Wilson Miranda (1974)

Olá, amigos cultos e ocultos! Começando a semana e dando sequencia a nossa mostra de discos de 7 polegadas, hoje temos aqui este compacto do cantor Wilson Miranda, artista este já apresentado aqui no Toque Musical. Desta vez temos ele num compacto duplo com quatro temas de sucesso e destacando,  “O Homem de Nazareth”, música de Cláudio Fontana que ficou marcada na voz do cantor Antônio Marcos e creio que também foi gravada por outros artistas. Confiram no GTM…
 
o homem de nazareth
de que vale ter tudo na vida
te amo eternamente
o show já terminou
 
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Xingu – O Mundo Mítico Do Índio (1977)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Em nossa mostra de discos compactos cabe um pouco de tudo, afinal, nossa indústria fonográfica atendeu a todos os afins. Tudo que passa pelo som, certamente já foi gravado e editado em vinil.
Aqui temos um compacto lançado pela Philips em seu calendário de 1977, “O mundo mítico do índio”. Disquinho muito interessante, compacto que traz cinco faixas registrando momentos dos povos indígenas do Alto Xingu em seus rituais e cerimônias´.
 
canto da criação
flautas jacui
grito olímpico
cerimonial para afugentar maus espíritos
dança das flechas
 
 
 

Topo Gigio (1969)

Olá, amigos cultos e ocultos! Prosseguindo a mostra de compactos do TM, apresentamos um personagem que marcou a infância de muita gente, inclusive a minha: Topo Gigio. O ingênuo ratinho fez o maior sucesso na TV brasileira, ao lado do comediante Agildo Ribeiro, em 1969. Ele participava do quadro final de 15 minutos do programa “Mister show”, na Globo, nas noites de sexta-feira, pedindo sempre ao Agildo “um beijinho de boa noite”. Foi criado pela italiana Maria Perego, ex-estudante de Letras em Milão e casada com um proprietário de teatro de fantoches. Como o casal não teve filhos, Maria se dedicou a aperfeiçoar os bonecos. Topo Gigio (“topo” é rato em italiano) nasceu em 1958. O segredo de sua animação foi mantido por muito tempo, mas hoje o truque chega a ser banal. Era colocado um fundo preto, arames quase invisíveis nos pés, nas mãos e nos olhos do bichinho. O aparato, manipulado por quatro pessoas também vestidas de preto, dava os movimentos. Sua voz era feita pelo italiano Peppino Mazzullo, que sempre viajou com o personagem, tratando de aprender a língua do país em que se apresentava. Depois que o tablóide “Pasquim” colocou em dúvida a masculinidade do ratinho, lançou-se no ano seguinte uma namorada para ele, chamada Rose, e a atriz Regina Duarte passou a participar do quadro também. O programa ficou no ar até 1971. Voltou, já sem a mesma força, em 1987, pela Rede Bandeirantes, hoje Band. No presente compacto duplo, Topo Gigio interpreta “Meu limão, meu limoeiro”, um pot-pourri de sucessos juninos, “A tramontana” e “Chove chuva”. É uma postagem do TM que, com certeza, vai fazer muita gente relembrar o Topo Gigio, com muita saudade. É ir ao GTM e conferir.
 
meu limão, meu limoeiro
cai cai balão
capelinha de melão
sonho de papel
a tramontana
chove chuva
 
 
*Texto de Samuel Machado Filho 

Billy Bond – Rio De Janeiro City (1985)

Olá, amigos cultos e ocultos! Temos hoje aqui um disquinho de 7 polegadas que eu gosto muito, Billy Bond – Rio de Janeiro City. Isso é quase um Joelho de Porco. Lembram do grupo paulista Joelho de Porco? Pois é, Billy Bond também fez parte dessa banda e este disquinho é um pouco do Joelho, pois nele temos dois sucessos do grupo, “Rio de Janeiro City” e “Rapé”, cantados na época também por Billy Bond. Este artista, hoje um dos mais importantes produtores de espetáculos do Brasil nasceu na Itália, viveu por muitos anos na Argentina e depois se mudou para o Brasil. Sua trajetória começa no rock, quando na Argentina formou a lendária banda Billy Bond Y La Pesada Del Rock&Roll. Por lá também produziu discos de outras super bandas argentinas. Veio parar no Brasil nos anos 70, mudou-se para o Rio de Janeiro e de lá não quis mais sair. Aqui trabalhou como cantor, produtor e empresário musical, se tornando depois produtor teatral e do ‘show business’.
 
rio de janeiro city
rapé
 
 

Almir Santos (197…)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Entre tantos disquinhos raros, independentes e obscuros, gostei deste, logo pela capa. Me pareceu um trabalho honesto, bem produzido e arranjado. Curiosamente, por alguns momentos, me soa como música mineira. E lá vou eu buscar informações sobre o artista/disco. E não foi fácil. Só mesmo pelo Youtube consegui alguma pista, digamos assim… Consegui localizar nosso artista, por sorte pela estampa de seu perfil que é a mesma da capa deste disco. Em seus dois ou três vídeos ele já aparece mais velho, o que  me levou a concluir que este sete polegadas viesse a ser dos anos 70. Percebe-se também que Almir Santos acabou se enveredando para uma música mais simples e popular. Me fez lembrar uma antiga novela da Globo na qual o ator Osmar Prato interpreta um personagem que é um músico do interior, que vem para a cidade grande em busca do sonho de ser um artista e gravar seu disco. Mas acaba sendo pasteurizado pela indústria da música, deixa de ser um cantor regional para se tornar um caricato sucesso dos bregas. Uma história bem comum nesse mundo da música.
 
a cena
culpa
eta cabeça 
paredão da dor
 

 

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Grupo Olho Nú (1981)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Os compactos e ‘singles’ são discos, geralmente de 7 polegadas. O nome compacto vem do fato do disquinho ser uma espécie de resumo de uma obra maior, no caso o ‘long play’, porém há disco de 7 polegadas que não são compactos, pois esses são originais, tendo sido criados apenas nesta versão. A indústria fonográfica antigamente usava muito do artifício do compacto para lançar músicas e artistas no mercado. De acordo com a aceitação do público e sucesso do disquinho, acabava virando lp. Porém, muita gente gravou apenas em discos compactos, seja porque não conseguiram o sucesso pretendido pela gravadora, seja por questões de recursos, ou mesmo pelo conceito do projeto. Nessa nossa mostra de disquinhos de 7 poleadas vamos encontrar um pouco de tudo isso. A única coisa que talvez a gente não encontre nos compactos/7 polegadas são informações sobre artistas e conteúdo, pois muitos desses disquinhos mal traziam as informações no próprio selo, pois as capas são genéricas. Mas há também os disquinhos com capa e esses geralmente não são resumos e sim obras originais, contudo e muitas vezes, também passamos pelo problemas de pouca informação. Aqui um bom exemplo, este disquinho do Grupo Olho Nú, lançado em 1981 pela gravadora Copacabana. Vejam vocês, neste caso temos a capinha ilustrada, com a imagem do grupo, nome das duas músicas e registros da fábrica e nada mais. Daí, você vai ao Google, pesquisa pelo nome e não encontra nada, nem no Youtube há referencias musicais. Mesmo assim, na insistência dessa postagem, o que podemos dizer é que se trata de um trabalho interessante que faz lembrar muito a música mineira. Talvez até sejam artistas mineiros, mas infelizmente não há nada onde se apoiar. Quem sabe, uma hora dessas, alguém do grupo nos envia um e-mail contando a história? Daí o Toque Musical reedita este texto. Toda via, o que podemos dizer é que vale a pena conhecer as duas músicas deste disco. Confiram no GTM…
 
estrelas lavadas
se o tempo
 
 
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Mário Lúcio (1983)

Olá, amigos cultos e ocultos! Dando prosseguimento à sua mostra de compactos, o TM apresenta hoje um disco de Mário Lúcio de Freitas, produtor musical, cantor, compositor, apresentador, dublador, músico de conjunto e ator. Enfim, um artista bastante versátil. Nascido em São Paulo no dia 22 de dezembro de 1948, Mário Lúcio participou de várias bandas como músico (Os Iguais, Os Incríveis, Jet Blacks, The Beatnicks, etc.). Usando o pseudônimo de Robert Thames, ele emplacou a música “Tenderness” na trilha sonora da novela global “Vamp” e no seriado mexicano “Chaves”. Criou várias vinhetas de abertura conhecidas de programas de televisão, como as de “Chaves”, “Cavaleiros do Zodíaco”, “Punky, a levada da breca”, “Jem e as Hologramas”, do “TJ Brasil”, “Hebe”, “Programa livre”, das novelas “Os ricos também choram”, “Chispita” etc. Foi um dos donos do estúdio de dublagem Marshmallow , e proprietário de outra empresa dubladora, a Gota Mágica, no qual foram gravados vários sucessos, como “CDZ”, “Bananas de Pijamas”, “Dragon Ball” etc. No presente compacto simples, lançado pela RGE em 1993, Mário Lúcio interpreta duas composições de sua autoria: “Pecado de amor” (que foi tema de abertura da novela de mesmo nome, exibida pelo SBT) e “Duende”.  E também assina os arranjos e regências, prova inconteste de sua versatilidade. Não deixem de conferir no GTM.


pecado de amor

duende

*Texto de Samuel Machado Filho

Lena Rios – Sem Essa Aranha (1972)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Eis aqui um disquinho dos mais interessantes entre os compactos originais, que não são resumos de lps. Aqui temos, Lena Rios, cantora vindo do Piauí, surgiu no início dos anos 70 cantando composições de artistas como Torquato Neto, Macalé, Waly Salomão… Em 1972 ela lança este compacto, no qual temos “Garanto”, composição de Luiz Melodia e Célio José. Esta foi a primeira vez que uma cantora gravava um música de Luiz Melodia. Neste compacto duplo temos ainda do lado 1. “Eu sou eu , Nicuri é o diabo”, música de Raul Seixas. Seguindo do lado 2  vem “Verão estrelado”, de Hyldon e Mazola e fecha com “Sem essa, aranha”, de Torquato Neto e Carlos Galvão, essa última, um ‘rockão’ tropicalista, um quebradeira que por só já vale o disco. Não sei como nenhuma artista roqueiro da nova geração ainda não regravou essa música. Mas, enfim, um compacto que merece atenção. Confira no GTM…
 
garanto 
eu sou eu, nicuri é o diabo
verão estrelado
sem essa aranha

Célia, Márcia E Zéluiz – Brasil Canta Na Itália (1984)

Buongiorno, amigos cultos e ocultos! Tenho aqui este disquinho, “Brasil canta na Itália”, lançado pelo selo Pointer, em 1984, trazendo as cantoras Márcia e Célia e também o cantor Zéluiz, um trio de intérpretes que dispensa maiores apresentações. Me chamou a atenção este compacto, pois acredito eu que não se trata de um resumo de um lp e sim um registro exclusivo neste formato de vinil. Temos aqui três composições brasileiras versadas para o italiano e segundo observo na contracapa, as músicas foram temas de novelas. Como há tempos eu não não vejo novelas, confesso também não conhecer esses temas. Somente agora estou tendo um contato auditivo, nessa nossa mostra de disco de sete polegadas. Só mesmo assim para se ouvir e conhecer tantos discos que me rodeiam. Uma oportunidade boa que eu compartilho aqui com vocês. Confiram no GTM…
 
e suona suona (verso novo) – márcia
fingere di essere amici (o que arde cura) – célia
fine della festa (fim de festa) – zéluiz
 
 
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Juca Chaves – As Duas Faces De Juca Chaves (1960)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Embora muitas vezes já tenhamos postado aqui um disco inteiro, é sempre curioso conhecer o seu compacto, saber que ele existiu. Compactos são sempre uma grande surpresa e aqui temos outro que vale a pena mostrar e por acaso de um disco do Juca Chaves que não chegamos ainda a postar. Aqui, um compacto simples, lançado pela RGE, em 1960, mesmo ano de lançamento do lp. Aqui temos dois de seus sucessos…
 
nasal sensual
por quem sonha ana maria
 
 
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Quarteto Em Cy – Compacto (1966)

Boa noite, meus camaradas, amigos cultos e ocultos! Separei muitos disquinhos de sete polegadas para este mês. Alguns, na verdade, são somente compactos de álbuns os quais eu já postei por aqui. É o caso deste resumo do lp “Som Definitivo”, gravado pelo Quarteto em Cy, juntamente com o Tamba Trio, em 1966. Aqui vamos encontrar dois grandes sucessos: “Das Rosas”, de Dorival Caymmi e “Arrastão”, de Edu Lobo. Confesso que estou postando este disquinho apenas pelo capricho de ter estampado aqui uma produção do selo Forma.
 
das rosas
arrastão
 
 
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Miltinho – Palhaçada (1962)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Depois do Carequinha, que tal mais uma palhaçada? E essa é da boa! Aqui um compacto também da antigas, de 45 rpm, lançado pela RGE em 1962, trazendo o anasalado Miltinho, um cantor, para mim, dos mais interessantes. Miltinho vem trazendo neste compacto duplo quatro sambas, o grande sucesso que também dá nome ao disco, “Palhaçada”, música de Haroldo Barbosa e Luis Reis. Tem ainda “Perdoa Coração”, “Poema do Adeus” e “Estrada do Amor”. Miltinho vem acompanhado da Orquestra RGE. Não deixem de conferir…
 
palhaçada
perdoa coração
poema do adeus
estrada do amor
 
 
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Carequinha – Compacto 45 rpm (1963)

Olá, amigos cultos e ocultos! Entre os muitos disquinhos de 7″ que selecionei para nossa mostra está o inesquecível Carequinha. Digo inesquecível para aqueles como eu que foram crianças no tempo desse palhaço. Eita, que eu sabia cantar tudo isso de cor e salteado. Com certeza muitos de vocês também, não é mesmo? Então, segue aqui um compacto, que se não me falha a memória foi lançado em 1962, ou 63. Os compactos ainda nesta época eram de 45 rpm e traziam a opção furinho ou furão, o furão era adotado nos compactos importados. Aqui no Brasil, segundo contam e já contamos por aqui, os compactos passaram a ser de 33 rpm por conta do mineiro Pacífico Mascarenhas. Ao que contam, Pacífico conseguiu convencer o produtor fonográfico Harry Zuckerman a transformar o compacto de 45 rpm em 33. Assim a Companhia Industrial de Discos (CID) criou o primeiro compacto rodando em 33 rpm.
Mas, voltando ao Carequinha, temos aqui este compacto duplo (com duas músicas de cada lado), trazendo gravações lançadas originalmente em 1961, em discos de 78 rpm. Essas gravações também constaram nos lps que vieram a ser lançados ainda naquela década.
 
rock do ratinho
escolinha do carequinha
canção da criança
canção da primeira comunhão
 
 
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Vinícius De Moraes – Compacto (197…)

oa tarde a todos os meus amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós oferecendo a todos um ‘deguste’ para esta a série de compactos, que teremos em março. Hoje vamos com o velho e bom Vinícius de Moraes, em um compacto duplo, lançado em Portugal e Angola, no início dos anos 70. Nele, como podemos ver, temos quatro músicas suas, em parceria com Toquinho e também o italiano Sérgio Endrigo. Nada de novo por aqui, mas essencial para nossa lista. Quem ainda não conhece, chega lá no GTM….
 
o pato pateta
valsa para uma menininha
a casa
o céu é meu chão
 
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Almir Saint-Clair (1967)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Entramos em março e para tanto vamos fazer deste o mês dos compactos. Ao longo de todo o mês irei trazer um disquinho de 7 polegada diferente. Já andei separando alguns e assim começa a nossa mostra de compactos.
Começamos com este compacto lançado pela RCA Victor, em 1976. Aqui temos o ator e cantor Almir Siqueira, que neste disquinho de estreia passa a se chamar ‘Almir Saint-Clair’. Ele gravou outros compactos pela Polydor e RCA Victor, mas este talvez tenha sido o de maior sucesso, quando então interpretou as versões de dois temas do Festival de San Remo de 1967, as músicas “Non Pensare a Me” e “Ciao Amore, Ciao). Almir Saint-Clair também trabalhou como ator no teatro e no cinema mas a partir dos anos 70 se tornou produtor cultural trabalhando com shows e espetáculos diversos. Nos anos 80 foi parar na Escola de Samba Império da Tijuca com puxador de samba, voltando anos depois a trabalhar com produção. Em 2003 gravou um cd em homenagem a Noel Rosa.
 
não pense em mim
tchau amor, adeus
 
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Chico Amaral – Singular (2007)

Bom dia, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! É… então fechamos aqui nossa mostra fonográfica em cds. E para tanto, escolhi um disco/artista que merece mais que nunca estar em nossa lista. Temos aqui o grande instrumentista e compositor mineiro, Chico Amaral. Saxofonista, letrista que faz parte do grupo dos grandes artistas da música, aqui de Belo Horizonte. Para quem não sabe, Chico Amaral é o responsável por muitos dos sucessos da banda , também mineira, Skank. Muitas das canções de sucesso da banda são dele, em parceria com Samuel Rosa. Mas Chico não se limita ao pop, o cara é mesmo singular e atua em todas as frentes da música, tendo muitos outros parceiros de peso como Milton Nascimento, Lô Borges, Ed Motta, Erasmo Carlos, Beto Guedes e outros… Começou a carreira nos anos 70 ao lado de ninguém mais que Altamiro Carrilho e também Cartola, quando fez parte do grupo de choro Naquele Tempo.
Aqui temos dele o cd “Singular”, seu terceiro disco solo lançado em 2007. Albinho bacana com treze músicas, todas autorais e quase todas instrumentais. Chico vem acompanhado de um time de feras e conta com as participações especiais de Samuel Rosa, Leo Minax e Lelo Zanetti. Produção musical de Robertinho Brant. Belo trabalho que vocês precisam conhecer. Confiram no GTM…
 
singular
sambage à trois
sobe o verão
tempo de samba
maio
duas marias
panamericana
tateando
boca
borboleta
balancim
lobo
bodas
 
 
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Carlos Farias – Tupinikim (2000)

Olá, amigos cultos e ocultos! Para essa mostra no mês de fevereiro, eu havia separado uma porção de cd’s e nem me dei conta de que este mês são apenas 28 dias. E mesmo que fossem trinta, ainda assim, faltou dias para tantos disquinhos. Mas como o nosso barato é antes de tudo o vinil, vamos deixar os cds para um próximo momento, ou em edição extraordinária, vez por outra pinga um aqui 🙂
Bom, aqui temos o cantor e compositor mineiro, nascido na cidade de Machacalis, Carlos Faria. Como define bem seu parceiro e poeta, Gonzaga Medeiros, Faria é um autêntico representante da tradição musical dos índios maxakali, cuja aldeia fica ao lado da cidade. Carlos Faria cresceu em contato com esse universo tribal indígena e muito deste disco é resultado dessa sua herança sonora musical. Neste disco ele mescla um pouco disso com versos que falam de temas contemporâneos e universais como direitos humanos, cidadania, meio ambiente, amor e paixão. Há também uma versão para “Galos, Noite e Quintais”, de Belchior. Para este trabalho ele conta com a presença de um bom time de músicos, com destaque também para as participações especiais de Chico Lobo e Maurício Tizumba. Um belo disco que merece o nosso toque musical. Confiram no GTM… 
 
mão de nego
galos, noites e quintais
tupiniquim
cidadania
verde em concreto
a alma da mão
samba do brasil
vampira
anima coração
batukim brasileiro
rosa de valão
xambalua
 
 
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Mão Amiga – Ao Vivo (2002)

Bom dia a todos, meus caros amigos cultos e ocultos! Embora haja ainda centenas ou milhares de discos de vinil para a gente explorar, o mesmo vale para os cds, considerando apenas as produções que ficaram limitadas ao digital. Acredito que isso um dia ainda venha a ser catalogado, ou pelo menos listados assim como fazemos aqui no Toque Musical. Um bom exemplo dessas produções apenas em cd é este registro de um show que aconteceu em 2001, no Via Funchal, em São Paulo. Notem que me refiro a produções que, com certeza, nunca receberão uma edição em vinil. E é o caso desse cd, mas que por outro lado nos traz um valoroso conteúdo. Aqui temos um registro de um encontro, coisa que talvez nunca mais venha a acontecer. Um encontro de grandes artistas em um show único que reuniu, em destaque, Toquinho, Renato Teixeira, Jane Duboc, Boca Livre, Guilherme Arantes, Camila Titinger, Flávio Venturini e 14 Bis. O Show Mão Amiga foi promovido no sentido de arrecadar verba, com a venda deste cd, para ser revertida ao Instituto Escola Brasil, que segundo podemos ler na contracapa do disquinho, foi criado para dar suporte a ação voluntária dos funcionários do então Banco Real, que logo se transformaria em Santander. Este evento e seu cd foi um trabalho coordenado pelo amigo Fáres Darwiche, a quem agradeço a indicação do disquinho. Quem não foi ao show ou não comprou o exemplar tem então aqui a oportunidade de conhecê-lo. Confira no GTM…
 
o mundo pode acabar – guilherme arantes
palavra – renato teixeira
fantasia de querer – flávio venturini
entre nós – boca livre
semeando – jane duboc
mão amiga – 14 bis
quere profano – toquinho
todo azul do mar – guilherme arantes e flávio venturini
romaria – renato teixeira e jane duboc
planeta água – guilherme arantes e boca livre
brincar de viver – guilherme arantes e camila titinger
o caderno – toquinho e renato teixeira
ponta de areia – boca livre e jane duboc
planeta sonho – 14 bis e flávio venturini
 
 
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Péricles Cavalcanti – O Rei Da Cultura (2007)

Bom dia, meus queridos amigos cultos e ocultos! Aqui outro toque musical que não poderia faltar em nosso espaço, embora nessa mostra de cd já tenhamos apresentado o “Mulheres de Péricles”, disco com diversas cantoras interpretando a música deste grande compositor. Agora é a vez dele e seu cd de 2007, “O Rei da Cultura”. Este é o quinto disco de Péricles, que conta com as participações de Edgar Scandurra, Claudio Faria, Rodrigo Amarante e outros… Neste disco temos 14 composições inéditas, sendo três delas regravações, “Sou Sua”, gravada anteriormente por Adriana Calcanhotto, “Eva e Eu”, parceria com Arnaldo Antunes quem gravou primeiro e a música “Quem Parte, Quem Fica”,lançada originalmente pelo grupo teatral Asdrubal Trouxe O Trombone.
 
o galope do guitarrista apaixonado
sou sua
eva e eu
mangá
mae west
elinha
petite valse
conhecimento
trilha sonora
monkmania
perguntaram a stravisnsky
o rei da cultura
posseidon
porto alegre
minha confissão
quem parte quem fica
samba do eterno retorno
 
 
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Roberto Carlos E Caetano Veloso – E A Música De Tom Jobim (2008)

Olá, amigos cultos e ocultos! Fiquei meio na dúvida se deveria ou não postar este cd. Porém, duas coisas me levou a publicá-lo aqui no Toque Musical, primeiro é que estamos num mês dedicado exclusivamente aos cds e este disquinho, que eu saiba, só saiu no digital e tê-lo em nossas listas é, sem dúvida, muito importante. Segundo, porque se trata de dois gigantes da nossa música popular e também um terceiro que é o artista homenageado, o grande Tom Jobim. Vejam só que maravilha, um encontro memorável em disco, com Caetano Veloso e Roberto Carlos. Um álbum gravado ao vivo, no Auditório do Ibirapuera. Disco lançado pela Sony Music em 2008. Não dá para perder essa maravilha…
 
garota de ipanema
wave
águas de março
por toda a minha vida
ela é carioca
inútil paisagem
meditação
o que tinha de ser
insensatez
por causa de você
lígia
corcovado
samba do avião
eu sei qeue vou te amar – soneto da fidelidade
tereza da praia
chega de saudade
 
 
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Paulinho Moska – Vontade (1993)

Bom dia a todos, meus caros amigos cultos e ocultos! Nosso encontro hoje é com o consagrado artista Paulinho Moska (atualmente apenas “Moska”), artista que se despontou a partir dos anos 80 quando integrava a banda de pop rock Inimigos do Rei. Antes, porém, ele fez parte do grupo vocal Garganta Profunda. Cantor, compositor e ator, em 1992 gravou este seu primeiro disco, “Vontade”, lançado pela EMI no ano seguinte. Disco produzido em parceria com Nilo Romero e direção artística de João Augusto, da Deck Produções. Aqui temos um trabalho instigante, cheio de garra e vontade, para vôos mais altos, o que não demorou a acontecer. Um disco de música pop com influências no rock, blues e mpb. Extremamente agradável, dentro do proposto e ainda muito atual. Confiram no GTM…
 
me leve
vontade
leais inimigos
não diga que eu não te dei nada
vamos acordar os mortos
nada vai mudar isso
cura da loucura
resto do mundo
tudo é nada
será que sou eu
dinossauros
trampolim
 
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Luiz Cláudio Henriques – Insight (2006)

Boa tarde a todos, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos novamente, sempre, todos os dias, com pequenos atrasos, mas sem deixar a peteca cair. Trago hoje para vocês um disco diferente, uma produção mineira de algo que eu chamaria de um ‘new age tardio”. Vocês se lembram do gênero New Age? Um tipo de música que ficou muito popular a partir dos anos 80, embora esse estilo tenha surgido a partir dos anos 60. É um tipo de música que se caracteriza, geralmente por melodias suaves, utilizando-se de instrumentos tanto acústicos quanto eletrônicos. Esse gênero musical busca despertar sentimentos de harmonia, valorização da natureza e ambiente. A música do pianista e tecladista Luiz Cláudio Henriques é algo assim, música de inspiração e introspecção, como já diz o subtítulo deste seu disco lançado em 2006, em Belo Horizonte, com produção de Aum Soham. “Insight” é um trabalho instrumental, um tipo de música ambiente que também soa como trilha para filmes. Bastante curioso e que vocês podem conferir no nosso clubinho fechado, o GTM.
 
imagens
koan
lapsos
insólita
regiões invisíveis
néctar
do outro lado da lente
 
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Claudia – Senhor Do Tempo (2011)

Bom dia, meus queridos amigos cultos e ocultos! Há poucas semanas atrás eu vi uma cena, uma situação, que me deixou envergonhado, a tal da vergonha alheia e mais que isso, indignado com a falta de conhecimento musical e porque não dizer também histórico de um grupo de jurados do programa The Voice +, onde se apresentou a brilhante cantora Claudia. Ela cantou “Deixa eu dizer”, música de Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza, sucesso que ela mesma gravou nos anos 70. Estranhamente, nenhum dos jurados a reconheceu, somente no finalzinho da música, a xará Claudia Leite virou a cadeira, dando sinal de aprovação, os demais continuaram de costas para ‘a candidata’. Eu até entendo que ninguém é obrigado a reconhecer um artista só pela voz, mas não reconhecer a performance da artista e sua interpretação é o fim da picada. Por outra, a jurada Claudia Leite, mesmo já de frente para a cantora, não a reconheceu e agiu na sua prepotência de jurada, como se estivesse na frente de uma simples caloura, até perceber sua gafe. Claudia Leite tentou consertar o rápido lapso dizendo que conhecia a história da cantora. Vergonhoso! Se conhecesse mesmo teria reconhecido antes, pela voz. É por essas e outras que eu não assisto a esses programas e faço minhas críticas a ele. A produção ao invés de colocar lá como jurados pessoas que realmente entendem de música, preferem pegar um grupo de cantores populares, celebridades do momento, apenas para dar mais ibope. Lamentável… Ainda mais com figuras como Claudia Leite(?), Daniel(?) e os outros dois que nunca vi mais gordos, a tal de Ludmilla e Mumuzinho (Mumuzinho, pode?). Pqp! Isso não é feito para se levar a sério. Parece programa do Silvio Santos. Até o Lulu Santos eu consigo entender, mas dizer que essa trupe merece ditar o que é bom ou não, sinceramente… Mas eu entendo… Acho que tudo isso faz parte desse momento cretino o qual estamos vivendo no Brasil, a começar pelo Governo. Não sei bem o que aconteceu, mas a ‘idiotocracia’ está dominando o pedaço. Realmente, lamentável…
Daí, mais que nunca é hora de levantar a bola da nossa Claudia. E nessa, hoje trazemos o cd “Senhor do Tempo”, disco gravado por ela, em 2011, uma produção de Thiago Marques Luiz e direção artística do DJ Zé Pedro e sua editora Joia Moderna. Este cd marca o retorno de Maria das Graças Rallo, a Claudia, que agora se assina com ‘y’, Claudya. “Senhor do Tempo” foi uma escolha perfeita, uma seleção de música de Caetano Veloso, músicas consideradas raras, aquelas do lado B e/ou que foram gravadas por outros artistas, ou não. Dizer o quê deste disco? Um repertório com músicas de um dos maiores artistas brasileiro, interpretadas por uma super cantora e tendo ainda essa cuidadosa produção. Legal demais! Quem ainda não teve a oportunidade de conhecer este trabalho, pode agora conferir no nosso GTM…
 
maria maria
naquela estação
senhor do tempo
louco por você
amo-te mesmo muito
as várias pontas de uma estrela
o samba em paz
pele
luzes
josé
menino deus
duas manhãs
 
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Macapá, Recortes Poéticos (2002)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Em nossas postagens já falamos de vários cantos do Brasil, porém eu não me recordo de nada publicado aqui falando do Amapá. Eis agora a nossa oportunidade de mostrar um pouco dos artistas e da música desta região. Temos aqui uma coletânea de obras musicais sobre a cidade de Macapá, selecionadas no Projeto “Edições Macapenses”. O cd foi produzido pela Confraria Tucuju, uma associação cultural da cidade e lançado em 2002 ano em que Macapá completou 244 anos. “Macapá, Recortes Poéticos” é um disco ‘contendo a poesia musicada e interpretada por diversos artistas macapaenses’. Uma seleção com vinte músicas que falam da cidade, capital do Amapá. Disquinho bem bacana, mais um que não poderia faltar por aqui. Confiram no GTM…
 
canto de amor a cidade são josé de macapá 
coração tropical
pequena canção da terra
pedra do rio 
minha cidade
morena macapá 
quero ver macapá 
andaluzia 
raízes macapá 
marabaixo
canção do equador
meu santo
doce namorada
igarapé das mulheres
macapá love
formigueiro
seleção de marabaixo
boa noite macapá
dentre todas as capitais
macapá meu amor
 
 
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O Verso – Teto De Sol (1996)

Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos nessa introdução repetitiva, mas a cada dia com um disco diferente. Nosso encontro hoje é com a banda mineira, de ‘Belorizonte’, “O Verso” em seu primeiro e único disco. Na época do lançamento deste cd a crítica foi super favorável, ainda mais porque o trio formado por André Águia (baixo, violões e voz), Paulo Eduardo (bateria) e Eduardo Tavares (guitarra e cordas) trazia para “Teto de sol” releituras de “Sentinela”, de Milton Nascimento e Fernando Brant e “Arrastão” de Edu Lobo e Vinícius de Moraes. Essas duas músicas chegaram a tocar em algumas rádios da cidade, mas também a música “Vidraça suja” ganhou destaque como trilha do programa Vídeo Show, da Rede Globo. Em 1999 o grupo chegou a lançar um single, “Capa de madeira”, distribuído também no Japão. “Teto de sol” foi produzido pelo músico mineiro Alexandre Lopes e contou com a mixagem de Marcelo Sussekind. Infelizmente, a banda não acabou se desfazendo logo em seguida. 
 
a feira
a tempestade e o lírio
amor só
a flor do sertão
tema de joãozinho
arrastão
maria
tendo de sol
sentinela
vidraça suja
 
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João De Jesus Paes Loureiro – O Poeta E Seu Canto (2007)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Temos hoje em nossa mostra fonomusical de cd um trabalho que merece o nosso toque. Mais um disquinho enviado pelo nosso amigo culto Marco Pereira. Hoje vamos com a poesia de João de Jesus Paes Loureiro, um dos importantes nomes da literatura e poesia brasileira, mais conhecido como Paes Loureiro. Nascido no Pará, tem um vasto currículo no campo acadêmico, tendo sido professor de Estética e História da Arte e Cultura Amazônica. Também atuou como secretário de educação nos anos 80, na gestão do governo de Hélio Gueiros. Autor premiado várias vezes. Possui uma extensa obra literária, muito focada na poesia e boa parte publicada também na Alemanha, França e Itália. Seu envolvimento no campo da música, ou mais exatamente no disco vem desde 1974, quando então gravou seus primeiros trabalhos musicados. Gravou com Sebastião Tapajós (Rostos da Amazônia). Depois, também gravou com o Quinteto Violado (Até a Amazônia e O Rei e o Jardineiro). Gravou em 1998 um disco em parceria como Salomão Habib e em 2007 este cd que aqui apresentamos, “O poeta e seu canto”, lançado em 2007. Este disco, na verdade vale por dois, ou seja, são dois trabalhos em um disco só: “Cantar dos Encantados” e “Pássaro da Terra”. Aqui encontramos o Paes Loureiro poeta e letrista, tendo como parceiros, músicos como Toinho Alves, Salomão Habib, Waldemar Henrique, Galdino Pena e Denise Emmer. Sem dúvida, um belíssimo disco que não podemos deixar passar batido. Vale a pena ouvir e conhecer. Confiram no GTM…
 
Cantar dos Encantados:
voa canção
cantar do encantados
fragmento III
a história luminosa e triste de cobranorato
boiúna
pássaro da terra
uma canção de amor
avemaria para belém
canção para belém
eu nasci no amor prefeito
do coração e suas amarras
balada trovada de um moço e seu sonho
fragmento III
 
Pássaro da Terra
abertura
tema do caçador
tema do pássaro da terra
lundu dos caboclos
rouxinol (tema do teotônio)
severino lourenço
coro (do solo calcinado)
pássaro da terra (tema da donzela)
caçador
tirana
II tema do pássaro da terra
eu nasci do amor perfeito (donzela)
todos
 
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Aerotrio (2005)

Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Entre tantos cds da nossa ‘mostra’ de fevereiro, um dos que mais me impressiona é este “Aerotrio”. Um disco de 2005, mas que só agora, 16 anos depois, eu tenho a oportunidade de conhecer/ouvir. Fiquei realmente de boca aberta por conta desse trio paraibano, vindo lá de Campina Grande. Eis aqui um grupo com um som refinado: teclado, baixo e bateria, produzindo uma música instrumental moderna, mesclando elementos jazzísticos com eletrônico progressivo, rock… Uma salada mista de primeira, mas que não soa copiosa, tem uma identidade própria. Embora não tenham dado sequencia, lançando novos discos, o Aerotrio se tornou uma banda respeitada e cultuada no cenário do rock alternativo. Ao que parece, a banda acabou, mas para a nossa felicidade ficou registrada aqui neste cd. Confiram…
 
salamangaia
analog soul
oterlan
hal
coton
a insustentável leveza do som
new orleans/brasil
diaz
a voz de muhamed
prisma (revisitada)
 
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Angu Stereo Club (2014)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Nosso encontro hoje é com a banda de Belo Horizonte Angu Stereo Club e seu disco de estreia, lançado em 2014. O grupo adotou este nome por conta de um bar na cidade, onde eles tocavam a noite, o qual se chamava Pastel de Angú. Misturando jazz, groove, ritmos latinos e a própria mpb, Angu Stereo Club faz um som que agrada diferentes públicos. Seu repertório é cheio de versões inspiradas, vão de Ataulfo Alves, passando por Sérgio Sampaio, Nelson Cavaquinho, Arnaldo Batista, Itamar Assunção e Kraftwerk. No disco também vamos encontrar composições próprias do ‘band leader’ Deco Lima. Disquinho bem agradável que vale a pena conhecer. Confira no GTM…
 
laranja madura
sangue
que loucura
essa garota
the model
juízo final
bela princesa
fico louco
balada para tom waits
 
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O Grande Barco (2013)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Gente, hoje nosso encontro é com O Grande Barco, um coletivo que funde diferentes ritmos e sons e poesia. Fundem reggae, xote, baião, rap com música eletrônica e acústica, buscando assim uma sonoridade própria. Segue aqui um release que define bem este disco: “Com foco na articulação da palavra, em seu campo polissêmico e sensorial, O Grande Barco funde rap, reggae, xote e outros ritmos à influência da música eletroacústica, criando assim uma sonoridade própria onde voz, elementos eletrônicos, flauta e guitarra dão os tons das composições. Com dois álbuns, Um Dedo de Prosa, Uma Mão de Poesia (2005), produzido por Alfredo Bello, que acompanha o livro homônimo, de Sids Oliveira, e O Grande Barco (2013), este produzido por Luiz Oliviéri, que conta com as participações especiais de Alfredo Bello aka Dj Tudo, Marta Carvalho e do próprio Oliviéri. Neste álbum o grupo traz consigo, também, citações de Walt Whitman, João Guimarães Rosa, Chico Science e João Cabral de Melo Neto; soltam um viva a Maroca, Poroca e Indaiá (ceguinhas de Campina Grande-PB), em Elas na Feira, e pedem o tom, em memória, a Chico Science, em Ciranda de Ciranda, emitindo, assim, dicas de suas leituras e trajetórias no seu fazer artístico. Formação: Davi Abreu (flauta e programações), Leandro Morais (guitarra) e Sids Oliveira (voz e programações).” Confiram a pegada no GTM…
 
toque
eu rio
descalco
tantinho do mundo
fenix
célula
elas na feira
o capoeira
ciranda de ciranda
 
 
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Paula Faour – Cool Bossa Struttin’ (2002)

Boa noite, queridos amigos cultos e ocultos! Em meio a tantos cds, as vezes fica difícil saber o que postar. Desta vez temos “Cool Bossa Struttin’, o aclamado cd de estreia da pianista, compositora e arranjadora Paula Faour. Disco produzido por Arnaldo DeSouteiro para ao selo JSR. Este trabalho foi gravado ao vivo, em estúdio e lançado em 2002 no Japão. Por aqui saiu dois anos depois. Um excelente disco de bossa/jazz e conta ainda com as participações especiais de baterista Dom Um Romão e da cantora Ithamara Koorax. Confiram no GTM…
 
cool struttin’
o grande amor
tristeza
well you needn’t
fool on the hill
tereza my love
recado bossa nova
here’s that rainy day
blue in green
mr. tom – sos fire in the sky
 
 
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