Seleção 73 (1973)

Após a “Seleção 70”, já oferecida pelo TM a seus amigos cultos e ocultos, a Fermata e o grupo Microlite uniram-se novamente em outras oportunidades para novas “seleções”, uma por ano. Sendo assim, nós apresentamos hoje a “Seleção 73”. A exemplo dos discos anteriores, este também não foi comercializado nas lojas, e foi usado como brinde aos clientes das empresas patrocinadoras.  Aqui, há espaço exclusivamente para músicas instrumentais. Um dos destaques fica por conta da “Danza siciliana”, do filme “O poderoso chefão”, regida pelo próprio autor, Carmine Coppola (pai do diretor do filme, Francis Ford Coppola), comsua orquestra. “Cabaret”, sucesso de Liza Minelli no filme homônimo, aqui vem executado pela pianista Jo Ann Castle, acompanhada de orquestra e coro. A orquestra do norte-americano Hugo Winterhalter executa “The impossibledream”, do musical teatral (depois filme) “O homem de la mancha”. “Uno”, clássico do tango argentino, vem aqui na execução de AndreLevatz e seus Musicats. O italiano Gianfranco Plenizio executa com sua orquestra “A cavallolungoilfiume”, da trilha sonora do primeiro filme da série “Trinity”. A valsa “Espanha”, do francês ÉmileWaldteufel, vem aqui na execução da National Opera Orchestra, de Viena, Áustria. O organista André Penazzi apresenta aqui dois sambas, “Tem pena de mim” e o clássico “Mas que nada”, de Jorge (então) Ben. Tudo isso e mais fazendo deste “Seleção 73” um bom disco para se ouvir e até mesmo relaxar. Confiram.

tem pena de mim – andré penazzi
a cavallo lungo il filme – g plenzio
cabaré – jo ann castle
the impossible dream – hugo winterhalter e sua orquestra
espanha – the national opera orchetra vienna
mia nichta stin athina – a minos producton
uno – andré levraz
danza siciliana – carmen coppola
raspaschoell – the peace birds orchestra
melaine – soundsational birds ‘n brass
mas que nada – andré penazzi
el toro y la luna – juan perez and charles parker

*Texto de Samuel Machado Filho

Carolina Cardoso De Menezes – Tapete Mágico (1960)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Temos hoje e mais uma vez abrilhantando nossas páginas a genial pianista Carolina Cardoso de Menezes. Neste lp lançado pela Odeon ela nos apresenta uma absurda lista de 60 músicas de sucesso, nacionais e internacionais. Na base do ‘pot pourri’ nossa artista toca sem pausas, direto e reto numa performance incansável que merece toda a nossa atenção. Este disco já foi postado em outros blog, mas nenhum deles resistiu. Cabe agora então ao TM eternizá-lo enquanto eterno for esse blog. 🙂

just one of those things
dancing in the dark
honeysuckle rose
oh lady be good
louise
broadway melody
you were meant for me
you do somenthing to me
mister sandman
three little words
dream
embraceable you
manhattan
i’m confessing that i love you
smoke gets in your eyes
once in a while
tea for two
because of you
sweet georgia brown
i’ll see you in my dreams
on the sunny side of the street
blue skies
poor buterfly
my melancholy baby
some of these days
margie
you are my lucky star
my blue heaven
liza
i can’t give you anything but love baby
mamãe eu quero
na baixa do sapateiro
delicado
baião
tico tico no fubá
não tenho lágrimas
cai cai
aurora
aquarela do brasil
maracangalha
vereda tropical
quizas, quizas, quizas
oh sole mio
nosotros tres palabras
solamente una vez
jalouise
amapola
anema e cuire
 olhos negros
la cucaracha
begin the beguine
frenesi
aquellos ojos verdes
la ultima noche
carioca
negra consentida
para vigo me vou
bim bam bum
el manisero

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Adilson Adriano – Nasce Um Novo Ídolo (1968)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje eu pensava em estar trazendo aqui um disco inédito e bem aos moldes do nosso blog. Acontece que depois de apresentar aqui mais de 3 mil títulos, as vezes, a gente se esquece e se engana, acaba postando de novo. Isso já aconteceu outras vezes, daí, desisto e parto para outro disco. Mas no caso aqui a coisa é diferente. Essa é quase uma re-postagem, na verdade estou postando o lançamento original. Temos aqui o obscuro cantor revelação, Adilson Adriano, promessa da Bemol/Paladium para aqueles tempos de Jovem Guarda. Aliás, na fase final do movimento, que já tendia para o brega romântico. Em seu repertório temos uma seleção que vai de versões internacionais a composições decadentes da dupla Evaldo Gouveia e Jair Amorim, Luiz Ayrão e também composições próprias do artista, o que dá ao disco um ar mais personalizado. A direção artística é de Evaldo Gouveia e as regências e arranjos de Aécio Flávio e João Guimarães. Ao que se sabe, o disco foi lançado em 1968, porém, eu acredito que a versão pelo selo Paladium, que era vendida a domicílio, saiu como parte de um álbum com outros vários discos da gravadora. Adilson Adriano parece ter ficado apenas neste lp de dupla identidade e em compacto lançado também na mesma época. Mais uma curiosidade que só se encontra por aqui 🙂

canzone per te
quem será
canta menina
pavana para um amor enfermo
a meu filho
quem vai chorar sou eu
quando o sol aparecer
não me deixe mais
eu gosto tanto de você aleluia
balada para qualquer natal
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Saturnia SA (1966)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Aqui temos uma outra coletânea feita por encomenda à CBD (Companhia Brasileira de Discos) para a Saturnia, fabricante de baterias para automóveis. Nos anos 60 era muito comum empresas oferecerem discos como brindes, geralmente em épocas de fim de ano. E esse deve ter sido o caso aqui, uma seleção de orquestras do cast da gravadora, entre essas uma nacional, a Orquestra Som-Bateau, que foi base para muita coisa gravada nessa época. Uma curiosidade que você só encontra aqui no Toque Musical. Confira…

a pescaria – orquestra som-bateau
luar de nápoles – bert kaempfert e sua orquestra
nem as paredes confesso – bert kaempfert e sua orquestra
inch’allah – conjunto cassino royale
modesty blaise – orquestra som-bateau
monsieue cannibale – orquestra som-bateau
the more i see you – orquestra som-bateau
sayonara – helmut zacharias e sua orquestra
music to watch girls by – orquestra som-bateau
gitana – helmut zacharias e sua orquestra
canção dos barqueiros do volga – helmut zacharias e sua orquestra
strangers in the night – bert kaempfert e sua orquestra

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Seleção 70 (1970)

Hoje, o TM oferece a seus amigos cultos e ocultos mais uma raríssima coletânea. Trata-se de “Seleção 70”, produzida pela Fermata sob encomenda do grupo Microlite, então fabricante das pilhas Rayovac (“as amarelinhas, tá?”), de várias marcas de baterias para automóveis, como Heliar e Saturno, e das linhas de costura Lipasa. É um disco que não foi lançado comercialmente nas lojas, e só foi distribuído aos clientes das empresas patrocinadoras. A seleção, obviamente, é composta de fonogramas que então faziam parte do arquivo da Fermata ou eram representados no Brasil pela gravadora. E aqui, já aparece uma curiosidade: Steve MacLean, um daqueles brasileiros que cantavam em inglês, pseudônimo de Hélio Costa Manso, interpretando “Ária para um grande amor (Air for a greatlove)”, adaptação feita por Cayon Gadia e Anthony, de uma peça de Bach (em inglês, “ofcourse”). Abrindo o disco, o organista André Penazzi nos brinda com “Carolina”, clássico de Chico Buarque. “Ponteio”, de Edu Lobo e Capinam, é aqui executada pela orquestra do maestro e saxofonista norte-americano Woody Herman. A “chansonfrançaise” é aqui representada por Romuald (“Catherine”) e Nicole Croiselle (“Danslenuit, um piano”). O maestro Juarez Santana, que inclusive foi pianista de Cauby Peixoto, rege sua orquestra na execução do clássico espanhol “La virgen de la Macarena”. A banda britânica Neighbourhood (nada a ver com outra surgida recentemente) aqui comparece com “United we stand”. Manuel Marques executa à guitarra portuguesa duas faixas: “Valsa das pupilas” e “Tema de João Semana”, ambas da trilha sonora da novela “As pupilas do senhor reitor”, da antiga TV Record, baseada em romance do escritor Júlio Diniz, também português (houve um remake no SBT, nos anos 90). O italiano Sergio Endrigo nos brinda com dois de seus hits de então, “Lontanodagliocchi” e “L’ArcadiNoe”. E, para encerrar, o grupo The Clevers (nada a ver com o antigo, que mudou de nome para Os Incríveis) executa o clássico russo “Casatschock”. Tudo isso compondo este “Seleção 70”, mais uma joia rara que o TM oferece a vocês.

carolina – andré penazzi
ponteio – woody herman
catherine – romuald
dans la nuit, un piano – nicole croiselle
la virgen de la macarena – juarez sant’ana
ária para um grande amor – steve mclean
united we stand – neighbourhood
valsa da pupilas – manuel marques
lontano dagli occhi – sergio endrigo
l’arca di noé – sergio endrigo
casatschok – the clevers

*Texto de Samuel Machado Filho

O Show Dos Shows (1975)

O Toque Musicall oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos uma coletânea cheia de bons momentos. É “O show dos shows”, lançada em 1975 pela Odeon. Produzido pelo mestre Hermínio Bello de Carvalho, com montagem de Nivaldo Duarte, o álbum reúne trechos de vários shows antológicos, tais como “Brasileiro, profissão esperança”, “Mudando de conversa”, “Te pego pela palavra”, “Sarau” e “Gemini V”. E tudo na interpretação de grandes nomes de música popular, como Simone, Mílton Nascimento, Marlene, Maria Bethânia, Paulinho da Viola, Pixinguinha e Cyro Monteiro. O Formigão aqui apresenta um delicioso pot-pourri de sambas de Geraldo Pereira, “Escurinho”, “Falsa baiana” e “Que samba bom”, ele que foi um dos melhores intérpretes desse autor. Clementina de Jesus vem com “A morte de Chico Preto”, música com a qual ganhou prêmio de melhor intérprete no festival Abertura, da TV Globo, e ainda canta, em dupla com Paulinho da Viola, “Mulato calado”. O próprio Paulinho ainda comparece com “Pra que mentir?”e “Doce veneno”. Maria Bethânia recorda “Carinhoso” e “Se todos fossem iguais a você”, em trecho do recital que fez na Boate Barroco. Abrindo o disco, Mílton Nascimento revive “Chove lá fora”, maior hit do recém-falecido Tito Madi. E ainda participa, com Simone, da faixa “Gota d’água”. Marlene, devidamente acompanhada por Sivuca, nos traz “Cabaré”, de João Bosco e Aldir Blanc. Pixinguinha vem com “Um a zero”, acompanhando outros músicos ao saxofone. A eterna guerreira Clara Nunes revive “Suas mãos”, de Antônio Maria e Pernambuco. Para encerrar, Leny Andrade, Pery Ribeiro e o Bossa Três em um pot-pourri em homenagem ao Rio de Janeiro, incluindo até mesmo “Garota de Ipanema”. Tudo isso reunido em um conjunto que vale a pena ser ouvido, de fato um verdadeiro “Show dos shows”!  É só baixar e conferir…

chove lá fora – milton nascimento
gota d’agua – simone
pra que mentir – suas mãos – paulinho da viola e clara nunes
neste mesmo lugar – nora ney
bar da noite – nora ney
cabaré – marlene
a morte do chico preto – clementina de jesus
doce veneno – paulinho da viola
mulato calado – clementina de jesus
escurinho – falsa baiana – samba bom – cyro monteiro
carinhoso – maria bethania
1×0 – pixinguinha
pot pourri – gemini 5

*Texto de Samuel Machado Filho

Mario Albanese – Coisas Do Amor (1962)

O TM tem o prazer de oferecer hoje a seus amigos cultos e ocultos, mais um álbum do pianista e compositor Mário Albanese, de quem já apresentamos anteriormente “Jequibáu na Broadway”. Trata-se de “Coisas de amor”,lançado pela Chantecler em 1962. Mário Albanese nasceu em São Paulo, no dia 31 de outubro de 1931 (a contracapa indica erroneamente 1935). Filho de pai alfaiate e músico, e mãe professora de música, não tardou a entrar nesse mundo.  Aos 18 anos, formou-se no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, e logo começou a dar aulas de piano. Após estudar no tradicional Colégio Dante Alighieri, prosseguiu estudos na não menos tradicional Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Em 1959, gravou seu primeiro LP, “Insônia”, para a Odeon. Foi um dos criadores, ao lado do maestro Ciro Pereira, do jequibáu, um ritmo 5/4 tipicamente brasileiro. Ambos compuseram várias músicas do gênero, tais como “No balanço do jequibáu”, “Jequi-Bach” e “Maré alta”, gravadas por inúmeros artistas no Brasil e no exterior. Como advogado,Mário Albaneseatuou em defesa dos direitos autorais dos músicos. Também reconhecido mundialmente na luta anti-tabagismo, casou-se duas vezes e teve cinco filhos no primeiro casamento. Membro da Academia Internacional de Música, foi ainda radialista, jornalista, produtor e apresentador de televisão. Neste “Coisas de amor”, seu segundo álbum e primeiro para a Chantecler, Mário Albanese apresenta ao piano um repertório essencialmente romântico, acompanhado pela orquestra do maestro Élcio Álvarez, com direito até mesmo a um chá-chá-chá, ritmo caribenho em moda na época, e quatro faixas em estilo bossa nova. A maior parte das músicas é de autoria do próprio Mário com parceiros, inclusive a faixa-título e de abertura do disco. Aqui também estão três sucessos da época, “Suave é a noite (Tender isthenight)”,”Ausência” e “Prelúdio para ninar gente grande” (aquela do “menino passarinho”, obra-prima de Luiz Vieira, muito apropriadamente escolhida para encerrar o disco). Tudo isso em um trabalho imperdível que atesta o talento e a versatilidade de Mário Albanese como músico e compositor. É só conferir.

coisas de amor
sol
cha cha cha para dois
insonia
sede de amor
suave é a noite
um punhadinho de estrelas
canção de amor feliz
rimas de ninguém
sonia
prelúdio para ninar gente grande

*Texto de Samuel Machado Filho

Gaudêncio Thiago De Mello – The Music Of Thiago (1974)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Seguindo aqui aos trancos e barrancos, vamos nós com mais uma postagem de interesse, com certeza. Temos aqui um disco de Gaudêncio Thiago de Mello, coisa rara de se ver e ouvir fácil por aí. Para aqueles que não o conhecem, trata-se do irmão do poeta amazonense, Thiago de Mello, também tio do compositor Samuka. Gaudêncio é um nome talvez pouco conhecido, pois fez sua carreira como músico nos Estados Unidos, sendo um artista consagrado. Multi-instrumentista, compositor, produtor, arranjador, professor e muito mais. Nome respeitadíssimo por lá no mundo do jazz e world music. Não bastasse ser um músico de mil talentos, Gaudêncio foi também técnico campeão do futebol, representando times de peso como o Botafogo, em sua fase áurea com o grande Garrincha no plantel. Sem dúvida um homem de muitos talentos que se consagrou na música. Infelizmente, faleceu em 2013, em Nova York. Uma grande perda para a música do Brasil, dos sons da Amazônia. Acredito que nenhum de seus discos chegaram a serem lançados no Brasil. Aqui, por sorte, temos um, The Music of Thiago, de 1974. Disco bacana, mas apresenta vários riscos, estalos e chiados que eu não tive como limpar. Mesmo assim, vale pena ouvir e conhecer.

andei só por andar
boat song
blue sky
freedon
tanta ternura
don’t turn away
amadeste
amanhecer
rede de caboclo
vou me embora
.

O Grupo (1969)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Hoje temos aqui O Grupo, um quarteto vocal que já foi apresentado aqui através de seu primeiro disco, lançado em 68. Disco este, por sinal e por engano, publicado aqui por duas vezes, com textos bem diferentes e até com algumas falhas. Vamos tentar corrigir isso agora, nesta nova postagem e com este disco que foi o segundo trabalho, lançado em 1969. Formado por Roberval, Raimundo Bittencourt, Jaime Rocha e Maurício Duboc. Ao que tudo indica, Roberval e Raimundo saíram do grupo a partir deste segundo trabalho. E certamente, em comparação com o primeiro disco este deixa a desejar. Mas longe de ser um disco ruim, muito pelo contrário, trata-se de um trabalho de qualidade, gravação de primeiríssima e uma prensagem de dar inveja a discos japoneses. O repertório também é muito bom, dez faixas muito bem selecionadas. Um disco que vale a pena ouvir e mais ainda, entender porque tem gente pagando uma nota por um exemplar. Vai entender colecionadores, hehehe… Confiram!

eu disse adeus
mutante
sinhana
misty
beiras
quem mandou
três horas da manhã
over the rainbow
rosa de fogo
alvorada
.

Nalva Aguiar – Vale Prateado (1977)

O TM põe hoje em foco uma cantora surgida nos tempos da Jovem Guarda, que, a exemplo de Sérgio Reis, abrigou-se entre os intérpretes de música sertaneja. Trata-se de Nalva de Fátima Aguiar, mineira de Tupaciguara, nascida em 9 de outubro de 1945, e carinhosamente conhecida como rainha das festas de peão de boiadeiro, título que ganhou por cinco vezes. Filha de um alfaiate que tornou-se dono de hotel, Nalva sonhava em ser cantora desde muito pequena, e com sete anos já estudava acordeão, instrumento do qual tornou-se mais tarde professora. Um pouco mais tarde, passou a cantar em festas e rádios do Triângulo Mineiro, e na TV Triângulo de Uberlândia . Na primeira metade dos anos 1960, participou de um disco da dupla Nízio e Nestor. Em 1966, atraída pela Jovem Guarda, mudou-se para São Paulo e gravou seu primeiro disco, um compacto simples com as músicas “Garota diferente” e “É o amor”. Um ano depois, representou Minas Gerais em um concurso da lendária Rádio Nacional do Rio, interpretando, em inglês, o clássico country “Jambalaya”. Atuou ainda no cinema, em filmes como “Adorável trapalhão”, “Dois mil anos de confusão” e “O conto do vigário”. Em 1971, gravou seu primeiro LP, “Nalva”, fazendo sucesso com “José (Joseph)”, do francês Georges Moustaki em versão de Nara Leão, já gravada antes por Rita Lee. Em meados da década de 1970, passou a dedicar-se à música sertaneja, lançando, em 1975, um compacto simples com “Beijinho doce”, de Nhô Pai, regravação de um antigo sucesso das Irmãs Castro, que interpretara no filme “O conto do vigário”, e vendendo mais de 500 mil cópias. Tornou-se uma das mais importantes figuras femininas da música sertaneja, e é pioneira do gênero. Nos anos 90, afastou-se das gravações, tendo morado durante longo período na América do Note, entre o Canadá e os EUA, onde recebeu o título de “Rainha da Música Country no Brasil”. Voltou ao disco em 1999, lançando um CD com participações especiais de Chitãozinho e Xororó, Ivan Lins, Sérgio Reis e do locutor de rodeios Barra Mansa. Em 2010, foi uma das convidadas de Roberto Carlos para o especial de TV “Emoções sertanejas”, lançado depois em CD duplo. Da extensa discografia-solo de Nalva Aguiar (catorze álbuns, entre LPs e CDs, e muitos compactos), o TM foi buscar, para seus amigos cultos e ocultos, o quarto LP. É “Vale prateado”, lançado pela CBS em 1977, com direção de produção de Tony Bizarro, e arranjos de outro “cobra”, Eduardo Assad, sob a direção artística de Jairo Pires. Aqui, Nalva mostra sua disposição de entrar de sola na música sertaneja, regravando “Tá de mal comigo” (que aliás voltou a ser sucesso em sua voz), “Cabecinha no ombro”,  “Coração da pátria” e “Judiaria” (esta, uma guarânia de Lupicínio Rodrigues). E, para aproveitar a onda da “discomusic”, ela revive, nesse ritmo, o clássico “Lili”, versão de Haroldo Barbosa para a música-tema do filme de mesmo nome, produção MGM de 1953. O lado compositora de Nalva é expresso na faixa “Maria da Galileia”, parceria dela com Itamar e Alberto Luiz. Há ainda trabalhos de Marcelo Costa (“Belém do Pará”), Guilherme Lamounier(“Força de ser feliz”), e da dupla Mílton Carlos-Isolda (“Vou aprender a criar galinhas e filhos”), sendo que Isolda também assina a versão que dá título ao disco, “Vale prateado”.  Três composições de Edvaldo Santana e Fernando Teles, “Pura ilusão”, “Pé de poeira” e “Lampião pintou por lá”, completam este trabalho de Nalva Aguiar, sucesso quando de seu lançamento e merecedor desta postagem de hoje do TM.

lili
maria da alileia
vou aprender a criar galinhas e filhos
pura ilusão
tá de mal comigo
judiaria
vale prateado
pé de poeira
força de ser feliz
lampião pintou por lá
belém do pará
coração da pátria
cabecinha no ombro

*Texto de Samuel Machado Filho

Fruto Da Terra (1982)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! No mês passado eu postei aqui o primeiro disco do grupo Fruto da Terra e havia prometido postar também o segundo e até onde sei, foram apenas esses dois trabalhos. Sem delongas segue outro trabalho do mesmo nível do primeiro. Confiram no GTM

sonhar colorido
cantador
travessia
pra toda gente
espera
direção do vento
procurar
acalanto
se voce for la
lamento

Nova Estação – Guerra Nas Estrelas (1985)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês o que poderia ser um re-postagem. Há pouco mais de uns três anos eu postei aqui o disco Momentos Mágicos, do grupo mineiro Nova Estação. De quebra, também apresentei uma versão deste disco, Guerra Nas Estrelas. Naquela época eu não tinha o disco, apenas as músicas e nem o líder da banda, o doutor Carlos Eduardo, meu acupunturista, tinha um exemplar para me emprestar. Acabei dando a ele o Momentos Mágicos e prometi que se um dia encontrasse o Guerra Nas Estrelas também o presentearia. Eis que ontem, na loja de discos de um amigo, encontro o tal disquinho. Paguei caro por ele, mas infelizmente, ao chegar em casa percebi que o lp estava quebrado. Uma pena, tive que devolver. Mesmo assim, antes de entregar, consegui com muito cuidado digitalizá-lo e assim, pelo menos, publicá-lo dentro dos conformes 🙂 Taí, mais um disquinho bacana, produção independente e mais arrojada. Um trabalho totalmente autoral. O Nova Estação foi um grupo essencialmente mineiro que infelizmente, embora tenham lançado dois discos, ficou só na lembrança. E que fique também na história da musica mineira.

guerra nas estrelas
telefone
casa dos sonhos
flor de lis
kamikaze
luar de papel
cristal
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Paralaxe – Quartzo (2015)

Bom tarde amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou trazendo para vocês o trabalho do meu amigo Rafael Carneiro e sua banda Paralaxe. Na verdade, trata-se de um duo, ou seja, os músicos Rafael Carneiro e Fred HC. Trabalho super bacana e de altíssima qualidade realizado em 2014 e lançado no ano seguinte. Com tanta coisa sendo lançada hoje em dia de forma independente, fica quase impossível separar o joio do trigo, ou até mesmo identificá-los se não for ouvindo.
Incluo aqui, pra facilitar a minha vida, uma resenha já pronta sobre o grupo e sobre este disco, que desde já eu recomendo 😉
A enzima inicial da Paralaxe nasce em 2003, da vontade de fazer experiências musicais pautadas por poesia; vontade que foi se destilando na ideia de criar canções em forma de música eletrônica – ou fazer música eletrônica que tomasse forma de canções. Formada por um dos melhores letristas e vocalistas da cidade, Fred HC, e por um guitarrista que é uma verdadeira usina de estilos, Rafael Carneiro, a Paralaxe tem três discos lançados (“Paralaxe”de 2005, “Under Pop Pulp Fiction”, de 2007 e “Deus Ex Machina”(2011).
O último disco da banda, “Quartzo”, lançado em 2015, é um dos projetos mais interessantes e arrojados da cena independente nacional: um disco de vinil gravado no estúdio no Bunker Analog, incrível iniciativa do músico Anderson Guerra, localizado no bairro Santa Efigênia. Trata-se de um dos poucos estúdios no país especializados em gravações analógicas, ou seja, abrindo mão da infinidade de recursos digitais que ocupam as gravações atuais e voltando ao velho esquema utilizado para a gravação de vinis e cassetes. Assim, a sonoridade eletrônica da banda foi transfigurada em sons orgânicos que pedem bênção ao soul, ao jazz, ao blues. Um trabalho imperdível de uma banda fundamental para BH.

barry allen beri beri
clubber do milharal
magdalena
lázaro
juliano doido
bin laden é bruce wayne
retrato
acho que passei do tempo
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Os Velhinhos Transviados – Espetaculares (1963)

Olá, amigos cultos e ocultos, como vão todos? Como dizem por aí a coisa tá feia e a cada hora piora. Certamente estou me referindo a atual situação política em nosso país, que querendo ou não se reflete em tudo, inclusive no meu ânimo em continuar a empreitada de postagens aqui no Toque Musical. Confesso, está cada dia mais brochante continuar essa empreitada. São inúmeros os motivos, mas principalmente o momento político. Tá osso!
Bom, já nem me lembro mais quantos discos do conjunto Os Velhinhos Transviados eu já postei aqui e já nem me dou ao trabalho de conferir isso. Vai pela intuição e mais ainda pelo desejo de postar. Assim, temos aqui o álbum “Espetaculares”, disco de 1963, recheado de pot pourris e outros sucessos, nacionais e internacionais. Mais uma vez o multi-instrumentista José Menezes e sua turma dão o tom por aqui. E olha que ainda tem mais, pelo menos mais dois discos dos Velhinhos Transviados estão vindo na sequência. Fiquem ligados e não deixem de conferir.

smile
un recuerdo
perfidia
mafuá
adios
na cadência do samba
i could have danced all night
sambadinho
dang dang
nêga
dumpy
gostar de alguém
allah-lá-ô
está chegando a hora
.

Fruto Da Terra (1981)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Entre as centenas de discos doados pelo meu amigo Fáres, há alguns que se tornaram a minha paixão. É o caso deste grupo vocal e instrumental, o Fruto da Terra, que embora tenha passado por mim várias vezes, nunca havia antes me chamado aos ouvidos. Já vi este disco postado em outros blogs, mas hoje não se encontra com facilidade. Então, temos um prato cheio, a carência e o meu desejo de apresentá-lo aqui no Toque Musical.
Aqui temos o disco de estreia, quando a formação era um sexteto. No disco seguinte (que ainda irei trazer em próximas postagens) se tornaram um quinteto. Este trabalho nasceu de forma independente, mas graças ao talento do grupo e da faixa ‘Homem do campo”, que entrou como tema num seriado da Globo, se destacaram e conseguiram o lançamento pelo selo RGE, em 1981. O disco é, sem dúvida, muito bom, com músicas autorais de alto nível e também há espaço para a interpretação de clássicos como “João valentão”, Caymmi, “Na Baixa do Sapateiro”, de Ary Barroso e também “As rosas não falam”, de Cartola. Taí, um disco que eu recomendo…

homem do campo
laranjal
razões
joão valentão – na baixa do sapateiro
tenho que dizer
alegria rasgada
saudades
deus, deus
as rosas não falam
tá tudo aí

 

Eumir Deodato – Very Together (1976)

Olá amigos cultos e ocultos! Segue aqui um Eumir Deodato da década de 70, Very Together. Um lp bem pautado no funk, jazz e discomusic. Sempre cercado por uma superprodução, gravações de altíssimo nível e músicos da melhor qualidade. traz um repertório mesclando seus trabalhos autorais e temas famosos como “Peter Gunn”, de Mancini; “I shot the sheriff”, de Bob Marley e também o tema de “Star Trek”. Nesses, Deodato, mestre das releituras, consegue recriar, fugindo totalmente do óbvio. Sem dúvida, um trabalho muito bacana, como muitos outros que ele gravou.
Este disco está entrando em nossa lista meio que por acaso, acho que o andei ouvindo muito nessa semana, daí achei de postá-lo. Mas vou procurar voltar aos velhos tempos, quando o ouvido era mais curioso e as publicações coisas mais raras. Daqui para frente, vou procurar manter a máxima, a de ser aqui um ‘lugar onde se escuta música com outros ouvidos’.

peter gunn
spanish boogie
amani
black widow
juanita
i shot the sheriff
theme from star trek
univac loves you
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João Assis Brasil – Piano (1986)

Exímio compositor e pianista, João Carlos Assis Brasil volta a bater ponto aqui no TM. Dele já oferecemos o álbum “Self portrait”, de 1988, em que interpreta composições de seu irmão gêmeo Victor Assis Brasil, um dos maiores saxofonistas que o Brasil já teve, prematuramente desaparecido em 1981. Pois o trabalho que o TM hoje oferece a seus amigos cultos e ocultos é outro disco de excelente qualidade lançado pela Kuarup. É “Jazz Brasil”, gravado ao vivo na Sala Cecília Meirelles, do Rio, em janeiro de 1986, com produção do sempre experiente Mário de Aratanha. Neste trabalho, João Carlos contou com a participação especialíssima de Wagner Tiso, com quem executa a faixa “Chorava”. O repertório, acrescentando aos elementos do jazzritmos como baião, choro, forró, etc., inclui quatro composições de Victor Assis Brasil, irmão gêmeo de João: “Steps” (aqui apresentada pela primeira vez em disco), as valsas“Waltzing”, e “Waving” e o baião-jazz “Arroio”. Temos ainda dois trabalhos do maestro Radamés Gnattali, “Maneirando” (aqui também em seu primeiro registro fonográfico) e “Negaceando”, além de uma suíte-homenagem a Tom Jobim, incluindo sete de seus mais expressivos trabalhos, como “Wave”, “Samba de uma nota só” e “Estrada branca”. Segundo o próprio João, “um improviso-homenagem , com a marca de minha paixão profunda por quem considero ser o maior compositor brasileiro de todos os tempos”. Finalizando, “Aos velhos amigos”, composição de Wagner Tiso.  Tudo isso reafirmando o virtuosismo e a técnica de João Carlos Assis Brasil, pianista cujas teclas se ambientam com igual destreza entre o erudito, o popular e o limiar entre ambos. É só conferir…

steps
waltzing
arroio
waving
chorava
maneirando
sobre tom
negaceando
aos velhos amigos

*Texto de Samuel Machado Filho

Senhor Ouve Teu Povo (1973)

Fundada no dia 5 de março de 1901, como oficina tipográfica, e com sede na cidade de Petrópolis, região serrana do estado do Rio de Janeiro, a Editora Vozes é a mais antiga casa editorial brasileira em funcionamento. Pertencente aos frades franciscanos, a Vozes privilegia especialmente três grandes áreas: cultura, religião e catequese. Está entre as cinco maiores editoras do Brasil, produz 15 novos títulos a cada mês, além de reimprimir outros 30 ou 40, e tem seu lucro reinvestido na própria empresa e destinado a obras sociais. Durante o período de repressão, nos anos 1970, a editora destacou-sepela corajosa publicação de obras em defesa da liberdade, tais como “Tortura nunca mais” e “A voz dos vencidos”. A Vozes tem sido ainda, desde seus primeiros tempos, o maior veículo de comunicação religiosa do Brasil, além de possuir uma linha editorial segura e diversificada, provando que, ao contrário do que muitos insistem em dizer, nosso país desfruta de um imenso potencial dentro da indústria cultural. O álbum que o TM oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos, lançado em 1973 sob o selo RCA Camden, é justamente uma co-produção da gravadora do cachorrinho Nipper com a Editora Vozes. É “Senhor, ouve teu povo”, gravado no Rio de Janeiro, que contou com arranjos e regências de um verdadeiro “cobra”, Paulo Moura, e a produção de Jorge Santos. Suas doze faixas foram extraídas do livro “Cantos e orações”, antes denominado “Cecília”. Editado, claro, pela Vozes, já tinha vendido, até aquele momento, mais de um milhão de exemplares, e é sucesso permanente do catálogo da editora.  Conforme explica a contracapa, o disco é “a primeira tentativa de integração da música popular brasileira em todos os seus ritmos e também com sentido religioso”, com preocupações inclusive ecológicas, ou seja, nada mais atual. Para interpretar as músicas foram designados os cantores João Luiz, Ricardo de Assis, Cidinho, Vânia e Aline (nada a ver com Aline Barros, atual estrela gospel). Os destaques ficam por conta de duas músicas assinadas por mestres do samba: a faixa-título, “Senhor, ouve teu povo”, de Zé Kéti, com João Luiz, e “Bom é louvar o Senhor”, de Paulinho da Viola, com Aline. No mais, este é um trabalho primoroso, que nos dá uma ideia do que se fazia no Brasil em matéria de música católica, nesse tempo, bem antes da explosão dos “padres cantores”, tipo Marcelo Rossi, Fábio de Melo e Reginaldo Mazzotti (o padre Zezinho veio muito antes deles, nos anos 1960). Um álbum pioneiro, e, por isso mesmo, digno de merecer a postagem do meu, do seu, do nosso Toque Musical!

prova de amor

o pão de deus

o vosso coração

bendigamos ao senhor

lá no azul do céu

todos saberão

senhor ouve teu povo

aleluia eu sou o pão

vou primeiro recociliar-me

bom é louvar o senhor

que poderei retribuir

senhor tende piedade



*Texto de Samuel Machado Filho

Chacrinha & Chacretes – Cantam Para Todas As Festas (1985)

É incontestável a importância de José Abelardo Barbosa de Medeiros, ou mais simplesmente Chacrinha (Surubim, PE, 30/9/1917-Rio de Janeiro, 30/6/1988), para a comunicação de massa no Brasil. No rádio e principalmente na televisão, usando roupas exóticas e espalhafatosas, ele foi enorme sucesso de audiência, apresentando programas de calouros (a “Buzina”, com a qual reprovava os calouros que desafinavam) e de cantores consagrados (a “Discoteca”). Muitos cantores que debutaram como calouros de Chacrinha despontariam mais tarde para o estrelato, entre elesRoberto Carlos, Perla, Paulo Sérgio e Raul Seixas. O “velho guerreiro”, como foi carinhosamente chamado por Gilberto Gil no samba “Aquele abraço”, também criou frases e bordões famosos, tais como “Terezinha!” (originário da propaganda da água sanitária Clarinha, que fazia no rádio), “Vocês querem bacalhau?”, “Na TV nada se cria, tudo se copia” (é verdade…), “Quem não se comunica se trumbica”, “Eu vim para confundir e não para explicar”, “Roda, roda, roda e avisa” (anunciando o intervalo comercial), “Como vai, vai bem? Veio a pé ou veio de trem?” “Vai para o trono ou não vai?”, etc. Além disso, anualmente lançava marchinhas de carnaval que caíam na boca do povo. Quem não se lembra, por exemplo, de “Você gosta da lourinha?”, “Maria Sapatão”, “Leva eu, painho”, “Marcha da camisinha” e tantas outras? Além dos jurados que avaliavam os calouros, tais como Elke Maravilha, Pedro de Lara, Edson Santana, Aracy de Almeida, Carlos Imperial e o travesti Rogéria, outro elemento que contribuía para o sucesso de Chacrinha na televisão eram as “chacretes”, dançarinas profissionais de palco que faziam coreografias para acompanhar as músicas e animar a atração. No início, eram conhecidas como “vitaminas do Chacrinha”, e em 1970 passaram a ser denominadas chacretes. Algumas das mais famosas foram Rita Cadillac, Fernanda Terremoto, Suely Pingo de Ouro, Índia Amazonense e Fátima Boa Viagem. E é justamente com o inesquecível “velho guerreiro” e suas endiabradas chacretes o álbum que o TM oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos.  É “Chacrinha &chacretes cantam para todas as festas”, lançado pela Som Livre em 1985, época em que ele apresentava o “Cassino do Chacrinha”, na Globo. Com direção de produção de Pedrinho da Luz, que também participa como arranjador, regente e técnico de mixagem, é um álbum cheio de alegria e alto astral, feito para animar as mais diversas festividades. Para as festas juninas, por exemplo, há uma quadrilha marcada (a contracapa do disco reproduz seu roteiro). Há também um pot-pourri carnavalesco (do qual a “Maria Sapatão” faz parte), músicas para o Natal (o clássico “Jingle bells’), e aniversários, inclusive para o público infantil. Em suma, um disco bem animado, “pra cima”, que o TM hoje nos oferece, como recordação e justa homenagem a este grande comunicador que foi Abelardo “Chacrinha” Barbosa!

o bate-bola
nosso herói
miau miau
tá com medo tabaréu
mamãe um sonho no sítio
brincando de roda
tem sanfona no salão
o som do chacrinha abelardo barbosa
jingle bell
rock do ratinho

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*Texto de Samuel Machado Filho