Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Muitas vezes, na música, temos aqueles artistas que nunca aparecem no palco, estão sempre atrás das cortinas. São geralmente os músicos de estúdio e também compositores letristas. No caso do letrista a gente sempre escuta falar deles quando, na rádio, o locutor informa o nome do música e seus autores. O cearense Fausto Nilo é um desses nomes que sempre aparece nas parcerias de grandes sucessos da nossa mpb. Autor de centenas composições, em parceria com outros grandes nomes da música brasileira. Este lp, embora limitado a apenas doze músicas, procura demonstrar aqui o talento poético deste letrista em músicas que se tornaram verdadeiros sucessos. O lp foi uma iniciativa da CBS, através de seu selo Songs para projetos especiais, reunindo fonogramas de diferentes artistas, inclusive de outras gravadoras. Sem dúvida, uma coletânea de respeito e com assinatura. Vale a pena conferir…
Olá, prezados amigos cultos e ocultos! Hoje apresentamos um álbum do cantor e acordeonista Matteo Gaeta, que adotou o pseudônimo de Uccio Gaeta. Italiano de Salerno, nascido em 2 de janeiro de 1932, radicou-se no Brasil em meados da década de 1950, ingressando como cantor na Rádio Gazeta de São Paulo. Em 1966, trabalhou como ator no programa “TV de comédia”, da extinta TV Tupi, tendo sido dirigido por Geraldo Vietri. Logo depois ganhou seu próprio programa na antiga TV Cultura, então coligada da Tupi. Em 1969, ainda na Tupi, trabalha como ator na novela “Nino, o italianinho”, também sob a direção de Geraldo Vietri (também autor da novela, estrelada por Juca de Oliveira e Aracy Balabanian), e ainda teve uma música sua na trilha sonora, “Un baccio”. Em 1976, também na Tupi, atuou na novela “Canção para Isabel”. No início dos anos 1980, atuou como cantor e músico na trilha sonora de outra novela de sucesso, “Os imigrantes”, da Rede Bandeirantes, hoje conhecida por Band. Uccio Gaeta gravou no Brasil oito LPs e onze discos de 78 rpm. Dessa discografia, o TM foi buscar um álbum que a Odeon lançou em 1964. Trata-se de “Músicas italianas em bossa nova”, apresentando doze sucessos da “canzone” italiana no ritmo consagrado por João Gilberto. Entre eles, encontraremos “Anema e cuore”, “Piove” (“Ciao, ciao, bambina”…), “Nel blu dipinto di blu” (“Volare”), “Scapricciatiello” e “Tintarella di luna”, aliás “Banho de lua”, como ficou conhecida no Brasil através da versão de Fred Jorge que Celly Campello consagrou. Disco muito bom, digno merecedor de nosso Toque Musical. É ir ao GTM e conferir.
Boa noite, meus queridos amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós com mais um disco… E para hoje eu lhes apresento, The Buttons, um daqueles grupos de ‘rock’, do início dos anos 70 que cantavam em inglês. Quem não se lembra daquela febre que levou vários artistas nacionais a adotarem nomes estrangeiros e cantar em inglês? Foram muitos os nomes e desses chegamos a postar vários discos por aqui, no Toque Musical. The Buttons, antes de gravarem este disco eram “Os Botões”, um grupo que tocava em bailes e clubes paulistas. Em 1970 eles foram recrutados pela RCA para gravarem este disco, uma proposta diferente da gravadora que como outras estavam lançando seus artistas internacionais ‘Made in Brazil’. A primeira metade dos anos 70 foi assim, cheio de Morris Albert, Pholhas, Light Reflections, Christian, Dave Maclean… Aliás, na sequencia das produções da RCA, a turma do The Buttons acabou virando Dave Maclean, em 73. Dave Maclean aparece inicialmente e aparentemente como uma banda, depois se incorpora como um cantor, seguindo assim como um artista com diversos sucessos. The Buttons é parte desse momento e para muitos, hoje é visto como uma banda de rock, disco raro e bem cotado no Discogs e Mercado Livre. Pessoalmente, acho este disco bem interessante. Convido aqueles que ainda não conhecem para uma audição. No GTM está completo, chega lá…
Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! Nosso 13 de setembro está hoje com cara de rock dos anos 80. Como já manifestei aqui, poucos foram os grupos de pop/rock que me animaram nos anos 80. Embora eu já tenha postado no Toque Musical um dezena, ou mais, do pop nacional dessa década, alguns, para mim, se destacam, seja pela sonoridade, pela qualidade ou pela criatividade. Nem entro no mérito da originalidade, pois nada nos anos 80 foi verdadeiramente original. Enfim, faz parte e dessa parte tenho alguns grupos que respeito. Aqui um bom exemplo, é este disco do grupo paulista Metrô, “A mão de Mao”, lançado em 1987, através da CBS e seu selo Epic. Por certo este foi, comercialmente, o grande fracasso do Metrô, um disco que não vendeu. E isso se deve ao fato de que, naquele momento, a banda já não era a mesma e sua proposta musical passou a ser outra, saíram do ‘pop de rádio’ para um som mais sofisticado, com nuances experimentais e de rock, até progressivo. A vocalista de voz doce, Virginie Boutaud, foi trocada pelo músico português Pedro Parq que chegou incrementando a banda com novos elementos musicais e letras mais elaboradas. O grande erro da banda foi ter aceitado as condições da gravadora, que embora tenha lhes dado uma super produção, com um álbum luxuoso, com encartes coloridos e até um falso Obi (filipeta usada em discos japoneses), não permitiu que a banda mudasse de nome, no caso para “Tristes Tigres”, nomezinho ruim, sem dúvida, mas como Metrô estavam fadados a um estranhamento, principalmente dos fãs. E não deu outra, o disco foi um fracasso de vendas que acabou culminando no encerramento das atividades. Uma pena, pois imagino que se tivessem usado um outro nome, talvez tivessem conquistado um novo público e garantido a permanência. Infelizmente, quando se trabalha com grandes selos/gravadoras estamos sujeitos a imposições comerciais. A arte nessa hora é o que conta menos, afinal a indústria fonográfica estava mais interessada em lucros do que em arte. Normal… Mas nada como o tempo para fazer a gente apurar as coisas devidamente. E no meu entendimento e gosto pessoal, “A mão de Mao” foi o melhor disco da banda. Algo que nos faz lembrar a proposta inicial dessa turma, quando então se chamavam “A Gota Suspensa”, lá pelo final da década de 70. mas isso é uma outra história… Quem não conhece “A mão de Mao”, mas conhece a fama de uma banda ‘new wave’, pode se surpreender. Para mim, este foi um dos melhores discos do rock nacional lançado nos anos 80. E quem duvida, que confira no GTM…
Muito bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Eis aqui um disco que há tempos está na promessa de ser postado aqui no Toque Musical. Enfim, chegou a sua hora, a sua vez… Afinal, é mais um que aqui não pode faltar, né? Então… Temos este clássico e também único disco do coletivo Pessoal do Ceará, formado por Ednardo, Rodger e Teti. Na verdade, o Pessoal do Ceará foi uma espécie de movimento cultural surgido no final dos anos 60, no Ceará, por um grupo de artistas e intelectuais, dos quais estavam inseridos Ednardo, Fagner, Belchior, Rodger, Teti e muitos outros… Tudo tomou forma a partir dos anos 70 quando essa turma começa a se destacar nacionalmente. Em 1972 eles recebem o convite para gravar um disco, no caso este lp no qual acabaram ficando de fora o Fagner e Belchior, pois esses dois já tinham contratos com outras gravadoras. Daí, o Pessoal do Ceará acabou sendo Ednardo, Rodger e Teti e nasceu este disco que é simplesmente maravilhoso, “Meu corpo, minha embalagem, todo gasto de viagem”. Um álbum que é um clássico da nossa moderna música popular brasileira, hoje, mais ainda, uma raridade que injustamente não recebeu uma reedição em 180 gramas, razão pela qual um exemplar original e em boas condições esteja custando até 500 reais entre colecionadores. Embora não sendo uma novidade na rede, aqui no TM é que ele se consagra! Confira no GTM…
Boa noite, meus amigos cultos e ocultos! Vez por outra aparece por aqui uns discos que são para mim ilustres desconhecidos. E eu gosto disso, pois fico curioso para ouvir e se é bom, fico curioso para saber mais sobre o trabalho e o artista. Eis que temos aqui um lp importado, feito lá na Dinamarca, em 1990, “Cor de Dendê”, da dupla Cláudio e Cristina Latini. Este casal de músicos brasileiros mudou-se para a Noruega no início da década de 80 e por lá fizeram carreira, se tornando bem populares nos países nórdicos e para onde levaram a cultura da música popular brasileira. Ao que consta, eles gravaram já vários discos, sendo este, “Cor de Dendê” o segundo lp, além de dois compactos também lançados logo no início da carreira. Neste lp Cláudio e Cristina vem acompanhado por uma banda formada por músicos suecos. O repertório é todo autoral e praticamente quase todo cantado em português. Vale a pena conhecer. Confiram no GTM…
Boa noite, meus camaradas, amigos cultos e ocultos! Marcando o ponto do dia, hoje eu trago para vocês o cantor e compositor baiano Fernando Lona. Já tivemos a oportunidade de postar aqui no Toque Musical alguns discos trilhas sonoras compostas por ele. Agora trazemos para vocês o “Cidadão do mundo”, seu único disco, lançado em 1977 pelo selo Tapecar. Infelizmente, no mesmo ano de lançamento deste lp, Fernando Lona viria a falecer em um acidente de automobilístico, dando assim fim a sua carreira. Porém, apesar de tudo, Lona será sempre lembrado como um grande compositor, entre tantos, parceiro de Geraldo Vandré, com quem compôs o clássico “Porta estandarte”. Esta é uma das doze faixas que fazem parte deste disco. Um trabalho bem bacana e que com certeza poucos conhecem. Não deixem de conferir no GTM…
Olá amiguinhos cultos e ocultos, boa noite! Nosso encontro hoje é com a música de Tom Jobim, através da interpretação de Wauke, um artista de rara sensibilidade. Cantor, compositor, produtor, escritor e também astrólogo. Wauke, na verdade é Carlos Walker, músico carioca que ganhou destaque com a música “Alfazema”, que fez parte da trilha sonora de uma novela da Rede Globo, em 1975 e consequentemente nesse mesmo ano lança seu primeiro disco, o cultuado “A Frauta de Pã” pela RCA. Este disco, inclusive, nós já postamos aqui no Toque Musical. Agora nosso artista volta assinando como Wauke e neste álbum, de 1987, lançado pelo selo 3M, ele nos presenteia com uma seleção, certamente escolhida a dedo, de dez canções de Antonio Carlos Jobim. Quando digo presenteia não é atoa. Temos aqui um repertório finíssimo de um dos maiores compositores brasileiros, um intérprete apaixonado, dono de uma voz super agradável, quase feminina, mas que em nada soa como falsete. Somado a tudo isso temos um time de músicos também de primeiríssima, oque garante ao artista a segurança na releitura de obras tão conhecidas. E Wauke o faz com competência, sem parecer o que fatalmente acontece nesses casos, mais uma versão. Bom, não deixa de ser uma versão, mas cheia de personalidade. Vale a pena conferir essa “Onda”.
Olá, prezados amigos cultos e ocultos! O TM hoje apresenta um exemplar do mais puro calango mineiro. Trata-se do único LP gravado pelas irmãs Mati e Malu, “Amando a natureza”, lançado em 1979 pela CBS com o selo Uirapuru, então o braço regional da companhia. A produção do disco é assinada por um verdadeiro craque, Adelzon Alves, que foi inclusive divulgador, através do rádio, de inúmeros sambistas: Candeia, Nélson Cavaquinho, Dona Ivone Lara, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, João Nogueira, Roberto Ribeiro, Alcione, Bezerra da Silva e muitos mais. Nas catorze faixas deste trabalho, Mati e Malu, que antes haviam gravado um compacto com os sambas “Que lugar danado” e “Lá vem você”, facilmente encontráveis no YouTube, “reativam a memória musical de mais de duzentos anos de calango”, segundo escreve Rubem Confete na contracapa. Nove faixas são adaptações das próprias irmãs (entre elas, “Cabocla do caxangá”, tema já aproveitado por João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense no início do século XX), e o disco se completa com trabalhos de Osmar Mineiro (“Eu e o sabiá”), Elena de Grammont (“Saudadeira” e “Canta, violeiro”), e das duplas Dida-Dedé da Portela (“Calango na roça”) e Canseira-Josealdo Fraga (“Foice, garrucha e sanfona”). Tudo devidamente abrilhantado pelos arranjos e regências de Luiz Roberto, que foi violeiro e cantador na Zona da Mata mineira, e mais tarde solista e contrabaixista do conjunto Os Cariocas. Em suma, um trabalho primoroso, digno merecedor de nosso Toque Musical. Agora é ir ao GTM e conferir, uai!
Amigos cultos e ocultos, como vão, tudo bem? Olha aí o que temos para hoje… Um disco de festival. Faz tempo que não postamos nada por aqui. Desta vez temos a segunda edição do Festival de MPB Carrefour. Este festival aconteceu em 1992 promovido pelo grupo multinacional Carrefour, tendo como organizador e diretor artístico, o jornalista Zuza Homem de Mello. O Festival selecionou 84 concorrentes, teve uma fase semi-final em várias cidades do país, sendo que a final aconteceu no Rio de Janeiro. Este lp é o resultado, traz as dez músicas que foram as finalíssimas. Por certo já não se fazem músicas para festivais como antigamente, ou por outra, as músicas já não encantam como as de antigamente. Porque será? Claro que não me refiro especificamente a este disco, aqui tem até umas músicas bacanas e vocês poderão conferir no Grupo do Toque Musical.
bombonière – josias damasceno e júlio cesar moschen
Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Um dos artistas mais procurados aqui no Toque Musical é, sem dúvida, o cantor Carlos Galhardo. Temos aqui um público fiel e é para esses que estamos trazendo mais um de seus discos. Aqui está o lp “E o destino desfolhou”, álbum lançado em 1973 pela Odeon. Este disco foi seu primeiro lp gravado pela Odeon. Ele já havia gravado antes por este selo, na fase dos bolações, mas ao longo de toda a sua carreira Carlos Galhardo sempre gravou pela RCA Victor. O álbum que aqui apresentamos tem um sabor especial, uma roupagem nova, principalmente por conta do arranjos e orquestração do maestro Gaya. Repertório bonito e com músicas já conhecidas do grande público. Não deixem de conferir…
Boa noite, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Hoje estou trazendo para vocês um disco raro e que muito importa para o nosso acervo. Trata-se, pelo menos até onde sei, do único lp gravado pelo violonista e compositor Claudionor Cruz. Este é mais um dos grandes nomes da ‘velha guarda’ e que por força do destino acabou ficando um pouco esquecido. Porém, sua música foi eternizada através de outros intérpretes. Mineiro, de Paraibuna, Claudionor começou cedo na música, Seu pai era mestre de banda em sua cidade natal e desde de criança tinha contato com a música. Sua trajetória profissional começa mesmo no Rio de Janeiro, na década de trinta, quando então passa a compor e tocar em diversos conjuntos. Como compositor teve também vários parceiros, mas Pedro Caetano foi o mais constante e com ele criou grandes sucessos da música popular brasileira. Neste lp, temos o artista apresentando doze composições suas e de parceiros. Ele vem acompanhado pelo Regional e Côro de Syney Martins e tem como cantores presentes no disco Gilberto Milfont, Haydee Belli, Maria Celeste, Edson Alves e outros. Na contracapa temos um um texto de apresentação do velho amigo e parceiro Pedro Caetano. O disco foi lançado pela Chantecler, através de seu selo Rosicler, em 1972. Não deixem de conferir…
rio antigo
virgínia flor
a vida é amor
destino
sou homem, não sou deus
rimando tristeza
cais do porto
porque brigamos
vem chegando a madrugada (como é linda a madrugada)
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Existem um discos que caem como uma luva em determinados momentos festivos. E nessa é de valorizar as tais ‘coletâneas’. Chega um momento na festa em que a gente só quer mesmo deixar a música rolar. Não é atoa que hoje em dia a tal da ‘play list’ faz tanto sucesso. Basta programar e deixar rolar. Mas isso aqui não é música de arquivo digital e nos bons temos do disco essa era a melhor saída. E quando a coletânea é boa o disco costuma não sair do prato. Aqui temos um bom exemplo, um disco de samba cujo o repertório é um autêntico desfile de sucessos. Disco que agrada bem num churrasco, numa festa ao ar livre… ah. isso é bom demais. Bons tempos aqueles em que se produzia discos como este. Era só montar o repertório, chamar um conjunto de bambas e gravar. Assim, temos aqui o Conjunto Explosão do Samba, por certo, um nome para dar mais credibilidade ao projeto. Disco de samba bem produzido e bem tocado. Vale a pena conferir….
Olá, amigos e ocultos! O Toque Musical oferece hoje mais um disco de Antenógenes Silva, o inesquecível mago do acordeão, considerado, no auge de sua época, o maior acordeonista de oito baixos do mundo. É “Recordar é viver”, lançado pela Odeon em 1959. Neste álbum, como era de costume, um repertório totalmente autoral, e quase todas as músicas eram, até então, inéditas em disco, inclusive a faixa-título. A única regravação é a da polca “Pescando lambari”, de 1939, erroneamente rotulada no selo como toada. Aliás, vale ressaltar que este disco já havia aparecido no blog “Forró em vinil”, em sua reedição de 1970, com o selo Imperial. Ainda assim, aparece aqui no TM com sua capa e contracapa (escrita por um entusiasmado Fernando Lobo) originais, e vale a pena ouvir e recordar todo o virtuosismo deste grande acordeonista que foi Antenógenes Silva. Afinal de contas, como diz o próprio título deste trabalho, recordar é viver. Não deixem de conferir no GTM.
Olá, amigos cultos e ocultos! O Toque Musical apresenta hoje um disco em tempo de verão antecipado. É “Uma noite no Pop Show Camboriú”, lançado em 1971 pela Continental, com o selo Musicolor. A maior parte de suas faixas foi gravada ao vivo no Pop Show, então a mais sofisticada casa noturna do sul brasileiro, que ficava em Camboriú, Santa Catarina, pela Brazilian Show Band, que executa alguns dos maiores sucessos ditos “jovens” da ocasião. Completam o álbum Cyro Aguiar, Tony Campello e Vera Lúcia, com duas faixas cada um. Disco bacana, cheio de alto astral, feito para ouvir, dançar e relembrar bons tempos. É só ir ao GTM e conferir.
bittersweet samba
o samba é bom assim
tempo bom
pergunte ao joão
lata d’agua
bittersweet samba – brazilian show band
quando – vera maria
un raio de sol
dum dum
tomando café hablemos de amor – brazilian show band
cândida – cyro aguiar
não acredito – tony campello
i’ve been hurt
my pledge of love – brazilian show band
adieu jolie candy – vera maria
georgia on my mind – brazilian show band
procurando tu – brazilian show band
raindrops keep fallin’ on my head – brazilian show band
Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Enfim, chegamos em setembro e nesse ano estamos conseguindo manter as postagens diárias, embora com pequenos atrasos. Por isso, vamos que vamos…
Hoje eu trago para vocês o cantor, compositor e produtor paraense, Alípio Martins. Ele foi um dos nomes mais expressivos da música brega, da lambada e do carimbó. Iniciou a carreira como cantor, passando depois a ser produtor. Fez muito sucesso nas rádios populares e pelos grotões desse Brasil, principalmente nos anos 80. Infelizmente veio a falecer ainda novo, com apenas 52 anos de idade.
Aqui temos o que foi o seu primeiro disco, gravado em Belo Horizonte, na gravadora Bemol. Ao que tudo indica, este lp foi gravado na segunda metade dos anos 60, possivelmente 67. Neste disco ele segue a linha do momento, no caso, a influência da Jovem Guarda. Traz uma versão do clássico de Dorival Caymmi, “Peguei um Ita no Norte”, numa versão ‘moderninha’. Outro detalhe que chama a atenção são os arranjos, feitos por Aécio Flávio e José Guimarães. Sinceramente, do pouco que conheço e já ouvi do Alípio Martins este é, sem dúvida, seu melhor trabalho. Hoje em dia então, virou raridade…
Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! No ritmo do imprevisível dessa nossa salada mista musical, temos aqui um disco, no mínimo curioso do artista cearense, radicado em São Paulo, Alcides Neves. “Des-trambelhar ou não” foi seu segundo disco, lançado de forma independente, em 1983. Antes deste ele havia gravado outro, o “Tempo de fratura”, de 79, um disco tão anti-comercial quanto o que temos aqui. Aliás, o trabalho musical de Alcides Neves parece refletir um pouco da sua realidade como psiquiatra. Sua música é um trabalho muito pessoal, de difícil digestão para o consumidor comum de musica popular. Quebra com conceitos e desafia o senso comum. É talvez o discurso do louco que ele conhece tão bem. Me lembrou um Damião Experiença num delírio controlado, ou também outro mais recente, Rogério Skylab. Tudo isso temperado com alguma essência nordestina. Alcides não faz disco para vender e talvez por isso mesmo seja pouco conhecido. Seus lps, hoje fazem parte daquelas raridades que passaram a ser vendidas a preço de ouro no Mercado Livre e Discogs. Seu trabalho musical permeia o experimentalismo, um trabalho de vanguarda talvez, embora ele mesmo não goste de assumir esse termo para definir sua música. Segundo o artista esses dois discos e mais um terceiro que eu nunca vi, “Dr. Louk’Américas”, formam uma trilogia. Infelizmente, não há muito o que se encontrar sobre este artista, as referencias são poucas e se repetem. Mas para quem não conhece, vale a pena buscá-lo no GTM.
recuerdos ‘tempo de fratura’
tetéu
abutre-abate-amorfo (de como compositores da mpb perderam seu cavalo-estético e continuaram a culpar a censura)
Olá, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez, temos o orgulho e a satisfação de apresentar a vocês um disco dos Titulares do Ritmo, sem dúvida um dos melhores grupos vocais que o Brasil já teve. “Concerto de música popular” foi lançado pela Copacabana em 1957, ainda em dez polegadas, e seria reeditado de forma ampliada, em 1961, com quatro faixas a mais. Curiosamente, essa reedição ampliada já foi oferecida anteriormente pelo TM, mas o que importa é ouvir os Titulares do Ritmo, apresentando, nas oito faixas deste original, um repertório muito bem escolhido e de primeiríssima qualidade, com clássicos do porte de “Serra da Boa Esperança”, “Taí” e “Na virada da montanha”, no lado A cantando à capela (sem acompanhamento instrumental) e no lado B com orquestração. Um trabalho de primeiríssima qualidade, que vale a pena conferir no GTM.
Bom dia, prezados amigos cultos e ocultos! Estamos hoje trazendo o compositor e instrumentista Cláudio Cartier, artista carioca que além da música é também um artista gráfico. Seu nome está associado ao de Octávio Burnier (ou chamado de Tavynho Bonfá) com quem fez a dupla Burnier & Cartier, atuando em boa parte dos anos 70. A partir dos anos 80 ele segue em carreira solo e lança este que foi o seu primeiro lp, pela Opus Columbia. É um disco bem bacana onde ele divide as composições com o parceiro Paulo Cesar Feital. Mas há também “Mil atrações” feita em parceria com Aldir Blanc e “Abelhas”, com Heitor de Pedra Azul. Os arranjos são de Cesar Camargo Mariano, que também toca no disco. Há também outros grandes músicos no time, o que valoriza ainda mais o trabalho deste artista. Confiram no GTM…
Olá, amigos cultos e ocultos! O Toque Musical apresenta hoje, mais um disco entre os muitos gravados pelo maestro e pianista João Adelino Leal Brito, o Britinho, com sua orquestra, aqui com o pseudônimo de Tito Romero. Trata-se de “Boleros inesquecíveis”, lançado em 1959 pela Polydor, reunindo doze faixas realmente inesquecíveis. Uma delas, o clássico “A voz do violão”, foi transformada em bolero, mas nesta faixa há amplo destaque ao violão, como não poderia deixar de ser. As demais onze faixas são boleros consagrados, tais como “Que será?”, “Se a saudade falasse”, “Por que brilham os teus olhos” e “Falas de amor outra vez”. A respeito de Britinho, ou Tito Romero, pouco se sabe. Era gaúcho de Pelotas, nascido em 5 de maio de 1917 e falecido em ano que não se sabe ao certo (entre 1964 e 1966). Sempre ligado à música, começou a estudar violino aos dez anos, e aprofundou seus conhecimentos musicais, por influência dos tios, no Conservatório de sua Pelotas natal. Mais tarde, foi para Porto Alegre, a fim de substituir o pianista Paulo Coelho na Rádio Farroupilha, e em 1939 mudou-se para São Paulo, onde trabalhou na boate Tabu. Dois anos mais tarde, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde são encontrados os maiores registros de sua obra. Aliás, muitos pesquisadores de MPB fazem confusão entre Britinho e seu irmão, Rubens, também pianista na mesma época. O curioso, conforme relata o jornalista e escritor Ruy Castro em seu livro “Chega de saudade”, é que Britinho atua como pianista no primeiro disco de João Gilberto, lançado pela Copacabana em agosto de 1952, trazendo os sambas-canções “Quando ela sai” e “Meia luz”. Outro grande nome da MPB que nutria grande respeito e admiração por João Leal Brito – e por seu irmão, Rubens – era Dorival Caymmi, que o considerava um dos melhores pianistas do Brasil. Portanto, este “Boleros inesquecíveis” é mais um trabalho digno de nosso Toque Musical. É só ir ao GTM e conferir.
Olá, amiguinhos cultos e ocultos! Hoje temos a presença do cantor Carlos José, que infelizmente nos deixou em maio, vitimado pelo Covid 19. Essa praga está mesmo ceifando a vida de muita gente boa, infelizmente vivemos momentos péssimos, pois boa parte do mundo está nas mãos de gente canalha, ignorantes, radicais e fascistas. Aqui no Brasil essa chaga é ainda maior, pois temos um governo de merda, mais sujo e mais corrupto, cujo o líder é mesmo a encarnação do que temos de pior no ser humano. É ainda mais triste perceber a ignorância desse nosso povo. O brasileiro, em boa parte, é um canalha, estúpido e ignorante, pois mesmo passando por tudo que está passando ainda não conseguiu enxergar. Taí uma coisa que é comum a pobres e ricos, a ignorância e estupidez. Por conta de tudo isso que estamos passando tive várias vezes vontade de encerrar o Toque Musical. São tantos os desgostos que esse (des)governo me traz que chego a desanimar. Por outra, só de pensar que entre os amigos cultos e ocultos existem também os idiotas, apoiadores desse lixo de governo fascista, já me deixa muito puto. Mas em nome da razão e de todos os queridos e verdadeiros amigos cultos, o Toque Musical continua ativo. Mas já estamos providenciando a exclusão de todo e qualquer ‘fascistinha’. Aos poucos estão sendo expulsos, pois desse tipo de gente eu não quero nem lembrança. Aceito o camarada ser de Direita, conservador, mas fascista não! Apoiador de presidente canalha, também não! Então, fica esperto e pianinho por aqui, senão tá fora, ok? Bom, mas voltando ao disco de hoje. temos aqui o que entendo como sendo o segundo lp de Carlos José, antes ele só havia gravado os bolachões de 78 rpm. Inclusive, seu primeiro lp também já foi postado aqui em outras épocas. Neste, lp gravado pelo selo CBS, ao que consta foi lançado em 1959. É um dos seus discos que eu acho mais interessante. Cheio de boleros, como cabia para aqueles tempos, mas também e principalmente, do lado B, temos um flerte com uma música moderna que naquele momento estava nascendo, a Bossa Nova. Eis aqui um disco importante, que por certo, um bom conhecedor de música popular brasileira não dispensa. Não deixem de conferir no GTM…
Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje o Toque Musical apresenta uma coletânea muito interessante, lançada pela Odeon em 1965, reunindo alguns dos agraciados com o Prêmio Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, idealizado pelo crítico Claribalte Passos, do extinto jornal “Correio da Manhã”, para premiar os melhores do disco no Brasil. É ele quem, inclusive, assina o texto de contracapa deste disco, uma seleção acrescida de aplausos ao final de cada faixa, com o claro objetivo de dar ao ouvinte a sensação de estar no local da premiação, o Teatro Municipal do Rio. O repertório, de fato, merece aplausos, pois tem ótimos momentos pra gente recordar. Entre os premiados escolhidos para este álbum, estão Moreira da Silva (“O rei do gatilho”), Dalva de Oliveira (“Rancho da Praça Onze”), João Gilberto (“Desafinado”), o grande Wilson Simonal (apresentando um pot-pourri de bossa nova), Elza Soares (“O samba brasileiro”) e Dorival Caymmi (“Saudade da Bahia”). Abrindo o disco, uma composição do próprio Claribalte Passos, “Rio, eterna capital”, executada por orquestra. E, encerrando com chave de ouro, o “Rancho das flores”, com a Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Ao ouvirem este disco que merece com todos os méritos o nosso TM, vocês com certeza também terão vontade de aplaudir o repertório aqui incluído. É só ir ao GTM e conferir.
Muito bom dia a todos os companheiros, amigos cultos e ocultos! Também de forma sortida selecionei este disco do João Nogueira para a nossa postagem de hoje. Aqui temos um lp gravado em 1985. Um disco onde João nos apresenta dez sambas, sendo boa parte desses de sua própria autoria e /ou com seus parceiros. Este disco foi uma produção de Paulo César Pinheiro, que também participa do trabalho. E os arranjos e regência são do violonista Hélio Delmiro, que também é outro presente em algumas faixas. Não tem nem como não agradar. É João Nogueira, confiram!
Boas noites, amiguíssimos cultos e ocultos! Meio que no acaso fui buscar este disco entre tantos que aguardam pela triagem. Achei interessante a capa e mais ainda o conteúdo, o que se confirmou quando coloquei o escurinho para rodar. Caramba, que disco bom! Um grupo de sambistas, por certo cariocas, se alternando em doze faixas, com arranjos do maestro Agostinho Silva, da Orquestra Commander. Como podemos ver logo pela capa, temos Léo Costa, Paulo Oliveira, Tito Reis, Carlinhos do Império, Lays de Oliveira e Samuel Coragem, nossos artistas intérpretes numa seleção de sambas ‘de primeira’. Infelizmente, não há informações sobre a data de lançamento. Mas com certeza deve ser do início dos anos 80, ou mantes.. não importa… o que importa está no GTM, confiram…
Pianista, tecladista, maestro, compositor e ator. Assim é Laércio de Freitas, que o Toque Musical põe em foco no dia de hoje. Laércio nasceu em Campinas, interior de São Paulo, em 20 de junho de 1941. Estudou piano no Conservatório Carlos Gomes, graduando-se em 1957. A partir de 1966, deu início a sua carreira internacional, apresentando-se na Europa, Ásia e México. No final dos anos 1960, substituiu Luiz Eça no grupo Tamba 4, oriundo do Tamba Trio. Em 1971, regressando ao Brasil, fez parte do grupo de Luiz Carlos Vinhas, gravando em compacto simples da Tapecar as músicas “Capim gordura”, do próprio Laércio, e “Chovendo na roseira”, de Tom Jobim. “Capim gordura” estourou nas paradas de sucesso da época e seria regravada por Laércio um ano mais tarde, em seu primeiro LP como solista, “Laércio de Freitas e o som roceiro”. Laércio acompanhou artistas como Maria Bethânia, Ângela Maria, Marcos Valle, Wilson Simonal, Nancy Wilson, The Supremes, Quarteto em Cy, Martinho da Vila, Ivan Lins, César Costa Filho, Emílio Santiago e muitos outros. Integrou a Orquestra Tabajara, de Severino Araújo, e do sexteto de Radamés Gnattali. Em 1980, lançou pela Eldorado o álbum “São Paulo no balanço do choro”, totalmente autoral, e participou de alguns discos da série “Um piano ao cair da tarde”, da mesma gravadora. Dois anos mais tarde, passou a se dedicar cada vez mais à orquestração e à regência, além de elaborar arranjos para o pianista Arthur Moreira Lima. Na televisão, participou de programas como “Um toque de classe”, da extinta Rede Manchete, “Alegria do choro” e “Café Concerto”, ambos na TV Cultura de São Paulo. Na Rede Globo, foi ator nas novelas “Mulheres apaixonadas” e “Viver a vida”. No cinema, ganhou o Kikito de Ouro, prêmio do Festival de Gramado, em 1999, pela trilha sonora do filme “Amassa que elas gostam”, de Fernando Coster, e ainda participou de outros dois filmes como ator: “Jardim Beleléu” (2009) e “Chibata” (2015), neste último fazendo o papel de João Cândido, o líder dos marinheiros em 1910 depondo para a posteridade em 1968. Enfim, um artista completo, também pai da atriz e cantora Thalma de Freitas. Em “Terna saudade”, álbum de 1988 que o TM oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos, Laércio de Freitas interpreta, em solo de piano, onze clássicos de nosso cancioneiro, como a faixa-título, “Lábios que beijei”, “Maringá”, “Carinhoso” e “Casinha pequenina”. Como escreve Nina Rosa na contracapa, Laércio tem um modo jeitoso e peculiar de tocar seu instrumento, como os pianeiros do cinema mudo, também revivendo os saraus de antigamente. Enfim, é um disco que faz a gente voltar no tempo, mais uma produção digna de nosso Toque Musical. Não deixem de conferir no GTM.
Olá, caríssimos amigos cultos e ocultos! Hoje o nosso encontro é com o Grupo Tocaia e seu lp de 1987. O Grupo Tocaia, ao que tudo indica é mineiro e o disco foi gravado na Bemol. Infelizmente, as informações sobre este grupo é quase inexistente, daí só podemos nos basear em poucos dados, a começar pelo próprio disco. Pela internet também não temos muito além de saber que um de seus integrantes (Wladimir Misó) seguiu na música sertaneja, levando o gênero para os Estados Unidos, onde mora atualmente. Mas voltando no tempo, temos o Grupo Tocaia cujo o trabalho, “Araçari”, é um disco bacana, jovem e regional Há nele uma pitada de rock rural, de reggae, pop e da própria mpb expressa em letras e nas canções. A direção de produção e arranjos são do saxofonista mineiro Jairo Lara, o que é, sem dúvida, garantia de um trabalho de qualidade. Confiram no GTM…
Olá, amigos cultos e ocultos! Como todos aqui devem saber, o Toque Musical já há tempos tem feito, eventualmente, incursões na fonografia internacional, apresentando aqui discos de artistas estrangeiros. Isso se deve ao fato de serem discos que eu gosto e ou mais ainda quando há alguma relação com artista ou com a música brasileira. Assim sendo, mais uma vez trago aqui um internacional, Enoch Light And The Light Brigade. Sou fascinado com orquestras exóticas dos anos 50, em especial as de figuras como Martin Denny, Perez Prado, Les Baxter, Esquivel e tantas outras. Isso para não falar das trilhas de cinema e essas em especial as de compositores italianos como Ennio Morricone, Piero Umiliani. Piero Piccioni, Angelo Badalamenti e tantos outros geniais… Mas, enfim, hoje vamos com Enoch Henry Light, violinista americano, de formação clássica, ‘bandleader’, engenheiro de gravação e produtor. Atuou dos anos 20 aos 70, gravou vários discos e também produziu muita coisa. Sua ficha é extensa, nem dá para por aqui, mas é bom que se diga que Enoch Light foi quem fundou a sofisticada Command Records, responsável pelo lançamento dos luxuosos álbuns como sua série “Persuasive Percussion”. Como engenheiro de som ele era obcecado por gravações de alta qualidade e foi um dos produtores que mais investiu nos efeitos do estéreo. Da mesma forma ele deu atenção as capas de seus discos, em geral eram estampadas com arte abstrata e minimalista, trabalhos do artista Josef Albers. Por conta de tantas informações e detalhes nas capas, seus discos passaram a ter capa dupla e assim nascia o formato de embalagem ‘gatefold’ que se tonaria popular a partir dos anos 60. Aqui no Brasil quem seguia mais ou menos o mesmo conceito era o Nilo Sergio com seus selos Musidisc e principalmente o Nilser. Inclusive, os discos da Command Records foram lançados no Brasil através da Musidisc e mantendo as mesmas características conceituais dos lps importados, capas duplas, com recortes, etc… Eu tenho vários desses discos, que inclusive são até mais charmosos do que este que estou apresentando. Porém, escolhi este “Spanish Strings” pela curiosidade. Um lp focado no espírito musical latino somado as qualidades técnicas de gravação e aos arranjos competentes que fazem as músicas serem verdadeiramente exóticas. O repertório traz doze músicas famosas e populares internacionalmente, mas o que me chama mais a atenção e é o motivo de estar postando este disco é a presença de duas músicas brasileiras, “Insensatez” e “Se todos fossem iguais a você”, ambas de Antonio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes. Embora competente interpretação, para nós brasileiros, soa quase como uma piada. O que tinha de samba ali ficou apagado. O foco de luz ficou só mesmo no dono do disco. Mesmo assim vale muito a pena ouvir e conhecer mais sobre Enoch Light. Confiram no GTM…
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Vez por outra, recebo mensagens por e-mail de pessoas falando sobre o nosso Toque Musical. Recentemente alguém escreveu: “gosto do TM por conta da variedade, de coisas tão diversas, das coisas que descubro nele. Nunca pensei que a música no Brasil tivesse tantas variantes. O Toque Musical é sempre uma caixinha de surpresas.” Esse definiu bem nossa proposta. É mais ou menos por aí… E hoje o que temos é o grupo paulista Ponta de Rama em seu primeiro e único disco, lançado de forma independente, em 1980. Descobri este grupo/disco há pouco mais de um ano. Agradei logo de cara, pela capa. Uma capa muitas vezes já define tudo e nesse caso não foi diferente. Incrível como um disco como este não ganhou repercussão, ficou esquecido, restrito ao público orbital. E curiosamente, desde então, nunca foi redescoberto por esses ‘entendidos em discos’. Por sorte, ainda hoje é possível encontrar exemplares sendo vendidos a preço de banana no Mercado Livre e Discogs. Por garantia, comprei logo uns três, pois certamente, depois dessa postagem a galera vai começar a inflacionar e o Ponta de Rama vai virar raridade. E sinceramente, acho que merece, pois é um disco único de um grupo que não existe mais, independente e um trabalho de qualidade acima da média. Por certo é também de edição limitada. Ao que parece, chegou a ser relançado em formato cd, no início dos anos 2000. Achar informações sobre este grupo não é fácil. Aliás, sobre o grupo não há nada, além de algumas músicas postadas no Youtube de forma aleatória. O pouco que sei é que era formado por estudantes da USP (Alex Antonelli, Chico Ribas, Flávio Pacheco de Castro, Jorge Cordeiro, Klecius Albuquerque, Luiz Milan, Oscar Torales e Paulo Bafile), hoje em dia acadêmicos, profissionais liberais. Alguns até seguiram na música ou tem ela como atividade paralela, como é o caso do Klecius Albuquerque e o Luiz Milan. A música do Ponta de Rama tem as qualidades que condizem ao seu elenco, música boa sim e acima da média. Há neste trabalho pitadas de rock rural, folk, samba… mas essencialmente é um belo disco de música popular brasileira. Vale a pena conhecer.
E aí, meus prezados amigos cultos e ocultos, boa noite! Não sou muito favorável a colocar no Toque Musical a discografia completa de um determinado artista, mas existem alguns que acabam, por uma razão ou outra, sempre presentes em nossas postagens. Este é o caso do Waldir Calmon que aqui mesmo eu aprendi a amar. E pensar que na minha adolescência eu via esses discos e achava uma tremenda cafonice e quando não, ‘coisas de véio’. É, acho que fiquei velho e talvez por isso mesmo passei a apreciar a arte desse grande ‘band leader’. E assim, mais uma vez temos o Waldir Calmon, dessa vez em um lp de 12 polegadas, de 1959. Neste disco, “Para Ouvir Amando N. 2” vamos encontrar um repertório de bolero, fox e samba, músicas selecionadas, com destaque especial para os sambas, onde vamos encontrar o “Ho-bá-lá-lá”, de João Gilberto; “Pro Causa de Você”, de Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran; “Se Alguém Telefonar”, de Alcyr Pires Vermelho e Jair Amorim. Está aí um disco que merece atenção, inclusive pela sonoridade com solos também de guitarra em contraponto com o piano. Show! Confiram no GTM…
Boa noite, camaradas cultos e ocultos! Aproveitando que eu estou com a mão na massa, digitalizando e editando discos para um amigo, resolvi então postar um deles, unindo assim o útil ao agradável, ou algo assim… 🙂 Temos aqui a jornalista, apresentadora de televisão, atriz, escritora e nesta, cantora, a loiraça Maria Gabriela. Essa mulher é mesmo admirável, além de ser lindíssima e mesmo hoje, na casa dos 70, mantem um porte que é pura elegância. Como cantora ela gravou três discos e este, de 83, foi o primeiro. E começou muito bem, diga-se de passagem, acompanhada pelo não menos talentoso Cesar Camargo Mariano, responsável aqui pela produção, arranjos, além de tocar em todas as faixas. Repertório fino cheio de músicas conhecidas e que agrada na primeira audição. Confiram no GTM…