Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Hoje e mais uma vez eu tenho a satisfação de trazer até vocês o genial Tamba Trio, formado por Luiz Eça, Helcio Milito e Bebeto Castillo, um dos mais importantes grupos instrumental/vocal brasileiro. E aqui temos eles num disco feito exclusivamente para o público argentino. Lançado em 1975 pela RCA, produzido em parceria com a antiga companhia aérea Varig. O lp foi lançado na Argentina, quando o Trio se apresentou por lá. Reúne doze músicas famosas de seu repertório. Os títulos estão todos em espanhol como convém a todo disco estrangeiro que são editados por lá. Confiram mais essa produção no nosso GTM. Vale a pena..
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje vamos de bolero e mais uma vez com o lendário Trio Irakitan, grupo vocal muito querido por aqui, tanto que deles já postamos vários outros discos. E desta vez temos para vocês o lp de 64, “Boleros e Vozes Que Agradam Milhões”. Um álbum onde temos uma seleção de clássicos do gênero em versões para o português. Confiram este disco no GTM.
Olá, amiguinhos cultos e ocultos! Hoje e mais uma vez temos aqui a figura de Hermílio Belo de Carvalho. Postamos, logo no primeiro dia do ano um outro disco dele, de 1974 e agora trazemos ele de volta no lp duplo, lançado meio que de forma independente pela Tycoon Produções Artísticas. Como já disse, Hermínio é tremendo letrista e inigualável produtor, poeta, compositor, escritor…. Seu nome está presente em boa parte dos melhores trabalhos fonográficos e musicais realizados nos anos 60, 70, 80 e 90 (isso para não falarmos dos anos dois mil). Hermínio tem uma longa ficha, um currículo invejável e na música, na área de criação se destaca pelas inúmeras parcerias. Entre os seus parceiros estão nomes como Chico Buarque, Pixinguinha, Radamés Gnattali, Paulinho da Viola, Francis Hime, Cartola, Baden Powell, Elton Medeiros, Martinho da Vila, Rildo Hora, Sueli Costa e mais um montão de outros compositores da melhor música do mundo, a brasileira. Neste lp duplo temos uma série de músicas nas quais ele foi o letrista.. O álbum se divide em dois momentos, o “Pulsando Hoje” e o “Pulsando Ontem”, ou seja, um disco com velhas parcerias e outro com as novas, sendo que muitas dessas novas são, na verdade, músicas também antigas as quais ele criou as letras. Interpretando essas canções temos uma dezena de cantores e até o próprio Hermílio cantando. Se não estou enganado, creio que este e os primeiros discos dele foram lançados há algum tempo atrás na versão cd em um único box. Confiram essa pérola no GTM.
estrada do sertão – tetê espíndola
fundo de quintal – alaide costa
eu não sou flor que se cheire – nora ney
noites cariocas – ademilde fonseca
rama de nuvens – zé renato
pintou e bordou – nara leão
prelúdio da solidão, prelúdio n. 3 – nana caymmi
valsa da solidão – elizeth cardoso
advertência – hermíno, maurício carrilho e clementina de jesus
samambaias – zezé gonzaga
patuá – clementina de jesus, herminio, elza soares e marlene
ando cismado – herminio e ismael silva
clementina de jesus – clementina de jesus
rosa de ouro – araci cortes, clementina de jesus e os cinco crioulos
folhas no ar – elizeth cardoso
sei lá, mangueira – odete amaral
alvorada – clara nunes
isso é que é viver – elzeth cardoso
desolação – ciro monteiro
senhora rainha – altemar dutra
mudando de conversa – doris monteiro e lúcio alves
Boa noite, amigos cultos e ocultos. Revendo as coisas aqui, percebo que poucas foram as vezes que postamos aqui discos relacionados ao Candomblé e a Umbanda. Acho que isso se dá muito pelo fato de que poucos foram os meus acessos a esses tipos de discos. Aliás, me parece que boa parte dos discos de Umbanda são produções independentes, ou circulavam só nas mãos e vitrolas de quem é de fé. Há um blog bem legal chamado “Discos de Umbanda”, onde se pode encontrar muita coisa. Este, “Pai João D’Angola” que apresento aqui, por acaso, eu não vi por lá. Então vamos que vamos… Disco do selo Caritas, provavelmente lançado no final dos anos 60. Replico aqui um trecho do texto da contracapa para fechar o toque: “A presente gravação foi realizada com a colaboração da Tenda Virgem Maria, de Belo Horizonte, dirigida pelo zelador de Santo, Dorico, nome por demais conhecido no rádio mineiro desde 1946 e muito mais ainda na Umbanda, onde pontifica há longos anos, filho de Santo que é, de Tancredo da Silva Pinto, Dig Presidente da Confederação Umbandista do Brasil.” Confiram no GTM…
Boa noite, amiguíssimos cultos e ocultos! Já que entramos na bossa, aqui vai mais uma super bacaninha que há tempos estou para postar. Trago desta vez um clássico dos obscuros, quer dizer, um dos muitos discos de bossa, jazz e sambalanço lançados nos anos 60, cujo os artistas são apenas nomes criados para dar vida a uma produção musical. No caso aqui, temos este lp, “Balanço e Bossa Nova”, lançado pelo pequeno selo Musiplay. Nele encontramos um repertório de primeiríssima, com o que havia de mais moderno naquele momento em termos de música popular brasileira, a Bossa Nova. Certamente, para essa produção, foram recrutados músicos de peso, artistas que talvez por conta de contratos com outras gravadoras não podia ter seus nomes creditados no álbum. Daí, surgiam grupos com esses, Ritmistas da Bossa. Naquele tempo a obra era mais importante que o artista e isso é um fato, basta ler o texto de contracapa deste disco. Há alguns anos atrás este e outros discos como Os Azes da Bossa, Orquestra Moderna de Samba, Conjunto Sambossa, Bossa Brass e outros.., foram relançados em cd pela editora Discobertas num box intitulado 50+5. Esse box ainda pode ser encontrado para venda em diversos sites e por um bom preço. Confira no GTM e corra atrás do 50+5. Vale a pena… 😉
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Vocês que acompanham as postagens sabem o quanto gostamos do Trio Surdina por aqui. Já postamos vários discos desse trio, que ao longo de sua existência teve em sua formação diferentes instrumentistas. Neste disco de 63, após um hiato, eles marcam um retorno com uma tremenda escalação: Waltel Branco no violão, Patané no violino e Chiquinho do Acordeon, membro da formação original (que antes era Fafá Lemos, Chiquinho e Garoto). Desta vez o Trio Surdina vai de Bossa Nova e para engrossar o caldo contam ainda com Rubens Bassini, na percussão, Plínio, na bateria e Ary Carvalhaes, no contrabaixo. O repertório é fino, com arranjos sofisticados do mestre Waltel Branco. Não bastasse, trata-se de uma produção da Musidisc. Gravação impecável em um dos primeiros discos estéreo fabricados no Brasil. Confiram essa joinha no GTM.
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Fugindo um pouco do habitual, tenho para hoje um disco estrangeiro. Como todos devem saber, vez por outra eu gosto de postar aqui discos e artistas internacionais. Antes eu o fazia atento ao fato de ter o disco alguma ligação com o Brasil. Hoje em dia não me preocupo mais com isso, cheguei até a criar na ‘semana temática’ um espaço para discos internacionais. Assim, eventualmente, teremos sempre alguma surpresa. E para o momento, trago a vocês um cantor português, o fadista Carlos do Carmo, um artista da ‘terrinha’ que iniciou sua carreira no início dos anos 60. Seu pai era proprietário de uma das mais importantes casa de fado de Lisboa, O Faia. Ao tomar a gerência da casa, após a morte do pai, Carlos passa também a cantar para os clientes e amigos. Tomou gosto pela coisa e a partir de 64 assume de vez a carreira artística. Como cantor recebeu inúmeros prêmios, gravou dezenas de discos e ao que consta, continua ativo como cantor. Neste lp que agora apresento, temos o artista indo além do tradicional fado. Aqui encontramos um repertório de música popular, onde ele canta canções românticas, mas também há espaço para o velho e bom fado. Ele vem acompanhado pela orquestra do maestro Jorge Costa Pinto. Ora, pois, pois… Confira agora e não deixem pra depois. Tá no GTM, ok? 😉
No dia 21 de fevereiro deste ano, às vésperas do carnaval, o Brasil perdeu uma de suas melhores cantoras. Claudia Telles de Mello Mattos foi-se aos 62 anos, em seu Rio de Janeiro natal, vitimada por insuficiência cardíaca e disfunção da válvula aórtica, causadas por endocardite. Instrumentista e compositora, além de cantora, Claudia Telles, de ascendência portuguesa e francesa, nasceu em 26 de agosto de 1957, filha do violonista, compositor e advogado Candinho, e de uma das precursoras da bossa nova, a também cantora Sylvia Telles. Ainda menina, foi convidada pela mãe para subir ao palco do Teatro Santa Rosa, no último show da temporada do espetáculo “Reencontro”, que reuniu Sylvia Telles, Edu Lobo, Tamba Trio e Quinteto Villa-Lobos, para cantar “Arrastão”, parceria de Edu com Vinícius de Moraes. Ficou órfã de mãe aos nove anos, tendo sido criada por seus avós maternos, e teve pouco contato com o pai. Aos 16 anos, após ter perdido os avós, foi viver sozinha no apartamento que era de sua mãe, em Copacabana. Nesta época, trabalhava em musicais no teatro. Nossa focalizada iniciou sua carreira fazendo coro para artistas famosos em suas gravações, entre eles Roberto Carlos, os Fevers, Fafá de Belém, José Augusto, Gilberto Gil, Simone, Jorge Ben (depois Ben Jor), Simone, Belchior e Rita Lee. Foi ainda “crooner” do conjunto de Chiquinho do Acordeom, um dos mais conceituados de sua época, durante um ano. Em 1976, saía seu primeiro disco, pela CBS, um compacto simples cuja faixa principal era a balada romântica “Fim de tarde”, de Mauro Motta e Robson Jorge. A música foi o primeiro grande sucesso de Claudia, e o disco vendeu mais de 500 mil cópias. Em 1977, gravou seu primeiro LP, onde, além de “Fim de tarde”, vieram dois outros hits, “Eu preciso te esquecer” e “Aprenda a amar”, além de uma regravação de “Dindi”, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, em homenagem à mãe, Sylvia Telles. Em seus shows, Claudia Telles cantava do samba ao bolero, além da Bossa Nova, sua paixão. Em entrevista, aliás, no início dos anos 1980, expressou o desejo de reviver em disco os sucessos do movimento, considerado o maior da história da música brasileira, o que seria também um tributo a sua mãe, mas a ideia nunca saiu da gaveta. Claudia era separada e teve três filhos homens, que não seguiram a carreira artística. Da discografia de Claudia Telles, o TM oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos o terceiro LP, lançado pela CBS em 1979. Produzido por Fernando Adour, com arranjos de Eduardo Souto Netto, Eduardo Lages e Lincoln Olivetti (este na faixa “Só de você”, da própria Claudia em parceria com Mauro Motta), o disco tem onze faixas, e nele predomina o estilo romântico que celebrizou a intérprete. Há ainda uma regravação de um sucesso da mãe Sylvia, “Demais”, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, e participações especiais de Guilherme Arantes (piano na faixa “Esse amor existe”, de autoria dele próprio) e do saxofonista Ricardo Pontes (na faixa “Acaba de acontecer”). Renato Teixeira, autor do clássico “Romaria”, aqui comparece com “Quarto de motel”, parceria com Eduardo Souto Netto. Tudo isso e muito mais, em uma justa homenagem póstuma que o TM presta a Claudia Telles, sem dúvida uma perda irreparável para nossa música popular. É ir ao GTM e conferir.
Olá, amigos cultos e ocultos! Vez por outra tenho eu trombado com este disco, o “Fera Solta” e não é de hoje. A primeira vez que vi, achei que fosse um disco de rock, pois a capa e o título são bem sugestivos. Como disse, eu vi, apenas vi e não o ouvi. Foi só mesmo passado os anos que vim a conhecê-lo. Confesso que na primeira audição eu não gostei muito, achei meio pop, ou talvez tenha criando uma outra expectativa, até porquê eu já conhecia um pouco o trabalho de alguns dos artistas que são mineiros. Fernando Bocca, o grupo Pendulum, Antonio Bahiense, Abner e Luiz Ouro Preto são os artistas que fazem parte dessa cooperativa. Uma produção que ficou a cargo do Fernando Bocca e direção de Osmar Zan (filho do acordeonista e também produtor Mário Zan) para o selo Brasidisc. Na internet há pouquíssimas informações sobre este disco e também sobre seus artistas. Mesmo sendo aqui de Minas, artistas que compunham a cena musical de Belo Horizonte, pouco consegui de informação sobre eles. Bocca, infelizmente faleceu, creio que ainda nos anos 90. O grupo Pendulum está na ativa desde os anos 70 se apresentando em casas noturnas e bailes. Antonio Bahiense era um publicitário que trocou o desenho pela música, sendo ainda hoje um cantor da noite. Abner (Nascimento) era parceiro de João Boamorte, hoje atende pelo nome artístico de Biné Zimmer e Luiz Ouro Preto, infelizmente não achei nada sobre ele… Mas estão aqui, presentes nesse álbum chamado “Fera Solta”, cujo o lançamento, se não me engano, foi em 1983. Melhor que ficar tentando explicar é ouvir o que eles tem para tocar. Confiram o áudio no GTM.
Olá, amigos cultos e ocultos! Que tal este lp, do selo Musidisc, trazendo os seus melhores do ano? Do ano de 1963! Que fique claro, hehehe… Pois é isso mesmo… Aqui uma seleção promocional do selo/gravadora comandado por Nilo Sérgio, a Musidisc. Nessa época, uma das melhores etiquetas fonográficas, cujo os lançamentos eram de altíssima qualidade a começar logo pela capa, sempre material e arte de primeira, coisa que nem todas as outras gravadoras se preocupavam. Neste disco, cujo sentido é mais promover seus artistas e lançamentos, temos três grandes nomes: Ed Lincoln, Marília Batista e Pedrinho Rodrigues numa seleção musical extraída de seus discos originais. Confiram essa amostragem no GTM.
Boa noite prezados amigos cultos e ocultos, tudo bem? Por certo, nem tanto, mas ‘vamos levando’, nesse Brasil dominado por milicianos e canalhas… mas não vou falar disso. Vou repetir uma postagem…
Hoje nossa trilha musical vai ser o jazz. Tenho para vocês este maravilhoso disco do guitarista americano, Joe Pass, reconhecidamente um dos maiores nomes do jazz internacional. Um guitarista dos mais interessantes, dono de um som cristalino e redondo nas cordas, que fez escola. Na verdade, pelo título do álbum, fica claro que se trata de um disco não apenas de Joe Pass, mas também do percussionista Paulinho da Costa e dos demais, Claudio Slon, Octavio Bailly, Oscar Castro Neves e Don Grusin, figurinhas emblemáticas do ‘latin jazz’ e outras bossas. Um álbum inspirado, com um repertório essencialmente de compositores brasileiros como Tom Jobim, Marcos Valle, Menescal e Boscoli, Luiz Bonfá e outros… Este lp foi lançado pela Pablo Records em 1978 e segundo o produtor, Norman Granz, a ideia da gravação veio depois que Joe Pass esteve no Brasil, no Carnaval de 77 e ficou encantado como os ritmos, principalmente o samba. Juntou-se à Paulinho da Costa, outro artista da mesma gravadora, considerado até então (e por eles americanos) o maior percussionista brasileiro. Este por sua vez recrutou os demais instrumentista, conhecedores nato (ou quase) da música brasileira. Todos, artistas tarimbados, brasileiros, americano e argentino. Segundo Norman, nas palavras de Joe Pass este foi o disco mais caloroso e melódico que ele gravou. E deve ser mesmo, afinal a música brasileira é a melhor do mundo, porque sintetiza o nosso espírito alegre e sabe absorver o dos outros e sem preconceitos. Como diz a minha secretária doméstica, é tudo de bom! Tudo bem!
Olá, amigos cultos e ocultos! Depois do álbum “Viola, minha viola”, a cargo do violeiro Moreno (Pedro Cioffi, Machado, MG, 27/11/1925-Poços de Caldas, MG, 14/12/1995), o TM apresenta mais um disco dele, agora em dupla com o irmão Moreninho (João Cioffi, Machado, MG, 29/9/1927-Campinas, SP, 23/4/2008). É “Bandeira de Santos Reis”, originalmente lançado pela Copacabana em 1979, e aqui em uma reedição de 1991, com o selo Sabiá. Como vocês já sabem, Moreno e Moreninho foram os primeiros a divulgar pelo rádio a música folclórica brasileira, o que antes só era feito pelos foliões, nas Congadas e Folias de Reis. Eles chegaram a se apresentar no Teatro Municipal de São Paulo, em 1954, com um grupo folclórico autêntico, feito inédito na música caipira. E foi com um repertório voltado para o nosso folclore, além da autêntica moda de viola, que a dupla construiu toda a sua carreira. Esta vem a ser a característica fundamental deste disco, que apresenta faixas como “Bandeira do Divino”, “Natal, Natal” e “Encontro do presépio”. Enfim, mais um ótimo trabalho que o TM oferece a vocês. Não deixem de conferir no GTM.
Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje temos um toque mais que musical, e também literário. É um disco em que Maria Lúcia Godoy (Mesquita, MG, 2/9/1924), uma de nossas maiores cantoras líricas, acompanhada ao piano por Murilo Santos, interpreta poemas de Manuel Bandeira (Recife, PE, 19/4/1886-Rio de Janeiro, 13/10/1968), musicados por grandes compositores, tais como Heitor Villa-Lobos, Francisco Mignone e Jayme Ovalle. O álbum foi lançado pelo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro em 1966, em homenagem aos 80 anos de Manuel Bandeira, possui texto de contracapa escrito por Paulo Mendes Campos, e foi gravado nos estúdios da Musidisc de Nilo Sérgio, que cedeu o teipe para o MIS. Sem dúvida, a melhor homenagem que Manuel Bandeira poderia receber pelo seu octagésimo aniversário, pois a excelência dos poemas e das melodias, aliadas à impecável interpretação de Maria Lúcia, recomendam mais esta postagem do TM. Na definição de Paulo Mendes Campos, “um disco que pertence à música do mundo”, e que vale a pena conferir no GTM, sem falta.
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Estamos há mais de uma década postando discos dos mais diversos, raros e esquecidos. Trazendo de bandeja coisas que muitas vezes vocês conheceram aqui. Tudo sempre bacana, no capricho e com qualidade. Por certo, temos aqui muitas falhas e erros e ao longo do tempo nosso trabalho foi amadurecendo. Melhoramos os textos, procurando ser mais que um toque musical pessoal. Somos hoje talvez um dos poucos e focados blog de música. Por conta de diversos inconvenientes, assumimos uma postura mais fechadas, limitada a um grupo. Criamos assim o Grupo do Toque Musical, onde os associados podem buscar os links referentes aos títulos postados. Quem frequenta com regularidade nosso espaço já sabe que mesmo no grupo os links tem prazos de validade, geralmente de três a seis meses. E que fique ‘cristalino’, não há renovação de links! Falando do disco do dia, temos aqui, mais uma vez, o genial Antonio Adolfo com seu álbum “Cristalino”, lançado em 1989. Um disco de produção inicial independente, gravado no Estúdio Chorus. Mais um belíssimo trabalho autoral, de música instrumental e contando com um time de instrumentistas de primeira linha. Repertório bacana no qual cabe até uma nova e bela versão para um de seus temas clássicos, a composição “Sá Marina, feita em parceria com Tibério Gaspar. Confiram mais esse ‘brazuca’ no GTM…
Prezados, amigos cultos e ocultos, seguindo em nossa insana proposta fonomusical, tenho para hoje um delicioso apelo instrumental. Um disco para quem gosta de violão. Aqui temos “Violões Ao Luar”, de dois grandes violonistas mineiros, José Vieira e Sebastião Idelfonso, num lp lançado pela Bemol em 1975. Os dois violonistas apresentam neste lp 12 temas autorais. Tocam acompanhado de um terceiro violão, Orlando Pereira, filho de Sebastião Idelfonso. Juntos, eles dão um verdadeiro show. Infelizmente, o disco apresentava alguns riscos que em alguma faixas pode incomodar. Na falta de lago melhor, vamos que vamos…
Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje eu trago aqui para vocês um disco de tango. E quando se fala em tango, certamente pensamos em argentinos. Mas o tango sempre fez muito sucesso aqui no Brasil, aliás, no mundo inteiro. Mas no Brasil, em especial, pela irmandade, pela proximidade geográfica e cultural, sempre tivemos uma relação muito forte com o tango. Muitos foram os artistas que vieram da Argentina trazendo o tango e encantando nosso público e isso não é de hoje, ou melhor, isso era de ontem, de tempos atrás. Muitos foram os artistas, nacionais e internacionais (argentinos) que se espalharam pelas grandes cidades do Brasil, criando verdadeiros redutos tangueros, principalmente nas rádios e casas noturnas. Aqui em Belo Horizonte também tivemos grandes artistas e orquestras de tango que se apresentavam nas rádios Guarani e Inconfidência. Entre esses haviam nomes como os cantores Ruy Martinez, Alaor Brasil, Maria Helena, Eunice Fialho e Roberto Blasco, este ultimo um argentino nato que veio se apresentar na cidade junto com a orquestra do uruguaio Francisco Canaro e acabou ficando de vez morando em BH, passando a fazer parte do ‘cast’ da Rádio Guarani. Outro grande cantor de tango da mesma época era Juan Moreno, que fazia parte do ‘cast’ da Rádio Inconfidência. Juan Moreno era na verdade um pseudônimo do coronel da Polícia Militar Waldir Pascoal. Conhecido como “El guapo del Tango”, ele cantou muito tempo acompanhado por seu próprio conjunto. Há pouquíssimas referencias sobre este artista na internet, inclusive sobre esse disco, gravado na Bemol. Acredito que tenha sido lançado no final dos anos 60. Em 1977 ele aparece também com outro disco de tango, lançado pelo selo Tapecar. Fora isso, não há mais nada na tela. Referencia passou a ser aqui…
Boa noite, amiguíssimos cultos e ocultos! Hoje o nosso encontro é com o lendário cantor caribenho Dave Gordon. Um artista que chegou ao Brasil em 1958 como integrante de um grupo que excursionava pelo país. Acabou ficando por aqui. Se tornou um grande intérprete de músicas e ao estilo de Nat King Cole, Ray Charles, Frank Sinatra e outros. Foi casado com Denise Duran, irmã de Dolores Duran. Os dois cantavam na noite paulista. Tiveram um casal de filhos, hoje grandes artistas, os cantores Tony Gordon, vencedor do The Voice Brasil 2019 e Izzy Gordon, também outra fera, ao nível do irmão. Dave Gordon foi um artista muito atuante na noite paulista, também conhecido como King Dave. Gravou um disco ao lado do grupo paulista The Rebels. Inclusive, há tempos atrás quando postei discos dos The Rebels comentei sobre o Dave Gordon e até pensava que ele fosse americano. Os amigos cultos da época foi quem me corrigiram. Agora, tenho a oportunidade de acabar com a confusão nesta postagem, com este lp gravado por ele em 1969, para o selo Continental. Um disco onde o artista interpreta grandes clássicos da música latino-americana, boleros, em geral. Mas também há espaço para um versão de “Sentado a beira do caminho”, de Roberto e Erasmo Carlos e “Tudo passará”, de Nelson Ned. Um disco bem bacana, com refinados arranjos e orquestração do Maestro Pocho. Não deixem de conferir no GTM.
O Grand Record Brazil chega ao seu volume 154. E, como os dois anteriores, dedicado ao carnaval, trazendo 15 faixas raras nas vozes de intérpretes masculinos. Iniciando esta seleção, duas faixas com Francisco Alves, “o rei da voz”, ambas sucessos do carnaval de 1936, e com acompanhamento dos Diabos do Céu, de Pixinguinha. A primeira é a marchinha “A.M.E.I.”, de Nássara e Eratóstenes Frazão, cujos primeiros compassos estão calcados na ária “E lucevan le stelle”, da ópera “Tosca”, de Giacomo Puccini, composta em 1900. Gravação Victor de 7 de janeiro de 1936, uma terça-feira, lançada bem em cima da folia, em fevereiro, com o número 34033-B, matriz 80078. Chico Alves também cantou a música no filme “Alô, alô, carnaval”, da Cinédia. Na mesma sessão de estúdio, Chico gravou o “samba tristonho” “Comprei uma fantasia de Pierrô”, de Lamartine Babo e Alberto Ribeiro. A Victor o lançou, também em fevereiro de 36, sob número 34024-B, matriz 80079. Na faixa 3, Carlos Galhardo, “o cantor que dispensa adjetivos”, apresenta a marchinha “Girassol”, do carnaval de 1952, de autoria de Haroldo Lobo, Mílton de Oliveira e Wilson Frade. Gravação RCA Victor de 6 de setembro de 51, uma quinta-feira, lançada ainda em dezembro sob número 80-0844-A, matriz S-093062. Em seguida, duas faixas com Orlando Silva, “o cantor das multidões”. A primeira é a marchinha “Lero-lero”, de Benedito Lacerda e Eratóstenes Frazão, sucesso no carnaval de 1942, e com participação especial de Dalva de Oliveira, não creditada no selo original. Gravação Victor de 7 de outubro de 41, uma terça-feira, lançada ainda em dezembro com o número 34841-A, matriz S-052381. Em seguida, Orlando interpreta a marchinha “Carioca”, de Arlindo Marques Jr., Roberto Roberti e Eratóstenes Frazão, do carnaval de 1940. Também gravação Victor, esta de 24 de outubro de 39, uma terça-feira, lançada ainda em dezembro com o número 34536-A, matriz 33242. Na faixa 6, temos Nélson Gonçalves com o samba “Sabiá de Mangueira”, sucesso no carnaval de 1944, de autoria de Benedito Lacerda e Eratóstenes Frazão. Gravação Victor de 6 de outubro de 43, uma quarta-feira, lançada ainda em dezembro com o número 80-0134-A, matriz S-052842. Na faixa 7, Nuno Roland interpreta o samba “Seja o que Deus quiser”, de Mário Morais e Vadico, do carnaval de 1938. Gravação Odeon de 3 de outubro de 37, um domingo (!), lançada ainda em dezembro sob número 11546-A, matriz 5681. Na faixa 8, temos o primeiro grande sucesso de Jorge Veiga, “o caricaturista do samba”. É “Iracema”, samba de Raul Marques e Otolindo Lopes, gravação Odeon de 3 de fevereiro de 1944, uma quinta-feira, só lançada após o carnaval, em março, sob número 12428-B, matriz 7482. Na faixa 9, Gastão Formenti, acompanhado pelos Diabos do Céu, interpreta a marchinha “Coração na boca”, do carnaval de 1936, de exclusiva autoria de Oswaldo Santiago. Gravação Victor de 3 de dezembro de 35, uma terça-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob número 34004-A, matriz 80028. Na faixa 10, Almirante, “a maior patente do rádio”, interpreta a marchinha “O cantar do galo”, do carnaval de 1938, de autoria de Benedito Lacerda e Darcy de Oliveira. Gravação Odeon de 25 de novembro de 37, uma quinta-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob número 11562-B, matriz 5713. Na faixa 11, volta Orlando Silva, desta vez cantando a marchinha “A voz do povo”, de Francisco Malfitano e Eratóstenes Frazão, do carnaval de 1941. Gravação Victor de 10 de dezembro de 40, uma terça-feira, lançada bem em cima da folia, em fevereiro, sob número 34712-B, matriz 52071. Na faixa 12, temos o primeiro grande sucesso do cantor Albertinho Fortuna, que mais tarde se especializaria em música romântica, especialmente tangos: é a “Marcha dos gafanhotos”, de Roberto Martins e Eratóstenes Frazão, merecido êxito no carnaval de 1947. Gravação RCA Victor de 22 de outubro de 46, uma terça-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob número 80-0489-A, matriz S-078631. Na faixa 13, volta Carlos Galhardo, desta vez apresentando o maior sucesso do carnaval de 1941: uma valsa! Por sinal, muito bem feita e divertida. É “Nós queremos uma valsa”, de Nássara e Eratóstenes Frazão, que Galhardo também interpretou no filme “Vamos cantar”, da Pan-América Filmes. Gravação Victor de 21 de dezembro de 40, um sábado (!), lançada bem em cima da folia, em fevereiro, sob número 34708-A, matriz 52089. Na faixa 14, volta Almirante, agora com o samba “Criança, toma juízo”, do carnaval de 1935 (que caiu em março), de autoria do flautista Benedito Lacerda (que também faz o acompanhamento com seu regional) em parceria com Russo do Pandeiro. Gravação Victor de 6 de dezembro de 34, uma quinta-feira, lançada dois meses antes da folia, em janeiro, sob número 33890-B, matriz 79798. E, para finalizar, Sílvio Caldas apresenta outro samba de sucesso do carnaval de 1935, “Eu sonhei”, com a respeitável assinatura de Ary Barroso. Gravação Odeon de 9 de novembro de 34, uma sexta-feira, lançada ainda em dezembro sob número 11178-B, matriz 4944. E nos próximos volumes teremos muito mais carnaval. Até lá!
Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Tenho aqui, hoje, um disco de primeiríssima. Um daqueles lps que se fosse ‘da gringa’ estaria agora entre os mais cobiçados por colecionadores e especuladores. “Gafieira Etc & Tal” é um trabalho surpreendente do mestre Paulo Moura que pouco a gente escuta falar e ouvir, naturalmente… Neste álbum, lançado pelo selo Kuarup temos o artista acompanhado por sua banda de baile e como diz no texto de seu site, “destilando a malícia do repertorio sedutor que apresentava nas Domingueiras Voadoras, da Lapa, nas Gafieiras do Sesc Pompéia (SP) e do sucessu imenso com a Gafieira do Parque Lage (RJ), encontros dançantes que comandava na zona sula carioca e que marcaram toda uma geração. A gafieira tornava-se como Paulo Moura, um gênero musical brasileiro”. Cola lá no GTM…
Boa noite, amiguíssimos cultos e ocultos! Hoje eu tenho para nossa postagem este disco que comprei recentemente na Discoteca Pública, em BH. Não resisti a tentação ao ver um lp de 10 polegas, original de 1953, em tão perfeito estado de conservação, capa como nova e vinil também muito bom. E paguei somente 30 reais! Por certo isso não seria muita coisa se não fosse o fato de ser um disco do Silvio Caldas cantando músicas de Ary Barroso. Aliás, ao que tudo indica, Ary Barroso também participa, não apenas como autor das músicas, mas tocando seu piano. No pequeno repertório de oito músicas desse 10 polegadas encontramos os clássicos:
Boa tarde, amiguíssimos cultos e ocultos! Lá se vai o Carnaval e a gente continua aqui, teimosamente, postando discos para quem escuta música com outros olhos. Hoje temos o prazer de apresentar aqui o cantor, compositor e escritor gaúcho, Vitor Ramil. Irmão mais novo da dupla Kleiton e Kledir, Vitor também seguiu a carreira artística, gravando seu primeiro disco ainda novo, aos 18 anos, no final dos anos 70. Em 1984 ele então gravou este que foi o seu segundo trabalho. Um disco, como ele próprio o define, “experimental, com vinte canções cuja a sonoridade vai da música medieval ao carnaval de rua, de orquestras completas a instrumentos de brinquedo, da música eletrônica ao violão milongueiro.” Há em suas letras uma grande diversidade, regionalismo, poesia provençal, surrealismo e humor. Produzido por Kleiton e Kledir e editado pelo selo gaúcho RBS Discos em parceria com Sigla/Globo. Confiram já, no GTM 😉
Bom dia, amigos cultos e ocultos! O carnaval está bom, mas por aqui o batido vai ser outro. Vamos mais uma vez trazendo a cantora Márcia neste álbum lançado em 1970, pelo selo Elenco. Um trabalho bacana, produzido por Roberto Menescal que também cuidou dos arranjos ao lado do maestro José Briamonte. Este lp já esteve presente em outras ‘praças’ e certamente, como tudo postado por aqui, vai estar nas comunidades de compartilhamento, tipo torrent, onde você não só baixa o disco como também vírus e outros bugs de harckes. Não foi atoa ou por acaso que criei o grupo GTM. Mas cada um escolhe onde beber a água, não é mesmo? Segue assim esse volume 3 cujo o repertório é imperdível. Confiram…
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Durante esses dias carnavalescos eu até pensei em fazer várias postagens referente ao tema, como de costume aqui no nosso Toque Musical, mas como esse nosso país é um eterno carnaval, pouca diferença faz se as marchas, sambas, ranchos e frevos vem em blocos ou sozinhas. Deixemos o Carnaval rolando lá fora e vamos para a bossa nova… Hoje, tenho para vocês um clássico da Bossa Nova ‘made in USA’. Na verdade, um senhor disco lançado pela americana Capitol Records, em 1965, reunindo os brasileiros Sérgio Mendes Trio, a cantora Wanda Sá (aqui Sah) e a violonista Rosinha de Valença. De quebra, tem também o saxofonista Bud Shank. No repertório, verdadeiras joias da Bossa Nova e uma interpretação impecável que agradou em cheio o público americano e porque não dizer, o mundo inteiro. Confiram no GTM…
E aqui está novamente o Grand Record Brazil, edição de número 153, apresentando mais uma coletânea de marchinhas dos bons tempos em gravações raras. Abrindo esta seleção, temos Francisco Alves, “o rei da voz”, interpretando “Maria Rosa”, de exclusiva autoria de Nássara, com versos surrealistas, aproveitando um compasso da canção “Rose Marie”, da opereta homônima do checo Rudolf Friml. Foi tão grande seu sucesso no carnaval de 1934, que foi dado o apelido de Maria Rosa a uma tabela de aumento de vencimentos dos funcionários dos Correios e Telégrafos, que teimava em não aparecer… Gravação Odeon de 5 de dezembro de 33, uma terça-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, com o número 11087-B, matriz 4761. Na faixa 2, Dircinha Batista, acompanhada pelos Diabos do Céu, de Pixinguinha, interpreta “Muito riso e pouco siso”, da folia de 1936, assinada por uma dupla campeã de carnavais, João de Barro (Braguinha) e Alberto Ribeiro. Gravação Victor de 15 de janeiro de 36, uma quarta-feira, lançada bem em cima do carnaval, em fevereiro, sob número 34030-A, matriz 80086. Na faixa 3, Jayme Brito interpreta “Abre alas”, de J. Piedade e Jorge Faraj, sucesso do carnaval de 1940 que cita o clássico “Ó abre alas”, de Chiquinha Gonzaga. Gravação Odeon de 25 de setembro de 39, uma segunda-feira, lançada ainda em dezembro com o número 11794-A, matriz 6204. Na faixa 4, Odete Amaral, acompanhada pelos Diabos do Céu, interpreta “Colibri”, de Ary Barroso, sucesso do carnaval de 1937. Gravação Victor de novembro de 36, feita numa sexta-feira 13 (!)e lançada ainda em dezembro com o número 34120-B, matriz 80255. Na faixa 5, volta Dircinha Batista, desta vez cantando “Oh! Tirolesa”, de Haroldo Lobo e Oswaldo Martins, do carnaval de 1949. Gravação Odeon de 4 de novembro de 48, uma quinta-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, com o número 12899-A, matriz 8439. Na faixa 6, Jararaca apresenta “Flauta de bambu”, de Nássara e Sá Roris, do carnaval de 1939. Gravação Odeon de 29 de novembro de 38, uma terça-feira, lançada bem em cima da folia, em fevereiro, sob número 11691-A, matriz 5979. Na faixa 7, volta Odete Amaral, junto com os Diabos do Céu, desta vez cantando “Ali Babá”, de Roberto Roberti e Arlindo Marques Jr., do carnaval de 1938. Gravação Victor de 25 de agosto de 37, uma quarta-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob número 34269-B, matriz 80599. Na faixa 8, Patrício Teixeira interpreta “Caiu o pano da cuíca”, sucesso do carnaval de 1939, de autoria de outra dupla de muitos êxitos na folia de Momo, Haroldo Lobo e Mílton de Oliveira. Gravação Victor de 25 de novembro de 38, uma sexta-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, com o número 34404-A, matriz 80944. Na faixa 9, volta Francisco Alves, desta vez acompanhado pelos Diabos do Céu, interpretando “Cadência”, “marcha-caricatura” de Nássara e Lamartine Babo sobre motivos da opereta “Valência”, do espanhol José Padilla. Gravação Victor de 23 de dezembro de 35, uma segunda-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob número 34024-A, matriz 80067. Na faixa 10, temos novamente Dircinha Batista, agora cantando “Acredite quem quiser”, de Nássara e Eratóstenes Frazão, do carnaval de 1940. Gravação Odeon de 7 de dezembro de 39, uma quinta-feira, lançada bem em cima da folia, em fevereiro, sob número 11828-A, matriz 6296. Em seguida, temos duas faixas com J. B. de Carvalho. A primeira é “Pó de mico”, dos campeoníssimos Haroldo Lobo e Mílton de Oliveira, do carnaval de 1941. Gravação Odeon de 31 de outubro de 40, uma quinta-feira, lançada ainda em dezembro sob número 11931-A, matriz 6496. E na faixa seguinte, Carvalho interpreta “Americana”, do carnaval de 1939, de autoria de Roberto Roberti, Nássara e Arlindo Marques Jr., que se esconderam sob o pseudônimo de Tio Sam (!). Gravação Victor de 27 de setembro de 38, uma terça-feira, lançada ainda em dezembro com o número 34392-B, matriz 80907. Na faixa 13, Aurora Miranda, irmã de Cármen, e João Petra de Barros interpretam juntos “O tempo passa”, de Custódio Mesquita e Paulo Orlando, da folia de 1935, que caiu em março. Gravação Odeon de 22 de outubro de 34, uma segunda-feira, lançada em janeiro de 35 sob número 11191-A, matriz 4937. Para finalizar, temos Luiz Barbosa, acompanhado pelos Diabos do Céu, interpretando mais um sucesso do carnaval de 1936: “Oh oh não”, de Antônio Almeida e Alfredo Godinho, aproveitando jingle da Drogaria Sul Americana, do Rio. Gravação Victor de 15 de janeiro de 36, uma quarta-feira, lançada bem em cima da folia, em fevereiro, com o número 34029-A, matriz 80084. E no próximo volume, traremos ainda mais sucessos carnavalescos. Até lá!
Bom dia, amigos cultos e ocultos foliões! E enfim, o Carnaval! Está aqui o nosso grito oficial em pleno sabadão. Vamos logo com essa postagem, pois o meu tempo é sempre curto e eu agora já estou indo para a folia. A cidade está cheia e é só alegria. Vamos brincar o Carnaval! Segue aqui mais um disco da série “Baile da Saudade” e aqui temos o volume três. O dois fica para quando eu achar, hehehe… Neste lp, lançado em 1977, temos um verdadeiro ‘pot pourri’ de marchinhas e frevos clássicos. Um apanhado musical carnavalesco de encher os olhos e os ouvidos, naturalmente. Temos aqui o cantor Expedito Baracho acompanhado da Orquestra de Frevos de Clovis Pereira, do tradicionalíssimo carnaval do Recife. Mais uma maravilha do momento que não dá para perder. Confiram o link lá no GTM (Grupo do Toque Musical).
Olá, amigos cultos e ocultos! Estamos em pleno Carnaval e eu havia mesmo planejado postar aqui vários discos do gênero, mas percebi que esses são produções exclusivas do Grand Record Brazil, braço de cera, como diz o nosso amigo Samuca, que também é quem cuida das resenhas para essa série. Achei então melhor espaçar, deixá-los para outros momentos. Mas ainda assim teremos as marchinhas e outros quitutes carnavalescos, ok? Vamos mais uma vez na herança deixada pelo Sintonia Musikal, agora trazendo uma coletânea do selo Odeon, celebrando a então música jovem. Temos aqui alguns dos artistas/conjuntos que faziam parte deste ‘cast’ da gravadora. Artistas, muitos deles, vindos da onda Jovem Guarda. Um disco bacana, pois seleciona diferentes artistas e faixas extraídas de discos que hoje já não encontramos com tanta facilidade por aí. Vale a pena recordar…
as pazes – adriana
eu esperarei – bobby de carlo
primavera – trio esperança
a rosa – deny e dino
eu quero alguém para amar – joão luiz
um tipo especial de amor – silvinha e eduardo araújo
Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Pensei que seria tranquilo manter as postagens diárias e mais ainda nesse período de carnaval, mas esqueci de dizer que eu também sou folião e daí, quem diz que eu consigo achar tempo nessa loucura para postar alguma coisa…? Bom… a gente tarda, mas não falha… Segue aqui um disco bacana, herança deixada pelo Chico e seu saudoso Sintonia Musikal, De Castro e seu conjunto, no álbum lançado em 1962, através do selo Masterplay. Estamos falando aqui do grande instrumentista Heitor Avena de Castro, que neste disco aparece apenas como “De Castro”, em outros com Avena de Castro e também em dupla com o pianista João Peixoto Primo na série ‘Som Ambiente’ como Avena e Primo. Avena era um mestre da cítara e na sua época era talvez um dos únicos músicos a tocar esse instrumento, principalmente na execução de gêneros tão incomuns para um instrumento de origem austríaca. Ainda hoje, poucos são os que se aventuram, aqui no Brasil, a tocar esse instrumento. E neste disco, de 62, Avena dá um show de talento, tocando exclusivamente sambas, numa batida até então diferente e inovadora chamada Bossa Nova. Taí, um disco que agrada gregos e troianos. Confiram essa belezinha no GTM.
Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Carnaval já está aí e nós aqui tentando entrar na folia. Logo mais teremos outras marchinhas e sambas carnavalescos, mas vamos também mantendo o grau, buscando mostrar que aqui temos a maior diversidade fonomusical. Para hoje temos o excelente Tamba Trio, grupo vocal e instrumental que nasceu no início dos anos 60, no embalo da Bossa Nova. Formado inicialmente por Luiz Eça, Bebeto Castilho e Hélcio Milito, grupo esse que acompanhava as cantoras Maysa e depois Leny Andrade. Também tocando ao lado de Roberto Menscal e Luiz Carlos Vinhas. Teve ao longo de toda a sua trajetória outras formações, chegando inclusive a se tornar um quarteto. Entre umas e outras, o Tamba seguiu até o início dos anos 90, quando então seu principal elemento, Luiz Eça veio a falecer, em 1992. Neste lp, lançado em 1966 pelo selo Philips, temos o trio formado por Eça no piano, Bebeto no contrabaixo e flauta e Rubens Ohana na bateria, substituindo Hélcio Milito. O álbum nos traz um repertório com músicas de Baden, Vinícius, Francis Hime e também dos então ‘novatos’, os baianos, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Edú Lobo, este último também é quem escreve o texto de apresentação da contracapa. Sem dúvida, um disco clássico da nossa música popular brasileira. Uma pérola que não se pode deixar de apreciar. Confiram no GTM…
Olá amigos cultos e ocultos. Algumas coisas, as vezes, me chegam as mãos e ficam naquela gaveta esperando a sua hora. Quando chega uma oportunidade de postar já não me lembro. Este disco que posto hoje é algo assim. E oque temos para hoje é uma atração internacional, coisa que também não tenho feito por aqui. Apresento ao amigos, Adelina Garcia, uma cantora mexicana que fez muito sucesso aqui no Brasil nos anos 50. Ela, na verdade, como nos conta o próprio texto de contracapa, nasceu nos Estados Unidos, mas ainda criança foi morar no México. Seus pais eram mexicanos. Atuou como cantara e com muito sucesso nos anos 40 e 50. Esteve no Brasil várias vezes e em 1955 gravou por aqui este lp de dez polegadas com alguns de seus maiores sucessos, acompanhada da orquestra de Oswaldo Borba. Um disquinho bem ao gosto do público brasileiro. Certamente vocês vão amar. Confiram no GTM.
Ó abre alas que o Grand Record Brazil quer passar! Neste volume, o de número 152, estamos iniciando uma série dedicada ao carnaval, trazendo de volta muitas gravações hoje raras, todas elas de marchas ou marchinhas. Abrindo esta seleção, temos “Lá vai ela”, do carnaval de 1937, de autoria de Jararaca e Vicente Paiva, interpretada pelo próprio Jararaca, acompanhado de sue conjunto. Gravação Odeon de 12 de dezembro de 36 (um sábado!), lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob número 11449-B, matriz 5498. Em seguida, temos Dircinha Batista, então na plenitude de seus treze anos de idade, interpretando “Pirata”, da parceria João de Barro (Braguinha)-Alberto Ribeiro, acompanhada pela orquestra Diabos do Céu, de Pixinguinha, sucesso no carnaval de 1936. Gravação Victor de 15 de janeiro desse ano, uma quarta-feira, lançada em cima da folia, em fevereiro, com o número 34030-B, matriz 80087. Dircinha também cantou a música, vestida de pirata, no filme “Alô, alô, carnaval”, da Cinédia. Na faixa 3, Nélson Gonçalves interpreta outro sucesso, este do carnaval de 1950: “Serpentina”, de Haroldo Lobo e David Nasser. Gravação RCA Victor de 9 de outubro de 49 (um domingo!), lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob número 80-0630-A, matriz S-078948. Na faixa 4, volta Dircinha Batista, desta vez cantando “Na casa do seu Thomaz”, sucesso do carnaval de 1939, de autoria de J. Cascata e Nássara. Gravação Odeon de 24 de novembro de 38, uma quinta-feira, lançada bem em cima da folia, em fevereiro, sob número 11689-A, matriz 5977. Na faixa 5, Odete Amaral, “a voz tropical do Brasil”, interpreta “Pavãozinho dourado”, de Roberto Cunha (jogador de futebol que participou da Copa do Mundo de 1938), que obteve boa aceitação na folia de 1940. Gravação Victor de 24 de outubro de 39, uma terça-feira, lançada ainda em dezembro com o número 34537-A, matriz 33199. Na faixa 6, Mário Reis, acompanhado pelos Diabos do Céu, interpreta “Linda Mimi”, composição de João de Barro (Braguinha)sem parceiro, que Mário também cantou no filme “Estudantes”. Gravação Victor de 26 de junho de 1935, uma quarta-feira, lançada em agosto do mesmo ano com o número 33957-B, matriz 79942. Seu sucesso chegaria ao carnaval de 1936. Na faixa 7, Newton Teixeira, o inspirado compositor de “A deusa da minha rua” e “Malmequer”, entre outras, canta, acompanhado pelo regional do flautista Benedito Lacerda, “Quando eu for bem velhinho”, sucesso do carnaval de 1940, de autoria de Lupicínio Rodrigues (que não fazia apenas sambas-canções e também era de carnaval) e Felisberto Martins. Gravação Odeon de 30 de novembro de 39, uma quinta-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, com o número 11822-A, matriz 6284. Em seguida, temos a presença de Patrício Teixeira, cantor, violonista e também professor de violão, em duas faixas. Primeiramente, “Diabo sem rabo”, de Haroldo Lobo e Mílton de Oliveira, do carnaval de 1938, que teve problemas com a censura na época, e motivou uma segunda gravação (matriz 80678-3), com letra menos explícita que a desta primeira versão, gravada na Victor em 4 de janeiro de 38, uma terça-feira, e lançada bem em cima da folia, em fevereiro, com o número 34289-A, matriz 80678-1. No acompanhamento, a orquestra Diabos do Céu, de Pixinguinha. Patrício ainda canta “Pele vermelha”, também de Haroldo Lobo e Mílton de Oliveira, do carnaval de 1940. Gravação também da Victor, de 9 de outubro de 39, uma segunda-feira, lançada ainda em dezembro com o número 34528-A, matriz 33177. Cyro Monteiro, “o cantor das mil e uma fãs”, aqui comparece com “Morena brasileira”, de Nélson Trigueiro e Miguel Lima, do carnaval de 1941. Gravação Victor de 14 de novembro de 40, uma quinta-feira, lançada ainda em dezembro sob número 34691-B, matriz 52050. Sílvio Caldas, “o caboclinho querido”, interpreta “Seu Gaspar”, de Hervê Cordovil sem parceiro, do carnaval de 1938, acompanhado por Napoleão Tavares e seus Soldados Musicais. Gravação Odeon de 13 de dezembro de 37, uma segunda-feira, lançada bem em cima da folia, em fevereiro, com o número 11574-A, matriz 5734. Na faixa 12, volta Nélson Gonçalves, desta vez cantando “Princesa de Bagdá”, sucesso do carnaval de 1948, e, assim como “Serpentina”, também de Haroldo Lobo e David Nasser. Gravação RCA Victor de 27 de outubro de 47, uma segunda-feira, lançada ainda em dezembro com o número 80-0560-A, matriz S-078804. Aracy de Almeida, a dama da Central (e do Encantado), vem em seguida, interpretando “Papagaio”, de J. Piedade e Sá Roris, do carnaval de 1940. Gravação Victor de 20 de outubro de 39, uma sexta-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, com o número 34539-A, matriz 33196. Para finalizar, temos Joel e Gaúcho, “os irmãos gêmeos da voz”, apresentando “Mulata (Rainha do meu carnaval)”, de Hildebrando Pereira Matos e Felisberto Martins, acompanhados por Abel e sua Orquestra, do carnaval de 1946 (que caiu em março). Gravação Odeon de 17 de dezembro de 45, lançada um mês antes da folia, em fevereiro, com o número 12666-A, matriz 7965 (há uma reedição posterior, com o número 12977-A). No próximo volume, teremos mais marchinhas de carnaval dos bons tempos. Até lá!