Nelson Coelho De Castro (1983)

Boa tarde, ilustríssimos amigos cultos e ocultos! Mais um dia, mais um disco… Hoje vamos com o gaúcho Nelson Coelho de Castro, um nome que como tantos outros do Sul quase nunca chega a ecoar além de São Paulo. Por certo não é por falta de talento e qualidade, isso eles tem de sobra. Acho que tem mesmo a ver com o tal regionalismo e o Brasil para eles não vai além das fronteiras paulistas. Bom, mais isso é outra treta que não cabe agora aqui. Certo é que temos aqui e já pela segunda vez em nosso Toque Musical esse artista gaúcho que foi um dos pioneiros nas chamadas ‘produções independentes’. Desta vez temos dele o álbum lançado em 1983, seu segundo lp no qual consta a música “Vim vadiá” que fez um relativo sucesso nas rádios do Sul e Sudeste do país. Mas o disco, num todo, é muito bom e vale conhecer 😉

ver-te/algo teu
saudade une nada
tão bonita voz
nata
magro
legislativo
vim vadiá
vô nem aí
assim não dá bicho (para quê)
todo o meu amor que ela evita
cristal
 

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Vera Figueiredo (1990)

Olá, amigos cultos e ocultos! Cá estamos em nossas postagens diárias, trazendo hoje uma das maiores bateristas brasileira, a renomada Vera Figueiredo. Além de grande instrumentista, reconhecida internacionalmente, Vera é também compositora, produtora cultural e professora. Criou em 1990 uma escola dedicada a ensinar bateria, a IBVF, que hoje também é uma produtora, responsável por diversos projetos, entre os quais o Batuka! Brasil, uma espécie de festival de música voltado para percussão e bateria. Foi neste mesmo ano de 90 que Vera gravou este que foi o seu primeiro disco solo. Uma produção fonográfica de Luiz Calanca e seu selo Baratos Afins. Um belo trabalho de estréia, disco de música instrumental de primeiríssima linha onde ela vem acompanhada pela banda Nuapaco e convidados, como Hermeto Pascoal, Arismar do Espírito Santo, Derico Sciotti e outros, como podemos ver estampados na contracapa. Não deixem de conferir…

julinho
jamaica
eco
tudo bem
marry christmas mr. lawrence
batuque na casinha do figão
araçá
rumba meu boi
paraíba
de vera

 

Beth Goulart – Passional (1982)

Bom dia, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Temos aqui um disco que eu acredito, deve passado batido para muita gente. E por certo, não recebeu a devida atenção  no momento de divulgação. Aqui temos um lp gravado pela atriz, dramaturga e cantora Beth Goulart, filha dos também atores Nicette Bruno e Paulo Goulart. Nos anos 80 Beth esteve muito envolvida com a música, estreando em disco em 1981, primeiro com um compacto, “O balão e a vida” e no mesmo ano o lp “Sementes no ar”. No ano seguinte estaria lançando este, o “Passional” e novamente, em 85, gravaria o lp “Mantra Brasil”. Beth Goulart foi casada com o músico Nando Carneiro e foi justamente nesse período que ela gravou o disco que hoje apresentamos. Nando Carneiro, juntamente com outro músico, o Mário Adnet, foram os produtores, responsáveis pela concepção musical e arranjos. No disco, boa parte das músicas são de autoria de Nando. Lançado em 1982, pelo selo Philips, eu diria que esse trabalho me faz lembrar muito um outro disco, da década de 70, o “Corra o risco”, da cantora Olívia e o grupo Barca do Sol. Aqui encontramos inclusive a música “Cavalo marinho”, de Nando e Cacaso, gravada também por Olívia e a Barca do Sol. Temos a música “Severina”, parceria entre os irmãos Carneiro e com participação de Geraldo Azevedo. Iremos encontrar a música de Milton Nascimento, “Canção amiga”, cuja a letra é um poema de Carlos Drummod Andrade e também “Canción por la unidad Latino Américana”, do cubano Pablo Milanês adaptado por Chico Buarque de Hollanda. Tá aí, um disco bem bacana que merece uma nova audição. Confiram no GTM…

passional
polichinelo
severina
o gosto da memória
canção de amor
paixão
canción por la unidad latino americana
ai de mim
canção amiga
cavalo marinho
passional

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Michel Daud – Joias Orientais – Música De Beduíno (1959)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou trazendo um disco que é bem a cara do Toque Musical, ou por outra, é daqueles discos que só poderiam ter sido postados aqui, neste balaio sortido de curiosidades. Trago para vocês a música de Beduíno, José Assad, descendente de libaneses, compositor, cenógrafo e teatrólogo, considerado nos anos 50, o ‘rei da música oriental no Brasil’. Oriental, no caso, se refere a música de origem árabe. Beduíno, como era mais conhecido é aqui interpretado por outro artista, também de origem libanesa, Michel Daud. O disco, “Joias Orientais”, com orquestração e arranjos do maestro Edewaldo Campanella nos apresenta um curioso repertório de boleros e baiões numa roupagem que mais nos lembraria uma trilha de filme sobre Ali Baba, ou os contos da Mil e Uma Noites. Taí, uma faceta da música popular no Brasil que hoje ignoramos, a música dos imigrantes, de povos que vieram para cá trazendo também as suas tradições. Vemos isso nos imigrantes italianos, alemães e japoneses. Da mesma forma os imigrantes de origem árabe. Este disco os representa bem. Um exemplar raro que também faz parte da fonografia nacional.
Confiram, no GTM…

canção do beduíno
festim na tenda
mercador de ilusões
rainha do nilo
lago de cristal
ea-habibe
lamento árabe
ea habibe és meus olhos
noite de amor
escrava branca
caravana que partiu
rosana
 
 
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Banda De Pífanos De Caruaru (1976)

Muito bom dia, prezados amigos cultos e ocultos! Estamos trazendo, já pela segunda vez, a famosa Banda de Pífanos de Caruaru, também conhecida como Banda de Pífanos Zabumba de Caruaru. É considerado um dos mais antigos grupos musicais em atividade no país. Para se ter uma ideia, o grupo foi formado no final dos anos 30 pela família Biano. Se estabeleceram na cidade de Caruaru e daí veio o nome. Ganharam notoriedade no sertão nordestino, se apresentando em bailes e festas por diversas cidadezinhas e ao longo de décadas. Mas foi só a partir dos anos 70 que a banda ganhou projeção nacional, por conta, de certa forma, de Gilberto Gil que em 1972, em suas pesquisas musicais, chegou até o grupo. Foi Gil o responsável pela apresentação da banda ao Brasil, quando incluiu em seu disco “Expresso 2222” o tema instrumental “Pipoca moderna”, música essa que viria em 75 receber uma letra de Caetano Veloso e incluida em seu disco, o “Joia”, de 1975.
Ao que consta, Sebastião Biano, o único membro original do grupo ainda vivo, completou em 2019 cem anos e ainda com destreza na flautinha. A banda continua em atividade com novos membros, sendo hoje uma herança cultural do nordeste.
O disco que temos aqui foi lançado em 1976, pelo selo Continental. Saiu, inclusive, antes do que foi apresentado pelo selo Marcus Pereira e aqui só tem em comum a sua música mais famosa, “Pipoca moderna”. Taí, um disquinho bacana, que vale a pena conferir.

pipoca moderna
caboré
frevo danado
arrasta pé corneta
lamentação
flor do muçambê
carimbó de pífanos
o tocador rebate a marcha
levanta poeira
o chor de pífanos
cabo de vassoura

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Canto & Dança Do Povo De Uberaba (1984)

Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Aqui temos para hoje um disco de caráter folclórico e dos  mais interessantes. Trata-se, como se pode ver nas ilustrações da capa, de um lp que reúne quatro diferentes manifestações populares de música e dança da região do Triangulo Mineiro, ou mais especificamente da cidade de Uberaba, Minas Gerais. Lançado em 1984 pela Fundação Cultural de Uberaba, temos aqui um disco de Catira, Congado, Moçambique N. S. do Rosário e Folia de Reis. Um registro valioso e importante da nossa cultura que vale a pena ter e conhecer. Confiram no GTM…

congado – minas brasil
folia de reis – paulo curi
folia de são sebastião – sebastião mapuaba
moçambique – nossa senhora do rosário
catira dos borges – moda e recortado
catira dos borges – recortado
 


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Juarez Moreira – Bom Dia (1989)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! E para ser mesmo um ‘bom dia’, só mesmo com este maravilhoso disco de um dos grandes mestres das cordas, o mineiro de Guanhães, Juarez Moreira. Temos aqui o primeiro disco solo deste compositor, violonista, guitarrista, produtor e arranjador, o álbum “Bom dia”, lançado de forma independente em 1989. Um disco onde ele conta com a participação de outros feras como Toninho Horta, Zeca Assumpção, Paulo Moura, Nenen e André Dequech. Por aí já dá para se ter uma ideia do nível da ‘coisa’. Depois deste lp, relançado em 97 em cd, Juarez já gravou mais uma dezena de discos e cada vez mais respeitado como um dos nossos grandes talentos nacionais. Vale a pena a conferida…

bom dia
depois do amor
samba pra toninho
pas de deux
baião barroco
chora jazz
valsa pra maria
diamantina
chaplin
 
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Britinho E Seu Conjunto – Sucessos De Dorival Caymmi (1956)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Vamos nós nesse sortido e rico balaio musical, hoje trazendo a música de Dorival Caymmi na interpretação instrumental do gaúcho João Leal Brito, o Britinho e seu Conjunto. Este lp de 10 polegadas foi lançado em 1956 pelo destacado selo Continental. Um disco de pequeno porte, mas que nos traz oito faixas e nove músicas, grandes sucessos de Caymmi até aquele momento. Vale a pena conferir 😉

nem eu 
lá vem a baiana
vatapá
peguei um ita no norte
dora
marina
rosa morena
bole bole
requebra que eu dou um doce

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José Oliveira – Violão Fonte De Poesia E Do Amor (1970)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Nosso encontro de hoje é com o violonista e concertista José de Oliveira, um músico nascido em Minas Gerais e que logo se mudou para São Paulo. Estudou violão clássico com o mestre uruguaio Isaías Sávio. Ao longo dos anos 60 se apresentou em diversos recitais pelo país e também em rádio e televisão. Segundo contam, ele trabalhou na Del Vecchio por muitos anos. Gravou além deste outros discos, mas eu mesmo não os encontrei. Por certo, como disseram, ele sempre gravou por selos pequenos, como este pela Discos Prodigio do Brasil, lançado em 1970. Ainda segundo informações, ele até 2016, morava na capital paulista, mas já não se apresentava devido a um problema de audição. O disco que aqui apresentamos segue um roteiro com diferentes compositores, tanto clássicos como populares. Um repertório bonito e também bem executado. Não deixem de conferir…

poema, de fibich
ave maria, de schubert
minueto opus 11 n.3, de sór
bourrée da 3 suite para violoncelo, de bach
ontem ao luar, de catulo da paixão cearense
greensleeves, ária inglesa do sec. XVI
maria gavota, de tárrega
as abelhas (las abejas), de barrios
choro n. 1, de villa-lobos
prelúdio em ré menor, de bach
batucada, de isaías sávio
estudo n.3, de isaías sávio

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Aline c/ Toninho Horta Beto Lopes Helvius Vilela Bernard Aygaoux – Mares De Minas (1988)

Boa tarde, companheiros e amigos cultos e ocultos! Cá estamos novamente, sempre com alguns atrasos, mas sempre procurando não pular dias.
Hoje temos um disco da cantora e compositora mineira, Aline, de Montes Claros. Há algum tempo atrás nós chegamos a postar o primeiro disco dela lançado também de forma independente em 1979. Agora trazemos um outro trabalho dela, na verdade o seu terceiro disco, lançado em 1988 de forma independente. “Mares de Minas” é um disco que reúne gravações de 1985 a 87. Como se pode ver logo pela capa, Aline vem muito bem acompanhada por Toninho Horta no violão e guitarra, Bernard Aygadoux nos teclados, Helvius Vilela no piano e Beto Lopes no violão. A produção ficou por conta de Adriano Martins. No repertório há um certo regionalismo, mas no conjunto da obra o que temos um trabalho sensível e de muita qualidade. Não deixem de conferir no GTM

mar de espanha
oi no colo dele
papel maché
dois mil e indio
primeiras bicicletas
vida consagrada
infância
noite no sertão
era só começo o nosso fim
o bardo
yo digo que las estrellas
na rama da alegria
amo-te muito



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Grupo Capote – No Forrock (1972)

Boa tarde, meus prezados amigos cultos e ocultos! Na semana passada recebi de um amigo este disco do Grupo Capote. Segundo ele, o lp é um presente pelo aniversário de 13 anos do Toque Musical. Por acaso, este disco eu já havia postado logo nos primeiros anos do blog. Mas eu não deixaria de postá-lo novamente, tanto pelo presente, quanto pela primeira postagem, que como boa parte das publicações iniciais eram mesmo vergonhosas. Então, mais um bom motivo para trazer de volta…
Temos assim o Grupo Capote, liderado pelo baiano Odair Cabeça de Poeta. Este lp, “Grupo Capote no Forrock” foi o primeiro disco, lançado em 1972 pelo selo Continental. Por certo e para mim, o melhor disco deles. Já cheguei a postar aqui outros trabalhos desse grupo, inclusive disco solo do Odair, que há tempos abandonou a vida de artista para ser dono de pousada e também provedor de internet (vejam vocês). Mas, enfim, segue aqui esse discaço que tem além de músicas próprias, “Eu disse que disse”, de Tom Zé. “Fiz uma viagem”, de Dorival Caymmi e a engraçadíssima “Tu tá comendo vrido”, de Gordurinha. Mas a música que mais se destaca é “A feira” que até hoje sempre é lembrada por conta do trocadilho ‘feira da fruta’.

xeque mate
bomlero
carolina vai carolina vem
paulada no coqueiro
a feira
forrock
fiz uma vagem
tu tá comendo vrido
eu disse que disse
minha calma espiritual imediata

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Darcy De Paulo – Na Memória (1985)

Bom dia, caríssimos amigos cultos e ocultos! Uma das coisas boas nesse nosso Toque Musical é a variedade e diversidade e porque não dizer a surpresa. Pois aqui temos um pouco de tudo e se as vezes seguimos postagens por tema, outras, somos um verdadeiro ‘samba do crioulo doido’. Nesses dias estou surtado e sortido, nunca se sabe o que vem por aí. E se ontem foi estorinhas infantis, hoje vamos de música instrumental.
Trago hoje para vocês o músico e tecladista Darcy de Paulo em seu único disco, “Na memória”, gravado em 1983 e lançado, segundo o Dicionário Cravo Albin em 1985. Este disco foi lançado pelo selo PPA e deu ao seu autor o premio de melhor disco instrumental independente pela Associação dos Produtores Independentes de Discos e Fitas. Sem dúvida, este trabalho é realmente muito bom e Darcy conta com a participação de um time bacana como o trombonista Sylvio Barbosa e o grupo vocal Arcos Íris, além de outros grande músicos, como consta na ficha da contracapa.
Darcy de Paulo, infelizmente veio a falecer em 2000 vítima de um tumor, como apenas 47 anos. Sua trajetória começa no início doa anos 70 onde participou do MAU (Movimento Artístico Universitário), no qual estiveram presentes dezenas de outros artistas da música popular. Seu momento mais ativo foi nos anos 80 onde produziu o seu disco e também compôs várias músicas e em parcerias.
Confesso que não entendi bem o ‘layout’ dessa capa. Considerando que este lp foi lançado em 85 e Darcy veio a falecer em 2000, chego a pensar que se trata de uma premonição, um presságio. A capa mais parece antigos cartões de falecimento, as cores, a margem preta e para completar o título do disco. “Na memória”. Chego quase a acreditar que se trata na verdade de um disco póstumo. Ou não?

ano novo
vai trabalhar
estudo chorado
bahia
uma balada
relembrando
chor pra elenice
na memória
olhando pra cima
afeto
um tema em cinco por quatro

Harry Crowl – Concerto Para Violino, 12 Instrumentistas E Soprano (1991)

Bom dia, meus amigos cultos e ocultos! Começando bem a semana, com pensamento positivo e mantendo o máximo de cuidado nessa pandemia. E enquanto ela não passa, vamos passar o nosso tempo fazendo coisas boas como ouvir e descobrir músicas e esse vasto campo fonomusical que um dia existiu.
Hoje vamos de música erudita. Mais um daqueles discos que vocês só irão encontrar por aqui: “Concerto para violino, 12 instrumentistas e soprano Memento Mori”, de Harry Crowl. Este é mais um lp de produção independente, lançado no início dos anos 90. Trata-se, como o texto de contracapa já define muito bem, de um concerto para violino, 12 instrumentistas e soprano, concebido como um concerto de câmara onde o solista dialoga ora com o soprano, ora com o concertino, na concepção do concerto grosso barroco, que é constituída de flauta, violão, violoncelo, cravo e piano. São seis seções tocadas sem pausa de faixa. O disco foi todo gravado ao vivo e em diferentes momentos, no Rio de Janeiro.
Achei interessante postar este disco pois ele cairia, para mim, como uma perfeita trilha sonora para um filme sobre essa quarentena infinita.
Sobre Harry Crowl, ele mineiro, de Belo Horizonte, é professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Segundo fontes, desenvolveu um estilo muito pessoal de composição com obras concebidas com  um painel musical em que a maior parte das ideias nunca é repetida. Dentre suas obras destacam-se  os Concertos para oboé e cordas e concerto para piano e orquestra. Um trabalho bem bacana que merece atenção.

concerto para violino, 12 instrumentistas e soprano
introdução com cadência
ária (in memoriam carlos drummond de andrade)
solo soprano
antífonas
tempo de minueto
cadência II
conclusão
memento mori
introdução
recitativo a 3
ária a 5
recitativo
ária a duo
recitativo
a due cori
postludium

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Liderato – O Rato Que Era Lider (197…)

Boa noite, fiéis amigos cultos e ocultos! No balaio do ‘tudo que convém’, eu hoje vou de historinha infantil. É, isso mesmo, mais uma curiosidade que vocês só vão ver (e ouvir) por aqui. Olha aí, chamem as crianças. Vamos todos ouvir a história de Lederato, o rato que era líder. Uma historinha bem atual, uma fábula política que muito cabe nos dias atuais. Esta história é de André de Carvalho e Gilberto Mansur. A música tema é uma composição de Aécio Flávio e letra de André Carvalho.
Para facilitar a vida de todos, o áudio está num arquivo apenas, integral. Confiram no GTM!

liderato o rato que era líder

Tempo Trio (1965)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Há alguns dias atrás eu postei aqui um disco do pianista mineiro, Helvius Vilela. Daí, percebi que ainda não havia postado no Toque Musical esta gema rara que é o grupo Tempo Trio. Então, antes tarde do que nunca, temos aqui o Tempo Trio, grupo instrumental formado pelos músicos mineiros: Helvius Vilela no piano, Pascoal Meireles na bateria e Paulo Horta no contrabaixo. Este grupo atuou durante a metade dos anos 60, tocando principalmente na noite belorizontina. Creio que o nome Tempo Trio vem da música “Tempo quente”, de Helvius Vilela e surgiu quando o grupo esteve no Rio de Janeiro fazendo apresentações. O ano era 1965 e eles também lançavam este disco, coisa chique demais, pelo selo London. Um autêntico álbum de jazz-bossa, coisa fina! Repertório super selecionado e onde se destaca, além de “Tempo quente”, “E a gente sonhando”, música de Milton Nascimento que até então era um ilustre desconhecido. Esta foi a primeira música gravada de autoria de Milton. Por essas e por outras este disco é hoje uma joia rara, cobiçada por muitos colecionadores. Um exemplar em boas condições chega fácil a mil pratas. Coisa de loco…

tudo de você
menino das laranjas
tema de morro
a tristeza não vem
feio não é bonito
o morro não tem vez
aleluia
terra de ninguém
carcará
tempo quente
gente
tema de maria
mania de maria
maria ninguém
maria moita
reza
curta metragem

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Joaquim Ribeiro Do Carmo – Aula De Ballet Vol. 2 (197…)

Digam lá, amigos cultos e ocultos, como estão? Seguindo em mais uma postagem e mais que nunca fazendo jus a tradição, temos para hoje um disco diferente, feito especialmente para aulas de ballet. Este lp foi produzido por Joaquim Ribeiro do Carmo, professor de uma tradicional escola de ballet de Belo Horizonte, o Studio Joaquim Ribeiro. Era uma escola de ballet clássico e ele um tradicional professor, daqueles que dava aula ao piano e tinha lá as suas próprias composições. Além de professor de ballet, Joaquim Ribeiro também compunha e escrevia. Este disco foi concebido para exercícios de barra e de centro. Toda bailarina, mesmo as que não frequentavam o seu ‘Studio’ costumavam ter este disco. Como podemos ver, este é o volume dois. Ele já havia lançado anteriormente o primeiro volume. Tempos depois ele gravou também um cd. Infelizmente não consegui precisar a data em que este disco foi produzido, mas certamente foi nos anos 70. Fica aqui essa curiosidade, coisa que só o Toque Musical pode proporcionar. Confiram no GTM…

pliés
battements tendus
battements tendus
fondus
ronds de jambers a térre
developées
battements frappé
petits battements sur le cou-de-pied
ronds jambe en l’air
grans battemets jetés
andante
largo
valsa
pizzicati
andate
valsa
andante
largo
largueto
largueto


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Helvius Vilela – Planalto Dos Cristais (1983)

Boa noite meus queridos amigos cultos e ocultos! Quero agradecer as dezenas, talvez porque não dizer, centena de mensagens e e-mails recebidos por conta dos 13 anos do nosso Toque Musical. Valeu demais, meus caros! Agradeço a todos, em especial aqueles que sempre colaboraram de uma forma ou de outra para que nosso projeto se mantivesse vivo até hoje. Valeu e continua valendo! 🙂
Abrindo mais ano temos, para começar, um disco nota dez. Nada como um trabalho autoral onde o artista atua em todas as frentes desde a concepção, interpretação e produção. E nesse caso não se trata de qualquer um não. Estamos falando aqui de um dos grandes músicos mineiros, o pianista, compositor e produtor Helvius Vilela, figura importante na história da música mineira e que alcançou projeção nacional graças ao seu talento. Tocou com grandes nomes da música popular brasileira. Nos anos 60 fez parte do Tempo Trio, grupo de bossa cujo disco hoje é uma raridade. Nos anos 60 ele esteve na bossa, nos 70 nos discos de muita gente da mpb em geral e nos anos 80 passa a se dedicar a música instrumental. “Planalto dos Cristais” foi seu único disco solo, realizado em 1983 numa produção independente. Acompanhado por um time de músicos também de primeiríssima ele nos apresenta um trabalho instrumental, influencias jazzísticas, eruditas e populares. Um disco muito agradável e com o inconfundível sabor mineiro. Não deixem de conferir…

soledade
fruto generoso
o coronel e o lobisomem
rua java
nove de fevereiro
planalto dos cristais
diminuto
choro
companheira


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Toque Musical – 13 Anos Com Você!

E então, eis que chegamos ao décimo terceiro ano de atividades. Cá estamos fazendo hoje 13 anos de Toque Musical. Muita água já rolou e tem rolado por aqui. Ou melhor dizendo, muita música! São mais de três mil discos, sempre escolhidos a dedo. Uma diversidade que contempla todos os gêneros que povoam a nossa música brasileira e cabe até algumas investidas na música internacional. Este é o nosso blog Toque Musical.
Mais uma vez eu quero agradecer aqui a todos os amigos cultos e ocultos por estarem sempre com a gente. Quero agradecer também a minha laboriosa equipe e em especial ao amigo Samuel Machado Filho, que muitas vezes salvou o dia com sua participação voluntária e atenciosa, produzindo excelentes resenhas para nossas postagens. Agradeço também aos amigos Edu Pampani, Fares Darwiche, ao Denys e ao Chico do Sintonia Musikal, todos sempre muito generosos e incentivadores dessa nossa caminhada.
É isso aí, viva o Toque Musical! Parabéns todos nós! Que venham mais 13 anos…  🙂

 

Augusto TM

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Máximo Da Bossa (1967)

Boa tarde a todos os amigos cultos e ocultos! Aqui estamos nós completando hoje 13 anos de atividades, 13 anos de Toque Musical. E para festejar, ou melhor, não deixar passar como apenas mais um dia, eu hoje estou trazendo para nossa postagem especial este box/caixa lançada em 1967 pelo editorial da Seleções, do Readers Digest. Uma produção associada a Aloísio de Oliveira e seu selo Elenco. Aqui temos reunidos dez lps, discos esses lançados pela gravadora na primeira metade dos anos 60 e aqui novamente apresentados nessa rica caixa. Um primor que só peca pela falta de um encarte, um libreto com maiores informações, seja sobre a Bossa Nova, seja sobre os artistas e músicas contidas nessa seleção. Por certo, trata-se de um projeto que se limita aos artistas da Bossa Nova que gravaram  pela Elenco e nem de todo é um disco de Bossa Nova. Tem bossa, mas é samba, samba com batido de bossa. Mas, quem melhor aqui para explicar sobre o que é a Bossa Nova do que o próprio Aloísio de Oliveira? Nesta, ele nos reservou um disco inteiro, o primeiro que abre a coleção e nos apresenta uma definição do que é esse gênero, mostrando vários exemplos e também entrevistando alguns dos artistas que fazem parte desses discos.
Essa coleção é sem dúvida histórica, importantíssima, básica para todo apreciador da música popular brasileira. Curiosamente, não recebeu sua devida importância, tanto por seu conteúdo quanto pela quantidade. Um box raro de se ver e de se ouvir, no sentido de volume e qualidade. Ainda hoje é possível encontrar essa edição por menos de 100 reais, em sebos e pelos mercados livres da vida.
Aí está um presente legal, que não é novidade, mas cabe bem em nossa comemoração.
Por ser uma postagem especial, de aniversário, não vou me dar ao trabalho de listar as faixas. É muita música! Melhor focar no GTM 😉 Abraço a todos e vamos para mais 13 anos 😉

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Bossa Nova At Carnegie Hall (1982)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje eu vou postar aqui este disco clássico, a apresentaçãoda Bossa Nova nos ‘States’. Este é um lp que sempre faltou por aqui, mas de tão rodado acabou ficando fora das nossas fileiras. E teria até ficado, não encontrasse eu algum pretexto para publicá-lo, estamos na semana de aniversário, na verdade na véspera de completarmos 13 anos de toques musicais. Diante disso, porque não postarmos esse lp? Certamente, todos que gostam de Bossa Nova já ouviu esse disco que é um show ao vivo, no qual estão presente e em destaque alguns dos maiores nomes do gênero. Bossa Nova no Carnegie Hall é um acontecimento histórico, um disco que não pode faltar em nenhuma discoteca. Vamos curtir esse juntos. Confiram no GTM…
 
samba de uma nota só – sexteto de sergio mendes
bossa nova york – carmen costa, bola sete e josé paulo
zelão – sergio ricardo
não faz assim – quarteto de oscar castro neves
influencia do jazz – quarteto de oscar castro neves
manhã de carnaval – luiz bonfá
manhã de carnaval – agostinho dos santos, luiz bonfá e quarteto de oscar castro neves
a felicidade – agostinho dos santos, luiz bonfá e quarteto  de oscar castro neves
outra vez – joão gilberto e milton banana
influencia do jazz – carlos lyra e quarteto de oscar castro neves
ah se eu pudesse – ana lúcia e quarteto de oscar castro neves
bossa nova em nova york – caetano zama e quarteto de oscar castro neves
barquinho – roberto menescal e quarteto de oscar castro neves
amor no samba – normando e quarteto de oscar castro neves
passarinho – chico feitosa e quarteto de oscar castro neves
 

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João de Aquino – Terreiro Grande (1978)

Sejam bem vindos, amiguinhos cultos e ocultos! Na semana de aniversário o que não pode faltar é música boa. Isso, na verdade, nunca falta por aqui, mas em momentos especiais a gente conta com discos especiais, artistas especiais… E assim, mais uma vez trago para abrilhantar nosso espaço musical o genial João de Aquino, um artista que infelizmente não tem o destaque que merece, mas sem dúvida o que não lhe falta é o merecimento. O cara é um tremendo instrumentista, compositor e produtor. Seus discos são sempre obras de primeiríssima qualidade. Um artista para gente grande, com certeza! Neste álbum “Terreiro Grande” João de Aquino expressa toda a sua negritude, suas raízes africanas e por que não dizer, baianas. Disco maravilhoso para se ouvir de cabo a rabo e repetir. Não deixem de conferir no nosso Grupo do Toque Musical…

terreira grande
cobra cainana
yaô
cabeça feita
são salvador
afoxé
poeira pura
sou de yorubá
capoeira e sambas de roda
axô du du

 

Abel Ferreira – Sax E Clarineta (1976)

Boa noite, companheiros, amigos cultos e ocultos! Em outras épocas e nessa altura do mês de julho nós aqui do Toque Musical já estaríamos em festa comemorando nosso aniversário. Mas, confesso, a cada ano tudo isso vai deixando de fazer sentido. Tá tudo tão ruim nesse mundo e neste Brasil que eu ando bem desanimado. Além do mais muita coisa mudou ao longo de todo esse tempo. Até mesmo a interação direta através de comentários nós temos mais. Porém, seguimos em frente…
Hoje eu trago um disco que há muito eu queria ter postado aqui. Aliás, os discos do selo Marcus Pereira são bem a cara do Toque Musical. Já trouxemos vários aqui e desta vez temos o “Brasil, Sax e Clarineta”, mais um disco do clarinetista mineiro, Abel Ferreira. Este é um disco que dispensa maiores apresentações, pois além de já ter sido bem divulgado em outras fontes, trás também a ficha completa na contracapa. Um autêntico disco de chorinho com um repertório clássico e recheado de bambas do Choro. Disco, claro, que não poderia faltar por aqui 🙂 Confiram no GTM…

corta jaca
sorriso de cristal
machucando
rapaziada do brás
chorando baixinho
andré de sapato novo
cochichando
sai da frente
haroldo no choro
luar de coromandel
saxofone porque choras
alma brasileira
 

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Sérgio Ricardo – Compacto (1968)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Este ano não está fácil de aguentar, heim?! Já nem lembro mais quantos artistas da música partiram para o descanso eterno, teríamos que listar. Muito triste… E desta última, lá se foi o nosso querido Sérgio Ricardo, um artista que aqui até dispensa apresentações pois já esteve presente em diversos de seus discos. E hoje e mais uma vez ele volta nessa nossa singela homenagem. Aqui temos um compacto simples de 68 onde estão registradas “LuandaLuar”, que participou da Bienal do Samba no Rio de Janeiro de 1968 e “Girassol”, que concorreu ao Festival Nacional de Música Popular Brasileira – O Brasil Canta no Rio, desse mesmo ano.

girassol
luandaluar



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Juventude E Ternura – TSO (1968)

E aí, amiguinhos cultos e ocultos, tudo bem? Ainda nas ondas da Jovem Guarda eu hoje trago para vocês uma trilha rara. Trilha de filme, é bom dizer. Extraída do baú do amigo Chico e seu saudoso blog Sintonia Musikal e com os toques e retoques do outro amigo, o Denys, que andou refazendo as artes da capa e também o conteúdo sonoro. Agora encaminha para nós e eu vou logo postando aqui para o deleite de todos. Obrigado, Chico! E obrigado Denys!
Segue então a trilha sonora do filme “Juventude e Ternura”, estreado em 1968, tendo a cantora Wanderléa e o ator Anselmo Duarte como os protagonistas dessa história. O conteúdo musical gira em torno da própria cantora, mas também tem Ed Lincoln, Erlon Chaves, Caetano Veloso, Miriam Makeba e Os Vandecos. Se vocês ainda não tiveram a oportunidade de conhecer, eis aqui a versão definitiva e completa. Confiram no GTM…

abertura – ed lincoln e erlon chaves orchestra
o lago (le lac du come) – os vandecos
ternura (somehow it got to be tomorrow) – wanderléa
suck’um up – don ho
dancers theme (instrumental) – erlon chaves orchestra
pata pata – miriam makeba
te amo – wanderléa
alegria alegria – caetano veloso
foi assim (instrumental) – erlon chaves orchestra
foi assim (juventude e ternura) – wanderléa
prova de fogo – wanderléa
nunca mais – wanderléa
foi assim (reprise final) – wanderléa


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Márcio Greyck (1967)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Como uma coisa sempre leva a outra, saímos do romântico Agnaldo Rayol e vamos para o romântico moderninho Márcio Greyck. De uma certa forma todos os dois também orbitavam pela, então em voga, Jovem Guarda. Tempos de modernidades românticas, por certo!
Aqui temos o cantor mineiro Márcio Greyck em seu primeiro disco, lançado pela Polydor, em 1967, na efervescência a música jovem e em especial, dos Beatles, onde ele se apoia em versões que por aqui chegaram a fazer mais sucesso do que os originais. Convenhamos, muita gente conheceu Beatles foi através de versões. Mas aqui o Márcio Greyck não fica só nos sucessos dos rapazes de Liverpool, tem também outras versões de hits internacionais e também composição própria, autoral. Este disco abriu as portas para o cantor. Além do mais, era um tipo boa pinta, olhos claros, bem ao gosto do padrão comercial. Garantiu desde então seu espaço nessa onda musical. Ao longo de quatro décadas ele esteve sempre muito atuante. Acredito que ainda hoje continue colhendo frutos de seus trabalhos. Pelo que sei, ele atualmente mora em Belo Horizonte. Confiram no GTM…

ela me deixou chorando
se você quiser o meu amor
ela não vem mais
venha sorrido
quero ser livre
gosto de você e você de mim também
minha menina
só sei olhar pra você
sempre vou te amar
como um dia a nascer
penny lane

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Agnaldo Rayol – Quando o Amor Te Chama (1965)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Hoje estou postando aqui um disco ‘trabalhado’ pelo amigo Denys, que vez por outra me traz essas surpresinhas. Temos aqui o cantor Agnaldo Rayol, artista que fez muito sucesso nos anos 60 e 70. Já postamos ele um outro disco e também participações em discos de coletânea e até de 78 rpm. Hoje vamos com um lp dele que também foi sucesso, o “Quando o amor te chama”, título também de uma das faixas do disco, música essa, uma versão de Nazareno de Brito da francesa “Ma vie”, sucesso de  Alain Barriére. Aliás, temos neste lp algumas outras versões, como era bem de costume na época. Mas também não falta espaço para as produções nacionais, músicas bacanas como “O caminho das estrelas” e “Jequibau”, de Mário Albanese e Ciro Pereira; “Tem que ser azul”, de Messias Santos Jr. e “Amanheceu”, de Johnny Alf e Dalmo Castelo. Há também o grande sucesso, “A praia”, outra versão que foi usada até como propaganda do creme dental Kolynos. Aqui podemos ver o disquinho de papelão, chamado de “flexi-disc”. Quem se lembra disso? Se lembra, já sabe, fica em casa! Aproveita o dia para ouvir o Agnaldo Rayol 😉

o princípio e o fim
se choras, se ris
não mereço você
aventura em roma
o caminho das estrelas
quando o amor chama
jequibau
a praia
mente-me
amanheceu
querido coração

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Assis Cabral – No Samba (1980)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Nadando na onda dos discos compactos, os de 7 polegadas, temos hoje mais um disquinho bacana. Quem não conhece e vê apenas pela capa há de pensar que este é mais um capricho de algum artista amador, uma produção independente sem  grandes atrativos. Mas é aí que mora o engano. Nunca devemos julgar só pela aparência, ou no caso pela capa (que por sinal eu achei bem apropriada). Nosso artista é Assis Cabral, cantor e compositor que eu também, ainda há pouco não conhecia. Fui checar no Google, mas sobre ele quase nada se pode saber além de que já havia gravado outros discos, sempre na linha do samba, forró e frevo. Não deu para certificar, mas o cabra parece ser pernambucano. Digo isso porque seus discos foram gravados de maneira independente no estúdio da gravadora pernambucana Rozenblit. Achei também uns vídeos dele no Youtube e pelo jeitão ele deve ser mesmo um nordestino da gema.
Neste compacto duplo temos dele quatro músicas, sendo que de samba mesmo são só as duas da face B e por sinal dois sambas arretados que bem nos lembra os sambas dos anos 50 e 60, tipo samba de gafieira, muito legal. Na face A, para não variar, é só forró. Quer conhecer, chega junto… Confira no GTM…

garoto do sertão
pode balançar
fiquei na mão
não sofro mais

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Grupo Pausa – Cantiga De Um Caboclo Acabrunhado (1986)

Caros amigos cultos e ocultos, boa noite! Eis que hoje temos aqui um disco com o Grupo Pausa, vencedor do Festival Itabirano da Canção. Um evento que aconteceu ao longo de três dias de julho de 1986 na cidade de Itabira, Minas Gerais. Neste festival o Grupo Pausa levou o primeiro lugar com a música “Cantiga de um caboclo acabrunhado”. Como parte da premiação ganhou a chance de gravar este disco, o qual embora seja um vinil de 12 polegadas, tem apenas duas canções. (Nos anos 80 o compacto foi gradativamente dando lugar o disco no formato lp, foi quando apareceram os discos mix, EPs)…

cantiga de um caboclo acabrunhado
boi balaio


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Demetrius (1965)

Olá amigos cultos e ocultos, boa noite! E vamos aqui com mais um compacto e também no mesmo embalo jovem da música na primeira metade dos anos 60. Aqui um 7 polegadas do cantor Demetrius que também fez muito sucesso. Compacto simples, mas trazendo duas versões que muito tocou naqueles tempos. Demetrius também faz parte desse grupo de pioneiros do rock’n’roll no Brasil. Creio que nem precisamos fazer a apresentação do artista, pois essa não é a primeira vez que postamos discos dele aqui. Vamos conferir esses dois sucesso no GTM…

ternura
levante little susie