Ednardo (1974) 

Aqui, um outro compacto, estilo genérico das capinhas de plástico vermelho da RCA Victor, desta vez, um lançamento de 1974 trazendo o cantor e compositor cearense, Ednardo. Neste compacto simples temos duas canções, “Carneiro” e “Pavão Mysteriozo”, sendo esta segunda seu grande sucesso. O lp foi lançado em 74 e “Pavão Mysteriozo” viria a ser tema de abertura da novela Saramandaia”, em 1976. No selo deste compacto podemos ver, o ano de lançamento, 1974 e a referencia ao tema da novela de 76. Estranho, né? 
 
carneiro
oavão mysteriozo
 
 
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Antonio Marcos (1969) 

Desta vez, vamos com um disquinho da RCA Victor. Compacto simples, lançado em 1969, trazendo o cantor e compositor Antônio Marcos, artista que fez muito sucesso nos anos 60 e 70. Foi casado com a cantora Vanusa. Antes de se lançar em carreira solo fez parte de um grupo vocal, Os Caçulas. TAmbém foi ator, trabalhando em teatro e no cinema. Durante os anos 60 Antonio Marcos aparece em vários compactos, entre os quais este com um de seus sucessos, música de autoria de Nelson Ned, “Se eu pudesse conversar com Deus”. Ao que parece, as músicas desses primeiros compactos não foram lançadas em lp.
 
se eu pudesse conversar com deus
eu sou o mesmo de ontem
 
 
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Super Bacana (1980) 

Desta vez, temos um compacto da Polydor no início do anos 80, apresentando o conjunto Super Bacana. Este grupo foi formado no Rio de Janeiro inicio dos anos 70. Tocavam em bailes e clubes da cidade ao lado de outros grandes grupos como The Fevers, Renato e seus Blue Caps, Painel de Controle… O Super Bacana era um conjunto profissional de baile. Animou muita festa no Rio de Janeiro nos anos 70 e 80. Gravatam o primeiro disco pela Polydor, em 1977. Um de seus grandes sucessos foi a “Melô da Pipa” (Tá Como Medo Tabaréu). Aqui, neste compacto de 1980, temos o conjunto em dois novos bons momentos, “Chorar pra que” e “Fora de moda”, essa última, redescoberta pelos DJ’s de plantão. Logo, logo o disquinho some do Mercado Livre ou sobe de preço.  🙂
 
chorar pra que
fora de moda
 
 

Wanderléa – Antonio Claudio – V Festival Internacional Da Canção Popular (1970)

Aqui, outro raro disquinho de sete polegadas da Polydor. Lançado em 1970, este compacto simples é uma espécie de amostra das novidades de artistas deste selo. No caso, temos Wanderléa, com “A charanga” e Antônio Claudio com “Aleluia, aleluinha para cinco cavaleiros”, dois artistas e duas composições distintas que fizeram parte do V Festival Internacional da Canção Popular. Possivelmente, essas gravações só existem neste compacto.
 
a charanga – wanderléa
aleluia aleuinha para cinco cavaleiros – antonio claudio

Tim Maia (1971)

Outro compacto do selo Polydor, desta vez trazendo o inesquecível Tim Maia. Aqui temos ele um ano após ter lançado seu primeiro lp pela Polydor e esquentando uma nova produção neste compacto simples no qual aparece um de seus grandes sucessos, “Chocolate”.
 
chocolate
paz
 
 
 

Sidney Magal (1976) 

E saíndo da Odeon, agora vamos para a Polydor 🙂 em mais um compacto que marcou época. Aqui temos Sidney Magal fazendo sua estréia em disco. Um compacto realmente dos mais interessantes onde podemos ver duas facetas do artista. Naquele início de carreira ele se lança em um compacto simples trazendo “Se te agarro com outro te mato”, versão de um sucesso do argentino Cacho Castanã e que aqui fez ainda mais sucesso na voz e na figura de Magal. Curiosamente, esta música apareceu primeiro com o nome de “Se te pego com outro te mato”. Foi, sem dúvida, determinante para a construção da figura do cigando, do amante latino, do grande ídolo brega. Por outro lado, ou seja, do outro lado do disquinho temos ainda uma grande surpresa, Magal interpretando uma boa versão de “Oh very young”, sucesso internacional de Cat Stevens, aqui chamada de “Velho sonho”, música esta que acabou não entrando no primeiro lp e certamente porque destoa da proposta de um ídolo latino. Por certo, muita gente não conhece essa versão, ofuscada pelo sucesso imediato da primeira. Pode-se dizer que hoje é um disquinho raro, pois nem em coletâneas ou em alguma apresentação ele voltou a cantar o “Velho sonho”. Vale a pena conhecer…
 
se te agarro com outro te mato
velho sonho
 
 
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Taiguara (1968) 

Mais um compacto Odeon de sucesso. Desta vez, tem um 7 polegadas de Taiguara. Por certo, já apresentamos aqui a versão completa, ou seja, o lp. Mas já que estamos nessa vibe de compactos Odeon, porque não? Aqui, então, Taiguara em compacto lançado em 1968 trazendo os sucessos…
 
um novo rumo
helena helena helena
 
 
 
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Clara Nunes (1973)

E não é que temos ainda mais discos da Odeon? Aqui um lançamento promocional trazendo em compacto simples, a inesquecível Clara Nunes. Disquinho de 1973 anunciando o lançamento do lp, também naquele mesmo ano de 73, trazendo o sucesso “Tristeza pé no chão”. Este lp ainda não trouxemos por aqui, mas uma hora aparece 🙂
 
tristeza pé no chão
o mais que perfeito
 
 
 
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Eliana Pittman (1971) 

Só tá dando compactos da Odeon por aqui… E nesta, vamos trazendo aqui um compacto da Eliana Pittman, de 1971. Por um engano, acabamos trocando as capinhas dos disquinhos. Esta é do compacto “4 Sucessos”, que não é do selo verde e rosa. Mas tudo bem…tá valendo, né? São tantas as emoções, como diria Roberto Carlos. Então, seguimos com a cantora Eliana Pittman trazendo “Porto Seguro” e o grande sucesso “Das 200 para lá”. Músicas que estariam presentes em seu lp, também daquele mesmo ano de 71.
 
das 200 para lá
porto seguro
 
 

Silvinha (1970)

Mais um disquinho Odeon selo verde e rosa. Compacto simples trazendo a cantora Silvinha com dois sucessos que fizeram parte de seu lp, lançado também naquele ano de 1970. São duas versões de canções italiana que faziam muito sucesso naqueles anos 60, “Cammino sulle nuvole” e “Parole d’amore”.
 
palavras de amor
caminhos sobre nuvens
 
 
 
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Fernando Mendes, Agnaldo Timóteo, Lincoln e Conjunto Nosso Samba 4 Sucessos (1975)

E aqui, fechando essa série de compactos Odeon (verde e rosa), temos agora um disquinho duplo, ou seja, com quatro faixas. Ou ainda, quatro  de seus artistas. Disquinho feito para promover seus artistas populares. Uma amostra onde temos Fernando Mendes, Agnaldo Timóteo, Conjunto Nosso Samba e Lincoln.
 
ídolo de cera – fernando mendes
a noiva – agnaldo timóteo
batuqueiro – lincoln
tom maior – conjunto nosso samba
 
 
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Luiz Cláudio (1970) 

E eis aqui um terceiro compacto Odeon, trazendo o cantor e compositor mineiro Luiz Claudio, artista que iniciou sua carreira ainda nos anos 50, tendo gravado diversos discos, alguns deles já apresentado no nosso Toque Musical. E agora temos este compacto simples, de 1970, com duas canções que não chegaram a ser lançadas em lp…
 
menina
primeira namorada
 
 
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Paulo Diniz (1970)

Olha aí, outro compacto simples de uma das boas fases da Odeon, tempo dessas memoráveis e charmosas capinhas e selo em verde e rosa. Desta vez, trazendo outro artista famoso desta gravadora, o pernambucano Paulo Diniz, com duas canções de sucesso que fariam parte de seu lp, naquele mesmo ano de 1970…
 
quero voltar pra bahia
poe um arco-iris na sua moringa
 
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Silvio Cesar (1969)

Seguindo em nossas postagens, vamos com este compacto do cantor e compositor Silvio Cesar, artista que fez muito sucesso nos anos 60 e 70. Aqui temos dele este disquinho lançado pela Odeon, sua gravadora, em 1969, trazendo duas canções: “O bonde alegria” e “Eu quero que você morra”, sendo esta segunda canção lançada em seu álbum “Minha prece de amor”, em 1970. Disco este, já apresentando em nosso Toque Musical.
 
o bonde alegria
eu quero que você morra
 
 
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Coral Das Noviças Das Filhas De Caridade De São Vicente De Paula (1964)

Mais um compacto… Desta vez, temos este disquinho que havia sido reservado para a última semana natalina, mas acabo sendo esquecido pelo Papai Noel. Para que não fique esquecido no próximo Natal, vamos trazendo ele hoje e aí, vocês deixam para ouvir no fim do ano, combinado? Hehehe…
Aqui temos o Coral das Noviças das Filhas da Caridade de São Vicente de Paula em um disquinho muito raro lançado em 1964, sem fins comerciais, conforme nos fala o texto na contracapa. Mas, ao que parece, o disco era doado a quem, em contrapartida, fizesse uma doação à Casa Provincial das Filhs da Caridade de São Vicente de Paula. Tiragem limitada, mais um disco raro.
 
blem, blem, blem, o sino ate
natal canto de alegria
glorai in excelsis deo
noite feliz
 
 
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Celso Landrini – Compacto (1968)

Um compacto para o dia de hoje… No sorteio, veio este, um excelente exemplar para a nossa lista de coisas raras. Aliás, os compactos, geralmente cosmtumam ser mais raros por conta, principalmente, de produções independentes. Mas também temos inúmeros outros artistas de selo grande que ficaram só no compacto. É bem o caso deste artista que agora apresentamos, Celso Landrini. Ao que tudo indica ele só gravou uns dois ou três compactos nos anos 60. Não há na rede nenhuma informação sobre ele. Curiosamente, aparece um outro artista com o mesmo nome, mas pelo tímbre da voz, não parece ser o mesmo. O Celso Landrini aqui é um cantor ao estilo Agnaldo Timóteo, uma voz bem parecida e seguindo um mesmo estilo musical. Confiram no GTM…
 
o amor que virá
se deus o quis assim
 
 
 

II Festival Univesitário Da Música Brasileira (1969)

E vamos nós para mais um disco de festivais… Já foram tantos postados aqui que as vezes é difícil saber se não estamos repetindo o toque. E digo isso, por conta de que as configurações do nosso index já foi pro brejo :(, algum problema na configuração que faz com que um título postado não apareça na busca. Enfim, não importa… Vamos postar assim mesmo: II Festival Universitário da Música Brasileira. Promovido pela antiga TV Tupi e Secretaria de Cultura da Guanabara, este festival, como o próprio nome já diz, foi um concuro voltado para compositores universitários. Aconteceu no Rio de Janiero e em São Paulo, sendo, respectivamente, os vencedores, Luiz Gonzaga Jr. com a música “Trem” e Abílio Manoel com “Pena Verde”. Foram ao todo 30 selecionados, 15 em cada Estado. Por certo, um festival de alto nível e que mereceu um registro em disco. Infelizmente, neste lp, que podia ter sido um álbum duplo, temos apenas os classificados do Rio de Janeiro.
 
o trem – luiz gonzaga jr
nada sei de eterno – lúcio alves
monica, monica – cynara
de lá pra cá – regininha
mirante – maria creusa e cesar costa filho
mundo novo vida nova – claudette soares
de esquina em esquina – marcos samm
alice – homero
morar sem paredes – luiz carlos sá
 
 
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As 13 Da Sorte – Coletânea (1971)

Coisa boa é coletânea. Pode ser do que for, sempre tem algo que salva. Precisamos investir um pouco mais nessas seleções oficiais produzidas pelas nossas gravadoras. A coletânea, hoje, talvez não seja algo comum como foi no passado. Hoje isso se chama ‘playlist’ e a maioria das pessoas tem disponível em seus celulares, pagando um valor mensal para manter acessíveis uma infinita discoteca virtual.
Mas, voltando à coletânea, aqui temos uma rara e muito interessante seleção da gravadora Caravelle. São treze músicas extraídas de lps de diferentes artistas que gravaram por este selo. Aqui temos…
 
fantasma do passado – paulo sergio
outro amanhecer – katia cilene e jorge claudius
vou voltar para o meu primeiro amor – helio portinhal
por sua ausêcia – painel de controle
menti pra você – diana
sábado no morro – agnaldo timóteo
eu te amo tanto – arthurzinho
enxugue a lágrima – fredson
my friend – blow up
almas amigas – fernando moraes
onde eu nasci passa um rio – marcos moran
só pense em mim – paulo sergio
mensagem de positivismo – ivan trilha
 
 
 

Brazilian Popular Sextet – Show De Sucessos (1969)

Aqui, uma rara produção da Avanço Discos Ltda, uma pequena editora e selo paulista que atuou nos anos 60 e lançou alguns dos mais obscuros lps, principalmente de conjuntos pop, no auge da Jovem Guarda. Neste, temos um conjunto instrumental, o Brazilian Popular Sextet, que possívelmente foi criado para este disco. Não há muito o que falar sobre o lp além do que ele mesmo nos traz de informações. Trata-se de um sesteto tocando uma seleção de sucessos daquela época trazendo músicas de compositores como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Sergio Ricardo, Alberto Roy, Dori Caymmi, Arnaldo Sacomani, Capinan, Nelson Motta e Adylson Godoy. Este último é também o responsável pela direção artística, o que nos leva a crer que também esteja tocando nesse sexteto. Confiram…
 
fim de tristeza
mancada
baby
girassol
o cantador
alegria alegria
soy loco por ti america
jardim da infância
frevo rasgado
riqueza do brasil
escuta meu amor
pra chatear
 
 
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Fernando Falcão – Memórias Das Águas (1981)

Há discos que passam batido e a gente só percebe que eles existem, as vezes até bem disponíveis, depois que os descobrimos. É bem o caso deste lp do compositor, poeta e percussionista Fernando Falcão, “Memórias das Águas”, lançado em 1981 pelo selo independente Poitou. Fernando Falcão foi ativista político na época da ditadura militar e viveu por muitos nos exilado na França. Foi por lá que ele gravou este disco, que poderia ser considerando algo próximo de um misto de New Age e “hermetismos pascoais” (com dizia Caetano). Experimentalismo puro, com influências diversas. Coisa bem legal que vale a pena conhecer.
 
memória das águas
amanhecer tabajara (a alceu valença)
ladeira dos inocentes
revoada
mercado (gravado no mercado de tanger)
curimão (sons onomoatopaicos e folk da guiné)
solito (solo de balauê)
danado cantador (badauê, orquestra e declaração) (a fagner)
 
 
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Blitz – Você Não Soube Me Amar (1982) 

Dentro da temperamentalidade fonomusical do nosso blog, seguimos agora com este disquinho. Um compacto, por certo, muito especial. Marca dois momentos. 
Na indústria fonográfica, o fim dos disquinhos compactos. Surgiam por aqui os EPs Mix que são discos de 12 polegadas, mas com apenas uma música, um ‘compactão’, que passou a fazer o mesmo que o disco de 7 polegadas fazia. Claro que o compacto não acabou, mas na indústria fonográfica. já em fase transição, sim. O ‘mix’ é o que viria a seguir.
Outro momento , dentro dessa transição é o surgimento da banda Blitz, que de certa forma vinha para anunciar uma nova era do pop-rock nacional. Foi a partir daquele momento que a música pop ganha força e passa a ser mais explorada pela indústria fonográfica. Momento onde começam a pipocar dezenas de bandas por todo Brasil.
E este compacto, que apresentava a Blitz ao Brasil, trazia apenas uma música, a irreverente  “Você não soube me amar”, em um lado só. Do outro, literalmente, ‘nada, nada, nada…’, nem no selo. Apenas o ‘nada’ repetido por uns segundos. Esta música foi um grande sucesso, marcou época e até hoje mantem sua irreverencia. Isso, por certo, diferencia e destaca a importância do compacto. E para aqueles que se ligam nesses detalhes históricos-colecionáveis’, ainda é possível encontrar o disquinho a preço de banana (se é que banana ainda é barato).
 
você não soube me amar
nada
 
 
 

Rildo Hora E Clube Dos 7 – Samba Made In Brazil (1966)

Mais uma vez marcando presença em nosso Toque Musical, o grande Rildo Hora em mais um disco raro e fora de série, gravado por ele nos anos 60. Um lp cheio de bossa e verdadeiramente tipo exportação. Não é atoa que tem como título “Samba Made In Brazil”. Delícia de ouvir…
 
batida diferente
ilusão atoa
hora’s blue
brazilian  bossa
amanhecendo
adorei milhões
esse nosso jeito
carnaval triste
um brasileiro nos states
menino joão
manhã no posto 6
um sonho para dois
 
 
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João Pinheiro E José Vieira – Violões Em Seresta (1968)

Como bom mineiro, não podemos deixar passar a prata da casa. Aqui, um disco da Bemol, produção dos anos 60 trazendo a seresta na visão e interpretação de dois grandes seresteiros mineiros, os violonistas e compositores João Pinheiro e José Vieira. Foram artistas, músicos autodidatas, compositores empíricos mineiros que atuaram dos anos 50 aos 70. Seus registros musicais e suas obras contaram com produções modestas e locais. José Vieira aparece em outros discos e aqui já o apresentamos em lp também gravado no estúdio Bemol, nos anos 70. Boa parte da transcrição musical das obras desses dois compositores foram feitas pelo músico e pesquisador José Pascoal Guimarães e hoje seu acervo pertence a Escola de Música da UFMG.
 
abismo de rosas
densgoso
carmem lúcia
o destino desfolhou
genilda
marcha dos marinheiros
branca 
hiumara
triste carnaval
horizontina
pingo de orvalho
mimi
 
 
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Ney Matogrosso – Pescador De Pérolas (1987)

Olha aí… mais um daqueles discos que vale a pena ouvir e ter para ouvir :). Neste, temos Ney Matogrosso em um show acústico, tendo ao lado, dando o devido suporte, se complementando… Arthur Moreira Lima, Rafael Rabello, Paulo Moura e Chacal. Esse é o time que apresenta “Pescador de Pérolas”, um nome bem sugestivo para um disco recheados de sabores. Desnecessário dizer, mas é um espetáculo!
 
o mundo é um moinho
segredo
tristeza do jeca
dora
a lua girou
mi par d’udir ancora
quem sabe
das cruces
alma ilanera
bejame mucho
da cor do pecado
rio de janeiro
aquarela do brasil
 
 
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Márcia – Eu E A Brisa (1968) 

E aqui temos um disco que não poderia faltar em nossa lista, o primeiro lp da cantora Márcia. “Eu e a brisa”, lançado em 1968 pela Companhia Brasileira de Discos, através do selo Philips. Este lp é fruto do sucesso da cantora interpretando a canção de Johnny Alf no 3º Festival da MPB, da TV Record, que curiosamente nem chegou a ser classificada. Mas foi, sem dúvida um dos maiores sucessos de Márcia. Álbum de estreia, traz um repertório refinado. Um vinil que hoje em dia está sumido da praça. Quem catou, catou…
 
eu e a brisa
pra machucar meu coração
canção que morre no ar
se a gente morresse de amor
é precisa dizer adeus
passa por mim
a volta
samba da pergunta
dorme profundo
aula de matemática
de você eu gosto
eu também preciso de você
 
 
 
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Carlos José – Uma Noite De Seresta Vol. 2 (1967)

Nosso encontro do dia é com Carlos José, cantor e seresteiro o qual já apresentamos aqui outras vezes. Inclusive, entre os discos postados, um era da série “Uma noite de seresta”, o quinto volume. Agora estamos trazendo o volume dois, lançado originalmente em 1967. Porém, este e os demais volumes vieram a ser relançados nos anos 70 devido ao sucesso que fazia a série já em seu quinto volume. E chegou a seis, lançado em 71. E o que tem de especial essa série? Sem dúvida, a CBS investiu num excelente cantor para uma seleção com dezenas de clássicos do nosso cancioneiro popular. Aqui, neste segundo volume temos como (bom) exemplo as seguintes canções…
 
nancy
lua branca
ao luar
guacyra
malandrinha
arranha-céus
acorda adalgiza
ave maria
três lágrimas
ontem ao luar
lua nova
por causa desta caboca
 
 

Bossa Barroca Trio – Bossa Barroca (1968)

Eis aqui um disquinho dos mais raros e da melhor qualidade. Nos anos 60 a Musidisc investiu num formato de disco único, os chamados ‘mini lps’. Esses discos eram fabricados em formato dos compactos, ou seja, discos de 7 polegadas onde eram colocadas até 10 faixas, ou músicas. Uma ideia genial que reduzia os espaços nas discotecas. A Musidisc lançou uma série de artistas de variados gêneros, foram dezenas de títulos em discos que hoje quase não se vê mais um exemplar. Ainda é possível encontrar esses disquinhos no Discogs e Mercado Livre, com muita sorte até em sebos. São realmente discos muito raros, patenteados pela gravadora, o que quer dizer que somente ela chegou a lançar discos como este. Por alguma infelicidade a ideia não vingou e os disquinhos foram caindo no esquecimento. Porém, de uns tempos para cá, discos com este vem despertando o interesse de colecionadores. Fica ainda mais raro quando entre esses há um obscuro lançamento como este, Bossa Barroca, uma seleção de clássicos da Bossa Nova em estilo de música barroca, interpretada por um trio com cravo, baixo e bateria. O conjunto Bossa Barroca Trio é simplesmente um mistério, não há informações sobre os músicos que por certo, eram talvez músicos de estúdio, sempre prontos para projetos como esse. Curiosamente, nem no Youtube se encontra esses áudios disponíveis. Talvez agora, depois do nosso toque musical, alguém queira monetizar o disquinho por lá. O áudio já está disponível no no GTM.
 
corcovado
samba de verão
inútil paisagem
tristeza de nós dois
sonho de maria
garota de ipanema
amanhecendo
amor e paz
ela é carioca
consolação
 
 
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Booker Pittman – Booker Pittman + Sax-Soprano=Sucesso (1962)

Hoje nosso encontro é com Booker Pittman, músico nascido nos Estados Unidos no início do século XX, mas que passou a maior parte de sua vida correndo o mundo. Na juventude, tocou e gravou ao lado de outros grandes nomes do jazz, tanto em seu país natal quanto também na Europa, onde foi parar nos anos 30. Depois, descobriu a América do Sul, tocou no Brasil e na Argentina, onde morou por um tempo. Depois veio para o Brasil definitivamente, onde fixou residência no Paraná. Passou por momentos críticos e esquecido, vivendo em puteiros e trabalhando como pintor de paredes. Foi resgatado por amigos e volta a se apresentar nos grandes centros de Rio e São Paulo. Tocou com Louis Armstrong em show, quando este artista esteve no Brasil. Conheceu Ophelia com que se casou e dessa união veio Eliana Pittman, grande cantora que todos nós conhecemos.
Aqui, Bokker nos apresenta uma seleção de sucessos da música americana, em disco lançado em 1962 pelo selo Musidisc, de Nilo Sergio. Confiram…
 
hello dolly
broadway
what is the thing called love
ain’t misbehavin’
lonesome road
tast of honey
balling the jack
petite fleur
nobody knows the troubles i’ve seen
stereo blues
 
 
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Irany E Seu Conjunto – Boleros Em Surdina Nº3 (1959)

Temos para hoje um disco de bolero, na suavidade do violino de Irany Pinto e seu conjunto. Este já é o terceiro volume, lançado no final dos anos 50 pelo selo Odeon. Os outros dois irão entrando ao longo de nossas próximas publicações e sem seguir a ordem. Aqui, temos uma seleção musical que como o próprio título nos informa, de boleros e em surdina, ou seja, na suavidade de Irany e seu conjunto. Muito bom, não deixem de conferir…
 
quizas, quizas…
tudo foi ilusão
adios mariquita linda
amapola
que te parece
tu me aconstubraste
aperta-me em teus braços
maria la o
volveras
espinita
hipocrita
pecadora
 
 
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