satisfação de trazer aqui mais um disco da Ely Camargo. De vento em popa, logo podemos ter toda a sua discografia aqui. E isso, por certo, só acontece a alguns poucos artistas, os quais acreditamos terem em toda sua trajetória uma discografia impecável. E Ely é, sem dúvida um exemplo. Este disco foi postado originalmente no excelente blog Cantos & Encantos, que hoje, infelizmente, já não existe mais. Pelo jeito, poucos blogs ainda resistem ao tempo, como o nosso Toque Musical. Como estamos vivendo um momento adverso em nossas vidas, por conta do tal vírus, eu estou sendo obrigado a buscar, eventualmente, discos de postagens de outros blog. Muitos desses discos eu até os tenho, mas literalmente é uma mão na roda já encontrar a coisa pronta e não foi atoa que guardei tudo em meus arquivos. Agora estão aí, valendo novamente, para a alegria de todos que não conseguiram buscar o seu.
Acho que não preciso entrar em detalhes sobre este lp, lançado em 1968 pelo selo Chantecler. A contra capa já diz tudo. Um passeio pelo rico folclore brasileiro, um leque com diferentes tipos de manifestações musicais. Confiram essa belezura no GTM.

reisado alagoano (3 temas)
ciriri
cateretê do brejo velho
pastoril de sergipe e alagoas
caipó paulista e mineiro
samba-lenço
boi bumbá é boi
cantiga de são gonçalo
quereumana
ratoeira
dança do retiro, dança da caçada
moçambique
maracatu
vilão

 

Conjunto Baluartes – Nira Gongo (1976)

Olá, reclusos amigos culto e ocultos! Espero que estejam todos bem. Fique em casa! Aproveite o tempo para visitar e explorar as postagens do nosso Toque Musical. Música é sempre uma boa distração. E aqui isso não falta, tem para gregos e troianos. 😉
Vamos hoje com o Conjunto Baluartes, grupo produzido por Hélcio Milito, do Tamba Trio no qual trazia em sua formação os grandes ritmistas Eliseu, Luna, Marçal, Dotô, Armando e Toninho. “Nira Gongo”, o nome do disco, é uma referência a um vulcão que existe no Congo africano, no Monte Nyiracongo. Segundo o texto de contracapa o nome simboliza a explosão rítmica de uma raça predestinada para o som. E o disco procura seguir nessa linha, mas é um trabalho essencialmente de samba, um samba de exportação. Este lp é hoje uma raridade, difícil de de achar em sebos e feiras de vinil e quando encontra custa os olhos da cara. Este é mais um disco bem rodado e conhecido do nosso público e agora está marcando presença em nossa praça. Se ainda não conhece, confira o arquivo no GTM. Já está lá esperando por vocês 😉

por favor
sai encosto
nira gongo
quando eu me lembro
andarilho
não é… não é
ausência de paz
tiradentes
samba do trabalhador
chegou mais um
conflito
a nova mangueira



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Renato De Oliveira – O Melhor Dos Festivais (1968)

Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Espero que todos estejam bem, em suas casas, ou em qualquer outro lugar, mas seguros, longe de qualquer forma de contágio com esse vírus que está mudando a rotina de todos nós. Sejamos pacientes, resistentes e confiantes. Tudo isso irá passar. Tenhamos fé!
Hoje estamos trazendo um disco para quem gosta de orquestras e também de músicas de festivais. Temos aqui uma produção do selo Copacabana realizada em 1968. Um disco que reúne músicas selecionadas do II Festival Internacional da Canção e do III Festival da Música Popular Brasileira, realizados pela antiga TV Record, de São Paulo. Trata-se de um disco instrumental orquestrado, tendo a frente os arranjos e regência do Maestro Renato de Oliveira. Confiram este lp no GTM…

eu e a brisa
kubatokuê mulata
fala baixinho
per una donna
margarida
roda viva
wenn die liebe kommt
uma dúzia de rosas
travessia
celebration
volta amanhã
carolina
 


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Zila Fonseca – Sambas Da Saudade Vol 2 (1958)

Iolanda Ribeiro Angarano, aliás Zilá Fonseca (São Paulo, 12/4/1919-Rio de Janeiro, 30/5/1992), bate ponto novamente aqui no Toque Musical. Desta vez, oferecemos a nossos amigos cultos e ocultos um álbum em que ela recorda sambas clássicos de nossa música popular. É “Sambas da saudade – volume 2”, lançado em 1958 pela Columbia, hoje Sony Music, ainda no formato de dez polegadas.  O disco tem um repertório excelente, que dispensa comentários. Estão nele verdadeiras joias do samba brasileiro, tais como “Se acaso você chegasse”, “Agora é cinza”, “Diz que tem” e “Implorar”.  Sem sombra de dúvida, é mais um trabalho que merece figurar em nosso Toque Musical. A conferir no GTM, sem falta. 

se acaso você chegasse
pelo amor que eu tenho a ela
agora é cinza
implorar
o orvalho vem caindo
diz que tem
aperto de mão
choro sim




*Texto de Samuel Machado Filho

Frank Sinatra With Antonio Carlos Jobim – Sinatra Jobim – The Lost Tapes(1969)

Olá amiguinhos cultos e ocultos! Como disse anteriormente, estou sem condições para digitalizar e postar novos/velhos discos por conta da quarentena. Mas irei aqui postando outras coisas que foram aparecendo ao longo do tempo. Trato então, dessa forma, essa curiosidade que cairá muito bem por aqui. Aliás, há tempos eu deveria ter postado isso, mas como até então todos os blogs e sites já o haviam postado, eu acabei deixando de lado. Enfim, como dizem, toda araruta tem seu dia de mingau. Por certo, o que temos aqui não é nenhuma araruta, mas o mingau é bom 😉
Temos aqui um registro de encontro entre Tom Jobim e o americano Frank Sinatra. Reza a lenda que essa gravação, que foi um disco, lançado em 1969. Porém, por alguma razão, Frank não gostou do resultado e o disco foi recolhido do mercado. Por certo, ao recolherem a edição, devem ter esquecido a versão em cartucho, uma espécie de fita cassete que foi muito comum nos EUA. Usavam muito esse tipo de fita para aparelhos tocadores de automóvel. Todo Cadillac que se preze tinha lá um tocador de cartucho. Aqui no Brasil essa onda não pegou. O certo é que poucas dessas fitas ficaram guardadas, até que em 2006 algum maluco pagou 4500 dólares por ela. A primeira vez que tive notícias disso foi no blog do Zecaloro, o Loronix. 
Certamente, muitos dos que acompanham nossos blogs já conhecem a raridade. Enfim, chegou a nossa vez. Taí, o nosso toque musical e você pode buscá-lo no GTM, ok?

sabiá
bonita
drinking water (água de beber)
one note samba (samba de uma nota só)
don’t ever go away (por causa de você)
someone to light up my life
triste
wave
this happy madness (estrada branca)
off key (desafinado)

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O Samba No Carnaval 1 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 155 (2020)

E o carnaval continua no Grand Record Brazil, em sua edição número 155. Nesta e na próxima edição, apresentaremos sambas que fizeram sucesso na folia de Momo. Abrindo este volume, Linda Batista interpreta “Me deixe em paz”, de Monsueto e Ayrton Amorim, aliás o primeiro sucesso de Monsueto como compositor e um dos campeões do carnaval de 1952. Gravação RCA Victor de 6 de agosto de 51, uma segunda feira, lançada ainda em outubro sob número de disco 80-0825-A, matriz S-093017. Em seguida, Francisco Alves canta “Izaura”, de Herivelto Martins e Roberto Roberti, sucesso do carnaval de 1945. Gravação Odeon de 13 de novembro de 44, outra segunda-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, com o número 12530-A, matriz 7700. O Rei da Voz também interpretou a composição no filme “Pif-paf”, da Cinédia. Na faixa 3, Gilberto Alves canta “Chorar pra quê?”, de Pereira Matos e Oldemar Magalhães, do carnaval de 1948. Gravação RCA Victor de 13 de setembro de 47, um sábado, lançada ainda em novembro com o número 80-0549-B, matriz S-078781. Em seguida, duas faixas com Carlos Galhardo, “o cantor que dispensa adjetivos”. A primeira é “Você não é…”, de Benedito Lacerda e Darcy de Oliveira, do carnaval de 1937. Gravação Odeon de 31 de outubro de 36, outro sábado, lançada ainda em dezembro com o número 11421-B, matriz 5432. A outra é “Comício em Mangueira”, de Wilson Batista e Germano Augusto, do chamado “carnaval da vitória”, o de 1946, assim chamado por ter sido o primeiro após o fim da Segunda Guerra Mundial. Gravação Victor de 18 de outubro de 45, uma quinta-feira, lançada ainda em dezembro sob número 80-0360-B, matriz S-078321. Na faixa 6, volta Francisco Alves, desta vez cantando “Uma apresentação”, da dupla Paquito-Romeu Gentil, sucesso do carnaval de 1949. Gravação Odeon de 29 de novembro de 48, uma segunda-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob número 12908-A, matriz 8458. Na faixa 7, Orlando Silva, “o cantor das multidões”, interpreta “Orgia” (o título é uma gíria então corrente para designar baile ou samba), de Waldemar Costa e Valdomiro Braga, do carnaval de 1936, acompanhado pela orquestra Diabos do Céu, de Pixinguinha. Gravação Victor de 18 de dezembro de 35, uma quarta-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob número 34006-A, matriz 80056. Em seguida, J. B. de Carvalho “o batuqueiro famoso”, canta “Partiu… para onde não sei”, de Henrique Mesquita e Felisberto Martins, do carnaval de 1941. Gravação Odeon de 17 de outubro de 40, uma quinta-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob número 11946-B, matriz 6481. Na faixa 9, Risadinha interpreta “Meu primeiro amor”, de J. Piedade, Sebastião Gomes e Oswaldo Silva, do carnaval de 1951. Gravação Odeon de 5 de outubro de 50, uma quinta-feira, lançada ainda em dezembro sob número 13068-B, matriz 8809. Na faixa 10, Dircinha Batista canta “Entrego a Deus”, do carnaval de 1949, de autoria da dupla Haroldo Lobo-Mílton de Oliveira, por sinal responsável por muitos êxitos na folia de Momo. Gravação Odeon, feita em pleno dia de Finados de 48 (2 de novembro, uma terça-feira), e lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob número 12911-B, matriz 8462. Para finalizar, Francisco Alves interpreta outro sucesso do carnaval de 1949: “Maior é Deus”, de Felisberto & Fernando Martins. Gravação Odeon, feita na mesma sessão de “Uma apresentação” e lançada no lado B do mesmo disco, matriz 8459. E, no próximo volume, apresentaremos mais sambas de sucesso nos carnavais.

me deixe em paz – linda batista
izaura – francisco alves
chorar pra que – gilberto alves
você não é – carlos galhardo
comício em mangueira – carlos galhardo
uma apresentação – francisco alves
orgia – orlando silva
partiu para onde não sei – jb de carvalho
meu primeiro amor – risadinha
entrego a deus – dircinha batista
maior é deus – francisco alves


*Texto de Samuel Machado Filho 

Rago – Jamais Te Esquecerei (1957)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje trazemos o primeiro LP, em dez polegadas, de um dos maiores violonistas que o Brasil já teve: Antônio Rago. Ele nasceu em São Paulo, no dia 2 de julho de 1916, filho de imigrantes italianos. Desde criança interessou-se por música. Começou a tocar violão aos 14 anos e, em 1933, iniciou seus estudos de violão clássico com o professor Melo. Em 1936, começou sua carreira artística fazendo parte do regional de Armandinho, com o qual, e mais Zezinho, mais tarde conhecido como Zé Carioca, formou o trio de violões. Atuou com sucesso na Rádio Record e também na Rádio Belgrano de Buenos Aires, acompanhando o cantor Arnaldo Pescuma em excursão que se estendeu até o Uruguai. Em 1937, retornou ao Brasil e foi trabalhar na recém-inaugurada PRG-2, Rádio Tupi de São Paulo, com Zezinho e seu conjunto. Ao longo dos anos, acompanhou artistas como Sílvio Caldas, Francisco Alves e Aracy de Almeida. Gravou seu primeiro disco em 1943, época em que passou a dirigir o regional da Tupi, interpretando ao violão duas composições de sua autoria, o choro “Chorando” e a valsa “Velhos tempos”. Em 1947, passou a ter o próprio regional, que, em 1950, recebeu o Troféu Roquette Pinto como melhor daquele ano. Em 1952, ingressou na Rádio Nacional de São Paulo, hoje Globo. Em meados dos anos 1960, quando seu regional perdeu força, passou a produzir programas de rádio em diversas cidades paulistas, entre as quais Santos e Campinas. Como compositor, teve mais de 400 músicas gravadas, e foi ainda um dos responsáveis pela introdução do violão elétrico no Brasil. Antônio Rago faleceu em 24 de janeiro de 2008, em sua São Paulo natal, aos 91 anos de idade. Neste LP, lançado pela Continental em 1957, estão oito de suas composições mais expressivas, entre elas a faixa-título, “Jamais te esquecerei”, um bolero lançado originalmente em 1947 e que permaneceu por cerca de um ano nas paradas de sucesso, tornando-se fenômeno de popularidade. Tem ainda “O Barão na dança”, “Folinha”, “Mambo na Glória”, “Festa portuguesa”, “Encantamento”, “Mentiroso” e “Em tuas mãos”, em uma seleção que vale a pena ouvir. Portanto, este é mais um trabalho que merece o nosso Toque Musical. Não deixem de conferir no GTM.

jamais te esquecerei
folinha
mentiroso
mambo da glória
em tuas mãos
o barão da dança
festa portuguesa
encantamento




*Texto de Samuel Machado Filho 

Tamba Trio – Magnitudes (1975)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Hoje e mais uma vez eu tenho a satisfação de trazer até vocês o genial Tamba Trio, formado por Luiz Eça, Helcio Milito e Bebeto Castillo, um dos mais importantes grupos instrumental/vocal brasileiro. E aqui temos eles num disco feito exclusivamente para o público argentino. Lançado em 1975 pela RCA, produzido em parceria com a antiga companhia aérea Varig. O lp foi lançado na Argentina, quando o Trio se apresentou por lá. Reúne doze músicas famosas de seu repertório. Os títulos estão todos em espanhol como convém a todo disco estrangeiro que são editados por lá. Confiram mais essa produção no nosso GTM. Vale a pena..

las tres de la manana
jugo de fruta
bola bolita
a orillas del mar
maestro bimba
chorino n.1
juego de la vida
sanguijuela
ventanas
contra el viento
no tiene perdon
llamada



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Trio Irakitan – Boleros E Vozes Que Agradam Milhões (1964)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje vamos de bolero e mais uma vez com o lendário Trio Irakitan, grupo vocal muito querido por aqui, tanto que deles já postamos vários outros discos. E desta vez temos para vocês o lp de 64, “Boleros e Vozes Que Agradam Milhões”. Um álbum onde temos uma seleção de clássicos do gênero em versões para o português. Confiram este disco no GTM.

angústia
eu pago esta noite
tu me acostumaste
estou perdido
o relógio
você
acorrentados
sabe deus
tu meu delírio
sabor a mim
a barca
canção de protesto

Herminio Bello De Carvalho – Lira Do Povo (1985)

Olá, amiguinhos cultos e ocultos! Hoje e mais uma vez temos aqui a figura de Hermílio Belo de Carvalho. Postamos, logo no primeiro dia do ano um outro disco dele, de 1974 e agora trazemos ele de volta no lp duplo, lançado meio que de forma independente pela Tycoon Produções Artísticas.
Como já disse, Hermínio é tremendo letrista e inigualável produtor, poeta, compositor, escritor…. Seu nome está presente em boa parte dos melhores trabalhos fonográficos e musicais realizados nos anos 60, 70, 80 e 90 (isso para não falarmos dos anos dois mil). Hermínio tem uma longa ficha, um currículo invejável e na música, na área de criação se destaca pelas inúmeras parcerias. Entre os seus parceiros estão nomes como Chico Buarque, Pixinguinha, Radamés Gnattali, Paulinho da Viola, Francis Hime, Cartola, Baden Powell, Elton Medeiros, Martinho da Vila, Rildo Hora, Sueli Costa e mais um montão de outros compositores da melhor música do mundo, a brasileira. Neste lp duplo temos uma série de músicas nas quais ele foi o letrista.. O álbum se divide em dois momentos, o “Pulsando Hoje” e o “Pulsando Ontem”, ou seja, um disco com velhas parcerias e outro com as novas, sendo que muitas dessas novas são, na verdade, músicas também antigas as quais ele criou as letras. Interpretando essas canções temos uma dezena de cantores e até o próprio Hermílio cantando. Se não estou enganado, creio que este e os primeiros discos dele foram lançados há algum tempo atrás na versão cd em um único box. Confiram essa pérola no GTM.

estrada do sertão – tetê espíndola
fundo de quintal – alaide costa
eu não sou flor que se cheire – nora ney
noites cariocas – ademilde fonseca
rama de nuvens – zé renato
pintou e bordou – nara leão
prelúdio da solidão, prelúdio n. 3 – nana caymmi
valsa da solidão – elizeth cardoso
advertência – hermíno, maurício carrilho e clementina de jesus
samambaias – zezé gonzaga
patuá – clementina de jesus, herminio, elza soares e marlene
ando cismado – herminio e ismael silva
clementina de jesus – clementina de jesus
rosa de ouro – araci cortes, clementina de jesus e os cinco crioulos
folhas no ar – elizeth cardoso
sei lá, mangueira – odete amaral
alvorada – clara nunes
isso é que é viver – elzeth cardoso
desolação – ciro monteiro
senhora rainha – altemar dutra
mudando de conversa – doris monteiro e lúcio alves
pressentimento – marilia medalha
salamargo – simone
cobras e lagartos – maria bethania
noites cariocas – gal costa
mas quem disse que eu te esqueço – nana caymmi
seria melhor – dalva de oliveira
 
 
 
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Pai João D’Angola (196…)

Boa noite, amigos cultos e ocultos. Revendo as coisas aqui, percebo que poucas foram as vezes que postamos aqui discos relacionados ao Candomblé e a Umbanda. Acho que isso se dá muito pelo fato de que poucos foram os meus acessos a esses tipos de discos. Aliás, me parece que boa parte dos discos de Umbanda são produções independentes, ou circulavam só nas mãos e vitrolas de quem é de fé. Há um blog bem legal chamado “Discos de Umbanda”, onde se pode encontrar muita coisa. Este, “Pai João D’Angola” que apresento aqui, por acaso, eu não vi por lá. Então vamos que vamos…
Disco do selo Caritas, provavelmente lançado no final dos anos 60. Replico aqui um trecho do texto da contracapa para fechar o toque: “A presente gravação foi realizada com a colaboração da Tenda Virgem Maria, de Belo Horizonte, dirigida pelo zelador de Santo, Dorico, nome por demais conhecido no rádio mineiro desde 1946 e muito mais ainda na Umbanda, onde pontifica há longos anos, filho de Santo que é, de Tancredo da Silva Pinto, Dig Presidente da Confederação Umbandista do Brasil.” Confiram no GTM…

saudação a exú
saudação a pomba gira
saudação a exú
saudação a defumação
saudação a pemba
saudação a ogum
saudação a ogum
saudação a xangô
saudação a xangô
saudação a catendê
saudação a oxum
saudação a oxum
saudação a oxum
saudação a nhã-sã
saudação a caboclo da morunganga
saudação a tempo
saudação a tempo
saudação a tempo
saudação a oxossi
saudação a iemanjá
saudação a caboclos
saudação a todos os caboclos
despedida dos caboclos
saudação ao povo do congo
saravá ao povo do congo
povo do congo
 
 
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Ritmistas Da Bossa – Balanço E Bossa Nova (1963)

Boa noite, amiguíssimos cultos e ocultos! Já que entramos na bossa, aqui vai mais uma super bacaninha que há tempos estou para postar. Trago desta vez um clássico dos obscuros, quer dizer, um dos muitos discos de bossa, jazz e sambalanço lançados nos anos 60, cujo os artistas são apenas nomes criados para dar vida a uma produção musical. No caso aqui, temos este lp, “Balanço e Bossa Nova”, lançado pelo pequeno selo Musiplay. Nele encontramos um repertório de primeiríssima, com o que havia de mais moderno naquele momento em termos de música popular brasileira, a Bossa Nova. Certamente, para essa produção, foram recrutados músicos de peso, artistas que talvez por conta de contratos com outras gravadoras não podia ter seus nomes creditados no álbum. Daí, surgiam grupos com esses, Ritmistas da Bossa. Naquele tempo a obra era mais importante que o artista e isso é um fato, basta ler o texto de contracapa deste disco.
Há alguns anos atrás este e outros discos como Os Azes da Bossa, Orquestra Moderna de Samba, Conjunto Sambossa, Bossa Brass e outros.., foram relançados em cd pela editora Discobertas num box intitulado 50+5. Esse box ainda pode ser encontrado para venda em diversos sites e por um bom preço. Confira no GTM e corra atrás do 50+5. Vale a pena… 😉

vamos balançar
é um estouro
pergunte ao joão
é pra quebrar
só danço samba
sai pra lá
samba de uma nota só
desafinado
o pato
o barquinho
o amor e a rosa
lobo bobo

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Trio Surdina – Em Bossa Nova (1963)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Vocês que acompanham as postagens sabem o quanto gostamos do Trio Surdina por aqui. Já postamos vários discos desse trio, que ao longo de sua existência teve em sua formação diferentes instrumentistas. Neste disco de 63, após um hiato, eles marcam um retorno com uma tremenda escalação: Waltel Branco no violão, Patané no violino e Chiquinho do Acordeon, membro da formação original (que antes era Fafá Lemos, Chiquinho e Garoto). Desta vez o Trio Surdina vai de Bossa Nova e para engrossar o caldo contam ainda com Rubens Bassini, na percussão, Plínio, na bateria e Ary Carvalhaes, no contrabaixo. O repertório é fino, com arranjos sofisticados do mestre Waltel Branco. Não bastasse, trata-se de uma produção da Musidisc. Gravação impecável em um dos primeiros discos estéreo fabricados no Brasil. Confiram essa joinha no GTM.

corcovado
história
depois do carnaval
chega de sofrer
preciso dar um jeito
lindos olhos azuis
que saudade
deixa a nega gingar
samba em prelúdio
menino desce daí
de mais amor
o amor em paz
 
 
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Carlos Do Carmo (1972)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Fugindo um pouco do habitual, tenho para hoje um disco estrangeiro. Como todos devem saber, vez por outra eu gosto de postar aqui discos e artistas internacionais. Antes eu o fazia atento ao fato de ter o disco alguma ligação com o Brasil. Hoje em dia não me preocupo mais com isso, cheguei até a criar na ‘semana temática’ um espaço para discos internacionais. Assim, eventualmente, teremos sempre alguma surpresa. E para o momento, trago a vocês um cantor português, o fadista Carlos do Carmo, um artista da ‘terrinha’ que iniciou sua carreira no início dos anos 60. Seu pai era proprietário de uma das mais importantes casa de fado de Lisboa, O Faia. Ao tomar a gerência da casa, após a morte do pai, Carlos passa também a cantar para os clientes e amigos. Tomou gosto pela coisa e a partir de 64 assume de vez a carreira artística. Como cantor recebeu inúmeros prêmios, gravou dezenas de discos e ao que consta, continua ativo como cantor. Neste lp que agora apresento, temos o artista indo além do tradicional fado. Aqui encontramos um repertório de música popular, onde ele canta canções românticas, mas também há espaço para o velho e bom fado. Ele vem acompanhado pela orquestra do maestro Jorge Costa Pinto. Ora, pois, pois… Confira agora e não deixem pra depois. Tá no GTM, ok? 😉

ferro velho
aurora boreal
canção de madrugar
soneto XIV
dizer que sim a vida
amor total
canoas do tejo
partir e morrer um pouco
o fruto da vida
canção grata
não digam ao fado
fado dos sonhos

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Claudia Telles (1979)

No dia 21 de fevereiro deste ano, às vésperas do carnaval, o Brasil perdeu uma de suas melhores cantoras. Claudia Telles de Mello Mattos foi-se aos 62 anos, em seu Rio de Janeiro natal, vitimada por insuficiência cardíaca e disfunção da válvula aórtica, causadas por endocardite. Instrumentista e compositora, além de cantora, Claudia Telles, de ascendência portuguesa e francesa, nasceu em 26 de agosto de 1957, filha do violonista, compositor e advogado Candinho, e de uma das precursoras da bossa nova, a também cantora Sylvia Telles.  Ainda menina, foi convidada pela mãe para subir ao palco do Teatro Santa Rosa, no último show da temporada do espetáculo “Reencontro”, que reuniu Sylvia Telles, Edu Lobo, Tamba Trio e Quinteto Villa-Lobos, para cantar “Arrastão”, parceria de Edu com Vinícius de Moraes. Ficou órfã de mãe aos nove anos, tendo sido criada por seus avós maternos, e teve pouco contato com o pai. Aos 16 anos, após ter perdido os avós, foi viver sozinha no apartamento que era de sua mãe, em Copacabana. Nesta época, trabalhava em musicais no teatro. Nossa focalizada iniciou sua carreira fazendo coro para artistas famosos em suas gravações, entre eles Roberto Carlos, os Fevers, Fafá de Belém, José Augusto, Gilberto Gil, Simone, Jorge Ben (depois Ben Jor), Simone, Belchior e Rita Lee. Foi ainda “crooner” do conjunto de Chiquinho do Acordeom, um dos mais conceituados de sua época, durante um ano. Em 1976, saía seu primeiro disco, pela CBS, um compacto simples cuja faixa principal era a balada romântica “Fim de tarde”, de Mauro Motta e Robson Jorge. A música foi o primeiro grande sucesso de Claudia, e o disco vendeu mais de 500 mil cópias. Em 1977, gravou seu primeiro LP, onde, além de “Fim de tarde”, vieram dois outros hits, “Eu preciso te esquecer” e “Aprenda a amar”, além de uma regravação de “Dindi”, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, em homenagem à mãe, Sylvia Telles. Em seus shows, Claudia Telles cantava do samba ao bolero, além da Bossa Nova, sua paixão. Em entrevista, aliás, no início dos anos 1980, expressou o desejo de reviver em disco os sucessos do movimento, considerado o maior da história da música brasileira, o que seria também um tributo a sua mãe, mas a ideia nunca saiu da gaveta. Claudia era separada e teve três filhos homens, que não seguiram a carreira artística. Da discografia de Claudia Telles, o TM oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos o terceiro LP, lançado pela CBS em 1979. Produzido por Fernando Adour, com arranjos de Eduardo Souto Netto, Eduardo Lages e Lincoln Olivetti (este na faixa “Só de você”, da própria Claudia em parceria com Mauro Motta), o disco tem onze faixas, e nele predomina o estilo romântico que celebrizou a intérprete. Há ainda uma regravação de um sucesso da mãe Sylvia, “Demais”, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, e participações especiais de Guilherme Arantes (piano na faixa “Esse amor existe”, de autoria dele próprio) e do saxofonista Ricardo Pontes (na faixa “Acaba de acontecer”). Renato Teixeira, autor do clássico “Romaria”, aqui comparece com “Quarto de motel”, parceria com Eduardo Souto Netto. Tudo isso e muito mais, em uma justa homenagem póstuma que o TM presta a Claudia Telles, sem dúvida uma perda irreparável para nossa música popular. É ir ao GTM e conferir.

eu quero ser igual a todo mundo
esse amor existe
acaba de acontecer
quarto de motel
demais
só de você
é preciso tentar
vontade e medo
um momento qualquer
quero ter você pra mim
vou caminhando

*Texto de Samuel Machado Filho 

Fernando Bocca Abner Antonio Bahiense Luiz Ouro Preto – Fera Solta (1983)

Olá, amigos cultos e ocultos! Vez por outra tenho eu trombado com este disco, o “Fera Solta” e não é de hoje. A primeira vez que vi, achei que fosse um disco de rock, pois a capa e o título são bem sugestivos. Como disse, eu vi, apenas vi e não o ouvi. Foi só mesmo passado os anos que vim a conhecê-lo. Confesso que na primeira audição eu não gostei muito, achei meio pop, ou talvez tenha criando uma outra expectativa, até porquê eu já conhecia um pouco o trabalho de alguns dos artistas que são mineiros. Fernando Bocca, o grupo Pendulum, Antonio Bahiense, Abner e Luiz Ouro Preto são os artistas que fazem parte dessa cooperativa. Uma produção que ficou a cargo do Fernando Bocca e direção de Osmar Zan (filho do acordeonista e também produtor Mário Zan) para o selo Brasidisc. Na internet há pouquíssimas informações sobre este disco e também sobre seus artistas. Mesmo sendo aqui de Minas, artistas que compunham a cena musical de Belo Horizonte, pouco consegui de informação sobre eles. Bocca, infelizmente faleceu, creio que ainda nos anos 90. O grupo Pendulum está na ativa desde os anos 70 se apresentando em casas noturnas e bailes. Antonio Bahiense era um publicitário que trocou o desenho pela música, sendo ainda hoje um cantor da noite. Abner (Nascimento) era parceiro de João Boamorte, hoje atende pelo nome artístico de Biné Zimmer e Luiz Ouro Preto, infelizmente não achei nada sobre ele…  Mas estão aqui, presentes nesse álbum chamado “Fera Solta”, cujo o lançamento, se não me engano, foi em 1983. Melhor que ficar tentando explicar é ouvir o que eles tem para tocar. Confiram o áudio no GTM.

até o dia amanhecer – fernando bocca
frege 69 – abner
cheirosa e gostosa – pendulum
coração urbano – luiz ouro preto
levantei com o pé direito – antonio bahiense
massacrante – fernando bocca
dona encrenca – pendulum
fica a vontade – abner
conselho – antonio baihense
cristal – luiz ouro preto

 

Os Melhores Do Ano (1962)

Olá, amigos cultos e ocultos! Que tal este lp, do selo Musidisc, trazendo os seus melhores do ano? Do ano de 1963! Que fique claro, hehehe… Pois é isso mesmo… Aqui uma seleção promocional do selo/gravadora comandado por Nilo Sérgio, a Musidisc. Nessa época, uma das melhores etiquetas fonográficas, cujo os lançamentos eram de altíssima qualidade a começar logo pela capa, sempre material e arte de primeira, coisa que nem todas as outras gravadoras se preocupavam. Neste disco, cujo sentido é mais promover seus artistas e lançamentos, temos três grandes nomes: Ed Lincoln, Marília Batista e Pedrinho Rodrigues numa seleção musical extraída de seus discos originais. Confiram essa amostragem no GTM.

miss balanço – ed lincoln
véspera do amanhã – marília batista
o morro não tem vez – pedrinho rodrigues
nunca mais – ed lincoln
morena sereia – marília batista
baiana das quatro saias – pedrinho rodrigues
tem que balançar – pedrinho rodrigues
estamos aí – ed lincoln
consciência – marília batista
o amor e a canção – pedrinho rodrigues
quero amar – ed lincoln
joão teimoso – marília batista