Manezinho Araujo – Cuma É O Nome Dele? (1974)

Digam lá, amigos cultos e ocultos! Em meio a pandemia e dentro de casa, porque nós temos juízo, vamos aproveitar o tempo desfrutando das raridades deste nosso Toque Musical. Hoje e mais uma vez temos aqui a felicidade de trazer o Manezinho Araújo, o Rei da Embolada. Um artista em duplo sentido, tanto na música quanto nas artes plásticas, mais exatamente na pintura. Manuel Pereira de Araújo, o Manezinho Araújo foi um cantor, compositor, jornalista e pintor. Dedicou-se a música até os anos 50. Gravou entre os anos 30 e 50 dezenas de discos e suas composições foram também gravadas por diversos artistas. Na década seguinte começou uma nova carreira, se entregando de corpo e alma a pintura. Nessa área também se destacou, sendo considerado um artista/pintor no estilo Arte Naïf, um termo francês cujo significado é ingênuo, ou seja, artistas geralmente auto-didatas, sem formação acadêmica, cujo os trabalhos são chamados de ‘Primitivo’. Manezinho Araújo se tornou um mestre, consagrado internacionalmente como pintor brasileiro, assim como Heitor dos Prazes e Sidney da Conceição.
O álbum que trazemos de Manezinho, creio eu, foi seu último registro musical. Lançado pela RCA/Camden em 1974, foi um retorno em disco, onde ele regravou alguns de seus maiores sucessos. Disco bacana e realmente imperdível. Vale conferir no GTM…

não sei o que é faca
nana roxa
saudade de pernambuco
cuma é o nome dele
dor de cotovelo
o carrité do coroné
seu dureza da rocha pedreira
novo amanhecer
pra onde vai valente
como tem zé na paraíba
vatapá
olha o buraco no barreiro, cavalheiro
sulandá

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José Roberto – E Seus Sucessos Vol. 2 (1969)

Bom dia, companheiros, amigos cultos e ocultos! Muita gente as vezes comenta ou pergunta sobre o meu gosto musical, tendo em vista a pluralidade e diversidade de títulos, artistas e gêneros. Eu, como sempre respondo, gosto de tudo que publico no Toque Musical, seja pela qualidade, empatia ou simplesmente pela curiosidade. Aliás, boa parte do que é postado no TM é feito visando despertar a curiosidade, o interesse em descobrir, conhecer e ouvir coisas que passaram e hoje já não estão mais em evidência. Aquilo que não se encontra fácil por aí. Torna-se fácil depois que chega até aqui. Daí, logo vai estar no Youtube e em outras praças… 🙂
Hoje, nosso toque musical relembra a Jovem Guarda. Estou trazendo aqui um disco do cantor José Roberto, baiano, que estreou na segunda metade dos anos 60. De estilo romântico, seguiu na onda da Jovem Guarda, quase um carbono de cantores como Roberto Carlos e Jerry Adriani, Conquistou muitos fãs e fez muito sucesso, inclusive em Portugal e em países da America Latina. Gravou, segundo consta, 27 discos, além de muitos shows pelo Brasil. Ainda hoje tem uma legião de fãs e seus discos são hoje difíceis de achar. Aqui temos o seu segundo lp, lançado em 1968, uma coletânea do supra-sumo romântico da Jovem Guarda. Confiram no GTM…

preciso esquecer que te amo
não chore assim
vende-se
voltarei, voltarás
o último trem
eu juro que vou te esquecer
não fique assim
fiz até esta canção
só me interessa você
faço tudo pra você gostar de mim
eu tinha tudo
a dúvida

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Quem Samba Fica? – Fica. (1974)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Olha só o que temos para hoje… Um autêntico disco de samba e da melhor qualidade. Reunindo cinco grandes nomes do samba carioca: Dona Ivone Lara, Sidney da Conceição, Flávio Moreira, Wilson Moreira e Casquinha. Um arranjo idealizado pelo produtor Adelzon Alves, que escalou os cinco sambistas e também João Donato, que havia recentemente voltado dos Estados Unidos, para cuidar da orquestração e regência ao lado do maestro Gaya. Em 1971 Adelozon produziu o que foi o primeiro volume, disco com o mesmo título e também lançado pela Odeon. Como podemos ver, trata-se de um disco trabalhado, pensado, onde seus produtores procuram captar a verdadeira essência do samba carioca através de seus verdadeiros representantes. A ilustração da capa é uma pintura de Sidney da Conceição, um sambista assim como Heitor dos Prazeres que se dedicava a pintura.  Está aí um disco bem a cima da média e hoje uma raridade, que não pode passar batido. Confira no GTM…

tyê – dona ivone lara
o sonho do escurinho – casquinha
construção de barracão – sidney da conceição
o cansaço da cabrocha – flávio moreira
meu apelo – wilson moreira
mel e mamão com açucar – wilson moreira
outro recado – casquinha
nanaê, nanã, naiana – sidney da conceição
samba e madrugada – flávio moreira
agradeço a deus – dona ivone lara



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Madrugada E Seu Conjunto – Só Sucessos Vol. 2 (1964)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Vamos lá, disquinho de gaveta pra não dizer que não falei de flores… Hoje temos Madrugada e Seu Conjunto. Já postamos aqui outros discos desse pseudônimo que nada mais foi além de uma criação do pessoal da CBS, um artista fictício, que lançou ao longo dos anos  60 e 70 dezenove discos. Aqui temos o segundo volume, de 1964 trazendo um repertório ao ritmo do bolero, com músicas nacionais e internacionais. Confiram no GTM…
 
nunca mais brigarei contigo
fallaste corazon
sabor a mi
oferenda
não me esquecerás
foi tudo loucura
otra carta
juro
sombras
sentimental demais
separados
sigamos pecando
 
 
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Melodias de Terreiro – Pontos e Rituais (1955)

Olá, meus amigos cultos e ocultos, boa noite! Estou trazendo hoje um disco que eu acho muito bacana e também por ser uma edição importantíssima da fonografia nacional. “Melodias de Terreiro – Pontos Rituais” foi o primeiro disco do gênero lançado no Brasil. E para tanto, seus produtores decidiram convidar cinco grandes nomes da música popular, segundo o texto de contracapa, profundos conhecedores, para interpretar as melodias de Terreiro e os Pontos Rituais: Lenita Bruno, Ataúlfo Alves, Jorge Fernandes, Leo Peracchi e Heitor dos Prazeres. Pelas imagens podemos de imediato ter todas as devidas informações. Taí, um disco que merece a nossa atenção. Não é atoa que tem maluco pedido até 900 pilas, no Mercado Livre. Mas aqui vocês conferem no GTM…

aruanda – jorge fernandes e leo peracchi
agô-iê – ataulfo alves
oxum-maré – lenita bruno, jorge fernando e leo peracchi
nêgo véio – heitor dos prazeres
congo – lenita bruno, jorge fernandes e leo peracchi
pai joaquim d’angola – ataulfo alves
ogum-yara – jorge fernandes e leo peracchi
vamos brincar no terreiro – heitor dos prazeres

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Teca Calazans e Ricardo Vilas – Eu Não Sou Dois (1981)

E aqui mais um dia, mais um momento de toque musical aos amigos cultos e ocultos. Hoje o nosso ouvido está ligado numa dupla muito legal, Teca Calazans e Ricardo Vilas. Os dois atuaram juntos por mais de uma década, quando então moravam na França e por lá gravaram seus primeiros discos. Com a Anistia, eles acabaram retornando ao Brasil onde juntos gravaram outros quatro discos. Teca Calazans é uma artista capixaba, criada no Recife e podemos até dizer afrancesada, pois me parece que acabou voltando a morar na Europa. Ela iniciou carreira nos anos 60, cantora, compositora e também atriz. Gravou seu primeiro disco, um compacto, em 67 e até o início dos anos 70 trabalho como atriz no teatro e televisão, seguindo depois para a França onde começou o trabalho com Ricardo Vilas. Este, é outro artista que também iniciou carreira nos anos 60, sendo um dos integrantes do grupo Momento 4, ao lado de Zé Rodrix, Maurício Maestro e David Tygel. Ricardo Vilas era também militante político e talvez seja mais conhecido como um dos presos políticos da ditadura militar que foi trocado pelo embaixador americano Charles Burke, sequestrado pelo pessoal da Dissidência Comunista da Guanabara e Aliança Libertadora Nacional, em 1969. Ricardo seguiu então para a França e junto com Teca construíram uma carreira de sucesso, gravando uns quatro ou cinco discos por lá. Voltaram ao Brasil no início dos anos 80 e gravaram mais dois discos, sendo este “Eu não sou dois” o primeiro. Um trabalho bem bacana, praticamente quase todo autoral e com participações de uma dezena de músicos/artistas de primeira linha (nem vou listar). É um álbum já bem rodado em tantos outros tempos e em tantos outros blogs, mas é aqui que ele se eterniza, hehehe… Confiram no GTM.

gabriel
doce planeta
a cidade de jota e gê
desencontro
na mata
o errado somos eu
limoeiro
raiz
pássaro sem asa
eu não sou dois
tempo instável
a última vez
 
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Clarisse Grova – Clarisse (1985)

Saudações, amigos cultos e ocultos! Vou aqui fechando a nossa mostra de cantoras, o que não quer dizer que não teremos outras tantas por aqui. Aliás, o que não nos falta são as cantoras, inclusive, na semana passada recebemos uma colaboração (e eu novamente agradeço), mas deixaremos essa para um dos nossos próximos encontros, ok?
Segue aqui então este disco, com uma capa meio conceitual, sei lá…, o primeiro lp da cantora Clarisse Grova, lançado pela EMI em 1985. Este lp que eu consegui, infelizmente não traz o encarte, com informações e letras que sempre nos são muito importantes. Para os que não conhecem, Clarisse é uma cantora e compositora carioca que se iniciou na vida artística nos anos 70. Participou de diversos festivais ao longo dessa década. Fez parte do grupo vocal Arco-Iris. Lançou seu primeiro disco, um compacto, pela Copacabana em 81. A partir dessa década passou a se dedicar totalmente a carreira artística. Tocou em casas noturnas ao lado de grandes nomes como Aécio Flávio, Osmar Milito, Edson Frederico, Luiz Eça e muitos outros. Em 85 ela finalmente lançou este lp, super bem produzido por Renato Corrêa e nele podemos encontrar composições Sueli Costa e Abel Silva, Lô e Márcio Borges, Flávio Venturini, Aécio Flávio e Paulinho Tapajós e outros do mesmo ‘calibre’. Taí uma prova de que se trata de uma cantora de alto nível. De lá pra cá, Clarisse continua na batalha gravando, participando de shows e projetos, inclusive campanhas publicitárias. Passou a integrar o grupo Nós Quatro, ao lado de Márcio Lott, Fabyola e Célia Vaz. Confiram no GTM…

o ano do rato
canção de acordar
viver viver
última noite
capricho
americano
doce doce
mil corações
filhos de verão
terra do fogo (possível canção de amor)



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Carmem Miranda – South American Way (1979)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Seguindo nossas postagens, hoje vamos de Carmem Miranda em um disco internacional, uma coletânea lançada lá fora em 1975. Em 79 o disco foi editado também por aqui e saiu através da Polygram. Este disco reúne gravações da ‘pequena notável’ feitas nos Estados Unidos durante o período em que esteve por lá. Nada de novidades, mas sempre Carmem Miranda e isso já nos basta. Confiram no GTM…
 
south american way
mamãe eu quero (i want my mama)
i yi, yi, yi, yi (i like very much)
chica chica boom chic
a weekend in havana
when i love, i love
chattanooga choo choo
manuelo
o passo do kanguru
bambu bambu
cae cae
touradas de madrid
tic tac do meu coração
co co co co co co
cuanto le gusta
the wedding samba
 
 
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Waleska – Êta Dor De Cotovelo (1981)

Olá amiguinhos cultos e ocultos. Aqui vamos nós ainda ao sabor das vozes femininas. E para hoje temos a cantora Waleska, a ‘rainha da fossa’, artista a qual já apresentamos aqui por outras vezes. Nesta oportunidade trazemos dela o lp “Êta dor de cotovelo”, seu nono lp, lançado em 1981. Não diferente de outros discos, aqui ela interpreta uma série de verdadeiros clássicos da nossa música popular romântica, músicas essas que expressam a dor do amor, a dor de cotovelo, encontros e desencontros. Quase todas já bem conhecidas do grande público. Os arranjos são do guitarrista e compositor Celso Mendes. Confiram no GTM…

ave maria no morro
serenata do adeus
chão de estrelas
canção de amor
balada triste
ciclone
alguém me disse
êta dor de cotovelo
matriz ou filial
os amantes
pra você não ir embora
meus tempos de criança
a volta do boêmio
pensando em ti
eu sou a outra
folha morta
duas mulheres e um homem
madame fulano de tal
barracão
sistema nervoso
 
 
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Sueli Costa (1977)

Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Na mostra feminina temos hoje e mais uma vez em nosso Toque Musical a cantora e compositora Sueli Costa. Mesmo com quase 50 anos de carreira, Sueli é mais conhecida por suas composições, interpretadas por outros artistas, do que como cantora. São muitas as suas músicas que hoje fazem parte do nosso cancioneiro, verdadeiros clássicos e que eu nem preciso listar nesta postagem. Neste álbum de 77 ela também nos brinda com algumas de suas belas composições, boa parte delas em parcerias com outros grandes da MPB e ainda conta com um timão de músicos que garantem a certeza de um trabalho da melhor qualidade. Aqui temos, por exemplo a belíssima “Amor, amor”, música que acabou sendo imortalizada na voz de Maria Bethânia. Há também outros sucessos como “As labaredas”, “Doce mentira” e “Cão sem dono”. Disco muito bacana que vale uma conferida. Se liguem no GTM…

amor amor
poeira e maresia
cão sem dono
doce mentira
outra canção de amor
guadalupe
as labaredas
pedra da lua
falando sério
acorrentado
sombra amiga

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Tetê Espíndola – Piraretã (1980)

Olá, amigos cultos e ocultos, boa tarde! Nosso encontro de hoje é com a Tetê Espíndola, uma das cantoras da minha geração que eu mais gosto. Aliás, cantora é pouco, ela é uma tremenda artista, compositora e multi-instrumentista, dona de uma voz única, uma verdadeira ‘mulher-pássaro’ que faz qualquer outro se calar para ouvi-la. Aqui temos dela o que podemos considerar como sendo o seu primeiro álbum solo. Ela já havia gravado anteriormente um disco com o grupo Lírio Selvagem, que eram antes membros do grupo Lua Azul, no qual Tetê também fazia parte. Mas foi em 80 que ela grava pela Philips este seu maravilhoso “Piraretã”. Um trabalho realmente muito lindo, quase todo acústico e cheio de um regionalismo que vai além do seu pantanal. Além de músicas próprias, em parcerias como os irmãos, ela também interpreta músicas de Arrigo e Paulo Barnabé (Tamarana); Gilberto Gil (Refazenda); Chico e Milton Nascimento (O Cio da Terra); Tião Carreiro (Matogrossense) e cabe até uma versão de Carlos Rennó (Melro) para o “Black Bird”, de Lennon e McCartney. Sem dúvida, um disco especial que anunciava o surgimento de uma grande cantora. “Piraretã” é lindo e mais que nunca merece o nosso toque musical. Confiram no GTM…

piraretã
cunhataiporã
refazenda
rosa em pedra dura
melro
tamarana
o cio da terra
vida cigana
beija-flor
viver junto
matogrossense
aratarda

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Claudette Soares – Feitinha Pro Sucesso Ou Quem Não É A Maior Tem Que Ser A Melhor (1969)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Para não deixar a peteca cair, aqui vai um discão da Claudette Soares. Mais uma cantora que dispensa maiores apresentações e por aqui já diversas vezes apresentadas. Trazemos dela, desta vez, “Claudette…Fetinha pro sucesso ou Quem não é a maior tem que ser a melhor”. Vixiii.. que título grande, heim? Mas justifica, pode ter certeza. O título veio por conta de uma expressão da cantora, quando num programa, onde ela e Clara Nunes se apresentavam, o microfone estava um pouco alto e daí, brincando ela disse: “quem não é a maior tem que ser a melhor’. Neste lp Claudette arrasa diante de um repertório feitinho pro sucesso. Uma dúzia de boa música, em seu quinto lp de carreira. Confiram no GTM…

evocação
como é grande o meu amor por você
só faltava você
que nem giló
sinhazinha
feitinha pro poeta
juliana
carolina carol bela
psiu
dentes brancos do mundo
que maravilha
 


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Wilma Bentivegna – Preciso Aprender A Ser Só (1966)

E então, amiguinhos cultos e ocultos, temos aqui mais uma cantora, mais uma voz feminina para acalentar esses momentos tão medonhos. O bicho está lá fora e o melhor mesmo é ficar em casa curtindo as publicações aqui do Toque Musical.
Hoje temos Wilma Bentivegna, cantora paulista cujo período de maior atuação se deu nos anos 60. Já apresentamos dela, aqui, o primeiro lp lançado em 1961, “Canção do amor que lhe dou”. Agora temos “Preciso aprender a ser só”, disco de 66, onde ela nos apresenta um repertório não apenas de versões de sucessos internacionais, como era o seu habitual, mas também a música brasileira, entre essas, inclusive a que dá nome ao disco. Wilma gravou até os anos 70 e em sua maioria, compactos. Neste disco ela conta com os arranjos e regências do maestro Waldemiro Lemke. Confiram, no GTM…

oferenda
tudo de mim
o bilhete
ninguém chora por mim
e a vida continua
serenata da chuva
somos iguais
sentimental demais
eu que não vivo sem te ver
xangrilá
prelúdio da tua ausência
e eu te perdi
tristeza de voltar
o princípio e o fim
amor perdoa-me
o mundo
renúncia
preciso aprender a ser só
sim creio



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Alaide Costa – Afinal… (1963)

Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Devido ao ‘ibope’ estou ainda mantendo as postagens com cantoras. Além do mais, o canto feminino é sempre uma boa pedida. E então, aqui vamos em mais uma semana com elas.
Aqui temos, uma das minhas cantoras favoritas, a grande Alaíde Costa num disco que há muito eu já devia ter postado, mas como em outros tempos, este era um álbum que podia ser encontrado fácil, replicado em diversos blogs, assim não fazia sentido eu também publicar. Mas agora o tempo é outro e por certo o nosso público também. Vamos ouvir a Alaíde num álbum clássico da nossa MPB, ou mais especificamente, de Bossa Nova. “Afinal…” foi um disco lançado pela Audio Fidelity, um selo internacional que primava pela qualidade. E qualidade aqui é o que não falta, tanto técnica quanto artisticamente. Alaíde interpreta um repertório essencialmente de bossa nova, com músicas inéditas e também conhecidas, tudo do mais alto nível. Conta com um time de músicos geniais como, por exemplo, Paulinho Nogueira, Theo de Barros, Cesar Mariano e Sabá. A regência é do maestro Lindolfo Gaya. Sem dúvida, um belíssimo disco que, contudo, não poderia faltar em nosso cardápio. Confira no GTM…

afinal…
e agora
natureza
cadê o amor
ouvi tua voz
igrejinha
insensatez
estorinha
tristeza de amar
manhã chegou
rimas de ninguém
como eu gosto de você

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Sandra Rozados (1989)

Olá, amigos cultos e ocultos! Nesta semana que passou eu me deparei com este disco. Me chamou a atenção pela capa, a frente é em alto relevo, coisa que nunca tinha visto num lp. Diferente, quis ouvir. Infelizmente o exemplar que eu tinha não trazia encarte, o que limitou as informações sobre a cantora. Sandra Rozados é o nome dela, mas difícil foi achar algo sobre ela. Ao que parece, gravou apenas este disco. Projetos independentes tem disso. Descobri apenas que ela é uma cantora baiana e que fez parte de grupos de artistas como Geronimo, Luiz Caldas e Carlinhos Brown. Se tivesse essa informação antes de ouvir o disco pensaria que se trata de mais uma cantora de Axé ou coisa baiana parecida, mas Sandra Rozados passa longe, ou talvez não lembre em nada essas coisas. Com um tom de voz que lembra muito outra cantora dessa mesma época, a Marina, traz um repertório bacana, arranjos e instrumental também de surpreender. Vale a pena conhecer…

navio e navegante
chave
quero porque quero
trem doido
vai a luta
mais amor
asa delta
régia vitória
tipo navalha
sangue e som

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Carmelia Alves – Ritmos Do Brasil (1974)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez marcando presença em nosso Toque Musical, temos a “Rainha do Baião”, Carmelia Alves. Por aqui já postamos algumas de suas muitas gravações e desta vez estamos trazendo um disco já dos anos 70, o álbum “Ritmos do Brasil”. Aqui ela nos mostra que não é apenas boa no baião, mas também no carimbó, no frevo, maxixe e samba-canção.
Não deixem de conferir no GTM. Agora no Depositfiles e Mediafire. 😉

eu vou girar
paraiba feminina
frevorosamente
peguei um ita no norte
chora viola chora
oração de são francisco
feitiço de bamba
ao som do carimbó
sem grilos
a saudade vai chegar
sem amor não sei sambar
seleção de sucessos:
asa branca
sabiá lá na gaiola
esta noite serenou
cabeça inchada
juazeiro
adeus adeus morena
saia de bico
trepa no coqueiro
qui nem jiló 

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Eliana Pittman – Positivamente (1968)

Aqui estamos novamente, amigos cultos e ocultos. E como ninguém reclamou, vamos dando sequencia a mostra dedicada as vozes femininas, pois o que não falta é cantora nesse nosso Brasil. Para tanto, temos aqui e mais uma vez no nosso Toque Musical a inesquecível Eliana Pittman em um disco que reúne alguns de seus melhores momentos em shows no Teatro de Copacabana e no Teatro do Bolão, em 1968, acompanhada pelo Trio 3 D e SB-3 Trio. Quem também participa, dando apoio no violão é Geraldo Azevedo. Já deu para perceber que a coisa aqui é boa né, minha filha? Hehehe…
Não deixem de conferir no GTM…

bom tempo
jerushsalain shel zahav
chô
viola enluarada
world goes on
voltei
prece a um anjo de cor
chega de tanta mentira
can’t take my eyes off you
a dor que o vento traz
i’ve got plenty of nothing
cantiga de ninar amor


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Solange Kafuri – O Canto Que Trago (1983)

E aí, amigos cultos e ocultos, como vamos? Nossa mostra musical feminina está rendendo e ainda temos muito a apresentar. Basta para tanto que vocês fiquem ligados, pois nossos links tem um prazo curto e não temos reposição dos mesmos no Grupo Toque Musical.
Continuando com as cantoras, desta vez temos Solange Kafuri em seu único disco, “O canto que trago”, produção independente , de 1983. E como se pode ver logo na contracapa, temos neste disco um repertório curto, mas da melhor qualidade, com músicas de grandes compositores. Não bastasse, ela vem apoiada por uma dezena de músicos instrumentistas de primeiríssima linha, o que garante de vez alto nível deste trabalho. Embora tendo uma formação musical e durante os anos 80 tenha sem apresentado em shows, Solange Kafuri preferiu atuar na área de produção artística, se tornando uma das mais importantes produtoras, tendo em sua trajetória profissional uma lista enorme dos melhores espetáculos de música popular brasileira.

capataz
doce ilusão
o canto que trago
fotos e risos
resgate
luanda
trilha sonora
mariana
homenagem ao mestre cartola

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Carmem Costa Com Orquestra (1955)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez, a força feminina na música popular brasileira vai mandando ver… Hoje temos novamente por aqui a inesquecível Carmen Costa, uma cantora que dispensa maiores apresentações. Aqui temos dela o primeiro lp de 10 polegadas, lançado em 1955 pelo selo Copacabana. Neste disco estão reunidos alguns sambas que ela gravou anteriormente em discos de 78 rpm.

quase
não pode mexer
sei de tudo
não é só vestir saia
defesa
busto calado
côco duro
eu sou a outra
 

Leila Pinheiro (1983)

Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! Hoje e pela primeira vez temos um disco da Leila Pinheiro. E não por acaso apresentamos o seu primeiro trabalho, gravado logo no início dos anos 80. O lp é uma produção independente, dirigida por Raymundo Bittencourt. Traz um repertório com doze canções de diversos grandes compositores. Para melhorar ainda mais e mostrar o nível da moça, seu disco conta com a participação de uma dezena de músicos de primeiríssima linha, gente como Tom Jobim, Toninho Horta, Joel Nascimento, Gilson Peranzzetta, Alberto Arantes, Francis Hime, João Donato e muitos outros… Não bastasse, a contracapa vem com um texto de apresentação da cantora feito por Billy Blanco.
Leila Pinheiro é do Pará. Cantora, compositora e pianista. Uma artista de muito talento, com mais de 20 discos gravados. Respeitada mundialmente como um dos grandes nomes da nossa música popular brasileira. Este seu álbum de estréia é ímpar e hoje em dia pouco conhecido. Belíssimo trabalho que vale conferir…

tudo em cima
bons amigos
vai ficar no ar
coração vagabundo
falando de amor
a porta
lua de cetim
espelho das águas
mãos de afeto
passarinha
cão sem dono
nossa rua
 

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Fátima Regina – Ventos A Favor (1990)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Dando sequência em nossa mostra vocal feminino, temos para hoje a cantora e compositora Fátima Regina. Ela nasceu em Niterói, mas iniciou sua carreira musical nos anos 70, quando então residia no sul do país. Seu primeiro trabalho fonográfico surgiu num compacto gravado em 1974 e trazendo composições sua e em parceria com Kedir Ramil. Mas foi só em 1978 que ela resolve assumir profissionalmente a carreira artística, participando de diversos espetáculos e também gravando em estúdio. Foi ‘backing vocal’ na banda que acompanhava Roberto Carlos, trabalhou na área de publicidade e também apresentou programa musical na TV Educativa. Seu primeiro lp veio em 1988, o “Velas ao vento”, com músicas do compositor Marco Aurélio. Acompanhou o cantor americano, Billy Paul quando este esteve se apresentando no Brasil e teve sua composição, em parceria com Aécio Flávio, “My great emotion”, gravada por ele. Essa música, inclusive, está presente neste disco, “Ventos a favor”, lançado por ela em 1990. Este álbum foi produzido por Roberto Menescal e traz também composições próprias e parcerias, além de canções de Tom Jobim, Ivan Lins, Cláudio Cartier e outros. De lá pra cá tem feito muitos outros trabalhos e também continua gravando. Uma bela voz que vale a pena o nosso toque musical. Não deixem de conferir no GTM…

fim de festa
lembrança
suave feitiço
my great emotion
dindi
ventos a favor
zigzagueou
nova viagem
sete chaves
mel poejo

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Joyce – Saudade Do Futuro (1985)

Olá amiguinhos cultos e ocultos, boa tarde! Eis que mais uma vez trazemos aqui um disco da cantora e compositora Joyce. Trazemos hoje um álbum que ela gravou em 1985, pelo selo Pointer. “Saudade do Futuro” foi seu décimo lp solo, mas em sua discografia existem outros discos e compactos em que ela participou. Nessa época, anos 80, ela já era uma artista consagrada, inclusive internacionalmente.
Neste lp quase todas as faixas são de sua autoria. Neste disco temos, por exemplo, “Velhos no Ano 2000”, uma bela versão para “When I’m 64”, de Lennon e McCartney; “Tema para Jobim”, uma composição dela com o lendário saxofonista americano Gerry Mulligan. Participam do disco um time de grandes artistas e em especial, Milton Nascimento, em “Tema para Jobim”. Os arranjos e regências são de Gilson Peranzzetta. Um bom trabalho que vale a pena conhecer. Confiram no GTM…

velhos nos ano 2000
cortina de bambú
sonora garoa
três apitos
tema para jobim
stone washed
povo das estrelas
peixe estrela
fã da bahia
minha gata rita lee
quadrantes
ziriguidum 2001
 

Dona Ivone Lara – Sorriso Negro (1981)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Como já deve ter dado para perceber temos agora mais uma opção/alternativa de link no GTM para nossas postagens. Ativei a conta do Mediafire, ainda em fase de teste. Vamos ver como ele se comporta.
E aqui temos hoje Dona Ivone Lara, uma das importantes figuras femininas do samba carioca. Cantora, compositora e instrumentista. Foi a primeira mulher a integrar a ala de compositores de uma escola de samba. Iniciou na música e mais exatamente no samba ainda mocinha, lá pela década de 40, mas seu nome começou mesmo a se destacar a partir dos anos 60 quando passa a integrar a Escola de Samba Império Serrano. Compôs muitos sambas, sempre ligada ao espírito carnavalesco, participou de inúmeras rodas de samba e passou a ser mais conhecida quando fez parte das rodas de samba no Teatro Opinião. Porém, foi na década de 70 que ela adota o nome artístico de Dona Ivone Lara e passa a atuar profissionalmente, fazendo show e participando de diversas gravações. “Sorriso Negro” foi seu terceiro álbum solo. Um disco produzido pelo Sérgio Cabral (o pai!) e arranjos e regências de Rosinha de Valença e também de Hélvius Vilela. Conta com as participações especial de Jorge Benjor e Maria Bethânia, além de outros músicos e sambistas de renome. O repertório é praticamente todo autoral, lembrando que muitas dessas músicas são em parceria com outros compositores. Ela geralmente era a compositora das músicas enquanto os parceiros, de letras. Neste disco temos, inclusive, a regravação de seu primeiro samba enredo, “Os cinco bailes da história do Rio”, uma parceria dela com Silas de Oliveira e Bacalhau. Penso ser este um dos seus melhores discos e convido os amigos para o ouvirem também. Confira o link no GTM.
 
a sereia guiomar
de braços com a felicidade
alguém em avisou
unhas
me deixa ficar
nunca mais
sorriso negro
adeus de um poeta
os cinco bailes da história do rio
meu fim de carnaval não foi tão ruim
tendência
axé de ianga (pai maior)
 

 

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Elizeth Cardoso – Ary Amoroso (1989)

Muito boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje estou trazendo para vocês um disco bem bacana no qual temos em destaque duas grandes figuras: a cantora Elizeth Cardoso e o compositor Ary Barroso. Trata-se de um álbum não comercial, de tiragem limitada, feito de encomenda para uma fábrica de móveis presentear os seus clientes.(época das vacas gordas, lembram?). A produção deste lp ficou a cargo de Hermínio Bello de Carvalho, o que faz este trabalho ser ainda mais especial. Elizeth mais uma vez brilha como nunca. Discão imperdível. Confiram no GTM..

inquietação
faixa de cetim
na batucada da vida
camisa amarela
folhas mortas
trapo de gente
ocutei
tu
pra machucar meu coração
por causa desta cabôca
no rancho fundo
caco velho
as três lágrimas
inquietação
 

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Dalva De Oliveira – Tangos Vol. 2 (1963)

Fala, meus amigos cultos e ocultos! Diante a mais de uma dezena de pedidos para que postássemos aqui outros disco de tango, eis que temos um que atende e não foge a regra. Quer dizer, como estamos numa fase de cantoras, foi sorte ter encontrado para postagem este lp com a Dalva de Oliveira cantando tangos. Aqui temos um lp lançado pela Odeon, o volume 2, em 1963. Uma seleção de tangos clássicos, em versões em português na voz inesquecível de Dalva. Espero que esteja no agrado e logo que possível postaremos também o volume 1.

sem palavras
história de um amor
sonho azul
deixe-me em paz
nostalgias
verde mar
estou enamorada
uma lágrima tua
minha vida
se tu me esperasses
quartinho azul
canção desesperada



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Celeste (1983)

Boa noite prezados amigos cultos e ocultos! Cá estamos novamente com toque musical do dia. Hoje trazendo a cantora Celeste. Eis aqui uma artista que teve o seu destaque nos anos 70 e 80. Segundo as informações que colhi, ela veio da Bahia, onde se apresentava em casas noturnas, de Salvador. Gravou seus dois primeiros disco ainda nos anos 70. Em 83 ela foi convidada pelo compositor Roberto Mário a gravar este disco com suas composições. Um trabalho no qual ela contou com o apoio de um time de músicos de primeiríssima, entre esses Célia Vaz, responsável em boa parte também pelos arranjos e regências. As músicas de Roberto Mário e parceiros são muito bem interpretadas por Celeste. Sem dúvidas, um disco bacana e que vale conferir.
Uma curiosidade a parte… Procurando mais informações sobre Celeste, me deparei com uma triste realidade. Algo realmente lamentável. Espero até estar enganado, mas em minhas buscas sobre ela acabei chegando numa mulher que supostamente trocou a música pela ioga e em contraponto, pasmem, se tornou uma defensora de intervenção militar e outras loucuras do universo bolsominion. Quem te viu e quem te vê, já dizia Regina Duarte, kkkk…

no azul da manhã
um pouquinho de compreensão
sou tão feliz
até que enfim
vontade de viver
é gamação
quanto sofre quem padece
anjo lindo
desencanto a mais
gloria de amar
deixa eu te amar
sonho de amor



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Ester Mazzi – Explicação (1989)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Fazendo jus às nossas tradições de ter sempre aqui o que não se vê muito por aí, temos para hoje a cantora e compositora Ester Mazzi, artista de que teve sua formação e base no Espírito Santo, ou mais exatamente Vitória, onde vivia e era reconhecida como a ‘musa do jazz capixaba’. Ela nasceu em Nova Friburgo, RJ, mas ainda na infância mudou-se para o Espírito Santo, o que a faz ser uma autêntica artista capixaba. Ao longo de sua carreira gravou uns cinco discos. “Explicação”, lp gravado de forma independente, foi seu primeiro trabalho lançado em 1989. É um disco muito intimista com músicas curtas, onde ela canta e toca acompanhada de apenas outro artista, Chrysio Rocha. Ester era dona de uma voz singular. Segundo contam, o João Gilberto dizia que ela era ‘a voz mais caliente do Brasil’. Infelizmente faleceu, aos 71 anos, em 2016.
Não percam a chance de conhecer o trabalho desta artista, pois vale a pena. Confira no GTM…

body & soul
i’ll remember april
caso banal
recifes harmoniais
etc.
ilhas do sul
laura
lover
amar você
explicação

Marilia Baptista – Samba E Outras Coisas (1956)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Não sei se vocês perceberam, mas estamos agora com duas opções para download, pelo Depositfiles e pelo Mediafire. Isso, por certo, irá facilitar a vida de muitos por aqui que as vezes encontram dificuldades em baixar pelo Depositfiles.

Temos hoje a presença de Marília Baptista, um dos grandes nomes da nossa música popular nos anos 30, 40 e 50. Foi uma das melhores amigas de Noel Rosa e também uma das preferidas intérpretes de suas canções. Era chamada de “Princesinha do Samba”. Tinha apenas 13 anos quando se apresentou em público pela primeira vez. Cantora e compositora, violonista de formação clássica, dona de uma voz grossa, o que lhe destacava em relação a tantas outras cantoras de sua época. Entre suas composições fez muitas marchinhas carnavalescas, interpretadas também por outros artistas. Se afastou das rádios e dos palcos por uns 10 anos quando então se casou. Mas voltaria novamente a gravar a partir da segunda metade dos anos 50. Foi quanto lançou este disco “Samba e outras coisas”, com composições suas em parceria com seu irmão, Henrique Baptista. Há, porém, dois sambas nesse disco que são de Noel Rosa, uma prova maior da admiração da cantora pelo poeta da Vila. Um belo disco que vale a pena ouvir. Confiram no GTM…
 
tipo zero
nunca mais
você não é feliz porque não quer
imitação
remorso
vai, eu te dou liberdade
praia da gávea
vila dos meus amores
 
 
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Elza Soares – Sambas E Mais Sambas (1970)

Olha aí, amiguinhos cultos e ocultos, mais um que ficou na gaveta esperando não sei o quê. É que são tantas as emoções…, como já dizia o Roberto Carlos, que as vezes umas passam batidas…
Taí, então a Elza Soares, em “Sambas e mais sambas”, disco lançado pela Odeon em 1970. Repertório, nem precisa dizer, só sambas com muito swing e da melhor qualidade. Discão bacana que não perde o rebolado, sempre fazendo sucesso. Afinal, é Elza Soares! Confiram essa belezura no GTM…

mas que nada
recado
dá-me tuas mãos
vejam só
pressentimento
mascara na face
tributo a martin luther king
comunicação
maior é deus
tributo a dom fuas
seu josé
meu consolo é você



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Dolores Duran – A Noite De Dolores (1960)

Caríssimos amigos cultos e ocultos, aqui vai mais um disco, que eu também achava já ter postado aqui no Toque Musical. Já foram tantos discos que as vezes é difícil lembrar. Mas, enfim, chegou a vez de “A Noite de Dolores”, um disco onde se celebrar a grande intérprete da noite, das boates e bares cariocas daquele tempo, a grande Dolores Duran. Este lp nos apresenta, entre composições próprias e de outros autores, inclusive internacionais, um típico repertório dela como intérprete e cantora da noite. Um belíssimo disco, diga-se de passagem, que merece aqui o nosso toque musical. Não deixem de conferir no GTM…

carioca 1954
ave maria lola
sinceridad
negraj manteloj (coimbra)
ma cabane au canada
canção da volta
outono
la marie vison
no other love
ojos verdes
my funny valentine
nossos destinos