Boa tarde, meus queridos amigos cultos e ocultos! Na luz da inspiração da temática ‘samba’, um artista que não poderia faltar, Antonio Candeia Filho, ou simplesmente Candeia. Já postamos dele aqui, em outra época, o seu segundo e o quinto álbum. Desta vez voltamos trazendo “Luz da Inspiração”, disco lançado em 1977, pela Warner, através do selo internacional Atlantic. Este foi seu quarto e último trabalho lançado ainda em vida. O disco de samba super bem produzido por Guti e Mazola. Aqui temos doze sambas, quase todos autorais ou em parceria. Mais um clássico do gênero e sempre visitado pelas novas gerações de sambistas. Infelizmente, Candeia veio a falecer um ano depois, deixando o álbum póstumo Axé. Um artista com uma pequena discografia, porém compôs muita música, as quais foram gravadas por dezenas de artistas e entraram para a história da nossa música popular. Não deixem de conferir no GTM…
Fala aí, meus camaradas, amigos cultos e ocultos! Boa noite para todos! Estamos trazendo hoje mais um disco de samba. Um álbum hoje raro de se ver e também de se ouvir. Aliás, nosso artista, o cantor Djalma Dias, é um desses nomes esquecidos e seus discos, assim como sua biografia é coisa rara de se achar. Fiquei mesmo espantado por não ter nas fontes de referências musicais nada sobre esse artista. O cara gravou vários discos, cantou em festivais, na noite paulista e também no carnaval, onde foi puxador de escola de samba. Mencionam também que Djalma Pires procurava seguir a mesma trilha de Jair Rodrigues, inclusive cantava de modo parecido. Infelizmente, pouco existe sobre ele na internet além de suas próprias gravações, que podem ser encontradas no Youtube. Aqui temos dele um lp de 1978, lançado pelo selo Chantecler e com arranjos e regências do grande Zé Menezes. Dez sambas de gabarito, como se dizia antigamente. Não deixem de conferir no GTM…
Olá, amigos cultos e ocultos! E enquanto a pandemia não passa e a gente fica nesse isolamento, melhor mesmo é se distrair com música, seguindo, por exemplo, as postagens do Toque Musical. Aqui sempre tem uma novidade e muitas surpresas. É só seguir no nosso ritmo… Olha aí, no ritmo do samba, temos para hoje um disco clássico. Disco da Elenco, com músicas de Baden Powell e Vinícius de Moraes e tendo Ciro Monteiro cantando, não precisa dizer mais nada. Este é um lp já bem rodado na ‘blogsfera’, mas como tantos, é aqui que ele encontra o seu lugar de referência. Maravilhoso disco de samba canção que não poderia faltar por aqui. Confiram…
Boa noite, meus amigos cultos e ocultos! Cá estamos nós para mais uma postagem diária. É, neste ano voltamos aos velhos hábitos, ou pelo menos pretendemos. E hoje eu trago para vocês um disquinho enviado pelo amigo Denys, rapaz talentoso que recupera áudio, recria as capas e selos com grande precisão. Temos aqui um raríssimo compacto triplo de 45 rpm, do genial Lupicínio Rodrigues, lançado em 1960 pelo selo Copacabana. Taí um disquinho que eu não conhecia e certamente muita gente por aqui também não. Mas eis que buscando no Google algumas informações sobre ele, acabei chegando numa página que nos traz um texto dos mais interessante, da jornalista e escritora (e querida) Janaína Azevedo Lopes, que caí como uma luva nessa nossa postagem: Em 29 de dezembro de 2015, apareceu no YouTube a reprodução na íntegra do extended play Bossa Velha, de Lupicínio Rodrigues, com data de 1960 e selo da Copacabana. É um álbum raro, do qual se encontra pouca informação na internet. Neste link do CollectorsFrenzy, por exemplo, sabemos que uma edição do disco foi objeto de um leilão, em 2014, ao preço de 102,51 dólares. Segundo o site, três apostas foram feitas. Além da raridade, outro aspecto que Bossa Velha traz é o próprio som, extremamente refinado, resultado de uma gravação impecável. A “bossa velha” de Lupicínio é um samba cadenciado, com toques de jazz e uma interpretação elegante da poesia do porto-alegrense. Em seis faixas, Lupi canta o cotidiano de seu relacionamento, faz pedidos e alertas à mulher, tanto melancólico quanto apaixonado, e irreverente ao ponto de soar ofensivo hoje em dia. O desenho da vida boêmia está lá, por exemplo, na letra de “Esta eu conheço”, que inicia aos versos de “mandei buscar minha mulher pra casa, apesar do seu mau proceder. Pra solucionar minha casa, sem mulher não posso viver”. Duas faixas depois, o gaúcho canta “Prova de amor”, que nada mais é do que exigir que a esposa cuide da casa enquanto ele trabalha: “Que vantagem tenho em possuir o seu amor se eu que trabalho com o frio e com o calor, quem ama faz sacrifício você pra mim nunca fez eu que pago as contas quando chega o fim do mês”. Mas Lupi também canta sua ternura com, e quando o faz, é com um lirismo tão belo quanto simples: “querer desfazer a minha mágoa é tentar abrir buraco na água” canta ele em “Pegador de bolinha”…
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Começando bem a semana, vamos seguir no samba. Ontem foi Jamelão, hoje temos Jorginho Pessanha, sambista, compositor e cantor. Célebre integrante a Ala dos Compositores da Escola Império Serrano. Segundo informações do Dicionário Cravo Albin da MPB, Jorginho Pessanha se destaca a partir dos anos 60, como compositor. Fez parte da delegação brasileira que se apresentou num festival de arte, em Dakar, no Senegal. Integrou o grupo de músicos que acompanhavam Clementina de Jesus, Ataulfo Alves, Heitor dos Prazeres e outros. Infelizmente, pelo Google há muito pouca informação sobre o artista e até mesmo no Cravo Albin essas são superficiais e incompletas. Este disco, por exemplo, “Tô muito na minha”, embora tenhamos fotos da capa e até as músicas no Youtube, não consta lá em sua discografia. Aliás, até onde eu pesquisei, Jorginho Pessanha gravou somente uns três ou quatro discos, incluindo este que estamos apresentando. Não deixem de conferir no GTM…
Boa noite de domingo, amigos cultos e ocultos! Olha aí, mais uma vez temos a honra de apresentar aqui um disco do grande Jamelão. Figura emblemática do Carnaval carioca e mais exatamente Mangueira, a qual ele pertenceu, sendo o intérprete oficial da Escola, de 1949 até 2006. Embora não gostasse de ser chamado de puxador de escola de samba, ele foi o maior cantor da ‘linha de frente’ de todos os tempos. Gravou muitos discos e entre esses temos aqui um lp de 1971, lançado pela Continental, trazendo doze sambas românticos, composições de João Roberto Kelly, José Bispo, Jair Amorim, Lúcio Cardin e outros. Confiram no GTM…
Bom dia, meus caros amigos cultos e ocultos! Começamos o ‘sabadão de quarentena’ dentro de casa, relembrando os ‘sabadões’ do passado, quando haviam os bailes e o mundo era mais legal. Estou trazendo para vocês um disco raro, talvez o único de um conjunto de baile dos anos 60. Temos aqui o Tekila Ritmos, um conjunto de baile paulista, lá de Sorocaba. Segundo informações, o Tekila Ritmo fazia sucesso na cidade. Aliás, fazia sucesso em toda a região paulista e o que os levou a serem convidados para gravar este disco para um selo que também estava começando, o VS (Som e Indústria Vilela Santos). Acredito que este selo acabou não vingando, pois nunca vi outro disco, outro artista gravado por ele. Curiosamente, este lp do Tekila Ritmos veio a ser lançado por um outro, também obscuro selo, o Cartaz e chegou a ter neste duas edições. Como todo bom conjunto de baile, o Tekila Drink nos apresenta um repertório na medida, com sucessos nacionais e internacionais do momento. O grupo tem lá suas qualidades e manda bem, o que vale, sem dúvida, uma conferida no GTM.
Boa noite caríssimos amigos cultos e ocultos! Para celebrar a nossa sexta-feira quietinho em casa, eu trago hoje e mais uma vez o grande flautista Altamiro Carrilho, figura que nessa altura já dispensa maiores apresentações. Altamiro, ao longo de sua carreira, gravou mais de cem discos, tanto trabalhos autorais como em participações em diversos outros discos. No auge da Bossa Nova ele também deixou em disco a sua interpretação. Gravou em 1963 este belíssimo álbum, “Bossa Nova In Rio”, com seu conjunto e côro, originalmente pelo selo Copacabana. O lp viria a ser relançado novamente, desta vez pelo selo Beverly. Altamiro nos traz um repertório de sucessos, uma síntese do que é a Bossa Nova e em especial no Rio de Janeiro, o berço da coisa. Taí um disco que merece respeito. Confiram no GTM…
Digam lá, amigos cultos e ocultos! Em meio a pandemia e dentro de casa, porque nós temos juízo, vamos aproveitar o tempo desfrutando das raridades deste nosso Toque Musical. Hoje e mais uma vez temos aqui a felicidade de trazer o Manezinho Araújo, o Rei da Embolada. Um artista em duplo sentido, tanto na música quanto nas artes plásticas, mais exatamente na pintura. Manuel Pereira de Araújo, o Manezinho Araújo foi um cantor, compositor, jornalista e pintor. Dedicou-se a música até os anos 50. Gravou entre os anos 30 e 50 dezenas de discos e suas composições foram também gravadas por diversos artistas. Na década seguinte começou uma nova carreira, se entregando de corpo e alma a pintura. Nessa área também se destacou, sendo considerado um artista/pintor no estilo Arte Naïf, um termo francês cujo significado é ingênuo, ou seja, artistas geralmente auto-didatas, sem formação acadêmica, cujo os trabalhos são chamados de ‘Primitivo’. Manezinho Araújo se tornou um mestre, consagrado internacionalmente como pintor brasileiro, assim como Heitor dos Prazes e Sidney da Conceição. O álbum que trazemos de Manezinho, creio eu, foi seu último registro musical. Lançado pela RCA/Camden em 1974, foi um retorno em disco, onde ele regravou alguns de seus maiores sucessos. Disco bacana e realmente imperdível. Vale conferir no GTM…
Bom dia, companheiros, amigos cultos e ocultos! Muita gente as vezes comenta ou pergunta sobre o meu gosto musical, tendo em vista a pluralidade e diversidade de títulos, artistas e gêneros. Eu, como sempre respondo, gosto de tudo que publico no Toque Musical, seja pela qualidade, empatia ou simplesmente pela curiosidade. Aliás, boa parte do que é postado no TM é feito visando despertar a curiosidade, o interesse em descobrir, conhecer e ouvir coisas que passaram e hoje já não estão mais em evidência. Aquilo que não se encontra fácil por aí. Torna-se fácil depois que chega até aqui. Daí, logo vai estar no Youtube e em outras praças… 🙂 Hoje, nosso toque musical relembra a Jovem Guarda. Estou trazendo aqui um disco do cantor José Roberto, baiano, que estreou na segunda metade dos anos 60. De estilo romântico, seguiu na onda da Jovem Guarda, quase um carbono de cantores como Roberto Carlos e Jerry Adriani, Conquistou muitos fãs e fez muito sucesso, inclusive em Portugal e em países da America Latina. Gravou, segundo consta, 27 discos, além de muitos shows pelo Brasil. Ainda hoje tem uma legião de fãs e seus discos são hoje difíceis de achar. Aqui temos o seu segundo lp, lançado em 1968, uma coletânea do supra-sumo romântico da Jovem Guarda. Confiram no GTM…
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Olha só o que temos para hoje… Um autêntico disco de samba e da melhor qualidade. Reunindo cinco grandes nomes do samba carioca: Dona Ivone Lara, Sidney da Conceição, Flávio Moreira, Wilson Moreira e Casquinha. Um arranjo idealizado pelo produtor Adelzon Alves, que escalou os cinco sambistas e também João Donato, que havia recentemente voltado dos Estados Unidos, para cuidar da orquestração e regência ao lado do maestro Gaya. Em 1971 Adelozon produziu o que foi o primeiro volume, disco com o mesmo título e também lançado pela Odeon. Como podemos ver, trata-se de um disco trabalhado, pensado, onde seus produtores procuram captar a verdadeira essência do samba carioca através de seus verdadeiros representantes. A ilustração da capa é uma pintura de Sidney da Conceição, um sambista assim como Heitor dos Prazeres que se dedicava a pintura. Está aí um disco bem a cima da média e hoje uma raridade, que não pode passar batido. Confira no GTM…
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Vamos lá, disquinho de gaveta pra não dizer que não falei de flores… Hoje temos Madrugada e Seu Conjunto. Já postamos aqui outros discos desse pseudônimo que nada mais foi além de uma criação do pessoal da CBS, um artista fictício, que lançou ao longo dos anos 60 e 70 dezenove discos. Aqui temos o segundo volume, de 1964 trazendo um repertório ao ritmo do bolero, com músicas nacionais e internacionais. Confiram no GTM…
Olá, meus amigos cultos e ocultos, boa noite! Estou trazendo hoje um disco que eu acho muito bacana e também por ser uma edição importantíssima da fonografia nacional. “Melodias de Terreiro – Pontos Rituais” foi o primeiro disco do gênero lançado no Brasil. E para tanto, seus produtores decidiram convidar cinco grandes nomes da música popular, segundo o texto de contracapa, profundos conhecedores, para interpretar as melodias de Terreiro e os Pontos Rituais: Lenita Bruno, Ataúlfo Alves, Jorge Fernandes, Leo Peracchi e Heitor dos Prazeres. Pelas imagens podemos de imediato ter todas as devidas informações. Taí, um disco que merece a nossa atenção. Não é atoa que tem maluco pedido até 900 pilas, no Mercado Livre. Mas aqui vocês conferem no GTM…
aruanda – jorge fernandes e leo peracchi
agô-iê – ataulfo alves
oxum-maré – lenita bruno, jorge fernando e leo peracchi
nêgo véio – heitor dos prazeres
congo – lenita bruno, jorge fernandes e leo peracchi
E aqui mais um dia, mais um momento de toque musical aos amigos cultos e ocultos. Hoje o nosso ouvido está ligado numa dupla muito legal, Teca Calazans e Ricardo Vilas. Os dois atuaram juntos por mais de uma década, quando então moravam na França e por lá gravaram seus primeiros discos. Com a Anistia, eles acabaram retornando ao Brasil onde juntos gravaram outros quatro discos. Teca Calazans é uma artista capixaba, criada no Recife e podemos até dizer afrancesada, pois me parece que acabou voltando a morar na Europa. Ela iniciou carreira nos anos 60, cantora, compositora e também atriz. Gravou seu primeiro disco, um compacto, em 67 e até o início dos anos 70 trabalho como atriz no teatro e televisão, seguindo depois para a França onde começou o trabalho com Ricardo Vilas. Este, é outro artista que também iniciou carreira nos anos 60, sendo um dos integrantes do grupo Momento 4, ao lado de Zé Rodrix, Maurício Maestro e David Tygel. Ricardo Vilas era também militante político e talvez seja mais conhecido como um dos presos políticos da ditadura militar que foi trocado pelo embaixador americano Charles Burke, sequestrado pelo pessoal da Dissidência Comunista da Guanabara e Aliança Libertadora Nacional, em 1969. Ricardo seguiu então para a França e junto com Teca construíram uma carreira de sucesso, gravando uns quatro ou cinco discos por lá. Voltaram ao Brasil no início dos anos 80 e gravaram mais dois discos, sendo este “Eu não sou dois” o primeiro. Um trabalho bem bacana, praticamente quase todo autoral e com participações de uma dezena de músicos/artistas de primeira linha (nem vou listar). É um álbum já bem rodado em tantos outros tempos e em tantos outros blogs, mas é aqui que ele se eterniza, hehehe… Confiram no GTM.
Saudações, amigos cultos e ocultos! Vou aqui fechando a nossa mostra de cantoras, o que não quer dizer que não teremos outras tantas por aqui. Aliás, o que não nos falta são as cantoras, inclusive, na semana passada recebemos uma colaboração (e eu novamente agradeço), mas deixaremos essa para um dos nossos próximos encontros, ok? Segue aqui então este disco, com uma capa meio conceitual, sei lá…, o primeiro lp da cantora Clarisse Grova, lançado pela EMI em 1985. Este lp que eu consegui, infelizmente não traz o encarte, com informações e letras que sempre nos são muito importantes. Para os que não conhecem, Clarisse é uma cantora e compositora carioca que se iniciou na vida artística nos anos 70. Participou de diversos festivais ao longo dessa década. Fez parte do grupo vocal Arco-Iris. Lançou seu primeiro disco, um compacto, pela Copacabana em 81. A partir dessa década passou a se dedicar totalmente a carreira artística. Tocou em casas noturnas ao lado de grandes nomes como Aécio Flávio, Osmar Milito, Edson Frederico, Luiz Eça e muitos outros. Em 85 ela finalmente lançou este lp, super bem produzido por Renato Corrêa e nele podemos encontrar composições Sueli Costa e Abel Silva, Lô e Márcio Borges, Flávio Venturini, Aécio Flávio e Paulinho Tapajós e outros do mesmo ‘calibre’. Taí uma prova de que se trata de uma cantora de alto nível. De lá pra cá, Clarisse continua na batalha gravando, participando de shows e projetos, inclusive campanhas publicitárias. Passou a integrar o grupo Nós Quatro, ao lado de Márcio Lott, Fabyola e Célia Vaz. Confiram no GTM…
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Seguindo nossas postagens, hoje vamos de Carmem Miranda em um disco internacional, uma coletânea lançada lá fora em 1975. Em 79 o disco foi editado também por aqui e saiu através da Polygram. Este disco reúne gravações da ‘pequena notável’ feitas nos Estados Unidos durante o período em que esteve por lá. Nada de novidades, mas sempre Carmem Miranda e isso já nos basta. Confiram no GTM…
Olá amiguinhos cultos e ocultos. Aqui vamos nós ainda ao sabor das vozes femininas. E para hoje temos a cantora Waleska, a ‘rainha da fossa’, artista a qual já apresentamos aqui por outras vezes. Nesta oportunidade trazemos dela o lp “Êta dor de cotovelo”, seu nono lp, lançado em 1981. Não diferente de outros discos, aqui ela interpreta uma série de verdadeiros clássicos da nossa música popular romântica, músicas essas que expressam a dor do amor, a dor de cotovelo, encontros e desencontros. Quase todas já bem conhecidas do grande público. Os arranjos são do guitarrista e compositor Celso Mendes. Confiram no GTM…
Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Na mostra feminina temos hoje e mais uma vez em nosso Toque Musical a cantora e compositora Sueli Costa. Mesmo com quase 50 anos de carreira, Sueli é mais conhecida por suas composições, interpretadas por outros artistas, do que como cantora. São muitas as suas músicas que hoje fazem parte do nosso cancioneiro, verdadeiros clássicos e que eu nem preciso listar nesta postagem. Neste álbum de 77 ela também nos brinda com algumas de suas belas composições, boa parte delas em parcerias com outros grandes da MPB e ainda conta com um timão de músicos que garantem a certeza de um trabalho da melhor qualidade. Aqui temos, por exemplo a belíssima “Amor, amor”, música que acabou sendo imortalizada na voz de Maria Bethânia. Há também outros sucessos como “As labaredas”, “Doce mentira” e “Cão sem dono”. Disco muito bacana que vale uma conferida. Se liguem no GTM…
Olá, amigos cultos e ocultos, boa tarde! Nosso encontro de hoje é com a Tetê Espíndola, uma das cantoras da minha geração que eu mais gosto. Aliás, cantora é pouco, ela é uma tremenda artista, compositora e multi-instrumentista, dona de uma voz única, uma verdadeira ‘mulher-pássaro’ que faz qualquer outro se calar para ouvi-la. Aqui temos dela o que podemos considerar como sendo o seu primeiro álbum solo. Ela já havia gravado anteriormente um disco com o grupo Lírio Selvagem, que eram antes membros do grupo Lua Azul, no qual Tetê também fazia parte. Mas foi em 80 que ela grava pela Philips este seu maravilhoso “Piraretã”. Um trabalho realmente muito lindo, quase todo acústico e cheio de um regionalismo que vai além do seu pantanal. Além de músicas próprias, em parcerias como os irmãos, ela também interpreta músicas de Arrigo e Paulo Barnabé (Tamarana); Gilberto Gil (Refazenda); Chico e Milton Nascimento (O Cio da Terra); Tião Carreiro (Matogrossense) e cabe até uma versão de Carlos Rennó (Melro) para o “Black Bird”, de Lennon e McCartney. Sem dúvida, um disco especial que anunciava o surgimento de uma grande cantora. “Piraretã” é lindo e mais que nunca merece o nosso toque musical. Confiram no GTM…
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Para não deixar a peteca cair, aqui vai um discão da Claudette Soares. Mais uma cantora que dispensa maiores apresentações e por aqui já diversas vezes apresentadas. Trazemos dela, desta vez, “Claudette…Fetinha pro sucesso ou Quem não é a maior tem que ser a melhor”. Vixiii.. que título grande, heim? Mas justifica, pode ter certeza. O título veio por conta de uma expressão da cantora, quando num programa, onde ela e Clara Nunes se apresentavam, o microfone estava um pouco alto e daí, brincando ela disse: “quem não é a maior tem que ser a melhor’. Neste lp Claudette arrasa diante de um repertório feitinho pro sucesso. Uma dúzia de boa música, em seu quinto lp de carreira. Confiram no GTM…
E então, amiguinhos cultos e ocultos, temos aqui mais uma cantora, mais uma voz feminina para acalentar esses momentos tão medonhos. O bicho está lá fora e o melhor mesmo é ficar em casa curtindo as publicações aqui do Toque Musical. Hoje temos Wilma Bentivegna, cantora paulista cujo período de maior atuação se deu nos anos 60. Já apresentamos dela, aqui, o primeiro lp lançado em 1961, “Canção do amor que lhe dou”. Agora temos “Preciso aprender a ser só”, disco de 66, onde ela nos apresenta um repertório não apenas de versões de sucessos internacionais, como era o seu habitual, mas também a música brasileira, entre essas, inclusive a que dá nome ao disco. Wilma gravou até os anos 70 e em sua maioria, compactos. Neste disco ela conta com os arranjos e regências do maestro Waldemiro Lemke. Confiram, no GTM…
Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Devido ao ‘ibope’ estou ainda mantendo as postagens com cantoras. Além do mais, o canto feminino é sempre uma boa pedida. E então, aqui vamos em mais uma semana com elas. Aqui temos, uma das minhas cantoras favoritas, a grande Alaíde Costa num disco que há muito eu já devia ter postado, mas como em outros tempos, este era um álbum que podia ser encontrado fácil, replicado em diversos blogs, assim não fazia sentido eu também publicar. Mas agora o tempo é outro e por certo o nosso público também. Vamos ouvir a Alaíde num álbum clássico da nossa MPB, ou mais especificamente, de Bossa Nova. “Afinal…” foi um disco lançado pela Audio Fidelity, um selo internacional que primava pela qualidade. E qualidade aqui é o que não falta, tanto técnica quanto artisticamente. Alaíde interpreta um repertório essencialmente de bossa nova, com músicas inéditas e também conhecidas, tudo do mais alto nível. Conta com um time de músicos geniais como, por exemplo, Paulinho Nogueira, Theo de Barros, Cesar Mariano e Sabá. A regência é do maestro Lindolfo Gaya. Sem dúvida, um belíssimo disco que, contudo, não poderia faltar em nosso cardápio. Confira no GTM…
Olá, amigos cultos e ocultos! Nesta semana que passou eu me deparei com este disco. Me chamou a atenção pela capa, a frente é em alto relevo, coisa que nunca tinha visto num lp. Diferente, quis ouvir. Infelizmente o exemplar que eu tinha não trazia encarte, o que limitou as informações sobre a cantora. Sandra Rozados é o nome dela, mas difícil foi achar algo sobre ela. Ao que parece, gravou apenas este disco. Projetos independentes tem disso. Descobri apenas que ela é uma cantora baiana e que fez parte de grupos de artistas como Geronimo, Luiz Caldas e Carlinhos Brown. Se tivesse essa informação antes de ouvir o disco pensaria que se trata de mais uma cantora de Axé ou coisa baiana parecida, mas Sandra Rozados passa longe, ou talvez não lembre em nada essas coisas. Com um tom de voz que lembra muito outra cantora dessa mesma época, a Marina, traz um repertório bacana, arranjos e instrumental também de surpreender. Vale a pena conhecer…
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez marcando presença em nosso Toque Musical, temos a “Rainha do Baião”, Carmelia Alves. Por aqui já postamos algumas de suas muitas gravações e desta vez estamos trazendo um disco já dos anos 70, o álbum “Ritmos do Brasil”. Aqui ela nos mostra que não é apenas boa no baião, mas também no carimbó, no frevo, maxixe e samba-canção. Não deixem de conferir no GTM. Agora no Depositfiles e Mediafire. 😉
Aqui estamos novamente, amigos cultos e ocultos. E como ninguém reclamou, vamos dando sequencia a mostra dedicada as vozes femininas, pois o que não falta é cantora nesse nosso Brasil. Para tanto, temos aqui e mais uma vez no nosso Toque Musical a inesquecível Eliana Pittman em um disco que reúne alguns de seus melhores momentos em shows no Teatro de Copacabana e no Teatro do Bolão, em 1968, acompanhada pelo Trio 3 D e SB-3 Trio. Quem também participa, dando apoio no violão é Geraldo Azevedo. Já deu para perceber que a coisa aqui é boa né, minha filha? Hehehe… Não deixem de conferir no GTM…
E aí, amigos cultos e ocultos, como vamos? Nossa mostra musical feminina está rendendo e ainda temos muito a apresentar. Basta para tanto que vocês fiquem ligados, pois nossos links tem um prazo curto e não temos reposição dos mesmos no Grupo Toque Musical. Continuando com as cantoras, desta vez temos Solange Kafuri em seu único disco, “O canto que trago”, produção independente , de 1983. E como se pode ver logo na contracapa, temos neste disco um repertório curto, mas da melhor qualidade, com músicas de grandes compositores. Não bastasse, ela vem apoiada por uma dezena de músicos instrumentistas de primeiríssima linha, o que garante de vez alto nível deste trabalho. Embora tendo uma formação musical e durante os anos 80 tenha sem apresentado em shows, Solange Kafuri preferiu atuar na área de produção artística, se tornando uma das mais importantes produtoras, tendo em sua trajetória profissional uma lista enorme dos melhores espetáculos de música popular brasileira.
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez, a força feminina na música popular brasileira vai mandando ver… Hoje temos novamente por aqui a inesquecível Carmen Costa, uma cantora que dispensa maiores apresentações. Aqui temos dela o primeiro lp de 10 polegadas, lançado em 1955 pelo selo Copacabana. Neste disco estão reunidos alguns sambas que ela gravou anteriormente em discos de 78 rpm.
Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! Hoje e pela primeira vez temos um disco da Leila Pinheiro. E não por acaso apresentamos o seu primeiro trabalho, gravado logo no início dos anos 80. O lp é uma produção independente, dirigida por Raymundo Bittencourt. Traz um repertório com doze canções de diversos grandes compositores. Para melhorar ainda mais e mostrar o nível da moça, seu disco conta com a participação de uma dezena de músicos de primeiríssima linha, gente como Tom Jobim, Toninho Horta, Joel Nascimento, Gilson Peranzzetta, Alberto Arantes, Francis Hime, João Donato e muitos outros… Não bastasse, a contracapa vem com um texto de apresentação da cantora feito por Billy Blanco. Leila Pinheiro é do Pará. Cantora, compositora e pianista. Uma artista de muito talento, com mais de 20 discos gravados. Respeitada mundialmente como um dos grandes nomes da nossa música popular brasileira. Este seu álbum de estréia é ímpar e hoje em dia pouco conhecido. Belíssimo trabalho que vale conferir…
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Dando sequência em nossa mostra vocal feminino, temos para hoje a cantora e compositora Fátima Regina. Ela nasceu em Niterói, mas iniciou sua carreira musical nos anos 70, quando então residia no sul do país. Seu primeiro trabalho fonográfico surgiu num compacto gravado em 1974 e trazendo composições sua e em parceria com Kedir Ramil. Mas foi só em 1978 que ela resolve assumir profissionalmente a carreira artística, participando de diversos espetáculos e também gravando em estúdio. Foi ‘backing vocal’ na banda que acompanhava Roberto Carlos, trabalhou na área de publicidade e também apresentou programa musical na TV Educativa. Seu primeiro lp veio em 1988, o “Velas ao vento”, com músicas do compositor Marco Aurélio. Acompanhou o cantor americano, Billy Paul quando este esteve se apresentando no Brasil e teve sua composição, em parceria com Aécio Flávio, “My great emotion”, gravada por ele. Essa música, inclusive, está presente neste disco, “Ventos a favor”, lançado por ela em 1990. Este álbum foi produzido por Roberto Menescal e traz também composições próprias e parcerias, além de canções de Tom Jobim, Ivan Lins, Cláudio Cartier e outros. De lá pra cá tem feito muitos outros trabalhos e também continua gravando. Uma bela voz que vale a pena o nosso toque musical. Não deixem de conferir no GTM…
Olá amiguinhos cultos e ocultos, boa tarde! Eis que mais uma vez trazemos aqui um disco da cantora e compositora Joyce. Trazemos hoje um álbum que ela gravou em 1985, pelo selo Pointer. “Saudade do Futuro” foi seu décimo lp solo, mas em sua discografia existem outros discos e compactos em que ela participou. Nessa época, anos 80, ela já era uma artista consagrada, inclusive internacionalmente. Neste lp quase todas as faixas são de sua autoria. Neste disco temos, por exemplo, “Velhos no Ano 2000”, uma bela versão para “When I’m 64”, de Lennon e McCartney; “Tema para Jobim”, uma composição dela com o lendário saxofonista americano Gerry Mulligan. Participam do disco um time de grandes artistas e em especial, Milton Nascimento, em “Tema para Jobim”. Os arranjos e regências são de Gilson Peranzzetta. Um bom trabalho que vale a pena conhecer. Confiram no GTM…